¶1E aí, pessoal, tudo bem? Sejam bem-vindos a mais um vídeo do nosso canal. E hoje eu estou trazendo a resposta definitiva a este argumento aqui, que supostamente seria o argumento que convenceria qualquer protestante honesto contra o protestantismo. Pelo menos é isso que alega o Thalis Muniz, que está repetindo esse argumento aqui. Vocês sabem que houve toda uma polêmica sobre esse assunto, né?
¶2Eu vou já falar toda a retrospectiva, mas antes deixa eu primeiro anunciar uma coisa super importante que vai acontecer agora na próxima semana, no dia 27, 28 e 29, nós teremos um evento online, né, que vai falar bastante sobre a defesa da fé, apologética, princípios sobre isso, eh sobre as principais vertentes e como a gente pode aplicá-las na defesa da ressurreição, incluindo, inclusive dentro dessas aulas a resposta ao pressuposcionalismo e dentre outras coisas que vocês já pedem a bastante bastante tempo. Então, se você quer se inscrever nesse evento, você pode procurar aqui no link que vai estar na descrição e também na minha na minha bio do Instagram para que você possa lá comprar o nosso ingresso, tá bom? Tá bem baratinho, vocês queriam que fosse uma coisa bem acessível e eu já disponibilizei. Então, se você puder, inscreva-se que ainda dá tempo, tudo bem? Mas vamos lá, voltando aqui ao nosso vídeo, como eu falei, houve uma polêmica sobre isso, né?
¶3O Thales, ele basicamente pegou esse argumento da apologética gringa, né, norte-americana, e começou a reproduzir aqui no Brasil. Então assim, e eu vou mostrar para vocês que muito possivelmente o Thales, ele realmente só viu lá, achou interessante as palavras bonitas assim, mas ele não entende muito bem como o argumento funciona e isso vai ficar escancarado por causa de alguns comentários dele. Mas assim, no vídeo aqui tá todo roteirizado, né? repete bastante coisa do que ele viu lá fora, mas tudo bem, a gente pode responder mesmo assim. O que acontece é que houve uma situação bem assim, eh, acho que ficou bem feia pro Thales, né?
¶4Porque, eh, no meio dessa discussão sobre o assunto do assentimento da fé, estávamos em uma polêmica por causa de outras questões passadas. O que acontece aqui? O Thales há um certo tempo havia me convidado para um debate eh sobre o assunto do solo escrura, né? Ele achou que esse seria um tema interessante. Eu também achei que seria interessante, mas na época em que ele me convidou, eu estava lançando o meu curso, o Resgate das cinco vias, que basicamente é uma reexposição mais aprofundada, defendendo as cinco vias de várias objeções contemporâneas e tentando formular sua versão mais forte.
¶5E aí eu falei: "Olha, não tenho tempo agora porque eu estou nesse lançamento". Inclusive você pode encontrar esse curso também linkado aqui abaixo. E aí ele falou: "Tudo bem". E isso tinha sido só uma coisa privada entre nós, né? Já que essa palavra é tão cara aí ao Thales, né?
¶6que ele gosta de falar bastante contra os protestantes, foi um chat privado entre nós e nós simplesmente decid eh nós simplesmente não marcamos nenhuma data para esse debate. Logo depois houve a minha polêmica, né, a minha controvérsia contra o Ariel Lazare, que basicamente diz respeito à questão de ele estar fomentando um tipo de apologética muito maliciosa no Brasil, que tem que ver muito com deboche, com a ironia gratuitas. E aí eu achei que eu deveria fazer um vídeo contra isso. Eu fiz, o Ariel respondeu e o Ariel distorceu completamente a mensagem do vídeo. Vocês viram toda a minha recapitulação que está no Instagram também, tá?
¶7Não vou ficar repetindo como foi isso, mas o Thales aí nesse ato se voluntariou para debater no lugar do Ariel caso ele não aceitasse. E o tema que eu havia proposto era sobre a infalibilidade papal, porque nós estávamos tratando de dogmas ali naquela discussão e a infalibilidade papal é um dogma. Aí o o que que acontece? O eu ainda tentei insistir um pouco para tentar convencer o Ariel. Vários podcasts se ofereceram para hospedar o debate, mas o Ariel desistiu, né?
¶8Então assim, ele realmente falou que era porque eu não tinha tantos seguidores assim e ele só está interessado em pessoas que têm uma quantidade maior de seguidores do que ele. E eu mostrei todas as incoerências disso naquele vídeo que vocês já conhecem lá no Instagram. Seja como for, a polêmica avança da seguinte maneira. Eu rejo a esse vídeo aqui do Thales, tá? E esse vídeo aqui do Thales, eh, já em uma live anterior, né?
¶9Eu vou repetir alguns dos argumentos que eu já havia dito naquela live, mas com mais profundidade aqui, né? Com mais tempo para esmilsçá-los. E o Thesales responde, né? Ele faz a ele, a gente fica trocando algumas respostas, ele escreve no Instagram um post, aí eu eu falo no meus stories que eu gostaria de debater esse assunto com ele, já que ele queria tanto um debate comigo, falei: "Imão, bora debater esse tema. Já que é a questão da vez, vamos lá".
¶10E o Thesales aceita. Só que aí depois que o Thalis aceitou, basicamente a gente eh a gente esperou que ele me dissesse, né, que ele se pronunciasse quanto a uma data boa, né, para que a gente debatesse. e ele sumiu durante alguns dias, voltando com a desculpa de que, na verdade, o diretor espiritual não permitiu que ele entrasse no debate, porque esse tema aqui que eu vou expor para vocês hoje, eh, de maneira bem suscinta, mas suficiente, não seria possível de ser debatido entre nós dois, né, curiosamente falando. E o que não tem faz o menor sentido, já foi falado bastante isso, sabe? você não discute esse tipo de coisa em uma direção espiritual.
¶11Ele virou uma espécie de coach, né, uma um curador de debates pro Thales, né? E assim, se o o Tal já foi incoerente nisso em diversos pontos, né? Vocês sabem, no final das contas, o Tali já tinha sido orientado por esse mesmo diretor espiritual a não ficar comentando esse assunto sobre a oração imprecatória pela, né, execução dos hereges impenitentes e blá blá blá, mas ele continuou falando, falou em podcast, falou em debate, falou por aí e agora, mas agora sobre esse assunto aqui, ele tá bem consciencioso de que deveria obedecer o seu diretor espiritual às últimas consequências, né? Porque no final das contas o diretor espiritual mandou ele não aceitar o debate. E já fui esclarecido assim exaustivamente porque isso não faz o menor sentido.
¶12Eu fiz uma resposta expondo isso e o Thales foi a loucura, né? Começou a me acusar de um monte de coisa que eu tava suspeitando dele, blá blá blá blá blá. Eu só falei que não fazia sentido, né? Seria uma péssima direção espiritual essa. E eu acho até que ela é nula, né?
¶13Porque parece-me, né? que o Tal tinha falado que a gente teria que expor todo o assunto da dogmático sobre a fé. E não é necessário porque, como vocês vão ver, basta a gente focar aqui no objeto material, tá bom? No objeto material, que é um tópico que não demora muito para ser exposto. Então, por isso mesmo que eu tô tomando aqui esse fô para fazer uma introdução.
¶14Mas, enfim, [limpando a garganta] o vídeo mesmo talvez não demore tanto assim quanto eu pensava que ia durar, né? Mas enfim, é basicamente isso. A a a treta foi essa. Vocês podem ver nos meus res em que eu em que eu resumo o assunto. Eu até mesmo depois da resposta bem mal educada do Thalis me propus a debater.
¶15Então Tales, já que você quer debater e ele falou assim: "Ah, não, eu não debato esse assunto, mas o da infalibilidade papal, que supostamente é mais simples, que na verdade não é, né, ele ele aceitaria debater, né, né? Aí eu falei: "Olha, vamos lá, então, vamos negociar os termos. eu aceito debater infalibilidade para ou na verdade o papado, porque aí ele começou a me acusar dizendo que eu tava mudando o tema do debate porque era sobre papado e não infalibilidade, né? Eh, sendo que na verdade infalibilidade era o tema desde o começo lá com Ariel. Então ele já tentou distorcer de novo as minhas palavras, mas enfim.
¶16Aí eu falei: "Olha, vamos debater em falibilidade e esse tema aqui". E ele falou: "Não, não quero, não, não vou debater, não vou ser desobediente ao meu diretor espiritual, né, que falou para eu não debater, porque é impossível debater esse assunto, né, em um debate assim, só se for escrito." Se for, aí ele falou: "Não, se for escrito realmente a gente pode debater, né? Muito estranho." Mas tudo bem, né? A uma coisa mais engraçada que houve também foi a própria audiência católica dele se voltando contra ele, mostrando, ó, isso aqui, essa resposta é incoerente, não faz sentido. Parece que você tá fugindo e colocando a culpa, né, em qualquer coisa que apareceu.
¶17E sinceramente falando, é isso mesmo, né, gente? Não tem muito o que dizer que não é, mas é isso, né? Então, enfim, mas vamos lá. Eh, aconteceu isso tudo. Aí o Thales, como ele faltou, né, faltaram os argumentos para ele, começou a me xingar, fazer figurinha minha, começou a eh fazer imagem distorcida, debochando, sendo irônico e tal.
¶18eh falando sobre a minha doença quando eu tava no hospital, dizendo que pessoas que têm saúde, que estão com testosterona normal, não tem rabiddomiólise, ou seja, como falei naquele vídeo lá, né? Ele já palpitava sobre teologia e filosofia, o que não era segredo para ninguém, mas que ele queria palpitar sobre medicina, era novidade para mim. Então agora fica aí nessa peste de ele ser palpiteiro, exatamente em quase todas as coisas que ele se propõe a falar. Você falar nas várias coisas bizarras que você já devem ter ouvido o Thales falar sobre política, né? Mas enfim, vamos lá.
