¶1Seja muito bem-vindo ao Dois Dedos de Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e hoje eu recebo Maria Martim, Thaí Oliveira, Arlene de Leen Anne. Anne mesmo ou Kene. [risadas] Toras de valentes os contos dos heróis nada prováveis. Um livro que conta com quatro histórias sobre meninos que enfrentam conflitos ligados ao orgulho, ao medo, ao bullying, à injustiça, a identidade, à família e a fé.
¶2Sejam muito bem-vindas, meninas. >> Muito obrigada. Muito obrigada, um prazer. >> Oi, um prazer tá aqui. >> Quem é que tá retornando aqui pela segunda vez?
¶3Acho que Arlin já teve aqui, não teve? >> Sim, tive aqui num podcast com a Pat Müer, Miller, Müer e com a Isa Fres. >> Verdade. E ó, esse livro que a gente vai falar hoje, o livro Valentes, veio depois da série Corajosas ou tá dentro da série corajosas. Não sei nem se eu digo que é depois ou se é o mesmo universo espiritual de obras literárias.
¶4>> [risadas] >> Ah, bom, vocês que vão me dizer, não é? Mas depois do Corajosas um e Corajosas dois, a gente tem agora um livro voltado para o universo masculino, né? E aí eu quero justamente ouvir de vocês de onde é que veio justamente essa ideia de um universo mais masculino vindo escrito por mulheres. É um desafio, hein? >> Sim, um desafio bem grande, né?
¶5Mas assim, como a gente escreveu corajosa e não tem nada a ver, né? Os universos eles são bem diferentes assim, corajosos e valentes. Mas era um pedido assim, era um pedido sequente desde que a gente lançou o coragem de azum e o dos meninos e a versão dos meninos quando vai vir. Então as leitoras, as mães pediam muito, né? E aí a gente acabou embarcando, a gente tinha um pouquinho eh de medo, né, desse desafio de ser eh nós escrevendo para meninos, mas Deus deu graça.
¶6[risadas] >> É, então como a gente diz, eh eu tava na Fefic, né, há duas semanas, eu acho que foi há duas semanas e eu >> Isso foi então muitas meninas vieram, né, ah, corajosos, corajosos. E eu sempre perguntava: "E aí, vocês ouviram de valentes? Qual a expectativa?" Ah, mas será que é pra menina também? Aí eu falava, gente, Ministério Corajosa sempre foi para meninas. Agora a gente deixou os meninos entrarem no clube, né?
¶7Então, tá tudo bem, as meninas vão ler, os meninos também e os dois grupos, né, eles vão aproveitar muito a leitura, que foi desafiante, com certeza, mas foi muito divertido também para mim. Eu sempre, eh, eu trabalhei por muito tempo no, no interior do Piauí, numa organização com adolescentes e assim, para mim foi o meu momento de pegar um daqueles adolescentes e realmente trazer, sabe, a vida eh dentro dessa história e aconteceu para cada uma de nós assim também, né? Então, foi um desafio muito legal. >> Escrever histórias protagonizadas por garotos, exigiu alguma mudança na forma como vocês construíram personagens, diálogos e conflitos? Sim, >> para mim exigiu muito.
¶8[risadas] >> Sim, >> eu escrevo para meninas, é, eu escrevo para meninas há 10 anos. Então, a cabeça de uma mulher é diferente da cabeça de um homem, né? E quando a gente tenta escrever assim para adolescente, >> na verdade a escasa, de maneira geral, a gente tenta ser o maisocosímil possível. Mulher tem um jeitinho mais fofo, tem umas intensidades diferentes. Ai, meu Deus, que demais.
¶9E aí frases simples como essa, por exemplo, o garoto vai falar desse jeito? Não, né? Então, a gente teve que pensar um pouquinho em como podar a escrita, mas também foi algo bom porque trouxe o desafio, né? E o escritor ele cresce muito se desafiando na própria forma de contar histórias. E foi foi um desafio bom, mas foi desafiador [risadas] >> tentar trazer, né, a visão dos garotos sobre os dilemas, as reações.
¶10Para mim foi a parte mais difícil, porque a Keren tem um jeito mais engraçado de escrever uma voz feminina muito forte e eu tenho um jeito mais delicado, né? Geralmente as minhas personagens acabam caindo num lugar mais de serem mais fofas, tem um jeito às vezes mais poético de ver. Então eu tive que podar tudo isso pro para que o meu personagem não trouxesse esses elementos que já são muito pertinentes à minha escrita. Então foi realmente um exercício de pensar diferente, conversar com garotos durante a escrita também para me ajudar a fiar mais ali. Mas o resultado ficou muito especial.
¶11>> Tinha passado no make por esse processo porque eu tenho já tenho livros e protagonizados por garotos, né? Então eu passei por esse processo há uns anos atrás de, tipo assim, me forçar a tentar olhar por esse e olhar do garoto. Eu acho que assim, por exemplo, a Ken, que é mãe de dois meninos, eu também que tenho lido com adolescentes na igreja, garotos o tempo todo, a gente acaba aprendendo como, né, e na hora de de trazer isso pro pro papel, né, pra escrita, é, ao mesmo tempo é desafiador, mas é muito legal também dar voz para eles, porque realmente a maioria dos livros de ficção cristã, eles são protagonizados por mulheres, né? Então, trazer essa dar essa voz para eles também foi bem legal. >> Legal.
