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Joe Schmid Converted Over Catholic Miracles: Should Protestants Panic?

a tese

Um apologista protestante (canal The Protestant Philosopher) dirige-se a protestantes abalados pela conversão de Schmid e argumenta que não há motivo para pânico: mesmo concedendo boa parte da evidência dos milagres católicos, o salto do sinal para a vindicação da doutrina católica não se sustenta.

aprofundar

sim

É a resposta protestante mais sóbria e útil do lote: separa evento de doutrina exatamente na chave que interessa ao Bruno, e a distinção sinal/vindicação é material para uma análise avulsa sobre o caso Schmid.

O que foi dito

  • Admite ter ficado ele próprio abalado ao ver Schmid convencido por milagres católicos nas entrevistas com Trent Horn e Matt Fradd, e cita o amigo AJ Stringfellow observando que protestantes reagiram mais assustados que ateus, para quem a conversão de um agnóstico foi indiferente.
  • Concede mais do que o ouvinte esperaria: no caso de Padre Pio, a linha protestante padrão de que o médico Giorgio Festa/Bignami provou ácido carbólico é frágil, pois quando as feridas foram lacradas por oito dias sem irritantes continuaram sangrando (embora ressalve que o médico saiu antes do fim e o teste ficou com três frades).
  • Concede que o registro documental de Fátima é melhor do que imaginava: metade da conversa de 13 de julho relatada por Lúcia bate com o que testemunhas ouviram, o padre Formigão fixou por escrito antes de 13 de outubro uma condição de falsificação, e há relatos que atrapalham a explicação por ilusão de ótica.
  • Estratégia central: não entrar de arma em punho negando os fenômenos, porque a exigência será excluir toda explicação cética por múltiplas linhas de evidência, e Ethan Muse é hábil em empilhar dados até soterrar o crítico.
  • Argumento de fundo (C): um sinal é evento nu, sem conteúdo proposicional até alguém dizer o que significou; onde a evidência do evento é mais forte (Zeitoun, sem fala, sem vidente) o conteúdo doutrinário é zero, e onde há carga doutrinária católica (Fátima, rosário, coração imaculado, consagração da Rússia) tudo passa por Lúcia, a vidente, escrito 24 anos depois.
  • Nota um gradiente nas próprias fontes católicas: Muse admite “correlação inversa” entre o impressionante das lesões de Pio e a expectativa de escrutínio, com as febres extremas aparecendo sempre quando o termômetro estava com os frades, não com os médicos.
  • Lista quatro erros a evitar: apelar cedo ao demônio (autodestrói o próprio apelo a sinais), virar cessacionista (Craig Keener documentou milhares de curas não-católicas), abusar de Deuteronômio 13 (o gatilho é chamar a seguir outros deuses, exige provar idolatria antes) e sair procurando a “Fátima protestante” (concede o critério; os católicos têm burocracia de canonização que os protestantes não têm).
  • Conclui que o argumento dos milagres não decide entre confissões cristãs: a questão católica se resolve por Escritura, história e teologia, não por milagre, assim como a Ceia real é abraçada por tradições protestantes; recomenda o paper de Dalier em Scientia e Jacalyn Duffin (hematologista atéia que percorreu os arquivos do Vaticano e recusa o salto de inexplicável a milagroso).