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radar · Filosofia & teologia

REAGINDO A GUSTAVO MACHADO TENTANDO SALVAR SUA TESE SOBRE A METAFÍSICA | Feat. Carlos Alberto

¶1Olá, olá, olá. 3 2 1. Estamos em live. Como que vocês estão? Enquanto você, enquanto vocês estão chegando, deixa eu já mandar o nosso link, nosso link lá no Instagram para quem quiser ouvir.

¶2Estamos, deixa eu compartilhar aqui, copiar link. Vamosar colocar o link aqui. Cadê o link? Link, link, link aqui. Gustavo Machado tentando salvar sua tese, não?

¶3Deixa eu colocar de uma outra maneira aqui. Link. Link, link, link aqui. Gustavo Machado de novo. Eu e Carlos Alberto vamos reagir ao orientação marxista.

¶4tentando salvar sua tese sobre metafísica. Entrem aí, entrem. Ué, deu erro. Por que que deu erro? Aí, cadê Gustavo Machado de novo, Gustavo Machado?

¶5Eu e Carlos Alberto vamos reagir ao orientação. Marx está tentando salvar sua tese sobre metafísica. Entrem para paá. Selecionar tudo. Copiar patati paá.

¶6Entre. Pronto. Agora foi. Agora foi. Deixa eu ver.

¶7[roncando] Ah, vamos ver. Vamos ver. Hum. Pedro aqui. Boa noite.

¶8Ah, não. Fugi na hora do debate do Areópago com Frisk. Agora teria que ver. >> Qual que é seu problema? >> Opa, meu celular falou comigo.

¶9Eh, na hora teri que abrir em duas abas. Isso é um problema seu. [risadas] Como a gente fala na marinha, não transforme um problema seu num problema meu. Boa noite, fugita. Pode me recomendar algum autor para ler sobre o problema do sofrimento animal?

¶10Quem sabe em breve. É o, é hoje que o pau tória de novo. Vamos ver. Jonathan Arataca, boa noite. Fugita, boa noite.

¶11O canal Ação Restauracionista comentou sobre seu debate com Talhes. É mesmo? Que que falaram da gente lá? Não vi. Daniel Barbosa, boa noite.

¶12Fugita o volume tá um pouco baixo, não tá baixo. Deixa eu conferir aqui. Pera aí. Oi, oi, oi. Testando 3 2 1.

¶13Tá baixo para vocês? Ô, Carlos, fala alguma coisa aí pro pessoal ouvir. >> E aí, pessoal? Vejam se o nosso volume tá OK, gente. Tá certo.

¶14Tá certo. Testando 3 2 1. Testando 3 2 1. Ó, a live subiu para 19, ó. E aí?

¶15Alô, alô, alô, Ian. Fale uma coisa dessa. Boa noite. Infelizmente minha cabeça está doendo para caramba, então vou ter dificuldade para acompanhar. Falaram que tá tranquilo aqui o áudio.

¶16É, digam aí para mim se conseguem escutar a nossa voz. Não falaram bem, não. Atacaram Soares e os jesuítas. Ah, tá, pode atacar. Sei, eu não sei nem que canal é esse.

¶17É um canal grande, não faço ideia de quem são. Falaram assim, tá de boa, impressão minha. >> É, na verdade, esse esse canal ação, acho que é ação, né, Restauracionista, é um canal pequeno. Eles fizeram uma resposta e e o e parece que eles são eh sevacantistas e aí eles elaboram uma tese lá a partir do Barenzola. Mas eu já convidei eles, na verdade, os dois que participaram eh da live em resposta a nós, a participar de a participarem de um debate contra mim, por exemplo, né?

¶18Então, estão convidados >> os dois juntos, >> os dois juntinhos ali. >> E eles falaram alguma coisa >> até agora silêncio. Ah, não teria problema de debater contra eles, não. Também se eles quiserem debater contra mim, né? Eu tô tranquilo também.

¶19Esse tema aí é, acho que a tese que a gente tá defendendo é bem bem tranquila assim de ser respond de ser debatida. Ã, falaram aqui, fala de gita, não é fugita, mas eu sei que tem muita gente que tem muito eh gente que acaba escrevendo assim pelo corretor, falta 104 dias pro vestibular do meu estado. Não consigo me concentrar nos estudos. Tu que passou na o fã, como tu fazia? Acho que é isso, né?

¶20Porque não foi Efon, acho que o teu teclado tá meio louco. Ah, então eu eu já falei um pouco sobre isso aqui, sabe? Eu não tenho nenhuma grande técnica assim para passar, a não ser alguns hábitos que eu acho positivos, né? Eu não tinha nenhum grande vício na época do vestibular, não jogava, não acompanhava nenhuma série, por exemplo. Eu era um bom aluno no sentido de sempre fazer o dever de casa e aproveitava esses momentos para estudar, sabe?

¶21Então era bem tranquilo para mim. Deixa. Eh, mas eu posso fazer um dia uma live só sobre essa questão dos estudos aqui. Se vocês quiserem eu faço. Se eu ver aqui, eu vou copiar também aqui o Pix GG para deixar aqui salvo.

¶22Eu vou fixar aqui na live. Só espere um tiquinho. Cadê? Ué, não tô conseguindo fixar. Fixando, fixando.

¶23Ué, não tô conseguindo fixar. Hum. O que que será que aconteceu? Ah, já entendi. Que que será que agora acho que eu consigo fixar a mensagem?

¶24Pronto, preparados? Então, hã, falar aqui assim, ó. Vi partes desse segundo vídeo do Gustavo. Se prepare para a velha e boa prática Gustaviana de afirmar coisas que ele mesmo usa como princípio sem perceber o que faz. Bem, [roncando] vamos ver, né, gente?

¶25Então, eh, eu sei que tá acontecendo um debate lá no Areópago, né, do Areópago contra o Arena. que tá engraçado, né? Areópago versus Arena e o Conde ainda para ajudá-lo, né? Ã, mas a gente ficou aqui de fazer uma um react também a resposta do Gustavo Machado sobre a tese dele bem controversa para dizer o mínimo, né, sobre a metafísica. E aí eu achei por bem a gente comentá-la, já que a gente fez a parte um, né, reagindo ao primeiro vídeo dele.

¶26Eu vou deixar aqui um pouco acelerado e pra gente ir começar a escutar o vídeo. Assim, inclusive o vídeo do Fujita sobre o Gustavo já deu uma visualizada na bolha do Rates do Gustavo. O Eric Kartman e o P Kel Kevin já comentaram sobre. É mesmo, o Eric Kartman eu vi agora esse outro eu não sei nem quem é, mas enfim. E aí, Carlos, tudo bem com você?

¶27disposto para mais um mais um round aqui? [limpando a garganta] >> Sim. Eh, eu vi também alguns rates no no vídeo original mesmo. Eh, eu já vi esse vídeo do Gustavo algumas partes e infelizmente pro pessoal que não gostou do do último vídeo, esse vídeo vai ser pior, tá? Porque esse vídeo, [risadas] >> Carlos já começa com o pé na no peito aí na porta.

¶28Hã, esse vídeo ele, [roncando] o Gustavo ele faz que é um que era um erro de método que eu tinha contado no vídeo anterior, ele entra nos meandros da filosofia, né, e vai citar casos concretos da filosofia aristotélica e outras. Então é um prato, é um prato cheio, tá? Prato cheio. >> Opa. Eu confesso que eu não assisti ainda, eu vi o começo dele, mas eu sou, eu na verdade assim, eu vi até onde eu já tinha visto na última live, né, falando sobre a questão da da falácia genética, mas foi só o começo do vídeo.

¶29Então, realmente aqui para mim tá sendo um reactio eh meio meio react mesmo, assim, a primeira vez vendo. Mas vamos lá, então, já que o Carlos falou que vai tá bom, então vou confiar na intuição de você, meu amigo. Vamos lá. Eh, noatec, que é o editor que eu uso, que ele meio que já diagrama, ele faz um formato que comprime mais o texto, dá umas 300 páginas que eu retirei do texto, eh, onde eu vou percorrer ali, principalmente as principalmente as primeiras sociedades ali do Oriente Antigo, da Mesopotâmia, eh, dos sumérios até o período cacita, mais ou menos, um pouquinho de Egito também, mas de modo um pouco mais complementar, eh, discussão sobre a Grécia Arcaica e depois sobre vários momentos da história da filosofia, né, que um particularmente um texto sobre Parmêmides, eh um sobre o diálogo Parmênides de Platão, um sobre Aristóteles. Essa parte de Aristóteles eu mantive um pouquinho no livro, uma parte para tratar da relação lá na sessão dois, no capítulo da mercadoria.

¶30Então até até recomendo eh vocês a darem uma olhada e mais vários outros temas, tá? Como o desenvolvimento dação de analogia na filosofia medieval, eh do teatro, dos fins da Idade Média até a modernidade e por aí vai. Esse texto algumas pessoas já me pediram para disponibilizar, mas eu não dá para disponibilizá-lo porque ele originalmente ele tava em lugares distintos dentro da tese. Então a maneira como ele tá hoje, ele não constitui um texto legível do começo ao fim. É uma coisa bastante truncada, mas a minha meta é transformá-lo em um um trabalho aí futuro, né, de história da filosofia sobre bases materialistas.

¶31Eh, com a história do público da filosofia, não, a história do dos modos de expressão humanos, porque não é só filosofia. Claro que escolhendo alguns tópicos, alguns momentos, eh, mas isso vai levar um tempo ainda, mas na medida que eu for trabalhando nesse texto e ajeitando algumas partes, eu também pretendo disponibilizá-lo para os membros do canal, tá? Então, eh, provavelmente isso vai se dar a conta gotas, tá? Umas partes ali eu devo transformar em artigos, inclusive algumas partes eu apresentei no no programa de pós-graduação do FMG, quando eu tava no meu doutorado, quando trabalho algumas matérias, eu me lembro que a parte do Parmentes, do Platão, eu apresentei lá, então eu devo dar uma retocada nesses materiais e disponibilizá-los aí eh aí não tão num tempo mais breve. por assim dizer.

¶32Eh, eu preparei aqui alguns pontos para discutir com vocês que tá mais centrado na fala do Gustavo Bertoch, tá? Por várias razões. Primeiro, o o próprio eh Frederico Crep, ele organiza a fala dele, né? Ele faz um resuminho ali do que eu defendo, depois ele ele resume os argumentos do do Bertoche e ele faz os comentários dele a partir daí. Então, por isso eu escolhi os elementos do Bertch aqui.

¶33Selecionei o que me pareceu os principais. Ainda ontem eu vi o vídeo dele, transcrevi os principais argumentos, tal como eu identifiquei, né? Eh, e depois eu fiz algumas rápidas considerações hoje pela manhã e aí eu vou apresentar esse texto aqui e vou ler para vocês, tá? Nesse caso eu vou ter que usar esse método. Normalmente eu falo aqui de forma um pouco mais fluida, mas ali existe uns temas um pouquinho mais técnicos e também eu correria o risco de esquecer de temas importantes, né?

¶34Aquela apresentação que eu fiz aqui no YouTube sobre a metafísica, ela foi feita, evidentemente, pensando em atingir o público mais amplo, ou seja, sem exigir tantos pressupostos de conhecimento técnico a respeito da história da filosofia. Eh, isso não significa que o material tenha sido superficial, na minha visão, não foi, apesar que, evidentemente, é amplação por questões muito mais amplas, né, de passagem. Eh, mas evitando de tratar ali de certos pormenores, de certos autores e tudo mais. Hoje algumas coisinhas não vai ter jeito, eu vou ter que trazer aqui à tona para permitir tratar de todos os temas. Então, antes de colocar aqui o arquivo, eu queria só fazer uma rápida consideração a respeito de algumas coisas que o CRP coloca, que eu sei que é é um pouco difícil.

¶35a gente vive um momento que ele é muito marcado pelo por uma mediação, vamos chamar assim, cantiana e neocantiana por parte de quase toda a tradição intelectual que existe hoje. Seja, >> opa, começou a falar do Kant. Vamos lá. >> Consciente ou não, né? Então, as pessoas pensam assim: "Nós não eh conseguimos eh ter acesso diretamente à realidade ou a realidade não nos acessa diretamente?" Eh, e qualquer tipo de de relação com o mundo que nos rodeia, em qualquer que seja perspectiva, ela vai estar sempre mediada mediada por certos aparatos teóricos, por certas narrativas, por certas interpretações.

¶36Bem, por vezes é o caso, mas eh e eu entendo o obstáculo que se tem em tentar pensar uma concepção que não pensa as teorias e elaborações humanas como por assim dizer, uma antissala das nossas percepções, n uma sala necessária, né? E aí, quanto a isso, eu queria dar só uma dica, tá? Então, o CREP fala em certa altura do vídeo, né? Eh, que primeiro ele ele nós sempre interpretamos a realidade no caso do marcista quer só uma questão é que o Gustavo nesse vídeo vai ensinar como eh nós como humanos podemos sair de sair do nosso próprio corpo para perceber a coisa em si, né? Ele vai [risadas] nos dar a a receita de como perceber a coisa em si, ou seja, saírmos de nós mesmos e atingir o próprio objeto.

¶37>> Uau! Pois é. Então, o pessoal que tava falando no último vídeo, eu vi até uma pessoa falando: "Ah, ele não cai no mito do dado". Não, gente, mas não tem acho que uma maneira mais explícita de falar que ele tá caindo no mito do dado do que vendo, né? Isso daqui, porque ele basicamente tá dizendo que nós estamos justificados, sim.

¶38de acreditar nessa apresentação imediata do que a realidade nos dá, né, apenas por essa apresentação, ou seja, sem uma mediação conceitual, eh sem você precisar de uma justificação inferencial, sem passar então pelo que a gente vê no celas, né, o chamado espaço lógico das razões. Ah, de certa maneira, quando ele pega, por exemplo, e eu talvez apareça aqui nesse vídeo, não sei, a gente vai já ver, as categorias como mercadoria e coisa assim, é cair na versão do mito do dado categorial. Se ele falar sobre justificação no sentido epistêmico, vai cair no dado, é, no mito do dado epistêmico. Ah, talvez caia em formas semânticas também. Então, é é é realmente assim um um assim, se ele vai ensinar a sair do corpo pra gente ter um acesso direto, realmente é complicado dizer que ele não tá caindo aqui, né?

¶39Eh, falar aqui, Gustavo tem uma retórica impecável. Não fala muito bem, né? De fato. Francisco Soares Adversos, Gustavo Machado, quem vence? Beijo, lindão.

¶40Eu lindão, sou eu ou é o Carlos Alberto? né? Caramba, eu nunca tinha pensado nisso. Deve ser isto a tal da gnoses. Então vamos já descobrir.

¶41Vamos lá. >> Ele queira ou não, a partir, sei lá, da teoria marxista, por exemplo, né? Eh, veja, eu convido vocês a conhecerem Marx. Se você pegar o capital do Marx, ele não começa o capital do Marx com nenhum tipo do que seria considerado teoria marxista. Nem nem >> Olha aí, já vai fal se for começa o capital com quê?

¶42Com a mercadoria, né? Bora ver se a minha profecia vai se cumprir. >> Falando de exploração, nem de dominação, nem de exploração do homem pelo homem, nem de luta de classes, tão pouco apresentando o aparato conceitual por meio do qual ele vai examinar o mundo. Quero fazer essa provocação. Ele não não tem um prolegômeno no capital, né?

¶43Uma introdução, prelúdio, como tem Aristóteles, né? Se você pega ali, sei lá, a metafísica de Aristóteles, ele começa lá definindo os conceitos por meio dos quais e ele vai examinar os outros filósofos, né? que ele no início começa com ele examinando os pensamentos anteriores e aí ele vai lá as as noções com que causa pode ser compreendida, né? Eh, os diversos tipos de episteme, de ciência e etc, de todos os critérios à luz dos quais ele vai analisar em Pédoclis, Heráclito, Platão e por aí vai. Em Marx também não.

¶44Ele começa com aquela unidade mais simples que se apresenta diante de todos nós, que é generalizada e universalizada na sociedade capitalista, é a mercadoria. e começa a examinar a mercadoria a partir de si mesma, com o que faz de um produto mercadoria, né? Porque os produtos se tornam mercadoria. Esses produtos ao se tornarem mercadorias, o que mais que eles exigem para poder fluirem aí pelo mundo enquanto tal, né? E aí vai surgir o dinheiro, aquela coisa toda.

¶45Então é só uma provocação. Será que é impossível nós analisarmos? E uma segunda provocação ao CREP é o seguinte, ele ele fala assim, como se a realidade falasse, né? Eu vou falar uma coisa que pode chocar alguma coisa para vocês aqui. Alguns de vocês, gente, eh, não é só o homem que tem a propriedade da linguagem de falar.

¶46O mundo inteiro, todas as coisas, todos os fenômenos nos falam o tempo todo. O tempo todo, que as pessoas podem receber essa mensagem de distintas maneiras, com certeza, mas falam o tempo todo. Podem não falar em português, inglês, mandarim, né, ou ou sânscrito ou o que for, mas assim, a realidade inteira fala, né? Eh, então cabe a nós escutarmos, né? Então é só uma provocação no bom sentido da palavra, uma antissala pro que eu vou falar aqui agora.

¶47Então vou compartilhar aqui na tela. Eh, >> então, né, eh, realmente é o mito dado com todas as letras assim, né? Então, ainda fala a a, ou seja, ele tá dizendo que não tem que ter assim, o que se pode concluir, inferir aqui é como não tem ah como na verdade como o mundo fala, né? não precisa desse meio termo aí de nada do que ele falou. Então já tem um uma espécie de intuição dada, né?

¶48Uma coisa, um conhecimento meio intuitivo, né? Eh, então realmente é complicado aqui. Pera aí, deixa eu beber água. Já estou com água aqui, senhores. Se quiserem pagar pra gente beber água, estamos aí de novo.

¶49Eh, algumas considerações que eu fiz, eu eu identifiquei sete argumentos principais no vídeo do Bertoche. Eu fiz sempre o mesmo esquema, tá? Eu fiz uma tradução do argumento, eh, e depois algumas considerações. Então, eu vou me restringir aqui a lê-los e comentar, tá? Eh, depois, evidentemente, na no nos chats e tudo mais aí, eh, depois a gente discute aí com a turma todas as várias questões que provavelmente vão surgir a respeito disso aqui.

¶50Mas é um momento oportuno, só uma, um ponto de atenção. Evidentemente isso aqui eu fiz pegando a ordem que as coisas iam aparecendo no vídeo e tal. Isso aqui não tem uma exposição, então vai ter algumas repetições e vai ter questões que já vão ser já vão ser indicadas no começo, mas vão ser retomadas mais à frente. Então nesses primeiros pontos aqui, provavelmente o que eu vou falar vai ficar ainda certos buracos que depois eh vai ter ocasião aí deles serem tapados, tá? Então vamos lá, pontos centrais, tá?

