¶1Muitas vezes, eu escuto as pessoas falarem sobre o terrorismo cristão, os cristãos terroristas, se os cristãos pudessem, eles matariam todo mundo, destruiriam todo mundo, e os os terroristas cristãos, os traficantes evangélicos e tal. Eu lembro em 2018, eu acho que foi no primeira, antes do primeiro turno da eleição do Bolsonaro, ouvi gente dizendo: "Não, se esses cristãos assumirem o poder, eles vão fazer campos de concentração pros gays". E a mais fina verdade é que essa, essa faz parte da da grande dissonância cognitiva das esquerdas modernas. A gente tá em ano de eleição. Esses temas políticos e ideológicos vão começar a pipocar cada vez mais.
¶2E eu não sou um grande comentarista eleitoral, não tô aqui pra conversar sobre em quem você vai votar, em quem deve votar, as propostas dos candidatos, mas esses homens sempre acabam entrando em alguma coisa que comunica em algo com a nossa fé. Sempre que surgir alguma coisa que se relaciona de alguma forma com o cristianismo, quero vir aqui contribuir com alguma educação teológica. No vídeo de hoje, eu vou lidar com alguns temas extremamente difíceis, tá? É o tipo de vídeo que só prejudica esse canal, porque são temas que envolvem, né, cenários muito complicados, mas que de alguma forma eu sei que vai trazer algum cenário educacional importante pra você que é cristão. Então, ó, é importante que você me ajude clicando em gostei, se inscrevendo no canal, compartilhando, indo ver os outros vídeos desse canal.
¶3A gente tem muitos vídeos de teologia, a gente tem teologia na estrada, em que a gente fala sobre temas teológicos em locais importantes do cristianismo. Não tem, tem de tudo aqui. Dá uma olhada nos vídeos que você ainda não assistiu, pra que você possa ser edificado e recompensar o nosso esforço educacional. Aqui, você sai educado, o canal continua relevante mesmo quando vídeos como esse vão jogar o algoritmo do canal lá pra baixo, provavelmente vai ter uma restrição aí de idade, provavelmente não vai poder ser monetizado e vai jogar aí os próximos vídeos do canal numa vala, porque o YouTube sempre pune a gente quando a gente posta coisas que o YouTube nem sempre quer que a gente poste, mas eu acredito que é um um tema importante pra gente discutir aqui hoje. Se você clicou no vídeo, você sabe do que é que eu tô falando, mas vai ser uma coisa um pouco mais completa.
¶4Eu quero conversar com vocês sobre o atentado que houve na parada gay essa semana. Eu quero falar sobre algumas das reações acerca desse atentado. Eu quero falar sobre Jones Manuel, nosso querido Jones Manuel, né, o nosso querido comunista e deu uma declaração extremamente terrível em um debate >> [música] >> igualmente terrível recentemente. O que é que uma coisa tem a ver com a outra, já que era uma fala sobre Hamas. Quero falar um pouco sobre perseguição a cristãos na Nigéria e quero arrematar isso tudo com algumas aplicações práticas que eu acho que são importantes, porque você sabe que esse canal não é só um canal, não é um canal de informação, de notícia, eu vou contar aqui notícias sobre o mundo gospel, não, não.
¶5A gente quer trazer alguma, algum aprendizado. Esse é um vídeo educacional, apesar do YouTube não beneficiar muito conteúdos desse tipo e provavelmente seu, esse vídeo, esse vídeo, esse vídeo só vai me prejudicar, certo? Até porque os muçulmanos do Brasil, não é, já me ameaçaram de processo, não sei se você sabe, eu acho que nunca falei disso na internet, mas a associação, eu não lembro o nome agora, mas a associação das mesquitas do Brasil, uma coisa assim, já ameaçou me processar por causa de alguma crítica que eu fiz há já muitos anos, muitos anos atrás, sobre algo da religião islâmica e é uma galerinha que gosta dos processinhos, não é? Jones Manuel também já ameaçou processar pessoas que disserem por aí "Ah, aquele disse aquilo que ele disse". Então, esse é um vídeo bastante passível de processo, mas, né, eu não sou doido, não vou falar nada que seja criminoso nem errado, eu vou simplesmente expor alguns fatos e trazer algumas, algumas declarações sobre esses fatos.
¶6Deixa eu começar com essa triste notícia aqui. "Ataque islâmico contra parada LGBT deixa uma pessoa morta e dezenas de feridos em Berlim". Tô abrindo aqui notícia do Valor Econômico que diz assim: "Alemanha classifica ataque na parada LGBT como ato de terrorismo islâmico". O ataque ocorreu no sábado, 25, uma semana depois da Alemanha elevar o nível de alerta devido ao risco de incidentes terroristas. Uma mulher morreu e dezenas ficaram feridos.
¶7Isso aconteceu no festival Pride de Berlim [música] na noite de sábado, dia 25 agora. O terrorista, não é, que fez esse atentado foi um homem chamado Abdul Balu de 21 anos. Ele é nascido na Alemanha, a mãe se naturalizou em 2002 após imigrar do Líbano. O que é alegado é que Balu dirigiu uma van branca contra a multidão no parque Tiergarten em Berlim durante a parada do orgulho LGBT. Ele matou uma mulher, não é, pelo menos e feriu mais 29 pessoas.
