Radar

radar · Outros

Agnostic Philosopher Joe Schmid Became Catholic...You Won't Believe Why!

a tese

Reagindo à entrevista em que Joe Schmid conta a Matt Fradd por que se tornou católico, o apresentador (cristão ex-ateu, não ateu) sustenta que as barreiras contra a fé são emocionais e não intelectuais, e que a evidência de milagres e de fenômenos demoníacos será a próxima frente da apologética.

aprofundar

não

o conteúdo de valor é todo de Schmid e vem de segunda mão, atravessado por longas digressões sobre um filme de terror e por convidados amadores, então o caminho é ir direto às entrevistas de Schmid com Matt Fradd e Trent Horn.

O que foi dito

  • Depois de uma abertura longa com música própria e uma digressão sobre o filme “Obsession”, o apresentador anuncia a reação ao vídeo de Schmid com Matt Fradd e ataca os ateus (cita o canal Myth Vision) que acusam Schmid de ter se convertido por dinheiro, admitindo que cristãos reagiriam igual se um dos seus virasse muçulmano.
  • No trecho reagido, Schmid, doutorando em filosofia em Princeton, lista as objeções que tinha como agnóstico (inferno, moral sexual, problema do mal, ocultamento divino, diversidade religiosa) e lembra seu vídeo de doze horas refutando os argumentos teístas, enquanto o apresentador insiste que tudo isso é “emotivismo”, não razão.
  • O primeiro dominó, segundo Schmid, foi o argumento da harmonia psicofísica de Brian Cutter e Dustin Crummett (publicado em Oxford Studies in Philosophy of Religion): entre os incontáveis mapeamentos possíveis de estados conscientes a estados físicos, quase nenhum produziria uma vida mental ordenada e inteligível, o que pede explicação.
  • O apresentador confessa não entender o argumento e convoca convidados ao vivo (Than, Tim e Finn, grafias incertas), que o reformulam como argumento probabilístico e não dedutivo, usam a analogia do dardo teleguiado e Hume (“o sábio ajusta sua crença à evidência”), e negam que o determinismo transforme a série de coincidências numa só.
  • Schmid encadeia então o ajuste fino cosmológico (a constante cosmológica em uma parte em 10^120, com a imagem do dardo de Robin Collins), rejeita o multiverso por exigir ajuste fino próprio e gerar cérebros de Boltzmann, e acrescenta o casamento entre as leis e as condições iniciais e o problema evolucionário do conhecimento moral.
  • O problema do mal aparece na versão mais forte, com o elefante preso no poço de piche sendo devorado vivo por hienas; o apresentador responde citando Swinburne sobre a capacidade animal de sofrer, indica Trent Dougherty e John Schneider, e diz achar o argumento do mal tolo, enquanto Schmid admite que só o superou depois da evidência miraculosa, não antes.
  • Sobre o “evil god challenge” de Stephen Law, Schmid objeta que a hipótese carece de uniformidade interna (todos os atributos são perfeições, menos um) e joga o argumentador num cenário cético cartesiano; o convidado emenda que a teodiceia deve ser “filosoficamente informada e pastoralmente entregue”, citando Dostoiévski e “O Grande Abismo”, de C. S. Lewis.
  • A virada decisiva é atribuída a Cameron Bertuzzi, que pressionou Schmid a dar uma explicação para os relatos de exorcismo em vez de rir deles: levitação diante de testemunhas, latim e grego fluentes sem aprendizado, e sobretudo o Dr. Richard Gallagher (psiquiatra, autor de “Demonic Foes”) e o caso Julia, além dos casos Robbie Mannheim e Latoya Ammons, com relatório oficial e depoimento de enfermeiras.
  • O convidado anuncia um documentário em preparo com entrevistas de médicos e prontuários, discute-se por que não há vídeo (privacidade da vítima, questões legais, e a tese de que os demônios se ocultam por estratégia), e o apresentador narra o próprio surto psicótico com despersonalização, a profecia recebida de um pastor duas semanas antes e a convicção de que houve interferência demoníaca.
  • Schmid ainda começa a relatar a aparição de Nossa Senhora de Zeitoun (Cairo, 1968 a 1971, sobre uma igreja copta, com testemunhas muçulmanas), mas o apresentador corta a transmissão antes do fim do vídeo por causa de uma consulta médica da esposa, prevê que o argumento dos milagres dominará o debate apologético nos próximos seis meses e ora por Schmid.