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radar · Filosofia & teologia

Hosanna In Excelsis

Joe Schmid, el famoso filósofo agnóstico se convierte al Catolicismo!

22/08/2026 · ~86 min · YouTube ↗ · transcrição

a tese

A conversão de Joe Schmid ao catolicismo é a mais importante dos últimos anos porque um dos principais nomes acadêmicos do lado não teísta passou para o lado católico, e o que o convenceu não foi um argumento filosófico inédito, mas o caso cumulativo dos milagres que confirmam doutrinas distintivamente católicas. O apresentador traduz ao vivo o vídeo de anúncio de Schmid e comenta cada trecho pela ótica tomista e apologética.

aprofundar

talvez

porque o canal em si é reação devocional com tradução simultânea imprecisa e nenhum argumento próprio, mas o material primário que ele traduz (o testemunho de Schmid, o eixo milagres que reivindicam doutrinas distintivas e o argumento da inércia existencial contra a conservação divina) toca de perto o interesse do Bruno em filosofia da religião e no debate católico-protestante; melhor ir direto ao vídeo original de Schmid e usar este apenas como termômetro da recepção católica hispânica.

  • O apresentador (canal católico em espanhol, formato de live com chat) abre dizendo que soube da notícia pelo X naquela manhã, que ainda custa a acreditar, e que compara o impacto ao da conversão de Dante Urbina no mundo hispânico, com o agravante de que Schmid faz doutorado em filosofia em Princeton e já publicava em revistas especializadas muito jovem.
  • Traduzindo o vídeo, ele acompanha a trajetória narrada por Schmid: criado em lar católico devoto e escola católica, leitor de apologética (cita Trent Horn), teve a primeira hesitação na sétima ou oitava série com a evolução, resolvida pela evolução teísta e pela leitura de Gênesis como gênero mítico com elementos teológicos e históricos.
  • A ruptura veio no nono e décimo ano com o problema do mal em chave animal, os milhões de anos de predação e sofrimento antes do homem, que ele não conseguiu conciliar com um Deus onipotente, onisciente e bom; passou a consumir debates de William Lane Craig e dos novos ateus (Sam Harris, Richard Dawkins) e concluiu pelo ateísmo e pelo naturalismo, o mundo como indiferença cega e impiedosa, sem propósito nem mente fundamental.
  • O retorno parcial veio pelo canal Worldview Design, de Joshua Rasmussen (na legenda “Josh Rusen”), que na época publicava com Alexander Pruss o “Necessary Existence” pela Oxford; a correspondência por e-mail com Rasmussen durante o último ano do ensino médio o levou a suspender o juízo e assumir agnosticismo estável até a pós-graduação.
  • No primeiro e segundo ano de pós ele voltou a se inclinar ao teísmo por argumentos de contingência (menciona Pruss e Robert Koons), descrevendo Deus como perfeição pura e ilimitada e o teísmo como hipótese simples, coerente, não arbitrária e unificadora de dados díspares; o apresentador interrompe longamente para dizer que isso é Tomás de Aquino comprimido, cita o “De potentia” (o ser como ato de todos os atos e perfeição de todas as perfeições) e a questão sobre a perfeição divina na Suma, e emenda que essa robustez metafísica é a vantagem católica sobre o protestantismo.
  • O núcleo da conversão, segundo Schmid, foi o acúmulo de evidência de fenômenos milagrosos no segundo e terceiro ano de pós: a aparição de Zeitoun vista por multidões sobre uma igreja copta ortodoxa, entrevistas com psiquiatras, exorcistas e ministros de libertação sobre manifestações demoníacas multimodais com dezenas de testemunhas, e curas com documentação médica (remissão instantânea de esclerose múltipla avançada, pernas endireitadas, laudos cegos de laboratório apontando tecido miocárdico em milagres eucarísticos); ele diz que a alternativa naturalista o obrigaria a supor que todos mentem, uma conspiração das conspirações.
  • O passo decisivo, insiste Schmid, é que os milagres não apenas apontam para Deus, mas reivindicam doutrinas especificamente católicas: intercessão dos santos, milagres eucarísticos, Fátima e Lourdes, o “eu sou a Imaculada Conceição” dito a Bernadette Soubirous, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração e a promoção do rosário; a conversa de cerca de quatro horas em fevereiro com Ethan (sobrenome incerto) sobre os carismas de Padre Pio (estigmas por cinco décadas, perfume, temperaturas impossíveis, curas) foi o que o convenceu intelectualmente, e o apresentador aproveita para pedir orações e likes e para dizer que Deus “se esforça” para levar as pessoas à fé católica.
  • Entra ao vivo o convidado Rafa, estudante de filosofia, que explica o argumento pelo qual Schmid era conhecido no lado não teísta, a inércia existencial (o que começa a existir continua existindo salvo interrupção externa, com a analogia do despertador programado para as 6h), oposto à conservação divina tomista, cita a obra “Existential Inertia and Classical Theistic Proofs” (ele fala em dois livros e confunde o canal Majesty of Reason com um deles) e situa Schmid na linhagem de Graham Oppy.
  • Rafa e o apresentador avaliam que Schmid tem histórico de honestidade intelectual (abandonou argumentos ateus que julgou refutáveis), que sua conversão deve se sustentar, que ele prometeu fazer a melhor série de vídeos defendendo o catolicismo contra protestantes, ortodoxos e outras religiões, e comparam o “fichaje” ao Real Madrid contratando Cristiano Ronaldo e Luís Figo; a parte final destaca o chamado de Schmid à santidade sentido na academia, sua atração por Santa Maria Goretti e pela conversão do assassino Alessandro, Maximiliano Kolbe e Damião de Molokai, e anuncia programa futuro sobre um pronunciamento recente de William Lane Craig tratado como golpe final no protestantismo.