¶1Estamos em live e agora com esse aqui que subiu para debater com a gente, rapaz. Olha aí, Luca Almeida, o grandeista. Vamos ver aqui. >> E aí, pessoal? [risadas] >> Ô, Luc, eu acho que seu microfone voltou pro Fala aí de novo perto dele.
¶2>> Tô vendo por aqui. >> Ah, não. Tá certo, tá certo, tá certo, >> tá certinho. Fechou. >> Grande Luca Almeida.
¶3Vou já pedir para ele se apresentar um pouquinho. Deixa eu só mandar o link aqui da live no Instagram. Beleza. >> Aí o Lucas acho que vai repostar lá no dele também. Vou marcá-lo.
¶4>> Marca aí, marca aí que eu vou repostar lá. >> Vamos lá. Vamos lá. >> Deixa a galerinha entrando aí. Eu tô resetando aqui no meu YouTube até abrir, daí eu fico com Ó, >> pessoal vai entrando agora.
¶5Copiar link. Luca subiu na live. Só só venha. Pronto. Deixar aqui.
¶6Vou fazer a menção. Luca, Luca aqui, tá? Colocar o link aqui. Opa, já tem gente comentando aí. Vou já postar aqui.
¶7Aí. >> E aí, rapaziada, >> você consegue ver os comentários em tempo real ou não? Só seu projeto aqui, né? >> Eu tô vendo, é que eu abri o YouTube numa aba lateral, aí eu tô vendo o retorno da live aqui. >> Ah, tá.
¶8Ó, Luca vai defender a a fraternidade. Déimo, cara, uma hora eu tenho que contar essa história porque as pessoas não sabem que essa história aconteceu. Se o Carlos Alberto subir aqui, a gente pode falar disso. Tem uma história da minha relação antiga com o Carlos Alberto [risadas] >> que a maioria das pessoas não sabe. Nem tu sabe disso.
¶9Nem tu sabe disso. >> Eita, tô curioso agora. >> Carlos subir aí que eu vou contar e ele vai lembrar, tenho certeza. Quer dizer, não sei se vai lembrar que sou eu, mas ele possivelmente vai lembrar disso. Deixa ele entrar aí.
¶10Se ele entrar depois eu conto. [risadas] Opa, e aí Daniel? Beleza, cara? Boa noite, meu irmão. Que bom.
¶11Se inscreva aí, ativa as notificações, não perde nenhum vídeo aí >> dos canais. >> Pronto, pronto, pronto. Já coloquei lá no Instagram se puder repostar aí. >> Repostar, claro, com certeza. >> O Caio falou, eh, salvete, homens ves, homes.
¶12>> Sim, já meteu um latinzão. >> Meteu latim. Cara, que que eu ia falar? O a primeira o primeira primeira sugestão de debate ali foi debate mortalidade da alma. Corta eu e o fugito tá concordando [risadas] no off.
¶13>> Pois é. Pois é. Exato. >> Que loucura, cara. Não, mas vai ter que >> Tu postou no Insta, né?
¶14>> Oi. >> Postou no Instagram, né? >> Postei. Postei. Eh, não apareceu ainda.
¶15>> Ainda não. Acho que deve tá upando. >> Eita, será? Deixa eu ver se tem algum problema aqui, que às vezes às vezes dá um problema também nesse negócio que ele >> é bom que o pessoal vai subindo aí. >> É, >> boa noite.
¶16Boa noite. >> Deixa eu ver aqui. Pera lá. Não sei também. >> Boa noite a debate, agora que eu entendi que é o inimigozinho colocou o debate mentalidade da alma.
¶17Inimigozinho da Santa Igreja. >> Pois é. [risadas] Do pessoal do olhe. Oi, inimigozinho. Você tá aqui?
¶18Você não tá lá com Bzol hoje? >> Pois é, o Banzol tá fazendo live. Por que que você não tá lá? >> Pois é, exato. >> O Enzo colocou boa noite, boa noite, >> eu dou muita risada com esse com esse perfil aí, pai.
¶19Inimigozinho da Santa Igreja. Esse >> pessoal, pera aí rapidinho, deixa eu colocar aqui também no grupo que a gente tem um grupo das lives. Eu vou colocar o link lá. Sorte. >> Boa, boa.
¶20Vai lá, vai lá. Que que eu ia falar? O, tem esse aí, tem aquele, tem um outro perfil sensacional que é o que sempre comenta nos meus vídeos que é o Mossad. >> Você já viu isso aí? >> Vez ele comenta aquele aquele emoji dos olhos assim.
¶21E não, não vi ainda. Vou vou dar uma olhada aqui, rapaz. Eu acho que deu um problema aqui no meu Instagram, ó, que eu não cons ele não, realmente não, ele nem aparece que esteja carregando. Deixa eu tentar de novo aqui. >> Ah, Daniel, sinceramente assim, o meu conhecimento de filosofia analítica é sempre transposto, viu?
¶22Eu não tenho nenhum conhecimento próprio de filosofia analítica, não. Ah, tudo que eu consigo é sempre entender, basicamente no modelo da filosofia tradicional, entender como eles chamam isso na filosofia analítica e meio que transporou algo assim. Mas eu não tenho absolutamente nenhum domínio de filosofia analítica, não. Talvez isso venha mais ao fim da minha vida. Assim, honestamente, eu eu não sei assim, eu tenho tanta coisa para estudar.
¶23E ser professor tão novo é um pouco ingrato também, né? Porque a gente sempre estuda as mesmas coisas. Então, >> que nem assim, eu tô, eu já acho que eu tô na minha nona ou 10ma leitura do Organum, então eu não aguento mais ler o organismo, porque tem sempre coisa nova lá, né? Eu tô inclusive preparando uma aula eh baseando-me nos comentários de Santo Tomás a aos analíticos posteriores. Já me aos analíticos posteriores eu me lembrei de você que eu acho que você já de alguma alguma se tiver algum problema lá que você tá vendo, provavelmente deve ter vários, né?
¶24Ah, pergunta para mim que eu vou poder ajudar com alguma coisa assim, com certeza. >> Papa Alexandre Sexta, cara. Cada perfil que os cara cria. É, você não conseguiu postar lá? Não, >> não, não consegui.
¶25Eu tô, eu tô vendo o que aconteceu aqui. Você consegue postar do no Instagram? >> Claro, né? Aqui >> depois eu reposto aqui, mas eu não tô conseguindo aqui por algum motivo. Enquanto isso, tenta tenta fazer do seu que eu não sei o que aconteceu.
¶26Não sei se é internet aqui, mas parece que tá tudo certo. Deixa eu ver quem tá entrando aqui. Vamos lá. O Denner falou: "Salve, Luca". >> Fala Dener, meu querido.
¶27Tudo bem, meu irmão? O senhor curioso menos 100 falou: "Salve Luca também >> salve salve senhor curioso." >> O papa Alexandre VI que você falou clim é legal né? Clima é legal. A live clima é legal pô sinto saudade. Sabia que tinha uma época fugido quando eu tava lá no TC.
¶28Acho que você lembra disso? A gente chegou a fazer uma live juntos, né? >> Hum. >> Quando eu tava no Você lembra disso? >> No Instagram?
¶29>> Eu fazia muita live. É, quando tava nos Estados Unidos, a gente fazia muita live, cara. Lembro disso. Eu fazia muita live no Instagram. Agora tá voltando o hype do pessoal.
¶30>> Pois é. Pois é. O Saulo Escotos, que tem a foto de Lutero, falou: "Boa noite". >> Boa noite. >> Eh, Caio Anderson falou: "Rezenha muita hoje a gente vai resenhar muita.
¶31>> Hoje não resenha. Hoje não é resenha. Hoje é resenha. >> Que tomista é esse? [risadas] >> Pois críticas.
¶32>> Sabe, sabe o meme, né? Que cardeal? >> Não, não sei, não sei não. Não sei não. >> Não sabe o que cardeal é esse?
¶33Não, não, >> não, não sabe. Foi, foi o o debate lá do Thales contra o Bruno Lima no canal do Banzol. Acho que o primeiro debate deles assim, citaram o Cardeal Caetano que defendia o mesmo cano protestante, o Tali soltou. Que cardeal é esse? Cardial Caetano, que cardeal é esse?
¶34>> Ah, era no início, né? Ele não conhecia. >> É. Aí, aí é um meme assim, o pessoal todo mundo na pô, você nunca viu esse meme, todo mundo usa esse meme. Aí todo mundo fala assim: "Tomista é esse que [risadas] >> é não, não conheceu o cardio Caitana sacanagem.
¶35Tem, tem que saber. Pois é, o Cafezinho falou: "Salve pro crossover". Cafezinho é o maior ateu hoje da internet. Você não sei se você sabe. Ele tá aqui dando de graça.
¶36>> Você você postou lá? >> Postei, cara. Só não se eu te marquei, velho. Putz, velho. >> Mas dá, mas dá para marcar depois.
¶37Dá, dá para marcar. >> Dá para marcar depois. Esqueci. T na corrida aqui. Deixa eu ver se consigo.
¶38Dá, dá. Vou marcar sim. Pois é, né? O maior ateu era o Jo Smith, mas agora [risadas] F total, né? Já não é mais.
¶39>> É, se bem o Joh Made era agnóstico, né? Mas assim, o a terus usado usava tudo o conteúdo dele, né? >> Claro, porque realmente os argumentos dele eram bons, né? >> E não sei se você sabe que tá tendo uma polêmica, né? Que ele meio que ocultou todos os vídeos.
¶40A gente vai já falar sobre isso. A gente vai já falar sobre isso. >> Não, não fiquei sabendo não. Vamos lá, vamos falar disso sim. >> Opa, agora acho que agora apareceu para mim.
¶41>> Virou o debate do Freire com Ateu. Sim, eu reagi. Vai ser aí semana que vem a no canal as três partes. Cara, assim, que eu vou falar mais do mesmo, né? Mas pelo menos esse não teve quebradeira, né?
¶42Ninguém agrediu ninguém lá que o do o do bruxo Malagueta, [risadas] pelo menos não teve ninguém batendo em ninguém. Mas eu senti falta do acho que o Gonti respeitou demais, tá? Acho que o Eu até falei isso no vídeo várias vezes. Acho que o Gon tinha que dar ter dado uma espremida em alguns pontos mais ali. >> Ele falou: "Ah, depois a gente fala disso e tal".
¶43E aí ele acabou não voltando nos pontos quando eu achei que ele, tipo assim, ele podia ter, sabe, ter sido mais incisivo. >> Tá, só só vou eu vou finalizar aqui de comentar o montar o pessoal e a gente vai já começar o nosso bate-papo aí, ó. É a gangue dos tomistas de moletom. >> Eh, já leu o órgano quantas vezes, Luca? Você falou, né?
¶44Três, quatro vezes, né? Você falou. >> Não, o órgano é décima vez já que eu tô lendo. >> É décima já. É toda, todo ano você tem que dar aula tudo ali, né?
¶45Então >> é, não só ano passado eu li, eu li seis vezes ano passado, mais a vez que eu traduzi, e esse ano tô na terceira vez e mais a do TC, então mais quando eu tava no TC, então umas 10 vezes assim. Caraca, >> eu tô já no, eu tô num ponto que eu acho que eu já consigo fechar os olhos e [risadas] falar todo é sério, não tô brincando. Inclusive, pensei em fazer um vídeo disso, ah, de fazer algo do tipo assim, do isagogé gênero até o capítulo sete dos analíticos primeiros vendado. Eu acho que eu consigo fazer. >> Caramba.
¶46Caramba. >> Tá assim, cara. Eu já tô. E aí eu lembro dos meus professores muito porque quando a gente falava assim da étic e tal, lembro no terceiro ano quando eu tinha aula com o doctor Glenn Coglin. Ele foi, ele que traduziu a ética que a gente usava no inclusive a ética que eu tenho aqui.
¶47E eu lembro que a gente ia discutir um texto e da falava: "Ah, não, isso aí tá no livro sete". Ele dava, tipo assim, literalmente o número, sei ah, 26 B14, assim, identificava todo mundo assim, cara, que que esse cara tá falando? Como é que ele sabe disso? Mas é porque ele deve ter lido tantas vezes e ensinado tantas vezes aquela classe que ele provavelmente já tinha decorado sim as passagens mais importantes, né? Então, >> loucura.
¶48Loucura. >> É, sim, sim. Acontece sim. >> Fala só um pouquinho mais perto do microfone que eu acho que tão acho que acho que fica melhor. >> Belza.
¶49>> Tá bom. Tô aqui. >> O cafezinho falou assim: "Não digeri ainda ele reutilizando os argumentos do PR Russion, etc. que ele tem diversos artigos publicados respondendo. Então, então assim, vou eu vou começar o meu bate-papo já com o Luk e a gente entra nisso daí logo que tá todo mundo falando sobre o Joy Schmid também, né?
¶50Eh, rapaz, já tem entrando bastante gente aqui, gente. Acho que vai ter recorde de audiência hoje aí do pessoal do >> gente. Então, para começar aqui, né, oficialmente, eu tô recebendo hoje meu amigo Luca e eu posso ter assim a satisfação de dizer que é amigo mesmo, né? Só um coleguismo de internet, assim, tem muita gente com quem a gente faz trabalhos, né? com que a gente faz alguma parceria aqui ali, mas eu tenho pessoas que realmente eu considero amigos assim, né?
¶51E o Luca é um deles. Então é uma grata satisfação poder recebê-lo aqui no canal, amigo youtuber, Instagrammer, eh eh professor de filosofia também, que nem eu. Então assim, eu gosto muito de poder chamar a gente com essa mesma qualificação para cá. E hoje a gente vai bater um papo aí sobre algumas coisas que estão acontecendo no mundo, na bolha, né, no mundo apologético, mundo católico protestante. Vamos falar sobre esse enfrentamento católico protestante também.
¶52Eh, e aí, então, deixa eu saudar, Luca. Tudo bem com você, meu querido? Como é que você tá? Como é que está? >> Tudo bem?
¶53Tudo bem, graças a Deus. Eh, primeiro queria agradecer pelo convite. É muito importante e que a gente traga esse tipo de conteúdo. Eu sou uma pessoa que, honestamente, assim, eu luto para que a qualidade da bolha no YouTube ela cresça e não diminua, né? E eu acho que muito disso passa por um verdadeiro diálogo honesto, né?
¶54e verdadeiras amizades que vão se criando. Então, fico muito, muito feliz assim de de poder estar aqui, a gente poder conversar e não só sobre o que aconteceu essa semana com a conversão do do Joe Schmith, mas também sobre esse tanto de debate assim entre católicos e protestantes e e como isso se desenrola. Então, é uma alegria tá aqui. Ah, um abraço para todo mundo que depois vai ver isso lá no meu canal também. Um abraço para todo mundo que veio pelo meu canal, pelo meu perfil e tá aqui hoje.
¶55Espero aí que a gente quebre recordes de audiência aqui hoje, se Deus quiser. Então é isso. Muito obrigado. Excelente. Então eu vou eu vou começar com isso que o Cafezinho tava falando, né, sobre o Joy Media.
¶56Ele colocou até aqui, né, aspecto negativo. Ele tem condutas questionáveis recentes, eh, como ocultar vídeos dele com o M e o Mullins Leon Rayon Rasman, só para dar um contexto pro Luca, né, para para dizer, né, o Joy Schmid, ele de fato se converteu e parece que a direção espiritual dele lá, o diretor espiritual dele nos Estados Unidos orientou que ele meio que ocultasse alguns vídeos que poderiam ser escandalosos, né, a no canal dele. Então é assim, ele tinha produziu assim durante anos no YouTube vídeos, sei lá, de 10, 7 horas de objeçõ de objeções ao teísmo assim, trazendo literatura eh cética, né, assim, do pessoal do agnosticismo, do ateísmo analítico contemporâneo. Então, tinha aulas e aulas, vídeos e vídeos inteiros, né? Aí meio que o pessoal ficou com essa divisão assim, né, sobre puxa vida, mas será que ele não podia deixar lá pelo menos porque ele é uma pessoa muito didática, né?
¶57Não poderia pelo menos deixar pro pessoal estudar e tal, mas aí o o diretor achou melhor que não, porque poderia induzir também pessoas a a perda da fé, né? Não sei se ficou sabendo disso. >> É, eu eu vi alguma coisa porque eu tô no Twitter assim, vi o pessoal falando disso, mas os últimos dias estão bem cáicos. Bom, tu sabe melhor do que ninguém porque meus filhos ficaram doentes, aí eu fiquei doente, daí eles ficaram doentes, aí enfim, eu acabei não vendo muito assim, eu vi os vídeos que ele postou que são gigantescos, né? Sim.
¶58Ah, inclusive eu quero com um tempo agora conseguir assistir todos minuciosamente e também aprender com o Joey, né? Por que não? Porque eu acho que >> muitos argumentos agnósticos, ateístas são importantes e eu tenho uma certa facilidade em aprender inglês por ter estudado ah e e ter recebido a minha formação, de certa forma, né, em inglês. Então, eu me sinto mais habituado e mais focado quando eu tô assistindo conteúdo em inglês em relação a isso, né? E então eu quero digerir isso assim, mas eu não vi que isso tinha acontecido, que ele tinha ocultado, né?
¶59Eh, alguns vídeos, talvez vi alguma coisa de relance, mas não vi profundamente. Ah, eu pessoalmente eu acho assim, eu não, eu não posso julgar as intenções dele, né? Não sei. Eu provavelmente realmente o diretor espiritual dele deve ter falado alguma coisa para ele em relação a isso. Talvez ele seja escrupuloso, né?
¶60Sendo um cara como o Joy Schmith, é do perfil dele é bem possível que um cara que se converta dessa forma sofra de escrúpulos. né? Eh, >> e eu pessoalmente eu não faria isso, né? Porque eu acho que seria um grande testemunho dele de dizer assim: "Olha, tá vendo tudo isso aqui que eu falei? A não ser que tem alguma coisa assim que ele tenha sido jocoso com o cristianismo, com nosso Senhor, Nossa Senhora, né?
¶61Aí tudo bem, aí eu entenderia ele ele ocultar isso, né? Mas vídeos com argumentos técnicos, eu acho que seria um grande testemunho ele dizer: "Olha, tá vendo tudo isso que tá aqui? Eh, eu não defendo mais isso. Eu mesmo não acredito mais nisso. Tanto que tem muito conteúdo meu na internet que eh circula por aí nos meios tradicionalistas de falas minhas, vídeos meus, defendendo o tradicionalismo, né?
¶62E eu nunca pedi para ninguém excluir nada disso e nem fui atrás. Isso tem uma participação minha no tradizão de mostrar pras pessoas como a minha posição mudou, como pessoas mudam, né, de posições ao longo da vida. elas aprendem, elas mudam de argumentos, elas refutam os próprios argumentos e pensamentos que elas tinham. Então eu pessoalmente não faria isso. Agora eu não, eu também não acho certo a gente condenar no sentido de tipo assim, ah, não, é uma coisa questionável, tudo bem, mas assim, ah, não, você tá sendo desonesto, daí aí teria que imputar uma intenção a ele, né?
¶63E eu não tenho absolutamente nenhum conhecimento da intenção correta dele. >> É, eu confesso que eu não eu não sei, assim, falaram já de vários vídeos, né, que ele teria tirado do A, eu não conhecia os vídeos assim. Eu sei que ele tinha muito conteúdo, eu vi eu não vi tantos vídeos assim do Jo na minha vida, né? >> Eh, então eu não conseguiria julgar para saber se seria de fato um conteúdo que poderia ameaçar a fé das pessoas ou que poderia ter sido jocoso assim, né? Eu imagino que a preocupação moral católica tem algo interessante que é assim, tem que cuidar porque às vezes não é só piadas ou falas dele, às vezes a própria matéria da coisa em si pode gerar escândalo, principalmente pros mais ignorantes.
¶64Esse é um detalhe da mororal da igreja que pode ser que quem seja de fora não conheça, né? Então assim, a própria matéria às vezes é motivo de escândalo aos pequeninos, né? Então pode ser que tenha sido isso que se passou na cabeça dele, não sei, né? Mas pode ser algo, se ele fez isso pensando nisso, assim, ele não estaria sendo eh, ele não estaria indo contra a doutrina moral da igreja. Existe um mundo onde isso pode ter sido baseado na doutrina moral.
¶65Sim. Tá, >> entendi. O David Ribeiro falou assim: "Eu assisti, >> eh, não tem isto, ah, a maioria que ele, cadê? A maioria que ele ocultou, eu assisti. Aí o o Café falou, ele ocultou vídeos com o Ryan Mullins sobre simplicidade divina, lendo citações de Aquino e Lombardo, >> etc.
¶66>> Aí achei isso estranho eu também vi um tweet de alguém que tinha feito um vídeo com ele falando que tinha sido excluído alguns vídeos que eram conversando assim sobre ah sobre teísmo mesmo, mas eu não sei se a pessoa era protestante ou algo assim. Eu eu também não entendi porque que um vídeo assim teria saído do ar. Mas é curioso. Que que será que passou na cabeça dele, né? Será que ele achou que, >> ó, se ele, ó, só chamando atenção assim, tô dando benefício da dúvida máximo e e caridade genóutica máxima também, né?
¶67>> É possível, se ele sofre de escrúpulos, você sabem se ele sofre de escrúpulos, eu não sei, eu não conheço ele, >> porque é possível que se ele sofre de escrúpulos, ele pode ter feito isso para ele mesmo, né? para ele mesmo não ter que lidar com a consciência dele de que aquilo ali tá online e tal e ele vai ficar o tempo todo. É, pode ser que seja isso, cara. É, tem que assim, ele ele tem um perfil de um cara que seria escrupuloso assim, então tem que dar uma olhada qual que foi, o que que ele responde? Ele respondeu alguma coisa sobre isso?
¶68>> Eu eu o Café e David que estão assistindo, não sei se vocês já viram se ele se pronunciou em algum momento. Eu não sei, eu não tô acompanhando de perto. Eu sei que o pessoal tava pressionando no Twitter. >> Pessoal tava pressionando. >> Tá aluma coisa no Twitter também.
¶69É, >> pois é. Mas assim, em geral, falando sobre a conversão dele, Lucas, olha só. Opa. >> Aspirant mandou R$ 50. >> Chame os urubus.
¶70[risadas] >> Tá bom. Isso, isso é um código para chamar o Carlos Alberto. Pera aí, deixa eu [risadas] >> Carlos. >> Ó, se o Carlos entrar, vou contar uma história que ninguém sabe, nem o Fugita, minha do Carlos. Ô, o Thiago, o Thigo é um é um que sempre colabora bastante aqui nas lives e tal para para e ele ele paga para ouvir histórias.
¶71Então, ó, Thaago, estamos aí, hein? O Luca tá aberto 100zão pela história do Luca. Essa vai ser boa. >> Vou querer vou querer uma taxa desse 100 aí para mim. [risadas] >> Ô, você não faz ideia.
¶72Eu já numa live aqui, o pessoal pagou R$ 400 para eu acordar os meus pais >> e e aí eles e isso eram umas 2as da manhã para contar a história de como eles se conheceram. [risadas] Como assim, velho? >> Aí o pessoal, você vai pagar? >> Vou começar a fazer live, velho. Vou começar a fazer live de noite, contar a história.
¶73Mas o aí o pessoal falou assim: "Mas fugita, você vai acordar seus pais por R$ 400?" Tu falava: "Eu tava acordando por menos. >> Por 200 [risadas] eu já acordava, mamãe. >> V mandar metade eu já acordo. Vou mandar 400. Então, >> cara, boa, hein?
¶74Fazer esses desafios é legal, pô. É, eu já já fiz um contato interessante no celular de gente que nós podemos acordar. Tem gente legal para acordar contar história. >> Da hora. >> Ô, ô, ô, pessoal, dá dá ideias aí pro Thago.
¶75R$ 400 pro Luca ligar ao vivo, pro Ariel ficar falando sobre mim. [risadas] >> Fazer um trote com Ariel Lazar assim. Acho que eu acho que o Ariel nunca falou de você para mim, assim, pelo menos não, assim, talvez tenha comentado algum episódio público, mas assim, só para ser justo, ele nunca falou nada de você para mim, não. >> Ah, não, tranquilo, tranquilo. Nunca falou nada não.
¶76>> Ó, olha só, pergun, >> teve uma vez, acho que eu perguntei para ele se ele ia bater com você, ele falou que não e aí ele disse algo que depois ele te disse, mas ele disse para mim antes em privado. Até te contei isso, >> que ele tinha dito que tinha debatido muito e que ia dar uma pausa nos debates. >> Isso ele falou para mim >> aí. Aí aí aí menos de um mês depois ele tava lá no debate, >> é verdade. Mas no Mas eu cheguei te dizer isso.
¶77Eu cheguei a te falar isso. Não foi uma desculpa que ele deu para você ali na hora, porque ele já tinha me dito em privado antes que ele não ia debater por isso. >> Foi algo verdadeiro. >> O pessoal falou que tem 100€ será que solta a carta? Gente, eu tô aqui, estamos de coração aberto aqui, ó.
¶78100 € estamos aí para isso. Não há 100 €. Eu conto a história com o Carlos Alberto que ninguém [risadas] sabe o episódio dramático que quase aconteceu. Isso faz muitos anos antes de fugir existir na bolha. >> Aconteceu um episódio entre eu e o Carlos Alberto que as pessoas precisam saber.
¶79>> Eu tô curioso por essa, hein. Cadê? Será que o pessoal >> Eu guardei na manga essa [ __ ] Então pessoal, vou guardar na manga essa, eu vou contar na live. >> É, então vê se o caro sobe aí. >> Então tô tô esperando aqui, ó.
¶80ou o Asperant que você tá rindo aí. Eu já chamei o pessoal aí, tá? Vamos ver se eles vão entrar. É, >> ó, estamos com 75 pessoas aí, fuginda, qual que é o recorde? >> O nosso, ó, estamos com 74.
¶81Meu recorde aqui acho que já foi 94 ou foi 92 pessoas. Mas como se eu penso, >> vamos ver aqui. É assim, eu eu faço uma estatística assim, né? O, por exemplo, meu canal tá daqui a pouco acho que eles batem uns 10.000 inscritos assim, então essa 10% acho que tá bom assim, né? É, não, justo, justo.
¶82>> O do Lucas Bzoli chega assim 200, 300 pessoas ao vivo. Ele tem 100.000 inscritos, né? Então acho que >> cara, mas eu vou dizer uma coisa, é o Banzol é um caso à parte que ele faz bastante live e ele sempre faz lives polêmicas, né? Então o pessoal é engajado assim. Mas eu vou ser bem honesto, cara.
¶83Eu acho assim que a disputa por atenção no mercado hoje é muito é muito grande, assim, é muito difícil você não é que nem o marketing digital no passado e o produção de conteúdo era uma pessoa na mesa falando e todo mundo assistindo. Hoje é todo mundo falando, né? Então, eh, você tem disputa por atenção mesmo. Isso é bem difícil colocar 100 pessoas numa live hoje em dia. >> Sim, sim.
¶84>> Mas, mas cara, você tem uma coisa fugita que é muito boa, é que você não cresceu tanto ainda, mas você já é grande, né? Então assim, o que acontece é o público sabe que você responde, que você é acessível, né? Uhum. >> Então ele engaja, porque tem muitas pessoas com perfis enormes que as pessoas já subconscientemente interpretam que a pessoa é inacessível, então elas já nem engajam por causa disso. Então você tem um um vantagem muito boa aí na >> Ah, não, com certeza.
¶85Eu gosto muito de interagir com o pessoal aqui, tanto que a gente tem um grupo das lives, eu tô lá com meu número pessoal mesmo respondendo geral assim, pessoal. Eu gosto, gosto dent. >> Quanto mais conseguir manter isso, melhor. Eu já é sou eu. As pessoas não sabem disso.
¶86Até hoje sou eu quem responde DM do meu Instagram. >> É, você não tem equipe? Não, eu tenho, só que eu respondo. >> Ah, sim, sim. Legal, legal.
¶87>> Eu respondo, eu respondo a galera. >> Pois é. Mas aí, deixa eu te perguntar uma coisa para ti, Lucas, sobre o caso do Joey ainda, né? O que que você achou eh e o que que você achou do fato de a conversão ter se dado primordialmente por causa dos milagres? Assim, você já você já parou assim para analisar de fato esses milagres que a igreja divulga?
¶88>> Não, >> não, né? >> Não, não. Nunca. Eu nunca, na verdade, assim, eu sou uma pessoa muito cética com isso. Talvez seja um dos pontos da teologia que eu mais e outra, eu não tenho problema nenhum ser, né?
¶89Sim. >> Ah, porque assim, na doutrina católica, o que é de obrigação é aquilo que é revelado universalmente, né? Ah, todo o resto é revelação privada. Se isso e é muito engraçado porque teologicamente falando dentro da doutrina católica, ah, a revelação privada, né, ela primeiro, ela não obriga universalmente e mesmo as reconhecidas pela igreja. Muita gente acha que que ah, se é reconhecido pela igreja, então obriga a fé.
¶90Mentira, não é verdade, né? Então, mesmo as as aparições marianas que são reconhecidas pela igreja, uma pessoa não precisa assentir a isso. Claro, no conceito católico, você não tem exatamente motivos para não fazê-lo e tal, mas se você quiser, você não precisa assim ter uma devoção à Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, você não precisa. E o que importa é aquilo que está da anunciação do anjo a Nossa Senhora até a morte do último apóstolo São João. Aquilo é revelação universal para os homens de todos os tempos, né?
¶91Ah, revelações privadas elas não obrigam, né? E segundo, teologicamente falando, elas são para salvação daqueles a qual Deus revelou e os frutos particulares daquilo. Então, assim, não se nega a condição, teologicamente falando, né? Não se nega que o Joe possa ter se convertido pelos milagres e que isso seja realmente algo que acontece na história da igreja. Isso é legítimo, né?
¶92Mas eh eu particularmente não tenho eh nenhuma relação assim com revelações particulares eh de forma geral, inclusive sou muito cético com elas, né? Sou muito cético com elas. Então eu acho interessante que tenha sido assim. H, eu imagino que para que realmente o Joe tenha se convertido por causa disso deve deva ter sido algo muito forte que aconteceu com ele, né? Deve ter tido algum tipo de experiência que no fim eu atribuo totalmente a graça de Deus.
¶93Acho que o o tu olhar as lives dele antes, né, e tu olhar depois, ele é realmente um convertido, né? Eu acho que assim, qualquer pessoa que realmente creia, né, que é um believer, uma pessoa que é um crente nesse sentido próprio do termo mesmo, tu olha pro Jo falando, né, e tu percebe que ele ele se converteu mesmo, né, é muito louco. Ele realmente se converteu. Ã, >> agora, claro, eu acho que ele não pode ficar assim, claro, uma conversão de uma pessoa não depende só do do seu fator inicial, com certeza ele ele vai aceitar, evidentemente, toda a revelação universal como já aceita, né? isso vai crescer e frutificar no coração dele.
¶94Mas é realmente assim teologicamente possível. Mas eu pessoalmente, né, eh, me surpreende que alguém como ele tenha se convertido por isso. É realmente surpreendente para mim. >> Eu acho que é surpreendente para todo mundo, assim, porque eu não chorava por isso, assim. Eu pensava que ele só fosse converter quando tivesse um argumento assim realmente muito cabal, alguma reformulação das cinco vias, qualquer coisa assim muito estrondosa que eu aproximasse mais assim.
¶95Mas eh até porque >> muito difícil, né, Mus? assim, porque eh o que que acontece, eu acho que isso poderia inclinar ele, mas nada disso. Eu sou um cara, bom, tu sabe bem que eu defendo assim em relação a isso, mas eu acho que nenhum argumento é suficiente. Eh, óbvio, não acho, eu tenho certeza, nenhum argumento é suficiente sem realmente o dom da fé, né? e vê como isso é um certo tipo de tapa na cara eh de alguma forma, porque às vezes a gente espera certas conversões por certos meios e aí Deus nos surpreende dando um tapa na nossa cara dizendo assim: "O cara mais inteligente que todo mundo tinha como referência, que todo mundo esperava uma conversão talvez hiper racionalista e tal, o cara vai lá e se conversa estudando as chagas de Padre Pié.
¶96Então é um negócio, [risadas] a a é uma coisa, a Divina Providência tem isso, né? na história da do cristianismo, a Divina Providência ela tem essa mania eh quase assim, é bem cristológica assim, um jeito de operar, de trabalhar no fracasso humano, né? A Divina Providência ela sempre ela opera por meios que a gente não espera e vai lá, o cara se converte dando uns milagres assim, última coisa que eu esperaria assim, >> mas é o o Cafezinho até colocou aqui, né? Milagreid de milagre, milagre, milagre. Porque o pessoal tá falando muito nos grupos isso, assim, no sentido de que eu assim eu dou graças a Deus também pela conversão do do Joy.
