¶1[música] Se o Brasil um dia perder uma guerra, o culpado chama-se Sérgio Moro e Deltão da Lanhol. Se um dia o Brasil perder uma guerra, [música] a culpa é desses dois, porque eles destruíram a MCON. Então assim, o problema do Brasil é esse. >> Que que a Mon fazia? >> Foguei míssil.
¶2>> Mísil. >> Opa, estavam indo bem para caramba. A MCON foi uma divisão da Odebrecht que em começou a criar projetos de automação industrial para empresas estrangeiras que ou estavam chegando ao Brasil ou estavam expandindo as atividades por aqui, como a Johnson Johnson, a General Motors. Aí na década seguinte, nos anos 2000, quando o Estado brasileiro precisou de um fornecedor nacional capaz de desenvolver tecnologia própria para radar, para drone, para míssil, essa foi a empresa escolhida. Até hoje não se sabe muito bem o que a MCON e as forças armadas pesquisaram, desenvolveram, construíram em conjunto.
¶3E talvez a gente nunca saiba, porque a Lava-Jato interrompeu todas as relações entre a MCron e o poder público. Não, logo a operação descobriu que a Odebrech, a empresa mãe da Macron, andava pagando propina para político. Os caras falaram: "Ah, a corrupção, a corrupção não acabou. O que aconteceu? O que acabou foi a MEC, não foi a indústria de construção civil, indústria naval.
¶4Nós só perdemos a a Lava-Jato. Foi a destruição do grosso da indústria do Brasil que a gente ainda tinha. >> A MCRON enfrentou assim imensas dificuldades financeiras. foi vendida para uma empresa chamada Elbit Systems. E assim, qualquer tecnologia militar brasileira que tenha sido desenvolvida no contexto dos contratos com a MCRON pertence a Israel desde 2016.
¶5A Elbit Systems é uma empresa israelense. E o que dizem as fontes? No mercado financeiro, o valor do negócio é estimado em R$ 100 milhões deais. O que os engenheiros envolvidos em alguns dos projetos da Macron consideram uma pichincha, um nada. E eles dizem mais.
¶6Dizem que esses 100 milhões não foram usados para comprar através de uma empresa privada tecnologias que Israel não tinha. Não, esses 100 milhões teriam sido usados para impedir o Brasil de acessar determinadas tecnologias que ninguém no mundo esperava que o nosso país tivesse. Com muita frequência, o nosso complexo de vira lata nos impede de ver o que o Brasil faz de bom, de importante, de novo. Então nós brasileiros, nós já teríamos uma tendência natural para subestimar o valor da nossa própria tecnologia. Some isso ao sigilo que costuma envolver o desenvolvimento e a fabricação de armas.
¶7E aí fica fácil para outras nações virem aqui para se apropriar daquilo que o Brasil faz para defender o seu território. A MCON pós Lava-Jato passou a se chamar. Siga para sistemas integrados de alto teorico. E embora o Brasil não dê muito valor pro que estava sendo desenvolvido lá, o resto do mundo tá de olho. Israel chegou primeiro, levou o melhor pedaço.
¶8Mais recentemente chegaram os sauditas e eles podem ou não ter trazido a companhia dos Americans. Não tá muito claro. desnacionalização silenciosa da indústria de defesa brasileira do Luís Nacif. Esse jornalista que eu só não vou chamar de patriota, porque nesse país de sinais trocados, patriota virou palavrão. Em 2023, o grupo ED adquiriu 50% da SAT.
¶9Oficialmente, a empresa continua sendo uma Eed, empresa estratégica de defesa com controle nacional. Mas a realidade é mais complexa. O ED não é apenas um investidor, é o braço estatal dos Emirados paraa tecnologia militar com forte apoio dos Estados Unidos. Já comprou a Condor, líder em tecnologias não letais e agora mira o Mansup. Míssil antinavio desenvolvido pela Marinha do Brasil.
