Radar

radar · Filosofia & teologia

DESENHANDO POR QUE TALES ESTÁ ERRADO E ATÉ PIOROU SEUS ERROS | (Vou processá-lo?)

¶1Eu preciso explicar porque que eu estou gravando este vídeo aqui. Algumas pessoas importantes para mim pediram para que eu não falasse mais nada sobre o assunto, que deixasse as vias jurídicas tomarem conta do caso. Mas existem alguns motivos que eu quero explicar para vocês, pelos quais eu acho que ainda é importante pelo menos mais este vídeo aqui. Eu não sei se vou gravar uma outra resposta ou um outro esclarecimento sobre esse tópico, mas eu acho que pelo menos este aqui ainda vai ser importante dentro dessa controvérsia contra o Tales Muniz. Eu acho que todos aqui do canal devem estar acompanhando que eu estou em uma polêmica já faz algum tempo contra o Thalis, né?

¶2Eu não vou fazer toda a recapitulação porque acho que nos últimos vídeos eu já fiz isso bastante. Eh, mas o Thalis não para e ele continuou produzindo conteúdos que são no mínimo problemáticos, né? Mas eu gostaria de dar uma resposta não só a isso que ele falou, mas também aos meus motivos, porque eu estarei repetindo algumas coisas que eu já falei. Em primeiro lugar, eu conversei ali com o Carlos Alberto e a gente percebeu uma coisa, né? Algumas pessoas comentaram isso conosco.

¶3Nós já fizemos uma exposição de, acho que aproximadamente 3 horas ou um pouco mais de 3 horas sobre esse caso do Thales, em que nós mostramos ponto a ponto porque a última resposta dele não faz o menor sentido. Ele tenta apontar inconsistências que nós vamos ver aqui hoje que não existem. ele tenta justificar a posição dele de uma maneira muito estranha e além disso ele acaba mudando a posição original para salvar o argumento dele. E eu quero demonstrar isso de forma cabal. Então assim, só que nessa live assim a gente percebe que, aliás, em todas as lives a gente percebe um aspecto muito curioso.

¶4Ela não tem uma entrega tão grande por parte do YouTube depois de postada, né? Ela é muito boa para interagir com as pessoas ao vivo, mas depois o alcance ali no algoritmo não é tão bom. Então assim, vários inscritos e pessoas importantes também minhas, pediram para que a gente pudesse fazer uma elaborar um vídeo, né, que eu pudesse elaborar e gravar um vídeo em que eu falasse mais detidamente sobre o caso novamente, só que assim nessa nesse formato, né, em que eu poste e aí vai pelo pelo algoritmo das postagens. Então, acho que vai ser importante para rebater coisas que foram ditas sobre a minha moral, coisas que foram ditas sobre o meu conteúdo e sobre pessoas que, né, eu amo muito, que são meus amigos, enfim, com as quais eu me importo bastante. Então, vamos começar com isso aqui.

¶5Eh, eu acho que esse é o primeiro motivo. O segundo motivo é porque novas coisas foram adicionadas além daquelas que eu já havia respondido. Então eu acho que cabe, né, que a gente possa fazer novos apontamentos agora. Acho que esses são os dois principais motivos, mas enfim, eu acho que no geral todo mundo já tava esperando aí, principalmente da minha audiência, que eu pudesse falar de novo sobre o assunto. Então, sem mais delongas enrolações, vamos falar sobre o ocorrido.

¶6Eh, e mais para o final, eu vou comentar sobre como que vai ser essa questão da parte jurídica, como que vai ser agora essa interação com Thales. Eu espero que da minha parte esta daqui seja a última definitiva, assim, eu sei que, enfim, a gente não pode talvez fazer promessas agora sobre isso porque tudo pode mudar, mas quem sabe essa daqui seja a minha resposta definitiva, né? Assim, pelo menos quanto a este conteúdo da fé divina e protestante, etc e tal. E de resto a gente conversa por outros meios. Mas vamos lá.

¶7A a minha tese hoje principal aqui que eu vou demonstrar, né, ela é uma, mas existem outras coisas que serão ditas também, né, para rebater o que o Thales falou sobre mim. Mas a principal delas é que o Thales mudou de posição, no mínimo mudou de posição, tá? Essa isso aqui é é inescapável. E eu, aliás, acabei de de me lembrar agora falando sobre o Tales, né? Porque eu acho que ainda há um outro motivo pra gente gravar essa esse vídeo aqui, que é o motivo de eu sempre partir do ponto de vista de que, apesar de haver muitas pessoas obstinadas que seguem o tals, ainda ser possível, por vias racionais e claro, né, como instrumento da graça de Deus, que algumas delas se convençam do engano e pare não só de acreditar na tese que eu vou mostrar agora como errada, como também que abandonem o Thalis como divulgador de conteúdo, né?

¶8Porque para mim, na verdade, ele é um deformador de opiniões, deformador de conteúdo. Então eu eu espero poder mostrar isso de maneira mais didática. Se não foi didático até agora ou se não foi suficiente, vamos tentar repetir e com mais exemplos e com pausando os vídeos, comparando o que foi dito, comparando com os autores, sabe? Então assim, isso vai ser benéfico pra audiência dele, pra minha audiência que talvez eh ou uma parte dela, acho que minoritária, que ainda esteja em dúvida, porque boa parte está realmente convicta do erro do Tales, pelo que eu tenho recebido de feedback, dos comentários de vocês e tal. Então, acho que esse já é um motivo também interessante pra gente fazer o que a gente tá fazendo aqui.

¶9Mas voltando ao tópico, o Thales mudou de posição. Eu vou mostrar aqui alguns trechos para vocês do primeiro vídeo dele, comparar com a nova resposta dele que ele diz que salva, né, o a o vídeo original das minhas críticas. E eu quero que você julgue, tá? você vai ser aí o juiz, eu deixo para vocês. Mas acho que depois disso, se vocês não se convencerem, eu literalmente não vou ter mais o que fazer.

¶10Eu não vou conseguir falar de maneira mais clara, tá bom? Mas o que que acontece? Eu estou convicto, assim, ouvindo o vídeo dele, lendo e relendo várias vezes, pelo que ele já postou naquele primeiro vídeo, que ele estava defendendo a tese, segundo a qual quando uma pessoa não tem uma declaração explícita nas escrituras e ela precisa derivar a conclusão por um raciocínio, por um raciocínio, tá? por uma boa e necessária consequência, como Tal chama, essa pessoa não pode crer nessa conclusão, né, nessa conclusão com fé divina, a não ser que o conteúdo dessa proposição eventualmente seja confirmado pela igreja como verdade dentro do depósito da fé. Ou seja, ah, qualquer coisa que você derive, se logisticamente falando, por uma inferência, pela boa e necessária consequência, eh, vai estar contaminada.

¶11Qualquer coisa vai estar dessa forma que foi derivada, vai ser contaminada por algo humano, como o Thalas falou, e por causa disso não poderá ser crida com fé divina, porque há algo humano movendo o intelecto a sentir aquela proposição. Eh, eu acho que isso vai ficar bem claro aqui para vocês e eu quero mostrar esses trechos que dizem isso. É, eu tinha separado aqui em uma das respostas recentes que eu dei ao Thalis, isso, olha só, esse trecho aqui que eu prefiro deixar que o próprio Tales fale, né? Porque vocês precisam ver, aliás, ver nesse caso aqui vai ser ouvir, tá bom? O próprio Thales falando >> foi proposto.

¶12A dificuldade começa quando se precisa ir além do que é imediato e claro, seja para esclarecer o obscuro, seja para deduzir uma consequência a partir do texto revelado. Nesse caso, então, o motivo do assentimento se altera. Não se trata, então, de que você crê nisso porque Deus revelou, mas que você crê nisso porque você deduziu através da revelação divina. Ora, esse segundo assentimento, ele não é idêntico ao primeiro. Já não se trata mais da mera autoridade divina, um repousa formalmente na autoridade de Deus que fala, mas sob operação intelectual humana extrai isso.

¶13OK? Até aqui, tá? Veja só o que ele está falando aqui. Eu quero chamar atenção para duas coisas. poderia chamar para várias, mas olha só, a dificuldade começa quando se precisa ir além do que é imediato e claro, tá?

¶14E além do que é o quê? Imediato. O que que é imediato? Que não tem mediação. E o que que não está claro?

¶15É uma coisa confusa, certo? Uma coisa que está ali indistinta, OK? Ou seja, a dificuldade começa quando se precisa ir além do que é imediato ou e claro, né? Aí ele fala, seja para esclarecer, né, o obscuro, ou seja, tem alguma coisa que é obscura e ela será esclarecida, seja para para deduzir uma consequência a partir do texto revelado. Olha como a consequência, na verdade, é até mais grave do que eu já tinha falado, tá?

¶16Eu foquei na parte da consequência, mas olha o que que ele fala aqui. A dificuldade começa quando tem uma coisa que não está tão clara assim e você precisa esclarecê-la, tá? Não é imediatamente clara e você precisa esclarecê-la aqui. Não, não é só subentendido que vai precisar de uma mediação, tá? Porque ele vai dizer isso logo em em sequência.

¶17E ele diz assim: "Seja para deduzir uma consequência a partir do texto revelado." A dificuldade está nos dois casos. extrair uma consequência do texto revelado e quando você esclarece algo que está obscuro, tá bom? Tenho isso em mente. Aí ele continua o seguinte: nesse caso em que você faz isso, extrai uma consequência do texto revelado ou esclarece algo que estava obscuro, certo? Nesse caso, então, o motivo do assentimento se altera.

¶18Não se trata, então, de que você crê nisso porque Deus revelou. Ou seja, porque Deus revelou é uma coisa imediata, clara e assim, tá na cara pelo sentido imediato das palavras, dos termos, certo? E aí ele continua. Mas o que, aliás, vamos ver aqui, ó, porque aqui a transcrição não é perfeita. Vamos ouvi-lo >> nisso porque Deus revelou.

¶19Mas que você crê nisso? Porque você deduziu através da revelação divina. >> Olha só. Mas por que que se você deduz através da revelação divina, o que que acontece aqui? Você não está crendo com aquele mesmo tipo de assentimento quando você apenas assimila.

¶20Ou seja, quando você bateu o olho assim, no princípio criou Deus os céus e a terra. Você bateu o olho nisso, então Deus criou a Terra. Isso aqui tá imediatamente revelado. Você só precisa assimilar essa proposição. Só isso.

¶21Não precisa fazer um raciocínio, dedução, comparação de juízos, nada. Você simplesmente assimila o sentido imediato. Entendem? Ou seja, nesse caso, então o motivo do assentimento se altera, tá? Não se trata então de que você crê nisso porque Deus revelou, mas você crê nisso porque deduziu através da revelação divina, tá bom?

¶22Então isso aqui tem que ficar muito claro, seja quando você esclarece algo, seja quando você tenta deduzir uma consequência a partir do texto revelado. OK? Bom, [roncando] vamos para outro caso, que esse aqui não foi o único. Vamos para outro caso. O caso da chamada boa e necessária consequência.

¶23>> A noção protestante de juízo privado aplicada aos artigos de fé entra em conflito com a própria natureza da fé. O protestante quer sustentar duas coisas simultaneamente. Primeiro, que determinada proposição é aceita como objeto de fé. Segundo que essa mesma proposição depende para ser conhecida, afirmada de um juiz humano que participa do motivo do assentimento. Mas essas duas afirmações não podem permanecer juntas sem contradição.

¶24A em tese, então, três maneiras de sair disso. O primeiro seria negar que qualquer elemento humano entra quando se faz um juízo privado. Ele entra no motivo de assentimento. Mas isso é manifestamente falso. O caso da chamada boa e necessária consequência torna-se evidente.

¶25Se uma conclusão é obtida por meio de um raciocínio, então a premissa menor do silogismo funciona como um meio cognitivo para se alcançar a conclusão dela. [roncando] Vamos lá de novo. Ele tá falando aqui que tem um problema. Qual que é o problema? A noção protestante de juízo privado aplicada aos artigos de fé.

¶26Ele diz que o protestante quer confirmar afirmar duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, que determinada proposição é aceita como objeto de fé. Isso aqui é uma coisa que o protestante afirma. ao mesmo tempo que segundo, né, que essa mesma proposição depende para ser conhecida ou afirmada de um juízo humano que participa do motivo do assentimento. Vamos ver de novo isso, ó.

¶27Segundo, que essa mesma proposição depende para ser conhecida ou afirmada de um juiz humano que participa do motivo do assentimento. Mas essas duas afirmações não podem permanecer juntas sem contradição. >> Ou seja, eu não posso afirmar ao mesmo tempo que é um artigo de fé algo que precisou de um juiz humano para ser concluído, porque isso contamina o motivo da sentimento. É o que ele está dizendo aqui, tá? A gente tá, eu tô extraindo aqui o que ele tá querendo dizer, tá?

¶28>> [roncando] >> Ele continua >> a em tese. Então, três maneiras de sair disso. O primeiro seria negar que qualquer elemento humano entra quando se faz um juízo privado. >> Aí a primeira solução, não, mas esa aí, não tá entrando nada no juízo, no no motivo do assentimento humano, né? Aí o essa é a primeira resposta do protestante.

¶29Aí o Tales fala o seguinte: >> "Ele entra no motivo de assentimento, mas isso é manifestamente falso. O caso da chamada boa e necessária consequência torna-se evidente. Se uma conclusão é obtida por meio de um raciocínio, então a premissa menor do silogismo funciona como um meio cognitivo para se alcançar a conclusão. >> Olha só, o caso da chamada boa e necessária consequência torna-se evidente. Se uma conclusão é obtida por meio de um raciocínio, olha só, se uma conclusão é obtida por meio de um raciocínio, então a premissa menor do silogismo funciona como um meio cognitivo para se alcançar a conclusão.

¶30Aí ele continua. Ela funciona como meio cognitivo, então participa do motivo pelo qual se presta sentimento. >> Se ela par se ela participa como meio, ou seja, um meio de de conhecimento, né, uma um uma mediação de conhecimento, então participa do motivo pelo qual se presta o assentimento. Isso aqui ele deixou escancarado, tá? Tá.

¶31E é literalmente aqui é só você ler e chegar a essa conclusão. E mais agora aqui eu quero chamar a atenção para algo. Boa e necessária consequência. Isso é um termo historicamente ligado ao protestantismo. Por quê?

¶32Por causa da confissão de Westminster. Se vocês abrirem no começo da confissão de Westminster, vai estar escrito lá sobre a as Sagradas Escrituras e não sei o quê. e que nós aderimos às coisas que estão claramente expressas nas escrituras ou que podem ser deduzidas claramente a partir delas. Geralmente as versões em português elas traduzem assim logicamente, claramente, a deduzida delas ou coisa assim, mas se vocês olharem a versão em inglês, o termo lá é esse boa e necessária consequência, tá? É um termo que alguns inclusive achem acham que nasceu na confissão de Westminster, mas ele tem certamente uma origem genética em todo o tratado, em toda a tradição, né, de tratados lógicos da Idade Média, porque existia a boa consequência, que basicamente significa uma consequência válida de silogismos diversos.

¶33E aí existem várias regras nos manuais, nos tratados, nos autores para falar disso. Por exemplo, quando você tem eh um antecedente, um consequente, você mostra quais a são as condições de uma coisa derivada à outra, o que que é algo que está formalmente adequado ou que é materialmente adequado. Então, a característica boa, a característica má. Então isso basicamente resumindo bastante significa você extrair uma uma inferência válida, uma conclusão válida, tá bom? E aqui o Tales até fala: "Olha, quando você usa uma premissa menor, ou seja, você tem um silogismo maior, menor, a conclusão, isso está fazendo com que algo humano entre no motivo do quê?

¶34Do assentimento." OK? Então, a gente tem que deixar isso muito escancarado, tá? muito escancarado. Aí o Tales, ele vai dizer o seguinte, ele vai dizer que a a frase imediatamente assim posterior nega essa interpretação toda que eu falei. Mas vamos analisar se é isso mesmo, tá?

¶35[roncando] Vamos lá. Protestante, talvez responda que todo ato de conhecimento envolve algum elemento humano. >> Ou seja, olha, protestante poderia dizer, ó, mas todo ato de conhecimento envolve algum elemento humano, né? Então, assim, o o, por exemplo, o protestante poderia dizer, mas esa aí, ah, quando a gente meramente assimila, que era a conclusão que a gente estava tendo até então do texto do Tales, também existe algo, né? Também existe uma mediação conceitual.

¶36a gente tá vendo a proposição, nós assimilamos também existe uma participação humana disso, certo? Aí ele vai dar exemplos, >> faculdades, operações mentais, linguagem, raciocínio. Só que isso não toca na objeção. Ninguém tá negando que, >> ou seja, faculdades, ou seja, eu tenho, né, intelecto, como vocês sabem, na, enfim, do do de anima aristotélico, como funciona com intelecto, operações mentais, a primeira, segunda, terceira eh operação. Tanto que ele coloca aqui o raciocínio depois eh depois da linguagem, né, porque é a terceira operação do intelecto, fala: "Olha, nós participamos disso de diversas formas.