¶51Eh do vídeo do Bertoche. Vamos lá. Primeiro, a crítica metafísica, a primeira crítica que ele faz, né? repousaria sobre o que ele chama de falácia genética, eh, que eu apresento lá naquele vídeo. O que que seria essa falácia genética, né, que, eh, que eu pretendo invalidar a metafísica por meio da reconstrução de sua origem histórica, né?

¶52Entretanto, explicar a gênese de uma doutrina não demonstra sua falsidade. Então, isso aí é o que ele fala, a formulação, né, ele é deliberadamente simétrica em relação a uma analogia que ele faz com Marx. Se mostrar que o marxismo nasceu na Europa industrial do século XIX, não basta para invalidar Marx. Então, mostrar que a metafísica nasceu em determinadas condições da pólis também não basta para invalidar Platão, Aristóteles ou Tomás Jaquin. Cada filosofia, diz ele, deve ser julgada por seus próprios argumentos, seus próprios termos, né, não apenas por sua genealogia.

¶53Então, Bertos enfatiza, inclusive, que sua crítica não consiste em aplicar contra Marx o mesmo erro. Ou seja, ele não tá invalidando a teoria de Marx porque ela surgiu no século XIX sobre tais ou quais condições. Ao contrário, ele afirma que seria igualmente ilegítimo rejeitar o marxismo por sua origem histórica. Então, qual que é o primeiro problema que nós temos aqui? Primeiro ponto, eh, já pô todos os pontos aqui, quem quiser já pode ler alguns comentários que eu fiz.

¶54Então, primeiro ponto, não se procura demonstrar a falsidade da metafísica por sua gênese histórica, mas mostrar que as questões metafísicas apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social. Então, se vocês virem o meu vídeo, vocês vão ver que o centro do que tá sendo apresentado ali é que aquelas questões metafísicas eh em sociedades outras, antes do florescimento, né, do que podemos chamar da pólis grega, mas nem só da, enfim, vamos ficar com a pól, da pólis grega, eh, quando a dimensão da sociedade, da comunidade, se separa da ação direta dos seus membros, não é isso que que eu explico lá. E, portanto, a gente passa a se relacionar agora com a comunidade de forma mediada, né, como algo abstrato, tanto que o atributo de cidadania é algo abstrato que o indivíduo tem por direito. Todo um conjunto ali, o surgimento, a transformação do público numa universal faz com que nós tenhamos que eh formalizá-los e problematizar sobre a sua gênese, sobre a sua origem e seu sentido. O que eu procuro mostrar não é simplesmente, olha, a metafísica teve uma gênese histórica, logo ela é inválida.

¶55O que eu procuro mostrar é o seguinte: a metafísica em todas suas formulações, ela se propõe algum grau de universalidade, correto? Senão não seria metafísica. O que está para metafísica, metafíses, o que está para além da fise, para além da natureza, que de algum modo, de alguma forma podem ser as mais variadas, né? Reg, ordena e organiza o mundo humano dos fenômenos múltiplos, sensíveis e etc. Então, uma teoria eh que se propõe universal, como que ela pode ser universal?

¶56se as questões que ela procura responder sequer fazia sentido em praticamente todas as outras formas de sociedade, tanto as que existiram antes como várias que existiram concomitante a essa sociedade grega, depois greco romana, né? Como que essas questões podem ser de fato universais, como a própria metafísica propõe? Então, o que eu procuro mostrar não é que tendo uma gênese histórica está refutado, mas é simplesmente que essas questões que a metafísica responde, elas fazem sentido naquele ambiente social específico em que elas emergiam. Ponto dois. >> É, eu acho novamente, né, que o que ele conseguiu demonstrar ali não foi isso, né, porque o máximo que ele poderia dizer é que as condições que deram a possibilidade de origem à aquela tese realmente fazem sentido dentro do seu contexto.

¶57Mas o alcance da teoria per si não depende dessa dessas condições, né? Pode, ah, não chame de falácia genética, mas é de certa maneira uma falácia sociologicamente condicionante, né? Se eu digo que faz sentido naquela naquele contexto social e isso invalida extrapolar aquele contexto social, eu estou sim tentando anular a metafísica pelo menos pelas suas condições históricas que possibilitaram o o o emergir da teoria. Mas não tem, mas a tese propriamente dita, né, o mérito a ser discutido não se confunde com essas condições. Então acaba sendo uma falácia.

¶58Sim. Certo, Carlos? É, uma coisa fácil de conceder é que de fato não não é não é aceitável você dizer, por exemplo, que não existem condições históricas e sociais para emergência de uma tese, qualquer tese. Eh, se se o marxismo ele de alguma forma ele vem para justificar isso, então a gente não precisa de marxismo porque isso é muito óbvio. Mas agora, agora daí para você afirmar que a partir dessas condições históricas, históricas e sociais, eh você de alguma forma eh iguala isso as condições de justificação, perce da teoria ou da tese, já é outra história.

¶59E ainda para você eh partir daí para concluir que é impossível por conta da emergência histórica de uma tese eh em uma sociedade da dá aí para você afirmar que é impossível você extrapolar essa tese em outra em outras sociedades como isso aconteceu de fato, como isso aconteceu de fato. Eh, é uma é um outro salto. Então, tem dois saltos aqui, né? Primeiro, em relação à tese, percesso ou justificação. O outro salto em relação à extrapolação dessa tese ao próprio conceito, ao próprio contexto social que ela emerge, que é plenamente possível.

¶60E como eu disse, aconteceu. >> Uhum. Perfeito. Exato. Tava vendo aqui os comentários, mas já já a gente comenta aqui.

¶61Deixa eu ver. Deixa eu só ver se eu consigo ver aqui. Não, depois eu coloco. Vamos lá. Isso, >> né?

¶62Eh, e a metafísica se pretende universal, e aí vem o outro ponto, né? Metafísica se pretende universal, válida para além da história e dos fenômenos contingentes, ainda que em algumas concepções aprendida a partir destes. O problema, portanto, não é as teorias metafísicas terem uma origem histórica. O problema é que essa teoria supostamente universal não faz sentido em outros contextos sociais, não traduz uma lógica subjacente aos fenômenos, nem está implícita em suas manifestações. No caso dessas sociedades onde esse tipo de separação, de surgimento, abstração no seu interior não existia.

¶63E aí a gente vai pro que é essa segunda crítica dele, né, que ele fala que se mostrar que o marxismo nasceu na Europa industrial do século XIX, não basta para invalidar Marx. É só que os problemas que Marx procurou responder diz respeito à sociedade capitalista existente na Europa industrial do século XIX. Ele não procurou responder questões do ser no geral. Ele não procurou responder questões do conhecimento no geral, da estrutura geral da realidade. E aí vem o terceiro ponto que eu coloco.

¶64A teoria de Marx nasceu na Europa industrial do século XIX, mas ela procura responder questões da sociedade característica dessa Europa industrial existente no século XIX, a sociedade capitalista, e não da realidade no geral. Percebe? Então, se eu mostrar que Marx teve motivos específicos em função do contexto social de específico e das questões e problemas que emergem desse contexto, que a sua teoria tá marcada por isso, eu inclusive vi que tá totalmente correto, teve mesmo, mas ele não procurou a partir desses problemas que emergem de uma sociedade em particular resposta sobre o ser no geral, a realidade no geral, o conhecimento no geral, a justiça no geral. O que caracteriza o pensamento dele e nisso se diferencia substancialmente das concepções metafísicas é mostrar o caráter histórico dessas concepções. Histórico, não apenas no sentido de que mudaram ao longo do tempo, mas no sentido de que não existe uma justiça no geral, né?

¶65Por exemplo, na época da Grécia de Aristóteles, a escravidão era justa e ele fundamenta isso. Inclusive, a escravidão tava dentro do que se chamava justiça. E claro, ele acreditava, e esse eis o problema, que essa noção de justiça não era noção de justiça que coadunava com a Grécia, escravagista, apóliaten ateniense, que tinha sua forma de escravidão muito peculiar em relação a outras lá do do século eh 4 antes de Cristo. Não, ele achava que isso era justiça no geral e assim ele a fundamentava. Então, tem uma diferença absurda, né?

¶66Tem um detalhe, tem um tem um detalhe, eh, de fato, e ele tá dizendo que a crítica de de Marx, ela é ausente no sentido de propósito metafísico, né? Mas, por exemplo, em relação à justiça em Aristóteles, é possível provar pela mesma justiça de Aristóteles, que a escravidão grega é injusta? É possível assim, você não precisa condicionar o a o conceito de justiça ao pensamento estrito da pessoa física Aristóteles. Dou outro exemplo e provo. A teoria aristotélica do ato e da potência vislumbrava, na verdade, um universo dualista, onde você onde você tinha um motor imóvel de um lado e um e uma matéria prima, né, e um universo eterno.

¶67Ah, pois bem, os medievais pegaram a teoria do ato da potência e demonstraram, na verdade, que ela não foi eh levada as últimas consequências por por Aristóteles, porque se fosse, ela conduziria não uma concepção dual entre Deus e a matéria, mas sim em uma concepção criacional. Então, [limpando a garganta] não é porque um conceito surge em um autor que ele está limitado a esse autor, que esse autor de fato o compreende em todas as suas consequências, etc. Não é bem por aí. Exato. Se a gente for pensar na questão da justiça, né, aplicando o que você falou e você pensa nas virtudes que o próprio Aristóteles ensina, também não faria sentido a escravidão.

¶68Se você pensa em, por exemplo, que a escravidão é justificada de certa maneira eh pelo pelo nascimento, de onde cada casta, digamos assim, ou pessoa está em sua classe, né, social e tal, isso acaba caindo em uma espécie de falácia naturalista também, de certo modo, e que é uma coisa que se você pensar que a falácia, né, ou melhor, a falácia naturalista ou a guilhotina de Hilm já está em princípio, né, nos analíticos de Aristóteles, na sua lógica, também seria incomp compatível com a defesa dele da escravidão, né? Então, realmente, Aristóteles talvez só não tenha levado, né, às últimas consequências o que ele mesmo pensava sobre essa questão moral, né, e como eles fundamentavam na época, né? Então, o Gustavo parece achar que essa filosofia aristotélica é um todo homogêneo, né, que você tem que pegar tudo ou nada, né, mas não, os próprios instrumentos que Aristóteles nos deu, nos serviu para raciocinar, operam contra ele nesse caso, né? Então ele não pode utilizar como argumento pro caso dele, né? Exato.

¶69Por, por exemplo, Aristóteles, diferente do do paganismo que se manteve entre o círculos platônicos, Aristóteles tem uma concepção de Deus extremamente diferente do que você encontra no próprio paganismo grego. Aristóteles, por exemplo, embora fale de de seres imateriais, de coisas que não estão condicionadas à matéria, existe um grande debate nas suas obras sobre se ele defendeu de fato alguma imortalidade da alma. Eh, e o que isso nos leva a crer? que esses conceitos não estão eh por serem teóricos e porque nós estamos tratando de uma ciência que esses conceitos vão muito além do próprio do do próprio Aristóteles, embora ele tenha os descoberto numa condição social específica. E aí que tá o trânsito e a falácia, né, que é você de alguma forma eh por conta da do contexto social e histórico, você extrapolar para a justificação da das teses em si.

¶70e outra paraa extrapulação dessas teses para outras sociedades que vão estudar esses autores e vão encontrar outras conclusões. [roncando] >> Perfeito. Exato. Vamos continuar aqui. Então, >> procurem validar uma metafísica particular, mas mostrar que as próprias questões metafísicas são, em realidade respostas a problemas particulares e característicos de uma forma de de organização social tomados ilegitimamente como universal.

¶71Esse é o erro, tomar uma questão particular que é de um contexto particular. E, óbvio que nem precisa dizer, né, gente? Quando isso é feito, quando eu transformo uma resposta a uma questão particular em algo geral, eu tô legitimando universalmente essa situação particular, tá? Mas esse é só um ponto. Então aqui resumo da ópera, tá?

¶72Eh, não há falácia genética, porque em nenhum momento eu afirmo ou levo a crer que o mero fato de se expor a gênese do fenômeno, ou seja, do surgimento da metafísica, por si só a refuta. O que eu mostro é que essa metafísica que se pretende universal, ela só faz sentido diante de certos dilemas particulares posto em certas formas de sociedade específica. Tranquilo? Eh, vamos lá então pro segundo ponto. São sete, tá?

¶73Sobe, sobe lá a o ponto dele onde ele diz que, na verdade, os problemas da metafísica são, na verdade, problemas particulares. Olha que coisa boba. A proposição de que os problemas da metafísica são, na verdade, particulares ou que os todos os problemas são particulares, não é por si só particular. Eh, isso é um erro, isso é um erro tão, tão bobo, né? Você, por exemplo, dizer que o os que a metafísica ela não se que ela quer se restringir, na verdade universal e a todas as coisas são particulares, você é você de alguma forma está invalidando eh a sua própria afirmação, né?

¶74Porque isso você já condiciona ela num próprio num próprio contexto onde ela não é particular por si só. >> Uhum. Exato. É, ele e também tem que pensar que os exemplos particulares que Aristóteles dá são para ilustrar princípios universais, né, que dão que se dão também se estão estanciados em outras formas de sociedade, né? Então, Aristóteles, ele não analisa sua sociedade grega, né?

¶75Se você for pensar o estudo de Aristóteles também, se vale, por exemplo, dos egípcios, se vale de outros pensadores ali ao redor dele, ele entra em polêmica com outras, né? Então assim, ah, eu acho que seria meio esquisito você pensar que porque ele tá a partir de alguns problemas particulares ou questões particulares, que aquelas resoluções só podem estar eh contidas e abrangerem apenas o o particular, porque ele usa às vezes o particular ilustrar um princípio geral, né? Então é de fato meio esquisito. Deixa eu ver aqui. Deixa eu ver o que que o pessoal tá falando.

¶76Ah, se for levar até as últimas consequências de um raciocínio, vai cair na moral. Ah, pois posso escolher ir para a Itália estando no Brasil. Não entendi. Ah, acho que deixa eu voltar um pouquinho antes para entender o contexto aqui que vocês estão falando. A própria ideia de que devemos nos guiar pela materialidade já não é universal.

¶77Bem, é um pressuposto metodológico que ele tá utilizando para avaliar todas as formas de sociedade, né? Eu falei isso na minha análise do debate dele contra o Gustavo Machado ou contra o Miurina. ele fala assim: "Ah, não dá para utilizar uma coisa para tudo, não sei o quê". Mas o método dele pressupõe isso, né? Que você tem que partir da análise particular de cada caso para extrair a o a sua forma de funcionamento ou os pressupostos dela e blá blá blá, ver como que ela se explica.

¶78Então, acaba sendo um uma espécie de algo universalizável, né, digamos assim, ó. Aí, mas não se não aplicaria o próprio Max. Pois é, Carlos, Carlos Alberto tá na col fugito. Vocês não estão escutando Carlos? Acho que sim, né?

¶79Ah, deixa eu ver aqui um pouquinho para baixo que já estão falando. Sim, eu digo que é uma dissonância do que ele diz com que se assume como certo. Loucura. Eis aí, Sir Cruzado. Tá, acho que, enfim, acho que vocês estão falando de outra coisa aqui no chat, [roncando] mas vamos lá.

¶80Vamos, vamos continuar aqui o react dele >> do século eh 4 antes de Cristo. Não, ele achava que isso era justiça no geral e assim ele afundamentava. Então tem uma diferença absurda, né? E o ponto quatro >> é que eu tinha voltado >> descendentes e fic um todo, ainda que tem diante de certos dil. Eh, vamos lá então pro segundo ponto.

¶81São sete, tá? E não é número cabalístico não, viu? Que deu sete mesmo, não tem culpa não. Deu sete. Sete pontos.

¶82Eh, o marxismo ocuparia uma posição epistêmica privilegiada. Esse é outro aspecto que ele coloca. Por quê? Então, segundo o Bertoch, eh, eu admito, né, que todas filosofia são produto histórico, exceto na prática o próprio marxismo. Por quê?

¶83Por que que o marxismo também não seria produto histórico? Mas vamos lá. Ele introduz, né, Mahi, eh, o exemplo do Mahi aqui, justamente para mostrar uma alternativa, reconhecer que toda perspectiva histórica situada, ou seja, que Mahi conclui isso, sem concluir que todas sejam equivalentes. É estranho, porque eu nunca disse que todas são equivalentes, né? Ali é um vídeo que eu tô procurando problematizar a gênese da metafísica sem entrar nos pormenores das diversas abordagens metafísicas que existem.

¶84O conceito de paralax serve precisamente para afirmar que diferentes exposições históricas revelam aspectos distintos da realidade. É verdade, ô Bartosch? Sem dúvida você pode ter diferentes exposições históricas que revelam aspectos distintos da realidade. Só que a o próprio projeto metafísico em qualquer autor não se propõe unicamente a revelar um aspecto da realidade, né? Mas a sua base mais fundamental, a sua base mais universal e primeira em algum sentido, não é?

¶85Então as abordagens méão, não tenho não tenho dúvidas inclusive acho de que as diversas teorias metafísicas têm no seu interior aspectos que são válidos. Claro que sim. Ou alguém vai negar, por exemplo, Organo de Aristóteles faz parte da sua construção metafísica como um todo, ainda que tem um papel bem particular ali que é a lógica. Alguém vai negar a validade da lógica, a utilidade da lógica em vários domínios da realidade ou sei lá, para pegar uma coisa mais >> só um ponto. Pode falar, >> embora e eh mais uma vez aqui uma uma dicotomia falsa.

¶86Por exemplo, a metafísica aristotélica, ela é extremamente tímida em relação ao que ela pode descobrir sobre a realidade, embora seja, por exemplo, ser aquilo que é fundacional, é aquilo que é transcendental, que não é universal, tá, Gustavo? >> É transcendental. Na verdade, em Aristóteles, essas categorias são até mais do que universais. >> Uhum. [limpando a garganta] Embora isso seja tudo, embora isso seja verdade, é para para Aristóteles e para as escolas nearistotélicas que surgiram depois, isso isso não passa também de um aspecto do real.

¶87Então, uma coisa não anula a outra, embora seja assim um aspecto fundamental da realidade, etc., Isso não eh nos deixa eh por exemplo, não concluir que esse aspecto também, na verdade é outro aspecto eh da realidade. Sim, também, né? Eh, então, você tem eh metafísicas que são bem tímidas em relação a isso. A de Aristóteles é um exemplo. >> Uhum.

¶88É, só para quem não tá entendendo, transcendental que o Carlos tá tomando no sentido de transcender, né, a as diversas categorias que existem, né? Então, Aristóteles vai além, né, porque o universal também tem um sentido meio técnico em Aristóteles, né, e às vezes ele parece utilizar como como se fosse a mesma coisa, né? Deixa eu ver aqui que o pessoal tá falando. Uhum. Hum.

