¶1foi dada a largada, quem vai vencer as eleições? >> Pois é, campanha oficial, aliás, a campanha que já começou, começa oficialmente no próximo domingo com atos simbólicos dos dois favoritos até agora nas pesquisas, né? Lula em Vile Eu Flávio Bolsonaro em Copacabana, tradicional reduto bolsonarista ali para ato bolsonarista ali na Avenida Atlântica. A gente vai conversar sobre os vários aspectos dessa eleição. Propaganda eleitoral vai mudar o quadro.
¶2Esse pessoal que tá via alternativa chamada de terceira tem alguma chance? Os debates influenciam? Será que as pessoas vão, eles vão dar certo? Enfim, tem um monte de coisas pra gente discutir. Quais os temas que serão prioritários?
¶3A segurança aparece no topo das preocupações, mas os candidatos vão embarcar nessa. Enfim, é o tema da nossa conversa comigo, Dora Crâmer e meus amigos Marcelo Madureira, Pedro Paulo Magalhães e Márcio Fortes. E você que vai ficando por aí, porque o programa já está começando. Bom, e antes de da conversa rolar, aquele like, aquela curtida, aquele compartilhamento, aquela inscrição no canal e, enfim, aquela moral. Vamos logo antes tarde, porque a gente só tem meia hora e esse assunto é muito lang.
¶4Sim, só temos meia hora. Mas >> a gente tem um mês e meio de campanha, >> mas a cada semana, a cada dia, tem um fato novo, tem uma uma treta, tem um >> que que você destaca. Então vamos lá. >> Começa agora nesse viuclid com pacabana, né? Se vai ser um fracasso ou vai ser uma derrota, né?
¶5Eu curiosíssimo para ver se a população, seja ela eh de esquerda ou de direita, vai comparecer massivamente eh para eh essa coisa ser sem gosto, né? Essa essa essa uma campanha que a mim já tem no início já tem cheiro de melancolia, sabe? de de da velha história. Só de você ficar nesse nesse impasse de mais uma vez, né, no fim das contas, tem que que e eh ou vota em Lula ou vota em Bolsonaro, dá o o tom, né, da tipo, eu já vi esse filme, eu morro no final, entendeu? É, mas olha, você disse que dá uma certa melancolia, dá uma certa melancolia na maioria da população, mas tem gente animada com a eleição, tanto de um quanto de outro, que vai encher a vila Vila Euclides é em São Bernardo do Campo, nascimento do Lula como líder sindical >> e a Vina Atlântica é o reduto do Flávio então senador pelo Rio de Janeiro.
¶6Ele ainda é senador pelo Rio de Janeiro. Então, as duas estruturas de campanha vão caprichar, porque o ato não é só simbólico, tem que ser marcante. >> Tem que ser marcante pelo número de pessoas e tem que ser marcante pelo que se diga, pelo quem vai comparecer para fazer discurso que denota os apoios ou não políticos e não políticos e depois vai dar os recortes, não é? Quer dizer, você pega cenas assim, o pastor, sei lá quem, dizendo assim, vote no fulano. >> Eu queria, eu queria ser dono de empresa de aluguel de ônibus de turística est elétrico.
¶7O Caiado vai fazer a mesma coisa em Goiânia. Zema em Minas. >> E o Zema em Minas, mas não na capital. Em Montes Claros. e o Renan Santos na capital São Paulo, no Largo São Francisco, ali na faculdade.
¶8Agora o ponto do Marcelo, Márcia, quando ele fala vai ser um fracasso ou vai ser um fiasco, é se haverá. É claro que nessa nessa nisso ele duvida de que seja um sucesso. Eh, é se haverá adesão popular. Você está falando em organização de campanha, >> vai ter a multidões não exatamente populares, porque o país é grande, tem gente abessa que não participa, não vai nesse negócio, a maioria não vai, a imensa maioria não vai, mas a o que não é a maioria é suficiente para encher as duas ou três localidades. >> Isso, isso, isso é uma é uma dúvida.
