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Unbeliever Joe Schmid (Majesty of Reason) Doubles Down on Rejecting Christ

a tese

RomFiveTen (Michael), streamer protestante reformado de linha dura ("free grace", batista evangélico), reage à entrevista de Joe Schmid no Pints with Aquinas e sustenta que a conversão ao catolicismo é "insistir na rejeição de Cristo": o argumento dos milagres não sai do chão porque a própria Bíblia (Dt 13, Mt 24:24, 2Ts 2:9) diz que falsos profetas e falsas religiões serão confirmados por sinais para testar a fé.

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É reação de streamer, longa (102 min) e repetitiva, presunçosa e cheia de caricatura (catolicismo como paganismo demoníaco, Isaías 44 lido de modo grosseiro, João 6 despachado como "obviamente metáfora"). O único ponto de interesse real, o teste de Deuteronômio 13/Mateus 24 contra a autoautenticação dos milagres, aparece muito mais bem trabalhado no vídeo do Sheng Tsai. Serve só como amostra da reação protestante reformada mais agressiva ao caso Schmid.

O que foi dito

  • Tese de abertura provocadora: virar católico é pior que ser ateu, porque o ateu ainda tem a desculpa de não ter percebido o evangelho, enquanto Schmid teria olhado e escolhido “seguir o Papa” em vez da suficiência da morte de Cristo, rejeitando a salvação por fé somente.
  • Reage a Cameron Bertuzzi e ao anfitrião do Pints celebrando a conversão; observa com desprezo que só “cristãos verdadeiros” no Twitter lamentaram, e faz troça do sobrenome (Schmid sem o “t” final) ao longo do vídeo.
  • Sobre o argumento da harmonia psicofísica (o primeiro dominó de Schmid, de Brian Cutter e Dustin Crummett): reconhece que é o mesmo tipo de argumento da consciência que o levou ao teísmo, e concede que é forte; nota que Schmid só menciona “protestante” após 1h35 das 3h20 de entrevista, sinal de que o caso é sobre catolicismo, não sobre refutar o protestantismo.
  • Desdenha dos milagres eucarísticos (Lanciano etc.): explica-os naturalisticamente (bactérias/mofo avermelhando hóstias em água) e, alternativamente, como demoníacos, já que a missa seria “idolatria aberta” (comer a carne de Deus); recusa examinar a bioquímica (“não é minha área”), mas insiste que, se fosse prova científica real, os cientistas seculares se importariam.
  • Núcleo do argumento (repetido): milagres não autenticam doutrina. Cita Deuteronômio 13:1-3 (Deus dá poder a falsos profetas para testar o amor do crente), Mateus 24:24 e 2 Tessalonicenses 2:9; conclui que um cristão fiel deve ficar impassível diante de qualquer milagre, e nega que isso torne sua fé infalsificável (só a Escritura poderia refutá-lo, mostrando que ensina o catolicismo).
  • Contra a transubstanciação: apela a Isaías 44:13-17 (a insensatez de usar a mesma madeira para o fogo e para o ídolo) como paralelo exato da hóstia, e a João 6 como metáfora óbvia; acrescenta que Jesus cumpriu a Lei, que proíbe consumir sangue, logo “isto é meu sangue” na Ceia só pode ser simbólico.
  • Interpreta o “milagre que confirma o protestantismo” como sendo a própria Bíblia: sua “coerência teológica milagrosa” (do início ao fim, Cristo morrendo pelos pecados e salvação por fé somente) só funciona se o protestantismo for verdadeiro; diz que, se o convencessem de que a Bíblia ensina o catolicismo, deixaria de crer na Bíblia.
  • Equipara a hermenêutica católica à muçulmana: partir da doutrina da Igreja (o “Alcorão” deles) e depois catar versos avulsos para inventar purgatório, Imaculada, perpétua virgindade, primado de Pedro (Mt 16); recusa a sucessão apostólica e a infalibilidade papal.
  • Postura pastoral dura: sinal da cruz, comer peixe na sexta e rezar o terço são “pedra de tropeço” (1Co 8) que sinalizam respeito ao catolicismo; quem tem “a menor dúvida” e chega a orar “Deus, devo virar católico?” provavelmente não é salvo, porque isso equivale a dizer que a cruz não bastou; alerta contra o conselho de Ethan Muse de rezar um terço por dia “na dúvida”.
  • Enquadra a confissão e a vida sacramental como “aluguel da salvação” (relação locador-inquilino, não pai-filho), em contraste com a segurança da salvação reformada; e afirma que cientistas dificilmente se salvam por confiarem demais na sabedoria humana (1Co 1-3).
  • Fecha com nota pessoal: sente-se cada vez mais chamado a fazer deste canal apologético (e não do canal antigo sobre pauta trans) seu foco no YouTube, prometendo transmitir duas vezes por semana.