¶19Agora, deixando isso para trás, eu vou focar aqui novamente no argumento, mostrar como que as reações dele durante essa treta mostram que ele não sabe absolutamente nada do debate, que ele não foi buscar as fontes primárias que ele citou, que ele o Thalis, gente, nunca pegou no Marinçola para ler. Sejam, vocês acham mesmo que o Thalis faria? Não, não, não pegou, entendeu? Então assim, ele ele razoavelmente fez uma transcrição, acho que de algum vídeo que viu ou organizou da a maneira dele e fez esse vídeo aqui. Então, eh antes de expor o vídeo, deixa eu só fazer uma rápida introdução, porque vários de vocês sequer entender o vídeo do Thales.
¶20Isso se mostra até nos comentários do vídeo, né, do YouTube lá no canal dele. Mas é basicamente o seguinte, olha, a acusação do Thales, resumindo bastante, é o seguinte. Nós protestantes acreditamos que certas verdades não estão explícitas na Bíblia. Logo, nós precisaríamos de uma dedução, um raciocínio a partir dos dados da Escritura para poder deduzir certas crenças, doutrinas, enfim, verdades da Escritura. Logo, nós não estamos tendo a crença nela, nós não estamos assentindo a conclusão não somente porque Deus revelou, mas porque há um aspecto humano envolvido ali, misturado, que contamina a conclusão.
¶21Logo, nós, o motivo formal nosso ali do assentimento não está sendo apenas o Deus revelante, está sendo, na verdade, a razão humana também, porque ela está ajudando a mover a conclusão, né? você tá fazendo uma estrutura silogística, premissa revelada, um uma premissa natural. Logo, você tem aí eh você tem aí uma conclusão que não pode ser totalmente um artigo de fé, né? Ela não pode ser de fé, ela tem de ser aí eh crida de certa maneira com a fé humana ou algo parecido. É mais ou menos esse o raciocínio dele.
¶22Então a gente vai ver que também já tá meio esquisito, mas enfim, foi assim que ele expôs. A gente vai colocar um trecho da exposição dele. Acho que não tudo, mas é basicamente isso. Ou seja, nós protestantes temos que fazer um raciocínio. Logo, existe uma espécie de racionalismo, digamos assim.
¶23Aqui eu não lembro se o Thalis usou essa palavra, mas é mais ou menos isso que se quer dizer, né? Ou seja, nós estamos muito presos a o que o nosso juízo privado acha sobre a Bíblia. Logo, nós cremos porque nós estamos assentindo mediante um silogismo, mediante um raciocínio, blá blá blá. Então, não foi Deus que revelou. Eh, e não é o motivo, né?
¶24Ou seja, o Deus ter revelado não é o motivo de nós acreditarmos na conclusão. Enquanto que do lado católico ele diz que isso não é um problema, porque no final das contas, quando as verdades não estão explícitas na escritura, a igreja pode ir lá discutir, propor a verdade para os fiéis e os fiéis meramente assimilam. Ou seja, o dogma da infalibilidade papal está presente explicitamente na Bíblia, mas a igreja conhece o depósito da fé, as Sagradas Escrituras e a tradição. E ela encontra ali nas suas discussões, nas razões de credibilidade, né, que na verdade a verdade é essa, que o Papa diante de certas condições, ele pode falar infalivelmente excátedra. Então, quando a igreja já propõe isso, fica explícito.
¶25A verdade está lá formulada, a frase só precisa ser crida. O fiel não precisa montar um silogismo. Ele pode crer tão imediatamente nisso quanto ele crê imediatamente quando ele lá que Deus amou o mundo de tal maneira e que enviou seu filho unigênito, blá blá blá blá blá. Tá bom? Então é esse o caminho do raciocínio.
¶26Eu não sei se está ficando claro, mas acho que na exposição aqui vai ficar melhor, tá bom? Então vamos lá. Será mesmo que nós protestantes não podemos crer com fé divina em verdades que estão implícitas ou que não estão explícitamente reveladas? Vamos lá, né? É assim, esses slides não não se contentem tanto aí com o texto, tá?
¶27Eventualmente eu mudaria a redação, é mais pelas imagens mesmo que estão sendo geradas aqui, tá bom? Então, basicamente aqui, ó, existe um uma certa discussão sobre o limite do objeto material da fé, tá? O objeto material é a crença propriamente dita que vai ser crida e o objeto formal é o motivo pelo qual você crê nela. Então, perdão, tudo aquilo que vai ser crido, sei lá, eh, que Cristo é Deus, que Deus encarnou em Cristo, eh, no caso dos católicos, os dogmas marianos, no caso dos protestantes, sei lá, eh, os cinco solas ou então qualquer outra coisa que você, enfim, vá bater o seu assentimento, né, eles são o objeto material, aquilo que é crido. Então, como diz aqui, o objeto material da fé contém todas as coisas divinamente reveladas.
¶28A questão teológica central é determinar com precisão a extensão desse limite, né? Eu mudaria um pouco a redação disso daqui, mas enfim, concentre-se no que eu vou falar aqui sobre essa imagem, ó. Tem a verdade explicitamente revelada, né? E a fronteira dela. Até que ponto a gente pode esticar uma coisa que está contida dentro dessa verdade explicitamente revelada, tá bom?
¶29Porque existem certas verdades, como está aqui, que são verdades implícitas, né? Então, eh, certamente você já devem ter visto essa analogia em algum lugar, né? Tem um prisma aqui que diante do qual coloca uma luz, ele fragmenta essa luz em diversas cores, né, por causa da refração. Vocês devem ter visto isso na física, né, do ensino médio. [roncando] E aí, basicamente a gente tem então um uma questão que é o objeto revelado enquanto ele é crível em si mesmo e enquanto ele é crível para nós.
¶30Basicamente, às vezes, um objeto, ele vai se tornando cada vez mais crível para nós ao longo do tempo, eh, porque a gente vai entendendo mais sobre aquele assunto, mas ele em si mesmo já é revelado. Então, como diz aqui, ó, para ser objeto da fé, basta que seja revelado por Deus, independentemente de quem ouve. E aí do outro lado aqui, né, o objeto agora para nós exige que a revelação seja suficientemente conhecida por nós. Agora, o progresso no dogma ocorre porque o indivíduo pode passar a compreender o que as palavras significavam o tempo todo. O que sempre foi objeto de fé em si mesmo pode tornar-se objeto de fé para nós apenas no presente.
¶31Então, como eu falei, a gente vai tendo uma progressão do dogma, certo? E aí a gente vai crendo com mais perfeição, digamos assim, alcançando ao que ele é em si mesmo de certa maneira. Então vamos lá para explicar isso aqui um pouco de maneira mais interessante. Existem verdades na Bíblia, como eu falei, que estão explícitas, né? elas estão explícitas, mas então assim, em si mesmo elas já contêm tudo aquilo que elas podem significar e eventualmente elas estão explícitas, ou seja, os termos são muito claros e evidentes e o seu significado também, né?
¶32Agora, dentro delas parece que existem verdades implícitas e existem duas formas de elas estarem implícitas. Às vezes a gente diz que elas são formalmente implícitas, como está aqui em cima, e às vezes quando elas são virtualmente implícitas. O que que seria esse formal implícita, né? As verdades elas são ambas, real e formalmente a mesma coisa. Elas são idênticas.
¶33Eu vou dar já dar um exemplo disso. E o virtual é quando elas se ligam por uma necessidade, uma coisa decorre da outra, tá? E [roncando] a gente vai já ver alguns exemplos disso aqui, ó. Vamos lá. Deixa eu dar alguns exemplos aqui.
¶34Já vai ter exemplo aqui? Não, acho que não. Mas concentre-se primeiro nisso daqui, né? Nós temos aqui um quadro. Quando a gente tá falando de uma inclusão formal, a gente tem uma identidade real entre as proposições ou entre as palavras, tá bom?
¶35Eh, agora aqui, identidade formal. Ah, tá. Que aqui é sobre si a comparando inclusão formal, inclusão virtual e identidade real e identidade formal. e o exemplo teológico. Eu vou eu vou partir aqui direto pro exemplo para ficar mais claro, tá?
¶36Novamente eu também reformularia aqui esse texto, mas é basicamente o seguinte, ó. Vamos pensar aqui na verdade de que eh aqui primeiro na primeiro na verdade virtual para ficar mais claro. Quando diz assim, um exemplo: Cristo é homem. Quando a gente diz que Cristo é homem e a gente pega a palavra homem, a gente pode decompor a palavra homem com a sua significação. Por quando a gente fala que Cristo é homem, nós estamos dizendo que Cristo é um animal racional, certo?
¶37Porque pelo menos na tradição peripatética, blá blá blá, medieval, o homem é um animal racional. E aí, basicamente, quando a gente fala uma coisa, a gente já está implicando a outra, porque é basicamente o significado, né? Agora isso está, esse seria um exemplo, tá? Quando eu digo que Cristo é homem, nisso está contido, que ele é animal racional de algo formalmente incluso, tá? Mas por que que aqui tá no virtual?
¶38É porque existem certas coisas, na verdade, né, que que não são as que eu acabei de dizer, mas que agora ele vai comentar, né, que decorrem do fato de ele ser homem, mas que não são exatamente, não há uma identidade formal entre o que decorre e o que ele é nessa natureza. Por exemplo, a gente diz que Cristo tinha senso de humor, ele tinha a risibilidade, certo? Ele tinha essa capacidade de rir. Ora, a capacidade de rir, ela é um próprio, né? Ela decorre da natureza, ela decorre da essência da coisa, mas ela não é propriamente um constitutivo formal da essência da coisa.
¶39Porque a gente poderia dizer que os constitutivos aí são a animalidade e a racionalidade, certo? Mas decorre do fato de ser um animal racional, que ele pode ir, que ele pode ter senso de humor e blá blá blá blá blá. OK? Então é basicamente você pode pegar qualquer coisa aí e fazer essa decomposição, pensar, olha isso aqui quando eu decomponho pelo próprio significado da palavra ou pela pela própria eh pela própria sequência evidente natural dos termos, pode implicar outras coisas dentro disso, nesse sentido, então está formalmente implícito, entendeu? é formal nesse sentido.
¶40Agora, quando é virtual é porque decorre, a sentença está lá, mas dela podem decorrer várias coisas, né? Como o efeito está na causa, enfim, a gente vai ver várias maneiras de como isso pode acontecer. Vamos lá. Agora aqui, ó, essas regras que eu vou dar para vocês são da inclusão formal. Então, em quais casos a gente pode dizer que tá lá a sentença ou a frase ou a palavra?
