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Clube Meio Eleições – Encontro inaugural com Pedro Doria e Flávia Tavares

¶1[música] เฮ Olá, boa noite. Como vão todos vocês? Flávia Tavares, você aí há quanto tempo? >> Eu tô aqui. Eu tava curtindão a musiquinha que tava rolando da espera.

¶2Adorei. >> Mas você sabe que quando eu eu me perco no ritmo do bate-palmas, nas palmas, ai meu mengão, eu gosto de você no Maracanã, né? Tipo, parabéns para você. Então já é complexo demais. [risadas] Então a coisa do dançada >> muito bom, muito bom.

¶3É um bom jeito de começar o nosso clube com esse tipo de confissão. [risadas] Gente, eu tô muito animada para essa live de hoje, porque nós estamos inaugurando aqui hoje o nosso clube meio eleições, viu, Pedro Dória? É, hoje aqui o nosso encontro é aberto, é para explicar para quem tá aqui com a gente no YouTube o que, como é que vai funcionar tudo isso, mas é um é um início de um movimento, de uma temporada. Olha que palavra bonita que a gente eh enquadrou aqui no nosso clube. É uma temporada de conversas sobre as eleições 2026 que vai ser muito legal.

¶4Eu tô muito, muito animada. Só que para esta noite, deixa eu já começar a explicar aqui. Eu não vou monopolizar não, viu, gente? Pedro Dória vai falar bastante. Só vou ajudar ele aqui a explicar como é que vai funcionar a coisa.

¶5Afinal de contas, afinal de contas, eu preciso de ajuda para explicar as coisas, porque senão me complica. >> Ho, exato. Não, eu vou fazer um woman's planning aqui agora, [risadas] um woman's planning de como vai funcionar a coisa toda do nosso clube. Você que veio aqui tentar entender o que que é o Clube Meio Eleições 2026, aí tem um cabelinho aqui. Eh, é o seguinte, este encontro de hoje, que que a gente fez?

¶6A gente mandou e-mails para os nossos assinantes, para alguns dos nossos assinantes. Saíram e-mails da minha caixa e da caixa do Pedro Dória. E a gente mandou falando assim: "Olha só, a gente vai começar um tipo de conversa diferente com vocês e a gente quer que você nos que vocês nos digam eh o que que vocês querem." Sabe assim, você tá acompanhando o noticiário loucamente, mas parece que tem coisas que ficam pairando e que não aterriçam e as pessoas não respondem direito e e essa coisa e e o noticiário vai engolindo e ninguém para para conversar direito sobre as questões que que estão me atormentando, sabe? É isso que a gente quer ouvir de vocês aí. Pedro Dória, meu querido, foram 800 respostas, mais de 800, tá?

¶7E nós fomos desafiados. Você certamente recebeu perguntas, resposta sim, eu recebi várias. Ah, vocês nem vão ler isso aqui. É IA. É certeza que vocês vão jogar numa IA e pronto.

¶8[suspirando] E assim, eu não vou não vou est mentindo para tu que aqui como é uma empresa de jornalismo and claro que a gente usa Iá para as coisas. Vocês sabem, Pedro Dória fala disso com a com a Cora Rona e tudo, mas não. Este caso aqui a gente usou aí a para consolidar, mas a gente leu tudo. Então a gente vai pagar essa dívida hoje aqui com vocês. A gente vai trazer algumas dessas perguntas que vocês nos fizeram.

¶9A gente leu, Pedro leu do lado dele, eu li do meu. Aí a gente consolidou, a gente consolidou para fazer esse trabalho de, pô, qual quais foram as perguntas que mais apareceram, né? Porque aí, claro que numa live de 1 hora, no encontro de 1 hora, a gente não vai conseguir dar conta de 800 eh 800 e-mails. E teve gente que mandou uma linha, mas teve gente que mandou três páginas, que desabafou, [risadas] que foi lindo, veio porque são muitas angústias dos nossos meiers, né, Pedro Dória? >> Sim, senhora.

¶10E aí, então é isso que nós vamos fazer hoje. Hoje nós vamos trazer uma parte essas perguntas que vocês nos mandaram, que os nossos assinantes nos mandaram, uma parte as perguntas que vocês vão nos mandar aqui no chat, porque sim, meus queridos, o chat YouTube é isso, o chat aberto. Vamos ter uma conversa franca sobre [limpando a garganta] política hoje com as perguntas dos e-mails e com as perguntas do chat. Mas no clube mesmo ali na frente, aí a dinâmica muda um pouco, porque aí não tem intermediário, aí não tem mande um e-mail, aí não tem chat, aí é tete a tete, é nós tudinho num zoomzinho gostoso, zoom zoomzinho, né? Semanal toda quinta-feira.

¶11[risadas] Você ri mim, né? Eu tô E olha que eu eu não tomei nem Coca Zero e nem café depois do almoço. Eu tô mesmo é animada com a nossa live. e com o nosso clube. Então é o seguinte, já já eu explico melhor a dinâmica dos próximos encontros, tá gente?

¶12Mas eu quis fazer essa introduçãozinha aqui para dar uma noção de como é que vai funcionar o dia de hoje, esta noite, esta horinha do nosso encontro aqui. E você já que está no chat ou não, já tá sabendo que hoje tem 20% de desconto para quem quiser entrar pro clube, tá? Já já eu conto mais detalhes disso também. Então, Pedro Dória, >> pois é, enquanto enquanto você falava, Flávia Tavares, eu tinha que ouvir desaforo. >> Eu tinha que ficar ouvindo desaforo.

¶13É, Felipe Siqueira, por exemplo, Pedro Dória vai falar bastante. Ah, não acredito. >> Zé Carlos [risadas] Menezes, nosso, nosso queridíssimo Zé Carlos Menezes. Não, não, Flávia Tavares, fale também o Pedro Dória toma conta do Mick. Eu acho que eu vou me calar.

¶14Eu acho que há mensagens aqui. Talvez seja uma coisa. Eu acho que eu tenho que de repente levar para terapia. Eu eu eu tô começando a ficar um pouco triste. >> Terapeutizar é sempre bom.

¶15Mas então então vou aproveitar [risadas] esse gancho. >> Mas vou aproveitar esse gancho dos nossos queridos e vou falar o seguinte. O Pedro Dória vende muito mais assinatura do que os meus vídeos, viu? Então vocês que são aí meus fãs no chat, vocês faz favor de trazer gente para ser parte do clube aqui [roncando] e de ajudar a espalhar a palavra do meio via Flávia Tavares. Conto com vocês porque há uma disputa interna aqui rolando.

¶16Você pensa que é só corrida eleitoral que tem disputa? [limpando a garganta] >> Eu tô determinada a vender mais assinatura que Pedro Dória. Um dia, um dia eu chego lá. Mas que absurdo fal. >> Mas é o seguinte, meu Pedro, meu queridíssimo Pedro, já falei bastante, mas agora é hora da gente dar voz aos nossos aos nossos clubers, meers.

¶17>> Sim, gente, e a coisa é a seguinte, no fim das contas, eh, a gente tá com um monte de informação, eh, eh, do que que eu tô falando aqui? A, eu, eu, Flávia, Júlia, eh, eh, e não só nós três. A gente tá falando com político todo dia o dia inteiro. A gente tá falando com cientista político todo dia o dia inteiro. A gente tá falando com gente de pesquisa eleitoral, todo dia o dia inteiro.

¶18A gente tem a nossa pesquisa eleitoral. Então, a gente tá com muita informação, a gente tá com o mapa dessa eleição de um jeito que pouca gente no mercado tem. E eu acho que um um dos baratos de de imprensa na internet e vejam, eu eu e a Flávia não somos moderninhos no sentido de a aquela coisa influência tal, não. A gente é jornalista. jornalista do tipo que aprendeu a fazer jornalismo em jornal mesmo, diagramando página, batendo matéria em Lauda.

