¶1เฮ Ah. เฮ Olá, boa tarde. Sejam muito bem-vindos. Sejam muito bem-vindas ao Central Meio. Hoje é sexta-feira, dia 28 de agosto de 2026.
¶2Eu sou Pedro Dor e comigo estão cá no estúdio do meio no Rio de Janeiro, Yasmin Restum e Alexandre Borges. Aliás, em São Paulo temos também Flávia Tavares. Como vai, Flávia? >> Uau, que presença ilustre. Chega mais.
¶3Flávia, cadê você? Deixa a gente te ver rapidinho. >> Já estou aqui. Hello. >> Hellço.
¶4>> Nossa, hoje a bancada tá cheia, hein? >> Fábia tá brigando comigo? >> Eu também, né? >> É, não é que não mereça, mas ela tá brigando comigo. Exatamente.
¶5>> Jangadíssima. diariamente. >> A culpa, a culpa é sempre sua, Pedro, aqui no meio, você sabe disso. >> E olha, e olha que eu ainda sou delicada de brigar no privado, viu? >> É verdade.
¶6É verdade. >> Mas aí ele Mas rolou, mas rolou um pouquinho de briga no público ali no nosso também que foi que a gente teve que pegar a pipoquinha, ficar quieto, dar um passo atrás. É, gente, que não é fácil, >> mas é parte é parte do é parte do nosso show. Faz parte do nosso show, como diria Casusa. >> É isso.
¶7Sempre >> muito bom. Discordâncias saudáveis. Tudo certo. >> Isso. >> Você que não sai cheio de luxação pelo corpo.
¶8>> É, eu pensei isso. Falei: "Bom, saudável é por tua conta, né? >> Eu tô tranquila. Sem sem violência. >> Eu tô sem medicada.
¶9Tá tudo, ó. Nem tô sentindo. Pessoal, apesar do Pedro ter vazado aqui essa essa intimidade do nosso do nosso estúdio, o tema de hoje é o seguinte. Vocês viram a sabatina do Lula? Pois é, dos 40 minutos de sabatina do presidente Lula na TV Globo, 25 deles foram para falar sobre corrupção.
¶10Mas, ó, tem um detalhe que incendiou a internet ainda durante o programa, sabe? que ao ser questionado sobre os negócios da Roberta Luxinger, amiga do seu filho Lulinha, com o careca do INSS, o presidente não economizou. Ele chamou a lobista de pilantra e garantiu que nunca viu a moça na vida. >> É, pois é. O problema da era digital é esse.
¶11Lula disse: "Nunca vi". Mas as redes contavam outra história. Roberta publicou inúmeras fotos ao lado do Lula. Algumas ela chegou a deletar, não deu tempo para deletar tudo. Então, em uma nota divulgada hoje, Lula disse que o fato de ter sido fotografado ao lado de Roberta infinitas vezes não significa a existência de vínculo pessoal, profissional ou político, diz a nota.
¶12O presidente é uma figura pública que ao longo de sua trajetória, especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. E como hoje é sexta-feira, não poderia faltar também a presença do Guilherme Vernec, trazendo tudo de bom que tem para fazer no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pupo Ri, né, gente? Bastante coisa. Então, puxa aí a sua cadeira, se acomoda, deixa o like, manda sua pergunta no chat porque eu tô de olho e aproveita e já se inscreve no canal porque o central meio tá no ar.
¶13Eu já vou começar então puxando a pergunta pro nosso convidado, nosso analista político, Alexandre. Bom, figura pública tira foto com todo mundo, né? A gente sabe, é impossível lembrar de todos os rostos, mas dá para dizer que o presidente errou feio ao dizer que nunca viu a Roberta antes. Como é que é isso? >> Claro que errou, né?
¶14Bom, ele quer dizer, errou, né? eh eh ele confia na resistência da militância dele aos fatos. E nesse ponto se parece muito com o bolsonarismo e tal. Eh eh você tem uma série de evidências que o Flávio e o Vorcaro tinha uma relação próxima e eles vão negar mesmo que tem uma foto do lado. Ou então a foto mais escandalosa do ano, aquele aquela sauna, aquela piscina que tava ali metade do congresso, daquela eh eh naquele piscinão ali.
¶15Eu acho que só faltou, para quem tem idade para lembrar da referência. Só faltou o Ubert vestido de Vanderlei da sauna, entendeu? Mas eh eh aquilo eh essas coisas acontecem. Claro. Qualquer um de nós aqui, quem tá no debate público, às vezes acontece sair numa foto com uma pessoa e aí a internet, tem uns picaretas na internet que ganham dinheiro fazer um dossiê sobre não sei quem.
¶16E aí quando você vai ver o dossiê é porque você saiu numa foto ao lado de alguém. E eu mesmo, vocês sabem disso, né? Para quem não sabe, em 2017 eu saí numa foto num evento ao lado do João Dória. Ele tava, ele ficou 2 minutos do meu lado, 2 minutos, ficou 5 segundos do meu lado. Eh, eh, a gente saiu do lado de uma foto e até hoje e eh o as pessoas reproduzem um post que o Eduardo Bolsonaro fez me atacando no dia seguinte, dizendo que eu era um apoiador do João Dória, que eu fazia campanha para ele.
¶17O Eduardo, >> na verdade você tava fechado com o Eduardo e todo mundo sabia disso. >> É, exatamente, né? O único Dória que eu sou fechado tá aqui do lado, ó. Enfim. Então, eh eh mas até hoje >> eu tô achando que são ilações, Alexandre.
¶18São ilações. >> É, mas enfim. E e ele, evidentemente eh eh o que a gente não tá falando de uma pessoa qualquer, a gente tá falando de uma pessoa, a a Roberta Lutinger, ela é muito conhecida em Brasília, ela circula lá desde os tempos do protógenos, mas principalmente depois que ela se aproximou do Fábio Lulinha. Ela é muito próxima do filho do presidente da República. Eles têm grupos juntos, né?
¶19Eles trabalham juntos, eles têm um esquema de lobby aparentemente que tudo indica, a o que a gente tá vendo, eles trabalham com essa coisa de tráfego, de influência e lobby, né? Claro, ó, sem problemas jurídicos, é o que está saindo, é o que a gente tá acompanhando pelas notícias, né? Até que se prove o contrário, até que termine as investigações e tal, mas é o que tudo indica. Nós estamos aqui comentando o que aparece, né? Eh, e então é muito difícil você imaginar que o presidente da República não saiba da relação do seu filho com ela, o tamanho da intimidade que a Roberta tem com o Fábio, né, que que ela, eu e o Fábio somos a mesma pessoa, eu sou o Fábio e tal.
¶20Tem muitas frases da Roberta que apareceram, que mostram uma intimidade eh eh quase familiar mesmo entre os dois. E e ele, a frase foi uma frase infeliz, né? Eu nunca vi essa moça, né? Porque ele viu, óbvio, ele saiu num monte de foto. E aí quando quando é claro que isoladamente essas coisas podem ter algum tipo de explicação, você tem que olhar o conjunto da obra.
¶21E no conjunto da obra, você tem a melhor amiga do filho dele com uma atividade de lobby que já apareceu pelas conversas, por tudo que a gente tem visto, pelas ligados a uma um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil, que é a história do INSS, né? E os desvios lá, a história do careca e tal e das eh eh dos desvios do dinheiro dos aposentados. E eh eh nós estamos falando da não só da anteala familiar do presidente, mas da anteala dele no Planalto por causa do Marcola, por causa do seu eh do seu do seu Mauro Cid, por causa do seu principal assessor, que tinha também não só ligações próximas com a Roberta, como recebeu vantagens dela, né? Quer dizer, dinheiro e tal, ah, foi empréstimo, não foi, enfim. Mas entendeu?
¶22Quando você olha esse conjunto, é muito difícil você acreditar que o o Lula não soubesse quem é a Roberta, das relações dela com o filho dele e com a a e e as atividades que eles realizavam. Então, a a na verdade com uma gestão de crise clássica, diria, seria muito mais fala: "Não, eu conheço, eu sei quem ela é, eu sei que ela é amiga do meu filho, eu desconheço algumas atividades que eles faziam agora. nunca via essa essa moça. Ele riu na cara de todo mundo que tava eh eh assistindo, porque ele é o político mais experiente do Brasil, além de ter 80 anos de idade, tá indo pro, quer dizer, tá no terceiro mandato presidencial disputando o quarto. Então, se tem um político vivido no Brasil, é ele.
¶23E obviamente ele sabia que ele seria perguntado eh eh na sabatina, porque depois a gente pode entrar nesse assunto. É um formato que eu não gosto. Acho que a a maneira como tá se entrevistando o político no Brasil desandou completamente, mas isso é uma outra conversa que a gente pode ter. Mas e dentro desse formato, que é o formato que eu que eu tenho apelidado de roast, que é uma coisa que comediante faz muito nos Estados Unidos, né, com celebridade, que aqui no Brasil tentou se fazer chamando de fritada, que aí você pega o sujeito e bota uma fila de comediante para ficar constrangendo o cara. Eh, eh, era óbvio que esse assunto ia aparecer nesse roast, né, que alguns chamam de entrevista sabatina, eu chamo de roast.
¶24Eh, eh, é óbvio que essa pergunta ia aparecer e a a pergunta aparecer não tá errado. É uma pergunta que se eu tivesse entrevistando eu faria. Eh, mas eh eh ele dá uma resposta como se ele tivesse sido pego de surpresa. Ele vai dizer o quê? Ah, eu fui mal interpretado, eu fui pego de surpresa.
¶25Eu não sabia que eu ia ser perguntado sobre isso. É claro que ele sabia. Então, ao dizer que ele nunca viu, é muito difícil, mesmo pulista mais impedernido, defender que ele estava contando com a força que ele tem dos militantes dele de abafar o caso, de aceitar qualquer coisa que ele fale e tentar virar a página e fazer o que o, só para terminar, o que os americanos chamam de war aboutismo, né? que é assim, aí o master, aí o Flávio e o o Vorcaro e tentar desviar o assunto quando na verdade escândalo tem para todo lado. >> É, eu acho que a a a grande bizarrícia ali dessa nunca vi, não sei quem é, é que pelo amor de Deus, as fotos todas que estão circulando agora em todos os veículos estão no Instagram da Roberta Luxings, né?
¶26Eh, veja, é claro que é verdade que presidente tira foto do lado de todo mundo. Eu ten um amigo que é que é ex-ministro de Estado já tem alguns anos. Ele é é é muito curioso quando a gente tá em qualquer ambiente público que ele literalmente eh quando alguém pede para tirar foto com ele, ele imediatamente desculpa. Eh, eu não tiro foto com todo mundo porque você sabe como é que é. faz toda uma explicação, um cara muito gentil, um senhor já muito muito gentil e eh não tira foto com ninguém justamente por causa disso.
¶27É é a maneira dele, inclusive de eu não tô mais na vida pública, tá? Talvez um presidente da República não possa fazer isso. Agora tem pessoas e tem pessoas com quem você tira fotografia. Eh, essas pessoas que são consistentemente chamadas para eventos em que o presidente tá, e é o caso da Roberta Luxinger, aí já não é mais aquela coisa de eu fiz uma viagem ao Piauí para inaugurar uma ponte e de repente apareceram 20 pessoas, fizeram fila e eu fui tirando foto uma com a outra. Não, não é isso.
¶28Não é isso que aconteceu. É uma pessoa que tá a toda hora em eventos nos quais o Lula tá. Isso quer dizer que ela seja íntima do presidente Lula? Não. Mas isso quer dizer que ela tá na esfera de influência direta do presidente da República.
¶29Claro que tá. >> E que é muito difícil não saber quem ela é, né? Não, claro, evidentemente, ainda mais uma pessoa com uma relação tão próxima com o filho dele. E a gente tá falando aqui, acho que é importante também a gente entender, a gente tá falando aqui de um quadrilátero. Esse quadrilátero são no centro e é Fábio Luiz Lula da Silva, é o filho do presidente.
¶30Aí você tem a Roberta Luxinger. Você tem outras duas pessoas que aparecem em todos esses vazamentos. Uma é o empresário Fernando Bitar. Quem é Fernando Bitar? Fernando Bitar era sócio do filho do presidente numa empresa chamada Gamecorp nos primeiros mandatos do presidente da República, que era o principal instrumento de lobby.