¶97O pessoal até acha um pouco escandaloso que eu falo enquanto protestante, mas eu dou graças a Deus pela conversão de um de um ateu ou de um agnóstico pro catolicismo, porque eu acho que você está mais próximo de Cristo, entendeu? Então, a pessoa que que morre sem no estado descrente, na teologia, ela não morre salva, né? Então eu acredito que é muito melhor assim e enfim, tem muitas virtudes que ele pode desenvolver a partir de agora. Mas o o problema é que assim, o que dá essa coisa do milagre, milagre milagre é que eh eu assisti alguns trechos da das lives que ele tá fazendo, aliás, desses grandes vídeos, né, de 7, 10 horas que ele tá lançando assim. E como o próprio David já comentou aqui, ele tá colocando muito o peso na conta dos milagres.
¶98Assim, você vê nas entrevistas também que ele fala assim: "Puxa, e as minhas objeções antigas ao problema do mal, ao inferno eterno, a questão LGBT sobre conduta sexual e tal". Ele tinha trabalhos assim no grande assim numerosos, né? criticando o catolicismo por causa dessas questões. E aí hoje a explicação deles é, eu ainda não tenho a assim a o que me transmite é eu não tenho respostas a isso, tanto que ele não tenta articular a argumentos contra as objeções antigas dele, mas ele fala e os milagres entend assim, eh se ele se ele tiver que colocar na balança, ele diz assim: "Os milagres pesam tanto que ele suspende um pouco assim, sabe, a a a um pouco a opinião dele sobre isso." Então, >> o meu problema com isso é os milagres e revelações privadas virarem condição sinequan para ele sustentar a fé dele, né? Então assim, se a partir do de algum momento, por exemplo, ele perceber que um desses milagres não precisa nem ser todos, mas um desses milagres na verdade não era um milagre, né?
¶99O que vai acontecer com o resto me preocupa, né? Então assim, eh, eu entendo assim, acho legítimo e tal, mas eu acho que ele precisa, no momento posterior focar bastante em achar respostas para para esses problemas que ele tá trazendo, ou pelo menos ou pelo menos tentar. Pois é, que ele já trouxe, né? É, então, exato. Aí, aí, por exemplo, teve uma uma questão que que a que eu tava vendo dele expondo assim, tentando contrapor nesses nesses vídeos maiores que ele tá lançando agora, né, questões sobre a a de como ele tá abordando agora, né?
¶100Então ele parece também às vezes ir por uma alternativa meio teísmo cético. Ele tá reaproveitando algumas coisas do Rasminson também que ele já havia respondido, só que ele não tá respondendo assim, ele apresenta algumas coisas, mas sem responder as próprias objeções que ele julgava antes como boas contra essa oposição dele, entendeu? Então assim, não que não que ele não possa apresentar ao longo do tempo, eu acho que ele pode, eu acho que é muito cedo pra gente dizer qualquer coisa ainda. Eu acho acho que ele pode apresentar, mas tá pegando um pouco mal para ele, porque ele ficou tão assim, tão afobado de fazer esses vídeos agora que ele lançou assim sem sem tentar enfrentar e ficou com a impressão de que ele colocou tudo na conta dos milagres, entendeu? Aí fica um pouco estranho.
¶101>> Eu acho que ele tem que deixar bem claro que ele precisa se debruçar, que ele quer se debruçar sobre essas coisas no futuro próximo, né? Porque assim, eh, eu acho que o problema realmente, eu não sabia disso, tá? Eh, acho que o problema vai ser se ele fizer esse vídeo, por exemplo, esse vídeo de 25 horas que ele dividiu e outros vídeos, né? Ah, como caso cumulativo ou melhor argumento para existência de Deus e ele não endereçar as objeções que ele mesmo levantava, né? Aí vai ser estranho, realmente, tipo, não é algo que tu espera, não é algo natural, né?
¶102>> O David falou que assim, ele deixou inúmeras objeções de fora no primeiro vídeo dele. E mais assim, é o que eu tava dizendo também, eu acho que assim é legal ele ter se convertido pelos milagres. Eu acho uma boa coisa assim pr pr pr pra vida espiritual dele. Mas assim, eh o problema do Jo acho que ele sofre um pouco, eu não sei se ele é um pouco ansioso, ele tem alguma questão psiquiátrica assim, né, de de se afastar, >> cara, o cara fazer um vídeo de 25 horas e ter que dividir em três partes logo depois se converter a surreal. >> Pois é.
¶103Então é isso que eu ia falar. Eu eu ele ele já postou naquela naquele primeiro vídeo de conversão dele, né, que ele anunciou que agora o canal dele ia mudar, que ele ia fazer um canal de apologética católica e tal e que ele aí inclusive nos tópicos que ele colocou assim que ele vai responder a todas as objeções protestantes e ortodoxas e assim por mais inteligente que ele seja. >> Calma aí, né? Vai, ele vai ter que vir devagariais. >> David não responde o Foreiano não.
¶104O nosso goat precisa descansar para estompar o Joy na live de amanhã. K k. Salve fugit e Luca. >> Salve. Que que vai acontecer?
¶105Não entendi. >> Deu também não sei se entendi se vai ter algum debate do David de amanhã. É isso. Deu tempo, viu, mas >> ele ele vai entrar de cabeça na na no drama do escolasticismo, principalmente quando ele se deparar com com ah a escolástica reformada, por exemplo. E cara, o buraco é bem mais embaixo do que o do que a neoescolástica e o neotomismo, assim, eh, eu super admiro o Joey.
¶106Eu acho que ele é um prodígio, realmente. Eu tenho muita fé nele. Eu acho que ele é um cara capacitado para lidar melhor com objeções do ateísmo moderno, principalmente do ateísmo filosófico mesmo, porque ele já ele recebeu a formação dentro desse sistema filosófico. Eu já falei isso várias vezes. Acho que um dos grandes problemas, por exemplo, para mim é que como eu não tenho esse, eu não domino esse sistema filosófico, é muito mais trabalhoso, porque eu tenho sempre transpor a filosofia analítica fala, por exemplo, para dentro do sistema da filosofia tradicional, primeiro ver se é compatível, objetar o que eu não entendi ou perguntar e aí depois disso eu consigo fazer algo, sabe?
¶107Então o John é um cara capacitado porque ele já trabalha dentro desse mundo, então ele tem um potencial enorme. Só que assim, nós todos sabemos, escolástica reformada, escolástica católica, isso não é brincadeira. >> É. E os ortodoxos estão tão cismados aí com vocês há sabe quanto tempo, né? Você faz muita tem muita literatura sobre isso, entendeu?
¶108É uma impossível. Ele e é que tá o ponto, né, que a gente critica, né, do pessoal que é neófito e já quer fazer canal assim apologético, né? Eh, eu pelo menos demorei muito a a depois assim até estudar e a me sentir segurança, sabe? Ter conhecimento para entrar nessa coisa assim. Ah, e olha que me o meu conteúdo assim nem propriamente é de apologética protestante.
¶109Eu faço alguns apontamentos às vezes aqui ali sobre isso, mas é principalmente contra o ateísmo, né? Mas se a gente for mergulhar nessa coisa católico, protestante, ortodoxia, igrejas orientais, é um mundo assim, sabe? É um universo. Então é muita pretensão, mesmo que ele seja um gênio, sabe? ele serja um e ele é genial, ele é ele é realmente muito inteligente, mas tentar já querer fazer vídeo sobre isso para mim parece muito afobamento, entendeu?
¶110É, eu acho que acho que a gente tem que interpretar isso como assim como um chamado, talvez, que ele sinta de transformar o canal dele nisso, de que com o tempo talvez ele vai trazer essas coisas no canal dele. Mas realmente assim, seria na minha opinião algo afobado ele fazer isso para amanhã assim e e provavelmente ele vai sofrer uma repressão assim, uma rejeição muito forte se ele tentar fazer isso logo de cara. Então eu acho que a primeira coisa, eu também se sabe o que que eu não gosto fit, eu tô dando a minha opinião assim que ninguém perguntou, mas também não interpretem isso como tipo assim, ah, o Luca tá dizendo o que que o Joe Shimi tem que fazer, né? É só, eu só acho que assim, acho que a primeira coisa que as pessoas esperam talvez dele ah, seja que ele refute as próprias opções, as próprias posições antigas dele. Acho que é a primeira coisa que ele tem que fazer, né?
¶111E realmente tem que focar em fazer isso. E aí depois se ele quiser, claro, ele vai ser mais do que bem-vindo para entrar dentro das controvérsias entre católicos e protestantes, católicos e ortodoxos. ortodoxos e protestantes, por que não? Mas assim, é algo que vai levar tempo assim, não vai ser não vai ser amanhã. >> Tinha um pessoal tinha um pessoal falando aqui, ó, né, pro David, no Pinv Aquinas, ele afirmou que ficou muito tempo se preparando para argumentar a favor do teísmo.
¶112Isso desde que falou com Etan há um tempo já. Mas é que tá, eu não vejo problema em o Joe entrar na apologética contra os ateus, porque ele estudou isso a vida toda, entendeu? É, >> é assim falar sobre agnosticismo, ateísmo, mas o problema é que ele tá querendo já, ele parece que ele tá um pouco emocionado assim, sabe? >> É. E outra coisa, o principal ponto, né, Fugita, é que teologia escolástica, por exemplo, ela está abarcada pela filosofia escolástica.
¶113Ou seja, o Joey vai ter que, de certa forma, sofrer uma espécie de reeducação nesse sistema filosófico. E assim, não é fácil, tá? Então, eh, o, a grande preocupação é assim, eh, ele querer talvez abraçar o mundo, né, e acabar não fazendo nada. Então, é, é bem importante que ninguém tá duvidando da qualidade dele, nem das boas intenções que ele tem de defender aquilo que ele acredita. Esse não é o ponto, né?
¶114É só assim, eu fico um pouco preocupado ah com o que poderia acontecer se ele decidisse que ou se ele pensasse que argumentar contra o ateísmo moderno é igual entrar em controvérsias teológicas medievais. São duas coisas bem diferentes e cada uma na sua complexidade, né? Particular. >> Senhores, batemos o recorde de audiência deste canal. 95 pessoas assistindo >> a >> pera aí, pera aí, >> pera aí que eu pera aí que eu tenho eu tenho uma coisa para preparada para isso.
¶115Olha só. >> Gente, tem efeito, rapaz. 99 bateu 101 agora, rapaz. >> Tava em 101, agora foi para 99. >> [risadas] >> Aí, viu?
¶116Cadê o Casalberto? >> Pois é, rapaz. >> Deixa eu, deixa eu mandar mensagem para esse menino. >> Ele ele mandou mensagem há três minutos atrás. Tô indo.
¶117Falei: "Tá bom, tá bom, tá, tá bom". [risadas] >> Mas então, o que o que eu ia falar para ti é que assim, eh, você tava falando sobre o Joy. Pera aí. Você que que você tinha acabado de falar? tava falando do >> tá falando sobre a a dificuldade particular e grande que existe nas contradições teológicas medievais e como seria talvez um equívoco achar que ele tá tão preparado para falar disso quanto ele tá para combater o ateísmo moderno, né?
¶118>> Mas sabe qual a impressão que eu tenho? A impressão que eu tenho é que ele não vai se aprofundar tanto em escolasticismo. Eu acho que ele vai seguir uma linha meio tomismo analítico assim, Robert, >> eu tenho quase certeza que é isso que vai acontecer, >> porque se você analisa os vídeos dele recentes sobre assim as críticas dele ainda, a as respostas que ele tá dando, né, o caso dele em favor do teísmo, ele não ele não tá pegando uma linha escolástica, ele ainda tá muito preso a aos paradigmas que ele enfrentar, >> a metodologia é completamente da filosofia moderna, analítica e tal, o jeito que ele argumenta, tudo. o próprio título, caso cumulativo e tal, e eu tive que pesquisar para ver assim qual que era a lógica do argumento, né, de que eles são que eles não são interdependentes de forma ah probabilística, então eles se multiplicam fatorialmente e tal, é toda uma metodologia realmente moderna assim de de como se argumentar dentro da academia filosoficamente, o que é completamente diferente, né, do do sistema tradicional, assim, da filosofia e tal. Então eu acho, eu tenho a impressão que se ele quiser responder as objeções protestantes e tal, ele vai ter que sofrer um processo de reeducação e isso demora mesmo, né?
¶119Isso não, não esperem isso para amanhã, com certeza. E e outra, nem esperem que ele resolva, pessoal, porque assim, com todo respeito, a Joy Schmith, a Mateus Fugita, Luca Almeida, todos nós aqui que temos uma até até mesmo os ateus que estão aqui na live, né? eh, que tem uma vontade realmente de descobrir novas coisas, de colaborar para esse debate e tal, assim, a gente tem que botar um pouco o pé no chão e lembrar que a sociedade do século XI, X, século XV, né, na escolástica, nós produzimos grandes filósofos, grandes teólogos e existem controvérsias que não estão resolvidas assim eh por séculos na história da humanidade. Então eu acho que a melhor coisa é ter esse temor a Deus de vamos chegar devagar, porque e até fica até um conselho pra audiência, né, Mateus, que eu vejo o pessoal nos cobrando vídeos, ah, refuta para sempre o solo escriptura e tal. Eu já falei algumas vezes em vídeo assim, ó, eu acho que o solo escriptura médio ele não é o solo escritura protestante verdadeiro, e ele é facilmente refutável.
¶120>> Sim. Agora, tu refutar o protestantismo inteiro, vocês não acham que é um pouco de petulância minha? Eu vim aqui dizer: "Não, eu enterrei o protestantismo, mas calma aí". Entendeu? Assim, então eu acho que até pra audiência, né?
¶121Saibam que tudo que vocês veem aqui é produção de conteúdo, a gente faz piadas, a gente provoca e tal, mas saibam que é uma grande jornada de aprendizado de todos nós também, de realmente aprender, ensinar coisas e e descobrir novas coisas também. E por que não descobrir a própria ignorância, que é um processo que eu vejo que falta em muitas pessoas que tentam falar disso na internet, é lembrar que a gente não sabe as coisas eh no nível que as pessoas talvez esperam que a gente saiba e ser honesto com isso, né? Ensinar na medida que que você sabe as coisas e aquilo que você sabe. Então não esperem do Joe Schmith que ele saia por aí fazendo uma cruzada contra o mundo, né? Isso não vai acontecer, gente.
¶122Não vai. >> É. É exato. E uma coisa, né? Geralmente aqueles vídeos que t assim aquele aquele aquele título, né?
¶123Eh, o argumento que que calou o catolicismo, assim, né? Então, um argumento que pode destruir completamente alguma coisa, geralmente ou é bait ou não é exatamente aquilo assim. >> É, eu acho que o pessoal pega muito ar com isso. Eu sempre falo, eu parei de levar as coisas pro pessoal na internet porque senão tu não conseg assim, tudo assim, é normal, gente. As pessoas fazem isso assim para pro vídeo bem e tal, para ser visto.
¶124Eu já já passei por muito tempo com isso, assim quando um tempo atrás no Instagram, principalmente quando tava nos Estados Unidos, que era tentar ser o mais técnico possível, né? E aí tu acaba sendo esquecido, porque as pessoas não estão interessadas nos termos técnicos, até porque elas não conhecem, elas querem realmente elas são atraídas por coisas mais baixas, né? E é parte do nosso trabalho tentar tirar as pessoas dessa mediocridade e levar e elevar a mente delas coisas mais elevadas. Só que aquele que doa doa o modo do recebedor, né? Então a gente precisa falar um pouco dessa língua também para poder atrair pessoas, né?
¶125Uma são é o ócio do ofício, né? Não tem o que fazer. Sim, o Fernando comentou assim, ó: "Eu vim do Espiritismo e me tornei católico, conhecendo a vida dos santos, a filosofia e conhecendo mais o trabalho do padre Quevedo contra os charlatões dentro do Espiritismo e do próprio catolicismo. Eh, uma o comentário que eu faço é que de fato, eu vejo nessa nova geração de gente que tá entrando no catolicismo tem sido muito pela questão da filosofia vida dos santos, vendo a questão estética que começa atraindo as pessoas ao catolicismo, né? É, eu não sei, eu não sei exatamente como que as pessoas te procuram assim, Luca, para comentar sobre agora você que faz muito conteúdo na internet sobre o catolicismo, >> para contar como que tem sido a conversão delas, os motivos diário.
¶126Assim, o que eu mais vejo são pessoas que realmente elas estão presas ou no secularismo, então tem vários tipos, na verdade, de pessoas, né? Geralmente tem aquela pessoa que tem alguma outra religião e ela consegue com algum assim alguma outra coisa já facilmente perceber que aquilo não faz sentido real enquanto religião. >> Por exemplo, o espiritismo, realmente eu acredito assim que tem vários problemas filosóficos, né? Várias coisas que ferem ali questões de filosofia natural, por exemplo. Então a pessoa com alguns conceitos muito básicos que ela ouve aqui a colar explicações simples, ela já começa a perceber, né?
¶127Ou seja, é uma conversão talvez menos moral. Ela não é tanto pela via moral, já começa uma via mais intelectual e tal. Beleza? Eh, mas tem a maioria esmagadora, na minha opinião, é a galera que tá no mundo secular, né? Então assim, é o pessoal que tá secularizado mesmo.
¶128E aí a primeira coisa que acontece, que é o mais natural e ordinário, na minha opinião, é começar uma certa um certo ã redirecionamento ao conversão da vida moral primeiro. Então a pessoa ela para de olhar para as coisas mais baixas, ela começa a perceber que a vida que ela vive é realmente uma vida que não leva nenhum tipo de virtude natural mesmo. E ela começa a mudar esse comportamento. >> Eu tenho vários amigos assim que, pô, o pessoal começou a virar rato de, eu falo isso há muito tempo, tá? Assim, ó, o pessoal que é rato de academia dessa cultura fit e tal, daqui a pouco eles vão perceber que esse cuidado que eles querem ter com o corpo, na verdade não é no corpo que eles querem ter, é na alma.
¶129E eles vão começar a se converter e a e tá acontecendo, a galera tá se convertendo porque começaram a cuidar do corpo, começaram a perceber que as coisas mais baixas, né, os prazeres carnais, eles realmente não não satisfazem e não fazem bem nem pro corpo. E daí começaram a parar de olhar para baixo, né? Lembra na alegoria da caverna, quando sai da caverna assim, tu primeiro fica olhando para baixo porque o sol é muito forte, tu não consegue enxergar as coisas e conforme tu vai olhando para cima, tu vai vendo o resto da criação até tu conseguir realmente olhar pro céu, né? E muito se fala diversos assim paralelos, né, com a conversão ao cristianismo, que esse primeiro estágio é a conversão da vida moral, né? Então é o homem que começa a temer a Deus, que é o que Santo Agostinho diz que é a primeira de todas, bom, na verdade no sermão da montanha, nosso Senhor também diz, né?
¶130Então é realmente a primeira das virtudes, essa virtude, essa humildade, esse temor a Deus de reconhecer que eu não sou o meu Deus, né? Que o meu corpo não manda em mim, que existe algo que me move, que é espiritual e essa percepção muitas vezes é moral. Então essa é esmagadora a maioria dos casos que eu vejo, mas existem pessoas como esse rapaz que comentou que estavam vivendo outra religião, que já eram pessoas que viviam uma vida moral decente e tal, e elas acabam se convertendo mais por uma via racional, talvez existem esses dois tipos assim. É, falando em falando em casos de conversão, nós temos aqui um muito importante, ó. Seu Madruga do Ramon, ele falou assim: "Quem me converteu ao catolicismo foi o Chaves, que disse que o padre pediu para que rezasse para o ladrão virar bonzinho." Obrigado aí ao seu Madrid pela pelo seu relato de conversão.
¶131[risadas] >> Muito bom. Muito bom. O Chaves é ótimo. >> Tem bastante gente comentando aqui. Ah, deixa eu ver o que mais estão falando, gente.
¶132Tem bastante comentário. Opa, o Eliquinho, boa noite, meu caro. Eliquin se lembra o Luca, >> ele viralizou uma época com um vídeo de >> lembro. Ele é meu aluno no Liceu. Eu lembro.
¶133>> Oi, você você é um traidor, hein? Vou te contar, hein. Você falou que ia ser um dia meu aluno, agora é aluno do Luca, hein. Ô, tô brincando. [risadas] Não, mas só para, só para, só para ser justo.
¶134Ele que eu não gosto de ficar falando isso aqui, mas ah, ele ganhou uma bolsa para estudar no Liceu, então eleou a história dele, ganhou uma bolsa lá para ele estudar com a gente e tal. >> A gente conversa no WhatsApp com Eliquinho, ele tô tô bomando com ele aí, que ele é uma pessoa muito querida. Inclusive, eu sei que o Eliquin lançou um vídeo recente aí contra o Banzol, eu vou assistir, tá, Elquin? Eu comecei a ver, não terminei, mas depois eu vou te dar umback aí >> contra o Big Boss. Não acredito.
¶135[risadas] Exato. Exato. >> Vai vir o vai vir o o Banzol com o chapeuzinho do Seu Madruga. Olá, gente. Aqui é o Lucas.
¶136E aí? Pronto. [risadas] História. O resto da história. Ah, muito boa essa imitação.
¶137Muito boa. [risadas] Vanzolha é uma figura, cara. Tá maluco, Manzol é uma figura. Sério? Pior que eu sei o motivo de ele tá com chapéu, mas eu não posso revelar.
¶138Ele disse que um dia ele vai falar lá que é uma coisa importante que ele tem para revelar, mas então tá bom. >> Mas deixa eu falar uma coisa, ô Luca. E aproveitando que você mencionou aí o Liceu, que história é essa do liceu? O que que vocês fazem lá? Círculos de transmutação, bruxaria, lulismo, [risadas] >> alquimia.
¶139>> Alquimia. >> Basicamente assim, você consegue abrir uma guia no Google aí e digitar, digita assim TC syllabus, só para mostrar pro pessoal >> como é que é TC. É T AC. E aí sílabus com Y e 2 L. S Y L A B U S.
¶140>> Tá, pera aí. >> É com dois L ali, mas vai aparecer igual. Aham. >> Aham. >> Deve aparecer o o no primeiro link deve ser do do Thomas Aquinus Colge Syllabus.
¶141>> Esse aqui >> é que eu não tô vendo que eu tô na frente, mas deve clica aí. Vamos ver. É esse aí mesmo. Aham. >> Tá.
¶142>> Então esse aí é o site do CC, pessoal. Basicamente a faculdade onde estudei, tá? Ah, se tu for rolando para baixo, vai aparecer aí primeiro ano e tal, filosofia, ó, pode deixar aí mesmo, >> tá? >> Eh, podem ver que tá tá aí no site do TC mesmo, tá? Então, ah, o que a gente faz no TC, no no no Liceu é o seguinte, quando eu voltei pro Brasil, eu queria ensinar paraas pessoas da forma com que eu fui ensinado.
¶143Eu acho que falta muito eh disso no Brasil, de realmente o pessoal quer muito discutir São Tomás, Santo Roberto Magno e tal, mas não tem o básico ainda, né? Então, o que que eu pensei, cara? Eu acho que e pensei por causa de mim, né? Na história da minha vida, eu comecei estudando teologia, né, Mateus? Inclusive, tem a ver com a história engraçada que eu vou contar sobre o Carlos Alberto quando ele entrar aí.
¶144>> Eu comecei estudando teologia e tal e aí quando eu descobri o TC e fui para lá, eu fui para estudar Santo Tomás, fui para estudar a Suma, eu falei: "Nossa, estão a Suma teológica e tal". E quando eu cheguei lá, eu descobri que o que eu mais precisava era filosofia e o que eu mais precisava era ler Aristóteles, né? E aí quando eu voltei pro Brasil, eu pensei assim: "Cara, eu preciso que as pessoas recebam essa educação porque ela é extremamente importante." E aí, seguindo a linha do tomismo aristotélico, né, que é o tomismo de Laval, que eu pensei, eu vou criar um curso de filosofia que é exatamente igual ao que a gente faz no TC. Então, os livros estão aí, por exemplo, Porfírio, né, que tá ali, de Zagogé, e depois Aristóteles é o órgão inteiro quase, né? Então, categorias de interpretação analíticos, primeiros, segundos e tópicos.
¶145E aí tem o o prólogo aos comentários de Santo Tomás aos analíticos posteriores lá, que é bem legal. também. Então o que que eu fiz? Eu peguei um documento que se chama Philosophy at que um dos fundadores da escola escreveu na época que a escola tava sendo criada, onde ele explica tintim por tintim porque que o currículo é daquele jeito. E aí eu desenvolvi um currículo com todas as aulas e o liceu é basicamente esse programa de filosofia tradicional pelo método socrático.
¶146Então os alunos preparam o texto e eu guio a discussão dos alunos na aula, né? E bom, assim, o processo de aprendizado, ao meu não ao meu ver é superior porque você forma bem de forma bem ativa os alunos, né? Então os alunos debatem aqueles textos, discutem e e também é um trabalho difícil, não é qualquer pessoa que consegue guiar discussões assim, né? Então, como eu tive bastante experiência lá na escola com isso, afinal fui educado desse jeito, eu resolvi fazer a mesma coisa. Então, eu tô aí há 2 anos e meio já, né?
¶147Tem a gente tem ao todo, foram oito, nove turmas do Liceu, agora algumas já terminaram e tal, outras a gente agrupou e e tem uma turma abrindo agora em outubro, né? Legal. >> Então eu vou até não sei se eu posso mandar o link. >> Pode, você pode também compartilhar a sua tela aí. Se você quiser mostrar na sua, a gente coloca aqui, >> tá?
¶148É porque o Liceu não tem exatamente, as aulas ficam gravadas na plataforma, o acesso é vitalício e tal, mas é pro pessoal participar ao vivo mesmo, né? Então a ideia é que o, deixa eu pegar o link aqui, a ideia é que o pessoal participe realmente ao vivo, né? E venha pras aulas, prepare os textos. Então aqui eu tenho, por exemplo, o formulário para quem quiser aplicar. A gente não costuma recusar alunos por questões financeiras e tal.
¶149Então, deixa eu mandar lá no, vou mandar no chat da live, >> tá? >> A gente dá bolsas e tudo mais, tá lá. Se tu quiser fixar ali por enquanto, é um formulário bem simples, só para responder assim, qual que o teu interesse em filosofia, a gente fazer uma filtragem básica. E aí o que que eu pensei, tinham muitas pessoas começaram ter pessoas famosas fazendo o liceu e essa galera não tinha tempo porque trabalha com conteúdo e tal. >> E o que que eu fiz?
¶150Eu peguei o mesmo currículo, tá? Então esse currículo é o quê? Primeiro ano a gente estuda a lógica, filosofia da razão, né, que é para introdução à filosofia. No segundo ano a gente estuda a os três livros, os três primeiros livros da física e o deim inteiro. No terceiro ano a gente estuda a ética de Aristóteles e a política.
¶151Ou seja, vai seguindo bem o cronograma do Secist. Tu fori descendo aí, tu vai ver que é exatamente isso que eles estudam em filosofia. E no último ano a gente lêu os últimos livros da física e também a metafísica de Aristóteles, né? Então se tu for descendo aí tu vai ver que daqui a pouco vai ter só for year aí. >> Uhum.
¶152>> Segundo ano, né? E aí em filosofia tu vai ver que é a física e o deâima, né? >> Legal. >> Mas deve tá aí, ó. Física e de anâima.
¶153Isso aí, né? Então a gente segue um exatamente o mesmo currículo do TC e é uma formação ali de em 4 anos, né? Então é bastante coisa mesmo. Daí pro pessoal que não tem tempo, o que que eu fiz? Eu peguei e comecei a dar aulas expositivas.
¶154sem ser pelo método de discussão, eu gravo mesmo e é falando e explicando o tintim por tintim do texto e a gente fez a especialização em Aristóteles. Então a especialização em Aristóteles é basicamente para quem não tem tempo ou dinheiro para fazer algo, um investimento grande ou não quer se comprometer com isso, faz algo mais simples, né? Vou mandar o link lá também >> que é da especialização em Aristóteles, que é literalmente basicamente o mesmo currículo, só que ao invés de ser o método de discussão, são aulas gravadas e aí você pode lá, né, acessar as aulas gravadas e e elas também têm um acesso, não é acesso vitalício como no liceu, mas é um acesso de 6 anos ali e tal, então é bastante coisa pro pessoal assistir. E eu tô gravando essas aulas e toda semana tem aula nova lá, então isso vai acontecer por muitos anos ainda, se Deus quiser. Você você pega também esse pessoal aqui para ler o Berkley Hilm, o pessoal moderno, como >> não?
¶155Is, essas são as leituras de seminário do TC. Então, a gente lia isso na em seminário. Daí daí eu penso em fazer um outro programa com as turmas que forem se formando no Liceu depois dos 4 anos e a gente lê todo o seminário daí e aí vai ter toda a filosofia moderna e tal. É bem legal, né? Então é basicamente isso.
¶156>> Que legal. Legal. >> Bem legal. E é leitura dos textos primários. Então assim, eu não sou o professor, eu sou, a gente chama de tutor, né?
¶157Então assim, eu não vou colocar as minhas opiniões pessoais. Eu posso até dizer: "Ó, pessoal, aqui tem uma interpretação canônica desse texto que é assim, assim, assado, mas tem espaço para divergência." Isso é o que mais acontece nas aulas do Liceu. Deve ter alunos meus aí no chat, vão poder, né, me desmentir se eu tiver mentindo, né? Então, basicamente assim, ó, o aluno interpretou uma coisa diferente e se realmente for possível aquela interpretação a partir daquele texto, ainda que não seja interpretação canônica, a gente deixa em aberto e fala: "Realmente essa interpretação aqui é possível." Então é realmente um método de debate dialético, todo mundo procurando a verdade em relação à aquele texto. Então é bem legal essa experiência, né?
¶158>> Legal. Inclusive, eu inclusive eu me lembro que você eu eu acho que a primeira vez que de que eu ouvi falar de você foi antes desse episódio, mas a minha memória fica muito nesse episódio daquele seu link lá do do Você contra nove Ateus, um católico versus nove Ateus, >> né? >> Sim, sim, sim. E aí é que tá um nesse link, nesse nesse momento aí do católico contra nove Ateus, me lembro que você mencionou para eles que em um determinado momento da formação vocês leem o Charles Darwin, né? >> Sim, sim.
¶159No último ano. >> Uhum. >> No último ano, né? Exato. E aí eu aí eu falei: "Ah, tá, esse é o Lucas".
¶160Só que aí depois e me falaram: "Não, Fita, não te lembra não? Aquele menino da treta é o mesmo Luca e não sei o que". Falei: "Não, não é possível. Não é possível que ser precisam deletar o Luca do Twitter. O lucro do Twitter, ele precisa morrer, ele precisa deixar desistir.
¶161[risadas] Eu reconheço, eu faço essa minha culpa. >> Pois é, mas eu me lembro que você falou aí foi quando você mencionou esse negócio que eu achei interessante, né, nesse vídeo sobre o sobre a o curso, né, porque vocês também leu os autores modernos, né? A gente também lê, >> não no liceu porque a gente fica lendo Aristóteles até, é porque é muito tempo, tem que ler muito Aristóteles até receber formação em Aristóteles, mas no TC ah, pode ver, inclusive, tá aí no currículo, não é em filosofia que a gente lê, a gente lê em seminário, porque da a gente tem mais tempo para ler. A gente já nos dois primeiros anos, se você olhar seminário, a gente lê todos os grandes épicos, comédias, tragédias. No segundo ano, em seminário, a gente lê a Divina Comédia e tal.
¶162E aí quando chega no terceiro ano, meio que a gente já matou até heródo, Tutu Sides, a gente já matou tudo isso, sabe? E aí o terceiro e o quarto ano de seminário, a gente fica livre para conseguir ler todos os autores de filosofia moderna dos grandes clássicos, né? Mas Darvin, eu acho que, se eu não me engano, a gente lê em ciências naturais inclusive, tá? Então, como como éismo de Laval, ele dá uma ênfase em filosofia natural, no terceiro e quarto ano a gente tem mais períodos de ciências naturais do que antes. Então, se der uma olhada no sílabo, você vai ver que tem muitas leituras de ciências naturais mesmo.
¶163É bem legal assim, o colégio dá um foco bem grande em ciências naturais, né? Então a gente lê Darwin no em Ciências Naturais no último ano. >> Muito bom. Muito bom. Inclusive o o Luca tá fazendo o jabá dele aí, né?