¶10O míssil orgulhosamente apresentado pela Marinha do Brasil em 2024 é só um exemplo, o que se tornou público, porque em geral a israelense Elbit Systems e a saudita Edge não recebem muita atenção ou escrutínio nem de quem milita pela soberania brasileira, nem de quem cobre o cotidiano do país. E é isso que nos leva de volta a esse momento raro, o irmão Rodrigão com seu super poder de síntese diante do comandante Farinazo. Chamei de irmão por causa do podcast Três Irmãos, né? Não é porque o cara é pastor. >> E comentaram que a gente tinha uma indústria de drone que era pioneira aqui, ia bombar no Brasil e ela foi destruída junto com a a Lava-Jata, a Odebrecht ali.
¶11E depois da destruição dessa indústria de drone, a gente passou a comprar drone de Israel. É isso mesmo? Não, eu não sei como é que é a situação do drone. Eu sei que nós perdemos uma grande empresa graças a Lava-Jato, né, que era Mron. A Meon tava muito, eu eu falo porque eu tive, eu trabalhei muito com a MCron e era um corpo de engenheiros excelente, né?
¶12Acho que ela foi absorvida depois, eu não sei. Mas e ali foi uma grande, uma das maiores perdas, né? Uma das maiores perdas. Se o Brasil um dia perder uma guerra, o culpado chama-se Sérgio Moro e Deltão da Lanhol. Se um dia o Brasil perder uma guerra, a culpa é desses dois, porque eles destruíram a Mectron.
¶13Então assim, o problema do Brasil é esse. >> O que que a MCON fazia? >> Foguei míssil. >> Mísil. >> Opa, eles estavam indo bem para caramba.
¶14Porque Rodrigo, o problema é de míssil que o míssil é tudo. Nós estamos falando de míssil hoje. >> Ninguém tá falando de porta. Ninguém tá preocupado com porta-aviões. Todo mundo tá falando de míssil.
¶15Nós só falamos de míssil nessa nessa já anotou? mísil e drone. Então, eh, é assim, você não faz míssil da noite pro dia, por isso que a gente não pode perder a vibraz de jeito nenhum. Então, é muito triste o que aconteceu com o Brasil, muito triste. Eu vejo com uma tristeza muito grande.
¶16Isso é uma uma das assim das das mágoas que eu tenho nessa vida. É ver a destruição do Brasil, é ver que a gente, infelizmente, a gente perde tempo com tanta discussão idiota nesse país. E as coisas efetivamente importantes a gente não vê. >> As coisas importantes a gente não vê. Uma frase simples, mas que merece o destaque.
¶17O Farinazo também menciona AVBAS, uma outra empresa que tem tecnologia para desenvolver armas de guerra. E essa quase faliu. Anos atrás, a fábrica teve a luz cortada, entrou em recuperação judicial, quase, mas quase fechou as portas. Agora tá recebendo investimentos do Estado brasileiro. Em 2026 recebeu até a visita do presidente da República.
¶18Eu quero as Forças Armadas bem preparada, bem treinada, com os soldados que for suficiente para tomar conta desse país. e quero ela bem preparada do ponto de vista do poderio de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nad >> Essa visita representa uma mudança de postura do Brasil em relação à sua tecnologia aeroespacial. A ideia agora não é deixar falir até que um gringo compre. Isso era antes. Agora a ideia é investir ou talvez até estatizar.
¶19Existe um movimento pela estatização da AV BRAS. E quem defende essa ideia ficou animado com a presença do Lula no chão da fábrica. >> Eu sempre falo o seguinte, as forças armadas é que nem Deus. [roncando] Você pode não acreditar, mas quando você tiver a primeira dor de barriga, você vai, ai meu Deus. E no fim, todas as atenções foram capturadas por essa frase.
¶20Tá aí a manchete. Lula compara Forças Armadas a Deus. Uma distração que tirou do Brasil a oportunidade de discutir a Vibrá um pouco mais a fundo. De fato, né, as coisas importantes a gente não vê. Um breve parêntese e eu já prossigo com essa minha pretensão de direcionar o seu olhar.
¶21Dica de um filme da fmica: Um caroço de abacate. Amei. Bora tirar um print. Muito obrigado, Glausy. Um caroço de abacate é um filme de 2022 sobre o encontro improvável entre a Larissa, mulher trans, e o Cláudio, um homem sis, nas ruas de Lisboa.