¶19A Flávia não porque ela é jovem, mas eu cheguei a bater matéria em Lauda. Eh, eh, eu brinco com o pessoal, Flávia, que a minha primeira matéria de tecnologia, e isso não é sacanagem, é verdade. Minha primeira matéria de tecnologia, eu expliquei o que que era aquele simbolozinho assim entre o nome e o endereço no e-mail. Eh, eh, eh, eu comecei no jornalismo explicando o que que era um a Agora o que que o digital permite? O digital permite contato direto.

¶20E, e claro que nesse mundo YouTube, Instagram, a gente não consegue muito isso, porque é impossível filtrar. Mas quando a gente vai pros mites juns da vida, o jogo muda por completo. A gente consegue transformar essa atividade aqui do jornalismo. Não uma coisa de nós falamos, vocês ouvem, mas uma coisa de nós conversamos, nós trocamos. E a gente tá tava pensando em como que a gente transforma o meio faz 10 anos esse ano, eh, em outubro, justamente entre o primeiro e o segundo turno, cara.

¶21É, mas a gente estava pensando como é que a gente consegue, como é que a gente consegue fazer dessa experiência de cobertura jornalística uma cobertura realmente digital, uma cobertura que realmente seja uma troca. É claro que a gente não consegue falar com todo mundo, é claro que a gente não consegue, a gente não consegue ter uma conversa com 800 pessoas ao mesmo tempo, com 1000 pessoas ao mesmo tempo, mas com um número pequeno dá. Eh, e no fim das contas é esse o convite que nós estamos fazendo para vocês. Se você já é assinante meio mais cursos, você tem direito a a participar eh dessas lives, dessas conversas por Zoom toda quinta-feira. E senão você não precisa nem ser assinante, você pode assinar especificamente apenas esse esse pacote e ter essa conversa conosco.

¶22Vocês são super bem-vindos. E parte do barato dessa live de hoje é: nós vamos começar o o trabalho de responder as perguntas que vocês trazem. Hoje tem 20% de desconto. É isso. O truque é esse.

¶23Flávia. Mais de 800 pessoas nos responderam. A gente combinou de começar essa nossa transmissão hoje, essa nossa live hoje >> com as perguntas que mais foram feitas. Eu respondi na mão a algumas pessoas. Justamente essa primeira pergunta que eu já tenho quase que de cor a maneira como eu respondo, mas eu tô curioso de saber como que você responde.

¶24E a pergunta é, cadê a pergunta? [risadas] Eh, >> que é a pergunta da Silvana, se eu não me engano. >> Não, é uma pergunta que foi feita, >> tá aqui. Se quase ninguém quer os dois, por que nenhuma alternativa sobe? Como é que você responde [risadas] a isso, Flávia?

¶25diga. >> E eu vou vou seguir. Eh, eu quero inclusive ler textualmente duas das perguntas, tá? Que foram enviadas, porque e que são e que foram resumidas por você. Assim, >> a Silvana mandou, entre aspas, a polarização persiste e fora da polarização não temos ninguém.

¶26E o Renan mandou: "Qual é a dificuldade da esquerda de construir um projeto em torno de uma figura que não seja o Lula?" Eu sinto que a direita tem muito mais facilidade em se articular desta maneira. Eh, é muito interessante ver como as pessoas eh têm os meiers, né? As pessoas que vêm a nós eh consultar. E aí, deixa eu já aproveitar e contemplar também a Mdia do nosso chat, que falou que não gosta muito de mim. Mália, eh, vai ter monte de quinta que eu não vou, viu?

¶27Então, a minha presença aqui hoje, por favor, não quero te desmotivar não, >> mas hoje eu tô. Então, fica aqui mais um pouquinho que já já o Pedro também vai falar. Eh, eu eu acho o seguinte, olha, Pedro, eh, a gente a gente vende uma primeiro que tem um innegável fator, que é o carisma dos dois personagens da polarização atual. E a gente por ser América Latina ou por ser por vários fatores, é multifatorial, mas uma das razões é porque isso é algo muito bastante típico da política latino-americana, não só, mas aqui tem muita força, líderes fortes, carismáticos, tendem a eh ser essa força gravitacional na política mesmo, né? É claro que a gente tem exemplos fora da América Latina e, aliás, atualmente eles estão crescendo o mundo afora, eh, principalmente via direita populista, mas não só.

¶28Eh, então é innegável que uma figura como o presidente Lula e como o ex-presidente Jair Bolsonaro, esses essas duas figuras, elas têm uma força, um carisma, um um um uma atração que é muito difícil alguém de uma política mais chata, entre aspas, combater, enfrentar, porque a a gente se seduz por pessoas com esse tipo de de presença. a política, eh, quando ela é conduzida de uma maneira com muito carisma, com muito com com personalidades deste tipo, ela é muito mais ela tem muito mais chance de engajar, de seduzir, de eh fazer olhos brilharem do que uma figura menos expressiva, mais próxima da daquela política padrão normal, que tende a ser sim. um pouco chata, um pouco intediante. Eu nunca vou me esquecer de uma entrevista que eu fiz com Jairo Nicolau, que é um dos maiores cientistas políticos do Brasil, em que ele falou justamente isso. Ele falou assim: "A política quando tá bem, quando tá funcionando bem, é chatíssima pros olhos comuns, [limpando a garganta] para as pessoas comuns, porque tem que ser mesmo, porque os assuntos são complexos, são chatos, são trabalhosos, dá muito trabalho a chegar para chegar em consenso se não for, né, na gritaria e tudo mais.

¶29é um trabalho de conversas longas, de conversas eh que podem parecer interediantes. Isso é uma das razões, a meu ver, pelas quais a polarização hoje permanece, [limpando a garganta] porque essas figuras são fortes. Agora, ainda assim, as pesquisas indicam, né, Pedro, que tem muita gente cansada dessas figuras, por mais carismáticas que elas sejam, por mais atraentes que elas possam parecer em alguns períodos. E aí eu acho que passa um pouco pela falta de coordenação eh de outros atores para entregar outros tipos de líderes. Passa um pouco pela mecânica pela qual a gente faz política hoje via algoritmos que nos impedem de fazer conversas eh fora da dos polos.

¶30Eh, e passa um pouco, e eu acho que a gente passa um pouco também por essa questão que tá rolando em vários países do mundo, que é global, de eh fazer política via o que a gente não quer e os ressentimentos que nos guiam e menos por coisas mais propositivas. Romper isso tá difícil. Romper isso é é trabalhoso, é dificultoso. Eh, e não vejo forças, as os principais líderes do Brasil, donos de partido e tal, num esforço genuíno de propor algo ness nesse caminho. Mas aí eu jogo um pouquinho a bola para você antes que a Maida vá embora.

¶31Maida eu acho que é eu >> ou Maida, não sei. É um avatar, né? Um nome, é um nick. Eu eu daria uma resposta usando um outro caminho. A a Flávia começou pelos políticos, que é um dos jeitos de você olhar para política.

¶32Eu vou começar pela sociedade, ou seja, pelos eleitores, por como é que os eleitores eh se manifestam quando a gente faz pesquisa, eh, tentando sondar ideologicamente como a sociedade brasileira se organiza, a gente tem grossos números, tá? Eh, eh, esses números são arredondados. 60% dos brasileiros são de direita, 30% são de esquerda e 10% tão ali no meio do caminho. Tá bom? Eh, o o o que que isso quer dizer?

¶33Isso quer dizer que você tem muito pouca chance de eleger um presidente de esquerda. O presidente Lula tem uma característica ímpar que nenhum outro político de esquerdo desde de esquerda desde 1985 tem. Eh, por conta da história pessoal dele, ele tem um tipo de relacionamento com o eleitor de direita mais pobre que é ímpar. Eh, o eleitor do Nordeste pobre, o eleitor do norte pobre tá concentrado principalmente ali, tá? Esse eleitor tem uma identificação pessoal com o presidente Lula.