¶37um protestante poderia objetar. Aí ele fala: "Só que nada disso toca na objeção." Aí é o que que ele tá dizendo? >> Ninguém tá negando que a mente humana participa do objeto de recepção. >> Ninguém está negando que a mente humana participa do objeto de recepção. Percebe que o contrário que ele tá fazendo?

¶38Olha, não. O problema então que não é na recepção quando você só assimila. O ponto é, se algo humano entra no motivo formal de assentimento, isto é, na razão pela qual a pessoa dere aquela verdade. Ou seja, se algo humano entra no motivo formal do assentimento, isto é, na razão pela qual a pessoa adere, qual que era o raciocínio que ele tava fazendo até então? Se você tem estrutura logística, não é só Deus que está revelando para você.

¶39Você não está apenas crendo porque Deus revelou, mas porque você teve o seu intelecto trabalhando, ou seja, operacionando. E quando, em qual tipo de operação? Ele fala na terceira do silogismo. Quando o silogismo está fazendo, ou seja, algo ali, né, uma premissa, né, algo do da movimentação do intelecto, com uma premissa menor, está fazendo com que você faça o assentimento daquela conclusão. OK?

¶40Então eu pergunto para vocês, vocês sinceramente acham, vocês sinceramente acham que essa frasezinha aqui nega o que ele estava defendendo? Não, ela apenas afirma. Ela apenas afirma. Eu vou mostrar depois o Tales falando que essa frasezinha é o que o salva, mas ela não salva, tá? Não salva.

¶41Mas tem mais. Pera aí. Tem outro trecho aqui, ó. Em primeiro lugar, vamos lá, ó, para ficar mais claro aqui na equívoco. >> Terceira saída seria negar que os protestantes prestem assentimento de fé, qualquer proposição que exija juízo privado, mas isso também não se sustenta.

¶42Em primeiro lugar, porque muitas doutrinas protestantes são explicitamente apresentadas como cridas, embora só possam ser alcançadas mediante inferência a partir do texto bíblico. >> Ah, isso aqui me lembrou que eu não concluí a minha explicação, né? Eu estava falando sobre a confissão de Westminster, né? E lá nela a boa e necessária consequência é basicamente toda a inferência tirada e válida, né? Que não é só é não é só boa no sentido de ser válida, mas também que é necessária porque não tem, sei lá, uma espécie de arbitrariedade, né?

¶43que em cima da da sentença. E aí, o Tal está afirmando exatamente isso aqui. Ele fala: "Em primeiro lugar, porque muitas doutrinas protestantes são explícitamente apresentadas como cridas, embora só possam ser alcançadas mediante inferência a partir do texto bíblico." OK? Vocês percebem que aqui tá sempre repousando o problema na inferência? Porque a objeção seria negar que os protestantes prestam sentimento de fé e eh a qualquer proposição que exija juízo privado.

¶44Mas isso também não se sustenta, porque existem certas doutrinas que só são alcançadas mediante inferência a partir do texto bíblico. É o que ele que ele falou. Entendem? Então assim, gente, isso aqui tá explícito no texto dele. Explícito aí, ó.

¶45Ele até continua aqui. Vamos ver aqui, ó. diversos autores, vamos lá de novo. Diversos autores, vamos lá. Quer dizer, vamos voltar aqui do texto bíblico.

¶46Em segundo lugar, porque vários teólogos protestantes admitem isso abertamente. Diversos autores da tradição reformada reconheceram que há verdades necessárias para a salvação, que não estão sempre expressas com a mesma literalidade na Escritura, mas que precisam ser obtidas por consequência legítima. E ao fazerem isso, mostram justamente que determinados conteúdos considerados por eles como pertencentes à fé dependem de uma operação de raciocínio humano para serem afirmados. Ora, foi precisamente isso que definimos como juízo privado nesse contexto. Então, o essencial já está claro.

¶47Eu preciso dizer alguma coisa mais. O Thales está falando que toda vez que você faz um silogismo, não apenas um silogismo misto, e a gente vai já mostrar que essa coisa do silogismo misto também nem salva o Talis tanto assim, tá? Mas quer dizer, não salva, mas vou esclarecer mais. O Thales escancaradamente colocou o problema aqui em você fazer um silogismo, tá? e não só um silogismo.

¶48Percebam que lá no começo ele falou ou quando você vai usar a razão ou se é no caso a razão também, né? Nesse caso também seria a razão para esclarecer algo que está obscuro, mesmo que não seja um silogismo, tá? Guardem isso. Toda vez que isso acontece pro Thalas muda-se, altera-se a razão formal do assentimento, o o objeto formal, né? Ou seja, o objeto formal que seria o assentimento, porque Deus é o é o revelador daquela verdade, tá?

¶49Isso aqui tem que ficar escrito em pedra. Essa é a grande tese do Thales nesse vídeo e não existe absolutamente nada nesse vídeo que desminta isso. Peguem, façam a transcrição em alguma IA, leiam por vocês mesmos, escutem o vídeo, perguntem para alguém que é bom de interpretação de texto. Se você precisa do chat GPT, coloca lá. Mas é só ler, é só ouvir, que qualquer pessoa bem esclarecida e honesta vai entender que esse é o ponto.

¶50O problema é a inferência ou esclarecimento de algo obscuro, como ele disse. Tá bom? Aí vamos lá. O que que eu vou mostrar agora? Eu vou mostrar que Francisco Soares, que eu apresentei no meu último vídeo, não concordaria com isso.

¶51Não concordaria com isso, porque pro Francisco Soares, você pode fazer uma inferência, sim, chegar a uma conclusão através de silogismo e aquilo ainda poder ser criado com fé divina, OK? Mesmo antes da definição magisterial. O que que eu apresentei no meu último vídeo? Vocês podem conferir lá, Vega, Vasques, Cano, o Gaetano Félix e outros que eu poderia citar também, eles acham que uma pessoa pode crer com fé divina em proposições que estão sendo cridas ou que estão sendo derivadas a partir de uma premissa revelada e uma de razão, tá? E que e e não só isso, né?

¶52Porque a gente tá e existem mais de um tipo de premissa de razão também. que é o que eu quero mostrar aqui, tá? Ou seja, antes da definição magisterial, nessa visão, você poderia ter sim algo crido com fé divina. Na visão do Francisco Soares, só não pode ser crido assim se você está, por exemplo, você tem uma proposição revelada, você tem uma premissa natural, né, algo de razão, que não está absolutamente conexo à essência da coisa revelada, né? seja, alguma propriedade física, por exemplo, e eh que eu vou já explicar com mais detalhes ou ou algo da assim, algo, enfim, conexo dessa maneira e crer numa conclusão que seja realmente com fé divina.

¶53Essa esse é o raciocínio de Francisco Soares, tá? Para deixar bem claro, Francisco Soares vê apenas essa exceção e a gente vai ver como o mar em sola se apropria desse raciocínio e altera algumas coisinhas ali, tá? mas que é é muito parecido, tá bom? Porque assim, eu quero demonstrar isso porque o vídeo do Tales fala que o argumento se baseia no Marinçola. Eh, ele alega também que a própria tese original também foi baseada no Marinçola, mas a apresentação, como ele está fazendo aqui, trazendo o arquivo pra gente, né, perdão, o o texto aqui, né, que tá transcrito do da fala dele, né, esse vídeo, ele foi feito com base em algo do Marin Sola, ou seja, que tem uma inspiração, digamos, do Marin Sola, que seria uma posição mais próxima ao que ele está defendendo, mas que vai ter vários problemas depois.

¶54Se é isso de fato, tá? como eu quero mostrar para vocês. Então, vamos avançar novamente. O Thales no e o a tese inicial do Talhas é de que se você tem uma inferência você contamina o motivo ali da da porque você está sentindo aquilo, certo? Então não pode mais crer com fé divina.

¶55Então esse é o ponto principal. E aí na minha resposta eu falei: "Olha, mas existem várias escolas que discordam disso." Pelo que vocês viram, né? O Thales tem um caminho. Agora, Francisco Soares, aqueles todos que eu mencionei, eles concordam que uma pessoa pode crer em algo com fé divina a partir de um silogismo. Eu dei alguns exemplos que são indisputados, por exemplo, eh, o caso, quer dizer, na verdade, eu não vou falar assim que é totalmente indisputado, porque na escolástica isso é quase impossível, né?

¶56Sempre [roncando] existe discordância em vários pontos que são até mais, enfim, óbvios, digamos assim, mais claros, evidentes paraa maioria das pessoas. Mas vamos lá. casos que são mais fáceis, digamos, né, para vários escolásticos. Você tem duas premissas formalmente explícitas reveladas ali. Você pode chegar a conclusão, como a gente viu, que o Lugo fala, né, porque e crer nela com fé divina, porque se você negasse conclusão, você teria que negar alguma das premissas que já estão ali reveladas.

¶57Então, evidentemente você teria um problema muito grande. Você vai negar uma coisa que foi revelada. Então, a conclusão tem de ser revelada também. Então você pode crer com fé divina, mesmo que a igreja não tenha definido aquilo infalivelmente, tá? No caso pros católicos, né?

¶58Agora, se isso acontece então antes da definição dogmática da igreja, obviamente isso estaria também válido para quem? para os protestantes. Por protestante, vários deles não estão alegando eh coisas assim parecidas com essa, como, por exemplo, ter um magistério infalível como da Igreja Católica nessa estrutura. Não, não, não, não se afirma isso. Então, nesse caso, eh, você tá na mesma condição de um católico, porque o católico também vai crer naquilo a partir da escritura, tá?

¶59E aí, assim, qual que é o critério aqui? é simplesmente o silogismo estar correto, porque várias pessoas estão alegando, e aqui eu quero falar para você que está falando isso direto nos comentários, tá? que o problema, ah, mas assim, falo assim que, mas você não tá refutando tales, porque o problema é os protestantes não terem, é, não terem uma igreja infalível ou uma forma de determinar qual é o texto bíblico, vira um grande caos de interpretação. Cada um interpreta do jeito que quer, da maneira que quer, com o princípio que quer, sem tradição nenhuma, sem regra lógica, sem estudo e sai milhares de doutrinas, vocês são todos divididos. Esse não é o problema diretamente agora, tá?

¶60Porque percebam, eu estou mostrando para vocês que essas opiniões católicas dizem que você pode crer nisso antes da definição magisterial. Então assim, se é antes da definição magisterial, não precisou da igreja pro católico chegar aquela verdade de fé. Ele simplesmente teve acesso ao mecanismo correto, inferencial, para esclarecer o ponto ali revelado e ele está crendo naquilo com uma fé divina. É esse que o ponto. Ele já tem o hábito sobrenatural nele, então ele vai ser disposto a aquela crença e ela então vai poder ser eh aquela conclusão vai poder ser elevada, certo?

¶61Então, esse é o ponto. E eu até o o Carlos na nossa live de 3 horas, ele mostrou um trecho, deixa eu ver se eu consigo mostrar aqui para vocês, um livro de um manual escolástico em que mostra vários tipos de inferências que podem ser feitas. Aqui, ó, Carlos tá mostrando [roncando] vários tipos de infância >> chamado Thomas de Charmes. Ele é, >> olha, foi bem no na hora que ele falou o nome do alt, >> é um dos pioneiros na teologia dogmática. Eu já falei isso, acho que é a terceira vez, né?

¶62E aqui ele expõe, por exemplo, casos onde mesmo premissas formalmente reveladas ainda podem se encadear de forma tal que se construa um silogismo e se deduza disso uma conclusão pela boa e necessária consequência. Por exemplo, aqui ele diz o seguinte, ó: "A proposição legítima deduzida de duas premissas imediatamente reveladas é de fé divina." E aí ele utiliza um silogismo. Deus é bom, eh Cristo é Deus, logo Cristo é bom. Isto é de fé divina. Perceba.

¶63Ou seja, o formaliter do Suá não exclui a possibilidade de silogismos. Então aquele post no Instagram você deveria jogar no lixo. Aliás, o seu vídeo que você fez joga no lixo. Aqui ele dá outro exemplo, ó. Por >> tá falando do vídeo e do post que o T fez, que o Tales fez, tá?

¶64Porque se vocês virem o post que o Thalis fez no Instagram, ele só repete a mesma questão da estrutura, do meio cognitivo, da inferência humana, contaminarem. E ele coloca isso de maneira generalíssima para inferências em geral. E aí o o Carlos tá mostrando aqui e a gente poderia mostrar vários, tá? que que enfim que seriam disponíveis para vocês acessarem, mas ele já mencionou esse aqui com o nome do autor para vocês pesquisarem, mas vocês podem ver, sabe, no Marin Sola, no próprio Defedo do Soares, vocês podem ver no Lugo, vocês podem ver em toda a tradição tomista, tá? Que você pode fazer esses silogismos.

¶65O problema não está no silogismo. E o Thales, ele percebeu isso. O Thales quando percebeu isso, ele quis migrar, que ele ele quis parasitar para a posição suaresiana, dizendo que ela mostrava que eu estava errado. E não, não, não, não, definitivamente não. Vamos continuar.

¶66>> É que ele dá um exemplo mais ainda mais específico, que é o seguinte, deixa eu ver aqui. Essa aqui é não revelada. Não é isso não. Pera aí. Por exemplo, né?

¶67Ele fala: >> "Iso aqui já é isso aqui já é apelando pra posição dele que é virtualista, né? Que acredita na revelação virtual, acredita entre aspas na boa, necessária consequência. Ele diz o seguinte, ó: "Conclusão legítima deduzida de uma maior imediata universal e revelada e outra menor não revelada, mas certa, com certeza metafísica ou física ou certeza moral excludente. Eh, é de fé". Ele diz é de fé.

¶68E aí ele também dá exemplos disso, ó. Exemplos que ele constrói de forma silogística. Olha só. Ah, todos os homens vão morrer. Pedro é homem, então Pedro vai morrer.

¶69Em resumo, é isso, né? >> É de fé. Ele tá dizendo que se mantém de fé, né? S de feeder. Essa, esse, essa conclusão continua de fé.

¶70O que ele tá dizendo. >> Exato. Exato. Mesmo. Exato.

¶71Continua de fé. Continua de fé. >> Uhum. >> E aí tem um caso ainda mais emblemático que ele diz o seguinte, ó. Conclusão legítima deduzida de uma maior universal, absolutamente certa, mas não revelada, e uma menor imediata que é revelada.

¶72Ou seja, ele inverteu a ordem agora. Agora, a menor que é revelada e a maior não é revelada, mas é certa. E aí ele vai dizer, vai provar com vários argumentos que na verdade ela também pode ser e de forma silogística que ela também é de fé. E aí nós temos o silogismo que que ele utiliza para exemplificar isso, né? Todo homem é animal racional.

¶73Cristo é homem, logo Cristo é animal racional. Percebe? Percebe como as coisas são muito maiores do que você pensou, Talis? Então, se eu fosse você, eu jogava fora o vídeo, porque na verdade Fujita já tinha dito isso muito antes. O seu vídeo é um grande harquiri, é um grande ataque contra os [roncando] próprios teólogos católicos.

¶74O que você faz é um disserviço em relação a essa controvérsia? Na medida em que você, na verdade, ataca mesmo de mesmo de forma burra, incompetente os teólogos católicos que admitem essa posição, que adotam essa posição de forma explícita e que você, na verdade, não faz a menor ideia. Você não faz a menor ideia em relação, por exemplo, a esses teólogos, a esses teólogos que o Fugita mostrou, que eu tô mostrando aqui agora, que é o padre, é o padre Tomás de Charmes, você deveria procurar eh ler autorização assim para você expandir um pouco. Talvez isso melhore os seus próximos vídeos. >> Pois bem, então eh a live tá cheia de vários exemplos de a gente mostrando texto, mostrando coisa.

¶75Esse daqui foi bem interessante para vocês verem, né, ilustrações do que eu estou falando. Então assim, eu não consigo deixar mais claro do que isso, sabe? É difícil, sabe? Eu eu explicar com mais ilustrações e traduções dos termos técnicos. É, é complexo vocês virem aqui depois da audiência do Tales e dizer que eu estou inventando coisas ou que eu estou sendo confuso, que eu estou sendo tecnicista ou então que eu estou saindo pela culatra ou que eu estou, sabe, distorcendo.

¶76Não sejam honestos com o texto, com a fala do Thalas Muniz. Sejam honestos do Thales, eu não espero mais isso, tá? Eu acho que eu acho que convencer o Thales agora é quase impossível. Só realmente Deus. Acho que é mais fácil o Tal se convencer se vocês orarem muito por ele do que mostrando, esfregando na cara o texto do Francisco Soares, tá?