¶8Além disso, ele saiu da van e perseguiu algumas pessoas com um facão, deixando várias pessoas feridas. Segundo as autoridades da Alemanha, Balu era conhecido por ter sido radicalizado e por ter cometido crimes anteriormente. Ele estava em liberdade condicional com a pena suspensa de um ano e 10 meses. E aí é isso que a gente tem, não é? Muitos vão usar isso como uma forma, obviamente, de trazer ataques preconceituosos a todos os árabes, como se todo árabe fosse um terrorista.
¶9Isso vai ser, obviamente, usado dentro de certas narrativas para falar contra toda a comunidade árabe, como se todos os árabes, não é, por causa de sua raça fossem pessoas que apoiam de alguma forma o terrorismo. Por outro lado, alguns vão ignorar que existe um fator profundamente religioso e anti-civilizacional nesse tipo de atentado terrorista. Por quê? Eu vou abrir aqui uma notícia. Se você for à página do Facebook da Al Jazeera, você vai ver milhares de reações de risada na postagem sobre esse ataque terrorista.
¶10Você entra aqui, ó, vários muçulmanos rindo, rindo. Aí você vê aqui os comentários: "Salute", não é, trazendo a saudação. Ah, será que o carro tá bem?" Não é, um cara que pergunta. "O carro também odeia eles". Saudações à pessoa que fez isso.
¶11Isso aqui na página da Al Jazeera rindo, não é, rindo disso, como se fosse algo a ser celebrado. Isso é terrível, obviamente, isso é terrível. Mas quando isso aconteceu, o que é que me chama atenção? Mais um ataque terrorista na Europa. Isso acontece em parte por um tipo de cultura de fronteiras praticamente abertas na comunidade europeia, que recebem de forma extremamente aberta um tipo de comunidade que nem sempre representa os mesmos valores de civilidade que, pelo menos, via [roncando] de regra, de jure, não é, baseia a formação da civilização europeia.
¶12E a o recebimento, não é, da comunidade islâmica de forma tão radical como aconteceu na Europa, obviamente, você vai receber parte dos radicais islâmicos que vão se aproveitar do espaço social que estão para cometer os atos de terrorismo e de violência que são tão comuns dentro das comunidades muçulmanas. Isso é intrínseco do islamismo, não é? Eu não sou um grande especialista em islamismo, mas ao que parece existe algo que vem diretamente da fé islâmica, vem diretamente da leitura que se faz do Alcorão para justificar esse tipo de comportamento. O cristianismo tem seus terroristas, não é? Tem, tem também.
¶13No Brasil nós temos traficantes evangélicos. A gente vai dizer que que eles não existem? Eles existem, existem traficantes evangélicos no Brasil. Eles são pessoas que estão sendo traficantes por causa da sua fé evangélica? Não.
¶14São pessoas que estão cometendo violências e cometendo crimes em nome de Jesus, usando textos bíblicos como base para esse tipo de comportamento? Não. São pessoas criminosas que estão usando um tipo de espiritualismo cristão de forma absolutamente deturpada para balizar, não é, um tipo de consolo emocional. Mas eles se identificam como evangélicos, são traficantes, você vai ter aí no sentido sociológico traficantes evangélicos. Isso é muito diferente quando você olha para o ambiente muçulmano.
¶15Em que você tem pessoas altamente relacionadas com a fé, um traficante evangélico não frequenta culto, eu lhe garanto, não é pastoreado por ninguém, não faz discipulado, não foi para o seminário teológico, enquanto dentro do ambiente muçulmano você tem pessoas com formação teológica, você tem pessoas que frequentam intimamente a vida da sua fé e construindo uma grande teologia de validação dessa violência. Qual é o livro teológico que baseia a violência dos traficantes evangélicos? Isso não existe. Mas você tem vários materiais que balizam atos de violência dentro da comunidade muçulmana. O que é que isso deve fazer com o nosso relacionamento com os muçulmanos, não é?
¶16Deveríamos odiar e querer matar os muçulmanos? De forma nenhuma. Mas certamente, se a gente está lidando com uma religião que possui dentro dela instrumentais que têm sido usados para violências terríveis, deve existir, obviamente, um tipo de postura mais sólida, mais inteligente no modo como se recebe pessoas desse tipo de comunidade. Isso é isso é preconceito? É apartheid?
¶17Não, não, filho, isso é o mínimo senso de autopreservação de quem tem dois olhos e dois ouvidos. Uma coisa é você ajudar pessoas em situações de refúgio que precisam de ajuda, outra coisa é você abrir as fronteiras do seu país de forma razoavelmente indiscriminada ao ponto de você trazer pessoas terroristas, não é, junto daqueles que realmente precisam de ajuda. Mas isso, isso é o é o óbvio, isso é o bobo, isso é o risível, isso aí qualquer jumento com dois palitos de Tic Tac funcionando consegue pensar. Devem ser abertas as comunidades de pessoas em necessidade, sejam elas árabes ou não, não são todos os árabes que são muçulmanos e nem todos os muçulmanos que são violentos, mas se existe na fé islâmica um instrumental de violência tão com tão comumente usado para justificar as violências, isso deve, né, ter cuidado ali na abertura de fronteiras e tal. Isso é bobagem, se você se você tem dois palitos de de cérebro funcionando, você fala isso.
