¶1เฮ Oiê, chega mais. Tá começando o Central Meio dessa quarta-feira, 5 de agosto de 2026, dia de mais uma rodada de pesquisa meio ideia. Então você já sabem, né? Eu sou Luía Silvestrine e daqui a pouquinho se juntam a nós, a Flávia Tavares e a Débora Bizarria, em São Paulo, hoje acompanhadas da CEO do Ideia e nossa parceira Cila Schuman daqui a pouquinho. E olha, vamos a ela, né?
¶2A pesquisa meio ideia deste mês, em resumo, mostra o melhor cenário pro Lula até agora e o pior pro Flávio Bolsonaro. Enquanto petista teve uma melhora na aprovação do governo e nas intenções de voto, o bolsonarista esbarra na própria rejeição e na do presidente americano Donald Trump. A do Flávio no ápice 40, tá no ápice, 48% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum. E não é que esse número seja muito pior do que o do Lula, não, tá? Que tem 47,4%, né?
¶3Dizem que não votariam no petista também, mas a rejeição do Flávio era de 30% em janeiro, ou seja, ela escalou. Sobre a percepção dos eleitores quanto à influência dos Estados Unidos na política brasileira, a pesquisa mostrou que 31,5% consideram que uma eventual contestação americana ao sistema eh eleitoral brasileiro seria prejudicial ao país, enquanto 29,8% discordam dessa avaliação. Já um eventual apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro teria impacto limitado. 44,9% dos entrevistados afirmam que isso não aumentaria a disposição de votar nesse candidato ante 20% que dizem o contrário. Hoje é dia de falar de pesquisa, então puxa aí a sua cadeira, se acomoda, deixa seu like, se inscreve aqui no canal e manda sua mensagem pra gente, porque o Central Meio tá no ar.
¶4Agora sim, vamos a São Paulo hoje com uma linda bancada cheia. Oi, meninas. Boa tarde. >> Boa tarde, Lu. Boa tarde a todos que nos assistem.
¶5Boa tarde, Sila. Boa tarde, Débora. Muitíssimo bem-vindas. Eh, olha, essa micropopulação do Central Meio de hoje, eh, tem, eu não sei fazer conta, a Sila, me ajuda aqui, mas quanto, quantos por cento há mais de mulher nas principais chapas presidenciais do Brasil? Tem na tem aqui nessas quatro mulheres aqui apresentadas >> zero.
¶6>> Porque zero zero 0% de zero, Débora. Socorro. >> É isso mesmo. É isso mesmo. >> Olha, hoje a gente teve e agora a pouco o anúncio da chapa do Flávio Bolsonaro do PL, chapa puro sangue.
¶7Flávio Bolsonaro vai de Alfredo Gaspar na vice. Nós vamos falar disso já já também. O o programa tá quentíssimo, a gente tem muito assunto, muita novidade. A pesquisa Meio Ideia veio recheada de insites de eh informação de qualidade pra gente explorar. E eu então dou as boas-vindas paraas minhas queridas companheiras aqui de bancada.
¶8>> Obrigada. Prazer estar com vocês. Luía, Flávia e Débora. mulheres, mulheres, mulheres hoje para falarmos de um dia que não destacou as mulheres como esperado, né? Mas a gente também eh viu ali as dificuldades, né, da campanha do Flávio Bolsonaro de encontrar uma mulher que representasse um partido que quisesse lhe apoiar, né?
¶9Então ele foi ali de chapa pura >> e optou pela segurança pública, pelo INSS. Vamos falar bastante disso além dos nossos resultados. >> Débora, bem-vinda. Boa tarde. >> Bem-vinda, querida.
¶10>> Muito bom. Tá na bancada feminina hoje. >> Eu, você sabe que eu recorri a Sila para me ajudar nas contas. Foi pura falha de É porque é só a mente de uma mãe cansada, tá? Tem um economista na bancada.
¶11Eh, e eu podia também ter imediatamente recorrido a você. >> Silá. Eu vou começar te chamando pra gente eh debater um pouco um dos pontos que a meu ver são mais novidade aqui do nosso levantamento, principalmente tendo em vista que o noticiário neste assunto que é a interferência eh do Donald Trump nas eleições brasileiras, seja uma interferência direta, seja pelas vias comerciais e diplomáticas, enfim, eh isso esquentou de uma maneira exponencial com o a o novo capítulo da crise. entre os dois países, quando ontem os Estados Unidos eh eh, desculpa, qual é o termo? Revogaram o visto da embaixadora Maria Luía Viote.
¶12A gente perguntou pros nossos entrevistados da pesquisa Meio Ideia eh algumas algumas questões, né, sobre eh Donald Trump. Então, tem um pedacinho que a gente pergunta sobre eh quem é ocupado pelas tarifas. tem um pedacinho que a gente pergunta sobre o apoio eh do explícito de Donald Trump. Vamos passear um pouquinho por esses números com a sua análise. >> Acho bem importante.
¶13Até a gente optou, Maurício, eu, por escrevermos o nosso artigo desse dessa rodada de pesquisa sobre esse tema, especialmente, Flávia, porque a gente não vê a política externa não é um tema de eleição brasileira. Em outros países ela é muito importante, né? temas como imigração, relação comercial com outros países. Aqui no Brasil a gente nunca votou por política externa. Até no artigo a gente lembra que em 18 teve aí uma tentativa, né, de trazer a Venezuela pro centro do debate, que vivia uma crise, né, com aquela ameaça.
¶14Ah, o Brasil vai virar uma grande Venezuela eh se a esquerda ganhar, já que aquele país era governado pela esquerda, mas isso evidentemente não foi o motivo de voto eh em Bolsonaro. Dessa vez, acho que tem uma mudança geopolítica, né? você tem aí eh as questões eh de política externa mais eh enfim mais agadas aí no mundo, né, por conta de China, Estados Unidos e tem a presença do presidente Trump no seu segundo mandato com uma obsessão, eu diria, até escrevermos isso, em interferir em campanhas no mundo, né, e faz isso explicitamente, sem nenhum constrangimento, inclusive eh se utilizando de tarifa né? Então, mistura ali a ideologia e a política como nunca visto ou pelo menos nunca visto recentemente um tipo de interferência dessa, de tentativa de interferência. No entanto, o que a gente tem visto é que quando ele procura interferir diretamente, isso tem causado um efeito bumerangue.
¶15Então, em vários países, nos vizinhos dele ali, México, Canadá, eh quando a gente olha paraa França, quando a gente olha paraa Hungria, candidatos que ele resolveu apoiar explícitamente acabaram perdendo. Até candidatos que eram ali favoritos, né? acabaram perdendo. Claro que em outros países e a gente viu no continente aqui as últimas eleições, aí tem essa expectativa da direita, dizend, não tem uma onda de direita, né? A gente teve aí Colômbia, a gente teve, né?
¶16Eh, eleições em Chile, exatamente, eleições recentes, Peru, em que a Mas são casos completamente diferentes do Brasil. O Brasil vota olhando para dentro, apesar de tudo isso que eu falei, >> o Brasil vota olhando para dentro porque ele não tem eh essa nem essa essa dependência tão grande, né, externamente. Como eu falei, é um país de dimensões continentais. Sei que isso é meio clichê, mas é fato, né? >> Eh, e a gente tem muitas questões internas, mesmo na segurança pública, por exemplo, né, que foi o caso de Peru, Colômbia, etc e tal.
¶17nessas últimas eh eleições, eh trazendo, por exemplo, né, a a experiência do Bukelê lá em El Salvador, né, não vejo isso acontecendo no Brasil, >> mas a gente vai ter aí a campanha do Flávio Bolsonaro, quando a gente viu especialmente a opção que ele fez ali pela escolha do vice dele agora pouco, uma decisão de entrar, com tudo nesse sistema, seja segurança pública, Quando eu falo de campanha, não é só falando da presença de mulher como vice, né? Isso, claro que vai causar um desapontamento entre nós mulheres aqui, né? Que queremos mais mulheres na política, seja no campo da esquerda, seja no campo da direita, e aí eu tô falando por mim, mas porque se decide uma campanha realmente masculina no sentido da temática, né? é uma temática mais agressiva, é uma temática mais de confronto e é uma temática que acompanha a manchete do dia, né? Manchete do dia de hoje é a o a uns eh possível envolvimento ali do de um dos principais assessores do presidente Lula eh com uma lobista ligada na no escândalo do INSS, no qual tá envolvido também o filho do presidente.
¶18Então, né, é um, né, é a manchete do dia. É, apesar da gente ter, a gente vai passar por isso logo logo, eu imagino, apesar da gente ter a temática da corrupção como a mais importante da campanha, e aí depois a gente vai ouvir a Déboro sobre isso, economia ainda é o grande peso de voto pro eleitor. >> E aí quando a gente eh olha aí a questão das tarifas, é muito interessante, a gente conversou bastante sobre isso, né, Flávio? foi >> o quanto que as bolhas se acomodam em responsabilizar um lado ou o outro. Então, a gente vê um eleitorado totalmente dividido, sem saber de quem foi a culpa das tarifas.
¶19Eh, sobra mais pro presidente Lula. a gente já tinha falado disso em outros programas, que ia acabar acontecendo isso, porque afinal ele é o presidente, mas a gente vê eh que são as bolhas, quer dizer, os grupos ideológicos que culpam uns aos outros, né? Então, o grupo da esquerda lulista que culpa a família Bolsonaro pelas tarifas e é o grupo da direita bolsonarista que culpa o presidente Lula pelas tarifas. Portanto, esse assunto das tarifas, para mim, ele me parece com mais cara de zero a zero para a campanha do que outra coisa. daia do planal tava apostando muito, ele vai arrefecendo eh com relação a tarifas, mas com relação à intervenção.
¶20A gente vê ali que é uma resistência do brasileiro que o presidente Trump vinha venha interferir ou apoiar um candidato. Isso não é bem visto. A gente tem o Milei também. Então, a gente tem, como você abriu aí, vários incidentes diplomáticos acontecendo e num crescente por conta dessas tentativas de intervenção. Tentativas de intervenção que não são só da direita, né?
¶21À esquerda também interfere em outros pleitos. Então >> deixa, eu acho que fale a gente, embora eu acho primeiro a tua análise inicial perfeita, ela abrangeu vários dos temas que a gente eh que levantou e neste pedaço Trump inclusive passou já pela questão da responsabilização mútua pelas tarifas. Então eh eu queria eh a gente tá na tela com a o os percentuais de quem a aponta Lula como responsável pelas tarifas. E a gente tem aí a eh no formato das respostas, né, de de concordar ou não com a frase, né, de se que Lula é o responsável. Então vem lá que concordam total ou parcialmente, dá ali 35, 45% mais ou menos.
¶22É isso, 18 + 17, né? Isso. E aí vem ali quase 20% das pessoas que eh não concordam nem discordam. E isso pode querer dizer 1000 coisas, né, Sila? pode querer dizer, eh, pode ser um jeito diferente de falar que não sabe, né, que tem ali mais 13%, pode ser um jeito de falar, é todo mundo culpado ao mesmo tempo, né?
¶23Não, então não me venham querer eh me enfiar nessa briga e política não obrigada, né? E aí vem ali a os outros eh 32% mais ou menos que eh discordam total ou parcialmente. Pulando paraa próxima página, Marco, por favor, a gente tem o retrato do, né, eh da do outro polo, né, então da responsabilização sendo apontada pra família Bolsonaro, eh em que quem concorda é um percentual eh expressivamente penou atenção. Então, eh, tem ali 28% mais ou menos entre os que concordam total ou parcialmente. Eh, e mas os e de que discordam totalmente aumenta, né?
¶24Então, discordam total ou ou parcialmente aumenta bem. Então, por estes dois cenários, somente daria para se inferir de que a narrativa da campanha bolsonarista de responsabilizar a o próprio presidente Lula, ou seja pela narrativa da campanha, seja por isso que você falou que aí é menos no no lugar da polarização e mais do de bom, ele é o presidente, ele que eh que desarmasse essa bomba, né? necessariamente na chave da polarização. >> Poderia parecer que então a família Bolsonaro estaria lucrando de eleitoralmente com eh esta imposição de tarifas vindas do governo Bolsonaro. >> Trump >> do Trump.