¶77Então orem, rezem pelo Thales, sei lá, façam alguma coisa assim, porque nada mais convence. Se se ele assistiu essa live aqui e não se convenceu, nada mais convence. Nada mais convence. Então, tá, agora vou eu vou mostrar uma outra coisa para vocês aqui. Eu separei alguns textos porque assim, deixa eu explicar uma coisa.

¶78Por que que eu trouxe o Francisco Soares? Foi para dizer que ele está salvando a posição do Thalas pela por alguma proximidade? Não, eu trouxe o Francisco Soares porque de fato a posição Lugo suaresiana, como ficou chamada, ela se popularizou em certa medida e de certa maneira ela é interessante pra gente entender aquela distinção técnica que eu falei. Porque o Soares, o que antes se chamava na tradição escoltica de virtual incluso, o Suares sistematizou como o formal confuso, que ou seja, é aquele conceito que está lá, mas que ele pode ser explicitado, pode ser esclarecido. Lembra o que a gente falou que o Tales mencionou no começo?

¶79Se você esclarece algo obscuro, aquilo também é um problema, já tá dentro da dificuldade que ele tava trazendo. E aí é o que eu falei, digamos que você tenha, por exemplo, a concepção ou a proposição que Cristo é verdadeiro homem ou verdadeiramente homem das escrituras. Essa proposição, ela pode ser traduzida da seguinte maneira: Cristo é animal racional, certo? Porque pelo tipo de distinção que nós chamamos distinção raciocinante, se você não sabe, é só estudar os o léxico das distinções. Temos uma aula sobre isso no meu curso, a formação da opinião.

¶80Ah, em que basicamente se você apenas está mostrando o significado de um termo, você também não está fazendo propriamente um silogismo. Você pode até tentar estruturar isso em forma silogística, mas é basicamente uma tradução. Você tá apenas assim decompondo algo que já está no conceito. OK? Então, é simplesmente fazer isso.

¶81Eu não não tem muita dificuldade assim, sabe? É você decompor, então você não está realmente pegando um outro princípio, né? Um outro princípio que você aprendeu na natureza para compor o silogismo e daí concluir algo realmente diferente assim, sabe? Não, realmente não é. Eh, obviamente racionalidade e animalidade são coisas formalmente distintas.

¶82Mas elas estão essencialmente ali na mesma coisa, digamos, né? Estão compondo essencialmente o mesmo homem, o mesmo conceito de homem, no caso. Então você pode dizer que você apenas decompôs, certo? Só que aí a gente acabou de ver que na posição do Thalis isso é quase também um problema, né? Isso também é quase um problema.

¶83Inclusive um dos comentários que tem de um católico, né? muito falso, porque me elogiou bastante aqui no meu canal e quando eu vi tava me xingando e me detratando nos comentários do Thales, né? Ele falou que puxa, não, mas essas regras do que é formalmente implícito na nomenclatura do do Soares também teriam de ser mediadas pela igreja. E não, gente, isso é uma coisa que o intelecto faz assim, quase que naturalmente quando você já conhece os conceitos, você faz por distinção raciocinante e não uma distinção raciocinada, como a gente fala, né? Então é fácil de de fazer, não precisa, sabe, de muito.

¶84Eh, então, mas vejam que o o Thalis falou que quando você tem algo que tá obscuro e você esclarece, por exemplo, digamos que uma criança ainda não saiba o que é animal racional, mas ela sabe confusamente o que é homem, porque ela ouve todo mundo falando que nós somos homens, humanos e tal, mas depois ela aprende os conceitos do que que é, por exemplo, animal e o que que é ser racional. Então, sabe, a verdade já estava lá. ela apenas como que pode ampliar por uma lupa, que eu estou usando bastante essa essa analogia, né, para ver essa verdade um pouco mais de perto, tá bom? Então, é basicamente isso. Eu trouxe a terminologia do Francisco Soares porque ela basicamente pautou o debate, né, antes e depois dele.

¶85Francisco Soares sistematizou e pegou muitas coisas dos eh dos tomistas, como o próprio Marinçola fala, tá? pegou da dos discordantes ali do próprio Vasquez do Cano e tal e de certa maneira fez uma síntese com as coisas que ele viu nessas outras grandes tradições, tá? Então por isso que é meio que dividido antes e depois do Suáes, porque o próprio Marinola, ele faz essa história, né, no livro dele sobre o desenvolvimento do dogma [roncando] e ele mostra como que ele tá aproveitando um pouco dessa tradição toda, tá bom? E bem, vamos ver agora. Então eu vou mostrar para vocês os comentários do Thales, né?

¶86Os comentários do Thalis. Olha só, olha como esse adventista diabólico mente que nem sente. Segundo ele, eu estava falando de todo e qualquer tipo de silogismo no meu vídeo e que agora reformulei a tese porque fui refutado. Eu pergunto para vocês, não é isso que ele defende? Eu não afirmo que toda atividade intelectual humana, pelo simples fato de ser humana, destrói a fé.

¶87Pelo contrário, faço explícitamente a distinção entre a participação material da inteligência no ato de conhecer e a entrada de um elemento humano no motivo formal do assentimento. Olha a transcrição do vídeo, aquele trecho que a gente viu. Ninguém está negando que a mente humana participe no processo de recepção do conteúdo. Ou seja, a assimilação, né, como a gente falou, o ponto é outro. O que está em questão é se algo humano entra no motivo formal dos sentimentos, certo?

¶88E como que ele falou que algo entra no motivo formal do assentimento? Através de uma estrutura logística, pela mediação de uma premissa menor, né? Um termo menor, como ele falou. [roncando] Curioso que mesmo assim meu público e e o dele falar falam que estava sendo usado muitos termos técnicos difíceis e que isso deveria ser traduzido. Portanto, o princípio fundamental apresentado desde o começo não era isso aqui é muito cara de chat GPT, né?

¶89Mas enfim, vamos lá. Onde existe um silogismo não existe fé. O princípio era onde o elemento puramente humano entra formalmente na razão pela qual se assente a conclusão, o assentimento não repousa exclusivamente na autoridade de Deus que revela. OK, Thalis? Isso aqui, gente, é o seguinte, isso aqui é que nem aqueles ilusionistas, já dei essa analogia outra vez, acho que para falar do Nuguê, mas do Thalis é até mais malandro ainda, né?

¶90É mais próprio ainda para usar, aplicar para ele, que ele tá aqui dizendo, olha esse objeto aqui, né? ele vai fazer a mágica, eu vou fazer desaparecer e começa a falar as palavras, blá blá blá blá blá, vou vou não sei o que falando com a audiência enquanto ele sorrateiramente esconde o objeto de alguma maneira, né, com alguma alguma, enfim, ferramenta que ele tem escondida ou algo assim, uma ilusão, um espelho, um sei lá, uma alavanca, um negócio, uma corda. Enquanto isso, ele fica aqui, ó, distraindo vocês. Ele pegou a frase aqui e ele simplesmente, sabe, alter, olha só o que ele diz. O o princípio era onde entra um elemento puramente humano, entra eh perdão, onde um elemento puramente humano entra formalmente na razão pela qual se assente a conclusão, o assentimento não repousa exclusivamente na autoridade de Deus que revela.

¶91Ou seja, só que a gente se pergunta, então vamos fazer o exercício aqui, né, do da decomposição do conceito. E aí, Talhas? Eh, no que tá formalmente implícito aqui, né? E como que você disse pra gente que o assentimento eh muda? Não é quando tem uma mediação ali inferencial, como nós vimos, que tá escancarado.

¶92Aí ele fala, então é precisamente a questão tratada pela distinção escolástica posteriormente apresentada. Apresentada por quem, Tales? Por mim, tá? Porque você não faz a distinção entre virtual, entre virtual incluso ou virtual conexo, entre o virtual, eh, no sentido quando a gente fala de algo metafisicamente incluso ou fisicamente conexo, você não faz a distinção entre formal explícito e formal implícito. Você não fala sobre as regras ali de decomposição de e pela via de significação ou pela via dos constitutivos essenciais que eu apresentei no meu vídeo.

¶93Quem organizou esse debate e não foi com uma maneira muito difícil de falar e não sei o quê, não, fui eu, tá? Fui eu. Você está totalmente errado, porque você pode dizer: "Ah, eu fui ser didático, fui ser simples, mas você na sua tentativa de simplificação errou. uma simplificação, ela é uma péssima simplificação quando você tem de alterar com uma perda substancial, essencial, importante para o debate em relação ao seu conteúdo. Se isso se perde, a simplificação é falha, ela é evitável, ela é equivocada.

¶94E foi isso que aconteceu, Thalis. Foi exatamente isso que aconteceu. Aí ele continua: "Olha, pare com essa tentativa de solução perversa, tentando sair por cima em algo que você claramente perdeu." Gente, é como eu falei antes, já eu vou repetir, é muita cara de pau, né? É assim, muita cara de pau. Também é falsa a afirmação de que seria ridículo tratar do objeto formal, porque a discussão supostamente diria respeito apenas ao objeto material.

¶95[roncando] O que que eu falei? A questão é o debate aqui. Isso aqui tá falado no vídeo dele, mas eu vou repetir. A grande questão, gente, é que o debate aqui é sobre o objeto material. Se a que que o objeto material, repetindo, é aquilo que está sendo crito, né?

¶96A proposição que está sendo assimilada ou deduzida e concluída, tá? É isso que é o objeto material. E o objeto formal é justamente o motivo pelo qual nós estamos assentindo, o que está movendo a gente chegar a essa conclusão, certo? E a gente sabe que o motivo formal, o objeto formal é justamente o Deus revelante, o Deus que revela: "Estou crendo porque Deus me revelou". Tá?

¶97Isso daqui é indisputado. E aí o que que acontece? O que que acontece? O Thal está falando o seguinte: "Olha, eh, quer dizer, o que que eu estava falando? O principal é o objeto material, porque a alteração, a maneira pela qual a gente sabe qual é o objeto material, como mesmo você falou, né?

¶98Ah, se tem uma inferência, se tem uma premissa menor, se existe algum humano entrando no motivo, isso é alterado, né? Ou seja, o objeto formal aqui nesse caso, Thales, ele só entra como consequência da discussão que nós estamos tendo sobre o objeto material. E por isso que eu falei, a gente nem precisa entrar nas discussões mais técnicas sobre objeto formal, porque elas existem, Tatales, é só que você não conhece, mas é que dentro do objeto material está o debate. É dentro do objeto material. E você não entendeu isso até agora, porque você está tentando passar passar outra coisa pra sua audiência que nunca abriu um manual de escola, entendeu?

¶99Aí ele diz, é claro, aí ele, é claro que estamos discutindo uma proposição materialmente derivada por uma inferência, mas a pergunta seria algo do tipo: o modo pelo qual essa proposição é derivada altera ou não o motivo formal do assentimento prestado a ela? Ótimo exemplo, Tales, porque sabe o que que é isso? Isso é uma discussão sobre objeto material. Se como você deriva o objeto material, altera o motivo formal, o objeto formal. Portanto, o objeto material entra na discussão precisamente em razão de sua relação com objeto ou motivo formal.

¶100Pelo contrário, né, na verdade a gente só tá mencionando aqui o a, assim, quando é mencionado o objeto formal em virtude de uma discussão sobre o objeto material, porque todo o seu vídeo é para mostrar que nós só precisamos assimilar o objeto material, que nós não podemos derivá-lo. Tudo que a gente discute na derivação, tudo aquilo que o Carlos mostrou das formas de se elogizar, de mostrar como que a gente pode colocar em etapas, tudo aquilo ali, é uma discussão dentro do objeto material, porque nós estamos derivando a conclusão ali. E eu não neguei que a controvérsia envolva conclusões derivadas. O que perguntei foi se uma conclusão, cuja certeza depende de um princípio natural pode ser aceita exclusivamente por causa da autoridade de Deus que revela. Isso é inequivocamente uma questão sobre o motivo formal da fé.

¶101Gente, olha só, vocês viram alguma coisa ali? se um princípio, isso aqui, ó, já é a tentativa dele de se aproximar da posição que eu que eu falei do Suárez. Se a conclus cuja certeza depende de um princípio natural, se ela pode ser aceita exclusivamente por causa da autoridade de Deus que revela. Isso é inequivocamente uma questão sobre o motivo formal da fé. Agora, quem foi impreciso foi ele.

¶102Uma hora eu derrubei toda a escoláca, agora virou quase toda. É difícil pensar, né, Talhes? Quem que concordaria com você? Nisso que eu estou expondo hoje aqui é praticamente toda, é praticamente toda escolástica. Porque ninguém vai dizer que se você tá faz um silogismo e crê nele absolutamente, né, para para longe de qualquer exceção, você pode ter ali uma conclusão que é formalmente que é crida com fé divina.

¶103Ninguém. Então, olha só o tipo de e todas as contradições que o Thales apresenta, que eu cometi são assim, são coisas desse tipo que ele tenta pegar algum fraseado que é da retórica ou da maneira que a gente fala quase todos ou todos ou praticamente todos para dizer: "Ah, é todos ou não é todos?" Tá em dúvida? É que é isso, hein? Entrando em contradição, entrando em em erro metodológico, como ele falou, gente, é poeril o tipo de coisa que ele alega como erro aqui, sabe? ele não tem mais para o que apelar.

¶104Então ele começa a fazer isso e pior, né, para atacar a nossa moral, como ele fez mais recentemente. Então que que eu vou fazer agora aqui? Eu vou mostrar depois qual foi a outra resposta dele aqui. Pera aí. Ele falou isso aqui.

¶105Acho que antes daí depois ele Ah, não é, ele falou isso aqui e depois ele já da minha resposta, né? da minha resposta. Ele já fez a acusação lá, né? Já fez a acusação. Então, deixa eu, deixa eu voltar aqui para falar algumas coisas.

¶106É basicamente isso. O ponto principal é esse. Se eu só falasse o que eu falei até agora, o argumento do T já tá todo desmoronando. Quando eu apresentei o Gaetano Félix, eu mostrei como uma alternativa ao Francisco Soares, apenas porque o Soares acredita que para um certo tipo de conclusões virtuais, já que ele faz a distinção do para ter um formal confuso, que antes também era um virtual, porque é um virtual incluso, tá? O virtual incluso que a gente vai ver que tem, na verdade, uma relação mais metafísica, né, de propriedades metafísicas.

¶107Eh, e é o com relação a esse tipo de virtual, o Soares acha que quando é crido e quando ele é utilizado para se derivar, na verdade, né? Quando ele é utilizado para derivar uma conclusão, a pessoa só pode crer se a igreja adicionar um ato, né, um um caráter testemunial de que aquilo foi revelado por Deus. Só que o Sues, ele inclusive nisso, tá, ele é criticado. Ele é criticado. Existe, existem críticas.

¶108O próprio Marinçola também critica, mas eu não vou entrar nisso agora. Até poderia falar no no Marinçola. Eu acho que ele extrai umas duas ou três consequências indesejadas da tese do Soares. Eu não vou poder entrar nisso agora porque senão esse vídeo vai ficar gigantesco. Mas eu quero mostrar aqui, eu quero provar o que eu estou falando.

¶109Isso aqui eu vou mostrar depois. Deixa eu ver. Está aqui, ó. Deixa eu mostrar para vocês um pouco do texto do Marinola comentando o Suares, tá? Ele tá falando, olha, há na filosofia uma distinção entre dois tipos de propriedades e consequente dois tipos virtualidade e conclusões.

¶110As propriedades do primeiro tipo nada mais exprim essência ou do princípio do qual procedem. As do segundo tipo exprimem não apenas um conceito diverso, mas também uma realidade ou objetividade distinta. As primeiras são realmente idênticas ao ponto de partida e, por isso inseparáveis dele pelo mesmo poder, mesmo pelo poder divino. As segundas são realmente distintas do ponto de partida e, portanto, absolutamente falando, separáveis dele. As primeiras chamam-se propriedades metafísicas, essenciais ou radicais, constituem a virtualidade implícita nas ciências metafísicas e matemáticas.

¶111As segundas chamam-se propriedades físicas, acidentais ou formais. constitui a virtualidade não implícita, mas puramente conexiva das ciências físicas. O que que o Marisola tá falando o seguinte, olha ele, o que que ele tá falando? Ele diz assim, ó, existem dois tipos de virtualidades, uma que é essencial e outra que é mais acidental, digamos assim, uma certa virtualidade que você pode dizer que é inseparável da essência. Ou seja, por exemplo, nem Deus poderia fazer uma humanidade que não fosse, por exemplo, racional, tá?

