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Tráfico de influência pode mudar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro? | Não é Bem Assim

¶1No supermercado das eleições, o tráfico de influências está em promoção. >> Pois é, esse é o nosso assunto da semana, porque olha só, deixa eu só dar o contexto para vocês do que que é que vai ser o tema da nossa conversa. Até agora o Lula vinha sem questionamentos, pelo menos questionamentos sobre assuntos atuais do ponto de vista ético. Era só o Flávio com o negócio do da Dark Horse, as confusões dele. Até que foram abertos três inquéritos envolvendo o filho do presidente, filho mais velho do presidente com tráfico de influência.

¶2Aí apareceu o ex-chefe de gabinete dele recebendo um dinheiro da tal da lobista, sócia do careca, do NSS, amiga do Lolinha, enfim, tudo, como se diz, tudo junto e misturado. Então isso deve ter um efeito na campanha eleitoral. Tem, não tem? É isso que nós vamos discutir. Isso nós, quem?

¶3Euzinha, Dora Cramer, meus amigos Marcelo Madureira, Márcio Fotes, Pedro Paulo Magalhães e quem mais? Quem mais? Quem mais? Você que vai ficando por aí, porque o programa vai começar. Bom, então antes de começar o convercer, vamos pedir compartilhamento, inscrição, eh, que mais?

¶4Like, like, >> like, like. É fundamental. >> Comentáriozinho. Palpite, comentário, crítica, não precisa. Elogios são bem recebidos, tá?

¶5Mentira, pode mandar crítica. Eh, vamos começar então essa nossa conversa sobre o tráfico, a presença do tráfego do do tema da atmosfera de tráfego de influência que atingem as duas principais candidaturas e principais. Eu tô tomando como parâmetro as pesquisas, né, os favoritos nas pesquisas, que na verdade são os que estão enrolados com esse tipo de assunto. Marcelo, já me diz que queria começar falando. >> Não, o tráfico de influência é que eh não se restringe só a o momento da eleição, não é um virou praxis, né, no sistema de poder no Brasil.

¶6É, é como se como joga o jogo. Aí a gente estava conversando agora a pouco, por exemplo, o Alexandre Moraes, né, poder judiciário, armando, articulando um jantar na casa dele com Davi Columbri, presidente do Senado e com, né, o poder legislativo, com o o Lula, o do poder eh executivo. >> E o que tem que que tem de ruim nisso? Olha, eu acho que e eh esse tipo não não é na casa, não é nas madrugadas, não é esse tipo de de conversa. Eu acho que existe hora e lugar para ser feito.

¶7E o o que eu vejo é que deuns tempos para cá, seja o escândalo do IS INSS, seja o escândalo do Banco Master, quer dizer, tá tudo o judiciário tá tudo na muda, tá na encolha, não não acontece nada. O que eu fico imaginando no encontro dessa natureza é que o esquema de poder tá procurando formas, saídas, né, para poder eh colocar essas situações todas no mesmo trilho que acharam para operação Lava-Jato. >> É, aí na adequação que eu vejo não é nem essa, né, quanto ao conteúdo, porque a gente não sabe o que foi dito. começa pela forma. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, seja como instituição, seja por meio dos seus integrantes, fazer intermediação política.

¶8Isso só eh prejudica a imagem do STF, que é um guardião da Constituição. Ele não é um mediador político, né? É, no caso, essa reunião lá, quer dizer, é uma coisa fora de padrão, porque se foi o presidente da República, foi o presidente do Congresso, tinha que ter ido o presidente do Senado, do Supremo, se era para organizar alguma coisa, não é só tinha que tá, né, >> não deveria haver essa reunião fora dos canais eh formais, oficiais, mas se tinha que se teve que ter, se foi para valer, não adianta o Alexandre de Moraes falar em nome do Supremo, porque ele não é o Supremo, só isso. Primeiro, segundo é o seguinte, isso é uma coisa. O que a gente adora se referir você também a ao tráfego de influência, >> é o que a gente prometeu, né?