¶164O pessoal recomendo bastante que vocês qu que é da minha audiência se inscreva no canal dele que tá saindo bastante vídeo legal. Eu sei que também você tá postando coisas na sua aba de membros, né? Eh, para >> para coisa de teologia católica, eu imagino. >> É, eu tenho um outro programa que é o Parabelum, que é basicamente o segundo ano de teologia do TC ali, que é Santo Agostinho, basicamente o tratado da encarnação e o Proslog de Santselmo. E a gente vai abrir um ano dois agora que a gente vai ler junto.
¶165É legal porque eu leio junto com os alunos, então é muito legal assim, a gente vai ler toda a cidade de Deus de Santo Agostinho e a fé ortodoxa de >> da Macena. >> Ã, de São João da Macena. Aham. Então esse vai ser o segundo ano. A gente vai abrir na Black.
¶166Então já fica a dica aí que o pessoal quiser estudar teologia depois. E aí que que eu fiz? Eu peguei algumas aulas, né, do as últimas agora tratar da encarnação e tal e eu botei na aba de membros do YouTube pro pessoal acessar e poder ter um pouco desse conteúdo também, que é bem legal os textos de de Santo Atanasio. Muito bom. Muito bom.
¶167Exato. Exato. Que legal. Mas então, o eu ia comentar sobre isso, né? O o pessoal também do Luca que tiver interessado, que tá entrando aqui na live e tiver acompanhando, daqui a umas duas semaninhas a gente vai ter uma imersão sobre ocultamento divino.
¶168Inclusive o Luca tá convidado para >> É, eu vou vou participar dessa sim. Essa eu vou >> Pois é. Eh, pra gente falar sobre aquela aquele argumento do Schellenberg, né? Não sei se quantos de vocês acompanharam, mas o David Ribeiro teve uma treta com o Victor Hélios, né, sobre esse assunto. E aí eu pretendo fazer uma exposição do argumento dele, né, que é basicamente aquela objeção de que se Deus é um pai amoroso, né, esperaríamos que ele tivesse mais eh acessível até mesmo para esses discrentes, não resistentes, como ele chama, né, pessoas que são, >> eu fico, eu fico louco com David, eu fico, eu fico imaginando o que que vai acontecer quando ele descobrir o banesianismo.
¶169Acho que ele, aí ele vai excluir o cristianismo da lista dele para sempre, né? Eu [risadas] é capaz dele saber. Ele é capaz de saber porque ele ele já >> ele ele ele acho que talvez ele saiba mediado pelos pelos calvinistas. Eu acho que ele sabe um pouco por causa disso. >> E aí nessa parte do ocultamento divino, o David ele pega muito no pé do pessoal por causa disso, né?
¶170De ter essa questão de existem ateus não resistentes, ou seja, pessoas que são ateias, mas que gostariam de estar em comunhão com Deus, mas ele não se revela de maneira mais acessível, né? Então ele poderia de alguma maneira ah ele poderia de alguma maneira se revelar de forma mais clara, né, mais suficiente. E aí a gente vai responder esse argumento lá. O pessoal do Luca que tá entrando, se quiser participar, fiquem à vontade. >> Eu vou participar, tá?
¶171Então se vocês quiserem, eu vou estar lá com certeza. >> Pois é, mas enfim. Eh, mas só para para continuar e agora vou vou vou pegar isso e voltar porque você tava falando do seu conteúdo. Eh, tem algum momento da do que você tá apresentando ou que você ainda pretende fazer? Porque eu sei que você também participa do clube católico, né?
¶172Eu não sei, alguma coisa assim. Se vocês t alguma abordagem apologética também na >> Eu acho eu acho que assim os principais pilares do clube eles são eles são realmente voltados mais pro pro público interno do catolicismo. Então vida espiritual, vida dos santos, doutrina. Só que assim o clube, diferente de outras empresas do mercado, tem uma veia muito forte com professores, né? Então, eu sou um dos sócios do clube, o professor Víctor Sales Pinheiro é um dos sócios do clube, né?
¶173A gente tem o professor Felipe Botelho, que é um dos sócios do clube também. E e aí a gente tem pessoas que estão ali em volta ajudando na no processo editorial, como o professor Rafael Brodback também. Então, tem uma linha um pouco mais intelectual e não só formativa, mas também apologética, né? Por que não? Então, não é descartado entre nós a ideia de no futuro, publicarmos boxes que realmente sejam mais dedicados ao combate aos inimigos da igreja, né, de certa forma.
¶174Ah, isso pode incluir protestantismo, sim. Ah, inclusive acho que é mais provável que se for sair alguma coisa assim inclua protestantismo do que ateísmo. Exatamente, né? >> Ah, >> por uma questão de mercado, talvez. Mas eu Mas assim, a gente tá aberto realmente a tudo.
¶175Inclusive, eh, nós somos a única empresa do mercado atualmente que tenta também publicar livros atuais. Então, a gente não quer se prender só eh nos grandes clássicos medievais e tal. A gente quer realmente publicar livros da neoescolástica ou até livros da novel teologia, por que não, né? Em algum momento eu acho que as pessoas precisam ler esses livros. Nós somos uma empresa que acredita que as pessoas leem os nossos livros, né?
¶176Ah, nós acreditamos que as pessoas precisam não só ler e acreditamos que elas leem e que precisam ler, né? Então, a nossa ideia é publicar a mais variada gama de obras, assim, né? Dito isto, uma pessoa comentou o seguinte: "Luca, venha para o molinismo. >> Eu vou para o molinismo quando a Eu eu prometo para vocês, eu vou me debruçar sobre esta querela em relação ao molinismo quando aparecer um molinista. Juro porque não tem os melhores molinistas, o melhor molinista que eu conheço é congruísta.
¶177[risadas] Começa assim, molinista de verdade assim, mas tem molinista. É, veja bem, na verdade sim, eu tenho mais uma linha congruista e tals. Tá, tu não tem uma linista não, pô. Tem conta >> falando inso quem aparece exatamente agora, senhoras e senhores. >> E aí, cara, como é que tá?
¶178>> E aí, Lucas? Tudo bom? >> Tudo bem. E você? Bom, >> certinho.
¶179>> Grande, meu amigo. Como é que, rapaz, o Carlos, ele tava sempre entrando com camisa do Batman. Hoje ele entrou com outra aí quando quando >> até a cerveja aquela do Simpson, né? >> Uhum. Pois é.
¶180>> Excelente. Seria muito bem. >> Agora que o Carlos tá aqui, eu sou obrigado a contar a história que eu tenho que contar. Eu não sei se o Carlos vai lembrar disso, mas é mas é uma história muito cômica assim de muitos anos atrás e você não sabe disso, Fito. >> Hã, >> vou ter que contar aqui.
¶181>> Tem uma, teve uma primeira interação com o Carlos Alberto. O Carlos vai lembrar disso, com certeza. Teve uma época no Twitter, olhem só pessoas, faz muitos anos, tá? Que era bem na na época, acho que era 2019, que eu flertava muito com o tradicionalismo nessa época, né? Inclusive participava lá do trados, na verdade eram mais os amigos dele que tocavam essa página, não sei se o Carlos lembra disso, era uma página continuísta no Twitter na época e o Carlos começou a desafiar todos os tradicionalistas para debater.
¶182Você lembra disso, Carlos? Você lembra dessa época? É, lembro. >> E aí foi engraçado porque o Carlos tinha comentado algum post de algum amigo meu que era tradicionista na época e aí vocês não vão acreditar no que que eu comentei. Eu lembro até hoje do Twitch que eu fiz, eu falei bem assim, eu não conheci o Carlos, né?
¶183E daí eu comentei bem assim na época, ã, vamos voltar para cá, o pessoal trou alguma coisa assim, tipo, vamos voltar para cá e mostrar quem é que manda. Comente, comentei [risadas] isso. E aí eu lembro que no outro dia eu acordei, mas eu tinha assim 19 anos, né? Era ridículo, né? Eu lembro que no outro dia eu acordei, tinha uma DM no meu no meu Twitter e era o Carlos falando assim: "Olha, então vamos debater, já que vocês vão mostrar quem é que manda, vamos debater".
¶184E eu na minha ignorância aceitei debater com o Carlos. Então, ninguém sabe. Acho que ninguém sabe disso, mas era para ter existido, graças à Divina Providência, isso não aconteceu por ter sido humilhado de forma tão brutal que assim, eu já seria humilhado hoje se eu tentasse, mas na época teria sido muito pior. E aí o Carlos falou assim: "Bom, então vamos fazer assim, vamos debater". E eu na minha ignorância, eu não fazia ideia de quem era o Carlos, eu aceitei.
¶185E aí quem me salvou dessa furada aí foi o padre Ivan Shudzik do IBP na época, porque ele olhou e falou assim, eu falei: "Ô, padre, vou debater aqui, vou defender a posição, né, tradicionalista e tal". Falou assim: "Mas tu é louco, tu sabe com quem que tu vai debater? Você não faço ideia de quem seja". E aí esse debate nunca aconteceu, porque o padre Van Schudsk na época falou assim que tu não tem que debater com ele, tu é maluco. E aí eu falei pro Carlos porque na época a gente ia debater vários temas e o Carlos me deixou escolher todos os temas que eu queria debater sobre o concílio, inclusive, tá?
¶186E eu falei que o único que eu não ia debater era a missa nova porque eu aceitava. E aí esse debate era para ter acontecido e ser talvez a maior humilhação da história da bolha católica. Ia ser sensacional. Talvez [risadas] teria sido bom para mim naquela época para eu ter voltado pro continuismo mais rápido assim. Mas e não sei se as pessoas, eu não sei se o Carlos lembra dessa história, mas isso ia acontecer, ia ser uma das coisas mais engraçadas do mundo.
¶187Eu eu acho que eu ia ser muito humilhado, assim, eu não acho, não tenho certeza, naquela época assim, ia ser muito humilhado nesse debate e ele, graças a Deus, nunca aconteceu. E aí depois ah, eu abandonei o tradicionalismo para sempre, né? E, e aí eu olhava para assim: "Meu Deus, gente, ainda bem que Deus me preservou disso porque teria sido". Você lembra dessa história, Carlos? Você lembra que isso ia acontecer ou você não lembra?
¶188>> Eh, eu lembro, eu lembro de partes, assim, eu lembro que a gente, eu tentei eh me comunicar com você no Twitter >> e você, você até respondeu de volta, mas depois de fato o eh você cancelou e tal >> e aí não rolou mais, >> né? Não rolou. Mas daí eu lembro que o Carlos debateu com outra pessoa, ele achou um outro tradicionalista lá para ele debater. E aí eu lembro que eu escutando esse, acho que era no Discord os debates na época, né? E aí eu lembro que eu escutando esse debate, cara, eu dava graças a Deus que não tinha sido eu.
¶189Assim, [risadas] ô Lucas, eu não acredito. Ô, Lucas, eu não acredito que você meteu já antes do meme virar meme que o seu diretor espiritual não deixou você debater. [risadas] >> Tales, o primeiro foi eu. >> Saiba disso. O primeiro foi eu.
¶190[risadas] Lá atrás, pessoal, deve achar. Se buscar, tem esse tweet, tá, pessoal? Não irei mais participar. Meu diretor espiritual não deixou. Tem [risadas] essa essa minha.
¶191Eu fui o precursor, cara. E e assim, e o pior de tudo e o pior de tudo foi verdade. Ele não deixou. Ele falou assim: "Tu é idiota, que que tu quer debater com o Carlos Alberto? Sabe quem ele é?" Falei: "Não, não sei quem ele é".
¶192[risadas] E eu falei assim: "Meu Deus". Eu falei assim: "Bara deve ser um alienígena". E aí depois eu fui conhecer o Carlos. Eu pensei: "Meu, graças a Deus que isso não aconteceu". [risadas] Mas assim, o precursor da história do Foi, o meu diretor espiritual está a Luca de Tomás [risadas] primeiro.
¶193>> E e se e olha só, digo mais, bem desculpado, bem desculpado. Excelente intervenção do diretor espiritual. >> Mas deixa eu falar, eu eu não eu não sei assim, eu não tenho Twitter, nunca tive, né? Então não cheguei a ver esse não cheguei a ver, >> mas pera aí a tá com alguém tá com eco aí? Pera aí, eu não sei.
¶194Testando. Não, voltou normal. Pois é, mas então o o eu não cheguei a ver, mas assim, caramba, Lucas, eu vou pedir pro pessoal vasculhar o teu Twitter que a gente tem que ter esse daí para para virar figurinha de faz isso, não, vasculha, não faz [risadas] isso não, pelo amor de Deus. Mas sim, tem eu novamente assim, eu não vou dar uma de Josh Smith e sair lá excluindo as coisas. Tem muita coisa absurda [risadas] minha no meu Twitter antigamente, assim, dizendo assim, não, as pessoas que são de outras religiões, elas têm que ser presas e tal, cada coisa bizarra assim.
¶195>> Assas mandou R$ 7. Carlos, pode dar uma palinha na prova da existência de Deus que voltar no início do Libeira Apostrop. Daqui a pouquinho, daqui a pouquinho, só terminar o Deixa só, eu pedi uma coisa pro Luca também que eu queria que ele explicasse. >> Luca, então como Mas assim, você falou que você era tradicionalista, o que que aconteceu para você sair do tradicionalismo? Porque assim, é um medo que eu tenho a respeito do próprio Joy Schmid, que ele seja coptado por esse pessoal nos Estados Unidos, que também é bem forte, né?
¶196Sim, é muito forte. E o tradicionalismo cresce muito nos Estados Unidos, em larga escala, inclusive, e é mais perigoso do que no Brasil, no sentido de que lá eles têm uma certa liberdade por conta de toda a formatação do estado norte-americano, ser daquele jeito que eles são. Então, tipo assim, ah, te fecha no teu feudo, aí faz o que tu quiser, desde que tu não esteja matando ninguém na rua, a gente não vai interferir e tal. Então, existem bolhas muito fortes tradicionalistas nos Estados Unidos, inclusive os principais hoje em dia assim, os principais seminários da são pro 10º são lá e tudo mais. Então, realmente eu fico com medo assim disso também, né?
¶197Mas eu acho que o Joe é um cara inteligente. Acho que ele não vai ele não vai se eh se curvar, né, as narrativas e tal, mas eu nunca mudei o meu discurso em relação ao porque eu não sou tradicionalista. Eu sempre, quando me fui quando eu fui perguntado sobre isso, eu sempre dei exatamente a mesma resposta, ã, em todos os lugares. Inclusive, deixa eu começar contando essa história, contando sobre um comentário que alguém fez num vídeo meu semana passada. O cara fez uma trama assim, Luca, tu és um cara inteligente, tal, mas assim, o que aconteceu contigo foi que tu te decepcionou com pessoas do movimento tradicionalista.
¶198Esse, cara, fez um comentário gigante e e eu li esse comentário e eu dava risada e eu respondi, falei assim: "Cara, belíssimo o comentário, né? É uma é um drama e uma trama gigantesca. Só tem um problema, não é verdadeiro e não tem absolutamente nada a ver comigo. Eu nunca mudei o meu discurso em relação ao porque não sou tradicionalista. E a razão é uma e somente uma.
¶199Ao meu ver, o tradicionalismo é incapaz de demonstrar suas teses. Simples assim. O tradicionalismo não demonstra suas teses, né? Então assim, se o tradicionalismo conseguisse demonstrar as suas teses, eu seria tradicionalista, mas o tradicionalismo não consegue demonstrar suas teses. E inclusive, quanto mais eu escuto as teses do tradicionalismo, não só sobre a a crise da igreja, mas aonde ela tá ancorada, nos pontos do concílio, mas eu mais eu consigo entender que a posição não consegue se sustentar assim e e que são e que por muitas vezes são críticas ridículas, tipo aquela do subsisted in que é assim insano para mim alguém levar aquilo a sério e tal.
¶200Então, para mim, esse é exatamente o motivo. O tradicionalismo não demonstra suas teses. Ponto. Esse essa é a razão. Não tem nenhum preconceito pessoal contra uma pessoa tradicionalista.
¶201Sempre fui bem tratado, assim, ah, pelo menos pessoalmente, né, por tradicionalistas. E para mim o grande problema é esse, né? é algo muito grave você abandonar um concílio ecumênico, ah, sem razão suficiente. Então, assim, as razões que me são apresentadas do porque eu deveria rejeitar o Vaticano II são, ao meu ver, todas razões débeis. Simples assim.
¶202Você nunca teve nenhum evento canônico, então assim que ah, aconteceu alguma coisa, você >> não, eu estudei lógica no primeiro ano do TC e comecei a perceber primeiro que a igreja do Brasil não é igreja no mundo. Então, muito desse fantasma, a teologia da libertação, tudo que acontece aqui, assim, são coisas que assim são fenômenos também locais, né? Lá no TC a gente tinha uma uma liturgia muito boa que era uma liturgia em comunhão com bispo local e tal. Isso existe em outros lugares do mundo, na própria Europa, isso acontece bastante também. E na verdade, estudando lógica, eu percebi assim, olha, eh, se a noção de ciência aristotélica é correta, e essa é a noção que as principais escolas católicas se utilizaram depois na escolástica, como são Tomás, por exemplo, ah, simplesmente os argumentos que eu ouço do tradicionalismo, que eu conheço para, sei lá, a nulidade da da excomunhão de Dom Marcel Lefé, que eu inclusive argumentava em favor dela, ou pras reformas do concílio, pros pontos controversos do concílio, ao meu ver, elas simplesmente não produzem uma conclusão necessária.
¶203Elas são na grande maioria narrativas, na minha opinião. >> Legal. Deixa eu comentar, botar uns comentários que o pessoal tá colocando sobre isso. Falaram assim: "Olha que massa esse trio, obrigado, Diogo". Eh, falaram assim: "Só não conhecia o Carlos, então possivelmente o Edson aqui é do pessoal do do >> Você só não conhece, talvez a pessoa mais importante de dos 13 que tu precisava conhecer.
¶204>> [risadas] >> Esse problema e é engraçado que falaram assim, ó, sobre o a pessoa mais importante que é o Carlos, falaram assim: "Carlos tem uma grande diversidade de camisas, camisas pretas do Batman e camisas pretas de outros desenhos." [risadas] >> Você é flamenguista, né, Carlos? Eu lembro que tinha uma época no no Twitter que essa foto de perfil era a camisa do Flamengo. Não tem esse rolê não, >> cara. Sim, eu sou eu sou eh flamenguista, mas eu não sei se eu coloquei alguma camisa do Flamengo. Talvez sim.
¶205>> É, acho que sim. falaram assim: "Podia ter um debate contra o CDB". Deixa eu falar. Eu debateria contra o CDB a favor do continuo. >> Eu também >> até falaram assim: "Fugito é protestante continuísta".
¶206Exatamente. Aqui [risadas] do lado, entre católicos continuistas e tradicionalistas, eu quero que o continuo cresça. [risadas] >> Sim. Sim. Porque ele é verdadeiro, simplesmente.
¶207Inclusive, naquele naquele debate ou tentativa de debate com aquele rapaz, acho que Nicolas o nome dele, ah, que ele não deixou o Carlos falar, eu fiquei, eu fiquei triste porque eu queria ter ouvido, porque eu não conheço a posição do Carlos para para defender minêutica da continuidade. A minha posição, na verdade, é uma posição muito simples. É só assim, eu defendo isto porque ninguém provou nada no outro lado para mim, né? Mas pelo que eu entendo, a posição da hermenêutica, ela é mais profunda do que isso. Ela é uma posição realmente teológica mais bem fundamentada, não é?
¶208Ô, >> ô, Carlos, você quer comentar um pouco sobre esse debate contra o Nicolas? Olha, na verdade, o debate contra o Nicolas foi um debate onde eh eles basicamente inventaram que eu teria que debater aquele tema eh proposto por eles. Só que vejam, se veja se no início no início do debate cada um teve tempo para expor a sua tese, obviamente nós não ficaríamos presos em uma tese só. Ou seja, o Lucas teria que expor a tese dele, eu teria que expor a minha tese e aí a gente teria que fazer ali uma um arranjo dialético para ver quem ah de alguma forma está mais próximo da verdade. Ah, mas isso não isso não isso não avançou porque ele eu comecei a pedir definições, né?
¶209Porque eu acho que isso isso é muito escolástico, né? Tá tudo bem. Que que é isso? É definição. Tá tá dá dá a definição disso aí.
¶210Aí ele não sabia da definição. Aí eu pedi >> o tipo de definição. Aí eu comecei a pedir os tipos de definição. Ah, pode ser uma definição genérica. >> Hum.
¶211>> Vai sem definição genérica. Ah, pode ser uma definição descritiva só. Não precisa ser nem >> você tá pedindo definição a nível dialético mesmo, né? Para ter algum lugar comum para conseguir argumentar. >> Exato.
¶212Exato. >> Sim. >> E aí? E aí ele entrou no no modo ali de que eu estava tentando refutá-lo porque ele não tinha começou a a suar que ele não tinha respostas e e aí ele quis acabar com o debate ali mesmo, né? Mas o debate nunca nunca foi acordado em modo algum, seja antes ou depois, que seria só sobre um tema.
¶213Não, o debate seria sobre eh eu exporia a minha posição, que é uma posição original, eu vejo. >> Entendi. >> O o Nicolas a dele e bom, e a gente iria pro confronto confronto ali de 10. Ô, >> Carlos, eu fiquei curioso para conhecer a sua posição, né, Carlos, porque daí acabou que você nunca conseguiu expor, né? Eu me lembro que ele ele tava travando ali.
¶214Acho que você tava pedindo a definição até de do que que era tradicionalismo, nera o que que é o ser tradicionalista para você, né? E ser continuísta, não era isso? Você tava perguntando para ele? >> Exato. Até porque, por exemplo, eh, continuísmo é um termo que é muito usado usado aqui aqui no Brasil, né?
¶215>> É genérico, né? >> Isso. Exato. É muito utilizado aqui no contexto brasileiro. É.
¶216Eh, mas paraa gente avançar uma discussão séria, a gente teria que ter mais ou menos uma descrição do que é o continuo e também do que é o tradicionalismo paraa gente eh entender mais ou menos qual o que é o que é o quê, né? >> É, eu também acho. Também acho. Tomara que isso aconteça algum momento que a gente consiga fazer um um vídeo ou uma live comentando sobre esse assunto com mais com mais profundidade, até porque pelo que você comentou, cara, a sua a sua posição é original. Então, o que que eu vejo, né?
¶217hermenêutica da continuidade, o pessoal coloca muito assim nas costas do Bento 16 e tal e realmente ele tem grande parcela, né, de de contribuição para para essa hermenêutica ser difundida. Mas eu vejo o continuímo como talvez um dos termos mais homônimos que a gente tem hoje em dia. Assim, cada pessoa tem uma uma espécie de razão diferente para defender hermenêutica, né? Então, talvez seria explorar isso, né? Sim.
¶218Pô, mas a gente tem um vídeo aqui, né, Carlos, em que a gente explorou um pouco essa posição. Não lembro se a gente terminou de colocar em todos os detalhes, mas eu fiz um vídeo depois depois da treta com o Nicolas. Aí tava a gente perguntando, Nicolas Ferreira. Não, gente, é o um outro um outro rapaz aí. >> Um outro rapaz.
¶219É, >> mas o o a gente fez um vídeo meio que comentando o debate aí, o Carlos conseguiu explorar um pouco mais, mas eu super apoiaria também que de repente ele a gente fizesse outro vídeo e até fosse vinculado lá pelo canal do Lucas, se ele quisesse, né? Com certeza, >> até porque eu acho que essa coisa, como eu falei, eu acho o tradicionalismo uma coisa tão >> tão ruim assim que eu eu eu, como eu falei, entre católicos continuístas e tradicionalistas, eu tenho muito interesse de que continuístas cresçam, porque geralmente o pessoal que eu acho que é mais radical, que me ataca, que é geralmente o pessoal mais dessa vibe tradicionalista, né? E enfim, tudo que eu já vi meio bizarro. ele ele tem que assim, ele tem que diminuir porque ele é em muitos sentidos falso mesmo, só por isso assim, é o que eu sempre falo, cara, é nada pessoal assim, é tem muitos, muitas reivindicações tradicionalistas que eu acho que merecem ser ouvidas em certa extensão, né? Mas assim, a as conclusões últimas elas são completamente surreais, assim, >> não?
¶220Então, exato. É, é porque assim, porque na não quero passar a impressão de que seja tão somente pel uma preferência pessoal minha, muito embora eu acho que o fato de ele ser falso tem a ver com algo que me beneficia, que é geralmente o pessoal que defende que eu deveria ir pra fogueira ainda hoje são eles, né? O >> pessoal que depende o tipo de volta assim, né, do enfim, do tribunal inquisitório e que eu seja executado em praça pública, geralmente são tradicionalistas. Então, eu tenho interesse de que isso não aconteça. >> Sim, sim, sim.
¶221Tem interesse pessoal imediato. [risadas] >> Pois é. O o pessoal o pessoal tá falando aqui, ó. Cadê? Pera aí.
¶222Eh, deixa eu mandar. >> Pô, mas o o Carlos é molinista no fim para para me explicar esse trem aí ou não? Ou o Carlos é congruista também ou nenhum? >> É, na verdade eu sou Luliano, né? Então, o Lúlio, ele tem uma figura específica que é chamada figura teológica, onde ele trata de alguns temas que que são abordados na controvérsa de auxílios, como por exemplo, a a dialética entre eh providência ou eh providência e livre arbítrio e vários outras outros binômios que aparentemente aparentemente não são compatíveis, mas que ele busca ele busca compatibilizar através da lógica dele, né?
¶223Então eu sigo mais ou menos a estratégia do do Lúlio, entendendo, é claro que a lógica dele é a lógica mais adequada para para tratar desses temas. >> Entendi. É muito diferente o sistema lógico do Lúlio pro sistema de Aristóteles, por exemplo. Pelo que eu percebo é mesmo, né? São coisas bem distintas, né?
¶224Ele sim, na verdade o sistema lógico luliano, ele nasce na verdade quando você vê um Luliano expondo o sistema luliano lógico, ele ele já começa numa contraposição com o sistema e com a logística aristotélica. >> Interessante. >> Isso, isso, isso já é isso já é o começo já. E aí ele vai começar, ele começa demonstrando que por quanto por conta do objeto do da dessa ciência que é arte, a a lógica luliana é muito mais ampla, ela é muito mais potente, etc. E como eu costumo dizer, eh a logística luliana é um tipo de logística circular.
¶225Ela faz isso aqui, ó. Ela vai ela vai obtendo verdades numa circularidade por meio da combinação de princípios, condições, regras, alfabeto. Ela vai obtendo verdades, ela ela vai fazendo, ela vai fazendo isso aqui, né? Ah, enquanto a logística aristoté, >> desculpa, fiquei bem curioso, desculpa. Então, tu não tem aquele sistema aristotélico de verdades imediatas como princípios?
¶226ou tu tens isso? >> Tem, temos verdades imediatas como princípios nós temos. Na verdade, o isso faz parte do que nós chamamos de das definições do que nós chamamos de dignidades, né? As as dignidades funcionam como verdades imediatas, eh, que são autoevidentes. E aí o Lúlio busca demonstrar, busca mostrar, né?
¶227Não demonstrar, mas mostrar que são autoevidentes imediatas. Eh, mas enquanto a logística aristotélica ela é ela é linear, ela vai ela a parte de premissa, atinge conclusões, etc., aí você vai e faz de novo o mesmo processo. Ela ela é uma logística se >> eh linear. A logística luliana, ela é circular, é diferente. E ela atende e ela atende a expansão.
¶228Quanto mais combinações você faz, ela vai expandindo, o círculo vai expandindo, expandindo, expandindo, expandindo, expandindo. >> De modo que, por exemplo, a lógica luliana, ela não tem um limite. Ela ela pode descobrir potencialmente, como diz o Lúlio, todos os inteligíveis e conhecer todas as verdades. A limitação é o nosso intelecto, mas a arte ela é capaz de fazer isso. Inclusive também, >> oi.
¶229>> Desculpa, eu tô eu tô tentando imaginar como como que isso funciona. Então, só para eu entender, ah, quando eu penso, por exemplo, no sistema lógico aristotélico com sorites, um assim, um celogismo encadeado no outro, eu realmente penso como uma linha mesmo, né? E aí, pelo que eu tô entendendo, o sistema lógico do Lúlio é como se fosse um círculo com outros com as outras conclusões. Meio que eu não quero usar esse termo porque eu acho que vai ser errado, mas não que pulando de gênero, mas com uma complexidade, uma extensão maior do que aquela conclusão silogística, aristotélica, encilhada, de certa forma. Exato, exato, exatamente isso.
¶230Eh, a logística ela tá presa de certa forma em algumas condições. Eh, primeiro são logísticas diferentes. A logística luliana é uma logística combinatória, ou seja, ela a partir de princípios, condições, regras, ela tem um alfabeto e daí ela vai tentando combinar esses princípios para atingir cada vez mais a verdade, até atingir o que nós chamamos de primitividades, que são aquilo mesmo que constitui o ser, né? Ou seja, a lógica luliana, ela não é uma lógica só uma lógica. Diferente da logística aristotélica, a logística luliana, ela é também ontológica, também metafísica.
¶231>> É porque essa distinção é bem clara. Até pros meus alunos, eu sempre falo: "Pessoal, cuidado aqui em Aristóteles para assim, são assuntos que t relação e Aristóteles, evidente, né, epistemologia e ontologia metafísica, mas ele tem uma extinção muito clara, né, ele ele deixa as coisas bem assim, ó, uma coisa é como você entende a coisa e outra é como ela é realmente. A gente vai estudar isso naquela ciência particular. Então, pro Lúlio, as verdades obtidas através da logística, elas já têm uma extensão metafísica mesmo. >> É o que eu é o que eu chamo de fazendo fazendo eh uma uma analogia com a física, eu chamo de tecido eh tecido, pensamento realidade.
¶232É como se as duas coisas fizessem parte, na verdade de um só tecido, né? tecido, pensamento e realidade. Então, a lógica Luliana opera nesse tecido, pensamento e realidade e obtém dela não só coisa, não só, por exemplo, regras formais, ah, mas também princípios ontológicos, princípios que, na verdade, fundamentam a a própria, o próprio ser, a própria realidade. É o que nós chamamos de, não são nem os transcendentais, né? é o que nós chamamos de primitividades.
¶233A primitividade, no conceito luliano, é mais fundamental do que um do que o qualquer transcendental do ser. Eh, então a primitividade do Luliana ela é um pouco mais profunda, porque tem nós temos sim, nós nós aceitamos sim a o léxico técnico das perfeições, onde você tem perfeições puras, mistas, perfeições eh unívocas, análogas, transcendentais. E nós aceitamos isso. Porém, existe perfeições que são primitivas, que na verdade vem antes dessas perfeições. E só a lógica Luliana consegue ir penetrar penetrando a realidade e conhecendo essas primitividades.
¶234>> Na lógica Luliana, você tem noção de categorias ainda, ou Carlos? Ou isso não existe dentro do sistema? Existe, existe. Mas na verdade o Lúlio, ele redefine todo, ele redefine todas as definições de Aristóteles. Ele pega assim, ele pega as categorias, nem dá certas definições, tipo a de quantidade ele nunca dá, né?
¶235[risadas] Ele nunca fala, é só sair lá. >> Exato. Ele pega, ele pega todo o arcabússo do estotélico e redefine. Redefine. >> Legal.
¶236Eh, eh, o sistema luliano ele é ele é diferente. Tem um negócio que é muito interessante que você dis que você deveria ver que existe um o Luliano, um Luliano alemão chamado Atanasio Skifer, que ele pensou assim: "Puxa, essa logística que na verdade é circular e tende a expansão, né, a expansão a de infinitum, ela poderia ser e exaustiva no sentido ah reticular. No sentido reticular, se nós fizéssemos, por exemplo, duas colunas, uma coluna aqui, uma coluna aqui, uma essa essa coluna corresponde a tais e tais princípios, a outra coluna corresponde a tais e tais princípios. E se nós combinássemos cada linha com cada com cada eh parte do do da outra coluna, nós teríamos uma lógica que seria uma lógica que, olha só, não é não é arrogância, né? Seria seria eh de uma exaustão tal que você esgotaria a inteligibilidade do ser.