¶41E dela a gente nela, dentro dela a gente pode encontrar algo que está virtualmente ou perdão, eh, formalmente implícito. Aqui já tem um exemplo que foi o que eu acabei de dar, né? Ou seja, a regra quando a gente tem a definição, ou seja, Cristo é homem, contém que ele é animal racional, tá? ou, por exemplo, as partes essenciais, se o todo eh físico metafísico é revelado. Por exemplo, no caso de Cristo ser homem, também vai também vai nisso está contido, que ele possui uma alma e um corpo, né?
¶42Eh, isso também seria algo formalmente implícito, eh, justamente porque a gente falou, né, animal racional, um animal, obviamente, ele também vai ter um corpo. Aí, por exemplo, a proposição particular, você pode encontrar uma proposição particularmente implícita dentro de uma afirmação universal. Por exemplo, eu digo: "Todos herdam o pecado original". Nessa declaração particular, perdão, universal, está contindo o quê? Que Pedro foi concebido em pecado, né?
¶43Segundo aí a essa doutrina, tá? Então, já está contido lá. Ou seja, eu não preciso eh eu não preciso raciocinar, fazer um silogismo, né? adicionar uma premissa adquirida pela evidência científica do mundo externo ou qualquer outra coisa assim da razão para poder chegar a essa conclusão, porque ela já está dentro disso, né, de todos herdarem o pecado original, como Pedro faz parte de todos, todos os homens, né, então segue-se que isso está formalmente implícito, tá bom? Ou, por exemplo, eh, a conclusão revelada, quando ambas as premissas são explicitamente reveladas, né?
¶44Então, um exemplo católico seria os sacramentos contém a graça, né, ou conferem a graça. Ah, eu digo, a Eucaristia é um sacramento, ou seja, Santa Ceia é um sacramento. Conclusão, eucaristia confere graça. Veja, eu estou fazendo um silogismo aqui, estou, mas ambas as premissas elas são reveladas, logo a conclusão também é revelada, né? Se eu negasse, né, e aí o argumento que eles dão, né, o Lugo e outros, se você negasse a conclusão, você basicamente negaria uma das premissas ou as duas premissas.
¶45Então, tem de ser revelado também, está formalmente implícito, tá bom? Você está fazendo ali uma premissa premissa. Está fazendo uma inferência, está, mas nesse caso não tem problema, tá bom? Ainda está dentro do que é formalmente implícito, está incluso, tá bom? Agora, a falsidade da contradição, qual que é a regra?
¶46Revela ela revelada a verdade, a oposição é falsa. Aqui ele não colocou um exemplo, mas deixa eu pensar em algo aqui. Eh, sei lá, você, a Bíblia fala, por exemplo, o seguinte, que Deus não é homem para que minta, né? Que Deus não pode mentir. Disso você extrai algo como que Deus sempre fala a verdade, por exemplo, tá?
¶47Seria algo mais ou menos assim, na ausência de um exemplo melhor, vai esse daí, tá bom? Então isso também seria algo formalmente implícito. Agora, causas e correlativos. No efeito revela-se a causa essencial. Como eu falei, efeito e causa também entra aí.
¶48Zebedeu é pai de João, também contém que João é filho de Zebedeu, né? Então, se a Bíblia fala que é que João era filho de Zebedeu, contém que Zebedeu é pai dele. Então, quando a gente tem esse caudos e correlativas, a gente também tem uma verdade formalmente implícita, tá bom? Essa aqui de baixo acho que só repete as anteriores, basicamente, tá? uma aplicação necessária.
¶49Tá bom? Então, agora a gente vai paraa parte do virtual. Todas essas regras aqui, elas foram de algo de uma inclusão formal. Existe outra circunstância também que eu posso lembrar dos manuais de dogmática, que acabou não aparecendo aqui, que agora me ocorreu, de também ser formalmente revelada, né? ser algo formal revelado, que é quando pelo contexto você sabe que apesar de os termos não se identificarem formalmente, eles querem implicar aquilo que está sendo questionado, por exemplo, ou o que está querendo, né, pelo contexto dizer.
¶50Como assim? Ficou confuso, né? Eh, digamos que o exemplo que as dogmáticas dão bastante é o seguinte: você pergunta: "Olha, eh, Judas está no céu ou no inferno paraa teologia católica, né?" E aí um católico responderia assim: "Olha, Judas morreu em desespero, morreu em pecado contra a esperança. Logo se segue, né, que ele estaria no inferno." Ou seja, ou a pessoa quis implicar com essa resposta que ele estaria no inferno. Ou seja, eu dei uma resposta, né, cujos termos ali identificam com o dizer exatamente ele está no inferno, mas a intenção era dizer isso.
¶51Então a gente pode dizer que por uma verdade conectiva, né, pelo contexto conectivo, uma implicação aqui, né, da do contexto se segue disso que Judas estaria no inferno, né, para essa pessoa católica que respondeu. Então isso também seria algo formalmente revelado, né? Não há um raciocínio extra do que já foi dito para se alcançar essa conclusão. Ela já ela já decorre ali da do próprio contexto, digamos assim, tá bom? Então, são esses os principais casos a outros, tá, gente?
¶52Eu diria até que esses e eh esses exemplos aqui que as dogmáticas católicas dão medievais poderiam ser ampliados. Tem muito mais coisa que poderia ser abrangido aqui, tá? Para mim que também incluiria algo formalmente implícito, tá? Eh, mas aqui a gente não tem, eu não tenho tempo de expor aqui a minha opinião sobre isso, mas em um momento oportuno a gente o fará. Agora sobre a questão do problema, né, da inclusão do algo virtual, do algo virtual.
¶53Tudo que eu vou falar aqui agora, tá? Aliás, tudo que eu falei até agora é crido pela maioria, tá? Pela maioria dos teólogos, os jesuítas, os esotistas, os suaresianos em geral, né? Os tomistas. Geralmente todo mundo já concede esses casos que eu falei anteriormente.
¶54Mas agora a gente vai falar sobre a posição do Lugo, né, do Soares e do Lugo, né? Eles ensinam que a proposição explícita não revela por si mesma aquilo que apenas dela decorre, né? se possuem um conceito formal diferente, né? A proposição explicitamente revelada, Cristo é homem, contém Cristo é risível, né? A capacidade de rir apenas virtualmente.
¶55A risibilidade decorre da humanidade, mas não é formalmente a própria humanidade. Ou seja, quando a gente vê nas escrituras que dizem assim: "Olha, Cristo é homem". Essa proposição não se segue da do próprio significado da palavra homem ou de Cristo que ele é risível, que ele tem essa capacidade de rir. Mas se a gente poderia adicionar uma premissa que é naturalmente conhecida e dizer assim: "Olha, todos os homens têm a risibilidade, são, eles têm capacidade de rir." Logo se seguiria, né, por essa inferência, por esse silogismo, que Cristo também teria a capacidade de rir. Tá bom?
¶56Então, dado isso, a gente não está crendo apenas porque essa verdade foi revelada explícita ou implicitamente na escritura, né? Eu tive que fazer ali um traquejo para chegar a essa conclusão. Então, o Soares, o Francisco Soares diria que essa conclusão aqui do Cristo é risível, ela teria de ser uma conclusão teológica. Ela não é um artigo de fé, não é algo que tá revelado para ser crido com fé divina, tá bom? Então, vejam, é, é isso aqui que ele está dizendo aí.
¶57Eh, o que que esse slide está representando aqui, né? Nós temos o conhecimento divino e a locução divina. Obviamente o conhecimento divino é perfeito, certo? Mas quando ele dá, ele faz uma locução divina, né, a revelação divina, como diz aí, é um ato livre. Deus pode utilizar palavras e sinais limitados a um conceito formal específico, sem a intenção de revelar todas as propriedades físicas que decorrem desse sinal.
¶58Ou seja, Deus pode estar querendo revelar tão somente aquilo sem as implicações virtuais do que aquilo pode ter, né, que a gente pode extrair mediante a razão. Ou seja, a o Francisco Soares, quando ele tá falando disso aqui, ele tá só preocupado em nós não ficarmos pensando que tudo aquilo ali que a gente pode elaborar é tá contido no depósito da fé. Na verdade, tem muitas coisas que a gente crê em que inclusive a Igreja Católica ensina que são conclusões teológicas, não são artigos de fé, não são dogmas, entende? Então, boa parte disso daí eh não não vai ser criado dessa maneira como as outras coisas que são explicitamente ou formalmente implícitas eh reveladas na escritura, tá bom? Então, ah, apesar de Deus falar, né, na mente de Deus, quando ele fala esse conceito, ele saber todas as implicações dele, ele revelou de tal maneira que a gente tem que respeitar o signo, a escolha das palavras, dos contextos, pra gente não extrair mais do que Deus quis falar naquilo.
¶59Então, essa é a preocupação do Francisco Soares, tá bom? Eu vou passar um pouco rápido porque senão esse vídeo vai ficar muito longo. Eh, então aí a a basicamente a regra que ele tá dizendo é o seguinte. Então, pensa o seguinte, se para que a gente chegue à aquela conclusão, você precisa de uma nova revelação, né? Eh, ou então você precisaria articular um dado revelado junto com uma premissa natural, como o exemplo que eu acabei de dar, né?
¶60Isso isso, isso tá dentro do que é virtualmente revelado, tá? Que é virtualmente ali contido, tá bom? Perdão, não é nem revelado, né? Que é virtualmente contido dentro, né? Ou trabalhado a partir das verdades reveladas, tá bom?
¶61Então, é basicamente isso que tá dizendo aqui. Não acho que não tem nada muito diferente. É isso aqui eu também já falei, né, que acabei adiantando ali naquele naquela hora em que eu comentei sobre o caso em que você pode ter uma circunstância e que o significado revelado acidentalmente, né, o como aquele dá o exemplo que eu que eu tinha dado, né, Judas está no inferno e a pessoa responde: "Judas morreu em desespero, né? Pelo contexto da pergunta", o falante revela implicitamente que Judas está no inferno. Mas isso daqui não é virtualmente, tá?
