Joe Schmid Converted And Everyone Lost Their Minds
a tese
A reação hostil à conversão de Joe Schmid ao catolicismo expõe um duplo padrão entre céticos, que tratam probabilidade e evidência como subjetivas quando lhes convém e passam a falar como observadores ideais quando um filósofo agnóstico de peso se converte. Os apresentadores sustentam que quase ninguém enfrentou o argumento a partir de milagres, preferindo psicologizar Joe.
aprofundar
talvez
porque o material aproveitável (o post de Andrew Loke sobre milagres nas três tradições, o afunilamento evidencial até milagres como dado discriminante entre denominações e a resposta à psicologização de conversões) cabe em vinte minutos, e o restante das duas horas é piada de live, super chats e propaganda de curso.
- A live reúne o anfitrião do Inspiring Philosophy (chamado “Than”, grafia incerta), Tim e o convidado John, que abrem catalogando comentários contra Joe Schmid: que seria piada, episódio maníaco, busca de dinheiro e atenção, ou simples retorno à religião da infância.
- O anfitrião denuncia inconsistência bayesiana, já que os mesmos céticos que um mês antes diziam que suas atribuições de probabilidade eram subjetivas agora afirmam que nenhum raciocinador bem informado chegaria à conclusão de Joe, e lembra o caso inverso de Ted Poston, filósofo cristão que desconverteu e foi levado a sério.
- Argumenta que milagres sofrem descrédito automático mesmo entre gente séria, nunca recebendo o escrutínio dado a argumentos filosóficos, e que a piada recorrente sobre o “milagre hindu do leite” de 1995 (estátua de Ganesha absorvendo leite por porosidade da pedra) prova que os críticos não ouviram nada do que Joe disse.
- Ele recusa declarar sua denominação, política do Inspiring Philosophy voltada ao “mero cristianismo”, e reclama que defender milagres vindicatórios católicos dispara guerra denominacional em vez de discussão sobre evidência.
- Lê o post de Andrew Loke, que soubera da conversão em março, considera algumas objeções de Joe melhores que as de Graham Oppy, Alex Malpass e Dan Linford (grafia incerta), e acrescenta que há milagres rigorosamente examinados também em contexto ortodoxo e protestante, citando o documentário “Miracle” e “Testing Prayer” de Craig Keener (Harvard University Press), com a tese de que Deus faz milagres apesar de teologias imperfeitas porque Cristo é o Senhor comum.
- Defende as credenciais de Joe (doutorando em Princeton, cerca de 22 artigos publicados antes do doutorado, o argumento passo a passo pelo finitismo causal, série anunciada de 25 horas) e observa que os vídeos de resposta atacam um testemunho pessoal como se fosse a argumentação, o que classifica como erro de categoria.
- Reagem a um clipe protestante (do meio ligado ao needgod.net) que chama Maria de demônio inventado no Concílio de Éfeso por associação com Diana, e os três rejeitam a acusação lembrando Lucas 1 (“todas as gerações me chamarão bem-aventurada”), o uso do título rainha do céu por Lutero e o anjo de Apocalipse que recusa adoração sem por isso ser demoníaco.
- Depois de elogiar o ateu MindShift pela sobriedade, dedicam o bloco central a rebater Britt Hartley (No Nonsense Spirituality), que propõe um modelo de dois estágios no qual os argumentos apenas tornam uma cosmovisão viável e as necessidades existenciais fazem a seleção; John formalizou o vídeo dela em silogismo com auxílio de IA, e os três concedem validade formal mas negam solidez, apelando ao permissivismo de Graham Oppy para dizer que motivação existencial não torna a crença irracional nem toca a força dos dados.
- O anfitrião reconstrói o percurso de Joe como afunilamento sequencial de teorias (cosmos, ajuste fino, domínio moral com amor autossacrificial, depois milagres como único dado discriminante entre as três grandes tradições cristãs), afirma que Joe tinha motivações existenciais contrárias à conversão e que a hostilidade atual é rebaixamento de status epistêmico de um líder que abandonou a tribo cética.
- Encerram prevendo que o debate público migre para milagres nos próximos seis meses, comemorando o afastamento do embate com a da’wa islâmica, e o anfitrião diz aceitar apenas dois milagres eucarísticos como aprovados no seu nível de escrutínio; há longo pitch da Inspiring Philosophy Academy no meio da transmissão.