¶25É, eu li Bolsonaro lá e falei: >> "É, é que eu acho que a questão, desculpa te interromper, é que eu acho que a questão aí é que é um tema complexo, né? As pessoas e a e aí a Débora, eu acho que pode nos auxiliar aqui bastante, >> por favor. Eh, falando de quando é que a gente vai ter um reflexo disso, que não me parece que vai ser no período eleitoral, então isso fica muito longe das pessoas. O que que quer dizer tarifa? Isso é uma preocupação do empresariado, dos setores que estão envolvidos nesse tema, mas não do bolso do trabalhador nesse momento, que é uma coisa que vai acontecer pra frente.
¶26>> E são setores que tendem a não ser, a não ser os que são beneficiados por políticas governamentais do PT. Historicamente são setores que não já não são tão próximos, né, do petismo, como você vai olhar os dados de pesquisa, enfim. Uhum. >> Então meio que acaba, eu concordo com a leitura da Sila, que tende a ser uma coisa que fica meio no zero a zero, vendendo um pouco pra Lula pelos fato de ser presidente. Agora, se o governo, por exemplo, conseguir colar a questão da interferência com a das tarifas e juntar as duas pautas, né, e dizer assim: "Olha, tentou com a tarifa, não rolou, vai tentar com de outras formas interferindo na eleição, daí eu acho que pode ser que a coisa se equilibre mais ou tenda aí mais pro para e a campanha, né?
¶27É. E e o >> Exato, a própria campanha. Isso. E é justamente o que a nossa pesquisa já começa a detectar, porque quando eh se a gente for paraa próxima página, Marco, que é a 58, então a gente faz essa sequência, né, de perguntas tentando entender o que em que, para usar uma analogia que o Pedro fez, eh, em que terreno essa notícia chega, né? Em que, qual é o ambiente em que ela, em que ela é deflagrada?
¶28da notícia das tarifas não, ela não tá solta, né, de um contexto. Então, embora as pessoas possam eh estar responsabilizando em alguma medida mais o próprio presidente Lula, o governo Lula, do que a família Bolsonaro, que eh agiu diretamente eh a favor das tarifas, a favor da lei magnitisk e etc. quando você pergunta sobre eh o questionamento dos Estados Unidos do sistema eleitoral brasileiro e se isso é ruim para o Brasil, eh aí a percepção já começa a ficar um pouco mais eh equilibrada, né? Então tem ali 21 eh 31% mais ou menos dizendo que eh sim, que é ruim, que tá acontecendo e que é ruim, né? Vem ali também novamente um alto percentual de pessoas que não sabem ou que não concordam nem discordam.
¶29E novamente, me corrija se isso for uma dedução errada da minha parte, mas eu entendo que neste bolo pode ter pessoas que real que falam que não concorda nem discorda porque não sabe. Então, eh, eu não sei o quanto este tema está realmente eh compreendido justamente pela complexidade que ele abarca, como vocês mencionaram, né? E aí vem o pedaço que discorda total ou parcialmente disso. E na próxima é que é que tem o pulo do gato, é que para mim realmente, obrigada, Marco. é que realmente a gente começa a ver eh o como o brasileiro e isso tem a ver também com o artigo do nosso queridíssimo Creomar de Souza, no meio político de hoje, viu, gente?
¶30Porque por uma dessas felicidades da gente ter uma equipe maravilhosa eh de colunistas, eh eles estão sempre muito antenados com o o momento, o ambiente. Então, a gente já teve a a imensa felicidade de ter um artigo da Débora eh sobre eh questões da da linguagem evangélica e das mulheres numa semana, num dia em que saiu uma pesquisa meio ideia, em que a sondagem era sobre o papel da Michele e isso não havia sido previamente combinado e foi uma felicidade muito grande mérito da competência da nossa queridíssima Débora e esta semana isso se reprisa mérito da competência do nosso queridíssimo Creomar, que então também analisa. >> Eu tô achando que o sexto sentido é seu, Flávia, que tá que encontra essas coisas. Acho que a Flávia arma tua. Eu acho, eu acho.
¶31>> Não, meu, porque para quem para vocês que não sabem, geralmente a Flávia que convida a gente para escrever e convida as pessoas para escrever pro meio político. Então, ela que tá com intuição boa aí. >> Eu agradeço. Agradeço. Mas dessa vez o Creomar nos ofereceu o artigo sem a gente convidar.
¶32Beijo, Creomar. E ele também tá falando sobre justamente sobre eh isso que você mencionou também no artigo com o Maurício Sila, que é esta eh este apreço que o brasileiro tem pela própria democracia e e por não eh estar assim aberto a apoios internacionais, sem pelo menos escrutinar bem o que que tá acontecendo com de que maneira isso tá vindo, né? Então, eh eh nesta página do do dos apoios, que é a 59, a gente tem ali, ah, o apoio do Trump aumenta as chances de eu votar num candidato. A gente não perguntou em qual candidato, obviamente a gente sabe qual é o candidato que Trump vem indicando, para quem vem indicando apoio. Passado aquele momento da química com o Lula, eh, a afiliação ideológica é toda eh com o campo bolsonarista.
¶33teve as os encontros e etc. Então assim, não, as pessoas as pessoas que concordam com a hipótese do apoio de Trump aumentar a chance são ali diz não não bate 20%. Vem ali a chavinha dos 20, dos 23, que eu não concordo e nem discordo, e em seguida vem uma um pedaço grande de quase 45% dizendo que não concorda, que o apoio não aumenta a chance de voto em um candidato, né, Sila, que você destacou também na tua fala inicial. Na página seguinte, eh, isso fica mais desenhado ideologicamente quando a gente vê, marco, na página 60, por favor, como isso se divide entre os eleitores de Lula e de Bolsonaro. Claro que para os eleitores de Lula isso é bem mais marcado, né?
¶34Então, eh, o apoio de Trump realmente é algo que desabona a uma candidatura. Mas no caso de Flávio Bolsonaro, isso se espalha ali. A gente tem ali quem concorda que o apoio aumenta a chances de votar num candidato, é ali na casa de 3 37%. E depois disso, eh, olha, eu acho que tem algum, eu tô até olhando aqui esse número, eu acho que tem algum erro aqui, porque tá dando muita gente. Tá dando mais de 100 na minha conta aqui.
¶3510, 20. Não, tá certo. Ai, gente, desculpa, eu sou uma mulher cansada mesmo hoje. Não, mas é isso. A gente tem >> mulheres exas, >> mulheres exaustas.
¶36A gente tem 30% quase dos eleitores de Flávio dizendo que não não concorda e nem discorda. Tem ali um contingente de 23% que são contra o apoio do Trump. Então não é um apoio, não é um um alinhamento automático a uma a uma resistência, né? Então você tem bastante gente dizendo que não sabe, que não concorda nem discorda ou que discorda eh deste apoio. Isso me parece bastante relevante neste momento em que a crise está se acirrando, né, Sila?
¶37>> Sem dúvida. Até porque o Trump, a gente tem que lembrar, ele é o presidente menos popular da história recente, né? ele não é um presidente que tá forte, que tá, né, podendo dar eh transferir apoio, vamos falar assim, independente da questão de ser um presidente estrangeiro dentro do Brasil, né? Então ele é um presidente que tá com baixa popularidade, que tá com muitos problemas com relação à guerra, que vai e volta e que lhe tira também a popularidade em termos econômicos. Eh, também há um um, né, uma insatisfação dentro dos Estados Unidos.
¶38Então, eh, é um apoio e também por isso que a gente fala que é um apoio bumerangue em muitos países em que ele entrou quando tinham favoritos que eh acabaram perdendo a eleição. >> Então, acho que essa questão da interferência, por enquanto, é uma questão que muito mais prejudica do que ajuda, muito antes dela acontecer. Agora, o que me entristece muito é aquela pergunta, pessoalmente, aquela pergunta eh sobre o nosso sistema eleitoral, >> as urnas, né? >> As urnas >> 65, tá, Marco, por favor, página 65. Essa é uma discussão que começou ali, ovo da serpente dela foi em 14, né, quando teve ali, né, um argumento, porque foi uma eleição muito apertada, um argumento de que teria tido algum problema sem nenhuma evidência, zero de evidência, né?
¶39E aí se formou esse caudo que vem até hoje de criticar um sistema que é respeitado no mundo inteiro. Eu sei que eu vou estar falando isso e já vai ter gente me xingando no chat, porque isso tá erodindo o nosso sistema eleitoral aos poucos, tá corroendo, porque você vai repetindo, repetindo, repetindo. As pessoas que não gostam do resultado preferem responsabilizar o sistema do que responsabilizar o seu lado ou a sua escolha. Eh, e isso é muito perigoso para a própria democracia. você deixa de acreditar no sistema eleitoral do seu país.
¶40É realmente um caminho eh muito eh negativo, corrosivo. A gente pode usar aqui muitos adjetivos para falar disso. São todos ruins, né? Até, se você me permite, eh, Sila, queria pedir pro pro Marco ir pra próxima página, para 66, em que a gente mostra que esse tipo de discurso ele é tão nocivo que e ele não fica circunscrito eh em um campo ideológico só. Eh, é a mesma questão das an da do do discurso antivax.
¶41Ele é muito parecido, tem um comportamento parecido, né? E não só isso, eu acho que tem uma isso, esse tipo de comportamento tá aumentando no mundo todo, né? Você tem mais países, mais pessoas desconfiando sistemas, né? E de instituições no geral, né? Se instituições de pesquisa da imprensa, eh, com a questão das vacinas também.
¶42E eu acho que deveria gerar uma reflexão, né, inclusive nos governos todos e nas instituições de como a gente passa a comunicar, como a gente fortalecer pode fortalecer essa, essa credibilidade. >> Eh, com frequência, eh, eu já vi várias peças de comunicação, por exemplo, do TSE, que fazia uma zoeira com as pessoas que duvidam da eh questão da da lisura, né, das eleições. Eu entendo o espírito, mas eu acho muito difícil você eh convencer quem tá em dúvida, por exemplo, quem não entende ou quem diz assim: "Ah, eu não entendo como funciona essa coisa da da urna", né? Que é natural, né? Dado a complexidade, dado o nível educacional brasileiro, enfim, dado todas essas questões.
¶43Eu acho que você eh às vezes, né, na às vezes na melhor das intenções, você acaba jogando um pouco contra eh esse processo de de qualificação, né, do debate, de qualificação da confiança nas pessoas. Então, eu acho que a gente passou para um processo em que a gente tinha eh é um estrangeirismo, né, por garantido eh a confiança, né, na democracia, a confiança no sistema eleitoral, confiança nas vacinas, que é uma coisa que nunca foi um debate até a pandemia, né, e virou um debate muito polarizado. Eh, e ficar zoando as pessoas porque elas desconfiam ou não sabem ou ou ou queriam ter mais certezas, enfim, eu acho que não é um caminho. Então eu acho que poderia ser uma reflexão inclusive para as campanhas que >> querem reforçar essa confiança eh de tratar com um pouco mais talvez de parcimônia e menos do tipo, ah, se você desconfia, você terra planista e coisas desse tipo. >> Eu acho esse teu comentário perfeito neste sentido.
¶44Inclusive, eh, eu gostaria de salientar que o presidente do TSE, o Cásio Nunes Marques, muito, ele foi muito pressionado a se posicionar mais duramente sobre isso. Depois que o Flávio Bolsonaro teve aquele encontro num evento do Brazilian Report com embaixadores em que questionou as urnas. O próprio Flávio recuou depois também pressionado pela repercussão negativa, não porque eu eu tenho convicção de que ele vai recorrer a esse discurso assim que lhe for conveniente novamente. Não acho que ele mudou de convicção. Eh, mas o Cro Nunes Marques demorou um pouco, foi pressionado por colegas e aí fez um discurso de defesa das urnas eletrônicas, se eu não me engano, hoje é quarta, acho que foi na segunda ou na sexta-feira, enfim, muito recente, nos últimos dias ele fez um discurso de >> Acho que foi exatamente quando eles foram mostrar, né, o início ali do processo >> do processo, né, das urnas.
