¶1E aí, pessoal, como estamos? Tudo bem? Digam para mim de onde vocês falam e eu te direi quem és. Não, não direi. Isso é xenofobia.
¶2Se alguém disser isso para você, diga-me de onde você fala e eu te direi quem é. Me diga qual o seu sotaque, eu te direi quem és. O nome disso é é xenofobia, tá? E é pecado. Mas digam para mim, digam para mim de onde vocês falam.
¶3E e mais do que isso, me digam. a igreja de vocês. E aí a gente vai interagindo por aqui, porque hoje eu devia ter trazido um livro impresso do William Lan Craig aqui. Hoje é dia de falar de heresia e o que fazer com ela. Eu devia ter colocado na capa do vídeo pra dar mais clique, o Iago Martins e o Eduardo Reis, né?
¶4Devia ter devia ter feito isso, né? Eh, já que eu vou falar de heresia, mas a heresia que eu vou falar do William Lenny Craig não é não é outra. Então, me faltou esse espírito de clickbait. Como o meu trabalho de clickbait não foi bem feito, eu dependo de você que confia nessa live para adquirir conhecimento profundo para você que confia na produção de conteúdo diligente, cuidadosa deste canal para fazer essa live chegar mais longe. Portanto, eu dependo fundamentalmente do quê?
¶5você deixar o seu like, você compartilhar essa live nos grupos que você tá, sabe aquele grupo das células da sua igreja que nas regras tá escrito assim: "É proibido compartilhar vídeo, não sei quê". É esse mesmo. Hoje para essa live chegar mais longe, você vai topar, tomar a punição do grupo da sua igreja que não pode ficar mandando vídeo e vai mandar lá. E tenho dito, se não fizer, tá fora da visão. Já que é, já que é para falar de heresia, vamos, [risadas] vamos fazer bonito hoje.
¶6Salve, gurizada, boa noite. Reform Catalic, diretamente de Portugal, um abraço para você. Vitória da Conquista na Bahia. João, um abraço para você também. Eh, que mais?
¶7Heresia do Craig. Vamos lá. Eh, ele disse que fígado é bom, cara. Fígado é bom, tem ferro. E mais do que isso, fígado ele é bom porque e ele é ajuda a nossa digestão.
¶8Então, o nosso próprio fígado, não o que a gente come, né? Eh, tentarei não tumultuar. O que a gente quer tumulto aqui? Débora, deixa eu te explicar uma coisa sobre o YouTube, vai. Você você é muito muito sapiente, muito sábia na arte das grandes mídias e você faz isso muito bem, tá?
¶9Mas no YouTube o que que a gente quer? A gente quer tumulto. É isso mesmo. Toda live de YouTube é uma espécie de carnaval fora de época. É uma micareta digital, se você quiser.
¶10A live chega mais longe quanto mais tumulto tem. Então, se vocês brigarem aqui nos comentários, aí é maravilhoso. Aí o YouTube começa a perceber engajamento, manda essa live para todo mundo. Pi pi pi pi pi pi. Entendeu?
¶11É, é isso. Então, quando vem um cara da outra denominação e dá uma xingada aqui, eu não sou um, eu não boto comentário dele no ar e e respondo com classe porque eu sou um gentleman. Eu coloco o comentário dele no ar e respondo com classe, porque eu sei que vocês vão dar uma risada nos comentários e aí o vídeo ganha aquela tração, entendeu? Então, Débora, nós queremos o teu tumulto. Vem tumultuar, fala alguma coisa que ninguém vai entender e que eu vou tentar explicar aqui para limpar tua barra, entendeu?
¶12Essa é isso que a gente quer numa live, o que nós queremos é tumulto. Porque a internet ela funciona assim, ela funciona a base de sangue, suor e rivotril, né? É isso. Internet é esse negócio mesmo. Certo.
¶13Eh, mas e boa noite. Posso fazer perguntas? Podem, eu não garanto que eu respondo Stevanel, mas você pode, eventualmente eu respondo as coisas aqui, né? Olha só, tem gente de Albany, New York, olha só, gente chique, né? De Albany, estado de Nova York, nos Estados Unidos.
¶14Olha só, agora os produtos canadenses tem que pagar tributo, tem que pagar tarifa para chegar até você. Maria Eduarda Nogueira, By Grace Church, um abraço aí para By Grace Church. Eh, Lucara da Igreja Batista Paulistana na climação. Muito legal a climação. Gosto desse bairro.
¶15Um bairro pacífico e que numa pernadinha você tá na liberdade e come no o dom, né? Então, um privilégio para quem tá ali na climação, né? Vamos lá, Kauan, boa noite, Víor. De Curitiba, Igreja Batista. Pera aí.
¶16Se de Curitiba ou de Uberaba? Agora agora eu fiquei confuso aqui. Ou você é de Uberaba e está numa viagem temporária passando pela capital brasileira da Névoa em aeroporto Curitiba e um aeroporto que quase nunca tem teto, né? Então, de Porto, Portugal, um abraço, Carlos, sempre conosco. [suspirando] Palavra da vida em Cornélio Procópio, Paraná.
¶17Um abraço para o Miguel de Parreiro, sempre conosco também. Paróquia Santíssima Trindade, uma um abraço para você. Galera, bora brigar. Isso mesmo. Boa, Maria Eduarda, você pegou o espírito.
¶18Quais livros você indicaria para quem é mais carismático nos dons, cara? Sempre recomendo que você leia tudo que você puder do Gordon Fe. Tem também o Walter Kaiser Júnior, que eu acho que é uma leitura assim de bons caras de teologia bíblica e que são carismáticos, são bons biblistas e exegetas e que são carismáticos aí nos dons pentecostais e tal. Blumenau da Meucuk de Blumenau. Um abraço para Meuk aí, Nicolas Fat, os luteran representando o luteranismo aqui conosco, né?
¶19A Meú, para quem não sabe, é uma missão luterana. Um abraço para vocês. Gabi Faleiro. Problema do fígado é que fingiam que era bife. Cara, você agora mandou bem demais o problema do fígado.
¶20Quem diria que a gente ia chegar nessa epifania numa live de segunda-feira falando de William Lan Craig. Eu nem comecei a falar do William L Craig ainda. O problema do fígado é que fingiam que era bif. Traumatizou uma geração inteira. Concordo.
¶21Isso daí podia est naqueles hot takes do metrô. Não sei se você já viu aquele cara que vem com microfoninho no metrô e fala: "Qual é a tua opinião polêmica?" Essa aqui é muito boa. Fígado, sabendo que é fígado e preparado como fígado, é ótimo. Especialmente se for de ganso ou de pato. Perdão, veganos, eu gosto de flagrá.
¶22Tá bom. Eh, eh, vamos lá. Enxame, Piracicaba, São Paulo. Treta no YouTube. Bora.
¶23É isso aí. Eh, Curitiba, primeira igreja do evangelho quadrangular. Olha só. É isso. E é que é a primeira igreja do evangelho quadrangular.
¶24É isso mesmo. É, estamos falando a mesma língua. E mesmo ante treta. Ah, YouTube, tecnológia. É mais ou menos isso.
¶25É mais ou menos isso. Eh, é essa a ideia. Claudinha sempre conosco também. Igreja Presbiteriana de Jardim das Fontes. A igreja em São Paulo, perto de Parelheiros.
¶26Olha aí, mais gente de parelheiros aqui conosco. Mas eu sou de Embu Iguaçu, lugar que ninguém conhece ou confunde com Embu das Artes. É tudo embbu, né? Se vou ficar para vou deixar para lá, vou deixar para lá, né? O melhor seria se confundisse com Pacaembu, né?
¶27né? Um outro embu aí desegrejado direto de Dearfield Beach na Flórida. Não, Davi, completamente equivocado o seu comentário. Dearfield Beach não fica na Flórida. Dearfield Beach é território brasileiro dentro dos Estados Unidos.
¶28Tá bom? Você quando vai eh eh para Coconut Creek ou quando você sobe para Bocarraton ou talvez vá para Weston, desce lá no no no para ir para Forerdale, aí você entra em território americano, tá? Quando você sai de Dear Beach e vai pra pompa, quando vai pra boca tom, sai de Dearf Beach e eh vai pr pra Sunrise, pr for Lauderdale, aí você sai do Brasil em Defield Beach e entra em território americano. Quando você sai dessas cidades e volta para Dearfield Beach, você tá entrando em território brasileiro mais uma vez. Afinal de contas, em Defield Beach se fala português brasileiro, né?
¶29Ninguém fala em americano, em Dearfield Beach. Primeira polêmica do chat, sensacionismo é agnosticismo espiritual. Uau! Será que é isso mesmo? Sensacionistas do mundo univos contra J Vitoral.
¶30É isso mesmo, V77. Fultana indica alguma igreja para em São Paulo capital nesse domingo. Vou estar nesse feriadão. Comunidade da vila, meu amigo. Não há outro lugar para se estar.
¶31Comunidade da vila não há outro lugar para se estar, tá? Eh, Vitor, teremos citações sobre o John Bere também. Ah, não, nessa vez eu não preparei nada para falar do John Bier dessa vez, tá? Tá de bom humor hoje, Fontana? Eu tô de bom humor hoje.
¶32Eu tô de bom humor hoje. Poderia não estar. Tenho motivos para não estar. Ele tem motivos para estar também. Então, o que que a gente faz nessas circunstâncias?
¶33Quando você tem motivo para estar de mau humor, mas você também tem motivo para estar de bom humor, o que uma pessoa madura e sensata faz? Escolhe o bom humor, cara. Vai ser bom para todo mundo, inclusive para você, queçar com o direito de ser um pouco sarcástico, um pouco irônico, porque quando você tem motivo para reclamar e para estar de mau humor, o sarcasmo e a ironia são excelentes ferramentas que transformam o mau humor e a rabugice em algo divertido e engraçado. Não machuque ninguém no processo e faça o favor de verificar que os seus interlocutores entendem sarcasmo e ironia. Mas dito isso, seja um pouco como o Chesterton, um irônico, né?
¶34Um pouquinho, um pouquinho às vezes não faz mal. Então é isso. Eu tô de bom humor porque eu poderia eh um ou outro. Parei com o vídeo. Nada.
¶35Ô Felipe, teve vídeo semana passada. Eh, Enzo pergun Enzo pergunta, Enzo pergunta, Enzo pergunta. Eu coloquei até vinheta, fiz, produzi até música. Então você que não viu o o meu vídeo com as perguntas do Enzo na semana passada, mas aí você dá uma olhadinha ali que tem missionário é equivalente a apóstolo do primeiro do primeiro século. Mais ou menos, mais ou menos.
¶36Mais ou menos. É heresia achar a NPP heresia. Começou, começou, começou. Depende. NPP de quem?
¶37Do Night do Jimidan ou do nosso querido amigo Edward Parish Sanders? Você sabia que EP Sanders é Edward Parish Sanders? Pois é, isso é o nome completo dele. Gente, sessão de bobol terminada. O bom humor vai continuar, mas eu tenho que entrar no assunto da live.
¶38Eu tenho que falar um pouco de coisa séria. Então, o que faremos aqui? Nós vamos avançar e conforme a gente avança, você vai dar o like nesse vídeo e você vai compartilhar esse vídeo nos pelo menos dois grupos de WhatsApp. Meta de hoje, ó, você vai compartilhar essa live em pelo menos dois grupos de WhatsApp. pega um grupo de WhatsApp daquele antigo que tá desativado, faz que ninguém posta nada a três meses, há um ano, manda esse vídeo lá do nada.