¶9Prometemos adornamento, quer dizer, é a atualização dos conceitos de corrupção, não é isso? Quer dizer, uma coisa mais séria, diferente, embora tenha fundamento na grana para lá e para cá, não é a mesma coisa que a corrupção clássica. A corrupção clássica, você tinha serviços públicos, prestava, pagava por isso e tal, tinha uma remuneração. Agora não preço. >> É, agora o o a esposa do Alexandre Moraes recebe um contrato completamente fora de qualquer padrão imaginável do maior corruptor do Brasil, que é o Vorcaro, >> que não deixa de ser um traficante de influência, >> porque na realidade não era não era corruptor.

¶10Ele só foi corruptor no no no funcionário do Banco Central, que ele provavelmente deu uma remuneração, contratou para fazer a análise do banco e tal, mas no mais era a forma que ele encontrou de crescer, é pagar a pessoas influentes em todos os escaninhos de Brasília para ser impune, >> comprar proteção. >> Comprar proteção. É boa, boa, boa definição. Então isso é uma forma atualizada de corrupção. E aí, como a corrupção atinge hoje a BC na na competição presidencial, isso que o título de tráfico de influência é corrupção.

¶11Pronto, né? >> É um crime. Tráfico de influência é um crime, não é? Mas chama apelidade corrupção, porque é mais popular corrupção do que tráfico de influência, né? A corrupção, no momento, ainda não é o mais importante assunto para definir a presidência da república.

¶12Mais importante continua sendo crime, violência e milícia, essas coisas que estão no dia a dia da população. Mas a corrupção ganhou espaço. Ganha espaço recentemente. E e na na opinião pública, nas mesas de de de análise qualitativa que estão acontecendo aí, você pergunta, há um certo desânimo, uma certa tristeza das pessoas que sabem que tem que votar para escolher os seus próximos dirigentes e encontram dirigentes comprometidos com a corrupção, não só com a ineficiência, com a própria incompetência, com a própria falta de história administrativa, que é aquilo que se fala muito, que deu os planos de governo e tal, tá bem? não tem os planos de governo, mas poderia ter pessoas ilibadas e agora se descobre que nem nem tanto assim.

¶13Enquanto isso, Dora, não posso deixar de falar que nós estamos falando de dois candidatos que estão pontuando mais nas pesquisas de opinião, mas tem outros candidatos abaixo que não tem essa marca, não é? Nem o Ronaldo Caiado, nem o Zema, nem o menino lá, o Renan Santos, fora os outros, falando apenas de de três, eles têm qualquer tipo de vislumbre de corrupção ou de tráfico de influência. É o contrário. Então, é possível que esse assunto também motive os eleitores a escolher outros caminhos para ficar menos tristes com o seu papel na eleição. >> É porque a gente não sabe o que venha pela frente.

¶14>> É porque a a a Exatamente. Você tem a suí disso aí, né? Quer dizer, esse tráfico de influência ficou caracterizado agora nos dois nas duas principais candidaturas, né? Como você falou antes, o Vorcaro é compra de proteção. Então, poxa, o Flávio Bolsonaro foi lá, arrancou um dos maiores cheques, né?

¶15Ele foi lá e conseguiu, pediu 130 e e recebeu 60, né? Então, quer dizer, pelo menos é o é o que é o que conta milhões de reais. Quer dizer, então, eh, foi um dos maiores cheques, né, na mesma ordem de grandeza do da mulher do Morais. Quer dizer, é, é, então é um o por que que o Vorcaro fez isso? Porque gosta do Dark Ross, gostou muito, leu o roteiro e ficou encantado, achando que era um belo negócio que aí podia recuperar um dinheiro nessa história.

¶16Não é a história do Vorcaro, né? Não tem nada a ver com ele. E o Lula agora tá também com essa questão do do tráfico de influência, cheg batendo na na na nele lá. Por quê? Ah, o Lulinha já tava rolando, já tinha os inquéritos.