¶9Eu sinceramente eu acho que o o ânimo que tá colocado na mesa, né, a maneira até acho relatos até das pesquisas que vai fazer pesquisa, ninguém sabe nada, ninguém as respostas são inconsistentes, eh vou mudar de voto, tudo isso tá a incerteza, a pesquisa mostra uma polarização forte, dois candidatos, o Lula e o e o Flávio lá na cabeça, mas também mostra essa inconsistência de decisão, né? Como ela trabalha com percentual, 40%, pode estar falando de um de um, é, na realidade, eh, parece a maioria da população, não, calma. Eh, 40% de quem foi pesquisado, né? Então, é é um pouco diferente. >> É, os 40% são melancólicos, estão tão tristes, tão tristes, mas com essa situação, o que é uma oportunidade >> de que alguém capturar essa tristeza em benefício de um outro candidato?
¶10É isso. Is isso também é é uma é uma outra dificuldade, né, que a gente tá vendo aí ao longo do tempo. O tempo passa, um perde ponto, outro ganha ponto, mas os os as terce os terceiros não se aproveitam, não conseguem capturar isso. Mas posso incluir só um dado nas pesquisas que me chama atenção. Não sei se tem a importância que eu tô dando assim em princípio, nelas todas, quando tem a espontânea, que é aquela em que não é apresentado uma cartela de nomes, então a pessoa tem que ver o que que tem na cabeça, o que que tem na vontade, todas elas ali fica espontânea o o a indecisão, o não sabe, enfim, em torno de 30% é muita coisa, não é isso?
¶11quer dizer alguma coisa em termos de possibilidade de mudança. >> Tem a outra pergunta importante que surgiu esse ano pela primeira vez, que é aquela. Você já decidiu já qual é o a possibilidade de você mudar seu voto? Você já viu isso? >> Como é que tem aparecido?
¶12Vi, você lembra como é que aparece >> só isso. Quanto, né? Você vai votar. Ah, eu vou votar no Lula, tá bem. Você tem certeza absoluta?
¶13>> É, é alta. Po, é, tá, cresceu esse ano muito em relação >> da certeza incerteza. da possibilidade de mudar a >> É tudo tudo isso. Eu acho que são potenciais elementos de mudança. >> Agora vai ser capturado, vai se concretizar, isso é muito é muito certo, ninguém sabe como é que vai ser.
¶14>> Campanha elitoral é uma coisa fascinante, né? Campanha >> por que é fascinante? Porque é fascinante. Teoricamente já foi, quer dizer, é um momento da democracia. >> Primeiro porque são cinco eleições, >> certo?
¶15Mas aí eu vou deix deixa eu chegar lá. É, esse é o problema, porque a é o momento justamente do debate, da troca de ideias, de buscar a convergência, onde há divergência, enfim, discutir essas questões realmente elevantes nacionais, tudo isso. Mas, por exemplo, na questão e do executivo, nós temos essa questão da polarização hoje, que até no no espreme o limão, no final sai e o caso se o Lulinha tá envolvido ou não com careca do INSS ou se o Flávio Bolsonaro recebeu 134 milhões para fazer o Dark Horse. E e no caso do legislativo, para mim é até pior ainda, porque é aquela história, quem tá dentro, quem tá fora não entra, entendeu? Hoje só um cara muito burro não se reelege com um caminhão de dinheiro que ele tem lá à disposição.
¶16Hoje você não o o não se faz campanha sequer para senador nem nada, porque não há não há é é você é é a volta do do da do coraganismo inchado em votos. Agora é curral, puro curral. É compra é compra de voto na veia. Tem muito púl com dinheiro público. Então isso não é democracia, isso não é, entendeu?
¶17Você tá jogando fora >> a a democracia tão duramente como >> volta ao meu ponto. Volto ao meu ponto. Primeiro são cinco campanhas diferentes entre si. Governador, presidente, governador, senador um, senador dois, deputado estadual, deputado federal. Cada uma delas é diferente da outra.
¶18Sobretudo ficou mais diferente ainda esse ano com o não apoio regimental explícito e legal de vários partidos importantes às candidaturas majoritárias. >> Isso é um ponto de diferença dessa eleição. >> Faz muita diferença. A segunda é a duplicidade de apoios. Quer dizer, aqui no Rio de Janeiro, o candidato Eduardo Pais, que é filiado ao PSD, que é o partido do Caiado, vai fazer campanha pro Lula, entendeu?
¶19liberando seus seus eleitores e tal coisas para votar no Caiado. Não é obrigatório, né? Então essas coisas estão acontecendo em todos os estados e gerando uma certa indecisão. Quer dizer, veja bem, Marcelo, quando eu falei que campanha eleitoral é uma coisa fascinante, é porque obriga os candidatos, ainda que seja num período muito curto, a compreenderem o que que a população quer para deputado. Então é fascinantíssimo.