¶45Mas voltando aqui a a à página 66, a gente tem ali, olha, por eleitores, né, eh, por candidato, né, como é que tá essa confiança nas urnas eletrônicas. Os eleitores de Lula, eh, tem uma maioria que confia, né, entre quem confia pouco, mas e quem confia muito, tem uma maioria sólida de quem confia. Mas tem ali os que confiam pouco, os que não confiam, que já bate quase 10%, isso não é desprezível de forma alguma. E novamente aparece aí essa faixa de entre 15 e 20, às vezes um pouquinho mais de 20% das pessoas que não sabem. As pessoas que não sabem de nada, seja porque não gostam de opinar, não se sentem, né, à vontade para opinar em pesquisa, seja porque realmente não sabe, as pessoas têm muitas dúvidas sobre muitos assuntos.
¶46Não é todo mundo que é junk igual nós, né? Porque eu falo que eu tô cansada, mas primeiro eu não tô cansada, eu tô ótima, eu tô cheia de energia, tô aqui, não vou fazer propaganda do drink que estou tomando, mas estou energizada pela companhia da Luía, da Débora, da Sila e de todo mundo. Eu tô, a cognição é que não acompanha meu ritmo, aí é outra outros 500 são outros 500, mas as pessoas realmente elas não têm o grau de acompanhamento dos assuntos que a gente tem por ofício e por tesão, né? Eu eu sou apaixonada por notícia, por saber tudo que tá acontecendo. Enfim, eleitores de Flávio Bolsonaro, por sua vez, também eh já tem a simétrica, quase simetricamente, uma desconfiança eh maior da urna.
¶47Claro, é o campo que mais intensamente desafiou eh a a lisura das eleições brasileiras, né? Então é natural que esteja neste campo muito mais concentrado. Agora tem ali 13%, 13.6 que dizem que confiam muito nas urnas, eh, e que assim tão tão ali segurando o o restinho de confianção. Tem uma importação também desse tema como teve da outra vez, né? Porque você tem um sistema eleitoral nos Estados Unidos, norte-americano, que é um sistema de muito maior complexidade do que o daqui.
¶48Primeiro, porque lá eh não existe uma justiça eleitoral centralizada, nacional, como a gente tem hoje. Não existe essa figura, aliás, existe em pouquíssimos países do mundo. Essa é uma grande eh vantagem, um grande eh, né, é excelente que o Brasil tenha isso. Em primeiro lugar, então num país como os Estados Unidos, de dimensões também e gigantescas, você tem cada estado decide a forma de votação, decide as regras daquela eleição. Você tem o voto eh em papel, você tem voto em correio, você tem voto de todo tipo.
¶49>> E a contagem demora muito também. >> Sim, exatamente por isso, né? porque não é um sistema como o brasileiro. Então, eh, você tem essa discussão lá. Trump levou essa discussão para a eleição dele da primeira, veio para cá importada e agora a gente não pode esquecer que o Trump tá no meio de eleições, de meio de mandato em que a favorabilidade é da oposição e pode ser bastante complexo para ele perder eh o controle eh do Congresso.
¶50Então ele vai aumentar, está aumentando as críticas ao sistema eleitoral. Mas isso é o sistema eleitoral de lá, >> não é um sistema eleitoral daqui. Eu não vou opinar sobre o sistema eleitoral de lá. O que acontece aqui hoje é que você tem uma apuração que ocorre quase em tempo real. A apuração já começa 5: da tarde, às 8 da noite a gente já tem todo o resultado.
¶51E quem já tá nessa vida há muito tempo, como eu, que participei de apurações de voto, eh, impresso, era uma loucura, gente. E aí sim tinha muita possibilidade de você roubar. Claro que não volume astronômico, mas, né, era uma coisa muito sem controle, né? E claro que todo o sistema eleitoral ele pode ser melhorado, né? Nenhum sistema de nada, aliás, é perfeito.
¶52Críticas, >> sujeito a crítica, sem dúvida nenhuma, mas não a uma desconfiança e especialmente uma desconfiança de que você não acredita no sistema eleitoral se você perde. >> Quer dizer, você tem que, né, se você ganha, você tem que dizer também que o sistema eleitoral não funcionou. Não sei se pode ser uma sugestão de de pergunta futura eh ou de outras pesquisas, mas uma coisa que eu me pergunto é o quanto as pessoas estão usando. Claro, tem uma parte do discurso que é meio oportunista, que é tipo, ah, se eu já vou, já acho que eu vou perder, então vou preparando aqui o terreno. Mas o quanto isso não desengaja eh eleitores do campo, do próprio campo, porque se na minha cabeça, se você acha que o pessoal vai roubar, que o Alexandre Moral um jeito de roubar eleição, sei lá, porque as pessoas eu já vi pessoas falarem coisas desse tipo.
¶53Por que fazer campanha então? Por que dizer que vai voltar em fulano? Uhum. >> Sabe, eh, é uma coisa que eu eu f eu ficaria interessado de saber, né, só jogando aqui o quanto as pessoas que não acreditam na na urna, no sistema eleitoral, porque daí eh tão engajadas em política ou engajadas em defender o próprio candidato, porque daí a gente conseguir qualificar a o grau de desconfiança das urnas, se é uma desconfiança, em que ela ex performática, identitária, do tipo, eu vou dizer que não presta porque daí eu faço parte do grupo enquanto ela é um ela é um uma uma crença real mesmo do tipo. >> É, e isso tudo faz com que o próprio a própria democracia seja descredibilizada.
¶54Exalamente isitar eu também não vou votar e não vou participar da escolha mais importante, né, do do da democracia que são as eleições. Então isso, né, quando eu falo de corrosão, isso eh eh se amplia aí, né? e é bastante grave e tem dados, né, de que eh para você mexer um ponto no resultado de eleição no Brasil, você teria, e eu posso estar enganada no número, mas eu tenho quase certeza, depois a gente tem que checar, >> eh você teria que ter 100% >> eh de 5.000 urnas que fossem 100% para um candidato e aí você mexeria 1% um ponto. É muita coisa, não é um, >> né, 100%, né? Não é uma urna que vai ter leitor para lá e eleitor para cá.
¶55>> Então, sabe, acho que um uma fraude desse tipo, eh, ela seria muito óbvia, né? >> Muito bem, minhas queridas. Eu queria sugerir que a gente dê uma olhadinha na corrida dos cavalinhos, como a gente chama aqui, eh, internamente, que é o retrato mesmo de como está a intenção eh, né, como estão as intenções de voto dos candidatos. Vou pedir pro Marcos jogar, por favor, paraa página 33, porque depois nós vamos aprofundar as questões particulares de Lula e de Flávio individualmente e a partir daí também falar um pouco do vice, do Lulinha e tudo que tá em torno de cada uma das candidaturas, mas eu sei que as pessoas ficam também querendo saber como é que tá ali o pário, né? Então vamos lá.
¶56intenção de voto espontânea, que é aquela em que o entrevistador pergunta ao entrevistado: "Em quem você votaria eh para presidente hoje sem apresentar uma lista de candidatos." Ou seja, é a candidatura que tá ali na cabeça, na ponta da língua, seja das pessoas mais engajadas, seja das pessoas menos engajadas, quem que elas estão respondendo espontaneamente, como como o nome já diz. Então a gente tem ali, o Lula tá com 34,4%, Flávio Bolsonaro com 23%. E aí vem um segundo pelotão dos nomes que eh já tão mais consolidados aí, né? Eh, no como os esses essa segunda fileira, 2,8 para Ronaldo Caiado, 2,5 para Renan Santos e Romeu Zema com 1,5. E aí até o próprio Jair Bolsonaro, que ainda apareceu espontaneamente eh na assim nessa nessas respostas e vem um pelotão de pessoas eh com abaixo de 1%.
¶57E aí na próxima página a gente vê essa evolução e vê como de fato o nome de Flávio Bolsonaro foi se consolidando eh como a alternativa ao lulismo, pelo menos até aqui. Eh, o número de não sabe também teve uma queda, né, da sondagem passada para esta. Lula segue ali eh, incólume na faixa dos entre 32, 35% ali, eh, é o que as pessoas, né, enfim, têm na mente e e já apresentam o nome do candidato mais longevo, né, de todos. O Ronaldo Caiado é tão longevo quanto, mas não disputou tantas vezes quanto, não foi presidente, etc. E aí, para te passar a palavra, eh, Sila, eu vou mostrar então a intenção de voto estimulada, que aí a gente vê então quando com a lista diante de si o que que o entrevistado responde.
¶58A gente tem aí Lula com 43%, Flávio com 35, Ronaldo Caiado com 5,7, Renan Santos 4.7, Romeuzema 2.6. A gente tem então o Renan Santos se eh firmando aqui na pesquisa Meio Ideias na quarta colocação. O Romeu Zema vem desidratando já tem um tempo. O Ronaldo Caiado pulando pra próxima. Ah, não é a por que que a gente não tem evolução do primeiro turno?
¶59Deixa eu explicar. Da estimulada porque eh eu ia pedir no reflexo e eu e eu imagino que o nosso espectador também tenha esteja esperando. Ah, mas quanto que o Ronaldo Card cresceu? Quanto que perdeu? Sila, você quer você explicar que afinal você que é a nossa conhecedora da metodologia fundo, >> os candidatos vão mudando, né, gente?
¶60Eu acho que a gente precisa entender em que momento da campanha a gente tá, até para explicar todos esses gráficos. A gente tá num momento em que estão acontecendo as convenções, portanto, os candidatos estão sendo oficializados, seus vices escolhidos, o que quer dizer que a maioria da população não faz ideia de quem ela vai votar. em outubro. Esses candidatos não são a maioria deles conhecidos. As pessoas ainda não sabem sobre a eleição.
¶61Sabem um pouco mais do que sabiam até a Copa do Mundo, que é uma linha de corte que a gente faz ali de quando os eleitores começam a se enga a se engajar, desculpa eu a começam a se engajar. Então quando a gente, eu vou voltar ali pra espontânea. O que que tá acontecendo na espontânea? Você vê ali o presidente Lula, ele tem esses 32, 35%, são dele, são eh dele historicamente. >> Pode pôr a evolução, por favor.
¶62E ele continua com esse tamanho e esse é o tamanho que ele tem espontaneamente. Como disse a Flávia, ele concorre aí desde a redemocratização, ele tá presente nas eleições, eh tá disputando aí um quarto mandato. Aí você tem o Flávio Bolsonaro, que eu acho muito interessante de olhar espontânea, como ele foi herdando os votos do pai. Então ele teve ali uma transmissão do que era do Jair, quase que inteiramente esse espólio do Jair foi para o Flávio, né? E aí você tem os outros candidatos que não são conhecidos, eh, pontuando muito mais baixo.
¶63E aí realmente a gente precisa dar um destaque pro Renan, porque o Renan é um candidato diferente dos outros por dois motivos. O primeiro é que ele é o candidato que encarna o antissistema. não tem um candidato nessa eleição. E eu diria que desde Jair Bolsonaro não tem um candidato que encarne esse antissistema. ele tá encarnando isso e existe uma demanda para isso.
¶64Ela pode não ser majoritária, mas ela existe. E o segundo motivo que eu diria que é muito importante é que ele tem uma rede social e um espaço que vem sendo organizado desde jornadas de 2013, quando o MBL vai organizando a sua presença na rede social e na mente ali da juventude, principalmente. Então o Renan, ele tem, ele é nichado, mas ele tem um espaço de crescimento, ele tem uma audiência, ao contrário desses outros candidatos, Z Ema Caiado, principalmente, né, se a gente for falar desses que estão ali na na nessa corrida com alguma pontuação. Caiado e Zema não tem uma audiência. Caiado Zema são conhecidos até aqui nos seus próprios estados.
¶65Eles só vão conseguir ser conhecidos quando a campanha começar, que é no dia 15 de agosto. Ainda falta um tempinho, gente. E nesse sentido eu acho que o Caiado tá até bem, né, considerando o tamanho das populações de Minas, né, e o tamanho do eleitorado de Minas comparado com >> é que ele ele tem uma ele tem uma aprovação muito diferente da do Zema, aprovação do Caiado no eh em Goiás e ele ele consegue eh transbordar isso pro Centro Oeste, pra região é maior do que a do Zema. Então >> é, e é aquilo, né, o o Zema, ele fez uma campanha, ele tem ele ensaiou uma campanha um pouco mais insinuante, eh, de, né, discursivamente ali num momento de conflito com o Supremo Tribunal Federal, no momento do escândalo do Dark Horsey, ele também fez um ensaio ali de uma ruptura com o bolsonarismo, mas muito rapidamente ele foi enquadrado pelo próprio partido e eh submetido a uma lógica ali de clara de linha auxiliar da campanha do Flávio, que a gente cansou de falar aqui na bancada o quanto isso não teria futuro, porque eh se você não disputa o voto no campo ideológico que te pert, você vai disputar onde? A disputa com o campo ideológico adversário, ela é no segundo turno, né?