¶39Duvido, duvido você meter essa, você meter esse loucão aí. Pois é, isso aí, deixa eu te falar, reativar um grupo antigo de WhatsApp muitas vezes é restabelecer amizades perdidas no tempo, cara, ou até mesmo reconectar aquele contatinho especial. Você que de repente numa segunda-feira à noite tá assistindo uma live porque sozinho em casa, né? Mas poderia tá fazendo alguma coisa um pouco mais interessante, quem sabe com certo alguém. Compartilha essa live, meu amigo.
¶40Pode ser o pontapé inicial para uma grande vida amorosa, quem sabe um grande romance com viagens, uma grande celebração e uma noite de núpcias. Não sei. Deixa o seu like. Esse é o meu bom humor, Guilherme amante. É isso.
¶41É sugestivo que o seu nome seja esse, não é mesmo? Muito bem. Muito bem, senhores. O que vamos fazer hoje? Vamos comentar um pouquinho sobre quando a gente tem um cara que é objetivamente herege, tá?
¶42Quando você pega uma pessoa que objetivamente comete uma heresia, dá para aproveitar alguma coisa desse sujeito? E aí eu escolhi o nosso querido William Lenny Craig como estudo de caso para isso. Por quê? Ele é um excelente estudo de caso porque ele objetivamente, conscientemente, deliberadamente se afasta da Convenção Ortodoxa de Niceia. a respeito da trindade.
¶43Para quem não sabe quem é William N. Craig, ele é provavelmente o maior apologeta cristão para responder o ateísmo, o neoateísmo. Colocar assim, vou colocar assim. Sabe aquele neoateísmo do Richard Dawkins, do deus um delírio tal? O cara que ganhou mais projeção respondendo as argumentações do Dawkins é um filósofo e teólogo americano chamado William Lan Craig, que eu já indiquei várias vezes aqui no canal.
¶44E como Apologeta, ele faz um trabalho extraordinário, extraordinário. Ele ele ele foi o cara que melhor respondeu ou que mais efetivamente respondeu o ateísmo dessas figuras, como o o como William. Craig, não como Richard Dawkins. Então, super importante. E ele tem um trabalho específico de defesa do argumento cosmológico paraa existência de Deus, que é um trabalho de referência ao lado do Alvin Plantinga, talvez seja um dos filósofos cristãos que tratam da questão da existência de Deus mais importantes da história, da atualidade, sem sombra de dúvida, tá?
¶45Então, a gente não tá falando de aqui de alguém, quando fala de William L Craig, a gente não tá falando de alguém que não tem uma contribuição pro cristianismo. Pelo contrário, ele fez pelo mundo intelectual e da razão do cristianismo bilhões de vezes mais do que eu fiz, tá? Então, um estudo de caso pega esse cara que é o cara na apologética, na defesa racional da existência de Deus, na resposta aos argumentos do neoateísmo ou nas múltiplas respostas que ele oferece e ofereceu muito bem. Esse cara é o cara que na hora de fazer teologia, ou seja, agora ele não tá mais defendendo a existência de Deus, ele tá explicando e sistematizando quem é Deus a partir de um método teológico. Se você quer saber como isso se faz e se dá, conheça o meu curso da Bíblia Teologia, onde eu explico hermenêutica e teologia sistemática.
¶46Quando ele vai fazer teologia sistemática, intencionalmente, deliberadamente, ele se afasta das decisões conciliares da ortodoxia cristã. na hora de falar sobre trindade especificamente, ele ele abandona a a ortodoxia nissena ao intencionalmente. Então, ele é um cara que de eh usando razão e intenção deliberadamente, não é um cara que por acidente falou uma coisa que não devia, mas pode se retratar. Não, ele é um cara que planejou e chegou à conclusão que o cristianismo esteve errado durante quase 2000 anos aí a respeito de como articular a questão da trindade, tá? É isso.
¶47Então, é um cara que se dizia, é um cara que escolhe, a palavra heresia nada mais é do que isso, escolha. é um cara que escolhe deliberadamente uma articulação da fé que escapa aos princípios centrais do cristianismo ortodoxo. O que que o William Len Craig fala que se desvia do consenso a respeito da Trindade e que despertou uma certa fúria nas redes teológicas, principalmente americanas? nas últimas duas semanas, ele já defende isso faz um bom tempo, tá? faz um tempo razoável que ele defende uma doutrina da trindade e uma relação especificamente entre pai e filho meio bagunçada para dizer o mínimo, já faz tempo.
¶48Mas é aquela história, os caras não leem o que ele escreve, mas quando ele fala isso num vídeo, o vídeo viraliza e aí fica claro que o sujeito defende um jeito de interpretar a trindade que é no mínimo no mínimo questionável, tá? É isso. [suspirando] Temos aqui um super chat de R$ 6 explicado quem William N Craig é. Daqui a pouco a gente vai explicar como ele desafia a autoridade de Niceia. Tá bom.
¶49Eh, ah, [grito] Beneiro Mateus mandou R$ 5 aqui e pergunta: "Como eu vejo os desafios do nosso ID e fazer discípulos numa realidade de tanto nichamento da sociabilidade como as bigtechs têm provocado?" Ah, Bir Mateus, eu vou responder essa pergunta quando eu tiver na parte de perguntas e respostas, ela será a primeira pergunta a ser respondida mais pro final da live, tá bom? Se você não tiver ao vivo quando eu tiver respondendo isso, você pode depois voltar amanhã e pular direto pro pedaço que eu faço perguntas e respostas. Beleza? Sem problemas. Vamos falar então, vamos explicar qual é esse desvio que William Lane Craig comete, quão importante ele é ou não é e se dá para aproveitar alguma coisa de alguém que é objetivamente herege, eu não tô falando de alguém que, na minha opinião, é herege, eu estou falando de alguém que voluntariamente escolheu o caminho da heresiia sabendo o que estava fazendo.
¶50OK? É disso que estamos falando, tá bom? Então, veja só, William Lady Craig afirma que Jesus só se torna o filho no momento da encarnação, tá? Essa é a grande heresia do William Lan Craig. Eh, William Craig eh nega a geração eterna do filho, tá?
¶51Então, é mais ou menos o seguinte, o verbo é eterno e já existia desde o princípio dos tempos, mas é somente na encarnação que ele se torna Jesus o filho de Deus. Essa é a ideia do do William Len Craig. E quando ele fala isso, ele fala isso apoiado em diversos argumentos, mas fundamentalmente na academia atual do Novo Testamento, que segundo ele, consensualmente não dá base para uma afirmação de que Jesus é eternamente gerado, mas não criado. Qual que é o ponto? Niceia precisava lidar com o seguinte problema.
¶52Nós temos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. E o Filho existe na eternidade. Mas algumas passagens parecem dizer que em algum momento o filho foi gerado. E a relação natural entre pai e filho é que o filho tenha sido gerado. Então o que que Niceia vai dizer?
¶53Não, veja só, ele foi gerado na eternidade, mas ele nunca foi criado porque ele existe na eternidade. Como que isso funciona? É mistério. E a ideia de Jesus ter sido gerado na eternidade vem de alguns textos bíblicos, mas fundamentalmente é a ideia dele ser o unigênito do pai. monogenes, eh, teologia joanina, Hebreus 11:7, em alguma medida também a ideia de alguém que é gerado.
¶54O que que acontece? Essas duas passagens, essas essas duas passagens, elas são de fato passagens que nos últimos 40, 50 anos, ao serem exploradas pelos exegetas, apresentaram novas percepções do que que aquelas palavras queriam dizer e que não necessariamente elas estavam se referindo especificamente a um ato de geração entre pai e filho. Tá? E então a academia atual consensualmente, quando você pergunta para intérpretes do Novo Testamento, quando você pergunta para exegetas, gente da área bíblica, o Novo Testamento diz que o filho foi gerado na eternidade? Esses caras, eles vão responder: "Não, o Novo Testamento não diz.
¶55E a partir dessa afirmação que é consensual entre acadêmicos do Novo Testamento, quase todos eles vão afirmar isso para você desse jeito que eu acabei de falar. Não, o Novo Testamento não diz que o filho foi eternamente gerado. O que que William Lan Craig vai bolar? uma teologia sistemática que leve em consideração esse conceito acadêmico e que vá tentar entender então quando foi que o filho se tornou filho na trindade e ele vai chegar à conclusão que o filho se torna filho no momento da encarnação. Qual que é o problema disso, cara?
¶56O consenso de Niceia, ele não é inerrante, infalível. Ele ele pode ser questionado nas suas articulações. A questão é beleza, se você tira alguma coisa do consenso de Niceia, o que que você coloca no lugar? Então, esses acadêmicos do Novo Testamento, quando eles dizem que o Novo Testamento não diz que o filho foi eternamente gerado, eles não estão dizendo que Niceia está errada. Eles não estão dizendo que a ortodoxia cristã tá errada.
¶57O que eles estão dizendo é que para chegar ao que Niceia formulou de Jesus como filho é eternamente gerado, mas nunca criado, foi necessária uma elaboração posterior. Para negar Nisseia, alguém precisaria dizer: "Essa elaboração de Nisseia contradiz ou o Novo Testamento não permite que essa afirmação seja feita. Existe uma diferença entre o Novo Testamento dizer que o Filho foi eternamente girado e dizer o seguinte: o Novo Testamento não permite dizer que o filho foi eternamente erado." Tá percebendo a diferença? Ela é sutil, mas ela existe. O que os acadêmicos do Novo Testamento estão dizendo é: o Novo Testamento não afirma expressamente que o filho foi eternamente gerado.
¶58Eles não estão dizendo que Niceia estava errada, porque o Novo Testamento não permite que se diga que o filho foi eternamente gerado. E então o que o William Lan Craig poderia dizer é o seguinte: "Olha, Niceia ao fazer essa elaboração precisou de mais do que o Novo Testamento. precisou de um exercício de razão e de lógica. E ao usar razão e lógica, eles chegaram numa elaboração que não é a melhor. Eis a minha.
¶59Não é exatamente isso que o Crag faz. O Craig elabora um outro sistema, um sistema alternativo, pretensamente o sistema extraído do Novo Testamento, que não é verdade. Explico. Ao dizer que o filho não é eternamente gerado e que a condição de filho do verbo só acontece no momento da encarnação, o Crag está se opondo diretamente ao que Paulo diz em Gálatas 4:4. que Deus enviou o filho.
¶60Ou seja, se quando Deus envia o verbo, ele está enviando o filho. O filho já é o filho antes da encarnação, antes do advento. Portanto, portanto, a academia diz, a ideia nissena, ela não tá contida diretamente no Novo Testamento. Mas a ideia Nicena é possível a partir do Novo Testamento. Eu estou dizendo a partir do Novo Testamento, a ideia do William Lane Craig, ela ela não é possível.
¶61Eu tô mencionando Gálatas 4:4 para ser paulino, mas se você for paraa teologia joanina, aí é um banho do próprio Jesus falando de como ele se relacionava com o Pai na eternidade. O que ele aprendeu, ele aprendeu do Pai enquanto Pai. E, portanto, essa doutrina da eterna geração do filho, do filho sendo filho desde a eternidade e da trindade funcionando da mesma maneira sempre desde a eternidade, ela ela é uma doutrina que, embora não esteja articulada no Novo Testamento, ela é uma doutrina que nasce da percepção de como o Novo Testamento funciona. Ponto. Tá claro.
¶62William Danny Craig é um pensador sofisticadíssimo. e vai apresentar contraargumentos diante do que eu tô colocando. Entretanto, esses mesmos acadêmicos do Novo Testamento vão manter a fé trinitária, a maior parte deles. Nossa, cara, que assunto complicado. Me dá dor de cabeça.
