Radar

radar · Filosofia & teologia

LIGANDO PRA MINHA MÃE CONTAR COMO ELA CONHECEU O MEU PAI

¶1Aliás, a história, gente, assim, sendo bem sinceros, a história de como os meus pais se conheceram é pelo menos 200 contos. Meus pais se conheceram por telefone, para vocês terem noção, por telefone, por uma ligação aleatória. Eu sou fruto do acaso. É uma das coisas mais bizarras do mundo. Assim, é engraçado.

¶2Eles quando eles contam nesses encontros de casado assim, a gente rirores, horrores, horrores, horrores. Assim é muito bom. Felipe Andrade mandou R$ 100. Vamos unir forças. Felipe Andrade mandou R$ 50.

¶3Vai ter que acordar o palmeirense. [risadas] >> Ô Thago, já posso começar a mandar mensagem aqui? >> Thago mandou R$ 250. Forças Unidas. [risadas] [suspirando] Pera aí então.

¶4Pera aí. Deixa eu Agora eu botei aqui gente. Mãe, pera aí, rapidinho. Só para só para explicar uma coisa. A senhora tá ao vivo aqui na minha live, tá?

¶5Então isso aqui o pessoal tá ouvindo a senhora. Tá, >> tá bom, tá bom. >> Eh, acabaram de mandar [risadas] >> 400 pra senhora e o papai [risadas] contarem a história de como vocês se conheceram. Pera aí, a senhora confirma? Vocês se conheceram por telefone.

¶6É isso, mãe? >> 145 diz que amizade [risadas] diz que amizade 1990. Foi, foi um dia que eu cheguei de trabalho cansada [risadas] e deitei no sofá e liguei, né? Fiquei num quando. >> Explica, explica para eles.

¶7Mas eles não sabem o que que é 1 45. Explica o que que é. >> 1 45. É como se fosse um bate-papo hoje em dia numa sala, né? Era diz que amizade.

¶8[risadas] Então você ligava, ficava até umas cinco ou seis pessoas falando, tinha rapaz, tinha amor [risadas] e aí era tava solteiro sozinho, era bom. [risadas] Eu telefonei, eu tava conversando com umas pessoas lá, aí quando eu vi a voz dele, alou [risadas] de locutor, né? Eu pensei, pronto, é esse. Tem um alemão dos olhos verdes forte. Aí eu dei meu telefone para ele conversando, [risadas] ele ligou para mim, ele me deu o telefone dele e eu liguei pra casa dele.

¶9E assim quando nós marcamos o encontro, conversamos durante a noite, uma semana, né, marcamos encontro. >> Opa, pera aí que caiu a ligação, [risadas] gente. A mamãe, ela me tá assim quando ela viu a voz do meu pai, ela falou assim: "Alô". Ai, pera, deixa eu ligar de novo para ela. >> Ficamos conversando por telefone, né, durante alguns dias, uma semana, e aí aquilo era um risco, né, que a gente corria, né, que a pessoa havia encontrar com a gente.

¶10Eu não sabia se a pessoa era, não era como hoje em dia que você consegue ter a foto, né, da pessoa. E ele chegou, foi me pegar em casa, né, com carro, uma caravã emprestada, né, de um amigo dele, uma caravã bem velha. E assim foi, a gente saiu para ir no Messejana, que era um basinho da do momento aqui em Manaus, e nos conhecemos, né? Então, >> mãe, tão tão perguntando se ele era um alemão dos olhos azuis, mãe. Ele tinha 1 1,80 m [risadas] japonês, 60 kg.

¶11>> [risadas] >> kg só tinha a cabeça, o cabeção. Ele foi bem bem corajoso mesmo, sabe? Daí >> teve coragem, não viu também que a senhora era mais bonita, né? Que tinha também. Se ele tivesse visto a mamãe do bonita que ela era, talvez nem tivesse coragem de chegar nela, né, mãe?

¶12>> Com certeza. [risadas] Foi assim, né? Desde aquele dia eu não liguei mais com discade que a gente se conheceu, então não foi mais preciso. >> Tô falando que tá explicado. Se apaixonou por telefone justamente pela voz.

¶13O pessoal tá falando. >> Eu pensei essa voz falando. >> Contas do primeiro encontro. Como é que era o carro que ele foi buscar a senhora? >> Era uma carav.

¶14Era ele emprestou do amigo dele, carro velho. A por [risadas] >> não tinha nem nem açoalho. >> Não tinha nem aalho. >> Era assim, tava enferrujado e uns buracos assim no chão, né? [risadas] Dava para ver o asfalto.

¶15>> Dava para ver o asfalto. Era o carro dos flintons. Mã, [risadas] >> parecido, parecido. E aí eu pensei, mas ele tem muita coragem, né? Daí e e sem documento do carro.

¶16sem documento, [risadas] vivendo perigosamente. >> Tinha blit constantemente, né? Sejana ficava para quem ia para sa do aeroporto e sempre tinha blitz e ele dizia: "Meu Deus, se me pararem agora, a gente tá preso. Nós passamos pela blitz e não pararam [risadas] a gente. Carro bem bem bem bem bem velhinho mesmo.

¶17[risadas] E aí se foi, a gente saímos, começamos a conversar depois mais por telefone, mas foi pelo discade. >> Estão perguntando assim, ele fez um sushi pra senhora pelo menos senhora fugita? [risadas] >> Não, não, não. Ele fazia refogado de salsicha. [risadas] >> Papai fazia refogado de salsicha pra mamãe.

¶18>> Trabalhava no de noite vindo da fábrica. noite eu parava na casa dele que era caminho, era refogado de salsicha, arroz, miojo e ovo e uma saladinha e depois ele me ensinou a parmegiana, né? E até hoje eu faço iumba também [risadas] aprendi com a família dele. >> Deixa pergunta aqui, gente, vocês querem fazer alguma outra pergunta dessa história aqui? [risadas] Caso interessante foi que quando eu fui na casa dele, na primeira vez, entrei na cozinha, a geladeira nem fechava porque o o [risadas] congelador saía gelo, né?

¶19E eu disse assim: "Meu senhor, >> tava saindo gelo para fora dado geladeira, >> panela, tudo sujo, cheio de bicho." Como é que eles conseguiu cozinhar, né? >> Ó, ó. Tô falando assim: "Senhor Fugita, nos daria a bção de mais um dos seus ois?" Fala aí, pai. [risadas] >> Olá, pessoal, tudo bem? Boa noite, >> tá bom?

¶20Obrigado, [risadas] pai. Obrigado, mãe. Aí qualquer coisa depois eu vou dar uma parte desse Pix para vocês pela história. [risadas] Beijo. Tchau.

¶21Agradeço. >> Ô mãe, fala aí. Acho que pela pelo entretenimento merece mais quanto de pizza? Senhora, acha, hein? >> Dobra o preço.

¶22>> Dobra o [risadas] preço. Eu tenho para quem puxar para ser o urubu do Pix, hein, pessoal. [risadas] Tá bom. Boa noite, mãe. Boa noite.

¶23Tchau. Tchau. >> Essa família tem um dor de enganar a mulher por telefone. Só digo isso. É porque a Nick é minha cunhada.

¶24Sam fez a mesma coisa ligando para ela, ficando ligando, fazendo xavequinho assim nela.