¶237essa lógica reticular do que chama que é chamada de epilogismo, né, que vem de epílogo, epilogismo, o epilogismo luliano, eh, esgota a realidade eh em questão, fora que tem outros usos, né, como, por exemplo, ah, eu quero definir hã uma mesa, você coloca lá nessa máquina, nessa máquina de definições e você vai conseguindo extrair dali uma definição. Então, >> eh, o que é o que é o que é esquisito porque na na cogística aristotélica, quando você dá uma definição essencial, geralmente >> e Miscaritatis mandou R$ 10. A logística do Belu é espiral e potencialmente infinita, mas isso é devido ao dinamismo intrínseco das naturezas e dos correlativos trinitarios. >> Hum. Então, na logística aristotélica, né, o fugit sabe também e você e você também, por exemplo, uma definição de eh uma definição, por exemplo, essencial, geralmente dada eh nos nos manuais de filosofia escolástica, é sempre aquela que é, por exemplo, animal racional, né?
¶238animal >> exato. Onde o animal é o gênero, eh eh eh racional é a diferença. Então nós temos uma definição essencial, >> tá? Mas para além Mas para além, por exemplo, de substâncias artificiais, como por exemplo copo e essas coisas, vamos pegar as coisas naturais, >> cachorro, >> o que o que o aristotelismo consegue extrair dali, que que poderia constituir uma definição essencial? praticamente nada, né?
¶239Porque >> nadacterísticas assim, desculpa, até o Aristóteles, até para te dar texto para embasar teu comentário, fita, é muito interessante porque ele nunca explora, pelo menos no órgano, ã, quais seriam as definições essenciais das bestas, né? Ele menciona rapidamente em categorias, tipo assim, terrestre, bípede, aquático, mas não é nem um pouco parecido com a definição que ele dá de homem, por exemplo. >> É, porque não teria acesso à forma substancial também. A própria definição de homem também é um pouco >> eh é um pouco discutível, né, se realmente seria uma definição essencial, né, na escolástica. >> Mas de fato o mais próximo que se chega como proposta é que seja animal racional, mas coisa assim, por exemplo, cachorro, como é que você vai definir o que que é cachorro?
¶240Geralmente as descrições descritivo, no máximo. >> Descritivo, descritivo, genético, alguma coisa assim. >> Genético, >> sim. >> Pois é, o lulismo ele consegue atravessar essa barreira aristotélica e consegue dar definições essenciais para coisas naturais, cavalo, cachorro, macaco, periqueto, papagaio, tudo você consegue definir essencialmente através da máquina de definições. Máquina não, né?
¶241seria basicamente um instrumento de definições. >> Isso é muito legal >> que você consegue você consegue chegar sempre a definições essenciais de qualquer coisa, né? Não só >> incluindo as outras categorias também, né? É isso. É isso que eu perguntava.
¶242Inclusive as outras categorias também, caso >> sim. Legal. É porque a a Oi, >> então deixa eu aproveitar que é a pessoa que tinha eu vou eu vou aproveitar pra gente responder as duas dúvidas que tinham chegado aqui. Inclusive, pessoal, se vocês quiserem tirar dúvidas comigo, com Carlos Alberto ou fazer alguma pergunta pro Luca, tá fixado aí o link do Pix GGG, tá? Então eu vou ler aqui as as perguntas.
¶243>> Não façam não tirem dúvidas comigo porque o Fujito e o Carlos estão aqui, né? Então assim, façam perguntas vanila para mim, as complexas vocês mandam para eles aí, pelo amor de Deus. >> Que isso? Que isso? Vou botar na saia justa aqui.
¶244Depois vou ter que defender ainda falar. [risadas] Eu me lasquei. >> Não, tranquilo, tranquilo. O a pessoa que já acabou de mandar o Ignis Caritates, ele perguntou: "A logística do Beato Lúlio é espiral e potencialmente finita, mas isso é devido ao dinamismo intrínseco das naturezas e dos correlativos trinitários, Carlos?" >> E aí, e aí depois tem uma sobre a pergunta a existência de Deus, mas primeiro essa daí >> pergunta leve. O o Ramon Lu, ele começa, ele é bem afrontoso com a logística aristotélica.
¶245Ele diz assim, tem um Luliano chamado Bartolomeu Fornice que diz assim: "Olha, a lógica, a lógica luliana ela não perde em nada pra lógica aristotélica ou a própria metafísica aristotélica, pelo contrário, ela está acima da lógica aristotélica e da metafísica aristotélica." ele começa assim e aí ele vai ele vai descrevendo algumas propriedades da logística luliana e uma das uma das propriedades é justamente essa essa da exaustividade. Se na teoria, a partir da lógica do Lúlio, você consegue eh extrair qualquer verdade, atingir qualquer verdade. Qualquer verdade. Não não há limite para isso. limite é a intelecção, mas teoricamente é uma ciência que ela pode progredir ao infinito.
¶246É uma, você vai você vai construindo uma teia de relações combinatórias, né, que na verdade vão se expandindo, expandindo, expandindo e você pode levar isso até o infinito. Inclusive, existe um Luliano chamado Francisco Maral que dizia que que a logística aristotélica nos era a única logística que que nos levava à contemplação das ideias divinas. Veja, eh, não é pouca coisa, mas em relação à à natureza dinâmica da realidade, isso sim tem. É por causa disso também, né? Porque a a realidade a dinâmica per sé e isso é um isso é um fator importante.
¶247>> Ô caros, deixa eu fazer uma pergunta linkada nessa. Ah, se é verdade que o sistema ele consegue atingir qualquer eh tipo de verdade conhecível no sistema pro pra filosofia do Lúlio, existe necessidade de outras ciências particulares ou tudo seria obtido por essa espécie de ciência una de certa forma? Eh, na linguagem, eh, sim, a as ciências particulares, elas ainda têm o seu tem o seu propósito, né? >> Mas veja, é porque assim, do ponto de vista luliano, qualquer ciência é particular, inclusive a a metafísica aristotélica é particular também. Então, quando você compara o sistema luliano, que é a arte, com a com a met a metafísica de Aristóteles, a a metafísica aristotélica é particular.
¶248Então, na verdade, o que esse o que o que o sistema luliano saca da realidade são todas as verdades universalíssimas, né? As verdades mais próximas do fundamento mesmo ou da estrutura dinâmica e triádica do do ser, né? por exemplo, eh, enquanto as ciências particulares estão ainda têm uma certa autonomia, assim como Aristóteles dá uma autonomia a qualquer ciência, embora ele eh, por exemplo, caracterize a a metafísica com algumas propriedades como ser diretivo, etc. Ah, então a as outras ciências têm o seu tcançam suas verdades particulares enquanto a a arte enquanto a arte alcança verdades universais e primitivas, né? >> Ô Carlos, olha, olha esse comentário aqui, ó.
¶249Caraca, esse tal de Lol é top. Vou até volar ele. [risadas] Pessoal, a pessoa cantou aqui. Aí o o o pres falou assim: "Vou voltar no Raimundo e nasce o Lúlio da Silva". [risadas] Porque o nome do do Lúlio é Ramon, né?
¶250Raimundo. >> Sim. o essa questão da metafísica aristotélica ser vista como uma ciência particular, é porque dentro da da noção aristotélica, ela seria a mais universal, porque ela estuda aquilo que há de incomum em todas as coisas, que é o seu ser. Mas no sistema do Lúlio, você tem essas chamadas primitividades, é isso? E isso é mais profundo do que só essa comunalidade entre seres.
¶251Então, na visão do Lúlio, a metafísica entraria como uma ciência particular, estudando só esse aspecto. Seria isso? Exato. Só que é exato. Exatamente isso.
¶252Por exemplo, como eu disse antes, né? Existe um tecido chamado pensamento realidade. Pensamento, realidade. A metafísica em geral, os os teólogos e filósofos escolásticos colocam a metafísica em relação, por exemplo, a para estudar o ser, né? Eh, e o ser real, né?
¶253Qualquer tipo de ser. A posição que surge depois na escolar com, por exemplo, Diego Mais Araújo e outros que dizem que, por exemplo, a metafísica também abarca os entos de razão, é uma posição tardia, mas em geral eh a a metafísica é uma ciência do ser. >> Ignis Caritatis mandou R$ 10. Carlos, pode explicar um pouco o que é exatamente os correlativos? >> Tô curioso também, Carlos.
¶254Explica aí. Eu eu tô aqui, quero aprender esse negócio aí agora. Tô, fiquei fiquei animado aí. Legal demais. >> Pois é.
¶255Como é que é que eu tava falando mesmo? Tava falando da >> Você tá falando da noção metafísica e qual que era a relação com o Isso. >> Exato. Então, eh, por que que na concepção do Lúlio, a a sua metafísica, que também é uma lógica, né? Ou seja, uma é foi a primeira concepção de lógica ontológica na Idade Média.
¶256Geralmente a lógica é uma ciência, a metafísica é outra ciência >> e cada uma tem o seu próprio objeto formal, né? >> Sim. Eh, mas o Lúlio ele pega e junto as duas e tem e tem vários raciocínios, tem vários meios para você provar isso que na verdade o pensamento e e até mesmo o que é intencional, na verdade é um é um tecido só com um real, né? E por que que ele pensa que a sua arte é superior à metafísica? Porque ele vê que a metafísica ela tem eh um objeto menos amplo, ou seja, só cuida do ser.
¶257enquanto a metafísica dele cuida do ser real e também cuida do ser intencional, que seria que seria suposto, por exemplo, da lógica, ou seja, é mais é uma ciência mais ampla. E é por isso que em relação à metafísica aristotélica, a arte é mais universal. Cara, eu tenho uma impressão que eu em certo sentido, realmente concordo até com isso. Inclusive tem aquele o Martinus, Martinus Ded que ele tem aquele tractatus de modo significante, ele fala que o ele é mais tardio também, ele diz que o ser o ser em si e a coisa entendida eh só se diferem de forma acidental em lugar e tal. Eu sempre achei essa ideia interessante de que não há só uma relação e que os objetos formais são distintos, mas parece que há uma correspondência eh mais substancial entre o ser, entende?
¶258Tipo, a ideia universal direta, falando nesse termo assim, né? Tu vai entender o que eu quero dizer, mas a ideia universal direta e a coisa fora do intelecto, né? Seria a ideia de que elas têm uma relação mais substancial. Exato. Eh, você vê essa possibilidade do Lul sendo aventada pelos de parmes e Pitágoras e os neoplatônicos.
¶259ele já de alguma forma, por exemplo, a rejeição do próculo da logística aristotélica para adotar, por exemplo, a lógica de Parmênides >> é uma tentativa de querer demonstrar que, na verdade, existe um tecido realidade de pensamento. Só que nem os neoplatônicos conseguiram fazer isso, nem Platão conseguiu demonstrar isso bem. O Lúlio ele pega, na verdade, ele tem uma, ele tem uma iluminação, né, no monte e tava orando no Monte Randa, recebe uma iluminação e aí ele começa a escrever, começa a escrever e ele consegue demonstrar que, na verdade, existe só esse tecido, eh, pensamento, realidade, na verdade é uma coisa, é uma coisa só, não pode ser separado para ciências diferentes. E, portanto, como ele é uno, a ciência que irá abordá-lo também será, né, que é a sua, que é a é justamente a arte. Tem um, tem uma uma imagem aqui que eu vou vou mandar pro Fugita, >> você pode compartil.
¶260Posso, deixa eu ver aqui. >> Isso aqui, isso, isso aqui é o que eu tava, isso aqui é o que eu estava falando antes, Lucas, é que é basicamente o que eu chamo de que eu chamo, não, né? O que o Kiser chama de lógica ridicular, >> que é uma forma que é uma forma não circular de representar a arte luliana, >> tá? Vou, deixa eu ver se eu consigo mostrar aqui. Acho que uma das coisas mais, enquanto você faz isso, uma das coisas mais sensacionais, inclusive ten um amigo, quero mandar um abraço, que é o Micael, ele trabalha junto com a gente lá no nos projetos Comalogos e o clube católico e ele estuda bastante assim as lógicas para consistentes e tal.
¶261E uma das coisas mais interessantes para mim, depois de ler tantas vezes o órgano, é começar a confrontar o sistema aristótelo. Assim, a grande verdade assim, eu sempre digo, né, quanto mais eu rezo, mais a sobrção me aparece, quanto mais eu leio o órgano, mais parecem eu eu resolvo problemas antigos e problemas mais graves parecem surgir assim, né, para mim dos textos. E e é muito interessante confrontar isso com outros sistemas lógicos que se desenvolveram e aperfeiçoaram na e mudaram, reformaram também, porque eu eu não sei, tá, eu posso falando numa grande heresia filosófica aqui, mas eu consigo ver espaço para isso em textos do Aristóteles, assim, onde ele eh talvez tenha flertado com uma ideia assim, depois abandonado ou algo do tipo assim. Eu porque essas discussões aparecem também nas aulas do Liceu e são perguntas que a gente não tem texto para responder, né? Porque Aristoteles não escreveu nada em relação a isso depois.
¶262Então, mostra aí, Carlos, a imagem ver. >> Opa, apareceu aqui. Pera aí, deixa >> essa aqui, ó. Essa imagem aqui, ó. Pera aí, calma aí.
¶263Deixa eu Vocês estão vendo aí? >> Deixa eu colocar você para cá um pouquinho. >> Olha que legal. >> Essa essa aqui é a imagem, ó. uma coluna aqui à direita, uma coluna uma coluna à esquerda e você tem uma combinatória, vá vários vários feixes, né?
¶264Por exemplo, eh aqui a a letra a letra B, né? Ela tem um feixe que ela se conecta com vários princípios a à direita, né? E vice-versa, a direita também se conecta à esquerda. Isso aqui é uma forma, isso aqui é uma forma de exaurir o a própria, a própria condição inteligível da realidade, porque você chega em tantos conceitos primitivos que e que basicamente toda a realidade pode ser explicado por eles, né? Entendi.
¶265>> Então é uma é uma lógica muito ousada, porque ela provavelmente cara, dá para imaginar que é como se fosse, como você tava explicando, o sistema inteiro, ele pelo menos eh do jeito que você explicou e que eu entendi, ele consegue explicar todas as verdades inteligíveis. E aí essa parte você tá falando é como se eu tivesse esse grande tecido e eu tirasse uma fatia dele e olhasse só para ele ali entre os entre as bordas. Seria isso? E aí eu consigo exaurir de certa forma, de forma exaustiva todas aquelas verdades na naquele eh aspecto. Seria isso?
¶266>> Exato. Exato. >> Muito legal. você e é por isso que você consegue, por exemplo, definir coisas que eh, por exemplo, Aristóteles não conseguia fazer, que, por exemplo, uma dificuldade de definições essenciais para animais, para seres, por exemplo, que que são eh que são elementos, né, na na perspectiva do Lúlio, como por exemplo, pedra. Ah, qual é a defini o que é a definição?
¶267Qual é a definição de pedra? Qual é a definição de árvore? Eh, existe uma máquina de definições. Eh, isso aí que isso isso que eu mostrei não é essa máquina ainda, mas ela ela funciona de forma parecida, >> que é essa lógica que você viu é uma lógica ridicular, né? Porque são retas, >> são retas, se cruzam com outras.
¶268>> No caso do No caso da pedra existe um debate escolástico, né? Senão seria só um mero agregado, né? daria para definir mesmo mesmo assim no caso do Lúlio, >> não. O Lulo, o Lúlio tem a própria concepção do do dos níveis, né? É, de ser, por exemplo, para pros escolásticos, não existe uma coisa que o Lúrio chama de elementativo.
¶269Elementativo é é um é um tipo de ser que tá abaixo, por exemplo, da pedra de que constitui a pedra de alguma forma. Então, o Lúlio ele ele vai explicar pedra a partir de outros outros outros princípios que ele vai descobrindo, porque a hierarquia dos seres no Lula é muito muito maior, mais complexa, né, do que do que no aristotelismo. Inclusive, esse é esse é um dos maiores problemas no na primeira parte da lógica que é o seguinte, tu não demonstra, por exemplo, ah, o que é conceitos como, qual que é a essência da Vou deixar o Caritin mandou R$ 10. Carlos, os corelativos trinitários é o mesmo que a potência ativa, potência passiva e ato, sendo eles expresso na tradição filosófica com esses conceitos e nações. >> Não, não, que são os três últimos três primeiros.
¶270Não faço ideia do que ele tá falando. >> Isso é, isso é falso. É porque o Lul tem uma teoria, o Lul é é gênio, né? Ele pensa assim: "Olha, entre o ativo e o passivo deve haver um um um meio termo ali, porque para que o para que o agente atinja o paciente, deve existir algo entre o agente e o paciente que leve, por exemplo, o agente à condução ativa ao paciente para que ele possa padecer." E aí ele desenvolve uma teoria chamada teoria dos correlativos. Ele basicamente ele vai estrutur qualquer perfeição, qualquer perfeição, ela é estruturada de uma forma triádica.
¶271Ou seja, eh existe três tipos de distanciação do do bem. Pode ser o bem ativo, pode ser o bem passivo, pode ser o bem conectivo, né? O conectivo é a grande >> novidade. O conectivo é o que une justamente o o ativo ao passivo, né? Porque no caso aí seria o no caso do do dessa relação seria o próprio ato, né?
¶272O próprio ato do agente seria o conectivo, porque >> é mediante o ato que o agente atinge o paciente. >> Perfeito. >> Ah, então ele vai ele ele vai ele vai mostrar através de exemplos muito clássicos da metafísica aristotélica >> que há necessidade de você conceber um conectivo ou conectivos não só para uma realidade, mas para todas. Ou seja, ele é um triadomaníaco ou um um pensador triadológico. Ele vê para ele tudo é três.
¶273Tudo é três. Então, eh, é >> por isso que toda a potência passiva e tal, porque isso se confunde então com esses termos da da filosofia aristotérica, por exemplo. >> Exato. Por exemplo, na santíssima, na prova da Santíssima Trinidade, a eh Cristo é o passivo, mas ele não tem potência passiva. Veja, >> ele é passivo.
¶274Na relação com o pai, ele é o passivo, né? Porque o pai >> é o que é o que gera, >> sim. mas ele não tem potência passiva. E aí, eh, tem uma to tem toda uma explicação do Lúlio que ele vai ele vai demonstrar, por exemplo, que, eh, o pai ele gera o filho e aí tem deve existir um intermediário entre o ativo, que seria o pai, e o que padece, né, ou o que é passivo, que é o filho. E ele vai tentar demonstrar que isso é o Espírito Santo.
¶275>> Uau! Bom, >> caraca, velho. Tô, eu tô, cara, tô tô realmente fado. Eu ia falar antes que um dos maiores problemas dessa primeira parte do do estudo do primeiro ato da razão é que tu tem seres como tipo pedra, árvore, e tu vai ter, por exemplo, os animais que tudo bem que tu não demonstra a existência deles, né? Porque são coisas ali que tu conhece por indução para Aristóteles, mas é necessário que tu pelo menos consiga dar alguma espécie de definição essencial, né?
¶276E tu não consegue enxergar isso na na lógica aristotélica, pelo menos do que a gente tem de texto. >> Uhum. >> Então, seria um problema que a lógica do L resolveria nesse caso. >> Luca, comente esse comentário aqui, ó. >> Luca, no lista em breve.
¶277Cara, assim, eu acho, eu, eu já falei para vocês, eu tenho zero preconceitos e eu não conheço o sistema lógico dele. Então, pode ser que se inclusive, caros, até ficar deixa se você quiser explicar onde a gente consegue conhecer mais, né, esse sistema, porque é bem fascinante assim, olhando de fora, né, realmente a lógica aristotélica tem problemas, não é assim, eu não não sou um cara que e assim eu acho que é uma lógica muito útil, mas assim, eu não tô não sou uma pessoa que quer dogmatizar a logística aristotélica. Sou muito grato a ela, ensino ela porque eu acho que as pessoas precisam conhecê-la até para conhecer sistemas mais complexos, mas é extremamente assim necessário resolver os problemas, né? Não dá para ficar com os problemas lá, achar que tá tudo bem. Exato.
¶278Eh, eu eh eu posso explicar assim, tipo, na verdade, eh, como eu disse, a lógica, a lógica lui, o jeito que o jeito que ele a expressa, ele promete coisas ao autor, ao leitor, na verdade, por exemplo, ele promete assim: "Olha, se você utilizar a minha arte, você vai poder conhecer todas as verdades." [roncando] >> Olha lá, >> Ignis Caritatis mandou R$ 10. Carlos, os correlativos têm seu fundamento na inteligibilidade mais intrínseca do próprio dogma da Santíssima Trindade? Na verdade, o a a tal demonstração da santíssima trindade é uma aplicação dos correlativos, né? Porque se tudo é três, veja, se tudo é três, qualquer perfeição é três, o bom é três, o uno é três também. Ahã.
¶279Tudo é três. Quando você passa para investigar a Santíssima Trindade através de um ponto de intersecção entre é é uma coisa muito sutil porque ele vai dizer que existe pontos de intersecção e aí mediante esse ponto de intersecção, que não é nem propriamente da teologia, nem nem propriamente da da teologia eh natural, ou seja, é um ponto de intersecção analógico que abarca esses essas duas instâncias, é tanto da teologia sagrada como da teologia natural. Nesse ponto de intersecção, você vai investigando elementos da Santíssima Trindade até você chegar, por exemplo, à aplicação dos correlativos ao próprio Deus, né? Ao próprio Deus. >> É por isso que ele disse que demonstrar.
¶280Agora eu entendi porque tem a porque tem um algum algum aspecto ali que é análogo à teologia natural, então tu conseguiria demonstrar pela razão. >> Exato. Existe uma grande teologia, existe uma grande teologia natural e luliana >> eh bem sistemática. que ele é um autor sistemático. Eh, essa demonstração da da Santíssima Trindade, ela não foi condenada, por exemplo, porque já nós já nós já tivemos várias tentativas de demonstração racionais da Santíssima Trindade e várias delas sofreram censuras, né?
¶281>> A do Lúlio, eh, tem aí oito séculos e nunca sofreu nenhuma censura da igreja. É porque o Lúlio, o Lúlio, ele faz uma distinção que são que são Tomás, que você vê em Santo Tomás, por exemplo, a distinção entre conhecer o dogma em si mesmo e conhecer algo do dogma. >> Sim, >> conhecer o dogma em si mesmo seria próprio da teologia sagrada, sagrada. Mas conhecer que conhecer algo desse dogma pertence ainda ao projeto de teologia natural, >> porque todos os preambulfide eles são de alguma forma um conhecimento de algum aspecto de algo revelado também. >> Sim, sim.
¶282>> O que eu que não sei, Carlos, acho que o pessoal fica muito preocupado quanto ao Lúlio, né? Inclusive é uma das objeções que mais se vem, né? é que a Igreja Católica disse que é impossível você demonstrar racionalmente ah os dogmas de fé, né? Só que até onde eu entendo sobre essa objeção, eu acho que ela é no mínimo driblada, porque me parece que o que se está sendo condenado é você observar a realidade a partir de uma perspectiva eh totalmente especulativa, usando estritamente da razão e aí você conseguir eh você conseguir derivar. Mas ao que me parece, o lulismo, pelo menos e usando com como você fala, né, esse ponto de intersecção, parece que ele pega algo do que é revelado com o instrumental da razão e aí é uma demonstração, de certa maneira intermediária entre essas coisas, assim, que não é nem propriamente uma investigação meramente especulativa, >> mas que na verdade já parte de alguma coisa revelada, mesmo que seja a própria coisa triadológica que você tá falando, né?
¶283É mais ou menos isso. >> Exato. Exato. É como diz o Wolf, que é um grande Luliano, que inclusive conheceu o Evil Sainger, é como se fosse um caminho analógico mesmo, que tenta unir justamente os esses dois âmbitos, teologia natural com teologia sagrada. Encontrando esses pontos de intersecção na realidade, é que o Luliano, ele vai procedendo com a sua teologia natural.
¶284Primeiro ele investiga as processões internas, depois ele investiga quais são as processões externas, >> que seriam, por exemplo, criação, conservação. E aí se você fosse um bonesiano, você colocaria ali promoção física, coisas assim. >> Muito massa. >> Ignis Caritatis mandou R$ 5. Cargos, os correlativos é a estrutura inteligível mais primitiva para navegar na ordem do ser, que é essa rede?
¶285Canto intencional ontológico. >> Não, os correlativos não são o que há de mais primitivo. O que há de mais primitivo pro Lúlio, eh, não é exatamente ou o correlativo. Porque o que o correlativo faz é demonstrar como perfeições, como qualquer perfeição que você conceba na sua cabeça pode ser distanciada em três tipos de eh três tipos de distanciação diferentes, né? E uma distanciação é ativa, outra é a passiva, outra é a conectiva.
¶286Isso ele faz. Mas ele, isso isso não é demonstrar exatamente qual é o o que há de mais primitivo na realidade. Ah, existe todo um debate sobre isso, mas para o Lúlio e aí e aqui vem a grande cartada, o ser não é o que há de mais primitivo na realidade. Entendi. >> Para o Lúlio, o que há de mais primitivo na realidade, o que antecede o ser, uma das coisas, tá?
¶287Existem várias coisas que antecedem o ser. Mas uma delas que ele destaca que é muito diferente para sua época, ele diz o seguinte: "Olha, na verdade a perfeição que antecede a todas é a diferença. A diferença é a perfeição. >> Cara, isso é muito louco, velho. É muito louco.
¶288Porque quando você pensa meio chado assim com isso porque, desculpa, Carlos, é só para até pro pro pessoal que tá assistindo eles entenderem assim do do ponto de vista talvez um pouco mais leigo assim, né? Eh, quando tu lê ali os primeiros, tu lê a Gogé e categorias meio que desbloqueia o fato de que tu nunca percebeu, talvez que existem diferentes modos de existir, diferentes modos de ser, que as coisas não existem da mesma forma e tal. E aí aquilo passa a ser mais profundo e anterior à diferença de essências, por exemplo, que é uma coisa que o ser humano consegue induzir, né? Então, sei lá, um celular é diferente de um ar condicionado, um controle de ar condicionado e tal, e tá tudo bem, mas aquelas duas coisas são, mas será que a cor do celular existe da mesma forma que o celular em si e tal? E aí tu meio que fica com aquele plano de fundo de que o seria aquela coisa mais profunda da realidade, né?
¶289Mas então não é isso pro Lúlio. >> É, mas ô Carlos, deixa eu aproveitar a um o a um ensejo do Luca, né, em que ele falou sobre a questão da do ser, né, que pros tomistas é a nota fundamental, né? É, eu já falei eu já falei em outras vezes aqui no canal, né, que existem vários sistemas metafísicos e muitos deles tentam encontrar qual que seria essa nota mais primitiva, né, pros neoplatônicos é o Uno, não é nem o ser, né, é o Uno. Mas no caso dos eh dos lulianos, você acha que esse insight ele é um pouco parecido com tentar levar dan Scott à últimas consequências? Quando, por exemplo, Dan Scott, ele fala que a a quando ele diz, por exemplo, que a diferença não pode ser formalmente C, porque se a diferença fosse formalmente C, você estaria explicando o diferente pelo igual, sendo que esse C tem essa nota de comunalidade entre tudo.
¶290Eh, >> cara, que argumento bom, na verdade, [risadas] apesar de que ele não extrapola isso, né? Porque ele continua ainda nesse paradigma, né? Só que seria mais ou menos isso, tentando levar para esse raciocínio as últimas consequências, você chegaria à conclusão que a diferença é a diferença mesmo e pronto. É a nota? >> Sim.
¶291>> É, na verdade, na verdade não, porque de fato escuto ele faz uma limpa, né? Ele ele pega assim, ele pega um um espectro do circ ele que é um espectro um espectro que ele chama que é uma [roncando] eh um um espectro quiditativo e ele separa de outro espectro que é só predicado do ser em qual liquid. E aí nós nós temos dois espectros, né, que depois se que depois se reencontram, né, no final no final das contas. O Lúlio, ele chega esse insite justamente porque ele pensa o seguinte, ele começa a investigar a realidade e pensa o seguinte: "Olha, quando nós concebemos o ser, nós concebemos o ser em contraste com o não ser. Ou seja, para que o ser seja perfeitamente inteligo, é preciso que a diferença atue no sentido de, por exemplo, o ser é contrastado com o não ser, ou seja, entre o ser e o e o não ser há uma diferença.
¶292>> Sim, >> certo. >> É. E qual e aí e aí você aplica isso a qualquer conceito, por exemplo, conceito de bondade. Eu só entendo perfeitamente o conceito de bondade quando eu entendo, eu entendo também o conceito de mal. Ou seja, o conceito de bondade pressupõe de forma contrastamente o mal.
¶293E aí ele e aí ele vai aplicando isso. Caritatis mandou R$ 10. Carlos, o fundo mais extremo é a diferença enquanto puro ato relacional. Pode falar um pouco mais sobre isso? Pô, você tem que deixar o Carlos terminar de explicar, pô.
¶294A gente tá aqui ouvindo, você já manda a outra, [risadas] maluco. >> Sim, mas eu entendo o que o Carlos tá falando. Basicamente, como pra gente conceber a ideia do ser, a gente tem que contrastálo com não ser. É, existe uma coisa anterior que é a própria diferença, né, que faz com que haja esses polos ou positivos ou distintivos e coisas assim, né? É basicamente >> como tu aplica essa esse contraste a tudo, tu aplica a própria noção de ser e aí tu percebe que tu só conseguiu inteligir o ser porque tu contrastou com o não ser.
¶295Então a diferença deve ser o anterior aos dois, mais fundamental, né? >> É porque entre o ser não será uma diferença, né? A, só que ninguém havia pensado que existe a diferença em como perfeição. A diferença como perfeição. O Lúlio foi o primeiro.
¶296Aí ele ele percebeu o seguinte: "Olha, cada conceito que a gente concebe, nós contrastamos esse conceito com outros conceitos. Existe uma teia de conceitos eh que eh só faz sentido se houver diferença. Ou seja, eu só concebo não ser porque existe eh o ser. Eu só concebo o mal porque existe o bem. Eu só concebo o uno porque existe o múltiplo e entre o múltiplo e o uno existe o quê?
¶297A diferença. Porque o Uno é diferente do múltiplo, o bem é diferente do mal. Ou seja, tudo eh eh existe, na verdade eh um um certo aspecto aspecto contrativo. E o que na verdade eh fundaciona e possibilita isso é a diferença. Só que ninguém havia pensado que existe a diferença com perfeição, >> que a diferença seria basicamente uma um ente de pelo menos sistema atomista ali, um ente de razão de segunda intenção.
¶298Tu relaciona só o contraste com alguma coisa, né? Aí, mas você não pensa nele enquanto tal. E outra coisa, ô Fita, tu reparou que, não sei se essa é uma conclusão que dá para tirar, Carlos, mas até mesmo aqueles binômios famosos assim, que são princípios da metafísica, tipo ato e potência, teriam teria algo mais fundamental que eles ainda, que seria justamente a diferença que permite os dois serem inteligos enquanto contrastados, né? >> Sim. >> Exato.
¶299Exato. Muito louco isso. >> É. E e aí ele aplica isso a tudo. Ele aplica isso a exatamente tudo.
¶300Tudo. Então tudo pressupõe a diferença. Mas a diferença é algo só lógico. Lembrando de novo, existe um tecido, pensamento, realidade. Ora, se existe esse tecido, então ela não pode ser só lógica, ela precisa ser também metafísica.
¶301E aí ele ele vai fazer um estudo da diferença ah como princípio metafísico primitivo. Talvez seja e existe uma classe de perfeições que nós chamamos de primitividades, né? As primitividades antecedem os transcendentais, por exemplo, como ser, unidade, verdade, bem. E a primitividade das primitividades, ou seja, o que é mais primitivo do que as próprias primitividades, seria a diferença. >> Olha só, >> essa é essa é uma grande conclusão da da metafísica luliana que muita gente não entende.
¶302Como assim diferente? >> Tu coloca tu coloca o fundamental em uma coisa, né? Porque um dos grandes problemas nos sistemas é que tu geralmente tem uma uma multiplicidade gigante de princípios fundamentais. Não tem uma coisa só, né, que explica. >> Exato.
¶303>> Tem uma pessoa que perguntou assim para Baxter, a realidade também é triádica. Esse que ele tá mencionando o Richard Baxter, né, que eu tô recentemente divulgando lá no Instagram. Fugit, antes do do Carlos responder, eu vou me despedir porque já tô batendo meu horário. Daqui a pouco a minha mulher me xinga. Tô aqui há puxa.
¶304Puxa ess >> Vamos ter que repetir. Vamos ter que repetir outro dia. >> Sim, sim, sim. Essa daí >> o car se lascou, velho, que agora nós vai ficar sugando ele aqui no no tal do sistema do Lúlio aqui. Tudo que ele tiver de conhecimento, ele vai ter que passar para nós.