¶34Tem muita gente na direita que interpreta isso como sendo eh uma coisa fisiológica. Ah, ele dá dinheiro, então os caras gostam. Não é isso, não é uma coisa de aspiração. Eh, é olhar pro Lula e ver não o Lula, que boa parte das pessoas que vivem nas cidades enxergam, mas vê o Lula, que é o retirante nordestino, eh que foi em Gracha em São Paulo, eh conseguiu fazer um um curso de torneiro mecânico, virou operário, ter a carteira azul nos anos 70, 60 para 70, era um sonho e ele alcançou aquele sonho. Aí de repente se envolveu num determinado meio que se viu como um líder sindical, de um líder sindical, entre outros, era o principal eh eh comandante do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, eh no final dos anos 70, quando houve as primeiras grandes greves da, olha, são são possivelmente as primeiras grandes greves brasileiras desde a década de 1910, tá?

¶35E ao mesmo tempo era um ato de resistência ditadura. Aí aquele sujeito morre monta um partido que era um partido nanico. O o o PT era um partido irrelevante durante boa parte dos anos 80. Só que aí calha de chegar em 1989 como candidato a presidência da República pela esquerda, que chega ao segundo turno, ele bate o Leonel Brizola. Ao bater o Leonel Brizola, ele se torna o líder da esquerda.

¶36Ele fica ali 89, 94, 98, disputando a eleição e perdendo. Disputando a eleição e perdendo. Não chegava nem no segundo turno contra Fernando Henrique. Em 2002 ele chega a ao governo e ali aquilo calha de ser um momento que tem um processo de ascensão ah econômica importante e eh dentro do Brasil. Primeiro por causa do Plano Real, depois por causa do Bolsa Família.

¶37Mas isso calha de ser um momento que tava entrando muito dinheiro no Brasil. A memória afetiva do crescimento econômico que aconteceu na primeira década desse século é muito importante para uma quantidade muito grande de brasileiros, porque muita gente mudou de vida ali e ali esse público nordestino que sempre votava no PFL, tá? É um público de direito, é um público conservador, é um público que é muito suscetível à relação com chefes políticos locais, mas na eleição presidencial colou no Lula. Então, por que que o Lula é o único candidato da esquerda? Eh, e por que que o Lula é essa figura que a esquerda não consegue se renovar, isso aquilo?

¶38Porque o Lula tem isso que, sei lá, o Bolos é filho de uma psicanalista, entende? não é é simplesmente não tem a mesma relação pessoal com com essa com esse pedaço da sociedade. E por conta dessa relação pessoal, o Lula atrai um voto pobre de direita que pertence a ele. O o eh alguns cientistas políticos chamam esse fenômeno de lulismo. o André Singer batizou e eh de lulismo, um cientista político do da USP, que foi inclusive porta-avida, no primeira metade do século eh do do primeiro governo dele.

¶39Então, esse fenômeno do lulismo é o que viabiliza eleitoralmente a esquerda pra presidência da República. Eu, pessoalmente, acho que a esquerda vai ter muita dificuldade de eleger presidente pós-La, tá? Muita dificuldade, porque vai ter que reconstruir uma base que ela não tem. Eh, então isso explica o fenômeno Lula. Quando você olha em termos cristalizados, Lula tem 35% dos votos.

¶40Olha, ele começa a eleição com 35% dos votos. Agora é curioso pelo seguinte, ele não passa muito de 40, não, tá? Então, o piso é 35%, o teto é 40, 41, 42. Eh, e é isso. Mas tudo bem.

¶41candidato a presidente no segundo turno ganha com 42, 43% dos votos. Ninguém faz. É, é raro você ver essa coisa de 50% dos votos alguém fazendo segundo turno, entende? Porque tem uma quantidade muito grande de voto branco e nulo ali no meio. [suspirando] Aí vamos pro outro lado.

¶42Você tem o Flávio Bolsonaro. O Flávio Bolsonaro tem uma base muito mais frágil. O pai dele tinha uma uma uma faixa maior, mas o piso do Flávio parece ser 25% dos votos. E muita gente, eu estou entre essas pessoas, acha que parte desses 25% de votos do piso do Flávio não é sólida. Eu acho que tem uns 10 a 15% aí que não tem solidez.

¶43O sólido dele mesmo é 12, 13%. Só que tem uma quantidade grande de eleitores nesse jogo, eh, [roncando] que é aquele eleitor que ele não é, não pensa naquele bolsonarista que fica ali no WhatsApp paá, vendo mensagem, distribuindo mensagem, vendo meme, distribuindo meme. Aquele aquele estereótipo do bolsonarista, metade dessa base de 25% não é assim, não funciona desse jeito. É uma turma que simplesmente não tá pensando em política e não pensa em política, não tá ligada em política. eh não tá nem aí paraa política.

¶44Então ela simplesmente volta vota em Bolsonaro porque a característica dela é ser antipetista. E já decorou: "Ah, a maneira de você votar contra o PT é votar Bolsonaro. Então vota". [suspirando] O que que a gente vai testar nessa eleição? O que a gente vai testar nessa eleição é qual é o real piso do Flávio Bolsonaro, qual é o real piso do bolsonarismo.

¶45Porque veja, 25 35, o PT já tem uma base maior, só que existe uma camada antipetista que é maior do que a camada petista. E aí a disputa no fim das contas é qual é o tamanho da rejeição, quanto desses antipetistas não são simultaneamente antibolsonaristas e o que que pesa mais? Essa turma toda embarca e soma em cima dos 25 mais 10 para empatar com o Lula e [risadas] eh mais 15 para chegar em 40 mais 16 17. Você percebe que essa acaba virando uma briga ali por 2, 3%. Essa é a disputa.

¶46Agora, quando você tem um candidato que começa com 25 e outro candidato que começa com 35, como é que um terceiro candidato chega e fura essa essa fila? A maneira é você corroer, a tática de qualquer candidato é você conseguir corroer a base do Flávio Bolsonaro. Não tem espaço para corroer a base do Lula. Não tem esse espaço. >> Uhum.

¶47>> A base de Flávio Bolsonaro tem espaço para corroer. Alguém vai conseguir fazer essa corrosão? Essa corrosão já começou, tá? O Flávio perdeu cinco pontos importantes para ele, todo entre mulheres. Mas o problema é o seguinte, o que gerou essa corrosão não foi, não foram Ronaldo Calhado, não foi Romeu Zema, não foi Renan Santos.

¶48O que gerou essa corrosão do Flávio Bolsonaro foi Michele Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ou melhor, a mensagem de voz que o próprio Flávio mandou para Daniel Vcaro. E esses 5% ele perdeu exclusivamente entre mulheres, principalmente entre mulheres da classe C. a gente tava conversando com o Renato Meireres. Eh, eh, a principal porta, o Renato tava falando uma coisa que é muito interessante, eh que é que é o seguinte: ele nunca viu ninguém no mundo político falar com mulher de classe C do jeito que a Michele fala. Isso é uma coisa na qualquer um deveria prestar muita atenção.

¶49Por quê? Porque mulher de classe C é o maior eleitor pêndulo do Brasil. Quem atrai o voto dessas mulheres chega à presidência da República. A Michele sabe falar com essas pessoas. O Flávio botou essas pessoas para fora.

¶50Paulo Figueiredo ofendeu essas pessoas. O Eduardo eh Bolsonaro fica eh eh gritando contra essas mulheres. Então, a campanha do Flávio tá trabalhando mais para dinamitar essa relação do que do que qualquer outro. Eh, gente, não tá dado que uma terceira via no sentido de uma alternativa aos dois não possa chegar ao segundo turno pela direita. Não é a terceira via aquela coisa social democracia mais liberalismo progressista dos anos 90, né?

