¶1Cora, Ronald, que falaremos hoje em Pedricora. >> Os americanos vão descobrir a delícia da reserva de informática. Pois é, gente. O Trump fez uma lei de informática lá. Não pode mais entrar coisa chinesa nos Estados Unidos, não.
¶2Roubou. Cora, agradeça você que gosta desses robôs aspiradores de pó. Eu também gosto. Por você ser brasileira. Imagina um Imagina só se você fosse americana que você ia viver num país que obriga que os aspiradores sejam fabricados lá para você poder comprar.
¶3>> Reserva de mercado. Já vivi com isso. >> Donald Trump inventou a lei da informática americana. Isso não é formidável. Ele não tem uma ideia boa nem por acaso.
¶4>> Isso é uma coisa que eu nunca imaginei. Mas o o o >> explica do começo para as pessoas entenderem do que que a gente tá rindo. O o o FCC, que é a Anatel americana, na verdade não é é o FCC, é, não é uma anatel americana que sabe quando você compra um celular que tem aquele selo da Natel dizendo que foi aprovado e tal, nos Estados Unidos tem o FCC. É e você tem que ter o selinho dizendo que aquele celular pode ser usado nos Estados Unidos. O FCC determinou que qualquer tipo de robô eh eh que funcione wireless caminhe pelo chão e seja manejado por software, precisa ter sido fabricado nos Estados Unidos a partir de agora.
¶5Os modelos que ainda existem podem ser vendidos, outros modelos não podem. Detalhe, nem os robôs das marcas americanas são fabricados nos Estados Unidos. >> Tem uma marca americana >> que é i Robot. Não, a não, a IR Robot hoje a a IR Robot que faz o rumba foi a inventora >> dos robôs aspiradores, mas a Robot faliu >> isso >> e hoje pertence à sua parceira, que era quem fabricava os robôs na China. Portanto, a Robot não é americana mais, aliás, em termos de fabricação nunca foi.
¶6É uma outra fábricazinha em Massachuts, só não sei onde que é uma fábrica pequena, mas é o único aspirador robô feito nos Estados Unidos, acho que chama métrica, alguma coisa assim. com o seguinte detalhe, tem mais componente, tem tantos componentes chineses na história que não pode qualificar como >> como americano. >> Como americano, quer dizer, ela é uma maquiadora, né? Uma montadora. >> É, é que nem as motos da Honda e da Yamarra que chegam todas as peças lá em Manaus e são montadas.
¶7>> É isso. São brasileiros e e são fabricados no Brasil, né? É isso. É exatamente isso. Então, os Estados Unidos, aliás, os Estados Unidos não tem uma indústria que dê conta das suas próprias necessidades.
¶8>> Não, não tem agora. >> E, aliás, em nenhum campo praticamente, >> mas eles decidiram essa regra e e por essa regra não vai ter robô. Agora, o mais maluco é o seguinte, é que tá virando que nem a coisa de modelo de inteligência artificial, né? Ah, deixa eu só fazer um parênteses, porque os novos preços dessa pequena indústria americana lá que faz robôs, eles tão custando em torno de $400. Você compra um robô chinês por 300.
¶9O nem isso tiver uma boa liquidação. Só >> só um pequeno detalhe, >> só esse pequeno detalhe. Quer dizer, >> é, não imagina você começar a proibir a aos americanos que tenham acesso a tudo quanto é produto chinês, porque é isso que tá acontecendo, né? Você sabe que não tem BID nos Estados Unidos. >> A gente conhece essa sensação.
¶10E a gente >> está com o mercado mais aberto, >> gente, não. A gente conhece essa sensação em todas as áreas, >> sabe? Quer dizer, antes da gente rir dos Estados Unidos, a gente tinha que olhar pro próprio umbigo, por você vai dizer que eu falo muito de perfume, mas perfume importado aqui chega absolutamente pelo dobro do preço que custa em qualquer lugar do mundo. >> Sim. Quer dizer, um troço que custa $ em qualquer mercado, Estados Unidos, França, Austrália, não sei quê, nós brasileiros, pelo privilégio de sermos brasileiros, acabamos pagando 200.
¶11E mais do que isso, porque quando você importa, o correio ainda cobra de você o imposto sobre o transporte. >> É que o imporreio não, né? A Receita Federal fala para você um um imposto >> que não é do valor do produto, é o produto mais o valor do transporte, >> valor. Mais o valor do transporte. >> E quando manda por FedEx, né?
¶12>> Mais ainda mais ainda >> porque aí o transporte caro, porque aí o FedExa por desembaraçar na alfândega. É, >> então é ridículo, é perfeitamente ridículo. Então, recon isso, olha, isso cabe em todo tipo de instrumento de precisão. >> É, não. Pois é.