¶12Se eu não colocasse vocês perguntas polêmicas, não era dois de teologia, tá? Então assim, só para [risadas] >> gente, obrigado. Tô saindo >> para saber. >> Valeu. Foi bom.
¶13Enquanto durou. >> Ninguém sai [risadas] do barco. Ninguém sai do barco, >> não. Ninguém. Ninguém.
¶14Como é que é? Ninguém segura a mão de ninguém. É o contrário. [risadas] >> Ninguém segura a mão de ninguém. É isso.
¶15É isso. >> Mas é o seguinte, ó. Hoje existem muitos discursos sobre o que é que significa ser homem, que é ser um homem forte. E aí você vai discursos masculinistas, o pessoal do movimento Redpill e aí você tem respostas a isso, outros outras visões de masculinidade que muitas vezes ah são muito mais fluidas e você tem sempre o imaginário social em pêndulo, né? Sempre os extremos aí se se puxando de alguma forma.
¶16Que ideia de masculinidade vocês desejavam apresentar aos leitores por meio dessa obra? >> Ah, eu creio que é a masculinidade bíblica, né? que não é aquela que eh como você mesmo citou, esses movimentos que acabam trazendo esse ideal errado ou às vezes muito eh contrário à palavra mesmo, né? O ideal mais violento. Ah, para ser homem ele tem que ser assim, ele tem que falar grosso, ele tem que E a gente vê, né, que a nossa, o ideal de masculinidade, assim como de femininidade, é o próprio Cristo, né?
¶17Então acho que isso eh norteou muito a gente assim, né? É, hoje é realmente esses movimentos eles têm complicado até a cabeça dos próprios meninos, assim, é meio preocupante então a gente trazer pra palavra, trazer para Jesus, que foi o maior exemplo, né, de é o maior exemplo de masculinidade que existe. Esse foi o nosso foco, assim, como que Jesus ele ele pode ser o exemplo desses meninos e como que Jesus entrando na vida desses meninos, ele pode transformá-los para serem homens de verdade, né? >> É, são personagens mais equilibrados, né? Então a gente acaba abordando muito dessas temáticas também, como que eu respondo à violência, como que eu respondo a um ambiente, por exemplo, no meu conto, eu trabalho essa questão de ter um grupo de amigos que são tóxicos e meu personagem vai ter que reagir a esse grupo, né?
¶18Então, como que ele responde como um garoto cristão a esse grupo? Eu faço parte desse grupo ou não? Né? Resisto ou eu faço a diferença? Como que eu reajo a isso?
¶19Então, a gente tentou trazer uma visão mais equilibrada para esses garotos. como também que eles agem a garotas, né? Como que eu trato a a garota de uma forma mais respeitosa, né? Reconhecendo a importância dela também. Enfim, a gente trouxe esse papel mais equilibrado para eles.
¶20>> Levando em consideração que meninos, né, principalmente na nossa cultura brasileira que é muito muito rica de outras culturas, né, a gente tem uma diversidade, né? Não, não dá para colocar um um garoto numa caixinha e dizer: "Ah, todo menino, todo garoto joga videogame, todo garoto gosta de só andar de bicicleta na rua. Todo garoto tem interesses parecidos ou personalidades ou tipos de temperamento parecido, né? Então a gente realmente levou em consideração essa diversidade que a gente tem no Brasil, né? De meninos realmente diferentes, mas dentro do exemplo de Cristo, né?
¶21Porque a essência, a identidade, ela ela precisa ter uma solidificação ali em Cristo, né? E trazendo essa diversidade, eu acho que a gente realmente trouxe, como a Thaí disse, um resultado muito equilibrado, né, nessa questão dos meninos e como a Bíblia aborda e como a Bíblia ensina eles a realmente viver uma vida de masculinidade com Cristo, né? que foi uma forma importante também da gente comunicar aos meninos que estão dentro da igreja, porque a gente falar deidade, né, é um tema muito amplo, mas esses movimentos não estão fora da igreja, eles estão permeando a igreja, né? E muito porque uma masculinidade sadia bíblica não foi talvez tão bem implementada. Então a gente tem problemas de masculinidade muito quebrada, né, como abuso, por exemplo, dentro da igreja.
¶22E e trazer essa essa visão de uma masculinidade, né, bíblica nos livros é muito importante pra formação do nosso primeiro leitor, né, que é esse garoto que tá dentro da igreja e como que ele se comporta, né? O que que é ser um um homem de verdade, um garoto para ser um homem de verdade. Os livros eles podem ajudar bastante nesse papel. >> Isso que eles são garotos, né? a gente é, então eles estão nesse processo de crescimento, assim como nossas personagens de corajosas, elas estão nesse processo também de amadurecimento que elas têm 16 anos, enfim, os meninos também.