¶51Eh, eh, é um tercios pela direita, é uma um bicho diferente. Dá para acontecer, é só bastante improvável. Fábio, temos a segunda pergunta, né, querido. Deixa eu >> Claro, >> ainda não. Calma, >> diga, >> muita calma nessa hora, >> por favor.

¶52[risadas] Eh, porque eu quero aproveitar que você mencionou que a gente recebeu hoje o Renato Meirelles no Central Meio e a conversa que a gente teve com ele e explicar um pouco melhor o que que vai acontecer no clube meio eleições e como e como que ele difere da cobertura jornalística jornalística que a gente já faz diariamente, porque eu acho que isso é muito importante as pessoas entenderem o meio eh existe como um veículo jornalístico, cuja missão é estar em vários cantinhos da vida digital de todos os que eh nos acompanham, assinantes eh premium e assinantes gratuitos, audiência gratuita no nossa nas nossas redes sociais, no nosso podcast, no YouTube e também eh na nossa newsletter que é gratuita, diária nos podcasts, já mencionei, mas também pros assinantes primum. Isso é um compromisso que a gente tem diário e que é a nossa missão de vida, de existir nesses 10 anos. E isso segue intocável. Aí o que que o clube te dá a mais? O que que qual é a diferença?

¶53A diferença é que a gente vai se encontrar uma vez por semana em nesses encontros eh por Zoom com quem fizer parte do clube para ter uma conversa ainda mais profunda, direta, sem intermediários, sem e-mail, sem eh sem direta. É um clube, é um diálogo absolutamente sem eh intermediários. E mas ele também segue a temperatura do noticiário. De que maneira? Como não é curso, a gente não fez uma grade fixa, fechada, combinada seis meses antes.

¶54Não. A gente vai definir quem vai papear com vocês membros do curso de acordo com a temperatura do noticiário daquela semana. Então, serão figuras que eh já fazem parte aqui do meio. Eh, por exemplo, então, se se a semana é uma semana quente de pesquisa, quem que vai chegar ali no clube naquela semana? Pode ser o Maurício Moura, nosso queridíssimo Maurício Moura, que é nosso parceiro do Ideia, da do Instituto Ideia.

¶55Se a semana é ali quente do de bastidor de congresso, né? Aí pode ser uma alguém eh o o próprio Pedro ou o Creomar de Souza, que é nosso queridíssimo colunista e que fala de risco político e tal. Então tem articulações entre os partidos tentando entender ali como é que tá montando o palanque ou eh uma recuada, por exemplo, hoje tem notícia aí de que talvez a Teresa Cristina consiga fazer o PP União embarcar na candidatura do Flávio para ela ser vice. Então é o quente daquela semana a gente chama alguém agora se a semana é focada totalmente no na direita, né? Então, movimentou, chama o Alexandre Borges, que é alguém que entende esse universo por dentro.

¶56Se é alguém, se é uma semana mais olhando paraa articulação do presidente Lula, paraa história que ele tá resgatando, diz que a campanha dele, inclusive, Pedro, vai ser totalmente focada na trajetória política dele. A gente chama o Christian Lint, que entende eh como que ele construiu isso, como é que ele opera isso. Aliás, inclusive trago informações de que ele tá falando disso eh sem parar e vai falar disso, né, na campanha sem parar. Então vocês entenderam, gente, que o clube ele não tem uma grade fixa, ele vai atender o noticiário e aí você membro do clube vai olhar ali para aquele especialista, para aquele pesquisador, para aquele colunista e vai falar assim: "Tá, mas essa semana aconteceu tal coisa que eu não entendi. Como é que você explica isso?" E aí é um diálogo direto, gostosinho, sem amarras sociais, não.

¶57Algumas tem que ter, tá gente? Tem que manter a etiqueta, mas tem que manter o decoro. Mas é intimista, é uma conversa intimista que você vai ter ali semana a semana, toda quinta-feira às 19 horas. E eu acho isso muito, muito legal e é o grande diferencial do nosso clube. Agora sim, podemos ir para mais perguntas, meu querido.

¶58>> Pois não, doutora Flávia. Quem manda no orçamento ao Congresso e o Congresso ninguém cobra, como fica depois de outubro? E o Antônio o formulou da seguinte forma. Essa é a segunda pergunta que mais apareceu. Tradicionalmente se olha muito pro candidato à presidência, mas deveríamos dar igual ou mais atenção à eleição pro Congresso, dada a dinâmica de poder que existe hoje em Brasília.

¶59Tá certo? Tô certo, Antônio. Tá. O problema é o seguinte, eh, tem uma coisa que eu acho que não explicam o suficiente pro pro eleitor. Eh, e a maneira, cara, posso te falar uma coisa?

¶60Na boa, com toda a franqueza, é impossível dar um voto consciente para deputado federal. Realmente, o consciente é impossível no nosso sistema eleitoral. Isso é uma coisa que não te falam. Por quê? O problema é o seguinte, eh, quando você vota num deputado federal, o que você, na verdade, está fazendo é votando em duas coisas diferentes.

¶61Um, você tá votando no partido ou na federação desse candidato ou dessa candidata. E número dois, e apenas como número dois, você tá posicionando na fila, na ordem de quem entra, a pessoa em quem você votou. O que que eu quero dizer? Um determinado partido tem 100 candidatos a deputado federal. Eh, recebeu o equiv recebeu, digamos, 10% dos votos para deputado federal naquele estado e isso representa 10 cadeiras.

¶62Então, quando você votou em fulano daquele partido, o que que você fez? você deu um dos votos que fez com que aquele partido tivesse direito a 10% das cadeiras e você botou um mais um no posicionamento na lista daquele candidato. Se você tiver votado em um, sei lá, um campeão de votos, uma campeã de votas, eh, e, eh, Nicolas Ferreira, Erica Hilton, que são campeões de votos, você ajudou a botar o Nicolas e a Érica em primeiro [limpando a garganta] lugar do pessoal de São Paulo ou em primeiro lugar do PL de Minas Gerais? ajudou. Mas na verdade o que você fez foi compor um bolão de votos que fez com que o PL de Minas ou o pessoal de São Paulo pudessem eleger mais quatro deputados.

¶63Você não votou na Érica, você não votou no Nicolas, você votou na terceira ou na quarta pessoa que entrou ali na lista. Então, a única maneira de você conseguir dar um voto consciente para deputado federal é fazer uma conta que é o seguinte. Bem, se eu tô votando num candidato ou numa candidata desconhecido, eu na verdade tô elegendo os mais votados desse partido ou dessa federação. Você consegue prever quem são os 10 mais votados do PL do Rio? É impossível.

¶64Do pessoal de São Paulo é impossível. Mas é isso, na verdade que você tá votando. Então, a gente tem um sistema que é um sistema que meio que cai entre nós, me permitam usar a palavra, sacaneia o eleitor, porque ele tem a ilusão, cara, 95% dos eleitores têm a ilusão de que na eleição prédeputada é um é um é um voto e os deputados que votam, que recebem mais votos, vão entrando por ordem. Não funciona desse jeito. É um sistema complexo que no fim das contas privilegia o quê?

¶65Privilegia você eleger parlamentares com média votação. E quem tem média votação são os parlamentares de cidades pequenas e de cidades médias de interior. Por quê? Porque nessas cidades a maneira de você votar, enquanto numa cidade grande como São Paulo, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, enquanto numa cidade grande a tendência é você eh votar ideologicamente, é ali que você vai votar no Nicolas Ferreira, no Eduardo Bolsonaro, num Eric Hilton e eh num Guilherme Bolos, entendeu? Esses votos que são votos ideológicos.