¶17Agora tem três inquéritos, mas sobre tráfico de influência. Todos os os as questões do Lulinha são tráfico de influência. Ah, é lá o cara do canabidiol queria fazer não sei quê, queria vender no Ministério da Saúde. É. E essa mulher tem 40 reuniões sem agenda, quer dizer, sem nada marcado.

¶18Quer dizer, claramente uma uma um lobista, uma pessoa que tem, >> não é uma mulher qualquer, uma amiga do filho, amiga assumida, amiga próxima da família. parceira do careca do INSS que está preso no escândalo das fraudes. E esses inquéritos são relativos à negócios do Ministério da Saúde, do desenvolvimento, na data prév, tudo relacionado a quê? >> Influência INSS. >> INSS.

¶19>> No INSS. E aí o que parece que é meio assim o batom na cueca, que é o um um um funcionário graduado do gabinete do Lula, que agora saiu, foi pra campanha, que >> e que já saiu da campanha por causa disso, >> recebeu recebeu em torno de 250.000 dessa dessa lobista. Bom, faz o link, né? faz um link e com lógica, porque se ela é uma lobista que precisa de acessar eh diversas estruturas dentro do governo, ela agrada o cara que toma conta da agenda do presidente, né? O cara que que é o que é o celular do presidente.

¶20Ora, isso isso não tem jeito, como aconteceu ontem, mas isso vai ser explorado, isso vai ser vai ter que ser mais explicado minimamente, né? Paulo que d expediente, chega para trabalhar, dá o expediente na antissala do presidente. >> Exatamente. É muito próximo gabinete. >> É próximo demais.

¶21É um mercado, é, é uma influência poderosa. >> Tanto, tanto eles reconhecem, governo reconhece que não é um simples constrangimento, como eles estão divulgando, que ele ontem, hoje é qu hoje é quinta, quarta ele saiu da campanha, tá fora. Tinha saído fora do governo porque rolou que ele tinha informado ao presidente há duas semanas. Se é que só informou duas semanas mesmo, até porque o Lula ontem numa reunião com o pessoal, amigo do pessoal da rede, disse: "Ué, qual é o problema? Quem nunca pediu um empréstimo para um amigo?" Então, normalizou a situação, né?

¶22>> É, exatamente. Quem nunca perdeu? A resposta disso é é é sem dúvida. Agora vamos olhar a realidade dos fatos. o cara que é que é assessor principal do presidente da República, vai se meter num num pegar um dinheiro emprestado com uma pessoa que já estava publicamente envolvida com Lulinha dentro do assunto de de pera aí.

¶23>> É isso, é a certeza da impunidade, né? Isso aí >> para que vai esse dinheiro? >> Mesmo que tenha sido março, você não acha ainda que tenha sido empréstimo, tem que fazer um contrato, tem que dizer quanto é que vai pagar de juros e tal, senão nem vale perante o imposto de rendo. >> Sim. Mesmo assim, por exemplo, no caso lá da no caso da da da mulher do Alexandre Moraes, >> até agora não foi dada nenhuma explicação, >> mas nem vai ser, >> entendeu?

¶24Um contrato, o contrato tem nota fiscal, o nota fiscal tem imposto, paga imposto de renda. Então não tem não não é coisa disso. Então é é é >> mas é um tráfico de influência, >> pois é a corrupção adjornata, entendeu? Cujo efeito prático é aumentar os índices de rejeição. Tanto no caso do Flávio quanto no caso do Lula, os índices de rejeição são parelhos com os índices de aprovação e o que faz a campanha eleitoral fica dramática.

¶25>> Mas você acha que é por causa disso de corrupta? >> Colabora. Não falei que é por causa disso. Colabora, aumenta, né? Quer dizer, se se não se não houvesse esses fatos dessa parte, você tava livre na rejeição, você ficava só na incompetência.