¶66Eventualmente, né? quando se passa para um segundo turno, eh, quando passam dois candidatos de polos diferentes. Agora, no primeiro turno você tem essa, esse batalhão de candidatos da direita e um candidato viável da esquerda. É, é no campo da direita que você tem que fazer a briga, né? Desculpa.
¶67Ah, complementar. Só que você falou sobre o Renan, que outra coisa que eu acho que pode ter dado um destaque foi que dado que ele é o único candidato, não só a sistema, mas com um discurso realmente diferente, uma forma de se comunicar diferente, ele foi eh a imprensa cobriu muito, né, a a a convenção do partido do Missão >> Uhum. e foi muito perguntado e saiu muito corte, teve essa reverberação eh para além das das próprias bolhas, né, do Renan, porque quem acompanha jornal às vezes não sabia nada do Renan e tava ali vendo eh a cobertura da convenção e e por causa da forma como ele se comunica sendo muito enfático, acaba chamando atenção. Então eu acho que tem tem esse fator e o Caiado tem também uma trajetória muito mais longa do que a do Zema, já foi candidato a presidente. Enfim, >> em 89, inclusive, >> em 1989, exatamente.
¶68Então, ele tem uma trajetória maior e tem um partido poderosíssimo, né? Tem um partido poderosíssimo, tem como vice Gilberto Cassabe, que mobiliza, que tem viajado. Então, eu diria que a estrutura da campanha eh do Caiado, embora não se compare as estruturas de campanha de Lula e Flávio Bolsonaro, ela é maior do que a dizema. Isso começa a fazer diferenças a partir de agora. Agora indo para estimulada.
¶69Eh, estimulada, de fato, a gente coloca, quem que a gente coloca nessa lista? Da onde é que a gente tira esses nomes? A gente tira até as convenções, quando os partidos são oficializam os seus candidatos, a gente pergunta para os próprios partidos quem vão ser os seus candidatos. E eles nos dizem, então já tem nomes que entraram e saíram dessa lista porque foram nomes aventados. pelos partidos que depois não se viabilizaram e acabaram não saindo candidatos como outros nomes que entram.
¶70Por isso que a gente não consegue comparar bananas com mamãos. Mamãos, >> mamões, >> mamões. >> Mamões. >> Eu ia falar maçãs, mas esse ia ser mais fácil. bananas com maçãs.
¶71Por isso que a gente começa a ter esse caminho eh a partir do momento em que de desse momento que são as convenções, quando a gente vai saber de fato quem são os candidatos. E aí quando a gente olha para esse para essa tabela, o que que a gente vê ali? A gente vê o campo da direita e o campo da esquerda de novo polarizados. Uhum. >> Então você vê votos no mesmo patamar entre um e o outro, só que no campo da direita você tem muitos candidatos, enquanto na esquerda, pela primeira vez a gente só vai ter um candidato desde a redemocratização.
¶72A gente só tem o presidente Lula competitivo. Claro que tem outros candidatos ali que tão eh, né, que estão ali abaixo da tabela, mas entre os competitivos você não vai ter um garotinho, você não vai ter uma Marina, você não vai ter o Ciro Gomes e assim por diante competindo com Então os votos da esquerda são esses e pertencem ao presidente Lula. Eles já estão estabelecidos. É muito raro que um eleitor da esquerda passe a votar num candidato da direita e vice-versa. Então, as disputas são aqui, nesse terreno, como a Flávia falou, e nesse terreno é aqui que a disputa ocorre nesse momento até a véspera, eu diria, do primeiro turno, porque até lá a gente vai começar a ver esses ponteiros se mexendo de alguma forma, embora, eh, apesar de todas as dificuldades da campanha do Flávio, ele tá sólido, gente.
¶73tá colocado ali, ele não derreteu, não aconteceu nada disso com ele. Ele tá sólido ali, dá para ver no traço ali azul do nosso do nosso Então, tem eleitores do campo da direita, sim, procurando uma alternativa, tem eleitores do campo da esquerda, sim, procurando uma alternativa, mas essa alternativa não está colocada nesse momento. E aí eu convido então a gente a dar uma olhadinha na página 38, por favor, meu querido Marco, porque ali a gente tem justamente esse desenho. E pode até ir para 39 já, que a gente vai mostrar essa evolução, eh, que é que é já o cenário de segundo turno com, eh, se forem eh, Lula e Flávio Bolsonaro passarem, eh, em que essa linha em que você mencionou fica muito eh eh dá para ver bem bem certinho. Então, como é que é essa, que história é essa, que filme é esse?
¶74que cada um desses retratos das pesquisas meio ideia que a gente está fazendo mensalmente desde janeiro e que seguiremos fazendo até o fim da eleição no segundo turno e que assinante premium recebe mais cedo. Depois vou fazer a venda completa, mas se você já tá falando: "Nossa, gente, é a primeira vez que eu caí aqui nessa live, que pesquisa é essa maravilhosa?" Ou se você tá falando: "Gente, como é que eu não assinei até hoje e tô comendo essa mosca, né?" né? É agora que na tela aí, faz favor. Eh, mas então a gente tá com um filme, né, Cila e Débora e Lu. A Lu tá ali quietinha, viu, gente?
¶75Mas é só porque é muito assunto. Mas Lu, >> tamos junto. >> É, mas então como é que é que filminho é esse que cada um desses retratos tá apresentando? Flávio Bolsonaro em janeiro, ele lembrando que ele oficializou, quer dizer, ele se apresentou ao Brasil como candidato ungido por Jair Bolsonaro em 5 de dezembro. A nossa primeira pesquisa foi 13 de janeiro.
¶76Ele aparecia ali na na casa dos 36% de intenções de voto. E Lula, como eu falei, né, gente, o Lula, eh, no segundo turno ele tá sempre numa faixa mais ou menos estável, eh, de entre 45, 48, dependendo do instituto. Tem um tem os momentos de baixa aqui que a gente detectou. O de o mais baixo foi um empate técnico em maio, na primeira sondagem de maio, em que numericamente o Flávio chegou a passar o presidente Lula, eh, em maio, em abril e em maio, né? Então, mas o Lula tem ali alguma estabilidade ali entre 45 e 48 pontos.
¶77O Flávio não, o Flávio teve uma um uma crescente ali a partir da sua eh apresentação ao mundo como candidato do bolsonarismo. cresceu, chegou a ultrapassar numericamente o Lula e desde do escândalo Dark Horse teve uma queda importante que não é um derretimento, como você muito bem colocou, é uma resiliência impressionante que diz muito sobre eh a cristalização, né, da polarização do Brasil, mas é uma queda que, embora não seja tão grande, permanece. Ele não consegue, ele tá patinando aí já a três sondagens. na nos nossos números e que outras pesquisas vêm confirmando mais ou menos a mesma distância. A quest saiu hoje e aponta exatamente os mesmos cinco pontos de distância entre Lula e Flávio.
¶78E isso tá se repetindo já há algum tempo, né, Cila? >> Sim. É, são duas curvas eh que não dialogam no momento, né? São duas curvas que eu diria que são independentes. Vamos começar pelo incumbente.
¶79Eh, o presidente Lula tem apresentado um caminho clássico de incumbente em eleição, em que o incumbente vai melhorando a sua avaliação e a uma certa altura a sua melhora de avaliação vai se transferindo em intenção de voto, né? Então isso tá acontecendo quando a gente olha, eu não sei se a gente vai mostrar aqui hoje eh as várias eh os vários aspectos dessa melhora de avaliação. >> A ideia é essa. Vamos ver se vai dar tempo. >> Então tá bom.
¶80É, mas o que a gente vê é o presidente Lula se recuperando aí desde maio e a coincidência do mês é porque foi em maio que o presidente Lula, ao meu ver, conseguiu acertar o seu discurso, conseguiu eh foi ali exatamente quando ele lança o programa desenrola, né? tem uma população aí altamente endividada, sem poder de compra também por causa disso. E aí ele lança esse programa, desenrola, que dá um alívio para as pessoas justamente nesse período, entre outras questões que foram citadas aqui, as blusinhas e o IR e por aí a Mas é o famoso pacote de bondades que o incumbente eh tem caneta para lançar durante o período eleitoral. Mas o que que tá acontecendo com o presidente Lula, apesar dele ter essa melhora, é uma melhora muito marginal, é uma melhora, eh, que não é, né, ele não tem uma curva ascendente que ele precisaria ter para ter conforto numa reeleição, né? Ele tá pior, por exemplo, do que esteve a presidente Dilma nesse momento, que teve a reeleição mais difícil eh dos do, né, desse de todas as reeleições, exceto o Bolsonaro que não se reelegeu.
¶81Então, também eu acho que então vale a pena a gente olhar um pouquinho essa curva. Pode ser. Qual que você acha que atende melhor, a de aprovação ou a de avaliação? A de aprovação. >> Aprovação é na página seis, meu querido Marco, por favor, porque eu eu acho bem importante isso que você tá falando.
¶82>> Acho que a gente deveria ver as duas, né? >> Tá, a gente vê. Então, primeiro trazendo primeiro a evolução de aprovação do Lula, né? >> Aprovação pessoal, né? >> Isso que é a pergunta até a gente sempre eh reproduz na nossa pesquisa, viu, gente?
¶83a gente faz essa chamadinha em cima, que é um jeito de resumir paraa pessoa bater o olho e saber do que que a gente tá falando, mas a pergunta, como ela foi feita ao entrevistado também sempre vem ali no pé, tá? Eh, e a pergunta é: você aprova ou desaprova a maneira como Lula está lidando com o seu trabalho como presidente? Então, é muito sobre o desempenho de Lula, não é uma avaliação do governo, é o desempenho do Lula, >> né? E aí o que essa curva mostra é uma relativa estabilidade entre os eh entre o desaprova e o aprova, mas eh com uma curva que vem ascendente de maio para cá, exatamente como você encontra. >> E é a primeira vez que ela se encra, é a primeira vez que ela se encontra.
¶84Então isso é muito importante. Isso a gente chama de tendência, né? Quando você vê uma curva, mesmo ela se mexendo de forma tão discreta como a gente tá vendo, a gente vê uma tendência e uma tendência sólida, eu diria, de recuperação do presidente Lula. Tem uma questão de tempo aqui, né? Quer dizer, se ele se recupera a tempo da eleição, né?
¶85Por exemplo, isso foi uma dificuldade do ex-presidente Bolsonaro. O ex-presidente Bolsonaro não tava bem nesse momento. Foi o momento justamente que ele lançou o auxílio emergencial de R$ 600, que mudou basicamente a a, né, o o a aprovação dele ali. Ele subiu, subiu, subiu, mas não foi suficiente para ganhar a eleição. Hoje a gente tem um quadro muito mais equilibrado entre os dois candidatos ou entre os dois campos, mas o presidente Lula para ter uma eleição confortável, ele vai precisar melhorar ainda mais essa avaliação.
¶86E aí depois a gente até pode ouvir a Débora de que instrumentos que ele teria para fazer isso, porque hoje eu entendo que ele tem muito menos instrumentos do que tiveram os seus antecessores nesse momento. Aqui eu tô falando de Fernando Henrique, tô falando de Dilma, tô falando de Bolsonaro, tô falando de todo mundo que foi a reeleição. Isso. Pulando já direto pra 12, Marco, eu acho que essa curva fica ainda mais clara >> e que é a da avaliação. Embora, como você apontou, né, a aprovação também é muito importante porque diz sobre o desempenho pessoal dele, mas a avaliação de governo é uma curva muito interessante assim você olhar essa história, porque também encosta pela primeira vez e encosta depois de ter eh amargado eh gaps ali de 46 para 31, de 15 pontos, né, examente gaps de não reeleição, né?
¶87Ali a gente tinha um quadro visível de não reeleição, porque olha, eu digo e repito sempre, gente, a reeleição é sobre o incumbente. A primeira decisão que o eleitor faz é: "Eu quero ou não quero continuar com esse governo." Depois ele vai olhar a opção que ele tem do outro lado. >> Mas não é que ele primeiro diz: "Ah, eu quero tal candidato". Não, primeiro ele decide, eu quero continuar ou não quero continuar. Então, eh, sem isso não existiria reeleição para o presidente Lula.