¶112Eh, se ele tirasse a racionalidade, aí já não seria mais humanidade, seria outra coisa. Poderia ser outro tipo de si, outra ordem de criaturas, tá bom? Mas existem coisas que pela potência absoluta de Deus ele poderia separar, tá bom? Aí ele fala: "Ora, Soares considera o primeiro tipo de propriedades ou de virtualidades não como virtual em sentido próprio, mas verdadeiramente formal, embora formal confuso. Por outro lado, considera propriamente virtual apenas o segundo tipo de propriedades, de virtualidade ou de conclusões.

¶113Ou seja, por que que o Suá está evitando chamar aquele virtual, né, que é já essencial de algo que é virtual? Porque ele já aparece algo da própria formalidade da coisa, já aparece algo que é realmente constitutivo dela essencialmente. Então ele só é virtual por um certo aspecto no sentido de que o intelecto ainda pode alcançá-lo, entende? Ele ainda pode alcançá-lo. E adivinha como que ele ainda pode alcançá-lo?

¶114Pelo que a gente já comentou no primeiro vídeo, por todos aqueles mecanismos, né? Agora, o formal eh confuso, ele tá relacionado às questões, como ele falou, metafísicas, né, matemáticas dentro da virtualidade implícita. Agora o formal, perdão, agora o virtual que é propriamente dito, que realmente decorre da essência, ou seja, que não é mais a essência mesmo, mas que decorre dela, ele é ele é o quê? Ele não ele ele é físico, né? Como ele fala, por exemplo, quando a gente tá falando de da propriedade da risibilidade, né?

¶115Eh, se você e aí o Marinola, ele vai falar isso mais para frente, mas eu já vou adiantar. Vamos imaginar que a gente queira dizer que Cristo é risível, né? Que Cristo é ridente, que ele tem essa capacidade de rir, esse senso de humor, como a gente falou. A gente pode concluir isso? Pode.

¶116A gente pode dizer que isso é dogmático ou que a pessoa pode crer com fé divina? Não. Se a nossa igreja determinar que aquilo ali realmente foi revelado por Deus. Então esse que é o ponto. Só que o Marinola, ele vai fazer uma distinção nisso daí também.

¶117Ele vai dizer: "Olha, de certa eh, não, na verdade eu vou deixar o próprio Marinsola falar, tá? Para não dizer que eu tô inventando. Vamos lá, vamos avançar aqui no texto para vocês verem. Por consequinte, sobre a nova denominação de formal confuso, o Suares compreende dois tipos de conclusões. Primeira, conclusões inferidas mediante um raciocínio impróprio ou por mera explicitação dos termos.

¶118Por isso que eu digo, gente, isso aqui não é propriamente um silogismo, porque é uma é só um processo inferencial em que você está decompondo termos, né? como ocorre nas conclusões é que o definido é inferido da definição, as partes do todo, o particular universal ou um correlativo do outro, como a gente já falou no outro vídeo, não vou repetir. Os teólogos modernos chamam essas conclusões de formalmente implícitas e o outro tipo, conclusões que são conceitualmente distintas da premissa revelada e por isso realmente idênticas a ela e absolutamente inseparáveis delas dela. Estas são hoje conhecidas pelos nomes de virtualmente implícitas, virtualmente idênticas ou virtualmente conexivo essenciais, tá? Por outro lado, sob o nome de virtual próprio ou conclusões teológicas em sentido próprio, Suárez entende apenas aquelas conclusões que exprimem algo realmente distinto e absolutamente falando, separável da primeira da premissa revelada da qual são inferidas.

¶119Os modernos chamam é a essas conclusões meramente virtuais, meramente imediatas ou meramente conexivas. Nós, porém, sempre as chamaremos de virtuais não implícitas ou virtuais físico conxivas. Esta é para Soares a verdadeira e própria virtualidade revelada, a verdadeira e própria conclusão teológica, a teologia em sentido próprio e rigoroso. Acho que deu para entender aqui, né, que é esse tipo aqui que é o virtual próprio, né, porque ele já não se confunde de fato com a essência da coisa. Ele pode ser separado pelo menos pela potência absoluta de Deus, como a gente estava falando, tá?

¶120Então aí sim constituiria conclusões teológicas em um sentido próprio. Tá bom? [roncando] Mas vamos avançar. Quem não estiver bem familiarizado com essas questões e ler Soáes pela primeira vez, talvez não perceba que de eh não perceba de imediato que por formar o confuso, Soares entende tudo aquilo que acabamos de lhe atribuir. Mas estamos certos de que todos os verdadeiros discípulos de Soares, bem como qualquer pessoa que leia atentamente toda a sessão 11 da disputação 3 do tratado da fé, que eu já comentei com vocês também, objeto da presente discussão, concordarão que esse é o genuíno pensamento de Soares.

¶121Como prova, citaremos uma testemunha acima de qualquer suspeita que é o Ripalda. E olha o que que o Ripaldo fala, né, comentando a posição de Soares. A terceira opinião situa-se em posição intermediária, isto é, entre a posição sustentada por Vasques e Vega, que eu já comentei no meu vídeo anterior também, e a posição de Santo Tomás, que é a posição que seria mais e não só de Santo Tomás, mas também da maioria dos tomistas, né? a saber que o objeto de tal conclusão é crível pela fé quando é realmente identificado com o objeto revelado, mas não quando é realmente distinto e separável dele. Portanto, a propriedade metafísica de uma natureza é crível pela fé em virtude da revelação da própria natureza, mas não a sua propriedade física.

¶122Consequentemente, a risibilidade radical e remota de Cristo pertence à fé pelo qual cremos que Cristo é homem, mas não a risibilidade formal e próxima, que é, supomos, separável e distinta da natureza. Não obstante o fato de que a conclusão de ambas as propriedades seja deduzida da revelação da natureza humana e simultaneamente do conhecimento evidente pelo qual a natureza humana é radical e próximamente risível. Assim ensinar ensinam Suáes e Lugo, a posição Lugo suarizano, como eu falei. Mateus, não entendi nada. Não entendi nada do que ele falou.

¶123Então vamos lá que eu vou explicar para vocês. Olha só. Portanto, a propriedade metafísica de uma natureza é crível pela fé em virtude da revelação da própria natureza. E aqui ele vai dar o exemplo da questão da risibilidade, mas ele diz, ó, mas não a sua propriedade física. Como assim?

¶124Vamos lá. Isso aqui é qualificando mais ainda o que eu tinha falado na última, no meu último vídeo, tá? Para mais técnico ainda, mais preciso ainda, porque existe ainda matizes, né? Por exemplo, consequentemente, a risibilidade radical e remota de Cristo pertence à fé pela qual cremos que Cristo é homem. Ou seja, em certo sentido, você ainda pode acreditar que isso é pertencente à fé, mesmo antes da definição da igreja, tá?

¶125Pela mera revelação da natureza de Cristo, de que Cristo é risível. Mas em que sentido? é a risibilidade que no sentido radical, ou seja, uma aptidão de Cristo, de ele poder de fato rir a partir do sentido de que aquilo vai fluir necessariamente da natureza de Cristo. Mas como assim? Na última no último vídeo eu não tinha falado que aquilo ali ele diz que não poderia ser de fé.

¶126É, mas é no sentido da risibilidade que ele fala aqui, ó, formal e próxima, que supomos separável e distinta da natureza. Não obstante o fato de que a conclusão de ambas as propriedades seja deduzida da revelação da natureza humana e simultaneamente do conhecimento evidente pelo qual a natureza humana é radical e próximamente irrisível. O que que ele quer dizer com isso? Digamos que assim, eu que eu será que do fato de eu dizer que eu sou homem, que eu posso deduzir que atualmente eu estou com todas as condições fisiológicas, neurológicas, né, para que eu tenha senso de humor? Não, ou seja, nesse sentido, eh, nesse sentido mais distante, né, que pode ser separado da minha natureza, não, porque essas coisas são separáveis pela potência absoluta de Deus, né?

¶127Ou seja, mas até aquela que a gente tinha mencionado antes, que também é fruto de uma visão natural, né, com o artefato da razão, que é evidente pelas coisas que a gente aprende da da natureza, sobre a natureza humana, né? Eh, até isso pode ser crido por fé, como a gente vê aqui da interpretação de Francisco Soares, tá claro? Isso aqui é interpretação do Ripalda sobre o Soares, tá? Isso aqui é interpretação do Ripalda. Também existem disputas sobre isso, mas vejam como é mais complexo ainda.

¶128E mais isso aqui, gente, eu quero falar sobre a e isso aqui mostra a questão do metafísico e do físico. Se a gente tivesse falando de propriedades metafísicas de uma natureza, se a gente tivesse falando ainda da até, por exemplo, da essência da coisa, isso também isso também seria isso também entraria como uma premissa de razão. Porque aí o Tal ele tá dizendo o seguinte, não olha só, isso se complementa com o que ele tá falando aqui numa live que inclusive tá está acontecendo agora enquanto eu tô gravando esse vídeo. Olha o que que ele vai dizer aqui. Vamos pegar um trechinho dessa live.

¶129>> Ele fez um vídeo respondendo. Ele caiu em várias contratações. Eu fiz um vídeo resposta. E aí, basicamente, eh, para resumir tudo, eu fiz uma uma um vídeo respondendo ao vídeo dele, mostrando que não, na verdade, não é bem isso que eu defendia. O que eu defendia é que se a premissa menor ela tem um silogismo conhecido pela razão natural, ela entra no motivo formal do assentimento, um elemento humano, certo?

¶130>> Olha só o que que ele tá dizendo. Ele mudou a posição dele porque vocês viram que o problema era ter premissa menor, ter inferência. E aí, olha só, mas olha o que que ele diz aqui ainda, >> mostrando que não, na verdade, não é bem isso que eu defendia. O que eu defendia é que se a premissa menor ela tem um silogismo conhecido pela razão natural, >> premissa menor não tem silogismo, tá? Mas eu vou interpretar isso aqui só como um ato falho seu e não vou ficar implicando com a mínima e menor erro e contradição como você faz, Tales, até porque, enfim, eh senão a gente teria que parar em absolutamente cada frase que você fala, tá?

¶131>> Isso que eu defendia. O que eu defendia é que se a premissa menor ela tem um silogismo conhecido pela razão natural, ela entra no motivo formal do assentimento, um elemento humano, certo? Porque não é meramente revelado. >> Ora, ora, ora, mas vamos lá, Tales, você não diz defender a posição do Marin Sola? O mar em sol aqui ele está mostrando que ele vai depois concordar ou ele vai adaptar isso que a gente tá vendo do Ripalda e do Suáes, tá?

¶132Mas dizendo o seguinte, veja essas propriedades metafísicas, elas são conhecidas como? Hum, elas são conhecidas pela revelação, Thalis. Foi Deus que falou. Como que você sabe que o homem é animal racional? E de que ordem é esse tipo de de conhecimento?

¶133Olha só. que eu defendia. que eu defendia é que se a premissa menor ela tem um silogismo conhecido pela razão natural, ela entra no motivo formal do assentimento, um elemento humano, tá? Thalis, se é esse o caso, nem a sua posição se salva. Nem a sua posição se salva, Thalis.

¶134Sabe, eu tô tendo que desenhar aqui por até nos exemplos que você tá dando, o que você tá falando, a premissa menor, ela é conhecida naturalmente, >> mostrando que não. Na verdade, não é bem isso que eu defendia. O que eu defendia é que se a premissa menor ela tem um silogismo conhecido pela razão natural, ela entra no motivo formal do assentimento, um elemento humano, certo? Pois bem, então essas que são virtualmente implícitas, que a gente tá discutindo aqui e agora que já são o próprio, né, o virtual próprio que a gente tá dizendo, elas são conhecidas naturalmente, mas aquelas que são do virtual impróprio também são conhecidas naturalmente. Então você sequer poderia parasitar a conclusão do Suáes, nem na sua nova adaptação, porque se a gente tiver falando do seu primeiro vídeo, você não pode nem pensar em ninguém, porque você fala de mero silogismo.

¶135E aqui você já tá tentando chamar para si a possibilidade de um silogismo, entendeu? Então eu mostrei esse texto aqui do do Soares, do Uripalda, para vocês verem eh que realmente não faz o menor sentido, tá? Não faz o menor sentido, né? Marinçola sobre a razão como instrumento. O que que acontece?

¶136A gente viu na no último vídeo que a gente poderia talvez pensar que a posição do Suá fosse um obstáculo ao protestante, né? Estou fazendo isso for the sake of the argument de novo, né? Se fosse esse o caso, a gente ainda poderia apelar para várias coisas que eu já mostrei hoje, mas também paraa posição esotista, como eu mostrei lá, né, do Gaetano Félix, em que a gente pode crer sim naquilo que é extraído, né, da uma conclusão extraída por uma premissa menor de razão, eh, enfim, qualquer coisa dessa natureza, né, da da virtualidade. Se a gente mostrar que a conexão que está se tendo ali entre as premissas é o quê? é uma conexão em que você tem apenas uma eh premissa menor, que é instrumento, que ela tem uma razão instrumental, que ela é ampliativa, como eu falei, com uma lupa, né?

¶137Você está apenas explicando. Mas sabe o que que é engraçado? O Thales, ele tenta negar isso, que não é uma explicação por causa de um argumento que ele vai dar, mas eu quero mostrar que o próprio Marinola aceita premissas menores de razão assim, né? e com a mesma descrição que eu falei de instrumentalidade, explicação, explicitação, tá bom? Se se você consegue demonstrar que a razão está apenas ali como um mecanismo de articulação instrumental e não e não introduzindo um novo elemento, princípio natural, totalmente distinto e desconexo essencialmente, ou sei lá, para além da revelação, né?

¶138Se você consegue demonstrar que a razão tá sendo apenas instrumental, você pode crer naquela conclusão como uma conclusão o quê? Crida com fé divina, né? Só que aí o Marinçola ele acha a mesma coisa sobre a premissa menor de razão. Olha só. Tal é, segundo a escola atomista, a verdadeira e única função das tão das tão propaladas premissas menores inclusivas da razão.

¶139No que diz respeito ao ao desdobramento do dogma. Os gravíssimos problemas relacionados à evolução do dogma, considerados por muitos como novidades, a ponto de quase acusarem os grandes mestres da escolática da perdão, os grandes mestres da escolática de os terem ignorado, foram examinados e resolvidos por esses mesmos mestres, sobretudo por São Tomás e sua escola, com uma profundidade e amplitude que se destaca em contraste com a superficialidade com que são estudados não apenas nas obras heterodoxas, mas até mesmo em muitos manuais católicos. Aquilo que hoje chamamos de contato da revelação com as diferentes filosofias e civilizações, os escolcos chamavam de contato das premissas maiores da fé com as premissas menores da razão. Aquilo que hoje estudamos sob o nome de evolução dogmática, eles estudavam sob o nome de conclusão teológica. Aquilo que hoje discutimos sobre a questão de saber se o progresso dogmático é resultado da assimilação dos dados racionais pelas verdades da fé.

¶140Eles debatiam sobre a questão de saber se a premissa menor da razão é um verdadeiro princípio ou coausa da conclusão. Isso aqui é exatamente o que a gente tá discutindo, ó. Vou até repetir isso aqui, ó. aquilo que hoje discutimos sobre a questão de saber se o progresso dogmático é resultado da assimilação dos dados racionais pelas verdades de fé, eles debatiam sobre a questão de saber se a premissa menor da razão é um verdadeiro princípio ou coausa da conclusão ou apenas um auxílio ou instrumento. A questão moderna de saber se é possível um verdadeiro desenvolvimento ou evolução no dogma era por eles debatido debatida em termos de saber se as conclusões teológicas são de fé divina ou antes definíveis como de fé.

¶141A solução preferida para esses problemas por São Tomás e sua escola sempre foi a de que no raciocínio teológico as premissas menores da razão são meramente instrumentos das premissas maiores da fé ou simples auxiliares de nossa mente no desdobramento daquilo que já existe em estado latente nas premissas maiores da fé e que sua finalidade não é aumentar, diminuir ou modificar a objetividade das premissas maiores da fé. fé, mas apenas explicitar ou desenvolver sua implicitude ou virtualidade, que a conclusão não está contida tanto na premissa maior quanto na premissa menor da razão, mas única e exclusivamente na premissa maior da fé, que a conclusão não é extraída da premissa maior e da premissa menor, mas unicamente da premissa maior com auxílio da premissa menor, que as premissas menores da razão não são lugares teológicos propriamente ditos, nem princípios formípios formais da conclusão, mas apenas princípios auxiliares, que por consequinte a teologia ou a conclusão teológica não é um acréscimo objetivo à premissa maior da fé ou ao depósito revelado. Mas antes, sua explicitação intelectual e finalmente que tal explicitação? É uma explicitação divina humana. Isto é uma explicitação do depósito divino realizada pela razão humana, sempre que é efetuada apenas por inferência de simples homens.