¶26Não, não tem também tem a questão política ideológica, >> política ideológica, tal, aquele troço todo, relações internacionais, tem uma porção de fatos que colaboram paraa rejeição. Esse fato é o fato que passa a ser talvez o mais forte do momento, uma vez que você até entende reclamar da segurança pública no no Brasil é absolutamente adequado. Tá tá um nível insuportável. Mas a o o eleitor, o indivíduo, ele não culpa diretamente o dirigente com ele que é uma política de segurança pública. No tráfico de influência diz assim: "O fulano é ladrão.

¶27O fulano vendeu vendeu o quê? o tempo dele de presidente da república. Eu pago o salário do presidente, então ele um pedaço do que eu pago, que é o tempo dele, alguém pagou para ter em meu lugar. E as Ô, Pedro Paulo, aquela contratação pelo master, pelo Vorcar do Guido Mantega >> é padrão. >> Quer dizer, o que que ele queria?

¶28Queria um encontro com o presidente da República e por isso ele pagou 1 milhão por mês durante não sei quanto tempo. É um ex-ministro prestigiado e tal. Como é que pode um fazer, o outro aceitar e o terceiro topar? O Lula ainda foi malandro e botou o presidente do Banco Central junto, né? >> É, mas todo mundo diz que o procurava se foi uma solução encontrada para o Guido Mantega, porque o o próprio Lula tentou várias soluções para o Guido do Mantega para prestigiá-lo, né?

¶29E nada, nada funcionou. Prestigiar um emprego aí conselho de administração, ele vai ganhar mais 20 ou 25.000 por mês, tá bom? Mas 1 milhão por mês >> não é pagamento normal >> para nada, nem para ex-ministro, nem para futuro papa, >> entendeu? Não dá. É só isso.

¶30>> Fora de quadro. 134 milhões por um contrato advocatício é completamente fora de esquadra >> também. Pois é. E e o e o interessante desse processo, nessa campanha que tá aí, é que como a Mandora começou a falar, eh tem suí esse troço, com certeza, porque a Polícia Federal dividida, eh, tem essa discussão, tá tá tá batendo cabeça com André Menonça, não tá, apoia o governo, tem o pessoal que é que tem liberdade e tal, vai levantar a bola, foi quem pediu os inquéritos contra o Lurinho, né? Eh, é quem tá levantando lá os celulares do Vorcaro, que tem todo esse mapa da mina aí de tudo isso na mão.

¶31E como é que vai ser isso aí? Vai, isso vai, vai, essas conta, esse contagotas vai começar a a ser eh acionado durante esse período agora desse mês e meio, né, que que é a campanha. Se for, a gente não tem previsão do que vai acontecer. fica completamente aberto a situação. Já é uma situação de de de disputa que você não sabe quem vai ganhar, porque a diferença é pequena, qualquer fato pode modificar.

¶32>> Então nós temos que trabalhar o seguinte, é para surgir algum outro candidato que não seja nem um nem outro. Pronto, vamos fazer esse esforcinho final, ainda que haja uma discrença, não é? de que eh se consiga ter poder decidir não só entre esses dois que estão pontificando, mas entre um terceiro qualquer. Agora, isso é é o negócio do do master, né? O roubo, o INSS que tem essa coisa toda e o master e tal, são assaltos à população, não são assaltos ao herário público.

¶33O caso do INSS é um roubo dos aposentados, >> dos aposentados >> nas pessoas físicas, o que na minha leitura não jurídica torna o caso mais grave. É um agravante. Hoje a gente soube que a pena do Ronnie Lessa e do policial aí Elscio, não sei das quantas, aumentou. uma de 72 anos de prisão, outra para 81 e a outra de 59 para 60 e não sei quantos. Porque houve agravantes, os caras que mataram a Marielle, então houve agravantes.

¶34>> O agravante no caso devia ser é isso, é você roubar do universo de aposentados >> e pensionistas. >> E e pensionistas também, que é um é uma coisa engraçada, tem sempre essas distinções semânticas, né? >> Quer dizer, o pensionista não é aposentado, ele é inativo. É. Sim, uns jargões assim de administração pública engraçados.

