¶1[música] เฮ [música] Olá, boa tarde. Sejam muito bem-vindos. Sejam muito bem-vindas ao Central Meio. Hoje é quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026. Eu sou o Iasmin Restão e com a gente hoje tá uma bancada da maior competência lá em São Paulo.
¶2Flávia Tavares, Mano Ferreira e Pedro Dória que me abandonou hoje, né? É isso. >> Veio me visitar aqui ele. Aqui ele do meu ladinho. >> Hoje eu vou vou vou encerrar o programa hoje, desculpa.
¶3Lá lá igual ontem a gente encerrou o Magno. Eu vou lá [risadas] eu vou lá no Pedro dar um bit. Eu eu tava com inveja do truque, aí eu vim aqui para participar da sururuba, entende? Não tem a docaro. Vai, >> vai cair, hein?
¶4Vai derrubar a live [risadas] >> por falta de decoro. >> Muito bem. >> Hoje vai ser tris aula. [risadas] >> Que isso, >> gente? Não tava esperando esse começou.
¶5>> Olha só que delícia. Posso falar que fui eu que comecei. Então, >> olha como é que são os liberais, né? Como é que eles, como é que eles se organizam? A gente já vai entendendo o que comem.
¶6Como >> ninguém ninguém pode dizer, Yasmin, que eu tenha escondido ser liberal de qualquer pessoa. >> Perfeito. [risadas] Isso, isso é verdade. Isso é verdade. Mas olha só, o assunto de hoje não é esse tipo de brincadeira aí, não.
¶7>> Gente, olha só, o ex-chefe do de gabinete do presidente Lula, o Marcola, ele recebeu um contrato de venda de canabidiol da lobista amiga do Lulinha. A gente já sabia, né, que segundo a Polícia Federal, a lobista mandou dinheiro, joias e ainda pagou boletos do Marcola. Marcola nega, né? Mas sabe aquela história? Tem focinho de porco, tem rabo de porco e tem orelha de porco.
¶8Pois é. Do outro lado, os encontros de Flávio com Daniel Vorcaro, os áudios pedindo dinheiro e as somas milionárias. Flávio também nega. Mas amanhã a Polícia Federal começa o primeiro interrogatório do Vorcaro sobre as fraudes no má. Bom, tem ainda também o Pablo Marçal e o Renan Santos trocando acusações.
¶9O candidato do Missão diz que a candidatura do Marçal chegou para favorecer o Flávio Bolsonaro. Tá bem bagunçada essa eleição, né? E depois a gente fala ainda sobre as pautas econômicas nas eleições com a nossa querida Débora Bizarria. Então puxa aí a sua cadeira, se acomoda, deixa o like, se inscreve no canal porque o Central Meio tá no ar. [música] Eu vou direto agora chamar o pessoal em São Paulo pra conversa.
¶10Gente, essa empresa de canabidiol é do careca do INSS. Então, o que que aconteceu na antissala do Lula? Foi crime, não foi? Pode fazer lobby? Não pode?
¶11Lobby é crime, afinal? Flávia, >> ó, eu vou te tentar te responder isso, mas antes deixa só fazer uma breve eh observação, que o Flávio não nega nada, tá? O Flávio confirma tudo. Ele só eh diz, alega que o dinheiro que ele pegou do Vorcaro é pro filme e que isso é um uma relação privada, né? o investimento cultural, >> o investimento cultural que renderia muito retorno eh pro pro Daniel, mas ele não nega não.
¶12Eh, é só porque só pra gente, né, manter a precisão da informação. >> Perfeito. >> O a questão, Yasm, eh, do lobby. Vamos lá. Eu acho que eh antes de eu convidar aqui os nossos dois queridíssimos para opinar sobre essa tamb que a gente produziu hoje, misturando três assuntos que podem parecer, né, extemporâneos um ao outro, mas que podem bagunçar essa eleição, cada um a seu modo.
¶13É o seguinte, né? Então, a gente tem o caso Marcola acontecendo e eh esses vazamentos eh do caso, né, e do que a Polícia Federal já sabe, agitando e e montando uma cronologia muito eh clara do que foi esse lobby exercido ali, né? E aí a gente, eu volto nisso, já tem os depoimentos do Daniel Vorcaro marcados para serem iniciados amanhã, uma nova fase aí de oitivas, né, que a Polícia Federal eh agendou para acelerar as apurações. Eh, e aí então separando por temas, né? Então, amanhã começaria pelos influenciadores digitais.
¶14Aí eu não me lembro se já seria na sexta, mas eu sei que o seguinte eh sobre a o BRB e assim por diante. Então, para ir montando o caso e chegar à conclusão do inquérito, porque essa ele precisa ser indiciado de alguma coisa, ele tá em prisão preventiva, então precisa, o inquérito precisa ser concluído e encaminhado para para ir percorrendo aí o devido processo legal. E aí teve um fato aí, esse sim puramente político, porque a mesma condenação que essa figura tem é no âmbito da, né, eleitoral de inelegibilidade, que é a entrada eh um pouco estabanada aí do Pablo Marçal na campanha, se apresentando como candidato, protocolando a sua candidatura. ela está registrada e neste momento ainda até que eh que o TSE fale alguma coisa, se manifeste, eh ela tá valendo, ela tá acontecendo, né? Então eh é o que é o que temos.
¶15Então são três casos, três fatores que tão eh atuando aí para mexer, potencialmente mexer alguma coisa. É possível eh quem é de quem que é a frase que tudo pode acontecer, inclusive nada, né? Eu até eu já usei ela aqui outro dia. Então, né, eleição calcificada do jeito que a gente tem visto, é possível que tudo aconteça, inclusive nada, né? No caso do Marcola, o que eu entendo é que a revelação de ontem é a mais eh séria desse desse histórico de de informações que vêm vazando da Polícia Federal, que é o seguinte, já vinha sendo apresentado que essa relação Lulinha Roberta Luxinger, já se sabia que os dois representavam interesses do careca do INS.
¶16SS no que diz respeito a uma empresa de canabidiol. Já se sabia que Lulinha e Roberta tem uma relação para lá de íntima eh de negócios, inclusive de convivência. E já se sabia que o Marcola, ex ex-chefe de gabinete do Lula, então uma pessoa realmente muito próxima ali, como a gente vem falando nos últimos dias, eh teria recebido dinheiro, boletos pagos e joia da Roberta, ao que ele respondia dizendo que era um empréstimo pessoal, que inclusive já teria sido pago. O que que faltava nessa história até ontem? entender se a Roberta, que é a pessoa que é ligada ao Lulinha e ao careca do INSS e ao Marcola havia feito essa completado essa ponte.
¶17Este contrato completa essa ponte. Este contrato no WhatsApp do Marcola mostra que os lobistas do careca, do INSS, além dos benefícios financeiros, colocaram nas mãos de Marcola o contrato. O que que eles queriam em troca? Que o governo cedesse um contrato ao Careca do INSS eh paraas pra empresa de canabidiol. O que que o Marcola tá dizendo?
¶18E o Su Edenberger também diz que é um outro eh assessor do Planalto que também já foi mapeado nos contatos de Roberta Luxinger eh e do Caraca do INSS. Ambos dizem que era função deles receber essas pessoas e decidir se davam encaminhamento ou não para eventuais eh pedidos desse tipo e não deram. Segundo eles, o que é fato disso é é que hoje a gente sabe que n essa empresa, particularmente esta empresa de canabidiol, do careca do INSS, não teve, não conseguiu um contrato com o Ministério da Saúde. Existe outra frente dessa relação que é que foi revelada anteontem nas conversas entre Lulinha e Roberta, comemorando a indicação de um pres de um diretor do datapev, que aí é o outro pedaço da atuação do careca do INSS na malha do governo, que é a atuação dele no INSS, certo? O datapev é um centro de centro de informações dos aposentados do Brasil.
¶19a gente ainda não tem o resto da ponte, eh, pelo menos não chegou a imprensa ainda, se de maneira essa troca pode ter sido ou não promovida pelo grupo do Lulinha e da Roberta. eh em termos de cronologia e de indícios, né, materiais, isso ainda eh não apareceu. Mas é isso, tem um já vem se formando um conjunto de mensagens de história e de e de coisas que inclusive que os próprios envolvidos eh estão confirmando que aconteceram. O Marcola não negou que recebeu esse contrato. O o argumento dele é que ele não teria levado isso adiante.
¶20Então, eh essas coisas que estão aparecendo, que estão vindo a público, elas não estão sendo negadas. Eh, tanto que a defesa do Lulinha, o principal argumento é de que não podia ter vazado, né? Então, é importante a gente colocar essas coisas assentadas, né? O que que aí parte desse desse argumento de defesa de Marcola, de Serdenberger, que é essa coisa de ah, é funcional nosso receber, receber as pessoas, entender o tipo de encaminhamento, é justamente isso que faz um chefe de gabinete ou um assessor filtrar coisas para ver o que que pode seguir ou o que não pode seguir. Vamos, eu gost já vou passar a palavra para vocês.
¶21Gostaria só de concluir aqui eh para responder a pergunta da Yasmin, que eu dei essa volta toda para resumir um pouco o noticiário para [risadas] para chegar então a a sua pergunta e passar aqui pros nossos queridos. Eh, existe, eu lembro de fazer matéria em 2010, quando eu trabalhava no Estadão sobre demanda dos lobistas brasileiros pela regulamentação do lobby, tá? Aí a lei evoluiu um pouquinho e regulamentou o lobby de associações, ONGs, entidades. Então você pode eh primeiro existem debates técnicos, jurídicos do que que seria o lobby objetivamente, né, de classificar isso, até onde pode ir, até onde pode não ir. Então hoje o que é permitido no Brasil é um lobista em nome de interesses de uma entidade, de um setor, de uma coisa irem fazer uma defesa de seus interesses.
¶22Isso é uma coisa, uma coisa muito diferente disso e que eh não só não é lobby, como eh tem outro nome que é corrupção [risadas] ativa ou passiva. E aí tem as duas pontas, é você para favorecer um ente, uma empresa, uma pessoa física ou um grupo, eh, né, enfim, que não represente nenhum setor, nada, um grupo, né, privado, puramente um grupo privado, né, que represente ali uma empresa, um um interesse. para conseguir avançar esse interesse, você pagar agentes públicos, isso é outra coisa. Isso não é lobby, tá? Isso é outra atividade e ela é tipificada, né?
¶23Então, eh, o que a gente tá potencialmente de assistindo diante de um caso, que é o que a Polícia Federal está investigando e que é o que vem sendo montado a partir do que já sabemos pela cronologia e pelo e pela pelos dados que já foram coletados, é que Lulinha e Roberta Luxinger faziam, tentavam, representando o interesse de um agente em particular, Não só o careca do INSS, tem aquela outra empresa de infraestrutura que é um dos outros inquéritos, enfim, mas de interesses muito particulares, privados, usar o acesso ao Planalto, ao governo, para corromper agentes públicos e em prol dessas pessoas. O nome disso é corrupção, não é lobby. Eh, eh, também tem uma camada de tráfico de influência, que é outro problema, outro crime, e que é isso que está sendo objeto desses inquéritos e dessas investigações. Então, eh, a gente pode sim debater se, olha, regulamentar o lobby impediria ou não isso. Pode, mas não é o caso ali, não é?
¶24Não foi lobby o que aconteceu, né? O lobby seria se houvesse uma um grupo de o nome chique do lobby para não dar o nome pejorativo é relações institucionais. Você contrata um R para fazer eh um lobby em nome do dos de todos os fabricantes de canabidiol do Brasil e avançar uma legislação e tal. Existem lobistas, entre aspas, fazendo lobby de tudo que é tipo em Brasília. Existe, existe.
¶25A gente viu pelas bets, a gente viu na reforma tributária, a gente viu eh o Congresso é super permeável a esse tipo de atuação, inclusive não só de lobby como de corrupção, mas o nome e o tipo de atividade que cada coisa tem importam. Eh, eu acho, acho que eu cobri um pouco as coisas que eu queria e e desculpa me alongar, mas é que a gente tinha combinado que eu ia fazer essa primeira fala dando um apanhadão aí do noticiário. Meninos, vamos comigo. Então, acho que a Flávia traçou muito bem que a gente tem um grande quebra-cabeça, tem algumas peças restantes que ainda faltam, mas com as peças que temos, o que a gente vislumbra é uma imagem muito complicada para mais um governo Lula, né? que é uma imagem de um escândalo de corrupção chegando literalmente na porta do presidente, porque a função do chefe de gabinete é ser o porteiro do presidente, né?