¶142Isto é, pelos teólogos, mas por outro por teólogos, mas por outro lado, é uma explicitação divino divina, isto é, uma explicitação do depósito divino pela pela própria autoridade de Deus, quando é efetuada com a assistência do Espírito Santo, como ocorre em toda e qualquer definição infalível da igreja. Ou seja, né, ele está falando basicamente que aqui essa premissa apenas articula. Ela não é uma cocausa, ela está presente, mas ainda assim não contamina um assentimento. Ela pode ser usada se ela estiver apenas nessa nesse papel. Ela se ela viu que tudo como como até na paralelamente, análogamente ao que o Gaetano Félix fala, ela é basicamente eh um esse mecanismo, né, para que a gente repouse a autoridade de Deus de novo.

¶143Ou seja, já está lá, só que ela está ajudando a gente ver o que está lá. Então não está trazendo algo de fato novo, certo? E vocês vão ver que aquele princípio do Tales, ah, tira isso daqui para ver se continua só um instrumento ou se não é algo novo, né? [risadas] Isso daí não faz menor sentido. Aí vamos lá, ó, de novo.

¶144Assim, tanto as verdades da revelação, quanto as verdades da da revelação, quantas verdades da razão são para nossa mente fontes de luz. Difere imensamente em natureza e valor. Contudo, continua sendo luz. postas em contato não podem deixar de iluminar-se mutualmente. As verdades da fé serviram para desenvolver as as verdades da razão.

¶145As verdades da razão serviram para desdobrar as verdades da fé. Com as verdades da fé, fomos capazes de descobrir nas verdades da razão verdade que os filósofos, de outro modo jamais teriam conseguido desenterrar. com as opa com as verdades da razão, descobrimos nas verdades da fé ou do depósito revelado verdades que de outra maneira ou de outra forma teriam permanecido para sempre ocultas aos fiéis ou aos teólogos. Em nenhum dos dois casos, há assimilação das verdades da razão pelas verdades da fé nem vice-versa, mas antes uma iluminação mútua. A assimilação de uma verdade de razão por uma verdade da fé não promoveria o progresso da fé, nem mesmo da da teologia.

¶146antes as corromperia. Nada pertence verdadeiramente à fé ou à teologia, a menos que esteja verdadeiramente incluído nos princípios da teologia e da fé. E os verdadeiros princípios da fé e da teologia não são nem jamais podem ser as verdades da razão, mas as verdades da fé divina. Então, para fechar, em suma, a relação da premissa da fé com as premissas de razão ou do depósito revelado com as diversas filosofias ou civilizações humanas com as quais entrou em contato, não é a relação assimiladora do estômago com alimento, mas a relação instrumental ou auxiliar de um telescópio ou microscópio com a visão, ou do revelador químico com o filme fotográfico exposto, ou dos valores conhecidos com os valores desconhecidos numa equação matemática. Sua finalidade não é acrescentar, subtrair, modificar ou assimilar coisa alguma, mas única e exclusivamente descobrir ou desdobrar aquilo que já estava implícito.

¶147É por isso que os antigos muito apropriadamente chamavam esse processo de explicitação do dado revelado. Agora, com base no mar insola, que é o autor que baseia todo o argumento do Thales, eu quero que vocês vejam comigo isso daqui, ó. >> Terceira falha, ele substitui demonstração por nomenclatura. Vamos dizer esse substitui demonstração por nomenclatura é muito chato de GPT, né? Usar esse termo assim nomenclatura, aqueles termos genéricos de GPT, né?

¶148Mas deixa, vamos ouvir de novo. Só queria não deixar passar isso. >> Terceira falha, ele substitui demonstração por nomenclatura. Então, dizer que a razão é instrumento, né? uma lupa ou explicação não prova que ela não participe do motivo da sentimento.

¶149Isso evidentemente precisa ser demonstrado que a premissa natural não é causa per da conclusão. Quarta falha. >> Ah, tá. Isso aqui na verdade é o resumo dele. Eu acho que ele ele articula isso mais lá para baixo, ó.

¶150>> Aos 35 minutos, até 36,5 mais ou menos, ele vai para a solução escotista. Diz que a razão ela pode ser utilizada de dois modos: para inferir e para explicar. Segundo a solução por ele adotada, nas conclusões virtuais, a razão não seria fundamento da conclusão, só que apenas uma condição, né, de explicação ali explicativa. Essa distinção, ela em abstrato, ela é legítima. A questão é saber em qual dos dois casos se encontra o silogismo concreto.

¶151Em 37, 55 até 38 e 12, ele apresenta uma premissa natural. No exemplo da vontade humana de Cristo, ele formula o seguinte: Cristo é verdadeiramente homem. Todo homem possui vontade humana. Logo, Cristo possui vontade humana. Ele próprio chama a segunda proposição de premissa natural.

¶152Portanto, formalmente temos um silogismo misto. Tem a premissa todo homem possui vontade humana. A conclusão, ela não pode ser inferida, não pode ser produzida. 39 até 39,5 eh, chama a mesma operação de simples explicação. Então, pouco depois ele afirma que mesmo sendo um processo inferencial, seria apenas uma explicação.

¶153Aí aqui entra a dificuldade. Uma mesma operação não deixa de ser inferência simplesmente porque é chamado de explicação. Então, o intelecto eh recebe uma premissa revelada, acrescenta uma premissa natural, compara os termos, produz uma conclusão, né? Isso é uma inferência. Se a premissa natural é indispensável para produzir a conclusão, então ela não atua apenas como uma lupa anterior, né?

¶154Ela fornece parte da conexão objetiva pela qual o predicado é atribuído ao sujeito. Ou seja, aqui ele comete petição de princípio e ele oscila até na uma oscilação terminológica, né? aos 38, 43 até aos 39, ele faz uma metáfora hilária. Ele diz que a a existe uma contaminação revelacional, ou seja, a premissa ela contamina a solu a conclusão. É isso que ele diz.

¶155Agora, por que a premissa revelada deveria elevar a conclusão inteira a ordem da fé em vez de a premissa natural limitar a espécie do assentimento? Nessologismo, a conclusão depende de ambas as premissas. Uma delas é aceita porque Deus revelou e a outra é aceita porque se conhece aquilo pela razão natural. O meio total não é puramente revelado. A certeza da premissa revelada não transforma retroativamente a premissa natural em testemunho divino.

¶156O fugita, ele precisava demonstrar que ocorre um novo ato de fé, cujo motivo formal prescinde completamente do processo demonstrativo anterior. Ele apenas afirmou que isso ocorre, ou seja, ele só faz uma metáfora apresentada como uma demonstração. Aos 40. >> Não, então, novamente, eu não fiz apenas isso, tá? Quem viu o meu vídeo viu que todos os argumentos que eu elenquei ali do Gaetano Félix, eh, o Gaetano Félix fala, por exemplo, que a própria Igreja Católica fez isso na controvérsia contra o monoteelismo.

¶157E justamente, né, a qual que é o argumento do Gaetano Féliice que foi mencionado? Se você tem ali a ideia de que Cristo é verdadeiramente homem e você tem nos debates ali a própria ideia de que a vontade decorre da natureza humana, esse argumento ele é utilizado justamente como um silogismo misto que tem uma conclusão que foi crida com fé divina. Porque novamente, se o o que o Gaetano Félix está falando é o seguinte: se a conclusão ela é apenas virtual, ou seja, é apenas uma derivação, ela não está propriamente no depósito da fé, ela não é ela não é uma coisa que a gente possa dizer formalmente no depósito da fé. O mero fato de a igreja falar não pode ser a causa de ela se tornar o quê? Não pode ser a causa de ela se tornar algo revelado.

¶158Esse é o argumento dele. Porque as pessoas não creem. Elas não creem porque a igreja falou, mas porque a igreja é um instrumento para identificar as falas de Deus. Porque sempre tem que recair no quê? no Deus revelante.

¶159Esse é o ponto, esse é o argumento do Gaetano Féliice. E ele tá falando que ela é explicativa ela nesse sentido, porque novamente ah, pelo por tudo que a gente já falou até agora, por exemplo, se a gente tá dizendo que a pessoa ela é humana, eh, como Gaetano Félix falou, será que seria seria razoável nós pensarmos então que as coisas que são conexas necessárias da natureza humana, que decorrem dela, não poderiam ser atribuídas formalmente a Cristo? Entendem o ponto? Então aqui o o isso foi dito no vídeo, deixa eu deixa eu mostrar aqui, sabe? Isso foi dito aqui, ó.

¶160Por exemplo, nós tivemos ali o monotelismo e a igreja definiu que Cristo possui sim vontade humana, tá? E ela, como que ela extraiu isso? Na visão do Gaetano Félix, eu acho que corretamente também a igreja pensou: "Puxa, mas se Cristo é um homem, ele também tem uma vontade humana. Ele tem uma vontade divina e uma vontade humana. Agora, todo homem ele tem uma vontade humana, mas isso não está explícito na escritura assim de maneira como os termos elencados assim.

¶161Cristo tem vontade humana e uma vontade divina. Isso não tá explicitado dessa maneira, mas isso se segue do fato de ele ter uma natureza humana. Opa, olha a gente usando o próprio de novo. É próprio que lembra dos predicáveis lógicos, algo que se segue da natureza, como a gente falou da risibilidade. Aqui é a mesma coisa da risibilidade.

¶162A vontade humana não se identifica formalmente com o fato dele ser homem. Se homem se identifica formalmente com ser animal, racional, mas que ele tem vontade humana, se segue da natureza. Então a gente coloca aí um, né, uma premissa de razão, uma premissa natural. Olha, Cristo é verdadeiramente homem. Isso tá escrito na Bíblia, que ele é homem mesmo, verdadeiro homem, como eu e você.

¶163Aí, premissa natural, todo homem tem vontade humana. Conclusão, logo Cristo tem vontade humana. Ele falou assim: "Olha, e a igreja determinou isso. A, a, aí ele falou o seguinte, olha, no argumento do Gaetano Félix, a igreja não pode determinar algo que é apenas uma conclusão teológica e fazer uma transmutação para que isso do nada vire assim no pó de pirim pimpim. virar uma um artigo de fé, como se pertencesse ao depósito da fé, formalmente revelado, explícito, não, na verdade já estava lá, né?

¶164E aí tem de fato aqui uma questão que é virtual, mas quando a gente vai concluir que aquilo ali foi revelado por Deus, a gente conclui pelo motivo de Deus ter revelado a premissa revelada. Então, olha só, novamente, eu não fiz apenas uma ilustração para dizer que a para dizer que essa é a acusação do Tales, né? Eu não fiz apenas uma ilustração para dizer bem, a gente tem aqui a razão operando só como se fosse uma lupa e foi isso, né? Não tô comentando petição de princípio aqui, porque olha só o que eu acabo de dizer. A verdade já está lá.

¶165Cristo tem vontade humana. Isso está revelado. Isso está lá. A revelação ela está lá de forma, entre aspas, estática. O que muda é a nossa reflexão sobre aquilo.

¶166É como se eu dissesse uma coisa para você, por exemplo, imagina que eu sou seu amigo e eu te digo uma frase que você imediatamente capta algo da frase. Ah, ok. Aí você vai refletindo ao longo do tempo, pensando nela e você vai conseguindo extrair coisas dela que você não pegou imediatamente ali. Ou seja, eu quando vejo Cristo é verdadeiramente homem, OK, isso é formalmente explícito, mas tem coisas que não só são formalmente implícitas, como se seguem delas necessariamente e que não poderiam ser separadas sequer pela potência absoluta de Deus. Então, pera aí rapidinho, pera lá.

¶167Não. E eu posso fazer silogismos para esclarecer isso. Esses silogismos são maneiras de eu acessar aquilo que já está revelado. Aquilo que está revelado não vai se tornar formal, revelado, porque eu estou chegando através de um silogismo. Então esse é o argumento do Gaetano Félix.

¶168Eu vou inclusive ler para vocês aqui. Responde-se contra isso, contra isso está o fato de que é evidentemente crível para nós que a igreja não pode errar ao propor as coisas de fé e, portanto, isso deve ser crido pela fé divina. Logo, a razão primeira pela qual os mistérios de nossa fé devem ser crié divina sempre se reduz a este princípio. Eles são evidentemente críveis como sendo tendo sido revelados por Deus. Além disso, sempre que Deus revela algum objeto, ele o revela segundo sua natureza e suas propriedades naturais, que estão metafisicamente conexas com a com a eh com a natureza do objeto expresso e formalmente revelado.

¶169Pois como tais, propriedades estão por si mesmas natural e essencialmente inseridas em tal natureza pelo próprio fato de Deus revelar explícita e formalmente da natureza, ele revela também implicitamente e virtualmente todas as propriedades que se conectam metafísica e essencialmente com tal natureza. Ou seja, quando o que que o Gaetano Fel está falando aqui, ó, quando Deus revela uma natureza, ele também está revelando tudo aquilo que ela tem formalmente, certo? E todas as propriedades que se conotam, que se conectam metafísica e essencialmente com a natureza. De outro modo, se Deus não quisesse que crêsemos nessas propriedades como objeto de fé, deveria revelar-nos e manifestar-nos que que modificou a natureza do objeto expressamente revelado ou que separou milagrosamente uma ou outra propriedade natural daquela natureza expressamente revelada. Caso contrário, como estas propriedades fluem metafisicamente de tal natureza com a qual estão essencialmente conectadas, é sempre, evidentemente, crível que elas foram virtualmente reveladas por Deus naquela revelação implícita pela qual formalmente revela a natureza de tal objeto.

¶170Então ele até se parece um pouco com algo que o Maris Sola falou, né? E o próprio Soares também. se aquilo é não só indistinguível ou ou na verdade no caso seria melhor dizendo assim, se aquilo ali é inseparável da essência e a gente sabe que pelo menos de maneira radical e apitudinal essas propriedades metafísicas, né, elas vão fazer com que se siga algo. Se esse é o caso, você tem dizer que quando Deus revela, a essência também revela isso que se vai se seguir. Esse é o argumento da do Gaetano Félix.

¶171E a razão ela vai ser como um mero instrumento aqui. Ali avança, né? Este argumento é o de Francisco Soares nesta matéria. E vários autores recentes o seguem afirmando que a revelação virtual fundamenta apenas o assentimento teológico, mas não propriamente de fé, que é o que a gente falou no último vídeo. Responde-se: Nega-se a suposição, porque a certeza da revelação virtual é tão grande quanto a certeza da revelação formal explícita.

¶172A razão parece manifesta. Ambas as revelações se apoiam imediatamente na primeira verdade revelada, perdão, imediatamente na primeira verdade reveladora como motivo formal, pois pelo próprio fato de ambas serem provenientes de Deus, uma e outra são igualmente informadas pelo mesmo testemunho divino. Além disso, a revelação formal não exige menos uma proposição suficiente para tornar-se objeto próximo da fé divina do que a revelação virtual. Assim como dada uma proposição suficiente, a revelação formal torna-se objeto próximo da fé divina. Também dada uma proposição suficiente da revelação virtual, ela se torna igualmente objeto próximo da mesma fé divina.

¶173O fato de a revelação formal testemunhar imediatamente e a virtual apenas mediatamente não impede isso, pois não elimina que o testemunho de Deus recaia sobre ambas as revelações, apenas estabelece certa ordem pela qual primeiro recai sobre a revelação formal. e depois sobre a virtual. Contudo, essa ordem não impede que ambas tenham como objeto formal próximo, imediato, a própria primeira verdade reveladora. Aí a pessoa poderia insistir, como ele fala, a presença virtual da revelação virtual na na revelação formal não é manifestada pela própria revelação formal, mas pela luz natural, cuja certeza não é tão grande quanto a da certeza quanto a certeza da revelação. Logo, o assentimento fundado na revelação virtual é menos certo que o assentimento fundado na revelação formal.

¶174Aí, ó, ele fala assim: "Responde-se contra isso, porque a revelação virtual somente é menos certa quando é manifestada pela luz natural, ou seja, pelo discurso como razão formal de assentimento, mas não é quando é manifestada pelo discurso apenas como condição explicativa, pois então a revelação virtual se apoia próxima e imediatamente na primeira verdade reveladora. Assim como a revelação formal não manifesta si mesma como sendo de Deus, pois ela permanece sempre obscura para nós, mas apenas é manifestada pelos motivos de credibilidade como uma razão de aplicação. Do mesmo modo, a revelação virtual e a formal são manifestadas pelos motivos de credibilidade pelos quais, uma vez estabelecidos, ambas movem o intelecto ao assentimento, que foi o que eu já tinha dito, né? Ou seja, no final das contas é apenas uma condição explicativa, certo? Eh, mas eu acho que tudo isso já tá bem explicado pelo que eu já tinha falado ali.