¶31E e olha, de pegação de grana mesmo do o escândalo da WE é amplamente documentado. Fernando Bitar, ele não aparece na vida do filho do presidente à toa. Ele é filho de Jacó Bitar, que é um dos principais parceiros de sindicalismo do presidente Lula. Jacob Bitar foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. É um é um é um sindicalista metalúrgico eh histórico, tem três filhos.
¶32Um dos filhos é o Fernando Bitar, que foi sócio do Lulinha na Gameecorp e é alguém que mantém também contato estreito a toda hora com a Roberta Luxinger, >> dono do Sítio Atibaia, né? >> Hã? >> Dono do Sítio Atibaia, né? teoricamente o dono do sítio que que a teoricamente não, né? O nome na escritura é era o dele.
¶33E aí você tem uma uma terceira pessoa que o Antônio Carlos Camilo Antunes, que é uma pessoa que é o careca do INSS, que também tá em conversas o tempo todo com o Fernando Bitar, com a Roberta Luxinger. A gente tem alguma conversa do filho do presidente com o o advogado, com o careca do INSS. que tenha vazado não. Que tenha vazado não. E é esse constante.
¶34Hã, perdão. >> Tem o voo, né? Tem o voo que já tá confirmado pela defesa. Isso. >> Isso.
¶35Isso. Ele pagou férias pro filho do presidente da República na Escandinávia. >> Não, pagou, pagou uma viagem para Portugal para conhecer as fazendas de >> de canabis, de canol, né? Isso. Isso.
¶36Produção de canol. e depois pagou via Roberta Luxinger férias de alto luxo na Escandinávia pro pro filho do presidente da República e sua família. Eh, quer dizer, a a gente tem esses elos eh eh de grana entre os dois, não necessariamente ligado ao INSS. Agora, aí a gente tem a Roberta Luxinger e o Fernando Bitar numa conversa de Zap celebrando o fato de que conseguiram a indicação do presidente da data prévia. A a >> é mais que isso, Pedro.
¶37A dia, por favor. Desculpa te interromper, só que já que você tá descrevendo o vínculo, é mais do que isso. Já o que já está documentado é a sociedade da Roberta com o Fernando Bitar. O que a Polícia Federal está dizendo é que o Lulinha é o sócio oculto, mas a sociedade da >> Roberta com o Fernando Bitar é formal. >> É, não é uma coisa, não é uma dedução de Zap.
¶38>> Isso não, não. Perfeito, você tá correta. É isso mesmo. Existe essa sociedade formal, assim como houve a sociedade formal do Fernando Bitar com com o ferido presidente na Gamecorp lá atrás e tem essas conversas cruzadas entre os quatro, gente. E de duas uma, o filho do presidente da República é o sujeito mais inocente da face da terra, com a minha idade, né?
¶39ele tem 50 anos de idade, é é o sujeito mais inocente da face da Terra, ou então tem um baita no esquema de desvio de grana pública e de lobby eh eh que inclui o desvio de uma fortuna dos aposentados eh e e pensionistas NSS. É, >> então a a a agora tudo isso posto, tipo, não é à toa que o JN gastou 25 minutos falando disso. Tudo isso posto e com Lula ali? Elações, ela ilações. O impacto eleitoral disso vai ser nulo.
¶40Eh, eh, o, o, o o, o eleitorado do presidente Lula não leva em consideração corrupção. De duas uma, ou diz publicamente, isso é, isso é mentira, isso não é verdade, é, eh, são ilações, são absurdos, acusações, vasa jato, isso e aquilo, é a perseguição política. a às vezes fala isso na cara dura, fingindo que os outros estão acreditando e não acreditando a mínima. Às vezes fala acreditando, tá? Eh, eh, acontece.
¶41A questão é corrupção não é um problema pro eleitorado de esquerda. Já foi, não é mais. Não é algo que tire voto. É isso que eu quero dizer com e eh eh fundamentalmente com com a a essa questão de corrupção, não um problema. não tira voto, ou porque acha que do outro lado é muito pior, eh ou porque acha que >> polític mesmo, >> política é assim mesmo, ou porque >> não é uma questão.
¶42Então é por um lado é a obrigação dos jornalistas do Jornal Nacional fazerem as perguntas. Por outro o Lula meio que pode se virar e falar: "Não, não é verdade tá sendo investigado, não estou tirando o delegado da Polícia Federal e lações, ilações e pronto, acabou". Eh, a grande questão nessa eleição, na verdade, para mim, francamente, é que eu acho que tá começando a acontecer a mesma coisa no eleitorado bolsonarista. É, é só isso. A mesma coisa que acontece já alguns ciclos eleitorais com o eleitorado do PT, hoje começa a acontecer também no eleitorado bolsonarista.
¶43Houve uma perda inicial de votos do do Flávio Bolsonaro após o o os áudios de 25 milhões de dólares pedidos por Daniel Vorcaro e passou. E e é isso. Eh, existem diferenças, existem uma, mas eu acho que tem uma coisa de diferença de um certo caráter pessoal mesmo. Eh, o Lula continua lá levantando a mão de Jack Wagner, aliás, foi cobrado por isso no Jornal Nacional. Flávio Bolsonaro das costas para Ciro Nogueira.
¶44Os Bolsonaros abandonam as pessoas. Eh, eh, o Lula não abandona as pessoas. Essa é talvez a principal diferença. Agora, do ponto de vista de integridade das administrações, do ponto de vista de haver ou não haver corrupção, é o que é. >> É, quando a gente fala que não abandona, ele escolhe.
¶45Porque a Roberta, ele chamou de quê? Pilanta, picareta, alguma coisa assim. Mas a Roberta não é ligação dele, né? >> Então isso que eu tô te falando. Ja tá lá 60 anos.Então isso te falando.
¶46>> Ele ele ele sabe pela inteligência política que ele tem que alguns caras que se ele abandonar eh pode criar um problema ainda maior. Então esse >> eu não acho que seja isso não. Eu não acho que seja isso não. Acho que isso é uma postura pessoal do Lula. Eu acho que o Lula não é também.
¶47É, >> tipo, tem uma tem uma eh eh tem uma lealdade, >> é só do companheiro. >> É, eu acho que tem uma lealdade pessoal mesmo. E >> eles chamam, a maneira que eles se tratam é companheiro, né? Eles têm essa ideia de de de formarem um time, de serem companheiros, né? Enquanto que os Bolsonaros, tipo, é o pai e os filhos e só nem as mulheres.
¶48>> É a lógica militar de que você tem soldados que estão numa mesma causa, mas ninguém é parente e se um tomar um tiro, que pena, mas seguimos aqui andando, né? Eh, é, é, é tipo alp, >> não sei se isso é lógica militar, não. Ele >> é é o é o alpinista que vai indo pro Evereste, vai chegando lá em cima, tem um monte de gente morta que você olha pro lado, congelada e você fala: "Ah, isso aqui faz parte, né? subir de Evereste. Você vai ver os caras meio congelado aqui ali, mas vamos subindo, né, >> o que eu ia te comentar é o seguinte, eh, eu acho que tem um, ele largou a mão muito facilmente ontem, tanto da Roberta quanto do Marcola.
¶49Ele botou Marcola para jogo, botou o pescoço do Marcola para jogo. Eu entendi na resposta dele, na resposta. Impressão não, você teve essa impressão? Eu eu >> eu tive muito essa impressão de que ele escolheu defender o Lulinha e o Jack Wagner e botou Marcola e a Roberta para jogo. Que o que ele falou, o que o Marcola sabe que o que ele fez é errado, o que ele fez foi muito errado.
¶50Então assim, é é eu eu não acho que ele vai fazer muito mais do que isso. É, eu acho que >> pelo menos o que apareceu até agora, né? Mas vai saber o que ele sabe, né? Porque a gente tá lidando com o que apareceu até agora, né? Mas e o que que eles sabem?
¶51>> É, e o que e o que eu acho da entrevista eh assim, olhando, né, nesses primeiros minutos aí que foram realmente de, né, de confronto, de colocá-lo na parede, eu discordo de você, Alexandre. Eu já defendi isso aqui ao longo da semana. Eu gosto desse formato porque é a única entrevista dura que esses candidatos vão enfrentar em todo o processo eleitoral. as como eles eles em debate já não seria assim, porque os formatos dos debates têm sido mais e e corretamente, a meu ver, de colocar os próprios candidatos eh confrontando as suas ideias, debatendo as suas ideias. Então, não são tão eh cobrados a dar explicações de temas sensíveis e delicados.
¶52Eh, e de resto eles estão escolhendo, eh, o Lula em particular, o próprio Flávio também, eh, participar de entrevistas longas em podcasts que são ou ambientes eh claramente alinhados ideologicamente ou quando não são os condutores ali, os apresentadores, não são os jornalistas profissionais treinados pro confronto. >> Agora, só uma coisinha, não é esse meu ponto não, tá? Eu não tenho nada contra entrevistadura, mas aí depois eu posso eh desenvolver, mas só para não parecer que nós estamos divergindo e a entrevista ser mole ou ser dura. Não, não é isso, tá? Eu eu >> mole.
¶53Melhor não entrar nesse sexta-feira. >> Já teve ontem ontem o programa já acabou de um jeito. Ontem o programa acabou de um jeito que se >> programa acabou no Ministério do Prazer. Socorro. >> Qualificação indicativa.
¶54Mas a divergência não é a divergência não é essa, tá? Depois eu eu volto meu, eu >> preciso assistir a esse programa. >> Não, sério, eu, o Léo e o Cristian, a gente saiu do controle nos últimos 10 minutos de programa. Foi assim, realmente governado, descendo seu trabal controle, >> gente. Muito difícil, entendeu?
¶55Eu tô tentando até eu até vim assim mais florida para ver se dá uma paziguada. >> A culpa foi do Léo. A culpa foi do Léo. O Léo, o Léo desvirtuou. Léo desvirtuoua com >> mas vai fí que siga no seu argumento.
¶56>> Eh, eu acho que o o os candidatos, com exceção do Ronaldo Caiado, e assim, o Zema, não vou nem considerar porque o Zema tava tão parecendo nem dá para assim, ficou tão furado o argumento de que ele foi não foi no debate para se preparar pro Jornal Nacional que assim, sério, do jeito que ele chegou aquela intervista concorrendo e o Zema tá concorrendo. Então, mas com exceção, com exceção do Zema, eh, os demais candidatos deveriam estar preparados, sabendo que esta vai ser a entrevista mais difícil que eles vão enfrentar, certo? Então, com o Ronaldo Caiado foi super contundente. A Renata e o e o César, eh, teve crítico que falou inclusive que foi demais, que eles interromperam demais. Eu acho que, enfim, o Caiado tava foi merecendo ser interrompido porque fugia demais das respostas.
¶57Aí veio o Renan, não sei se por algum tipo de acordo ali interno de ajuste, de tom, o Renan teve e também eu acho que muito pelo preparo do próprio Renan, o Renan estava muito mais bem preparado para responder e conseguiu falar um pouco mais livremente e mais e formular melhor as suas ideias, mas foi pressionado também. Eu, ele foi menos pressionado do que o Lula foi e do que o Flávio será, eu imagino, hoje, porque ele tem eh menos anos de história de de BO, de capivara para responder, mas senão também teria sido mais preparado. O Lula chegou para essa entrevista sabendo exatamente o tipo de entrevista que ele ia enfrentar. E aí, Alexandre, eu entendo que tem eh duas eh dois movimentos que ele faz. Tem um que é ensaiado, que é, ó, eu preciso conseguir encaixar a história do PowerPoint, eu preciso conseguir encaixar a história do que a Globo fez comigo na Lava-Jato e eu preciso tentar encaixar alguma coisa do que eu fiz no meu governo.
¶58resto e a defesa que ele queria fazer do Lulim e tal, mas a forma dessa primeira parte em particular, eh, pelo menos os nossos colegas analistas e jornalistas estão reportando hoje, que pegou a própria campanha de surpresa, porque o Lula improvisa muito na forma, eu acho que ele pode até combinar com os o marqueteiro, os estrategistas, os talking points ali, mas a forma, a maneira que ele vai escolher fazer isso. É, ele faz muito, muito improviso. E essa coisa da pilantra e da foto já causou um barata voa interno nas campanhas, na campanha, perdão, segundo eh alguns jornalistas hoje já noticiaram, nossos colegas que cobrem esse bastidor. Então, eh, porque de fato não, isso não estava no script. E é a parte de chamar de pilantra, eu acho que para ele sai bom a parte de falar que não conhecia, que nunca viu.
