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My Questions Angered This Protestant (Mature Content)

a tese

Trent Horn argumenta que a sola scriptura leva a uma "pobreza moral", pois o protestante coerente não consegue condenar atos que quase todos reconhecem como gravemente maus (sexo anal entre cônjuges, casamento com criança de 10 anos, masturbação), já que a Bíblia não os proíbe explicitamente; o interlocutor protestante Kelly Powers resiste, alegando consciência, lei natural e Romanos 14, sem conseguir citar capítulo e versículo.

aprofundar

talvez

porque o argumento de Horn (sola scriptura versus lei natural/coisas gravemente más não explícitas no texto) é uma objeção católica clássica e séria que renderia boa análise do Bruno, embora o formato provocador e o conteúdo sórdido dos exemplos comprometam parte do valor argumentativo.

O que foi dito

  • Horn contextualiza que, num debate anterior com Ryan (negod.net) sobre perda da salvação, perguntou de propósito se cônjuges que praticam sexo anal habitualmente ainda se salvam, e Ryan recusou-se a condenar o ato por não estar proibido na Bíblia, o que gerou protestos protestantes exigindo desculpas por “linguagem inapropriada” diante de crianças, coisa que Horn recusa comparando isso à hipocrisia de quem se incomoda mais com imagens de fetos abortados do que com o aborto em si.
  • Kelly Powers, apologista protestante que criticara Horn, recebe-o em seu programa; Horn inverte a dinâmica e passa a testar Powers com casos limite para expor a insuficiência moral da sola scriptura.
  • Horn pergunta se casar com prima em primeiro grau é errado; Powers admite que a Bíblia não proíbe (cita Jacó e Lia), e Horn contrasta com a posição católica, que trata isso como não ideal e sujeito a dispensa da Igreja, invocando o histórico canônico dos graus de parentesco e os “clusters familiares desordenados” das sociedades muçulmanas.
  • Horn escala os exemplos até o casamento e sexo anal de um adulto com uma “prima de 10 anos” em puberdade precoce, e desafia Powers a provar pela Bíblia que isso é pecado; Powers apela à consciência (Romanos 2, lei escrita no coração) e a Provérbios 14:12 e Juízes 21:25 (“cada um fazia o que era reto aos seus olhos”), mas Horn replica que isso é exatamente o subjetivismo que ele denuncia.
  • A discussão sobre linguagem gira em torno da acusação de Powers de que Horn foi vulgar; Horn distingue seu caso do de Jay Dyer, Andrew Wilson e Sam Shamoun (que ele critica não por profanidade, mas por serem abusivos e insultuosos), e defende sua “linguagem clínica” citando Ezequiel 23:20 (genitais como de jumentos) como prova de que a própria Escritura usa descrições gráficas.
  • Horn sustenta que sexo anal, masturbação e pornografia violam o desígnio de Deus para a sexualidade (os genitais não são “máquinas de orgasmo pessoal”) conhecível pela lei natural (Romanos 1), enquanto Powers insiste que Romanos 1 só fala de homem com homem e mulher com mulher, não de casais; ambos concordam que muitos protestantes e muitos católicos discordam de suas próprias posições, mas Horn observa que o catecismo dá ao católico um padrão objetivo que falta ao protestante.
  • Powers responde apelando repetidamente a Romanos 14 (“tudo o que não provém de fé é pecado”) e à consciência, e alega que não há registro histórico (Antigo Testamento, apóstolos, pais da igreja) de sexo anal entre cônjuges ser tratado como pecado; Horn contra-ataca dizendo que Crisóstomo e Clemente de Alexandria condenavam a contracepção, e que sexo anal e oral seriam entre os poucos métodos contraceptivos antigos, logo condenados desde antes do século XIII.
  • Quando Horn força o caso do homem de 30 anos com criança de 10, Powers acaba afirmando que é pecado (“tudo o que não é de fé é pecado”, consciência), mas admite não ter capítulo e versículo, o que Horn apresenta como concessão fatal: se algumas coisas gravemente pecaminosas não estão explícitas na Escritura e ainda assim são condenadas, então a sola scriptura deve ser rejeitada; Powers encerra pedindo respeito mútuo e Horn anuncia um episódio mais detalhado sobre o tema e propõe debate sobre o papado ou a suficiência da Escritura.

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