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AGORA É LULA QUE COBRA AUTOCRÍTICA DA GLOBO

¶1Em agosto de 2026, Lula passou por mais uma das sabatinas do Jornal Nacional e ao ser recebido, já foi logo respondendo uma pergunta sobre corrupção. >> O tempo da entrevista começa a valer a partir de agora. Candidato, três [música] inquéritos da Polícia Federal investigam o seu filho Fábio Luiz Lula da Silva. A suspeita é de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais. >> Quem olhar pros recortes que a própria Globo tá jogando aqui no YouTube dessas sabatinas, vai perceber uma certa isonomia, talvez até alguma imparcialidade, ao menos aparente.

¶2Tem chamada desgastante para todas as campanhas, não é só do Lula. Toda a cobertura parece direcionada pro escândalo, pro crime, pro caráter individual de cada candidato. Ainda assim, muitos setores da esquerda seguem desconfiados. E a primeira pergunta feita a Lula parece que tá no centro da desconfiança. O velho padrão globo de entrevistar Lula é da Eliara Santana e é na Carta Capital.

¶3A estratégia do uso da corrupção tem um fim muito específico há bastante tempo no sistema midiático em relação à Lula, sobretudo no sistema Globo. Ela é um elemento para provocar desestabilização. Não é somente um tema que precisa ser abordado. E essa é a tese. Bora falar de corrupção logo na abertura para desestabilizar.

¶4O Lula mesmo não reclama de ter que falar sobre o filho dele. >> É uma relação adequada, candidato, você acha que se eu pegasse o seu celular e fosse investigar tudo que você falou, só tinha coisa certa, coisa correta? O que que uma pilantra pode fazer no telefone? O que que um cara qualquer pode fazer no telefone? Eu tô dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada.

¶5Até agora não existe uma prova de um [música] centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro. E eu tenho certeza que não face. Agora, uma coisa eu vou dizer. Meu filho vai ser investigado como qualquer cidadão brasileiro.

¶6>> Mas reclamou isso sim de não conseguir falar do próprio governo. >> Vocês perceberam? Eu assisti todas as entrevistas no Jornal Nacional e vocês viram a minha ontem. O que é triste, eu não reclamo do comportamento do jornalista, porque eles estão lá para fazer as entrevistas, sabe, de coisas que eles querem que seja feito e não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que um jornalista vá fazer pergunta para me agradar.

¶7Eles estão lá para fazer pergunta profissionalmente daquilo que eles entendem que pode resolver ou criar caso ou colocar em dúvida candidatura. Foi assim com todos os candidatos. O que é triste nisso é que você sempre se prepara para tentar discutir proposta do futuro do Brasil. Você sempre se prepara para tentar mostrar o que você faz. Eu nunca me preparei tanto.

¶8>> Em um ou outro momento da entrevista, esse incômodo se fez notar. Só um pequeno intervalo e a gente volta em instantes. >> Na última entrevista da série com os principais candidatos à presidência, hoje nós ouviremos Luís Inácio Lula da Silva, candidato da coligação PTPL. O Jornal Nacional começou a realizar sabatinas com os candidatos à presidência do Brasil no ano de 2002. William Bonner abriu a conversa com Lula naquela ocasião com uma pergunta sobre a escolaridade dele, uma pergunta que seria a mais repercutida pelos jornais no dia seguinte.

¶9>> Boa noite, candidato. >> Boa noite, >> a primeira pergunta é a seguinte: o senhor não considera arriscado o desafio de assumir a presidência da República sem ter uma experiência administrativa anterior? Olha, [roncando] a experiência eu tenho e eu consegui essa experiência viajando o Brasil durante esses 30 anos, me preparando, não apenas para conhecer, mas para tentar encontrar [música] as respostas para os problemas que a sociedade brasileira vive. Porque se fosse verdade que alguém precisasse de experiência, eh, eu acho que o Brasil não tem boas experiências administrativas, é só olhar a grande maioria das cidades brasileiras e aonde tem boas normalmente são prefeituras do PT. Entre os estudiosos da história da imprensa brasileira, é notório o fato de que a Globo optou por fazer uma cobertura discreta, quase ausente, omissa, desinteressada da eleição de 1998, que o Fernando Henrique Cardoso acabou vencendo no primeiro turno, foi reeleito.

¶10Até hoje, jornalistas e historiadores debatem porque a Globo mudou tão radicalmente a cobertura eleitoral de 1998 para 2002. E aí existe muita especulação, mas a dúvida, a pergunta é válida. Porque é que a Globo mal cobriu as eleições de 1998 e aí em 2002 estava interessadíssima no processo eleitoral, fazendo até sabatina no seu principal jornalístico. Quem quiser um resumo do que pensa a intelectualidade do PT sobre essa questão aí, encontra nesse texto. 2002.