¶20Fascinantíssimo, porque jeito, apesar de já estar eleito, se ele não fizer campanha, ele não vai ser eleito. Tem que fazer campanha mesmo. entupido de dinheiro, entupido de supostamente, >> olha, >> não vai se >> cada vez menos a classe política se vê eh eh querer escutar, né, sentir o pulso do eleitorado, as demandas do eleitorado, cada vez mais a classe política é uma corporação em si. Eu até repito aqui, nessa nesse mês saiu uma matéria na revista Piauí escrevendo em detalhes, por exemplo, como as facções estão dominando a política no estado do Ceará, entendeu? Então, e aí não tem eleição, não tem que consultar o eleitor.
¶21Na verdade, esse esse fato já acontece aqui no Rio, em várias eh zonas eleitorais, tem o cara da milícia lá na porta, nós falamos >> espiando em quem que as pessoas vão votar. Isso não é escutar a opinião, >> é porque o voto é secreto, mas não muito, porque você sabe que determinada determinadas urnas, quem votou em quem, né? Você numa urna qualquer que tem 400 nomes, se 300 votaram no camarada, você sabe que todo mundo da região votou naquele cara. Quando é o contrário, merece uma punição por parte da milícia. Mas isso é uma questão, Marcelo.
¶22Veja bem, em 18, na eleição de 2018, na no rastro do Bolsonaro, pela primeira vez entrou na Câmara Federal uma enorme multidão de delegado fulano, sargento, não sei que coronel do Rik Partner. Quer dizer, os caras pegaram a carona Bolsonaro. Em 2022, em que o tema principal, como é hoje, é a segurança pública, foram eleitos menos coronéis, delegados, sargentos e tal. gente apelidada disso do que em 18. E agora em 26 o tema principal continua sendo segurança.
¶23Só que o o tema seguinte, que é a corrupção, superando os clássicos, né, pode fazer emergir gente que não é da segurança pública, que é da corrupção pura, quer dizer, juízes, não sei. Quer dizer, o Sérgio Moro foi eleito senador como, né, em 2022? é porque era o supremo juiz e tal, não é porque fosse eh ligado a à coisa. Então, a eleição é sempre um um momento de auscultar a opinião pública e traduzir isso em voto. Muito presente nas eleições para deputado federal e estadual e muito presente nas eleições para presidente da República, nem tanto para governador e menos ainda para senador.
¶24Curiosamente, os senadores são a última escolha de qualquer eleitor. >> É, >> particularmente nesse ano que todo mundo vai votar em dois senadores. E e só só corrigir, não são cinco votos, seis >> são não. >> Ué, >> presidente, governador, senador um, senador dois, federal, estadual. >> Tenho seis.
¶25Seis. Você falou cinco. >> Falei cinco. Então, >> são mais ainda. É, não, só para ver da grandeza, é muito voto.
¶26>> E cada uma delas é diferente da outra. É uma coisa muito engraçada em eleição, como a questão da filiação partidária é menor, embora importante na legislação. Quer dizer, quem manda é partido, quem tem tempo de televisão é partido, quem candidatos é partido, apoios partidários geram soma de tempo em rádio e televisão. Tem uma opção de regras, mas o eleitor em si não tá muito ligando para partido, não. Ele liga para nomes e liga para ideias.
¶27Mas sempre foi, né, assim, tanto é que agora os partidos deram um chega para lá em negócio de aliança, né, Márcio? >> Eu sei. >> Cada um vai por si. >> Dessa vez é menos. É, dessa vez mais Pedro Paulo.
¶28>> Antigamente o PT era o PT, então você votava no cara do PT sem saber quem era. Era o PT. Quando tinha o PSDB tinha um pouquinho também isso, tá certo? Você >> é, mas tinha esses dois partidos tinham identidade, né? Ah, os outros partidos, os PPs republicanos, sempre foi uma geleia.
¶29Não, não tem que qual a diferença entre PP e republicano? Você não sabe. >> Então, gerou-se um fenômeno interessante. Ao contrário dos candidatos procurarem os partidos, agora, esse ano aconteceu um fenômeno muito legal, os partidos procurarem os candidatos, quer dizer, para enriquecer suas nominatas com candidatos de boa qualidade eleitoral. Aqui no Rio de Janeiro.