¶88E na avaliação de governo, que é como as pessoas consideram esse governo, eu quero continuar ou não quero continuar com esse governo, né? Então, eu quero continuar ou não quero continuar com esse governo na área da economia, na área da saúde, na área da segurança pública, né? O que que eu quero? Então essa avaliação do governo, ela vai melhorando e, como eu disse inicialmente, ela vai se transferindo para uma intenção de voto do presidente. Agora, se você quiser voltar lá paraa curva do Flávio, eu acho muito interessante.
¶89>> Mas que que você acha da gente Não, não, imagina, eu só pensei em, já que a gente falou dessa avaliação melhorando de pegar a página da economia, porque ela ela é, eu acho que como a gente já mencionou aqui algumas vezes, é a 14, tá, querido? Porque eh como a gente mencionou que isso é um um dos artefatos, né, tanto da melhora quanto da potencial continuidade dessa melhora, >> eh olha só como como a curva da da avaliação na economia também apresenta justamente isso que a gente tá falando. A gente ali em fevereiro teve uma proximidade que, né, que que era o melhor momento até então 41 para 35 e agora a gente tá num momento, aí teve um gap de 20 pontos em abril, em maio. Em maio. E aí realmente que é esse dessa virada que você detectou, né, Sila, deixa eu te ouvir.
¶90Eh, Débora, o que que essa curva te diz? Perfeito. Eh, economia tem muito, a gente sempre brinca, né? Tem muito a ver com expectativa também, né? E às vezes uma calibração dessa da visão de de países, de eh de para onde as coisas estão indo.
¶91Eh, tem a como a Sila trouxe, a questão do desenrola, né, que é uma política pública que dá um fôlego, pelo menos no curto prazo, >> para a população que anda muito endividada. Tiveram duas rodadas de desenrola, né? Eu acho que isso tem um fator importante. Eh, tem também eh, não sei o quanto teve esse de impacto, mas, por exemplo, a já começou a sair resultados, por exemplo, do pé de meia, né, que é uma transferência de renda para jovens, que é onde o Lula tem mais dificuldade de se conectar, né, gente que tá no final do ensino médio tá recebendo eh o o pé de mail, >> é um programa muito bem avaliado >> e muito bem avaliado e saiu antes, né, eh um pouco antes do do período defesa. E aí, se você me permite, só um parênteses muito breve, na avaliação do da educação, inclusive o a e mudou, virou eh hoje já é mais positiva do que negativa.
¶92E pode ter a ver com o próprio percepção, >> tem muito a ver com essa percepção. No começo do ano, no começo do mandato tinha tido problemas no Enem. Eu acompanhei um pouco por cima que eu achei muito estranho porque eu fiz várias vezes. Então eu eu disse: "Nossa, o que que tá acontecendo com isso?" Então teve, né, na tradição de governo alguma dificuldade com no Ministério da Educação, com Enem? Isso pode ter afetado também.
¶93Eh, mas, eh, porque afinal de contas é o pessoal do ensino médio que tá faltando, né? >> Eh, e aí você tem essa essa essa leve virada, né, na economia. Tem uma questão também que foi a inflação que deu uma acomodada. E uma coisa que é interessante, que fala muito de percepção, eh, eu vi numa tradito curioso, é um ótimo perfil para seguir. Ele é colonista do Estadão.
¶94Eu nunca lembro o nome dele real, mas curioso, eu vou pegar aqui. É, >> foi que para mim ele é o Franquito. >> É o Franquito. Eu também conheço ele como Franquito. >> Ele, ele abriu a cesta de bens, né, que é avaliada na na conta da inflação, que é o Banco Central Média.
¶95E aí ele viu que ah, eh, a inflação parece ser medida adequada, mas para para quem tá em casa saber, é uma ceixa que foi montada, né, ou seja, escolhida. >> Franklin waze, v, é, w e s e, não sei como se pronuncia. >> Eh, ele mostra, né, que foi escolhido, eh, escolhe bens e serviços com base na POF, que é pesquisa de assamento familiar. a gente perguntou para as pessoas de 2018, então talvez possa ter tido alguma mudança de lá para cá nos hábitos de consumo brasileiro, >> mas quando você vai ver, né, a inflação de cada um dos setores, a inflação de alimentos ela tem de ser maior. E por isso que às vezes as pessoas têm uma percepção de que a inflação tá mais alta do que o índice oficial.
¶96E isso pode gerar, né, eh, uma confusão na cabeça do incumbente. Ele tá olhando número oficial, tá olhando desemprego, tá olhando eh inflação e tá, ah, não, mas tá tudo bem. Mas a percepção e a forma como isso bate em diferentes públicos, né, e principalmente em quem é mais pobre, que tem menos margem de manobra do que comprar, eh, pode ser diferente. Então, a a aprovação, né, e a avaliação da economia vai depender muito de como isso vai bater. Então o cuidado que o Lula vai ter, ela falando dos instrumentos, é, por exemplo, se o Elon Ninho começar a afetar, né, a parte de produção agrícola, a participação de alimentos, então ele vai ter que se ser muito ágil para se mexer, para ou fornecer algum tipo de alívio ou comunicar e dizer: "Gente, alto preço, é, não é minha responsabilidade se isso colar, né, é difícil.
¶97eh inflação geralmente cai muito no colo eh do incuber, né? Mesmo que seja causado por uma guerra no Golfo Pérsico, porque subiu o petróleo, subiu gasolina, subiu subiu tudo. Então ele tem que estar muito bem preparado para, se for o caso, dar uma medida eh emergencial, né? e deixar claro de que ele não é culpa do governo, mas ele precisa estar fazendo alguma coisa sobre isso no momento, se isso vier acontecer, tanto uma nova rodada de conflitos no Oriente Médio, subindo o preço do petróleo, quanto também questões climáticas com o Euninho, que vai vir aí nesses daqui pra eleição, inclusive. >> Perfeitamente, minha querida.
¶98Eh, Sila, qual é a curva do Flávio que você quer ver? A gente tem um pedaço da pesquisa que é muito sobre rejeição, mas tem aquela que é do confronto direto com o Lula. >> É só pra gente não deixar de comentar ambas, né? Eu acho que é importante olhar, sempre lembrando, gente, que a gente faz a pergunta do segundo turno, mas é bastante difícil pro eleitor hoje pensar num segundo turno. A gente tá pedindo para ele fazer um exercício eh bastante eh difícil mesmo, né?
¶99Humum. >> No entanto, como a gente tem uma eleição polarizada, se a gente for olhar depois, e você assinante ou você que entra no canal meio, pode olhar isso eh com muitos detalhes, vocês vão ver que os candidatos de oposição eles crescem nessa nesse exercício do segundo turno, justamente porque eles se acomodam ali no antipetismo. Então eles vão, né? Então quero votar contra o Lula, quero votar contra o Lula, a candidata é a Débora. Vou votar na Débora.
¶100Não sei quem é a Débora, mas ela deve ser melhor do que ele, >> então. E ela é muito boa >> e reflete muito a questão da desaprovação, que é tipo, tá muito ruim, preciso tirar esse homem, não espa. Exatamente. >> Eh, então, eh, mas assim, voltando pra curva do Flávio, o que que acontece com o Flávio? É importante também a gente lembrar que o Flávio tem um sobrenome muito conhecido, mas um nome desconhecido.
¶101As pessoas não sabem ainda quem é o Flávio. Elas só sabem que ele é o filho do Bolsonaro, que ele é o candidato da direita e, portanto, se eu sou contra o governo, eu vou votar nele. É, no entanto, quando acontecem denúncias, como foi a do áudio do Vorcário, quando acontecem brigas com mulheres, que já é um lugar de dificuldade pro Flávia e teve a briga com a Michele, o eleitor abandona ele com maior facilidade, porque ah, eu escolhi, mas eu não sabia bem, agora eu fiquei sabendo, não quero mais, >> né? Então é isso que o Flávio tá sofrendo nessa curva que a gente olha dele. Então ele vai depender muito da capacidade da campanha dele de organizar eh esse discurso, né?
¶102A campanha dele que a gente sabe que teve muita dificuldade nesse período, enquanto que a campanha do Lula se acertou, né? O Palácio Planalto acertou ali a comunicação, os apoios, eh uma série de questões, enquanto que a campanha do Flávio veio sofrendo ali, seja com falta de apoio político, seja com substituições na comunicação, seja com uma não decisão ali sobre estratégia. Então ele é uma campanha errática, né, que uma hora ela é moderada, outra hora ela é radical, uma hora ela fala com as mulheres, >> ela é muito interativa, né, muito ali no calor do momento que eles vão ajustando e >> exatamente e que eu acho que Jair fazia isso, né? Mas Jair fazia isso com outro num outro momento que era um momento de Lava-Jato, num numa outra personalidade ali que eu diria, vou chamar aqui de autenticidade, né? Para um lado, um outro radicalismo e tudo.
¶103A campanha do Flávio, eu entendo que para ela vencer, ela vai ter que ser uma campanha profissional, não é uma campanha que, né, improvisa. Então eu vou vou convidar a gente a olhar dois dados da pesquisa e aí analisar esses dados. eh a partir da escolha do vice do Flávio Bolsonaro de hoje, eh apresentado Alfredo Gaspar, que é um deputado federal por Alagoas e que ah foi a foi pegou todo mundo de surpresa. Eu não vi ninguém aventar este nome, mas nem lateralmente, nem em boteco, nem em Realmente é uma coisa, >> não, todo mundo teve que botar no Google o nome do homem. Ah, a curva dele do Google hoje deve tá, >> deve tá, deve tá.
¶104Então, inclusive, Miriam Clark, vamos fazer um corte eh sobre este pedaço da do nosso central meio, porque eu vou contar um pouquinho rapidamente quem é Alfredo Gaspar >> pro nosso público, porque sim, eu conheço Alfredo Gaspar de outros carnavais. >> Ó lá, ó lá, ó lá. Passou o carnaval em Alagoas? >> Não, em Brasília, né, meu amor? >> Quem já morou em Brasília conhece.
¶105que eu vi a Flávia pulando carnaval em Maceió. >> Não, eu fui pra Alagoa. Você sabe que antes de entrar no meio, eu tirei uma semana de férias sozinha para me preparar para este desafio de entrar no meio, mas na verdade porque eu vinha de 5 anos sem férias >> e para pesquisar o vice do Flávioando. Ela sabe que vocês vão escrever. Previsão.
¶106Exatamente. Desculpa, minha querida, mas vamos lá. Olha, e a gente vai contar um pouquinho melhor quem é o Alberto, Alfredo Gaspar, mas a primeira coisa que eu quero mostrar é a página 46, por favor, querido Marco, que é a que vai mostrar como é que está a intenção de voto em segundo turno por gênero, tá? Então esta a gente vê aqui que a intenção de votos entre os homens, o Flávio Bolsonaro vai bem melhor. Eh, é uma vantagem expressiva ali, fora de margem de erro.
¶10752.2 a 41.5, tá? E inclusive índice de não sabe e índice de branco e nulo é baixo, né? Eh, entre mulheres aí a coisa muda um pouco de figura. O Lula tem também uma vantagem expressiva, só que ela é bastante mais expressiva eh do que a do Flávio com os homens, tá? Então, aparecem ali eh 55% de mulheres dizendo que vão pretendem votar em Lula, 34,5 eh de Flávio.
¶108Eu vou most eh pegar aqui no meu WhatsApp, essa não está pro nosso queridíssimo Marco botar no na em tela, mas o Pedro Dória, que não está conosco hoje, porém está trabalhando insanamente e é um parado por pesquisas, >> mandou só aqui rapidinho pra gente eh acompanhar. tem em mente que eh este gap entre as intenções de voto de mulheres e para Flávio e para Lula já foi em maio de dois pontos, pulou para cinco, depois para 13 e agora está em 16. Então, eh, isso assim é algo que eh isso pensando, ele ele fez essa essa régua no primeiro turno estimulado, tá gente? Por isso que o número tá diferente, mas ainda assim eh é representativo eh de como entre mulheres o apoio do Flávio foi diluindo consistentemente. Ele segue caindo, não é só que ele não recupera, ele continua em queda.