¶305Aí já era. É, vai ter que explicar isso aí agora. >> Essa do Bax é eu que ia responder porque o Bax é um protestante que eu tô divulgando. Mas já já eu comento. Então deixa eu primeiro me despedir aqui do Luca.
¶306Então Luca, muito obrigado pela sua participação. >> Siba que a gente vai fazer mais encontros desse aqui, né? né? Inclusive eu a gente vai fazer talvez alguns recortes dessa live aqui lá falando sobre as nossas reuniões do Joy. A gente falou bastante coisa legal ali, de repente o Luk aposto, >> mas a gente vai fazer algumas nessa semana ainda.
¶307Se tiver algum tempo você me avisa. A gente também, o pessoal fica de olho no Instagram que a gente vai lançar algumas. >> Eu arranjo tempo. >> Oi. >> Eu arranjo o tempo.
¶308Eu arranjo tempo. Tem problema. arranje. >> Mas obrigado mesmo aí, amigo, pela tua presença. Você o aqui o canal ele é sempre eh aberto para você entrar e participar e enfim, inclusive o pessoal que sempre cobra.
¶309Eh, eu e o Lucas a gente tá agendando fazer algum debate aí. Vamos ver o que que pode ser. De repente eu faço a posição molinista, já que o Luca falou que não encontra nenhum molinista, eu entro para defender o molinismo. É, na verdade assim, o a minha grande a minha grande intenção com tudo isso é tirar eh os debates do nível em que eles se encontram e tentar assim, tenho certeza que as pessoas que vão ouvir essa conversa que a gente teve sobre lógica, assim, e a as minhas objeções, na verdade, eu sempre coloco elas como perguntas e tal, assim, pra gente ter um debate real que seja realmente um debate dialético e não seja um debate onde as pessoas querem vencer qualquer custo, né? Eu acho que isso, né, Fida, pode se estender não só pro campo da filosofia, mas a gente pode debater teologia também.
¶310Tem certamente coisas que a gente aprendeu de escolas diferentes. Eu, como vocês sabem, aprendi eh de professores banesianos, né, minha doutrina soterológica. Então, acho que são coisas que a gente poderia contrastar e é bom pro público. Acho que isso só engrandece o debate, né? E e eu não tenho ego nenhum de estar errado sobre as coisas.
¶311que é meu aluno aí sabe que eu dificilmente eh assim, quanto mais eu estudo, mais eu percebo assim que são realmente poucas as certezas e muitas perguntas, né? Então jornada aí a gente a gente tava pensando inclusive se fazia sobre a Divina Providência e também sobre o alguma questão sobre tradição e sola escritura. De repente sai um debate sobre isso, >> mas seria bem legal mesmo assim a gente fazer um um debate nesse tipo assim para mostrar que realmente pode ser uma coisa em que todo mundo tá buscando a verdade, né? Então, >> sim, sim, legal. Obrigado, Mateus.
¶312Obrigado, Carlos. Obrigado pela por responder as perguntas. Fiquei bem interessado. Se outra hora a gente puder >> até em privado, de repente me quiser me passar uma algum tipo de fonte para eu ler ou se você tiver dando aula sobre isso também, me interessa bastante. Vou estar lá no evento sobre o ocultamento divino com o Fugita, no argumento que eu me interesso muito.
¶313E se inscreva no canal do Mateus, quem tiver aqui por minha causa também. O Carlos, não sei se tem canal, mas quando fizer também decidi fazer, se inscrevam lá também. E e é isso, gente. Fiquem com Deus. Muito bom conversar com vocês.
¶314Eh, é bom é bom ser a pessoa menos inteligente do lugar porque da gente aprende um pouco, pelo menos, né? Pelo menos absorve alguma coisa. Então, agradeço, fico muito feliz e obrigado. Eh, muito difícil hoje em dia, fazendo um desabafo pessoal assim, é muito difícil hoje em dia eu conseguir ter algum momento onde eu sento para aprender, porque como eu tô sempre dando aula de Aristóteles, acaba que eh são sempre aquelas mesmas coisas e eu não tenho tempo para aprender coisas novas, né? E eu me interesso muito em aprender essa esses sistemas diferentes.
¶315Eu agradeço. [música] >> E o Ignis Caritata está on fire aí nas perguntas. Vou deixar ele. Valeu, gente. F.
¶316diferença e as primitividades como ela se [risadas] relacionam. >> Ele não para, homem. Vai, vai gastar todo o dinheiro da família, o salário todo de pergunta pro car. Ô, Lucas, teve gente que aqui na live já gastou R$ 4.000 numa noite. >> Nossa, gente, credo, que loucura.
¶317>> Não, não fale isso. Não fal, tem que falar assim: "Venha, venha, venha, venha". [risadas] >> Tem que aprender [suspirando] a ser, tem que aprender a ser urubu também. Até mais, amigo. Tchau, tchau.
¶318>> É, fica com Deus. Abraço. [risadas] >> Boa. >> Muito boa participação do Luca aí com a gente. Deixa eu ver rapidinho, casar falando, eh, o ver o que que estão falando aqui.
¶319O problema é que muitos se meteram a racionalizar demais os dogmas, cometeram erros a iniciar heresias historicamente. Esse é o perigo prático. Depois o Carlos pode comentar isso se ele quiser. Ah, falaram que como o Luc o o Lúlio explica filhoco e já já o Carlos comenta se ele quiser também. Ah, cadê aqui?
¶320Bá, pergunta boa, Rafael. Não sei quem que é Rafael que eu não sei qual que foi a pergunta. Perguntaram assim: "O Wolf, o racionalista luterano, acho que não. Tá falando de outro Wolf, né, Carlos? >> É [limpando a garganta] um Luliano.
¶321>> Pois é, o nenhum apóstolo pregou para ser salvo precisa ver. Ah, pessoal tá entrando aqui em coisa de protestantismo e catolicismo. Gente, a gente vai ter momentos pra gente debater essas coisas, tá? Mas por enquanto vamos focar aqui no coisa. Pera aí.
¶322O Luca vai virar lulista nessa live. Faz o L, Luca. Faz o L. Ô, para só para deixar bem claro que quem fez o meme do Faz o Luliano, fui eu, tá? Essa fui eu que inventei.
¶323>> Uhum. >> Eh, >> que coisa o boa vi uma conversa com jovens inteligentes. Ô, obrigado aí, Cristina. Eh, a live dos microfones de ponta, né? Os nossos áudios estão bons.
¶324Então, nesse nível, eh, Hegel foi antecipado por Lúlio. Foi aquele, né? Eh, que mais aqui? Pera, Igne. É, o Ign tá aí pegando fogo aí com o cara não deixa nem o Carlos explicar.
¶325Fugita, não para, Ign, quero dinheiro. Exato. Exato. O Igne pode inclusive me interromper a qualquer momento para mandar os dele aí. >> [risadas] [suspirando] >> Eh, uma outra pessoa, o Luiz falou assim: "Tá, mas esse contraste não é posterior, o ser em si não precisa ser contrastado sobre a paraa diferença ser primordial." Carlos vai já comentar sobre eh ainda Hegel foi antecipado por Lúlio de novo.
¶326Perguntaram isso. Estão bastante gente perguntando. Falaram aqui, calma aí, Mateus. Eh, vá atrás dos textos do Eric Ibara. eh, expõe sobre a infalibilidade de papal na patrística.
¶327Não sei se tá falando para mim, eu não falei nada sobre isso agora, mas enfim. Ah, falar aqui que tem bastante, gente, tem muito comentário aqui. Eu vou, eu vou. Pera aí, o pessoal rindo aqui. Acho que deve ter sido na hora que ele mandou mais dinheiro.
¶328Ah, ah, ele falou assim: "Ah, tô falando do Mateus no chat". Tá, agora faz sentido. Fugi turubu do Pix com muito orgulho. [risadas] Ó, o Luca falou assim: "Valeu, pessoal, um abraço." Obrigado, Luca. Obrigado mesmo.
¶329Só que valeu, Luca. Boa noite, Luca. Eh, tá gente, tem muita coisa aqui, muita gente comentando. Eu vou deixar, vamos primeiro começar respondendo os o que o Ignes mandou aí, a última pergunta dele. Aí a gente vai comentando o pessoal do chat que você queria comentar aí, Carlos, porque assim, na verdade, antes teve uma o [limpando a garganta] perguntado sobre a demonstração do Lúlio, eh, da existência de Deus aqui.
¶330Pera aí, deixa eu ver o que que ele falou, ó. Carlos, pode dar uma palhinha na prova da existência de Deus que o Lúlio traz no início da Liber apóstrofe? Eu, na verdade, uma curiosidade, eu tava lendo a AS Magna, eh, que foi editada pelo próprio Ivo Salgen, né? Acho que ele fez uma editoração, né, Carlos, do da obra do Lúlio. E eu achei interessante o argumento que o Lúlio, eu não sei se é é um desenvolvimento do mesmo que ele faz sobre eh uma uma reformulação do do argumento do Santo Anselmo, mas eu tava vendo do Lúlio explicando, eu não sei se é esse mesmo argumento, em que ele tá dizendo assim que se se Deus não existe, a perfeição absoluta não existe.
¶331E se a perfeição absoluta não existe, há mais imperfeição do que perfeição, porque de certa maneira tudo estaria mais privado, ou seja, teria mais privações no mundo. E sendo que há mais concordância entre a perfeição e e o acho que as coisas que a gente conhece determinadamente, né? Acho que é mais ou menos esse o argumento dele, né? E aí seria mais seria isso levaria a ideia de que a perfeição absoluta teria de existir, né? Eh, [roncando] mas você quer comentar se é esse mesmo argumento?
¶332Sim, é uma espécie de argumento ontológico, né, para dar uma palinha. É um uma espécie de argumento ontológico. No livro chamado Descenso del do entendimento, eh ele expõe outra outra prova cosmológica, onde ele parte, por exemplo, das coisas sensíveis e sobe até chegar em Deus. Ou seja, ele se utiliza de uma demonstração cuia, né, cuia. Enquanto no no Liber apóstrof ele utiliza de uma demonstração que na verdade é a simultâneo, né?
¶333Ou ou o que tenta demonstrar pelos próprios termos a existência de Deus e tenta também reduzir ao absurdo a hipótese de que Deus não de que Deus não existe, etc. Eh, o que eu acho é o seguinte, veja, isso não são demonstrações lulianas, tá? Não são demonstrações lulianas. Por quê? Porque o Lúlio não inventou, por exemplo, o argumento ontológico.
¶334Eh, o Lúlio não inventou os argumentos quia, como por exemplo, como por exemplo o argumento de Santo Tomás. Só que na verdade como ele é um outsider, ou seja, ele está fora das universidades, ele precisa falar numa linguagem que os universitários entendam, né, que eles leiam e entendam. Então, no Liber, no livro do D, [música] >> diretor espiritual do David Ribeiro mandou R$ 5. [risadas] "Fugita, o que tu acha que vai acontecer com o Brasil se o Lula ganhar?" [risadas] Foi já para responder ao comentário do diretor espiritual do David Ribeiro. Muito bom.
¶335Continue aí, Carlos. Eh, então é isso. O Lula, ele é um outsider, ele está fora das universidades, ele precisa de alguma forma dialogar com elas de uma maneira que os intelectuais das universidades entendam. E aí ele se utiliza desses argumentos como provas da existência de Deus. Só que eu eu tendo a enxergar como [roncando] o padre Ivo Szinger também que esses esses não são argumentos propriamente lulianos.
¶336Os argumentos propriamente Lulianos são aqueles que são por equiparação. Esses são os argumentos lulianos que que obedecem essa lógica que na verdade não é uma lógica linear, é uma lógica circular, não é tautológica, tá? Ela é circular e ela tende a expansão. Qual é, Quais são os argumentos que de alguma forma obedecem e essa essa característica da lógica luliana? são os argumentos por equiparação, esses argumentos que tendem a expandir expandir o conhecimento sobre uma perfeição por equiparação com outras perfeições.
¶337E você pode fazer isso a de infinito, né? Você faz isso a de infinito, com várias perfeições. Você pode perguntar sobre eh ah sobre o conceito ou algo da perfeição. E aí você pode fazer uma estrutura comparativa até você obter a verdade sobre aquela perfeição. Então é uma coisa de infinito.
¶338Esses são os argumentos lulianos. E [tosse][limpando a garganta] eu gosto particularmente de usar esses argumentos lulianos. Por quê? Porque esses argumentos lulianos obedecem uma lógica interna do lulis e que os argumentos, por exemplo, de Santselmo não obedecem ou que os argumentos de São Tomás de Jaquina não obedecem. Eh, então eu gosto de apelar, eu gosto que eu gosto de eu gosto que o inimigo, que o adversário venha jogar no nosso campo, que é o campo da lógica luliana, com as demonstrações lulianas, a forma de demonstração do Lúlio, etc.
¶339E eu prefiro, eu prefiro que seja assim, tá? Eh, eu acho que que os lulianos, veja, qualquer qualquer Luliano que domine pelo menos que domine pelo menos as três primeiras figuras da Arct, ele consegue elaborar qualquer prova da existência de Deus, várias provas inclusive, né? Eh, então eu prefiro ficar ficar nisso. >> Legal. Para quem tinha perguntado, né, se o Baxter ele era meio via tríades em tudo e ele também é um pouco ele ele digamos que dentre os protestantes seja o outro que é triadomaníaco assim, né, o Baxter, apesar de que talvez a gente poderia dizer que o Austad também é um pouco porque o Austad ele era Luliano, mas o Baxter ele tem um método de investigação teológica que também parte um pouco dessa analogia antropológica, né, de uma potência ativa, passiva, da vontade.
¶340E através dela ele também tenta fazer uma espécie de demonstração eh do cristianismo e algumas verdades, apesar de uma maneira um pouco diversa, né? Então, para quem perguntou, ele também vê coisas eh três em tudo. E no livro dele, né, de o método da da o método teológico dele, que é um inclusive um que recentemente eu consegui a tradução, né, com o meu amigo BuBu, inclusive, salve BuBu, você se você tiver assistindo, obrigado aí pela por est ajudando aí, né, no projeto. A eh a gente vai talvez publicar esse livro, eu não sei, a gente tá verificando como pode ser. algumas editoras inclusive tão eh entrando em contato pra gente talvez fazer parcerias nesse sentido, né?
¶341Mas eu tenho muito interesse em divulgar esses autores mais nichados assim, né? O Baxter é famoso, mas essas obras mais nichadas dele não são tão conhecidas assim, né? são as obras onde ele faz, ele faz isso, a defesa do a vindicação dele do cristianismo, eh, em que ele tenta pass fazer um argumento de certeza moral também é bem interessante, mas a gente eu também, se puder, né, ajudar a colaborar pra divulgação da obra do Raimundo Lúlio, a gente vai traduzir coisas do do Kisher, do Salig, acho que seria interessante para divulgar, mas sim, o respondendo a quem tinha perguntado sobre o Baxter, ele também é uma espécie de triadomaníaco. E nesse livro dele, na introdução do método dele, ele dá alguns exemplos de coisas que ele consegue estudar, né, eh, e principiar através do método triádico dele. Ah, mas aí deixa eu aproveitar então para pedir, acho que a última pergunta que tá faltando aqui pro Carlos era eh você já comentou sobre isso aqui, Carlos?
¶342Pode falar mais sobre a diferença e as primitividades e como elas se relacionam? Bem, as primitividades são as dignidades lulianas, né, como, por exemplo, bondade, eh, grandeza, eh sabedoria, etc. São dignidades lulianas. E elas são primitividades. Por quê?
¶343Porque, na verdade, elas antecedem o ser. Se você pegar, por exemplo, as figuras, a figura mais básica do lulismo, que é a figura A, você não vai ver uma perfeição, você não vai ver entre as entre as dignidades a perfeição cerca. Não, não tá lá essa perfeição. Por quê? Porque o Luliano entende que existem coisas que antecedem o ser, que são justamente as primitividades, táum?
¶344não é [limpando a garganta] terânal. Porque dental, seja na concepção luliana, quer dizer, eh, esotista ou tomista, há um espectro de transcendentais que se convertem com ser. Eles não ultrapassam o ser, eles se convertem com o ser. Só que o D tá dizendo algo diferente. Tá dizendo o seguinte: "Olha, eh, antes do ser existem as primitividades, né, que são as dignidades.
¶345Essas essas dignidades, elas não são arbitrárias. Eh, você consegue demonstrá-las, não demonstrá-las, mas mostrá-las, porque elas são autoevidentes. Como é que o Lú consegue produzir definições autoevidentes? Porque ele tem uma máquina de definições onde ele consegue, por exemplo, de uma forma triádica, expressar de forma autoevidente várias todas as perfeições que ele quiser, incluindo as primitividades. Então, as primitividades são algo, é, são coisas que antec perfeições que antecedem de alguma forma a própria, o próprio ser e os e os transcendentais, ah, e que na verdade são essências, né?
¶346E e sendo essências, elas podem ser ou essências ou essências essências criadas, como por exemplo, tem a você tem a sabedoria criada, você tem o poder criado, a grandeza criada ou podem ser essências que na verdade são eh atributos de Deus e então serão infinitas, né? Então, sabedoria infinita, grandeza infinita, poder infinito, bondade infinita, etc. Legal, muito bom. O pessoal perguntou assim: "Fugito, o que tu acha que vai acontecer com o Brasil se o Lula ganhar?" Olha, a minha opinião política sobre isso é: existem certos problemas no Brasil tão orgânicos e difíceis de resolver que eles vão conseguir continuar se agravando. Não sei se muito depende de quem tá na presidência, sabe?
¶347Não vejo muita, a, por exemplo, de todo mundo que tá concorrendo à presidência esse ano, né? eu não consigo. Um dos grandes problemas que eu vejo é o, de certa maneira, o controle que os principais, cinco principais bancos do Brasil tem eh no país de maneira geral, né? E que consegue fazer uma pressão muito grande ah sobre outras instituições, sobre eh cargos, né, pessoas que que ocupam cargos políticos. Eu acho que não existe como tirar muito esse monopólio, sabe, de deles.
¶348E no final das contas é um dos grandes problemas do país, né? O que assusta outras pessoas fora do Brasil com relação a taxas de juro, financiamento. Para você comprar uma casa hoje, você tem que dar uma entrada de uns 30% do valor dela, ainda passar ela 30 anos pagando aquele valor absurdo, né, de de juros por ano. Eh, você paga praticamente duas ou três vezes, né, no final das contas o valor daquela casa, né? Então isso é meio que absurdo em outros países, né?
¶349Mas eu não consigo imaginar, por exemplo, eh, um uma pessoa que esteja disposta a enfrentar esse sistema, né? Porque pagar o preço disso é muito caro, né? Enfrentar essa elite, digamos assim. Então eu eu não sei, acho que isso vai continuar piorando. Talvez as talvez as pessoas Ignalitz mandou R$ 5.
¶350Carlos, pode explicar o conceito de ente no Beato Lu. >> Vamos, o Carlos vai já falar sobre, mas então acho que esse tipo de coisa vai continuar piorando assim, o sobre esse esse esse problema do asfixiamento, né, que as os grandes bancos no Brasil fazem, né, contra a população. É, e ainda mais assim em todo o governo Lula, né, no Lula 1, Lula 2 e nesse atual não vi nenhuma grande medida para avançar uma luta contra isso. Muito pelo contrário, eu acho inclusive que há um certo sentido coisas que beneficiam esse sistema. Ah, eu acho que seria uma coisa que deveria ser enfrentada, possibilitando mais competitividade nesse mercado.
¶351Ah, enfim, acho que isso poderia ser explorado de diversas maneiras. Eh, sobre a sobre várias outras questões que a gente já tá vendo econômicas, acho que elas vão continuar da mesma maneira que estão, talvez até se agravando um pouco mais. Mas eu também, novamente, eu não sei se tem algum candidato que faria algo substancialmente distinto, né, do que já tem sido praticado. Eh, essas medidas que alguns chamam inclusive, né, meio que de neoliberais. Inclusive o Lula, ele pega, ele pega essa pecha, né, econômica do tripé, né, neoliberal.
¶352Eh, mas enfim, acho que de maneira geral sobre as sobre as questões da da polarização, ela vai continuar acontecendo, infelizmente. Acho que um outro efeito social seria esse, né? Se o Lula ganhar, a gente vai continuar tendo como principal opositor o pessoal mais bolsonarista conservador, que precisa, de certa maneira se nutrir do antipetismo, né, para continuar sendo ainda de certa maneira eh apoiado pela população. Então, eu acho que é um pouco isso, a Lula ganhando ou o Flávio ganhando, a gente vai continuar tendo a polarização escancarada, né? É, obviamente que eu achava que uma terceira via seria legal, seria, aliás, seria muito melhor do que atualmente as outras opções que a gente tem, mas não sei se entre as opções de terceiras vias que a gente, eu particularmente o pessoal quando me pergunta a minha opinião sobre o Renan, eu tenho muitas reservas quanto a ele, né, quanto a algumas associações que ele tem, alguns episódios no passado, inclusive com grupos potencialmente neobigodistas, né, que eu tava vendo, que eu achei isso bizarro, assim, simplesmente bizarro.
¶353Então eu acho o discurso dele que mudou drasticamente desde a época do MBL assim mais antigo para cá, tentando dar uma agnada mais a direita conservadora para tentar pegar essa parcela do bolsonarismo, eu acho bem esquisito. Então se ele fosse uma terceira via que ganhasse mais influência, eu não sei se seria realmente bom ou eu achei até engraçado atualmente o o Augusto Curi começar a ter essa guinada assim de popularidade. Eu realmente eu não faço ideia se isso vai ser se ele seria também uma boa opção, mas enfim. Obrigado. >> Ozônio R$ 456 mandou R$ 5.
¶354É admissível dentro da epistemologia protestante a revisão do canon, visto que é possível a igreja consensualmente errar. Vi e o Iago Martins e outros pastores batistas americanos querem excluir Joel 8 e Marcos 16 do canon. >> Ah, deixa eu reler a pergunta. É admissível dentro da epistemologia protestante a revisão do canon, visto que é possível a igreja eh consensualmente errar? Vi que o Iago Martins e outros pastores americanos querem excluir João 8 e Marcos 16 do canon.
¶355Então esse é um debate bem interessante, né? Quando na época em que Iago Martins gravou a opinião dele sobre a Perícopia adútara, né? Eh, eu fiz um vídeo em resposta, inclusive foi muito naquela época em que eu tava me aproximando do Carlos, né? Faz um tempão. Isso acho que o Carlos até se lembra, né, Carlos, dessa conversa que a gente teve.
¶356Carlos veio, >> Sim. O Carlos veio falar que gostou muito do meu vídeo, né, que eu fiz em resposta ao Iago Martins. Aí a gente começou a conversar sobre o assunto. E eu acho bizarro isso, você tentar tirar essa períope de João capítulo 8. Para mim existem tanto evidências internas quanto externas de que ela é autenticamente apostólica, tá?
¶357eh, tanto pela forma de escrever, por exemplo, de João, né, a a maneira, a a os comentários que João coloca nesse trecho, né, que são basicamente uns é um aposto explicativo, né, por exemplo, dos seus acusadores, né, isto diziam eles, né, eh, esse tipo de construção gramatical grega, ela é bem típica de João. É basicamente o único apóstolo e o único escritor do Novo Testamento que se vale desse recurso. Eh, a Pax Legômen que aparece nesse trecho não me preocupa porque você tem o apóstolo João, especialmente nos primeiros capítulos do Evangelho de João, ele usa muito a pax legomina, eh, que são expressões que aparecem unicamente no naquele trecho bíblico e não em outras. Então, isso não seria uma coisa totalmente diversa. Alguma das Apax legomena que aparece lá são, na verdade, são nem apx lega, né?
¶358Mas, por exemplo, dizem: "Ah, ele ele não cita, por exemplo, eh, os o certos lugares geográficos, mas quando você vai ver que ele não cita certos lugares geográficos, é simplesmente porque ele decide omitir algumas alguns episódios do Evangelho, então faz todo sentido que eles não apareçam." Então eu acho que os os motivos de tentar tirar o João capítulo 8 e o final longo de Marcos, né, que é o final do Evangelho de Marcos, Marcos capítulos 16, eles não são suficientes. Eu entendo a estranheza de Marcos 16, porque Marcos 16 não é citado por vários pais da igreja dos primeiros séculos, né? Mas eu acho que teria motivos eh existiriam outros motivos pros pais não terem citado esse final, porque ele de fato em si mesmo ele é um pouco estranho, ele é um pouco esquisito. Então isso talvez não signifique que ele não estava lá, talvez mostrasse apenas algum receio ou alguma preocupação por causa de alguns trechos, como por exemplo, ah, de pegar na cobra ali, né, na na calda da serpente, não pela cabeça. Então eu acho que teria vários motivos para explicar algumas dasom anomalias que eles fazem e eu não acho que seria revisitável nesse sentido desse disso, né?
¶359Lembrando, por exemplo, falar para você falar na epistemologia protestante, a revisão do canon, ela é possível. Aí você tem que ver um pouco o que que você entende por canon, né? Porque, por exemplo, no sentido do Michael Krueger, que é protestante, apesar de ele concordar que é uma lista falível, eh, muito possivelmente a posição não é de que seria revisitável, ou seja, eh, porque o canon ele, de certa maneira ele é uma lista eh ele é uma lista, como é que ele chama? Ele fala assim, um grupo de textos, uma coletânia de textos fundacional de um grupo, né? Então, se fundacionalmente colocou-se esses grupos de textos como sendo a base da da do cristianismo, mesmo que eventualmente você descubra algo que contraria uma origem apostólica, talvez a posição protestante, se isso eventualmente acontecesse, seria de que vai continuar permanecendo nas Bíblias, mas com alguma nota crítica, né, como a maioria da João da das Ferreiras de Almeida já fazem atualmente, né?
¶360Então eu acho que seria mais ou menos isso. Continuaria pertencendo ao canon, mas talvez houvesse alguma edição do texto crítico quanto às ressalvas que as igrejas talvez tivessem contra isso. Poderia continuar permanecendo como instrução da igreja, sem necessariamente ser um lugar próprio eh ou propríssimo teológico, né? Então, talvez seria mais ou menos por aí que a coiseria, mas eu tenho uma posição um pouco diferente sobre isso. Um dia ainda vou expor aqui no canal, tá bom?
¶361Mas enfim. Ah, Carlos, tem essa pergunta aí que tinham falado. Você pode comentar, Carlos? Pode explicar o conceito de ente no Beato Lul? [limpando a garganta] Eh, o ent ele é na verdade um produto, eh, um sub um subproduto das dignidades, que são primitividades.
¶362Ou seja, o ente ele é constituído ele é constituído por várias porções intrínsecas que são as dignidades. Então ele é um produto delas, depende delas, eh, e tem e tem vários papéis dentro da lógica luliana no ser, né? O ser tem vários papéis. Ele é o objeto, por exemplo, da arte, porque quando o Luliano investiga o ser, o ser para ele não é só o ser real e também não é só o ser pensável ou intencional, é as duas coisas. Lembrando, existe um tecido pensamento, realidade, pensamento e realidade que o Lúlio faz referência constantemente.
¶363Então o o ser ele é justamente essa noção que surge desse tecido pensamento, pensamento e realidade e que depois nós condicionamos as próprias dignidades, que são os princípios supremos de explicação de qualquer coisa inteligível como o próprio ser. >> Legal, muito bom. Tavam comentando aqui o que eu tava dizendo, né, sobre o MBL. eles passaram por um por um rebranding, né? Pois é, de fato, o pessoal da MBL mudou bastante assim, né, o jeito deles, né?
¶364E algumas posições são completamente diferentes agora, né, do no começo e agora falar esse negócio do do Rean, do Renan, né, do neobigodismo, realmente é bizarro. Pois é, eu acho isso muito estranho, assim, muito, muito estranho. Eh, spoilers, todos os candidatos são ruins e eu nem sou isentão, vou voltar. Pois é, então é falaram, a galera do MBL é bem anticristã também. Pois é, então esse isso daí pega para mim também, sabe?
¶365Claro. Bem, se for votar em alguém que não tem caso de corrupção, é o Augusto Curi. Pois é, eu não cheguei a investigar isso ainda, mas eu já ouvi falar também que ele é o único que não tem escândalo, né? Eh, o Renan tem tatuagem de mitra. Sério?
¶366Não fazia ideia. Não sabia disso. Eh, o Renan é triotérico, gente. Revelações. Eu não não sabia disso também.
¶367Falaram: "Boa noite a todos. Vi agora a live justamente quando eu ia assistir o vídeo do Bruno Lima com Fugita. Depois você assiste a live. A gente fez uma live eh meio que detonando Olá de Carvalho, assim, fazendo uma análise dele. Ó o BuBu, Vitor, acabei de ver que recebi meu salve.
¶368Ô BB, muito obrigado aí pelo pelo seu apoio. Salve meu amigo Buu, tá sendo os meus um dos meus amigos mais importantes esse ano. Obrigado mesmo pela sua ajuda. Eh, falaram aqui, ó, Carlos, a ARS poderia ajudar numa fundamentação metafísica da mecânica quântica. [limpando a garganta] Como assim?
¶369O que que você acha? Não, eu já expliquei isso para alguns alunos que eh no livro do Ivo Susing, a álgebra Especiosa, ele mostra que, por exemplo, é verdade que a arte pode conhecer todas as verdades. Isso é, isso tá certo. Mas eh [risadas] Ign Caritatismo mandou R$ 5. Carlos, pode falar mais sobre a indeterminação doente no Beato Lu.
¶370>> Enquanto você explica, Carlos, termina sua explicação, pegue. Eu vou pegar um pouquinho de água para mim, já volto, tá? Á, então, [limpando a garganta] no livro que que eu recomendo para vocês pesquisarem, eh, álgebraciosa do Ivo Salzinger, ele demonstra como a arte de fato, ela tem uma gerência, por assim dizer, em todas as ciências particulares, incluindo a física, incluindo eh, por exemplo, qualquer tipo de decorrência da física, física matemática, etc. Ou seja, a ART, ela tem gerência e ela é diretriz, ela é diretriz de todas essas ciências que são particulares, certo? São ciências particulares.
¶371Então essa é a relação que a arte tem com essas ciências. A arte é a única ciência universal. As outras só investigam verdades particulares, como a própria física quântica. Nós não podemos rebaixar a arte, por exemplo, a matemática, a geometria, porque ao fazê-lo, ao fazê-lo, nós estamos desconstruindo, destruindo o próprio objeto da arte, que é universal, universalíssimo, é o objeto mais universal entre as ciências. Então, é verdade que o Lúlio disse que a arte é capaz de conhecer todos os inteligíveis, porém isso está no nível mais fundamental, né, do ser, desse tecido, pensamento, realidade.
¶372Não é qualquer verdade que a arte que a arte descobre. são as verdades que caem nesse espectro que na verdade é universalíssimo, que não são as verdades particulares, por exemplo, que acho que a física eh investiga, ah, e que somente a arte pode descobrir, somente a arte pode fundamentar. Então ela, a, então voltando, né, a arte ela fundamenta, ou seja, ela dá os princípios pelos pelos quais, por exemplo, a física quântica, as matemáticas ah funcionam, ela dá os princípios para para el para elas funcionarem. Ou seja, a arte [roncando] subalterna todas as demais ciências, elas são subordinadas a arte, só que a arte ela não faz o papel dessas ciências. Então, por exemplo, a física, a act, ela não ela não, por exemplo, substitui o a a própria física para alcançar o seu objeto.
¶373Cada ciência tem o seu objeto. Cada ciência persegue a o as verdades extraíveis do seu objeto, mas a arte ela não pode simplesmente descer para o nível das ciências particulares, porque isso faria com que ela eh fosse não não fosse universal, na verdade, ela seria tão particular como qualquer ciência. Como ela é a ciência das primitividades, ela investiga aquilo que na verdade é o campo intrínseco fundamental, primitivo, ah, da realidade e do ser. Mas isso não significa que ela investigue qualquer verdade particular, porque isso para para isso existem outras ciências, né? Eh, essa interpretação que eu tenho é a interpretação do padre Ramon Pascoal.
¶374Na história existiram existe eh interpretações chamadas enciclopedistas, eh interpretações enciclopédicas, né? Por exemplo, o Austad ele segue essa visão, uma interpretação eh enciclopédica da arte, ou seja, a arte ela não é uma ciência per si. Na verdade, a arte ela é a reunião, a comunidade de várias ciências. Então você pega física, matemática, geometria, pega ali também a biologia, você reúne essas ciências e daí a partir daí você tem a arte. Isso que se chama de interpretação enciclopédica da arte.