¶63Não é muita especulação esse negócio? Para que saber se o filho foi eternamente gerado, se não foi? Isso não é só pedantismo de teologia feita numa torre de marfim. Mais ou menos. Porque quando a gente mexe com a trindade, o problema não é só mexer com a trindade, o problema é mexer com as implicaçõ o problema que mexer na na trindade é mexer numa estrutura basilar da fé cristã e transformá-la em uma outra coisa que ela não é.
¶64As implicações de você dizer que Jesus só se torna o filho no advento são múltiplas. Eu vou desenhar uma aqui para você perceber como dizer que o verbo só se torna filho no nascimento de Jesus pode gerar um problemaço. Veja só, se o verbo só se torna filho no nascimento de Jesus, a ideia de trindade, pai, filho e espírito santo, é uma ideia da nova aliança, se for isso. E, portanto, Deus muda da antiga aliança paraa nova aliança. E se Deus muda da antiga aliança pra nova aliança, isso significa que nós temos deuses diferentes no Antigo Testamento e no Novo Testamento.
¶65William L Craig fala tudo isso? Não, mas é implicação direta do que ele fala. Se há deuses diferentes, se há um Deus no Antigo Testamento que muda quando o Novo Testamento começa, o que nós podemos fazer com o Antigo Testamento? descartá-lo. Isso pertence a um Deus que não é o nosso ainda.
¶66Nós somos cristãos. O nosso Deus é o Deus do Novo Testamento. E a gente joga fora tudo aquilo que passou. E essa é uma postura absolutamente corriqueira e comum em diversos ambientes do cristianismo, abrir mão do Antigo Testamento. E essa articulação trinitária do William N.
¶67Craig simplesmente dá margem para isso. Porque quando eu mudo o alicerce, quando eu mudo o ponto basal de onde você parte para fazer teologia, as ramificações e implicações de mudei quem eu defino como Deus são múltiplas. Eu dei apenas um caminho para você ver o que que acontece. Vamos descartar o Antigo Testamento. Então, tô dizendo que o Will Len Craig descarta o Antigo Testamento.
¶68Não, tô dizendo que a articulação trinitária que ele faz permite esse raciocínio. E quando a gente resolveu descartar o Antigo Testamento ao longo da história do cristianismo, com frequência isso veio pareado com outras coisas terríveis. Além da gente ter aqui um ataque à autoridade das escrituras, descartar o Antigo Testamento é frequentemente acompanhado de ideias antissemitas e antijudaicas. É o documento daquele povo ali que é mais primitivo. Percebe?
¶69Então, sem muito exercício de lógica, a partir dessa mudança que o William Ling Craig promove, você pode ter potencialmente tem, tá? Potencialmente tem a produção de novas heresias e problemas concretos da realidade, problemas materiais, tá? Mas a antiga aliança não foi substituída pela nova? Sim, foi. Foi.
¶70Mas Deus mudou da antiga aliança paraa nova. Perceba, é sutil a diferença. A antiga aliança aponta pra nova. Ela se cumpre na nova e, portanto, ela permanece a escritura. E se o Deus é o mesmo, o que a antiga aliança revela, o que o Antigo Testamento revela, revela a respeito do nosso Deus e não do Deus deles.
¶71Essa é a diferença, cara. A diferença é que se eu falo que Deus mudou entre uma aliança e outra, o nosso Deus é nosso Deus. O deles é deles e o que rolou até ser deles não nos diz respeito. Marcionismo, frequentemente acompanhado de antijudaísmo e antisemitismo. Tá?
¶72Então isso é uma das das possíveis ramificações de quando você mexe com a trindade. Então sempre muito cuidado com autores que propõem interpretações um tanto heterodoxas da trindade. Por quê? Porque dá em problema. A gente tem um outro muito famoso que mexe com a trindade e teve que se retratar várias vezes e até hoje eu, Víor, não considero os concertos suficientes.
¶73Ele remendou a parada, mas ainda não vou chamar de, não acho que seja, mas tem que tomar cuidado com a maneira como você articula as coisas basilares da fé. W Gruden, aquele da sistemática famosa, tá? William L Craig não dá indícios de antissemitismo e eu não fiz essa acusação, tá? Para ficar bem claro, não é essa acusação que eu tô fazendo, mas ele pode ser usado para tanto. Não, não é muito difícil pegar coisas e usar pro antissemitismo, sabe?
¶74Então, parece só uma discussão metafísica a respeito da natureza de Deus e tal. Eu gosto do cristianismo copta nesse sentido. É um gosto particular. O cristianismo copta, quando ele não entende algo porque é muito metafísico, ele diz assim: "É mistério, prefiro não articular". Quando você vai e articula como fez William Lane Craig, você incorre em potenciais problemas sérios, graves, tá?
¶75E então deliberadamente William Lan Craig assume essa postura. E não é de hoje, isso é antigo, tá? Isso não é uma coisa que surgiu semana passada. Semana passada explodiu na rede social. Tá, mas é um posicionamento do Craig que é antigo, é um direito dele ter.
¶76Felizmente nós estamos no século XX que heresia não provoca fogueira no ocidente, tá? Então ele tá lá e ele tem essa postura. Quando você for ler, saiba que tem isso. E por que que é importante dizer que ele é herege nesse sentido? para que eu possa aproveitar o que ele tem de bom.
¶77Quando a gente deixa muito claro o que é a heresia, como ela acontece e por a heresia acontece, isso permite que você consiga acessar o que um homem cristão que parece ter um bom testemunho, não o conheço pessoalmente, mas parece ter um bom testemunho, tá? que contribuiu muito paraa cristandade. Vou dizer Willan Kraig com o argumento cosmológico e a sofisticação que ele criou do argumento calando do argumento cosmológico, a contribuição dele não é só paraa cristandade, não é para as três religiões monoteístas, tá? Então, o quando a gente pega e diz o que é a heresia, como ela acontece, por que ela é heresia e diz: "Olha, isso daqui o cara fez e não dá para fazer". Isso permite que você consiga isolar esse fator e aproveitar todas as outras contribuições que esse cara dá quando não estão relacionadas com esse fator, com esse fator de desvio.
¶78Portanto, dizer que algo é heresia é muitas vezes uma salvaguarda para quem tá lendo e pro próprio autor continuar aproveitável naquilo que ele tem de bom. O problema é que a gente tem que ter responsabilidade na maneira como a gente diz que algo é heresia e por esse algo é uma heresia. Então, n vezes eu recomendei livros do William Lenny Craig aqui no canal em Guarda, que é um livro bem bem de apologética clássica dele. Tem out tem um outro livro, não tô lembrando o nome agora, né? já eh apologética para questões contemporâneas, se não me engano, esse é o nome, eh que vai lidar já mais com a pós-modernidade, que é ótimo também.
¶79William Lane Craig, vamos ver. Eh, apologética contemporânea, a veracidade da fé cristã. É esse, é esse aqui, cara. É, é um belo de um de um de um livro, sabe? Enquanto ele não tiver tocando no assunto filiação de Jesus, ele é muito bom.
¶80Ele é muito bom. E aí, agora que você sabe, você pode continuar usando o material que ele dá com tranquilidade, [limpando a garganta] numa boa. E é um homem, até onde sabemos, cristão de bom testemunho, que parece afirmar a fé com sinceridade e que ao se deparar intelectualmente com uma articulação teológica tradicional e ortodoxa, se viu numa encruzilhada, porque na sua honestidade intelectual ele diz: "Cara, não é isso que me parece ser a verdade? Tudo bem, a gente acha que ele tá errado. A cristandade ao longo da história acha que ele tá errado e muito provavelmente não é isso que vai colocá-lo na fila dos condenados.
¶81Percebe? Entretanto, a gente sabe, olha, e diz com clareza, isso daqui não pertence, não pertence ao desfile tradicional da centralidade dogmática da fé cristã. Ponto. Deveria ser simples. Seria muito bom se a gente fosse sempre assim com quem tem bom testemunho cristão, pelo menos publicamente.
¶82O que acontece é que às vezes a gente se depara com pregadores e teólogos que não têm contribuição como William L. Craig tem. que não tem um bom testemunho público como William Lenny Craig tem, tem pouco a ser aproveitado e ainda por cima desviam todo o rebanho para coisas terríveis, como por exemplo a teologia da prosperidade. A gente tem que ter a autonomia de dizer, cara, heresia da braba. energia da braba, tá?
¶83Vamos falar desse garoto aqui, tipo Ravi Zacarias. Ravi Zacarias é uma tristeza porque veja, ele não é um apologeta, não foi, né, um apologeta brilhante como William An Craig, mas teve muito destaque, né, teve seus momentos de importância, tal, né? O problema e o Ravi, para quem não sabe, não teve bom testemunho cristão, pelo contrário, é um cara que manchou o nome do evangelho. O R Zacarias é completamente dispensável. E aí com Ravi Zacarias, a gente faz o com ele o que a gente faz com qualquer intelectual que tenha cometido crimes como ele cometeu.
¶84Se a contribuição que ele deu é indispensável e nenhuma outra pessoa articulou como ele articulou, a gente continua usando e dá crédito, sempre dizendo: "Ó, mas é um safado. Foi um safado, foi um criminoso." Agora, se ele não tem nenhuma contribuição única e original, troca por outro. E o Ravio Zacarias não teve nenhuma contribuição única e original. Ele era um divulgador de conhecimento. Ele replicava conhecimento, replicava com boa retórica, com boa argumentação.
¶85Ele não produziu nada que me faça que me impeça de usar alternativas. Então, pro Rav tem tudo quanto tem alternativa tranquilo. Pro William Ling Craig é mais difícil. Por quê? Porque o William Ling Craig é autor de pensamento original, tá?
¶86E ele tem um bom testemunho. Até onde a gente sabe, é difícil a distância a gente dizer, né? Mas as pessoas que eu tenho contato, que já tiveram contato direto com Elan Craig, só falam coisas boas a respeito dele. Vai saber, né? Na medida em que transformaram articulação teológica numa obra, a vida cristã fica de lado.
¶87É verdade. É verdade. Vítor, a partir da sua articulação, pode-se concluir que apenas o filho poderia se encarnar. Eu não fiz nenhuma articulação, Gustavo. Então, eh, deixa eu deixar muito claro aqui, tá?
¶88Eu eu não fiz nenhuma articulação. Você tem uma articulação que é nissena e se tem outra que é do Willam L. Craig. Eu subscrevo a articulação nissena, mas eu não me atrevo a fazer qualquer articulação autoral a respeito da trindade, tá bom? Eh, eh, e só o que eu posso concluir é que foi o filho quem encarnou, tá?
¶89A segunda pessoa da trindade, assumindo uma natureza humana na encarnação, não teria mudado. Portanto, se a segunda pessoa teria mudado, Deus teria mudado, não? E essa eh eh essa é uma outra questão, porque é o seguinte, o plano do advento é eterno. É o que Calvino vai chamar, por exemplo, de decreto eterno, né? Então o que que acontece?
¶90Sim, Jesus ele encarna e ele adquire forma humana. Isso não significa que Deus tenha mudado. Desde a eternidade isso já estava planejado, tá? Então não, a relação trinitária, ela é uma relação eterna, tá? Ela é uma relação eterna.
¶91O que muda? A única coisa que muda é a subordinação do filho durante o período que ele está na terra. Isso muda, tá? Então nós temos um subordinação no período terreno, tá? E mesmo essa subordinação do período terreno, ela é decreto eterno, ela é planejada eternamente.