¶22Tem direção de Arizara, produção executiva de Elliot Page. E no papel principal Gaia de Medeiros. Tem tipo de mulher, >> tem tipo de mulher, tem tipo de mulher, tipo de homem, tem tipo de tudo. Que é uma mulher assim, tipo [música] >> entrou pro short list do Oscar de melhor curta de 2024. Dica da Glau para apreciar essa e tantas outras, conte com a FMICA, a plataforma de streaming brasileira com uma curadoria que nenhuma outra tem.
¶23Plano mensal 19,90, passe anual R 199,90. Mas aí você usa o meu cupom Pixro e o passe anual sai por R99,90 pagando com o Pix. R$ 100 de desconto para celebrar um público desse canal. Muito obrigado, gente. E o Pix, né?
¶24Claro. Muito obrigado, Filme. E agora de volta ao nosso tema principal. As nações não têm amigos, t interesses. Então, sempre que líderes globais surgem em cenas de muito afeto, é normal que isso gere alguma desconfiança.
¶25Sempre pode ser sinismo. Quando Obama elogiou o Lula em público em 2009, os Estados Unidos já estavam espionando o Brasil, principalmente a Petrobras. Mais tarde conseguiram grampear alguns dos telefones mais importantes da República, [música] incluindo o do avião da presidente. O escândalo só foi revelado em 2013, já no governo Dilma, e bem as vésperas da Assembleia Geral da ONU. O encontro [música] acontece dias depois de a presidenta ter adiado uma visita de estado aos Estados Unidos por causa da denúncia de que o Brasil é um dos alvos do programa de espionagem americano.
¶26Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Na segunda metade daquela década começava a tomar corpo a operação Lava-Jato. O envolvimento dos Estados Unidos, outrora visto como teoria conspiratória, já tá mais do que comprovado. Resta entender [música] os detalhes e explorar mais as conexões, coisa que só o distanciamento histórico pode proporcionar. Um bom ponto de partida pode ser a figura de Gabriela Hart, a juíza da Lava-Jato.
¶27Ela se envolveu num esquema para dominar todos os esquemas. É que todo o dinheiro recuperado pela Lava-Jato deveria ir parar numa fundação administrada por quem? pelos integrantes da Lava-Jato. R bilhões deais manobrados para que ficassem sob o poder deles. Em julho de 2026, o Conselho Nacional de Justiça resolveu afastar Gabriela e concluiu o que era dito há muito tempo.
¶28Era a corrupção prometendo combater a corrupção. Isso era Lava-Jato. Não está em discussão aqui a grossa corrupção que houve e foi apurada pela operação Lava-Jato. Isso não está em [música] discussão. Mas o que está em discussão é que não se combate irregularidade cometendo irregularidade.
¶29Que os fins não justifiam os meios. >> Gabriela Hart, você lembra? juíza substituta, aquela que teve diante do Lula uma vez e ficou conhecida por um certo bordão. Eu sou dono do sítio ou não? >> Isso o senhor que tem que responder.
¶30Não, eu, doutor, e eu não estou sendo interrogada nesse momento. Responder quem me acusou, >> doutor? [música] E assim é um interrog senhor ex-presidente, esse é um interrogatório e se o senhor começar [música] nesse tom comigo, a gente vai ter problema. Enquanto Gabriela manobrava para que o grupo dela tivesse acesso aos 2 bilhões e meio, o pai dela negociava diretamente com empresas estrangeiras, tecnologias roubadas de dentro da Petrobras, espionagem industrial. O caso mais flagrante é o de um tal de Prix, um nome que ele inventou para registrar uma patente da Petrobras [música] e conseguir lucros privados através da tecnologia desenvolvida com recursos públicos.
¶31Denúncia do Leandro Demore. >> E aí a Petrobras concluiu: "Esse Prix nada mais é do que o nosso a nossa patente da Petrobras melhorada". entre aspas, o que diz a Petrobras, né? Então, seria uma cópia com algumas alterações do Petros. Qual é a grande surpresa disso?