¶30É interessantíssimo que aconteceu. Quer dizer, o PSDB partiu de um para sete deputados federais na última janela de abril, porque agregou deputados eleitos com mandato à sua sigla, supostamente agregando votos pra próxima eleição agora de deputado federal. Agora, esse é um detalhe partidário, que é uma coisa muito de interesse partido. Queria colocar uma outra questão para vocês. Propaganda eleitoral ainda, propaganda rádio TV ainda tem o o porque começa-se agora a dizer, olha, esse quadro vai mudar para continuar na toada.
¶31Será que pode mudar esse quadro melancólico, né? Eh, será que a propaganda ainda tem os debates têm uma influência? Eles vão ao debate? Queria colocar esses dois pontos, debate e propaganda eleitoral. >> Debate.
¶32Debate eu acho que seria é é aonde eu acho que se expõe mais os candidatos. Sem dúvida. Eu acho que o no caso da eleição presidencial e o Flávio Bolsonaro em especial a expectativa que tem é de que ele não vá muito bem em debate, que a experiência que ele já teve como como debatedor, né, candidato à prefeitura do Rio, >> é foi desastrosa, >> foi desastrosa, né? Quer dizer, ele foi um fracasso, né, em termos de debate. Ele não é muito forte de argumentos, de improvisos e tudo mais.
¶33Então, eh, se ele não for a debate nenhum, eh, para ele vai tentar preservar alguma coisa. Agora, ele para ganhar a eleição seria o, eh, que teria que ir, mas aí vai ter que debater com o Lula, que é PhD em debate, né? Tem tem uma uma estrada enorme nisso aí, né? E com sucesso. >> Mas o Lula não indo, ele se desobriga a ir, >> mas perde também, né, no seu raciocínio ele perde, né?
¶34Não indo, >> não indo. Todos os dois perdem do indo forma, né? >> Indo, mas por exemplo, não indo o Flávio e indo o Lula, >> todas as baterias dos outros candidatos se voltam contra o Lula. >> Sim. >> O que é dar bom, ele é cara, não vou ensinar nada pro Lula, mas ele pode se dar muito mal nessa história.
¶35Pode dar, >> pode, mas não necessariamente. >> Não necessariamente. Pode se dar bem também. >> Pode se dar bem também. Ele tem muita retórica, ele é muito >> agora que eu acho que o debate real, do ponto de vista político de de enriquecimento do debate político, do nível do da massa crítica, é o único evento que eu vejo que pode ser benéfico pra campanha, porque eu acho que o resto >> mesmo com essas regras muito engessadinhas, mas expõe o candidato, é hoje e a campanha >> tanto que o o o Bolsonaro inventou aquele padre Kelman, se lembra?
¶36no debate para para duplicar o tempo dele. >> Avenida, a avenida principal hoje da campanha é o digital e é o que eu chamo de tretoso. Eh, não é em torno de ideias. >> Você acha que as redes vão ter mais influência do que a propaganda em TV? Considerando não só o horário, mas as tais das inserções, inserções que entram assim não de repente?
¶37Que que vocês acham? passado a gente não teve o Walking com um tempo de televisão absurdo e que teve 4% de votos. >> Quer dizer, ele tinha ele tinha o maior tempo, né? >> É, >> maior tempo, maior coligação. Nove partidos, acabou com 4,76% dos nossos para ser mais exato.
¶38>> Isso. Isso numa época em que o digital tinha menos influência, tá falando 18, tinha influência, mas tinha menos influência. em 18 as redes elegeram o Bolsonaro. >> Portanto, >> elegeram Bolsonar Bolsonaro um tempo desse tamanhinho na de de de na sua concepção. Eh, é são as redes as redes acho que vão andar.
¶39>> São as redes. Claro. Car, pega, pega o metrô, metrô lotado, >> cara. Tá todo mundo lá >> catucando o seu o seu smartphone, né, em Instagramá. E eu e ali no meio daquela toda vai vir a campanha eleitoral e para despertar a atenção do eleitor, como é que vai ser?
