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Petrit Kola

Muslim DEBUNKS Joe Schmid Miracle Argument

20/09/2026 · ~30 min · YouTube ↗ · transcrição

a tese

O apologista muçulmano Petrit Kola sustenta que o argumento dos milagres vindicatórios, apresentado por Joe Schmid como razão principal de sua conversão ao catolicismo, falha duas vezes: milagres desse tipo também são atestados na história islâmica, e o próprio critério, se levado a sério, obrigaria a seguir o anticristo.

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talvez

A objeção central (o milagre vindicatório é subdeterminado e o critério verdadeiro é doutrinal, não evidencial) é boa e o paralelo com Mateus 24 e 2 Tessalonicenses 2 é pertinente ao caso Schmid que o Bruno acompanha, mas a execução é de apologética de canal, com casos islâmicos citados sem crítica de fonte equivalente à que ele exige dos católicos.

  • Kola define, seguindo o próprio Schmid, o milagre vindicatório como o evento naturalmente inexplicável em que Deus põe publicamente seu selo de aprovação sobre uma doutrina ou sobre alguém que se apresenta como legado divino, distinguindo-o dos milagres comuns (cura, compaixão, graça) que Schmid admite ocorrerem em qualquer religião.
  • Reproduz clipe em que Schmid diz ter sido “inundado de evidência miraculosa” pelo catolicismo e que só depois disso passou a ver força nas teodiceias, e indica como leitura prévia o vídeo de cinco horas do canal Incisive Thoughts sobre o mesmo argumento.
  • Apresenta Padre Pio como o caso central da argumentação católica: estigmas que não cicatrizavam, conhecimento dos pecados do penitente antes da confissão, curas de paralisias e doenças longas, tudo com forte documentação.
  • Menciona, sem apostar nisso, a contraprova cética: Agostino Gemelli, médico e frade da Universidade Católica de Milão, chamou Padre Pio de “psicopata ignorante e automutilador que se aproveitava da credulidade pública”, e Sergio Luzzatto encontrou evidência de arquivo de encomendas secretas de ácidos capazes de produzir as lesões.
  • Concede de propósito que os milagres de Padre Pio ocorreram e ataca a exclusividade católica com casos islâmicos: Khalid ibn al-Walid bebendo veneno dos inimigos sem sofrer dano, Umar gritando “ó, a montanha” durante o sermão de sexta-feira em Medina e sendo ouvido por Sariya em campo de batalha distante, e a travessia das águas por al-Alá al-Hadrami e seu exército sem que homens e cavalos se molhassem, atestada por Abu Hurayra.
  • Acrescenta os milagres atribuídos a Ibn Taymiyya e relatados por seu discípulo Ibn al-Qayyim, com a mesma estrutura dos de Padre Pio: previsão categórica da vitória sobre os mongóis (“digo isso como certeza, não como condição”), conhecimento de doentes chegados à cidade em segredo, antecipação das objeções do adversário em debate e a profecia detalhada da invasão tártara de 699 da Hégira, com derrota inicial dos muçulmanos mas sem massacre geral em Damasco.
  • Antecipa a objeção de que a evidência islâmica seria só testemunhal e responde que testemunho é evidência, que as narrativas citadas têm cadeias de transmissão classificadas como sahih pela ciência do hadith, algumas em transmissão massiva, e que todo ceticismo aplicável a elas se aplica igualmente a fotos e vídeos católicos.
  • Vira o argumento pelo critério de Ibn Taymiyya: prodígios acontecem também a descrentes, politeístas, inovadores e hipócritas, por companhia demoníaca, e o santo se reconhece pela conformidade à mensagem, não pelo prodígio, o que a Bíblia confirma em Mateus 24 (falsos profetas com grandes sinais) e em 2 Tessalonicenses 2 (o iníquo com prodígios mentirosos); a mesma lógica aparece no hadith em que Maomé testa Ibn Sayyad, que acerta a surata oculta e mesmo assim é dispensado como adivinho.
  • Fecha com o dilema do anticristo (o Dajjal), que segundo as duas tradições ressuscitará mortos, mudará o clima e inverterá fogo e água diante de multidões: ou Schmid seguiria o anticristo, ou já está julgando os milagres pela doutrina que aceitou antes, e nesse caso o argumento vindicatório não pode fundar o catolicismo, o que derrubaria o segundo vídeo da série de 25 horas de Schmid.