¶66Não, eu eu tô votando nessa pessoa porque ela representa um conjunto de ideias que eu acho que tem que ser defendidas na Câmara de Deputados, tá? Tamamaral. É, é só aquela lista dos candidatos, dos deputados que a gente conhece muito. Agora, nas cidades médias e pequenas, você vota no deputado da cidade, naquela pessoa que já tá lá. E esse deputado vai ter ali 20.000 votos, 25.000 votos.

¶67Em estados menores, 10.000 votos, 15.000 votos. Então você pega o o parlamentar que tem 200.000 votos, 300.000 votos. Ele traz um monte de gente e e um monte de gente não tá sendo votada nas grandes cidades, tá sendo votado. São é assim que você forma central. Esse é um sistema que é montado para você formar uma base grande de uns 300 deputados num conjunto de 513.

¶68você tem uns 300 deputados, 350 deputados que são eleitos paraas cidades médias e pequenas e eles são eleitos essencialmente para ter uma missão que é a missão de pegar dinheiro no governo federal e levar paraas suas cidades. Por quê? Porque a nossa Constituição é desenhada para que o governo federal arrecade boa parte dos impostos. E aí o governo federal em Brasília decide para que cidade vai, que pedaço do dinheiro. E e é impossível um presidente realmente conseguir avaliar que cidade precisa de que dinheiro.

¶69É é essa é uma conta impossível. Então as cidades precisam eleger deputados para conseguir pegar um pedaço do dinheiro. Percebe a a complexidade do sistema? Como é que se explica isso para as pessoas? Uma das esperanças de pessoas como eu é de que eh nessa próxima legislatura, esse grupo de deputados e senadores aprov, enfim, parece que vai acontecer, tá?

¶70O sistema eh eh distrital misto que vai mudar radicalmente a maneira como a gente elege, deputado. Mas hoje eu sei, a gente tá acostumado a falar isso. Ah, o brasileiro não sabe votar. Ah, o brasileiro nunca lembra em que deputado votou. Ah, o brasileiro devia prestar atenção em como ele vota para deputado, mas ele o sistema não é feito.

¶71As regras do jogo não permitem que você consiga votar conscientemente. O problema não é seu, a culpa não é sua. Eu que vivo política todo dia, também não consigo votar conscientemente para deputado federal. A conta é impossível. Fábia Tavares, >> meu querido, deixa eu falar uma coisa.

¶72A gente tá com o QR code na nossa tela e eu quero fazer um chamadão de de adesão ao clube meio eleições agora, porque nós vamos começar a responder as perguntas do chat, eh, que é para dar essa justamente esse esse gostinho, esse sabor do que os nossos encontros vão ser a partir da quinta que vem, tá? Então, que é a pessoa é que é que no nos encontros vai ter se quem quiser, né, a carinha lá e pode, né, e tudo, mas é participação direta, é diálogo direto. Então, a gente fez essa conversa com os nossos assinantes, trouxe algumas das perguntas dos nossos assinantes para cá, mas agora a gente vai começar a responder as do chat. Só que, né, a gente quer também que você faça parte do clube eh para além dessa live de hoje. Então, deixa eu falar para vocês, gente, o Clube Meio Eleições com o link do QR code que tá aqui e que tá na no chat e na descrição, ele hoje sai por R$ 240 ou R,80, porque Brasil, né, gente, a gente sabe que a vida não tá fácil.

¶73R$ 3$80 ou R$ 240 à vista. Eh, e aí é o seguinte, o preço cheio é 300. Esse desconto de 20% é aqui, é agora, é hoje, é valendo. Tá valendo. Ele vale até segunda-feira meio-dia, tá?

¶74Mas, né? Você já tá aqui mesmo, você tá com o celular na mão que eu sei porque você tá vendo aí no te na tua TV ou no teu tablet ou no teu computador, mas o teu celular tá na mão que eu sei que porque você multitela como todos nós. Então [limpando a garganta] venha fazer parte do clube mailições 2026 agorinha, agora, agorinha, meus queridos, venham, só venham, tá? Eh, eu tô falando isso agora, mas já já vou falar de vou te contar mais uma vantagem do Clube Meia Eleições, tá, gente? Porque sim, você é um viciadinho em WhatsApp, nós também é.

¶75Então, vai ter grupo de WhatsApp do clube, vai, mas já eu conto. Deixa [roncando] eu trazer uma primeira aqui do nosso chat para nós. Olha, já chegaram várias. A Marina tá aqui mandando. Deixa eu ver por onde que eu começo.

¶76A gente tava falando de congresso, de voto pro congresso. Eu vou pegar então a do @dbalde ou da @debald. A gente, né, com as arroas a gente às vezes fica um pouquinho confuso. Minha dúvida é qual o peso das emendas do relator estarem no colo do Dino? Que peso isso tem nos próximos 4 anos?

¶77E eu acho essa pergunta muito importante, Pedro Dória, por a gente tá fal, você falou um pouco da dificuldade que é fazer esse voto consciente para deputado. Eh, a reportagem da edição de sábado, inclusive vai tratar do que que vai ser esse Congresso a partir de 2027. E sim, o fato de que Flávio Dino está de olho, está presidindo, né, o o inquérito sobre as emendas, pode ter sim um peso muito importante para qualquer que seja o próximo presidente da República. Eh, a gente tem esse caminho que foi feito com o orçamento de não é só o orçamento, tá, gente? Teve muita coisa que aconteceu de mudanças, de normas, de regras, eh, que foram empoderando o Congresso de uma maneira muito importante.

¶78a figura do presidente da Câmara e do presidente do Senado em particular. Essas duas figuras foram concentrando uma quantidade eh desproporcional de poder, mas as emendas do relator realmente eh tem uma função que alteram inclusive a dinâmica eleitoral de uma maneira muito importante, alteram inclusive a maneira como os os partidos se organizam, a a maneira como os os donos de partido, por assim dizer, eh operam as suas eh a as suas siglas, as suas legendas, se o Flávio Dino consegue com as investigações da Polícia Federal, conforme elas avançam. Eh, então assim, isso, claro, tem que ser dentro do devido processo legal, tem que ser feito a partir de, né, do trabalho que a Polícia Federal tá fazendo e do que do que a própria ministra Rosa Weber já havia determinado sobre o que que é o orçamento e que regras de transparência ele deve seguir. se ele consegue realmente alterar a maneira como a coisa acontece hoje, eh isso muda a maneira como se elege Congresso novamente para 2030. Tem mais coisa que vai poder mudar isso.

¶79O Gilberto Cassabe, por exemplo, que é vice na chapa do Caiado, mas mais do que isso é dono de um dos maiores partidos do centrão brasileiro. E aí, enfim, a gente pode debater essa esse aposto que eu dei, né? ele é um defensor da mudança da forma como se elege deputado, do voto distrital e etc. Então tem muita coisa nesses 4 anos para além da mudança da emenda do relator ou enfim, né, de uma diminuição disso que podem alterar a maneira como a gente vai fazer bancada a partir de 2030, mas de qualquer maneira vai passar pelo congresso que vai ser eleito agora, [risadas] né? E este congresso ainda vai ser eleito sob o signo das emendas, eh, abastecendo de uma maneira e assim absurda, eh, essas essas eleições regionais para deputado, eh, para senador, enfim, para tudo, né?

¶80Já foi assim para prefeito, tende a ser assim. Basta a gente lembrar que Valdemar Costa Neto foi flagrado pela Polícia Federal recentemente como dono de de emenda, sendo que ele nem deputado é. Isso não é. Ele deu uma entrevista muitíssimo maravilhosa na Globo News em que ele com aquele sincerídio que lhe é peculiar, né, Pedro, eh explica que veja, isso é do jogo. Se tem um deputado que tá sobrando emenda porque o voto dele é de opinião, ele vai ceder para mim.