¶23Então a gente procura trazer dilemas dessa faixa etária, né, ao mesmo tempo, assim, eh, trazendo assim, tem como você ser um garoto cristão, né, eh, que ama Jesus e que vive uma vida boa hoje nessa nessa era, né? Então, como a Maria falou, a gente tem o gamer, né? A gente tem o que é gosta de tecnologia, a gente tem o que gosta de acampamento, a gente tem o que gosta de andar de bicicleta, que é o mais malando. Então a gente procurou trazer isso porque assim, é, faz parte da vida deles, de quem eles, de quem os adolescentes são, né, dessa faixa etária mesmo. >> Muito legal.
¶24Seguinte, eu quero fazer algumas perguntas sobre eh o conto de cada uma, o texto de cada um, porque o livro tem a cada capítulo marcado com uma autoria diferente. Antes disso, deixa eu fazer uma pergunta. Como é que foi o processo para vocês? Vocês escreveram tudo meio que ao mesmo tempo, depois juntaram, algum escreveu primeiro? Eu quero, eu gosto de bastidores do mundo da escrita.
¶25[risadas] Ah, como é que foi esse processo aí de juntar tudo isso? >> Hoje cada uma escreve no seu tempo, né? Nós temos um prazo final de entrega sempre do, esse é o nosso quinto projeto junto, se eu não me engano. Então, nós sempre temos um prazo final, né, de entrega. E no começo, acho que a gente nunca escreveu ao mesmo tempo, né?
¶26Sempre foi cada uma no seu tempo e em determinado momento nós compartilhamos com todas para fazer a leitura do livro como um todo, né? Então, nós lemos o material uma das outras, eh damos pitacos, fazemos sugestões e depois essas alterações que a gente costuma enviar pro nosso editor, né? Então esse último foi bem diferente. Eu fui a primeira a escrever, escrevi em setembro do ano passado e as meninas escreveram mais dentro desse ano, não foi? No comecinho desse ano.
¶27>> É. >> Uhum. >> Foi no comecinho. Algumas entregaram assim já, né? O Daniel quase [risadas] >> vai chegar esse conto, não >> é?
¶28E nesse meio tempo a gente também tá em processo de escrita dos livros solos, né? Então a gente precisa fazer encaixar, sabe? Assim, os prazos. que às vezes eles não batem e sobrepõem, mas a gente tá fazendo funcionar, né, pela graça de Deus. >> Tá certo no final.
¶29É, e como as histórias são independentes, né, cada uma escreve a sua história, não tem essa necessidade dos do livro ser escrito todo junto, né? A gente só reúne o material depois. E é muito interessante ver como o Senhor vai sempre alinhando as histórias. Geralmente sempre, por vezes tem um tema que se sobressai em todos os contos, muito natural mesmo do que o Senhor vai gerando nos nossos corações no período da escrita. Maria Martim, você escreveu a lâmpada mais poderosa de todas.
¶30>> Exatamente. A lâmpada mais poderosa de todas é uma releitura de Aladim, né? E surprise. Ah, [risadas] do conto. É um é um conto, na verdade, muito curto.
¶31Para quem não sabe, todo a gente conhece muito Aladin por causa da Disney, né? Mas é um conto que vem dos contos da das 1 noites. Acho que eu tô falando até errado. >> 100 noites. >> 1 noites, né?
¶32a tradução aí. E ele representa esse garoto como o Aladinho do Conto, né, que gosta muito de da rua, ele gosta de estar com os amigos, ele gosta de jogar pelado, ele gosta de pro campinho de futebol, de fazer piada, não levar as coisas a sério. Então ele é bem assim, ele quer curtir ali o momento e as prioridades dele, que são fazer vídeos no celular. Ele é uma influência ali, ele adora postar, ele manda muito bem, ele faz vídeo de carro, faz vídeo tirando um pneu só no meio da rua, cai inclusive. Então assim, ele é bem esse menino que pula muro, ele faz essas, ele tem essa personalidade, né?
¶33Só que ele, o pai deixou, né? O pai deixou a família e nisso criou um um uma necessidade dele tentar provar que ele merece reconhecimento naquilo que ele é bom. Então ele começa a deixar de lado os conselhos da mãe, conselhos de pessoas que o amam, né? conselhos que dizem: "Olha, você devia, né, estudar um pouco mais, devia se se interessar na escola, as notas estão caindo, tão ruim". Ele sempre acredita, não, vai dar tudo certo, vai dar tudo certo até que o momento que não dá tudo certo, né?
¶34Ele realmente se vê ali, nossa, as minhas escolhas, será que foram as melhores escolhas que eu poderia ter tomado? E ele tá dentro dessa tão difícil falar de livro, gente, assim que você lança. [risadas] Ele é um personagem divertido. Ele quer ser engraçado, ele quer que as pessoas olhem eh pelo valor dele, da forma que ele se porta, que ele se mostra. Ele é vaidoso, ele gosta de estar com cabelo legal, ele gosta, entendeu, de est ter o tênis da hora, ele tá bem buscando mesmo o valor dele naquilo que ele representa, naquilo que ele é, né, naquilo que ele pode fazer.