¶59Claro que é desmontada em 30. Um corte maravilhoso pra rede social. É ele falando que nunca viu e as fotos aparecendo. O corte tá pronto. >> O corte tá pronto.
¶60>> É, é um clássico da era digital. você você vai dizer que não tem foto, as pessoas vão resgatar imediatamente a foto que e ainda por cima que existe. Isso é uma coisa. >> A outra coisa é que eu concordo que o o é óbvio que ele conhece a Roberta Luxinger. A Roberta Luxinger é há muitos anos conhecida em Brasília como alguém do círculo próximo do petismo de alto escalão inclusive do Lula e do filho do Lula.
¶61Eh, eh, gente, eh, eh, desculpe, não tem a menor chance dele não a conhecer. Eh, não, ele conhece. Eh, o que eu acho que a campanha vai tentar desenvolver como linha de defesa é a noção de que é isso que você falou, é a é a ideia, é a noção, vai tentar implacar a noção de que o Lula não sabia do que o que que eles estavam eh negociando da sala dele para fora. Lembrando que da antessala dele para fora, porque o Marcola tava ali, né? Então, como que eu entendo que ele escolheu fazer essa linha de defesa política?
¶62>> A jurídica é outra, tá gente? a jurídica é o advogado do Lulinha, é o advogado do Marcola e da Roberta. Eles que vão ter que se entender. A a estratégia política que eu enxerguei ontem do Lula, a versão que ele tá, né, tentando elaborar é essa. Olha, eh, o que esses dois, Marcola e Roberta Luxinger, tramaram aqui de lobby, não chegou ao meu conhecimento.
¶63Não é um problema meu. Ela, eu mal conhecia, ele vai pagar. O meu filho, como é um sócio oculto e ainda não está nada comprovado em termos eh jurídicos, ele não tá indiciado. É isso que eu quero dizer, né? Tem muitos indícios, mas ainda o processo contra ele ainda não chegou em outro estágio.
¶64Ele tá, ele tá esperando, ele tá esperando, ele tá esperando. Olha, eu eu acredito na inocência dele, mas se ele fez alguma coisa, vai pagar e etc. E aí, só para finalizar o meu raciocínio, eu também concordo com o Pedro que a entrevista do Lula no Jornal Nacional não não faz ele perder voto também não. Dificilmente vira voto. Não é ali o lugar para virar voto.
¶65Se alguém, se a militância acha que ele foi pro Jornal Nacional ontem para virar voto, não entendeu a dinâmica do que é essa entrevista. Os dois líderes da pesquisa vão paraa pesqu paraa entrevista para dar explicação de de do que é do que os pressiona naquele momento e tentar não perder voto. É isso que eles vão fazer lá. Então assim, hoje o Flávio, eu tenho certeza, claro que eu vou assistir e posso ser provada, pode ser que eu fique provada errada, mas eu tenho certeza que ele vai ser muito pressionado também por master, porcaro, por rachadinha, por ligação por com miliciano, por pandemia, pelas coisas do pai, tudo isso eu acho que ele vai ser pressionado fortemente. Qual que é o desafio do Flávio?
¶66é não ser um desastre, é conseguir manter, se manter, ter as respostas, mesmo que elas não sejam convincentes, mas mostrar que tem respostas, que se preparou paraa entrevista e não ser um desastre. Ninguém tá ali para virar voto de ninguém. E os dois líderes não estão ali para apresentar proposta. Eles não foram ali para apresentar proposta. Ali não é o lugar de apresentar proposta.
¶67ali é o lugar de se defender de numa entrevista eh que é para confrontar. Então, eh, eu, Claro, é diferente o Augusto Curi, que as pessoas o que que a Renata Vasconcelos e o César Trali vão fazer de acusação contra o Augusto Curi para botar ele contra a parede? Não vão, é óbvio, ele vai poder falar de proposta por 40 minutos, porque ele é um ser relativamente novo na política. quer dizer, totalmente novo, né? Nem acho que ele tenha qualquer outro histórico, mas ele vai ser cobrado sobre as propostas dele, sobre a coerência das propostas e etc.
¶68Agora, o Lula e o Flávio não, eles estão ali para dar respostas a à crises, não a para mostrar programa de governo, nem feitos maravilhosos. É isso, é assim que eu enxergo essa entrevista. >> Deixa eu deixa eu atravessar aqui antes do Alexandre falar. Deixa eu eh eh eu acabei não, minha agenda foi mais irregular essa semana. Uma pena que foi justamente a semana das sabatinas.
¶69Eu acabei não falando muito sobre, mas essa altura a gente já tem tendo sido entrevistados o o Zema, na sequência, o Caiado, aí o Renan, ontem o Lula, hoje vai ser o Flávio, amanhã vai ser o Augusto Curi. Eh, impressão geral, eu acho que houve, entre a entrevista do Caiado e a entrevista do do Renan, houve um ajuste de conduta ali. Eh, eh, e e o Trali e a Renata começaram a interromper menos. O o Caiado foi, eu acho, interrompido demais. Eh, não é que eu discorde de você não, Flávia.
¶70É evidente que ele tava tentando fugir de várias respostas ali, mas tem uma hora que você tem que deixar o o cara falar e e se a cada cinco frases você tem uma interrupção, eh, a entrevista vira aquele embate que nada está acontecendo. Então, mesmo que o cara esteja sendo só mais prolixo na resposta, você tem que dar um espaço para ele conseguir desenvolver, para você ter certeza de que ele tá realmente fugindo. É, independentemente disso, eu acho que tem uma coisa ali no no Caiado que é uma autossuficiência de um político que tá há muito tempo na política, que é talvez excessivamente seguro eh de sua experiência política, sem se tocar com do fato de que a experiência dele com política é ou como parlamentar ou como político local em Goiás. >> Uhum. Não é a mesma experiência política que o Lula tem, entendeu?
¶71O Lula é um cara que tá tem tantos anos, um pouquinho só mais de experiência política o Caiado, mas é sempre ali imprensa de São Paulo, imprensa do Rio, imprensa de Brasília, que é que é diferente o nível de cobrança. É é muito diferente o nível de cobrança, é muito diferente o nível do preparo dos jornalistas. Então, por um lado, tem também uma coisa de uma autoconfiança do Caiado. Ele ele foi muito mal. Eh, em grande parte porque ele não tá preparado, ele não tá acostumado.
¶72Agora, o Renan foi muito bem. O Renan foi muito bem, entende? Eu eu a a as propostas, algumas das propostas dele na minha leitura escapo que nós chamamos de um regime de uma democracia liberal, entendeu? você estabelecer, a gente já teve esse conversa aqui, você estabelecer dois códigos legais, um para um tipo de gente, outro para outro tipo de gente, é atropelar John Lock, entendeu? e dizer que não existe mais a ideia de que todos somos iguais perante a lei.
¶73Você não pode ter regimes jurídicos distintos para cidadãos diferentes de acordo com o que decide a polícia, como o Renan eh eh defendeu. Eh, eu acho a ideia de que para você ser uma potência você precisa de uma bomba atômica absurda. Isso pode ser mudado na Constituição. Isso não é cláusula pétria, a bomba atômica. A ideia de que somos todos iguais perante a lei não pode ser mudado na Constituição.
¶74Você tem que derrubar a Constituição. Mas esse é outro debate. O Renan foi bem. O Renan tava preparado. O Renan, o Renan a essa altura tem duas canchas, né?
¶75Já lidou muito com jornalista experiente e e o cara sabe estar na frente de uma câmera. Ele sabe falar à frente de uma câmera. Ele já é tanta live que ele já cometeu tanto erro. Eh, eh, e, e, e aí tem uma outra questão que é o Renan é inteligente e, e isso faz diferença. Eu não tô sugerindo que o Caiado não seja, não tá?
¶76Eu não sei se o Zema é muito não. Eh, eu não tô sugerindo que o Caiado seja e eh porque muito pelo contrário, eu tenho a impressão que eu tenho do Caiado, todo o contato que eu tenho tive com ele, que é de que é um cara muito experiente, ele só excessivamente seguro de si mesmo e ele não consegue perceber o quanto que ele não consegue passar. Eh, eh, numa conversa, Lula, o Lula sabe e aí, Flávio, eu concordo 100% com a leitura que você faz da entrevista do Lula, tá? Eh, ele foi lá para não perder voto e eu acho que ele saiu de lá tendo cumprido o seu objetivo. >> Uhum.
¶77>> Pronto, fechou. Ele fugiu do que ele precisava fugir. Fugiu com a habilidade de ter que dar explicação a respeito desse governo, entendeu? ficou jogando ali pro pro pros primeiros dois governos, quando a economia do mundo tava uma maravilha e e escapou, jogou pro Temer essencialmente a coisa do INSS, ficaram tentando lá puxar para ele. É tudo bem, mas 60% do roubo foi do seu governo.
¶78Não, mas a gente tinha que investigar. Ficou deixando desviar esse dinheiro durante 2 anos. Por quê? Ele não explicou nenhuma dessas coisas. Mas eu não sei se o público percebeu que ele não explicou, que ele ele escapou das coisas.
¶79Agora é uma velha, né? Ele ele sabe fazer esse negócio com pé nas costas. Eu acho que não deve ter um político no Brasil que tenha mais experiência do que o Lula nisso. Onde talvez a gente discorde é o seguinte, eu tô aí, eu acho que a gente vai concordar, eu tô esperando um desastre porque eu acho o Flávio um despreparado e um preguiçoso que não se prepara e não acho a a a uma mente particularmente brilhante ali, não. Eu acho que o Flávio vai ser um desastre nessa entrevista de hoje.
¶80Eu acho que quem vai fazer voto vai ser o Augusto Curi amanhã, tá? >> Eu não, a gente concorda isso. Eu eu acho que o Augusto Curi vai dar um show amanhã. Eu não tô dizendo que ele vai explodir, que isso e que aquilo, mas tem uma quantidade imensa de pessoas eh desesperadas procurando um candidato. Olham pro Zema, pro Caiado, pro Renan, pro Renan, pro Caiado, pro Zema, não conseguem encontrar.
¶81a gente já começa a perceber aneddoticamente nas redes sociais, eh, só por conta do debate de sexta de de domingo passado, menções ao Augusto Curi. Esse cara é um especialista em autoajuda. Ele sabe se charmoso, ele sabe da palestra, ele sabe encantar, ele é inteligente, entendeu? para todo mundo que tá desesperado procurando um voto que não seja e eh Flávio >> psiquiatra de formação. >> É, não, psiquiatra de formação.
¶82Pois é, eu acho. Mas Flávia, desculpa, eu acabei. Você Eu achei que a gente fosse discordar nisso. Você tava falando que não vamos. >> Não, eu acho que vai.
¶83E aí eu eu juro que eu te devolvo a ler para você, mas só para concluir sobre Cúria que aí você me jogou essa bola, não vou resistir. Além de de ter esse desespero de gente, de um pedaço da população procurando alguém minimamente eh eh com postura, né, com alguma postura, embora o Renan tenha mostrado postura no Jornal Nacional, que foi o que eu falei ontem aqui com o Cristian, porque ele sabe mudar de figurino. ele muda de figurino de live para Jornal Nacional com facilidade, como ele fez na Globo News. >> Mas além disso, tem está rolando um movimento parcialmente artificial em redes sociais de inflar parcialmente. Eu digo porque tem uma parte que tá aderindo naturalmente, mas eh já começou a sair reportagem de que pode tá se tá sendo inflado eh artificialmente eh um movimento Augusto Curi.
¶84Ontem eu abri uma caixinha no Instagram, veja, eu tenho pouquinho seguidor, não sou, é anedótico isso que eu tô falando, mas para eu não tava captando que isso tava ganhando tração nas redes e eu recebi um monte de perguntas sobre o Augusto Curi e eu falei: "Oi, pois da onde que tá saindo?" As minhas redes tá acontecendo também, tá? tá entrando e aí saiu >> perfil que é típico de bote. Típico bote. >> Isso. Isso.