¶375Só que essa só que essa interpretação tá errada, muito errada, porque a arte ela não é um agregado de ciências, não. Não. A arte ela é uma ciência per si, que tem um objeto per si e que não se confunde com as ciências particulares. Então, ela não é um agregado de ciências, ela é uma ciência una. Então, a interpretação do padre Ramon Pascoal é interessante porque vai contra a tendência enciclopédica que você vê em pensadores, pensadores como Austed e outros, né?
¶376>> Muito bem. Você chegou a comentar outra dúvida que tinha chegado aqui sobre a indeterminação? Eu tava vendo aqui os comentários, nem prestei atenção. Eu acabei de voltar com a minha água também. >> Não, não cheguei a responder.
¶377Cadê? falar assim: "Carlos, você pode falar mais sobre a indeterminação do ente no Beato Lule?" >> Puxa, eu eh >> ter uma aula de 6 horas só sobre isso assim, [risadas] né? Vai, >> eu tenho uma, eu tenho uma aula, eu tenho um canal, eu criei um canalzinho no YouTube só para expor de vez em quando alguma aula sobre o Lúlio. E a última aula foi justamente sobre esse assunto, que é a indeterminação do ente, segundo Beato Ramon L, né, onde eu mostro que, por exemplo, para a perspectiva luliana, algumas controvérsias são desnecessárias, né? como, por exemplo, a controvérsia do modo de contrastos seus inferiores.
¶378Essa controvérsia não faz sentido, porque o Luliano, ele não pode adotar a posição do escotista, do tomista ou do suaresiano. O lulista, ele tem que adotar uma uma posição que, na verdade, subzume todas essas posições, as ultrapassa de modo que elas se tornem inúteis, né? E é isso que a tese da indeterminação faz. Em resumo, na concepção do Liana, o ente ele é incondicionado indeterminado. Ele é incondicionado, indeterminado justamente porque ele abarca o tecido pensamento, realidade.
¶379Pensamento, realidade. Se não houvesse esse tecido, ele não seria nem condicionado e muito menos indeterminado. Mas como existe um existe uma um tecido pensamento realidade, ele para abarcar esse tecido, ele precisa ser indiferente ou incondicionado, enfim, indeterminado. E sendo assim, ele consegue abarcar tanto o ser realos entes de razão. E assim ele abarca tanto a lógica como a metafísica, ou seja, a condição de possibilidade para que o ente de alguma forma abarque tanto a lógica como a metafísica justamente a sua, o seu caráter de indeterminação e de incondicionalidade.
¶380Porque se ele fosse condicionado, ele abarcaria só um aspecto do ser e não o ser como um todo. se ele fosse, não fosse determinado. E se fosse determinado, ele estaria determinado a algum aspecto do ser e não ao todo do ser. E como Luliano, ele quer investigar o todo do ser, que é esse a esse espectro do pensamento e da realidade, então é necessário que o nosso objeto seja indeterminado num sentido mais absoluto possível e incondicionado. Em resumo, a isso.
¶381>> Muito bem. Muito bem. Ô Carlos, qual o tinha um pessoal perguntando aqui, ó, do Ignis, qual eh alguém tem o canal do Carlos? Qual que é o nome do canal pro pessoal acompanhar? Aliás, se você vai deixar pública essas essas aulas, como é que vai ser?
¶382>> Então, pessoal, é são aulas públicas, são só pílulas. Eu vou lançar nesse canal só pílulas para instigar justamente a curiosidade de pessoas que às vezes tem medo, acham muito difícil, acham que não conseguem aprender. Eh, esse canal ele vai lançar pílulas de conhecimento liando justamente para para essas pessoas saírem, né, dessa >> David Ribeiro, só que Rico mandou R$ 10. Fugita, o que você achou da resposta do Paulo Víor ao Arvuminto do ocultamento divino? [risadas] >> David Ribeiro, só que rico.
¶383Tá, eu vou vou comentar essa daí. Termina aí, Carlos. [risadas] >> Então, o F >> V. >> Pois é. Eh, então, incondicionado, indeterminado.
¶384E o que mais? Ah, tá. O canal, né? O canal ele vai ter pílulas, algumas aulas ao vivo para vocês terem acesso a a algum conteúdo luliano eh de graça, né? E as pessoas que de alguma forma forem chegadas, por exemplo, lá buscarem o meu curso, porque algumas coisas eu não digo porque essas coisas estão reservadas ao curso.
¶385As pessoas que fazem o curso Luliano, eh, o canal se chama Paros Centiaram. Vou escrever aqui no no comentário. O canal se chama para os Cientearam, que é inclusive que está inclusive nessa conta que eu estou comentando, tá? É ciente Aaron. Então esse é o nome do canal.
¶386Vocês podem ir lá para conhecer alguma aula, etc. E é só isso, >> tá bom? Eh, comentando aqui a pergunta que fizeram para mim, fala assim: "Fugito, o que você achou da resposta do Paulo Vitor ao argumento do ocultamento divino?" Eu vi a resposta do Paulo Vitor. Para quem não sabe, o Paulo é um colega nosso que também é apologeta da internet. Ele tem um um perfil no Instagram que eu recomendo que vocês apoiem.
¶387E assim, eu só vou, com todo o respeito, comentar aqui o que eu achei da resposta do colega, apesar de eu não ter assistido eh eu não eu não li, assim, só para deixar uma coisa clara, eu acho que ele publicou algo a respeito. Eu não, eu não li o que ele publicou, mas eu assisti a ao trecho mais relevante da exposição que eu acho que ele disponibilizou no canal dele, em que ele tá fazendo uma apresentação em inglês da resposta dele ao argumento do Schellenberg, eh, do ocultamento divino. Eu só acho que assim, eu acredito que ele faz uma resposta que vai no caminho certo de uma parte, né? Porque dá para você responder eh o problema do ocultamento divino por diversos eh por diversos caminhos, né? Um deles é negar, por exemplo, que existam de fato descrentes não resistentes, que é uma parte da segunda premissa do do argumento do Shellenberg.
¶388Ah, uma outra parte é você tentar negar o o poder da analogia paterna, né, que existe entre Deus e o o ente criado e um pai e um filho, né? Existe uma forma que é você negar, por exemplo, que não existam motivos suficientes para Deus não se revelar de maneira mais evidente. E é mais ou menos para aí que o Paulo apela, né? E eu acho que essa também é uma resposta possível ao argumento do Shellenberg, porque eu acho que existem bens eh bem >> Polibus mandou R$ 20. O René era esotérico, mas há algum tempo se batizou.
¶389Não falam muito disso, pois a intenção não é eleitoral. A missão não coaduna com ideias NS. >> Legal. Não sabia. Eu vi o pessoal comentando aqui no chat, né, sobre a conversão do Renan, né, que é o atual presidenciável aí, né, da das eleições, com um candidato, né, mas tudo bem.
¶390E depois eu vou até pesquisar para ver. Ele se batizou como na Igreja Católica, né, pelo que estavam dizendo, não sabia que ele era católico. Eh, para mim seria muito mais fácil se converter, talvez, a um protestantismo, mas ao catolicismo realmente seria novidade para mim. Mas enfim, voltando à minha resposta, eu acho eu acho possível você argumentar pela via de que existem bens, né, que são destinados ao fato eh que são estão presentes no fato de Deus não se revelar de maneira tão evidente as pessoas. E o a resposta do Paulo vai por aí e muitas pessoas na academia também vão por esse sentido, né?
¶391Mas eu só acho que talvez uma boa objeção à resposta que o Paulo Vittor deu é de que existe uma existe algo dentro da própria abordagem do Shellenberg que meio que dribla a resposta dele, né? Porque o Víor deu alguns exemplos no sentido, ah, talvez existam pessoas que diante de uma revelação mais explícita de Deus poderiam tentar fazer algum mal a si mesmo, não reagiriam muito bem. E aí o o argumento diz que então elas não seriam de fato eh pessoas eh descrentes propriamente não resistentes, né? Mas isso poderia indicar algum tipo de resistência que seria manifesta eh ou teria como efeito colateral essa má reação da pessoa. E uma outra coisa do argumento do Shellenberg que é utilizada contra o a que poderia ser utilizada, eu diria, né, contra a resposta do Paulo Víor, é que Deus ele é onipotente.
¶392E o Schellenberg diz que Deus então teria todas as condições de acomodar a as repercussões negativas da sua manifestação mais evidente, né? Então, por exemplo, Deus poderia talvez acomodar a a criação dessa pessoa para que ela não reagisse dessa maneira, que a talvez a o controle emocional dela, pelo menos há certas circunstâncias que não levariam a isso. Então, eu acho que esses dois essas duas coisas que já estão presentes na obra filosófica do Ateus Schellenberg, elas poderiam ser utilizadas contra a resposta do Paulo Vitor. E eu não sei qual resposta o meu amigo daria, mas aí seria interessante. Posso até perguntar para ele como que ele contornaria, só que eu acho que as propostas que eu apresento eh e que eu pretendo apresentar na nossa imersão, né, que estarão no que estarão no no nosso evento ali do do mês que vem, em setembro, tá, sobre o o argumento do ocultamento divino, elas conseguem driblar esse problema do Shellberg, porque existe um certo aspecto da virtude que não que não poderia talvez ser desfeito, pelo menos não facilmente apenas com a onipotência, porque aí Deus teria de abrir mão de outras coisas, eh, que eu pretendo ilustrar lá com outros exemplos, não com do Paulo Víor.
¶393E eu também pretendo abordar essa questão também da do aspecto que eu acho que é pouco explorado dentro da minha resposta a respeito da resistência, né? o que de fato leva uma pessoa a ser resistente. Eu acho que seria interessante nós termos uma certa teoria dos hábitos, né, que de certa maneira pudessem nos explicar psicologicamente o que leva uma pessoa a ser ou não resistente. E existe uma certa estratificação de níveis que eu pretendo apresentar na minha resposta para dizer que não é uma coisa tão preto no banco, no branco assim. Eu acho que existem condições em que alguém pode ser resistente, ainda que de certa maneira não culpável.
¶394E ainda assim isso mostrar eh que a uma das premissas lá do Shellenberg, então ela se torna problemática. Então basicamente é isso que eu teria comentar sobre a resposta do Paulo Víor. E se vocês tiverem interesse de participar, vai tá, infelizmente eu não coloquei na descrição ainda desse vídeo, mas vai tá aqui. Ou vocês podem comentar a palavra oculto lá nos meus stories, que também vocês recebem o encaminhamento do eh para vocês comprarem a imersão, tá? Menos de R$ 30, é R$ 20 e poucos reais.
¶395e também tá na no link da minha bio, tá bom? Caso vocês queiram eh participar da do ocultamento divino. E o Luca vai est presente, como ele falou, né? Ele vai participar lá. Então, se alguém tem interesse, também vai ser interessante a gente discutir com vocês lá, tá bom?
¶396Ah, enfim, deixa eu ver se tem mais alguma pergunta. Acho que a gente respondeu todas do Lúlio aqui, né? Acho que do Lúlio estão todas respondidas. Ah, deixa eu ver. Ó, o Igor Matez ainda falou assim: "Isso, isso de falar que ele que ele não disse que se batizou por política já é uma estratégia política.
¶397Ah, não sei se o Renan se batizou por uma estratégia política, pessoal. De fato, eu não faço ideia. Eh, deixa eu projetar aqui. O Carlos colocou o nome do canal só pro pessoal que depois vai assistir. É aqui, ó.
¶398Faros Centiarum aqui, ó. Inclusive, esse aqui é é o é o canal pelo qual você entrou agora, amigo. Você tá com por ele aqui. >> É, exato. >> Muito bom.
¶399Eh, vamos lá. Ou, ô, Ignisia, você, você que tava fazendo as perguntas, você não quer perguntar mais, não? Estamos aqui prontos para, né? Prontos para. Tem uma pessoa que perguntou aqui: "Quais livros recomendo para uma apologética cristã voltada à metafísica?
¶400Quais livros seriam interessantes também para se situar no debate que envolve argumentos usados por David Beiro e Ari Martins?" Você quer começar respondendo, Carlos? Aí depois eu respondo que eu já falei bastante ainda h pouco. >> Eh, livros que bons livros que seriam utilizados eh para apologética da metafísica. Coloca perguntas de novo, por favor. Vai lá.
¶401>> Quais livros recomendam para uma apologética cristã voltada à metafísica? Putz, existem tantos livros. Bom, a da a tradição que eu fui criado é uma tradição escolástica, né? Então eu sou eu conheço muito mais livros escolásticos que te que te introduzem a metafísica hoje do que eh livros contemporâneos. Bom, eu recomendo que ninguém perca tempo com Sinibald Garde, tantos outros traduzidos ao português e procure os manuais, especialmente manual de ontologia do do padre Juan José o Rabro, porque ali você vai ter o ápice da teologia da metafísica escolástica condensada assim para um autor extrema extremamente erudito, extremamente capaz, que é o rábaro.
¶402E você, eu tenho certeza que se vocês se dedicarem ao rábaro, eh, vocês não vão perder tempo e não vão querer perder tempo, perder tempo mais com livros, eh, que, na verdade, são livros, eh, repetitivos, muito eh inxutos, que não desenvolvem a questão que, na verdade, malemal só expõe a visão tomista. O o rábur ele vai, pelo contrário, ele expõe as visões peripatéticas, ou seja, escolásticas de várias tradições sobre determinado problema. E lá ele consegue explicar a metafísica, quais são as condições paraa metafísica. Tem o por a teologia, porque a a metafísica é importante para para a teologia eh natural, né? E a teologia natural, por sua vez, é importante para a apologética, porque eh pela teologia natural, você consegue provar que Deus existe, alguns dos seus alguns dos seus atributos e assim por diante.
¶403Eh, e assim, e assim e assim é na medida do possível, você consegue dialogar com esses ateus que o David Ribeiro coloca, que são ateus que dialogam com conteismo clássico, eh, e que de alguma forma tentou refutar as teses, eh, desses autores do teismo clássico, né? Então é claro que eu não vou ser arrogante para dizer assim: "Eh, estudem o Lúlio, né? Porque o Lúlio é uma tradição menor. Eu diria que é a tradição verdadeira, mas ela é menor e ela é da ela exige muito mais trabalho, muito mais tempo para a pessoa dominar para você dominar uma figura da arte. É um tempo, é paciência, é muita coisa.
¶404Então, eh, não vou recomendar o Lúlio exatamente, mas um autor mais prático e ao mesmo tempo muito, muito, muito erudito que vai te ajudar bastante, é o padre, o ráboro, pode ver lá o os seus manuais de ontologia, ou o seu manual de ontologia, melhor dizendo, e que você vai ter uma boa apologética para metafísica escolástica, no caso que é metafísica tradicional, né? [limpando a garganta] >> Muito bom. É, eu recomendaria também a um autor que é um pouco mais acessível, acho, até porque já existe tradução, não para o português, mas eu acho que pro espanhol já tem algumas obras dele, mas tem muita coisa em latim, acho que em latim também, mas em espanhol sei que existe, né? Mas é o mendiv, né, que também tem uma certa abordagem dos argumentos paraa existência de Deus. Também tem manuais de metafísica, ontologia.
¶405Ah, eu diria que alguma algumas obras seriam importantes para você conhecer a tradição tomistas, mas esses outros, inclusive o que o Carlos recomendou, ele faz exposições das escolas em cina, enquanto que os tomistas eles ficam muito presos ao próprio tomismo, né? Geralmente eles não expõem escolas rivais assim com às vezes eh não. >> Dovani pico de pílula mandou R$ 5. Carlos, explique tudo exaustiva e proporcionalmente a R$ 5 sobre os piesicons queerianos. [risadas] >> Já já o Carlos vai comentar sobre.
¶406Mas assim, eh, o que eu diria é que bem isso daí você vai ter um preparo no léxico, né? você vai ter um preparo no léxico escolástico para entender as coisas que a gente comenta por aqui e alguns argumentos que a gente utiliza. Mas os autores que o David Ribeiro e o Ari eles usam, eles são autores de uma tradição contemporânea, né, analítica e tal. Então, eh, [música] >> Aspirans mandou R$ 7. Companheiro Carlos, qual seria a maneira mais fácil de decorar tudo da arte breve na sua opinião?
¶407Existe algum nuliano que seja um ápice didático pedagógico do rulismo? >> Carlos vai já responder essa também. Eh, mas eu diria assim que esses autores que o David Ribeiro e o Ari usam, eles usam uma terminologia distinta, né? Então, não é que você não consiga eh que você não consiga rebater a coisas que eles dizem através desses autores que nós estamos recomendando, né? O problema é que você precisa de alguma maneira conseguir fazer uma conexão de léxicos, né, que não são exatamente compartilhados.
¶408Aí o que que acontece? o a eu eu mencionei, por exemplo, autores escolásticos e o Carlos também, mas existem autores atualmente da tradição analítica que tentam fazer esse eh essa conexão. Geralmente eles não são Geralmente eles não são tão tão, como eu posso dizer, tão competentes dentro da escolástica, mas talvez sejam necessários para você entender algumas conexões que existem, né? Eh, reformulações, por exemplo, analíticas das cinco vias, você encontra no Robert Coons, né, que é um autor que eu acho que trata de maneira muito mais sofisticada do que o Feer, por exemplo, o Edward Fezer. E de repente você pode utilizar esse pessoal para começar a fazer uma eh a fazer uma tradução de que que cada um quer dizer.
¶409Agora eu aí eu já só que eu também discordo da posição mais radical que seria de que ah, uma vez de que nós temos autores escolásticos, eh, nós e e por exemplo, uma pessoa conheça só o lexo escolástico, ela não possa dialogar com a tradição analítica. Aí eu acho errado, mesmo que você não tenha tanto conhecimento em analítica. E por quê? Eu eu eu falei muito isso na época que o Carlos teve aquele debate lá, que a gente tava tendo a controvérsia contra o David Ribeiro e tal. Eh, porque eu assim, eu tenho leitura em filosofia analítica, mas, por exemplo, o Carlos que subiu lá para se para para responder sobre outros assuntos, né, que era sobre patrística e escolástica, eh, [roncando] ele para mim tá totalmente habilitado a fazer comentários dentro do assunto.
¶410Por quê? Ora, o pessoal da filosofia analítica está falando sobre questões de teologia natural, está falando sobre questões sobre a existência de Deus. Quando eles falam, por exemplo, sobre contingência, apesar de haver um um léxico lógicas que são destinadas a tratar daqueles assuntos dentro da filosofia contemporânea e analítica, porque filosofia contemporânea não é só filosofia analítica, tá? Só para deixar isso bem claro, eh, na medida em que a gente tem um ponto de intersecção, a pessoa está habilitada sim a abordar isso no léxico escolástico, porque são assuntos que, como eu disse, né, tem uma intersecção entre entre essas disciplinas que compartilha eventualmente do mesmo objeto de estudo. Então, para mim, é possível você fazer, mas para você entrar em diálogo com esse pessoal, existem autores contemporâneos que fazem essa tradução.
¶411É, por exemplo, apesar de você não ter propriamente para usos e para para usos apologéticos, existem pessoas que abordam o Dance Scot de maneira que eu acho interessante. Por exemplo, no The Singular Voice of the Singular Voices, acho que é voice of the being, né? Depois você procura lá que aborda, por exemplo, um pouco da metafísica escotista. Eu acho uma obra interessante que começa a fazer traduções, né? que fazem uma exposição eh não propriamente em linguagem só escolástica, né?
¶412Então, é, eu acho que isso seria interessante para você começar a, enfim, a entender o os argumentos, mas eu não sei agora qual seria um outro livro que eu recomendaria, assim, porque também outra coisa que eu diria para pras pessoas que estão começando a estudar isso é que eu recomendaria coisas diferentes para pessoas que estão em níveis diferentes. Se você tá no básico do zero, do zero, do zero, talvez ler alguns desses manualistas, eu não sei se seria tão importante para você, porque assim, uma coisa que o pessoal tem que aprender é que para chegar em apologética, gente, e enfrentar os argumentos, exige-se também uma certa um certo letramento, né, digamos assim, em filosofia no geral, porque se você tá querendo enfrentar argumentos já da da que são que já pressup uma metafísica muito avançada, você vai tá meio que caindo naquele erro que a gente já falou. um neófito tentando argumentar pela fé e fazendo muito mal a si. Então, fazer um preparo com um curso de formação em filosofia, seja no Carlos Alberto, seja no meu. E às vezes a gente compartilha, né, a gente participa um do curso do outro, eh, ou seja, no curso, sei lá, de outros que estão aí fazendo, que que fazem e exposições, que fazem preparo, né, de formação, como o Luca também faz, talvez seja mais interessante do que você começar de cara, né, com apologética, que já pressupõe um grande estudo em lógica.
¶413já pressupõe um grande estudo em metafísica, já pressupõe que você saiba, dependendo do argumento que vai ser utilizado, né, um certo conhecimento também em outras disciplinas, eh, e que você tenha já um um um certo temperamento, né, e um preparo dentro da própria teologia moral, né, dentro do para enfrentar os ateus. Então, sei lá, eu acho talvez um pouco antecipado você começar já a querer responder eh argumentos assim sem essa formação, né? Eh, mas enfim, deixa eu ver aqui que o pessoal tá comentando. Ah, você quer [limpando a garganta] responder essa dúvida aqui, Carlos? Explique exaustiva e proporcionalmente a R$ 5 sobre os episeuticons quicherianos por R$ 5.
¶414Difícil. [risadas] É, olha, o que eu posso dizer é o seguinte, a lógica a lógica do do do Kischer, primeiro, né, antes de tudo, o epilogismo do Kisher, ele é utilizado como uma como uma forma dialética, né? Por exemplo, eh, existe uma forma de expor o a lógica do Kisher por meio de perguntas dialéticas, como por exemplo, se existe, eh, como existe, o que é, de onde é. Existem várias perguntas que você faz, várias, várias perguntas. E o epilogismo, nesse caso, ele funciona como uma eh como uma ferramenta dialética, segundo o qual na medida que você responde essas perguntas, mais você conhece sobre o objeto.
¶415E esse é o essa é a valência primária do epilogismo do Kircher. Essa é a valência primária, ser uma espécie de dialética de vários de vários passos, de várias etapas. E na medida em que você responde essas etapas, você responde também eh o que é no caso, quid do objeto, certo? Então, por exemplo, quando um ferreirista, né, alguém eh discípulo do Mário Ferra dos Santos disser que ele inventou a penta dialética, a deca dialética, isso é falso. Na verdade, ele se inspirou, ele se inspirou em autores claramente lulianos, especialmente no Kisher, que já havia pensado em uma dialética de de múltiplas etapas, né?
¶416A a dialética do Kisher tem até mais etapas do que a deca dialética, do que a penta dialética, etc. Então esse é o uso primário. Segundo uso como uma máquina de definições. Aí vai ter vão ser outras estruturas utilizadas a partir dessa mesma lógica. E utilizando-se [limpando a garganta] da arte luliana, ele consegue e você consegue fazer um objeto, um objeto atravessar várias condições até você chegar na definição eh essencial desse objeto.
¶417Então, é como se fosse uma máquina. Eu não gosto de máquina porque dá a entender que a que a arte do Lule é uma máquina e não é. Ah, a arte do Lule é como se fosse um instrumento intelectual. É isso. É um instrumento intelectual segundo o qual você coloca um objeto, passa ele por várias condições e obtém no final a definição do objeto.
¶418terceira, terceira, o terceiro uso é como se utiliza na lógica, na lógica combinatória luliana, ou seja, você coloca uma coluna à esquerda, uma coluna à direita, adiciona ali os princípios, no caso as dignidades, por exemplo, o Kirscher, ele adiciona novas dignidades, novas dignidades, inclusive, eh, ele, por exemplo, exemplo, adiciona o amor como uma dignidade. Tem novas dignidades. Ele pega, ele coloca duas colunas e essas colunas vão se combinando entre si até formar aquele aquela imagem que eu mostrei para vocês, né? Aquela imagem que é cheia de retas, né? É o que nós chamamos de lógica reticular.
¶419Essa lógica reticular, ela vai de alguma forma se combinando até a exaustão do objeto. E aí você não vai conhecer, aí você não vai conhecer só a definição do objeto, mas o que o objeto é nas suas estruturas mais primitivas, né, nas suas nas suas estruturas mais universais. Então, a a lógica do Kisher é absurda, porque ele é o primeiro pensador a colocar a lógica luliana de uma forma tal que ela funcionasse da mesma forma que ela funciona, por exemplo, dentro do da da forma como Lúlio coloca a sua arte. Então, o Kir é um gênio. Por isso.
¶420>> Muito bom. O Daniel Falcão perguntou: "Qual livro do Mendí o Fugita recomenda?" Bem, ele tem alguns livros de uma série que ele fala de elementos, né? Tem o elementos de ontologia, tem os elementos de eh de teodiceia, por exemplo, que seria interessante pro pessoal pesquisar, tá? Tem uns elementos dele de lógica, ah, de cosmologia. Então, vocês vão encontrando isso daí com na internet.
¶421Eu acho que fácil da Isso daí já saiu, não tem mais direitos autorais. Acho que há muito tempo isso daí, tá? Então, procurem. Eh, deixa eu ver outras perguntas que colocaram aqui. [roncando] Eh, deixa eu ver.
¶422Ah, o super chat que tinha mandado. Ó, Carlos, essa circularidade do beato Lúlio parece um círculo hermenêutico da validade epistemológica apenas. De validade epistemológica apenas? Mas acho que é uma pergunta que ele queria colocar aqui. >> Para de usar craque.
¶423Aí eu respondo [risadas] isso. >> Como assim? Tá, essa essa foi a resposta. Então vou pra próxima. [risadas] Ó, se eu se eu expliquei que na verdade eu fiz uma explicação toda que na verdade existe um tecido pensamento realidade e que o objeto da arte é justamente esse tecido, pensamento e realidade.
¶424É óbvio que o uso da arte vai muito além de um uso epistemológico, lógico, tem um uso ontológico também. Então é óbvio. >> Pois é. Tá. A outra pergunta que ha, ô Carlos, calma aí Carlos.
¶425A pessoa mandou deizão. [risadas] >> Desculpa, desculpa. Deizão. >> Eh, a outra pessoa tinha perguntado assim, ó. >> Aspirans mandou R$ 7.
¶426Companheiro Carlos, qual seria a maneira mais fácil de decorar tudo da arte breve na sua opinião? Existe algum nuliano que seja um ápice didático pedagógico do rolismo? Cara, para você aprender a usar ART, você precisa saber o alfabeto e as regras. O alfabeto, as regras, as câmaras, como funciona o jogo combinatório entre câmaras, por exemplo, eh, e o que está na no ponto ali, né, da figura, o como você aprende as figuras da arte, né? Por exemplo, a figura, a figura A, a figura S, a figura V, a figura X.
¶427Como é que você aprende? Só existe um jeito. É você repetindo, repetindo, fazendo demonstrações. Todo dia você tira um tempo, todo dia você tira um tempo, né? Sei lá, uma, duas horas para fazer exercícios de repetição, repetição, repetição, repetição, até você aprender, até que isso se torneatural a você, né?
¶428até que a arte seja um hábito do seu intelecto. E aí você vai conseguir operar de uma forma muito mais fácil cada figura da arte. O que ela o que elas exigem são repetição, não tem como fugir disso. Repetição, você repete, repete, repete, repete, repete até você aprender. E é aí alguns, algumas pessoas vão dizer: "Mas isso é muito difícil".
¶429E eu respondo, quem disse que seria fácil? Você quer moleza? Senta no pudim. >> Pois é. As pessoas, por exemplo, estudam uma década de tomismo e acham que quando chegam no lolismo, não tô falando que é o Asperas, tá?
¶430que eu acho pelo menos é um é um grande aluno aí que tá aprendendo bastante. Mas tem pessoas que eu já eu já recebi essa reclamação que pessoas acham que nas aulas do curso eu enrolo muito, como se eu estivesse, por exemplo, eh, sabotando-as do que seria a arte luliana, quando na verdade eu tô explicando a arte luliana. Só que a pessoa não entende que assim como o tomismo exige anos, anos de esforço, eh, e de leitura contínua para você aprender ali o básico dos conceitos, assim também a arte do Lúlio exige anos de aprendizado, anos de repetição, etc, para você aprender as coisas e depois eh conseguir repeti-las. Então, não tem como fugir disso, tá? E a a a lógica, a lógica metafísica luliana exige eh tempo.
¶431Ela é complexa, difícil, envolve uma estrutura de combinação de conceitos, mas com o tempo você aprende, você decora, você aprende isso e aí sai naturalmente de você. já você já olhe uma figura e percebe as possíveis combinações, ah, quais são os possíveis resultados dessas combinações e assim por diante. Você faz isso mentalmente de memória, com a super memória do Nuguê. [risadas] O pior que o Carlos ele é imprevisível assim, o que ele vai falando assim, né? [risadas] Do nada ele me solta uma dessa assim.
¶432Ai, ai, ai, ai, ai. O João perguntou aqui: "Cadê o Luca?" O Luca ele teve de sair já, ele participou das duas primeiras horas de live, mas se você quiser dar uma rebobinada, ó, o verbo, né? Dá uma rebobinada na live que você pega o comecinho ali que a gente comenta bastante com o Luca. Foi bem legal a participação dele aqui. Eh, mas o pessoal falou aqui, falaram mais outras coisas.
¶433Fugita, vi seu debate com o chileno, cara, era impressionante como tinha resposta na ponta da língua. Achei incrível. Obrigado, Lucas. Foi um legate, um debate bem legal, né, que deu uma projeção boa aí, né, no canal do Cauê. Tô, inclusive, eu tô até meio triste, né, porque nesse ano não teve nenhum debate ainda, né?
¶434Todos que eu tentei organizar não deram certo assim, né? Tem muita gente também não tava querendo debater. Então o Ariel foi um que deu aquela desculpa lá. O enfim, não aconteceu debate com Thales também que eu queria ter feito. Ah, eu acabei, talvez saia um debate contra os irmãos Clautal no final do ano e a gente tá vendo se consegue agendar, mas eu queria um debate contrateu e não não aconteceu ainda, né?
¶435Um que eu achasse interessante, relevante, mas eu queria, enfim, talvez aconteça outro aí. Inclusive o Lucas falou aqui em cima também, deixa eu ver se eu encontro esse comentário dele. Tem muita, muito comentário que eu não consegui ver, mas ele disse que voltou recentemente pra igreja, né? Ele falou assim, ó, eh, obrigado. Na última vez em que eu vim aqui, eu ainda estava no ateísmo.
¶436Voltei ao ateísmo por fé, principalmente, mas ainda não estou em nenhuma denominação. Esses livros recomendados vão me ajudar muito. Que bom, Lucas. Se você precisar de mais orientações, manda para mim um uma mensagem privada lá no Instagram, tá? Se precisar de ajuda, tanto intelectual quanto espiritual, eu sempre tento fazer um plantãozinho.
¶437Todo dia eu tiro uns 30 minutos para ficar respondendo o pessoal. Eu recebo muita mensagem no Instagram todos os dias, não consigo acompanhar tudo, mas seja insistente lá que eu sempre tiro uns 30 minutos para responder todo mundo assim dos dos primeiros assim, sabe? Eh, e bem-vindo de volta ao cristianismo. Deus abençoe. Eh, deixa eu ver o que mais o pessoal comentou aqui.
¶438Pessoal aqui, companheiro Carlos. Exato, companheiro Carlos. Fugi tá rachando. Pois é. Eh, falaram assim: "Então é na raça mesmo." Muito obrigado.
¶439É assim, dos comentaristas que eu já vi do Lúlio, né? Carlos deve ter lido muito mais do que eu de outros assim que eu não conheço, mas eu repito que eu achei o Lavineto o mais didático de todos. [tosse][risadas] Perdão. É porque ele perguntou se tinha algum que era o ápice da didática. Eu achei o Lavineta bem didático e é um que dá para encontrar livros assim, né?
¶440Razoavelmente fácil. Ah, já dizia Silvio Santos, nada é fácil nessa vida. Exato. Lucas já foi embora faz tempo. É, faz mais ou menos uma horinha aí que o Lucas foi embora.
¶441Falaram aqui: "Eu conheci o L pelo Giordano Bruno. Que o quê? Arte para usar nas magias dele. Pesquisei, mas achei muito difícil. O quê?
¶442Você quer comentar sobre isso, Carlos? [suspirando] >> Ah, na verdade ele ele não, a magia natural dele não era exatamente a nada luliana. O que ele chupinha, na verdade são aquelas 900, acho que são 900 proposições que ele que ele, 900 teses que ele traz. E entre essas 900 estão algumas teses lulianas. Ele era um, ele conheceu, ele conheceu o lulismo, ele conheceu, por exemplo, algumas, algumas alguns livros do Lúlio, mas eh ele ele até financiou algumas algumas tentativas de editoração das das obras dele, porém eh eu até acredito, existe um um [roncando] autor chamado Dimas de Miguel.