¶175Eu vou, eu só queria mostrar aqui o texto para vocês, porque eu acho legal vocês terem contado com o texto do autor, tá bom? Aqui do Gaetano Félix, tem o nome da nome da obra aí para vocês verem do lado. Mas eh eu quero mostrar aqui várias coisas, ó, várias várias coisas. Então assim, eu acho que eu acho que com isso já tá bem esclarecido que o Talis está errado, tanto na tese original, quanto na reformulação, quanto nas respostas, né? Eh, eu acho que como ato aqui final da parte da exposição, eu queria mostrar algumas coisas.

¶176Em primeiro lugar, para fundamentar [limpando a garganta] ainda mais aquilo que eu falei sobre a questão de o próprio Francisco Soares abrir margem para que herees tenham a fé divina também. Eu quero mostrar primeiro uma coisa. Olha só. Primeiro um texto dele, que obviamente é um texto que é uma coisa meio óbvia para quem estuda isso, mas acho que muitos fãs do Thales aí, esse pessoal não deve conhecer. Talvez o Thales até concorde, eu não sei.

¶177Mas olha o que o Francisco Soares fala, tá? Por isso, deve-se notar que quanto ao primeiro modo de distinguir os diversos graus das proposições de fé, duas coisas concorrem em qualquer proposição desse tipo para que ela possa e deva ser crida. a saber, o testemunho divino e a aplicação, isto é, o fato de ser suficientemente proposta. A primeira é aquilo que é por si mesmo e formal na proposição de fé e é algo simples e de uma única razão em todas as proposições de fé. A segunda, porém, é algo como que acidental e como uma condição necessária do nosso lado.

¶178E é sob esse aspecto que aqueles autores distinguem os vários dogmas da fé, pois alguns são revelados expressamente na escritura, outros pela definição da igreja, outros por uma suficiente tradição apostólica. Sobre essas regras já se falou acima e não é necessário repeti-las agora para explicar a proposição herética. Pois por qualquer desses modos que a revelação divina tenha sido suficientemente proposta, isso basta para que a proposição de fé seja sempre igualmente certa e por isso a proposição contrária seja sempre igualmente herética. Seja qual for o modo pelo qual se oponha a primeira verdade, proposta suficientemente deste ou daquele modo. Ou seja, ele dá três modos: escritura, igreja, tradição.

¶179OK? Isso aqui os católicos falam bastante, mas o ponto é que ele fala que por qualquer desses meios, se for suficientemente disposto, ou seja, só pela escritura, a parte da igreja, porque ele fala que é por um modo ou por outro, se já tiver suficientemente disposto, a pessoa pode crer com fé divina, entendeu? Pela escritura. Então assim, eh, aí alguém pode dizer: "Ah, mas espera lá, mas a Igreja Católica tem que definir". Não, até pro próprio católico, se ele tem aqueles dados revelados expressamente na escritura, ele pode crer.

¶180Tudo bem, o Thales está concordando com isso. Eu só estou mostrando isso daqui porque teve gente me acusando lá nos comentários de dizer assim: "Ah, não, mas é que o problema é que vocês estão vendo é que vocês não têm uma igreja infalível, não sei o quê." Tudo bem, isso é uma outra discussão. O ponto é que é a partir das escrituras a gente pode ter sim fé divina, tá bom? A partir das escrituras pode ter fé divina. Claro, existe toda a discussão que a gente já falou do formal do do formal explícito, implícito, virtual, eh, inclusivo, conexo, como a gente já falou, mas eu tô mostrando isso aqui como uma etapa para uma outra coisa que eu vou mostrar agora, que é o Soá falando sobre o hábito da fé.

¶181Agora, olha só, Suáes, primeira solução de alguns eh ao argumento da dúvida é rejeitada a verdadeira resposta. Vamos lá. A objeção apresentada, em contrário, depende inteiramente daquele caso do infante batizado e educado entre infiéis, que posteriormente na idade adulta profess. Ou seja, bebê foi batizado entre infiéis, entre hereges, né? Ou seja, no caso, você pode colocar aqui um protestante, né, na cabeça do Soares.

¶182E aí se pergunta, será que ele perde o hábito da fé? Vamos lá. Essa disposição para se crer, né? essa que que vai elevar as crenças, que que no caso é a disposição para se crena, né, também eh principalmente. Aí ele fala a esse respeito há dois modos de responder.

¶183O primeiro consiste em conceder o hábito da fé pela razão acima apresentada. Admitido isso, deverá dizer que eh deverá dizer-se que o hábito da fé é perdido não somente por é perdido não somente por culpa, mas também por uma oposição física, quer entre os erros e a fé, quer entre a má disposição da vontade eh afeiçoada e tais erros e consequentemente afastada da piedosa afeição da fé. Esse modo de falar, porém, não me agrada. Ou seja, que é no caso, o protestante aí quando cresce, cresce e mantém os erros dos pais, né, que ele perderia o hábito da fé. Ele fala por que que não agrada o Soá?

¶184Primeiro por causa da autoridade do concílio, que afirma que o hábito da fé infusa não se perde senão pelo pecado de infidelidade, que foi o que eu falei no meu outro vídeo, né? Ou seja, só quando a gente tem uma pessoa que de fato perdeu a fé, que foi naquele naquele texto que o Thalis usou erroneamente pro lado dele, tá? Só naquele caso em que a pessoa perde a fé deliberadamente de maneira obstinada, que ela é infiel realmente, é que aí a pessoa teria a perda da fé infusa. Ele continua em segundo lugar, porque pode acontecer que tal ignorância ou erro seja simplesmente invencível, mesmo enquanto se opõe a luz natural, ao menos durante algum tempo, como direi em seguida. Logo, pode acontecer que esse homem durante algum tempo não peque mortalmente, logo não perderá a graça, logo muito menos perderá a fé.

¶185Em terceiro lugar, porque para perder a fé não basta o erro, ainda que culpável por negligência, a menos que intervenha a pertinácia. E por isso, como se disse acima, pode um fiel errar culpavelmente em uma ou outra proposição e não perder imediatamente a fé, como diremos mais amplamente adiante, eh, ao tratarmos da heresia. Ora, no homem de que tratamos não há pertinácia, pois ele foi instruído na fé, logo ele não perdeu a fé. Ou seja, a pessoa tá professando coisas que eles acham que são erradas e tal, não perdeu a fé, tá? Não perdeu a fé.

¶186Finalmente, o ato de erro, excluídas a culpa e a pertinácia, não pode expulsar fisicamente o hábito da fé, porque nenhum ato de erro se opõe formalmente ao hábito de tal maneira que o exclua fisicamente enquanto causa formal. nem pode enquanto causa eficiente induzir um hábito que o expulse formalmente a fé infusa. Porque um hábito adquirido não se opõe formalmente a um hábito infuso, uma vez que não pertence à mesma ordem. Logo, de nenhum modo, essa infidelidade pode expulsar o hábito da fé. Ou seja, só fica melhor pro protestante.

¶187Aqui digo, portanto, que não há inconveniente em que naquele homem eh eh acho que é eh não, perdão, que naquele homem preserve o hábito da fé infusa, enquanto ele não estiver de tal modo disposto que tenha uma vontade formalmente contrária e pertin a fé. Com efeito, assim também a fé persevera no homem católico quando há um ou outro erro material, ou ao menos quando não há pertinácia. E a mesma razão vale tanto para um só erro quanto para muitos. Onde se segue que em um homem educado entre herees, depois do batismo pode haver uma multidão de erros e um apego a sua própria seita, acompanhado de ignorância invencível, ou ao menos de uma ignorância que exclua a pertinácia, e, por consequinte, sem perda do hábito da fé. E não há inconveniente em que tal homem seja simultaneamente fiel quanto ao hábito e infiel quanto ao ato.

¶188Isto é, materialmente infiel, porque essas duas denominações não são opostas. Lembrando, tá gente, uma outra coisa aqui não é só falando da ignorância invencível. Ele listou aqui várias ocasiões em que a pessoa cresce, ela foi batizada, continua com a fé infusa, continua com o hábito da fé, ou seja, continua disposta a crer com fé divina. Então assim, eh isso é possível, tá? Aqui eu tô estabelecendo agora não como para não para como confronto direto, né, explícito algo que o Tales tinha dito, mas contra certas incompreensões que vocês estão tendo a respeito da fé protestante, especialmente a audiência dele pelos comentários que eu vi, tá bom?

¶189Ou seja, não precisa de igreja infalível para isso daqui, tá bom? O o que que acontece na visão do Soares, um protestante, ele vai ter lá a escritura, ele pode ter inclusive ensinamentos da igreja a respeito da escritura. E se ele crê nesses nesses ensinamentos, naquilo que ele vê na escritura, naquilo que que ele ouve o pastor pregar, dizendo que é de fato a palavra de Deus e tal, e ele aceita aquilo como palavra de Deus e aquilo é concluído de forma formal, explícita, tem fé divina. Se for formal, implícita, também pode ser fé divina. Ele pode pegar aquilo e adicionar uma premissa natural de razão e extrair algo que já está contido lá na do dado revelado e crer com fé divina.

¶190O protestante também pode, entendeu? Ele também pode, nesse caso, mesmo sem uma definição infalível. Isso pode pro católico e pode para o protestante. Ah, mas não ter uma igreja infalível é um problema. Isso é um outro debate, tá?

¶191Isso é um outro debate. A gente pode ter em algum momento, não com Thales, porque o Thales agora vai ser tratado de outra forma, mas em outro momento isso pode acontecer, tá? Tem formas de abordar o falibilismo, existem questões ainda serem respondidas. Essa esse não é o ponto aqui. Nós estamos falando se nós como protestantes, se nós usamos da boa e necessária consequência para extrair algo que está das Escrituras, nós podemos crer nessa conclusão com fé divina?

¶192A resposta de Soares, de Vasques, de Vega, de Cano, de vários tomistas, como a gente viu aqui da tradição jesuíta também, é que sim. A resposta é sim. O marola reserva obviamente para certas conclusões extraídas ali naquela virtualidade que a gente já mencionou e tal para apenas após a igreja definir. Mas isso aqui, dado todos os argumentos que a gente deu, que a gente viu, é algo irrazoável, impossível ao protestante? Não.

¶193Não é. Então o argumento, seja na versão inicial do Thales, né, naquele argumento em que não pode inferência nenhuma, né? Ou seja, uma coisa que ninguém defende, seja nessa em que a gente está falando de alguma das condições daquilo que é virtualmente contido. Em nenhum desses casos a gente tem um problema para o protestante. Roda perfeito pros dois, pro católico e para o protestante.

¶194Ponto. Thales está errado. Esse argumento não serve. Pega outro. Esse não.

¶195Simples assim. É simples, entendeu? Eu sei que a gente demorou muito para explicar, mas eu acho que eu estou sendo minimamente didático aqui. Isso aqui já poderia ser concluído a partir do meu outro vídeo, mas aqui eu estou lendo as fontes primárias, estou mostrando, estou tentando ser didático, dando exemplos, explicando para ver se entra, né, para ver se vocês conseguem aprender agora alguma coisa do que eu tô dizendo. Perdão.

¶196Aqui eu tô falando principalmente a audiência dele que é teimosa em dizer que eu estou fugindo, estou usando cortina de fumaça, que eu estou mudando o que o Thales fala. Não, eu estou pegando exatamente o que o Thales fala, como ele tentou salvar malandramente e refutando. Não tem outra possibilidade aqui. É simples. É simples.

¶197Bem, agora que eu já fiz isso, deixa eu pegar as picuinhas, né? Ou seja, detalhes assim pequenos, coisas tolas, assim que é a maioria das coisas são tolas aqui que o Thales falou. Vamos lá que eu me lembro aqui de cabeça, não vai ser na ordem não, tá? Porque eu não quero ver tudo cronologicamente que misericórdia. Pronto, achei.

¶198É isso daqui. Vamos lá. >> Ao 562 até 1 hora4, ele lê a parte em que Soares apresenta os argumentos daqueles que sustentavam que conclusões virtualmente reveladas poderiam ser de fé. E entre os argumentos relatados estão várias verdades que parecem ser cridas por consequência. Tudo que é necessariamente conexo ao testemunho divino deve ser verdadeiro.

¶199Quem nega a conclusão parece tornar falso testemunho de Deus. O assentimento certo e não evidente pareceria eh pertencer ao hábito de fé. Então esses esse argumento ele só demonstra que havia uma controvérsia, mas a disposição de uma objeção, um escolástico não de um escolástico não equivale a adoção da objeção. >> Gente, aqui ele menciona vários dos argumentos que de fato eu mostrei lá, né, a respeito do Vasques, do Vega, do Cano, que são citados pelo Sues, tá? Mas ele não pode dizer que isso só prova que existe uma controvérsia.

¶200Ele primeiro tem que mostrar porque que esses motivos não são válidos para ele dizer que, ah, não, isso aqui é só uma controvérsia, porque aí eh fica parecendo que ele só quer passar por cima, né? Não, tá, de fato, eles falaram isso daí, mas isso só mostra que eles discordavam entre si. Não, eu tô mostrando ali que é objeções sérias à sua posição, entendeu? Agora, o que me deixa realmente aqui eh quase constrangido é o que ele vai pensar que é constrangedor para mim, mas é para ele, porque olha só o que ele fala depois. aqui, ó, mas a exposição de uma objeção.

¶201Um escolástico não, de um escolástico não equivale à adoção da objeção. >> Ele acha que por eu ter lido aquilo lá da maneira como eu expus, significa que eu estava equiparando a posição do Suindo. Isso aqui, sabe, se foi a interpretação dele, mostra mais ainda a incapacidade, mas eu acho até que foi uma coisa meio de às vezes uma transcrição não pega bem a as palavras da pessoa, sei lá, porque eu tava porque talvez a IA não consiga diferenciar bem quando eu estou falando, quando eu estou transcrevendo e lendo a transcrição e dizendo que aquilo ou é do Soares no sentido de que isso aqui está no texto do Soares, entendeu? E não ah, talvez seja isso. A Iá não entendeu que quando eu falo assim, vamos ler agora o Suares, né?

¶202Ela não entendeu que eu estava falando do texto do Def, apesar de que eu explicitamente digo que o Soares discorda dessa posição. Então assim, a incompetência do Talesin não ter notado uma coisa dessas é gritante. É absolha que ele continua dizendo. >> Caso você, o Carlos Alberto, ele não tenha te mostrado isso, jeito, >> dá o risinho. >> A estrutura escolástica é o seguinte, ele apresenta uma opinião, apresenta o os argumentos, responde e estabelece uma conclusão, né?

¶203Óbvio que às vezes pode ver a conclusão antes, a objeção antes ou depois, né, dependendo de qual escola, de qual autor que tá escrevendo, né? Agora é curioso você não conhecer isso sendo aluno do Carlos Alberto. Aí, ao comentar os exemplos relatados por Soares ali a partir do 58, do minuto 58, eh, 50 mais ou menos, ele afirma o seguinte: "Na posição do Thales tem que ser imediata". Então vamos lá, né? Primeiro, eu não sou aluno do Carlos, eu sou amigo do Carlos, inclusive a gente dá aula juntos nos cursos, tá?

¶204Mas o ponto aqui que você não percebeu é que eu disse explicitamente aqui, ó. Vamos lá. Então, assim, para mim isso aqui, gente, já responde, já escancara de vez. Eh, mas eu quero ler aqui o Suares, tá? Eu quero ler aqui.

¶205Por que que eu digo que eu quero ler o Soá? Porque eu quero ler o Defider, né? que, por exemplo, olha, todos os argumentos que o próprio Soares reconhece da posição daqueles que ele vai objetar parcialmente, não completamente, tá? Porque ele também concorda, como eu falei, sobre esse negócio do do implícito formal também ser crido com fé divina. Ele diz assim: "Olha, então vocês percebem?

¶206Percebem que eu digo explicitamente, olha, ele vai listar aqui os argumentos que ele vai objetar, mas ele discorda desses autores. Ele vai objetar esses autores parcialmente, porque ele concorda com eles a respeito do formal implícito poder ser criado com fé divina. Sabe, eu digo isso aqui, eu falo parcialmente aqui, ó. Cadê? Vamos lá pra próxima citação.

¶207Eu menciono aqui também, ó. Olha só. Logo, ao contrário, o assentimento dessa verdade pertence à fé. Então, el tá dando aqui vários argumentos para chegar a essa conclusão, né, que ele ele ele discorda parcialmente, mas que também, viu só, eu digo isso, que ele discorda. E o Thales vem com esse risinho aqui.

¶208Ai, o Carlos Alberto não te mostrou e não sei o quê, sabe? é de uma incompetência tão grande que eu não consigo entender como ele ainda tem audiência, sabe? É esse tipo de pessoa que vai lá e recomenda como introdução uma um livro de disputa teológica lá do Belarmino, como introdução escolástica, que coloca ali todas as fichas lá no Edward Fazer como maior comentador da primeira via, é uma pessoa que não tem noção nenhuma da literatura, gente, nenhuma. e tá se pagando, tá tá cantando de galo agora para cima da audiência dele, não que não sei o quê. Destruímos a bolha bizarra do fugita.