¶85Exato. Porque saiu reportagem de que tem um pedaço da campanha do Flávio, aparentemente eh ajudando a inflar esse movimento. >> Então, o Augusto C tá ganhando seguidor em Banglade. Aí você fala: "Well, >> de repente você vai olhar". >> Mas como que isso ajuda o Flávio?
¶86Eu não sei. Te jogo aí, Alê. >> Ué, dividindo a direita, né? esvaziando o Renan, dividindo o voto ali. O o Renan tá assustando muito o Flávio.
¶87Mas enfim, a gente tem vários assuntos para entrar. Eu queria só rapidamente falar essa história que você puxou do debate, porque eh é uma é uma o o como se faz entrevista hoje em dia. E eu não não tô aqui querendo ensinar ninguém a fazer entrevista, até porque eu sou jornalista sem diploma e aí eu aprendi com o STF que eu tô num nível abaixo. Então e eu vou falar >> blogueiro. >> É, eu sou comunicador e blogueiro, né?
¶88Você >> tá querendo o corte, né, Alexandre? Você tá querendo o corte nas redes, né? Já entendi, já entendi. Mas enfim, então, eh eh o o que eu discuto e eu, por que que eu tô chamando de roast ou de fritada? Para quem não se lembra ou não conhece, tem um formato clássico americano de entretenimento que que uma uma celebridade ela se oferece para um corredor polonês de comediantes que vão ficar fazendo piadas com todos os escândalos, com tudo daquele sujeito e no final ele vai ter um tempinho para também brincar de volta com os comediantes e tal e termina ali em festa.
¶89Mas isso é uma das estratégias de eh até de comunicação corporativa das mais brilhantes que existem, porque você quando você celebridade é envolvido em um monte de escândalo, as pessoas ficam o dia inteiro fofocando sobre isso. E aí se você tiver um bom preparo, um queixo de ferro e coragem e você for bem assessorado, o que que você faz? você chama eh comediantes profissionais que vão fazer as piores piadas sobre tudo que te acusam, entendeu? Então não tem nenhum fofoqueiro da internet que vai conseguir falar algo pior do que um comediante profissional vai conseguir falar. E aí aquilo tudo é jogado na cara do sujeito e ele ri de volta, todo mundo tem aquele momento catártico e termina e o assunto meio que esvazia, entendeu?
¶90Então, é uma é uma jogada de de eh eh de comunicação corporativa e de gestão de reputação absolutamente brilhante, porque você sai como um cara que se abre a crítica, né? E as piores críticas, porque aí quem tá te criticando não é o Zé Mané da rede social, são é o time selecionado dos dos comediantes mais cruéis que vão fazer as piores piadas, né? E eu eu vi um especial eh eh esses dias no no Netflix que que o cara fez isso com ele mesmo. É um cara mais ou menos da nossa idade e ele casou com uma garota de 20 e poucos anos, tava até com filhos eh recém-nascidos e tal. Metade do show dele era ele fazendo piada com ele mesmo, porque ele casou com a garota novinha.
¶91Ele fez 200 piadas, todas engraçadíssimas e todas muito cruéis dele com ele mesmo, entendeu? Ele falou: "Gente, vocês ficam criticando minha mulher, mas ela é prática agora. Ela tem, ela tem muita gente para trocar fralda ao mesmo tempo do velho, do marido e dos filhos, todo mundo rindo e tal, não sei quê". Cara, depois que ele fez 200 piadas sobre ele ser velho e a mulher ser nova, não sobrou mais nada para falar, não sobrou, entendeu? Você, se você quiser contar uma piada, entra na fila.
¶92ele já fez 200 sobre ele com o talento de comediante profissional e você não vai conseguir fazer. Então é uma, enfim, então o o o essa essas as entrevistas quando elas viram, o meu ponto é a diferença de meio e fim, tá? Quando a entrevistadura é um meio para se chegar na verdade eu tô junto. O problema é quando isso é um fim em si, quando é o seguinte: vamos fazer uma entrevista dura de qualquer jeito, porque o assunto não é o entrevistado, somos nós. E nós queremos que o Brasil inteiro amanhã esteja comentando como nós somos duros entrevistando.
¶93E e aí a a você levantar podre do sujeito, constranger o sujeito, em vez de ser uma busca de uma de algo importante para o interesse público, vira um fim em si. Como eu vejo, por exemplo, no caso do Renan, não era o melhor exemplo que eu queria dar, mas assim, eh eh ah, porque o fulano falou no WhatsApp não sei que há 10 anos atrás. Qual o interesse disso? Além, claro, tem um tem uma coisa ideológica, tal, de criminalizar a heterossexualidade, tem uma outra conversa, mas assim, eh eh mas assim, mas no geral é é uma é uma coisa que não que fora da bolha do do da opressão do do matriarcado do Leblon, vamos dizer assim, pro brasileiro, para as pessoas normais de senso normal, não entendeu? Não, não, não, não, não, não, não muda a vida de ninguém, não é coisa do interesse público.
¶94Então, assim, eh eh eu eu vou só para terminar esse ponto do que eu acho que a a gente não se deve colocar como assunto. O assunto é o entrevistado e o interesse público eh eh do que ele tem para revelar. Eh, só para fazer uma última analogia rápida, por exemplo, se se eu pudesse escolher uma pessoa no mundo para entrevistar, talvez o Paul McCartley, talvez seja a grande celebridade viva, né? e um cara que acho que qualquer um gostaria de conhecer e conversar, >> né? E conhecer.
¶95>> Eu certamente, >> né? Eu também. Então assim, imagina que eu tenho meia hora para conversar com o Pacmen. Eu posso fazer três coisas. Uma é o seguinte: "Ah, pô, cantam aquela música para mim que eu adoro." Aí você fala: "Pô, brother, mas entendeu, o assunto não é você, o assunto é ele, entendeu?
¶96Eh, eh, eh, o outra coisa é eu ter uma idiossincrasia e fim, ah, eu, pô, eu amo as suas 300 músicas, mas eu não gosto de obirar. Aí eu pego 15 minutos dos 30 e fico batendo boca com ele e e cobrando ele porque ele fez o bladar. Você fala: "Cara, isso é um problema seu, cara, porque você não gosta dessa música, entendeu?" Mas pro pro resto do mundo que tá assistindo, o fato de você pessoalmente não gostar de Obladará, ninguém tem nada a ver com isso, entendeu? E você tá confundindo o acesso que a sua carteirinha de imprensa deu para você ter meia hora com ele para você zerar uma questão pessoal que você tem com ele, entendeu? Eh eh o o que eu também acho e eu e eu vi isso, eu não quero dar exemplos que eu não quero ficar chutando canela de colega, mas eu vi algumas coisas nesse sentido, entendeu?
¶97Porque eu falei, cara, você tem um problema pessoal com o sujeito e e você tá levantando questões que não, né? E eh em vez de você de repente respirar, enquanto você tá ali aquela meia hora se preparando, microfonando, beleza, pede um autógrafo pro pom para pomar, tudo bem. Agora ligou a câmera, cara, pergunta da turnê, pergunta, faz o que você tá ali para fazer, faz o seu trabalho, entendeu? Enfim, eh eh porque o assunto não é você, é só esse o meu ponto. Agora, se tiver um escândalo que for do interesse público, e eu eh eh eh tem problema nenhum perguntar zero.
¶98Problema nenhum. Eh é só esse não é o fim. Esse é um meio para se chegar a uma informação relevante para o público. Então era era só esse o o o ponto dos jornalistas em diploma aqui que eu queria fazer, mas é uma coisa que tem me incomodado em alguns momentos. E aí eu, para não ficar caindo no pessoal, eu preferi dar uma um um um brush mais eh eh geral sobre o ponto para não parecer que eu sou contra entrevista dura de forma alguma.
¶99Eu já fiz um monte de entrevista e várias delas peguei no pé do entrevistado, mas na minha cabeça, errando como todo mundo erra, mas a minha intenção era tirar uma informação que não é uma informação de algo que pega mal na minha idiossincrasia, no meu grupinho do WhatsApp. É, é algo que eu achei que era de relevância do, do, do debate público. Eu, eu, eu tenho dois comentários a fazer. O primeiro é em resposta um comentário aqui do Cléber Viana que falou, desculpa, Cléber, você falou, mas estão estontice, né, cara? O comentário é: vê se pode.
¶100A essa altura do campeonato, em 2026, melhor disco dos Beatles Abby Road é universalmente reconhecido que é Revolver. Então, pelo amor de Deus, Abby Rods é só o terceiro, >> entendeu? Porque Sergeant Peppers é o segundo. >> Ah, tudo bem. >> É o segundo.
¶101E universalmente é reconhecido que Pet Sounds é melhor do que Sent Peppers. Qual pet? É, OK. Eu não sei se é melhor, mas na mesma liga. Joga na mesma liga.
¶102>> Marcito, você tem lugar de fala para opinar. é melhor. >> Mais um que vem aqui. Aby Road é melhor. Maravilhoso.
¶103>> Claro que é. Claro que é. É o melhor. >> Claro que é. >> É que o Seners é muito revolucionário.
¶104É uma coisa, você imagina não revolucionário é pet sounds. >> Cara, aquele bando de garoto de 25 anos produzir um sergeant peppers é um negócio. >> Aquele bando de um único garoto produzindo Pet Sounds é o quê? P >> antes de Peppers. Pet Sounds é maravilhoso também.
¶105Joga na mesma liga. Foi o que eu te falei. >> Brian Wilson. Não é eles >> Brian Wilson sozinho contra John Paul e George Martin. >> Não.
¶106E e e eles reconhecem, se você conversar, se você olhar entrevistas do Paul Mcarden falando, ele reconhece a qualidade do Brown Wilson. Ele é um admirador. É inspirador. Imagina. Eu tô eu tô brincando.
¶107As contas a gente tá falando aqui e eh deuses no Olimpo eh disputando, né? >> Eh, eu eu vou discordar de você do eh eh eu acho que >> é que você tem diploma. Não, não tenho. Não, não tenho. Eu sou um dropout.
¶108E eu tenho, o pior de tudo é que eu tenho pós-graduação em jornalismo, mas eu não tenho a graduação. É, é, é isso. Posto >> complemento. O o o Vamos lá. Eh, eu acho que e entrevistar um um um sujeito fundamental pro século XX, eh paraa cultura e pro pensamento e e para construção da ideia do que foi o século XX como Paul McCartney não é a mesma coisa.
¶109E eu não acho que uma entrevista com Paul McCartney seja apenas uma entrevista com artista. Não foi uma analogia que eu quis fazer para não pegar no pé de colegas e falar: "Olha, vamos lá. Você não pode chegar e falar assim: "Ô, Renan, você tinha 23 anos de idade e você foi pra Europa arrumar namorada, você fez turismo sexual, por exemplo. Eu eu tô há dois dias ofendido com esse negócio que eu ouvi. Por exemplo, >> Alexandre, vamos lá.
¶110Eh, não é a mesma coisa que entrevistar candidato a à presidência da República. Eu acho que o Renan, >> eh, o problema do Renan é que não é a a viagem a Suécia, não é nem a viagem a Ucrânia que ele fez com com mamãe. Não, não, não, não. Eles e eh não é veja, >> eles também mencionaram a viagem à Ucrânia e o fato de que ele tava do lado do Artur. Eh, e ele inclusive condenou e ele inclusive condenou a a frase do Artur, mas o problema é que tem na história do Renan um excesso de presença.
¶111É, é vídeo na internet, dentro do MBL. É tipo, eh, vamos pro tal bar, se o bar tiver ruim a gente vai estuprar a fulana, >> a Bárbara, minha amiga, inclusive, e ela fez e ela fez 500 vídeos explicando o que que era brincadeira e tal. Enfim, mas >> tudo bem, tudo bem. Mas veja, percebe uma coisa. Eh, primeiro, eu não acho que seja e eh eu não acho que isso seja, levar o assunto pro Renan, desculpa.
¶112Tá só tudo bem, tudo bem. Tava falando o meu comentário geral sobre entrevistas como alguém que exerce o jornalismo faz 32 anos. Como é que eu penso esse troço? Eh eh e e no contexto da entrevista de um presidente da República, o e e sendo heterossexual, tá há mais de 32 anos. Quer dizer, eu não acho que seja criminalizar eh eh heterossexualidade.
