Joe Schmid, Protestant Damage Control, Fatima, Lourdes, and Marian Apparitions
A apologista católica SJ Thomasson (Truth Matters) usa a conversão de Joe Schmid como gancho para defender a autenticidade das aparições marianas (Fátima, Lourdes, Guadalupe, Zeitoun) e acusar os protestantes que as chamam de demoníacas de fazerem "controle de danos" e de argumentarem como ateus.
não
É apologética mariana devocional, forte em acúmulo de casos e fraca em rigor (argumento "pelos frutos" ecológico, leituras históricas grosseiras de Lutero e More). Interessa ao Bruno só como amostra de como o campo católico apologético está capitalizando a conversão de Schmid contra os protestantes; sem grego, sem exegese séria, sem novidade filosófica.
- Enquadra o momento como algo empolgante no mundo cristão, provocado por Cameron Bertuzzi, Ethan Muse e Schmid, cuja reconversão ao catolicismo teria pesado nos milagres de Fátima, Lourdes e Zeitoun.
- Coleta declarações de protestantes (Matt Slick, Sean Luke, Kenneth Samples, William Lane Craig, Dave Hunt) que atribuem as aparições ao demônio (“manifestação/deceção demoníaca”, “o diabo se disfarça de anjo de luz”), e sustenta que fazem isso por não gostarem de que Maria aponte para a Igreja Católica.
- Contra Kenneth Samples (que acha os milagres marianos “frágeis” e diferentes do ministério de cura de Jesus): responde com as 72 curas oficialmente reconhecidas de Lourdes, submetidas a exame médico rigoroso, citando o caso de Antonietta Raco, curada de esclerose lateral primária em 2009 (relato da EWTN e da comissão médica internacional de Lourdes), e desafia Samples a ver o vídeo recente de Schmid detalhando esses casos.
- Sobre Fátima: cita o jornal O Século e cerca de 40 mil testemunhas do “milagre do sol”, curas no local, e o alcance de ~150 km apontado por Ethan Muse; sobre Guadalupe (1531), a conversão de ~9 milhões de astecas logo após a Reforma de Lutero, lida como Maria confirmando o Filho.
- Contra o argumento de Craig e Alex O’Connor de que as visões marianas dependem de crenças prévias católicas: replica que em Fátima havia céticos e hostis presentes que também testemunharam, e acusa Craig de manter dois pesos (descartar aparições marianas por predisposição, mas valorizar as aparições de Cristo).
- Reconstrói o silogismo protestante (o catolicismo ensina erro grave, Deus não faria milagres para confirmar erro, logo os milagres marianos são demoníacos) e acusa-o de petição de princípio na primeira premissa, por pressupor a falsidade do catolicismo justamente quando os milagres estão sendo apresentados como evidência a favor dele.
- Constrói contra-argumentos “pelos frutos” (Mateus 7 e Marcos 3, reino dividido não subsiste): fenômenos que produzem arrependimento, conversão, oração e santidade dificilmente têm Satanás por fonte; formula versões probabilísticas ligando os milagres às doutrinas católicas (Maria como Imaculada Conceição em Lourdes, 1858, quatro anos após o dogma; consagração da Rússia; anjo dando a Eucaristia às crianças em Fátima).
- Responde a Sean Luke (blasfêmia contra o Espírito ao atribuir obra de Deus a demônio) acusando-o de não ter examinado Lourdes nem o muçulmano curado em Zeitoun sobre a igreja copta; observa que a ausência de fala em Zeitoun deu sinal ecumênico aos ortodoxos, ao contrário das aparições “faladas” que afirmam dogmas católicos.
- Fecha com o argumento “pelos frutos” aplicado ao lado protestante: Henrique VIII (execução de Thomas More e das esposas) como origem podre do anglicanismo, Lutero (o livro antissemita depois usado por Hitler), Joseph Smith e Maomé, contrastando com “vá a Jesus, a fonte original”.
How Atheists are Responding to Former Agnostic Joe Schmid's Catholic Reversion ft. @DrKippDavis
A apologista católica SJ Thomason responde a ateus e biblistas céticos (Kipp Davis, Vishanti) que criticam a conversão de Joe Schmid, sustentando que a rota dos milagres marianos e contemporâneos é evidência legítima e acusando os críticos de falácias ad hominem e genética.
não
Apologética católica popular, digressiva e argumentativamente frouxa (acusa falácia genética sem ver que a objeção de Davis é epistêmica, e trata milagres marianos como equivalentes à ressurreição); serve no máximo para o Bruno amostrar o tipo de argumento por milagres que Schmid usou e a réplica cética, não pela qualidade do vídeo.