¶209É impressionante, gente. É impressionante. Quer dizer, eu estou cada vez menos impressionado, na verdade, né? Porque já sabendo, conhecendo melhor a figura, a gente vai esperando esse tipo de coisa cada vez mais, né? Mas a gente fica realmente assim, primeiramente, né, com esse primeiro impacto.

¶210Mas ele vai se amortecendo com o tempo por causa disso. [suspirando] Mas vamos continuar aqui. Então, ele ele fala isso. O que mais ele fala aqui, ó? Deixa eu dizer, mostrar uma outra coisa aqui, ó.

¶211Olha só o outro tipo de coisa que ele diz que é uma incoerência minha. >> Depois ele afirma, né, que o argumento não prova nada em 1 hora 16:20 ali, mais ou menos. E aí logo depois ele afirma que mesmo se funcionasse seria no máximo argumento contra o protestantismo, mas não provaria o catolicismo. As duas informações aí elas são diferentes. Se o argumento pode ao menos mostrar um colapso na estrutural mesmo do protestantismo, então não é correto dizer que o argumento não prova nada.

¶212Além disso, eu nunca disse que esse argumento ele provasse todos os artigos do catolicismo. Um argumento ele pode demonstrar que uma posição ela é incoerente sem necessariamente provar toda a doutrina e toda a estrutura da doutrina contrária, correto? >> Ah, céus, hein, Tes. Mas olha só que você falou assim, ó. Depois ele afirma que o argumento não prova nada em 1 hora 16 e e uma e mas olha só o que que você fala, Thales.

¶213Depois ele afirma que o argumento não prova nada em 1 hora 17:20 ali, mais ou menos. Aí logo depois ele afirma que mesmo se funcionasse seria no máximo o argumento contra o protestantismo, mas não provaria o catolicismo. Essa é a contradição, senhores. É essa a contradição. Quer dizer que assim, eu digo: "Ah, esse argumento não prova nada.

¶214Se funcionasse, se ele de fato valesse, ele provaria no máximo que o protestantismo ele é falso, não que o catolicismo é correto. Isso é lógico. Isso prova que o Thales não sabe o mínimo de lógica interpretação de texto. Gente, isso não é uma incoerência, não é uma contradição. Eu digo: "Olha, isso daí não prova nada.

¶215Se provasse, não provaria que o catolicismo é verdadeiro." Gente, qual que é a contradição aqui? As a gente fala assim, as pessoas falam dessa maneira, não tem nenhum problema você dizer assim: "Olha, isso daí não prova nada". Se provasse, seria no máximo isso. Ele acha que essa sequência dessas duas frases é uma incoerência minha. Vocês percebem o quão desesperado ele tá em apontar qualquer erro, qualquer contradição mínima.

¶216Quer dizer que nem é contradição, mas ele tá tentando encontrar uma, sabe? Ele tá tentando achar. Então assim, vamos lá. Isso aqui aconteceu aqui. Eh, aí obviamente ele fala assim: "Ah, eu também não digo que esse argumento não prova, que ele, esse argumento prova todas as doutrinas católicas", mas esse não é o ponto.

¶217Eu não acusei você disso. O que eu acusei é que você tá falando que esse argumento vai tirar qualquer protestante do protestantismo e converter para quê? Pro hinduísmo, não é pro catolicismo, né, Thales? Então assim, é e sabe, a pessoa não consegue juntar o Lé concré assim mais básico. Então assim, é por isso que às vezes a gente fica um pouco mais assim constrangido com as coisas que ele fala, porque é esse tipo de coisa.

¶218Se pelo menos ele porque tava até um pessoal que falou umas coisas nos comentários, eu achei até correto, né? Puxa, fugita, você tá falando que foi tudo feito pelo GPT ou o GPT teria feito uma coisa melhor. É, talvez, né? Talvez seja, né? Porque é de fato assim inteligências artificiais tando bem.

¶219Agora o Thales aqui com esse tipo de coisa é impressionante, né? Impressionante. Aí o que mais ele falou? Ah, ele falou sobre outra coisa aqui também. Infalibilidade papau, né?

¶220Já mudando as coisas também. Cadê infalibilidade para pau? Aqui, ó. Vamos lá. Vocês vão ver isso hoje.

¶221Algumas coisas fora da argumentação do vídeo que ele começou dizendo. Eu nunca disse que eu não debateria infalibilidade papal com ele. Pelo que eu entendi, ele iria debater papado com Ariel. Esse era o termo proposto, mas eu sempre concedial poderia ser discutida. A gente poderia debater assim como fala a escritura.

¶222O convite continua aberto. Ele alegou de forma descarada e mentirosa, como todos os herees fazem, eu saí mentindo sobre direção espiritual. Mas isso daí eu realmente não me importo. Antes de irmos para a argumentação propriamente, >> então vamos lá, né, Thalis? Já que eu sou mentiroso aqui, eu desafio vocês aí, pessoal que deve ter as lives, né, gravadas e tudo.

¶223Não sei se o T já tirou do ar trecho que ele falou isso, tá? O trecho que ele fala assim, eu acho que eu tenho isso, na verdade, vou pegar aqui, se vocês quiserem eu mostro em algum momento, em que ele diz assim: "Olha, vocês t que pensar o seguinte, Fujito agora ele tá mudando as coisas porque ele tá falando de eh que eu fiz um acordo, né, que ele tá me propondo um acordo de eu debater o assentimento, né, de fé, se eu debater infalibilidade papal". Mas espera lá, a coisa é papado, porque infalibilidade papal ele vai tentar ficar buscando essas contradiçõezinhas aqui de vários documentos, não sei o que e tal. Tem que fazer um debate sobre o quê? Sobre como é que é?

¶224Eh, sei lá, o primado petrino, o primado do papado, não sei o quê. Ele começou a falar umas coisas assim, ou seja, mas agora, agora não, né? que ah, pera aí, eu nunca disse que eu não debateria infalibilidade papal com ele. Quando eu entendi que ele iria debater papado com Ariel, eu iria debater o que eu propus pro Ariel foi infalibilidade para eu mencionei isso. Esse era o termo proposto.

¶225Não, o termo era infalibilidade para papal, porque eu estava listando dogmas que ainda não haviam sido debatidos ainda nessa sessão de debate contra o Ariel e outros que estão acontecendo aí. E entre eles estavam da infalibilidade papal. Por isso eu propus o dogma da infalibilidade papal. Você vai ser cínico de negar isso agora também. >> Você negar a a primazia jurisdicional de São Pedro e nenhum protestante quer debater isso.

¶226Você vê o fugita, inclusive, olha como é que o fugita é. Mano, eu fico impressionado como é que um católico consegue seguir um cara desse. Lembra que ele fez a contra contra proposta agora falando assim: "Não, T, se você debater sobre o juízo privado, né, o assentimento da fé, eu debato infalibilidade papal com você". Tá, gente? Quando que eu propus o tema infalibilidade papal?

¶227Eu propus papado. Sabe por quê, gente? Porque ele vai chegar no debate e vai começar a fazer que nem o Banzol. Ó, o magistério disse isso daqui naquele momento e agora diz isso daqui. Diz isso, diz aquilo ali, diz isso, diz aquilo ali.

¶228Ele não vai querer debater o o primário. Pedro é superior, >> sabe? É impressionante que ele tá tentando voltar isso contra mim quando foi uma distorção dele. Foi ele que tava distorcendo isso aqui. Ou seja, é esse tipo de coisa que ele tá fazendo, entendeu?

¶229Ele fica buscando essas coisas, distorcendo, sabe? Vamos lá. Outra coisa aqui que é bem tola >> e até que em 1 hora 17 ele admite a sua incompletude no vídeo. >> Nunca admiti incompletude nenhuma. Vamos lá, vamos ver o que que é.

¶230>> Ele diz que ele ainda irá propor várias alternativas para eh fugir disso na aplicação do cano e sola estruttura, né? Se há necessidade de escolher entre diversas respostas possíveis, isso significa que ainda não foi estabelecida uma solução única. Existem dificuldades restantes. A aplicação ao canon ainda não foi respondida. O vídeo público não encerrou a controvérsia, ou seja, ele confessou que não foi uma resposta definitiva.

¶231Ou seja, vamos dar um resumo das, >> ou seja, que que ele tá falando aqui, ó? Ai, o Fujita falou que ele ia fazer um vídeo que vai ficar restrito para membros, então essa resposta dele não foi a definitiva. É claro que foi. A questão do solo escriptura era um bônus, um plus para os meus membros verem a aplicação da refutação ao seu vídeo em um caso concreto. Se você tivesse conseguido refutar alguma coisa que eu falei, não conseguiu, tá?

¶232aquele vídeo também cairia. Então, não é um complemento do argumento que eu estou usando, não é nada desse tipo, é uma aplicação para membros do meu canal assistirem e eles, né, diga-se de passagem, gostaram do vídeo, né, as pessoas já comentaram lá, os meus membros, mas é isso, tali, sabe? Então, é esse tipo de coisa que você fica buscando aí, inventando, distorcendo, sabe que eu não vou aceitar. Como eu falei, pra sua audiência você consegue mentir à vontade. Você pode tentar distorcer à vontade.

¶233Aqui você não vai se fazer não. Você não vai passar isso, entendeu? Eu não vou permitir esse tipo de absurdo aqui, sabe? Aí fala isso aí, tenta mostrar um monte de incoerências que não são incoerências, sabe? Não são problemas.

¶234Você cria os problemas, Tales. Você cria os problemas. Deixa eu ver o que mais tem aqui. Ah, olha só essa outra coisa aqui que é uma caricatura que eu fiz da Igreja Católica. Bora lá.

¶235dos 11:25 até 12:20 no nesses minutos, ele já faz uma caricatura da Igreja Católica. Então, ele diz que a igreja ela discute e o fiel assimila, né? Ele diz que a igreja ela realizaria um raciocínio e depois que ela chegasse a uma conclusão, ela simplesmente transformasse aquilo em, né, essa conclusão em objeto de fé para os demais. Só que isso eu nem preciso dizer que é no mínimo impreciso. Posição católica que a igreja assistida infalivelmente pode propor que determinada verdade já se encontra contida no depósito revelado.

¶236Então fiel ele não crê porque refez privadamente toda a investigação dos teólogos ou algo assim. Ele crê porque a verdade é proposta por uma autoridade pública assistida por Deus como pertencente, né, ao depósito. Ou seja, a diferença não é que o protestante raciocínio, o católico não raciocina. A diferença seria no protestantismo, o juízo que determina que uma conclusão pertence à palavra de Deus permanece infalível. No catolicismo existe uma proposição pública e infalível daquilo que deve ser recebido como revelado.

¶23712. Olha só, eu fiz uma caricatura da Igreja Católica. Olha só. Então fiz uma caricatura da Igreja Católica, né? Isso é impressionante porque eu descrevo exatamente como funciona.

¶238Mas ele interpreta dizendo o seguinte: "Olha, Fugita tá falando que católicos não raciocinam, que protestantes raciocinam, não sei o quê". Não, é bom que ele até já deu a minutagem que eu vou mostrar para vocês, ó. 11:25. Vamos lá. Do lado católico, ele diz que isso não é um problema, porque no final das contas, quando as verdades não estão explícitas na escritura, a igreja pode lá discutir, propor a verdade para os fiéis e os fiéis meramente assimilam.

¶239Ou seja, quando não está explícito, o Thales falou que a igreja pode fazer isso, não é verdade? A igreja pode pode pegar e propor um dogma lá pro fiel. a tiazinha lá da igreja que tá vendendo coxinha ali na frente, que entra na missa e tal, ela pode simplesmente aprender ser catequisada e aí ela vai aprender. Se ela mesmo não tendo condições de compreender muito o que é a trindade, aceitar a trindade porque Deus tá revelando aquilo para ela, pode. Ela fez algum silogismo ali, ela fez alguma dedução a partir da escritura?

¶240Não é isso que eu tô dizendo. Ou seja, o dogma da infalibilidade papal não está presente explicitamente na Bíblia, mas a igreja conhece o depósito da fé, as Sagradas Escrituras e a tradição. E ela encontra ali nas suas discussões, nas razões de credibilidade, né, que na verdade a verdade é essa, que o Papa diante de certas condições, ele pode falar infalivelmente excátedra. Então, quando a igreja já propõe isso fica explícito. A verdade está lá formulada.

¶241A frase só precisa ser crida. O fiel não precisa montar um silogismo. Ele pode crer tão imediatamente nisso quanto ele crê imediatamente quando ele lá que Deus amou o mundo de tal maneira e que enviou seu filho unigênito, blá blá blá blá blá. Tá bom? Então é esse o caminho do raciocínio.

¶242Então é isso. Ele pode, isso pode acontecer, ele não precisa ver o linguajar que eu uso. E é isso mesmo, Thalis. Você tá dizendo que eu tô fazendo uma caricatura da Igreja Católica. Isso foi o que você defendeu no seu vídeo e que é verdade.

¶243Nesse aspecto aqui é verdade. O fiel não precisa. Ele pode se elogiar, pode ver as razões de credibilidade, ele pode raciocinar, a partir lá do dado revelado, explicitá-lo, ter aquela questão da virtualidade, pode, mas ele pode também só assimilar se a igreja propuser para ele também. Essa é a caricatura. É isso aqui que eu tô fazendo de errado aí.

¶244É aqui ele vai dizer agora que eu cometi uma contradição metodológica. Vamos ver o que que é. >> Estou pegando só o que ele está dizendo aqui. Poucos minutos antes e depois, sua principal acusação pessoal era que eu não teria consultado as fontes primárias. Então ele ele cai em contradição metodológica.

¶245Quando ele imagina que eu não consultei uma fonte, isso provaria despreparo. Quando ele próprio não verifica o contexto de uma citação protestante, considera suficiente especular que talvez a passagem trate apenas de uma inclusão formal. Não se pode exigir do adversário, um padrão que se abandone na própria resposta, né, Fito? >> Ai, olha só, né? Eu fiz a mesma coisa que o Thales aqui, né?

¶246Que a gente já provou que não conhece nada do Marinola, né? Porque se conhecesse não falaria o que ele falou nesses vídeos todos e nesses meses todos. Mas vamos lá. Ele tá dizendo o seguinte: "Olha, o fugita, ele não foi conferir aquelas citações lá dos protestantes. E o que que eu disse ali, gente?

¶247Vocês que viram o vídeo, eu falei: "Gente, olha, eu realmente não conferi todas. Eu estou assumindo que elas são verdadeiras e estou tentando propô-las inclusive na versão pior para mim. Ou seja, em que realmente a gente talvez estivesse vendo que aquele protestante está falando ali de algo que vai ser formalmente crido como revelado, partindo-se de um dado revelado e também com uma premissa de razão, ou seja, de algo que a gente pode falar ali que foi que esteja virtualmente contido. Era o que eu estava dizendo. E mesmo assim a gente consegue rodar muito bem a teoria com o quê?

¶248Com Gaetano Féliice. Ou seja, ali eu tava provando, né? tava argumentando que eu não precisaria checar as fontes para poder dizer que não tem problema com aquelas citações. E lembrando que não são citações que o Thales trouxe, porque ele não trouxe nenhuma citação no seu vídeo original para que a gente pudesse conferir qual seria a dita tese protestante sendo negada, né? Mas eu fui lá, fui atrás de algumas que se usa aí na gringa, né, para usar esse argumento que lá é exposto até bem melhor do que o Thales fez, né?

¶249Eu acho, pelo menos quanto a citação dos protestantes eles fizeram, né? para poder dizer: "Ah, não, se for isso daqui que eles estão trazendo, mesmo que seja verdade, assumindo o pior dos casos, não tem problema pro protestante." Agora, ele acha que isso é o mesmo do que ele partir do Marinzola sem conhecer o Marinçola. Engraçado que ele aqui ele só faz o tuque, né? Porque ele poderia dizer: "Não, eu li o Marissolo, tá aqui à prova, eu sei os argumentos e falar e tal. Li esse livro, sei lá, mês passado ou mês retrasado, não sei o que da da do desenvolvimento dogma", não sei o que esse artigo aqui que ele escreveu.

¶250Mas não, o que ele fala é: "Ah, pro fugit isso daqui é um problema para mim só, mas não para ele, né? Que faz a mesma coisa que eu." Então assim, é impressionante aqui, né? O tipo de argumentação, o tipo de falácia, né? Que ele faz aqui, né? Porque ele tá equiparando duas coisas que não são equiparáveis.

¶251Eu estava fazendo ali uma argumentação for the sake of the argument, né? Ou seja, olha, vamos deixar assim mesmo para provar que mesmo assim a gente se sai muito bem, entendem? Então assim, o Thales ele não consegue identificar assim coisas básicas na minha argumentação. Isso realmente é constrangedor. Eu eu sinceramente acho constrangedor.