¶62Isso aqui é formalmente mesmo, porque a intenção foi exatamente essa. Então vamos lá. Como é que f, como é que fica então essa arquitetura do silogismo, né? Temos uma premissa revelada, mas outra premissa revelada, a conclusão é revelada, como eu falei, né? Então demos aí como para só para reforçar, todos os apóstolos receberam o Espírito Santo.
¶63Pedro é um dos apóstolos, logo Pedro recebeu o Espírito Santo. Aqui o Soares, o Lugo, eles dizem, como eu falei, que isso ainda considera-se uma conclusão revelada. Então pode ser crido com fé divina, está contido, e é algo que está formalmente ali na escritura como revelação, né? Então, eh, agora o problema é quando a gente tem esse logismo misto, né? Então, a divisão entre fé e a razão aqui, né?
¶64Eh, vamos lá. Quando a gente tem aqui pela significação, já falei, Cristo é homem, logo ele tem, né, alma humana, né, isso aqui é revelado, serve para compreender a significação da locução divina, tá bom? Agora, quando a gente tem aqui apenas pela uma apenas pela via da conexão, pela força da conexão, aí já é diferente, que é o exemplo que a gente deu, né? A gente, o mecanismo é deduzido aqui, né? deduz algo novo, necessariamente conexo, mas não idêntico ao objeto explícito.
¶65Então, Cristo é homem, todo homem é risível, logo Cristo é risível. Isso aqui é um veredito teológico, né? Ou seja, o veredito teológico seria não é por si mesmo revelado, né? Constitui uma compreensão puramente virtual, tá bom? Essa é a opinião do Soares e do Lugo, tá bom?
¶66Então, basicamente aqui, resumindo, a gente tem um centro aqui que é explicitado. Nesse anel interno a gente tem o que é formalmente explicitado, né? Eh, que pode ser, no caso, implicitamente, né, dentro dessa dessa declaração explícita. E nós temos a parte externa, que é a virtual, né, apenas conexão necessária. Ela é deduzida pela força da conexão com auxílio da luz natural, né, da razão.
¶67Não pertence por si mesmo ao objeto da fé sem a proposição da igreja. ou uma nova revelação. Ah, porque novamente, né, na visão do Soares, se a igreja nota essa essa virtualidade aí, né, ou seja, uma conclusão que ela é que ela é virtualmente extraível, logo a igreja pode dizer: "Não, mas isso daqui foi Deus que revelou mesmo". E aí, a partir daí, o fiel, como eu falei, só assimila. Logo, ele pode crer também com fé divina, porque a partir daí já seria revelado, né?
¶68Ou estaria claro que é algo revelado também, tá bom? Então tem tem críticas a isso do do Soares, tá? Sobre esse papel da igreja, a participação da igreja. Eu particularmente não concordo muito aqui com algumas coisas do Soares, mas é só para vocês entenderem o o a coisa, tá bom? Então, só para vocês, acho que ficou mais ou menos claro aqui, né, o que a gente quer.
¶69Tranquilo? Agora vamos voltar aqui à objeção. Não vou vou fazer o seguinte, eu vou já falar o seguinte, olha, nem todo, como eu falei, a maioria dos dos teólogos ali, aliás, é, a maioria dos teólogos concorda até aquela parte formal, o Soares e o Lugo arrastam uma grande parte deles para falar dessa questão do virtual, naquelas condições em que você vai extrair com uma premissa de razão natural, blá blá blá, que a conclusão não pode ser crida com fé divina, tá? Alguns vão dizer que a igreja não pode mexer nisso no sentido de que a partir de agora, se a igreja falar isso, logo pode ser crido com fé divina. Tem uns que dizem que o Soares está errado, tá?
¶70Tem teólogos católicos que a gente poderia mencionar vários que dizem que o Soares está errado, que não poderia fazer isso, mas o Soares acredita que sim. Tá bom? Deixe isso bem na cabeça de vocês. Mas tem gente que discorda que que até mesmo que você poderia na verdade, ou seja, discorda dizendo que não. A gente pode sim crer que mesmo nesse caso virtual concluído, né, quando tem uma premissa natural extraída ali pela luz da razão, quando você conjuga isso com uma verdade revelada, que isso também, a conclusão também pode ser crida de uma maneira com a fé divina, também pode ser cria, tá?
¶71E é o caso do escotismo aqui do Gaetano Féliice, como ele vai revelar pra gente, né, como que ele abordou isso dentro da sua tradição. Já tá falado aqui, né, a revelação explícita, ela tem implicações necessárias. Eh, o dilema central da escoltica. Se uma verdade apenas virtualmente contida em uma revelação explícita, pode ser objeto legítimo e direito e de e direto de fé divina, né? Então, isso aqui a gente já viu no outro slide lá.
¶72Então, novamente, né, o formal aqui, definição lógica, a verdade pertence formal e diretamente à essência da coisa revelada. O virtual, a verdade decorre da coisa revelada como propriedade ou consequência necessária. O exemplo clássico, Cristo é homem, a questão da risibilidade, já tá, já, já entenderam tudo, né? Tá aí, o que que acontece aqui? o raciocínio do Suáes, né, como a gente viu no outro slide, é negar que quando você adiciona algo da razão que isso pode ser criado com fé divina.
¶73E o Soares está dizendo isso, né, basicamente porque a premissa natural ela não pode ser crida com a mesma credibilidade, com o mesmo grau de certeza, né, com o mesmo grau de apoditicidade, né, ou de certeza, melhor dizendo, né, não pode ser crido de forma apodítica, então como aquela que é explícitamente revelada ou formalmente implícita revelada, tá? Porque a premissa de razão, ela, né, é de razão. Ou seja, enfim, não pode ser criado com a com a gente não pode aderir a ela com a mesma certeza, né? Porque quando Deus revela é a autoridade divina do Deus do universo, o criador de tudo, né? A condição de possibilidade do mundo, né?
¶74O próprio Deus revelando. Então isso daí já tá em outro nível. Então por isso que o Soares vai dizer, a conclusão então não pode ser crida no mesmo nível, né? Então é basicamente é a objeção aí do Suáes, né? a gente não pode também correr esse risco aí dessa espécie de racionalismo, digamos, né?
¶75Só que o Gaetano Féliice, muito astutamente ele vai dizer: "Olha, mas espera lá, a gente pode usar a razão de diferentes formas. A gente pode usar a razão para inferir ou para explicar". No modelo do Soares, como a gente viu ali, né, do Pr, ele imagina que a luz divina vem, a revelação vem e a e a ciência humana pode decompô-la em várias coisas através dessas premissas de razão, né? Mas isso daqui seria, na visão do Suares, né, colocar a evidência racional como um fundamento da conclusão. Então você não crê apenas porque Deus revelou.
¶76Mas o Gaetano Félix volta-se para o Soá, olha para ele e fala assim: "Mas e se a razão? Na verdade, ela só está explicando aquela verdade que é revelada. Ela está apenas atuando como uma condição explicativa dela. O motivo formal, ele continua sendo exclusivamente porque Deus revelou. E a razão é apenas um mecanismo articulatório para nós crermos no que já está ali.
¶77E aí, novamente, né, a gente tem eh esse negócio da do núcleo, né, a essência Cristo é verdadeiramente homem. Do que que a gente pode ver que se que vem aqui da essência dele, né? Nós temos propriedades metafísicas necessárias do Cristo, né? e propriedades consequentes. Então aqui ele tá dando exemplo, né, de de risibilidade, potência locomotiva, apetite sensitivo, mas eu vou me focar em um exemplo, tá, que é bem interessante do argumento do Gaetano Félix, né?
¶78Por exemplo, nós tivemos ali o monoteelismo e a igreja definiu que Cristo possui sim vontade humana, tá? E ela, como que ela extraiu isso? Na visão do Gaetano Félix, eu acho que corretamente também a igreja pensou: "Puxa, mas se Cristo é um homem, ele também tem uma vontade humana. Ele tem uma vontade divina e uma vontade humana. Agora, todo homem, ele tem uma vontade humana, mas isso não está explícito na escritura assim de maneira como os termos elencados assim: Cristo tem vontade humana e uma vontade divina.
¶79Isso não tá explicitado dessa maneira, mas isso se segue do fato de ele ter uma natureza humana. Opa, olha a gente usando o próprio de novo. É própria que lembra dos predicáveis lógicos, algo que se segue da natureza, como a gente falou da risibilidade. Aqui é a mesma coisa da risibilidade. A vontade humana não se identifica formalmente com o fato dele ser homem.
¶80Esse homem se identifica formalmente com ser animal racional, mas que ele tem vontade humana se segue da natureza. Então a gente coloca aí um, né, uma premissa de razão, uma premissa natural. Olha, Cristo é verdadeiramente homem. Isso tá escrito na Bíblia, que ele é homem mesmo, verdadeiro homem, como eu e você. Aí premissa natural, todo homem tem vontade humana.
¶81Conclusão, logo Cristo tem vontade humana. Ele falou assim: "Olha, e a igreja determinou isso. A ele aí ele falou o seguinte, olha, no argumento do Gaetano Félix, a igreja não pode determinar algo que é apenas uma conclusão teológica e fazer uma transmutação para que isso do nada vire assim no na pode pirim pimpim virar uma um artigo de fé, como se pertencesse ao depósito da fé, formalmente revelado, explícito. Não, na verdade já estava lá, né? E aí tem de fato aqui uma questão que é virtual, mas quando a gente vai concluir que aquilo ali foi revelado por Deus, a gente conclui pelo motivo de Deus ter revelado a premissa revelada.
¶82Ou seja, é como que o a maior de revel a premissa maior revelada, ela contamina a conclusão com o seu aspecto revelacional, entendem? Então, no final das contas, a gente também tem aí explicitamente ou não explicitamente, mas concluindo, né, mesmo que seja um processo inferencial, apenas uma explicação. Eu não estou colocando, então, aqui uma um uma disposição de tal maneira em que eu vá concluir porque eu tenho uma premissa que foi de razão e que não tem nada a ver com essa verdade revelada. Na verdade não, uma coisa só está ali para explicar a outra, para esmiçar a outra. Então, mesmo que haja uma participação da razão, eu não tenho aqui por acreditar que o meu intelecto está sendo movido por causa da razão.
