¶1Voltei aqui. Você quiser falar alguma coisa, que que ele tá comentando? >> Não, ele tá comentando agora. Ele, ele tá basicamente mostrando a duplicação que a metafísica ela acarreta, né? Ele tá mostrando ali que a partir da metafísica tenta se explicar basicamente, por exemplo, a diferença pela identidade, né?
¶2Aqui eu imagino que ele esteja se referindo à tradição neoplatônica e platônica que tenta explicar o múltiplo de verso a partir do uno e a partir do que é idêntico. Mas mesmo essa explicação, veja que ele não consegue localizar a explicação dele. Ele diz assim: "Ah, mas é dizendo que a diferença permanece, mas que a identidade é o fundamento." Ele não consegue localizar a crítica dele no tempo e no espaço onde ela foi supostamente afirmada, né? De fato, os gregos tinham essos neoplatônicos especialmente vão desenvolver muito essa metafísica do Uno e vão tentar explicar a diversidade pela unidade e a partir do idêntico. Mas vejo que nem mesmo não significa que nem mesmo os casos concretos de alguma forma vão abrir uma cisão entre o que é diverso e aquilo que é uno, não múltiplo, né?
¶3Na verdade, essas duas estâncias elas elas permanecem num estado de continuidade e não decisão. é um estado onde na verdade o Uno passa a explicar o múltiplo diverso, mas isso não significa que há uma cisão aqui láade uma há uma continuidade, porque mesmo as coisas diversas enquanto diversas, para serem entendidas como diversas, é preciso que o uno e o e o diferente, né, como ele coloca, estejam o uno e o idêntico, né, estejam presentes nessa coisa. Então, não há uma cisão da realidade. Existem graus que é mais e menos uno, o que é mais e menos eh múltiplo. Isso não denota uma cisão, na verdade denota uma continuidade a partir de uma hierarquia prototipal, né, onde coisas de fato têm mais ou menos perfeição enquanto se assemelham a essas características no caso de unidade e de identidade.
¶4Então é uma continuação prototipal, onde você tem várias hierarquias entre o que é mais ou menos uno, se você pegar Aristóteles, o que é mais ou menos ato e assim por diante. Novamente a leitura do ensino médio. >> Como é que é que eu uma vez você falou assim, Brasil escola, né, Carlos? Uma definição digna do Brasil escola. >> O que me deixa cético em relação a que ele falou, por exemplo, que ele já tinha lido o Prócolo, né?
¶5já tinha lido os diálogos de Platão. É esquisito que ele tenha essa visão dualista. Enfim, a leitura dualista, especialmente da metafísica de Platão, começa com Aristóteles e depois ela é disseminada em massa e na Idade Média, mas depois ela vai sendo extinta da história da filosofia, né, e outras interpretações ganham o lugar e hoje em dia ela é completamente desqualificada. Então é esquisito para alguém que diz ter lido o próculo ter essa concepção do que é metafísica. Por exemplo, as formas de se atingir a eternidade na sociedade de Mesopotâmica era ter filhos, era eh ter grandes feitos que eram materialmente registrados, por exemplo, inscrições que se perpetuavam.
¶6>> Depois, quando alguém no futuro [limpando a garganta] se rebel, >> essa tese dele é falso. Ele até usa um de parâmetro aqui uma tese claramente neoplatônica, pitagórica até múltiplo pelo um, né? Só que nunca é o caso, jamais foi o caso que na mente do neoplatônico a diferença ela se torna identidade ou múltiplo ele é na verdade agora uno. Nunca nunca foi assim. Na verdade, o argumento neoplatônico básico é que mesmo na multiplicidade, ou seja, quando você vê que algo é múltiplo e diverso, até mesmo para que esse múltiplo diverso seja entendido como múltiplo e diverso, é preciso que haja um princípio de unidade.
¶7E aí surge a famosa tese metafísica de que o Uno é ontologicamente anterior ao múltiplo, que é muito característico da das metafísicas neoplatônicas. Porém, isso não significa que, por exemplo, o múltiplo se torna o uno ou coisas assim. São coisas diferentes. E mesmo assim, eh, é falso que todas as metafísicas façam essa redução que ele tá dizendo. Como é uma cas o a nota a nota principal é o ser, né?
¶8>> Exato. Aristóteles já é o caso do circo. Se você pegar a metafísica luliana, ela buga a explicação do Gustavo. Por quê? A metafísica luliana inverte os polos.