¶109E isso é um dos dados que eu quero eh falar. O segundo, antes da gente mergulhar na escolha, é o sobre a corrupção como um tema importante nesta eleição. Então é na página 62, Marco, por favor. E a gente perguntou então qual deve ser a prioridade do próximo presidente da República e acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos aparece no topo das prioridades com 33,1%. Em seguida, aparece melhorar a saúde, a educação e outros serviços básicos e fazer a economia funcionar melhor.
¶110No quarto lugar da nossa sondagem aparece segurança pública. Tudo isso para tentar traçar um cenário sobre a escolha de Alfredo Gaspar, Sila e Débora. Por quê? É óbvio, a gente fala desde o governo, desde o começo do governo Lula 3, que a segurança pública é uma fragilidade deste governo. Ele escolheu o ministro Flávio Dino para ser o seu primeiro ministro da justiça.
¶111O Flávio Dino, eu tive uma conversa, a gente aqui do meio teve uma conversa com ele logo que ele assumiu a pasta falando da dificuldade que ele sabia que ia encarar porque sabia que o campo da direita eh eh centralizaria fogo, né? Desculpe, sem trocar de intencional neste tema. Ele foi de fato convocado várias vezes ao Congresso a dar explicações sobre as medidas que tava tomando. E ele entendia também que um dos desafios daquela da pasta naquele momento, tô falando de 2023, logo depois do 8 de janeiro, era retomar, por exemplo, a confiança das polícias, o diálogo com as polícias, que são eh a rodoviária federal em particular ganhou muito esse caráter de ser muito alinhada ao bolsonarismo, mas as polícias militares, as forças de segurança em geral tendem a ser alinhadas ao campo da direita por natureza do bolsonarismo em particular. Então ele ele traçou esse cenário muito bem.
¶112É um campo de dificuldade. Uma das poucas vitórias de Flávio Bolsonaro nesta campanha tão atribulada foi justamente aquele momento, pelo menos discursivamente, tá gente? uma vitória que não tô falando do mérito, mas uma vitória política, eleitoral, que foi usada como uma vitória em seu discurso. Foi o momento em que o governo de Donald Trump eh elevou, por assim dizer, a categoria de PCC e Comando Vermelho para organizações terroristas. Isso foi tratado pelo campo bolsonarista como uma vitória e foi e é e é constantemente levantado, acionado para falar de como nós entendemos o combate a à criminalidade, a mais do que isso.
¶113Cola no governo é a peixa de que não leva a criminalidade a sério, de que passa pano para bandido. >> Exatamente. Mais do que no governo, no próprio Lula. Eh, vira e mexe o discurso de redes é para associar o Lula ao próprio tráfego, como se ele mesmo fosse um membro. Às vezes nem só é isso, às vezes é o que eu sempre lembro de uma pessoa que falou, né?
¶114Às vezes o meu problema, a pessoa falou assim: "Meu problema não é com Lula, é aquele entorno, >> isso >> é aquele é o entorno, né, dos partidos, das figuras. Isso. Isso. O o pacote inteiro ali é ideológico. >> E aí, eh, soma-se a isso.
¶115Então, eh é um, o Flávio Bolsonaro tem mais naturalidade para falar sobre segurança pública do que sobre qualquer outro assunto da coalizão bolsonarista. é o assunto em que ele se formou político. Eh, a é a fileira, é a como é que se a raia em que ele em que ele nada, em que ele corre, porque ele a a carreira política dele, além de ser filho do Bolsonaro, sempre foi de do discurso pró eh segura, né, de combate à criminalidade, de mais recursos para carreira de policial e etc. inclusive esbarrando nas questões ali com milicianos que ele fez homenagens eh a figuras, enfim, como o próprio Adriano, qual que é o sobrenome do Adriano, gente? Da Nóbrega.
¶116Adriano da Nóbrega. >> Isso. >> E ela fala que ela tá com dificuldades cognitivas. >> Isso é uma das caixinhas. Isso é uma das caixinhas, né, Sila e Débora?
¶117Aí vem a outra caixinha que é a corrupção, que é INSS. que o Alfredo Gaspar foi eh um dos membros mais ele foi relator, né? Eu creio que sim. >> Eh, vou vou até checar se é relator, porque o presidente não, o presidente era o Carlos Viana, eu acho que ele era o relator ou ele era vice-presidente, enfim, vou pegar certinho, mas ele teve um cargo importante na CPMI do INSS e explorar o caso INSS/Linha, porque embora tenha pedaços dos escândalos do Lulinha, relator mesmo, tá? relacionou.
¶118Diga, relator. Obrigada, querida. Vem, vem, vem pro papo. Vem pro papo. >> Explorar isso é um trunfo para o eh para qualquer candidatura eh de oposição ao Lula, né?
¶119Então, é óbvio que neste sentido o Alfredo Gaspar pode agregar. Agora eu juro que eu vou encerrar para passar a palavra para vocês. O que eu fico pensando para iniciar o debate sobre essa escolha é que primeiro acionar a chave da corrupção pro Flávio, para qualquer outro candidato da direita, funciona relativamente bem. Para Flávio Bolsonaro é um problema, porque ele próprio tem uma um teto de vidro com relação a isso, com investigações correndo neste momento. Não tô nem falando de rachadinha e e Copenhagen, eu tô falando das atuais, né?
¶120Então tem ele ele tá com um audio do Vorcaro no Supremo Tribunal Federal. Isso é uma coisa. A segunda coisa é que a pauta do Alfredo Gaspar de combate à criminalidade passa pela bancada da bala. passa pelo por questões que não são um discurso que as mulheres recebem tão bem. Elas querem mais segurança pública, todas nós queremos mais segurança pública, mas não necessariamente pela via da da dureza do combate assim, né, de de água, >> ou do enfrentamento direto, melhorum.
¶121Sem contar que, enfim, ele ensaiou um discurso de meia hora sobre todas as mulheres que foram eh sugeridas para ser sua vice e apresenta um homem. Eh, enfim, é um atestado do de um fracasso na articulação por uma vice-mulher, a meu ver, mas já falei bastante por >> uma articulação por um vice ponto também, né? >> Exato. >> Então, gente, >> Sila e Débora. Não, é, eu queria queria só trazer uma uma impressão sobre isso, porque a gente eh em alguns centrais anteriores aqui eh falou já a respeito dessa dessa dificuldade do Flávio com as mulheres e, eh, se não me engano foi na semana passada que eu já tô com uma noção de tempo um pouco alterada também por causa da da proximidade da eleição.
¶122a gente falou sobre uma uma movimentação das redes bolsonaristas eh de ataque ao Renan Santos, porque haveria ali um temor desse roubo da base bolsonarista do eleitorado, né? Então, que esse ataque faria sentido não só para manter eh uma briga funcionando ali nas redes, que aí eu acho que funciona tanto eh pros bolsonaristas quanto para para pros eleitores do RENAN, né, do manter os dois candidatos em evidência e brigando e tal. Isso aconteceu por algum tempo. Eh, mas eu fico na dúvida se eles não simplesmente desistiram do eleitorado feminino e tão com foco eh nesse eleitorado bolsonarista que pode ir para o Renan e que talvez eles tenham um receio de que vá para o Renan, porque realmente assim não nem a Júlia Zanata estaria disponível, sabe? Seria uma vice possível e seria uma mulher, talvez fosse uma uma alternativa eh melhor, né?
¶123Eh, me parece que eles simplesmente desistiram. E aí tem a informação, a nossa Júlia Kequia tava hoje no anúncio do vice também e observou que a Michele não compareceu. Então, a participação dela na campanha, pelo que a gente vem eh observando, deve deve ser reduzida, deve ser bastante tímida para dizer o mínimo, né? Apesar daquele pedido de desculpas que foi veiculado. Eh, desculpa.
¶124O quê? >> Não, >> perdão, eu liguei o som sem querer. >> Não. Ah, tá. Eh, a participação dela deve ser bastante tímida, pelo que a gente vem observando, né?
¶125É claro que no fim de semana ela alegou razões médicas e foi internada com cefaleia, não compareceu ao primeiro evento em que ela seria vista pessoalmente ao lado do Flávio, que foi a Convenção Regional em Brasília. Agora ela também não foi ao anúncio do vice, então assim, ela fez aquele vídeo perdoando que foi eh exibido no lançamento da campanha do Flávio, mas até agora ela não se aproximou da campanha também. E aí eu fico pensando se eles não olharam para tudo isso e falaram: "É, gente, com mulher a gente não vai falar mesmo, então >> então deixa, deixa também não quero mais." Deixa lá pra próxima. >> É. Então, no campo da direita se abre aí uma oportunidade grande pros outros candidatos, né?
¶126Eh, acho que sobretudo talvez o Caiado, que teve uma atuação na área da saúde, eh, nessa parte de política pública, eh, tem tentado coisas de política social, é uma coisa que que nem ele mesmo explora, que eu acho estranho, ele tem uma um projeto de política social que dá dinheiro para pequenos empreendedores, que dá formação, sobretudo para mulheres, inclusive. E é uma coisa que eles poderiam estar explorando mais e eu não vejo os outros candidatos também brigando por esse eleitorado, né? O Reinan Santos tem uma o MBL, né? E o Bissão tem uma dificuldade histórica com mulheres, tanto que tem uma mulher de destaque hoje na nas fileiras ali que é a Amanda Petoras, que é vereadora, né? >> Uhum.
¶127>> Aqui em São Paulo e só assim. Eh, então acho que se abre uma avenida, se eles quiserem disputar esse eleitorado das mulheres de conservadoras, porque eu acho que tanto eh que acho que eu concordo com a tua leitura que o Flávio tá com cara que desistiu. >> E você, Sila? >> É bom. Eh, começando aí por essa questão das mulheres, vamos lembrar aqui que o eleitor eh tradicional padrão do Jair Bolsonaro lá em 18 era um eleitorado masculino, né?
¶128Depois ele ganhou a eleição com as mulheres também no segundo turno. Eh, no entanto, na pandemia ele perdeu as mulheres de novo, né, por conta da administração da pandemia. Esse eleitorado ele foi pro Lula, na minha visão, muito por exclusão, não é? Porque não teve também no governo Lula alguma coisa que tenha dito para as mulheres uau, é um governo que prioriza as mulheres, não teve nesse governo isso. No entanto, desde o início do ano, ele passou a investir aí na pauta do feminicídio como uma forma de se colocar nessa questão da segurança especificamente com as mulheres.
¶129Esse é um problema grave, é uma epidemia de feminicídio, mas é um problema também agendado pelo governo. o governo passa a falar disso cada vez mais e mais e a se posicionar nisso. Então, eh, o presidente Lula se coloca ali ao lado das mulheres, especialmente na questão do feminicídio, porque quando a gente olha a convenção do presidente Lula, também não tinha mulheres falando, né? Ele teve que chamar lá a mulher dele para falar. Então, não é que em nenhuma campanha aí as mulheres estão eh como destaque, né?
¶130Então, primeiro vamos deixar isso claro. Eh, eu tendo a concordar com a Luía de que o Flávio que se colocou, né? E aí, voltando aí pra tabela do Pedro, Flávio, >> Flávia, o Flávio se colocou como um candidato moderado quando ele se lançou, então era o candidato que tomou vacina, que tem duas filhas mulheres, ele tava esse fofo, né? pai de pai de menina, >> pai de menina. Ele tava nesse caminho.
¶131E aí ele começa ultimamente a radicalizar em várias frentes, não é? E aí eu acho que tem uma opção de fato da campanha. Veja, vamos também eh dar um passo atrás aqui para lembrar como é que os Bolsonaro escolhem candidato a vice, né, gente? Também a lógica é completamente diferente do que a gente vê em outras candidaturas. Isso aconteceu em 18, isso aconteceu em 22, foi sempre na 11ª hora e foi sempre por motivos que não eram eleitorais, né?
¶132Na última foi por um medo de impeachman, né? Quer dizer, até hoje a gente fala que se ele tivesse escolhido Teresa Cristina, talvez ele tivesse ganho a eleição ao invés de escolher um militar. Então as decisões ali também são. >> É muito a chave da lealdade, né? Acho que sobretudo >> tem uma questão de lealdade, tem uma questão de resolver um problema imediato, né?