¶26É quem tem acesso direto à agenda, quem consegue marcar reuniões. O chefe de gabinete, ele muito dificilmente pode ser pintado como um agente autônomo nesse tabuleiro, né? em qualquer grupo político, enfim, o chefe de gabinete de um deputado ou de um senador, ele é peça essencial do funcionamento do gabinete e o mesmo vale pra presidência da República. Então, a gente tá falando da possível conexão entre um esquema que envolve pessoas que faziam atividades que vão para além do lobby, porque comprar joia para um assessor não é lobby, né? Isso já ultrapassa a linha do lobby de uma forma muito clara.
¶27Fazer empréstimo para assessor, sendo benevolente com essa interpretação, essa versão de empréstimo, não é função de um lobista, né? É função de um banco, não é o caso de um lobista. Então são relações já muito esquisitas e que acabam se conectando com casos múltiplos, né? Porque a gente tem eh o caso da empresa de canabidiol, mas a gente também tem o roubo do INSS, que precisa eh ter o seu quebra-cabeça eh finalizado. E aí, vamos lembrar, também fazem parte desse quebra-cabeça um esquema que fez o desvio de dinheiro dos aposentados por meio de sindicatos e associações que faziam o desconto, que recebiam esse dinheiro e que provavelmente deram destinação a esse dinheiro.
¶28Aonde está o dinheiro que foi roubado dos aposentados? Será que vai irrigar campanhas eleitorais nesse ano? Será que eh tem fornecedores dos sindicatos fazendo a famosa triangulação? Sindicatos contrataram alguma gráfica que de repente também vai prestar serviços a campanhas eleitorais? Então, a gente eh tem algumas peças aí que não estão completas, mas o que a gente pode vislumbrar da imagem com o histórico que a gente tem no Brasil é possivelmente de mais um caso gigantesco de corrupção que possivelmente eh tá conectado diretamente ao grupo político do presidente da República.
¶29Então, é algo extremamente grave e que a gente veja isso se repetir, dá aquela sensação de filme repetido da sessão da tarde, né? Nesse caso, um filme muito triste paraa República, eh, a essa altura do campeonato, sem que tenha nenhum tipo de agenda concreta de autocrítica do governo do do PT, do tipo como que a gente melhora a forma de relacionamento entre o setor privado e o setor público, como que a gente faz o avanço da regulamentação do lobby, por exemplo, isso sequer entra na pauta do PT, o que mostra mostra que na prática e também no discurso do presidente, essas práticas foram banalizadas. Então, tudo isso é tratado pelo PT no dia a dia da liderança da presidência da República como um problema menor. e não é um problema menor, tanto porque distorce as políticas públicas de forma direta, porque no lugar de termos as políticas desenhadas paraa garantia dos direitos fundamentais e daquilo, enfim, dos motivos pelos quais pagamos impostos, a gente passa a ter uma influência indevida da corrupção no direcionamento da máquina pública, o que por si só é um fator muito preocupante que diminui a eficiência da prestação de serviço por parte do Estado, Mas adiciono uma outra camada que é muito preocupante, que é o fato de que estamos vendo o avanço também de organizações criminosas violentas que se sofisticam, que se profissionalizam, se infiltram nos setores econômicos da economia formal. E se a gente olha para o encontro eh dessas dimensões do patrimonialismo, dessa eh flexibilidade, dessa maleabilidade com a qual a presidência da República é permeável à corrupção e a gente tem o avanço do crime organizado na economia formal, o passo seguinte disso é a infiltração do crime organizado na estrutura da República.
¶30Isso é gravíssimo. Deixa eu começar com dois comentários. Eh, para quebrar o gelo, eu queria começar com o nosso amigo Animus Animor, que diz o seguinte: "Pedro tá virando paulista, certeza de que vai trocar o Flamengo pelo Corinthians." >> Bem-vindo, bem-vindo, maluqueiro. >> Eh, bicho, para começar eu sou liberal, mas nem tanto. [risadas] Não >> dá de time já é demais.
¶31>> Aí já é demais. Você acha o quê? Já virou bagunça. Quando quando eu morei 7 anos em São Paulo, eu adoro São Paulo, minha avó paterna era paulistana, meu filho do meia paulistano. Eh, e a Flávia parece que também é paulistana, me disseram.
¶32Eh, eh, eu, minha, minha família paterna de São Paulo. Eu, eu realmente gosto dessa cidade. Morei 7 anos aqui, trabalhando, eh, principalmente no estado de São Paulo. E no Estadão, de vez em quando tinha alguém perguntava para mim: "Mas vem cá, e em São Paulo, qual é o seu time?" E eu jamais fui capaz de sequer compreender a natureza da pergunta. Você é alguma coisa que não esporte?
¶33Claro que não. [risadas] >> Você claramente estava com os interlocutores errados. Eu jamais perguntaria uma coisa. >> Eu sei que você não, porque você é uma pessoa séria. Eh, então não, né, cara?
¶34Não, não. Eh, o que não quer dizer que não possa voltar a morar em São Paulo. É uma cidade, é a outra cidade no no Brasil na qual eu me vejo morando com muita facilidade. >> Vem, vem, vem. >> É >> só vem.
¶35>> É, deixa eu esperar meus filhos todos ficarem adultos. A, aqui é legal para adulto. >> Para adulto. >> Ah, bom. Para jovenzinho também tem uma.
¶36>> Eu sei, mas aí eu não quero ficar longe deles enquanto eles não se formarem. >> É, tem. >> Eh, aí a gente começa aí pra parte séria. O que é uma provocação que eu ouço muito, que tem tudo a ver aqui com o que o Mano e a Flávia tava falando, é do Rodrigo Vareg. Quanto tempo até o Pedro 6% defender voto em Flávio?
¶37Porque o Lula é corrupto demais? Acho que vai demorar dois meses. Quer dizer, você tá planejando, projetando isso para acontecer entre o primeiro e o segundo turno, né? Ô, ô, Rodrigo, eh, o que que é um liberal democrata? Eh, democracia, tipo, é o critério 01.
¶38Eu sei o que que faz um golpista. Eu sei que o pecado capital numa democracia dá um golpe de estado. Isso é muito claro para mim. E o Flávio representa um grupo político que tentou dar um golpe militar no Brasil. Então, eh, não existe.
¶39Eh, você sabe o que que é um corrupto? Eu sei o que que é um golpista. Você sabe o que que é um corrupto? Tipo, é é isso mesmo que a gente vai ter que escolher entre um golpista e um corrupto? Eu sei que o pecado capital é o golpe de estado.
¶40A gente vai ter que fazer essa escolha. Eu não finjo que o Flávio não é golpista. Você finge que o Lula não é corrupto ou que o governo Lula não é corrupto para Porque bicho é o terceiro, né? É o terceiro. E será que já não dá para dizer é um padrão?
¶41Entendeu? Será que a gente precisa continuar fingindo que o Lulinha não é corrupto? Não, o Lulinha não tem uma Ferrari de ouro, não. O Lulinha não é dono da JBS. A gente já teve essa conversa, conversa aqui, mas a Game Corp foi tão feia e e e [limpando a garganta] eu queria, na verdade, falar de Pablo Marcel.
¶42Sabe por quê? Eh, eu não, eu tava vindo do Rio para São Paulo, eu não participei da nossa reunião de pauta e a Flávia queria abrir com o contrato. Ela, a Flávia queria, a gente teve essa conversa do o o mais cedo, eh, quando a Flávia chegou aqui na redação, a Flávia queria abrir o central meio, dar como principal notícia o fato de que agora existe um contrato, existe um documento que mostra a atividade do filho e do presidente da República [roncando] e da amiga dele. a gente trabalha com muitos dedos, né? Como é que se eh como é que a gente dá o nome para essa relação não muito clara entre o o Fábio Luiz Lula da Silva e a Roberta Luxinger?
¶43Mas meio que não importa, né? Eh, porque a natureza de negócios entre os dois é muito evidente. Eh, agora temos um documento que mostra a tentativa real estado através de um negócio de canabisol. Não vamos esquecer, o mano tava falando aqui que uma das celebrações que nós já sabemos que os dois fizeram em WhatsApp foi pela indicação do presidente da data preve, que é o sujeito que cuida do banco de dados de tudo quanto é aposentado e pensionista do Brasil. Lembra do escândalo do INSS?
¶44O cara chave para esse escândalo, para esse desvio, é o presidente da data prévia. E tanto no negócio do canabidol via Ministério da Saúde, quanto no negócio do INSS, o desvio de gente pobre, de desvio de dinheiro de gente pobre, é de uma é de um horror assim no nível máximo a figura central ao careca do INSS, né, nos dois negócios. Isso é um triângulo que junta Roberta Luxira e Fábio Luiz Lula da Silva, entendeu? Será que a gente consegue ter uma conversa honesta com a esquerda? Olha, não tem Sérgio Moro, não tem Deltan Delanhol, não.
¶45O que tem a Polícia Federal trabalhando e as coisas aflorando, entendeu? Vazamentos que estão acontecendo, como vazamentos que estão acontecendo simultaneamente também com o Flávio Bolsonaro. A gente sabe que o Flávio Bolsonaro pediu 25 milhões de dólares pro Daniel Borcaro como mesmo tipo de canal de vazamento da Polícia Federal. É o mesmo jogo. É assim que informação vem paraa sociedade.
¶46Funcionários públicos vazam, repórteres ouvem, dão publicidade ao fato, a sociedade é informada. É bom que esse fluxo exista. Democracias precisam deste fluxo. Sigilo de fonte. Alô, Flávio Dino.
¶47Sigilo de Alô, Alexandre Moraes. Sigilo de fonte existe para que a sociedade seja informada de coisas que pessoas com poder não querem. e vem à tona. Essa é a lógica do processo. Isto é, democracia com apitadas de liberalismo que leva em consideração liberdade e todos somos iguais perante a lei.
¶48Alô, Renan Santos. O o o ponto o ponto que eu tô tentando eh fazer aqui, fazendo esses cruzamentos todos é o seguinte. A Flávia queria que o tema principal fosse op o o o nível de provas de envolvimento do Lulim aumentou. Essa é a notícia mais importante do dia. Aí nossa equipe de redes sociais, nossa equipe que cuida de YouTube se virou paraa Flávia e falou: "Ninguém está falando disso, tá?" Ué, mas é a notícia mais importante do dia.
¶49Não, o principal assunto do dia nas redes é Pablo Marçal. A, o que que o cara é especialista em fazer? Em dominar a economia da tensão. É exatamente o que ele tá fazendo. Pablo Marçal, a maneira delicada de chamar ele, eu sou um cara que curto tecnologia, né?
¶50A maneira delicada de chamar o Pablo Marçal é de hacker. É o sujeito lá que vai e entende como o sistema funciona, interfere nele em seu benefício. O que o Pablo Marçal é, na verdade, pra gente falar com muita honestidade aqui, com muita franqueza, é um vândalo da democracia. Nossa, eu tinha pensado numa palavra tão menos elegante. [risadas] Gente, vocês estão demais hoje.
¶51Esse trio, esse negócio dessa bancada de São Paulo, tem que acabar com isso, porque, ó, muita gente aí, a gente tá perdendo totalmente o controle do decoro desse programa. Eu acho ótimo. >> Não é indecente, >> por favor. >> Não é indecente. O que que ele é?
¶52Eu ia falar um picareta. Claro que tem um picareta. [risadas] Mas é que picaretas existem de muitos tipos. É que ele é um sabotador da democracia. Esse é um sujeito que entra no momento, que é o momento mais delicado pro Brasil, que são esses dois meses que o que o TSE só nos dá dois meses pra gente poder falar abertamente sobre campanha eleitoral, né?