¶18O que é que me chamou muito atenção nesse atentado? É uma coisa que eu já tinha visto acontecer no atentado terrorista contra o Trump. Quando tentaram matar o Donald Trump, o pessoal começou a dizer: "Olha só, quem tentou foi um foi um o o o cara chamado Thomas Matthew Crooks e o Ryan Rolf em uma segunda tentativa frustrada igualmente frustrada". Quando aconteceu, muita gente começou a dizer: "Ah, não, quem tentou matar o Trump foi um cara de direita". Era um cristão conservador, não sei o quê e tal.
¶19E aí o que aconteceu? Descobriram que o o Matthew Crooks, ele usava pronomes neutros em perfis antigos de rede social. Eles ele usava pronomes they e them, que são pronomes usados para é é um é um elo deles, sabe? Aquele pronome neutro que se usa no Brasil? Nos Estados Unidos eles usam pronomes neutros usando o plural, né?
¶20Que era uma forma de fazer isso, né, de usar um termo ah usar um pronome sacamente neutro, né, em um inglês antigo. O que indica, de certo modo, que o aquele que tentou assassinar o Trump era uma pessoa ligada de algum modo a uma autoidentificação LGBT, no caso, ou trans ou ou neutro ou o que quer que seja. O tipo de coisa que até hoje muita gente da comunidade internacional não sabe, muita gente de esquerda, não é, não não sabe. Diz que ah não, quem tentou matar o Trump foi um cara de direita, o conservador, não sei o quê, e era um cara que usava tecnologias trans para falar de si próprio. E aí desde esse momento eu fiquei pensando: "Rapaz, o pessoal não consegue lidar com a realidade, né?
¶21Não consegue lidar muito com o fato de que muitas vezes aqueles que estão acusando os outros de serem fascistas podem também ser grandes fascistas, assassinos violentos. E aí, dois vídeos apareceram para mim recentemente. Um foi uma mulher que estava na parada de Berlim que alegou que foi um jovem homem branco que foi o responsável pelo ataque de van, apesar da polícia identificar como um islamista. Deixa eu passar o vídeo aqui. Eu estou realmente, realmente doente, cansado disso, passando mal com isso.
¶22Então hoje em Berlim teve um ataque, uma van dirigiu e atropelou a legada que estava celebrando a parada de Berlim, parada do dia do orgulho gay. E o suspeito é um islâmico extremista. Esse é o suspeito deles agora. Então eu não vou dizer nada sobre isso, sobre o resto da população muçulmana por causa da ação de uma pessoa. O que eu posso dizer é o seguinte, que as pessoas que estavam celebrando eram todos pessoas brancas, não é?
¶23As pessoas que estavam celebrando o que aconteceu eram todos homens brancos, jovens homens brancos. Todos nós vimos como vocês reagem e reagem diante de pessoas gays e como vocês desejam que nós sejamos ah, que seja, que eles sejam feridos constantemente. Você não vai se esconder atrás de outro grupo de bode expiatório e fingir que eles são ah, os violentos, quando ele é você, quando o violento é você, não é? Olha que loucura. Um cara árabe, não é um cara branco, assassina pessoas na parada LGBT e aí, olha só, não podemos julgar todos os árabes por isso, todos os muçulmanos por isso.
¶24Realmente não podemos, tá? Que entre nós, realmente a gente não pode julgar toda uma população pela ação de uma pessoa, ainda que a gente possa julgar a fonte, a base teórica que leva a isso. É uma avaliação teológica do islamismo e sociológica do islamismo, que aí já é uma outra parada. Agora diante disso, ela culpa os homens brancos por esse assassinato, por essa violência, que foi cometida por um homem branco, não, por um árabe. Um árabe comete uma violência, a culpa dessa violência é dos homens brancos.
¶25Porque isso está na cabeça dela, os homens brancos estavam celebrando, não é? Mas no Al Jazeera quem está celebrando são outros muçulmanos, não são homens brancos. É o velho a culpa é minha e ponho em eu quiser, né? Eu lembro do assassinato do Charles Kirk. Quando o Charles Kirk foi assassinado por um opositor político, por um cara de esquerda, quando um cara de esquerda assassinou o Charles Kirk, eu vi com meus próprios olhos o nível de celebração nas esquerdas brasileiras.
¶26As esquerdas brasileiras fizeram festa, festa, festa, soltaram fogos com o assassinato de um ser humano. A gente tem, poxa, Santinelli, aquele, aquele humorista, para mim é um, um enviado do diabo, um ser humano terrível, estava lá celebrando, sorrindo, [música] feliz e alegre com o assassinato violento de um ser humano na frente de sua esposa, sabe? Com um pai deixando criança órfã e o diabo a quatro. Eu vou dizer que foi, que foi, que é toda a esquerda é culpada do assassinato? Não, um cara de esquerda assassinou.
¶27Existem violências de direita? Também existem. Eu tenho condenado elas há muitos anos aqui. Mas você consegue perceber como é terrível que as pessoas já estejam torcendo por um vilão? Eles estão torcendo por um vilão específico.