¶89Tá, acho que não tem ainda um comentário sobre o tópico que a gente tá falando, então vamos avançando aqui. >> Universalmente conhecida a a própria hierarquia gêneroespéci, né, que depois vai ser formalizada por outros autores depois, como porfíilho, por exemplo, e na famosa árvore de Porfírio, a hierarquia gênero espécie, ela tá presente num zilhão de coisas hoje, por exemplo, eh, no desenvolvimento da origem das espécies, ainda que hoje a gente saiba que essa árvore ela não é tão menos fechada que a gente imaginava, né? espécies diferentes conseguem cruzar e ter descendentes eh fértos e tudo mais. Mas assim, em linha, >> você quer comentar sobre isso, Carlos? Sobre o a palavra espécie aí que entra.

¶90>> Exato. Aí entra quando Gustavo ele começa a entrar nos membros da filosofia que ele vai criticar ou que ele vai citar, ele se perde. Por exemplo, ele citou a árvore de Porfírios, citou o conceito de gênero e o conceito de espécie. Só que o conceito de gênero espécie na árvore de porfírio não é espécie biológica >> e nem o gênero é tão pouco o gênero biológico. São coisas diferentes.

¶91[risadas] >> Sim, pode falar. >> Exatos. Exato. São predicados lógicos que não que que expressam que expressam sim eh na que expressam na verdade eh >> eh esquemas metafísicos, né? expressa perfeições metafísicas.

¶92Isso não, isso isso não se confunde com o âmbito biológico. Na verdade, o âmbito biológico, justamente por ele ser eh um âmbito que tá mais em mais de alguma forma próximo da matéria, é justamente é justamente daí que surge a dificuldade de você definir coisas pelo gênero, entre aspas, e a espécie de Porfírio, né? >> Exato. Exato. É.

¶93E lembrando uma outra coisa também, o porfírio em si, ele não tinha organizado no formato de árvore, né? A primeira vez que aparece essa e essa sequência assim de setinhas que parecem fazer um formato de uma árvore é no Pedro Espano, né? Assim, no primeiro da nos primeiros tratados de lógica, assim, digamos, né? Na Idade Média. Eh, mas apenas uma curiosidade histórica, né?

¶94Ele só meio que tenta organizar de fato isso dos predicáveis lógicos porque não tava tão bem sistematizado em Aristóteles. Ele já parece pressumpor um pouco disso quando ele começa a lógica, né? Então há essa introdução pra gente não ficar tão perdido no estudo do órgano. Mas enfim, tá tem acho que acho que bora ver o que que ele vai chegar com isso aqui, né? Mas aqui o Gustavo já começa com uma equivocidade muito grande, né?

¶95A gente não tá falando de fato de espécie biológica, né? Para quem, deixa eu ver aqui uma coisa. Para quem tá falando ou para quem já estudou o básico assim de lógica aristotélica, sabe que não é disso que, apesar de Aristóteles ter sido um biólogo, de ter catalogado espécies e tal, ele não tá querendo falar disso aqui, né? Mas enfim, gerais é uma árvore que descreve tudo isso, né? Mas então vamos lá.

¶96Ele diz que não aplico essa regra ao próprio marxismo. Assim, o marxismo aparece como a única teoria capaz de explicar todas as demais. Estranho isso. Sem precisar ser explicado por nenhuma delas. Essa exceção não seria demonstrada apenas pressuposto.

¶97Bem, eu não sei. Provavelmente o Bartosch não acompanha muitos materiais que eu produzo aqui no meu canal, que não é nenhum problema, tá? Ele não tem nenhuma obrigação de acompanhar. Mas primeiro, o marxismo não é nem possui teoria capaz de explicar todas as outras teorias. Isso aí, inclusive eh o próprio Frederico coloca lá no vídeo dele, eh, também no começo, né?

¶98Marx não possui filosofia da história. Marx não possui sistema universal nenhum. Marx não possui lógica geral. Marx não possui método anterior objeto. Ou seja, o método do Marx é inseparável do do conteúdo a ser exposto.

¶99Então não existe. >> Ó, ó, ó, que coisa absurda, né? Pensar que existe uma uma inseparabilidade, né? Uma indistinção do método com o objeto, assim, né? Ou seja, a maneira de eu investigar o objeto então não se distingue dos pressupostos que você tá assumindo, por exemplo, de que você tem que analisar cada sociedade em seu caso, de tentar encontrar as gerações de produção material dela.

¶100Seria isso, é o próprio objeto. É, é meio é é acho uma visão meio ingênua de pensar assim, né? Por isso que eu digo para quem disse que eu que ele não cai no mito do dado categorial, leiam assim, se você não tiver talvez tanta capacidade de ler autores muito difíceis como o Robert Brandon e o John Mcdown, começa pelo menos com ah ali com o James Shay, né, que ele eles ele fala, né, introduz sobre o que é o mito do dado, assim, é o simplesmente o Gustavo Machado dizer que se apresenta simplesmente de fato, né? Ou seja, a realidade tá sempre aí dando as caras, né? Ele até falou que a realidade conversa com a gente, né?

¶101ela fala bastante, né? Mas isso eu acho uma perspectiva muito ingênua de realidade, assim, pensar que ele não tem de fato um método assim indistinto do objeto para mim é acreditar eh em um em um conto também, né? De certa maneira, tá? Ele ele ele acusa os outros assim, talvez de estarem mergulhados, né, nessa metafísica ou ideologias e coisas assim e não percebe que ele tá assim com uma lente. Existe alguma lente que ele tá usando para ler essa realidade, né?

¶102Mas enfim, vamos ver se ele vai desenvolver mais sobre isso, que eu tenho outros outras coisas. Tem um ponto também que é é o seguinte. Olha, se de fato o método não se separa do objeto, então de acordo com a diversidade do objeto, será assim também a diversidade do método. Isso leva à conclusão de que a ciência, entre aspas, marxista, ela não é uma ciência un, é uma ciência que, na verdade, ela é tão diversificada quanto a a multiplicidade de objetos que aparece aparecem diante dela. Isso é um problema, na verdade, em relação ao estabelecimento de uma ciência, porque o p o puramente você entra numa espécie de equivocidade em relação a à própria a própria ciência, ela perde o seu aspecto eh e as suas e o seu caráter de conduzir a conclusões e etc.

¶103Eh, se ela foi entendida assim. Outro outro ponto é o seguinte, ele diz ali, né, o Marx Marx não tem filosofia da história, não tem sistema universal, não tem não tem lógica geral, não tem método anterior ao objeto, mas tem crítica global à metafísica. Isso é, isso é uma contradição. Pera aí. já que ele não tem filosofia da história, já que ele não tem sistema universal, já que ele não tem, por exemplo, o método, entre aspas anterior ao objeto, mas ele tem uma crítica universal metafísica.

¶104Esquisito, né? Meio estranho isso. >> É, eu eu acho que o Gustavo diria que o Marx em si talvez não tenha, mas que ele tá, mas assim, ainda assim seria criticável o fato de Gustavo estar instrumentalizando isso que ele aprende com o Marx para desenvolvê-lo as últimas consequências e usar como crítica metafísica, né? Em tese, se é socialmente condicionante o fato de a Gênesis ali ser restrita à sociedade capitalista do século XVI, que ele tá analisando, o século 17, aliás, século XVI, né? Aliás, século XIX, talvez é que ele tava mencionando, né?

¶105Então não deveria valer para fora disso também, né? >> Exato. E eh bom, vamos vamos a gente tem que falar, por exemplo, de alguns autores como Heidegger, né? Porque a tentativa de críticas globais e a metafísica ou críticas universa universais a metafísica não é nova. Tem vários autores como Heidegger, você tem o próprio Zubiri, você tem autores como Cornélio Fabro, Gilson, que tentam fazer críticas massivas, eh, globalizantes à metafísica.

¶106Eh, uma coisa, uma coisa em comum que esses autores encorrem é que todos eles geralmente fracassam. Por quê? Porque a história da filosofia e das metafísicas é muito compreensiva e é extremamente extremamente diversificada. Eh, então, geral, em geral críticas massivas à metafísica, como, por exemplo, o obscurecimento, o obscurecimento do ser, eh, o Zuir faz outra, o Gilson, ele pega a metafísica, a história da filosofia divide em duas partes e assim por diante. O Cornio Fábio por influência do próprio Heider, vai fazer a mesma coisa.

¶107Eh, tudo isso não é novo na história da na história da filosofia. Então, um projeto de crítica globalizante às metafísicas, em tese, não é novo e nem é exclusivo a Marx, mas eu eu não consigo ver nesses autores, embora eu julgue que eles sejam que eles tenham fracassado nos seus projetos, eu não vejo eles eh provocando tantas distorções assim nos objetos de análise, nas filosofias, nas metafísicas. que acho que eles buscam criticar de alguma forma, né? Então, eh, isso é um ponto, é um ponto que a gente deve considerar. Eh, daí daí eu acho que talvez por pelo Marx não ter essas coisas, né, que ele disse, filosofia da história, não sei, sistema universal, lógica, eu acho que isso é um demérito, né?

¶108Na verdade é um demérito para o marxismo. Isso não serve como argumento, na verdade é um contraargumento, né? Perfeito. Tem uma participante aqui do chat que falou: "Se você sempre precisa de uma lente, isso relativiza o acesso à verdade, sempre condicionado a lente, não?" Então, em certo aspecto, sim, certo aspecto não. Tá bom?

¶109Edson na Edson na Carla, não sei se eu falei certo, chamar de Carla, que eu acho que é mais fácil. O ponto ali é que a gente tá, eu pelo menos tô partindo da ideia do crito do do mito do dado categorial, né? Ou seja, a realidade ela em si mesma não apresenta diante de nós uma maneira de lê-la. Assim, você não tem de fato a realidade sugerindo uma categoria ela mesma dada, não mediada, né, de acesso. Então, eh, o, no mínimo, se você não tá pressupondo, eh, um, uma lente, aí você tem, a gente tá falando quando a gente fala lente, novamente, né, o, o Gustavo, ele tá falando assim, ah, sobre pressupostos, interpretação, não, eu tô falando até de uma coisa anterior a isso, né?

¶110a gente tá falando inclusive já dos próprios conceitos que estão sendo utilizados para nós pensarmos a realidade. Esses conceitos não são sugeridos pelo hã por por essa fonte do dos eh que tá meio que de certa maneira provendo o substrato material da realidade. Ou seja, não tá eh isso que talvez você possa chamar, sei lá, da coisa em si ou a fonte dessas impressões que nós estamos recebendo pelas nossas capacidades sensitivas, né? ela não está ela mesma sugerindo uma categoria sobre a qual ela está categorizada, né? Então nós podemos sugerir eh concepções, sim, para não ficar pensando que é tudo relativo.

¶111Lembrando, ser relativo não significa necessariamente ser falso, tá? Mas assim, para você não pensar que não existem uma melhor do que a outra, a gente pode sim sugerir às vezes categorias ou conceitos mais técnicos e precisos do que outros. Na metafísica atomista, a gente começa partindo, por exemplo, de notas fundamentais, como C, tem quem comece falando sobre imôn. A gente pode discutir esses termas, mas justamente por você estar discutindo esses aspectos, sabe, de como que você vai categorizar, você está dizendo que a a isso já meio que prova que essa realidade comporta ser analisável assim e não tá sendo sugerida por ela mesma, entende? Ou seja, não é o próprio, não é o, não é esse próprio substrato material que está impondo essa coisa sendo apresentada da maneira como nós a percebemos, entende?

¶112Então é esse meio que o ponto para não cair no mito do dado categorial. E o Gustavo tá falando o tempo todo que não, de certa maneira essa realidade fala com a gente diretamente, né? Ou seja, apenas em certas condições de sociedade é que se precisou de uma mediação. E isso é realmente esquisito, sabe? Não é assim, de fato, não é.

¶113Agora, isso quer dizer que eu sou um relativista quanto à verdade? Ou seja, eh, quanto a pensar que às vezes o mero arbítrio poderia sugerir uma verdade ou outra? Não, isso daí já é outra discussão. A gente tá falando meramente aqui da mediação que torna possível a percepção pra gente poder fazer juízos depois, raciocínios, silogismos e coisa assim, tá? São duas coisas distintas.

¶114Inclusive a própria metafísica aristotélica, eu acho que ela trabalha também com um campo mediacional, tá? Mas enfim, eh, coisas que a gente pode discutir acho que mais para frente, né? [roncando] Deixa eu ver aqui. Ah, ela falou que é Ana Cala. Perdão, Ana, é que não não consegui captar aqui só pelo seu nick.

¶115Tá bom, [roncando] mas vamos lá. Falaram ela, ela da complementou tipo quem estava certo no fim. Kant estava certo. Eu acho que o Kant estava certo ao sugerir, de certa maneira a ideia de de do idealismo transcendental. Sim, eu acredito que ele tá certo no nas intuições básicas dele sobre esse tópico, tá bom?

¶116[roncando] Mas não por isso você precisa pegar ou comprar toda a metafísica cantiana. Acho que ela precisa ser reformada também, mas vamos lá. Metodologia marxista prévia. Não existe uma lógica geral marxista que é imposta ao conjunto da realidade. Não existe nenhum tipo de sistema universal, nem filosofia da história.

¶117Por exemplo, o único objeto que Marx dedicou examinar a vida dele inteira foi o capitalismo, né? Por vezes recorrendo a certas formas do passado com um único objetivo de entender o que é específico do capitalismo, mas sim nunca tomou as formas do passado como objeto direto de investigação, por exemplo, né? E todas as conclusões que ele chegou são conclusões que são produto da do estudo da sociedade capitalista e características dela, né? Eh, então, como assim o marxismo? Eh, se uma teoria capaz de explicar todas as outras, o que é o marxismo?

¶118Deixa eu tenho que entender exatamente o que você entende, né? O que é o marxismo? O que eu apresento naquele vídeo não é a teoria marxista geral. É uma, é produto da investigação minha, que pode ser ruim, pode ser boa, pode estar certa, pode estar errada, mas é produto das minhas investigações e das minhas reflexões sobre a origem desenvolvimento da metafísica. Não é o que diz o sistema geral da teoria.

¶119Não sei que sistema é esse, onde ele tá, eh, quem escreveu, em que lugar e onde, né? Ser materialista é isso, não é ter teses gerais sobre a matéria, a realidade, o mundo. As conclusões só são possíveis a partir do estudo particular de uma realidade dada, verificando inclusive a abrangência ou não dos fenômenos, né, ali manifestos. Então, explicada, dada no vídeo, eh, no a a a no vídeo não é resultado de uma dada teoria marxista geral, que eu nem sei qual é. é produto das minhas pesquisas, reflexões sobre a gênolamento da metafísica.

¶120Apesar disso, talvez seja esse ponto que ele que ele queira dizer, existe uma concepção marxista que não é uma teoria, um sistema do homem ou do universo, que não existe, né? Seu pressuposto é de que podemos explicar os fenômenos do mundo, né? De modo imanente, sem recorrer a leis, sistemas e ação externas a esses fenômenos, né? >> Mas olha só isso aqui, ó. Essa ele falou assim: "Seus, o seu pressuposto dessa concepção marxista, né?

¶121Veja, é um pressuposto, né? é de que podemos explicar os fenômenos do mundo eh de modo imanente, sem recorrer a leis, sistema e ação externa aos fenômenos. Mas eu pergunto, esse pressuposto não é algo externo aos fenômenos? Não é uma coisa que ele está usando aqui, que é utilizável como uma lei, pelo menos enquanto princípio de guia metodológico? É, não tem como fugir, eu acho disso aqui.

¶122Realmente é. Então, novamente também acho um pouco aqui conflitante com o que ele vem tentando fazer, né? >> Lembrando, >> Lembrando que todo pressuposto, se não for autoevidente, ele precisa ser provado, tá? >> É justificado, >> precisa ser demonstrado. >> Exato.

¶123Coisa que ele não faz, ele só assume, né? Aqui o Gustavo Machado só assume isso. >> Exato. Um ponto de partida, uma concepção. Eh, sua validade depende do sucesso ou não de se explicar os fenômenos de modo completamente imanente, sem recorrer a nada de transcendente a eles.

¶124No caso de sucesso, torna-se qualquer metafísica inútil. Isso aqui eu vou retomar um pouquinho mais à frente, tá? Vou retomar esse aspecto um pouco mais à frente. Então, mas tem sim uma concepção marxista. Ah, mas veja, isso é uma sentença marxista.

¶125você parte do pressuposto de que é possível compreender um fenômeno de modo completamente imanente. Ora, mas compreender um fenômeno de modo completamente imanente, o conjunto dos fenômenos, procurando a conexão, analisando internamente, é o que se apresenta diretamente a nós. >> Ó, vê o que ele fala diretamente. Quem diz que isso é direto assim, esse é novamente ele esse pressuposto tá dado, né? Isso que ele tá querendo dizer assim, não precisa sequer justificar ou provar como o Carlos tá falando, né?

¶126tá dado? >> O que tem que ser demonstrado é dizer que para além desses fenômenos existe um outro âmbito, seja existência, seja como fundamento, seja como causa primeira, um outro âmbito externo que o explica. Primeiro ponto, isso e segundo, isso aqui, o sucesso ou não dessa desse pressuposto, ele só pode ser validado pela análise particular. Ele não ele não é demonstrado genericamente, nem se propõe que ele seja demonstrado genericamente nunca. Então, como que Marx foi procurar mostrar a validade desse pressuposto aqui pro capitalismo, fazendo tergiveração sobre conceitos gerais e sobre como é possível conhecer as coisas, analisando-as internamente?

¶127Não. Ele foi lá estudar o capitalismo em todas as conexões necessárias que o constitui, né, da mercadoria, o dinheiro, é o trabalho excedente, a sua expressão como mais valia, a acumulação de capital, os ciclos do capital, os esquemas de reprodução, a distribuição do lucro, etc, etc, etc. E será que os fenômenos que se apresentam no diante de nós, né, os juros, o preço das ações, eh os preços de um modo geral, a especulação imobiliária, será que eu consigo explicá-lo de maneira interna, sem ter que recorrer a uma lógica geral que regula o mundo, a economia natural, o direito natural? Se ele conseguir fazer isso de maneira completamente interna aos fenômenos, qualquer explicação do mesmo fenômeno que recorre a algo externo fica suérflo. Percebe?

¶128Mas eu vou discutir um pouco mais sobre a ideia de que qualquer frase que tem um todo, uma postulação, alguma coisa universal, seria metafísica. Mas então, tentando sintetizar um pouco aqui, >> só um só um só um ponto, eh, é novamente ele tenta partir de um ponto de vista onde para você basicamente analisar o próprio pressuposto, você tem que assumir o pressuposto. Para você e de alguma forma invalidar ou validar o pressuposto marxista, você tem que partir do pressuposto marxista. Assim é fácil. Assim fica fácil.

¶129Exato. Exato. Não, então eu concordo que para mim ele tá, ele fala assim: "Ah, mas não, o o como que a gente pode demonstrar? A gente não tem que fazer uma demonstração genérica, prová-la e tal, apenas aplicar a realidade." Pois é, mas é uma coisa que tá sendo assumida, né? Ou seja, ele só tá assumindo.