¶53E e isso é também caçar um direito da sociedade de poder falar sem que exista algum tipo de constrangimento legal, desde muito mais cedo, a respeito de quem que tá se propondo a ser candidato, quais são os projetos. A gente já devia tá tendo desde janeiro debate com esses caras, entendeu? Mas não, mas eles próprios podem se envolver com problemas legais se eles começam a a ostensivamente fazer campanha antes desses dois meses. Aí, justamente quando entram nesses dois meses, entra esse picareta do Pablo Marcel e vai o quê? Sugar a atenção.
¶54Ele aproveita esse momento para sugar para ele a atenção. Ele pode ser candidato? Não, não pode. A candidatura dele é irregular completamente. E no entanto a internet está falando de Pablo Marçal.
¶55Eu vou eu vou falar uma coisa para vocês. O Renan Santos tem toda a razão. O Pablo Marçal está beneficiando o Flávio Bolsonaro. O Renan é o menos é é o mais prejudicado porque eles competem justamente nessa economia da tradição voltada para homens jovens da internet. Então o o Renan é o mais prejudicado, mas ele não é sozinho o único prejudicado.
¶56Prejudicados também são Ronaldo Caiado e Romeuzema. Claro, entendeu? Porque justamente no momento que entra a janela em que os outros três t aquele espaço para se virar e falar: "Olha aqui, somos candidatos, queremos aparecer, queremos conversar, temos ideias aqui para propor, vai esse esse sujeito e suga a atenção." Os beneficiários, quem são? São os dois que estão ali na frente, gente. São Lula e Flávio.
¶57Por quê? Porque pro Lula, quanto menos a gente falar de Careca do Nics, melhor. Quanto menos a gente falar de Lulinha, melhor. Quanto menos a gente falar de Roberta Luxiger, melhor. Quanto menos a gente falar de Marcola, melhor.
¶58Quanto menos a gente falar de Lula, nesse momento, é melhor pro Lula. Quanto mais silêncio, melhor. E o Flávio acaba ganhando por W, entendeu? Porque nesse espaço em que ninguém consegue atenção, vai lá o o esse sujeito, Passal, e suga tudo, entendeu? Eu eu não sei como é que é engraçado, sabe?
¶59Eh, uma das coisas que eu tava pensando, vindo para cá, aliás, desde ontem, é que toda essa preocupação com inteligência artificial e, obviamente inteligência artificial não está ameaçando essa essa eleição. As pessoas não estão melhor ou pior informadas por causa de a, mas as pessoas vão ficar maior ou pior ou melhor informadas, dependendo de quanto tempo esse sujeito Pablo Marçal pode fingir que é candidato à presidência. Isso sim abala muito mais. E aí tem muito mais a ver com os algoritmos das redes, tudo mais. São discussões que a gente já tinha em 2018.
¶60Isso não tem nada a ver com tecnologia nova, tem a ver com tecnologias que a gente já conhece pelo menos há 10 anos da show. >> E com a leitão da justiça eleitoral, né? A mesma justiça eleitoral que passa uma gestão inteira para julgar o processo relacionado a Cláudio Castro no Rio de Janeiro demora muito para fazer aquilo que precisa ser feito nesse contexto. Todo mundo sabe que Pablo Marçal não pode ser candidato e a justiça eleitoral vai demorar quanto tempo para efetivar aquilo que todos nós sabemos. >> Mas neste caso, pelo que eu entendi da do que eu li e aí eu não apurei, não é?
¶61eh apuração primária, mas do que eu li até aqui sobre o caso, tá? O que tá faltando é o movimento da PGR, porque eh pelo que eu entendi até na coluna da Malu Gaspar de ontem, eh ela fez ela faz uma comparação com o que aconteceu eh em 2018, quando o PT protocolou a candidatura do Lula e em três dias a Raquel Dod, que era procuradora geral naquele naquele momento, manifestou que ela porque o não existe um procuradorgal eleitoral, o procuradorgal da República eh tem essa função dupla. A justiça eleitoral é composta, é mista, tem STF e outro e ministros de outra eh de outra origem, né? O o Paulo Gonê, ele não se manifestou ainda. Da mesma forma eh que tem teve mais alguma coisa que eu li na na coluna da Malu.
¶62Eu tô tá me fugindo agora, mas de qualquer forma, assim, pelo que eu entendi, precisa dessa manifestação para a justiça eleitoral eh dar o veredito sobre esta agora. Tá, eu eu eu acho que vale até inclusive a gente chamar o os nossos as nossas fontes aqui sobre justiça eleitoral para entender melhor isso, porque quando protocola, a justiça eleitoral não tem que fazer uma avaliação imediata da da >> É, eu não vou saber os detalhes de >> Pois é, eu vou eu vou pedir pra Miriam inclusive já fazer essa apuração enquanto a gente conversa mais para trazer a informação redonda aqui pro nosso espectador. É, mas enfim, mas eu acho que sim, eu concordo que tem que ser mais ágil. Eu só quero precisar se tá travado na procuradoria ou severia. Isso, exatamente.
¶63>> Quando eu falo aqui justiça eleitoral, quero falar o sistema de justiça eleitoral, não necessariamente o tribunal em si, né? Aí a gente tem que avaliar a responsabilidade de cada um. Mas eu concordo integralmente com o argumento do Pedro, inclusive eh escrevi sobre isso na coluna do Diário de Pernambuco hoje, exatamente com esse tom de que Pablo Maral está sabotando o processo eleitoral. E para não me repetir, vou adicionar um outro elemento que Lula e Flávio, ao aparentemente decidirem não ir aos debates, contribuem com essa sabotagem. Então, a gente tá vivendo um processo político que, no lugar de debater os problemas do país, tá cada um tocando a bola de lado, preocupado exclusivamente com o seu próprio interesse de perpetuação no poder.
¶64E bem, é claro que eu sei que a política funciona assim, mas como um liberal que age e se manifesta preocupado com a qualidade da democracia liberal, assim como a gente precisa condenar golpistas e corruptos, também precisamos chamar a atenção pros sabotadores da qualidade da democracia, porque no fim das contas isso significa uma menor capacidade do sistema eleitoral efetivamente ente representar as diferentes correntes de pensamento sobre como solucionar os nossos problemas coletivos. E é isso que não tá funcionando. Então, quando a gente fala de crise de representatividade, quando a gente fala de um mal-estar sobre a capacidade do Estado de lidar com os problemas públicos, isso tudo precisa eh ser refletido em como funciona o processo eleitoral, porque o ritual que dá legitimidade à democracia por meio do voto é justamente o debate que tá precedido da urna. A urna em si, ela não basta para que a gente configure a cultura democrática que é necessária para que a gente tenha uma democracia liberal vibrante. E o que a gente tá assistindo no Brasil é uma sistemática sabotagem da nossa capacidade de manter uma conversa pública com o mínimo nível necessário para que isso gereformações que são necessárias paraa nossa vida coletiva.
¶65Então, no fim das contas, tudo isso é uma conversa sobre a nossa capacidade de viver no ambiente democrático ou a nossa incapacidade de sustentar esses princípios que são basilares da cultura democrática que a gente deseja viver. >> Pedro, >> deixa eu aproveitar e trazer para você duas perguntas aqui do chat que eu acho que conversam muito com isso que o Mano tá dizendo. >> Na verdade, mais do que perguntas são quase que desabafos, né? Às vezes a gente vê essas manifestações assim. Primeiro, o McKenzie civil diz assim: "O Pablo Marçal é o puro suco da exculhambação que virou essa eleição.
¶66Tem de tudo, corrupção, golpismo, populismo e os antissistemas que bebem na fonte desse sistema que eles dizem lutar contra." E o Rafael Simonelli tem uma ponderação interessante. Ele diz assim sobre corrupção, eu só digo uma coisa, o Bolsonaro esgar tanto a janela de Overton com o seu golpismo que agora lulista se sente confortável em relativizar e passar. Triste demais. Pedro, eu acho importante assim, a partir desse comentário do Rafael, comentar um pouco sobre o que que é esse fenômeno da janela de Overton e por que talvez o Rafael tenha essa sensação de que isso se esgarçou a ponto de corrupção ser um tema que a gente fica com dificuldade de de debater e colocar como critério mínimo muitas vezes para pensar um candidato bacana para se votar. >> É a ideia, sabe, mim?
¶67Eh, a a a ideia da janela de Overton vem de um engenheiro que se tornou marqueteiro e eh político nos Estados Unidos. E e o que ele percebeu é o seguinte, e existe uma janela do que é aceitável dentro da sociedade. Eh, aquilo que tá pertinho da janela é desagradável ouvir, mas não causa choque. E os temas que vão ficando, as afirmações, eh, eh, que vão ficando mais distantes das janelas são inaceitáveis. E a ideia, a a coisa que ele sacou é o seguinte, isso tem muito a ver com o que as pessoas estão habituadas a ouvir.
¶68Então, essencialmente, se você bota alguém falando os maiores absurdos, no início aquela pessoa vai parecer radical, mas depois de um tempo, aquela pessoa vai parecer radical, mas a ideia já não é aquela ideia que você sequer pode sugerir, não. radicais, dizem aí, isso dá espaço para passados uns anos eh alguém parecer que é uma ideia dura, forte, mas não necessariamente radical. Então, algumas pessoas com conveções assim mais fortes podem até manifestar. ainda é uma coisa assim rara, mas já não é uma coisa radical, é só uma coisa forte, intensa. Até que depois de um tempo, algumas outras pessoas vão dizendo, sabe qual o caso disso?
¶69Casamento LGBT, quem é mais? Eu acho que um excelente eh exemplo. Quando eu nasci nos anos 70, eh as pessoas, homens gays não saíam do armário. Eh gente da minha família eh precisou ficar viúvo para muitas pessoas da família descobrirem que que o cara era gay. Eh, o o homem gay precisava casar, precisava nos anos 80, a partir dos Estados Unidos e e a partir da Europa, nos anos 80, começou um movimento é quando começam a acontecer as paradas gays, que tem muito a ver e aconteceu em Nova York porque eh eh por conta de um ataque da polícia, um ataque muito violento da polícia a a um bar eh no Greenwich Village, a a partir do início da parada gay, as pessoas começaram a se habituar a ver gays fora do armário, juntos fazendo festa, tudo mais.
¶70Era uma coisa esquisitíssima, era uma coisa que as pessoas viam da televisão para não ter que ir na rua, mas com passar do tempo, quando passam os anos 80, nos anos 90, a a minha geração, os homens gays em várias profissões nas grandes cidades, já se sentiam confortáveis de estar fora do armário desde os 19, 20 anos. Hoje a turma saia do armário na puberdade, a a ou seja, essencialmente não existe mais um armário. Isso é literalmente o funcionamento da janela de overton. Então é nesse sentido que ele tá eh eh falando. O o Bolsonaro esgaçou a janela de Ton.
¶71Eu só queria fazer uma observação antes de passar aqui pro mano, que eu tô vendo que ele quer falar, que é o seguinte. A gente tá com uma situação no Brasil, me parece um pouco diferente daquela que a janela de Overton serve como metáfora, porque a lógica da janela do de Overton exige que você parta do princípio de que a sociedade adote um único padrão do que que é aceitável e não aceitável. E hoje a gente tem uma situação em que pelo menos temos duas realidades distintas e dois padrões do que é aceitável e não aceitável distintos, pelo menos dois. Quer dizer, na verdade, eh, quem tá na esquerda, quem tá na direita, não compartilha de um mesmo senso comum de realidade. A metáfora da janela de Overton é um problema nesse caso, porque não é que eu ache que não exista mais uma janela de overton, existe.
¶72Mas quando você não compartilha do mesma do mesmo senso de valores básicos, o problema mais sério que a gente tem, sabe? >> Sim. É, mas eu acho até que se complementa, Pedro, porque eh o a ideia é que o processo eleitoral seja um momento de diálogo entre as diferentes visões de sociedade e que aí até a urna acabe servindo como um mediador do que são as ideias aceitáveis ou não, né? Então, o meu ponto é que quando a gente tem sabotadores inviabilizando o diálogo e o debate que é próprio do período eleitoral, a gente tem um apan nesse sistema, né, no sentido de que na prática assim qualquer ideia ela passa pelo ciclo da janela de, né, que sistematizando, começa, a ideia começa num ciclo que ela é impensável, ela é uma coisa só para acadêmicos. é uma coisa de nicho.
