My (Small) Role in Joe Schmid's Conversion
a tese
Suan Sonna, do canal Intellectual Catholicism, celebra a conversão de Joe Schmid ao catolicismo, conta seu papel pessoal como interlocutor de Schmid e defende que o que derrubou o agnosticismo do amigo não foram argumentos filosóficos abstratos, mas milagres e o sobrenatural.
aprofundar
não
É peça devocional e celebratória de bastidores, útil só para entender a rede de apologistas católicos em torno de Schmid; o conteúdo argumentativo sério está nos vídeos do próprio Schmid e do Randal Rauser.
- Sonna diz que sempre teve certo receio de que Schmid, um filósofo brilhante formado na Ivy League, não fosse católico, temendo que o amigo enxergasse algo que ele não via.
- Relata que Schmid o procurou dizendo estar investigando o catolicismo porque “não sabia o que fazer” com os milagres eucarísticos, as aparições marianas e as alegações de milagre, ou seja, o sobrenatural, e não os argumentos sobre a existência de Deus, foi o que o travou.
- Descreve os bastidores da conversão: Cameron Bertuzzi e sobretudo Ethan Muse teriam trabalhado o ceticismo de Schmid sobre milagres; Schmid depois enviou a Sonna perguntas sobre inerrância bíblica, ética da mentira, sofrimento animal e a conquista de Canaã.
- Expõe sua própria posição tomista (a mentira é intrinsecamente desordenada e nunca permitida, mas cabe ocultar a verdade de quem não tem direito a ela) e a noção católica de inerrância: a Bíblia é sem erro naquilo que afirma como verdadeiro, no gênero literário em que afirma.
- Cita a Pontifícia Comissão Bíblica para dizer que a conquista de Canaã pode ser lida como parábola e não conquista literal, interpretação permitida embora não seja magistério ordinário; ele rejeita o extermínio de mulheres e crianças.
- Rebate os críticos protestantes com um clipe de Dale Allison: Lutero e Calvino foram céticos que tiveram de refutar milagres, visões de Maria e milagres eucarísticos, e por isso Hume seria “descendente direto de Lutero”, o pai do ceticismo moderno.
- Contra-ataca quem agora diz que Schmid “deixou de ser brilhante” ao se converter ou que apenas “voltou à fé da infância”, lembrando que Schmid se dizia aberto a formas liberais de cristianismo e que o evangelicalismo estava fora de cogitação para ele.
- Fecha em tom devocional e efusivo (glória a Cristo, à Trindade), agradecendo a Ethan Muse, Jimmy Akin e outros, e dizendo que o próprio Schmid o teria salvado ao encorajá-lo.