¶113Eh, tem uma performance específica da turma do MBL, eh, pelo menos dos héteros do MBL. Eh, tem uma um tipo de performance específica de masculinidade que consistentemente faz humor com violência contra a mulher. >> É, não sei. Não, >> não, cara. É, é, é, é, veja, você pode se virar e falar: "Ah, é humor, é brincadeira, é isso".
¶114Eu acho que é, eu não acho que por acaso eu conheço eles por acaso tudo bem. E eu não acho, eu não acho que você fazer piada com violência queira dizer que você vai fazer e praticar violência. Naquele caso específico tem toda uma explicação, eles estavam bêos, era de madrugada, eles eram jovens, ele já se falou mil vezes que tava errado, entendeu? E aí fica voltando nissoud basicamente colar >> Alexandre Alexandre, eu acho que existe uma razão >> para no como eles ressaltaram durante a entrevista 90% do dos afiliados ao Missã serem homens ou quase 90% serem homens. >> Mas mas a política no Brasil é muito atraída pros homens.
¶115Não, não, não, não, não. Nem nenhum outro partido tem um desnível entre afiliados homens e mulheres. Alguns mais, outros menos, mas nenhum como missão. E isso tem razão de ser. Não é um espaço em que a maior parte das mulheres se sentem à vontade.
¶116E eu entendo que não se aí você dá um salto entre ter pouca mulher e mulher. É isso. E isso é se você tem consistentemente um um um tipo de discurso dentro de câmara, fora de câmara, sem se preocupar com uma câmera ligada ou não, eh eh que faz piada com a violência em relação à mulher. Eu acho que essa é uma pergunta que eu quero fazer com o candidato da de à presidência da República. Eu quero que ele me explique melhor como é que é a postura dele.
¶117E tem outra coisa, eu acho que entrevista com candidato à presidência da República não é apenas para averiguar que escândalo, em que escândalos eles estejam envolvidos, não é apenas eh eh para compreender o o programa político deles, mas é também para compreender como que aquelas pessoas reagem sob pressão. >> Aí eu concordo. Aí eu tô com você, entendeu? Porque porque presidente da República, presidente da República vai estar so pressão 100% do tempo. Eu acho que o Renan foi bem, tá?
¶118E eh so pressão no Jornal Nacional, ele ele não ele não teve uma alteração eh eh eh emocional, que é o tipo de coisa que você espera de um presidente. Você deu essa quando eh deu esse ponto aí eu vou bater. Eh eh é porque eu acho que ele não foi bem no debate de domingo e ele aprendeu a lição e recalibrou, entendeu? o o debate da Band, ele não foi bem, né, na minha leitura. Eh eh >> concordo com você.
¶119>> E aí eu acho que ele teve um um um ele entendeu a repercussão e e ele é um cara inteligente, como você sabe. Eh eh eh e a vida é assim, cara. É a primeira vez que ele é a primeira vez que ele é candidato e ele ele foi num debate e não se saiu bem, entendeu o onde tinha errado e deu uma recalibrada pro Jor Nacional. Pode ser. Eu acho que tem mais uma coisa que tá saindo do radar eh dessa análise eh que é o fato de que numa eleição em que a diferença do número de eleitoras para eleitores é de 8 milhões, objetivamente, perguntar sobre um o passado da pessoa, coisas que ela falou sobre mulheres importa se já falou coisas consideradas agressivas pelas das mulheres.
¶120Isso importa, Alexandre? Isso importa. Importa para as mulheres. Flávia, olha só, >> deixa eu terminar de falar, por favor. Perdão, perdão, perdão.
¶121>> Eh, o todos os veja bem, é uma jornalista mulher na mesa, na bancada, lá na entrevista, não tô falando aqui, tô falando lá na entrevista, em todas as entrevistas que o Renan forar. em veículos eh não militantes, ele vai ser confrontado por jornalistas mulheres sobre isso que o Pedro falou, porque não é um movimento isolado do eh Renan, esse esse tipo de passado eh controverso, eu vou chamar assim, com sobre as coisas que ele já falou e já brincou. Bem, eu vou pôr bem entre aspas, porque a própria menina quando fez o vídeo, eu vi o vídeo dela explicando a brincadeira, ela mesma falou: "Não é uma brincadeira aceitável". E eu já falei isso para ele. Então, chamar de brincadeira não é algo que que justifica diminuiu esse episódio.
¶122Perdão. >> Isso. Mas então ele vai ser confrontado com isso como provavelmente o Flávio vai ser confrontado com isso. Como se o Lula não tivesse, se fosse 3 horas de entrevista, o Lula deveria ser confrontado com isso também sobre falas machistas que já fez e sobre não só falas, ações, porque não se trata só de falar, tem uma ação. Ontem mesmo ou anteontem, o um dos braços direito do Renan prossegue na atitude fazendo provocaçãozinha sobre a avó, a mãe, sei lá, da Natália Bolo, sei lá.
¶123Isso, isso viralizou ontem. Então, não é algo que saiu da pauta, é algo que um dos aliados dele segue com o mesmo comportamento. E se é um comportamento que eles gostam de fazer justamente para provocar o debate, para expor a hipocrisia do que seja, assuma. Assuma. Agora, não dá para fazer esse tipo de provocação e achar que não vai ser cobrado num debate presidencial.
¶124Você quer ser presidente da República num país além de tudo, onde a maioria das eleitoras são mulheres, você vai ser cobrado por jornalistas mulheres sobre falas ou e ações machistas que você teve e tem que ser. E eu acho que tem que ser. Então, eu discordo muito de você neste ponto. Eu não acho que é anedótico nem pessoal. Eu, se eu fosse convidada a uma entrevista com qualquer um dos candidatos, como vocês sabem, a gente já falou aqui várias vezes, todos estão convidados a vir ao meio.
¶125A gente ainda não decidiu a logística de como isso aconteceria. as entrevistas que foram feitas até aqui, a a que foi feita com o Ronaldo Caiado, foi só o Pedro que a conduziu, porque existe uma razão para isso. Não é porque ele me excluiu, é porque flui melhor quando é um entrevistador só, uma conversa longa, tem uma linha de raciocínio, tem uma coisa que vai ligando uma na outra. Quando são dois, um atravessa um pouco o outro. Mas caso a gente decida que que vá ser importante ter um homem e uma mulher na bancada, eu não sou militante, eu tenho as minhas visões de mundo, mas eu não sou uma pessoa que tá que tá na militância, eu sou uma jornalista profissional e eu vou fazer perguntas sobre políticas públicas e ações e atitudes com relação a mulheres.
¶126Então, as duas, eu vou eu vou fazer questão de fazer porque eles pedem voto pras diretamente, especificamente pras mulheres, eles contam com isso, então eles vão ser cobrados por isso. É justo que sejam por interesse público, pelo interesse público. As pessoas não conhecem o passado do Renan, ele é um candidato novo. Trazer o passado dele importa, é interesse público. Sim.
¶127E ele como candidato à presidência da República vai ser chamado a dar explicações. A explicação dele pode convencer ou não. Vai ter gente que vai olhar e falar assim: "Aí, ó, jornalista de mimimi". Faz parte. É parte do debate público sobre a postura que o MBL e o Renan decidiram ter.
¶128Faz parte. Vai ter gente que vai olhar para ele e vai falar: "Olha que homem corajoso de falar que essa mulherada tá militando". faz parte do debate público, do convencimento. Vai ter outra parte que vai falar: "Eu, como eleitora, não admito votar num candidato que já tratou mulher assim, seja por brincadeira ou não. Eu, por exemplo, não admito, não admito e e me incomodo profundamente quando eu vejo alguém da esquerda, que é o meu campo ideológico, repetindo esse tipo de comportamento.
¶129É, é, é algo que me fere, me magoa, que faz eu repensar meu voto. Sim, porque meu voto ideologicamente fica ameaçado com atitudes machistas. Então, eu não acho que seja irrelevante. Queria só trazer esse esse lá. É, eu, eu e queria dizer de novo para não parecer que nós estamos falando de e a gente levanta e esse é um problema hoje que eu acho do debate público inclusive e e eu não tenho problema de entrar nesse ponto porque eu não sou candidato a nada e eu acho que depois de uma certa idade alguém tem que encarar essas coisas, não ficar constrangido.
¶130Mas o o que a gente em maior ou menor grau tá vendo sempre é isso. você levanta um ponto e aí eh eh levanta-se 1 discussões que parece briga de casal. Ah, mas você, a sua mãe há do anos atrás e eu acho que a gente tem que botar a bola no chão, do que que a gente tá falando, tá? Então, assim, eh quando eu digo que algumas perguntas específicas para o Renan e algumas coisas que se associam a partir dessas perguntas, eh não foram justamente calibradas, não eram do interesse público e vem de um lugar ideológico de quem não gosta do Renan, eu aí a resposta é: "Ah, então você não gosta de mulheres e você, pô". Entendeu?
¶131Não é disso que a gente tá falando, gente, entendeu? A gente tá falando de uma coisa muito específica, onde o Renan foi criticado porque, meu Deus, ele com 23 anos fez uma viagem a Suécia e ele disse que ele queria namorar na viagem e e isso foi chamado de turismo sexual. Eu acho isso muito grave, muito sério, entendeu? Eh, eu acho até que que extrapola os limites da conversa e pode ir até para um campo jurídico, eu não sei. Acho uma acusação muito grave, muito séria você l você chamar de turista sexual um cara que diz que com 23 anos solteiro não queria namorar na viagem, entendeu?
¶132Entre os amigos, entendeu? Isso não, para mim, isso não é de interesse público. Eh, eh, eh, isso é outra história. Eh, eh, o meu ponto é quando vocês vão lembrar que em São Paulo eh na Avenida Paulista tava uma obra do metrô e tinha um buraco da obra do metrô e essa obra colapsou, morreu gente, foi um acidente horroroso. No mesmo dia, >> do lado do prédio de abril.
¶133>> Isso, do lado do prédio de abril. No mesmo dia, o Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo sacaneando a construtora, porque a construtora tinha engenheiras mulheres e dando a entender que como tinha um ouquismo na construtora de contratar mulheres engenheiras, é, é nisso que dá, é isso, tem que ser confrontado, óbvio, entendeu? Você tem que chegar pro Eduardo Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro ele, entendeu? Eu estou diferenciando garotos de 20 anos fazerem uma brincadeira entre eles que eh o às vezes de repente seu irmão faz, seu filho faz, enfim. E eh e e a versão feminina das mulheres entre elas com as amigas podem fazer coisas que a nós homens choquem também, entendeu?
¶134Que a gente preferia não ouvir ou não saber, entendeu? Isso é uma coisa que tá num terreno, entendeu? que me incomoda às vezes, gente que é se diz extremamente liberal e que é até maor menor grau liberal nas suas próprias vidas, mas na hora que para pessoas que você não gosta, você vira um puritano do do da nova Inglaterra do século X. Eu fiquei me lembrando aquele filme The Witch do Robert Eggers, daqueles caras de com aquelas roupas e e eh e lá de lá do do Massachusetts do século X, entendeu? a gente escolhe.
¶135Tem hora que a gente está no país do carnaval, da globeleza, de todo mundo, de biquíni, do funk. E aí quando vira uma chave, a gente vira o o puritano do do daquela época. Mas o meu ponto é o seguinte, o Eduardo Bolsonaro, eu tivesse entrevistando, eu ia perguntar: "Eduardo, quando teve aquele acidente lá, você publicou um vídeo falando que a construtora contratou engenheira mulher demais. Você acha que ter mulheres engenheiras numa construtora leva a a a obra cair? Isso eu acho uma pergunta de interesse público.
¶136Ali pode ter um preconceito e eu gostaria que ele se posicionasse e se explicasse se ele acha que uma construtora com mais mulheres, né, eh assinando obras como engenheiras faz daquela construtora ser mais perigosa e mais aberta a a a acidentes. E isso eu acho, e eu tô na mesma página, eu concordo. Só que eu acho isso diferente, é, e de você eventualmente e e pegar uma conversa de WhatsApp, alguma coisa e extrapolar de um jeito que talvez você não quisesse que as suas próprias conversas de WhatsApp fossem extrapoladas, entendeu? porque pessoas conversando ali com uma certa eh liberdade entre amigos e até eventualmente pedindo desculpa depois, dizendo que não devia ter falado da aquilo. Enfim, eu só tô fazendo essa diferenciação, mas é eh eh porque o chato é parecer que o assunto aqui é ou não é o Renan.