¶35E aí com o tempo, então ele vai ter uma pergunta de uma de um homem, tem um homem e nessa história, né, um missionário de terras distantes, que ele vai realmente colocar uma perguntinha ali, uma puga atrás da orelha dele sobre onde o valor dele está, né? E aí que essa busca ele vai precisar entrar nessa busca de realmente tentar entender, mas Deus realmente não é como o meu pai, sabe? Então eu tô muito, sou muito feliz com o resultado. [risadas] E é isso. >> Ah, você escreveu um protagonista muito simpático, por mais orgulhoso que ele seja, dominado pelo orgulho, mas muito simpático.
¶36Muito interessante de conhecer [risadas] o Alan. >> Aham. >> E é legal ver o modo como sendo uma releitura de Aladin, Deus é um tipo de gênio da lâmpada para resolver os problemas dele, né? É bem >> Uhum. Eu não quero ficar dando spoiler não do do para ninguém, não.
¶37Deixa o pessoal pessoal ler aí para não é não spoiler não. Já deu uns três aí falando, mas [risadas] >> eu acho que essa questão também da ausência do pai que atravessa a história, né, dessa ferida aberta de modo como ele interpreta Deus. Até coisa meu freudiano assim de a gente vê Deus do jeito que a gente vê nossos pais. É uma história muito legal, muito interessante sobre sucesso, sobre idolatria, sobre imagem. >> A gente coloca muita expectativa que a gente tem de Deus nas pessoas ao nosso redor, né?
¶38E ele vai passar aí por essa jornada de entender que não é bem assim, né? Deus é diferente, não é como o pai, não é como um amigo, não é como ele realmente se sobressai e ele tem um plano diferente, né? >> Thaís Oliveira, você escreveu os segredos de Excalibur, conta pra gente a história. >> O meu personagem é o Artur, né? E eu queria trazer um pouco desse ambiente de acampamento, de escoteiro, para fugir um pouquinho.
¶39As minhas histórias são sempre muito sobre o cotidiano, né? Então eu queria colocar esse personagem num ambiente diferente, que trouxesse um pouco de aventura, né, de um fôlego diferente, né, pra narrativa. Então, o meu personagem, ele vai pro acampamento Escalibur, um acampamento de inverno, né, de escoteiros. Eh, e ali nesse acampamento ele vai precisar se provar um pouco, porque ele acaba fazendo parte de uma ordem secreta que existe nesse acampamento. E esse grupo traz uma série de desafios que vão questionar um pouco a identidade dele, os valores dele.
¶40E o meu personagem é um garoto mais tímido, ele lida com a disfia, né, que é o termo técnico paraa gagueira. Então, ele é um garoto que já sofreu bullying, ele é adotado, então ele tem uma série de dilemas internos também que fazem com que ele tenha necessidade de ser aprovado pelos demais. Em certo momento esse grupo permite essa aprovação a ele até que ele se vê desafiado por esse grupo e não tem certeza se o lugar dele é ali mesmo ou não, né? Então, durante o acampamento, ele vai lidar com as consequências de fazer parte desse grupo e também com uma garota que descobre a existência dessa ordem e quer provar para todo mundo que ela existe. Então, a gente vê uma rivalidade entre eles.
¶41>> É, eu até agora não sei como é que pronuncia o nome dela, é Júlia. >> Júlia. >> Júlia. Júlia. >> Isso.
¶42[risadas] E aí eles vão viver algumas aventuras juntos. >> Achei muito legal a ideia de mostrar a história por dois pontos de vistas, né, do Artur e da Dúlia, né, como dois pontos de vista da mesma história. Isso, isso é uma coisa muito interessante. >> Gostou? Então é, foi, eu acho que foi um recurso que eu utilizei, como foi a minha primeira história escrita do ponto de vista de um garoto, eu ainda quis manter um pouco da minha chama acesa das garotas, sabe?
¶43Eh, eu queria também gerar uma identificação forte nas meninas nessa história. Então, trouxe um respiro pra história e ajudou a história a correr mais rápido também, partindo, vai do Artur, vai na Júlia, acho que ficou uma dinâmica muito legal. >> Legal. Você acha que a sua formação em história e e você trabalhar academicamente com educação afetou o modo que você quis construir essa ideia, esse essa esse conto em torno do do tema do bullying e o modo como você desenvolveu isso no no seu conto? >> Sim, de alguma forma assim, não só desse tema, mas a forma como eu geralmente apresento os temas e como eu abordo biblicamente eles durante as narrativas, vem muito dessa minha parte professora, né?
¶44Então, eu não atuei tanto, eh, porque logo que eu terminei a faculdade, eu fiz mestrado, mas eu fui direto me dedicar aos livros, mas a minha fase toda, toda a minha formação foi dentro de sala de aula, né? Fiz muitos estágios, tive muito contato, né, com os adolescentes e muitos projetos. Então, vem muito desse ambiente sim de ver, né, os dilemas que os que os adolescentes sofrem, as dores causadas pelo bullying, como que ele é negligenciado, né, porque se torna uma coisa tão comum que por muitas vezes os professores a escola não sabe, não consegue, né, solucionar ali ele de fato. Então, influenciou a narrativa. Sim, >> legal.