¶35Então isso isso é gravíssimo e marca a população. Cara, carimbou. Quer dizer, eu sou aposentado, me obrigaram, me iludiram e estão roubando meu dinheiro. Então isso é corrupção. Eu não sou do poder público.

¶36Ninguém tá roubando de mim. Ele tá roubando a minha pessoa modesta, que é em geral o universo desses roubados, tanto num quanto num caso quanto no outro. no caso do Vorcaro são mais abastados, né? Porque foi o que o que ele roubou foi o que ele se apropriou, né? Final das contas foram o dinheiro de investimento, né?

¶37De de diversas pessoas que passaram do fundo garantidor, né? Na realidade perderam dinheiro. Tanto fundo de pensão também, né? a são os maiores prejudicados, mas aí não é não é não é verba pública também porque o o fundo de pensão também pertence aos funcionários daquelas empresas não é não é dinheiro, não é dinheiro para gastar >> os instrumentos pelos quais ele conseguiu chegar lá são públicos >> os instantos >> certo não os os as ferramentas quem ele usou a o governador o o diretor do Banco Central as fontes sabe ele instrumentalizou né? Eh, o universo do poder público >> para públicos, né?

¶38>> Para quase públicos, porque na realidade a o dinheiro em si eh do fundo de pensão, ele é coletivamente privado dos funcionários, de quem é quem é o assinante daquele daquele daquele fundo, né? Então, eh eh não nesse caso não é uma verba porque é administrada dentro da esfera >> de governo, >> de governo, porque a estatal tem influência, quem vai ser o presidente da Previ, quem vai ser o presidente da da Petros, quem vai ser o presidente da do Correios e tal, tudo isso tem que não são negócios privados, porque senão fica dando a impressão aquela desculpa ou explicação do Flávio Bolsonaro que o negócio do filme era um dinheiro privado de pessoa privada para pessoa privada. Ué, mas isso não quer dizer que não possa ter problema, que não possa ter roubadeira. Claro, >> ser privado para privado é uma é uma usam muito para falar isso. Não tem nada a ver com o estado, não tem dinheiro público, que a gente quer dizer o próprio próprio, >> mas pode ter atrapalhada do mesmo jeito.

¶39>> É o próprio assessor do presidente, esse que tá enrolado, diz: "Não, meu empréstimo de natureza privada". >> Aí tem a Margaret Toucher, né? >> Quer dizer, não existe dinheiro. É public, tá certo? Quer dizer, o dinheiro é do contribuinte, é dos indivíduos, é das pessoas.

¶40É verdade. >> Não tem dinheiro essa entidade, dinheiro público não existe. É bom deixar isso explicar. É verdade. >> Quem roubou do dinheiro público, roubou dos indivíduos, que são os caras que fizeram o dinheiro público com seu trabalho, com seu esforço, com sua contribuição, com seus impostos e tal.

¶41Bau bau. Dinheiro público não é só decorrente >> de imposto. O dinheiro público cresce também pelo aumento da atividade econômica, né? Pelo aumento do consumo, que gera emprego, que gera uma porção de coisas. Eu lembrei que qual quando é que vem o sentido de público também para mim, além dessa explicação que é fundamental, é que as pessoas foram postas lá a partir da eleição dos dirigentes para gerir esse patrimônio que é de todos, né?

¶42E roubam >> ou permitem que roubam, abre as portas pro roubo, né? Aí esse outro conceito que eu aprendi há poucos dias, tá certo? Quer dizer, essas coisas todas têm uma espécie de sensibilidade do valor. >> Uhum. >> Quer dizer, né?

¶43Quão mais importante, mais caro. Tá certo? Quer dizer, o Guido Manta ganhava 1 milhão por mês para fazer com que ele se aproximasse do Lula. Se f se fosse para se aproximar, como também aconteceu do Cláudio Castro aqui, não seria o Guido Manter com 1 milhão. É muito mais barato.