¶28O vilão específico parece ser o homem branco, parece ser o cristão branco. Porque na cabeça dualista e maluca desse pessoal, você vai ter um problema na narrativa. Você tem um problema de narrativa se o assassino não for um homem branco, for uma classe oprimida. Se o assassino for de uma classe, de uma classe oprimida, aí é o fim. Mas tem mais, tá?
¶29Fica pior. Porque um dia após o ataque terrorista que foi feito aqui em Berlim, matando uma, uma mulher, ferindo 16 pessoas, uma das organizadoras do evento apareceu dizendo o seguinte: "Que a primeira coisa que eu pensei foi: Espero que o autor do ataque não seja um imigrante e que seja uma pessoa cristã e branca". Olha, olha que loucura. Olha a fala dela aqui: "Acabei de receber notícia de que um carro invadiu a, o Cies dia, não sei o que é isso. Um homem no carro e que também me chocou foi que a primeira coisa que eu pensei foi: Espero que não seja um imigrante.
¶30Espero que seja uma pessoa cristã e branca". Olha isso, ah, cara, é, é de uma incivilidade absurda, assim, absurda. Eu espero muito que o assassino não seja, não seja um imigrante. Deus nos livre que seja um imigrante. Tomara que seja um cristão branco que seja o assassino.
¶31Mas não foi, ela diz, mas não foi. Ela termina dizendo: "Então o amor é bom". Então o amor é bom. Eu me pergunto como é que isso pode ser uma expressão de amor genuíno, real. Então o amor é bom.
¶32Como é que o amor é bom? Eu torço que o assassino seja um cristão. Por que um cristão faria isso? Por que um cristão assassinaria gays na rua? Se isso vai contra absolutamente toda a ética cristã.
¶33Vai contra tudo que está escrito no livro que dá base para os cristãos. Eu não conheço cristãos que assassinam cristãos na rua, não conheço pastores que pregam assassinar cristãos na rua, eu não conheço nenhuma comunidade, olha que eu rodo o Brasil inteiro, eu faço parte da comunidade evangélica faz, faz quase 20 anos. Eu, eu conheço quase todas as associações de pastores do Brasil e eu lhe garanto, não tem ninguém, ninguém pregando assassinar cristãos na rua. Você vai ter uma galera meio meio homofóbica, que tem uma visão meio mais negativa, tal, uma galera meio turrona, ah, vai ter. Vai ter.
¶34Também somos frutos do meio em algum sentido, mas até os piores de nós não chegam aos pés daquilo que a gente encontra nesse cenário de terrorismo. No Brasil, quando foi a última vez que você viu um terrorismo cristão, meu irmão? Um grupo de crentes saindo para espancar gay na rua. Já viu? Pastores pregando assassinato de gays.
¶35Isso não existe, não existe, já dizia o padre Quevedo. Não existe, não existe. Isso não existe. Isso existe na cabeça maluca, na cabeça louca dessa esquerda woke radical. Onde é que você encontra grupos religiosos saindo para espancar gay?
¶36Dentro das comunidades islâmicas. Onde é que você encontra pregações dizendo que gays precisam ser assassinados e mortos? Dentro de comunidades islâmicas. São todos os muçulmanos? Não, claro que não são.
¶37Mas se houvesse uma concentração muito menor de cristãos fazendo a mesma coisa, o cristianismo já tinha sido criminalizado no Brasil, tranquilamente. A gente já estava apanhando na rua. Quem ia estar apanhando na rua era a gente. E o pessoal torce que os, que os assassinos sejam a gente. O mundo torce que nós sejamos os inimigos, torcem que nós sejamos os culpados, mesmo quando não somos e quando não somos ainda dão um jeito de culpar a gente de algum modo.
¶38Por quê? Porque de alguma forma as comunidades islâmicas podem tudo, podem o terrorismo. Isso lembra o caso do Jones Manuel que aconteceu agora, agora, aconteceu agora o caso do Jones Manuel. Em um debate recente do Jones Manuel, figura aí que é queridinha nas esquerdas brasileiras, ele foi perguntado o que é que ele pensa do estupro de mulheres, assassinato de crianças que o Hamas, que é um grupo terrorista, comete. Vou mostrar um corte, mas eu vi o debate completo, tá?
¶39Completo. Nada é tirado de contexto aqui. >> Olha aí a pergunta: "Você defende o estupro de mulheres, o estupro grupal, inclusive, de mulheres e de bebês, Jovem Pan?" >> Essa é a pergunta que foi feita acerca do que o Hamas faz. "Iago, eu sou a favor do povo palestino ter a autodeterminação". Show de bola.
¶40Você só não pode apoiar o Hamas. Entendeu? Assim, tique-teco, tá? "Iago, eu acho que o que aquilo que Israel faz é terrorismo". Tudo bem.
¶41Você ainda assim não pode apoiar o Hamas. Convenhamos? A gente pode combinar? O Hamas é um grupo terrorista que arranca cabeça de gente, que assassina bebês, que estupra mulheres, faz estupros grupais. Entendeu?
¶42Você entendeu? O que que a gente tá conversando aqui? O Hamas é um grupo terrorista que assassina bebê e que faz estupro grupal de mulher. Entendeu? Você entendeu o nível do que a gente tá conversando aqui?