¶13É aquela coisa, por que que o Brasil tem o iPhone mais caro do mundo? >> É isso. Então, nós nós estamos rindo, mas a gente deveria olhar para isso e dizer, tá vendo o que que nós vivemos há tantos anos? É, eh, >> eles saberão se adaptar, porque nós nos adaptamos, nós ganhamos menos do que eles, mas é uma medida ridícula de qualquer maneira. >> Mas veja, no caso deles é pior porque não é uma mera questão de o imposto vai ser muito alto.
¶14>> Não, eles não podem, >> não pode ter, >> não podem ter, é pior. >> Você vai acabar criando, evidentemente, uma linha de contrabando, né? >> Era a lei de informática. É você, as pessoas, o Canadá e o México vão virar o Paraguai, >> vão, >> entendeu? As pessoas vão atravessar a fronteira >> e e voltar com muamba.
¶15Eu comprei um aspirador de porta. >> Eles podem vir nos consultar que a gente explica tudo como é que funciona. >> É uma loucura. É uma loucura. E e o e o que termina acontecendo é o seguinte.
¶16Eh, eles não vão ter acesso a esses produtos porque veja o você vai ter que começar construir uma, como é que você constrói uma indústria americana? Quer dizer, fábricas de manufatura. Vamos começar a fabricar nos Estados Unidos. Primeiro você vai pagar >> 00 por um produto de 300. Porque porque a mão de obra nos Estados Unidos é muito cara e afinal somos americanos, você não quer que a gente trabalhe por salário de chinês.
¶17É, não, tudo bem, não tô exigindo que ninguém trabalhe por nada. Você trabalha pelo que você quer ser pago, mas é só que o chinês ganha um quarto do que você ganha. Eh, e e ele trabalha e faz e faz muito bem. Isso que isso é um problema pra gente também, né? Isso é um problema pro mundo.
¶18Eh, eh, mas tudo bem. Aí o chinês vai lá, faz o equipamento dele, o francês vai est usando o aspirador de ó, nós vamos estar usando o aspirador de $. Tudo bem, a gente tá pagando $00 por ele, mas a gente tá usando o aspirador de 300. Aí ele vai ter um aspirador de $.400 feito por uma única fábrica. Agora aí entra a coisa que é o seguinte, eu sou um investidor, eh, eu olho, opa, uma oportunidade, vou construir uma fábrica nos Estados Unidos.
¶19A primeira coisa que vai me ocorrer é o seguinte, eu não vou construir uma fábrica nos Estados Unidos. Por quê? Porque o próximo presidente vai derrubar essa regra porque ela é estúpida. Exatamente. >> Ou seja, na verdade, o que vai acontecer é que durante os próximos dois anos os americanos vão ficar parados, eles não vão ter acesso a ponta da tecnologia, >> não vão comprar o estoque que existe >> atual >> nas lojas e depois disso acabou.
¶20Se você quiser ter um aspirador robô, >> fica atravessa a fronteira e vai comprar no México. >> Vai correr. Isso aí. Olha que que como é que uma coisa que a gente já sabe que não dá certo, que não funciona e aí vem esse gênio, né, do Donald Trump e reinventa a roda. >> É, não, vamos cobrar, vamos cobrar >> quar >> imposto para que as pessoas comprem made in USA.
¶21E o pior é que quando você falando que ah, proibiu o o robô aspirador, você primeiro pensaria que ah, é uma é uma teoria conspiratória, porque tem muita teoria conspiratória em torno dos robôs, porque de fato os robôs conhecem a tua casa inteira, os mais >> é a desculpa deles é justamente isso, porque o robô é tá coletando dados, esses dados estão sendo todos mandados pra China, o que eu acho que tá acontecendo mesmo, tá? Ah, >> sim, tudo bem. Eh, mas olha aqui, eu acho que se superestima a importância desses dados, porque todas as casas americanas de um daqueles subúrbios, onde eles moram em geral, são iguais. Então, o que você vai descobrir é que a casa tem três quartos, que a cozinha fica à esquerda, o banheiro fica à direita, que no meio do caminho tem um degrauzinho, que a porta para pro quintal é assim, porque vou dizer o seguinte, também além de de as casas serem muito semelhantes, as coisas que tem dentro também são >> É, mas eu acho que você e eh e você consegue principalmente pros robôs que têm câmera, porque essa proibição não é só pros robôs, né? Eh, aspirador, é para robô de entrega.
¶22É porque tá começando a ter muito robô de entrega, né? A gente não tem aqui no Brasil ainda, eu acho que não tem nenhuma cidade, >> mas tem aqueles robozinhos de entrega que começa a aparecer >> e tem os robôs humanoides, nos quais um monte de gente aposta, né? Eh, no fim das contas, isso é lei de reserva de mercado pro Elan Musk, né? para que os robôs do Elon Musk possam ser eh vendidos, sei lá, por $.000 ou o ou aqueles robôs humanoides. Eh, eu eu acho que o grande problema desse negócio, eu entendo o problema dos dados, Cor, eu não acho que seja pequeno, não.