¶44É muito mais barato, >> muito mais barato. Então tem tem o mercado dessa coisa que você falou na na abertura aqui do supermercado, né, do momento, >> o supermercado do tráfico de influência. Então aí deve ter isso, né? quer dizer, tem um arbitramento eh não formalizado de quanto é que custa cada pessoa no no na posição que ocupa >> e eventualmente tem alguns produtos que estão em oferta, né? Então pode ser em função do momento, em função até da do excesso de oferta, né?

¶45Você baixa um preço e e enfim é a lei do mercado. >> É. E depois tem aquele velho conceito também, né? Numa linha de produção, você produz isso, depois aquilo, depois aquilo, não sei quê, para chegar a um produto final, tá certo? >> Uhum.

¶46>> Uma dessas etapas da cadeia pode ser vital, né? A história do do pert, né? Quer dizer, o caminho crítico não necessariamente passa pelo mais caro ou pelo mais difícil de produzir, mas é fundamental. que sem uma pecinha, um parafusinho, você não produz um avião. Então esse parafusinho passa a ser mais importante que o avião como um todo.

¶47Aplica-se aqui também ao mesmo caso, tá certo? Voltaro tinha lá seu projeto de crescimento, de enriquecimento, disso, daquilo e tal. qualquer parafusinho, ele avaliava lá quanto é que vale, quanto é que vale o a contratação da dona Viviane de Moraes ou lá o que seja, que era a esposa do Alexandre de Moraes. Então daí ele avaliou, porque eu, por exemplo, eu acho que eu não faria jamais o Vorcá me procuraria, porque eu não tenho poder nenhum para fazer coisa nenhuma em lugar nenhum. Mas é interessante, né, como é que a o mercado dessas coisas começa a surgir.

¶48O >> senador Cogueira valia 300.000, já valeu 500, depois passou a 300. Foi rebaixado. >> Não, foi 300, depois foi 500. promovid promovido. Não, porque eh não, porque eh vai ao ponto assim de quando organizações de festas, festas assim heterodoxas, né, >> libidinosas, >> libidinosas, com mulheres e tal, e aí no meio tem um sicário, porque aí você começa já a trafegar num mundo nebuloso, né, das coisas e evidentemente lícitas, né, porque nessas festas, né, rola de tudo e tal.

¶49Aí você tem que ter um sicário. Eu fico curiosíssimo, né, desse caso desse desse rapaz, o sicário, porque eh e esse suicídio dele super mal explicado, é, evidentemente é uma queda de é uma é uma é uma quebra de arquivo, né, uma eliminação de arquivo e que esse cara devia saber muitas coisas de muita gente. >> É, ué. E e ficou tudo por isso mesmo. >> É, o Sicário era era o o o executor.

¶50>> Operador, é o operador. >> É operador do >> da da Malavita, né? Na nas coisas assim. Era o cara que metia. >> E ainda bem, né, Marcelo?

¶51Você que gosta de ser otimista, sempre tá sempre animado e tal, >> você tem três coisas funcionando no Brasil. a independência da Polícia Federal, a imprensa profissional e o ministro André Mendonça. >> Independência da Polícia Federal, que eu vou pegar aí o ponto do Pedro Paulo, tá OK? ela independente, a gente tá vendo que ela, por exemplo, tinha muita gente achando que não, a Polícia Federal vai dar uma aliviada durante o período eleitoral, que é para não, não, ela tá funcionando, só que ela tá funcionando, tem uma divisão interna que hora pode funcionar para um lado, outra por outro, né? queria que você falasse, >> não é?

¶52Porque tem as investigações. Quer dizer, o fato é o seguinte, o os celulares do Vocaro já estão mapeados em muito, né? Parou o vazamento disso aí, deu uma diminuída. Claro, né? >> E a delação premiada, né?

¶53Também >> a delação premiada não aconteceu. Não aconteceu. E a última tentativa aí de ressuscitar isso disser: "Não, não vai fazer delação premiada". Pelo menos é o status do que tá colocado nesse momento, né? É, até porque falava-se muito a delação premiada do jeito que ele tava fazendo, parece que não adiantava muito.