¶43De desumanidade. Você pode dizer o que você quiser de Israel. Eu também acho que o que Israel faz em Gaza não é justificável, de jeito nenhum. Mas o Hamas é um grupo terrorista que arranca cabeça das pessoas, que comete estupros coletivos de mulheres e que assassina bebês rindo de alegria. Eles mesmos filmam, eles mesmos liberam esses vídeos.
¶44Você entendeu? O que que a gente tá falando? E aí a pergunta é essa: "O que é que uma pessoa que apoia, de alguma forma, o povo palestino vai lhe responder a essa pergunta?" Bom, existem alguns caminhos humanos para isso. É dizer: "Eu acho que o Hamas tá errado, é um grupo terrorista terrível, mas o Hamas não representa a luta do povo árabe". Legal, né?
¶45Você sai. "O Hamas não representa a luta do povo árabe, mas o povo de Gaza tem um direito, que olha o que Israel faz, o Hamas aparece como uma reação desproporcional e tal". Aí você pode dizer o que você quiser. Você condena o Hamas, mas você luta pelo povo palestino, certo? Você pode dizer: "Tudo isso é mentira.
¶46Hamas não faz isso. Isso é tudo propaganda golpista dos fascistas frentistas taxistas". Aí, beleza. Eu acho que você tá errado, mas há uma resposta minimamente humana aí. Você dizer: "Mas não, não, isso não é verdade, isso não existe.
¶47O Hamas não faz isso" ou "O povo árabe não é representado pelo Hamas. Essa violência terrível surge em um contexto de guerra que a gente não concorda. O povo árabe precisa ah ah de proteção". Aí você diz o que quiser, tá? Existem muitos caminhos para você apoiar o povo palestino, sem você ter que apoiar estupro coletivo de mulher e assassinato de bebê.
¶48Podemos convir, podemos convir, né? Qual é a resposta, linda resposta de Jones Manuel? Essa aqui. >> Acordos de conciliações com Israel, o Hamas hegemonizou a resistência palestina. E sim, meu amigo, a gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino.
¶49Eu não sou sommelier de resistência, não. >> Sim, a gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino. Eu não sou sommelier de resistência, não. Então, a pergunta foi especificamente sobre: você apoia estupro coletivo e brutal de mulher e assassinato de bebê? Qual é a resposta aqui do candidato?
¶50Eu apoio todas as formas de resistência do povo palestino. Não sou sommelier de resistência. O que é que ele tá dizendo com clareza, direto, sabe, de forma completamente indireta? Se essa é a resistência, se a resistência do povo palestino é estuprar mulher e matar criança, eu apoio. Eu não vou ficar sendo sommelier de resistência, >> A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele lute.
¶51>> A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele lute. Eu achei isso tão aberrante que eu pensei: poxa, o Jones Manuel já é um cara conhecido pela sua violência política, justificar assassinato em nome da revolução, isso aí já tá muito bem documentado. Eu tenho, acho que algumas páginas sobre o Jones Manuel no capítulo sobre violência política no meu livro Idolatria Política, Como o Governo se Tornam Deuses. Lá no Idolatria Política, que é basicamente um livro contra a esquerda, né, no Brasil e no mundo, em que eu avalio vários autores e pensadores de esquerda e tento explicar o processo de idolatria política e como existe essa divinização, né, das forças, das entidades políticas, eu gasto bom, bom tempo discutindo falas do Jones Manuel, onde ele justifica as mais variadas violências como se fossem coisas boas em nome da revolução. Então, quem conhece Jones Manuel não se espanta, não se espanta.
¶52Claro que lá pro fim do debate, veja, nada aqui tá tirado de contexto, essa foi a resposta dele diretamente para essa pergunta. Ele fala mais coisas, mas tudo tá dentro disso, nada, ele não se defende de nada. Lá pro fim do debate, depois de muita baixaria, briga e xingamento, ele solta uma frasezinha para se remendar. Ele diz assim, ó: >> Eu volto aqui, veja, quem pratica estupros, estupros em massa, violência sexual é Israel, está comprovado, vários matérias inclusive subiram nas minhas redes. Então, não, ninguém apoia eventuais violências sexuais do Hamas não, mas a gente apoia a luta palestina pela libertação.
¶53>> Ninguém apoia eventuais violências sexuais do Hamas não, mas a gente apoia a luta palestina pela libertação. Isso aqui, em certo sentido, contradiz o que ele falou antes. Bom, se ele tá querendo dizer que ele não apoia nenhuma violência sexual do Hamas, eventuais violências sexuais e tal, mas apoia a luta palestina que não inclui a violência sexual, as partes que não incluem a violência sexual, aí você teria uma contradição do que ele falou agora, do que ele disse antes agora. Ou talvez ele não interprete que a violência sexual do Hamas, que é eventual, né? É eventual, não é, não é parte direta do que eles fazem, ele não interpreta que isso exista fora de um contexto de luta palestina e que se essa violência sexual existe dentro do contexto de uma luta pela libertação, então seria de alguma forma justificada.
¶54Não dá pra saber exatamente como é que ele tá tentando se remendar aqui, pelo menos não dentro desse contexto, não dentro da, da fala do debate, mas percebe como é terrível, como é aberrante, como é desumano. Ah, Iago, isso é o Jones Manuel, ele é um excêntrico. Mas ele é um excêntrico que tá num partido político, ele é um excêntrico que fala na televisão, ele é um excêntrico chamado pra dar entrevista, é um excêntrico que é elogiado por variados outros líderes civis e não é só dele essa ideia, né? Teve um debate, ah, lá no Inteligência Limitada há um ano, que era um debate com, com feministas. Deixa eu ver aqui, ainda tá no ar?