¶137Eu acho que a gente tem a críticas a fazer e ou comentários a debater em todas as entrevistas e também o padrão duplo, o padrão duplo do Lula chegar para Renata Vasconcelos e dizer para ela: "Eu esperava mais de você e aí não é M Plin, não é Lulas Plain, aí não é, entendeu? Eh, o o o Lula virar para Renata Vasconcelos e dizer: "Eu esperava mais de você. Um candidato de direita hoje, o Alexandre Moraes tava fazendo ele inelegível e fazendo busca e apreensão no no Primo de terceiro grau dele, entendeu? Para para para pegar celular, entendeu? E para saber da onde eh eh entendeu?
¶138Então o Brasil ele passa uma impressão de que tem pesos e medidas, entendeu? E que o o o você imagina o Caiado virar para Renata Tavasconcelos e dizer: "Eu esperava mais de você e o Brasil não cair". Vamos lá. Acho que seu ponto tá feito. Eh, eh, eh, eu, eu, vamos lá.
¶139Primeiro, eu concordo com você que existe um duplo padrão na esquerda. Eu concordo que o o a turma wou, a turma de identidade passa da linha o tempo todo. Eh, eu não sou um puritano de Sailor e meu sobrenome não é Hworn, entendeu? Não estou preparado aqui para julgar bruxas. Eh, eh, e, e não tô em busca de bruxas.
¶140E o meu problema não é o que o Renan falou num vídeo, num zap ou seja lá por e-mail tenha sido quando ele tinha 20 e poucos anos na Suécia. Meu problema é um padrão que se repete. >> Tudo bem, eu acho legítimo. >> É isso. Eu >> eu acho legítimo.
¶141O problema não é uma mensagem, é o padrão que se repete. E quando há um padrão que se repete, eu acho que isso é uma questão eh eh para se levantar. E quando se compara com o fato de que mais de 90% dos afiliados do Missão são homens, é claro que a questão de existe espaço paraa mulher na maneira como vocês pensam política? Eh, que o que que vocês realmente acham sobre mulheres? Porque a maneira de vocês lidarem com elas e humor é é violenta, entendeu?
¶142Eu vou te falar uma coisa, a coisa da Suécia é é a mim não choca nada. A coisa da Ucrânia, eu fiquei absolutamente horrorizado. Eu vou te dizer porque que eu fiquei horrorizado. Eh, eh, e eu sei que aquilo é o Artur do Val Renan Santos, tá? >> E e é importante fazer esse negócio, >> não é o presidente da República como Bolsonaro dizendo que deu uma fraquejada porque teve uma filha mulher.
¶143Sei que isso me incomoda. Ou então que olhou para refugiadas venezuelanas numa favela e e e falou: "Rolou um clima". É isso. Não, não, não, não. Agora, eh, e eu concordo que o que o Artur tenha sido caçado da Aespund.
¶144Aí o pessoal aproveitou de uma oportunidade e caçou ele do que pelo problema. Isto posto, eu acho que o que ele fez que um fala é que um deputado tinha tocado uma deputada do pessool e não foi caçado. Eu concordo com você. Tudo isso, isso posto, eu acho que ele fez algo que era passível de cassação >> e foi caçado. >> E foi caçado.
¶145Eh, foi desculpa. É que nem o impeachment da Dilma. Eh, e existia o crime e não foi por conta do crime fiscal que fizeram o impeachment, foi para botarem o Temer para ele fazer e eh segurar a Lava-Jato. O o ponto aqui é o o ponto aqui é fundamental o seguinte, cara. Eh, eh, eu já tive com com gente que passou por guerra.
¶146É, você tá num ambiente de refugiados de guerra, que a miséria humana no pior nível, tendo um movimento político, tendo levantado eh eh levantado recursos para levar doações para refugiados de guerra. E aí você olha para aquelas mulheres e a coisa que te vem a cabeça é são fáceis porque tão em desespero. Cara, isso me dá uns uma depressão. Mas foi horrível. Eu acho que ninguém ninguém discute.
¶147Foi horrível. Horrível. Eu sei. E é quando a gente olha para pro comportamento dos héteros do MBL. Quando a gente olha para isso, eu tô falando dos héteros, gente, porque aquilo é um ambiente onde nem todo mundo é heterossexual, tá?
¶148Tipo, não é como se fosse uma coisa. Não, não, claro, não, não, mas eu não tô falando em detrimento, não. Eu tô falando para sublinhar. Não é como se fosse um bando de menino héteromachista, não. Primeiro porque não são meninos e porque nem todo mundo é hétero.
¶149Eh, o ponto fundamental é a toda hora e a a como tem vídeo desse tipo? Eu acho que é um questionamento super legítimo. Flávia, você queria falar, >> eu ia acrescentar só o Lula ter falado isso pra Renata ontem. Eu acho profundamente desrespeitoso. Profundamente desrespeitoso.
¶150E digo mais, sabe por que o que mais me deu desconforto além do desrespeito flagrante, né? Porque ele fala, ele tenta, ele tenta fazer o desrespeito com, com algum charme, Renato, aquele sorriso e tal, mas onde pegou o desconforto mais fundo para mim, o número de vezes que eu já ouvi esse tipo de coisa como jornalista de tipos muito variados de pessoas, de grandes empresários, a políticos, a acadêmicos, a personagens da cultura é uma coisa eh é muito difícil para uma profissional da comunicação mulher ver aquela cena e não ficar imediatamente desconfortável dentro da própria pele, eh, como foi aquele momento do Lula ontem. Para mim foi o pior momento dele da entrevista. Eh, não é a primeira vez que ele faz esse tipo de coisa. Eh, eu Ele não é agressivo com jornalistas mulheres, nunca vi ser.
¶151Mas esse tipo de eh desqualificação disfarçada de charme a primeira vez, não vai ser a última, não é o único e é muito frequente com jornalista mulher. É muito difícil mulher entrevistar autoridade. >> E o Lula faz essas toda hora, hein, Flávia? O o Lula, >> o Lula apronta dessas com frequência, né? >> Toda hora.
¶152Sim. Eu sei. Não, não, não, não, não. Eu tô concordando com você. Ele não costuma ser agressivo, ele faz isso desse jeito de minha querida, que você tá falando >> enquanto a J passa o dia inteiro chamando todo mundo de misógeno.
¶153>> É isso. É isso. E e a militância de esquerda finge que não vê essas coisas, né? Com muita frequência. >> Finge que não vê.
¶154E ele faz isso direto. E assim, é muito desconfortável. A a Renata ficou super sem graça, deu uma risadinha sem graça, porque não é o perfil do dos entrevistadores do Jornal Nacional chamar na xincha na hora d na lata. Eles eles pressionam nas perguntas, mas eles eu eu imagino que eles jamais fariam presidente, o senhor tá sendo machista. Não faria isso, entendeu?
¶155Com nenhum deles, eu acho. Vamos ver hoje. Não sei, talvez a gente se surpreenda. Eh, ele o que foi muito deselegante. >> É, o Lula dá uma cobrada neles do PowerPoint tal, que o Tral até fica se explicando ali, não, nós já nos retratamos.
¶156Não, mas isso é do jogo. Isso é do jogo. Isso não é não é desrespeito, não é machismo. É do jogo dele. >> Isso é ele estar lá e tentando marcar uma posição de que ele foi injustiçado pela Globo na cobertura da Lava-Jato.
¶157E eu acho que, enfim, faz inclusive eh aquece a militância e faz parte do show ali. >> Foi um momento que ele marcou um ponto. É, ele foi um momento que ele marcou um ponto com a com a militância, >> né? Então, então eu acho que super fez parte. Mas este momento que você pontuou, eu não queria deixar passar não, porque eu concordo que foi muito desconfortável, deselegante e e é recorrente.
¶158E ele faz isso sim, bastante eh com os jornalistas mulheres. Muitas pensó, eu sou 22 anos de jornalismo já. Se eu começar, se eu começar a narrar aqui esse tipo de episódio, nós não vamos acabar hoje. Diga aí, Yasmin. Flávia, eu tô aqui escutando você falar de análise.
¶159No fundo, o que a gente tá fazendo aqui é é uma análise do desse desempenho dos candidatos, questões de de como eles se posicionam, enfim. E e é muito interessante ver se se, digamos assim, não é a entrevista pura e simples o conteúdo da entrevista somente, é o que tá por trás do da parte imagética ali, comunicacional. E falando nisso, eu preciso trazer aqui, preciso perguntar pro Pedro, porque até tá chegando aí uma novidade, vai estrear nesse final de semana um programa novo aí, um tal de reage. Como é que é isso, Pedro? conta pra gente.
¶160>> É, a gente já fez isso na a gente já fez isso na nas últimas eleições e e vamos ver como é que vai ser o fôlego para encarar essa eh todos os dias de propaganda eleitoral gratuita. Mas o plano inicialmente é fazer um react da propaganda eleitoral dos candidatos à presidência da República e e a propaganda eleitoral, evidentemente, começa essa esse sábado. Então, >> da presidência, né? >> Da presidência. Da presidência.
¶161Eu não vou fazer isso para pr pras candidaturas ao governo do estado. Eh, a Flávia se ofereceu para dividir essa essa pancada comigo. A princípio eu vou tentar poupá-la disso, até porque ela também tá carregada de trabalho a a até dizer: "Chega e e vamos lá, vamos encarar, vamos tentar fazer isso." E e e isso tem uma razão de ser, tá? Eh, propaganda é como os candidatos tentam seduzir determinadas parcelas do eleitorado. Então, a ideia desse React não é fazer, porque no fim das contas você pode encarar um uma reação, é, a propaganda eleitoral gratuita, um react propaganda eleitoral gratuita de várias maneiras, né?
¶162Você vai fazer o quê? você vai fazer uma eh uma crítica ao às propostas. Eh, eu vou trazer um pouco disso, mas principalmente a minha preocupação ali vai ser tentar mapear com que eleitor que os candidatos estão querendo falar, como que eles estão tentando falar com esse eleitor e explicar pro nosso público por que eles estão preocupados com aquele eleitor especificamente. quer dizer, é é um pouco de tentar eh desvendar a estratégia de comunicação, até porque a gente tem outros espaços onde a gente fala da da política per. Então é isso, eh vamos conversar sobre propaganda eleitoral gratuita, sabe?
¶163E aí vale a pena, inclusive, a gente ouvir o Alexandre também nessa conversa, eh porque uma quantidade muito grande de pessoas depois da eleição de 2018 meio que chegou à conclusão de que, ah, televisão não tem mais nenhuma relevância. Agora, a única relevância é é a internet. Isso só é parcialmente verdade. A propaganda eleitoral gratuita ainda é a maneira como uma pela qual uma quantidade muito grande de brasileiros têm contato com política. Eh, e não só aquele blocão que tem depois na hora do almoço e depois de noite, os spots de 30 segundos distribuídos ao longo do dia para quem não tá preocupado com política, talvez aquela seja a única comunicação que eles tenham a respeito dessa campanha antes de votar.
¶164Então a gente ainda tem, me parece, que se preocupar com a maneira como políticos se comunicam com a sociedade, que candidatos se comunicam com a sociedade. Então o objetivo do programa é esse, estreia, estreia amanhã. >> Isso aí >> é só um ponto rápido sobre isso. Eh, televisão é muito importante porque a televisão te obriga o candidato a desenvolver o raciocínio eh eh com mais tempo do que ele tem ali no corte rápido e tal. E isso às vezes é bom, às vezes não é como como na vida as pessoas que você conhece.
¶165Às vezes você conhece uma pessoa rapidinho, troca duas palavras, fica: "Ai, que legal". Aí de repente você tem e senta com a pessoa e conversa meia hora, uma hora você fala: "Ã, de repente não era o que eu tinha achado conversando 10 segundos". Eh, eh, é mais ou menos com o candidato. O, o, a gente viu isso muito com o Eneas Carneiro, por exemplo. O Eneas ele era o meu nome Eneias.
¶166Aí ele falava em 15 segundos, ele viralizou. Aí até um dia que ele foi fazer o Roda Viva. Aí todo mundo foi entender quem ele era. Ele teve uma hora para falar todo mundo, ah, esse que é o cara, entendeu? É isso que ele pensa agora que ele tem uma hora para falar.
