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O PROBLEMA DE REACTS A CORTES DE PODCAST É ESSE

a tese

No quadro "Teólogos do Twitter", Yago Martins reage a cortes virais e defende, entre digressões, que a soberania divina não anula a responsabilidade humana, que a ética bíblica tem quatro categorias (proibido, permitido, preferível, prescrito) e que o divórcio por adultério inclui o direito de casar de novo.

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talvez

o miolo sobre as quatro categorias da ética bíblica e o argumento exegético do recasamento em Deuteronômio interessam ao Bruno, mas vêm afogados em publi (Manual) e esquetes que tornam o vídeo pouco denso.

O que foi dito

  • Abre com longa esquete sobre o editor Elias ter perdido o cartão de gravação e emenda uma divulgação demorada do próprio livro de ficção infantojuvenil “O menino que queria ser Deus”, lendo resenhas elogiosas na íntegra.
  • Ao reagir a um vídeo sobre uma “igreja cowboy” nos EUA (recepção com arma na cintura), endossa o porte de armas na igreja com a máxima puritana “confia em Deus e mantém a pólvora seca”, e ataca o “determinismo da irresponsabilidade” de quem não cuida da saúde alegando soberania divina.
  • Formula sua posição sobre soberania e liberdade como mistério não resolvido: o ato é 100% humano e 100% de Deus, “ninguém sabe como”, e critica como tosca a caricatura arminiana do calvinista como determinista puro.
  • Comenta reportagem sobre militares dos EUA denunciando comandantes que tratam a guerra no Irã como plano divino para acelerar o Armagedom, e disserta sobre nacionalismo cristão citando “Os quatro amores” de C.S. Lewis e “A Bíblia inglesa e as revoluções do século XVII” de Christopher Hill.
  • Sustenta que nenhuma nação é o povo escolhido, só a igreja é, e compara a “religião do trumpismo” com o bolsonarismo, reagindo com repulsa a um vereador que compara a escolha de candidatos de Bolsonaro a Deus enviar o próprio Filho.
  • Contra a locutora do vídeo, distingue: é inevitável que a religião influencie a política (remete ao próprio livro “Idolatria Política”), mas o critério de risco não é a presença religiosa e sim se o projeto protege ou destrói as liberdades individuais.
  • Discorda respeitosamente de Marcos Granconato sobre divórcio: Granconato admite as quatro categorias éticas e a licença para separar-se do cônjuge adúltero, mas nega recasamento; Yago responde que a carta de divórcio em Deuteronômio era justamente a permissão para casar de novo, remetendo aos próprios livros “Igrejas que calam mulheres” e ao vídeo do canal sobre divórcio.
  • Elogia um corte de “Zé Bruno” que nega o dualismo natureza/graça e afirma que o oposto de espiritual é o carnal, não o material, lendo isso como neocalvinismo (Herman Dooyeweerd) e ancorando em Atos 17.28 (Paulo no Areópago citando Arato/Cleanto).

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