¶55Tá no ar, tá aqui, é o debate feminista versus o masculinista. O Sardá, a Mandi, Sardá e Mandi versus Jamile Saldanha. Não sei quem são nenhuma dessas pessoas, nunca ouvi na minha, não sei, não sei, faço a menor ideia de quem seja. Mas esse corte aqui me chamou muita atenção, que eu, eu escuta, escuta esse corte. >> Olá, o Hermanito, ele fala assim: "Na opinião das feministas, por que a esquerda feminista defende o Hamas?
¶56Vocês feministas também são a favor de que esse grupo terrorista fazem com as mulheres?" >> Pergunta pesada, né? Por que é que o povo feminista apoia o Hamas? O Hamas estupra mulher, mata mulher, assassina mulher, o diabo a quatro. Não é? O que é que as feministas vão dizer pra argumentar sobre isso?
¶57>> Gente, é, primeiro, não existe a esquerda, não existe a esquerda feminista, não existem as feministas. Aqui eu falo por uma leitura do feminismo marxista e socialistas, oposição de esquerda ao Lula. Eu não defendo o Hamas. >> Aí ela vai falar que ah, não existe só um tipo de feminismo, não é um só tipo de esquerda, tal tal tal. Aí ela vai falar sobre o Hamas.
¶58>> do feminismo marxista e socialistas, oposição de esquerda ao Lula. Eu não defendo o Hamas. O Hamas é um partido político da Palestina. Muita gente nem sabe o que é isso, né? Porque a extrema direita faz um caos na cabeça das pessoas que fica parecendo >> Que os palestinos são Hamas.
¶59>> É. Diga. É um partido político. Tá? Tanto quanto outros partidos políticos.
¶60Eu não Olha, essa é uma forma de você interpretar >> matar bebê e matar civil. Me parece um partido >> diante do que foi o >> Mas eu não quero me intrometer nisso, tá? >> É que ela não parece falando de Israel. >> Podemos falar de Israel e podemos falar de Hamas. >> Não, veja.
¶61>> Ou o que um mata, o outro pode matar também. >> É. Não. >> bebê civil condenado até agora. >> Então, mas OK?
¶62>> Olha, eu acho que tem uma guerra. >> Mas vale matar >> um genocídio, uma uma luta de colonização >> deliberadamente sendo levada deliberadamente matar >> Que é o que Israel faz. >> Tô falando de Hamas primeiro, depois a gente pode falar de Israel. Hamas não faz isso. >> O Hamas é um partido político que >> Mas é é liberado fazer isso?
¶63>> O Hamas é um partido >> Não, tô perguntando. >> O Hamas Não, é que você tá fazendo uma série >> Não, então você tá falando pode fazer isso. >> O pobre do Vilela se aguenta aqui. Se aguenta. >> Israel não.
¶64>> Então você >> Agora posso apresentar a posição sobre o Hamas? O Hamas conduziu uma operação política é de enfrentamento ao que é o estado genocida o estado genocida de Israel, tá? >> Isso já foi desmentido por Israel. >> É, que é uma guerra, um apartheid, uma brutalização de uma >> eu vou parar a discussão porque eu acho um absurdo o que você tá falando e não é o tema do programa. Então vamos para outro >> Eu defendo a Palestina livre do rio ao mar.
¶65>> Eu também defendo a Palestina. Palestina acho um absurdo o que o governo de Israel faz. Agora você falar aqui, matar bebês, estuprar >> eu não defendo, mas que é isso Vilela, eu não defendo isso de forma alguma. >> falou que foi um ato político gerado por Israel, não, eles não entraram para matar soldados, eles não entraram soldado contra soldado, eu vi o vídeo, tem um filme chamado de Atrocity Film, eu acho que você deveria ver. As câmeras do próprio Hamas filmando e comemorando, matando civis, crianças, estuprando.
¶66>> Eu não tenho acordo nenhum com isso. >> Então, é só isso que eu queria que você falasse, assim como é um absurdo que Israel faz. >> Não tenho acordo, mas é porque eu não acho que é equivalente, essa é a diferença. >> Como assim? >> É porque aqui a gente vê uma política de Estado levada adiante por décadas, assim.
¶67>> Eu estive lá, eu vi o que eu vi e eu duvido que você veja esse filme, eu duvido que você não mude de opinião. >> Claro que não. >> Ela falou que foi um ato político, que você falou para mim, você falou que 7 de outubro foi o quê? 7 de outubro foi o quê? Repete por favor, o que que foi?
¶68Repete o que você falou. O que que foi 7 de outubro? Foi uma ação? >> 7 de outubro é uma ação política levada adiante. >> Meu Deus, não é uma ação >> Mas gente, eu posso terminar de apresentar [risadas] o meu ponto de vista?
¶69>> Deixa ela terminar. >> Só tentar entender o que que é a sua política de Estado, uma ação militar. >> Sangue de Jesus tem poder, o cara aqui chamando por Jesus já. >> Glória de Jeová. >> Foi uma ação militar.
