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Is THIS Why Joe Schmid Fell for Catholicism?

a tese

O canal cético Punk Apostate (dois apresentadores) reage ao vídeo em que Matt Dillahunty responde a Joe Schmid e Alex O'Connor, e usa o episódio para argumentar que a conversão de Schmid ao catolicismo se explica por uma falha básica na sua epistemologia: ele não entende o que conta como evidência, reduz ciência a testemunho e por isso engoliu relatos de milagres.

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não

O vídeo é reação zombeteira e a discussão epistemológica é rasa e enviesada (o próprio ponto de Schmid sobre evidência testemunhal, tema sério em epistemologia do testemunho, é caricaturado); só interessa como termômetro de como o meio cético anglófono está enquadrando a conversão de Schmid.

O que foi dito

  • Contextualizam: num programa com Alex O’Connor sobre “coisas que ateus não deveriam dizer”, Schmid criticou o bordão de Dillahunty “claims are not evidence” (afirmações não são evidência), e Dillahunty gravou resposta; os apresentadores recomendam também a cobertura do canal MindShift.
  • Registram o pedido de desculpas do editor de Schmid, James, pela piada de que Dillahunty “desliga na cara” de interlocutores, admitida como condescendente; Dillahunty aceita e diz que, dos três, é o único que debate regularmente com interlocutores honestos e desonestos.
  • Núcleo do debate: Schmid sustenta que a mera afirmação de P pode, sim, ser evidência de P (evidência testemunhal); Dillahunty responde que a afirmação isolada não é evidência, o que dá força é o corpo de fatos ao redor (você sabe o que é uma bola de futebol, que existem, que seu amigo gosta, que não há razão para mentir).
  • Dillahunty ataca o exemplo da “bola de futebol” de Schmid como escolha desonesta de caso mundano: trocando por acusação de crime ou por “comprei uma nave que viaja a outra galáxia em uma hora”, fica claro que o que muda a credibilidade não é o falante e sim como a alegação se encaixa no corpo de evidência.
  • Ponto mais contestado: Schmid afirma que “ciência é um grande jogo de testemunho” (medi isto, tive 67 participantes, testifico que não fabriquei), e que corroboração independente só empilha mais testemunho; Dillahunty e os apresentadores chamam isso de deturpação grave da ciência, que se define por teste, verificação independente e replicação por revisão por pares, não por acúmulo de testemunhos.
  • Distinguem apelo à autoridade (algo é verdade porque um cientista diz) do funcionamento real da ciência (são os dados, não a palavra do cientista, que sustentam a conclusão), acusando Schmid de colapsar a distinção.
  • Fecham ligando a epistemologia falha à conversão: Schmid disse ter sido convencido por “evidência avassaladora de fenômenos milagrosos” que Cameron Bertuzzi insistia para ele assistir e explicar; para os apresentadores, é porque trata testemunho de milagres (objetos voando, mudanças instantâneas de estrutura facial, levitação, possessão demoníaca) como evidência que ele se diz convencido, o que revelaria mau ceticismo, não boa filosofia.