¶40Treta, coisas tretosas, como é que funciona, infelizmente a comunicação digital em torno de coisas, >> pois e o debate sempre foi nas últimas eleições, é a maior fonte de conteúdo para treta. >> Você pega, faz os cortes do debate e aqueles cortes do debate vão alimentar as redes e vão relar. >> Debate serve muito para para Record. É para recorte do debate e para então cada um conta a sua história do debate. Na realidade a eleição entrou na história do Brasil a eleição do color em >> exatamente que o o aquele >> quando o recorte foi o Jornal Nacional no dia seguinte, né?
¶41>> O diretor na época já até falecido. Alberico, >> alberico pioneiro das tretas e dos recó. >> É, mas enfim, eu a não gosto que a gente fale muito, mas vale a pena mencionar. Eu fui secretário do PSDB e nós fomos a Washington verificar negócio de partidos, como é que funcionava e tal e coisa. Eu fiquei muito espantado que tanto no Democratas quanto no republicano tinha o manual do candidato.
¶42O manual do candidato, você é candidato porque lá é eleição é é sempre distrital e um contra o outro tá cada dois anos, né? Então, o manual do candidato tinha como máximo o seguinte: conheça mais ao seu adversário do que a si próprio então tinha lá as a lista, você tá falando de esculhbar o outro, é uma coisa assim, como é que ele era aluno do colégio? Os pais dele foram chamados para prestar um esclarecimento, ele teve multa de trânsito, ele foi apanhado bêbado, ele fez serviço militar. Isso, aquilo, quer dizer, perguntava sobre o outro, tem que conhecer o outro para ter a oportunidade de acabar com ele >> para partir pro ataque. >> É, >> né?
¶43Nos Estados Unidos, hein? >> Bem, gerou o Trump, então não não quer, não quer dizer muito como exemplo. >> Exempl, não é exemplo. >> Mas aí a gente tem as surpresas, não lembra? O Lula teve apareceu a filha.
¶44>> É a filha. >> É. Aí o diploma falso do filho da Benedita da Silva aqui no Rio quando a candidatura para prefeito. Enfim, essas coisas acontecem. Agora, o que não acontece no geral é o seguinte, a campanha é importante e é muito eh importante para aqueles que vão ser eleitos também para os que não vão ser eleitos.
¶45Essa afirmação de que todo mundo que já tá lá vai ser eleito é a maior probabilidade. Então, com dinheiro público para não é a campanha não começou agora, o dinheiro público foi aplicado nas eleições para prefeito do anos atrás. pro camarada criar uma base com o prefeito, seu aliado, em torno de dinheiro que ele desviou para as obras públicas e tal, coisa que permitiu que o prefeito fosse eleito devendo a sua, o seu mandato ao deputado que ele agora vai apoiar. Então isso existe, mas apesar de existir isso tudo, a campanha também existe. Ela é curta, infelizmente, mas existe.
¶46E em existindo, as pessoas mudam de opinião, encontra o candidato, vê o que que é, ouve falar, o comentário e tal. Acontece muito, Marcelo, por aí, né? Particularmente nas eleições para os proporcionais, pros dois deputados, estadual e federal. Agora pro presidente também vai ter, porque a tristeza, a melancolia, a tristeza que todo mundo tem diz que vem cá, só posso voltar votar no Lula ou do Flávio Bolsonaro, que é uma coisa, porque as pesquisas aparecem como os dois vencedores, >> mas não é uma tristeza conformada demais. >> Eu acho conformada em excesso.
¶47Por isso a campanha eleitoral pode ser útil >> e ela desperta. Você acha que pode dar uma sacudida? Claro que bem conduzida. Para isso existem marqueteiros bem pagos. Existem pesquisadores de opinião, analistas de política e tal cois orientando criar toda uma indústria em torno do da do da eleição e que eu acho que eh é o o benefício é duvidoso.
¶48>> Não sei. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro. >> Isso. Se você, se eu tiver errado, você me concreta. >> Você >> para ser candidato a qualquer coisa, >> se você não tiver combinado lá com um poder local, seja da milícia, seja da facção, você não sabe fazer campanha nem no seu prédio.
¶49Essa que é a verdade. >> É um certo exagero. Se você não tiver combinado com as lideranças políticas, aqueles que são os chamados donos de voto, >> não acontece que >> os evangélicos, por exemplo, >> que fazem aí, ao contrário da Igreja Católica, a Igreja Católica tem como norma não se meter em em disputa eleitoral, não pode. Você não pode fazer campanha no templo. Candidato quer falar, seu padre, deixa eu falar no sermão aí.
