Agnóstico Joe Schmid Converte-se ao Catolicismo #religião #filosofia
a tese
Mateus Tibúrcio comenta a conversão de Joe Schmid ao catolicismo como acontecimento inesperado e providencial, já que o filósofo era o principal quadro jovem do lado ateu/agnóstico na filosofia analítica da religião. Ele lê o caso dentro de uma onda de conversões de jovens americanos movidas por busca da verdade, e contrasta isso com o que julga ser o perfil menos intelectual das conversões brasileiras.
aprofundar
não
o vídeo é opinativo e raso (o próprio autor diz que não leu os motivos da conversão), e o único fio que interessa ao Bruno, a tensão entre os argumentos de Schmid contra a simplicidade divina e a adesão ao teísmo clássico católico, rende mais nas fontes primárias e no dossiê do Rafael Gaspar do que aqui.
- Abre pedindo inscrição, likes e adesão ao nível três do canal (curso “sobrevivência intelectual”), invoca a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré para não cometer injustiça no vídeo e divulga seu curso de introdução às religiões.
- Apresenta Joe Schmid como um dos grandes prodígios do debate de filosofia da religião pelo lado ateu/agnóstico, precisando que ele era agnóstico e que já rejeitava cedo boa parte das ideias naturalistas.
- Situa o pano de fundo no neoateísmo dos anos 2000, movimento de cientistas do mundo anglo-saxão que, segundo ele, a intelectualidade de fora daquele mundo nunca levou a sério, embora o povão tenha aderido e criado uma onda de ateísmo adolescente.
- Percorre exemplos fora do mundo anglófono para sustentar isso: as associações humanistas seculares inglesas, as associações alemãs de ateus ligadas ao regime de concordata, com Hans Albert (grafia incerta na legenda) como teórico do grupo, morto já centenário, e a França, onde Michel Onfray nunca passou de mais um intelectual público.
- Argumenta que a reação ao neoateísmo produziu um efeito inesperado, a projeção pública de cristãos da filosofia analítica dedicados à teologia natural, com William Lane Craig como caso exemplar, e afirma que nos debates ficou claro que esses cristãos eram muito superiores aos apologetas neoateus.
- Encaixa Schmid entre os que saíram do movimento neoateu mas seguiram criticando os argumentos da existência de Deus, lembrando que ele começou a publicar ainda no ensino médio, algo atípico num ambiente onde a publicação costuma vir depois da formação acadêmica.
- Detalha a objeção da inércia existencial contra a primeira via de Tomás de Aquino, formulada por Schmid ainda adolescente, observando que a ideia já aparecia antes em outro autor (nome ininteligível na legenda), que ela se transpõe analogamente à segunda via e que, sendo objeção ad hoc, não refuta nenhuma premissa do argumento.
- Registra, creditando a um interlocutor chamado Ícaro (grafia incerta), que Schmid já vinha se aproximando da filosofia analítica neoaristotélica e neotomista, citando obras como “The Atlas of Reality”, de Robert Koons e Timothy Pickavance, e sublinha a curiosidade de ele aderir a uma religião que exige a doutrina da simplicidade divina, contra a qual ele mesmo construíra argumentos.
- Admite que ainda não viu os motivos alegados por Schmid para a conversão, atribui o caso à graça, pede oração pela perseverança dele e adverte que dentro da Igreja Católica também há tristezas e decepções.
- Fecha comparando cenários: nos Estados Unidos as conversões de jovens crescem a cada ano por ímpeto de busca da verdade, enquanto no Brasil, embora haja muitas conversões, elas teriam menos esse elemento e mais motivações de disciplina de vida ou de estética, e diz que os ateus estão assustados com o episódio.