¶11A mídia busca uma solução a Lampedusa. Lampedusa, você sabe, é aquele que disse que tudo tinha que mudar para continuar na mesma. E o texto é da Marilena Shai. A concordância em que, diferentemente de 1998, quando se pretendeu esconder as eleições, em 2002, elas se deram sob o signo da visibilidade. Mas essa visibilidade, como diz Albino Rubim, impõe que ela seja tomada como enigma a ser decifrado, o que não é tarefa que demande tanta dificuldade.

¶12Tenho a impressão de que ao se falar na opção que se fez pela visibilidade das eleições em oposição, a quase supressão delas em 1998, produz-se uma celebração da velha mídia, como se ela voltasse ao jornalismo. Há uma cobertura dos fatos, há uma busca, vá, sincera da verdade. Assim, ela não seria um ator político que tem lado, que intervém diretamente a favor de um programa político de um candidato. E por essa interpretação, a gente conclui que 2002 teria sido esse momento em que a emissora decide tentar provar que não tinha lado. O que nos leva a uma segunda entrevista de Lula ao Jornal Nacional depois de eleito naquela eleição de 2002.

¶13É um clima muito menos hostil. >> Boa noite. A primeira edição do Jornal Nacional depois da maior eleição da história do Brasil vai ser especial. Nós vamos aos nossos estúdios de São Paulo, onde está William Bonner. Boa noite, William.

¶14>> Boa noite, Fátima. Boa noite a todos. É uma edição especial, de fato, porque nós temos a honra de receber o presidente eleito do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, que eu tenho o prazer de cumprimentar agora. presidente, por favor, por aqui, seja bem-vindo. E eu lhe agradeço em nome de todos os profissionais da Rede Globo, em nome de todos os brasileiros, essa deferência especial de nos visitar no seu primeiro dia como presidente eleito.

¶15Primeiramente, parabéns e boa noite. >> Boa noite, Bon. >> E a emoção de hoje muito forte, não? >> Muito, muito, porque eu ainda não acordei do processo eleitoral. Foi um processo muito intenso, uma campanha muito difícil.

¶16Eleição após eleição, as sabatinas do Jornal Nacional viraram uma tradição. Na segunda edição da série de entrevistas, em 2006, Lula concorria à reeleição e ao contrário dos outros candidatos que foram até o estúdio do Jornal Nacional, o Lula recebeu a Globo no Alvorada em Brasília. A primeira pergunta era sobre o escândalo que Roberto Jefferson denunciou e depois batizou como mensalão. >> Boa noite, candidato. >> Boa noite, Will.

¶17Candidato, o Ministério Público denunciou o que ele chamou de uma quadrilha. >> Quadrilha, palavra forte, potencialmente desestabilizadora. Aí começa a aparecer aquele padrão apontado pela Eliara. E ele fica até mais evidente quando você compara com a entrevista do Geraldo Alkminão. A primeira pergunta continha uma um elogio para ele.

¶18>> Nós vamos começar a entrevista com o candidato do PSDB, Geraldo Alkim e os 10 minutos passam a ser cronometrados a partir de agora. Boa noite, candidato. >> Boa noite, Bon. Boa noite. >> Ao longo da campanha, o senhor tem apresentado números muito bons do combate à criminalidade em São Paulo.

¶19É nessas minúcias que a propaganda, esse microplástico informacional, vai se misturando com o jornalismo. Pequenos detalhes que induzem o telespectador a grandes conclusões. Opa, aqui tem um candidato que integra quadrilhas e outro que combate as quadrilhas. Tudo bem que um dia eles estarão juntos e essa narrativa deixará de fazer sentido, mas nesse momento ela é simples o suficiente para ser consumida. Então é sempre bom ficar atento.

¶20Sua atenção é um bem muito precioso e estar atento estar esperto. Estar esperto, por sua vez, é o antídoto, para não ser otário. Um breve parêntese para falar da sua atenção, valorizando a sua atenção como esse grande tesouro que ela é. Inclusive, muito obrigado pela sua atenção. Recomendo não dividi-la com quem não o agradece.

¶21Por onde andará a sua atenção quando ela não é minha? Não que eu seja ciumento, né? Mas eu quero saber. Recentemente assisti eu, tu, [música] ele, ela da Chantal Akerman, que tá disponível na fmica. >> [música] >> O que essa mulher faz com o cinema é absurdo.

¶22É do Liote, nostalgicamente representado pelo clipe ali, ó. Ícone de um tempo em que ainda se usava a palavra informática. [risadas] Liote, por trás da fmica, por trás desse catálogo [música] enorme aqui, ó, e dessa interface, pode ter certeza, tem gente, né? Eu só posso imaginar a alegria que o comentário desse simpático clipe de papel proporciona para alguém lá na fmica. Eu acho que a Flmica tem com a Chantalerman uma relação interessante aí, viu?