¶70>> Com o intuito de? >> Lutar contra o Estado de Israel. >> Com o intuito de matar civis, eles não foram lá para matar. >> tenho acordo que você estupre etc, Vilela, >> Então é uma festa, não é uma ação militar, eles saíram atirando nas pessoas, eles estupraram, >> Mas o Estado de Israel faz a mesma Não, outro, outro. >> Sangue de Jesus tem poder.
¶71>> Meu Deus, que absurdo, é por isso que eu falo, eu fico Eu fico muito puto com esse tipo de defesa de parte da esquerda e não sabia que vocês defendiam isso. Portanto, vamos para outro assunto, que isso eu não, eu não negocio, não se pode matar civis. >> defendo isso. >> Você acabou de falar, me desculpa. >> Pera, pera, como é, como é poderosa a dissonância cognitiva da nossa esquerda?
¶72Não, eu não defendo isso, eu não defendo, não tenho parte nenhuma com isso, mas Israel faz isso, Hamas faz também. E é isso aí, entendeu? É uma ação política, uma ação política. Estuprar criança, estuprar, matar criança, estuprar mulher uma ação política contra o estado de Israel. >> Desculpa gente, eu estou até assustado aqui o Vilela como host se meteu no debate para comentar.
¶73Ela está tentando me desculpar, o que ela está tentando explicar para mim, Vilela. >> Ela explicou três vezes. >> Não, eu não consegui explicar porque vocês ficaram todos interrompendo. >> Um ato político justifica você matar civis, não sei o quê? >> Não, não, não, não.
¶74>> Então você é contra o Hamas? >> Então você é contra, fala, eu sou contra, vai. >> Eu vou falar uma coisa aqui. >> Não, não é contra gente. >> Eu sou contra o Hamas.
¶75>> Não, é só isso. >> Eu sou contra o Hamas e eu sou contra [risadas] Israel. >> É que existe um existe um mecanismo de palavras para usar e minimizar o que o Hamas faz, assim como existe um conjunto de palavras para minimizar o que o estado de Israel e o Israel faz. Vamos falar a verdade, é só isso. Não precisa falar é uma ação, por isso não, foi terrorismo que fizeram.
¶76Como é que terrorismo, algumas coisas que o que o Israel faz. Pronto, estou errado? É ou não é? Portanto, os dois são terroristas nessas ações. Sim, você não consegue colocar o que >> É muito é coisa de maluco isso aqui, cara.
¶77Coisa de maluco assim, é é é absurdo, é absurdo. O modo como por causa de um tipo de narrativa política você justifica o as maiores barbáries possíveis, as maiores barbáries possíveis que existem no mundo, cara. É coisa de louco. Tem um terceiro vídeo que eu acho que que vale a pena a gente olhar para ele também. Que é uma ex-refém do Hamas que confronta a relatora especial da ONU cobrando o reconhecimento da violência sexual.
¶78Isso aqui é mais antigo, é de 7 de outubro de 2023, mas a Ilana Gritz Wesky, Grizetsky, Gri Gritz Wesky, é um nome meio difícil. Ela relata sobre o que ela viveu, não é? E aqui ela está acusando a relatora especial da ONU, a Rin Ausalem, de não reconhecer as denúncias de violência sexual que são atribuídas a ao pro Ela diz o seguinte, em 7 de outubro, terroristas invadiram o nosso kibutz, assassinando, sequestrando e queimando. Eles me tocaram e me abusaram sexualmente. Fui espancada e mutilada antes de desmaiar.
¶79Eu acordei nua, com sete terroristas em pé sobre mim, sem saber o que aconteceu comigo naqueles momentos perdidos. Eu passei por dias de dor e horror no cativeiro. E mesmo agora, a sensação de estar impotente e violada ainda permanece. Voltei com o quadril quebrado, uma mandíbula quebrada e uma alma com cicatrizes. As pessoas veem o meu rosto e pensam que eu estou livre, mas a liberdade não é um interruptor.
¶80O trauma não desaparece quando você é libertado. Agora, cada sirene de ataque aéreo e cada foguete do Irã me joga de volta àquele inferno. Em 7 de outubro e no cativeiro, mulheres judias foram estupradas, abusadas e humilhadas. E você, relatora especial, você escolhe o silêncio e a negação. Senhora Al Salem, você diz que não houve evidências de violência sexual em 7 de outubro.
¶81Eu estou de pé aqui hoje, não como um relatório, não como uma estatística. Eu sou uma mulher que sobreviveu. Eu sou a prova viva da violência sexual pelo Hamas. Quando eu, outra mulher israelense, implorei para não ser estuprada, por que você ficou em silêncio? Por favor, olhe para mim.
¶82Você acredita em nós agora? Você vai pedir desculpas? E ela não diz nada. Ela fica completamente muda e não responde. Aí é ruim a gente chamar esse pessoal de psicopata?
¶83Dizer que esse povo é psicopata? Que esse pessoal tá absolutamente tão enfiado na ideologia que perdeu a humanidade? E aí, você tem pessoas Hamas. Você seria assassinado pelo Hamas, se você fosse LGBTQIA+. Você tem cristãos pro Hamas.
¶84Você seria assassinado pelo Hamas, se você se declarasse cristão no meio deles. Você quer condenar atos, não é, de Israel? Dá pra conversar sobre isso. Também condeno vários atos de Israel. Mas isso pode ser feito sem que a gente justifique o assassinato violento, o estupro, a decapitação de outras pessoas?