¶83Na verdade, ele está sendo movido ainda porque foi Deus que revelou o motivo formal, o objeto formal, né? Ele continua o mesmo. O o meu motivo, né, do assentimento continua o mesmo. É porque Deus revelou. Então aqui essa é a estratégia do Gaetano Féliice, né?
¶84Então ele vai dizer o seguinte, olha, a igreja ela declara creio. Eh, a igreja não vai dar um novo, perdão, a igreja não cria um novo motivo de credibilidade, né? Porque ela não fala assim: "Olha, creia, porque nós decidimos arbitrariamente, tá? A igreja vai declarar que vocês têm que crer, porque Deus revelou isso, né, implicitamente ao revelar Cristo como homem, tá? Também está implícito ali, tá bom?
¶85Então, é basicamente esse o argumento do Gaetano Félix, né? E, e ele vai até dizer algo mais, ele vai dizer: "Olha, a pessoa poderia insistir, mas olha, eh, ele diz o seguinte: "Mas quando a gente tá falando dos motivos de credibilidade, né, eles também são adicionados para que se crea em uma verdade formalmente explícita, né? Então, ele também vai falar a a como ele diz aqui, ó, a revelação formal também não aparece imediatamente como divina. Exigimos motivos de credibilidade para aceitar que vem de Deus." Então, assim como a mediação histórica não destrói a revelação formal, a mediação da razão como lupa, né, como aquele que explica e não como que infere, não dilui o caráter divino da revelação virtual objetiva. Então, no final das contas, a gente pode usar sim a razão comquanto ela esteja sendo usada nesse caráter instrumental, tá bom?
¶86Como condição explicativa, tá? E mesmo assim não contaminar. Então, a conclusão, então é um argumento muito interessante que ele dá aqui, né? Ele, na verdade, é bem mais complexo do que isso. Eu estou simplificando bastante, mas acho que com isso já dá para entender.
¶87Então, Gaetano Féliice, visão da revelação virtual é objetivo, é objeto legítimo de fé divina. O papel da razão é apenas uma condição explicativa. Então, nós temos aqui uma certeza da fé. É motivo o e o motivo formal continua sendo o Deus revelante, o Deus que revela. Tá bom?
¶88Então aí é diferente da posição do Suares e do Molina, como vocês podem ver depois aqui, mas acho que já tá bastante escancarado, né, aqui na posição do Suares. Não pode ser fé direta porque é virtualmente revelado ou ou tá contido virtualmente. Eh, e a gente tem também aqui e a gente e perdão, e aqui a a razão pro Soares seria a causa da da dedução. Pro Gaetano Félix ela não é a causa da dedução, é só uma explicação. e a certeza seria meramente teológica, no caso do Soares, e não uma certeza de fé, tá bom?
¶89Então isso evitaria o reducionismo racionalista e o minimalismo revelacional, né? Poderia continuar havendo uma evolução do dogma na visão católica, ao mesmo tempo que você não está dando um papel indevido à razão. Tudo bem até aqui? Bem, esclarecido tudo isso, vamos agora aqui ao vídeo do Thalis. Eu não vou forçá-los a ver tudo, tá?
¶90Eu vou pegar basicamente os trechos aqui em que já se deduz como um silogismo. Acho que tá aqui, né? Eu acho que é esse trecho aqui em que ele vai falar sobre a versão dele, né? >> Tais passagens como objeto de fé divina. Então, para resumir os quatro esclarecimentos fundamentais aqui.
¶91>> Então, vamos lá. Vamos lá. Vamos ver aqui esse primeiro esclarecimento. A questão do juízo privado surge apenas no âmbito do assentimento de fé, não em toda forma de conhecimento. Ou seja, o juízo privado seria um problema pro assentimento de fé, né, e não para toda forma de conhecimento nessa questão aqui, né, que eles estão querendo discutir.
¶92Segundo, os objetos em discussão são os artigos de fé recebidos por causa da autoridade de Deus que revela, e não conclusões ou opiniões teológicas. Gravem isso, né? Então, é só sobre questões de que Deus revela. Terceiro, chama-se juízo privado. Neste contexto ao juízo em que um elemento humano entra no motivo do assentimento.
¶93Quando uma verdade é recebida tal como foi claramente apresentada, isso não constitui um juízo privado nesse sentido. Ou seja, se você só lê a escritura, né, e não fez um raciocínio, obviamente a gente tá a a gente está falando ali que algo pode ser crido é algo que pode ser crido com fé divina, tá bom? quando não se faz o raciocínio. E quarto, o juízo público ou divino não se restringe às definições extraordinárias, mas já está presente onde quer que a revelação se manifeste com clareza e sem ambiguidade, sobretudo na escritura e no magistério universal. Então, eh, só para vocês verem que isso, ah, só para esclarecer, né, na verdade, né, antes de qualquer coisa, o Marinçola sequer estava falando de juízo privado ali, tá, na obra dele, ele tá falando basicamente sobre a evolução do dogma, né, como que o dogma pode avançar sem cair num peso indevido da razão, que é a grande preocupação dos escolásticos nisso também, e sem a gente e sem o o e sem comprometer ter um desenvolvimento, um crescimento do dogma, né?
¶94Ou seja, coisas que não estavam explícitas no passado, que passaram a ser dogmatizadas, explicitadas pela igreja, porque que isso não é um problema? Essa é a preocupação dos escolásticos e também do Marinçola, tá? Mas vamos avançar aqui para mostrar que isso não é um problema para os protestantes. Eu vou falar também porque que isso não é um problema pro sola escriptura, mas isso vai ficar no vídeo, [limpando a garganta] na continuação desse vídeo aqui, só que para membros, tá? Eu achava que ele colocava aqui em silogismo.
¶95Não coloca não. Eu achava que ele ia colocar aqui um silogismo. Deixa eu ver se tem aqui no final se é isso daqui. A fé tem motivo formal, autoridade de Deus que revela. Portanto, sempre que um elemento humano entra formalmente nesse motivo, já não se trata da fé em sentido estrito.
¶96Desse princípio, segue-se que o juízo privado, quando aplicado aos artigos de fé, é incompatível com a natureza própria do ato de crer. Isso não significa negar o papel da razão, da investigação, da apologética ou do exame dos motivos de credibilidade. Então, pouco significa afirmar que todo juízo pessoal seja ilegítimo. Significa apenas que a razão humana não pode ocupar o lugar do motivo formal da fé, sem alterar o a própria natureza do quê? Desse assentimento.
¶97Tá bom? Então, eh, basicamente ele não colocou aqui em siismo. Acho que o silogismo tá aqui na na no Instagram dele, né? Quando ele me respondeu, quando ele ainda estava sendo educado, né? Porque depois ele eh, enfim, ficou bem chateado com o que eu falei e aí perdeu a cabeça, né?
¶98Razou. que nunca teve nessa discussão, perdeu só a cabeça, mesmo seja a cordialidade. Mas vamos lá. Sobre a questão aqui do silogismo, ele argumenta aqui, deixa eu ver, acho que tem aqui, ó, premissa maior. Tudo aquilo que serve como meio cognitivo pelo qual o intelecto chega a uma conclusão participa de algum modo eh do motivo pelo qual se presta sentimento a essa conclusão.
¶99Eu sei que o Tales já falou em algum em algum momento, eu não lembro onde, talvez nessa postagem mesmo ou em algum vídeo, né, que eh isso aqui é basicamente falando do silogismo, né, da terceira operação do intelecto, mas a maneira dessa premessa premissa maior para sustentar a tese dele já teria até que ser mudada, né? Porque eh meio cognitivo até é uma expressão tão, eu vou falar sinceramente, sou até um pouco chat GPT, né, meio ambígua, meio vaga, né, o site GPT às vezes lança algumas dessas, né? eh, ou as IAIS de maneira geral, porque meio meio cognitivo poderia ser até novamente a simples apreensão, né? A própria assimilação ela é uma coisa humana, né? Mas nem por isso no argumento do Thales, ela eh ela é um problema, né?
¶100Mas tudo bem, vamos entender aqui apenas como a terceira operação do intelecto, né? teria que ser escrito assim, tudo aquilo que serve como uma inferência pela terceira opa, tudo aquilo que na verdade se constitui como uma inferência, né, pela terceira operação do intelecto, né, pelo qual o intelecto chega a uma conclusão, participa de algum modo do motivo pelo qual se presta sentimento a essa conclusão. Aí a premissa menor, no caso da boa e necessária consequência, a premissa menor do silogismo serve como meio cognitivo pelo qual o intelecto chega à conclusão. Ou seja, os protestantes reconhecem, segundo ele, né, que certas coisas devem ser cridas por inferência ou com uso, o uso da razão. Logo, não é apenas crido porque Deus revelou.
¶101Conclusão logo no caso da boa e necessária consequência, a premissa menor participa de algum modo do motivo pelo qual se presta sentimento à conclusão. Vamos lá. Eh, isso aqui pode ser respondido de várias maneiras, mas eu vou só colocar aqui alguns exemplos, tá, de citações dos protestantes, que é basicamente o eu acho que são os casos que ele poderia invocar, né, [roncando] eh, que o Talis tá tirando da gringa. Então, sei lá, tem uma citação aqui de protestante que fala, né, sacred scripture does not contain express words or equivalent terms in an evident and necessary sense everything that is necessary for all until salvation. Então, a Sagrada Escritura não contém em palavras expressas ou ou termos equivalentes eh em um sentido eh necessário e evidente tudo aquilo que é necessário para a salvação, né?
¶102É basicamente isso que a a citação tá dizendo. Ora, nesse caso aqui, vocês vejam que eu sequer precisaria apelar para explicações muito sofisticadas, porque os católicos também concordam com isso, né, de que a escritura ela não contém palavras expressas, mas todos, como a gente falou ali, praticamente todos concordam do Vasquez, que talvez seja o mais entre aspas liberal nesse caso, até o Gaetano Félix, até o Francisco Soares, até o Marinçola. Eles concordam que quando a gente tá falando de algo que é formalmente implícito, isso não é, não está expresso e ainda assim pode ser crido com fé divina. Então aqui nessa primeira citação tem algum problema? Não, porque basicamente o protestante poderia dizer assim: "É, de fato não tá expresso, né?