¶73Eh, depois ela passa a soar nos ouvidos da do debate público como radical. Aí ela se move e começa a parecer razoável. Depois disso, ela começa a parecer sexy, ela parece desejável e depois com a continuidade do debate ela se torna necessária. E a teoria é que as reformas, sejam elas dos diferentes níveis, elas estão maduras para acontecer quando há um consenso na sociedade de que aquela reforma é necessária. Então, a impossibilidade da gente debater de fato mudanças de política pública fazem com que elas não se movela deverton, nesse sentido de construção de um uma visão minimamente comum, compartilhada na sociedade.
¶74Isso tem um efeito de governabilidade, isso dificulta a aprovação de reformas, porque se a gente não discutiu no processo eleitoral eh que precisa eh enfim, por exemplo, a lidar com mudanças de política pública por conta da diferença demográfica. temos menos crianças nascendo, mais idosos. Isso leva a reformas que eh impactam tanto a saúde como educação e previdência. Se a gente não tem a possibilidade num ciclo eleitoral de debater esses temas que de fato importam, a gente não consegue que a ideia amadureça na janela de ton. Então eu eu acho que tem essa dimensão também interessante sobre como sabotadores na prática tão dificultando a governabilidade do próximo presidente, seja ele qual for.
¶75Porque se a gente não faz a conversa difícil que precisa ser feita sobre os verdadeiros desafios do país durante o período eleitoral, essas ideias vão ter menos legitimidade e o custo de negociação no Congresso necessariamente vai ser maior e o país fica travado. Então eu acho que tem um um efeito prático que a janela de ajuda a a entender também. Pedro, deixa eu só pegar o gancho da pergunta que o Alberto mandou e você respondeu no chat. Eh, o Alberto Maia pergunta assim: "Se o Marçal subir na pesquisa, o meio vai entrevistá-lo?" E aí, neste meio tempo, e é por isso que de vez em quando vocês ouvem eu, é porque eu acionei o nosso queridíssimo Leandro Petrin, que é um advogado eleitoral, um jurista, uma pessoa que a gente respeita demais e que é uma das nossas fontes para essas questões eh sobre, né, o trâmite jurídico das candidaturas e, enfim, o que pode, o que não pode e tudo mais. e ele me deu uma luz aqui sobre a a situação jurídica da candidatura do Marçal, né?
¶76A gente tá debatendo os efeitos políticos, mas existe uma questão jurídica que é o fato de que ele foi considerado inelegível e além disso ele tinha mudado de partido meses atrás. Ele foi paraa União Brasil e mudou voltou pro PRB as vésperas de protocolar a candidatura e isso não pode pelas leis eleitorais. E aí ainda assim ele protocolou, né, ele registrou essa candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. E aí a gente teve o breve, a breve dúvida aqui sobre de quem é seria a responsabilidade de falar: "Opa, não pode tal". E aí o o Dr.
¶77Petrin eh me esclareceu a ordem das coisas. Então, o partido eh, né, a candidatura protocola, registra, aí é publicado um edital, aí abre-se um prazo de 5 dias para impugnação dessa candidatura. Quem que pode impugnar a candidatura? partidos, eh, coligações, enfim, ou, e a própria PGR, PGE, né, eh, que é a eleitoral, mas que, como eu expliquei, se confunde eh no >> Então, não é uma prerrogativa exclusiva da PGE, outros partidos podem entrar com >> Isso. Só que existe um prazo eh de pedido para esta impugnação que é de 5 dias, né?
¶78Então, esses agentes têm cinco dias a partir da publicação do edital para impugnar. Aí depois da impugnação tem a 7 dias, existe mais um prazo de 7 dias para procuradoria geral manifestar eh se é favorável ou contrária a à impugnação da candidatura e aí vai paraa votação do colegiado do TSE. Então o TSE é o último a se manifestar e não pode impugnar uma candidatura de ofício. Eh, então é nesse estágio que nós estamos. Teremos os 15 dias de baderna.
¶79>> É, enfim, [risadas] eu nem vi se alguém Olha, o edital deve ter saído no próprio eh o prazo era dia 15, então é [risadas] preciso pegar agora porque o o Dr. Petrinho não está no caso, né? Então isso é apurável rapidamente. Protocolou no sábado, né? Isso que era o último dia.
¶80Eles, aliás, alguns candidatos deixaram para publicar, para protocolar no último dia. E aí eu não sei se o edital já sai no mesmo dia ou no dia seguinte para ver como é que tá essa contagem dos dias aí. Mas é isso, professor. >> O último dia seria amanhã ou sexta, porque cco dias, né? Se contar desde o sábado é dia 20.
¶81Se contar a partir do domingo é na sexta. Depois tem mais 7 dias para o prazo de manifestação da PGR. Isso. E aí hoje dia 28 possível ou >> e da defesa também, porque aí tem a apresentação da defesa, aí tem o a a manifestação da PGR e a votação do TSE. Então tem um um devido processo legal.
¶82Até o dia 3 ou 4 teremos o baderneiro fazendo parte do debate político. >> Exatamente. né? Então, só só [risadas] para trazer a informação redonda e completa aqui sobre eh a inclusive por isso respondendo então ao a Alberto Maia, que o Pedro já respondeu ali no chat, eh não, nós eh não temos intenção de convidar o Pablo Marçal eh até que eh essa candidatura esteja eh enfim ou legitimada, porque assim, o que que aconteceu? Ele conseguiu uma decisão de um juiz aqui no interior de São Paulo, uma liminar, dizendo que o pedaço sobre a troca de partido dele é não é um problema.
¶83Acontece que isso é uma liminar. Então, eh o TSE pode olhar para isso, falar: "Não, não é bem assim que eu queria". E e a candidatura não se sustentar. E além disso tem uma inelegibilidade nas costas dele, que também é são duas frentes em que ele vai ter que e que dificilmente ele vai reverter. >> E o ponto é que quando ele ganha esse tempo para participar como baderneiro do debate, ele já tá dificultando o processo de diálogo, né?
¶84ele já tá sabotando a possibilidade de outras candidaturas da direita conseguirem eh desafiar a liderança de Flávio Bolsonaro sobre esse campo político, porque ele captura, ele sequestra a atenção e a energia do debate público para ele, né? E é necessário tanto para Caiado como para Zema ou Renan, se eles para para que eles possam ter a mínima condição de crescer de uma forma a desafiar a liderança de Flávio Bolsonaro sobre esse campo, eles precisariam estar desde já conseguindo ter o mínimo de capacidade de a chamar a atenção eh do eleitor e de convencer que seria um seriam opções melhores para o eleitor do que a candidatura do Flávio. Então, só essa confusão já cumpre um propósito de dificultar a eventual chance de renovação da liderança sobre o campo antipetista. >> Ó, como o Dr. Petrinha é nosso ouvinte, eh, ele falou: "Ó, tá tudo certo, mas só frze que esses s dias depois do pedido de impugnação é pra defesa.
¶85Então, aí com a manifestação da defesa, vem a manifestação da PGR. Então, e que é bem importante que a defesa tenha mesmo o tempo de PGR só se manifesta depois da defesa. >> Uhum. Então a defesa vai usar o prazo máximo porque o objetivo, então isso pode até ganhar uns dias a mais para >> Agora, gente, só para frisar, isso aí é o processo natural da justiça. É eh o problema que o o Pablo Marçal cria se aproveitando dessa dessa brecha legal, que é uma brecha que tá na lei, não tá não é de responsabilidade dos juízes, eu não sei, eu eh eh não sei nem se dava para ser uma lei diferente, não, tá?
¶86Eh, o problema, na verdade, são as plataformas digitais, a maneira como os algoritmos fazem para permitir que esse tipo de indivíduo, ao agir desse jeito, de fato, sequestre a atenção das pessoas e e e as redes só ficam botando a cara dele na frente de todo mundo o tempo todo. >> Isso, né? O problema é esse. >> E mas politicamente eu vejo um segundo problema que eu não sei se vocês concordam, que é o fato [risadas] de que todos esses candidatos de alguma maneira eh não estão [risadas] eh conseguindo por conta própria e com tudo que está acontecendo e com as próprias plataformas e com os próprios métodos eh fazer essa essa esse essa captura de atenção. >> É, vamos lá.
¶87Deixa eu, deixa eu, deixa eu eu queria aproveitar para comentar um, um super chat que o Rafael Peninat eh, muito obrigado, Rafael, eh botou aqui o comentário que ele fez é o seguinte: "Ou nós voltamos a ter uma direita democrática ou iremos pro abismo." Cara, deixa eu te falar uma coisa. Por que que Romeu, por que que Romeu Zema e Ronaldo Caiado não são democratas? Eu eu não tenho nenhum motivo para dizer que eles não sejam democratas. Eh, o Zema eh pode ser incompetente. Eu acho que ele foi mau governador, tá?
¶88Eh, para alguém que se diz liberal, um desastre nas contas públicas, tá? Eh, agora eu não vejo por parte do Zema nenhuma ação dele. Eh, acho que é um problema o novo ser um partido que essencialmente serve de escada pro bolsonarismo. A, eu não vejo no Zema nada que diga ele não é um um democrata. No caso do Caiado, é muito [limpando a garganta] mais fácil falar.
¶89O cara era um médico, quando veio a constituinte e e a turma ali, Mário Covas, Fernando Henrique, eh começaram a ensaiar, fazer uma reforma agrária super radical no Brasil. E eu não tô dizendo que não podia ter sido feita, não, tá? Eh, mas era o projeto deles. O Caiado, que é um senhor de terras, dono de muitas terras eh eh no Centro-Oeste, era um médico com uma carreira de médico e proprietário rural que muito mais velho do que as pessoas costumam entrar numa carreira política, mas vindo de uma família com com histórico político longo em Goiás. O que que o Caiado fez?
¶90montou o Dr., a União Democrática Ruralista, e foi para Brasília discutir com o parlamentar, eh eh organizar politicamente a turma dele. E foi, é exatamente isso que se espera democrata, tá? E, e, e aí foi, veio para São Paulo, paraa Fiesp, converse, ó, primeiro é a propriedade privada da gente, depois vai ser a de vocês. Ele fez o jogo dele e eh de repente tinha um bando de industrial paulista também do lado dele e e conseguiram atuar para ser mais leve e pegar só terras improdutivas à reforma agrária. Quer dizer, houve, é exatamente o que se espera de um debate democrático.
¶91Você pode não gostar do lado dele. que tá absolutamente legítimo. Eh, e desde então o que que o Caiado é? Ele foi deputado federal? Ele foi senador, ele foi governador do estado dele duas vezes, super bem avaliado, é um cara conservador, é um cara de direita.
¶92>> É, toda a carreira dele foi feita dentro da democracia brasileira. Toda toda a carreira dele e nem de adesismo dá para acusar, né? Porque quando todo, quando era moda ser petista, como ele gosta de dizer, quando até Jair Bolsonaro declarou voto em Lula no segundo turno, o Ronaldo Caiado eh fez oposição. É o que se espera de alguém que tem convicções. Então, nem de eh centrão fisiológico, de alguém simplesmente eh adepto à conveniência do momento, dá para acusá-lo de forma tão peribtória assim.
¶93Então ele tem convicções, a gente pode concordar ou discordar, mas isso é plenamente parte do jogo democrático, né? >> Agora o o que a gente tem como problema de fato, eu acho que tem tudo a ver com essa economia da atenção que a gente tá falando, tem tudo a ver eh eh com o jogo que o MBL faz eh eh junto o Renan Santos, tem tudo a ver com o jogo que o Pablo Marçal faz. Eh o nosso problema não é não ter uma direita democrática. O nosso problema é que a direita democrática não tem voto e o Centro Democrático desapareceu. A gente não tem, tipo, e eu tô falando porque, enfim, a gente, nós, o Centro Democrático, a gente sequer tem candidato.