¶252Mas tá, vamos lá. Tem uma outra coisa que o Thales ainda fala aqui. Eu não consegui encontrar aqui agora que eu tava procurando por palavras chaves, mas ele ainda fala o seguinte: "Olha, eu vou finalizar com isso porque eu acho que ainda teria alguma outra coisa, mas eu acho que ele resolve na, eu acho que tá uma perto da outra, enfim, que é justamente esse negócio de o fugita, eh, ele fica me chamando de palpiteiro, desonesto, mas isso não prova que ele tá certo e tal, né? E inclusive parte da audiência dele tá fazendo o mesmo discurso, né? Ah, o Fugita, agora ele também está usando adomen.

¶253Eu não estou usando adomine. Eu não estou aqui me submetendo ao mesmo critério do Talhas. Vocês sabem muito bem a retrospectiva de tudo. Eu não estou falando assim, ó. Eu não estou fazendo como o Talas dizendo, vejam só o nível moral deles, né?

¶254Como que eles podem defender a verdade? Como que vocês vão acreditar neles? Não esperem honestidade, né? Ou seja, diminuindo a minha credibilidade. O que eu estou fazendo foi, eu provei por A + B, do começo ao fim, que o Thales é palpiteiro e estou fazendo uma constatação.

¶255Ele é palpiteiro. Por causa de tudo isso que eu falei, não confiem nele. Agora ele fez o inverso. Ele começou o vídeo dele com o Carlos Alberto para desmoralizar o Carlos como fonte e a mim como suposto aluno, que não sou o do Carlos. E aí, para nos desmoralizar, ele ainda fez coisas piores que a gente vai já comentar.

¶256Então ele começa envenando no poço, ele faz a de ele fala: "Olha só como eles são e não sei o quê e tal". Eu não estou fazendo isso. Eu estou no nível da repreensão pública aberta e escancarada contra o Talhes porque ele simplesmente merece. Porque é assim que a gente trata realmente. Vocês sabem que eu sou polido, vocês sabem que eu sou tranquilo, que com todos os meus adversários, até até com o Nugget, eu fui bem tranquilo, assim, eu fui realmente um gentleman e eu ainda acho que estou sendo com Talhes em certa medida.

¶257Mas agora eu não vou me privar de falar que ele é palpiteiro, tá? Não vou me privar de dizer que ele distorceu as coisas. Eu não vou, eu não vou me privar de fazer nada do que eu estou fazendo atualmente. Isso não é uma alteração dos princípios que eu sempre segui. Aqui a gente está apenas recompensando pela justa razão, né, pela reta razão, né, com justiça as coisas que o Tales está fazendo.

¶258A gente tem que sentenciar uma pessoa palpiteira. O quê? De palpiteira. É esse o ponto. Além de que o Tales se considera aí o bastião aí, né, de vocês, sei lá, esse pessoal que é o os chamados, né?

¶259Não chama assim, mas o pessoal chama, né, o José Cruzadinhas da vida, né, que tá querendo, né, preservar a honra da Igreja Católica, né, tendo, sei lá, dois anos de convertido no máximo e ainda fazendo isso da maneira o quê? Expondo erros de outras pessoas em público. Vocês acham que essa realmente é a virtude de um católico que está debatendo? Temas que eu comecei apenas no nível das ideias. Aí ele fala assim: "Ah, foi o Fugita que começou alegando que ele tinha mentido sobre a sobre o diretor espiritual.

¶260E ele extraiu disso de uma expressão que eu usei. Falei assim: "Que história é essa de diretor espiritual?" Sendo que na verdade o que eu estava falando era: "Que história é essa de um diretor espiritual está aconselhando você sendo um curador de debates falando que esse assunto é impossível de ser debatido ao vivo? Isso é falso. Isso não é impossível de ser debatido ao vivo. Vocês perceberam que com menos de uma hora dá para explicar as distinções entre formal explícito e implícito, virtual e incluso inclusivo, né?

¶261No caso o conexo, você pode falar ainda no caso do metafísico, incluso do físico conexo. Pronto. E aí você coloca os termos. Pode ser crido nessa proposição aqui, antes ou depois da definição magisterial. Os argumentos do Vasques, do Lugo, do Vega são esses e do do Soares são esses.

¶262Os argumentos do Cano é esse. Os argumentos dos tomistas é esse. Pronto, não demora. Ou seja, aquela direção espiritual é inválida, certo? Então assim, não tentem me equiparar o Tales, porque não vai pegar, sabe?

¶263Não vai colar para cima de mim não. Isso não vai acontecer aqui. Eu não vou deixar porque o quê? É claro e explícito do que os Thales, o que o Thales está tentando fazer. Ele depois, que é o que eu vou comentar agora, fez uma coisa muitíssimo pior com uma pessoa que não tinha nada a ver com o assunto.

¶264Nada a ver com o assunto, porque o o Carlos até pode estar mais envolvido, talvez, mas falar da Gabi, essa foi a tática final do do Tales. E é sobre isso que eu vou falar aqui no final. Tem muita gente pedindo, né, para eu comentar e o que que a gente vai fazer em virtude de tudo que o Thales fez. É, o Tales expôs informações pessoais. Eh, ele falou sobre a situação da Gabi, que é realmente uma transexual.

¶265A gente já, eu já comentei isso na minha aba de comunidade no no YouTube. O Thales expôs isso nos stories, mas ele não só falou assim: "Ah, ela é trans". Não, não foi isso que ele fez. Ele expôs fotos antigas dela antes da transição, nome morto. Ele falou coisas sobre a conduta dela, falou e ironizou e ridicularizou o fato de ela ser considerada uma intelectual.

¶266Ela de fato é o Thalis estava me condenando, me satanizando a mim, ao Carlos Alberto, por de certa maneira sermos próximos a ela. E ele está tentando, obviamente, utilizar disso tudo para desviar o tema desse debate que ele simplesmente perdeu, tá, para outra coisa, simplesmente para outra coisa. Então assim, é verdade, a Gabi é minha amiga, ela é amiga do Carlos Alberto. E daí o que que isso prova sobre o debate? O que que isso tem a ver para além das coisas que para mim, né, são, né, potencialmente criminosas?

¶267Bora colocar aqui, né, nesse eufemismo. Para além disso, né, o que que o que que isso prova assim, sabe? falando aberto e francamente sobre se ela for a pior pessoa do mundo, digamos, o que que isso prova sobre o seu erro e o meu acerto, Talhas? Não muda nada. Não muda nada.

¶268Eh, não bastasse você fazer o envenenamento do poço com Carlos Alberto, né? reduzir a figura dele de intelectual público, como você fez, dizendo que ele, de certa maneira é só um pretenso escolástico moderno, como você colocou, né, no seu último vídeo. Não bastasse você ter ridicularizado a minha condição de saúde no hospital falando daquelas inverdades todas, não bastasse isso. E e o pessoal achando, né, que isso é equiparável a ao eu chamar o tal de palpiteiro, né, não é. Mas assim, não bastasse essas coisas todas, você está incluindo uma terceira pessoa que nada tem a ver, divulgando em um canal do YouTube com aqui com mais de 10.000 inscritos, eu acho que você tem, não sei de cabeça quantos são, e no Instagram também, sabe?

¶269de uma pessoa que não tem meios de visibilidade iguais aos seus para se defender. Uma pessoa que já contribuiu e muito, sim, de fato, nos bastidores para muitas pessoas, né, ensinando, explicando de graça, muitas vezes, sabe, contribuindo com aquilo que ela sabe. E você tá fazendo uma exposição pública de uma pessoa assim e está acusando uma questão que é particular, que é delicada, que é muito peculiar e particular a ela, que eu não vou ficar expondo aqui porque não só porque ela é minha amiga, mas porque isso não é moralmente certo, fazer uma exposição maior do que o que você tá fazendo. Então assim, a gente não vai cair na sua isca, Tales. Você tá provocando, tá querendo criar confusão por causa disso, tá divulgando coisas, tá sabe?

¶270A gente não vai permitir que isso aconteça, Tales. A gente não vai permitir. Olha, você pode me xingar, falar, supor coisas. Você pode falar de mim à vontade, mas não com os meus amigos. Talvez a minha melhor qualidade de tudo que eu acho que talvez eu seja alguma coisa, talvez não sejam tantas.

¶271Mas eu sou um bom amigo, isso de fato eu sou. Então assim, eu não vou deixar isso acontecer com a Gabi. Eu não posso deixar isso acontecer com a Gabi. A gente vai tomar as medidas necessárias. E isso foi um grande ato de covardia sua.

¶272Você acha que você tem uma justificativa moral de expor uma pessoa assim? Você acha que você tá autorizado para desmascarar a nossa entre aspas bolha? Porque existe uma pessoa dessas que nós acolhemos. Você acha que você tem um direito, né, que talvez até para um sacerdote seria muito temerário de se dizer que ele teria, né, esse direito de palpitar também, né, de falar o pen a a conduta, a condenação, não moral de uma pessoa que tem também direção espiritual, que ela também tem, que também se aconselha com sacerdotes, sabe? que que faz as coisas, que que fala muito mais sobre Deus do que talvez a média das pessoas, sabe, ensinando, explicando e com quando a gente vê, sabe, quando a gente ouve com amor no coração.

¶273E não só isso, né? Com intelecto muito aguçado também. Então, eu não consigo entender a razão, senão a tentativa desesperada de me descredibilizar pessoalmente para que as pessoas não me escutem, tá? Eu não consigo enxergar outra razão se não essa, sabe, para você falar sobre a Gabi. Então assim, eh, eu não sei como que você faz com seus amigos assim, que têm questões pessoais, que lidam com uma série de problemas, que, enfim, que não gostariam de que isso fosse exposto e público, sabe?

¶274Mas eu eu acho que é muito difícil você encontrar uma pessoa que gostaria de ter a sua intimidade vazada, os seus, sabe, os seus enfrentamentos que ela que muitas vezes grandes sociais que a pessoa tem por causa disso e para multiplicá-los agora para serem colocados no holofote, sabe? Eu acho que se você é de fato um católico e pensa minimamente sobre a virtude, né, da da caridade, da justiça, sabe, minimamente sobre isso, se você pensa o mínimo sobre isso, você chegaria à conclusão de que esse não é o meio adequado. caso você pretendesse fazer algum bem, tentasse na sua cabeça achar que estaria fazendo algum bem, propondo algum tipo de correção, eu acho que uma um mínimo assim, você está errado em absolutamente tudo que você tentou fazer aqui, né? Mas assim, o mínimo que você poderia fazer é refletir sobre isso, mínimo, sabe? É o mínimo do mínimo do mínimo, o básico do básico do básico.

¶275Mas assim, eu não tenho a esperança assim, sabe, muito forte de que o Tali se convença com isso, porque ele não vai se convencer. O Tali já tá absolutamente convicto de que eu sou satânico, perverso, diabólico, seja lá o que for. Mas aqui eu dei o meu melhor para expor pelo menos o erro dele, tá? Assim, eu não eu não sei explicar de forma mais clara, sabe? Mas talvez alguém da audiência dele se convença com isso, se convença dos erros, talvez tenha mais misericórdia das pessoas, sabe?

¶276E coloque a mão na consciência de puxa, será que eu tô valorizando uma pessoa que realmente deveria ser valorizada? Eu tô ajudando, contribuindo formal e materialmente para um canal que tá criando uma desordem, né, social na internet, que vive de fazer memes e chacotas dos outros, que não é uma mera adjetivação justa, sabe, que faz esse envenenamento, envenenamento do poço, que é falacioso, sabe, em quase toda a linha que você pega aqui desse discurso dele, dessa tentativa de dizer que eu sou uma farsa, sabe? que tenta reduzir, tenta me reduzir pelo pelo simples fato de eu ser um protestante, que já falou explicitamente em lives que em debates contra protestantes você não vai para dialogar, como ele até tentou rebater ao Victor Hélios, né? Você não vai em um debate com um protestante para o para dialogar, para ter um um nível assim de cordialidade e de mostrar, sabe, comparação de teses. Não.

¶277Ele já falou explicitamente: "Você vai a um debate com o protestante para humilhá-lo, porque é isso que você tem que fazer". Ele ele diz isso, ele prega isso. Há lives e cortes de pessoas que já compartilharam isso, sabe? Isso é, sabe, de falar o que já falou sobre o Lucas Banzoli, sobre meter porrada, bala, de que a pessoa merece isso, aquilo, de orar, né, pela morte de várias pessoas, inclusive talvez ore pela minha agora, né, depois disso tudo, porque antes ele até falava: "Não tenho certeza se devorar pela morte, tu fugir". Talvez agora ele tenha certeza.

¶278Então assim, eu já fui aconselhado pelo meu advogado a só fazer esse vídeo, encerrar aqui as minhas respostas ao Talhas. Eu não posso dizer com certeza que eu não vá fazer mais nada depois, porque assim, eh, vai que o Talhas faz algo pior ainda que seja impossível de eu não responder. Talvez aconteça, mas eu vou evitar o máximo, tá, responder porque acho que a partir de agora o Thalis ele já cruzou todas as linhas possíveis do tolerável. A gente não pode mais simplesmente só dialogar aqui como se fosse uma pessoa de igual para igual e resolver razoavelmente pensando que é uma pessoa razoável. Ele não é mais um player, sabe?

¶279entre vários que está em condições de fazer com que a coisa ande. Então assim, eh, eu estou declarando aqui que a minha intenção é finalizar por aqui. Finalizei os meus comentários por aqui. Afirmo sim que sou amigo do Carlos Alberto e sou amigo da Gabi. Sou amigo e essa informação na nossa bolha já era conhecida do Thalis não era assim, pelo menos não há sei lá quanto tempo faz que ele conheceu isso, mas ele decidiu expor da pior maneira possível, né?

¶280Porque como eu falei, uma coisa seria só dizer: "Ah, fugito, ter uma amiga trancha". Não, a coisa foi dizer assim, eh, demonizá-la e tentar me demonizar por tabela. Então, eu não consigo pensar em coisas mais baixas do que isso. É, é muito difícil pensar em coisas assim. Então, por causa disso, não dá mais para considerar o Talhas um interlocutor razoável.

¶281E eu acho que um pedido de retratação assim amigável com ele voltando atrás é muito difícil. Então o que eu posso dizer é que eu nós vamos tomar as medidas cabíveis. Eh, e por enquanto a gente vai finalizar desse jeito aqui, tá bom? Eh, me desculpem por não ter feito slides bonitinho, não ter separado os vídeos todos para verem, eh, sabe, ter reagido a tudo. Eu acho que eu tinha que fazer isso o quanto antes, porque o Thales está inclusive agora nesse exato momento, nesse exato momento que eu estou falando, como eu disse, fazendo live, falando mais e dizendo outras coisas.

¶282Então, eu não posso deixar essas coisas ficarem circulando assim, da maneira como estão circulando. E a minha, o meu conselho e a minha orientação para minha audiência não caiam na provocação dele. Se você ainda é seguidor, não siga mais. Eh, corte, sabe, qualquer maneira de ter vinculado a você acesso a, sabe, ao conteúdo dele, porque não faz bem pra sua saúde mental, pra sua saúde espiritual. É o meu conselho realmente pessoal que eu tô dando, tá bom?

¶283Eh, realmente orientando agora a minha audiência. A audiência dele talvez em muitos casos já seja totalmente incorrigível, né? Mas a minha audiência que ainda tem alguma estima por mim, por favor, tentem, evitem o máximo possível de contato. Agradeço pelos que estão tentando me defender. Então, na verdade até isso me ajuda em algum sentido.

¶284Se você achar que é em algum momento é é virtuoso, importante me defender, eu agradeço. Mas eu digo assim, principalmente quant da audiência, não dê, não dê. a gente vai tentar o possível, mas desde já eu agradeço por todo mundo que confia no meu trabalho. Eu agradeço especialmente aqui a minha audiência católica que não é pequena e que apesar de eu ser protestante e tudo mais, como enfim, como sempre é dito, gosta do meu canal, gosta do meu conteúdo, gosta da minha pessoa, vê valor nas coisas que a gente tá fazendo por aqui, tá? Então, a todos vocês, meu muito obrigado.

¶285A parceria continua. Eu sempre tento falar com vocês com o mesmo carinho para o com o qual eu, né, eu converso e falo, né, diante dos meus amigos protestantes e da minha audiência protestante. Para mim, acho que todos nós estamos aqui em busca da verdade. E se eu puder colaborar um pouquinho pra sua trajetória, pra sua caminhada, eu já vou estar muito feliz, tá bom? Então, eu agradeço por tudo de novo e tô finalizando [limpando a garganta] por aqui.

¶286Um forte abraço, pessoal. Ciao. Ciao.