¶9Não é mais a não é não é mais a diferença pela identidade, entre aspas. É a diferença, na verdade que é a condição explicativa da identidade. Ou seja, o Lúlio, ele pega e inverte os polos. Não é mais o Uno que explica o múltiplo e o diverso, é o múltiplo diverso que explica o Uno. A diferença passa a ser entendida como elemento essencial e principal.
¶10Então, o caso da metafísica luliana burga completamente essa crítica genérica que ele faz a metafísica, porque é de fato é um contraexemplo. Ele tá dizendo que a metafísica ela toma o múltiplo pelo um. O Lúlio ele pega e inverte esse polo. Assim como ele inverte o polo da diferença, ele inverte o polo do ato e da potência. Esse caso da metafísica luliana já é um caso que buga completamente essa definição do ensino médio do do Gustavo.
¶11Não >> é engraçado que ele tá tomando isso como uma tese, né, contra a metafísica em geral, sendo que ele tá reduzindo todas a um tipo, né, meio neoplatônico que é isso, né, na idade média sequer [limpando a garganta] foi assim, pelo menos na época, sei lá, do dos tomistas pra frente, sequer foi o mais prevalente. Talvez >> a física neopatônica só volta aos seus tempos áureos na renascença. >> Exato. Pera aí que tem um comentário aqui que tá nos objetando que ele falou o seguinte: "Onde o Gustavo afirmou que Platão é dualista? Literalmente nesse vídeo ele critica essa visão.
¶12Kakak, espantalho, ridículo." Ora, mas o próprio Gustavo tá falando ali. Ah, e vou ler o de baixo também, que ele falou o seguinte, ó. Dá para responder tudo de uma vez só. O vídeo não é sobre neoplatonismo, literalmente ele tá salientando o movimento. Responda ao argumento, não seu espantalho.
¶13Negativo. Você perceba aqui, ó, ele falou muito claramente que a metafísica procura reduzir, abarcar e explicar, determinar todas essas coisas aqui que são basicamente uma explicação, uma tentativa, né, de redução ou uma definição mais ou menos de um tipo de neoplatonismo, né, você entender a multiplicidade pela unidade, o heterogêneo pelo homogêneo, né, o outro pelo mesmo. Ele está explicando como duplicação do mundo. Isso aqui é o que ele tinha acabado de dizer. Então, de fato, ele tá reduzindo tudo a neoplatonismo.
¶14Sim, ele tá usando isso aqui como crítica metafísica. Então você tem que entender que é uma crítica neoplatonismo. Sim. E a gente tá falando que Platão dualista em que sentido? em ele falar sobre aquela abstração autônoma de uma coisa totalmente dissociada, que pode partir da realidade, mas que seria ontologicamente distinta dela.
¶15Ele começa criticando as concepções, aliás, criticando não, analisando as concepções antigas para dizer que as coisas estão identificadas para dizer que na grega as coisas se distanciam. Então, sim, ele tá tomando uma concepção que é ultrapassada. Fazer o quê? Não sei se o Carlos quer comentar alguma coisa. Em momento algum, eu citei que ele tá afirmando que Platão aderia à crítica dos dois mundos.
¶16Eu tô dizendo que, na verdade, essa crítica genérica que ele faz por si só já invalidaria, porque, por exemplo, a metafísica hisóica, a metafísica platônica, aristotélica, embora aristotelismo seja um tipo de acidente de de platonismo, não é o mesmo tipo de metafísica e nem põe a mesma ênfase nesses binômios que ele tá colocando aí, né? como, por exemplo, o múltiplo e um. Tá bom? Então, vamos ignorar que já é um erro de método você colocar tudo isso dentro do que eles chamam de metafísica. O segundo ponto é que de fato, embora ele não seja o Platão, ele está sim adotando uma doutrina que é uma exemplificação da doutrina dos dois mundos, do chamado dualismo platônico, né, que já foi completamente derrotada na academia.
¶17Ninguém adota essa essa tese, porque na verdade ela remete à leitura medieval de Platão. E a leitura medieval de Platão, por sua vez, se distanciava na leitura aristotélica de Platão, que se entendeu a a crítica de Platão a Aristóteles. E a gente percebeu que, na verdade, Platão, possivelmente quando Aristóteles critica, por exemplo, a doutrina das ideias de Platão, ele não tá tentando distanciar uma crítica perfeita e exata da doutrina platônica. Ele está, na verdade, levantando uma posição polêmica para simplesmente refutá-la e atribuindo isso ao seu mestre, ex-mestre, no caso, Platão. E os binômios que ele usa, como por exemplo, múltiplo e um, são indissociavelmente ligados ao neoplatonismo.
