a tese
Matthew Berman analisa o êxodo de lideranças de IA do Google (Jeff Dean e Demis Hassabis) como sintoma do "dilema do inovador", mas conclui otimista quanto ao futuro da empresa via aposta em open source.
aprofundar
talvez
— o "dilema do inovador" aplicado à corrida de IA interessa ao Bruno (projeto Agentes), mas é comentário especulativo de canal mais hype; vale só como leitura panorâmica.
O que foi dito
- Jeff Dean (30º funcionário, arquiteto de boa parte da infraestrutura do Google) deixa a empresa para fundar a “Discovery Loop”; Demis Hassabis deixa o cargo de CEO do DeepMind para ser chief scientist da Alphabet.
- Recapitula o paradoxo: o Google criou o paper “Attention is all you need” (2017), base de toda IA moderna, e tinha um chatbot (“LM Chat”) um ano antes do ChatGPT, mas não o lançou.
- Cita tweet de “Tibo” (líder do time do Codex na OpenAI e ex-DeepMind): o DeepMind foi barrado de lançar produtos que pudessem canibalizar a busca do Google.
- Explica o “innovator’s dilemma” (Christensen): decisões racionais de curto prazo para proteger a “vaca leiteira” da busca acabam minando a empresa diante da mudança disruptiva.
- Interpreta as saídas: Hassabis quer pensar a longo prazo (inclusive curar doenças na Isomorphic); Dean não teria conseguido construir sua visão nem com recursos ilimitados dentro do Google.
- Aposta que o Google ainda está bem posicionado: dados proprietários, chips próprios (TPU, na 8ª geração), Android e caixa alto para grandes apostas.
- Recomenda que o Google admita não estar na fronteira (contra os modelos de ponta, que ele chama de “Fable e Sol”, grafia incerta) e aposte pesado em open source, servindo os modelos via TPU, estratégia que Nvidia e empresas chinesas já seguem.
- Tom empolgado e abertamente especulativo (ele mesmo admite que boa parte é “especulação minha”).