¶32Os funcionários que estavam registrando essas patentes do Petros melhorado no Brasil e no exterior, eram esses exfuncionários da Petrobras que trabalharam para NGV dentro da empresa, entre eles o pai da juíza Hart, George Hart, filho. Tá bom? Então, resumindo até aqui, a Petrobras quer internacionalizar uma tecnologia. Ela contratavix para ajudar ela nisso, ela nisso. A Engevix contrata o pai da juíza.
¶33Depois a Petrobras vai pro mundo com uma outra empresa, a tal da Forbes Manhattan, e descobre que a Forbes Manhattan tá tentando passar perna na Petrobras em alguns negócios, inclusive, inclusive usando informações confidenciais da Petrobras. Ato contínuo, descobre-se que ex-funcionários da Petrobras estão registrando patente de um processo muito, muito semelhante ao Petrosex. Quem são esses funcionários? Os mesmos que trabalharam lá atrás dentro da Petros para NGevix, entre eles o senor Jorge Hartfilho. >> Denúncias como essa mostram que a Lava-Jato foi, ao seu modo um esquisitíssimo programa de transferência de tecnologia.
¶34Só que esse programa foi encerrado ou no mínimo suspenso. Não por acaso a Casa Branca anda tão interessada na nossa eleição e também na urna eletrônica. O único feito da tecnologia brasileira que a Casa Branca jamais ousaria implementar. >> Então, se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas no Brasil, é o meu amigo Trump. Eu na próxima vez eu vou levar o eletrônica para mostrar para ele como é que ela funciona.
¶35Ponto final em mais um testão e eu uso orgulhosa, empolgadamente as considerações finais para fazer um convite para um material muito bom que a gente tá apresentando aqui. é que os apoiadores desse canal estão acompanhando comigo uma série documental preciosíssima [música] sobre a derrocada da União Soviética, detalhe por detalhe, o drama na sociedade, o drama nos corredores dos palácios. E no terceiro episódio a gente tá entendendo a relação complicadíssima entre Gorbachev e Boris Yelsin. Relação pouquíssimo sóbria, viu? Нельзя.
¶36Кадр кто подбирал? Он утверждал. Кто? E a relação entre esses dois teve um desfecho que influenciou a vida de milhões de pessoas normalmente para pior. comprendendo como товарищи для разрядки подписать указ приостановленим.
¶37E os apoiadores também falam aqui no PS, hora chamado de finalzinho. >> A propaganda é um microplástico misturado no meio da informação. E quando o que tá sendo vendido é uma ideia, é preciso estar muito mais atento, pois o produto nunca tá claramente anunciado. Certos símbolos são extremamente [música] poderosos. Eu vi a animação do cano de esgoto derramando dinheiro todo santo dia durante muito tempo.
¶38A operação Lava-Jato era uma peça publicitária perfeita. Tinha logo, marca, garoto [música] propaganda, poder político, poder econômico e era tudo anunciado por uma voz grave, calma e conhecida que encontrava caminho livre pro meu subconsciente jovem e mal formado. [música] >> O juiz Sérgio Moro participa nesse momento de uma homenagem da revista americana [música] Time em Nova York. Moro é o único brasileiro na lista das 100 [música] pessoas mais influentes do mundo. >> Eh, os interesses estrangeiros envenenam todos os aspectos da nossa vida e impedem o nosso futuro de florescer.
¶39Mas eu confio que o futuro nos reserva à primavera. >> Que papelão [música] que foi essa Lava-Jato, né? Não era amor, era cilada. Obrigado por ficar comigo até o final, o finalzinho e o finalzinho em esses últimos segundos em que eu me esforço para achar um jeito criativo de passar o chapéu, tal qual um artista de rua jogado nessas avenidas digitais. Eu tô aqui lembrando que outra coisa ameaçada aí em termos de soberania brasileira é o Pix.
¶40Celebremos o Pix como fazendo um para mim. >> [suspirando] >> Tá a chave aí, não custa nada, né, gente? Brincadeira. Um beijo e como e como sempre, valeu. >> [música]