¶81que sou líder do partido, tá, deputado, mas você não tem mandato. Mas não importa, todo presidente de partido faz isso. Aí no dia seguinte o Dino vai lá e fala: "Ah, é, presidentes de partido, venham todos aqui explicar então o que o Valdemar disse ontem". Aí ele recuou. [risadas] Mas enfim, eh, a questão da emenda é sim central.

¶82o fato de estar na mão do Dino dá à direita o discurso de que é, enfim, uma perseguição, né, ou que é, mas o fato é que eh realmente é algo que precisa ser tratado para reequilibrar as forças, né, Pedro? >> Super. Deixa eu trazer aqui a pergunta do Lucas 4D 4323. Nenhuma terceira via empolga mais de 10% da população. Já tentaram vários.

¶83Qual o perfil de candidato que mais atrairia a parte descontente com a polarização PT e Bolsonaro? Lucas, eh, eu não sei se nessa eleição vai ter espaço para uma terceira veia. Eu tenho certeza que 2030 a gente não tem condição de sequer chutar quem vão ser os candidatos na direita e na esquerda na disputa. Agora é que essas coisas a gente se acostuma e e começa a achar que são regras, mas eu te dou exemplo dos últimos, não 10, mas 12 anos. Na eleição de 2014, foram pro segundo turno Dilma Russef e Aécio Neves.

¶84E aí você olha para aquela eleição e pensa: "Pô, eh eh PT contra o PSDB normal, é o que aconteceu sempre a a até o Bolsonaro, né, [suspirando] cara? A a Marina Silva por muito pouco não chegou no segundo turno em 2014. Foi uma eleição disputadíssima para quem a Dilma já tava no segundo turno, mas quem chegaria disputando com ela foi muito disputado, a ao ponto de que o PT parou de bater no PSDB, cerrou todas suas armas na direção do da Marina Silva, que tá na época tava no PSB, a rede não tinha sido constituída ainda como partido, cerrou todas suas baterias porque ela tinha medo de que não conseguiria vencer a Marina, tá? Eh, eh, então ali teve muita disputa para quem chegasse. E não vamos esquecer o seguinte, em 2018 não tava nada certo que Bolsonaro ia chegar ao segundo turno e ia ganhar a eleição.

¶85Na verdade, se você olha pro centrão, todo mundo cerrou fileira junto com Geraldo Alm, que era o candidato tucano. Todo mundo tinha certeza de que ia ser eh eh Lula contra o Tucano. se o Lula fosse preso, Alkmin e eh a Hadad contra o Tucano, que era o Alkmin. E o que que aconteceu de repente, quando a gente começa a chegar eh em setembro tem o episódio da facada, o Bolsonaro chega a 20%, que ele tava ali, tipo, ele não conseguia passar de 17, 18%. Aí de repente tem a facada, ele passa e e termina eleito presidente da República.

¶86Aí claro, agora em 2026 a gente é não, ninguém tira Bolsonaro, Bolsonaro, isso e aquilo tal. Não, Bolsonaro era uma terceira via. Bolsonaro era um cara correndo por fora. Eu tô te dando o exemplo de 2014 e eu tô te dando o exemplo de 2018 porque não é dado congelado estabelecido, eh, que é sempre assim. a disputa não funciona assim, eh, numa eleição.

¶87E 2030, este é um jogo que está aberto, tá? A gente, se o Flávio Bolsonaro perde essa eleição, eu não sei se a gente continua falando de Bolsonaro em 2030. Não quer dizer que não vai ter um candidato Bolsonaro, não, tá? Quer dizer que vai ser uma um espaço muito mais disputado. Aí eu lanço já para jogar para você também, Flávia, eh, mais uma pergunta.

¶88Pedro Dória, você é do Rodrigo Oliveira 8504. Pedro Dória, você acredita que a Michele Bolsonaro consegue trazer de volta pro Flá os votos dessas mulheres que ele perdeu? Cara, eu eu não sei a as palavras da Michele, eu vou citar essencialmente o Renato Meirelles hoje mais cedo, as palavras da Michele foram muito duras, a coisa de, olha, eu me senti humilhada, eu me senti isso. E e percebe uma coisa, eh, talvez nos seus ouvidos, Rodrigo, como nos meus, tá? Esse troço bate assim como eh, ah tá, Michele tá dizendo que foi humilhada, tal, talvez tem algum tipo de exagero.

¶89Em em ouvido de mulher não bate assim, tá? Eh, porque mulher tem a experiência da mulher no Brasil tem uma ser humilhada ou ser tratada como menor, como menos importante por homem, ela faz parte da experiência de qualquer mulher, de qualquer classe social no Brasil. E na classe C é mais aí você soma isso com Paulo Figueiredo, que todo mundo sabe que é o melhor amigo do irmão do Flávio, falando as coisas que ele falou, desqualificado, isso, aquilo, tal. É, mas entendeu? O Paulo Figueiredo hoje [limpando a garganta] tá nas redes sociais pedindo desculpas à, me perdoem a palavra, as por ter comparado ele elas com as jornalistas do Brasil ontem.

¶90Eh, eu não sei se a Michele, eu não acho que a Michele vá fazer campanha pro Flávio. Se ela fizer, eu não sei se ela traz esses votos de volta, mas Flávia, essa eu jogo para você. >> Eh, eu acho muito improvável que ela vá fazer uma campanha tão forte. Sim, por ele. Eu concordo com você porque eh para além de qualquer eh celuma familiar, ela tem um projeto próprio político que disputa com os enteados.

¶91Então, eh, ela, ela até pode cumprir um papel mais protocolar, eh, mas, eh, por, né, por cortesia e obrigação e por política, porque política se faz também assim, né? Você eh cedendo um pouco ali, um cedendo um pouco a colar com vistas no próximo momento, né? Mas se engajar como ela estava engajada pelo pelo marido ou pelo próprio projeto, não vai. Prova disso é que já com as pazes feitas, ela mandou um vídeo de 4 minutos paraa convenção do PL, em que ela usa a palavra Flávio uma vez e falando que Deus abençoe a sua candidatura como quem diz. [risadas] tá na mão de Deus.

¶92Na minha, eu não tenho nada a ver com isso, né? Uma coisa meio, né? Agora, eh, tem um movimento que ainda pode acontecer e que pode mudar muito o jogo, que é o da vice. Eu realmente, eu honestamente duvido muito que a Michele vai emplacar sua vice, que é a Priscila Costa, que foi o pivô da briga no Ceará e que na possibilidade de o Flávio eh sobrar com uma chapa, puríssimo sangue, só PL com PL, a Michele tá tentando emplacar a Priscila nessa vaga. Eh, eu hoje mesmo, como eu mencionei, a Teresa Cristina soltou aí via interlocutores que tá tá para jogo, para essa vaga.

¶93Pro Flávio seria infinitamente melhor, porque traz o PP e o União Brasil para dentro, é uma mulher como ele quer e o o desobriga de agradar Michele, né? Então, cumpre várias funções ao mesmo tempo, mas supondo que a ele não reste alternativa, que eu acho que é o único jeito dele botar a Priscila, e ele acabe colocando, aí muda, porque aí a Michele tá dentro da da chapa. A a Priscila é uma proxy dela própria, né? E aí, é claro que ela teria muito mais eh razões para se engajar e e tá ali na campanha de frente mesmo, na linha de frente. E aí, Pedro, é isso.

¶94Da mesma forma que o fato de que ela foi eh humilhada, desprezada pela pelos inteados, comove. Se ela se engajar para valer, comove também. Então, aí muda muito aí e ela e falar diretamente com as alicerçadas, com as amadas, que é como ela chama, eh, as mulheres, né, mais próximas ali do seu movimento. Aí eu acho que tem sim condições de de eh se não zerar o estrago feito, dá uma boa revertida, né? Agora, [risadas] tem uma coisa também que eu não, eu acho que assim, a gente, eu, eu temo muito a Michele como candidata, você sabe.