¶103A gente acredita que nem toda a verdade na escritura está expressa em palavras assim ou termos equivalentes, mas pode ser decomposto ali por aquelas regras ali do do contraditório, aquelas regras lá do contexto, aquelas regras que fala da do particular presente dentro do do universal, daquilo que é significado das palavras e tal. Ou se que ele tá querendo dizer que eu eu não sei, né? Eu não não eu confesso que não fui verificar todas essas passagens. Eu tô pegando só o que ele tá dizendo aqui. Mas se o que ele tá querendo dizendo aqui no contexto, né, se a gente fosse pegar essa passagem é de que não é que precisa de um de uma de uma premissa de razão, também não teria o problema, né?
¶104Mas se fosse só nessa nessa questão de não ter os termos expressos, não tem problema. Pelo que eu acabei de falar, a gente pode decompor aquilo que tá expresso no que tá extrair, né, o que tá implícito dentro do que tá ali expresso, né? eh o ou dentro da da palavra que tá lá escrita e extrair o que tá implícito dela, né? Isso já resolveria essa citação. Mas se for algo além disso, vamos lá, como esse caso aqui parece dizer, né, que precisaria de uma premissa de razão, né?
¶105Por exemplo, né, a pergunta, eh, cadê? Are some things necessary to be? Não, existem algumas coisas que são necessárias para serem conhecidas para salvação, que são deduzidas e capazes de serem deduzidas pela boa consequência. E aí esse protestante diz: "Eu afirmo que sim". Nesse caso daqui a gente poderia dizer algumas coisas, né?
¶106Eh, ou seja, existem conclusões aí que vão ser derivadas. Ora, lembrem que a a nem todo processo inferencial ele é um silogismo, como a gente tá dizendo, né? Por exemplo, no caso do Suáes, quando você pega uma uma palavra e a decompõe nos seus termos, né, constitutivos, formais e blá blá blá, você tem um processo inferencial que ainda não é um silogismo propriamente dito, tá? a gente poderia dizer que essa tem uma espécie de dedução aqui dessa maneira, mas se por dedução, né, dedução por boa consequência, né, nós estamos falando explicitamente de algo que contém uma premissa natural de razão, também não tem problema. Por quê?
¶107Basta o protestante olhar e dizer: "Não, mas eu pego, eu sigo a teoria ali esotista, foi explicitada ali pelo Gaetano Féli". Também não tem problema. Então, não tem problema. Outra pergunta, algumas doutrinas de fé e prática para ser provad deve deve para ser para para serem provadas apenas eh existem, né, que são aprovadas apenas pela expressa palavra de Deus. Eh, may they not also be legitimately proved by consequences from scriptures.
¶108Não deveriam elas também ser provadas legitimamente pelas por consequência, né, né, da da escritura, derivada da escritura. É assim, nós nós afirmamos essa última, né? Eh, silogismos mistos, como a gente tinha falado, lembra que a gente tinha mostrado ali no slide, silogismos mistos, nos quais uma das premissas pertence aqui a algo natural. E aquele aqui ele falou explicitamente, né? Pertence a algo natural.
¶109Eh, the order to eh the order to reveal the religion do not cease to be of faith. Ou seja, emilogismos mistos, em que a gente tem uma premissa que realmente é ali de razão, né, que a gente vê pela evidência natural das coisas. Eh, na conclusão, ela não deixa de ser de fé. E aqui, basicamente, novamente, como que o protestante poderia dizer e responder? Apelo à visão escotista ali do gaitano félice.
¶110Resolvido. Próxima. Eh, necessary consequências, consequências necessárias do que está escrito, da palavra de Deus, eh, suficientemente e fortemente provam o consequente ou conclusão. If, eh, se teoreticamente, deixa eu ler tudo para não fazer uma tradução muito muito estranha aqui, né? If theoretical to be a certain divine truth which ought to be believed and if practical to be necessary duty which we are obliged into jury divino.
¶111É basicamente a mesma coisa aqui, tá gente? Tá falando sobre provar por uma consequência, uma conclusão. Eh, e aqui a gente apelaria, nesse caso, também a mesma coisa, a questão do esotista. Aí, esse aqui é a citação para mim que eu achei mais interessante, que se extrai nesse debate, né, dos protestantes. It belongs not fait alone but also to reason toern the reason of a consequence.
¶112Yet we say that it belongs properly to faith to believe the consequent. Nor does it follow from this that faith because the consequent is believed rests upon reason. Since reason here is not an argument but an instrument. O que ele tá falando aqui é que, olha, nesse caso, tá? Eu vou sintetizando o que ele tá dizendo aqui, continua sendo de fé, tá?
¶113Vai se aplicar a razão, sim. E não tem problema aqui, ó, repousar sobre a razão, tanto e enquanto a razão aqui não é um argumento, mas um instrumento, que é a mesma coisa que o Gaetano, o Gaetano Félix fala e que ele diz que o Soares também faz ao tratar de certas coisas que são formalmente explícitas, mas que chegam a ser cridas como formalmente explícitas a partir de motivos de credibilidade que também se creem a partir de um uso instrumental da razão. Então aqui, ó, não tem problema nenhum, tá, pro protestante, seja pela via do Soares, seja pela via do Gaetano Félix e seja pelos outros que são mais abertos ainda, como é o caso do Vasques, como é o caso do Canon, como é o caso de vários outros, tá bom? Como eu falei aqui, nós teremos várias rotas alternativas, várias rotas alternativas. Essa visão super limítrofe que o Thes adota é minoritária, tá?
¶114Porque novamente, algo que é formalmente implícito, que não está naqueles termos expressos lá, também é crido com fé divina, tá bom? E se você precisa de um uso instrumental da razão, isso também não tem problema, tá? E e aqui é engraçado que até esse texto protestante explicitamente escancara isso. Olha, a razão pode funcionar aqui como um instrumento, não como argumento. Então não está contaminando o motivo formal aqui, né, do do assentimento, não está contaminando o objeto formal.
¶115Então, simples assim, tá bom, Talhas? Vamos lá. Então, assim, para mim, isso aqui, gente, já responde, já escancara de vez. Eh, mas eu quero ler aqui o Suares, tá? Eu quero ler aqui, por exemplo, olha, todos os argumentos que o próprio Soares reconhece da posição daqueles que ele vai objetar parcialmente, não completamente, tá?
¶116Porque ele também concorda, como eu falei, sobre esse negócio do do implícito formal também ser crido com fé divina. Ele diz assim: "Olha, nesta dúvida, portanto, há uma primeira opinião que afirma que essas conclusões teológicas são de fé e que por ó, conclusões teológicas são de fé, tá? e que, por consequin para fé que sejam virtualmente reveladas, isto é, virtualmente contidas nas verdades reveladas. Assim o sustenta Cano, né, dá a referência. Assim sustenta, né, também e Vasques e que mais?
¶117Ah, e também e mais amplamente Vega e Vasques, né? E isso se prova, bora ver argumentos complementares que o Soares vai dar, tá, dessa posição. Deixa eu aumentar aqui um pouquinho a o tamanho para vocês não forçarem a vista, tá? Isso se prova aqui, ó, em primeiro lugar, por indução, a qual Vega desenvolve longamente. Porque muitas coisas nós queremos por fé que não são reveladas em si mesmas, em razão da inferência necessária a partir das verdades reveladas, como por exemplo, que Deus é infinito, incorpóreo e coisas semelhantes, que o pai se distingue realmente do filho porque o gera, né?
¶118Que Cristo possui duas vontades ou que está presente com corpo e alma sob cada uma das espécies consagradas. Igualmente, aquele que batiza uma criança crê por fé que ela é justa, unicamente a partir daquele princípio de fé, segundo o qual o verdadeiro sacramento confere a graça àquele que não põe obstáculo. Porque é evidente que a criança não põe obstáculo. E para aquele que batiza, que está certo de sua própria intenção, é também evidente que ele realiza um verdadeiro batismo. E de modo semelhante, o pecador que evidentemente conhece estar em afeição de pecado mortal pode crer por fé que não possui a graça diante de Deus.
¶119Logo, em todos esses casos e outros semelhantes, basta a revelação mediata para a fé. Lembra que na posição do Thales tem que ser imediata, mas ele tá defendendo aqui em todos esses casos e argumentos que é mediata. Não sei se vocês entenderam claramente aqui, né? Mas o exemplo que eu dei ali da vontade de de Cristo, né, por ele ser humano, acho que já ilustra um pouco o que ele tá falando também. Em segundo lugar, há uma razão a priori, porque pertence não menos à infalível verdade de Deus, que sejam verdadeiras todas as coisas que estão necessariamente conexas com aquelas que ele expressamente testemunha, do que do que seja verdadeira a própria coisa que ele diz.
¶120Porque uma verdade não pode subsistir sem a outra, de onde entre os homens é julgado falsa testemunha aquele que é convencido da falsidade acerca de alguma circunstância, sem a qual a verdade do que disse não poderia existir. Então veja, perceberam que argumento aqui sofisticado, né? Ou seja, ele tá falando o seguinte: "Olha, vamos lá, há uma razão a priori, né? Porque pertence não menos à infalível verdade de Deus, que sejam verdadeiras todas as coisas que são necessárias para que uma eh para que essa essa coisa, né, sejam conexas, necessariamente conexas com aquelas que ele expressamente testemunha. Ou seja, se eu tenho condições de necessidade para que uma que um testemunho que foi dado por Deus seja verdadeiro, tudo aquilo que é conexo para que aquilo seja verdadeiro tem de ser verdadeiro também.
¶121Por isso que inclui também as verdades que decorrem, né, que vai ser concluído por um silogismo. Porque quando você fala, por exemplo, que uma pessoa eh que uma ó, aí esse exemplo aqui é muito interessante, essa ilustração, né? é julgado falsa testemunha aquele que é convencido da falsidade acerca de alguma circunstância sem a qual sem a eh sem a qual a verdade do que disse não poderia existir. Olha que argumento complementar o Soá tá tá dando aqui, né, pra gente concluir o que a gente disse, né? Por exemplo, digamos que eu digo assim: "Olha, eu eu estava, sei lá, eu estava no carnaval lá na Bahia, tava tava em Salvador e pulei o carnaval em 1989." E uma pessoa veio me dizer assim: "Mas isso daí que você tá falando é é falso.