¶18Isso é óbvio, tá? E também a Platão. >> Perfeito. Deixa eu ver se alguém mais comentou alguma coisa aqui. >> Antes o homem via, por assim dizer, o logos, o discurso, a razão da natureza inteira.
¶19A natureza inteira falava. Não existia essa separação entre signo e significado. Agora não. A sociedade mudou. Abstração se separou das coisas.
¶20Agora o significado. >> Antes não havia separação entre signo e significado. É isso que ele falou. Pera aí. Como envia assim diz o logos, o discurso, a razão da natureza inteira.
¶21A natureza inteira falava. Não existia essa separação entre signo e significado. Agora não. A sociedade mudou. A abstração se separou das coisas.
¶22Agora o significado pertence a nós ou então nos permite a nós contactarmos com outro âmbito da existência. Eh, o devir pelo ser, não é? Esse âmbito formal, ele se mantém. Eu criei a justiça lá. Se se eu mudar a lei é porque ela já tava errada desde o princípio.
¶23Eu tô procurando aquela lei que aquela que é o mesmo que é capaz de se aplicar >> o devir pelo ser. Ele mete aí, ele vai metendo aí um monte de [risadas] binôm de filosofia. É devir pelo ser. [risadas] >> Não, o que eu fico pensando assim é que eh novamente, né, o pessoal que participou da imersão, ele parece muito tá dando antes como se a realidade fosse dada, né? Agora existe mediação, né?
¶24Porque ele fala que agora tem um conceito, antes era só os fenômenos e a gente tinha meio que acesso direto aos fenômenos, mas agora tem o conceito, né, que a gente tá meio que terceirizando pro conceito. Antes ele falou, antes não havia diferença entre signo e significado. Isso é um absurdo, assim, sabe, de pensar, é, é absurdo de pensar. Ele já tá indo muito além agora, né? Como você falou, tá metendo um monte de binômio aí.
¶25E assim, para ele é isso, a realidade era toda dada antes. Então, é, tá metendo o mito do dado categorial à roda aqui, né? Então, enfim, o pessoal que estudou o Sellers e o Brandon lá, o John Mcdown também deve estar lembrando disso daí. É porque ele realmente não antes era tudo dado assim, mas agora não. A gente tem uma mediação.
¶26E engraçado que ele também parece considerar tudo que é entre abstrato e material, né? Porque agora a gente tem as relações sociais e elas de certa maneira são abstratas. Eu acho para ele uma coisa assim, né? Porque com a mediação você tem esse mundo reduplicado agora, né? Sendo que na verdade a relação ela é uma das categorias do real, né?
¶27Então assim, ele tem uma uma certa dificuldade de entender isso que não faz o menor sentido na metafísica que ele tá criticando, né? >> Que é uma metafísica aí que é meio platônica, meio aristotélica, meio pitagórica, tudo junto, misturado. E na verdade essa é a crítica que ele faz da metafísica em geral, né? Ele não aponta e localiza um autor e critica, não. Ele simplesmente diz aí que na verdade é o devir pelo ser.
¶28Ele ele mete todos os transcendentais disjuntivos de escuto. >> Disjuntivos de escoto. É assim. [risadas] O ato e potência. >> É, falta, falta, falta esse, o ato e a potência.
¶29Tem tanta confusão, é assim, é coisas tão básicas. Vamos citar Aristóteles de novo, ó. Pega a doutrina da abstração de Aristóteles. O intelecto, agente, ele abstrai dos fantasmas ou inteligível que depois é eduzido no intelecto possível. Em resumo, existem existem debates, ocorreram debates especialmente na censa na na especialmente em Pádua, que eram aristotélicos muito versados sobre se Aristóteles acreditava ou não em algum tipo de mortalidade, certo?