¶95Eh, veja, ela não é candidata a nada além de Senado, no máximo Senado neste momento, né? Ela ainda pode surpreender a todos e aparecer como vice numa chapa eh puro sangue. Não tá com uma menor pinta de que isso vai acontecer, né? Mas é que é Brasil, né? Brasil tudo pode acontecer em 15 minutos.

¶96Eh, [limpando a garganta] mas eh eu acho que eh eu não gosto assim, eu temo um projeto eh Michele Bolsonaro por uma razão essencialmente, não é por pelo fato dela ser dela representar uma voz conservadora, nada disso, é porque ela fala muito claramente da dessa diluição do estado laico. Eh, e isso nunca havia sido uma plataforma política da forma que é com ela tão explícita. Ela é, a [limpando a garganta] meu ver, a primeira política de expressão nacional a falar abertamente disso com ressonância. E da mesma forma que isso ecoa positivamente com uma parte da população, ecoa muito negativamente com gente que não é de esquerda, com gente com liberais e mesmo com conservadores, eh, que t um pouco mais de de apreço ao estado laico, de uma maneira mais clara, que isso tá mais claro para eles, né? Então assim, a a Michele ela carrega ela ela carrega esse ônus nas próprias mensagens, né, que agrada uma parte importante do do eleitorado e tal, mas que desagrada outra parte relevante.

¶97E isso, enfim, a depender de como isso vá ser usado, eh, enfim, não é não é um não é um pacote fechado de de benefícios, [risadas] né? a adesão da da Michele. Deixa eu só aproveitar então que você me deu a palavra para repetir. Gente, eu vi alguém reclamando que poxa, é fim de mês. Vocês vocês são muito classe média mesmo.

¶98Olha só, eh, a gente sabe, a vida tá difícil, tá apertada, mas o que a gente tá oferecendo aqui são esses 20% de desconto. Esses 20% de desconto estão valendo até segunda-feira, meio-dia, tá? Então, pega aí o o link no QR code, no chat, eh separa ele aí. E o que a gente o que que a gente tá oferecendo são esses encontros semanais, né, que a gente já mencionou, que não tem grade fixa. São quatro encontros que já aconteceram, que você tem imediatamente, aderiu, tá lá na plataforma.

¶99São conversas que eu fiz com o Magno Cal sobre sistema eleitoral, que eu fiz com o nosso queridíssimo Maurício Moura sobre pesquisas, como é que as pesquisas funcionam. Essas duas conversas que eu conduzi, eu não sei, o Pedro vai falar das que ele conduziu, mas essas duas tem causos interessantíssimos, porque, né, vocês sabem que eu não resisto, aí eu fico cutucando o Maurício, o Magno, e eles também são muito abertos, muito queridos e e me entregaram coisas muito legais. Mas é isso, assim, isso isso já tá lá, já tá pronto. E fora isso, são os encontros ao vivo semanais até o segundo turno. E além disso, a gente vai ter sim uma comunidade no WhatsApp.

¶100Então a ideia aqui não é só você assistir a gente toda quinta-feira, porque não é sobre assistir, é sobre participar, mas sim também fazer parte do clube. E por que que vale muito a pena entrar nessa comunidade? Primeiro porque você não perde nada. tudo que é essencial, né? os links, os bastidores, as leituras que a gente por porventura recomendar, as análises, ah, se a gente mencionar, olha, o fulano falou isso, eu vi no Globo, eu a gente vai abastecer, vai chegar direto no seu celular, sem algoritmo atrapalhando, sem anúncio atrapalhando, sem aquela blogueira que você clicou uma vez sem querer para ver ali como é que eh fortalece os glúteos e aí fica pipocando.

¶101Não é no Zap. Segundo, porque a gente vai ter grupos temáticos de discussão, ou seja, então nada daquele caos de grupos genéricos de política. Então você vai poder trocar ideia sobre as pesquisas, vai ter bastidor de Brasília, gente, é o supraumo do que a gente fala no clube, no Zap, que a gente sabe que facilita a vida, né? A gente gosta. Então, eh, entra pro clube, gente, faz ser legal.

¶102Terceiro, ó. Tô tá rodando aqui meu TP e eu vi que eu esqueci alguma coisa. Roda TP. Quem tá na comunidade tem canal direto com a nossa equipe para além da live, porque sim, se a gente ler 800 e-mails, você acha que a gente não vai ler o grupo do Zap? É óbvio que a gente vai.

¶103[risadas] Eh, então é isso, minha gente. Tá na tela o QR code, tá na na descri tudo vem só, vem só vem até segunda meio-dia tem 25 20% de desconto. Quem já é premium mais cursos já tá dentro, não precisa fazer nada. A gente avisa ó, tem live hoje, não esquece, tá? Beleza.

¶104Vamos mais uma. Dá tempo. >> Ah, eu quero eh o Té Grangnano eh 79 pergunta: "Como é o semipresidencialismo proposto por Temer e Gilmar Mendes?" É um modelo português. E eh Té, eles nunca deixaram claro, tá? Deixa eu só eles nunca explicaram exatamente o que que eles querem dizer com semipresidencialismo.

¶105Mas a a parada é a seguinte. O que que é um parlamentarismo republicano? Num parlamentarismo republicano, cara, o presidente é a rainha da Inglaterra. Ou acho que essa altura a gente tem que falar que o presidente é o rei da Inglaterra, né? Parece que mudou, mas é que eu passei minha vida inteira com rainha da Inglaterra.

¶106Eu demoro um pouco para me acostumar. Eh, em que sentido isso? no sentido de que o presidente é puramente simbólico. A maior parte das repúblicas eh eh parlamentaristas funcionam desse jeito. Aí você tem os o o as repúblicas semipresidencialismo e é o caso da França, por exemplo.

¶107Eh, nesse caso você tem um primeiro ministro, é como num parlamentarismo, o você tem esse jogo em que você tem um primeiro ministro, ou seja, o Congresso em geral unicameral, tá? Só tem uma câmara. Eh, não sempre, mas na maior parte dos casos não tem Câmara de Deputados e Senado tem uma Câmara só. no Brasil dificilmente deixaria de ter um Senado. Imagina se a turma vai perder a a a boquinha de ter eh três senadores por estado, que aliás é uma jabuticaba nossa, em geral é dois senadores por estado.

¶108Pois bem, o que que o que que funciona nesse negócio? O Congresso escolhe um primeiro ministro e em geral nos semipresidencialismos, esse primeiro ministro governa o país. O que que eu quero dizer com governar o país? Ele cuida de educação, ele cuida de saúde, você forma um gabinete, né? O primeiro ministro é um dos deputados.

¶109Ele é escolhido pelo conjunto de deputados a partir, em geral do partido que recebeu mais voto. Aí ele pega os outros partidos e ele junta partidos o suficiente para ter metade mais um dos votos no Congresso. Quando ele tem essa maioria, ele faz um acordo naqueles partidos todos que se ajuntaram naquele grupo, forma um gabinete e o Congresso governa essencialmente através desse gabinete, através desse gabinete formado pela maioria. E aí você vai ter educação, você vai ter segurança, você vai ter eh saúde, você vai ter meio ambiente e essas pautas. Agora aí tem um conjunto de pautas que ficam com o presidente da República no presidenci, no semipresidencialismo.

¶110Quer dizer, é literalmente o presidente da República divide o poder com o primeiro-ministro. Então, pautas como, por exemplo, talvez meio ambiente pode ser uma pauta do presidente da República, eh, a chancelaria, ou seja, as relações exteriores com o resto do mundo, em geral fica no semipresidencialismo com o presidente da República. Defesa, não é segurança pública, mas defesa, a a as forças armadas, esse tipo de coisa, em geral fica com o presidente da República. É, então é um pouco como se você dividisse o o governo entre as coisas que olham para fora e as coisas que são macro, meio ambiente, segurança, relações exteriores, fica com a presidência da república e e as coisas de política interna, educação, saúde e segurança pública ficam com o primeiro ministro. Agora essa coisa de semipresidencialismo, cara, cada país que escolhe semipresidencialismo tem o seu modelo.