¶92Então, eh, ela faz parte, a natureza humana faz parte do plano eterno de Deus, tá? Mas planejado e atuado não me parecem a mesma coisa. Uma é potencial, outra é atual. Se você pensar em tempo, se você pensar em tempo, planejar e atuar e tem diferença. Agora, como Deus não está preso no conceito de tempo, como Deus é eterno, tá?
¶93Como Deus não está preso na linha temporal, o planejamento já faz parte da sua natureza. Então quando acontece, acontece no tempo, mas eternamente aquilo já existia, tá? Tem uma excelente reflexão a respeito disso na teologia sistemática do Wolf Panenberg. Leu que o Panenberg falou a respeito de tempo na sistemática dele, aí resolve essa questão, tá? Por isso que é legal a galera de Bíblia, né?
¶94Deus envia o filho, o filho prega sobre o pai, o espírito confirma introdução nt do Kmel. [roncando] Certo? Enfim, falando sobre trindade aí, sobre um pouquinho de teologia sistemática, é um assunto que não é muito a a minha dedicação de pesquisa, mas é um assunto importante que todo mundo que se dedica à teologia deveria engajar em algum momento, tá? Então é um assunto importante que, lamentavelmente o nosso querido irmão William Lane Craig dá uma escorregada, certo? Mas você pode aproveitar todo o resto.
¶95Ouve e reten aquilo que é bom. E não seja você a julgar aquilo que vai acontecer na eternidade com cada pessoa que fala cada coisa. Certo? Essa é a essa é a questão. José Henrique, qual sistemática eu recomendo e uso?
¶96Cara, eu tenho um vídeo que faz um ranking de sistemáticas publicadas em língua portuguesa. Eu gosto muito da de uma teologia sistemática que não tem em português, que é introdutória, que é do Anthony Thzelton. Então, Anthony Thleton Systematic Theology, eu gosto muito dela. Entre as introdutórias é que eu gosto mais, não tem em português. Tem uma outra sistemática introdutória que eu gosto muito, que também não tem em português, que é do Michael FBD, Evangelical Theology, tá?
¶97Michael Bird Evangelical Theology é outra sistemática que é introdutória e eu gosto bastante. Entre as sistemáticas mais como é que eu posso dizer? Parrudas, densas e tal. Eu gosto muito da dogmática do Emil Bruna, tá em português. E a sistemática do Parenberg é excelente, tá em português.
¶98A dogmática reformada do Bavink é excelente, tá em português. E os volumes iniciais da Ctherine Sunderger. Não estou em português. Systematic Theology Ctherine Sodreger também vale bastante a pena dar uma olhada, tá bom, né? Ah, por que a sistemática do Gruden é tão popular?
¶99que foi talvez ah o primeiro projeto evangelical de introdução à teologia sistemática editorialmente bem-sucedido. Então, começou a ser usado em tudo quanto era seminário, começou a ser usado em tudo quanto era igreja e e ela é muito didática, cara. Então, o fato dela ser muito didática ajuda muito. E é mesmo, embora eu tenha problemas metodológicos com o que o Gruden faz, muito texto prova, né? Estamos usando a do Berkoff no seminário.
¶100Eu eu usei muito Berkof, tá? Eu usei bastante Berkof. Eu acho que o Berkof tem uns pontos ali que são meio anacrônicos e não não envelheceu tão bem. De maneira geral é bom diálogo do Berkov com a ciência, por exemplo, acho um negócio que não envelheceu legal, tá? Então, datou enquanto a dogmática reformada do Baving passou pelos anos muito bem, pela prova dos anos muito bem, é do Berkof, sim, mas não tanto em alguns pontos, tá?
¶101Mas a a a Duberkov também se propõe a ser um tanto introdutória, né? reformada, calvinista. Semana que vem tenho aula com o Alex Stalhfa. Vou perguntar para ele a opinião dele sobre essa posição do Craig. Pergunta, pergunta para ele.
¶102Vamos, eu, eu, eu te adianto o que ele vai falar, tá? Eu falar o seguinte, que Niceia, assim como os primeiros concílios cristãos de maneira geral, dependem muito de articulação filosófica e metafísica para acontecerem. E essa discussão não é uma discussão no plano do que o texto bíblico de fato diz, mas na maneira como se articula as coisas filosoficamente, tá? Eh, e a gente não deveria se apegar tanto a isso. Eu eu acho que é o que o Star vai falar para você conhecendo ele, tá?
¶103Mas não sei, vai que ele fala outra coisa, né? Certo. [suspirando] Ah, o livro Gutiérrez, Pneumatologia é uma boa pedida para entender mais o Espírito Santo de forma introdutória de uma perspectiva pentecostal. Recomenda mais algum? Cara, eu li pedaços do pneumatologia.
¶104O que eu li, eu gostei, tá? Mas eu não li o livro inteiro. Certo. Eh, tá saindo o livro novo do Jong, né, na Thomas Nelson. Sempre bom.
¶105Bom, prometido, vamos cumprir. Vai, Víor, como você vê os desafios do nosso ID e fazer discípulos numa realidade de tanto nichamento da sociabilidade como as bigtexs t provocado? Cara, essa pergunta ela parece assumir que o fazer discípulos depende de concordância, de fazer parte de uma mesma bolha, de ter mais ou menos a mesma opinião. Eh, quando na verdade vamos voltar pro texto, Mateus 28 1920. Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.
¶106Portanto, vão e façam discípulos. Portanto, idei discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer tudo aquilo que eu vos ordenei. E eu estarei com vocês por todo sempre. Olha só que coisa interessante. A ordenança é para ensinar, além de batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinar a obedecer tudo aquilo que Jesus ensinou.
¶107Então, o que que acontece? as câmaras de eco, as bolhas de opinião que as bigtechs provocam, elas são um impeditivo para você enxergar pontos cegos na sua percepção daquilo que Cristo realmente ordenou. Vou explicar isso melhor, tá? Vou explicar isso melhor. E eu tô pensando nisso agora, tá, Abner?
¶108Então, eu tô pensando nisso agora. Então, o que que acontece? Se todo mundo que me cerca tem as mesmas opiniões, acredita nas mesmas coisas, enxerga o mundo da mesma maneira, a gente cria o que a gente chama de câmara de eco. Ou seja, as minhas ideias encontram eco no meu ambiente e eu passo a acreditar que só existe aquela maneira de ver o mundo. As Bigtecs, elas promovem enormes câmaras de ecos, múltiplas câmaras de eco.
¶109E então o nosso interesse movido pelo algoritmo nos agrupa com as pessoas que já pensam como nós. E isso faz com que aquilo que Jesus denuncia de errado no nosso comportamento, na nossa maneira de ser e de viver, muitas vezes a gente não leve a sério. Não pare para pensar, tá? Isso é coisa de liberal, isso é coisa de reaça, isso é coisa de comunista. Ou seja, os ensinamentos de Jesus que ferem aquilo que a gente crê, a gente nunca leva a sério, porque todo mundo no nosso círculo pensa de maneira mais ou menos igual, tá?
¶110Então esse seria um desafio em tese. A questão é que no mundo real as pessoas não vivem em bolhas. A gente tem contato com pessoas do mundo real que pensam de modo diferente. Esse é o primeiro ponto. Então, o que eu diria é que o discipulado que a grande comissão, o nosso ID exige, [limpando a garganta] passa por você ter contato com urgente de verdade que pensa coisas diferentes daquilo que você pensa para que a partir desse tipo de perspectiva você possa ler Jesus por quem ele realmente é e não de acordo com a ideologia que você já abraçou.
¶111Ponto. Agora tem uma boa notícia vindo do mundo da tecnologia. >> [suspirando] >> Quanto mais as pessoas estão testando as ideologias e afirmações no groque, mas elas estão percebendo câmaras de eco, tá? Então tem tem uma boa notícia aí que é a seguinte, tem muita gente acreditando na inteligência artificial e a inteligência artificial às vezes erra. Entretanto, ela geralmente entrega consenso e esses consensos às vezes desafiam essas verdades pré-concebidas.
¶112Pode ser que a própria IA dê uma desmanchada nessas câmaras de eco tão poderosas assim, tá? Entretanto, a Câmara de Eco grita contra essa tendência. Então, na semana passada saiu uma pesquisa do grupo Barna em que 94 ou 96% dos pastores evangélicos desconfiam das respostas da inteligência artificial. E é uma desconfiança que, num certo sentido, é boa, porque aí erra mesmo. Entretanto, é uma desconfiança que vem, sabe de onde?
¶113daá respondendo aquilo que o pastor evangélico muitas vezes não quer ouvir sobre teologia e sobre o texto bíblico. Há testes e evidência que a Iá despolariza. Eu não tenho dúvida que isso acontece e eu já vi alguns desses estudos. Não achei tão conclusivos, não achei tão bons de número assim, mas mas tem já alguma coisa aí. E claro que tem gente que vive em bolha na vida real, às vezes sem opção.
¶114O bairro que você mora, a cidade que você mora, pode ser uma enorme bolha, tá? Pode, pode ser. Agora, o verdadeiro discipulado de Jesus Cristo envolve a gente ouvir gente que pensa diferente da gente. Renan e Suelen, eh, obrigado pelo super chat, amigo. Agnóstico, não é ateu pela origem da vida inorgânica para orgânica.
¶115crer em sincretismo bíblico com oriente próximo e não crê nos milagres. Como evangelizar, argumentar? Eu não acho que é uma questão de argumentação aí, tá? E essa é uma percepção às vezes que a gente tem eh um pouco racionalista de que a evangelização ela precisa ser argumentativa e da ordem do convencimento por meio de argumento racional. Isso pode estar presente na evangelização, muitas vezes está, mas nem sempre é o caso, tá?
¶116Nem sempre é um caso. O que que você vai argumentar para fazer uma pessoa crer no milagre? Evidências científicas do milagre. O cara vai acreditar na ciência, não no milagre, [roncando] na evidência científica que você mostrou, tá? O sincretismo bíblico com oriente, ele é um fato.
¶117Agora, como a gente articula esse sincretismo? É que é a questão, tá? Eh, então a questão do cara não é origem da vida, mas é o texto bíblico, né? E ah, talvez o problema dele seja historiografia. como o texto bíblico ele interage com as fés do antigo Oriente e que na verdade talvez o texto bíblico seja só um subproduto de um caldeirão de fés do antigo Oriente próximo, né?
¶118Muita gente entra nessa, o pessoal assiste o canal Estranha História e acaba entrando nesse nessa vibe, né? E aí surge essa questão sua, Renan. E também, vamos ver se eu acho aqui. Não, essa ã essa aqui. Então, a pergunta que você fez dialoga bastante com essa que me foi mandada lá no Instagram, tá?
¶119Então, tradições mesopotâmicas e arredores copiaram a Bíblia ou foi o contrário? Então assim, a pessoa que me mandou essa pergunta, ela já percebeu que as tradições da Mesopotâmia e da região do crescente fértil parecidas com as traduções bíblicas. o enum eles, o épico de gamesch. Quando você olha aquelas narrativas, tem muita coisa que é parecida com o texto bíblico. E aí ele faz a seguinte, o seguinte raciocínio.
¶120Ou as tradições do antigo Oriente próximo copiaram a Bíblia e a Bíblia é original e tem o Deus verdadeiro. Não sei se a pessoa que fez essa pergunta assume isso, mas talvez o seu amigo Renan assuma isso. Se o que veio antes foi a tradição mesopotâmica, a Bíblia só foi lá e copiou. E, portanto, você não pode clamar a originalidade de um Deus cujo texto é só uma cópia do que eram os outros deuses. Isso foi simplesmente a maneira como a história aconteceu e é antropologia, tá?