¶94Eh, não existe um liberal. É a primeira, eu eu insisto em repetir isso o tempo todo, desde 1989, essa é a primeira eleição presidencial brasileira que não tem nenhum candidato liberal. E por que que isso é um problema? Porque é toda uma visão de país que estará simplesmente ausente desse debate, absolutamente ausente desse debate sobre o que que é o futuro do país. Às vezes as pessoas acham que para ter um candidato quer dizer que você tem que ter uma chance de vencer isso e aquilo.
¶95E não, é você ter oportunidade de apresentar uma visão de país. Então, não só a gente tem esse problema desse vácuo de votos para uma direita eh democrática, como a gente tem um segundo problema que é a ausência de um projeto inteiro de país. E esse projeto inteiro de país não é qualquer projeto de país que tá ausente. Tecnicamente, o que o Brasil pretende ser é uma democracia liberal. Quer dizer, a a voz que tá ausente é literalmente a voz do regime.
¶96Eu não tô dizendo que numa democracia liberal sempre precisam vencer liberais, muito pelo contrário, a natureza do regime traz conservadores e socialistas pra mesa. E e e vamos disputar as ideias, mas perceba o que que é o sintoma disso. Os democratas liberais estão ausentes desta eleição. Isso diz muito sobre o estado da nossa democracia, tá, >> Pedro? Eu concordo com tudo isso, mas eu acho que talvez o problema seja ainda maior, porque quando a gente pensa, por exemplo, numa direita conservadora com mínimo de consistência, ela também não tá exatamente representada com um plano, porque o Caiado, apesar de ser candidato e de ter essas credenciais, ele não representa o projeto do PSD, né?
¶97Ele tá isolado, ele tem uma legenda, mas ele não tem o apoio do partido. >> Não concordo com você. >> É. E quando a gente pensa na esquerda, eu não sei se após a figura do Lula, que agrega eh esse campo, a gente poderia falar de um projeto renovado de esquerda, aliás, também o próprio Lula, o que que tem de renovado no projeto dele para além do projeto de 2002, né? Então assim, eu acho que de alguma forma o nosso sistema político ele travou na capacidade de renovação dos quadros de forma orgânica dentro dos partidos.
¶98Os partidos têm muita dificuldade de fazer um investimento de longo prazo, porque construir um projeto sólido, minimamente coeso, exige eh abrir mão de ter o melhor desempenho possível no imediato em nome de um possível melhor desempenho no futuro, por exemplo. Acho que foi isso que aconteceu com o Partido Novo, que acabou entrando numa lógica de precisamos sobreviver a todo custo, não conseguimos ter uma visão minimamente coesa. O que vão fazer? Parasitar como linha auxiliar de um outro projeto que tava ali, que também assim é um projeto familiar. a sucessão de eh Jair Bolsonaro dentro do PL também não dá para dizer que se deu de uma forma minimamente eh orgânica no sentido de ter um processo legitimado entre as partes.
¶99Tanto que dentro da própria família tem uma ruptura com a o desafio da Michele. Ou seja, eu acho que de alguma forma a gente tá tendo uma PAN no nosso sistema político do ponto de vista da capacidade dos partidos de, em primeiro lugar, terem uma renovação consistente dos seus quadros, porque os partidos no geral eles estão envelhecidos, e de a partir disso conseguirem manter o mínimo de coesão para um projeto de longo prazo. Então eu temo que com a aposentadoria do Lula, que é iminente, esse problema também se verifique no campo da esquerda e aí a gente fique eh tateando um pouco, sem nenhum tipo de coesão de projetos partidários, porque as nossas siglas se eh se dão por satisfeitas em serem cartórios que agregam poderes locais sem ter a pretensão de um projeto nacional. Dout. Flávia, >> tem uma angústia que eu acho que ontem eu tentei formular de alguma maneira aqui e eu vi hoje ela refletida aqui no nosso chat.
¶100Não sei, para algumas pessoas não é angústia, enfim, não sei se é se é esse o termo [risadas] correto. Para mim é uma angústia que eu que não é minha pessoal, mas que eu tenho sentido as pessoas angustiadas com isso. Nossa, que introdução longa. [risadas] Vamos lá, que é o fato de que tudo isso que a gente tá falando eh não muda objetivamente o fato de que Lula e Flávio Bolsonaro se cristalizaram numa liderança muito distante das alternativas. E aí, claro que a gente eh nós nós não passamos pelo primeiro turno ainda.
¶101Então, o primeiro turno, aliás, nem pela campanha, gente, a campanha começou anteontem, tá? E quer dizer, ante anteontem, né, domingo e eh os programas de TV que a gente sabe que não tem mais aquele peso imenso no sentido de todo mundo parar diante da TV para assistir junto, mas que acabou sendo tendo um peso no sentido da da produção mais sofisticada que depois vai ser espalhada eh pelas redes, pelo ZP, etc. inclusive em termos de qual mensagem mesmo cada campanha tá disposta a passar, né? Então assim, >> e até o clima de campanha, né? Porque aquelas inserções ao longo da programação, vai entrando na rotina das pessoas.
¶102Então isso sequer começou ainda, isso ainda começa 20, né, que é é amanhã, vulgo. Eh, então ainda tem muita coisa para acontecer, mas eu acho que tem uma, o Maurício Moura fala muito disso comigo, ele fala, olha que já falou aqui na bancada também, essa cristalização tão precoce desses dois candidatos faz todo esse debate em torno do que do que além deles está em jogo parecer para muita gente inóquo. Eu tratei disso um pouco no cá entre nós de ontem. Para quem não está aderente a essas duas candidaturas, seja porque não se entusiasma com nenhum desses dois candidatos, seja porque não odeia o suficiente nenhum dos dois para aderir ao oposto, porque existem esses dois perfis, né? Pode se sentir realmente desanimado porque fala: "Bom, agora é isso, é um dos dois e jogo jogado e acabou".
¶103Eh, e aí, eh, eu acho que isso contamina um pouco a noção de que tá beleza, gente, tudo isso que vocês estão falando, OK, tal, o Caiado representa isso, o Renan representa aquilo, entendi e tal, mas eh o que tá na mesa na eh com reais chances de governar o país pelos próximos 4 anos é o projeto ou do Lula ou do Flávio Bolsonaro. Então vamos contrapor isso. Eu acho que a gente, eu entendo esse sentimento, essa tentação da gente antecipar bastante este debate em particular. E isso não é tentador só porque talvez seja este mesmo segundo turno, é porque são os dois projetos que estão, no caso do Lula, a, né, há mais tempo governando o Brasil, no caso do Bolsonaro, rivalizando, do Flávio Bolsonaro e do pai, rivalizando de igual para igual com o projeto eh do PT, do Lula, né? Então, eh, a a gente acaba mesmo assoberbado por essas duas ideias de país, por esses dois países que estão propostos por cada um.
¶104E aí eu senti hoje no chat um pouco isso, tá? Mas gente, vocês estão falando de tudo isso, mas o fulano tá lá com quatro pontos, o ciclano tá lá. Eh, a gente tem que falar do que que é o Flávio, da ameaça que é o Flávio ou do que que é o Lula, do cansaço que ele representa para as pessoas e tal. E eh neste sentido o Pablo Marçal é barulho e assim é um barulho que que quando a gente colocou, né, será que o que pode bagunçar esta eleição eh diante de uma calcificação tão, né, real diante dos nossos olhos, eh, tudo parece que vai durar 24 horas, que cada uma dessas coisas vai durar 24 horas, que as pessoas que estão eh, ainda indecisas, desanimadas e tal. Diante disso, vamos deixar para escolher nas últimas 72 horas ali ou vai uma semana.
¶105Tem gente que, né, decide no caminho pra urna, inclusive, principalmente os os votos pro legislativo. A gente sabe, para presidente costuma ser um pouquinho antes, mas eh governador, quissá e o resto é ali, é por na véspera no mesmo dia, escreve a colinha, etc. Eh, pros não engajados, né? Então, >> que são a maioria, >> que e que são a maioria e que exatamente isso que às vezes a gente eh tira isso um pouco do nosso radar, porque a gente não é assim, a gente é, né, analista político, é envolvido no debate, a gente até por isso costuma ter pessoalmente as nossas próprias razões, eh, paixões e decisões antecipadamente e tudo mais, mas as pessoas estão desanimadas, tem uma uma uma massa grande de pessoa olhando pra corrida eleitoral e ou tentando falar: "Tá, OK, mas são esses dois, então tá o que que exatamente o que que tá o que que tá disputando exatamente, né? Eh, [limpando a garganta] que projeto de país cada um tem e mais ou menos tentando intuir isso, por planos de os planos de governo não são algo que não é algo que as pessoas consomem assim na leitura no buzão, certo?
¶106Isso nem nós, quanto mais o não engajado. Eh, as campanhas não estão alcançando essas pessoas ainda. É possível que consigam, conforme esses cortes aumentem, tal, mas o fato de que o Lula e o Flávio decidiram não ir aos debates, por exemplo, é uma eh sabota isso, inclusive, né? Impede e eh essa essa comunicação. Cada um tem a sua uma razão bastante plausível.
¶107eleitoralmente para fazer isso, mas a o resultado final é de que olha, você tá tentando conversar com os não engajados e não vai no debate, bom, aí depois não reclama que não alcançou eles, né, e tal, porque o debate rende corte, porque o debate rende barulho, faz buz, né? As pessoas depois comentam, nem que seja para falar: "Nossa, foi chatíssimo, você viu: nossa, deu sono, tal". Nem que seja isso, algum bus acontece, né? Mas as campanhas não estão conseguindo chegar lá. Eh, a o o discurso, me parece, né, o discurso do Lula, que é muito focado na própria trajetória, no seu legado, eh reforça uma ideia que as pesquisas já vêm mostrando desse cansaço com ele próprio.
¶108Então, [risadas] assim, me parece uma contradição estratégica assim que realmente eh não sei se ainda vai ter algum tipo de virada. A campanha do Flávio, eh, ela é mais ágil, mas ela também não consegue, eh, projeto não não apresenta muito mesmo e, e não consegue gerar entusiasmo, fato, absolutamente nada, nem acionando e nem acionando fez 9.000 pessoas de Copacabana >> e nem acionando non stop a imagem do pai, >> nem acionando o gatilho anti STF, >> porque não é um candidato fraco. >> Porque é um candidato fraco. Então, quando eu falei que o Pablo Marçal chega e hipnotiza muito também pela inabilidade dos próprios candidatos da direita de e do e do Lula, tá? É que o Lula, como a gente já tratou aqui, ele não quer chamar atenção agora, ele precisa inclusive que todo mundo esqueça um pouco dele, do Lulinha, do Marcola, de tudo.
¶109OK. Estrategicamente faz sentido. Agora os outros não. Os outros seria o momento de brilhar e não brilham. E aí vem o Pablo Marçal e exato.
¶110>> Passou as últimas 48 horas tendo que justificar a declaração do Cassabe, né? >> Sobre segundo sobre o Flávio. Exatamente, né? Eu, Débora Bizarria chegou. Eh, isso é, evidentemente minha deixa para sair, mas amanhã estou aqui de volta na bancada em São Paulo.
¶111Eu só queria responder uma um um comentário eh do ou da perdoe Exit Linel que pergunta se Michele registrou a candidatura. Olha que interessante, não só a Michele registrou a candidatura, ela é candidata ao Senado pelo PL em no Distrito Federal, eh registrou na última hora e e veja só que interessante, o primeiro suplente é seu irmão Diego Torres Dourado. >> Uhum. Que não tem Bolsonaro no sobrenome, [risadas] ó. É, é um total de zero pontos sem nó.
¶112>> [risadas] >> uma estrategista na, né? >> Só trago informação. Só trago informação. >> Gente, não tem como se divertir cobrindo política no Brasil. Juro, é claro, tem época que que não é tão divertido, mas assim, tem umas figuras dessa que você fala: "Caracoles, a pessoa tá maquinando, maquinando." >> É, você acha que não existe inteligência no mundo sobre Bolsonaro, aí aparece essa mulher e [risadas] >> deixa eu ver uma caixinha de surpresa por hoje.
¶113>> Tchau, >> Pedro. Obrigada, viu? Volta pro Rio. Um beijo. >> Muito obrigada, senhora.