¶85Pra parte da esquerda brasileira, não dá. Pra a esquerda zoeira, absolutamente não dá. Por que é que isso me me chama atenção, né? Me chamou muita atenção porque você tem um cenário de justificação da violência política. A violência política é uma desgraça, porque você consegue justificar o mal mais radical possível por meio de um discurso bonito, por meio de um discurso violento.
¶86Você usa o discurso político como uma forma de validar certas mais terríveis barbáries, as mais terríveis violências. Isso, claro, sendo jogado na conta de cristãos, até mesmo quando cristãos não têm absolutamente nenhum envolvimento com nada disso. O que explica boa parte do processo de violência política contra cristãos. O que que a gente tem hoje no mundo? A gente tem cristãos terroristas, cristãos cometendo violência?
¶87Não. A gente tem, pelo contrário, cristãos sendo alvo de terrorismo. Vou só citar um caso recente, né, que é a notícia da família do pastor Ezequiel da Shom que foi brutalmente assassinada por jihadistas na Nigéria, incluindo um bebê de três meses e uma criança de três anos. Notícia recente, tá? Notícia recente.
¶88Eu vou, não vou ter coragem de mostrar o vídeo aqui, certo? Da das filmagens que foram feitas. Se você não sabe o que está acontecendo na Nigéria, suas fontes de mídia são péssimas. Você vive num mundo olha, e eu repito, eu não sou cristão. Pessoal, ele não é crente, mas eles estão matando sistematicamente os cristãos na Nigéria.
¶89Mataram mais de 100.000 desde 2009. Queimaram 18.000 igrejas. Isso é muito mais, são os islamistas do Boko Haram. Isso é uma tentativa de genocídio muito maior do que o que está acontecendo em Gaza. Eles estão, literalmente, tentando exterminar a população cristã de um país inteiro.
¶90Onde estão as crianças protestando contra isso, certo? Onde é que estão? Onde estão as crianças, né? E cadê, cadê a Greta Thunberg no barco indo protestar contra isso? E eu acho que isso diz muito sobre o ambiente de violência política que a gente vive.
¶91A gente viu um exemplo aqui nesse vídeo, né? Até mesmo um ato criminoso cometido por radicais islâmicos são jogados na conta de cristãos. Cristãos sendo assassinados. Muitos falam que, ah, o terrorismo cristão, o terrorismo cristão. Os cristãos, se pudessem.
¶92Cara, os cristãos estão morrendo, não estão matando. Cristãos sendo assassinados, não estão assassinando. Não se deixe levar pela por uma ínfima parcela do cristianismo que tem ali uns líderes políticos ou bancada evangélica, como se isso representasse a natureza do que é o cristianismo. Primeiro que nem esses são, esses violentos que tentam fazer parecer, não é? A gente tá lidando com violência genuína no mundo.
¶93Essa violência genuína genuína não tá sendo perpetrada por cristãos. Tá sendo perpetrada por outros grupos religiosos que não são a gente e são perpetradas contra a gente, mas contra vocês que são de esquerda e que seriam provavelmente assassinados se fossem para esses ambientes defender os grupos muçulmanos. É um tipo de síndrome de Estocolmo, né? Você tem um uma pessoa LGBT ou mesmo cristão defendendo o Hamas, não é muito diferente de um judeu ir defender o nazismo, certo? Você seria assassinado pelo grupo que você tá defendendo.
¶94É esse tipo de civilidade que a gente quer construir? No fim das contas é tapar os olhos para aquilo que existe de fato, uma violência contínua e presente contra cristãos no mundo. Os cristãos continuam sendo o grupo mais perseguido do mundo. Não é porque a gente vive em paz no Brasil, não é porque a gente vive em paz nos Estados Unidos que essa é a realidade da vida cristã da maioria dos cristãos do mundo. A maioria dos cristãos do mundo vivem um contexto de algum grau de perseguição.
¶95A maioria dos cristãos do mundo não possui liberdade hoje de exercer a sua fé de forma plena. E muitos brasileiros não cristãos adorariam que esse fosse o cenário que a gente vive aqui. Esse ano de eleição, certo? Evite dar moral para políticos violentos. Evite dar moral para qualquer ideologia violenta.
¶96Evite dar moral para qualquer um que argumente positivamente a favor da violência, porque se eles no discurso, dentro de uma esfera pública como essa e no mundo de redes sociais, conseguem defender as coisas mais radicais, mais violentas, o que é que eles vão não vão fazer quando estiverem no poder? Se depender de você, vote um pouco melhor. Vote qualquer um que estabeleça um discurso genuinamente de paz, genuinamente de liberdade, genuinamente de amor. As esquerdas brasileiras infelizmente têm aceitado gente extremamente violenta. No fim das contas, quem paga o preço dessa violência acaba sendo a gente.
¶97Mas bom, o que é que você o que é que você acha, não é, disso? Deixe seu comentário aí. Vamos continuar conversando sobre isso nos comentários desse vídeo. Se quiser outros tipos de conteúdo, tem de tudo aqui nesse canal. Não deixe de se inscrever nele e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo.
¶98Um abraço e até a próxima.