¶121Por outro lado, se os textos do Antigo Oriente próximo da Mesopotâmia copiaram o texto bíblico, o texto bíblico que é o original e Deus veio, o nosso Deus veio primeiro. Ah, li a mente do seu amigo, Renan. É isso, né? É exatamente isso que ele pensa. Exato, né?
¶122Então, se o texto bíblico veio antes, se o texto dos Hebreus veio antes, então o Deus dos Hebreus pode ser o verdadeiro. E foram só os o pessoal da mesopotâmico que copiou. E é o que tá implícito na pergunta desse nosso amigo lá do Instagram, né? Olha aí, ó. Foram as tradições mesopotâmicas que copiaram a Bíblia ou foi o inverso?
¶123Tá? Existe uma terceira alternativa. Existem várias alternativas, na verdade, mas terceira hipótese, será que elas não surgiram mais ou menos ao mesmo tempo e as fronteiras entre os lugares eram porosas e cada povo foi registrando mais ou menos do mesmo jeito, mas com pequenas alterações, tá? Essa é uma outra é uma outra hipótese, uma hipótese bastante próxima da realidade, tá? Vamos começar a responder dizendo o seguinte, tá?
¶124Em primeiríssimo lugar, o termo técnico não é copiar, tá? Então, quando você vê alguém que se diz historiador, que se diz antropólogo, que se diz biblista e fala que um povo copiou o outro, tal, ele pode estar fazendo uma simplificação didática, pode ser o caso. Ah, eles só copiaram o que já tinha naquele outro povo, tal. Pode ser uma simplificação didática, pode ser o caso, ou pode ser sensacionalismo para ganhar clique, que também existe bastante. Clique e retenção, eh, tem valor monetário hoje em dia, né?
¶125Então, pode ser isso também, tá? Ou ainda pode ser uma agenda ideológica. Então, como peça de propaganda, você precisa defender um argumento e você dizer copiou. é mais fácil de dizer do que o termo técnico, que é empréstimo. Você vai ver muito isso literatura de língua inglesa.
¶126Então, tal povo emprestou ou pegou emprestado, borrowed from, pegou emprestado do outro povo uma determinada ideia assim, assim, assado. Então, primeira coisa, nenhum povo copiou o outro. O que pode existir são empréstimos culturais. Então esse é um primeiro ponto importante, uma correção técnica, mas é uma correção técnica que é importante quando você entende que dentro de uma cultura você olha para outras culturas e pega elementos dessas outras culturas por empréstimo, porque esses elementos explicam bem uma realidade que você tá tentando explicar. você começa a perceber que isso é muito mais natural do que aparenta.
¶127Nós fazemos empréstimos culturais o tempo todo, tá? Por algum motivo você chama o cara que trabalha no restaurante de moço? Moço não. Eu chamo de comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia, amigão. Desce mais uma rodada.
¶128É disso que eu chamo. Não é isso não. Você chama ele de garçom. E garsom é moço em francês. É um empréstimo, um um exemplo palpérrimo que eu tô usando aqui de empréstimo cultural, mas que tá lá.
¶129E virou outra coisa. Na França garçon é só moço, virou uma outra coisa na nossa cultura. A gente pegou uma palavra de uma outra cultura, ressignificou para uma outra parada na nossa. Tá? Então isso acontece das mais variadas maneiras, da da das mais variadas maneiras isso acontece hoje e acontecia na antiguidade.
¶130Vamos pegar um exemplo que seja menos ofensivo pros ouvidos evangélicos, tá? O livro de Provérbios, no capítulo 22, ele é muito parecido com um documento que certamente é mais antigo do que ele. E não é um documento hebraico, não é um documento hebreu, não é um documento do de Efraim, não é um documento efraimita, não é um documento judaíta, não é nem do norte, nem do sul. O capítulo 22 de Provérbios usa um documento egípcio como base para aquilo que se escreve ali, chamado regra de amenemope, tá? E aí o proverbialista, ao pegar a regra de amemop, ele faz alterações, ele pega esse esse elemento cultural, esse artefato cultural, melhor dizendo, emprestado e ele refaz, ressignificando algumas coisas, revirando e revertendo algumas perspectivas.
¶131E isso acontece com o documento egípcio no livro de Provérbios. Olha, a sabedoria egípcia é assim. O o sábio hebreu olha para aquela sabedoria egípcia, ele fala: "Olha, tem coisa de sabedoria ali mesmo, dá para reaproveitar, mas precisa de algumas alterações aqui e ali. Vamos trazer e ele faz. Efetivamente faz.
¶132E quando faz, vira produto do canão bíblico. Com os textos meses como por exemplo Enuma, eles, como por exemplo é de Guilamch, a ideia é muito parecida. Os textos da Mesopotâmia, as evidências que a gente tem hoje, pelo menos, e são bastante sólidas, é muito difícil que isso mude com algum tipo de descoberta, tá? Ele, eles são mais antigos do que o texto da Bíblia hebraica. Eles são mais antigos que o texto da Bíblia hebraica.
¶133Mas o que a Bíblia hebraica faz? pega esses elementos culturais e revira, subverte, distorce e mostra que o jeito de ver o mundo do Deus de Israel é avesso ao jeito de ver o mundo da Mesopotâmia. Então, existe um empréstimo e depois uma subversão. Então, se os deuses da Mesopotâmia criaram deuses menores para servi-los e esses deuses menores cansados do trabalho de cultivar na Babilônia, criaram o ser humano para trabalhar no lugar deles. Essa é a mitologia mesopotâmica, tá?
¶134O texto bíblico vai fazer um negócio diferente. Não, Deus trabalha até o sexto dia e depois desfruta junto com o ser humano o dia do descanso. É tipo o inverso. O autor do texto bíblico sabia disso. Ele não é ingênuo.
¶135Ele convivia com aqueles textos. E o leitor do texto bíblico do Antigo Oriente também conhecia a mitologia mesopotâmica. Ele sabe exatamente o que o autor do texto bíblico tá fazendo. Tá dizendo: "Cara, o nosso Deus deles escravizou enquanto nosso nos dá o presente do descanso e de desfrutar do mundo." É uma narrativa subversiva. Se você vai crer que essa narrativa subversiva é inspirada por Deus ou não, é um outro negócio que não tem nada a ver.
¶136tá? Com a a com qual texto veio antes? A pergunta não é qual texto veio antes, é qual Deus é verdadeiro. E aí vem o meu desafio, que até hoje acho que o Fábio Sabino não entendeu o que eu quis dizer ali, mas eu faço de novo. Qual Deus é adorado até hoje?
¶137é o da Mesopotâmia ou é o do texto bíblico que subverteu o que diziam os deuses? Ah, quer dizer que os deuses da Mesopotâmia são eh verdadeiros simplesmente porque a a Mesopotâmia aprendeu a escrever primeiro. Porque é isso, tá gente? Eles aprenderam primeiro a pegar tablete de barro e fazer escrita comforme. E vou dizer mais, você só precisa que o texto bíblico tenha sido escrito antes, se o projeto do texto bíblico for de supremacia e hegemonia sobretudo.
¶138E não é, vou explicar o que eu quero dizer com isso. que o projeto do texto bíblico for Deus exercer domínio pela força sobre todos os povos, você precisa de um Deus que tá o tempo por todo se provando que ele é o Deus original. Então ele precisa se apresentar como Deus original, revelado o tempo todo como o principal e eh para governar todos. Não é isso que o texto bíblico apresenta. O texto bíblico apresenta precisamente um cara vindo da Mesopotâmia que tem fé em outros deuses que de repente ouviu o Deus verdadeiro.
¶139Então no meio da bagunça da Mesopotâmia e das muitas línguas da Mesopotâmia, aparece lá um Deus de Abraão. Ah, mas e o que Deus fez entre Adão e Abraão? Como que ele tava falando com as pessoas? A gente simplesmente não sabe, o texto bíblico nem tá interessado nesse tipo de narrativa hegemônica. Deus não tá tão interessado em se provar desse jeito.
¶140Pelo contrário, o que o texto bíblico vai apresentar é uma narrativa de reconciliação. É outra coisa. É outra parada. Perceba que é difícil um bom, vou deixar isso para lá porque acho que tá de bom tamanho. [suspirando] Então, a gente crê que nosso Deus é real por uma questão fenomenológica, as nossas experiências com ele, com o texto bíblico.
¶141A gente crê que o nosso Deus é real por uma questão de fé, pelo que ele faz em Cristo Jesus, pela ação do Espírito Santo em nós, pelo convencimento de pecado e justiça e juízo, que é o Espírito quem traz. E não porque a historiografia diz que a narrativa é coerente ou original. Percebe? Essa é essa é uma questão fundamental. Deixa eu responder mais um super chat.
¶142Não sei se ficou claro aí, Renan. Essa semana eu tive essa conversa com ele, falei exatamente isso sobre a Bíblia. A questão de que eles são confiáveis é muito estabelecida. Agora, ver, crer o que aconteceu ali é real e inspirado é diferente. Exatamente.
¶143Exatamente. É outra história. São são assuntos separados, tá? São assuntos separados. Ah, pera aí que me mandaram aqui um um outro super fed que vem do Kauan.
¶144Butsk fala Víor, meu TCC compara W e Barkley em Romanos 8. Qual a diferença hermenêutica entre os dois você considera mais decisiva para entender o capítulo? >> Eu acho que eles têm diferenças exegéticas e não hermenêuticas, tá? Eh, os pressupostos hermenêuticos do Barkley e do Tom Wright são muito parecidos, inclusive. Eh, na verdade o que o John Barkley vai fazer, o projeto do do John Barkley, que vai afetar a estrutura da exegese dele de Romanos 8, é que ele vai mostrar como graça funciona no mundo antigo, especialmente no mundo clássico.
¶145Agora, a metodologia hermenêutica que ele vai usar para mostrar como graça é importante no no mundo do primeiro século e o que que ela realmente significa ali. É muito parecido com o que o Tom Wright faz a respeito da ressurreição, tá? Então, depois de ser hermenêutico, eu não acho que tenha grandes diferenças. Agora, existem conclusões exeréticas diferentes porque o Barkley pesquisou coisas que o Tom Wright não pesquisou. A real é essa.
¶146E por isso Paulo e o Dom e é um dos livros mais importantes da teologia paulina nos últimos 50 anos, 80 anos, alguma coisa do gênero, tá? Então essa é a eh essa é a questão, tá? Essa é a questão mais importante. Queria agradecer aí o Bruno Arruda pelo super chat generoso. Eh, Vittor, estou até o momento convencido pela argumentação do Craig que a formulação licena tem como implicação o subordinacionismo.
¶147Ignoro e submeto a Niceia, cara. Eh, eu recomendo para você dar uma olhadinha nos argumentos do Michael Bird, tá? Acho que essa é a melhor melhor lugar. Se você tiver acesso à língua inglesa, ele tem um canal, você procura Michael FBD, que tem bons argumentos aí para te ajudar. Não, eu acho que ele fez o super chat querendo fazer a pergunta, mas aí a pergunta não saiu, mas eu respondi aqui, entendeu?
¶148Eu acho que foi isso. Às vezes, eu já fiz isso também em live de outra pessoa. Eu fui fazer o super chat e aí na hora de enviar, por algum motivo, o texto não foi, eu cliquei antes da hora, sei lá. Então acho que foi isso, por isso que eu li a pergunta dele depois, tá? Víor, qual foi o seu critério para escolher o cenário que cursou?
¶149Porque não fez um da IPB? Meu critério, José Henrique, é morar em São Paulo e ter um trânsito muito grande e ser alguém que fez o seminário enquanto trabalhava. Então, ah, existem pessoas que tm o privilégio de parar de trabalhar para estudar, etc. Não foi o meu caso, eu tive outros privilégios, não esse. Então eu fiz o seminário que era perto do meu trabalho, porque eu trabalhava o dia inteiro, eu era executivo na época.