¶30Então, essas implicações de que a abstração agora implica o imortal, que implica imaterial, isso aí é uma coisa que é questionada até mesmo pelos por quem criou essa criança chamada abstração, que que são os aristotélicos. Por exemplo, basta ver as críticas esotistas aos argumentos tomistas que tentam fazer uma ligação entre as operações do intelecto, principalmente a obtenção do conceito, com a imortalidade ou imaterialidade da alma. Basta você ver que essas críticas tiram completamente a necessidade de você conectar uma coisa à outra. Não é o caso que o abstrato, que o imaterial implica o imortal. E aí ele fala de uma imortalidade que é transcendente e uma imortalidade que é imanente.
¶31E eu realmente gostaria de saber o que significa de fato essa imortalidade transcendente, né? [risadas] Não sei, >> acho que ele tá falando da alma imaterial, talvez que sobreviva eterireamente, porque novamente ele tá sempre nesse sentido assim, né, de dois mundos meio separados assim, né? Mas é realmente é muita confusão aqui. Essa parte do concreto pelo abstrato e do fenômeno pelo conceito para mim são os piores, assim, são trechos mais confusas. O individual pela essência é bem esquisito, porque ele tá contrapondo, né, assim, o o concreto abstrato, múltiplo um, aí tem o individual e tem a essência dele, né?
¶32Sei lá, [risadas] para quem entende o mínimo de metafísica. Esse esses polos estão meio esquisitos, né? >> E assim, vamos fazer aqui agora as devidas críticas, porque na verdade o que ele tá fazendo aí é muito pior do que a crítica, do que a posição dos dois mundos de Platão, né? Ele tá fazendo uma coisa muito pior, mas grosseira mesmo, que um aluno do ensino médio, ele acha esses conceitos na Wikipédia, põe no trabalho lá do do ensino médio e para o professor. >> Carlos, eu tento sensi civilizado aqui, [risadas] você fala um negócio desse.
¶33>> É, de fato, concordando agora com o nosso crítico que estava nos comentários, o que ele faz, na verdade, é muito pior do que a doutrina da da dos dois mundos de Platão. ele consegue fazer uma porcaria ainda pior do que essa. Então, de fato, nós temos que dar aqui todas as qualificações pro Gustavo Machado por conseguir fazer uma um samba do doido pior do que a leitura dualista de Platão. >> Ai, ai, ai. Vou deixar o Gustavo falar de que o Carlos continue.
¶34Tá bom, Carlos. [risadas] Muito bom. todas as situações particulares. Então, o movimento, o contingente individual tá no nosso mundo imperfeito, no nosso mundo que ainda não atingiu a plenitude do que é essencial, formal, necessário, a plenitude do ser. Como transformar toda a diferença em identidade, o outro no mesmo, heterogêneo e homogêneo, múltiplo em um, o fenômeno em conceito, o particular e universal, individual e essencial, o contingente necessário, devir e ser o movimento em permanência, o sensível intelig, a matéria em forma, o finito, infinito, o temporal em eterna, história e natureza.
¶35Como fazer isso? Aí vai vir as várias teorias metafísicas, tá? da qual eu destaco duas grandes >> teorias. >> Você queria mencionar alguma coisa? Aquele >> fico pensando assim, [risadas] não é possível.
¶36Não é possível, cara. >> Ele põe assim, ó, o indivíduo, ele vai citando os binômies, né? [risadas] Ele realmente acha que o individual ele é tomado pelo essencial, a contingência pela necessidade, o movimento pela permanência, que é a leitura do ensino médio de Heráclito, a controvérsia entre Heráclito e Parmendes, né, de crítica global ou metafísica, né? Olha só, o nosso crítico tá falando o seguinte: "Cara, eu não sou nenhum de vocês. Eu tenho provavelmente uma perspectiva metafísica muito mais próxima de vocês.
¶37Só que você não entendeu a do vídeo e tá falando: "Hum, é só isso". Não, eu acho que a gente entendeu muito bem o que ele tá tratando aqui. Ele ele tá dizendo o seguinte, olha só. Ele está dizendo que antes da metafísica as sociedades todas elas tinham, elas não entendiam como a gente tá vendo aqui, ó. a gente tinha um contato que era mais imediato e a gente não tentava explicar o heterogêneo pelo homogêneo, o múltiplo pelo um, porque isso aqui é uma coisa neoplatônica, certo?
¶38O concreto pelo abstrato. Antes ele estava falando que não havia essas noções abstratas autônomas, que as coisas eram todas concretas. Antes a gente tinha um acesso ao fenômeno e agora esse acesso ele é mediado conceitualmente. Ele tá falando exatamente isso que a gente tá criticando. Não vem dizer que a gente não tá entendendo, que a gente tá criticando isso mesmo.