¶50Não, não pode. O evangélico pode. Então você você é admitido num culto para fazer campanha eleitoral, né? Aí você não é milícia e não é crime, é outro tipo de influência. >> Bom, Márcio, aí a gente vai >> existe a outra influência que nos municípios em que o prefeito bem avaliado induz o voto.
¶51Sim, diz assim: "Por favor, votem, vocês, meus munícipes, votem no meu candidato porque ele vai me ajudar a governar melhor essa cidade". Então tem muito, muito, muito, muito. Aqui no Rio, poxa, são 90 municípios, é pouco até em termos de município, mas você tem campeões nessa coisa toda. O neto de Volta Redonda é uma fonte de voto para deputado, não tem nada a ver com crime, >> não. Tudo bem, existem exceções, mas eu eu digo que a regra, infelizmente, e a tendência é cada vez mais o o o crime se apropriar da política e o que é pior com o aval do poder judiciário.
¶52>> Mas também a gente não tá falando só de crime, de dominação criminosa. a dominação que não é eh criminosa. No entanto, a dominação de de território, de nicho, de público, essa que você exemplificou dos evangélicos, é uma dominação religiosa. Ela não é criminosa, mas é >> uma dominação. >> É, mas existe uma, o Rio de Janeiro especialmente, né?
¶53E esse movimento no Brasil é muito sério essa questão dos territórios não >> dominados pelo Estado, >> dominados não dominados pelo Estado, né? que o que o estado perdeu, que que é o crime, que é a milícia, que é o tráfico de drogas, que é o crime organizado que tá que tá dominando. Isso gera um e dois, a gente tá vendo isso no Rio de Janeiro, inclusive a questão de partidos, né, eh, de políticos diretamente ligados a organizações criminosas. Então, isso é um fator que é muito mais amplo do que só no Rio de Janeiro. Quer dizer, tá tá entrando em contugar.
¶54A gente ouve falar dessa penetração forte na Amazônia, dominando contra >> fronteira. Marcelo citou o Ceará. >> É isso. É, é uma coisa que os deputados toda a classe política já está eh eh de alguma forma influenciada por esse por esse ambiente. Quer dizer, esse ambiente já tá já é um já é um dado da questão, né?
¶55Essa esse que é o problema. Quer dizer, a gente tem que combater isso, mas isso tá determinando também a condução e o andamento dessas coisas. Então hoje é é realmente muito preocupante porque >> a gente corre que o chamado autoengano. Eh, a gente tem um problemát, quando eu falo qual o principal problema hoje do do eleitor é violência, é criminade criminalidade, tudo nas eleições, nas eleições, isso se traduz na participação do crime no processo eleitoral, entendeu? Então, ou a gente ou a sociedade brasileira, >> eh, as mulheres e homens de bem responsáveis, olham esse assunto de frente, encaram esse assunto de frente, né?
¶56E e não é fácil. E dentro da democracia, que é ainda mais difícil, >> ele tá sendo visto assim na sua opinião? >> Não creio. Não creio. Não tá sendo sequer discutido, >> portanto tá sendo deixado de lado e, portanto, tende a aumentar.
¶57Claro, porque as pessoas separam a suja como se as as milícias, as facções, eh eh eh eh eh determinados eh eh incumbentes públicos, não tivessem nada a ver com essa coisa de criminalidade. Não, o que a gente ouve é é é o apelo pro Bukelli. >> Quer dizer, é o modelo que tá que popularmente que tá se se que que se é é referência é o Renan Santos falando do Bukell, é o o Zema falando do Bukell e assim vai. Quer dizer, que é o quê? É a a exceção não é não é um tratamento.
¶58>> Sim, é sair fora do assunto. É >> não, não tem não tem proposta, né, pr pra questão, assim como também não tem proposta pra questão do fiscal, né, que tá batendo na porta, que tá um problemaço, que sabe que vai acontecer, todo mundo sabe o que vai acontecer, >> não, todo mundo é só nós. Então não não é popular, >> não. Não é popular, mas os técnicos, economistas. >> Não, mas aqui na violência é popular e na corrupa, você citou bem.
