Radar

radar · Outros

Joshua L Rasmussen | Worldview Design

What Happened to Joe Schmid?

04/09/2026 · ~33 min · YouTube ↗ · transcrição

a tese

Joshua Rasmussen, filósofo teísta e mentor de longa data de Joe Schmid, comenta a conversão do amigo ao teísmo católico com afeto e sem endosso: aceita a virada rumo ao teísmo, mas rejeita especificamente o argumento dos milagres como prova das doutrinas católicas.

aprofundar

talvez

O relato de bastidores e o enquadramento sociológico da mudança de crença têm valor, mas a metafísica difusa de Rasmussen (quase-morte, consciência cósmica) e a ausência de argumento teológico rigoroso limitam o retorno; interessa mais como termômetro da recepção do caso Schmid entre os próprios teístas.

  • Rasmussen conta que conhece Schmid desde o ensino médio, escreveu para ele a melhor carta de recomendação que já redigiu (a Princeton), e o descreve como o filósofo jovem mais brilhante que viu, alguém que saiu de “naturalistically inclined” (ateu) para agnóstico e batizou seu canal de Majesty of Reason.
  • Ele enquadra a mudança de Schmid como parte de um padrão pouco visível: vários filósofos deixam a religião da infância, passam pelo agnosticismo, estudam os argumentos e voltam a alguma forma de teísmo mais sofisticado; cita o estudo de Helen De Cruz (amostra pequena, interpretação disputada) sugerindo que, entre os que mudam de ideia na filosofia da religião, mais migram para o teísmo do que para longe dele.
  • Argumenta que a acusação de “motivação psicológica” contra Schmid é simplista, porque os filósofos também sofrem pressão de pertencimento, só que da tribo acadêmica majoritariamente ateia; sustentar teísmo (ou catolicismo) na academia exige a mesma coragem de independência que sair da religião exige na cultura popular.
  • Cita Dustin Krummet (coautor de Schmid no argumento da harmonia psicofísica) como caso paralelo: criado religioso, cético, agnóstico na pós, depois persuadido ao teísmo, com relato no blog do Capturing Christianity.
  • Elogia as virtudes intelectuais de Schmid (caridade com o oponente, não simplifica visões rivais, não force a barra dizendo “a solução do enigma é o catolicismo”), remetendo ao artigo recente dele sobre harmonia.
  • A crítica central: Rasmussen concede de graça que os relatos de milagres sejam verdadeiros, e ataca apenas a premissa de ligação, a de que os milagres apontam para as doutrinas nucleares do catolicismo com exclusão das outras tradições.
  • Sua evidência contrária vem de milhares de relatos de experiências de quase-morte que ele diz ter estudado: seriam unânimes em não apontar para nenhuma tradição exclusiva, sugerindo antes um Deus que se acomoda e se conecta de muitos modos, sem que a forma religiosa específica seja essencial.
  • Ressalva que não defende pluralismo (“todos os caminhos iguais”), e que sua posição não exclui um catolicismo inclusivista; apenas nega o argumento dos milagres como vindicação das doutrinas católicas.
  • Fecha com uma metafísica pessoal de “Deus como fundamento/consciência cósmica/fonte do amor em quem vivemos e nos movemos” e uma “grande história” em que cada um faz seu papel, saudando a tensão intelectual permanente com Schmid como um presente.