- SJ Thomason (christian-apologist.com) abre listando o que julga falhas nos ataques a Schmid: ad hominem (James Fodor chamando-o de “profundamente acrítico”) e falácia genética (Kipp Davis privilegiar como Schmid chegou ao catolicismo, via milagres e não via estudo bíblico, em vez de se a conclusão é verdadeira).
- Reproduz Schmid narrando o Milagre de Calanda (séc. XVII, Juan Miguel Pellícer, perna amputada supostamente restaurada), com transcrições do processo canônico e testemunhas, e o cita dizendo que isso é “melhor evidência que a ressurreição”; Kipp Davis responde que isso mostra o problema de ancorar a fé no nível de evidência de um evento.
- Thomason contrapõe defendendo a ressurreição com o argumento apologético popular de “42 fontes em 150 anos, nove hostis” (Tácito, Josefo, Talmude, Suetônio, Plínio) e o martírio dos apóstolos, misturando-o com Fátima, Lourdes e as crianças ameaçadas de “fervura em óleo” pelos comunistas.
- Detalha Nossa Senhora do Pilar em Zaragoza (Maria ainda viva bilocando ao apóstolo Tiago no ano 40) como origem do santuário ligado ao milagre de Calanda.
- Desvia para crítica das hipóteses da alta crítica (Dêutero-Isaías, Wellhausen/JEPD, datação macabaica de Daniel), atribuindo-as a viés antitéico e alegando que só levam à apostasia quem já quer apostatar (cita Habermas, Licona, McDowell como quem não caiu).
- Defende exorcistas contemporâneos (Dan Reehill, Carlos Martins, Chad Ripperger, Richard Gallagher) como não-fraudadores porque um padre sob voto não daria falso testemunho, e narra relatos de possessão e uma experiência de quase-morte.
- Grande parte do vídeo é bate-boca no chat com Vishanti sobre se o jornal O Século de fato testemunhou o milagre do sol em Fátima ou só relatou alegações; Thomason insiste que o autor estava presente.
- Fecha com longas digressões morais e políticas (aborto, o caso Lindsey Clancy, dissonância cognitiva, escravidão e nazismo, e um alerta islamofóbico sobre a Batalha de Lepanto) e ora pela conversão de Kipp Davis e Vishanti.
Joe Schmid, Cameron Bertuzzi, Ruslan, and Dunning Kruger
A apologista católica S. J. Thomason celebra a volta de Schmid a Roma e defende os milagres, sobretudo Fátima, respondendo ao ateu Derek Lambert (MythVision) e ao protestante Ruslan, que atribuíra a Schmid o efeito Dunning-Kruger.
não
defesa entusiasmada e pouco rigorosa, com erro de atribuição patrística; serve só como termômetro da recepção católica popular à conversão.
- Enquadra a própria história (nascida católica, passou pela igreja luterana e batista, voltou em 2022) como paralela à de Schmid e insiste que ser católico “custa mais” que ser protestante.
- Credita a Cameron Bertuzzi papel grande na conversão, por ter apresentado a Schmid os milagres (Fátima, Zeitoun).
- Contra Derek Lambert, defende o milagre do sol de Fátima citando o jornal anticlerical O Século e o repórter Avelino de Almeida como testemunhas hostis, e rejeita as explicações por ilusão de ótica e influência social.
- Contra Ruslan, rebate a acusação de Dunning-Kruger (Schmid é doutorando de Princeton e publicou cerca de 25 horas de vídeo) e ataca o sola scriptura como princípio autorrefutável, por não estar ele próprio na Bíblia.
- Alonga-se em milagres correlatos (Lourdes e seus 72 casos, Nossa Senhora do Pilar em Zaragoza, Akita, Zeitoun) e emenda apologética anti-islâmica (Nabeel Qureshi, sonhos com Jesus, biografia de Maomé).
- Confunde as fontes ao vivo, atribuindo a Inácio de Antioquia um trecho que é de Irineu de Lyon (Contra as Heresias III, sobre a primazia de Roma), e corrige o erro no ar.
Why I Am Catholic, Joe Schmid, Atheism, and Protestantism
A apresentadora, católica que retornou à igreja em 2022, celebra a conversão de Joe Schmid ao catolicismo e usa a ocasião para atacar a tese protestante de Fred Sanders (a de que os pais da igreja pertencem também aos protestantes), sustentando com citações patrísticas que Maria, os sete sacramentos, os deuterocanônicos e a sucessão papal já estavam ali desde o século I. O fio condutor é que sola scriptura autoriza a "cooptação" indevida dos pais da igreja.
não
é apologética devocional de reação, sem interlocução real com o argumento histórico de Sanders e com erros verificáveis (data dos deuterocanônicos, Lourdes, Irineu listando "todos os papas", microquimerismo mariano), útil ao Bruno só como amostra do tipo de reação que a conversão de Schmid está gerando.