¶167Então a televisão ela é muito importante. Não porque a pessoa vai ter contato direto com aquela mensagem naquele momento. Alguns vão, mas não é o normal. O o ponto é aquilo obriga o sujeito a falar meia eh eh 30 segundos, 1 minuto, 2 minutos, 3 minutos. obriga ele estruturar um discurso e obriga ele a ser confrontado com eh eh, por exemplo, ele vai fazer um programa de 3 minutos sobre saúde.
¶1683 minutos é tempo para caramba, entendeu? Então você tem obrigatoriamente que desenvolver um raciocínio e e você vai ser cobrado por isso e você dá inclusive muito material pros seus adversários e pra imprensa para cobrar ali em cima daquilo. Então é muito importante sim na maneira como ele estrutura o discurso do candidato e como ele fornece pro debate público coisas que apenas ali nos cortezinho ali de poucos segundos TikTok, aquilo não não é muito fácil. Aquilo é só uma é o americano chama disso de one liner, né? É, é tipo assim, aquele cara que dá uma frase, que dá um bordão e tal, e isso que normalmente viraliza aquele cortezinho rápido e tal, mas a televisão ajuda a você a a a conhecer uma faceta importante também do candidato.
¶169>> Pessoal, só para ficar frisado aqui, as propagandas eleitorais começam amanhã, né? Começa hoje. >> Ah, começam hoje. >> Começa hoje para governador presidente. É verdade.
¶170Amanhã est >> se alterna. Eh, domingo vai ser de novo governador, segunda-feira é presidente e vai se alternando assim. >> Alterando. Perfeito. Mas, ó, o programa reage, vai ao ar em três edições semanais, tá?
¶171Então, pode anotar aí. Domingos meioia e 15, quartas às 2:15 da tarde e sextas também às 2:15 da tarde. Vocês vão poder se divertir com as análises de Pedro Dória sobre as propagandas eleitorais. E bom, Alexandre, muito obrigada pela sua presença. A gente precisa chamar o Guilherme Vernec para falar um pouco de cultura.
¶172Vamos aí para um nicho também você gosta, mas enfim, precisamos aí nos despedir. Foi foi ótimo. Muito obrigada pela sua presença, pelas suas análises. >> Semana que vem a gente tá aqui de novo, né? >> Excepcionalmente na segunda-feira.
¶173>> Ah, então tá bom. Olha só, novidade. Então tá bom. Beleza. A gente volta se ver segunda.
¶174>> Eu e o Alexandre vamos estar aqui de novo junto debatendo. >> Voltar sem mim para gerenciar essa coisa. Então vai ser divertido. >> Vai ser ótimo. Vai ser até melhor.
¶175Tira o Pedro. A gente briga, a gente briga tão, tão, tão civilizadamente, tão lindamente. Super, super, super, super love, >> super. Flávia, eu eu soube pela caixa de comentários que eu fui culpado de maning hoje. Eu quero pedir a você e a Yasmin muitas desculpas, tá?
¶176>> Foi, eu não percebi. Eu fui acusado por um rapaz aqui, então deve ser verdade. >> É, >> é, eu já aprendi para mim em você. >> É, pois é. Eu eu já aprendi que quando a gente é acusado dessas coisas, a gente tem que recatar que não adianta discutir.
¶177Mas é mais mas é mais divertido quando acusação de homem condência foi Dorias Planning. Se eu quando eu percebo o main planning eventualíssimo que você produz sem querer, eu sempre aponto. >> Eu gostei do sem querer, assim, do tipo, >> justamente. Eu acho que a Flávia, a Flávia não, não vai muito elegantemente, não vai medir, não vai medir palavras, inclusive nas reuniões de pauta, a gente quando conversa é sempre visível. Flávia, >> eu conheço a cara da Flávia, ela fecha a cara assim, faz com aquela cara de ódio mortal assim.
¶178Eu já começo a >> aqui, ó. Eu eu já começo assim, levanta a sobrancelha assim, ó. >> Aquela aquela cara de Pedro, eu esperava mais de você. >> É tipo, a única única reação possível é aquela Isso. Assim que gostamos.
¶179É assim que destruiremos o patriarcado, Alexandre Borges, uma sobrancelha de cada vez. >> Um beijo, querido. >> Amém. Muito bom, >> gente. Deixa eu puxar aqui pra minha conversa.
¶180O Gui já tá aqui do meu ladinho e eu também vou aproveitar para fazer aquela venda do nosso peixe semanal da nossa edição de sábado. Eu já dei spoiler aqui eh algumas vezes ao longo da semana porque como eu pautei a nossa queridíssima Débora Bizarria eh cedo, ela já me entregou o texto cedo. Amamos. Ai eu vou ter um cestor num horário tão digno. Graças a Débora Bizarria.
¶181Mas enfim, o texto está maravilhoso. Você que não me apronte com o meu cestou, hein? já já tá entregando também. Boa. >> Então é o seguinte, gente, para quem não viu nos outros dias a gente convidou >> uma série de especialistas para eh debater, analisar, criticar, elogiar, usar o verbo que assim preferir para analisar cinco pontos dos eh dos programas, dos planos de governo dos cinco candidatos que estão na frente nas pesquisas eleitorais.
¶182Então a gente, a nossa, o nosso critério foi a nossa própria pesquisa meio ideia, que também sai mais cedo que assinante premium. É tanta é tanta coisa que a gente oferece que o meu CTA vai durar 15 minutos, mas vamos lá. Então a gente usa a nossa própria pesquisa para classificar então que os cinco mais bem posicionados. Presidente Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema, não necessariamente nessa ordem aqui da do pelotão aqui também da frente também já tá tudo junto e misturado de novo. E pegamos os planos de governo que eles protocolaram junto com o registro das suas candidaturas e convidamos essas esses feras, essas feras de cada área para analisar.
¶183A gente escolheu cinco áreas que a gente considerou mais relevantes e a gente vai começar por economia e é a nossa queridíssima Débora Bizarria, que faz um texto, gente, que tá além de muito informativo, muito completo, tá uma delícia, porque a Débora, ela é muito elegante, mas quem a conhece aqui da nossa bancada, eh, capta na entrelinha aquela aquele sarcasmo e aquela sagacidade dela para fazer as críticas de um jeito ácido, mas ainda assim elegante, que é uma coisa que eu tenho muito a aprender, inclusive, viu? Amamos. Então, este é o material principal, é parte, é isso. Inaugura aí a nossa cobertura especial. Na verdade, inaugura não, porque já foi inaugurada na na no sábado passado, mas é o é o foi a inauguração, agora é o primeiro capítulo dessa cobertura especial de eleições que a gente vai fazer na edição de sábado, que é exclusiva para assinantes premium.
¶184Então, eh, você assine, por favor, porque ajuda a manter o nosso jornalismo vivo, pulsante, com debate, com dedo em rich uma hora ou outra, mas depois com coraçãozinho com amor e assim seguimos. Você tá achando tudo isso meio, não é muito a minha praia ficar lendo sobre economia no sábado e no domingo. Primeiro que você vai perder, mas ainda assim a gente se solidariza e oferece mais coisas na edição de sábado. Uma delas é uma curadoria do Caio Melo, que é do Meio Kids. Mentira, é um é um é um repórter.
¶185É que eu eu brinco que é o Meio Kids porque eles são jovens e eles sabem falar de coisas que eu não sei, né? Então, meio que por isso, mas o nosso queridíssimo repórter Caio Melo, eh, tá de olho no lançamento do GTA 6, que eu sei que você aí que tá nos assistindo, tem muita gente que gosta também de videogame, que curte, que tá acompanhando e que talvez não tenha todo o dinheiro necessário para investir num PS5, no jogo, ou que esteja muito ansioso, porque o lançamento é só em 19 de novembro. O Caio falou assim: "Gente, e se a gente fizer uma curadoria de jogos que tão já disponíveis, que são legais e que pra pessoa ir entrando no clima do GTA 6 e é isso que ele vai te oferecer." E aí vem o material do nosso queridíssimo Guilherme Vernec. Guilherme Vernec, me conte quem que você entrevistou pra nossa edição de sábado. >> Entrevistei a Janaína Torres, que é uma tem uma galeria na Barra Funda hoje, fez 10 anos a galeria dela.
¶186Ela é uma carioca que começou com uma atriz, depois ela passou pela arquitetura. Eh, arquitetura de interiores, mas arquitetura mesmo assim não compra briga, não vamos comprar briga com mais nem nenhum setor hoje. >> Hoje as brigas todas que tínhamos que comprar não é briga, mas é só só precisão jornalística. >> Justo, justo. >> E aí ela abriu essa galeria 10 anos, uma galeria bastante interessante, plural e etc.
¶187Eh, fez 10 anos, tem uma exposição muito bacana rolando lá. já tive lá na exposição. Eh, e é uma exposição com artistas que estão na galeria, que não estão na galeria. E esse foi um um mote, ela também tá na na Rotas, né, que é a grande feira de de arte, >> principalmente brasileira. A gente vai falar um pouco mais dela aqui, que que acontece nesse fim de semana em São Paulo.
¶188>> Aham. eh com uma artista jovem que chama Vivi Rosa, que tem um trabalho sensacional, porque ela ela faz eh ela pega materiais de reuso, borracha, vidro, um monte de coisa, papel e ela faz uma massa e ela faz esculturas a partir dessa massa. E é e é um trabalho que não só é interessante do ponto de vista, né, da ecologia, da sustentabilidade, de como usar esses materiais, mas ele tem uma plasticidade sensacional. Realmente eu fiquei boca e aberta brasileira, ganhou o prêmio na França, um baita artista nova, legal assim. >> Então a gente conversa disso, mas para falar de mercado de arte, para falar dessas dificuldades, para contar a história da Janaína também, que é uma figura muito interessante, >> muito legal, excelente.
¶189E aí você já deu um spoilerzinho da Agenda Cultural de São Paulo, que é justamente essa o SP Rotas, Rotas, falei certo, né? SP Arte rotas, >> arte rotas. Eu lembrava porque o SP, o SP arrte é a maior feira da América Latina de artes, né? >> O Rotas ele é um recorte um pouco diferente da SP, porque a SPA é aquela ferona que tem de tudo, tem gente de fora, tem um monte de galeria de fora, tem todas as principais galerias brasileiras, é um grande balcão de negócio. O culpa Bienal é gigante no Rotas é um lugar menor, é a arca que fica lá na na Vila Leopoldina.
¶190E aí cada galeria leva um projeto. >> Ah, tá. >> Com um dois artistas escolheu, ela escolheu a Viva. >> Ela escolheu a J tá levando a Viv Rosa. Mas, por exemplo, uma das coisas legais dess dessa edição, que é uma novidade >> é que vão ter galerias de fora do Brasil também.
¶191Vai ter principalmente da Tem galerias da Colômbia, da Argentina, do Uruguai. >> Uhum. >> E tem uma galeria de de Roma, não sei se é de Roma, é da Itália. Eh, e aí inclusive a Cholo Poblet, sabe quem é que teve a Cholo Poblete? Tava no MASP, tinha uma exposição enorme dela no MASP até dois meses atrás, assim, >> é uma indígena argentina que faz uma arte pop para denunciar a questão feminina, a questão dos dos povos indígenas, tal.
¶192É muito legal. Tcha vai tá lá na na no Rotas também. >> Que joia. Então, Rotas é um é um programão, é um programa meio salgada, caro, R$ 120 para você entrar >> na feira, mas pensando que é um programa para colecionador de arte, R$ 120 não é nada. >> É.
¶193E e outra, assim, comparando com o que você gasta no em duas horas de cinema, se você comprar pipoca, como eu e o estacionamento do shopping, é uma ida ao cinema, >> sem dúvida. >> É, não, porque assim, é bom fazer essas equivalências, às vezes a gente esquece, né, que a gente gasta também. Super. >> Mas é, também não dá para dizer que, pô, é uma feira de arte, você já quer que as pessoas vão para lá para ver. Não é exatamente uma coisa popular, né?
¶194Tem >> tem um corte aí. >> Aí tem um monte de coisa acontecendo no centro legais assim, monte, monte monte. Vai ter o último dia do festival de 10 anos da Ubu, que é uma editora bem bacana. Eh, é uma editora de duas mulheres que saíram da Cozaqu Naíve, né? A, a Florência Ferrari e a Elane Ramos.
