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A response to Joe Schmid - Fine Tuning

a tese

Respondendo a um vídeo de Joe Schmid sobre fine-tuning, o autor sustenta que não há evidência de que as constantes da natureza sejam improváveis; a probabilidade não seria baixa, e sim indeterminada, o que faria o argumento do ajuste fino desabar.

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Vídeo curto e amador, e o argumento é matematicamente frouxo: bijeção entre conjuntos infinitos não define probabilidade, e a manobra de "realeatorizar a sequência geradora" é a velha objeção do prior sobre priors, mal formulada; o próprio Schmid trata disso com muito mais rigor.

O que foi dito

  • Enuncia o argumento do fine-tuning como o alvo: sob o naturalismo seria surpreendente que as leis da natureza estejam tão ajustadas a ponto de permitir vida ou algo valioso.
  • Promete mostrar que não há evidência de que as constantes sejam improváveis, e depois fazer o mesmo com as “estruturas de leis” do universo.
  • Usa a analogia dos números divisíveis por 7: para cada natural não divisível por 7 existe um par divisível (multiplicando por 7), então os dois conjuntos teriam “a mesma quantidade” e não se poderia dizer qual é mais provável.
  • Usa quatro pontos no plano que parecem informação independente, mas que na verdade saem de uma única equação, para sugerir que o que parece finamente ajustado pode ser consequência de uma regra subjacente, não de escolha.
  • Reformula o problema deslocando o objeto aleatório: em vez das 26 constantes, o aleatório seria a sequência geradora; para cada sequência que falha em gerar as constantes ele constrói outra que as reproduz nos 26 primeiros valores, concluindo que bastaria “uma coincidência de 50%”, não 26.
  • Aplica a mesma manobra às leis do universo, representadas como sequências de letras, dígitos e pontuação, montando uma sequência C que reproduz as leis atuais com uma diferença imperceptível.
  • Ataca o uso que Schmid faz do fine-tuning como “evidência teísta impressionante”: segundo o autor, isso só se sustenta enquanto se supõe que a chance é baixa; uma vez que a chance é apenas indeterminada, não se pode mais chamar de evidência forte.
  • Conclui que o argumento do ajuste fino falha.