¶39Aí ele começou a dizer que antes havia uma fusão entre signo e significado. Isso aqui é confundir o nível assim é é e é é cometer vários erros de categoria e tentar assim passar muito pano pro Gustavo Machado, porque simplesmente não, a gente entendeu muito bem o que ele tá falando. Ele tá dizendo que aqui é uma duplicação do mundo com a metafísica. ali tá dizendo, a metafísica procura reduzir, abarcar e explicar e determinar. Primeiro que no caso que a gente falou ali do múltiplo pelo um, isso aqui é uma metafísica específica que ele tentou reduzir malemale, não é a metafísica principal durante o período que a gente gosta de divulgar aqui, por exemplo, da Idade Média, século XI, X, por exemplo, é muito esquisito quando você coloca, por exemplo, os contrastes binomiais aqui, por exemplo, como eu falei, entre [limpando a garganta] o individual pela essência, tá?
¶40Simplesmente não é isso que essas metafísicas estão fazendo. É o particular, o outro que o outro que eu achei bem bizarro, qual que foi? O devi pelo ser também. O outro aqui, o movimento pela permanência, sabe? Não, isso aqui tá realmente errado.
¶41>> Primeiro que o o individual ele nem se contrasta com a essência, que o individual se contrasta com o universal, mas veja que ele já na linha superior ele já coloca o universal se contrastando com o particular. Ou seja, é outra confusão. O crítico aí, ó, particular não é não é o que se contrasta com o universal. Esse contraste que ele tá colocando é errado. Segundo lugar, a essência que ele tá dizendo não se contrasta com o individual também.
¶42E outra, ele claramente faz alusão a vários tipos de movimentos distintos, de metafísicas às vezes opostas, oponentes, e ele tenta reduzir a um esquema binomial, ou seja, é matéria e forma, é finito e infinito, é temporal e eterno. Aí ele fala: "É mudança, movimento pela mudança". E depois cita debaixo, quer dizer, é o movimento pela permanência. E depois ele cita [risadas] de forma imediata, ele cita a mudança pela estabilidade, sendo que na concepção grega mudança também é movimento, ou seja, não haveria necessidade para ele duplicar ali entre mudança e movimento, porque movimento é mudança. >> Exato.
¶43Ou seja, ele pega debates, por exemplo, agora entre Parmênides e Heráclito e e bota aí, sai metendo aí um monte de metafísica, tenta fazer ali um samba do doido e dizer que, na verdade, essa é a crítica à metafísica, essa é a duplicação da metafísica, né? O problema é que ele comete várias imprecisões categóricas, como o Fugita disse, várias várias coisas que são erradas e existe contra exemplos históricos claros a isso que ele tá dizendo. Já citei aqui, por exemplo, a metafísica que inverte os binômios, toma a diferença pela identidade, toma o heterogêneo antes do homogêneo, ou seja, já é um tipo de metafísica que é diferente. Gustavo Machado tá descrevendo, né? é um tipo de metafísica diferente.
¶44Então, como crítica global, metafísica, isso não serve também, porque você tem contraxemplos na história. >> O nosso crítico ainda falou o seguinte, ó, meu amigo, o argumento dele consiste na limitação das abstrações que surgem certas formas sociais e na aparência de universalidade que elas adquirem. Essa parte do vídeo é sobre isso. O problema é que essa tentativa que ele tá tentando fazer de descrever qual era a metafísica dessas sociedades está errada. Exato.
¶45>> Esse é o ponto. >> Está errada no nível ginasial. [risadas] Não é que está errada. Não é que está errada. Poderia estar errada no nível universitário.
¶46No nível [risadas] >> Ai, pera aí, ele falou uma outra coisa aqui. Ele só está dando exemplos com base na obra do Jadi Antunes. Se o Jard Antunes dá esses exemplos, tá errado também. [risadas] Vocês estão focando nos exemplos do cara que não são uma descrição da obra filosófica que ele fez em sua tese de mestrado para refutar. Isso é desonesto.
¶47Ué, >> mas eu não tenho acesso à obra do de mestrado dele. Eu tenho acesso ao que ele tá falando e o que ele tá falando tá errado. Se ele falou outra coisa na tese, é outra coisa, não é? Qual que é o problema aqui? Existe um um jeito correto ou precisamos falar sobre 5 547?
¶48Yeah.