¶45Arlene Diniz, >> nossa querida autora de O Arqueiro das sombras, contamei essa história do parkour. Eh, eu achei isso maravilhoso. [risadas] >> Então, eh, o meu é inspirado em Robin Hood, né? Então, é o Ronan Carvalho. Ele é um garoto que assim, eu eu conheci assim o clássico do Robin Hood, do que a gente conhece, né?
¶46Aí depois que eu fui mergulhar mesmo na história, ler o clássico lá de domas e tudo mais, aí eu vi que tem tinha várias coisas que a gente poderia usar e o parkour acabou eh surgindo disso porque o Robin Hood ele tinha o arco e flecha dele, mas ele via nas florestas e assim, né, e indo atrás de bandido e tudo mais e aquela coisa, né, de roubar do rico para dar pro pobre. E aí eu falei assim, gente, eh, o parkour é um ótimo esporte, assim para um garoto que tá na cidade e e tá lutando também de alguma da sua forma, né? Ele não chega a roubar de nenhum rico para dar para pobre. Mas o Juanan, o que que ele faz aqui? Ele denuncia os problemas da cidade, né?
¶47Então, tem uma empresa ru de construções que eles fazem muitas construções irregulares em lugar que não pode, polui o rio e tudo mais. Então assim, ele e os amigos eles pulam os prédios com com as técnicas do parkour que eles têm e aí eles conseguem tirar foto, gravar vídeo e posta na página, né? A página no alvo, que é aí para mostrar pras pessoas as coisas erradas que que os outros estão fazendo. Então assim, ele gosta assim de se enfiar onde não foi chamado para poder denunciar, tipo um vigilante assim. E ele tem a história, né, que os pais ele foi também adotado, mas os pais ele também perdeu os pais adotivos, né?
¶48E então, mas ele foi criado pelos pais com essa veia muito forte de justiça social, né? Então ele ele quer fazer justiça, só que aí depois ao mesmo tempo ele depois ele vai aprender que nem sempre com as próprias mãos ele vai poder fazer justiça, né? que existem formas de você fazer isso. E aí ele vai e nesse meio, nessa história toda, ele vai descobrir mais sobre ele mesmo e sobre quem ele quer ser nesse mundo, né? Ele não, o acho que o Juan ele tem essa necessidade assim, eu não vim para esse mundo à toa, eu quero fazer algo de útil, eu quero fazer algo relevante.
¶49Ele tem essa necessidade de de servir as pessoas com algo relevante. E aí ele vai aprender depois como ele pode fazer isso de forma melhor no reino de Deus, né? Glorificando ao Senhor enquanto faz isso também. Eu vou fazer uma pergunta parecida com a que eu fiz para Thaís, né? Você acha que sua formação em serviço social afetou a sua maneira de de levar dar atenção a temáticas de justiça social, meio ambiente, periferia, acesso a direitos?
¶50O quanto o quanto Darlene estudante tá no no Runan? >> Ah, é muito. Inclusive as meninas e meoram que assim, basicamente todas as minhas histórias eu trago para alguma pauta social, né? Porque é inevitável. Acaba que assim, eu me formei nessa área e muita experiência na igreja também com esse com esses ministérios, né, na igreja, ministério social na igreja e tudo mais.
¶51Então acaba que eu não consigo, é muito difícil para mim escrever uma história onde eu não coloque um tema assim. Então atravessa com certeza, assim, principalmente quando a gente cresce também, né, em bairro, bairro pobre e vê as dificuldades que as pessoas do, né, que moram no bairro pobre vive diariamente, como que é difícil e como que a gente precisa mesmo de uma eh que o poder público, enfim, né, preste atenção, né, na na sua população e no que essa população precisa, né? Então, eu quis trazer um pouquinho disso aí na história do Runan. Excelente. Querem, você escreveu o feroz de Notridame.
¶52Eu eu preciso, eu não quero criar uma uma competição. Todas as histórias são excelentes, pelo amor de Deus. [risadas] Mas >> já criou, já criou ainda? >> Já criei, né? >> Já tem volta falar: "Por que que eu fiz isso?
¶53Eu sou um burro. Gabriel tudta isso, pelo amor de Deus". Sei lá. >> Não, mas eu sou um jovem gamer que cresceu em cima dos videogames. Eu nunca fiz parkour, entendeu?
¶54>> [risadas] >> Então assim, pessoalmente, em termos de identificação, entendeu? O nosso querido Kevin, ah, escondido ali por trás do avatar do, eu li como exfera que fica mais engraçado que X Fera. >> É, eu eu pensei assim, >> mas se eu fosse escrever ia ficar muito longo, né? Aí eu coloquei o X para dar uma brasileirada vem assim. >> [risadas] >> Eh, muito legal a ideia do menino que se esconde se esconde suas cicatrizes por trás de um avatar online, né?
¶55Conta para mim como é que é essa história. >> É o Kevin, ele surge da minha ideia de querer retratar essa realidade dos meninos que amam videogame. Em parte porque meu marido tem formação em TI, [risadas] então aqui em casa eu convivo com o videogame há 14 anos e agora eu sou mãe de dois meninos até de 10 e de oito que estão seguindo a espaço do pai como gaming. Muito bem, eh faz parte da minha realidade de fim de semana, isso eu posso dizer. Então eu falei: "Nossa, eu quero falar sobre isso".