¶114Amanhã eu tô aí. Não, amanhã você tá aqui ainda não. >> Amanhã eu tô aqui no central, mas de noite eu tô no Rio e na sexta estô na bancada do Rio. >> Olha como ele fica aí desviando do assunto. Ele ele dá cartas difíceis de você ler.
¶115Ele meio enigmático. Amanhã eu tô aí, mas estando em São Paulo. Tá vendo como é que ele opera? [risadas] Complicadíssimo. Tchau, Pedro.
¶116É isso, >> pessoal, aqui antes [risadas] da gente chamar a querida Débora Vizaria e o lançamento do streaming do meio desse mês, hein? Já viu? Ó, para quem não sabe ainda, nesse sábado, dia 22, estreia o novo documentário original do meio. Eleições 2026, a escolha. um filme que vai reunir analistas, políticos, juristas, jornalistas e tudo isso para te situar no cenário da disputa eleitoral e te apoiar na sua decisão final, que eu diria é uma das mais importantes do ano para nós brasileiros, né?
¶117Ah, e tem um detalhe sensacional. Os membros do clube Meio Eleições já vão poder assistir a uma prévia do filme antes de todo mundo. E amanhã tem encontro ao vivo do clube com o diretor do documentário, Ricardo Rangel. Um belo combo, né? Hoje, mais do que nunca, vale muito a pena dar aquele upgrade na sua assinatura, porque quem assina o Premium Mais cursos garante um lugar nesses encontros que vão continuar rolando aí toda quinta-feira até o segundo turno das eleições.
¶118O link para esse upgrade tá onde? Na descrição e também no chat. Quem ainda não viu o trailer do Eleições 2026 A Escolha, o Doc, é só ficar um pouquinho depois do central para poder assistir. É isso mesmo, é só continuar aqui na live que ele vai rodar naturalmente. Quem fala muito bem desse documentário também é a Flávia, né?
¶119Mas agora deixa eu chamar a nossa convidada que tá aí substituindo Pedro Dória, muito mais legal que Pedro Dória, Débora Bizarria. Chega mais, [risadas] >> milhas. Olá, >> milhas, >> milhas. Mais legal. Invasão pernambuco.
¶120Adoro a gente bem-vindos. >> Bem-vinda, Debs. >> Muito obrigada. >> Doutora Debs, como diz o Pedro, já que ele não tá, né? Deixa e >> minha meus queridos, a Yasmin tava contando, né, do nosso doc.
¶121Eh, desculpa, Yasmin, eu te cortei. É que teve o delayzinho aí que eu vi que você ia falar mais. Desculpa. >> Eh, nosso, vocês já viram o trailer, gente? Tá tão bonito.
¶122Ai, eu tô >> como sempre muito bonito. >> Ai, eu tô tô ansiosa para ver. Eh, você você ia fazer alguma pergunta, Yasmin? Eu posso tocar daqui? >> Pode seguir, Flávia.
¶123>> Eh, Débora, minha querida, você sempre chega ou no começo ou mais nessa metade final do programa para falar de questões econômicas, mas já naturalmente não há como falar de economia sem falar de política e ainda mais em eleição, né? Então, eu queria te ouvir um pouco, eh, enfim, o que que tá mexendo a tua cabeça aí, mas uma das coisas que a gente debateu na reunião de pauta hoje é a medida provisória da taxa das blusinhas, eh, e o vídeo que o Lula fez a esse respeito e, né, um monte de comentário e tal, como é que você tá, que que você tá acompanhando e nos conta deste assunto, minha queridísima, eu fiquei muito feliz que o Lula falou exatamente o que eu tenho falado nos últimos quro anos sobre essa pauta, né, como diz o magn local antes tarde do que mais tarde. Eh, que é, né, é uma questão de justiça. Se a gente libera qualquer pessoa rica a viajar para fora do país e trazer até R$ 1.000, 1.000, né, né? R$ 1.000, 1.000 eh de volta sem pagar imposto, porque não liberar os 50 de imposto federal?
¶124Porque vale dizer que eh não libera o ICMS. Então, eh, é, mas é engraçado que ao mesmo tempo, a sensação que eu tenho que o governo acha que as pessoas vão esquecer que foi o próprio governo que organizou essa taxa. Eh, então não sei, eu eh mano, que e e vocês são jornalistas, né, que sabem dessa coisa mais de comunicação política. Eu tendo a preferir uma atitude um pouco mais eh foi mal, vacilei, fui moleque, a gente tem uma visão diferente agora e não pagar o famoso, né, lá em Recife, pagar de doido não é comigo, tipo um gas, >> é um guide, ah, não, né? Absurdo, não concordo.
¶125Absurdo que tá certo falar isso, mas assim, poxa, né, mudou de ideia, né? E toda vez que eu vejo esse, eu vi esse debate, né, voltando, aí o pessoal fala: "Ah, mas eh o varejo tá preocupado, não sei que lá". Era pro Lula dizer: "O varejo que lute". Ué. Entendeu?
¶126[risadas] Larejo que lute, que organiza seu próprio advocacy para melhorar eh o custo do Brasil, para fazer o próprio lobby, o próprio advocacy para melhorar o custo do Brasil para eles poderem competir, porque eu pessoalmente nunca comprei nada nem da China, nem da Shopee. Eu prefiro comprar de uma empresa esteja no Brasil, que daí se eu precisar devolver eu volto. O site não parece um cinco, né? >> Eu prefiro pela pelas habilidades, né? Não é, >> gente?
¶127Vocês já viram a Chopie? Parece um cassino, gente. É um negócio rodando cheio de cor. Eu não gosto nada desse tipo. [risadas] Então assim, imagina se as empresas tivessem acessar o mercado aberto para elas importarem a gente comprar delas, por exemplo, né?
¶128Então eu acho que o tem que lutar, né, nessa pauta por mais abertura e não menos eh [roncando][limpando a garganta] para que eles possam comprar, em vez de as pessoas comprarem direto da China, mas comprarem intermediário, que seja mais confiável, que tenha um site melhor, que tenha as as, não sei se já viram assim, mas os tamanhos são muito diferentes, né? o tamanho na Ásia e é outro tamanho. As referências que sigam, né, as diretrizes eh que a gente tem no Brasil. Eu preferiria, eu imagino que boa parte dos consumidores continuasse comprando na China, mas muita gente também ia ficar melhor e ia ser melhor pra economia, mas não fica fazendo gás like do ah nem não sabemos de onde ver essa taxa e tá aqui tirando e essa atitude essa justiça, tá? é injustiça dele.
¶129Mas assim, eu fico pensando se o governo acha que as pessoas vão basicamente esquecer que foi o próprio governo que voltou com esse negócio. >> Você responde primeiro. Mas pera aí, mas mas antes, só para esclarecer um ponto antes de você falar da comunicação, só um ponto ainda sobre a MP, eh, você consegue resumir brevemente eh como é que foi, em que pé que tá, o que que saiu de fato ontem, >> não? Então, o que o que sinalizou foi uma é porque assim, né, eh, os quearam até melhores detalhes, né? tem um longo processo para as coisas caminharem, né, e serem aprovadas.
¶130Então, passou acho que para uma eh andou na comissão de comissão, né, foi com apoio do do Davia Columbri, que foi uma grande negociação do governo Lula de Bastidor. E o Davi Columbri, tá? >> E do Alexandre de Morais. >> E do Alexandre Morais, vai lembrar Davi Columbia sinalizando, né, que essa pauta importante, vamos caminhar com essa. Diferente da 6 por1, essa tem chance de tem mais chance, pelo que eu vi, de ser votada antes da eleição do que a 6 por1.
¶131Não necessariamente vai ser, mas tem mais chance. E se ela não for votada, aí volta, voltaremos até a taxa das blusinhas, que são, né, vale dizer, são, eh, a cobrança de imposto federal sobre qualquer tipo de importação, independentemente do valor. >> Para referência, é, vale dizer que a maior parte dos países, inclusive desenvolvidos, t algum tipo de isenção, de minimismo. Agora tá começando a discussão de mais protecionismo. O mundo todo tá virando no Brasil, né?
¶132Eh, agora tá voltando a ter uma discussão de acabar com essa isenção, mas é praste do mundo ter uma isenção até $ 200€ então não seria uma coisa absurda o Brasil ter essa isenção até 50, né? Coisa que é prática no mundo desenvolvido. Eh, e de novo, como eu falo, eh, seria melhor, né? né? O Edmar Baixo dizia que a abertura comercial seria seria uma mãe de todas as reformas, porque na medida que você tem mais competição, você força as empresas a fazerem, em vez de fazer lobby para ter o próprio benefício, o próprio eh o próprio protecionismo e subsídio, elas poderiam fazer lobby para tornar o ambiente de negócio melhor e mais competitivo para todas as empresas brasileiras e não só para elas mesmas.
¶133>> Débora, >> ah, desculpa, o mano tava querendo falar. Desculpa, eu ia trazer uma pergunta do chat, depois eu falo. >> Deixa só o responder a Débora e aí a gente traz. >> É, o que eu sinto é que a gente tá vivendo um fenômeno curioso na política em que as notícias não fazem as pessoas mudarem de opinião. A opinião das pessoas fazem as a notícia mudar o sentido que eh tem para elas, né?
¶134Então, eh, eu diria que os que são fãs do Lula vão dizer: "Olha só que grande medida pela justiça tributária, que é um mote do governo os que não gostam vão dizer hipócrita". Eles que criaram o problema, quebraram a perna das pessoas para depois oferecer muletas. e o eleitor independente, que no fim importa eh mais para o pêndulo. >> Eh, >> paremos de ouvir aqui no rio humano. Só um minuto, gente.
¶135Ih, ficou. Perdi o retorno do pessoal. [suspirando] Marco vai resolver aqui para mim. Eu não tenho certeza ainda se a nossa audiência não tá conseguindo ouvir também ou se sou eu. Poxa, ele tava seguindo tão bem na fala dele.
¶136Vamos ver se a gente consegue retomar aqui São Paulo. Só um minutinho que eu tô vendo aqui também se é o meu retorno ou não. Mas inclusive eu vou aproveitar porque eu acredito que eles estejam me ouvindo, né, para dizer paraa Débora o seguinte. Débora, o nosso chat tá muito chique com a presença do Magno Carl, nosso consultor aqui também, nosso comentarista aqui no meio, que ele apareceu para dizer obrigada pela sua menção a ele e que o Lula te ouviu e até usou um bom argumento na opinião dele, viu, Débora? Pessoal, vou aproveitar aqui para ler também o comentário do Diego Xerobino.
¶137Ele disse o seguinte, que melhor paraa economia o que aconteceu com os Estados Unidos, com essas políticas todas ou não? Ah, tá, acabou com a indústria lá e o povo ficou ressentido e agora tem um lunático do poder e White Power. Isso é um neoliberal. Pessoal, conseguimos retomar aí com São Paulo? Ih, gente, eu acho que caiu totalmente, viu?
¶138Deixa eu ver se a gente consegue voltar. A gente não tá conseguindo te ouvir, Flávia. Eu tô vendo que você tá me vendo aqui. Opa, deixa eu pegar aqui alguns outros comentários pra gente ler por enquanto, enquanto a gente tá tentando recuperar aqui São Paulo, que é o seguinte, vamos lá. O Vox Vida diz que o Lula nem sequer vetou a aprovação da taxa das blusinhas que país nenhum no mundo tem e não tem nem vergonha na cara de agora pousar de pousar de defensor do consumo mais justo dos pobres que ele mesmo puniu.
¶139Seguir aqui lendo aqui os comentários. olhando ali. >> Oi, tão ouvindo? F de volta. >> Voltando.
¶140Voltamos, meus queridos. >> Acho que sim. Não tô vendo vocês ainda. >> Mas já me ouvem? Porque aí eu faço como se fosse no rádio >> podcast.
¶141O pessoal já assistiu. Eu adorei. Eu achei, eu achei ótimo isso. >> Agora a gente tá ouvindo e vendo vocês. Hã, >> agora a gente tá ouvindo e vendo vocês.
