Joe Schmid y la evidencia del catolicismo | Milagros, Demonología, Fátima y Padre Pío
a tese
William Toro e o estudante de filosofia Daniel Gutiérrez usam a conversão de Joe Schmid para expor, em chave apologética católica, uma epistemologia dos milagres assente em três critérios: improbabilidade, ausência de causa natural e contexto religioso que vindica doutrinas especificamente católicas.
aprofundar
talvez
Boa amostra da apologética católica hispânica de nível médio-popular sobre milagres e do caso Schmid, mas longa, difusa e sem novidade filosófica; o Bruno a aproveitaria mais como panorama de recepção do que como fonte de argumento.
- Reconstroem o percurso de Schmid: criado em família muito católica, perdeu a fé primeiro com a evolução (depois reconciliada via Francis Collins e o grupo BioLogos) e em seguida com o problema do sofrimento animal, que o tornou ateu.
- Debates o levaram do ateísmo pop (Dawkins, Hitchens) a Jeffrey Jay Lowder, com seu caso cumulativo pró-naturalismo via teorema de Bayes, e a Graham Oppy e Paul Draper; o canal de Joshua Rasmussen (argumento da contingência) o trouxe ao agnosticismo, e o ajuste fino, a harmonia nomológica e psicofísica e os vídeos de milagres de Cameron Bertuzzi selaram a virada ao catolicismo.
- Distinguem “inexplicável” de “milagre”: algo sem explicação pode ter causa natural desconhecida, erro de observação, fraude ou dados insuficientes; a ciência estuda o acontecimento, mas o salto para “logo foi Deus” é inferência filosófica.
- Insistem que improbabilidade sozinha não indica milagre (qualquer placa de carro que se vê é improvável); o que qualifica é o contexto, ilustrado pela analogia da placa com o nome “Justin Bieber” e por comparação bayesiana de hipóteses.
- Sobre a intervenção divina nas leis naturais, usam a analogia da mão que interrompe a queda de um objeto e a de Michael Licona a Bart Ehrman (o pai que sustenta o filho “andando” sobre a água) para dizer que Deus intervém no sistema quando quer, sem aboli-lo.
- Leem João 6 (multiplicação dos pães e Jesus andando sobre as águas como o “Eu sou” do Êxodo e o Salmo do domínio sobre o mar) para mostrar que os milagres carregam conteúdo teológico, não são “show de luzes”.
- Em demonologia, distinguem natural, preternatural (anjos e demônios) e sobrenatural (Deus); a Igreja admite ação demoníaca extraordinária, mas os frutos discernem a fonte, pois seria absurdo o demônio produzir milagres que aproximam de Cristo, da Eucaristia e da confissão.
- Apresentam o Padre Pio como evidência cumulativa: estigmas de 1918 documentados por décadas e sumidos após a morte, bilocação, conhecimento sobrenatural, curas, vexações demoníacas físicas, tudo submetido a investigação eclesial cética, restrições ministeriais e canonização tardia (heroicidade das virtudes reconhecida em 1997).
- Defendem que testemunho é evidência, contra Matt Dillahunty, do mesmo tipo epistêmico da confiança na ciência e na história, avaliável pela qualidade e independência das fontes.
- Encerram repetindo a “aposta do sinalizador” de Schmid (rezar mesmo com 1% de probabilidade) e um apelo a ateus e protestantes para investigar, com oração final pela perseverança de Schmid e pela conversão de Alex O’Connor e Javier Santaolalla.