¶56E para mim como esposa, depois mãe, né, como foi um pouco difícil entender que o meu amor pelos livros é algo tão especial para mim, assim como o amor do meu marido, dos meus filhos pelo videogame. Então, eh, falei, vou criar um personagem assim que encontre o amor nos jogos, não só por ser divertido, mas também uma forma de pertencer, né, a alguma comunidade, já que o Kevin ele tem cicatrizes no rosto, né? Eh, como ele é mais leitura do corcundas de Notridame, eu trouxe ali algumas cicatrizes visíveis para ele, onde ele sofreu bully na escola. Ele ainda sofre na escola, né, certo bo, mas ele se sente muito livre quando ele joga. Ele se sente muito ele quando ele joga, mas ele também não mostra o rosto dele, porque ele quer ganhar a admiração das pessoas, né?
¶57Ele quer ser admirado e amado pela sua habilidade e ele consegue isso. Mas aí surge uma oportunidade dele participar de um torneio de esportes. E essa parte foi bem legal de pesquisar, de entender, que é um submundo. Gente, é um negócio assim absurdo e bem legal. Só que para isso ele vai ter que mostrar o rosto dele, né?
¶58E isso compromete toda bom a vida virtual dele, tudo que ele construiu como espera, né? Que é um lobozinho. Inclusive tem três garrinhas no rosto também. Ou seja, ele >> a a própria cicatriz já não é bem o problema para ele. Virou parte de quem ele é, mas o que torna um problema é aquilo que ele acredita sobre ele por causa da da cicatriz, né?
¶59Aquilo que fizeram ele crer sobre ele, né? Então eu trabalho bullying, eu trabalho essa dinâmica de equilibrar o fato de ser um gamer com a vida real, né? Então o Kevin ele tem uma dificuldade ali de manter exercícios. Ele é bem sedentário, ele só quer ficar no quarto encrausurado, bebendo energético, comendo salgadinho o dia inteiro. E ali ele tem um avô que dá umas [risadas] dicas bacanas para ele.
¶60É, >> a mãe dele trabalha fora. >> Então eu tentei dar um >> eu tentei dar uma equilibrada assim, uma forma também de não só tratar a questão da relação com o mundo virtual, mas também incentivar os jovens, né? Vamos sair um pouco do quarto, vamos ver a vida, vamos conversar com as pessoas. Então, >> vamos dar limite, vamos dar limite pros primo. >> Exatamente.
¶61Vamos fazer. >> É, e aí tem também essa essa dinâmica com primo, né, >> e que vem do da releitura do Matridame. A gente tem lá o Froldo, que ele é abusivo e ele é ele tenta forçar a esmeralda, né, pelo menos na releitura da Disney, mas no no conto original do livro também tem essa pegada. Ele quer aquela menina de qualquer jeito. Então eu tentei trazer um pouco disso, né, como a gente até falou um pouco antes sobre esses movimentos, né, de masculinidade, eu tentei retratar um pouquinho nesse primo e a minha minha pegada não foi só mostrar que isso acontece, mas como um garoto cristão se porta diante de algo assim, como ele pode encarar eh ver ali uma menina sendo ali portada, enfim, ali um xaveco, nem se usa mais essa palavra, mas [risadas] é.
¶62E como ele pode sei que palavras jovens usam mais? Eu não sei. Olha que eu escrev para jovens. [risadas] Mas como é que é? É o >> essa é >> Paquera Xaveco.
¶63>> É Paquera e Xaveco. Já foi. São as melhores, né? >> Dar em cima. Falava isso.
¶64Dar em cima. >> Dar em cima. Então eu tentei retratar um pouquinho, né? O conto é me judia muito porque é muito curto, são histórias muito curtas, então a gente tem que ser o mais objetiva possível ali no ponto principal, né? Mas bem, eu tentei de alguma forma deixar algumas boas reflexões sobre bullying, sobre eh coragem, sobre máscaras, né?
¶65E isso foi um pouco um pouco disso. >> Legal. Gostei muito da mãe também, da mãe do Kevin, ela não oferecer respostas fáceis, nem soluções assim. >> Ah, eu tenho que ficar calado, senão eu vou dar spoiler todo o livro todinho pro pessoal. Aí o pessoal aí não, calma aí, vamos, vamos comprar o livro para ler, [risadas] certo?
¶66Eu acho muito legal que existem muitos pontos que se tocam em todas as histórias, né? O mundo virtual meio que tá aí em todas as histórias. A a os quatro protagonistas, de alguma forma eles tm uma relação com isso. O Alan produz vídeos, o Artur participa de uma comunidade virtual, o Ronan denuncia injustiça nas redes sociais, o Kevin tem essa identidade por meio dos jogos. Ah, é um tema muito legal.
¶67a ideia ah de que todos os protagonistas têm que aceitar ajuda, porque nenhum deles consegue amadurecer sozinho, não é? Isso é muito legal. Os adultos, por outro lado, sempre tem papéis um pouco diferentes na história aqui. Alguns ferem, outros protegem, alguns corrigem, outros escutam, ah, outros oferecem segunda chance. Eu acho muito legal a essa complexidade aí do papel dos pais, né, do dos líderes.