¶130Então, de onde veio essa questão de que, ah, a gente tem que a a não partir de leis universais e partir só do Isso. Isso vem de algum lugar e tem que ser justificado. Sim. Ele tá só assumindo que não, não precisa. É só a gente aplicar que Marcos só aplicou lá no na sociedade capitalista e tal, mas o Gustavo tá aplicando isso a Grécia, tá aplicando isso ao Egito, tá aplicando isso a o antigo Oriente próximo ali do código de Hamurab, né, em Urdos Caldeus.

¶131Tá aplicando geral, né? [roncando] Enfim, vamos lá. Toda concepção parte de pressupostos. A diferença é que meu pressuposto não é um princípio do ser, do homem, da natureza ou do conhecimento no geral, mas um princípio de investigação da realidade concreta, ser validado pelo sucesso dessa própria investigação. E detalhe, não é um princípio que se impõe a realidade concreta.

¶132Não, eu tenho que ir até ela. >> Ponto. Só só uma questão. >> Aí aparece o aqueles pressuposistas, né, modernos como Vantil e outros. E aí fica bobo, né?

¶133Porque quer dizer, toda toda eh toda a concepção parte de pressuposto, sim, mas se eles não são autoevidentes de alguma forma, eles precisam ser demonstrados. Isso é óbvio. >> Uhum. >> Senão você parte, senão você cai num raciocínio circular, onde para para você validar os pressupostos, você já pressupõe os pressupostos para a validação dos seus pressupostos, o que é esquisito. >> Eh, e a qualificação que ele faz depois, ah, mas os meus pressupostos não são do ser em geral, do homem, da natureza, do conhecimento no geral.

¶134como se, por exemplo, na na história da filosofia, os filósofos cometessem esse tipo de gaf. Na verdade, esse esse essa concepção que parte de de que o pressuposto já é dado, então deixa para lá qualquer tipo de demonstração, é uma coisa extremamente recente na his na história da filosofia. >> Uhum. Não é uma coisa, não é uma coisa que, que os antigos faziam, não é uma coisa que Aristóteles fez no próprio órgano que ele, que ele cita, é uma coisa que Platão faz, não é uma coisa que os neplatônicos que a escola que as escolas peripatéticas fizeram na história. Então, o que ele faz é uma coisa circular e existem filosofias muito parecidas, tá?

¶135E são altamente problemáticas porque elas peticionam, né? >> Uhum. [limpando a garganta] Exato. Ele fala: "A diferença é que o meu pressuposto não é o princípio do ser do homem na natureza ou do conhecimento no geral". É, de certa maneira é, né?

¶136Porque esse pressuposto tá dizendo que para você produzir uma análise eh da sociedade, você tem de partir de uma investigação da realidade concreta a ser validada pelo ser validada pelo sucesso dessa própria investigação e tal. Eu poderia questionar, por exemplo, o sucesso dessa investigação que ele tá tendo, por exemplo, ao demonstrar o que tá querendo sobre a metafísica, né? Confundindo as condições de de eh de emersão de de na verdade de onde ela emerge, né? E a sua o seu e o seu próprio escopo de investigação, né? O seu próprio seus próprios princípios, né?

¶137Como a gente falou, a sua própria abrangência também. Então, eh, e novamente, como o Carlos falou, se não é um princípio que é autoevidente, e de fato não é porque ele mesmo tá dizendo que tem que ser validada pelo sucesso da própria investigação, eh, tem de ser justificada, né? Tem de ser justificada. Vamos lá. Cutar a realidade que fala, que fala.

¶138Todos os fenômenos falam tudo, fala. Tudo que tá aqui na minha sala nesse momento fala, tá? Eh, então, então isso a a a demonstração do sucesso da perspectiva do Marx não é metafísica, porque não é uma reflexão geral sobre a validade de um suposto método geral que ele propõe, até porque ele não propõe método geral nenhum, mas a validade disso se dá por meio da do sucesso em se explicar os fenômenos do mundo, por meio da análise eh interna desses fenômenos, pela sua conexão interna, sem ter que recorrer a nada exterior, transcendente, metafísico. Então, vamos lá. Ponto três, eh, concordo que diferentes posições históricas revelam ou podem revelar aspectos distintos da realidade, mas as metafísicas não se propõem a revelar certos aspectos da realidade apenas, mas seus princípios primeiros seu fundamento, né?

¶139Então eu concordo com isso aqui que o que o Marin disse. Nem nem acho que todas metafísicas são equivalentes, nem que todas teorias são equivalentes. Acho inclusive que as metafísicas que o erro é, e esse erro tem objetivos por trás, mas eh essa generalização do particular não quer dizer que tudo que tá lá pode ser jogado na lata do lixo e que elas não consigam de fato, por vezes descrever certos domínios da realidade ou não, tá? Eh, mas fracassam com relação ao que é o seu objetivo último, a sua finalidade, a sua razão de ser, né, enquanto metafísica. Eh, então vamos lá.

¶140Terceiro ponto, terceira parte. Tá dando para acompanhar, gente? Esse aqui eu fiz um textinho, tô conferindo os comentários aqui. Tá dando para acompanhar? Tá dando para entender?

¶141Eh, vou continuar, vou seguir aqui então nessa mesma abordagem, beleza? Eh, então vamos lá. Terceira parte, o Bert fala o seguinte, que a definição de metafísica seria historicamente insuficiente. Essa parte é bem dá para fazer bem rápida, realmente, porque ele fala, vamos lá, vamos primeiro argumento do Ubertoch aqui. Defino metafísica como toda tentativa de reduzir a multiplicidade à identidade.

¶142Eh, não, mas já vou explicar porquê. O outro é o mesmo, o heterogêneo é o homogêneo. Eh, isso descreve apenas uma parte da tradição metafísica. Ele dá o exemplo de Aristóteles, né? Eh, ele recorda a fórmula clássica do livro Gama da metafísica.

¶143O ser se diz de muitos modos, não é? Eh, a a metafísica aristotélica não elimina a pluralidade, procura justamente preservá-la pro meio da analogia do ser. Bem, eu embora chame o Aristóteles, estamos dentro uma tradição que eu chamo de metafísica analógica, tá? A mediação da analogia do ser, ela é na verdade um um desenvolvimento posterior, tá? Aristóteles considerava, mas isso não tem muita importância não, eh, Aristóteles considerava analogia o meio mais fraco possível para poder vincular as coisas e tudo mais.

¶144Daí, sua observação decisiva, eu afirmo que todas as metafísicas reduzem a diferença à identidade. Bertosch considera eh justamente esse todas o ponto vulnerável da tese. Basta uma tradição importante fazer o contrário para que a universialização deixe de valer. Eh, rapidamente aqui, viu, protocha e todo mundo aí. Na verdade, esse ponto é só prestar bem atenção no que eu tô fazendo ali no vídeo.

¶145É, primeiro, não se procura definir metafísica naquele vídeo, mas explicar as questões que origináriam e aí sim se afirma e universaliza que todas elas procuram resolver o problema do universal e particular do fenômeno e seu conceito e assimivamente. Agora, o que mais? >> No mandou R$ 5. A realidade não fala e o motivo não poderia ser mais simples. A realidade não tem boca para falar.

¶146[risadas] >> Muito bem. Muito bem. E mesmo que a realidade falasse, ela estaria se comunicando com uma certa linguagem, né? Ela estaria utilizando alguma coisa que também é media eh eh mediada, né? [roncando] Também se dá por uma mediação conceitual.

¶147Se a gente fosse usar isso e interpretar literalmente isso, né? [limpando a garganta] Ah, >> sobe, volta um pouquinho, Fugita, pra parte onde ele discute com o Bertch >> aí, >> ó. Vamos lá. Eh, de fato, eu acho que eu eu vi uma parte desse vídeo do Bertor e ele cita esse esse dito, né, do de Aristóteles, que o ser se o ser se diz de muitos modos, né? Eh, ele também cita, por exemplo, [roncando] que a multiplicidade eh reduz a que a tentativa da metafíssica aristatélica é de alguma forma explicar o múltiplo pelo idêntico, o que não é o mesmo que reduzir o múltiplo ao idêntico.

¶148Veja, você explicar o múltiplo pelo idêntico é uma coisa, você reduzir o múltiplo ao idêntico é outra outra coisa, né? Eh, de fato, o, como o Gustavo falou, não dá para pressupor que Aristóteles tenha qualquer tipo de metafísica analógica, né, até porque isso é tardio. E surgiram na tradição peripatética vários tipos de de se interpretar esses dizeres de Aristóteles, né? Existem, por exemplo, interpretações equivocistas, interpretações analógicas, interpretações, veja, até mesmo, eh, univocistas. >> Uhum.

¶149>> Então, de isso aí, ele tem razão. >> Perfeito. Vamos lá. Deixa eu voltar aqui paraa frente. É só prestar bem atenção no que eu tô fazendo, que é originário.

¶150E aí sim se afirma e universaliza que todas elas procuram resolver o problema do universal e particular do fenômeno e seu conceito e assim sucessivamente. Agora, o que mais importante aqui é o ponto dois. O vídeo não diz que todas as metafísicas reduzem a diferença identidade. Conscientemente, ainda que de modo esquemático, aquilo ali é evidentemente um esquema, empregou-se os termos reduzir, abarcar, explicar, determinar, justamente para incluir o conjunto das perspectivas metafísicas. Ou seja, o problema metafísico é o problema do universal e do particular, mas um problema que prioriza o universal frente ao particular, prioriza o necessário frente ao contingente, prioriza eh o conceito frente à multiplicidade dos fenômenos.

¶151As metafísicas podem fazer isso como? Reduzindo o particular a universal, abarcando o particular pelo universal, explicando o particular pelo universal, determinando o particular pelo universal. Então eu fiz questão naquele naquele meu vídeo de falar e de escrever em todas as vezes usar vários termos para apontar para as várias tentativas metafísicas, tá? Eu uso redução, eu uso abarcar, eu uso explicar, eu uso determinar. Poderia ter uso é uma coisa preguiçosa, na verdade.

¶152Ele, isso aí é só uma tentativa preguiçosa de você tentar fazer uma crítica global à metafísica, né? Porque eh abarcar, explicar, determinar, reduzir, ainda não dá conta da das metafísicas como um todo. Não dá conta. Não dá conta nem das metafísicas que ele acha que dá conta, pelo jeito a metafísica peripatética e neoplatônica, quanto mais as outras, quanto mais as outras, né? Eh, então isso é um problema, na verdade, que é o problema que toda crítica global, a metafísica encara, que é justamente por conta do objeto de análise, objeto de análise ser muito compreensivo.

¶153E aí essas definições são sempre definições que acabam restringindo o objeto em questão, no caso da metafísica, a um tipo particular de metafísica, mas não a metafísica como um todo. >> Exato. Ele fala que assim, praticamente nenhuma Não, ele acho que ele vai, ele vai lendo. Vamos ver. Pera aí.

¶154>> Usado outros termos, tá? Ah, Gustavo, esses quatro então sintetizam todas as perspectivas metafísicas existentes? Provavelmente não. Provavelmente não. Suprassunção, podemos ficar aqui, tá?

¶155Eh, agora tá muito claro que o que eu tô indicando ali, né? Reduzir é uma das formas como isso é feita, não necessariamente por meio de uma redução, tá? Eh, e gente, todo autor sério da tradução metafísica, nenhum deles nega a pluralidade, mas todos eles procuram compreender a totalidade, procuram eh explicar a pluralidade por meio de algo universal, né? Então, praticamente nenhuma tentativa metafísica séria elimina a pluralidade. Não é só Aristóteles, não.

¶156Platão, tá? Até, se quisermos, o personagem Sócrates nos diálogos de Platão, um deles elimina a polaridade, mas procura quando não reduzi-la, abarcar, explicar e ou determinar a polaridade por meio da unidade, tá? Então aqui é um mal entendido, mas um mal entendido, né, que na verdade tomou o conjunto de elementos com que eu tô ali analisando particular e universal, eh, unicamente pela pelo verbo reduzir, né? Presbiteriama do R$ 5. Como estudar com Carlos e tradução do cardeal Caetano da Contraores que irão de filosofia opera filosófica é boa.

¶157>> Lixo. Lixo da Contraerrores de lixo. Tem um tem acho que um prefácio do Nugê. Lixo também. Eh, como estudar o cardeal Caetano longe dessas traduções de lixo.

¶158Eh, como estudar comigo? Bom, você pode me contatar no meu número ou contatar o Fugita, que e aí vai passar o meu contato e aí a gente vê o o que você tem como objeto de de interesse, tá? É isso. >> Uhum. É, o que eu tava pensando em comentar agora aqui nesse momento é que eh existem outras metafísicas que não fazem mesmo isso que ele tá dizendo, né?

¶159Quando ele diz praticamente nenhuma tentativa metafísica séria elimina a pluralidade, mas procura, quando não reduzi-la, abarcar, explicar ou determinar a pluralidade por meio da unidade? Não, simplesmente não. A gente até comentou no outro vídeo lá, né, que quem, por exemplo, tem essa a colocar o Uno como nota, né, que explica não sei o quê, é, são principalmente os neoplatônicos, né, mas especialmente na modernidade agora para cá, não é essa tentativa, por exemplo, né, acho que teria vários contraexemplos aí para dizer assim que porque agora ele tentou dizer que é uma totalidade, né, porque ele porque ele diz assim: "Nenhuma tentativa metafísica séria elimina a pluralidade, blá blá blá e tal". Enfim, deixa eu ver o que que tô falando no chat aqui. Ah, falaram aqui o pastel abacate.

¶160Boa noite. É quê? Rael. Marx tinha desenvolvido uma lei geral da acumulação capitalista. O próprio nunca tentou eh destruir os universais por completo.

¶161Ah, olha só quem apareceu aqui. David Ribeiro. Boa noite, David. Eu mostrei na minha live. É engraçado porque os atomistas são um contraexemplo disso aí.

¶162Ah, é? Pois é. Aqui, ó, o David aparecendo para para falar sobre também. Exato. O Marx defende que a economia política é a mais concreta das ciências por lidar diretamente com as necessidades humanas, como moradia, alimentação, vestuária e tal.

¶163David falou o artigo do Sheffer e o debate do OP com o Schade no Captain Christianity, onde comentam sobre o pluralismo de propriedade, uma perspectiva fundacionalista metafísica. Bem lembrado, David. Teria geral da acumulação capitalista vale para o capitalismo. David Ribeiro é muito relevante, meu Deus. Não para a Grécia antiga, então não é universal.

¶164O David continua falando com o atomismo sendo uma forma de pluralismo de prioridade. Aí ele falou: "Salve Fugita e Carlos. Salve David Ribeiro. Tudo bem meu caro? >> Salve.

¶165>> Vamos continuar aqui. Vamos lá. que eu utilizo lá, sendo que tem três outros, só para mostrar que tem várias perspectivas de vincular o particular a universal, eh, submetê-la a universal de algum modo. [roncando] Mas aqui cabe alguns comentários sobre Aristóteles, que eu vou voltar a fazer mais adiante, tá? Peço desculpa aí se as pessoas tiverem alguma dificuldade, mas eu vou tentar aqui, vai ter que ir para umas coisinhas.

¶166>> Além de outra coisa, ele parece dizer que de certa maneira, de certa maneira universal e e pluralidade é a mesma coisa, eu acho, né? Ele parece tá dizendo isso, ah, o universal, a pluralidade e tal, para ele parece tomar como intercambiável. >> Pouquinho mais técnicas. Eh, já que eu lhe deu o exemplo de Aristóteles como uma negação disso aí, né? Aristóteles, nesse caso, procura fazer o mesmo, mas no lugar de pressupor um universal, que explica os particulares, ou seja, o universal de algum modo existe antes, procura aprender esse universal a partir do que é particular.

¶167Isso aí, gente, tem uma eh ilustra bem a maneira como foi compreendido Platão e Aristóteles ao longo da da da nossa tradição. Para Aristóteles, isso é em grande medida verdade mesmo, uma famosa pintura, né, que que mostra eh Platão e Aristóteles, um apontando para cima, outro apontando para baixo, com a ideia de que segundo Platão era entendido, se procure dos céus à Terra e Aristóteles da Terra aos céus. Ou seja, ambos estão procurando responder a mesma pergunta, as mesmas perguntas, os mesmos dilemas, mas o fazem de formas distintas, né? Eh, em Aristóteles, eh, esse universal não é, não é substância. Que que significa isso?

¶168É porque Aristóteles, olha, o universal ele não existe, se usarmos o vocabulário platônico em si por si mesmo. Eh, em Aristóteles Universal não existe como algo separado, ele existe nas coisas e por elas, tá? Que é o que ele chama de IA, substância. Então, a substância é sempre um indivíduo concreto, numericamente um. Pode falar, Carlos.

¶169Eh, de fato, para Aristóteles, o universal não é substância primeira no sentido de do indivíduo concreto, mas é substância segunda, né? Ou seja, são gêneros, são as espécies, >> homem, animal. E ah, essa leitura que ele tá fazendo de Aristóteles, ela ignora algumas coisas. Por exemplo, historicamente, a o abstracionismo peripatético foi assimilado por vários neoplatônicos. Ponto um.

¶170Ponto dois, que isso confirma, na verdade, um ponto que estava sendo questionado num vídeo anterior de que supostamente o Thiago, o qu dizer o Gustavo, ele não estava partindo de um ponto de vista onde a metafísica platônica seria eh dual, né, ou um dualismo, né? Isso se confirma agora, né? Esse dos céus à terra, eh, da terra aos céus. Ou seja, ele tá pressupondo que de alguma forma para Aristóteles o universal não é substância e para Platão o é. Só que isso não é verdade pros dois casos.

¶171Quer dizer, para Aristóteles existe um sentido no qual o universal é a substância. E no sentido e no sentido peripatético pleno para Platão também o universal não é substância no sentido concreto, né? Ou seja, tanto a concepção de Aristóteles precisa ser melhor matizada, como a concepção platônica que ele quer que ele quer fazer um contraste, precisa ser melhor explicada, porque senão a gente cai de novo na interpretação dos dois mundos, né? Ou seja, o mundo das ideias e o mundo das coisas. eh, particulares, sensíveis, individuais, etc., o que é uma leitura completamente eh ingênua de Aristó de Platão, >> ultrapassada já, como a gente mencionou na no último no último vídeo, né, porque tavam criticando a gente, ah, não, Gustavo não tá falando isso, mas ele acabou de ele acabou de reafirmar, né?

¶172Ou seja, para fazer sentido o que ele tá falando de Aristótel, eles têm que se pressupor que para Platão é diferente, né? Não. >> Exato. >> Então fica, eu falei sobre o debate de daologia no último vídeo, o Carlos falou sobre a interpretação do mundo das ideias. Então, eh, assim, os autores até mais introdutórios falam sobre isso, né?

¶173O Giovan Radio, por exemplo, então nas introduções a esses dois autores, né? Porque ele tem introduções a Platão e Aristóteles, né? Mas enfim, o Gustavo ele tem uma leitura realmente meio eh aqui pode acho que pode se dizer, né? Meio superficial, né? Acho que não seria o problema.