¶150Então, na época eu era executivo no mundo corporativo e o meu semin o seminário que eu fiz ficava razoavelmente próximo do lugar que eu trabalhava, né? Então, fui fazer seminário lá e eu sentia que era um bom seminário, nada contra os seminários da IPB, mas eu não tinha pretensão de fazer uma carreira IPBística, né? Eu sabia, quando eu fui fazer S de Cristo, eu sabia que eu não seria professor do Andrew Jumper, que eu não trabalharia no Mensen etc, né? Não, ah, não é um presbiteriano puro sangue, sabe essas coisas. Então, eh eh respeito muito quem faz essa trajetória.
¶151Não era a trajetória que eu queria fazer. O meu negócio sempre foi dar aula para quem não pode ter aula. Então, meu meu negócio é viajar para Luanda, é viajar para Guinebissal, eh eh levar teologia e eh pela internet para quem não tem dinheiro para pagar um seminário, é fazer vídeo de teologia profundo e de graça para isso aí foi o que eu sempre quis fazer. A internet eu não sabia ainda que seria como foi, né? Mas super respeito quem faz um uma trajetória mais dentro da denominação, né?
¶152Mas eu já sabia que não seria a minha trajetória e então para mim dava para fazer o servo de Cristo em vez de fazer o JMC, que seria muito mais difícil do ponto de vista da minha dinâmica familiar e profissional para conseguir fazer da minha dinâmica de sustento para para conseguir fazer, tá? Então esse é o esse é o ponto. Alberto Cavalcante, Víor, vale a pena ser jornalista hoje em dia no Brasil? Amigo, é o seguinte, cara. Jornalismo é igual missionário, você faz por vocação, porque nunca valeu a pena ser jornalista, tá?
¶153Jornalismo nunca pagou bem. Em nenhum momento da história o jornalismo pagou bem. e tem motivo pro jornalismo não pagar bem, tá? Eh, então quando eu quando eu falo que tem motivos pro jornalismo não pagar bem, é o seguinte, cara. Jornalismo é a profissão que se você tiver fazendo direito, eh, que se você tiver fazendo bem decentemente, quem tem o dinheiro para pagar não gosta do que você tá fazendo.
¶154Então, bom jornalismo nunca eh bem pago, então nunca vale a pena. Hoje, ontem ou amanhã no Brasil, nos Estados Unidos, na União Soviética, em qualquer lugar, nunca valeu a pena ser jornalista. Quem é jornalista é jornalista porque é apaixonado pelo bagulho. Então o o a criança vai, olha só, a criança vai no jogo Santos e Corinthians, na arquibancada do Corinthians, e é criança e pede uma camisa do Neymar porque é criança. E o Neymar é carismático com criança, gente.
¶155Você pode odiar o Neymar, mas é innegável que o cara tem elementos ali da do do jeito dele de ser e tal, que agrada a criança e ele atende o público infantil muito bem. E e ele tem, você pode criticar o Neymar por n motivos, por n coisas, como eu já critiquei muitas vezes, inclusive nas minhas redes. Mas o fato é que artistas, jogadores de futebol, da estatura do Neymar, poucos são os que atendem o público de maneira simpática, como ele faz. Então, ele vai lá e atende a criança e dá a camisa dele pra criança corintiana. Então ele dá a camisa do Santos para criança que torce pro Corinthians no estádio do Corinthians, no dia que o Corinthians perdeu.
¶156E dá uma baita confusão, porque a arquibancada do Corinthians fica doida com aquilo e xinga o moleque, o moleque tem que ir embora no camburão da polícia, etc. No dia seguinte, você sabe de quem que é a culpa? Eu tô lá, isso chegou até mim, não procurei. Aparece o vídeo do indivíduo trajado devidamente com um gavião e um distintivo que parece um despertador, porque é é isso que o símbolo do Corinthians parece. Um despertador desperta, ó tu que dormes, Sport Clube Corinthians Paulista.
¶157É, parece um indivíduo falando que a culpa é da imprensa. Então, nunca vale a pena ser jornalista. Até quando um negócio desse acontece, é o jornalista que tem culpa. É, não é porque a imprensa brasileira retrata. Os políticos roubam a vida inteira nesse país.
¶158Sabe quem que é culpada? Sabe quem que você odeia? A Globo. Ah, mas a Globo faz isso, faz aquilo. Faz, faz.
¶159Você tem razão. Faz. Mas por que que o político se defende? Então não, nunca valeu a pena ser jornalista. Nunca vai valer a pena ser jornalista, assim como não vale a pena ser missionário, dependendo do que, a menos que você tenha vocação, a menos que você considere o serviço público que o jornalista faz e o serviço público que o missionário faz algo de valor.
¶160Aí vale a pena. Agora, como profissão e carreira, esquece jornalismo, meu brother. Você pode até fazer a faculdade de jornalismo pensando que ela vai te capacitar para outra coisa, mas esquece jornalismo. Não faça isso. Ser missionário vale a pena.
¶161Vale muito a pena. é maravilhoso. Não como plano de carreira, como plano de serviço ao Deus Altíssimo. É a coisa mais gratificante que existe. Ser missionário.
¶162Tem nada mais gratificante do que isso, mas não como carreira, né? Vamos fazer uma conta aqui. Essa essa pergunta me pega porque, desculpa, Alberto, eu não não não tô batendo em você não, mas é porque Valta e meia me pergunta esse negócio. Deixa eu fazer uma Vamos fazer uma conta aqui, tá? Todo ano, todo ano a escola de comunicação e arte admite 50 novos alunos de jornalismo.
¶163Que que é a escola de comunicação e arte? É a ECA da USP. Então você faz o vest passa na USP, passei, tô na melhor faculdade de jornalismo do país, pública. Então são 50 por ano, tá? Todo ano a faculdade de CAS per líbero admite 100 alunos de manhã e 100 alunos à noite, tá?
¶164Então você estudou bastante, fez o estibular, passou em jornalismo na casa super líbero, beleza? tô na melhor faculdade privada de jornalismo do país, certo? Beleza? Então são 50 da USP mais 200 da CAS per Líbero e você tem a maior faculdade pública ou a melhor faculdade pública oferecendo curso de jornalismo e a melhor faculdade privada oferecendo curso de jornalismo. Todo ano 250 novos entrantes no mercado.
¶165Ah, não, mas pera aí. 250 que são admitidos na faculdade. Quanto se formam efetivamente? Vamos baixar esse número, vamos dizer que seja 200. É mais, mas para conta fica fácil.
¶166Vamos dizer que sejam 200. Então, as duas melhores faculdades de jornalismo do Brasil, todo ano soltam pro mercado 200 profissionais, tá? E aí você tem veículos de imprensa em São Paulo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Editor Abril, CBN, ã, Valor Econômico, Grupo Bandeirantes, Record, SBT, Rede TV. Você acha que essas nove empresas absorvem, nove empresas absorvem 200 novos entrantes no mercado todo ano? Claro que não.
¶167Claro que não. Não, não tem como ter vaga para tudo isso, tá? E e essas empresas pagam mal, tá? A menos que você seja âncora do Jornal Nacional, essas empresas pagam mal, não são salários bons. Mas o que eu tô te dizendo é o seguinte, cara.
¶168Se você entrar na melhor faculdade de jornalismo do país, você não será absorvido muito provavelmente pelos principais veículos de imprensa do país e talvez nem por nenhum veículo de imprensa. Essa é uma conta rápida. tem que fazer outra coisa que não o jornalismo. Essa, esse é o ponto. Obrigado pela resposta.
¶169Conheço as ideias do Bird e outros e discordo. Sei que você não vai resolver essa questão aqui, mas poderia elaborar sobre a necessidade de submeter a Niceia? Compatibilidade com a escritura não basta. Eu acho que compatibilidade com escritura basta. Eu acho que a ideia do do William D.
¶170Craig não é compatível com a escritura. Agora, agora, eh, você pode perfeitamente ser um cristão ortodoxo e dizer o seguinte: onde Niceia afirma e eu discordo, eu permaneço lacônico. Acho que Niceia articulou mal isso daqui. Até acho. O problema é o que que você tá propondo no lugar.
¶171Se você não propõe nada, a heresia é a proposta alternativa. Heresia é escolha. Você simplesmente falar: "Olha, aqui é mistério de Deus. Acho que Niceia foi longe demais com esses argumentos helenísticos aí. Prefiro manter mistério aquilo que é mistério.
¶172O problema é que o William Len Craig propõe uma alternativa e a alternativa que ele propõe não é boa. >> [suspirando] >> Hum. Começa antes, né? Tenho o desejo de fazer seminário SPS, porém meu contexto familiar não me permite tanto. Casei, tive filho recentemente e trabalho muitas horas como desenvolvedor.
¶173Tenho pensado em fazer flã. É uma hipótese. É uma hipótese. Depende daquilo que você imagina que você vai trabalhar. Se o seu presbitério não vai te ordenar fazendo flã e você quer ser um pastor ordenado, a resposta é óbvia.
¶174Você vai ter que dar um jeito de fazer SPS, tá? E aí o José Henrique se entendo. Foi bem difícil vir para Campinas. Aparentemente José Henrique também faz espécie. Eu morava no Paraná, larguei meu emprego de videomaker, minha esposa também.
¶175Você largou sua esposa? Não, ela também largou o emprego dela, imagino. Cuidado com o jeito que você escreve as coisas. Viemos em fé e Deus tem nos sustentado, graças a Deus, né? Que bom, né?
¶176Nem sempre esse tipo de coisa é possível, mesmo vindo em fé, tá? Então, o que serve para um, nem sempre serve pro outro. Admiro muito. Eu sou de Campinas, mas conheço muitos seminaristas aqui que vieram de longe também. Não é fácil.
¶177Deus fortalecerá vocês cada dia mais. Deus abençoe vocês e seu ministério. Amém. Faço das suas palavras também a minha oração. Por Henrique, você que susto que você me deu.
¶178Que susto que você me deu. Laguei minha esposa para ir pro seminário, rapaz. >> [suspirando] >> Eh, gente, deixa eu falar [risadas] um negócio para vocês. Na minha contagem aqui de pessoas assistindo a live, tava tipo 120 pessoas, depois que para 40 e agora voltou para mais ou menos 100. Alguém que que aconteceu?
¶179Acabou a força e voltou e uma galera foi derrubada? Se vocês souberem a resposta, eh, digam-me o que aconteceu. Foi só bug do YouTube mesmo. Víor, aproveitando que você foi da música, sinto que o gospel é da música, mais ou menos, né? Eu era executivo da música.
¶180Sinto que o gospel é o único nicho que não se rendeu à temática da ostentação. Ô Anderson, é que a ostentação é outra, né, cara? É diferente. Ela e eh não é exatamente a mesma ostentação. Mas que que você acha que é quem te viu passar na prova e não te ajudou quando você tiver na vitória, não sei lá o quê?
¶181Pô, Vanderson, você tava numa numa sequência, cara, de comentários em lives assim de craque no jogo, sabe? Com com com com a estampa assim. Aí aí dessa vez Yuri albertou o bagulho, cara. Cracaço que furou a bola. Que aconteceu?
¶182Ai, ai. [risadas] O cara toma mais Coca-Cola que água. Célio, presta atenção. Presta atenção. Estamos em 1 hora 39 de live.
¶183Aqui tem 310 ml. Tô na metade ainda, cara. Foi só 150 ml de Coca-Cola de Coquinha zero ainda, de boa. Só na segunda-feira de live. Nem é todo dia que eu faço isso.