¶23>> Não é o problema, >> porque não é só o mapeamento da casa. Você tem um pulso sobre o comportamento das pessoas, aquele robô tá filmando o que as pessoas estão fazendo. >> Sim. Eh, ou potencialmente pode filmar. É, >> não necessariamente, tá?
¶24Porque em geral são programáveis e a maioria das pessoas programam o robô quando não tá em casa. >> Isso. >> Para você não vai ficar em casa com aquela porcaria passando pelo teu pé, etc. Mas você transmite mais informação pelo Instagram do que qualquer robô vai passar da tua casa. É isso mesmo.
¶25É isso mesmo. É isso mesmo. Ou pelo TikTok, né? >> É. Você tá o tempo todo se filmando.
¶26Filmando. >> É. Não, é isso mesmo. É isso mesmo. >> A autoexposição garante o vazamento de todos esses dados.
¶27>> É. É. Enfim, mas falta um grande romance de ficção do robô que tá alguém que toma controle, consegue controlar o aspirador robô de um inimigo, começa a vigiar a vida dele através daquele robô aspirador. O robô aspirador consegue liberar algum ácido ou disparar ou qualquer coisa e uma conspiração de robôs aspiradores que começa a matar as pessoas. Isso é engraçado, né?
¶28É, eu acho que a gente >> a gente ainda não tem uma boa, uma boa ficção científica de contemporânea, né, que pegue, tipo, você tem Blade Runner, você tem o robô, você tem as coisas antigas, até tem, até tem, mas ainda eu ainda não li nada sobre a revolta dos robôs e seria muito engraçado os >> com com a ideia que a gente tem hoje de robô, né? >> É, >> é, é. Pode ser, pode ser. A Amazon num determinado momento lançou um negócio que eu adorei, que era eh eh era um drone caseiro que ia entregar coisas, tal, que ia pegar. Eu achei espetacular a ideia.
¶29Eu acho que ninguém comprou o drone caseiro. E >> olhar aqui, >> a gente já tem que tomar cuidado com a porta do armário da cozinha quando tá aberta. Você imagina o raio de um drone caseiro? >> Sabe o que que era o o o drone caseiro? Principalmente vigilância quando você tá fora.
¶30>> Casa com degrau, esse tipo de coisa de você ter ele de vez em quando, quando você tá fora, ele faz uma revoada da casa e a maneira de você uma câmera por toda parte. Eh, não é para quando tem gente na casa, é para quando não tem. Mas tem tanta, tanta casa com câmerazinha hoje. >> É, aparentemente não deu certo, Cora. Deve ter sido por isso.
¶31>> Algum motivo teve. >> Agora os robozinhos de entrega são o máximo, mas eu não vejo os robozinhos de entrega funcionando numa numa cidade de porte maior. >> Eles tinham muito problema em Los Angeles. A gente fez, né? Eh, >> é.
¶32E mesmo assim, Los Angeles é uma cidade em que as pessoas quase não andam a pé na rua. Isso. >> Mas eu não consigo imaginar um robozinho desse no centro do Rio, na Avenida Copacabana, até porque não ia ser um só, né? >> Não. >> Você imagina tudo que a pizzaria fazendo entrega ao mesmo tempo?
¶33>> Que loucura. >> Não dá. Isso dá naquelas grandes cidades, grandes, digo, em extensão, né? naqueles, naquelas casas nos Estados Unidos, são aqueles sub, justamente aqueles subúrbios que tem aqueles milhões de casas e tal, ali, >> ali pode funcionar, mas numa rua movimentada não aposto muito no robô, não. >> É, não, tem toda >> sem falar que aqui o povo ia sair correndo com robô, levar para algum lugar.
¶34>> Cora, a gente se vê na terça. >> A gente se vê na terça. >> Então, até terça-feira. Elas estão se aproximando as eleições e aqui no meio você acompanha com dados de verdade sem depender de conteúdos pouco confiáveis das redes sociais. Você sabe, né?
¶35A pesquisa meio ideia é uma das nossas bússolas. É a nossa pesquisa independente registrada no TSE, feita todo mês em parceria com o Instituto Ideia. A edição de agosto traz o retrato mais atual da corrida. Quem é assinante premium recebe a pesquisa completa em primeira mão e ainda garante acesso à nossa plataforma interativa que permite o cruzamento da intenção de voto por região, por classe, por gênero, para comparar com as rodadas anteriores e ver com os próprios olhos o que que mudou de verdade a cada mês. Esse tipo de leitura, até pouco tempo atrás, só quem trabalhava dentro de um banco ou de um partido conseguia ter acesso.
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