¶133Então, me parece que essa escolha é um problema imediato. Quer dizer, a questão do INSS, ela vai e do Lulinha e do Marcola, assessor do Lula, vai crescendo no noticiário. Então, vamos atacar isso. Pronto, vai ser o nosso assunto eh de campanha vai ser esse. Mais eh aquilo que eu falei no começo do programa hoje, a questão da segurança de você importar essa história de o Salvador, eu acho que tá na cabeça deles, porque em vários outros países do continente teve uma vitória atribuída a isso.
¶134Então eu vejo eles indo também para essa questão muito mais radical na área da segurança. Quando a gente fala em corrupção, a gente tem bala trocada aí, né, como a Flávia eh citou. Eh, e eu tenho um pouco de eh assim, eh, a corrupção, a preocupação com corrupção, ela sempre cresce em governos do PT desde o men salão, porque, enfim, tem uma parcela do eleitorado que, eh, atribui culpa a corrupção mais ao PT do que a outros partidos. Eh, no entanto, dessa vez, eh, eu acho que o presidente Lula, quem vota no presidente Lula, e quando eu escuto pesquisa qualitativa, vota apesar disso, né? Não, eu sei que tem esses problemas, etc e tal, mas eu quero votar, >> sobretudo no eleitorado do Nordeste, eu tenho essa impressão.
¶135Eh, Sila, >> é, eu diria que é é meio geral. É, eu já sei que tem esses problemas, tal, teve corrupção, teve isso, teve aquilo, mas para minha vida ele é melhor. Eu acredito mais nos projetos dele, na área social, nisso, naquilo. Então, eh, passa um pouco de pano, né? Vamos usar essa expressão, mas eu diria que já tá precificado pro eleitor, não é uma novidade pro eleitor que haja algum tema de corrupção envolvendo o PT, enquanto que pro Flávio foi ao contrário.
¶136Quando apareceu um tema de corrupção diretamente no candidato, isso fez ele perder votos. Então, acho que são questões diferentes, mas me parece que a estratégia eh atual, né, porque como a gente fala, a campanha do Flávio já foi bastante errática, já foi para um lado e pro outro, mas a estratégia de embocadura de entrada no horário eleitoral nesse momento é essa, é a segurança, é uma campanha masculina, é uma campanha de, como é que fala? Tiro, porrada e bomba, né? É uma campanha eh a Jair em 18. >> Uhum.
¶137>> Agora, será que o eleitor de 26 tá em busca disso? >> Eu queria apresentar alguns dos passivos que o eh Alfredo Gaspar traz paraa campanha. >> Isso. Conta pra gente quem é o Alfredo Gaspar. Eu acho que assim, eh, ele é um deputado de primeiro mandato, mas ele tem uma uma carreira bastante longa na promotoria pública de Alagoas.
¶138ele foi coordenador eh de um dos grupos de combate ao crime organizado. Isso tudo formula ali esse currículo de alguém que vem então na chave da segurança e da ordem, né, neste sentido, eh, e é um parlamentar do Nordeste, que é onde eh Flávio Bolsonaro também apresenta os seus indicadores mais eh baixos de intenção de voto até aqui, né? É um reduto historicamente eh do Lula. Agora, apesar disso, ele os passivos que eu enxergo neste nome, além do amplo desconhecimento, que, né, assim, é diferente de você conseguir trazer um nome que já, >> né, por exemplo, já até claro que não tem idade, mas até um Nicolas Ferreira da vida, que é um que é deputado muito famoso, >> um parlamentar com um pouco mais de de projeção, né, coisas assim, >> ele tem eh duas questões. para começar pela por uma eh de essência política, puramente política.
¶139Ele foi aliado dos do Renan Calheiros até outro dia em Alago >> secretário de segurança, né? >> E aliado eh ele ele entra na política pelo MTB. >> Uhum. Eh, isso dentro dos bolsonaristas raiz, embora o Paulo Figueiredo já tenha exaltado a escolha, porque por que que a gente vai olhar o que que o Paulo Figueiredo tá dizendo? Não é porque, né, ele seja tão, né, a figura tão eh >> você não se inspira, >> uma leitura, né, sofisticada.
¶140É, não, não é por isso, mas ele funciona como porta-voz de um pedaço do bolsonarismo que eh pode sim alterar humores da base bolsonarista. Então, é por isso que a gente sempre dá uma olhadinha, como não foi um nome eh daqueles, não foi a Júlia Zanata, por exemplo, que o próprio Eduardo, né, que é o membro da família eh associado ao Paulo, mais diretamente associado ao Paulo Figueiredo, defendia. A gente vai lá dar uma olhadinha para ver como é que caiu, né, este nome neste pedacinho ali da do bolsonarismo. Ele elogiou principalmente porque Flávio não cedeu a pressão identitária de indicar uma mulher. Desculpa.
¶141Obrigada. >> Inclusive porque elas não sabem votar. Então, >> exato. Pelo menos ele é coerente, né? Isso não dá para dizer que ele não é.
¶142ele é muito coerente. >> Eu agradeço demais a espontaneidade da tua reação, porque é a que eu gostaria de ter feito também. Mas eh apesar disso, eh também conhecendo este mesmo campo, as pessoas pensam na lealdade e na no bolsonarismo raiz como uma virtude. Alfredo Gaspar não é um bolsonarista raiz, eh, e a lealdade dele está agora posta à prova. politicamente ainda, ele tava com intenções de voto para senador em Alagoas eh bastante expressivas, embora a gente saiba que pesquisa de opinião sobre intenção de voto para Senado a esta altura, >> ainda mais com duas vagas, né?
¶143>> Seja eh não seja assim, né? 100%, né? de nossa, então tu tava eleito, não é isso, mas havia um clima favorável, >> estava competitivo e havia um clima favorável ao seu nome e poderia representar um mais um parlamentar de direita no Senado, que é um dos objetivos ali do campo, e palanque pro Flávio Bolsonaro por lá. Então, eh, isso também enfraquece do ponto de vista, eh, ainda político, mas aí já entrando, eh, numa seara mais, eh, político-policial, o Alfredo Gaspar é investigado por desvio de emenda parlamentar, 6 milhões de desvio. E isso ele tá sendo investigado ainda, mas é óbvio que este é um tema que vai ser muito explorado nas campanhas, inclusive porque o próprio Lula já se já disse que o um na convenção do PT em que se lança candidato, ele falou: "Eu vou paraa briga".
¶144Ele fala que se for eleito, mas é óbvio que isso vai ser explorado ao longo da campanha, eu vou paraa briga por emendas parlamentares. O ministro do Supremo Tribunal Federal responsável por esses inquéritos é Flávio Dino, então também e que tem apresentado as suas armas aí neste sentido. E por fim, eu deixei por último, não foi à toa. E o o Alfredo Gaspar é investigado eh por estupro de vulnerável. >> Chura.
¶145>> Sim. Então, e veja, eh, esta, eh, esta iso, este caso veio à tona num cenário muito típico de, eh, Brasília 2025,26, tá? Tô contando como ele veio à tona. No dia em que o relatório da CPMI do INSS estava votando o indiciamento das pessoas apontadas, veja, a CPMI não indicia ninguém, né? Sugere indiciamento pro Ministério Público.
¶146Mas >> no dia que estavam votando o relatório que pedia, que sugeria o indiciamento de uma série de pessoas, inclusive Lulinha, a senadora Soraia Tronique e o deputado Lindberg Farias gritaram: "Eh, estuprador, estuprador! Então, foi neste cenário que este caso veio à tona. No dia seguinte, Alfredo Gaspar faz um vídeo eh apresentando um teste de DNA. A pessoa, a criança em questão tinha era uma garota de 13 anos que engravidou. E ele apresenta então um teste de DNA desta criança e esta moça que hoje já não é mais uma criança, eh dizendo que o filho não era dele e sim de um primo dele, fruto de uma relação consensual.
¶147Lembrando que não existe relação consensual eh paraa lei com eh ninguém menor de 14 anos, certo? E suposto isso ainda, este caso não foi resolvido, ele ainda está em investigação. Eh, a uma eh uma a justiça eh lá de Alagoas ainda está lidando com isso. Este caso também o o Alfredo Gaspar processa também a Soraia e o Lindberg por calúnia. Ele segue sendo investigado.
¶148O argumento da esquerda é de que eh como ele manda na justiça de Alagoas, veja, tô falando do argumento da esquerda, não tô falando do que tá nos autos, nada disso, mas como ele manda na Justiça de Alagoas, este exame de DNA pode muito bem ter sido forjado e etc, o embrolho está posto independentemente do que a justiça vai provar, eh, enfim, ou do que ele vai provar, do que se ele vai ser condenado ou não, numa corrida eleitoral que tem agora agora praticamente 50 dias em que o candidato da da cabeça de chapa, que é o Flávio Bolsonaro, enfrenta imensa dificuldade com as mulheres. E aí, gente, não importa porque são a maioria dos eleitores, >> era exatamente a frase que vinha. Imagina, por favor, que eu já eu tô falando mais que o rádio, é a maioria do eleitorado. Não importa se são mulheres conservadoras, de esquerda, indecisas, eh, as mulheres são multifacetadas e estão de olho em assuntos que se não vão definir o seu voto, talvez ela fale assim: "Não, isso daí nem tá provado ainda, é mentira". Não, não faz bem aos ouvidos ouvir falar de um vice, a não sei para quem é bolsonarista muito radical, que aí acha que é tudo mentira para pr Mas não são esses que estão em disputa.
¶149o que você tá colocando agora, quero pegar esse teu ponto, eh, sobre quem quem já é bolsonarista e tudo, é para dizer que a gente tem que ter clareza e a gente fala aqui desde da nossa primeira pesquisa de que essa vai ser uma eleição disputada voto a voto e que o eleitor em disputa a maioria são mulheres. Então, mais do que a maioria do eleitorado ser feminino, o eleitorado em disputa é majoritariamente feminino. Eu tô falando aqui de 69% de mulheres naqueles 3, 4% que a gente sempre repete aqui, que é o eleitorado em disputa, que é esse eleitorado a partidário, que já votou em Jair Bolsonaro, já votou no presidente Lula e hoje não está refratário aos dois candidatos. Então esse é o eleitorado em disputa com quem o presidente Lula tem falado quando ele fala de feminicídio, quando a campanha dele tenta abordar esses temas, ele tá procurando atrair esse eleitorado. Então isso que você traz, Flávia, é bastante eh eu diria que no mínimo perigoso para a campanha do Flávio Bolsonaro nesse, enfim, nessa tentativa de conversar com o eleitor que é de fato indeciso.
¶150>> Isso. E aí, apenas para acrescentar a informação de nossa queridíssima Júlia Kéquia, intrépida, que não para de apurar, não para de entregar informação pra gente, em que pé que a coisa tá, eh, o processo, este processo está, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal para abrir um inquérito sobre essa acusação de estupro de vulnerável, porque como deputado federal ele tem prerrogativa de foro. Então, este caso subiu. O relator do caso no Supremo é o ministro Gilmar Mendes. O Gilmar Mendes pediu manifestação da PGR e o caso está parado desde então.
¶151Então >> estava, >> veja, eh aí eh tudo tudo pode acontecer inclusive nada, né? Então >> ex pode acontecer inclusive nada. A gente pode estar diante de um cenário em que Gilmar Mendes faz a coisa andar, como pode falar: "Não, não, eu tô fora dessa briga, deixa a coisa, já esperamos até agora". Não sei, realmente é essa parte não dá para prever o que que pode acontecer, mas eu acho que a tua descrição foi perfeita politicamente. Não é só que ele talvez não agregue muita coisa, né?
¶152Porque o discurso de anticorrupção e o discurso anticriminalidade tem alguns efeitos. São discursos importantes neste ciclo. Ninguém aqui tá falando que isso não é importante. Pelo amor, vai ser importante sim. O Lula tem um problemaço na sua antesala.
¶153Marcola, o ex-assessor, pediu para sair da campanha hoje e vai ter que dar explicação pra Polícia Federal. >> É. Esse apelido que sempre para quem já lidou com Palácio Planalto, já lidou com o Lula, né? A gente que é da política já era um pouco esquisito, mas a gente sabia de que se tratava. Paraa opinião pública não pode ser um apelido pior, né?
¶154>> Não. É, é, é, é, é inacreditável, porque a gente fala muito dos erros da campanha de Jair Bolsonaro, mas >> não, mas é que esse é o apelido do sujeito, tipo, >> é, exatamente, >> não é? Mas veja, ele eh ele >> ele deve ser o apelido dele antes da existência do Marcola como Marcola. Não sei. >> Ele é jovem.