¶122Por quê? É, é parecido o caso, né? Exatamente esse do Suáes, mas acho que vocês vão entender por isso, né? Ah, mas porque você nem nasceu em 89, você nasceu bem depois disso. Então, ora, por causa de uma de uma verdade que não é formalmente idêntica, eu concluí a outra, né?
¶123Então tudo que é conexo aí nesse caso vai tá vai tá junto, seja verdadeiro, seja falso. Uma condição para que eu para que eu participasse, sei lá, do carnaval de 2010 é que eu tivesse nascido pelo menos antes ou no ano de 2010, entende? Então todas essas verdades conexas estão no mesmo bolo. Então vão poder ser cridas também, nesse caso, aplicando-se aqui aos artigos de fé com fé divina também as verdades conectas a elas, tá bom? >> [roncando] >> Então, de por ser tomado em terceiro lugar um argumento pelo contrário, porque aquele que não prestasse assentimento a uma conclusão dessa natureza contida em um princípio de fé, seria herege, pois quanto depende dele, tornaria falso o testemunho de Deus e negaria virtualmente a sua verdade, visto que não pode negar os outros princípios que são evidentes.
¶124Logo, ao contrário, o assentimento dessa verdade pertence à fé. Então ele tá dando aqui vários argumentos para chegar a essa conclusão, né, que ele ele ele discorda parcialmente, mas que também fortalece o que a gente tá dizendo contra o Thales, né? Finalmente argumentam deste modo, né? Ou seja, o Cano, o Vega, o Vasques, dentre outros, né? Esse sentimento é certo e não evidente.
¶125Logo, não pode ser senão o da fé infusa. Talvez se diga que é um assentimento teológico, mas contra isso objeta-se que o assentimento teológico, se se apoia tão somente na revelação divina, não é distinto do assentimento de fé, porque é sobrenatural e infuso por si mesmo. De não pode pertencer senão ao hábito da fé, porque não existe outro hábito por si mesmo infuso para sentir especulativa e universalmente as verdades reveladas. E assim também podem ser citados em favor desta opinião aqueles autores que julgam que não se distingue da fé o hábito do o hábito próprio da teologia. Tudo isso para dizer que você pode crer então nessas verdades conexas, né, também com fé divina.
¶126Tá bom? Eh, eu não sei se vocês entenderam o argumento, talvez eu tenha lido muito rápido, mas leiam com calma aqui que vocês vão entender. Acho que com tudo que eu já expliquei, isso aqui vai ficando cada vez mais eh mais claro, né? Mas vamos lá. Eu eu vou até ler com mais detidamente aqui, né?
¶127[roncando] Olha, o assentimento é certo e não evidente. Alguns vão falar assim, né? O assentimento é certo e não evidente. Logo, não pode ser senão o da fé infusa. Talvez se diga que é um assentimento teológico, ou seja, seria uma mera conclusão teológica, como a como o Suá poderia dizer ou outros poderiam negar, né?
¶128Mas contra isso objeta-se que o assentimento teológico se se apoia tão somente na revelação divina, ou seja, é uma coisa que, sei lá, é virtualmente contido, um assentimento teológico, então, né, crido com assentimento teológico, mas se se apoia tão somente na revelação divina, não é distinto do assentimento de fé, porque é sobrenatural e infuso por si mesmo, né? onde não pode pertencer senão ao hábito da fé, porque não existe outro hábito por si mesmo infuso para sentir eh para sentir especulativa e universalmente as verdades reveladas. Então aqui ele tá tomando um outro caminho, né, para falar agora dos hábitos, né, como essa disposição, né, o hábito enquanto sentido aristotélico aqui para falar que a gente tá falando também de algo que vai ser criado com fé divina, tá bom? Mesmo que seja uma conclusão derivada do dado revelado, basicamente essa conclusão que ele tá tirando aqui, tá bom? Então aqui tem vários argumentos, né?
¶129A gente poderia falar de outras questões, mas ó, até coloquei aqui o o outro item aqui, seis, né, dessa disputação, mas eu vou deixar isso aqui pro pessoal que assina aqui, né, os membros que é, eu vou ler essa aqui do Soares para falar sobre a conclusão do solo escriptura aqui, tá? Mas isso aqui vai ficar para para como a gente pode resolver a essa ah que tem que ser revelado formalmente explícito que é a escritura. Isso aqui é de Pedro, que isso aqui é que que é canônico e tá t. A gente vai ver isso aqui no artigo 6 do Soares e algumas outras ideias e insites meus que eu tive aí para resguardar o solo da escriptura contra esse argumento também, tá bom? Como um brinde para vocês, tá?
¶130Mas agora, meus amigos, eu quero mostrar para vocês uma coisa aqui. O Thalis, o Thalis, né? Talice, na verdade, eu confundi aqui o Talice, ele ainda falou isso aqui, né? Mateus Fugita disse que meu argumento era ruim respeitosamente, mas parece que o escolástico, que segundo ele é o melhor de todos, não achava. Aí, olha só a citação do Suárez que ele tirou aqui, né?
¶131[roncando] Logo, o assentimento da conclusão teológica é de razão mais, olha só, o assentimento do quê? Da conclusão teológica. Perceba que o assunto que é o quê aqui? Conclusão teológica. Isso aqui ele soltou esse texto no meio da nossa treta, né?
¶132Veja, sequer está falando do artigo de artigos de fé aqui, que era o o contexto nosso ali, tá? Da discussão. Mas ele fala o assentimento da conclusão teológica, ou seja, daquilo que a gente deriva virtualmente, né? é de razão mais perfeita no católico do que do católico do que no herege. E a razão própria é que aquele meio e a razão de assentir que nasce do testemunho divino unido à evidência natural é de razão mais perfeita do que o meio que nasce do testemunho humano unido à mesma evidência natural, como parece por si manifesto.
¶133Olha só, novamente, a gente já está falando aqui de outra coisa, a gente tá falando aqui de conclusão teológica. E aquele basicamente o Soares tá falando, né? Eu vou provar que eu vou ler a citação, que o Thales até ele não menciona o que vem antes e o que vem depois, né? Porque ele o Thales ele não sabe, ele não faz, ele não pegou o Soá para ler, tá? Ele alguém mandou isso aqui para ele, a primeira coisa que ele viu, ele bateu, achou uma palavra ou outra que combinava com o assunto, pensou que era a mesma coisa e postou, tá?
¶134Então o Thales é esse, esse é o o Thesales é o teólogo do Seolar colou. Tá, vou soltar, né? Se o pessoal acreditar que isso aqui é contra os protestantes, tá bom? Não precisa investigar, não precisa ler fonte primária, mas eu faço isso. Eu fiz e vou mostrar para vocês, tá?
¶135Eu quero ler aqui o contexto todo dessa declaração, tá? Todo, absolutamente todo, para vocês verem do que que ele tá falando. E é isso daqui, tá? Segunda conclusão que se prova contra Vasques, a teologia do não é ciência, né? Então, tá novamente objetando o Vasques.
¶136Isso é demonstrado verivelmente e por uma razão própria. Então, vamos lá. A segunda conclusão é que o assentimento teológico é de natureza diversa no herege e no católico, embora Vasques sustente o contrário no que foi dito acima. Novamente, vamos lá. Então, se o Tales, se fosse o mesmo assunto, eu pelo menos ainda teria outra autoridade para me resguardar, que é o Vasquez, mas eu vou mostrar que sequer o mesmo assunto.
¶137Ele diz assim, ó. E a razão é que no herege esse assentimento procede da fé humana. Ou seja, e a razão é essa, né, que no herege esse assentimento procede da fé humana, da qual ele depende quanto a premissa crida e consequentemente não pode ser tão certo quanto ao assentimento científico, porque a fé humana não é tão certa. E como eu disse, o assentimento da conclusão nunca é mais certo do que aquela premissa que é menos certa, certo? Vamos prosseguir.
¶138Pelo contrário, no católico, esse assentimento funda-se na certeza da fé. a qual pode auxiliar a certeza da ciência para produzir um assentimento da conclusão, ao menos tão certo quanto a própria ciência. Logo, são assentimentos de natureza diversa. Eu vou já explicar o que ele tá dizendo aqui, tá? E nesse sentido falam corretamente os teólogos que dizem que a teologia é ciência no católico, mas não no here, pois isso deve ser entendido quanto à certeza e não quanto a evidência.
¶139Esse trecho é importante, ó. Pois isso deve ser entendido quanto à certeza e não quanto à evidência. A evidência é a mesma, tá? Aqui nesse caso, a certeza que muda. E por quê?
¶140Assim também se diz verdadeiramente que do mesmo modo como herege, ao perder a fé infusa em único artigo, perde- a totalmente quanto a todos os demais. Assim também perde toda a teologia, né? O que que ele quer dizer quando perde toda a teologia? perde o hábito da teologia, essa disposição, que é uma ciência a seu modo, embora retenha certa fé humana, ao menos imediata, quanto a algumas conclusões teológicas, pois seja qual for a opinião acerca do hábito, isto é verdadeiro quanto ao uso e exercício dos atos, porque estes depediam por si mesmos e quase essencialmente do assentimento da fé infusa, o qual não pode existir. existir no here, ou seja, o assentimento da fé infusa não pode existir no herege.
¶141Ele perdeu, ele tinha, mas ele perde quando se torna heree. Então, vamos lá. Isto se confirma e se esclarece brevemente, porque não é verímio que o herege creia com assentimento mais firme ou melhor, que Cristo, por exemplo, é risível do que ele é homem. Mas esta última proposição, ele a crer somente por fé humana, logo também a primeira. Pelo contrário, o católico não crê com com menor certeza que Cristo é risível do que assente aquele princípio universal, todo homem risível, cuja certeza é maior e mais perfeita do que a fera humana.
¶142Logo, também o assentimento dessa conclusão teológica é de razão mais perfeita no católico do que no herege. E aqui entra a citação do Thalis. E a razão própria disso é que aquele meio, isto é, a razão de assentir que surge do testemunho divino, a unido a evidência natural é de razão mais perfeita do que o meio que surge do testemunho humano, unido à mesma evidência natural, como parece manifesto por si mesmo. Mateus Fugita, não entendi nada, tá? Então vamos lá.