¶174É. é meio superficial de fato dessas tradições, mas vamos lá. Uno, este homem, este cavalo, né, Gustavo Bertoch e por aí vai. Universal não subsiste separadamente, mas existe apenas nos particulares, neles e por meio deles, exprimindo a essência comum apreendida pela ciência. Agora, a inteligibilidade do indivíduo encontra-se subordinada universal, não tem ciência da IA considerada.

¶175Eu acho que antes de falar, eu acho que tem uma coisa que complica um pouco o entendimento do Gustavo, porque ele não faz a distinção daqueles universais que a gente falava, né? Eh, existe um universal fundamental extremamente, se você tem um universal metafísico, um universal lógico, que já aí são entes que a gente chama de segundas intenções, né, no intelecto, como, por exemplo, os predicáveis lógicos, ah, objetos da lógica, como a definição, proposições, sentenças, todas essas coisas são distintas, né? E às vezes ele vai às vezes sambando de um para outro sem a devida distinção, aí fica esquisito, né? Eh, o que que ele falou aqui? Ele diz assim: "A substância é sempre um indivíduo concreto e numericamente uno.

¶176Este homem este cavalo. O universal não subsiste separadamente, mas existe apenas nos particulares, neles e por meio deles, exprimindo a essência comum apreendida pela ciência. Aí ele já teria, se tá falando deles ali, de tá falando de universal fundamental, né? A inteligibilidade do indivíduo continua subordinada ao universal. Enfim, é uma confusão.

¶177Fala aí, amigo. >> Hum. A pior confusão aqui, olha só, para Aristóteles, o indivíduo não é inteligível. Hum. E agora?

¶178O indivíduo não é inteligível na perspectiva peripatética. Existe até um dilema sobre como o indivíduo ele é inteligido. Ele ele na verdade na na metafísica de Aristóteles, ele é é como se ele fosse ah ele está fora, completamente fora do do alcance do universal e ele não pode ser alcançado por nenhum conceito. ele é irredutível e o intelecto, a gente não alcança ele nos fantasmas abstraídos eh das coisas, né? Ou seja, e agora o a inteligibilidade do indivíduo só vai começar a ser cogitada em metafísicas do a partir do peripatetismo do século XI com o escoto e aí vai ter Soares, que vai ser o autor e os próprios nominalistas que vão começar a dizer o seguinte: "Olha, universal, quer dizer, o indivíduo ele tem sim alguma nota de inteligibilidade".

¶179Isso cai num problema muito pior, que é sobre como nós conhecemos agu, ou seja, no seu aqui e agora. Como eu conheço, por exemplo, este copo que está aqui à minha direita. Este copo ele é concreto, ele é individual, mas ao mesmo tempo o meu intelecto, ele só produz coisas universais. E aí nós temos uma uma grande problemática que é como os conceitos universais conseguem atingir o individual e, por exemplo, me dar a notícia que este copo, na verdade, é um copo e não um cavalo. >> Sim.

¶180>> Que este celular é um celular e não outra substância artificial. Então isso é um grande problema na na metafísica aristotélica, tão grande, mas tão grande, que que tem pelo menos seis, sete respostas diferentes para esse para essa questão. >> Sim. >> Então não é uma coisa simples. >> É, pode falar, desculpa.

¶181>> Não é uma coisa simples nem fácil de entender. >> Uhum. Novamente, o objeto do intelecto, que para Aristóteles é principalmente o intelecto agente, é o universal. Porém, é fato que nós conhecemos as coisas singulares, individuais. Como do universal se passa ao singular se o objeto do intelecto é apenas o universal?

¶182Isoladamente com ela não se pode fazer um discurso com estatuto de com estatuta, mas peço a licença para o Carlos comentar brevemente sobre a controvérsia de Airis, melhor obra, qual seria a posição correta na opinião dele e se vocês dariam um curso sobre isso? Abraço e rezem por mim. >> Eu acho que a, eu não sei se o Carlos conseguiu captar, mas eu acho que a primeira parte da pergunta é sobre a controvérsias de auxílies, né? Eh, eu não sei se você pediu, só conferir aqui na no texto da pergunta uma coisa, não tem a ver com o tema, eh, mas peço a licença para o Carlos comentar brevemente sobre a controvérsia de auxílias, melhor obra, qual seria a posição correta na opinião dele e se vocês dariam um curso sobre isso. Abraço e rezem por mim.

¶183Acho que o Carlos já, eu sei até qual o historiador que o Carlos vai recomendar, mas diga aí, Carlos. Bom, eh, sim, eu vou vou recomendar o historiador Vicente Munhos, que a meu ver é o mais competente, é o mais rígido. O próprio Marençola, ele faz questão de historiar a sua essa controvérsia na na sua Concórdia. Eh, e bem, ela é a controvérsia mais encarniçada da escolástica, ou seja, você teve ali uma um uma um confronto dialético muito forte a ponto, por exemplo, de algumas ordens religiosas, como por exemplo, os dominicanos, acusarem os jesuítas de serem semipelagianos ou pelagianos e os jesuítas retrucarem a acusão dos dominicanos de luteranismo e de calvinismo, né? Você você tem ali os extremos do banesianismo dos dos dominicanos, você tem o molinismo dos jesuítas e a par disso você tem, é claro, a a posição de Francisco Soares, que também pega alguns aspectos da posição de de Molina com a ciência mista e assim por diante.

¶184Eh, é a controvérsia mais encarniçada da escolástica, tanto é que ela quase gerou um sisma na igreja. Aí se não fosse as resoluções das polêmicas de auxílios tomarem uma posição política muito mais conciliatória do que resolutiva, ou seja, de resolver a questão, [roncando] se não fosse assim, talvez eh a igreja teria outro sismo, tá? porque é o que beirava ali. Então, sim, eu acho um tema muito interessante. Não sei, não sei se eu daria um curso sobre isso, mas eh >> eu já pensei >> assim, mas só para para quem não sabe, a gente tem uma aula, né, que é no curso A formação da Opinião.

¶185O Carlos e apresentou, fez um roteiro aí pra gente estudar sobre a distinção entre os molinistas e a posição dominicana, né? É uma introdução ao ao a isso. O nosso querido Gabriel, aluno do curso, eh ajudou fazendo um roteiro com comentários, né, bem interessantes. Ele é um dos divulgadores do zumelianismo, né? Então, se você entrar no curso a formação da opinião, a gente já tem um material lá e eu já pensei em fazer um material introdutório assim sobre isso, ah, para deixar um pouco mais acessível, né?

¶186Porque as pessoas geralmente t muita dificuldade de acessar as fontes, muita coisa estando em latim, apesar do Vicente Munhóz e você encontrar em em idiomas agora que você pode acessar. Mas eu de Ah, mas eu a pessoa perguntou, acho que a sua posição também, né, Carlos? Eu não sei se a pessoa também quis saber a minha. Mas eu particularmente não consigo me encontrar em nenhum dos dois espectros tipicamente falando, né? Eu acho que uma posição, eu acho que eu, eu acabo assumindo coisas do molinismo, coisas dos tomistas nesse caso, e coisas congruístas para uma posição que eu acho interessante, né?

¶187Mas o Carlos, talvez por causa da sua associação Raimundo Lulo, imagino que vá defender alguma posição agostiniana, né, Carlos? Mas enfim, que acho que ele também quis saber isso, né? Deixa eu ver aqui a pergunta, ó. Ah, aí, ó. Qual seria a posição correta na opinião dele e se vocês dariam um curso sobre isso?

¶188Eu acho que existem posições que são subestimadas com a posição esgotista e claramente claramente tem uma grande resposta a esse problema, como você vê, por exemplo, em autores como o mastrio, né, dos decretos concomitantes, a condeterminação. E eu, é claro, como sou luliano, vejo que a posição luliana, que é mais agostiniana, mais agostiniana, mas tem os seus próprios caracteres, eu acho que ela é a posição mais correta. [roncando] >> Perfeito. Perfeito. Vamos lá.

¶189>> A física de aristotélica, ela não reduz os particulares a universal, nem transforma o universal em substância, como seria o caso supostamente de Platão, porque eu truco isso aí também, mas não vou entrar aqui nesses temas. Contudo, ela conserva a exigência de que a pluralidade somente seja pluramente plenamente inteligível mediante os princípios universais: essência, causa, substância, ato, potência, culminando na necessidade de uma substância primeira, cuja validade é universal para todo o cosmos, né? Tanto a física como a metafísica de Aristóteles, elas terminam eh com a ideia de um primeiro motor imóvel, né? eh, no caso da metafísica, o pensamento de pensamento e todo um conjunto de coisas que ele faz ali, eh, que no fundo seria enquanto causa, ainda que enquanto causa final, a razão de ser de toda essa inteligibilidade que tá dada no mundo e que é aprendida enquanto universal pelo nosso pensamento, porque elas estão nas coisas, tá? Então, claro que Aristóteles, >> muito ruim, péssimo.

¶190Veja, vamos lá, vamos voltar à aquela discussão anterior, né? Eu disse que para Aristóteles o individual sequer é inteligível. É porque ele parte da noção equivocada de que nós abstraímos do individual e obtendo conhecimento do universal, que é falso. Nós abstraímos das espécies sensíveis que, por sua [limpando a garganta] vez, aí sim remontam aos aos singulares. Só que as espécies sensíveis não nos dão o conhecimento do indivíduo, nos dão o conhecimento do particular.

¶191Aí entra outra, aí entra outra categoria que o Gustavo gosta de confundir. Ele confunde particular com universal, quer dizer, particular com individual. >> Uhum. >> É, não são a mesma coisa, tá? Eh, e agora ele há ele pressupõe nessa análise nessa análise dele de Aristóteles, porque só faz sentido se você lê assim, que nós abstraímos do indivíduo.

¶192Quando em Aristóteles, o indivíduo ele escapa à universalidade, nós abstraímos das espécies dos indivíduos o que é diferente. [roncando] em relação a essa a esse giro que ele faz aí, passando de Aristóteles a Platão, assim, aí entra um uma coisa horrível, né? Porque ele começa a entrar nos Beandros e fica muito muito claro que ele não conhece bem nem Aristóteles e tampouco o Platão. [suspirando] Eh, ele começa assim: "A metafísica aristotélica não reduz os particulares a universal". Eh, na verdade existe sim uma certa redução, enfim, do particular ao universal, que é justamente o que Aristóteles chamam de iluminação do intelecto agente no particular, que é justamente eh os os fantasmata, né, de Aristóteles.

¶193>> Continuando, >> como seria o caso supostamente em Platão. É, tá. Eh, contudo, eh, ele ela conserva a exigência de que somente de que a pluralidade somente seja inteligível mediante princípios universais. Aí ele vai jogando, ó, joga, joga essência, um conceito que só vai aparecer na filosofia árabe, especialmente em Avicena, né? Tanto é que existe a concepção existencialista, entre aspas, de Avicena.

¶194que é comentada por Tomás Jaquino, por pelo cardeal Caetano e por tantos filósofos nos comentários adeente essência, né? Onde se onde a questão disputada ali são é justamente o binômio essência, existência. Essência existência, tá? E vamos ignorar isso também. Aí ele continua essência, causa, tá?

¶195Substância, ato e potência. Tá bom? Ah, culminando na necessidade de uma substância primeira, cuja validade é universal para todo para todo cosmos. Eh, a substância primeira, na verdade, ela é o indivíduo concreto singular, certo? >> Sim.

¶196Ele ele >> na verdade quando >> quando o Aristóteles ele teoriza sobre a substância, ele tem que pegar o aspecto abstrato da substância. o o aspecto que é de alguma forma universal, né? >> Uhum. >> Na na na linguagem dele, não existe uma teoria eh da substância primeira válida como universal para todo cosmos. Eh, primeiro porque existe uma grande discussão entre os peripatéticos eh em relação à divisão do ser para os 10 predicamentos, entre os quais está a substância.

¶197Não existe uma resposta só. Existem respostas univocizantes, respostas que invocam analogia, respostas que invocam a equivocidade. Existem existe eh resposta para todo tipo de gosto. Eh, e o pior, ele ele comparar a substância primeira com o primeiro motor imóvel. >> Não, era isso que era isso que eu ia falar.

¶198O principal, eu pensei que você não tinha captado, mas o o pior problema é isso. Ele pensa, né, que é porque ele juntou essas duas palavras, substância primeira, não sabendo que ela tem um sentido técnico, né, de saber justamente que a gente tá falando do sínulo, né, que é justamente a ideia da união, da matéria e da forma com pensar que é primeira no sentido do primeiro motor imóvel. >> [suspirando][risadas] >> Ai ai ai. Então ele acaba achando que tudo isso que ele tá dizendo cina na necessidade de uma substância primeira cuja validade é universal para todo o cosmos, né? Assim, é realmente bizarro, né?

¶199Essa essa essa frase aqui toda, né? Ela é muito bizarra. Contudo, ela conserva a exigência de que a pluralidade seja plenamente inteligível mediante princípios universais, né? em Aristótelees, supostamente essência, causa, substância, ato e potência, culminando na necessidade de uma substância primeira, cuja validade é universal para todo cosmos. Assim, é os termos todos largados e soltos assim, né?

¶200Ele vai emaranhando a a gente, para quem não tá entendendo, é novamente existe um debate entre o que é substância primeira, o que é substância segunda e Aristóteles, que é que seria universal, mas isso não tem a ver com a discussão sobre o que isso que ele tá falando de pensamento de pensamento, essa coisa da que chega na metafísica, a existência de Deus, né, que é o primeiro motor imóvel, que na visão aristotélica é um motor de causa final, como ele falou, e não de causa eficiente, né? Isso não tem a ver com a discussão do que é substância primeira, daquilo que a gente falou, né, do síno, se é a forma, se é a matéria. O que que é substância primeira? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. [risadas] [suspirando] Ai, ai, ai, gente céu.

¶201Você quer comentar mais alguma coisa aí, Carlos? É, sem. Esse é um erro gritante. É pra gente perceber que quando ele entra nos meandros, ele a gente percebe que ele não consegue disfarçar a ignorância dele. Tudo bem, ele eh ser ignorante em relação à filosofia de Aristóteles, né?

¶202Mas que não falasse dela, que não falasse dela. Exato. >> Né? Porque eh existe várias disputas em relação à noção de substância primeira e segunda. o ente contraível aos 10 predicamentos, se esse ente ele é redutível, por exemplo, ah, por a se ele é de alguma forma uma categoria eh unívoca, se se é uma categoria, na verdade analógica, existe toda uma grande disputa sobre isso.

¶203E na verdade e se você aplica o conceito de substância eh ao primeiro motor imóvel, você não pode aplicar ela, pelo menos, a princípio no sentido no sentido eh unívoco, né? Você precisa aplicar ela no sentido analógico e transcendental, né? É justamente o que os escolos chamam de eh substância transcendente ou transcendental. Eh, justamente porque a maioria da da das concepções tende a compreender que as 10 categorias são gêneros supremos e universais e, portanto, unívocos. E aí, se você aplica a Deus a categoria de substância, ele é existe uma parte do do conceito que não se aplica, né?

¶204Porque eh Deus ele ele na verdade é suprasubstancial, ele está acima da substância, tá? está acima da substância. Ele é o ser, ele é [roncando] ele é o ser, ele ele é o bem, etc., que são termos que não se enquadram, não estão no dentro do do do que nós chamamos de domínio predicamental, tá além do domínio predicamental. Então, eh, tem vários problemas aí nessa, nesse fraseado do machado. >> Exato.

¶205Muito, muito ruim aqui, gente do céu. Bora ver o que ele continua dizendo. >> Tá respondendo a essa pergunta, ele tá respondendo a essa questão. Mas veja que o reduzir é apenas uma das perspectivas metafísicas. Por isso eu utilizo quatro termos ali naquele vídeo meu para não deixar ambiguidade com relação a isso, tá?

¶206Logo, Aristóteles responde às mesmas questões metafísicas que classicamente se atribui a Platão. No entanto, segue um caminho diferente para fundamentá-la. A pergunta permanece a mesma, muda apenas o modo de resolvê-la. Daí a razão de eu apresentar duas vias metafísicas dominantes, que eu nem naquele vídeo tive condição de de entrar fundo nisso, tá? Uma metafísica mística e outra analógica, tá?

¶207Onde eu coloco Aristóteles, onde eu coloco uma tradição que foi historicamente entendida como platonismo, tá? Não necessariamente Platão. Inclusive, eh, a primeira grande crítica à metafísica, na minha opinião, brilhante, fantástica, eh, tá em Platão, não é, Marx? é o diálogo par menos de Platão. O diálogo parendes de Platão é uma grande desmoralização das inúmeras perspectivas metafísicas até então existentes e que traduzem muita, em larga medida, tá, que vai se desenvolver posteriormente.

¶208Eh, inclusive aquelas que nos diálogos do Platão eram apresentadas por Sócrates, foram apresentadas por Sócrates em sucessivos diálogos. Então, fica uma dica, tá? E eu nem acho que toda filosofia se reduz à metafísica. Por exemplo, o diálogo Parmendes Platão para mim é uma crítica metafísica e o diálogo sofista é uma tentativa de fundamentar o falso e, nesse sentido, o papel dos sofistas no mundo grego de modo não metafísico, tá? [risadas] Então vamos lá.

¶209Eh, quatro. Falta mais. Lembrando que [limpando a garganta] essa distinção dele de metafísica analógica e metafísica mística, como a gente analisou lá, também é bem esquisita, né, no nosso último vídeo. Não sei se ele vai entrar nisso de novo, mas quero ver se ele vai tentar salvar essa essas duas categorias que ele fez ali, né? Vamos ver >> mais quatro >> só.

¶210E só >> pode falar. Um ponto interessante ser comentado é que no diálogo Parmenei de de Platão, ele não está fazendo uma crítica radical a todas as metafísicas. Ali você tem, na verdade, uma crítica radical à teoria das formas e alguma e algumas das suas consequências metafísicas de certas formulações dessa ciência, mas não há uma crítica absoluta à metafísica. na verdade se supõe a metafísica, né? Porque, por exemplo, a segunda parte do Parmend apresenta uma hipótese sobre o Uno, examina também suas consequências.

¶211Eh, e é justamente o que o que a hermenêutica dos das doutrinas não escritas de Platão tentam eh buscar como sendo, na verdade, o aspecto mais fundamental da sua filosofia, que é justamente recuperar as noções de Uno e de Diade, né, como as noções que estão inclusive acima da da teoria das formas e que as fundamenta. Então, não é bem assim, não é como se fosse uma crítica a todas as a a todos e a todas as metafísicas e como se Platão estivesse se abstendo de adotar ele mesmo uma teoria, uma teoria metafísica. Da mesma forma, quando Platão, eh, perdão, quando Aristóteles, ah, seja na seja na sua física, seja na própria metafísica, ele critica os filósofos da FISEIS, ele não está por si só eh, criticando a filosofia da natureza em si, porque ele tem uma filosofia da natureza. Então, da mesma forma, eh, quando Platão ele entra num aspecto crítico a aspectos e consequências de certas teorias metafísicas, ele não está abandonando por si só a metafísica. >> Uhum.