¶23como objeto de estudo, como um exemplo de cinema bem feito, óbvio, mas também e talvez até principalmente como um exemplo daquelas coisas maravilhosas que uma curadoria dedicada pode encontrar e apresentar novos públicos. Então eu acho, só acho que tem alguém, alguém lá na fúmica que pensa assim, né? Será que tem mais alguma Chantal por aí pra gente encontrar em algum lugar, em algum tempo da história do cinema e aí mostrar pro público nesse combalido século XX? Então eu acho, eu só acho que, como [música] diriam os coachs, esse aí é meio que o drive da fmica. Mas aqui eu tenho um lema.

¶24Não importa o que eu acho, importa o que eu sei. E eu sei, na prática é por aí mesmo, porque desde que a gente começou a falar da fica aqui, o acervo por lá só cresce. Ótimas seleções temáticas, várias descobertas possíveis. Eu, tu, ele e ela da Chantal Hackerman, indicado aqui pelo nosso querido Clipinho, recebe a não solicitada avaliação de 11 numa escala de 10 emojis de foguinho, o que significa que é um filme libidinoso, inclusive, cuidado, use com moderação. A assinatura anual da fêmea custa R$99,90 com o meu cupom Pix Árvore.

¶25Pense não apenas em assinar, mas também usar a sua assinatura como o início da construção de um hábito que faça melhor uso aí do seu tempo de tela. Não é possível que não dê para melhorar, deve dar. E falando em tela, de volta lá para fora. Como a gente viu anteriormente, o petismo enxerga nas sabatinas do Lula, no Jornal Nacional um padrão. Toda entrevista abre com uma pergunta sobre corrupção.

¶26E como a gente percebeu, não foi bem assim em 2002, quando a pergunta de abertura era constrangedora e negativa, claro, mas era sobre as qualificações dele. Em 2006, aí sim a entrevista abriu com mensalão logo de cara. Em 2022, Lula passou pela sabatina do Jornal Nacional pela terceira vez e de novo o padrão se fez notar. O cronômetro marcava 3 segundos quando Bonner pronunciou a palavra corrupção pela primeira vez de corrupção. Mas aí as coisas tomaram um caminho meio inesperado.

¶27>> O Supremo Tribunal Federal lhe deu razão. considerou o então juiz Sérgio Moro parcial, anulou a condenação do caso do triplex e anulou também outras ações por ter considerado a vara de Curitiba incompetente. Portanto, o senhor não deve nada à justiça. >> O senhor não deve nada à justiça. Quem lembrar da repercussão dessa entrevista vai concordar que essa frase do Anâncora ecoou tanto por aí quanto as declarações do candidato.

¶28Naquele dia, o telespectador da Globo pôde encarar a Lava-Jato por uma nova perspectiva pela primeira vez. B, primeiro eu acho importante você ter começado esse debate com essa pergunta, porque durante 5 anos eu fui massacrado e tô tendo hoje a primeira oportunidade de poder falar disso abertamente ao vivo com o povo brasileiro. Primeiro, a corrupção ela só aparece quando você permite que ela seja investigada. E eu queria começar dizendo para você uma coisa muito séria. Foi no meu governo que a gente criou o portal da transparência, que a gente colocou a CGU como ministro para fiscalizar, que a gente a lei de acesso à informação, a gente que a lei anticorrupção, a lei contra o clima organizado, a lei contra a lavagem de dinheiro, a AGU entrou no combate à corrupção, criamos o o COAF para cuidar de movimentações financeiras atípicas e colocamos o CAD para combater os cartéis.

¶29Ou seja, foram todas medidas tomadas no meu governo, além de que o Ministério Público era independente e além do que a polícia federal recebeu no meu governo mais liberdade do que em qualquer outro momento da história. A resposta de Lula foi diplomática. Não acusou a Globo frontalmente de conspirar junto com a Lava-Jato. Poderia ter reclamado da cobertura, mas não o fez. também poderia ter reclamado do debate de 1989, porque naquele ponto o Bonnie da Globo já tinha assumido a armação feita lá atrás.

¶30E eu achei que o a briga do colo com Lula no nos debates estava desigual, porque o Lula era era o povo e o o o color era a autoridade. Então nós conseguimos tirar a gravata do Color, botar um pouco de suor com uma glicerinazinha e colocamos as pastas todas que estavam [música] ali com e supostas denúncias contra o Lula, mas as pastas estavam geralmente vazias com ou com papéis [música] em branco. Mas o Lula na sabatina de 2022 não tocou em nenhum desses assuntos. Talvez a frase "O senhor não deve nada à justiça" tenha tornado qualquer reclamação contra a Globo desnecessária naquela ocasião. Em 2026, foi diferente.