¶195para mim é uma das maiores designers de livro desse país. >> Eh, e aí eles estão fazendo várias conversas na na biblioteca Mário de Andrade, eles fizeram esses dias todos, tem hoje também, mas no sábado é o dia inteiro na sede do editora. A editora acabou de mudar pra galeria metropol. >> Justo sábado que tem a feijoada lá do rancho da cachaça atrás da biblioteca que dá para emendar uma coisa. Ah, é tudo perto a galeria metrópolis atrás da biblioteca.
¶196>> Ah, é na galeria metrópoles. Ah, não tinha ouvido essa parte. Então, é tudo tudo, todas as coisas que eu vou falar são nesse entorno agora. Ótimo. Ótimo.
¶197Então aí para parar no pagode e na fecha. >> Eu, por exemplo, não perderia a Tem uma conversa do do Guilherme Visnick, >> o arquiteto, né, diretor da FA hoje com a Gisele Begem, uma das maiores eh estudiosas de arte digital, inteligência artificial sobre cidades, eh, e discurso. Então, que vai ser super legal. 3 da tarde lá na Aí se você quiser também do ladinho na pivô que no pivô na verdade que fica no Copan, >> eh, tá tendo o leilão, o 15º leilão do do pivô, 150 artistas, artistas de tudo quanto é jeito, eh, programão assim, vai ficar até 13 de setembro, mas é legal aí na vestura, porque pivô essa galeria linda no Copan, gigante. Essa eu conheço porque eu, mas assim, eu confesso que é porque eu vou muito aos bares do e aí eu dou uma passadinha.
¶198Eu >> eu gosto mais do Fel do que do dona onça. >> É, eu também. E eu gosto do Orfeu também. >> Eu gosto do Orfeu também. Eu gosto do Orfeu.
¶199É que o Orfeu já não é no Copan, é nos nas adjant. >> Isso, exato. Mas é ali, né? Tudo ali. É ali.
¶200É ali. Não. E a livraria tal. Eu adoro. Eu adoro essa região.
¶201Morei muito tempo perto de você também. >> Eu morava no L. Eu tenho saudade também de morar ali perto. >> E aí, mais pro fim da tarde, na Mário de Andrade, rola uma edição meio reduzida de um festival que eu adoro, que é que é o Chi. >> Hum.
¶202>> O Chi é é um Xi, ele é um festival de de música improvisada, então ele é um festival bem radical, com artistas bem radicais. Aí vai ter vários encontros legais assim de artistas de fora. Vão ter artistas suíços, vão ter artistas argentinos, brasileiros. Eh, é uma programação curta, mais intensa assim, eh, e que mistura também música improvisada em alguns momentos com dança. >> Eh, é super legal.
¶203Eu vou todos os anos, eu nunca perco e vou, obviamente, nesse ano de novo, né? >> Muito bem. E isso pro pros paulistanos, a gente vai ignorar o público carioca ou você vai oferecer alguma coisa pra Iasmin? >> Não, pr Yasmin, pro >> Vem para, vem para cá, vem para cá, Gui. Pô, só fala de São Paulo.
¶204E eu acho ótimo >> porque o seguinte, a Flávia está falando: "Ah, eu adoro frequento os bares de não sei aonde, não sei o quê". Mas como se em época eleitoral a gente conseguisse fazer outra coisa que não seja cobrir eleições. Eu achei muito fofo ela assim toda, ai não sei o quê, vou muito. Faz o quê? os dois meses que é impossível sair de casa, é só trabalho.
¶205>> É isso, ó. Mas em minha defesa e na verdade em defesa da minha melhor amiga, que se chama Flávia também, o que é um testemunho do meu narcisismo, eh, o beijo, Flá, te amo. Eh, bom, e como ela como psicóloga, inclusive depois ela que analise isso, ela me obrigou a sair de casa hoje e nós vamos sair. Então, hoje à noite eu vou, por isso que eu estou feliz comest um pouco mais cedo. Quando eu ficava no ritmo, >> quando eu ficava no ritmo alucinado de jornal, um bar fazia parte do meu cotidiano.
¶206>> Então, as gerações mudaram. A nossa a nossa geração, um dia louco de fechamento acabava no Johnny ou em outro barco, né? O Johnny era o bar que ficava coladinho no Estadão. Não sei se ainda existe. O Johnny, deve existir anos que eu não vou lá.
¶207Eh, mas eu sei que na Folha tinha outros bares e, enfim, e era isso. A gente, a nossa geração de jornalismo, >> nossa, a folha fechava e saía pro porcão. >> Isso. Então, >> ninguém ia pra casa. Ninguém casa.
¶208>> Saudade de ser jovem. >> Exatamente. Tá me dando >> agora. Os jovens são todos cansados. >> Uhum.
¶209>> Olha, a boa notícia que para quem tava saudoso do Oi Futuros, né, que ficava lá no Flamengo, o Oi Futuros voltou agora como Petrobras Turos. que era um centro de auto tecnologia incrível. Eu frequentei muito, assim, eu fui várias vezes ao Rio antes de ter essa conexão mais forte com a cidade. Eu ia várias vezes para ver coisas lá. Eh, volta e volta com um mini festival nesse final de semana que é o Festival Brasilidades e Futuros, festival de música, eh, e de música interessante, que é uma música moderna, descentralizada.
¶210Então você veio o no sábado o Un System, que é um um uma aparelhagem quase moderna do Pará junto com as donas do baile, que é um grupo feminino de funk. Então vai ser bem interessante dentro desse, né, lugar é botar um pouco de casaca para para esses ritmos que são de rua, né? >> Uhum. >> É, é bem bacana. Daí no domingo vai ter no isso é na sexta, no sábado vai ter um cara que eu amo que é o Sérgio Cracovsk que eu acho que é um Sérgio Cracovsk que é tipo um as do pandeiro, cara que vem dessa formação da música popular e etc.
¶211Só que ele faz tudo isso com um monte de coisa. Ele mistura com eletrônica, com delay, com ele tem um um trabalho que ele criou um algoritmo que ele dialoga o pandeiro com as máquinas. Então, é é um cara sensacional. Eh, além de gravar com Deus e todo mundo, ele fez o último disco do Jard Macalé, entendeu? Que foi um disco lindo do Jard Macalé, relendo a obra do Z que eles gravaram em Nova York com músicos americanos.
¶212Então, eh, o Sérgio Cracovski Sola é muito legal, vi várias vezes também. Eh, e daí segue mais pro baile com o V, que é um mineiro bitmaker muito legal também, DJ bitmaker, tal. Fez um monte de coisa, faz um monte de coisa com o FBC, tal. Eh, então é uma balada boa, eh, mas nesse lugar assim mais mais sério, né? Nesse auditoriozão clássico, tal.
¶213>> Uhum. >> Eh, bem legal. Agora >> no mínimo inusitado, né, Gu? >> É, é inusitado, mas é um pouco da vocação. Sei lá, eu teve 500 novas frequências no Oi Futuros, por exemplo, né?
¶214Eu fui em várias edições de novas frequências e aí você tinha de tudo lá dentro daquele teatro, né? É, é, é o tipo de programa para juntar os modernos do Rio, sabe? gente que é ainda é antenada na na coisa da tecnologia, da música, da é menos bailão e e mais teatro assim, mas é legal. E aí tem o rolê de de arte popular também forte no o Museu do Pontal que fica na Barra, que é o maior museu de de arte popular. Ele faz 50 anos e vai ter um festival nesse vai ter comida, vai ter exposição do velho que é grande, né, artista sergipano, escultor premiado, tal, mas também vão ter uns shows.
¶215Eh, no sábado tem Lia de Tamaracá e CBA. Eu sou fã do CBA, assim, num nível absurdo, desde o lá de trás, no começo do Mang Beach. Ali de Atamaracá, não tenho o que dizer, né? Cirandeira genial. Eh, e daí no sábado tem o o mestre Solano, que é lá do Pará >> com os cariocas do Noite do Norte no domingo, no domingo, desculpa, que também vai ser um encontro bem curioso, assim, eu acho, acho bem bacana.
¶216Mestre Solana é um dos grandes mestres da guitarrada nessa geração ali que fez a guitarrada, que para quem não sabe, não localiza, a guitarrada é um tipo de lambada paraense assim. >> Aham. >> É, é o era o grande ritmo antes do tecnobrega, era o grande ritmo paraense, assim, você tem o carimbó, que é o ritmo tradicional. A guitarrada chega nos anos 80 e toma de de assalto ali aquela região porque tem um diálogo com a música caribenha, né? O parat ali do lado, tal.
¶217>> Sim. >> E e é sensacional, uma delícia de dançar, de tudo, né? E junta com esses cariocas que que bebem nessa fonte. Então vai ser bacana. >> Muito legal.
¶218E aí a gente tem uma coisa interessante que é uma nova versão de Macuna do Maro de Andrade no teatro que vai tá é o grupo Oficina Estilhaça reler o Macuna para lente de hoje assim para ele questionar os nossos dias. É interessante na minha opinião, porque o próprio Macuna tem sido muito questionado, né, no >> assim, você tem trabalhos muito sérios hoje em dia, eh, falando da apropriação do Mar de Andrade, de como ele muda a história. Muitos indígenas, né, porque o Macuna para quem não sabe, ele é um mito indígena fundante, né? Ele ele vem de uma cultura de tradução oral de várias tribos amazônicas. E aí tem muita gente que acha que o Mário transformou lá o herói sem caráter numa alegoria, numa coisa que foge um pouco essa essa a principal questão.
¶219Mas mesmo assim o Macuna fala demais sobre o Brasil, né? Eu acho que Mário é gigante. >> Inclusive se o Mário fez isso, isso também fala bastante sobre Brasil. Então, então se é que ele fez, né? Eu sei que tá em disputa isso, de qualquer forma tá inserido no que é.
¶220>> Claro, claro. >> Hum. E tá lá no Museu de História e Cultura Afroob-brasileira até 11 de setembro. Eh, esse é aquele museu que fica no C do Valongo. Então é é o museu Afro do Rio.
¶221Simbó, >> então. >> Uhum. >> Super simbólico. Super simbólico. Eh, é um grupão, então, uma montagem grande dessas que vale a pena ver.
¶222>> Eu acho que esses são os programas mais legais do do fim de semana. Adorei. >> Para quem quando se chegar em casa depois, né, de fazer de sassar licar pelas ruas, de curtir, de consumir tudo isso de cultura tão rica, porque assim, se tem uma coisa que ninguém pode acusar, a curadoria do Gui, é de ele não oferecer variedade de de programação, de naturezas culturais muito diferentes. Então, dá para sassaricar com todo tipo de arte e chegar em casa ainda com fôlego e assistir ao documentário do meio, eleições 2026, a escolha, caso você ainda não tenha tido tempo de assistir. E se você é nosso assinante premium, tá lá te esperando no nosso streaming.
¶223Se você ainda não é, olha aí que combo maravilhoso. Você assina hoje, você fica com a nossa edição de sábado que tá um primor. Aí você vai saçarica, porque, né, precisa alimentar o cérebro de mais coisa do que só política. E aí você volta e pau, eleições 2026, a escolha, porque afinal também a eleição já tá aí. Então é isso meus amores.
¶224>> Adorei. >> Partiu. Partiu. Você tá >> Gui. Muito obrigada mais uma vez pelo guia cultural completíssimo.
¶225>> Gente, ó, guitarrada cadeirada, cadeirada baixo astral, guitarrada alto astral. OK, estamos combinados. >> Com essa a gente se despede. O Central Meio fica por aqui. Um excelente final de semana para você que nos assiste e até segunda-feira.
¶226Tchau. Tchau. Ninguém aqui vai dizer em quem você deve votar. Na verdade, aqui centro, esquerda e direita, todos têm espaço. Mas nas próximas semanas muita gente vai tentar dizer em quem você deve votar.
¶227Então, como não se perder em meio a tanta notícia, promessas vazias e fragmentação de conteúdos? Ele 2026. A escolha pode ser o seu material de apoio para escolher quem vai assumir a presidência do país. O documentário parte dos cinco principais candidatos, quem são o que fizeram até aqui. Mas eleição não se explica só por candidato.
¶228O filme também olha pro país que o próximo presidente vai encontrar. Já tá no swimming do meio com outras produções originais que trazem base para votar sabendo exatamente os motivos. Assina o meio premium. Assiste agora.