¶212[limpando a garganta] Perfeito. Exato. Ah, seria estranho, né, o Platão fazer uma crítica em geral à metafísica, sendo que o próprio Gustavo tá admitindo que ele faz parte dessa metafísica mística, né? Mas enfim, vamos lá. sobre a póli.

¶213E eu vou voltar a esses temas, tá? Que eu já fiz aqui mais abaixo os dois pontos finais. Eh, isso eu ten mais quatro. Os dois finais vai me permitir voltar um pouquinho esse tema. Então, vamos lá.

¶214Quatro. A hipótese histórica sobre a pól, isso é o argumento do Bertch, tá? é apresentada como condição necessária, mas pode ser refutada por um único contraemplo. Essa foi a que eu mais gostei, na verdade. Essa aqui é a mais interessante.

¶215Eh, segundo o Bertoch, minha tese implica: "Sem a mediação abstrata produzida pela pól, não podem surgir universais autônomos". Eh, OK. "Isso é uma afirmação de condição necessária." Ele disse, "Ora, condições necessárias são derrubadas por um único contra exemplo." E nesse contexto que Bert apresenta Panini, né? que a o gramática de Panini lá na Índia, rapaz, isso deve tá ali no século antes de Cristo, não me lembro, tá? Eh, o Déutero, Isaías, que são os capítulos ali dentro do livro de Isaías, né, os capítulos finais.

¶216Essa, isso eu sou muito mais famizado, estudei bastante isso, eh, que escrito provavelmente no final do exílio Babilônia, eh, claro, e aquiatom, o, o faraó supostamente ali monoteísta do período do Egito. Os exemplos não pretendem provar outra teoria da origem da metafísica. Seu objetivo é mais modesto, mostrar que a pól não pode ser a condição necessária do aparecimento universais. Cara, isso aqui eu adorei. Eu vou ser bem sincero com vocês.

¶217Tô fazendo pouco caso das outras questões que que você levantou e não viu Bertch, mas esse foi o motivo que me fez me motivou a fazer esse essa live tratando lá dos seus argumentos. Foi esse aqui o que realmente me motivou. Eh, então vamos lá. Primeiro ponto, eh, esse é de longe, na minha opinião, é claro, o ponto mais interessante do vídeo. Essas supostas exceções que discutirei a seguir apenas atestam e confirma a tese que defendo.

¶218A tese não é: sem mediação abstrata produzida pela pólis não podem surgir os universais. A minha tese é de que apenas uma forma social que cria abstrações aparentemente autônomas em seu interior torna possível desenvolvimento e consolidação da metafísica. Então, vejamos, tá? Inclusive, quando eu tô lá discutindo no meu vídeo, né, eh, como assim a pól é uma condição universal? Ora, né, eu até eu até menciono, me lembro bem de tá falando ali das sociedades mesopotâmicas do Oriente antigo, como por exemplo na na parte final ali das sociedades meses mesesotâmicas ali depois de 1500 antes de Crist, sociedade cacida, por exemplo, você já tem um desenvolvimento do indivíduo, né, claro que não se compara nem com hoje, nem com a Grécia, mas muito maior do que nos períodos anteriores, né?

¶219Se você pegar, por exemplo, a a Mesopotâmia do período assírio, né, do rei Assubaniba, o primeiro rei intelectual, [risadas] o primeiro rei que não ia pra guerra na frente, né, ao lado do seu exército, ele ficava em casa. Era o lei que se o rei que se gabava, o imperador, né, eh, o Liverano defende que é o primeiro império, era o imperador que se gabava de saber ler no sumério antigo, nos textos comuniformes em sumério, que já tinha deixado de ser escrito há séculos, tá? Eh, eh, e o Sumério já tinha deixado de ser falado há mais de 1000 anos antes disso. O rei gabá, olha só para você ver que loucura, né? Isso era impensável na Mesopotâmia de 2000 anes de.

¶220Cristi, nos anos 700, 750 anes de. Cristo em a subaníbal, nem se longe as cidades eram estáticas. Eh, mas vamos lá, vamos ler mais um pouquinho aqui. Foi dito no meu vídeo exaustivamente que o ser humano sempre foi capaz de abstrair e sempre, ao menos do que temos registro, fez uso abundante dessa capacidade. Inclusive, a escrita cuneiforme mesopotâmica, ela exige uma capacidade de abstração imensamente maior do que a nossa escrita, tá?

¶221Eh, a própria escrita Maia, tá? Tem um livro fantástico que eu tenho ali da tradução do Maia que só se aconteceu no século XX, né? Eh, só que essas abstrações não se autonomizam, né? Mas vamos lá. O que surgiu de novo na sociedade grega foi uma forma social cuja autonomia da abstração está plantada necessariamente no interior da sua própria lógica de reprodução.

¶222Gente, isso muda tudo, tá entendendo? Por quê? Porque a forma social aqui ganha relevo porque ela tem uma estrutura que se reproduz ou deve se reproduzir para continuar a existir. O fenômeno da autonomia das abstrações não se apresenta apenas para um indivíduo isolado em função de alguma coisa ou para um grupo de indivíduos em dadas condições específicas para se tornar o quê? um fenômeno geral partilhado por todos por um tempo indeterminado.

¶223Então essa sociedade grega, a existência objetiva dos universais nessa forma da sociedade, eh, incustrada nela, no âmbito público, no âmbito da justiça, no âmbito da legislação, eh no âmbito de todas as formulações institucionais da cidadania, das leis, esse âmbito universal agora convive com todos os indivíduos de maneira contínua e permanente, tá? Agora vamos ver os casos que o que o Bert trouxe. Então o primeiro que ele traz é o do Deutor Isaías. Pois bem, o Deutor Isaías, Deutor Isaías, gente, é uma parte ali do livro de Isaías, tá? Eu não me lembro mais quais capítulos são, não, mas é a parte final ali do livro, porque eu nem todo texto ele foi, segundo toda a historiografia, composto ao mesmo tempo, no mesmo momento.

¶224Eh, e ele é uma parte exatamente que tem afirmações de maior universalidade, maior grau de abstração a respeito do Deus tipicamente hebraico. Mas observe, nenhum desses casos, nem no Deutro Isaías, nem naquenatô, no Egito, nem Panini na Índia, se desenvolveu e se consolidou uma tradição metafísica de autonomia dos conceitos. Não começa por aí. Nenhum desses casos, tá? eh houve o desenvolvimento eh e a consolidação dos sistemas metafísicos no sentido grego.

¶225Então, esses casos, não negam a minha tese, eles confirmam, porque eu eu jamais parto da ideia que os gregos aprenderam a abstrair. Agora, poderia ter surgido outras sociedades na história que não agrega, que nem era a pól, a estrutura era outra completamente diferente que fomentasse o desenvolvimento de abstrações autônomas. Por que não? Por que não? Por que que a pól é uma condição necessária?

¶226É assim que se deu na nossa sociedade, que podemos olhar pro passado e entender o que aconteceu. Agora, isso abala a metafísica porque a metafísica não se propõe a ser uma teoria dentre outras, não se propõe a ser uma perspectiva em que a realidade pode ser considerada dentre outras. e menos ainda uma perspectiva que se considera a realidade de um local em certo momento no tempo. Não. A metafísica pretende ser qualquer acepção, né, uma teoria, um saber, né, eh, que tá no fundamento do conjunto da realidade, da realidade humana, da natureza, do cosmos.

¶227Então, vemos com viamos, né? Enfraquece muito uma teoria dessa quando você percebe que ela não fazia sentido nenhum em quase de todos os outros tipos de sociedade e que ela foi fomentada por um certo tipo particular de sociedade onde essa abstração passou a existir de forma aparentemente autônoma nessa sociedade, obrigando o indivíduo, inclusive, a responder a questão, o que é a justiça? O que é a lei, o que é a coragem? O que é a piedade para ele poder regular institucionalmente a participação dos cidadãos na guerra, para poder ter jurisdição que agora tem que ser universal por meio dessas instituições, onde agora a justiça é composta por delegados eleitos e por aí vai e etc, etc., né? Agora, o que que no caso do Deutorro Isaías não deu origem a nenhuma tradição metafísica e nem sequer uma teologia hebraica?

¶228Teologia hebraica é produto posterior, com contato com os gregos, inclusive o Deus único hebreu. E aí é muito interessante, gente. Eu estudei isso, até ia pegar os livros e esqueci. É uma pena. Eh, o o Deus único hebraico está ligado a um contexto social específico.

¶229Então, olha que interessante isso aqui, gente. São hipóteses históricas com muita evidência, tá? Quando a gente chega ali na história do ano 1000, a documentação que existe, ela é parca, tá? Tem arqueologia, tem a própria Bíblia, uma conjunta aí de outros textos. você tem mais documentação da Mesopotâmia do ano 2000 antes de Crist do que todo período do ano 1000 até o ano zero antes de nossa era.

¶230Porque a escrita naquele momento era uma escrita comiformita em argila que sobreviveu muito a ao tempo. Hoje a gente tem mais de 1 milhão de tabuinhas de argila aí pelos museus, tá? Bem mais de 1 milhão, ainda que muitos contextos fragmentados. Depois a escrita passou a ser alfabética, escrita em pergaminho, em papiro. Isso não sobrevive ao tempo, com raras exceções, né?

¶231Alguns séculos antes de de Cristo em cavernas no Egito e tal, tal, tal. Então, esse período desenvolvimento da sociedade hebraica, nós não temos uma quantidade abundante de fontes, mas o que os historiadores que eu mais respeito desenvolvem, não é só eu, são bastante renomados, é que, por exemplo, o surgimento da ideia de um só Deus no mundo hebreu se dá no contexto do reinado de Josias, que vai se dar ali por volta 640, 650 anes de. Cristo até 609, eu acho, eh, num período onde, olha só que interessante, a Assíria tinha conquistado ali a região da Palestina, só que ela tinha devastado e destruído. Você tinha dois reinos na época, o reino de Israel, que ficava no norte, e o reino de Judá, que ficava ao sul, onde estava Jerusalém. O reino de Israel foi devastado pelos assírios.

¶232Era o reino mais próspero, era o mais rico, era o mais forte, tá? Eh, muito provavelmente o patriarca do reino do norte era Jacó. O patriarca dos reinos do Sul, uma região era Isaque e outra região era Abraão. Acontece que os assírios dominaram o norte, Israel, mas conseguiram conquistar Judá no sentido de cobrar impostos e tudo mais, mas não conseguiram invadir Jerusalém e destruir e destruir Jerusalém. Então o que aconteceu é que a sequência da invasão Síria, o a parte de Judá ao Sul ficou muito mais forte.

¶233É então que o rei Josias, segundo várias análises, inclusive de textos bíblicos ali no texto dos juízes e tudo, cria ideia de um só Deus, querendo unificar o sul e o norte, o norte sobre a tutela do sul, de Israel sobre a tutela de Judá, já que Judá tava muito mais forte. As pessoas adoravam outros deuses, tinham outros patriarcas. Aí você cria uma genealogia, Abraão, Isaque e Jacó, colocando todo mundo dentro do mesmo barco. Eh, e você, um rei de Judá, tenta unificar o norte. Ele não conseguiu na época, tá?

¶234Tenta unificar o norte. a partir eh do apelo à existência de um só Deus. Mas detalhe, esse um só Deus de Josias aqui não era um Deus abstrato, transcendente, era um Deus físico situado no templo de Jerusalém. Inclusive, o fato de ser o único Deus significava que tinha um só templo. E tinha uma parte do templo, é é famosa essa história no Velho Testamento, que ninguém podia entrar sob pena de que morreria inevitavelmente, porque o Deus estava lá materialmente, materialmente.

¶235Sabe quando os hebreus vão conceber a ideia de um Deus abstrato? O templo de Jerusalém se tornou desde então central para eles. Era o templo onde estava o Deus, o único Deus, o Deus verdadeiro, o Deus que personifica essa comunidade, Yahvé. Ora, o templo é destruído na invasão babilônica e uma parte da população, o créos sacerdotes, vão são levados paraa Babilônia. E agora eles têm que viver numa terra estranha, longe da sua terra, onde não tem o templo, onde habita o seu Deus.

¶236E essa ideia do Deus se converte num Deus abstrato. Eh, esse ess di é apresentado por vários autores, mas o principal que desenvolve isso da maneira mais brilhante para mim é o Marani, eh, no seu livro História Antiga de Israel, que no Brasil foi colocado com título sensacionalista para além da Bíblia, mas isso é opção editorial aqui no Brasil, tá? Eh, então, olha só que legal. Então, foi possível desenvolver a ideia de um deus abstrato com todas essas perfilidades, a qual chega a conclusão uma historiografia recente, embora o que eu tô dizendo aqui não é unanimidade entre os historiadores, mas é uma tese bastante forte. Foi possível desenvolver a ideia de um deus abstrato a partir de fenômenos concretos específicos, não com recurso a uma metafísica geral existente, sabe-se lá onde, né?

¶237Eh, agora mesmo aqui, né? Eh, não se desenvolveu nenhuma teoria metafísica geral, só a ideia de um deus abstrato, tá bom? Outro caso interessante, >> deixa eu comentar isso que que ele falou, falou, falou, falou. É, realmente é uma tese controversa que ele tá levantando, mas o que eu quero suscitar aqui é que no mínimo ele mudou ou teve que qualificar um pouco melhor o que ele falou no outro vídeo. Por quê?

¶238Ele tá ele a estratégia dele aqui é dizer, veja, mas veja bem, não se desenvolveu lá nenhuma metafísica, mas esse não foi o único ataque que ele fez. O ataque que ele fez é que sequer a noção de qualquer coisa, eh, como ele diz, abstrações autônomas ou com a duplicação naquele sentido que ele falou lá das diferentes duplicações, né, do ser, do necessário, do concreto, abstrato, o contingente, não sei o quê. Eh, aqui ele disse que essas abstrações elas surgiram naquele contexto possibilitado, né? primeiro em germe na polis, que vai alcançar o seu ápice na sociedade capitalista e não sei o quê. Mas então ele não pode simplesmente se reduzir a questão de atacar a noção de Deus.

¶239Porque o Deutero, Isaías, eh, na verdade é os capítulos 40 a 55 do profeta Isaías, né? De fato, vão trabalhar com outras noções que, de fato, são abstratas e não apenas ligadas à concretude da coisa. A questão de haver um Deus único é apenas uma coisa em debate, mas, por exemplo, para ele se para ele sustentar tudo que ele vinha dizendo até então, ele tem que provar e discutir primeiro a questão da justiça, qualquer aspecto normativo, a ideia de alguns atributos divinos também, a ideia de misericórdia, tudo isso que aparece nas na temática do profeta Isaías como sendo ou puramente material ou não autonom ou numepente, como ele gosta de falar, né? Mas quando você vai ver essas noções, elas já são tratadas realmente de maneira não materialista ou não imediatistas, não de como ele fala, né, do fenômeno falando as pessoas ou coisa assim. Então ele simplesmente dizia: "Ah, não foi feita uma metafísica".

¶240Isso também tem uma explicação circunstancial. De fato, não houve ali os recursos nessa época para se desenvolver uma teoria metafísica com todos os seus meandros aristotélicos, né? o que ainda pode ser discutido se você for pegar, por exemplo, alguns aspectos do comentário judaico talmúdico sobre essa sobre o que se considera ser a origem de certos princípios da da sabedoria judaica. Mas mesmo que a gente ignore isso, a o que é trabalhado ali no nesses capítulos que é que é de fato mais como o machado, né, diria como universal, tá dado lá, né, tá posto lá nesses textos também. Então ele não pode reduzir tudo a ideia de ah, não fez uma teologia, não fezse uma metafísica.

¶241Isso não é suficiente para manter a posição original do vídeo dele. Então aqui para mim ele meio que deu uma sabonetada nessa resposta, porque não é só fazer o surgimento de uma disciplina em si. O que eu entendi é que as pessoas sequer entenderiam noções, entre aspas, abstratas sem essa condição da pól estruturante para que isso, ele inclusive diz faça sentido para elas. Então aquele no mínimo deu, como a gente fala assim, né? Deu uma deflacionada na tese dele, né?

¶242Deixa eu ver que vocês estão falando. O pessoal não fugita, faça as honras e de refute isso. Pois é. Não, então a gente pode citar alguns casos aqui, mas deixa eu ver. Não sei se o Carlos quer falar alguma coisa.

¶243Eu tô lendo aqui os comentários de vocês, falando Levi Stroller, não sei porquê. >> É, eh, e o pior de tudo nessas críticas do do Gustavo é que ele não especifica os termos, né? fica muito muito difícil você conseguir [roncando] rebater, por exemplo, o que ele entende por abstração universal autônomo. Eh, ele tenta reduzir às vezes isso a metafísica platônica e às vezes a metafísica aristotélica. E aí ele às vezes tenta vincular que a autonomia é porque agora a o universal ele faz parte das relações entre entre as pessoas como por como por exemplo o conceito de justiça mediando um código de leis.

¶244Ah, mas eu não entendo essa qualificação de autônomo, autonomia do universal. Por que que ele é autônomo? na seja nessas seja na seja na descrição que ele dá da metafísica aristotélica ou mesmo platônica, porque ele seria autônomo. Eu não entendi e muito menos eu entendo o conceito que ele que ele utiliza de abstração. Outro é o falha de método, né?

¶245Seria bom ele explicar os termos, né? explicar o que é abstração, o que que é um conceito e o que que é um conceito universal autônomo, porque senão a gente fica dialogando e fica tentando adivinhar o que esses esses conceitos de fato são. Ah, mas a gente não chega a conclusão nenhuma, porque ele eles estão ali estanciados em diferentes contextos que são diversos e seria bom uma definição, né, pra gente poder poder discutir bem cada contexto. >> Exato. É, eu eu até tinha mencionado no meu outro vídeo, né, a questão, acho que eu não tinha visto, confesso, esse vídeo com o nome do do Bertos, né, de ele mencionar esses exemplos que ele dá, mas ah, eu acabei mencionando no último vídeo, né, o a ideia dos profetas na Bíblia que menciona: "Ah, esses dedos aí que vocês adoram são pau, são pedra, não sei o que e tal".

¶246E agora me ocorreu uma passagem que eu tava pesquisando aqui, né? Encontrei no Deutero, Isaías, de fato. Olha só o que que ele diz aqui no capítulo 44, versículo 1. Agora, pois, ó, ó Jacó, servor meu, ó Israel, a quem escolhi. Assim diz o Senhor, que te criou e te formou desde o ventre e que te ajuda.

¶247Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi, porque derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca. Derramarei o meu espírito sobre a tua posteridade e a minha bção sobre os teus descendentes. Versículo 4. E brotarão como erva, como a erva, como salgueiro, junto às correntes das águas. Um dirá: "Eu sou do Senhor".

¶248Outro se chamará do nome de Jacó. Outro ainda escreverá na própria mão: "Eu sou do Senhor". E por sobrenome tomará o nome de Israel. Assim diz o Senhor, rei de Israel, seu Redentor, o servo dos exércitos: "Eu sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus. Quem há como eu feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo?