¶184Não, não regula minha Coca Zero não, porque eh já já tá difícil demais para mim a vida. Vanderson, venir metal e hardcore comigo. É o metal espadinha ostenta o quê? Cabeças de dragão degoladas, né? Então, eh, no metal também tem ostentação.
¶185É que é outra ostentação, entendeu? Espadas de esmeralda, né? Quem quem é das antigas sabe do que eu tô falando, né? Quando Rapsod of Fire chamava só Rapsod ou em português? Tu não acorda à noite para ir no banheiro?
¶186Você tá achando que eu tenho o quê? 62, mano. Eu tenho 42 só. Tá de boa. Down Victory, álbum da minha adolescência, da adolescência de muitos, né?
¶187Eh, enfim, Rain of Thousand Flames. É isso aí. eh essas coisas aí. Então o metal ele também tem o sustentação. Cara, o que que é o dream theater?
¶188Que é o dream theater senão uma ostentação das capacidades técnicas? Ela está em todos os lugares a ostentação, tá? E no hardcore, a ostentação de dizer, faço tudo que esses caras faz só com três acordes. Qual a diferença do hardcore e do legião urbana? A distorção.
¶189O resto é igualzinho. Proibido falar mal de DT. Eh, Trin terson diante do trono. Twson que eu prefiro é PT, né? Peter Thson, mas falar em PT, o pessoal já ficaçado aí, não pode.
¶190Víor, poderia, por favor, dizer o que pensa sobre Paul Tir, por favorzinho? Cara, eu não gosto muito do PT, [roncando] ó. Deixa eu compartilhar a tela com vocês. Vamos compartilhar a tela. Cadê tela?
¶191Esse é o único PT que eu gosto. Esse esse PT eu gosto, tá? Lembrando que se trata de ironia. Eu não tô fazendo nenhuma recomendação ou desrecomendação partidária para vocês, OK? Em época de eleição, mantendo o meu compromisso com aquilo que eu mesmo disse que faria, mas eu gosto desse PT aí.
¶192E se você não sabe quem ele é, quem quem afinal de contas, não é mesmo? Então, peguem aí a a metalinguagem do trocadilho, tá? que eu não vou explicar que eu não vou explicar. Vamos responder pergunta dos outros. Mas falando sério, cara, eu eu eu não gosto muito de ponteric não, cara.
¶193Eu posso depois fazer uma, eu devia de fazer uma videoaula explicando alguns desses caras que são importantes. Políica é importante, embora não goste da é enfim. Adicionar ao palco. Como estar inserido no que o meio acadêmico tem discutido? Só leio, write e move.
¶194Como que a gente fica inserido? Cara, é o seguinte, tem um lado da parada que é meio que compreendido e aprendido na medida em que você tá pesquisando. Então você começa a perceber que material técnico geralmente vem de um grupo seleto de editoras. Então, geralmente se tem university pr no nome da da editora, é porque tá produzindo material mais técnico, mais acadêmico, via de regra, nem sempre. Então, você quer se manter atualizado, o que que a Cambridge University Press tem lançado?
¶195O que que a Oxford University Press tem lançado? Olha lá o catálogo dos últimos lançamentos, né? Importante. Outras editoras de material técnico tem a Brill BLL. Vê o que que a Brill tá lançando, vê o que que a Gruer tá lançando, a Blonsbberry, a TNT Clark, né?
¶196Agora, esses materiais são todos materiais muito caros, por isso que eu costumo indicar Perleo, que é um site por assinatura, não tem comissão nenhuma, não tem link meu para você usar, mas você paga uma assinatura e tem acesso ao monte de livro técnico que ajuda, tá? Os handbooks de Cambridge, de Oxford ajudam muito a entender como tá o estado da arte de cada uma da dos campos de estudo. Então, se você quer saber como tá o estado da arte dos estudos paulinos, você vai dar uma olhadinha no Oxford Handbook of Pauline Studies, tá? é uma é uma maneira de você se manter up to date e sobretudo quando você tá pesquisando, você também fica habituado com quais são os principais periódicos da área de pesquisa que você tá. Então quando você fala só leio e moquisa de interesse é mais Novo Testamento.
¶197Então você vai ter o o Journal for Biblical Journal of Biblical Literature, o JBL. Então, para quem estuda a Bíblia, JBL não é caixinha de som, é o principal periódico da do campo, né? O Journal of Biblical Literature. Além dele, você vai ter a revista bíblica, você vai ter o Journal for the Studies of the New Testament, você vai ter ah Harvard Theology Review, né? HTR, você vai ter que mais?
¶198Que que eu tô esquecendo aqui do Novo Testamento? Você vai ter, você vai ter o Novo Testamentum, que tem também o do Antigo Vetus Testamentum, tá? Eh, você vai ter o Journal for the study of the Historical Jesus, se o teu, se a tua área de interesse é Jesus histórico, tá? H, você tem uma revista importante que se chama Early Christianity, que ela é uma revista de estudos bíblicos e de história das origens do cristianismo. Então, são são revistas acadêmicas que você tá o tempo todo em contato com elas porque você tá vendo publicações desses lugares como publicações relevantes quando você tá inserido no mundo da pesquisa, tá?
¶199Agora, se você é de fora do meio acadêmico e quer se inserir, aí você tem que criar um mecanismo artificial para acompanhar o que essas revistas publicam. Você precisa ter uma vontade extra de estar ali fazendo. O que que você pode fazer de repente que eu faria? Se eu fosse começar isso do zero hoje, eu iria no chat GPT, pegaria todos esses essas revistas que eu falei para você e essas editoras que eu falei e digitaria assim: outras editoras que publicam em material técnico, como essas que o Vittor falou, e ele vai te dar uma listinha ali de algumas, né? Aí você pega a lista que eu dei, mais a lista que o chat GPT deu.
¶200Você vai chegar, você vai jogar num novo. Prompt de automação. Isso vai fazer assim, ó. Eh, elabore um relatório toda sexta-feira de manhã com as principais contribuições acadêmicas publicadas nas seguintes editoras nos últimos s dias, pá. E aí toda sexta-feira você vai receber um relatório.
¶201É um relatório falho porque é um relatório de inteligência artificial, mas pelo menos é alguma coisa. É um jeito de monitorar a parada sem que você tenha um orientador, sem que você tenha uma bolsa da CAPS da CNPq ou da FAPESP, sem que você tenha uma biblioteca à sua disposição, etc. Isso é uma maneira de fazer, tá? Tem outros? Tem.
¶202Foi criativamente, foi o que eu consegui pensar. Tá, Víor, comprando seu curso ali do link, quanto tempo de acesso libera, vitalício? Forever and ever and ever and on. OK. H, traduções mesopotâmicas já foi.
¶203Olha aí, Almeida revista atualizada ou Nova Almeida Atualizada. Nova Almeida Atualizada. Tem um motivo para ter uma nova. Agora, se você tá mais habituado com a Ara e você quer manter a que você tá habituado, aí mantém, né? Mas nova almeida atualizada.
¶204Excelente. Tá excelente. A nova Almeida Atualizada. Ah, Almeida revista Atualizada é uma é uma boa tradução e você sempre pode ir nos meus vídeos sobre tradução e procurar pelo meu eh manual lá, ebook, o que faz um uma boa tradução bíblica. Se você já é meu aluno em qualquer um dos meus cursos, lá na na plataforma na UBLA, dá para você procurar esse negócio aí e comprar esse e-book.
¶205Eh, ali eu explico como que você escolhe uma tradução, tá? Então, faça isso. Você vai se surpreender com a qualidade do material pro bem. gostaria de ouvi-lo falar sobre sua visão quanto ao livro de Apocalipse. Então, vamos lá.
¶206Minha visão sobre o livro de Apocalipse, tá? A minha visão sobre o livro de Apocalipse é que as conclusões escatológicas tradicionais da teologia sistemática contaminam a nova a nossa leitura do livro de Apocalipse. A gente faz com que o livro não fale por si, porque a gente adota de antemão uma percepção do que ele deveria dizer e impõe sobre o livro as nossas expectativas. Então fica esse papo de, ah, porque eu sou eh eh mesot prédisp, não sei que blá blá blá. Que tal tentar ler o livro de Apocalipse pelo que ele é, usando as ferramentas hermenêuticas que a gente usa para todos os outros livros.
¶207E o que ele é? Um livro destinado a sete igrejas da Ásia que vivem sob a sedução do Império Romano e são chamadas a viver de modo alternativo, em resistência a essa sedução e eventual perseguição localizada, resistindo essencialmente ao culto, ao imperador e também as divindades das suas cidades. e com a percepção de que, embora Cristo ainda não tenha voltado, ele voltará. E por mais que a gente olhe pro trono e pareça ser o trono de César, quando a gente olha pros aspectos terrenos da vida, o livro de Apocalipse revela, Apocalipses é revelação, então mostra, desvela que no verdadeiro trono, no trono do cosmos, não é César quem está sentado, mas sim Jesus, ele detém o controle sobre todas as coisas. E quando a gente olha para esse trono, o que a gente escuta e espera é o leão da tribo de Judá, que é o verdadeiro rei.
¶208Mas quando a gente observa o trono de fato, quem está sentado lá não é o leão, mas o cordeiro que foi morto. E, portanto, a vitória sobre um império intransponível não se dá por meio da carne do sangue ou pela força militar, mas se dá por meio do amor sacrificial. A resistência que uma comunidade tem que ter diante da pobreza, do sofrimento ou da eventual perseguição, é uma resistência que se exerce a partir da identificação com o cordeiro que foi morto na cruz pelo próprio império romano. Então, é sobre isso que o livro de Apocalipse vai tratar e ele vai oferecer para nós uma percepção futura de como Deus vai lidar com todo império do mal, todo tipo de império que impõe sofrimento tanto aos filhos de Deus quanto aos povos de maneira geral, todos eles serão julgados. Então, o livro de Apocalipse recorre a uma visão aberta dos céus, porque é o próprio Deus que lida com as autoridades imperiais ao longo dos séculos.
¶209Essa visão dos céus sempre vai ser uma visão fantástica, extraordinária, porque a gente precisa usar imagens do extraordinário na medida em que nos faltam palavras para descrever um Deus que é revelado, mas não cabe na nossa linguagem. Isso vai se dar tanto na descrição de quem é esse Deus dos céus abertos, quanto na descrição do tipo de mal que os impérios provocam e que na verdade é mal que Deus permite que aconteça, mas é provocado por Satanás. O livro de Apocalipse então mostra um Deus que não permanece inoperante diante das ações de Satanás, mas pelo contrário, ele vem para rebatê-lo e ele vem para julgá-lo. E dentro dessa narrativa cósmica, a igreja ocupa um determinado papel de demonstrar que Deus está agindo no meio do caos dos impérios. Então isso é um panorama do livro de Apocalipse que ainda mostra um futuro de quando Deus lida com esse mal imperial de uma vez por todas e traz para nós a nova Jerusalém descendo, tá?
¶210Isso é um panorama de como ler o livro de Apocalipse e do que efetivamente está no livro. Tem uma série de expectativas que a gente tem, tem uma série de coisas que dizem que está no final que simplesmente não aparece no livro. E a gente acaba impondo pelas nossas expectativas, não porque tá lá. Então, se você vai pro livro de antemão como pré-milenista, como amilenista, como dispensacionalista, como não sei quantos taxista, eh, eh, enfim, eh salada mista, qualquer coisa ista que você vai pro texto, você corre o risco de impor ao texto expectativas que não serão atendidas, porque não tá lá no texto aquilo. Demais, essas manifestações escatológicas categorizadas, taxonomizadas a partir do milênio, provocam uma distorção na leitura tremenda.