¶142Perfeito. >> Olha, primeira coisa é o seguinte. Meus parabéns pela sua calma e frieza de segurar sozinha uns instantezinhos com plena serenidade, mesmo estando sozinha na bancada. E nós três tendo desaparecido aqui. Eh, não é fácil para quem tá nos assistindo, esse tipo de serenidade ao vivo é algo muito valioso e raro.
¶143Você mandou bem, minha queridíssima. Segundamente, ob [risadas] >> para o nosso público querido que se manteve aqui aguardando a resolução do problema técnico. Eu só amo vocês todos. Até o Ivo Reis se ele ficou, viu, Ivo [risadas] Reis? Eh, acontece, é a primeira vez em dois anos de central que a gente tem um problema de áudio assim do Neida no meio do programa.
¶144Então, vocês são maravilhosos. Muito obrigada por ficarem aqui. >> Eh, o Marco Abreu tá dizendo aqui que claramente a mesa de áudio está sabotando a gente. Olha, veja, vamos investigar. Eh, e aí >> é praticamente o Pablo Marçal.
¶145Perfeito. [risadas] Exato. E aí o o Mano estava contando, replicando aqui eh a pergunta da Débora. Você trouxe algumas eh questões também do público, a gente já fala delas só para concluir a ideia. É, eu o que eu tava dizendo era que eh a gente tá vivendo uma situação meio estranha no Brasil em que os fatos não mudam as opiniões das pessoas.
¶146as opiniões das pessoas é que mudam o sentido dos fatos. Então, quando se trata de alguém que é do fã clube do Lula, olha para essa situação e diz: "Olha que notícia maravilhosa, um grande ato de justiça do grande presidente em defesa eh da justiça tributária". Quem não gosta do Lula, olha e diz: "Olha que hipócrita, ele quebrou as pernas das pessoas e agora está oferecendo muletas". Então, ele criou o problema e agora está se portando como eh o provedor da boa notícia. Os independentes nessa história, do ponto de vista comparativo, também não tem como ter uma grande preferência, porque do outro lado, no bolsonarismo, a gente também assistiu a um posicionamento oportunista.
¶147Não houve convicção de nenhum lado em favor de uma pauta de livre mercado. O que a gente viu foi o lobby do setor varegista brasileiro, conseguindo acionar eh as suas conexões dos dois lados do espectro político. Tanto que quando tivemos a tramitação da pauta no Congresso Nacional, houve um abraço aí do do velho da Avan com eh que personagem eu poderia mencionar do do petismo, mas estiveram todos abraçados, né? O velho da Van foi alguém que sorriu muito com muita alegria pela taxa das blusinhas. Vja, >> exato.
¶148Via da V janja de braços dados. Você sabe que toda vez que eu uso esse óculos chega comentário, não central aqui, mas no cá entre nós, na minha coluna, que eu sou a cara da Janja. Você acha que eu sou a cara [risadas] da Janja? >> Eu nunca tinha pensado nessa melhor você, melhor você dizer que não, porque eu sou uns [risadas] 20 anos mais nova que ela. >> Cara da Nossa, não consigo ver.
¶149>> É, eu também não tô vendo a Janja, né? Eh, mas eu acabei te interrompendo só porque >> não, mas o meu ponto era esse é que é que no fim a gente acaba vendo muito mais posicionamentos de torcida organizada do que um efeito que tem um mínimo de coerência. E do ponto de vista do eleitor que tá fora dessa polarização, é possível que o efeito acabe sendo positivo, porque no fim das contas o que ele quer é menos custo de vida no seu bolso. Então, eh, há um sentimento ao longo do governo, no geral, eh, acho que Débora pode até me corrigir, mas no geral há um sentimento de que o, apesar do desemprego está baixo, o custo de vida está alto. Então isso eu acho que isso pode acabar fazendo com que a medida da taxa das blusinhas se dilua no sentimento geral das pessoas, porque é aquela história, os boletos acabam antes, eh, não, o contrário, os bol, eh, o salário acaba antes dos boletos, né?
¶150>> Não, e mais do que isso, a sensação que eu tenho é que o eleitor independente vai ter que escolher entre o ruim normal e o ruim doido, [risadas] sabe? É, pelo menos a situação conversando com as pessoas é meio essa. E inclusive eu tive interação engraçada ontem com com a Yasmin e no Instagram porque as pessoas começaram a colocar naquelas mensagenzinhas do Instagram, nas bolinhas, as preferências eleitorais delas. E aí no na minha tinha Bandeira do Brasil, tinha estrela, né? Estrela do PT tinha, né?
¶151E a bandeira do Brasil seria referência a votar eleitor falado Bolsonaro, mas tinha muita gente com outras coisas. Tinha, >> eu achei que você que tinha colocado as duas. Eu falei: "Não, aparecendo para mim". Dizendo, não, aparecendo para mim. >> Eh, e aí apareceu também, mas apareceu muita gente com outras coisas.
¶152Tinha, claro, pessoal, eh, com a onça do do Renan, tinha um pessoalzinho com 30 do novo, devia ter usado o coração laranja, mas enfim. Eh, dicas, fica dica pro pessoal do novo aí. Eh, tinha os cristãos não polarizados com cruzes, tinha o [limpando a garganta] pessoal cometa, que acho que é uma referência a um meteoro. Eh, então, [risadas] então >> vota pelo meteó. Então, assim, que eu quero dizer que assim, tinha no meu né, na minha bolha tinha muitos independentes, claramente, muitas pessoas que não necessariamente não vão votar em nenhum dos dois meses que estão querendo uma outra coisa ou sinalizar uma outra coisa.
¶153Eh, [roncando] então e só para trazer esse essa fun fact de que é a sensação conversando com as pessoas, mesmo que elas sejam um pouco mais à direita ou um pouco mais à esquerda, de que elas estão nesse lugar. Tipo, eu não sei se eu vou escolher pelo ruim que eu conheço, que é o governo Lula, porque já é já é seria o quarto mandato, etc. >> Já sei o que esperar, já sabe, né? Eh, para quem trabalha com política pública, as críticas já estão tudo prontas, né? Que é a mesma coisa, [risadas] eu sou repetec, a mesma coisa o tempo todo.
¶154E um possível governo Flávio Bolsonaro, né? pensando os dois que estão estão na frente, que não necessariamente seria igual o do Jaí, mas seria uma outra, enfim, complexo. Remake de filme ruim ou peruquinha do >> É, é meio isso, né? Então é meio a sensação que que eu tenho, né, só desânimo, né? A Flávia falou hoje, falou ontem no programa dela, eh, é meio que tá, mas qual é o, qual é o, qual é para onde é que a gente, né, que ticket de que qual parque não legal a gente vai nesses próximos 4 anos?
¶155E é muito ruim que a gente esteja nessa situação, né, sem poder discutir propostas eh de verdade, né, sem poder discutir os fatos de verdade, é sempre entre o time e quem tá no meio, fica sem no meio aqui também, né, fica sem saber muito o que fazer e como engajar também. Mas tem uma coisa que vem acontecendo nos últimos vídeos e nas últimas eh investidas de cada candidatura, que eu acho que tem tudo a ver da gente ouvir um pouco de você. Ih, esqueci de trazer as perguntas, mas calma, eu trago, eu já trago, mas é que agora eu emendei aqui. É, mas que eu acho que tem tudo a ver com isso que que a gente tá falando aqui e e que talvez você possa jogar uma luz, porque o presidente Lula fez esse vídeo da MP do da MP do das blusinhas e fez uma clara eh investida já há alguns meses, mas agora que houve a reconciliação com o Daviel Columbre, eh, na frente 6 por1, né? né, que são duas pautas eh de natureza econômica e de economia popular, né?
¶156E o Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou a fazer mais vídeos dentro de supermercado, eh, e falar mais de da economia também, essa economia popular, a economia de quem tá ali no na pon, veja, claro que classe média, isso, classe média também faz compra, tal, não é? não é uma classe média que já tem mordomo, mas enfim, e é um apelo popular, né? Ah, e então me parece que neste momento, né, a esta altura da das campanhas, tem escândalo rolando, tem eh confusão de tudo que é tipo, mas as eh os profissionais, [risadas] os adultos na sala entenderam que a principal conversa, pelo menos neste momento, é econômica, é custo de vida, como você bem sintetizou, né, a Débora também já já tinha eh mencionado e é econômica. E eu queria ouvir um pouco de você, Débora. Eh, se a gente faz inutilmente um exercício longo de 3 anos e meio sobre todos os outros assuntos para no fim acabar sempre >> sendo a economia estúpido.
¶157>> Sendo a economia estúpido. Exatamente. ou se é uma particularidade do fato de que, primeiro os dois querem fugir de outros assuntos porque tem telhado de vidro de todos os tipos e segundo porque realmente é algo que tá no centro das preocupações do brasileiro neste ciclo eleitoral. Eu tenho a impressão que em 2022 talvez tivesse um pouco menos, mas eu posso estar do alto do meu autoengano aqui. Eh, e e do autoengano, inclusive da memória, né?
¶158>> Aham. Sim. Não, eu acho que eh faz diferença. Por que que eles estão investindo nisso? Porque eles sabem que tão que tá calsificado, que tem um eleitorado por questões de identidade, mesmo de pertencimento aos grupos, por questões diversas que são são diversas, né?
¶159você vai ter no grupo do Lula os aposentados, vai ter, enfim, vai ter uma variedade de pessoas e no grupo do Flávio uma variedade de pessoas, inclusive só gente que odeia muito o Lula. Eh, então tem tem motivações diferentes ali, mas fora essa galera, né, como o Mand tava trazendo, os independentes são aquele grupo que pode pender para um lado ou pro outro, principalmente no segundo, eventual segundo turno entre esses dois. E é para esse grupo que a economia vai portar mais, sejam para as mulheres da classe C, as mulheres evangélicas que ah não gostam tanto do Flávio, mas também não não são esquerda e aí fica nisso. Seja um eleitorado urbano eh que não necessariamente é liberal, tá? Mas tem profissões liberais e é empreendedor, mas já não pequeno empreendedor, né?
¶160Enfim, que tem que tem essa eh que enfim, não quer nem o Flávio, mas também não satisfa com no com a conução do Lula. É para esses dois grupos, por motivos diferentes e com faixas de rendas diferentes, que a economia vai ser muito importante, tanto do ponto de vista do custo de vida e do endividamento, né, ali na ponta, eh, diretamente, eh, pensando nas famílias, nessas famílias com ser, principalmente as donas de [limpando a garganta] as donas de casa, não, né, as mães de família, né, sejam elas casadas ou mães solos, enfim, eh, seja e que são conservadoras na maioria, né, desse desse recorte que eu tô fazendo, seja desse empresariado que, enfim, também tá sofrendo com endividamento, porque quando você vai ver a parte de endividamento das empresas de várias técnic crescido, né, por causa da taxa de juros e do clima econômico. E aí, como é que essa coisa? Eh, e aí eu acho que volto com o ponto que o Mano tava fazendo sobre como as pessoas estão interpretando os fatos. Uma coisa que eu tenho visto muito na oposição é uma crítica ao governo que é assim: "Ah, o número de recuperações judiciais de empresas aumentou".
¶161Então, isso é amostra de que o governo Lula é terrível. Só que é uma informação que para um economista, tipo, não, tipo, não necessariamente, eh, principalmente no Brasil, a gente tem uma, quando você vai olhar a distribuição estatística, né, da das empresas, a gente tem um que a gente chama uma cauda, né, ou seja, tem um pedaço grande que é muito improdutiva, ou seja, elas são meio ineficientes, né? Então, poderia, por exemplo, esse aumento de eh de questões judiciais ser por causa do juros, mas também ser, por exemplo, pela a ao avanço da legislação contra devedores com tumazos, que é para para quem tá em casa entender, é, existem empresas que elas não existiriam, elas não existem para dar lucro, elas elas só dão lucro, né? Não é vendendo o serviço ou produto, elas dão lucro porque elas não pagam impostos. O que é ruim porque não só elas não estão pagando imposto, mas elas estão competindo com empresas que estão fazendo tudo direitinho.