¶249Que o declare e o exponha perante mim? Que se anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir? Não vos assombreis, nem temais. Acaso desde aquele tempo não vlo fiz ouvir? Não vlo anunciei?

¶250Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não. Não há outra rocha que eu conheça. Todos os artífices de imagens de escultura são nada e as suas coisas preferidas são de nenhum préstimo.

¶251Eles mesmos são testemunhas de que elas nada vêm, nada entendem para que ele elas para que eles sejam confundidos. Quem formaria um deus ou fundiiria uma imagem de escultura que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens. Ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam a uma envergonhados. O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma um ídolo a martelo e forge-o com a força do seu braço.

¶252Ele tem fome e a sua força falta, não bebe água e desfalece. O artífice sem madeira estende o cordel e com o lápis esboça uma imagem. alisa com com o plaina, eh, marca com um compasso e faz a semelhança e a beleza de um homem que possa morar em uma casa. Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo escolha entre as árvores do bosque. Planta um pinheiro e a chuva o faz crescer.

¶253Tais árvores servem ao homem para queimar. Como parte de sua madeira se aenta e coze o pão, e também faz um deus e se prostra diante dele. Esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer. Assa, afarta-se também se esquenta, aquenta e diz: "Ah, já me esquento, aento, contemplo a luz".

¶254Aí o 17. Então, do resto, faz um Deus uma imagem de escultura. Ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo-lhe: "Livrai-me, porque tu és o meu Deus". Nada sabem, nada entendem, nem entendem, porque se lhes grudaram os olhos para que não vejam, e o seu coração já não pode entender. Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento, nem compreensão para dizer: "Met queimei e cozi pão sobre suas brasas, acei sobre elas carne e a comi.

¶255E faria eu do resto uma abominação? Ajoar ajoelhar-me ia eu diante de um pedaço de árvore. Tal homem se apacenta de cinza. O seu coração enganado iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: "Não é mentir aquilo em que confio". Ou seja, para você ver, né?

¶256O profeta Isaías aqui no Deutero, Isaías, pelo menos, né? Ele dizendo de uma ideia de um Deus que não é não é pau, não é pedra, não está na matéria, que vai muito além, que anuncia as coisas antes de acontecerem, que tem uma sabedoria que e que transcende a realidade ali do tempo dele, né? Então veja, será que eh as condições materiais da época ali do profeta Josias ou do Deutor Isaías e não sei o que e tal, conseguiriam eh simplesmente fazer emergir ali a ideia de um Deus que é atemporal, que anuncia as coisas antes de elas acontecerem. Fica meio estranho, né? Essas, como eu falei, as propriedades, atributos divinos, o poder desse Deus, a sua transcendência, a sua diferença.

¶257Olha, esses aí são pau, são pedras, são feitos pelos homens, eu não e tal. Então, novamente, Gustavo, você não precisa apenas dizer: "Ah, mas eles não tinham uma metafísica, não tinham uma teologia". Você tem que se agora entender como que eles alegam a questão normativas da justiça, dos atributos, a temporalidade que você pareceu negar também, a não ser no conceito da polis, que refletiu ali na época de Aristótele sobre o primeiro motor, que não é a primeira substância, né? Não é substância primeira, como você falou, eh, e coisa assim, né? Então, fica realmente bem é um contraexemplo bem interessante aí a ao que ele tem falado, né?

¶258falou assim: "A amável, incomensurável paz do nosso Senhor Deus, de nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os irmãos". Amém, querido. Seja bem-vindo. Falaram assim: "Você disse que Deus é atemporal? Nesse ponto prefiro seguir o Fernando Carnali".

¶259Eu acredito que Deus é atemporal. Eh, já que você tá citando Fernando Carnali, eu acredito que você seja adventista. E nesse ponto eu diria que a própria Leon White também fez declarações nesse sentido, né, de Deus não estar preso ao tempo. Tá bom? [roncando] Ah, mas enfim, vou vou vou botar aqui para rodar.

¶260Eu vou passar mais rápido por esse. A reforma de Aquenaton foi extremamente curta, né? Então aquaton realmente cunhou essa ideia eh partindo sobretudo de um deus solar, né? eh, que passou a ser representado por um disco. Isso aí também um autor muito bom, Jan Asman, que trata disso exaustivamente.

¶261Tratei muito dessa bibliografia naqueles materiais que eu falei com vocês. Ele criou a ideia de um de um de um só Deus, que seria fundamento ali de todo o Egito, eh, e que não refuta a minha tese, mas a reforça, porque aquilo foi extremamente curto, sem desenvolvimento filosófico, menos ainda metafísico e rapidamente abandonado após a morte do faraó. E detalhe, tá? Bons historiadores do Egito vão mostrar vários antecedentes que levaram isso aqui a acontecer. Como se começou, primeiro foi um período de prosperidade do reino do Egito, onde se desenvolveu um clero que estava situado na cidade de Tebas, tá, no Egito muito forte, que começou a fazer uma contraposição ao faraó.

¶262Aliás, a história do Egito é uma história de onde uma casta intermediária, não no sentido indiano, tá? Uma casta no sentido de um corpo burocrático, eh começa a ganhar cada vez mais força em relação ao faraó. Então isso surge no contexto de uma contraposição entre o faraó e o cler, a Kenaton, no caso, eh, de um acirramento. E também há estudos, inclusive do asma que mostra como Egito já caminhava para uma priorização do sol como deus entre os deuses, como mais geral, né? Numa terra onde o sol banha de ponta a ponta, que não chove, né?

¶263Onde digamos assim o o o sol ele tem um peso maior do que outros fenômenos naturais no Egito comparado, sei lá, com a própria Grécia ou o que dirá então com outros países, lugares tropicais e por aí vai. Então tem toda uma elaboração que mostra como isso foi possível. Mas ainda assim essa ideia de Aquenatum, ela foi diger ela ela foi tão indigesta pro Egito antigo que tão logo ele morreu, ela desapareceu. A ideia de um Deus único, fundamento do Egito, etc, etc. O caso de Panini no na Índia não me é indiferente, tá?

¶264Eu tenho consciência disso aqui. É o caso que eu menos conheço. Eh, não tenho como tratar disso assim com mais propriedade. E aqui também só tô de passagem, tá? Posso fazer isso aqui com mais calma.

¶265Eh, eu tenho várias suspeitas sobre isso, mas eu prefiro, mas de qualquer forma, eh, da gramática que Panini, gente, ele desenvolveu ali alguns séculos antes de Cristo, uma gramática na Índia que ela tenha centenas de regras ou milhares de regras eh bem abstratas, uma hierarquia que ela permite, quando você segue elas, é quase como o gerador da língua indiana, fazer a língua de de de uma escrever e falar inclusive de maneira correta eh da gramática de isso, isso tem uma tradição precedente, isso é continuado na na Índia posteriormente, tá? Mas da gramática de Panini não surge nenhuma fundamentação ontológica ou metafísica da realidade. Ela é normativa e operacional, ou seja, as categorias permanecem subordinadas à descrição do sânscrito. E e esse sânscrito, correto? Aqui tem tem uma função religiosa importantíssima nesse contexto, tá?

¶266Veja que o mecanismo aqui que tem sim regras abstratas, ele tá ligado exclusivamente à concretude da língua. Ele não é extrapolado nunca por uma terorização universal do que quer que seja. Eh, é uma finalidade instrumental, técnica, concreta, ainda que sim um método abstrato usado a serviço dessa finalidade. Quase um algoritmo de como escrevê-lo corretamente. Então, para concluir, já tô me delongando demais, >> eh, eu aqui eu acho que seria interessante ver o que que o Rian teria a dizer sobre isso, né?

¶267Porque a metafísica hindu, ela já é uma coisa milenar também, né? Então, de repente o o Rian poderia comentar aqui, já que seria acho que a pessoa mais adequada, né, para falar aqui. Não é só uma questão de gramática, não, né? E com todo respeito essa resposta do do Gustavo aqui também. Eu eu sei que o pessoal deve achar que eu falo isso com alguma frequência, mas eu sinto um cheiro aqui de resposta meio chat GPTzada aqui, né?

¶268Quase um algoritmo de como escrevê-lo corretamente, né? Esses termos assim meio, enfim, i, né? Mas eu para criticar com mais propriedade até preferiria que de repente o Ian, o Rian, eu não sei se alguém conhece o Rian aí no chat, se quiser chamá-lo aqui para ele fazer um comentário sobre isso, eh, por gentileza, mandem lá um WhatsApp pro Rian para ele comentar isso aqui, porque eu não sabia que [limpando a garganta] seria chamado a questão hindu e o Iran é especialista nisso, né? E assim, ele poderia talvez até falar que como era a forma de sociedade na época e se ela teria alguma correlação ou não, mas a metafísica em du ela é ela é tão eh ela é tão assim antiga e tão sofisticada, né, que até adiantou algumas discussões que ocorreriam na metafísica discutida entre católicos protestantes, assim, séculos depois, né? Então eu diria que possivelmente é um bom exemplo, assim para como um contraexemplo ao Gustavo Machado.

¶269Sim. Mas aí eu precisaria que o o Rian pudesse confirmar isso. Enfim, vamos lá. Mas tá, vou passar mais rápido pelos outros pontos aqui, tá gente? Não sustento que casos como Deutorro Isaías, Akenaton e Panini, em que certas afirmações ou teorias abstratas foram feitas, existe um fundamento comum para esses casos.

¶270Ou o David falou assim: "Eh, posso tentar chamar o Rian? Salve Fugita. Aí ele: "Voltei, eu suspeitei a mesma coisa que tu". Pois é. Então eu acho que eu acho que o Rian pode confirmar que talvez seja um bom contra exemplo.

¶271Sim, o que o Gustavo falou. Vamos lá. >> Casos. Exatamente o contrário. Não existe.

¶272Todos eles têm um fundamento concreto, estão ligado à circunstâncias históricas concretas específicas. Isso a Gênese refuta qualquer teoria? Não, mas uma uma teoria universal ou uma abstração que foi criada para responder um caso concreto, a questão surgiu desse caso concreto e ela serve em função desse caso concreto, é difícil dizer que isso aí é o fundamento geral da realidade, né? É no mínimo bastante bastante questionável, né? Que isso aí serve de fundamentação geral pra realidade, pro cosmo, pra realidade humana.

¶273É o contrário. As explicações apenas podem ser particulares e sociais. Seriam, né? Isso aqui seria um pressuposto metafísico, eu vou comentar logo abaixo. Eh, o caso grego é distinto porque os motivos também específicos se deram na forma de organização social, ou seja, algo que se reproduz, que precisa se reproduzir, que abarca o conjunto dos indivíduos, que permanece no tempo de forma indeterminada.

¶274Por isso prosperou até certo ponto, tá? até certo ponto, por exemplo, eu vou defender, vou comentar citando Pierre AK numa nota do meu livro, eh, que para ser bem sincero, depois da Grécia clássica, a metafísica nunca mais foi dominante na sociedade ocidental. Ela só volta a ser dominante lá pelo século X, 12 com a escolástica. Não quer dizer que nas filosofias que dominaram ali a histórica, o ceticismo e etc, não existisse ali aspectos metafísicos em certo sentido. Mas o problema metafísico enquanto tal, uma ciência do ser enquanto ser, uma fundamentação geral da realidade inteira, deixou de regular a história da filosofia.

¶275Por exemplo, as filosofias históricas epicurísticas terminavam na física como a filosofia última e por aí vai. Mas isso é outro carnaval. Vamos lá, minha ponto cinco, tá? Minha crítica atinge uma tradição que procuro preservar. Vamos ver se eh então ele diz aqui que eu distinguo, né, eh em em no meu vídeo, no caso, uma metafísica analógica associada a Aristóteles e uma metafísica mística, afirmando que ambas procuraram fundamentar universais.

¶276Sim, Bertch observa então que justamente a tradição analógica afirma pluralidade irredutiva do real. Daí sua frase: "Minha crítica a atinge a tradição que sustenta aquilo mesmo que eu quero sustentar". Esse é um argumento interno, não apenas histórico. Aqui acho que eu já respondi isso, né, gente? Eu só vou ler o que eu escrevi aqui, tá?

¶277Como explicado anteriormente, utiliza o termo reduzir a eh como apenas uma das possibilidades pelas quais o dilema entre particular universal é resolvido. Em Aristóteles, procura-se sempre universal. Isso é uma definição comum e válida para todos os particulares em análise. A ciência para Aristóteles versa apenas sobre o que é universal e não pode ser objeto o indivíduo enquanto indivíduo. Daí surgem algumas das maiores aporias, tá, de Aristóteles, que eu nem vou entrar por aqui.

¶278Ou seja, a obra de Aristóteles extremamente aporética. ela não resolve os problemas que ele mesmo se propõe. No domínio humano, busca-se o que é o bem, a gatoma, né? a felicidade, demonia, a virtude, aretê, a justiça, o homem, o cidadão. Essas definições buscadas e nem sempre plenamente atingidas são universais, válidas, independente da história, da forma de organização social ou de qualquer contexto específico.

¶279Estão, portanto, não é se Aristóteles preserva a multiplicidade dos entes, mas se essa multiplicidade possui em si mesma sua inteligidade ou se depende de determinações universais para ser conhecida. Então, a questão central é: Aristóteles continua buscando o fundamento universal da pluralidade. Busca a ciência do ser enquanto ser, o primeiros princípios e causas de todas as coisas e esboça a primeira formulação teológica do primeiro motor imóvel. Ao mesmo tempo, rompe a identidade parmenídica entre ser e pensar, né? Essa que é a questão de Aristóteles.

¶280O pensar não diz do ser tal como ele é, mas o apreende por meio de suas próprias ferramentas, tá? Os exemplos sobre isso são infinitos. Então, a própria questão de que só existe um indivíduo particular concreto que é o CIA, mas o con o indivíduo nunca é universal, mas todo o conhecimento é do universal, ou seja, universal é aquilo que se diz desses indivíduos. Então o o o a as ferramentas do conhecimento dizem do que é, mas ela não coincide diretamente com ele. Outro exemplo que eu coloco aqui, né, na física, a pra física para Aristóteles, só existe coisas contínuas.

¶281Isso inclusive acho que ele tá certo. Tempo, espaço, né? Mas nós o conhecemos por meio do que é discreto. Então nós temos que contar o tempo, contar o espaço. Nós estabelecemos ali convenções de medida para poder contar uma parada no tempo, né?

¶282Um agora para poder medi-lo e racionalizá-lo, né? Então >> vamos vamos voltar ali pro pro início da formulação dele sobre Aristóteles, porque ele vamos ver essa aporia que ele diz, né? Ele fala o seguinte, ó, como explicado anteriormente, utiliza o termo reduzível. Na verdade, o a primeira tentativa que ele fez de uma crítica universal metafísica, ele meteu um monte de termos ali que, na verdade, muitos são sinônimos, né? Sai, sai jogando termos, joga reduzir, abarcar para, segundo ele mesmo, como ele colocou no vídeo, abranger o mais o maior conjunto de de casos que a metafísica toca.

¶283Eh, aí ele aí ele continua, né? Utilize o termo reduzir apenas como uma das possibilidades pelos quais o dilema entre particular e universal é resolvido. Então, um grande problema na análise do Gustavo, que é reduzir a metafísica peripatética ao particular e universal. Primeiro que particular eh ele de fato ele se opõe ao universal. Mas o que se opõe eh a universal de forma eh como é que é o outro extremo do do universal é o indivíduo, né?

¶284E aí, como eu disse, para Aristóteles, de fato, o indivíduo não é inteligível, né? Enquanto nossa ciência é uma ciência do universal, o indivíduo, por outro lado, ele não é alcançado. E existe toda uma existem explicações ah para esse para essa entre aspas a poria que ele disse, né? Eh, e aí ele continua: "A ciência para aristótales é versa apenas sobre o que é universal e não pode ter por objeto o indivíduo enquanto o indivíduo." [roncando] Eh, a questão é que para Aristóteles, um indivíduo quantra o indivíduo, ele expressa algum extrato metafísico ou extrato eh inteligível que pode ser alcançado e pode ser objeto de alguma ciência, né? Daí a necessidade de que o indivíduo, na verdade, ele seja na ele seja qualificado e de alguma forma eh sublimado para essa forma, esses extratos inteligíveis, né, que pertencem às mais diferentes ciências.

¶285e assim você possa ter a possibilidade de um conhecimento não só prático, mas um conhecimento especialmente especulativo, orientado pela verdade em prol da verdade. Eh, então essas questões são muito claras, eh, claras na filosofia de Aristóteles, né? Aí, continuando ali, ele ele coloca, né, sobre o bem, sobre a justiça e tal, eh são universais, válidas, independentemente da história, organização social ou contexto específico. a gente volta àela falácia que ele que ele costuma fazer e tá fazendo aqui agora, que é confundir a emergência social e concreta de onde essas noções de fato surgem, com a própria justificação dessas noções, com a própria com a própria universalidade dessas noções e a própria extrapolação possível que ela que elas podem ter em virtude da sua natureza. eh a sua natureza ser de fato eh universal, né?

¶286Então são extrapoláveis para além do tempo do próprio Aristóteles. Com aristotélico, os aristotélicos, na verdade poliram muitas coisas de Aristóteles, corrigiram muitas coisas da sua filosofia, né? Então, eh, são saltos que ele dá, um salto que ele dá, eu acho que é da justificação epistêmica, por da gênese histórica são duas coisas distintas. da justificação epistêmica, surge de forma inevitável o porquê dessas noções serem extrapoláveis para outras sociedades que não agrega e assim por diante. Então, enquanto ele não resolver isso, é meio complicado.

¶287>> Sim. O o David até falou assim: "Rian disse que está na rua, então não vai poder entrar, mas me disse que sim. O Gustavo tá falando M." Pois é. Então, eh, nosso suspeito tava certo, né? Aí o o David falou: "Enfim, vou dormir novamente, abraço." Olha o meu comentário acima.

¶288Que obrigado, meu caro, pela sua ajuda aí. Eh, muito bom, Carlos também é isso. Eh, tem ele, ele sempre tá, apesar de ele dizer que não tá usando a gênese para refutar, ele tá usando a gênese para condicionar, né? Ou seja, e no e na e da feita que a metafísica pretende extrapolar, de certa maneira o seu próprio momento de de concepção, acaba por sendo também uma maneira de invalidar o que ela pretende ser, né? Então a gente volta para o fato de que é assim é uma maneira falaciosa, né, de de tentar se opor, né?

¶289No final das contas, pelo menos não se segue, né, a ob da objeção dele não se segue a invalidação. Vamos lá. Aí ele já falou isso aqui. Deixa eu avançar um pouquinho. Não no sentido dito platônico de dois âmbitos separados, mas porque a duplica versais que explique sua inteligidade.