- Abre com o clipe em que Joe Schmid, doutorando em filosofia em Princeton e até então agnóstico e crítico público do teísmo e do catolicismo, anuncia sua volta à Igreja Católica e promete um vídeo longo com o caso completo, e ela comenta que o céu comemora e que a família devota dele provavelmente rezou anos por isso.
- Exibe trecho de Sean McDowell entrevistando Fred Sanders, que defende instalar a “grade histórica” antes da grade denominacional: a igreja fundada por Cristo não entrou numa cápsula do tempo por 1500 anos, a divisão confessional só vale a partir de 1517, e portanto Tomás de Aquino, Bernardo de Claraval, Agostinho, Atanásio e Irineu são herança e propriedade intelectual do cristão protestante.
- Acusa Sanders de cooptar os pais da igreja, apresenta as próprias credenciais biográficas (criada católica, luterana em 2003 pelo casamento, batizada na igreja batista em 2011, retorno ao catolicismo em 2022) e anuncia que vai refutá-lo com citações patrísticas.
- Dá como primeira razão do retorno a mariologia (virgindade perpétua, mãe de Deus, assunção em corpo e alma, coroação como rainha do céu lida em Apocalipse 12, e Maria como contraparte virgem de Eva ancorada em Gênesis 3:15), e como segunda a remoção dos sete deuterocanônicos pelos protestantes, que ela data “oficialmente no século XIX”, citando William Albrecht (canal Patristic Pillars) e Gary Michuta e afirmando que 1 e 2 Macabeus confirmam o purgatório.
- Passa aos sete sacramentos e cita Inácio de Antioquia, Carta aos Esmirniotas (por volta de 107, e ela o apresenta como amigo do apóstolo João), sobre os que se abstêm da eucaristia por não confessarem que ela é a carne de Cristo, sustentando a transubstanciação diária com João 6:53 e a instituição na última ceia, e emenda a mesma carta na exortação a seguir o bispo como Cristo segue o Pai.
- Constrói a sucessão apostólica com Mateus 16 (Pedro, a rocha, as chaves) e Isaías 22, afirma que a igreja foi construída sobre os ossos de Pedro na basílica do Vaticano, e recorre a Irineu de Lyon (Contra as heresias, por volta de 170) tanto pela lista de bispos romanos de Lino, Anacleto, Clemente, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Pio, Aniceto, Sótero e Eleutério, quanto pela fórmula da “preeminente autoridade” de Roma, que ela vira também contra a Igreja Ortodoxa Grega.
- Acrescenta Clemente de Roma (1 Clemente 42 e 44) para a ordenação de bispos e diáconos e para a ordem sacerdotal, e Agostinho (por volta de 397) com o “o consenso dos povos e das nações me mantém na igreja” e com a pergunta a Petiliano o donatista sobre a cátedra romana em que Pedro se sentou, além de Tomás de Aquino sobre o papa como cabeça da igreja em seu pontificado. Conclui comparando a Bíblia ao peru na mesa do banquete, com sacramentos, tradição e catecismo como o resto do prato.
- Retoma Schmid com o clipe sobre a primeira dúvida na sétima ou oitava série, quando o colégio católico ensinou evolução e ele precisou reconciliá-la com Adão e Eva, resolvendo pelo evolucionismo teísta de Francis Collins e do BioLogos, e ela desvia para argumentos próprios de teologia natural: beleza das igrejas europeias, sequência de Fibonacci em conchas e galáxias, Romanos 1, e depois cumprimento profético (Marcos 14:62, Daniel 7 e 9, Malaquias 3:1, Isaías 53, Salmo 22, Zacarias 9:9), com uma cronologia própria dos decretos de reconstrução de Jerusalém em 457 e 444 a.C.
- Fecha nas aparições marianas mencionadas por Schmid (Lourdes, que ela data erradamente em 1884, Fátima em 1917, Zeitoun no Egito diante de milhares de muçulmanos, e Akita em 1973 com aviso de “grande fogo”), defende a imaculada conceição pelo κεχαριτωμένη de Lucas 1:28 e adiciona um argumento de microquimerismo segundo o qual Maria reteve células de Jesus, e convida Schmid ao canal admitindo que é pequeno demais para atrair nomes grandes.