¶68Gosto do fato de que tem bastante humor no livro. É muito legal assim que há um humor muito leve, mesmo quando os temas são dolorosos. Isso é muito útil. Mas e teve uma coisa que eu queria perguntar. Eu eu achei muito legal os personagens secundários também da história, que é uma história não é feita só do personagem principal.
¶69Qual aí a pergunta é para todas aqui, qual personagem secundário acabou crescendo mais do que vocês imaginaram no início da história? Teve algum que nas minhas histórias, por exemplo, tenho lançado meus livros pelo mundo do cristão agora e aí no meu fiz o meu primeiro livro, o menino que queria ser Deus, comprei também. Depois que comprar, [risadas] depois que val e compra o meu, não queria ser Deus. Mas eu tô já tô preparando, quase terminado o segundo livro, né? E no segundo livro que se passa toda numa sala de aula, eu tô dentro de uma sala de aula, basicamente tinha um personagem secundário que a única função narrativa dele era as partes de exposição do professor não ficar tão chatas, que tem um professor falando lá o livro.
¶70E aí eu, puxa, esse professor dando palestrinha o tempo inteiro, o livro tá virando uma aula aqui. Aí eu comecei a colocar um aluno para meio que interagir com o professor e aí ele coloca uma coisa, o professor meio que que fala, aí tem lá uns bidzinhos deles, deles se estranhando. Era só isso, só tinha essa função narrativa, o pobre do Obadias no meu livro. E aí e aí ele levanta umas coisas e enquanto eu escrevi eu disse: "Rapaz, esse negócio aqui, esse negócio aqui é legal". Eu fiz um capítulo inteiro sobre o caba depois, entendeu?
¶71Do livro. Então assim, às vezes você você constrói um personagem com uma função às vezes ali dentro do fluxo narrativo, ele acaba ganhando vida para mais do que você imaginou. Teve algum personagem do das histórias para vocês que teve um pouco disso? >> Na minha história, os dois amigos, né, tanto o amigo do Artur, que é o Léo, e a Helen, que é amiga da Júlia, eles cresceram muito na narrativa. Eu sempre gosto muito de explorar a dinâmica do protagonista com um amigo, né?
¶72Um amigo que ou vai o encorajar a ser melhor ou vai perturbar ele para ser pior de alguma forma, né? Então, nessa na dinâmica desse conto, os dois amigos ali representaram uma figura muito importante para movimentar a trama dos dois personagens e trouxeram um pouco de humor, de graça pro conto. Então, foram personagens assim que foram crescendo mesmo. E o Léo, inclusive, tá num ponto muito importante do final, né? Então, foram personagens que se destacaram para mim.
¶73>> Eu gostei bastante do VH, que é o Vitor Hugo, né? Que inclusive é o nome do autor da história. Ele na ele é uma gárcula retratada pela Dineia, né? Ele não tem na história original, mas ele é muito engraçado. Eu falei: "Ah, acho que dá para aproveitar ele".
¶74Como a Thaísa também gosta de trabalhar assim as amizades, né? E o que é legal é que o Kevin, por exemplo, tem uma visão assim já de namoro, de relacionamento um pouquinho mais bíblica e o VH não, ele tá tentando chamar a atenção das meninas na escola, então ele fala do tanquinho dele. Ele é muito engraçado, ele paga os mitos, ele paga muitos mitos. Mas aí a outra que eu gostei foi a Safira. E eu fiquei pouco triste porque eu não pude explorá-la muito no conto porque o conto é do Kevin, né?
¶75Mas eu queria ter explorado um pouco mais sobre o fato dela também estar no mundo dos gamers como uma garota. Eu acho que eu consegui pincelar um pouquinho mais eu teria escrito um pouco mais sobre ela. >> Inclusive, tem uma coisa que as leitoras sempre falam, né, nas avaliações. Ah, queria que fosse maior, foi muito rápido, mas justamente por ser quatro contos, né, a gente fica muito, acaba ficando fechado. Então, às vezes a gente tem personagens que a gente gostaria de explorar muito mais e é impossível porque se a gente escreve muito depois o livro fica muito grande, aí né, é uma cascada, não dá, né?
¶76Meu caso foi o o Ricardo, né, que é Ricardo Leão, que ele é inspirado no personagem da história de Robild, que é o Ricardo Coração de Leão. Então, no começo ele só ele só ia ser, eu não posso nem contar muito sobre ele porque senão vou dar um é spoiler depois, vai dar um spoiler, >> então não dá, mas ele no começo era para ser só um recurso da história e depois ele acabou tomando um espaço e ele era um personagem que eu gostaria muito de ter tido mais oportunidade de trabalhar nele, na relação dele com o Ronan, mas não deu tempo, né? Mas a gente conseguiu fazer o que dava no dentro das palavras que a gente tinha para fazer. No meu caso é o missionário, né? Eu tinha eu tinha uma ideia ali do missionário, porque o Alan ele vai para esse projeto, eh, no bairro dele, né?