¶59>> Violência é corrupção é >> parece pesquisa isso. >> É, >> mas então a a a outra >> não exatamente o crime, assim como a gente vou colocar, olha só, eh não é o o é o crime organizado, mas também é o celular, é o crime furto, tudo, >> crime da rua. >> Essa isso é uma realidade, né? A realidade não está na campanha ou está? >> Está, >> não tá, está >> não na campanha.
¶60Eu digo nos candidatos. Está, você sempre tem o candidato que fala a realidade de de colocar questão nesse ponto. Não >> é eu não tá o qu não tá o quê? >> Não está na discussão no centro das preocupações dos candidatos, >> mas tá no centro da preocupação dos eleitores. Logo vai estar nos candidatos também.
¶61Ah, mas está acos caras estão se preparando para isso, estão conversando. E aí tem essa coisa clássica que recente, mas que virou moda aqui no Brasil, todo mundo se intitular alguma coisa do crime, delegado Marcelo Madureira, o nome dele para se ele fosse candidato ia ser sargento Madureira. Mas isso pode ser figuração. Eu tô perguntando se está de maneira consistente, porque ficar nominando delegado, inspetor, não sei o quê, Buquell, é figuração, não é realidade. Imagem, é símbolo.
¶62combinante que não é proposta para nada, para PR para >> não não que eu agora eu lembrei, tem um episódio lá no na matéria da Piauí que na disputa eleitoral no município o o o poder local lá, o traficante determinou assim da noite pro dia que 300 habitantes teriam 24 horas para abandonar o município. >> E abandonaram, >> abandonaram. >> É, senão morriam. >> Não morriam. >> Segundo a a técnica lá desse municípiozinho no interior do Ceará.
¶63Não, não é que se dá. Aliás, eh, mostra o seguinte, os chefes do crime no Nordeste estão todos a aqui escondidos na Rocinha. >> Eles dirigem, >> eles dirigem o crime no interior do Nordeste a partir da dos seus quartéis generais da Rocinha. >> Ou seja, não está se dando a dimensão real na discussão do debate eleitoral. E eu tô falando aqui já estão vendo o tom, né?
¶64É para finalizar. Tão vendo o ritmo da coisa? Quer dizer, tá todo mundo pensando na eleição para presidente da República. Nós quatro estamos, mas todo mundo tá pensando mais na eleição pres do que nas outras. A campanha começa domingo, daqui a dois dias, três dias.
¶65Então quando começar a gente vai vendo qual vai ser a repercussão. A repercussão você mede em pesquisas, mas mede também em possíveis novas pesquisas que virão depois, mudando a cabeça das pessoas, né? conversas no metrô lotado que o Marcelo gosta e do meu ônibus lotado que vem da zona oeste pro Rio de Janeiro, dizendo que as pessoas falam a verdade entre si e vão criando a opinião pública aos pouquinhos. >> Olha, infelizmente não. Eh, a dinâmica do digital cada vez mais faz do do cidadão virar uma espécie de ostra.
¶66Ele fica lá fechado, concentrado lá no no negocinho dele lá e não trava diálogo com a pessoa que tá sentada lado. Infelizmente é assim. >> E e não sai e não sai não sai do do núcleo dele, né? Infelizmente há essa mudança. Sei antigamente >> antigamente você tinha que distribuir tinha que distribuir panfleto e santinho pelas esquinas.
¶67Agora não precisa mais, pô. >> Pois é. Vamos ter vários programas pela frente pra gente conseguir tirar os temas e conseguir dirimir ou melhor não, né? Continuar discutindo sobre as divergências, porque não conseguiu responder a pergunta do Marcelo do início do programa. Quem vai ganhar?
¶68Ah, pois é. Nós não podemos antecipar, mas a gente pode conversar que foi o que a gente fez aqui na última meia hora e que continuaremos a fazer nas mesmas meia horas subsequentes nas quintas-feiras que vem por aí. Diga lá. Não, só para economizar o dinheiro público, que eu eu acho que a gente tem que ser muito cuidadoso no lugar do dinheiro público. Eu só quero prevenir a a a Polícia Federal que no próximo fim de semana não estarei na Vila Euclides, nem estarei também na praia de Copacabana.
¶69Então, caso haja algum mandato de prisão, averiguação, não precisam ir nesses lugares que lá não estarei. >> Perfeitamente. Então, a gente a Polícia Federal está devidamente avisada e a gente também devidamente encerrado por aqui. Até a próxima quinta. Yeah.