¶111A divisão de o que que fica com o presidente, o que que fica com o primeiro-ministro, é, eh, varia muito de país para país. Alguns têm primeiros ministros mais poderosos que o presidente, em alguns a coisa é mais bem dividida. Na França o presidente é mais poderoso do que o primeiro ministro. Eh, eh, isso varia, isso varia muito. Eh, eh, mas a ideia de semipresidencialismo do Gilmar e do Temer é essa.

¶112Já que o Congresso tá com tanto poder assim, já que é difícil tirar esse poder do Congresso, então vamos fazer um acordo e vamos dividir logo esse poder e dar responsabilidade pro Congresso. Porque no fim das contas, a não ser que você saiba que o Congresso é responsável, ó, a educação tá ruim, não é com o presidente se retém reclamar, tá? É com o Congresso Nacional. A não ser que você entenda isso com clareza, fica difícil as pessoas criarem uma cultura de cobrar o Congresso, não é, doutora Flávia? >> Agora, eh, a gente já ultrapassou a nossa uma hora de live.

¶113>> Opa. >> Aí tem ainda bastante pergunta, porque é isso, né? As conversas rendem, o público do meio é muito, muito maravilindo. O Iachim, inclusive, que tá aqui falando que veio só perturbar, mas que perturbou de uma maneira muito querida. Então assim, [risadas] venha a [limpando a garganta] perturbar sempre, meu querido.

¶114O que que a gente vai fazer aqui toda quinta? você tá me falando que talvez vai vá aderir só na semana que vem, se sobrar uns pila, eh, porque você é da classe C tradicional. Eh, deixa eu te falar uma coisa, depois de segunda, meio-dia, só quem for premium mais cursos, tá? Porque um clube ele é um clube, ele não é assim, não é um entra e sai assim que [risadas] a hora que quiser. Eh, a Marina Garmes vai falar com você aí de repente, né?

¶115Ó, eu aqui eu tô eu tô eu tô advogando pelo nosso [risadas] perturbador que se definiu como alguma coisa punk, mas eu não conheço tudo que ele falou. Mas vem só, vem, vem pro clube. A gente vê, a gente conta. Deixa eu falar uma coisa, gente. A gente tá chegando no fim, Pedro, porque eh eh somos, né, trabalhadores da notícia, operários da notícia e temos que temos que ir fechar a letter e tudo mais.

¶116>> Amanhã tem mais, né? [risadas] >> Amanhã tem mais. Tem newsletter de Eu vou fazer um CTA que não tava previsto aqui. >> Ei, caramba. Você que tá aqui, você sabe que o meio oferece jornalismo de qualidade.

¶117Da hora que você acorda, a hora que você dorme, tem opção para você consumir. Tem no fim de semana, tem de tudo. E agora ainda por cima tem esse clube que é uma oportunidade de você vir aqui pertinho, conversar com nós. Para quem não gosta de mim, tem semana que eu não vou estar. Para quem não gosta do Pedro também, tem semana que ele não vai estar.

¶118Só fica a dica. Tem semana que vai estar nós dois, porque, né, a gente pode arrumar umas tretas, a gente sabe que vocês gostam também, pode ser que role. O importante é que você vai ter a chance de conversar sempre com gente muito bacana. Vai ter o Creomar, vai ter o Alexandre Borges, vai ter o Cristian Lin, vai ter o Maurício Moura, vai ter sempre gente que tá eh de acordo ali com o noticiário, com a temperatura do noticiário para te responder as tuas dúvidas, as tuas angústias, para trocar uma ideia. Vai ter o grupo de WhatsApp para você participar, para você conversar com mais gente que tem as mesmas angústias que você ou que tá pensando parecido ou que pensa diferente e pode te fazer pensar junto, conversar sobre democracia, sobre política de um jeito que você não consegue mais conversar em vários lugares, infelizmente.

¶119Mas que bom que aqui você consegue. No clube você vai conseguir ainda mais. Só vem, gente, só vem participar. vai ser legal. É um ano importante, é um ano decisivo, é um ano que tá difícil fazer jornalismo e a gente sabe que você gosta do jornalismo do meio.

¶120Vem fazer parte, tá bom? Eh, deixa eu ver aqui enquanto você também dá um recadinho de despedida. Deixa eu ver com o Víor se eu se faltou alguma coisa. Pedro, manda um abraço para Bauru. >> Eu tava vendo aqui a mensagem do Gustavo Toniato, cara.

¶121[risadas] Mas é claro que eu mando um abraço para Bauru, até porque >> Bauru é de casa. Entendeu? É a terra dali. A minha mulher, ela nasceu lá, meus sogros nasceram lá. Ou seja, Bauru tá do lado, Bauru tá em casa.

¶122Um grande abraço para todo mundo que é de Bauru. Sabe esse sotaquezinho aí da Flávia com esse er aí? Tipo, lá em casa é todo dia, mas não é da Flávia, não é da Lia. Meu >> é da Lia. Um beijo pra Lia também.

¶123Mandou um beijo para Bauru. Mandij um beijo pro Patrick. >> Beijo pro Patrick que é do sul. >> É do Sul. Ele é laano.

¶124Ele, o negócio dele é que em Lajes, você sabia que lajes é todo mundo prognatinha, né? Porque todo mundo fala assim: "Aí vale". E joga assim. É verdade. Eles falam que sou técnico, acho, acho fofo.

¶125Eh, bom, sou casada com um, né? Se eu não achasse ia ser difícil para ia tá difícil pro meu lado, meu querido. Até quinta, até amanhã no Central Meio, até várias coisas ainda vão acontecer, mas de um jeitinho só nosso, só pros clubbers, Mayers até quinta que vem. >> Até. >> Foi um prazer, viu, gente?

¶126Um beijo para vocês. >> Gente, muito obrigada. Foi um prazer. E deixa eu só reiterar uma coisa. Esse clube vai ser legal.

¶127Eh, eu tô super empolgado e boa parte da equipe tá super trabalhando nisso, porque, enfim, é um experimento diferente, é uma experiência de a gente estar em contato direto com vocês, a gente poder transformar essa cobertura da eleição numa coisa diferente, que é conversar, conversar com vocês. Então, venham, juntem-se a nós. Boa noite, até amanhã, Flávia Tavares. Até amanhã. Três coisas que separam quem só assiste a seleção de quem realmente acompanha ela.

¶128Ó, a primeira, acessa as análises que costumam ficar restritas à salas de decisão. Ou seja, quem lê pesquisa, poder, sociedade, por dentro, você encontra esse material no meio [música] político toda quarta-feira e também matérias e entrevistas na edição de sábado, além dos dados da pesquisa meio ideia mensal, que agora interativa e te permite, se você é assinante, [música] fazer o recorte que mais te interessa dentro do nosso site. A segunda é ter opinião de verdade, não é prestada. É a diferença entre repetir o que ouviu e entender porque [música] aquilo aconteceu. O tipo de leitura que te deixa seguro numa roda de conversa traz repertório e não te deixa cair no argumento pronto.

¶129E agora a terceira, a mais difícil. Atravessar essa eleição [música] sem virar refém de bolha, militância, sinismo. Discordar faz parte, mas sem transformar isso em guerra. [música] É isso que o Meio Premium sustenta todo mês com catálogo de produções originais no nosso streaming. [música] Com a eleição chegando, não é só que você vai ficar mais por dentro, é que em nenhum outro lugar você vai entender melhor o movimento político dos próximos [música] meses.

¶130Só R$ 15 por mês. Assina o meio premium.