¶162Isso é terrível pra economia. Então você poderia ter eh aumentando a fiscalização, endurecendo essa legislação, você poderia ter várias empresas fechando, pedindo recuperação judicial. Só um parêntese, muitas dessas empresas estão conectadas ao crime organizado. >> Perfeito. Então assim, você poderia estar com a economia bombando e com recuperação judicial em alta, porque tem outra empresa ineficiente que tá fechando e que vai liberar recursos e e recursos humanos, né, pessoas e recursos financeiros paraa economia.
¶163Então isso poderia ser uma boa notícia, mas você vê que é um fato isolado que não me diz muita coisa sozinho como economista. Eu não sei porque essas empresas estão fechando. >> Eu realmente não sei, tem que olhar, >> mas a a a oposição tá colocando na conta necessariamente e aí usando os casos, né, casos de Bahia, americanos, aí começa a contar eh os casos simbólicos para dizer eh que é uma coisa que não necessariamente é factual, né? Então a disputa de narrativa vai dar nessas duas categorias, tanto de economia popular, né, das pessoas de classe baixa, média, enfim, mas também do lado do empresariado, das pessoas que estão preocupadas com essa coisa mais de longo prazo, seja pessoas que têm empresas ou a gente aqui, eh, que é olhar pra economia e dizer: "Cara, não tô vendo rumo, o fiscal tá desorganizado". E aí não é nenhuma questão de, ah, tá gastando muito porque tá gastando muito com o social, com social não.
¶164Tá gastando muito porque tá gastando muito e não necessariamente tá gastando de forma eficiente, né? A gente tem vários programas, né? né? Inclusive de subsídio a empresas e aí volta pro ponto do vários que eu tava falando de subsídio a empresas, empresários que conseguiram, né, e setores da economia conseguiram fazer lobby, aí não é corrupção, é lobby mesmo, para conseguir benefício. E é uma quantidade absurda de dinheiro.
¶165É tão grande que o próprio Lula quando reassumiu o governo falou: "Nossa, é muito", né? >> Sendo que cresceu sobretudo nos governos do >> Exatamente. Então assim, eh, e aí as pessoas olham para isso e falam: "Cara, essa condução dessa economia desse jeito, existos, né? que se nada for feito, deve aumentar eh com com a sensação, né, de que o preço da das coisas tá aumentando, então essas coisas vão se somando e vão gerando mal-estar contra o governo. Então, eh, eu acho que tem essas duas camadas e eu acho que sobretudo, eh, a discussão econômica vai determinar a eleição, não porque tá todo mundo preocupado ou considera a economia a parte mais importante da vida, mas porque o pêndulo, né, o grupo que vai, eh, virar para um lado ou pro outro tá muito preocupado com a economia no final das contas, vai, tem a desempatar.
¶166Um detalhe interessante que me veio enquanto eu vi a análise da Débora é que do ponto de vista eh desse perfil econômico do pequeno empresário que tá o ou médio empresário que tá preocupado com a economia, a pauta que é o coqueluche do governo, que é a questão do fim da escala 6, é uma pauta que preocupa esse público, né? porque é um público que vai possivelmente sentir os efeitos na contratação eh do do da sua mão de obra se houver uma mudança legislativa nessa direção. Então isso me chamou atenção porque é curioso, algo que o governo aposta tanto eh do ponto de vista do marketing e da mobilização da própria militância pode acabar sendo um fator que pesa contra um público estratégico de indecisos. Segunda análise. >> Não, isso.
¶167E sabe o que que também me pega? Que aí vai volta pro outro lado, né? Como você tava falando, a oposição não se mobiliza da forma como deveria, que é no caso da das taxas das blusinhas, né? Muito pelo contrário, tem exato. Tem um pessoal que fala até mais alto em favor da manutenção da taxa.
¶168E no caso da da 6x1, teve uma galera meio que tentando ensaiar, ah, o Brasil vai quebrar e tal. Eu vi isso em alguns em alguns nichos, mas muito pouco porque é uma medida amplamente apoiada. né? Então assim, óbvio que tem quem critica, mas é muito muito melhorzinho. Mas mesmo desses desses lugares criticam ou dos lugares, vamos dizer que estão preocupados, não é tipo, ah, eu sou contra, tipo, tá, mas como é que a gente viabiliza?
¶169Porque coisas têm custo, né? De direitos t custos precisam ser viabilizados para não gerar mais informalidade. Por exemplo, porque vale lembrar, eu sempre falo, 38% da mão de obra brasileira é informal, gente. Não tá na CLT e não vai ser beneficiado pela 6 por1. E se esse número aumentar, porque aumentou o custo de contratação, a gente vai ter mais gente desprotegida, não mais gente com benefício, né?
¶170Vai aumentar a desigualdade, né? Porque quem tá tem, quem tá na lei vai ser muito beneficiado, o que é bom, mas vai ter muito gente que não vai estar coberto por nenhum benefício, né? Então isso é importante. E aí em vez da oposição chega a dizer: "OK, vamos fazer, eu sei que eu tô esperando muito, né? Eh, mas eh vamos fazer medidas de produtividade, né?
¶171Vamos fazer uma transição legal, vamos fazer medida de produtividade, t não, o que que aquela posição tá aventando junto com a indústria, parte da indústria é não vamos aumentar a o teto do meio, tipo as medidas assim que não vão gerar produtividade, não vão diminuir o custo do Brasil, não vão >> vão distorcer a polícia públic, >> vão distorcer a política pública, vão gerar mais desigualdade. Então assim, eh fica e realmente escolheu o ruim que a gente conhece e o ruim novo >> e ainda aumenta o rombo da previdência. >> E ainda aumenta o rombo da previdência. Então assim, são são vá são isso, exato. São várias camadas eh em que a discussão ela fica completamente paralisada e até nas pautas econômicas eh mesmo quem é contra coisas do governo a que acho que que diz que a populista não vem com a solução adulta, né, como já foi outras vezes, né, com a solução adulta, vamos trazer uma transição.
¶172Não, Davi Col tava dizendo por ele nem tinha transição na seis por um, ainda por cima eu fiz gente, né, como é que faz isso? como é que você muda, né, regime de trabalho na na Constituição ainda tem esse detalhe ser um projeto de lei. Enfim, então isso tudo para dizer que a situação tá ruim, né? Não só eh perspectivas econômicas, mas na perspectiva do debate econômico. Eu tô muito pessimista, não tô vendo sinalização de que a gente vai debater, que nem adulto é, quer fazer coisas legais pra população, vamos, vamos junto.
¶173Qual o custo? E vamos debater o custo, vamos debater as distorsões, o quanto de dinheiro a gente gasta com seja política ineficiente, seja política que tá indo para empresa, né, que nem gera tanto emprego assim. Então eu acho que para além da economia do dia a dia que tá no bolso da população, tem a economia, né, mais macro e mais sistêmica, que não tá sendo debatida que nem adulto mesmo. >> Eu não queria deixar de de contemplar pelo menos uma das perguntas que a Yasmin trouxe. Yasmin, escolhe uma delas porque eu te confesso que eu já esqueci, entendeu?
¶174Nossa, são muitas, meu Deus. Mas eu queria, na verdade, aproveitar para perguntar o seguinte pra Débora, porque eu fiquei curiosa >> e tem acaba tendo tudo a ver, porque assim, a gente tá falando muito aí de uma economia nacional, de impactos nacionais. Só que curiosamente eu fiquei me perguntando aqui que olha, a gente viu essa história de Donald Trump, do tarifaço, dá uma refecida considerável. Então eu queria saber, Débora, você que tá circulando mais nas análises meio, conversando com outros economistas, se realmente por conta de todas essas investigações aqui, o noticiário está, né, saboroso, digamos assim, aqui no Brasil, se isso realmente fez eh dar uma refecida ou se ainda tem quem fale sobre isso nos nos meios aí acadêmicos, enfim, de análise. no noticiário sumiu mesmo, mas obviamente que o pessoal dos setores afetados estão ainda, né, eh, muito próximos, principalmente do governo, para tentar uma saída diplomática.
¶175Teve muita reclamação em setores diferentes, teve gente que ficou mais feliz, teve gente que ficou menos feliz, enfim, né? São muitos setores afetados, então vai ter diferença, mas eles seguem atuando e seguem pautando eh os custos, né? O pessoal do mercado financeiro, obviamente segue fazendo análise, né? porque, né, eles eh é um é um setor que vai fazer análise dos custos e do prejuízo que isso vai causar para poder os investidores tomarem decisões. Então realmente ficou virou um debate restrito a essa bolha mesmo, porque o noticiário político, né, principalmente época de eleição e agora que vai começar a campanha, a não ser que tenha novas decisões e principalmente, né, não só nova decisão, mas uma embalagem, né, política por trás da decisão, né, do tipo ah, foi fulano que fez, ah, fulano não impediu, né, se isso não aparecer de novo, acho muito difícil esse assunto voltar à tona.
¶176Ele teve uma pergunta, eu lembro que eu não entendi muito a pergunta do na hora do do assinante, mas acho que valecer esclarecer de qualquer forma. Ele terminou como neoliberal, eu nunca sei o que isso significa. É neoliberal pentecostal. Nunca sei o que as pessoas querem dizer com isso. Mas >> achei aqui, só para você lembrar, >> essa medida do Trump, ela essencialmente é uma medida protecionista, não é liberal.
¶177Leralda. >> Eh, o Trump tá tentando fazer nos Estados Unidos o que o Brasil tem fazer há 70 anos, que é eh ter indústria desenvolvida fechando a economia, ao invés de outros países que se desenvolveram mais recentemente, que é eh abrindo a economia, fazendo com que a indústria tenha acesso a maisela tecnologia. E aí através da competição, o que a gente tiver mais vantagem comparativa, a gente vai eh crescer. Claro que isso não impede que, por exemplo, o governo, qualquer governo, né, inviste em pesquisa e desenvolvimento, seja eh na Embrapa, seja na Embra, realmente financiando tecnologia de ponta pra gente descobrir quais são as potencialidades que o Brasil tem. E a gente tem várias, né, seja aqui e no caso dos Estados Unidos, eles também tm algumas, né, principalmente na parte de serviços tecnológicos, né, eh, mesmo muito, o pessoal brinca muito, noo desenvolvedor, né, pessoal de software é programador lá na Índia, mas eles estão trabalhando para empresas americanas.
¶178Então assim, eh, em vez do Trump pensar, hum, o que que esse país faz de bom, né? Não sei, e aí descobrir e aí incentivar no sentido de criar eh condições de mercado mais competitivo para esse setor, não protege. E aí aconteceu? Já tem paper acadêmico que saindo falando que a indústria foi a maior prejudicada das rodadas de tarifa da do Trump, seja da anterior, seja da nova. Inclusive, >> eu queria dar um spoiler, na verdade, um bastidor paraos nossos espectadores.
¶179Aparentemente, os colares das mulheres do meio hoje atrapalharam o áudio, mas não foram responsáveis pela queda do nosso áudio. Mas o meu colar >> de pérolas foi censurado no começo do programa e agora eu tá dando estalinho, é porque tá batendo no microfone. [risadas] neste tom que a Yasmin não está de colar aparente, então salvou. Eh, e são 2:05 e eu vou dar a sessão por encerrada. vai o martelo >> eh bater o martelo.
¶180Yasim, querida, >> eh, deixa eu primeiro agradecer demais a presença dos nossos queridíssimos colunistas, Débora Bizarria, Mano Ferreira [risadas] e >> eh para Yasminhou e o Pedro Dória que já está em outras missões. E até amanhã, meus queridos. Amanhã tem mais, >> até quarta que vem. >> Um beijo, pessoal. Central Meio termina aqui, fica na transmissão porque vai passar o trailer do documentário eleições 2026.
¶181A escolha não sai daí. Até amanhã. >> Essa campanha tem que começar a verdade, derrotando a mentira. O filho mais velho do capitão [música] segue aqui de pé, firme e forte ao lado do povo brasileiro. Os dois estão jogando o mesmo jogo, cada um preocupado com a sua eleição.
¶182[música] Ninguém tá preocupado com o Brasil. [música] >> Tudo que dá certo nesse país parece que o PT não gosta. Nós não precisamos ser [música] refém de um debate político construído entre um mongoloide como Flávio Bolsonaro [música] e um cachaceiro senil como Lula. >> [música]