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O FILÓSOFO AGNÓSTICO QUE QUESTIONAVA DEUS E SE CONVERTEU AO CATOLICISMO: A HISTÓRIA DE JOE SCHMID

¶1Durante anos, Joe Smith construiu a sua reputação justamente fazendo perguntas difíceis sobre religião. filósofo e doutorando de filosofia pela Universidade de Princeton, Smith tornou-se conhecido na internet pelo seu canal Magest of Reason, dedicado à filosofia da religião. Seu trabalho consistia em grande parte em examinar criticamente os argumentos utilizados para defender a existência de Deus. O problema do mal, o sofrimento animal, evolução, consciência, moralidade, argumentos cosmológicos e ajuste fino do universo estavam entre os assuntos que ele investigava. Smith não era simplesmente um ateu militante.

¶2Durante a sua trajetória pública, ele se descreveu principalmente como agnóstico, chegando a utilizar a expressão agnóstico epistêmico para explicar sua posição. Em outras palavras, ele não estava disposto a afirmar categoricamente nem que Deus existia, nem que Deus não existia. Sua postura era investigar. E foi justamente essa investigação que acabaria levando a sua vida para uma direção completamente inesperada. [música] >> [música] >> Jo Smith havia sido criado no catolicismo, mas ainda jovem, começou a questionar a religião que havia recebido de sua família.

¶3Um dos problemas que mais o incomodavam era a existência do sofrimento. E havia uma questão particularmente difícil. Se Deus é perfeitamente bom e todo-eroso, por que existe tanto sofrimento na natureza? Smith ficou especialmente impressionado com o sofrimento dos animais. Milhões de anos antes do surgimento dos seres humanos, animais já eram predados, animais eram feridos, mortos pela fome e atingidos por doenças.

¶4Para os jovens me isso parecia difícil de conciliar com a existência de um deus perfeitamente bom. A evolução das espécies tornou-se, portanto, uma das grandes dificuldades intelectuais para sua fé. A questão não era simplesmente aceitar ou rejeitar a evolução, era entender porque um Deus bom teria permitido que a vida se desenvolvesse por meio de um processo tão marcado pela morte, tão marcado pelo sofrimento. Essa pergunta acompanharia Smith por muitos e muitos anos. A questão do sofrimento levou Smith a uma das discussões mais antigas da filosofia da religião, o chamado problema do mal.

¶5Se Deus é onipotente, poderia impedir o sofrimento. Se é perfeitamente bom, por que permitiria que o sofrimento acontecesse? Durante muito tempo, essa questão foi das principais razões para Smith permanecer distante da fé. Mas ao longo dos anos, sua avaliação começou a mudar. Ele passou a considerar que nossa incapacidade de compreender porque Deus permite determinado sofrimento não significa necessariamente que Deus não tem uma razão para permiti-lo.

¶6Essa posição está relacionado ao chamado teísmo cético. E a ideia é relativamente simples. O fato de não conseguirmos enxergar uma razão suficiente para determinado acontecimento não significa que essa razão não existe. Mas Schmith não parou por aí. Ele começou a colocar o problema do mal de um lado da balança e do outro começou a colocar os argumentos que poderiam apontar para a existência de um deus.

¶7E essa balança começou pouco a pouco a mudar de posição. Schmid passou a reconsiderar diversos argumentos filosóficos favoráveis ao teísmo. Entre eles estavam argumentos relacionados à contingência do universo, a existência de uma realidade necessária, a consciência, a moralidade objetiva e ao chamado amigos ajuste fino. O ajuste fino é a ideia de que determinadas características fundamentais do universo parecem estar dentro de condições extremamente específicas que permitam a existência de estruturas complexas como estrelas, elementos químicos e particularmente a vida. É importante fazer, entretanto, uma ressalva.

¶8Isso não significa que a ciência tenha demonstrado que o universo foi criado por Deus. Existem diferenças interpretações filosóficas e cosmológicas para essas questões. Mas para Smith, o ponto fundamental era outro. Ele começou a perceber que suas objeções contra Deus precisavam ser comparadas com o conjunto das evidências que poderiam favorecer ao teísmo e segundo seu próprio relato, a balança começou a se inclinar. Mas ele ainda não era católico, ainda não havia chegado sequer completamente à conclusão de que o cristianismo era verdadeiro.

¶9De qualquer maneira, algo havia mudado. A possibilidade de Deus já não [música] parecia intelectualmente implausível. Um ponto deve ser destacado. Admitir que Deus existe não significa automaticamente tornar-se cristão e muito menos significa tornar-se católico. Afinal, as religiões defendem a existência de Deus.

¶10Então, por que depois de muito meditar, Smith escolheu justamente a Igreja Católica? Antes de escolher, ele começou a estudar não apenas argumentos metafísicos, mas também acontecimentos históricos e relatos de fenômenos considerados sobrenaturais. E um tema passou a ocupar um espaço cada vez maior em sua investigação, os milagres. Smith começou a estudar relatos associados a Lourdes, a Fátima, a Zeiton, a milagres eucarísticos e a fenômenos ligados ao padre Piu. Mas ele não estava simplesmente procurando histórias emocionantes.

¶11A questão que ele interessava era outra. E se [música] alguns desses acontecimentos fossem realmente evidências de uma ação sobrenatural? [música] Para um filósofo interessado em avaliar evidências, essa possibilidade era importante. Se determinado acontecimento realmente não pudesse ser adequadamente explicado por causas naturais, seria necessário perguntar o que isso significaria. E havia uma segunda questão ainda mais importante.