¶443antigaço. Século XVI ali, século XVI, eh, 17, 18, Dimas Miguel, ele dizia que existe um opúsculo do do do eh Piccola, Mirândola, que era um opúsculo luliano, que é justamente um opústo, pesquisem depois, de ente unitate, ou seja, do ente e da unidade. Acho que é assim, né? Deixa eu pesquisar aqui sobre o ent >> enquanto enquanto você pesquisa, eu vou projetar um comentário. >> Ah a a ah tá bom.
¶444É só só para corrigir. Theent é theent é uno. Pesquisem esse livro tem tradução ao português. É um livro onde ele busca ele busca de alguma forma compatibilizar. Eh, por exemplo, nós sabemos que os neplatônicos rejeitam a convenibilidade do ent, por exemplo, eh, noções mais mais transcendentais, entre aspas, como o Uno, né?
¶445Para os neoplatônicos, o Uno está acima do ser. Perfeito. Para os aristotélicos, o Uno é conversível com o ser. Perfeito. Perfeito.
¶446Nesse opúsculo de Uno, ele vai tentar compatibilizar essas duas visões. A visão de que o Uno ultrapassa o Circ e a visão de que, na verdade, o Uno é conversível com o Circa. E aí o Dimas de Miguel traça a rola vários argumentos que demonstram que na verdade o pico dela dela mirândula escreveu esse esse opúsculo por conta de uma grande influência luliana. Por quê? Porque uma da um dos projetos lulianos é unir Platão e Aristóteles.
¶447É transformar a filosofia platônica e a filosofia aristotélica em uma filosofia só única. Eh, e bem, o o Lulu trata trata dessa questão dos [roncando] transcendentais conversíveis e etc. Então, o Dimas de Miguel argumenta que na verdade esse é um opúsculo luliano. Eu tendo a concordar que é de verdade, porque alguns conceitos que ele utiliza, a forma como ele tenta compatibilizar é bastante luliana. >> Muito bom.
¶448Muito bom. Eh, o Absolute sem falou assim, vocês comentaram há pouco sobre o Joseph Mendiv, eu traduzi o elemento de ontologia dele para o português. Muito legal. Entra em contato comigo pelo Instagram para se você puder compartilhar a obra aí para a gente poder disponibilizar também. Eh, aí eu troco o meu WhatsApp com você para você me mandar lá.
¶449Mas é uma obra interessante. Eh, deixa eu ver quem mais falar aqui. Carlos e Fugita, vocês chegaram a ver os novos vídeos do Joy Meid sobre milagres vindicatórios. O que acharam? Foi a primeira vez que eu ouvi esse termo.
¶450Então, eh, o Carlos pode dar a opinião dele depois. Eu vou dar a minha, né? Eu não cheguei a assistir a tudo, mas eu tô entrando em contato com o material desse rapaz que foi o principal, né, influente, influência aí na conversão do Joh, que é o Wif and Mus, né? E eu confesso que eu não me senti muito persuadido, assim, é claro que eu entendo que existe uma boa evidência, por exemplo, nos casos de Fátima, né, para você pensar que houve algum evento, algum evento solar de fato, mas eh assim, a primeira coisa que me ocorreu, que inclusive foi confirmado pelo meu amigo Rian também, né, o Rian Lobato, é que coisas assim, por exemplo, eventos com dezenas de milhares, pessoas vendo um evento climat atológico distinto assim no céu também é atestado na Índia, por exemplo, né? Eu acho que eu acho que eu eu sinceramente acho que é possível, é credível que existam manifestações distintas, né, em diversas diversas culturas e féis que podem que pode ser algo, por exemplo, puramente natural, né?
¶451Não existe essa possibilidade, mas pode ser algo também que seja usado por Deus por algum propósito maior. Também acho que seja possível. Eu só não acho que mesmo que seja credível que isso me persuadiria assim acreditar propriamente a ser vindicatório do catolicismo per si. Eu acho que falta ainda um pouco de conexão entre essas duas coisas. Claro que vão argumentar de várias maneiras, né, de que ah, eh, existia uma predição sobre isso para as pessoas irem lá.
¶452Os milagres marianos são todos talvez propensos ao catolicismo, mas o pessoal que tá acompanhando, eu falando no Instagram sobre isso, acho que mesmo nesse caso, eu não acho totalmente vindicatório, aí os motivos estão expostos lá, mas assim, a as até algumas evidências que foram colocadas, eu não acho ela de todas persuasivas assim, sabe? por exemplo, a interpretação dos relatos, pelo que eu vi, eh, por exemplo, de que a a distância que tinha do grupo até outras pessoas de outra cidade que viram, pelo que eu pesquisei, não é exatamente isso. Talvez eu compile um pouco as coisas que eu vi, né, de artigos científicos da área para mostrar porque que eu não acho tão persuasivo, né? O o que eu tô me aprofundando é no de Fátima, né? Mas o próprio Luca, que esteve aqui recentemente, né, na na live, né, há uma hora atrás, ele falou que ele também é um pouco cético quanto a isso, né, que a Igreja Católica não força ninguém a acreditar, né, apesar de haver pesquisas, né, da própria Igreja Católica para, enfim, para instruir os fiéis ou para ver exatamente o que que pode ser mais miraculoso ou não, né, assim, de forma mais atestável.
¶453[roncando] Mas eu particularmente não me senti ainda totalmente persuadido. E sobre os outros vídeos que ele tinha lançado, eu achei muito estranho o fato do Joy Smid ter lançado vídeos em que ele faz um caso pro teísmo, em que ele não aborda algumas das principais objeções que ele mesmo usava, né, contra algumas questões eh, por exemplo, sobre simplicidade divina e que eu não sei se ele pretende expor. Se ele se ele pretende expor, opa, deixa eu até tirar aqui a pergunta do ar, não vai ficar me tapando, né? e que ele até pretende expor, sei lá, se ele pretende pretende expor depois, legal, né? Se ele de repente encontrar a resposta, mas ficou muito parecendo que ele omitiu ou que não respondeu, depositando o peso muito nos milagres.
¶454Aí fica uma coisa ruim e tá e tá até meio pegando mal para ele, né? Até pelo pelo pelo caso recente, né? De ele ter ocultado alguns vídeos. Assim, eu até entendo, vai alguns vídeos que talvez poderiam induzir algumas pessoas a crerem no catolicismo ou perdão, a crerem no ou ou irem pro ateísmo, né? virarem ateias.
¶455Eu até entendo o certo crúpulo, né? Eu entendo o cuidado, o zelo de talvez não deixar isso público. Mas algumas conversas em que ele expunha mais coisas sobre teísmo no próprio canal dele, eu não entendi porque ele ocultou, entendeu? Eh, até com participação com outros teístas também. Então, ficou um pouco esquisito isso, somado ao fato de ele meio que dar uma esquivada nessas objeções que eram mais fortes contra a posição dele.
¶456Eu acho que pegou meio mal. Mas Carlos, você quer comentar alguma coisa sobre essa coisa dos milagres? >> Olha, eu não vi nada desse vídeo do Joy Smith. Ah, não conheço ele, não acompanho seus vídeos, não sei por eh ele fez o caso dele do do teismo a partir dos milagres, né, e outras coisas, né? Ah, mas eu eu diria que o milagre ele tem uma grande ele é forte, ele é forte especialmente eh como um um motivo de credibilidade paraa conversão, porque eh ele ele na verdade adapta, ele é um uma coisa que que na verdade obedece, está ali acessível de alguma forma aos sentidos.
¶457nós podemos ver, tocar de alguma forma. Então, eh, é um, os milagres eles podem de alguma forma eh serem objetos, né, de algum escrutínio, até mesmo das ciências como eles de fato são. Eh, e talvez seja por isso que ele ele deposite tanta força nos milagres. Eh, agora, particularmente, se se eu acho que isso é a melhor estratégia, eu não faço ideia. Aliás, eu nem sei se ele sabe que, por exemplo, no tejimo, o texmo clássico é obrigatório ao católico.
¶458Católico não pode ser senão texista clássico. Ele tem que defender simplicidade divina absoluta, tem que defender tudo isso, porque isso já foi dogmatizado, já foi anunciado pelo magistero, não existe mais escapatória. Então ele não sei tá ciente dessas decisões. Ele vai ter que de alguma forma ser um texta clássico, né? Eh, espero que espero que ele saiba, tá?
¶459Espero que ele saiba e ou se ele não souber que ele descubre o mais rápido possível, né? para talvez mudar a abordagem, repensar os argumentos, talvez fazer outro vídeo, né, como você disse, focando mais nesses argumentos que ele atacava do que o contrário. Então eu vejo assim o caso dele >> é o que eu tava comentando antes é que parece assim eh ao que dá a entender, ele não gosta muito de escolastica pelo alguns comentários que eu vi dele assim ou ele acha alguns argumentos muito fracos. Eu só sinceramente não sei como que ele vai conseguir compatibilizar, né, como o Carlos falou, porque tá dando, parece que ele vai seguir mais uma linha analítica assim, né, igual o o Edward Fazer, o Kuns, apesar de, enfim, o Fazer tem um uma contato talvez maior com a escolástica, vai eh com o jeito escolástico de argumentar, mas sempre numa linguagem mais analítica, né? Mas é como o Carlos falou, não sei se ele tá côncio disso tudo e bora ver como que ele vai seguir, né, a partir daí, mas enfim.
¶460Ou o Diego não se satisfez com a sua resposta. Você tá vendo aqui, Carlos? Você quer comentar um pouco mais? Fala aí. >> Tá, tá reclamando da gente.
¶461Ele falou: "Esse esse tipo de explicação circular para conhecimento interessante, não entendo errado, porém nada foi dito para explicá-la. Do Lúlio. >> Explicação circular. Qual explicação foi circular? Não entendi.
¶462A >> falou assim: "Só retórica vazia e baixa, gente". Mas como assim? Porque eu não entendi o eh eu ele falou assim, eu simplesmente quero saber como funciona esse conhecimento Luliano. Nenhuma razão suficiente foi dada para isso. O conhecimento, o conhecimento luliano, ele se dá pel uma combinação, pel uma combinatória entre entre signos, entre signos, por exemplo, de uma figura com eh com câmaras e são eh e é circular porque as figuras lulianas são circulares, né?
¶463Então elas são eh elas operam assim de forma circular, mas isso não significa que seja tautológico. Isso não significa que seja circular no sentido de uma petição de princípio ou qualquer coisa assim. é circular porque o movimento que a razão faz no silogismo luliano não é um movimento linear, é um movimento rotatório. A como as como as figuras do Lúrio são rotatórias, a razão vai seguindo esses elementos rotatórios, combinatórios, a partir do qual você vai combinando esses princípios, regras e condições. Você combina esses princípios de regras e condições com alguns elementos que estão nas próprias figuras e a partir disso você extrai verdades.
¶464E essas verdades, por sua vez são universais, elas são transcendentais, elas são primevas no sentido luliano, né? Ou seja, o que é primitivo vai além do que é transcendental, né? Então tem tudo isso. Não acho que isso seja circular, não. >> Pois é.
¶465Ó, Thaago, podia mandar uma grana para vermos esse vídeo em live. Qual vídeo vocês estão falando? Eh, se vocês quiserem pagar pra gente reagir a alguma coisa, seria legal. Ah, deixa eu ver, deixa eu ver o que mais estão falando aqui. Blá blá blá.
¶466Deixa eu ver. Pera aí. Olha só, né? Santo Tomás é o doutor comum da igreja. O doutor angélico.
¶467É o maior dos doutores, como definido pelo magistério. Não pode ser considerado fraco por alguém, algum que acabou de chegar na igreja. O [risadas] que eu posso dizer? Deixa falar uma coisa, filha. A a gente, o literalmente o meu canal aqui talvez seja o canal em que você não deveria fazer esse tipo de post aqui no chat.
¶468>> [risadas] >> Acho que não teve nenhum canal mais dedicado a desmentir tudo que você falou aí, ou quase tudo que você falou aí, né, na no seu comentário. Eh, o que eu posso dizer é que não. Ele nunca foi definido no magistério como o maior dos doutores. Nós desafiamos você a trazer a citação em que diga que ele é o maior doutor da Igreja Católica. Existe, Carlos, algum documento que fala isso?
¶469Não, não existe. Eh, e outra, existe um doutor aí chamado Agostinho de Pona, que >> ele foi chamado de doutor óptimos máximos, né? Óptimos máximos. Eh, existe uma obra de um de um agostiniano chamado Henrique de Norris sobre a autoridade a autoridade de Santo Agostinho, onde ele traz citações desde a controversa, por exemplo, eh, de Santo Agostinho em relação ao pelaganismo, só de citação de papas, teólogos, reis, elogiando Santo Agostinho eh numa quantidade absurda. Aquele livro do Santiago Ramírez não chega nem perto do número de aprovações, no número de elogios a teologia agostiniana.
¶470Se eu fosse para dizer assim, existe o maioral na teologia católica, esse maior oral não é São Tomás, esse maior oral é Santo Tomás de Jaquino, quer dizer, não é é Santo Agostinho, né? caso. >> É, inclusive tem um res no meu Instagram em que eu faço só para provar esse ponto, né, que eu compilo, em que eu mostro inclusive que os textos tomistas, né, que são recomendados pelo magistério católico, até eles eh colocam em termos muito qualificados em que sentido ele é doutor comum. Eh, ele em termos muito qualificados, por exemplo, qualquer área de primazia de Tomás de Jaquino, eh eles colocam em termos também muito muito até os que mencionam, por exemplo, se você for mencionar a Eternipatriz, o a dignidade que ela dá a Santo Agostinho, ela é muito alta. Então eu diria para você rever, dá uma olhada nos textos que eu já coloquei lá, entendeu?
¶471Porque assim, já tem vídeos, lives, res, eu já não sei mais o que fazer, sabe, para para provar esse ponto assim, sabe? Mas enfim. E outra, e outra, e falou assim: "Acabou de chegar, meu amigo, o Lúlio, ele era do século XI, não sei se você sabe. O Lúlio é século XI, Santo Tomás, século XI, ele não acabou de chegar. A sua escola filosófica tem tanta tradição quanto atomismo.
¶472Oito séculos de tradição. Então não é que nós acabamos de chegar, nós já estamos na história desde que, pelo menos, Santo Tomás de Aquino, esteve também, tá? Exato. E o Lúlio é reconhecido como beato da igreja, né? E aliás, se a gente for falar de quem veio antes, o Lúlio é até nasceu antes do que Tomás, né, Carlos?
¶473Eu acho, cronologicamente falando. >> Ah, agora acho que acho que sim. >> Pois é, apesar de serem contemporâneos praticamente, né? Vamos ver. >> Sim, foram contemporâneos.
¶474[roncando] >> Ah, ele tava falando, estou falando de Joy Smid. Tá falando do do Joy Smids, ou seja, alguém que acabou de chegar. Acho que ele tá falando do Joy Smid. É, não tinha ficado tão claro assim. Eh, deixa eu ver o que mais estão falando aqui.
¶475Deixa eu ver aqui mais. Ã, tá liberado ser mal educado no chat, desde que seja membro do canal. Não, não está mal, não está liberado. O Diego foi mal educado com alguém? Se você só mostrem aí para mim que eu dou bem na pessoa aqui.
¶476Deixa eu ver. Teve alguma outra pergunta que ficar ficou sem resposta? Ah, Carlos, qual seria a mané? Já foi essa aqui. Essa daqui também já foi.
¶477Também já respondi. Essa também já foi. Acho que já tem todas aqui, né? Já tem todas aqui. Ah, claro, fugita tem que definir um administrador para live como peras.
¶478Às vezes surge umas tretas do nada do nada aqui. Pois é, eu tenho [roncando] que ter alguma pessoa que realmente fique responsável por ajudar aqui, porque eh eu não consigo acompanhar aqui os comentários em tempo real. Deixa eu ver aqui. Ah, não. O Lúlio nasceu em 1232, o Tomás em 1 é diferença muito pouca, né?
¶4798 anos aí. 8 anos. Perguntaram aqui, ó. O Lavinheta é escorizante, Carlos? >> Não, não é.
¶480Pois é. Qual que é a sua pergunta, estudante? Não vi aqui. >> Responde a mim. >> É, não sei assim, mas perdoo.
¶481Sou cristão. Assim, ó. Eu não fui mal educado, não. Só o chamei de [risadas] burro. >> [suspirando] >> Isso é ser mal educado.
¶482Carlos defina aí para eu ver se eu dou bem na pessoa ou não. [risadas] Ô, eu acho engraçado que você pareceu um comentário da qual o nome daquela, qual o nome daquela, daquela velha que, que morreu assim, aquela imortal aqui no Brasil que falava palavrão para caramba. Eh, >> eu sei quem é. >> Desc Gonçalves. >> Desc >> era Deci Gonçalves.
¶483Eu me lembro dela até hoje numa entrevista dela, não seiq quecer e tal. Por que que você fala tanto palavrão desse ela? Eu não falo palavrão, eu só mando você ir tomar no [risadas] Ela falou assim: "Eu não sou não fui mal educado, só só chamei ele de burro assim, né?" Aí [risadas] fal assim: "Ele não xingou, somente o definiu." Isso aqui me lembrou como é que era o o [risadas] judeu Baruk, né? Ele falava isso. Pera aí, deixa eu ver aqui uma coisa.
¶484Sim. Que maravilha. Vou ele, vou ler ele então. Pois é, o Lavinheta não é esse cortizante, gente. Ah, pera aí, deixa eu ver aqui uma outra coisa.
¶485Claro. Qual é a opinião de vocês sobre o livro da história da igreja do Daniel Robs? É fonte confiável ou parcial para com o catolicismo? Olha, eu não sei se o Carlos conhece, né? O Daniel, ele é de fato um um historiador bem famoso aí do catolicismo.
¶486Eu assim, minha opinião sobre ele é as pessoas, eu eu na verdade eu tenho uma uma opinião intermediária, eu acho que ele é um historiador importante, ele deve ser lido, ele deve ser conhecido. Algumas questões, eu diria que existe mais parcialidade, mas geralmente quem o acusa o acusa mais de parcialidade do que realmente ele vê, do que existe lá. Por exemplo, naquela treta toda que teve entre o Rodrigo Silva e o Lucas Lancaster, eh, o Lucas Lancas, ele focou muito em trechos ali do do Daniel Hops, em que ele falava sobre a conversão de Constantino. E eu mostrei trechos assim que, na verdade, contextualizavam muito melhor a oposição a posição dele a ponto de eh relativizar a própria posição do Lucas Lancaster, né? Ou seja, de que o Daniel Ropes, ele não acreditava no Constantino, né, numa visão muito romântica dele como católico, né, de uma conversão claramente genuína, até mesmo nas fases finais da vida dele, né?
¶487Eu mostrei esses trechos no meu segundo vídeo, né, em que eu coloco lá, né? Eu acho que é, eu, se não me engano, foram esses, se salvo engano, tá? Foram esses trechos que eu mostrei. Então, ele foi muito menos parcial do que o Acusam, né? Mas assim, certas, o Daniel Hops, evidentemente, gente, todo livro de história, todo o livro de história, ele fica datado em algum momento, porque novas coisas vão aparecendo, novos paradigmas.
¶488>> Aspiras mandou R$ 7. Professor Carlos, além do padre Ramon Pascoal e do Ivo Salzinger, quais outros autores não tm nenhum problema interpretativo com relação ao Liu? São muitos. Tá, vou já vou já continuar aqui. Aí sou o Carlos comenta.
¶489Eh, e aí então eu acho assim, as obras do Daniel Hops, eles hoje estão datadas, né, assim, no sentido de que eu não acho que é mera propaganda católica, tá? Alguns trechos dele, eu acredito que são um pouco mais parciais, sim, mas eu diria que é um autor importante de ser conhecido, é um autor importante. Eh, mas assim, tem coisas que estão datadas, assim como todo o livro de história fica, entendeu? Obviamente ele usa metodologia e tal, mas eh evidentemente as coisas nos livros de história vão tendo de ser atualizadas, né? Hoje você não pode mais utilizá-lo como paradigma final de várias questões que já estão aí ultrapassadas, né?
¶490Eh, você quer comentar, Carlos, essa dúvida aí sobre os autores do Lúlio, >> tá? São muitos, tá? Tem, você tem na época do do padre, do padre Ramon Pascoal, aquela turma do século do século XVI, Jaime Custorer, você tem o Forn, você tem o próprio Ramon Pascoal, eh, são grandes Lulianos. Eu eu destacaria o padre o padre [roncando] eh Bartolomeu Forne pela qualidade da resposta que ele dá e ele ensina muito bem a arte, tá? O padre fornece e a qualidade da apologia que ele faz arte mágna respondendo padre fez Jó é excelente e até engraçado às vezes a forma como ele argumenta e tal.
¶491Ele é bem irônico ah na medida certa. Eu acho que ele é muito bom também. Então é uma leitura de apoio para quem quer ler e aprender sobre o lulismo, porque lá ele trata dos fundamentos da arte magna e para justificá-las, por exemplo, contra os ataques do padre Feijó. >> Muito bom. Deixa eu ver se tem aqui outra coisa.
¶492Inclusive, ô Carlos, eu tava, possivelmente eu tenho um plano, né, como eu falei, né, de a gente traduzir esses autores que a gente quer divulgar, né, talvez com alguma editora parceira. Eh, e eu tava vendo que é uma há uma obra que seria muito boa de traduzir do próprio Ramon Pascoal, né, já que ele ele dá se dá o trabalho de explicar muita coisa do Lúlio, justamente nesse contexto de apologética, assim, de em sentido dialético contra pessoas que tinham opiniões, né, que estavam sendo propagadas sobre o Lule, o próprio embate dele contra o Feijó. Então, você acha que seria interessante um primeiro lulista a ser divulgado ser o Ramon Pascoal? Olha, eu sou, eu não sou imparcial, né? Eu acho que o Ramão Pascal é o maior de todos os tempos ou tá empatado ali com Sausinger.
¶493Eu recomendaria você sim e traduzir a obra dele porque é excelente. É uma obra excelente que onde ele desfaz inúmeras confusões, né, que são as confusões produzidas pelos ataques do do do Aimeris, que no século XVI ainda estavam muito fortes. Então, é uma obra muito boa, muito didática e muito legal de ler. >> É, inclusive para quem tá acompanhando aqui, comentem o que que vocês acham dos autores que vocês gostariam de repente de ter edições, né, editorações que a gente pudesse lançar. Porque, por exemplo, eu acho que o lulismo ele precisa com urgência ser publicado, porque já tá há muitos séculos sem ninguém editorar as coisas assim, né, de maneira razoável dos principais lulianos.
¶494Mas, por exemplo, a gente quer muito lançar o próprio Bartolomeu Mastre traduzido, o próprio Francisco Soares para você encontrar uma tradução dele em português é difícil. E olha aqui, é o Francisco Soares, né? Então assim, é difícil você ter material dele traduzido. Eh, as próprias obras do escoto elas estão, né, muito lançadas assim, sabe? Tem uma edição do Tratado do Primeiro Princípio, tem algumas edições do que mais?
¶495de de artigos que eu já vi assim de artigos dele sobre a questão da moral. Não sei se tem mais alguma outra obra relevante do esco traduzida. Eh, tá faltando muita coisa, né? Ainda falaram que o Suares é caríssimo, né? Pois é.
¶496Então, acho que, por exemplo, do da da do ala da ala protestante, você não tem absolutamente nada traduzido do Wed do Baxter, só tem as obras dele mais pastorais. ah, sei lá, do dos luteranos não tem ainda uma obra tão importante como a a o comentário dele é o Concílio de Trento, sabe, do do do Cheminits, no caso, né? Não tem não tem nada, não tem absolutamente nada. >> Então, acho que seria interessante a gente ter, sei lá, alguma obra nesse sentido. Então, coloquem aqui qual vocês acham que deveria ser a prioridade.
¶497E aí eu faço a pergunta pro Carlos agora. O que que seria, Carlos, para você acha que a prioridade de obras editoradas em português? Claro, incluindo lulismo e outras coisas. >> Olha, nos nos últimos anos, algumas obras de escolásticos foram editoradas aqui no Brasil, né, como Caprelo, Caetano. Eh, porém, essas obras foram editoradas num latim muito duvidoso, né?
¶498Quer dizer, num português que traduz do latim muito duvidoso. Eh, parecem obras traduzidas assim de uma forma muito corrida. Me parece que há uma uma boa revisão da da tradução. Eh, e o pior são os prefácios que se fazem essas obras, né? A gente sabe que o Carlos Nuguém, infelizmente, ocupa esse espaço e ele prefacia essas obras, ele coloca as opiniões malucas dele, lelé da cuca dele dentro do livro.
¶499dentro do livro, ou seja, daqui a 50, 60 anos, quando as pessoas foram forem historiar, por exemplo, a história da escola, da escoltica aqui no Brasil, as pessoas vão ver ah que, na verdade, as obras de um do cardeal Caetano foram editoradas, mal traduzidas, mal comentadas e que tinha um senhor meio eh estranho, né, que fazia [roncando] colocava dentro do livro teses próprias originais, não coisas que na verdade que na verdade auxiliam o autor à leitura, que na verdade o o ajudam a entender a obra. Pelo contrário, são obras que, na verdade, tentam o o Prefácio tenta refutar o Cardeal Caetano no livro do cardeal Caetano, assim, coisas assim meio [risadas] esquisoides, né, meio estranhas assim, >> assim como o Carlos Nuguê, por exemplo, tentou refutar o naquele livro que foi editorado, né, o o tratado acerca do do Primeiro Princípio, onde o Nuguê tenta refutar escoto no livro de escoto, nas notas de rodapé. Ou seja, que quem é tá meio assim, né? [risadas] Como é que a pessoa, como é que a pessoa vai refutar escoto nas notas de rodapé? Para quem não conhece obras que essas obras que trazem esses autores, assim, nas edições mais sérias e acadêmicas, essas obras, o que que uma o que que uma pessoa que está responsável pela aí de por, por exemplo, escrever as notas de rolapé, ela faz, ela na verdade tenta expandir, por exemplo, a para a leitura do autor uma bibliografia mais razoável, tenta trazer novos nomes, novas obras que o autor possa, que o leitor possa consultar e possa ler para entender, entender melhor talvez algum trecho.
¶500Às vezes ele ele explica o léxico que está sendo usado, ele não vai refutar o autor na obra do autor. Isso não existe. Só no Brasil existe isso. E aí? E aí?
¶501E aí fica difícil, né? Fica muito difícil. >> Pois é. Eu acho >> o caso do Escoto, eu achei muito grave. Eu até li aqui em live, né, ele tentando confrontar o escoto quanto a questão lemórficas, quanto ao que ele interpretou do argumento, interpretou errado.
¶502Ainda supôs que o escoto estava tentando responder o Aquino quando não tá. >> Aspirans mandou R$ 7. Companheiro Carlos, me diga sete autores lurianos totalmente tradicionais. Um autor por real, companheiro. Claro, sem repetir Pascoal, Salzinger, Fornés e Lavinheta.
¶503Pera aí, rapidinho. O Carlos vai já comentar isso daí. Mas aí, Carlos, vamos vamos primeiro ver aqui o que que seria de fato eh uma prioridade, né, paraa gente. Então, porque assim, se tem esse pessoal que tá fazendo essas bizarrícias, né, imagino que não deve ter, né, agora nessas editorações do Caprolo que lançaram, né, ainda mais que eles criticam tanto esses primeiros tomistas assim, né, como como se tivessem perdido o tomismo, sabe-se lá o que que eles não colocaram, né, na nesse nessas nessas notas de rodapé e prefácios, né? Ten até medo de descobrir.
¶504É, >> é, são obras se tornam obras meio esquizofrênicas, né? Porque assim, os autores erraram em tudo, segundo erraram em tudo ou acertaram muito pouco. Na verdade, deturparam mais do que acertaram, né? A interpretação no gelista. Então, por que raios você vai editorar esse autor?
¶505se esse autor, se esse autor erra tanto, se esse, se esse autor, na verdade ele prejudica tanto o tomismo. E aí o que que ele faz? Eles editoram um autor, traduzem um autor e aí enche de nota de rodapé e prefácio, onde eles refutam o próprio autor. É de uma esquizofrenia absurda, absal, né? >> É, fica estranho.
¶506Fica muito estranho. Falaram aqui ainda assim, ó. Eu mesmo penso que deveria ter traduções de Bertold. É simplesmente o único comentário aos elementos da teologia da idade média, mais completa, mais claro o consideram de nicho. Pois é.
¶507Então a gente tá querendo pegar um desses mais nichados assim, né? Quem que você acha, Carlos? Assim, que seria uma lista de prioridades, incluindo lulismo e escolástica e outras que você acharia relevante. Ó, vou falar uma coisa, tem coisa de de Santo Agostinho que não tá traduzido ainda, imagina esses outros, né? Enfim.
¶508Olha, eh, eu acho que é de fato tem muitas obras e lembrando que as obras de Santo Agostinho estão tod todas as obras de Santo Agostinho foram já estão todas traduzidas ao espanhol, ao italiano, ao francês, contra todas, todas, sem, sem exceção, mas não ao português, não ao português. Então, eh, é meio difícil, né? Porque, por exemplo, aqui no Brasil tem um especialista em Santo Agostinho que passa, que na verdade tem a mesma interpretação do Nugget em relação a história da filosofia. Ou seja, teve São Tomás, né? Aqui a filosofia tava aqui.
¶509Depois de São Tomás, depois de São Tomás, a filosofia vê isso aqui, ó, desceu. E até e só no padre Álvaro Calderon e também no no Cornio Fre que ela fez isso aqui, ó. ela subiu de novo. Ou seja, é uma interpretação estranha demais, muito estranha, né? Eh, você entender que a que a sua escola passou oito séculos sendo enganada por autores, que você vai editar e vai falar mal no prefácio e nas notas de rodapé.
¶510Eh, esquisito isso demais. Eh, eu acho que autores que precisam ser editorados, por exemplo, eu acho que Santo Agostinho tem que ser algumas obras eh talvez não tão conhecidas de Santo Agostinho, precisam ser editadas. Eh, eu acho que é é preciso fazer um grande projeto de tradução das obras das obras dos dos autorescenses, né, dos autores salmatinos. de Salamanca, como Domingo de Sorto, traduzia traduzir só as suas principais obras, o Francisco de Vitória, traduzir eh o meuorcano dos lugares teológicos, que é uma obra importantíssima, mas que as pessoas não conhecem. Eh, então acho que essas obras precisam ser editadas por português, bem comentadas, não é?
¶511Embora eu tenha discordâncias com todos esses autores, eu não vou pegar, por exemplo, se eu fosse escrever notas de jordapé, eu não ia aproveitar desse momento para refutar o autor, >> porque só a gente, só a gente lelé faz isso. Lelé da cuca vai faz isso. Uma pessoa normal, ele vai te apresentar uma bibliografia do autor expandida, vai te ensinar a entender melhor um termo, um léxico, vai te explicar melhor, vai te contextualizar melhor sobre alguma disputação. Ele vai fazer isso, ele não vai refutar o autor na obra do autor. Isso só se faz no Brasil, gente.
¶512Só se faz no Brasil. Exato. >> E eu conheci, por exemplo, um dos tradutores dessa dessa editora que faz eh, por exemplo, traduções do Caprelo e e etc. E eu conheci um dos tradutores que saiu, graças a Deus, saiu da edição dessas obras porque ele percebeu que as pessoas eram lelés assim da cuca assim porque começaram a começaram a falar mal de Liis como se liis fosse uma porcaria. É o é o jeito, é o jeito tomista de refutar os modernos, né?
¶513Aquele jeitinho [limpando a garganta] muito, aquele jeitinho ótimo, cheio de espantalhos. E aí ele ele percebeu e saiu da editora, porque a editora de fato tem pessoas assim que não batem muito bem na cabeça, porque não é possível que alguém ache isso razoável, né? >> Muito bom. É, então, inclusive, você mencionou os mat senses, né, o domingo de soto e a gente tá com um projeto de traduzir que eu já tenho a tradução dele do inglês, tá? Sobre o aquele livro dele da da graça e da natureza, né?