¶143O que o Soares está dizendo é o seguinte. Olha só, a fé, o quando a pessoa é católica, né, na na visão dos católicos, quando a pessoa é católica, participa lá do dos sacramentos, acredita, foi catequisada, acredita, né, porque Deus revelou e tal, não sei o quê, ela tem a fé infusa, tá? Ela tem a fé infusa, não é só mais uma fé meramente humana, tá bom? Só que aí o que que acontece? O católico, mesmo na visão do Soares, que não acredita, não, que ele não acredita, tá?
¶144que o que é concluído virtualmente seja crido com fé, seja crido com fé divina, como a gente mostrou mesmo. O Suares, ele acha que bem, mas o católico que tem a fé infusa não está crendo, por exemplo, que Cristo é risível, que foi com que, ou seja, que pode rir, que tem senso de humor e tal, que foi crido, né, a partir de um de um silogismo, né, com a premissa de que todos o homem é risível por causa da sua virtualidade, mesmo o Soares acredita que esse homem católico não está crendo com fé humana. Tá? Ele não está crendo com fé humana, ou seja, ele está crendo com uma fé que é com um tipo de assentimento que é intermediário. Não é fé divina, porque a fé divina vai ser destinada aí pros artigos de fé, para aquilo que é formalmente revelado, pro Soares, mas também não é com fé humana, porque se funda na fé divina, muito embora esse não seja um artigo de fé.
¶145Ou seja, existe uma certeza maior, porque ele tem aí uma fé que foi infusa sobrenaturalmente, entende? Mas quando, por exemplo, uma pessoa que é um hereo, que que na verdade que é um católico e ele vai crer agora em algo ou deixar de crer em algo, né, que é artigo de fé para os católicos, ele perde a fé infusa. Ele vai e e mais quando ele está negando obstinadamente, né? A gente tá falando aqui principalmente do quê? Da heresia formal, né?
¶146Então essa pessoa ela perdeu, ela ela só que ele o Soares fala que essa pessoa ainda tem um ela ainda tem eh a fé humana para crer naquilo que ela tinha de algumas conclusões teológicas, mas não pode mais ser com a fé divina, porque essa pessoa quando ela peca, né, nesse caso e e quando ela é obstinada e vai cair em heresia formal, ela perdeu o assentimento, o assentimento de fé divina, entendeu? E a ou a fé infusa, na verdade, ela perdeu a fé infusa. E com a fé infusa, essa fé infusa, ela não consegue mais elevar o assentimento dessa pessoa. É tão somente isso que o Soares está falando. Por isso que ele diz que a questão aqui, quando ele fala aqui, a questão é quanto à certeza.
¶147Essa pessoa, ela não tem mais a certeza que é a divina da fé infusa. E não quanto à evidência, porque o raciocínio que o herege, o católico fez, o cristão genuíno fez é o mesmo. A evidência é a mesma. Todo, tá escrito na escritura lá, né? Cristo é homem.
¶148Segundo aí acrescenta a premissa de razão, né? Todo homem é risível, tem senso de humor. Logo, Cristo tem senso de humor, é risível, tem capacidade de rir. A evidência é a mesma. O silogismo é o mesmo, só que a certeza é diferente.
¶149É disso que o Soares está falando. Ele não tá falando aqui sobre se os protestantes que têm acesso à fé pública e creem genuinamente, se eles podem crer com fé divina ou não. Ele, até porque nesse caso nem o católico crê com fé divina, Talhes nisso daqui, porque isso aqui é uma conclusão teológica. você sequer foi capaz de perceber que a citação que você trouxe ali estava falando de outro assunto, Tos. Sabe, é por isso que assim, a gente tem todo um requin n maneira mais educada de discordar, né, das pessoas aqui na internet, mas quando se trata de um palpiteiro como tals, a gente tem que deixar escancarado, entendeu?
¶150que a pessoa não sabe de nada, ela não entende do assunto que ela tá falando. E aqui a repreensão tem que ser realmente árdua, porque o Thales, ele não tá só discordando de mim, ele tá zombando, ele tá fazendo chacota, porque ele já sabe que ele ele perdeu no argumento, né? Por isso que ele falou sobre esse negócio aí do diretor espiritual, que não deixou debater esse assunto comigo, porque era impossível debater, né? Ai ai é impossível debater um assunto desse tão complexo. Mas eu eu apenas demorei para explicar, mas isso aqui não é difícil de entender.
¶151É assim, sabe? Só pegar um manual de dogmática fácil. É isso aqui você pode encontrar no defed Soares. Esses textos aqui são do Defed, tá? Do Soares.
¶152Isso aqui é fácil de encontrar na internet. [roncando] Talvez, sei lá, para uma pessoa não treinada seja mais difícil, mas eu diria pro T: "Não, tá aqui, ó. Posso até te mandar o PDF, aqui é domínio público isso, tá? Você poderia pegar os escotistas dos seus manuais do Gatino Félix, por exemplo, de outros até que eu li. Poderia pegar o Lugo.
¶153Lugo tá fácil de encontrar na internet também, tá? Eu consultei o logo, você poderia pegar tantos outros aqui, tá? Mas não. O Thales pega aleatoriamente o que ele vê na internet. Se colar, colou, meu amigo.
¶154Se colar, colou. Então assim, esse argumento aqui, meus caros, não se sustenta de forma nenhuma, nenhuma. E se o Thesales estiver certo, ele leva com ele a escolástica inteira, tá? Caem todos os escolásticos. Você católico que me ouve, tá?
¶155Não se instrua com Thes. Eu vou mostrar mais vídeos ainda do Thes cometendo erros aqui, né, gravíssimos, tá bom? Em filosofia, em teologia católica, esse aqui é só o primeiro, tá bom? Então, esse argumento aqui que o Tal está falando aqui, né? O argumento que converterá qualquer protestante honesto ao catolicismo, isso aqui, ó, não funciona, tá?
¶156E mais, ele sequer entendeu que esse argumento é contra o protestantismo. Ele não convence a pessoa do catolicismo, tá? Muitas coisas aqui estão sendo assumidas, não estão sendo provadas. Isso aqui é no máximo, se funcionarse, seria um argumento de fato contra o protestantismo, mas não provaria o catolicismo. Tá bom?
¶157Então assim, é sabe um amadorismo para todos os lados aqui do Thales. Então aqui com o Thales, eu tô sendo, acho que na primeira vez na internet tão contundente assim contra um adversário, porque vários outros merecem mais [limpando a garganta] eh mais cuidado com as palavras, né? mais elegância, mas o Thalis G já está no nível da repressão pública. Eu tive que gravar isso daqui mais para escancarar mesmo aqui, né? Fazer o beabá aqui que o Thalis não sabe para poder explicar até pra audiência dele como que o argumento dele pensa que roda, mas não roda, tá?
¶158Mas enfim, acho que já deixei aqui escancarado. Gente, novamente, a partir de agora eu vou gravar um vídeo que vai complementar esse daqui para mostrar como que esse argumento também não afeta o solo escriptura e e o canon protestante, tá? Porque aí diz: "Ah, porque a gente só pode crer naquilo que é formalmente revelado, mas as não tem explicitamente na Bíblia qual que é a lista canônica. Logo, os protestantes não podem crer na lista canônica deles com fé divina, né? Tem um monte de gente matraqueando aí, repetindo, né, esse esse argumento também, aplicando esse argumento a isso.
¶159O próprio Thales parece usar um argumento muito semelhante, mas aqui para aqueles que se inscreverem, né, como membros do canal, vocês terão acesso a também porque não faz sentido invocar esse argumento para isso. Já provei que em si mesmo ele não funciona, mas também é aplicado a solo escriptura também. E eu vou mostrar aí várias, algumas, na verdade, alternativas nas quais eu pensei para fugir desse argumento, aplicando as coisas que eu já falei aqui. Então, se você se considera apoiar esse canal e ver, né, tudo aquilo que eu estou considerando, né, para salvar o protestantismo, né, o seu canon, eh, desse argumento fatal do Thales, considere se tornar membro aqui para que a gente eh continue essa conversa, tá bom? Isso, novamente, eu repito, eh, não é uma afronta aos meus seguidores católicos.
¶160Eu acho até que vários deles podem se beneficiar da exposição que eu fiz, apesar de bem sucinta e pulando várias etapas, tá? Mas acho que eu já tenho aqui o essencial para compreender o erro do Thales, né? E como que o argumento dele não prova nada. E é isso, tá bom? Então, isso aqui é apenas não minha audiência católica, não se sintam aqui ofendidos, afrontados por nada.
¶161É, apenas se sintam repreendidos caso vocês ainda deem audiência para uma pessoa com tales que é totalmente despreparada e como a gente pode ver aqui nessa controvérsia toda, né? Totalmente desonesto, desonesto. E ele até fez uma cheist, né, que fez, copiou, né, fez uma copiou ali da minha ideia, né, de fazer uma tierlist da bolha. E aí para não ficar para trás, né, para baixo, por baixo, ele colocou ali, né, o fugito é inteligente, mas é perverso, né? Então vocês comparem aí quem está sendo perverso, né?
¶162se sou eu que explico, que mostro como o argumento faz, que mantive a educação até durante muito mais tempo do que deveria, né, assim, no nesse nível com Thales, né, de tratando ainda como uma pessoa ainda razoável, né, ou o Thales que faz deboche, faz montagem, imagem minha, né, fala sobre a o meu estado de saúde, que dá essa desculpa do diretor espiritual, né, que que faz apelidinho, me xinga, né, que chama palavrão contra o que a própria fé católica diz. Mas enfim, então se vocês querem seguir essa pessoa aí e tal, cometendo esse turpilóquio todo contra mim, fiquem à vontade. Mas a minha audiência agora que se inscrever vai ver agora o vídeo do Sola Esctura. E última coisa, não percam também dia 27, 28, 29, se inscrevam pra gente falar sobre apologética na minha, meu ataque contra o pressupcionalismo, como a gente defende a ressurreição de Jesus, como a gente usa metafísica e filosofia analítica para provar isso, tá? Vocês estão convidados, tá bom?
¶163dia 27, 28,29, o link vai tá na descrição e lá no Instagram na minha bio, tá bom?