¶211Por quê? É tentar ler o livro todo a partir da conclusão do capítulo 20, que é um capítulo especialmente difícil, controverso. Então, faz sentido uma decisão sábia elaborar a hermenêutica de um livro precisamente a partir do seu capítulo mais obscuro? Não, não me parece ser. Então, na voz do meu antigo professor Stepan Francisco Kirchner, dando aula de apocalipse no seminário e perguntado para um aluno, mas espera aí, professor, isso daí que você tá falando é pré-milenismo, pós-milenismo ou amilenismo?
¶212A resposta do Dr. Steven Francisco Kitner, aluno de Dick France, foi a seguinte: "Eu não estou nem aí para esses ismos. me importa o texto bíblico. Bom, se depois de passar pelo livro de Apocalipse você quiser ter uma posição a respeito das categorias taxonômicas, da teologia sistemática a respeito do fim das coisas, você pode ter efetivamente. Eu me considero uma milenista light, porque me parece fazer um pouco mais de sentido.
¶213Agora eu apostaria na Polymarket que o amilenismo é a melhor resposta. Talvez uma aposta de R$ 1,72. Dá para dá para apostar 1,72 na Polymarket? Não sabemos. Então eu sou um amilenista um tanto fajuto, é só o que me parece fazer mais sentido, mas não tem uma [limpando a garganta] um apego muito arraigado a isso.
¶214Entretanto, existe uma outra coisa, porque isso tudo são categorias taxonômicas da teologia sistemática a respeito do fim dos tempos. Uma outra coisa diferente é qual a abordagem hermenêutica que a gente vai ter diante do texto. O texto de Apocalipse ele tá dizendo sobre futuro. Então eu tenho uma abordagem preditiva que prevê o futuro. É um tipo de abordagem.
¶215Certamente há coisas que o livro de Apocalipse está prevendo. Então tem um pouco disso. Mas essa vai ser a minha linha hermenêutica durante todo o livro. Não sabemos porque tem coisas que o livro diz a respeito do contexto cultural. da Ásia Menor durante o período do Império Romano.
¶216Então eu vou abordar uma leitura preterista, mas se tem coisa que é do futuro e tem coisa que é do passado. Então uma outra abordagem possível é de que aquilo é muito teopoético ou simbólico para que a gente enxergue as coisas como elas acontecem nos céus. é uma parte, é isso, capítulo 4, capítulo 5 tem um pouco disso, mas é também um manifesto teolítico de dizer que não é o rei da Pérsia, que é o verdadeiro rei do cosmos e muito menos César, eh, o Jesus de Nazaré. Então você vai ter uma leitura teopolítica do texto em alguns momentos, mas tem que tomar cuidado para não exagerar, porque tem hora que não tem nada de imperial ali. Simplesmente o que existe ali é uma orientação a partir da concretização daquilo que se observa no Antigo Testamento, na Escritura hebraica, com inúmeras alusões, inclusive ao Antigo Testamento.
¶217Então, na verdade, essas abordagens hermenêuticas, elas têm que ser parimoniosamente utilizadas e equilibradas entre si para que o livro fale aquilo que o livro quer dizer e não aquilo que a gente imagina que ele diz. Então, tem coisa que diz respeito ao final dos tempos, futuro, tal, tem coisa que diz respeito a Roma. Como que você sabe? Na medida em que você lê o texto e você conhece as figuras, isso vai ficando mais ou menos claro. E isso, esse tipo de abordagem é precisamente a abordagem que você vai encontrar nos comentários técnicos do livro de apocalipse.
¶218Como eu costumo recomendar o livro do Craig Coaster, para mim o melhor comentário técnico de apocalipse, pelo menos daqueles que eu já consultei, talvez tenha material novo que eu não me atualizei, mas Craig Coaster é isso aí, é uma boa, tá? E tem outros aí à disposição, não tão bom quanto, mas bastante extenso, é o do David ou o David Aney, três volumes. Em língua portuguesa, o Grand Osborne é bom. E é isso que eles vão tentar fazer, ler o livro de Apocalipse dentro do seu contexto cultural e das previsões que ele eventualmente faça, tá? Será que vai aparecer a minha pergunta?
¶219Diz o NPC da vida real. NPC da vida real. Vocês têm uma criatividade que me espanta, me causa profunda admiração e às vezes um não se ofenda, não se ofenda. Às vezes um pouquinho de medo. Às vezes esses dias NPC da vida real, um cara agiu como você.
¶220NPC da vida real. Estava eu a comprar um presente de aniversário da minha querida esposa, que completou aninhos semana passada e fui eu num shopping. Geralmente, geralmente eu faço esse tipo de compra pela internet. Vacilei dessa vez. Então, fui eu a esse que é um representante com Tomás das enfermidades paulistanas, o Shopping Center.
¶221E lá no Shopping Center adentrei em uma loja que potencialmente teria algo que a Bruna gostaria. Pois é. Enquanto eu escolho aquilo que eu levaria, eu recebo olhares de um rapaz penetrantes. Pensei eu. Eu tô recebendo um flirt.
¶222estaria eu sendo cotejado em plena loja de chocolates por um outro rapaz. E ah, bem, na verdade, eu escolho o chocolate que eu levaria para minha esposa e esse rapaz então dirige- minha palavra e ele faz assim: "Você não é aquele teólogo? E eu disse: "Sou". E ele olhou para mim e disse: "Ah, tá." pagou o chocolate dele e embora ele foi. Sim, existem NPCs da vida real e para alguns isso provoca certo receio.
¶223pra Renê Descart, quem sabe um NPC da vida real, seja qualquer ente que não seja ele próprio. Afinal de contas, cogito ergosum, eu penso logo existo, mas como eu vou garantir que a sua existência não é mero produto da minha própria imaginação? E, portanto, não seriam todas as pessoas do mundo meramente NPCs da vida real, talvez. Quem sabe? Eu só diria cuidado, porque esse tipo de pensamento é um tanto egocêntrico e às vezes precisa de auxílio psicológico, às vezes psiquiátrico, não seja tão individualista assim, a ponto de achar que todo ser humano é mera ilusão da sua cabeça.
¶224Se eventualmente você tiver pensando isso também, fica tranquilo. É só coisa da sua cabeça, afinal de contas. Feita essa longa intervenção pseudofilosófica, vamos ver se a próxima pergunta que eu tenho foi a que você mandou. NPC da vida real. Essa aqui é a pergunta que o indivíduo me mandou.
¶225Quantos dedos? Não, gente, vocês me assustam. É o horário. Quantos dedos você tem nas mãos, Vittor? Eu não tenho hábito de carregar dedo dos outros na mão, não.
¶226Coisa de gente. Ou você tá falando dos dedos da minha própria mão. Se for isso, a resposta é o típico 10. Pareceu alguma coisa diferente. Vocês me assustam, gente.
¶227É horário. [suspirando] Eu falei, Guilherme amante, eu falei que hoje eu tava hoje eu tava no humor, ó. Certo? Então vamos lá. É qual a pergunta?
¶228É o que é usar? Olha, ó o naipe. E eu sei exatamente de onde veio essa bagaça, tá? Você que mandou. Eu sei exatamente de onde vem esta bagaça.
¶229Ó o naip das coisas que vocês reparam. que vocês querem me jogar em maus lençóis, né? O que é usar a ambiguidade como inimputabilidade? Ô desgraçado, não é porque eu deixei um negócio escapar numa live, você tem que ficar espezinhando ali para saber o que eu queria dizer. Eu usei essa frase na última live, tá?
¶230Usar a ambiguidade como inimputabilidade, né? O que que eu queria dizer com isso aí? Tá? Que que eu queria dizer com isso daí? É o seguinte, gente.
¶231É o seguinte. Vocês já ouviram uma expressão que tá popularizada na mídia por aí como a pito de cachorro, dog whistle, que é você mandar um sinal para um grupo extremista que só aquele grupo meio que conhece, mas ele passa tranquilo diante dos olhos dos outros. E aí quando descobrem que você tá passando aquela mensagem para um grupo extremista, como ela é meio codificada, alguém te pergunta: "Você está sendo xenofóbico? Você tá sendo não sei o quê?" Só imagina, não tô [limpando a garganta] fazendo nada demais. Então, por exemplo, beber leite numa live é um dog whistle, é um apito de cachorro.
¶232É um apito que só o cachorro consegue ouvir para grupos extremistas supremacistas brancos americanos. E aí o cara vai lá, bebe o leite na live. Quem é radical fica feliz. Opa, esse cara é um supremacista igual a gente. Ele é um dos nossos.
¶233Só que aí quando o grande público vem, descobre esse sinal e fala: "Ou você tava tomando leite na sua live, você fala: "Imagina que que tem demais tomar leite numa live. Eu sempre tomei leite". É alguma outra coisa? Parece alguma outra coisa? Isso é usar a ambiguidade como inimputabilidade.
¶234E que tem um monte de gente que faz isso o tempo todo por aí. Então você solta uma frase que todo mundo sabe o que você tá querendo dizer, só que você foi ambío. Quando dá ruim porque você disse aquilo, você fala: "Não, imagina, eu ia dizer isso". Porque você foi ambígua. E você usa a ambiguidade como algo que te desculpa, como algo que te deixa inimputável.
¶235Isso é usar a ambiguidade como inimputabilidade. Eu falei disso no contexto da desfaçatese da dissimulação, que é você dizer que você não tem lado político, mas o tempo todo usar ferramentas de propaganda política de um determinado lado, mas você não tá dizendo qual é aquele lado. E aí quando alguém te bota na parede, você fala: "Imagina, cara, eu tô só tô só falando o que eu penso, mas se se ocasionalmente bate com um determinado lado político ali, que que eu posso fazer?" Então você usa a ambiguidade como desculpa para ser indesculpável. Essa é isso que é usar ambiguidade como inimputabilidade. Você recolhe todos os bônus de usar um apito de cachorro.
¶236de falar o que não devia, de se associar a quem não devia. E quando você vai ter o ônus, então você recolhe todos os bônus disso daí. Quando você vai ter o ônus, você fala: "Imagina, nunca fiz isso". E você vai olhar a frase ali mesmo, você fala assim: "É, dá margem para dizer que não fez, vai. Basicamente esse fazer de desentendido ou capacitisticamente falando da uma de João sem braço, o tal do sonso.
¶237Só que quem faz isso de sonso não tem nada. Uma galera bem despertinha, por sinal. Nossa, no pecado da mentira, pelo menos ele não tá caindo. Pois é. Pois é.
¶238Essa é a história. Certo, senhores? O que eu tinha de pergunta? foi feito. Tem alguma de super chat aqui que eu pulei ou que eu não fiz?
¶239Eu acho que eu fiz tudo e eu separei cinco das perguntas feitas por vocês no meu Instagram. Ou seja, geralmente eu respondo quatro, hoje eu respondi cinco. Então eu acho que tá de bom tamanho, ainda usando profundamente o humor, coisa que eu não sou hábil, mas eu sou bem humorado. Não sou um bom humorista, mas sou bem humorado. Então, e eu acho que tá tá muito tá tá tá muito bem respondido aqui.
¶240Tá uma live cheia das cheia das explicações aqui, né? Acho que tá bom. Não tá não, gente. Tá de bom tamanho. Fizemos o que tinha que fazer.
¶241Acho que acho que é uma boa. Certo, estamos bem. Beleza, pessoal. Esse era meu recado para hoje. Eu vou ficando por aqui e até a próxima.
¶242Durmam bem, aproveitem os seus amores, façam um cafuné em quem vocês amam.