¶31Lula reclamou de um tal PowerPoint. Você sabe como jornalista que eu fui vítima da maior mentira montada nesse país, que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018, tinha como objetivo desmontar a indústria de engenharia deste país e criar uma imagem negativa da Petrobras. Eu coloquei a minha cara e falei: "Eu vou, eu poderia ter saído do Brasil, eu defini, eu vou paraa cadeia, que eu quero provar que o Mouro é [música] mentiroso, quero provar que o Dala é mentiroso e quero provar que a impersa um dia vai pedir desculpa, porque a empresa brasileira comprou, comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira. Candidato, jornalismo da Globo cumpriu [música] a sua obrigação de notícia durante essa é de feito pedir desculpa. >> A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, chamado Delayor.

¶32Eu não esqueço [música] do PowerPoint mentiroso contra mim. Não esqueço. >> Lula se referia ao famoso PowerPoint de Deltan Dalan, aquele que junto com o duto de dólares no cenário do Jornal Nacional compôs o auge do design lava-jatista. Só que o César Tral se confundiu. [música] Para ele, o Lula tava falando é de um outro PowerPoint muito parecido, aliás, e feito dia desses pela própria Globo, com intenções muito parecidas.

¶33Nós fizemos a devida retratação sobre esse assunto. Então eu peço que a gente siga com a entrevista. >> É, talvez exista um padrão. Ou no mínimo a corrupção tem prioridade na pauta, só que aí assuntos importantes ficam de fora, né? Tipo a possibilidade de uma interferência estrangeira na eleição.

¶34Não se falou disso na entrevista. Quer dizer, quase entrou bem no finalzinho. >> Eu não quero que o Brasil continue exportando, sabe, minerais. eh e minério de ferro, soja e e e milho, [limpando a garganta] sabe? Que é muito importante, mas é importante a gente exportar a inteligência que vai dar competitividade.

¶35Nós vamos fazer um forte investimento em educação, vamos apresentar um plano de educação. >> Terminou, [música] terminou o tempo, candidato. >> Então, obrigado. Quero quero agradecer muito a entrevista. Muito obrigado aqui pela sua presença.

¶36>> Obrigado, tardo. Obrigado, Renato. >> Obrigada. >> Prioridades, né? A ciência.

¶37Ponto final em mais um testão e eu uso o espaço das considerações finais para avisar os apoiadores desse canal. Está no ar a sexta parte da nossa série documental sobre os últimos anos da União Soviética. Nesse [música] sexto e penúltimo episódio, a gente vai entender o que aconteceu com os museus e instituições que preservavam a memória da revolução, como foram tratadas obras de arte [música] de relevância imensa, como foram tratados os cérebros preservados dos líderes da revolução. É isso que você vai ficar sabendo nessa sexta parte muito dramática. Tudo dito?

¶38[música] Bora ouvir. É o PS. Quem apoia esse canal, além de acompanhar esses conteúdos exclusivos, também fala aqui nesse que é chamado de finalzinho. >> E eles sempre fizeram esse papel de bobos da corte, [música] porque eh eles distraíam a população enquanto os próseres da ditadura [música] faziam e aconteciam. Ai, eu gostei bastante da postura dele.

¶39É uma postura, não é de ataque, é de defesa. A soberania nacional [música] foi muito boba, muito a quem do que eles poderiam ter explorado e ficaram [risadas] insistindo na questão do Lulinha, né, do filho do presidente, o Fábio Luiz, que na verdade não é candidato a nada. Então, eh, isso apequenou a entrevista. Eu acho que a Globo saiu até menor do que ela é. Fui muito fraca.

¶40>> Depois do final, o finalzinho. Depois do finalzinho, o finalzinho eminho. Aqueles derradeiros segundos, o tempinho que me resta para vender meu peixe. Tô fazendo um estágio com os vendedores do mercado de peixe de Santos. Tenho sido um bom aluno e aqui tentarei o meu melhor.

¶41Saca só, ó. Pensa em apoiar esse canal. A nossa proposta é trazer semanalmente um bom documentário localizado pro português brasileiro. Eu disse localizado, dublado onde tem que ser dublado, contextualizado com a nossa realidade, onde tem que contextualizar. Sacou?

¶42Isso é o que a gente quer fazer pros nossos apoiadores. A primeira escola, nosso primeiro treinamento foi essa série aí sobre a derrocada da União Soviética, mas em muito mais coisa por aí. E eu sei que eu posso parecer pidoncho nesse finalzinho, mas juro para você, no fundo o que eu tô pedindo é a possibilidade de servir mais e melhor. Vendi bem, tomara que não tenha ficado só com o cheiro do meu querido mercado de peixe, né? Tem isso.

¶43[risadas] Um beijo e como sempre, valeu.