¶54A polícia federal já sabia muito mais do que do que o que podia ser >> que podia ser delatado, >> né? Então acho que essa essa questão tá aí, a gente tem notícias de que tá andando. O outro lado que é é é é a Polícia Federal agindo em cima do do das questões do Lula, do Lulinha e tudo mais, abriram três inquéritos, abriram três inquéritos nesse momento e aconteceu essa vinculação que tá fora disso aí, né, com o o Marcola lá do do Lula. Então isso eu acho que essa essa da do Marcó agravou essa situação porque fez um elo de ligação de influência efetiva, né, de de de alguém que tem o poder, >> botou esse tráfico dentro do palácio. >> Exatamente, >> né?

¶55Então eu acho que isso não foi um inquérito. Eu não sei como é que como é que se descobriu que esse que esse Marcola como é que apareceu isso. Eu não sei exatamente como é que não tenho os detalhes disso, mas isso aí vai ter um fio para ser puxado. E vai ser puxado agora. Como é que vai ser isso?

¶56Vai ficar dormindo isso? >> Os telefones da Roberta Lutzinger que a Polícia Federal descobriu o dinheiro sendo repassado para ele. >> Exatamente. >> E aí que dinheiro é esse? Ah, foi um empréstimo.

¶57Agora a Polícia Federal já descobriu essa semana que o pagamento de boletos dele, >> que o pagamento era código de barra, é um código de barra lido, então só pode ser boleto. >> Então é o o >> pode ser conta. >> É. >> E e e o o efeito disso eleitoral. >> Pois é.

¶58Isso que >> porque pode ficar uma conta de soma zero, não pode, Marco, sabe? Cai lá e pronto. Aí >> po, pode, pode, mas aumenta a rejeição de soma zero para um lado e pro outro. Vou repetir pela quarta vez no presente programa. Vamos descobrir um outro candidato, não é?

¶59Nós não, nós aqui não não sabemos nada, mas todo mundo, a população inteira, aquela que responde as pesquisas, o pessoal do ônibus lotado que a gente falou semana passada, as pesquisas qualitativas tem que mostrar o cansaço, a tristeza, o desalento que tá hoje com todo mundo no Brasil sem saber o que faz nessa droga deles. Que as pessoas estão cansadas, mas elas não desgrudam. Calma, porque e espero que grudem. vai começar uma campanha eleitoral de verdade, já começou, você já tem entrevista com vários candidatos e tal para escolher aquilo que efetivamente atenda melhor, não a sua vitória eleitoral, mas a sua consciência, a sua satisfação de participar do processo político brasileiro através do voto. O voto não é obrigatório, o voto é um direito.

¶60Todo mundo quer quer exercer esse acho esse negócio, essa história de dizer que o voto é obrigatório, que é um saco. imensa maioria quer votar e quer votar sabendo o que, em quem e no momento da impressão que só tem dois candidatos a presidente. >> Não, pois é, o Brasil precisa se livrar dessa polarização viciosa. É uma polarização viciosa que a gente tá entrando. >> Mas mas o o momento que tá colocado aí pode abrir esse espaço, pode.

¶61Ah, como você falou, é soma zero. Quer dizer, os dois vão se degladiar e vão vai ficar entre eles só essa essa essa essa essa briga. É. Eu acho que aí depende muito, não depende só deles, acho depende muito desses outros candidatos conseguirem aproveitar o momento, se posicionar de uma maneira que que >> convincente e conseguir fazer isso chegar à população também, porque pode se posicionar convincentemente e não chegar a população, não adianta nada. Então é uma coisa que que aí não domina e isso é uma incógnita >> da polarização a gente nasce a paralisação, né?

¶62Sim, >> porque aí fica tudo paralisado, assim como nós, porque o tempo já acabou e vamos já se fosse meia hora dizer não. E conversa boa, >> que vem tem mais. >> E conversa boa é assim, é num minuto. Eh, pois então, acabamos de gravar nesse momento e semana que vem é como diz o Marcelo, Marcelo, fica direito na mesa, fala: "Oi, tchau pras pessoas". direito que semana que vem tem mais.