¶514da natureza e da graça, que é um livro bem importante, eh, e que de repente a gente pode editorar. A gente tá tentando trabalhar, trabalhar na tradução dos lugares teológicos do meu corcano, que também é super relevante. E não é só relevante para os católicos, é relevante para os protestantes também, porque começou-se todo um debate que eh sobre os lugares teológicos por causa um pouco desse livro, né, do Melcorano, entre protestantes e católicos, eh todo mundo meio que absorveu esse léxico, né? Então é uma obra super importante e não tem pro espanhol do meu coricano, tem os lugares teológicos em espanhol, mas não tem pro português, né? Só que assim, quem que sabe sequer da nós somos as primeiras pessoas aqui no Brasil, eu, Carlos, a Gabi e outros, a mencionar essa literatura, sabe?
¶515É, é difícil você encontrar. Você vê inclusive dentro do os tomistas só querem mencionar os tomistas e dentro do tomismo, assim, eu ia falar revisionista, né? Mas esse tomismo mais recente, digamos assim, né, do Ti, como o Carlos falou, do do Gargulago, o tomismo do Fabro, né, do Cornélio Fabro. E é isso. É, se você conhece um pouco de história do tomismo, é isso.
¶516E Tomás Jaquino, é isso, né? Então, infelizmente. Mas, ó, tem uma pessoa, não sei se você ia comentar uma coisa, Carlos, mas tem uma pergunta aqui que eu achei interessante que falaram assim: Carlos e Fugita, vocês viram um livro sobre teologia do Lúlio que foi publicado neste ano? tem mais de 1000 páginas. Aí perguntaram quem que era o nome do autor.
¶517Ele falou: "Eh, o nome do editor do livro é Jordi Gayá Storish". [roncando] >> Eh, saiu aqui no Brasil o livro? >> Não, falaram assim: "O livro aparentemente tá em latim, inglês e catalão". >> Hum. Hum, >> eu não vi que >> não vou não ouvi falar dessa obra não.
¶518Eh, pelo número de páginas pode ser o a o livro da da contemplação, né? Uma parte dele, pelo menos. >> Entendi. >> Pode ser >> assim, o nome do livro é Theology of Ramon Lou, a companion of key texts. Deve ser, na verdade, uma coletânia de vários textos, então é um mix de várias coisas.
¶519>> Ah, tá. Sim, sim. já tem obras assim, né? Tem algumas, quer dizer, tem uma obra que explica, por exemplo, as escolas, as controvérsias, etc. Eh, eu já eu já disse, gente, é o seguinte, o lulismo, ele precisa se reerguer a partir dos seus principais intérpretes.
¶520Eu sempre tive isso. Até quando eu era quando eu era atomista e suoresiano, eu achava que as escolas mereciam eh um uma precisavam ser eh representadas pelos seus principais intérpretes. Os suaresianos pelos por um suares lusitano, os tomistas pel um caitano, pelo caprelulo, os lulianos pelo Ramão Pascoal, pelo Salzinger. É, o problema da editoração da maioria das obras dos do dos Lulianos é que essas obras esquecem esses autores e esses autores acabam não tendo a experiência, a expertise dos autores, por exemplo, do século XVI, que conheciam, que cresceram lendo o Lúlio desde desde adolescentes. Aí eles se tornam jovens adultos.
¶521O Ramon Pascoal leu o Lúlio, sei lá, por 40, 40 anos. 50 anos, o o Sausinger por pelo menos 30 anos dentro do Lúlio. Ou seja, é uma expertise gigantesca. A gente não pode ignorar esses autores. Eu acho que as editorações deveriam recordar que o e na verdade o lulismo não é um ponto sem nenhum tipo de comentário, sem nenhum tipo de intérpretes, discípulos, etc.
¶522Na verdade, é uma longa tradição desde o século XI, né? Então, eh, eu, e eu aqui não tô querendo criticar a editoração que se faz no Brasil, tá? Porque as a a editoração que se faz no Brasil é muito boa no sentido de tradução, é excelente. >> Ah, porém eu acho que seria melhor, seria melhorada, daria para melhorar se você adicionasse, expandisse mais o horizonte dessas obras, adicionando intérpretes que auxiliam ao o o leitor a a entender essas obras melhor. >> Pois é, o pessoal isso não vale só pros católicos, tá?
¶523Isso também vale pros protestantes, porque, por exemplo, eu já conversei com muitos luteranos que estão vindo falar comigo, né, desde que eu comecei a a falar as coisas aqui no canal e no próprio Instagram, que eles praticamente não conhecem a tradição luterana, assim, eles conhecem pessoas mais contemporâneas, mas eles não conhecem o Cheminites, não conhecem, quer dizer, o Cheminit até mais famoso, né, mas sinceramente eu eu percebi que não leram, né, eh, o próprio Calov, né, que tem obras que, infelizmente também não estão editoradas para ninguém, sabe? Sabe assim, até em inglês você não encontra obras do Calov, né? O período de ortodoxia de prata, né, luterano. Eh, você tem apenas alguns poucos eh comentaristas desse período, né? Eu eu até já citei alguns aqui em live, mas a maioria do pessoal não conhece essa tradição, não conhece as as os comentários que eles fizeram, as traduções bíblicas, em que eles eh envolviam não só questões exegéticas, né, mas os comentários eh mais eh que envolviam um certo raciocínio especulativo, né?
¶524Então o Calov é um autor que é super profico, né? O pessoal até comentava dele que ele escreveu mais coisas e obras do que a maioria das pessoas conseguem ler em vida de tudo que as pessoas lem, de todos os outros autores e coisas que já leram, né? Então ele ele escreveu mais do que a maioria a maioria já leu, né? Então eh são autores que as pessoas simplesmente desconhecem, né? Infelizmente ficam no esquecimento, como o Carlos falou, e inclusive inaugurou eh ciências novas, né?
¶525Como a gnostologia e a noologia, né? que que se pretendiam ter objetos novos, né, objetos formais de estudo novos e simplesmente foi super importante paraa guinada transcendental do Kant e as pessoas não conhecem, né? Eh, mas enfim, ó, inclusive fizeram um comentário sobre que disseram assim: "Acho que o Carlos Nugget, o Marcelo Andrade, etc, são mais divulgadores. Vocês têm perfil de aprofundar mais?" Não, mas o problema é que o Nuguê ele é o professor da escola atomista. Não era para fazer só.
¶526E mais, ele não é um mero divulgador, ele é um deformador das opiniões das pessoas a respeito de Tomás Jaquino e a sua escola. Porque o que ele tenta fazer, a historinha que ele conta é de que Tomás aqui na cumapse. Depois nós temos um grande vale que foram sete séculos aí vai de tomismo totalmente perdido, porque para ele Domingo Banas não sabia eh sobre a distinção real, né, entre eh entre essência e C. você vê a eles perdidos nos comentários mais refinados supostamente, né, sobre a metafísica que só foi só foi recobrado o ser só foi redescoberto, né, o ato de ser redescoberto pelo Cornélio Fabro. Eh, enfim, então é esquisito, né?
¶527Não é uma questão só de ele ser um divulgador. Muito queria que fosse só um divulgador, mas ele não é só um divulgador, ele é um deformador da história da filosofia, infelizmente. Você quer falar algo a respeito, Carlos? Exato. Eu concordo plenamente.
¶528Ele ele é o cara que tenta refutar o autor no na obra do autor, nos comentários de rodapé do da obra de um autor. Isso isso aí é uma prática execrável, né? Dá dá dá para mostrar o nível da pessoa, não sei. E ele quer ele quer fazer com que as pessoas entendam a opinião pessoal dele dentro da obra de um autor que na verdade não tem nada a ver. Eh, ou se tem a ver, ele ele mesmo assim não teria direito de tentar expor a opinião dele no sentido de refutar o autor.
¶529Ele tem que expandir a bibliografia, ajudar, ajudar a compreensão, esclarecer mais um contexto e não ficar tentando refutar o autor ao decorrer da obra, porque isso é simplesmente ridículo, né? estraga as obras porque ah porque várias pessoas compram essas obras e são influenciadas justamente por esse tipo de nota de rodapé e e acabam pensando como ele, né? >> Isso é o grande ponto. >> Tem uma pessoa que pergunta assim: "Todo o curso Conibriscense já foi traduzido para o português ou para o espanhol?" Olha, para o português a gente já tem, né, em em Portugal uma editora que tá fazendo essa editoração, mas eles não concluíram ainda, tá? do Manuel de Gois, ele já tem todo o comentário sobre o Deanima, parte um e parte dois.
¶530Ele já tem o comentário do dos conibricenses, a ética. Eh, ele já tem alguma coisa sobre, acho que o sobre o céu de Aristóteles, acho que tá comentado já. Eles lançaram um volume todo comentando uma grande nota assim, uma grande um grande comentário ao curso Conibriscense com o dicionário também do curso Conibriscense, mas eu não sei se tem mais do que isso. Não tá todo traduzido pro português ainda, não, tá? Ah, mas é o único trabalho que tentou fazer uma coisa assim razoavelmente relevante e importante, né, com tradutores competentes.
¶531Agora do resto assim, cadê, né, o povo fazendo. Deixa eu ver o que mais falar aqui. Lúlio escreveu 280 livros, tanto árabe e espanhol. É essa quantidade, Carlos, de livros que ele escreveu? Não, eh, um pouco mais.
¶532Ele escreveu 300 e poucos livros, na verdade. Não, 200. Pois é. O Carlos já leu livros árabes do Lúlio? Mas assim, >> não, não, quem dera sabia árabe, né?
¶533Mas, >> mas eu já li os esses livros que estão em árabe estão em catalão que eu já li. Alguns estão já em espanhol que eu já li. >> Uhum. Pois é. Falar aqui, ó.
¶534Paz de Cristo, Carlos e Mateus. Acabei de chegar na live. Cadê o Luca? O Luca já foi. Ele teve que ele para quem não sabe, né?
¶535O Luca ele tem um bebê aí recém nascido, né? que ele tá cuidando, ele teve que ajudar a esposa, ele ficou umas duas horas de live com a gente. Dá uma rebobinada na live aí desde o começo que você vê as nossas opiniões sobre eh sobre o caso do Joy Schmid e outras coisas sobre a a os cursos que nós damos, que ele comentou. A gente falou sobre algumas coisas sobre o o debate diálogo católico protestante. Tá bem legal a participação dele.
¶536Ah, gente, tem muita muita mensagem aqui que eu não tô conseguindo ver tudo, mas deixa eu escolher alguma legal aqui pro pessoal. Eh, enfim, gente, vamos. Teve alguma pergunta? Ah, sim. Você tem o Asper?
¶537A gente tinha perguntado isso daqui, ó. >> Aspirans mandou R$ 7. Companheiro Carlos, me diga. Sete autores los totalmente tradicionais. Um autor por real, companheiro.
¶538Claro, sem repetir. Pascoal, Salzinger, Fornés e Lavinheta. >> Ele tira os mais importantes e quer que você quer que se sete ainda, tá? [risadas] >> Ô, eu vou citar um, vou citar um. Pedro Dagui.
¶539>> Pedro Dagui não, não tá na lista. >> Deixa eu ver quem mais. Eh, tá, eu sei mais um. Honor e Cornier. Honor Corniier.
¶540>> É verdade. Cordier. Sim, >> Cordier. É o Cord, na verdade. Perdão.
¶541Honor e Cordier. Tem mais? Vamos ver mais outros aí. Deixa eu ver. >> Caramuel K.
¶542>> Caramuel Ker. Verdade. >> Caramuel Kiser. Eh, po, não pode forneiros, né? >> Não pode, >> não pode.
¶543Os os autor os autores do Ele. Bom, ele não falou o Jaime Custody. Jaime Custor era >> outroade. >> É outro. Eh, foi, foi da Gui, foi também.
¶544>> Já tem cinco aí. >> Cordier, >> Cordier. >> Falta só mais dois. Vamos lá, >> Caramuel. Já foi.
¶545>> Eh, caramba. Deixa eu pensar aqui. Austed. [risadas] O Carlos vai pirar se eu falar. Mas eu gosto do Altead.
¶546Eu gosto do Tad. [risadas] >> Puxa, tem um TAD. É, não é? Tem tem muitos. É que o Lul tem muitos comentadores, tá pessoal?
¶547Tem, só que só que existem várias interpretações do Lúlio. Tem interpretação enciclopédica, tem interpretação que eu sigo que é interpretação metafísica, tem a interpretação eh que é que não é não é nem enciclopédica, nem a nem a metafísica é outra. Existem várias interpretações do Lúlio. >> Tem uns que fazem a síntese com escoto, né? >> Sim.
¶548Aí tem uns que fazem síntese com escudo, como por exemplo o da Gui, né? >> Embora eu critique o Dagui, eu não acho que ele seja de todo ruim. Eh, eu acho que o Francisco Marçal não pelo escotismo dele, verdade, >> o Francisco Marçal não pelo escotismo dele, não pelo escotismo dele, mas pelo diálogo que ele faz com o Caramuel, excelente, onde ele é totalmente luliano e não invoca nenhum tipo de concepção escotista. Ali, nesse livro, ele é perfeitamente esgotista, quer dizer, é Luliano. >> Sim.
¶549Tá faltando um. Ah, queir caramelzinha não pode. Pascoal não pode. Olha, tem uns lulianos do século do século XIX, né? Tem o Salvador Bovet.
¶550Salvador Bov, por exemplo. >> Mas mas eu acho que já é o lulismo da da decadência. Embora o Salvador Bovê seja um autor ortodoxo, né, que ele ele morreu pela causa do Luliana, tentando transformar o Lúlio numa filosofia global e etc. Ah, suas obras já são obras de decadência no sentido eh de que ele invoca já conceitos estranhos ao lulismo, por exemplo, tentando tentando aproximar a a filosofia do do Berkley com a com a metafísica e a filosofia do Lúlio. Ah, os autores do século XIX tiveram tem grande importância por afugentarem, por exemplo, a escola a escola hispana arabista, né, que tentava desmontar essa narrativa de que o Lúlio, ele de fato recebeu uma iluminação para estudar.
¶551A os os lulianos do século XIX rechaçaram completamente essa interpretação. >> Uma pessoa >> mostraram. >> Aham. Uma pessoa comentou aqui, faltou Nicolau de Cuza, Torre Blanca e Tronchon. Só que eu o Nicolau de Cuza, eu considero ele um luliano, assim, porque existem vários indícios na douta ignorância de que ele seguiu o Lúlio, mas eu não sei se ele seria considerado um manualista Luliano, né?
¶552Porque eu acho ele chegou a fazer algum manual do Lúlio, acho que não, né, Carlos? Existem operas da juventude onde ele onde ele quer dizer, ele não é um manualista, ou seja, ele não vai te ensinar a usar a a arte Luliana, mas >> existem obras onde explicitamente ele se utiliza de figuras >> e também das regras da da arte Luliana. Eu ele eu eu sou eu sou muito da opinião do padre Ramon Pascoal de que não existe um a sequer que o que o Cusa escreveu que não foi inspirado no Beato Ramon Lu. Eu sou dessa opinião que é a opinião do Ramon Pascoal. E eu enxergo muito o Lúlio todas as vezes que eu leio, por exemplo, adulta adulta ignorância, por exemplo.
¶553>> Hum. >> Eh, o Tronchon e Torre Blanca, Tronchon e Torre Blanca são autor são já autores do século XIX. É, é o que eu disse, é o lulismo da decadência. Infelizmente o como as correntes filosóficas de forma geral, a escolástica também, né? A escolástica no século XIX entra em decadência, o lulismo também entra em franca decadência.
¶554>> Exato. Bem, gente, estamos sem perguntas aqui no Pix GG. Alguém ainda vai se manifestar que já estamos aí com 4:10 de live. Alguém quer apagar pra gente ver algum videozinho? Vamos lá, hein?
¶555Tem vários vídeos aí, ó. Essa semana a gente tem muita coisa para fazer aqui no canal. Não sei se o Carlos vai poder comigo todos os dias, mas a gente tem que reagir ao debate do Thi versus o Gabriel, né, que recentemente saiu e o Tochio falou cada absurdo lá que acho que não pode, não pode ficar impune, né? Como eu falei que ele não pode sair impune dessa, a gente tem que terminar de fazer o react ao Mateus Benites palptando sobre o Tomás Jaquino. A gente tem que fazer mais coisas sobre o Joy Smid, porque de repente pegar algum trecho de entrevista ou aquele que ele tava fazendo o caso do Texmo seria legal também.
¶556Ah, tá faltando a gente fazer que mais que eu tô devendo para vocês? Se eu tenho que fazer o meu o meu vídeo que eu tô prometendo ao buscador da verdade que nem apareceu aqui hoje. Di ser de passagem aquele traidor. Ah, tá faltando essa semana possivelmente vou fazer live com Victor Hélios. Eu tenho que confirmar, mas sei lá, eu tô eu tô vendo aqui, sabe?
¶557Tem muita coisa que eu preciso que a gente precisa fazer, mas se vocês quiserem eh Eita, olha só, isso aqui eu não fiquei sabendo. Saiu o vídeo do Benit sobre escoto. Não, não é possível que ele fez isso, que ele ousou fazer isso. É muita coragem [risadas] fazer isso comigo de plantão aqui. Já temos conteúdo para essa semana, então, hein, Carlos?
¶558[risadas] Tá pronto já. [roncando] >> Não, porque um vídeo do Benit Não, gente, que eh sobre Tomás Jaquino, que tem tanto material traduzido já ali já palpita. Imagina sobre dan Scot que não tem nada e às vezes é mais complexo do que aquino, né? Quer dizer, geralmente é mais complexo do que aquino, né? Então vai ser assim a a a picanha caindo na no prato do carnívoro aqui pra gente.
¶559Vamos ver que o pessoal tá falando. Ai, deixa eu ver que mais você. Gente, coloquem aqui a ordem e Eita, ainda falaram assim: "É um vídeo de uma hora". Misericórdia, gente. Misericórdia.
¶560Mas enfim, que ia falar assim, gente, coloquem aqui, vocês não estão colocando nos comentários as duas coisas que eu pedi. Eh, quer dizer, a uma coisa que eu pedi, qual que é a ordem de editoração que vocês querem assim que a gente dê prioridade para esses livros que talvez a gente ajude uma editora a lançar? E a segunda é qual é a ordem de prioridade? Aspirans mandou R$ 5. Companheiro Carlos, quais desses citados estão minimamente distantes da tradição muriana pura?
¶561Nomes citados: Cordier, Jeime Custoler, Davi, Marçal, Salvador, Bver, Cuza, Torre Blanca e Tronchan. >> É, pessoal, enquanto o Carlos se prepara para responder, lembrem-se de colocar aqui nos comentários o que que vocês acham que seria mais interessante pra gente editorar ou ajudar essa editora, né, a divulgar. E também o que que vocês querem de prioridade aqui no canal, tá? Possivelmente eu vou fazer mais cortes de live que vão sair essa última que você viu o o corte que a gente fez sobre o o Gustavo Machado? >> Vi, vi.
¶562>> Ficou bem legal assim, né? A gente comentando assim o ápice do do problema dele lá, mas essa live tá tão boa que possivelmente vai sair mais corte de lá. Eh, e a eu preciso ver também assim o que que mais o pessoal quer, né? Mas tem muita coisa para postar. Eu quero que vocês me digam aqui o que que tem, o que que tem de urgente, sabe, pra gente postar aqui, pessoal, da da das últimas lives de corte e o que que vocês querem de material novo para vídeo do canal, tá bom?
¶563Mas pode ir lá, Carlos. Eh, comenta aí qual desses autores está mais distante do Lúlio. Eu diria que Tronchon Blanca é >> Tronchon Torre Blanca da Gui Marcel. Quem mais foi citado? >> Cuza Salvador Bova.
¶564Salvador Bov Corder. Eu diria que é o Salvador Bov, por introduzir, por exemplo, doutrinas esquisitas, estranhas ao corpo Luliano, eh, tentar misturar escuto com Berkley ou com outros filósofos, como ele faz, tá? E o Salvador Bov era um luliano fanático, morreu eh pela causa Luliana. Embora a a sua a sua obra que é sobre a descida do entendimento, que é uma obra que o Lul também escreveu, eh ou seja, uma obra cheia de problemas, cheia de problemas. Então eu acho que ele é dos dos citados, ele é o pior.
¶565>> Entendi. Muito bom. Ah, falar aqui, ó. Ninguém tá ninguém tá ajudando a gente a ver o que que seria a ordem de prioridade pro canal. Não estão comentando.
¶566Mas deixa eu ver aqui uma outra pergunta que fizeram. Ah, o que acham dos escritos filosóficos de do padre Álvaro Calderon? A ordem sobrenatural, livros de filosofia natural, lógica? Olha, eu vou eu vou comentar por mim, tá? Eu não tive acesso a tantos livros do Calderon.
¶567Eu vi já o dele sobre lógica, que eu achei bem esquisito, porque ele critica algumas coisas do eles, ele critica algumas coisas do próprio do próprio tomismo dessa época que a gente menciona, né, mais antigo, do próprio João de São Tomás, que eu acho que são críticas mal calibradas que não representam muito bem o tomismo. Eh, eu vi já o livro dele em que ele cita, eh, que ele faz aquela defesa lá, né, da fusão da igreja e do estado, aquela objeção que ele faz, aqu a questão da ONU, né, do exemplo que ele dá, eh, da do meio que da submissão de uma coisa a outra, da igreja como um corpo, um corpo moral. Eu acho essa obra também ruim. Eu acho que ela não não consegue provar aquilo que ela se pretende. Então assim, eu tenho já vi alguns outros também dos umbrales, né?
¶568Eh, mas eu confesso que tudo que eu vi dele eu não achei bom. Eu não achei bom. Que que o Carlos acha? Meu primeiro contato com Álvaro Calderão foi quando eu comecei a ler a introdução do Umbrales da Filosofia, onde ele ele faz um caso para demonstrar que o Dom Marcel Lefre era um tomista fanático basicamente. Eh, e aí eu comecei a estranhar por que ele tá citando lei febrismo aqui, né?
¶569Na época eu já sabia o que era a lei feverismo, mas ele abraça assim Marcelo Lefebre como se ele fosse um grande um grande tomista, sendo que ele nunca foi. E aí segue o livro eh com as introduções que ele faz ao tomismo, tem uma introdução lógica, tem uma introdução a de filosofia da natureza, etc. Até até a metafísica. Eu eu o que eu acho o que eu acho particularmente é que ele, eu já peguei algumas coisas que ele faz de desonestidade. Eu acho que ele é o autor que alimenta, por exemplo, o argentino que alimenta a farra, a farra que acontece aqui no Brasil, especialmente com editores, eh, e com o Nugê.
¶570Ele é o quem dá o material, quem é o mentor intelectual desse pessoal é o Caldeiron, basicamente. Então eles repetem todas as bobagens do Caldeirão. Por exemplo, eu já peguei, tem uma, tem uma, tem uma questão, por exemplo, que é analogia entre igreja e estado, né, como corpo e alma, né, ele cita uma passagem da sua teológica, onde ele dá a entender que, por exemplo, como assim como a alma está por para o corpo numa ordem essencial, né, assim também estaria a igreja em relação ao estado. Eu acho que nesse tre nesse trecho que ele citam o próprio cardeal Caetano, eu acho, né? Exato.
¶571>> É isso. >> Ele cita o cardeal Caetano. O problema é que ele é tem um só um um pequeno pequeno problema da situação, é que ele corta um trecho, um trecho gigantesco, eh, que está um parágrafo acima e uns dois, três parágrafos abaixo que desmentem a opinião dele, que desmentem a opinião dele, que desmontam a opinião dele. Esse é o problema. Se o se um autor faz isso eh num livro, quem me garante que ele não faz isso com outras citações também, né?
¶572Eh, então ele é, eu já peguei algumas desonestidades dele, até já publiquei no Facebook quando eu tinha época várias desonestidades do Caldeirons. E o Nuguê repete. O mais engraçado é que o Nuguê repete. E o pior, o Noguei repete como se ele tivesse lido, não a citação que está no Caldeiron, mas como se ele tivesse lido o Cardeal Caetano. É mentira, porque você vê que o recorte que ele lê, que ele que ele afirma ter lido, é exatamente o recorte do padre Álvaro Caldeirão.
¶573Ou seja, é um mais desonesto do que o outro, um consegue ser mais picareta do que o outro. É difícil, né? Eh, o se se os tomistas se os tomistas permanecerem assim e se ninguém tomar frente com projeto bom de filosofia e resgate do tomismo verdadeiro, eh, mesmo que aceite alguma tese do Fabro ou do Gilson, eh, o que o que vai acontecer é que outras escolas em alguma medida vão surgir e pela lógica o tomismo vai ser engolido, vai ser presa fácil Aliás, ele já é presa fácil. >> Exato. Exato.
¶574É, novamente, assim, eu particularmente tenho bastante interesse, que interesse que outras escolas sejam mais bem munidas, né? Inclusive o próprio escotismo, que eu fiz questão de fazer os vídeos respondendo ao Nuguê, porque o que o Nuguê faz ali é é impensável, né? Assim, ele para além de est lendo e fingir que não tá lendo depois, né? dar aquelas desculpas esparrafadas. Novamente, como que você pode pensar que o tradutor da obra do Tratado do Primeiro Princípio, que é o Nuguê, não sabia a própria ordem de exposição e o básico sobre a tríplice primazia, que é o argumento de escoto paraa existência de Deus, né?
¶575Então, assim, eh eh a inclusive sobre a ordem de exposição dos capítulos, assim, é novamente surge dúvida, então, no caso, ou sobre, aliás, sobretudo ao mesmo tempo, sobre o nível de tradução, o nível de atenção que ele deu à tradução, né? Surge dúvida sobre a competência dele enquanto professor de escolástica. Surge dúvida dele ali sobre a questão de como ele eh de como ele achou que faria faria bem, né? Ele tá lendo um livro assim, né? Que ele passaria, sabe, desapercebido que ninguém iria notar, sabe, que ele estaria lendo.
¶576E quando foi pego no flagra, deu aquela desculpa, né, de que ora ele estava de olhos fechados e olhando, né, pr para longe do texto, ora ele estava consultando, né, a desculpa da super memória assim, sabe? simplesmente não pegou bem e como efeito colateral até teve resultados assim na na equipe dele, eu imagino, né? Mas o o ponto é que é f pega mal, né, gente? Pega muito mal. Então, por mim, se aparecer um escotista, realmente escotista, ele vai assim deitar e rolar com esse pessoal aí.
¶577Não vai, não vai sobrar nada. Alguém vai ter que calcular, mas eu acho que não vai nem precisar aqui. É, não [roncando] vai sobrar nada. H, deixa eu ver aqui. Enfim, então, responder, terminando de responder, eu acho que isso responde a dúvida, né?
¶578O que que a gente acha do da das obras filosóficas do Álvaro Calderon? É, infelizmente marcado por isso tudo, né? Mas enfim, mas assim, serei justo. Eu não li toda a obra do Álvaro Calderon, mas-me na amostra do que eu já vi, que não foi pequena, eh, a minha opinião é essa. Talvez ele tenha alguma obra boa em algum outro sentido que eu que eu desconheço.
¶579Talvez. É, eu sempre estou aberto a essa possibilidade, mas eu particularmente acho isso pouco provável, tá? Deixa eu ver que mais estão falando aqui. Gente, já estamos em praticamente 4 horas de live. Eh, tem bastante gente acompanhando ainda, 51 pessoas.
¶580Tem alguém que gostaria de fazer alguma pergunta aqui pelo Pix GG? Eh, porque senão eu já vou encaminhar aqui para pra gente ir finalizando, que eu tô aqui bem cansado, sabe? Que sábado é o dia em que eu frequento a igreja, então a gente foi pra igreja e, enfim, eu faço o dia todas as minhas atividades e já estamos entrando aí em quase 1 hora da manhã e do horário de Brasília, né? Mas só que tem bastante gente ainda aqui disposta, né? Se vocês quiserem, se alguém quiser pagar pra gente assistir algum vídeo, né, ou responder alguma dúvida, nós estamos aqui.
¶581Alguém gostaria de de se voluntariar para isso? Deixa eu ver que que estão comentando aqui. Essa questão da ordenação do estado a igreja é algo que a igreja sempre ensinou e é natural pensar isso. Com efeito, a razão deve dominar a força representada pelo estado. Bonifácio so na Unan Scta.
¶582Você quer comentar isso aqui, Carlos? A questão é que a fórmula consagrada para interpretar, inclusive a UNESANCTA é a doutrina da ordenação indireta da potestade civil em relação à potestade eh que está que é intemporal, que é a igreja, né? É a doutrina da ordenação não direta como no G de Defende, é ordenação indireta do estado à igreja. Ordenação indireta. Essa é a chave, essa é a chave hermenêutica que vários e vários filósofos, isso começa a partir do cardeal caetano, começam a interpretar unanta, tá?
¶583É uma ordenação indireta. A a igreja tem a igreja tem gerência, tem algumas gerências sobre o estado, sim, especialmente nos objetos de de intersecção, onde a o a o problema em questão ele, embora seja da ordem civil, é também de alguma forma da ordem eh espiritual, né? Então, eh, a igreja tem gerência no estado, mas é de uma forma muito mais comedida e muito mais realística do que, por exemplo, defender a ordenação direta, que basicamente morreu, morreu no século XV. Ninguém mais defende isso já desde o século XV. Ah, quer dizer, tem gente que defende isso, o Nugê defende, o Caldeiron defende, mas tirando esses dois, desde o século 15 ninguém mais defendia essa interpretação da Horcton.
¶584>> É, inclusive para quem quiser, tem vídeo sobre isso no canal, tá? Eu tenho um longo vídeo mostrando as falas do Nuguê, lendo os documentos, tá? Tá aqui no canal para quem quiser acompanhar isso daí, tá bom? Ah, então ô caro Adolfo, por favor, faça aí o dever de casa e assista, compare os textos, leia, estude, que é isso daí mesmo. Eh, gente, tem mais alguma coisa que vocês gostariam que a gente fizesse?
¶585Olha, tem bastante gente. 55 só aumenta a gente. Eh, é surpreendente, né? a gente vai entrando na madrugada, assim mesmo após 4 horas de live, o pessoal ainda tá firme e forte aqui. Mas eu vou eu vou eu vou finalizando aqui e só com aquela reflexão que eu tava dizendo, né, os livros que eu acho que precisam com ou autores com certa urgência, né, de a gente divulgar mais, né, e talvez eu faça até mais vídeos divulgando aqui no canal.
¶586Eh, como eu falei, né, o próprio Santo Agostinho tem coisa dele que tá fora de editoração, que seria interessante ter. Eh, outra outra pessoa que eu acho que é importante, o próprio Dan Scott, como eu falei, eu queria muito que a gente pudesse divulgar todo o curso do Bartolomeu Masterro, que a gente já tem traduzido pro inglês, agora só adaptar pro português. Eh, o pessoal da escola salmatisense, como o Carlos falou, que mais? O Lúlio, o Lúlio, acho que começando com as traduções do Ramon Pascoal, seria bom. Acho que seria o quê, Carlos?
¶587Começar com a Vendit, como é que é? A vindicação luliana. Vendana, né? >> Exato. Isso.
¶588>> Pois é, poderia ser uma boa, né? Mas como ninguém comentou aqui, eu vou fazer da minha cabeça dos dos protestantes. Eu acho que o Baxter é prioridade. Ah, o Aust é prioridade. Ah, eu acho que quem mais é prioridade?
¶589O Calov é prioridade. O Kend é prioridade dos luteranos. Eu [roncando] creio também, quem mais? Que o polanos é prioridade, mas simplesmente a gente não tem esses autores editorados, né? Assim, não tem às vezes nem no inglês, tá tudo no espanhol ou tá tudo no no latim ainda, né?
¶590Então, sei lá, outra, a gente tem a obra do Pico de La Mirândula, né, que é a mais importante do que o pessoal como considera como se fosse o manifesto ali da dos renascentistas, mas tem muitas outras coisas que estão aí simplesmente perdidas entre os renascentistas mesmo. Esses autores não estão traduzidos, né? Então, eh, ó, falar assim, o Van Street, com certeza o Van Street para mim é um dos principais assim que deveria ter tradução. Não tem, eu se eu acho que não tem nada dele trazido pro português. É um autor super relevante, super relevante.
¶591Enfim, ah, eu vou eu vou vou dar um gás nisso daí para ver se a gente consegue levar esse projeto aí e ajudar mais o pessoal a traduzir. Mas é isso, eu vou me despedindo por aqui. Obrigado a todo mundo que participou. Obrigado meu amigo Carlos. Alberto, como sempre muito importante nas lives.
¶592Se você puder nessa semana apareça aí de novo que a gente tem bastante coisa para fazer, tá bom? Até mais, pessoal. >> Até mais, meus amigos. Boa noite a todos. Deus abençoe e tchau, tchau.