¶12Se determinados fenômenos pareciam estar associados especificamente à tradição católica, eles poderiam ter alguma consequência para a questão da verdade do catolicismo? Foi justamente essa possibilidade que começou a chamar a atenção de Smith. Em fevereiro de 2026, Schmith teve uma longa conversa com o apologista católico Etan Muss. Foram aproximadamente 4 horas discutindo evidências relacionadas principalmente aos fenômenos associados ao padre Pio e a outros casos apresentados como milagres católicos. Segundo Pró Schmith, aquela conversa teve enorme importância em sua trajetória.

¶13Ele passou a considerar que havia um conjunto de fenômenos que não poderiam simplesmente ser descartados. Não se tratava, segundo ele, de um único milagre. Era o acúmulo de casos, milagres eucarísticos, aparições marianas, relatos de curas, fenômenos associados a santos e os chamados carismas místicos do padre Piid chegou à conclusão que seria decisiva para sua mudança. Talvez não fosse razoável simplesmente presumir que todas essas histórias fossem fraude, erro ou ilusão. Ele começou a considerar que alguns poderiam realmente apontar para uma realidade sobrenatural e mais do que isso, poderiam possuir implicações especificamente católicas.

¶14Depois da conversa, ele realizou um exame de consciência que abrangia aproximadamente uma década sua da sua vida longe da fé. Durante o bom período, Smith permaneceu em silêncio enquanto continuava refletindo sobre sua decisão e então chegou ao momento de tornar isso público. Em agosto de 2026, Joou um vídeo anunciando: "Acabei de me converter ao catolicismo e essa é minha história. E a reação foi enorme. O vídeo ultrapassou 100.000 visualizações em poucos dias.

¶15Para alguém conhecido justamente por questionar os argumentos utilizados em defesa da religião, a notícia era surpreendente. Mas havia ainda um outro elemento dessa história. Uma santa de apenas 11 anos teria um papel particularmente importante na transformação pessoal de Smith. Entre os relatos que mais impressionaram Smith está a história de Santa Maria Goret. Maria Goret tinha apenas 11 anos quando foi atacada por Alessandro Seranelli, um jovem de 20 anos.

¶16Ela resistiu à tentativa de violência sexual e acabou sendo esfaqueada repetidamente. Foram 14 ferimentos. Mesmo gravemente ferida, Maria Goret perdoou seu agressor e morreu pouco tempo depois. Serenelli foi condenado e passou muitos anos na prisão. Segundo o conhecido relato tradicional, depois ele teve um sonho no qual Maria Goret lhe apareceu e lhe entregou 14 lírios brancos.

¶17O episódio foi interpretado por ele como um sinal de perdão. Depois disso, Serenelli teria iniciado uma profunda transformação espiritual. Mais tarde pediu perdão, recebeu os sacramentos e passou a viver de maneira radicalmente diferente. Para Smith, o significado dessa história era profundo. Não era apenas uma questão de filosofia, era uma questão de santidade.

¶18Como uma menina de 11 anos poderia perdoar alguém que havia tentado violentá-la depois de ter realizado nela ferimentos tão graves, o que explicava aquele tipo de amor? A história de Maria Goretou Smith de uma maneira diferente dos argumentos filosóficos. Ele afirmou que aquele testemunho lhe mostrou algo que argumentos abstratos não conseguiram transmitir da mesma maneira. Ao refletir sobre a vida de Maria Goret, Schmith chegou a uma conclusão pessoal. Ele queria possuir algo daquela santidade.

¶19Nas palavras atribuídas a ele, o que quer que ela tenha, eu quero um pouco essa frase ajuda a entender uma característica fundamental de sua conversão. Ela não foi apenas uma mudança intelectual. Smith passou a falar também uma transformação do coração. É justamente aí que a história de Joe Smith se torna particularmente interessante. Durante anos, ele utilizou a razão para questionar a existência de Deus.

¶20Investigou argumentos, apontou problemas, questionou o problema do mal, estudou evolução, consciência, moralidade e cosmologia. Mas ao continuar ao continuar investigando, chegou uma conclusão diferente. Segundo seu próprio relato, as objeções que antes consideravam fortes já não eram suficientes para superar o conjunto de de evidências favoráveis ao teísmo. Depois veio a segunda etapa. Os argumentos filosóficos o levaram à direção da existência de Deus.

¶21Os argumentos históricos e os relatos de milagres, segundo ele, o levaram especificamente à Igreja Católica. E o testemunho dos santos tocou uma dimensão ainda mais pessoal. A questão deixou de ser apenas Deus existe. Passou a ser: "Se Deus existe, o que devo fazer com essa descoberta?" A história de Joe Smith chama atenção justamente porque ele não era conhecido como alguém que simplesmente rejeitava a religião sem estudá-la. Era o contrário.

¶22Ele passou anos estudando os melhores argumentos apresentados pelos dois lados e sua conversão provocou reações tanto entre católicos quanto entre ateus e agnósticos. Alguns católicos viram sua mudança com uma confirmação poderosa da força de Deus. Do outro lado, críticos passaram a questionar os argumentos utilizados por Smith, mas o que torna, amigos, o caso interessante é justamente o fato de que ele próprio apresenta a sua mudança como resultado de uma longa investigação intelectual e espiritual. É isso aí, pessoal. Valeu,