¶77Tem esse projeto lá desse desses missionários de outro país. Nada baseado na minha vida pessoal, de jeito nenhum e [risadas] com certeza não. E tem esse missionário que ele vai ser uma figura muito importante, né? Você falou sobre figuras de autoridade e e você sempre vai encontrar isso nos livros da coleção corajosas, né? do minério corajosas.
¶78E para mim, eh, como eu trabalhei como mentora por muitos anos, realmente tem um, a gente fala, tem um lugar doce no meu coração, eu traduzindo inglês, tem um lugar doce no meu coração sobre mentores, né? E esse missionário, ele vai ser essa figura de mentor pro Alan. [música] Ele realmente precisa de de um homem de Deus com sabedoria que vai mostrar e realmente questionar, né? Só que diferente do que a do que a Lã espera, esse missionário ele é muito do dia a dia, da vida mesmo. Não, ele não tem essa ideia fechada e perfeita de Deus.
¶79E e como o Alan tem alguns preconceitos, né? Então ele vai mostrar pro Alan que ele é esse mentor e essa pessoa normal, mas que ama Jesus e como é possível ser assim sendo um homem seguindo a Deus, né? É, ele realmente teve um papel muito mais importante do que eu esperava no início, já imaginava, né? Mas ele foi uma figura, um personagem que ele movimentou, ele moveu muito a história e moveu muito a lã pro objetivo da história no final. >> Que legal.
¶80Quando vocês imaginam um menino terminando a leitura de valentes, o que é que vocês gostariam que ele passasse a acreditar? Olha só, três coisas: sobre Deus, sobre si mesmo e sobre o tipo de homem que ele pode se tornar. Olha, eu acho que a gente gostaria que ao terminar esse livro os meninos se sentissem mais impelidos a conhecer a Deus, sabe? Eh, isso é uma coisa que a gente recebe muito em relação a corajosas, né? Ah, eu terminei o livro, eu tive mais desejo de ler a Bíblia, eu tive mais desejo de conhecer sobre esse Deus, né?
¶81Então acho que o nosso objetivo é escrever essa ficção cristã, é além de trazer o entretenimento saudável, a gente querer que através dessas histórias, através ali dele se colocando no lugar do personagem, ele vendo assim, se sentindo representado de alguma forma através daquelas histórias que no final ele possa falar assim: "Poxa, eu quero, assim como Alan, assim como o Ronan, enfim, eu quero conhecer um pouco mais desse Deus, eu quero me aproximar um pouco mais de Deus", sabe? >> É, e que eles descubram também quem eles são no Senhor, né? Nós falamos muito de identidade para meninas, né? É fácil falar, mais fácil falar com as meninas que elas são filhas amadas, que elas são preciosas e reforçar uma identidade bíblica nelas. Mas por vezes os meninos não ouvem, não escutam isso também.
¶82Então, que de alguma forma o livro mostre para eles o que Deus pensa a respeito deles, né? Eles também foi foram projetados pelo Senhor, que há um valor neles, que Deus tem propósito paraa vida deles. Então, de alguma forma, todos os personagens se deparam com essas verdades e nós esperamos que essas verdades se entranhem nos corações dos garotos também. Então, a gente falou muito sobre masculinidade bíblica, né, sobre o exemplo aí de Cristo como o homem, né, e Deus, eh, como exemplo paraa nossa geração. Não, não só essa geração, né, mas eu acho que essa geração em específico, como tem muitas aí, eh, ideologias, né, passando sobre como o que o que é ser homem, né, o que é feminilidade, masculinidade, eh realmente pode gerar muito essa confusão.
¶83E eu acredito que ao terminar o livro, eu gostaria muito, né, nós como grupo também, que os meninos percebessem que eles foram criados com propósito, né, do jeito que eles são. Eles não precisam estar numa caixinha, como a gente falou, né, sobre talento, sobre eh sobre desejos, sobre onde eles querem se encaixar, né? Eles podem ser quem eles são dentro da masculinidade bíblica, dentro do que Deus tem chamado eles para serem, para se tornarem e não abandonar essa identidade, né, que a Thaí falou de realmente ser um seguidor de Cristo, mas que eles podem ser eles mesmos também dentro, eles podem ter os talentos, eles podem se desenvolver dentro daquilo que o Senhor já chamou eles para serem como homens de Deus, >> que eles se sentou encorajados, né, a viver uma vida de fé. É uma vida sendo diferentes mesmo, porque o cristão ele é diferente, né? E é um dos maiores desafios pro garoto adolescente é é ser diferença entre os amigos.
¶84Eu creio que essa é uma das principais coisas, né? Então é que ele seja encorajado a ser valente por Cristo, né? A ter coragem de assumir o papel dele como cristão aonde quer que ele vá. >> Valente. Gente, quem quiser, ó, conhecer Valentes, vai ter um link aí na descrição e no comentário fixado ou no QRcode que vai est aí na tela para vocês aproveitarem esse excelente material.
¶85Meninas, muito obrigado pelo tempo de vocês, que alegria. >> E as redes sociais de todas estará aí na descrição. Obrigada.