Radar

radar · Outros

Brian Holdsworth

Calling Out Joe Schmid's Conversion

28/08/2026 · ~14 min · YouTube ↗ · transcrição

a tese

Brian Holdsworth (youtuber católico) defende Joe Schmid do ataque que se seguiu ao anúncio de sua conversão (ou reversão) ao catolicismo, argumentando que as reações céticas mais populares não são objeções ao conteúdo dele, mas falácias genéticas e psicologização que revelam mais sobre a hostilidade a Cristo do que sobre a racionalidade de Schmid.

aprofundar

não

É apologética católica de defesa reputacional, competente na denúncia da falácia genética/bulverismo mas leve e retórica no resto (metaética não-cognitivista tratada de passagem, "minoria mais perseguida" sem dados); serve como amostra do lado católico da reação, não como material de estudo.

  • Abre notando que não conhecia Schmid antes do anúncio e que se surpreendeu com o volume de gente denunciando a conversão como falsa ou fruto de fraqueza intelectual/psicológica.
  • Primeira provocação: por que ateus e agnósticos se importam tanto com a escolha religiosa de outro? Se, como Ayer, Nietzsche e Russell sustentam, não há fatos morais e o juízo de “errado” só exprime sentimento do falante, o cético não tem base para corrigir a decisão de Schmid ou impô-la aos outros.
  • Relata que ele próprio, ao se converter ao catolicismo, perdeu círculos sociais, e sustenta que o cristianismo (em especial o católico) atrai uma hostilidade que uma conversão ao budismo ou ao islã não atrairia; afirma que cristãos são a minoria mais perseguida do mundo.
  • Analisa o segundo comentário mais popular (“ele foi criado católico, perdi o interesse”) como falácia genética clássica, que C.S. Lewis apelidou de “bulverismo”: atribuir um motivo à crença alheia e descartá-la sem tocar no argumento; ilustra com o fazendeiro que pinta o celeiro de vermelho por refletir luz e é acusado de fazê-lo só por gostar da cor.
  • Analisa o comentário mais popular (ironizando que Schmid teria “examinado toda religião e denominação” e escolhido a da infância) como exigência de padrão impossível: ninguém escolhe nada exaurindo todas as alternativas, e impor isso à religião é duplo padrão (analogias do noivo que pede a namorada em casamento e da compra de um carro dentro do orçamento).
  • Argumenta que a verdade não se estabelece refutando toda resposta errada e sim encontrando a certa: convencido de reivindicações centrais como a ressurreição, não precisa refutar cada religião possível, assim como provar 2+2=4 não exige refutar todos os erros.
  • Sustenta que o espectro religioso reduz-se a poucas categorias (panteísmo, politeísmo, monoteísmo, dualismo) e usa o lema “a verdade une”: o cristianismo católico compartilha algo com todas as alternativas (sobrenatural, poder superior, vida após a morte), enquanto o ateu é quem fica mais longe de todos, afirmando que só ele está certo.
  • Encerra com a autopromoção habitual (curtir, inscrever, comunidade no Locals, encontro mensal de filosofia e teologia).