¶155Eu desconfio que não se é porque ele é Marco Aurélio. O nome dele é Marco Aurélio, mas que é um apelido normal que eu quero dizer que não é assim, não é prerrogativa do Marco, >> não é marca registrada, isso que eu quero dizer. O problema é ele ter ficado tão em evidência no noticiário, né, com esse apelido. O problema não é nem o apelido, que não era para ele aparecer o povo. É piada.
¶156Pronto, né? Isso se chama, né? >> Exatamente. Então assim, o presidente Lula tem um problemaço para lidar com INSS, >> como inclusive o apelido do Lulinha, né? Porque que >> que não é que diz que >> não é apelido dele, mas >> que não é o apelido dele, que ninguém no petismo chama ele assim, eh, e tal.
¶157Todo mundo chama de Fábio, mas todo mundo chama ele de Lulinha, porque isso aí não vai ter jeito. >> Isso é isso. Então, e o presidente Lula hoje a gente olhando pra nossa pesquisa mesmo, pro dado sobre corrupção, é, você descreveu super bem, né, Sila, que como tem gente que já associa a corrupção ao Lula de saída. >> É, mas bom não é. >> Mas o fato de que tá na antessala dessa maneira, o cara já não tava mais na antessala.
¶158a agora duas semanas, mas estava dentro da campanha e só não estava na antessala porque pelo menos é o que se reporta nos bastidor sobre os bastidores, é que a campanha ficou sabendo do tal empréstimo e o realocou conforme a coisa veio à tona, se desligou. Ele se desligou da campanha. >> É. É. Não.
¶159E é um assessor tão importante, gente. A gente tem que lembrar que é mais que isso, Flávia, porque a gente tem que lembrar que o presidente Lula não tem celular, >> né? >> Uhum. Eh, e o Marcola era a pessoa que ligava paraas pessoas, que conversava com as pessoas em nome dele nesse sentido, né, de ser o braço. Tanto é a Janja em casa quanto era o Marcola eh no >> no expediente, né, >> no expediente.
¶160Então, é uma pessoa muito conhecida e muito íntima, né, no sentido eh do dos trâmites todos. Então, é complicado essa pessoa eh ser investigada, né? Exatamente. Então assim, eh, ninguém aqui a pesquisa para pra gente começar a amarrar aqui tudo que foi dito, porque foi coisa para caramba. O >> que a gente tem que esperar é saber o que que vem de assim, porque tem uma boataria muito grande em Brasília desde sempre de que tem mais casos de corrupção ligados a Flávio, né?
¶161Como Flávio não contou três semanas antes, como Marcola, que aconteceu Dark Horse, vamos ver se agora a campanha dele eh tá vai est preparada para eventuais denúncias que venham nesse sentido. >> É, corrupçores, eu não sei se eles estão preparados, mas sobre os outras outras coisas que podem vir sua de conduta pessoal, eh, disseram que estão preparados já. Então, >> é, é, não, minimamente tem que estar preparados. Eu acho que a, enfim, a mudança ali da comunicação, ela tem uma vantagem, não vou nem fazer juízo de valor aqui de competência, né? Não vou criticar >> eh colegas, né?
¶162Eh, não por nada, mas porque eu acho que cada um tem o seu eh o seu contexto ali de como pode atuar. Uhum. >> Mas o profissional que entrou agora, que é o Duda Lima, ele tem ele tinha a resistência ali de alguns eh setores por conta do resultado, especialmente da campanha eh de não reeleição, mas ele tem uma intimidade, ele tem uma força ali, é, para poder organizar eh o todo esse enredo dessa grande escola de samba que entra na avenida a partir de 15 de agosto. Então isso pode ajudar eh a a essas respostas, tudo isso. Gente, agora começa a campanha.
¶163Agora tudo isso que a gente tá falando aqui é parte do que a gente chama de campanha. Então quando a gente fala muito antes de eleição a partir de dados, o que a gente tá falando aqui é da agenda da sociedade, que ela é fundamental para a eleição de qualquer candidato, né? o que que a sociedade quer. Depois tem a campanha e a campanha tem a sua, apesar dela ser muito curta, ela tem a sua dinâmica e hoje com as redes sociais, com o tamanho do impacto que as notícias têm, ela tem chance sim de mudar os votos de um lado para o outro. No entanto, né, você queria resumir, Flávio, o que a gente tem aqui é um Flávio consolidado e um Lula consolidado, apesar de todos esses temas eh que a gente trouxe aqui para a discussão.
¶164>> Muitíssimo bem. E você, minha Débora Bizaria, >> me colocar depois da Sila, é maldade, né? resumiu tudo, >> não? Todo mundo brilhou, todo mundo brilhando nessa bancada hoje. Meninas, muito, muito obrigada pela presença de vocês aqui neste dia tão quente, tão cheio de informação, de notícia e mulher na política, né, a gente, porque a gente tem uma candidata só, >> não tem candidatas competitivas e não vai ter vices também.
¶165Não que eu considero, eu já falei isso aqui antes, que uma candidata vice mulher resolveria o problema do Flávio com as mulheres, não é sobre isso, mas é sempre umeno, é um aceno e principalmente que foi criada essa expectativa. Então ele vai ter que lidar agora com a consequência de ter afirmado que ele queria uma mulher. Não foi ninguém que afirmou por ele, foi ele mesmo. E olha, gente, honestamente, quem não viu o vídeo do anúncio, eu e é junk, né, de notícia. >> É sério que você vai sugerir?
¶166Eu sugiro, sugere um filme, uma peça. >> Eu também sugiro isso. É que eu não tenho visto nada, né? Só tem gente política. V interalha maravilhoso.
¶167Todo mundo tem que ver. Vou sugerir aqui uma peça maravilhosa, tá no Teatro Vivo, no espetáculo com a Drica Loques. >> Ah, eu tô querendo ver mesmo. >> Vão. >> Ah, nem vou falar então >> não fala, desculpa depois dessa Drica Lopes que eu vou falar.
¶168Não, eu só ia falar que assim para alguém que tá que fez justamente esse histórico, que ensaiou, fez balão de ensaio sobre tantas possibilidades de vice mulher, e eu concordo com você que não não é uma questão assim eh numérica e nem decorativa, nem performativa. Eu eu não tô interessada numa mulher que esteja ali só para fazer figuração eh na chapa. Eu não, eu não tenho qualquer em nenhuma chapa, em nenhum cargo, nenhum interesse nesse tipo de representatividade figurativa, nada. Agora, o fato de que não há nenhuma e nenhuma chapa neste ano, a, sabe, nós, primeiro, nós estamos no século XX, 2026, não é uma coisa assim que nossa acordamos e de repente estamos falando de ter mulheres na política. Não, segundo, somos maioria do eleitorado e a presença de uma mulher na política que não seja só decorativa coloca o ponto de vista político feminino dentro do debate.
¶169Se não estamos lá, estão falando sobre nós, porque não vão deixar de falar sobre nós. >> Tem evidência disso, Flávia. Eh, foi feito um estudo da minha chefe, Mor, a Estter do Flu, na B de Economia, em que em vários países, quando você incluiu, né, mulheres, principalmente conselhos, principalmente mais próximo da política pública, conselhos municipais e tudo. Então, acho que para além dessa eleição na próxima, é bem importante ficar de olho nisso para prefeito, vice-prefeito, vereador, enfim, eh melhora muito as políticas, a a qualidade das políticas públicas que têm o alvo, eh, principal à mulheres, mas as famílias, melhorou muito quando você incluiu mulheres além dos conselhos municipais. Então você tem evidência científica de que isso de fato influencia, não é só, ah, a gente quer ver, >> não é só o lugar de fala, identitário, vazio, esvaziado.
¶170Existe realmente um sentido dessas mulheres estarem lá falando sobre política para mulheres, sobre mulheres, porque se se a gente não falar, eles vão falar por nós e vão decidir coisas. E isso serve tanto para mulheres progressistas quanto para mulheres conservadoras. Eh, se for um monte de homem progressista, eles vão decidir coisas que as mulheres progressistas eh conservadoras não querem e vice-versa. E às vezes, inclusive homem progressista falando bobagem sobre a vida de mulher progressista e vice-versa. Então assim, não é não é um tema, não é um recorte ideológico, não é nem puramente de gênero, é de vida real, de vida do da minha vida material na rua, do tipo de política que é feita para mim, para minha filha, eh, e e pros homens da minha família, mas pelo pelo meu ângulo.
¶171Aí eu ia fazer a sugestão das pessoas verem o discurso do Flávio, porque ali a desconexão com o mundo feminino é tão grande, é tão absurda, que embora ele estivesse rodeado das mulheres que ele diz que instruem, que ensinam para ele, nenhuma delas boa o suficiente para ser sua vice, aparentemente, ou pros seus partidos decidirem colocar na vice, mas todas muito professoras, eh, ele Primeiro, ele fala que aprende demais, mas então nenhuma delas foi a escolhida. E ele fala das, do quanto ele aprendeu sobre, por exemplo, a economia de cuidados a partir do que ele aprendeu com as mulheres. Eu vou, eu vou sim, porque a desconexão é muito grande. E ele fala, eu inclusive, porque a sobrecarga do cuidado com os idosos, por exemplo, e com a família cai sobre as mulheres. Eu inclusive tive duas filhas para garantir que tenha quem cuide de mim quando eu for velha.
¶172Ele falou isso? >> Eu tava tentando dizer e ela ela repetiu. Não tô acreditando que eu tô aqui nesse bancada. >> Ele falou isso textualmente, Silas e Débora Bizarr e Luía Silva. Eu prestei atenção >> numa tentativa de ser engraçadão e autêntico, igual o pai, que não, para mim não é nada engraçado, mas vocês entenderam o que eu tô querendo dizer, da fraquejada da filha, >> ele faz uma um gracejo sobre um dos temas que mais atormentam as mulheres de qualquer ideologia >> e de qualquer idade, né?
¶173de qualquer idade. As mulheres estão saturadas com o cuidado, >> exaustas, >> não é mesmo? Com o cuidado de outras mulheres, de crianças e de homens. A gente tá cansada, exausta. E aí a pessoa procura fazer, então assim, eh, >> e aí escolhe um vice que é investigado.
¶174Vou repetir aqui porque eu fui cobrada no chat como se eu não tivesse tomado todos os cuidados do mundo. Eu sempre tomo esse tipo de cuidado. O Alfredo Gaspar não está denunciado e nem condenado. Ele é investigado por estupro de vulnerável. O caso está correndo.
¶175A Polícia Federal pediu abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal e está sob a relatoria de Gilmar Mendes. Ainda não foi aberto a guarda posicionamento da PGR. Tá bom, gente? >> Não é isso? >> Muito obrigada.
¶176>> Eh, as duas e obrigada, Lu. >> Obrigada. Valeu, gente. Até a próxima. >> Obrigada, gente.
¶177Foi ótimo tá aqui com essa mulherada e ótimo a gente ter também mais uma rodada de pesquisa. É uma honra pra gente do Ideia tá aqui com no canal Meio de Verdade. >> A honra é nossa. Maravilha, gente. Obrigada.
¶178Até a próxima. >> Tchau. >> Central meio de hoje encerrado, galera. Uma ótima tarde para você. Se cuide, beba água e até amanhã.
¶179Tchau. Tchau. Elas estão se aproximando as eleições e aqui no meio você acompanha com dados de verdade sem depender de conteúdos pouco confiáveis nas redes sociais. Você sabe, né? A pesquisa meio ideia é uma das nossas bússulas.
¶180É a nossa pesquisa independente registrada no TSE, feita todo um mês em parceria com o Instituto Ideia. A edição de agosto traz o retrato mais atual da corrida. Quem é assinante premium recebe a pesquisa completa em primeira mão e ainda garante acesso a nossa plataforma interativa que permite o cruzamento da intenção de voto por região, por classe, por gênero, para comparar com as rodadas anteriores e ver com os próprios olhos o que que mudou de verdade a cada mês. Esse tipo de leitura, até pouco tempo atrás, só quem trabalhava dentro de um banco ou de um partido conseguia ter acesso. Agora tá disponível para quem assina o meio premium.
¶181Em um ano como esse, olha, vale o ouro.