¶290Por fim, aqui, nesse sentido, Aristóteles eleva a duplicação do mundo a um novo nível, não no sentido dito platônico de dois âmbitos separados, mas porque consolida um domínio próprio do logos, né, do discurso, eh, do enunciado, no qual categorias como C, substância, essência, causa, ata e potência se determinam reciprocamente e constitui as condições universais da intelegibilidade do real. Então aqui a duplicação, mas não é a duplicação no mundo no sentido de dois âmbitos da existência, é no sentido de que Aristóteles está procurando fundamentar um outro âmbito da da realidade que não é mais imediato, direto, que é universal. E tá procurando fazer com que toda essa pluralidade, ela tenha o fundamento de toda sua inteligidade a partir do que é universal, que é um único objeto da ciência. Então eu realmente vou, Bert, você fez um escambal daquela palavra redução que tá lá com várias outras encadeadas, justamente para apontar para as outras perspectivas, não é isso? Em suma, não digo que toda metafísica elimina a plidade.

¶291A redução é apenas uma das soluções possíveis, que numero para reafirmar aqui, né? O que afirma é que toda metafísica procura fundamentar a pluralidade por meio de um princípio universal, seja ele transcendente ou analógico. Então vamos lá pra questão seis. Eh, mais 10 minutinhos aí, viu, gente? No máximo.

¶292Ver que ele cont >> Vamos voltar lá a questão que ele coloca. >> Ele contrastou o transcedente analógico ali, né? Ó, você viu isso? >> Sim. Eh, ele fala que Aristóteles eleva a duplicação e de novo isso aqui, isso vai paraas pessoas que estão que estavam eh criticando que nós estávamos supondo erroneamente que o Gustavo não estava lendo lendo Platão com as lentes eh da teoria dos dois mundos, né, que é a teoria justamente da da duplicação do mundo.

¶293E enfim, isso aí fica, isso aí só confirma o que já que o que a gente já havia suspeitado e até mesmo confirmado no vídeo anterior. Ele continua ali, Aristóteles eleva a duplicação de de do mundo a um novo nível, não no sentido platônico de dois ângos separados. Olha aí os dois mundos. Mas porque eh consolida um domínio próprio logos, no qual categorias como ser, substância, essência, causa, ato e potência se determinam reciprocamente e constituem as condições universais da inteligibilidade do real. Eh, eu entendo perfeitamente o que ele quis dizer, né?

¶294Ele não tá usando os termos de forma confusa e até mesmo atrapalhada, mas vamos entender, por exemplo, que eh quando ele cita, por exemplo, o plural sendo explicado de alguma ou fundamentado, né, de alguma forma pelo universal, será que ele entende que até mesmo o plural ele já tem uma condição inteligível própria e que não é necessariamente dependente do de algum princípio universal, como por exemplo o ato, né, para para Aristóteles ou o Uno pros neoplatônicos. Porque, por exemplo, o domínio do do que é múltiplo e diverso em Aristóteles é o domínio da potência. Assim como pro genop platônico seria o o domínio, o domínio do do múltiplo e diverso, eh, é o domínio daquilo que eh que é que não é que não é uno, né? Ou seja, o de alguma forma esses axiomas sobre o ato e a sobre o ato e a potência são eh coextensíveis eh pelo menos na minha forma de leitura, a aos binômios eh neoplatônicos sobre o Uno e o múltiplo. Isso eu faço baseado na teoria de um francês que tenta juntar neoplatonismo com aristotelismo, tá?

¶295é uma leitura particular, mas enfim, voltando, é certo que em Aristóteles do o domínio do do múltiplo, do diverso, ele tem um domínio inteligível seu e que não é exatamente irredutível, abarcável, fundamentável. Você po, ele pode botar a palavra que ele quiser, redutível, abarcável, multiplicável, sei, sabe, sei lá o quê. Não adianta o o domínio do múltiplo para para Aristóteles corresponde o domínio da potência, ou seja, as coisas são mais ou menos múltiplas na medida em que tem mais ou menos potência. E a potência, ela é sim de fato explicada em virtude do ato, porque a é potência para um ato, mas ela mantém a sua irredutibilidade em relação ao ato, assim como o múltiplo em relação ao uno. Então, é preciso entender muito bem que eh o que o Bertch falou lá em cima, né, sobre essa palavra redução, eh, não casar muito bem com a leitura, seja da metafísica aristotélica, seja da da metafísica platônica e neoplatônica, aí aí ele mete outras palavras, né?

¶296Ah, mas eu não falei só reduzir, eu falei explicar, eu falei abarcar. Essas palavras também não servem. para para o que ele quer dizer. Porque se ele porque se ele quer focar no múltiplo enquanto múltiplo, no naquilo que é potência enquanto potência, ele ele há há o vocabulário correto para essas coisas, né? Existe o vocabulário correto para essas coisas.

¶297Ele perceberia, por exemplo, que em Aristóteles, claramente esses domínios, ele ele conserva a sua autonomia entitativa para além do do Uno ou do ato, né, melhor dizendo. Porém, de fato, o ato aparece como uma condição de fundamentação, eh, não para a inteligibilidade do múltiplo como múltiplo, mas para a compreensão de que, por exemplo, aquilo que de alguma forma tem potência, tem potência em virtude de alguma coisa, assim como o múltiplo é múltiplo de alguma unidade. Então é basicamente essa relação entre os conceitos, tá? Então não adianta ele meter aí abarcar, abarcar, reduzir, fundamentar. Ele não, ele não, ele joga os termos assim e o que o que o que encaixar encaixou, o que der deu.

¶298Então ele vai jogando aleatoriamente conceitos e o que der deu. O que encaixar encaixou. Então, a meu ver, isso é extremamente de mau gosto e mostra de que, na verdade, ele não conhece que o o o objeto em si que ele tá comentando. >> Exato. Exato.

¶299Ele fala assim, né? Eh, em suma, não digo que toda a metafísica elimina a pluralidade. A redução é apenas uma das soluções possíveis que enumero, o que afirma que toda metafísica procura fundamentar a pluralidade por meio de um princípio universal, seja ele transcedente ou analógico. Eh, o problema é que assim, a gente deu exemplos, né, de casos que não são assim. O próprio David deu um exemplo aí, né, no chat.

¶300Mas falando no David, eu vou só pra gente não demorar muito, falar aqui que ele conversou com o Rian. E o Ran escreveu aqui, ó, ele falou assim, ó, comentário do Rian. Eh, o Mahabaia, que é o o comentário de Panani, né, que é aquele do gramático lá, né, já discute explicitamente questões que hoje chamaríamos de ontologia, barra semântica e filosofia da linguagem. Você vai eh vai eh vai ver lá o que é uma palavra. Aí ele diz aqui em que em que consiste sua identidade através de diferentes ocorrências?

¶301As palavras são eternas. Nia, qual é a relação entre e opa, qual é a relação entre eh som, unidade, linguística e significado? E qual estatuto ontológico possui as partes postuladas pela análise gramatical? Eh, aí ele colocou aqui e aí o comentário do Rian. Pois é.

¶302Então, [roncando] exato. Então, vamos lá, vamos continuar aqui. >> Meio de um princípio universal, seja ele transcendente ou analógico. Então, vamos lá pra questão seis. Eh, mais 10 minutinhos aí, viu, gente?

¶303No máximo. Não existe fim da metafísica, existe apenas outra metafísica. Essa é realmente eh uma questão que vai dar para discutir questões interessantes. Essas duas últimas elas vão estar associadas, tá? Aí eu vou abrir para as questões aí no chat.

¶304Vamos lá. >> Só um transcendente e transcendente e analógico não são contrastes, tá? Isso aí ele jogou também do nada. Transcendente e analógico não são contrastes. Algo pode ser transcendente e analógico ao mesmo tempo ou pode ser transcendente e não necessariamente analógico.

¶305Enfim, >> é por isso, por isso que eu falei logo no começo, viu? Que ele contrastou transcendente analógico, não seja, né? Enfim, é, ele é tá, eu eu não sei, na verdade, f em vários momentos eu fico em dúvida o que que ele quer dizer por esses termos, né? [roncando] Eu acho que ele não sabe bem o que significa, mas vamos lá. Perdoch afirma que negar universais não elimina a metafísica.

¶306Segundo ele dizer, só existem particulares, tudo é contingente, toda a universalidade é produto histórico, já constitui uma posição metafísica. >> Thago mandou R$ 100. Boa noite, Carlos e Mateus. fugindo um pouco do tema, mas aproveitando que falaram sobre a grandeza da S filosofia S indianas, a desafios as filosofias ocidentais, especialmente a filosofia medieval e a boas oportunidades apologéticas. >> Opa, eu agradeço aí pelo seu Pix.

¶307Deixa, deixa eu só ver aqui o texto para entender melhor a pergunta. Eh, boa noite, Carlos e Mateus. Fugindo um pouco do tema, mas aproveitando que falaram sobre a grandeza das filosofias indianas, há desafios às filosofias ocidentais? especialmente a filosofia medieval e a boas oportunidades apologéticas. Não sei se a pergunta aqui, Thago, depois você confirma se é isso.

¶308Você tá perguntando se a filosofia indiana ela apresenta algum desafio interessante à filosofia ocidental. Não sei se é isso que você quer dizer. Eh, só esclarece isso. E a segunda que diz: "E boas oportunidades apologéticas?" Sim, inclusive existem autores, né? Existem eh frades, existem eh sacerdotes católicos que já tentaram fazer essa intersecção, né?

¶309Ah, justamente estudando filósofos hindus, ah, e tentando ver as correlações disso com Tomás de Jaquino, por exemplo, né? Você vê que eu acho o chancara é um exemplo. >> É, então, exato. Mas eu digo assim, contemporaneamente falando, tem essas essas intersecções e você vê, por exemplo, ah, a noção de que já havia, por exemplo, argumentos eh sobre o movimento paraa existência de Deus na filosofia hindu. Ah, ou argumentos sobre a simplicidade divina que antecedem, por exemplo, Tomás Jaquino e até certos aspectos da tradição neoplatônica.

¶310Então, as conexões são possíveis e eu acho que uma boa via apologética seria encontrar esse entremeio aí que nós temos interseccionado para eh por exemplo, como os hindus também são teistas clássicos, eles acreditam nos mesmos atributos de Deus que nós acreditamos. Eh, inclusive também apresentam uma noção de trindade que não é igual à nossa, mas que já se aproxima e que, por isso também poderia ser um um meio termo comum, uma ideia de encarnação no hinduísmo, que são justamente os avatares, né, deles, também poderiam se eh conectar conosco, já que eles acreditam que Jesus era um tipo de avatar, né, era uma instanciação de um avatar. Então, eu acho que essas conexões dariam uma ótima oportunidade apologética. Eu acho que talvez seja até mais fácil dialogar com o hinduísmo do que com outras religiões em por certo ponto filosófico. E enfim, eu acho que isso abriria um leque de oportunidades, né?

¶311Porque não se negaria Jesus a princípio, né? Você já tem uma certa aceitação de uma possível explicação de que seria Jesus e a partir daí você poderia ter esse diálogo. Essa conversa realmente é bem interessante, bem frutífera. Carlos, se perdão, você queria comentar alguma coisa, eu te interrompi. >> Não, eu disse que um dos filósofos que fazem essa correlação com Tomás Jaquino é o Xancara, né?

¶312>> Uhum. >> E vários sacerdotes jesuítas, de fato, têm se comprometido a dialogar com a teologia, a teologia e filosofia hindu, que é que é são de fato riquezas assim incomensuráveis, né? é um mar de autores, de tradição, é um mar, é, são muito sofisticados também. Então, eh, eu não sei se existem desafios, mas com certeza existem convergências e uma certa nós podemos tirar da filosofia indiana algumas coisas interessantes para a própria filosofia para a própria filosofia ocidental adotada, né? seja ela platônica, aristotélica, >> tomista, não tomista, enfim.

¶313>> Sim. É, eu eu diria que assim, se você for incluir nisso daí também o o eles eles também dialogam muito com, não sei se você vai incluir nisso, o budismo, né, por exemplo, mas o budismo talvez seja uma escola, uma tradição que apresente desafios mais diretos assim, né, já que eles têm uma visão de um nominalismo muito mais forte assim e e em certos aspectos incompatíveis com o que pelo menos eu defendo, né? Então, eh, mas assim, eles também, eles também dentro do lá lá com, por exemplo, com a escola do Rian, eles debatem direto, assim, são uma oposição bem ferrenha. Eh, então eu diria que esse tipo de filosofia talvez seja um pouco mais desafiadora. Eu vejo mais conexões com, como é que é que o o Rian fala?

¶314Puxa, agora me fugiu. A, a data Vedanta, né, que é o, enfim, coisas que o Rian divulga por aí. Inclusive, acho que o Rian deveria ter um canal no YouTube para falar mais sobre isso, tá? Mas eu acho que as conexões elas são muito mais evidentes aqui do que desafios, eu imagino. Pelo menos bem eh teologicamente é evidente que vai haver divergências, né?

¶315Mas filosoficamente tem muita coisa que pode ser compartilhada e figurinhas trocadas para progresso especulativo. Tá bom? Eh, vamos lá. física perfeitamente identificada. Legal.

¶316Então vamos continuar. Ele aproxima essa posição do nominalismo medieval. O ponto não é tanto classificá-la historicamente, mas mostrar que eu continuo tomando decisões antológicas fundamentais sobre o que existe, o que não existe, qual estatuto eh possuem os universais, qual estatuto possui a identidade. Legal. Portanto, a crítica não estaria fora da metafísica, estaria dentro dela, né?

¶317Isso se baseia no fato de que em certo lugar do meu vídeo eu afirmo o seguinte: só existe o diferente, os fenômenos, só os fenômenos existem. Só o particular existe, só o individual existe. Se você lê isso aqui, dá impressão de que eu tô negando que o universal existe, não é? Mas vamos lá no meu vídeo, veja, veja o conjunto do vídeo. Eu estou dizendo que o conceito decorre dos fenômenos, da sua articulação, né?

¶318que o universal surge por meio de um certo encadeamento, de uma certa relação entre os particulares, que não existe universal em si e por si e nem como fundamento metafísico último da realidade. Mas vamos conver aqui os meus comentários e aí dá para ficar clarear essas questões, tá joia? >> Lembrando que aqui ele novamente não vai distinguir, eu acredito os tipos de universais e vai virar uma e tô vou apostar nisso, vai virar uma salada muito louca. Vamos lá. >> É ponto um.

¶319Minha posição. Então não tem nada de nominalista, correto? As teorias metafísicas são falsas enquanto teorias metafísicas ao pretender fundar um domínio autônomo, um âmbito duplicado de existência e que a fundamenta. E não interessa se esse âmbito duplicado ele é existente enquanto tal na realidade, como alguns entendem o platonismo, ou se não. Ele existe nas coisas, nelas e por elas.

¶320Por isso eu vou fazer questão de reafirmar aqui, né? seja esse âmbito existente nas coisas e por meio delas Aristóteles, antes das coisas o dito platonismo, depois das coisas o nominalismo, seja como realidades transcendentes em si, que vai ter também eh as suas escolas aí. O que afirma é que esses universais existem eh ao menos em certas formas sociais, mas como produto de relações sociais específicas. São na e pelas relações que os homens estabelecem entre si. O problema, Bertoch, é que essa afirmação que eu faço aqui não é um pressuposto ontológico fundamental, é conclusão da minha análise.

¶321>> Conclusão da minha análise. >> Eu não parto desse pressuposto. >> Olha só isso aqui, Carlos. Depois das coisas, o nominalismo, tu tancou isso daqui. >> Ele tá pegando, ele tá pegando a classificação antiga, né, dos universais antes das anterin em em ré e póster, né?

¶322>> Uhum. E esse depois das coisas seria enquanto conceito formado pelo intelecto a partir da experiência das coisas, né? >> Uhum. >> Ah, isso, mas isso não é nominalismo, isso é qualquer teoria medieval vai ter esses três tipos de universal. [risadas] Pois é.

¶323Ai ai ai. Olha só, vou ler essa proposição do começo. Minha posição não tem nada de nominalista. As teorias metafísicas são falsas ao pretender fundar um domínio autônomo, um âmbito duplicado da existência que a fundamenta. Seja esse âmbito duplicado, né, existente nas coisas e por meio delas, Aristóteles, antes das coisas, o dito platonismo, que a gente já sabe que não é assim, né, também platonismo.

¶324Depois das coisas, o nominalismo, seja como realidades transcedentes em si. Ou seja, tem uma outra coisa ainda, né? tem uma outra opção que seria que não é aristotélica, não é platônica e não é nominalista, seja com as coisas transcendentes em si. O que que seria essa quarta posição, né? Assim, já que ele tá diferenciando da posição de que é por meio delas, Aristóteles, antes das coisas seria justamente transcendentes, sei lá, né?

¶325Será que ele tá falando de alguma coisa de cantiano, né? Seja como realidades transcendentes em si, talvez. Não sei. O que afirma é que esses universais existem ou o eh o menos em ou menos, sei lá o que o menos em ou ao menos, eu acho, né? Ao menos em certas formas sociais, mas como produto de relações sociais específicas são na e pelas relações que os homens estabelecem entre si.

¶326>> Vamos, vamos conversar um pouco aí, Gustavo. Eh, vamos lá. Primeiro, né, vamos começar que ele não sabe claramente não sabe o que é nominalismo, né? O nominalismo não, ele não nega universais. Por exemplo, se você pegar o o nominalismo de uma riagga, ele não vai negar nem um universal fundamental.

¶327Ele vai ele vai afirmar o universal fundamental, até porque o universal fundamental ele é singular, ele é concreto também. Eh, e mais, o universal antes das coisas não é o não é um sinônimo de platonismo. O universal depois das coisas não é um não é um sinônimo de nominalismo. Eh, então, e aí tem essa o o outro ali, né, que é o universal. Eh, primeiro tem a posição de Aristóteles, que é o que é o existente nas coisas e por meio delas.

¶328Bom, mas Aristóteles não diz que o universal existe nas coisas e por meio delas. O universal está ali virtualiter, né? Ou seja, virtual no no mínimo, tá? Posições deflacionárias, no mínimo virtualiter ali em condições para ser abstraído pelo intelecto. E este sim forma universal na predicação, que é universal lógico, mas existem outros tipos de universal, né?

¶329Para quem não sabe, o Carlos tá falando de tomismo aí, tá? Para quem não acredita, a gente tá falando de Tomi, mas ó, vai continuar, amigo. >> Pois é, existem o tomismo é deflacionário, é amigo ali, ó, juntinho do nominalismo. Eh, bem, >> e aí tem vários, tem um tem uma tem uma classificação que é um pouco melhor, um pouco mais correta, que é a classificação que surge com eh pedra espano, né, que é o universal emendo, insignificando. você tem várias precisões e o universal que o nominalista tá o nominalista tá interessado e e que de fato eh não supõe uma existência forte é universal em predicando, né, que é o universal na predicação, que é justamente esse universal que a gente a gente atribui aos individuais.

¶330Olha, o universal homem, a Pedro, a João, a Tiago, etc. Então, primeiro, é preciso saber que o que é o você tem que saber o que é o nominalismo para para negá-lo na sua própria posição, né? E parece que o que o Gustavo não tem muita ideia do que do que seja isso. >> Faz a menor ideia. Sim, faz a menor ideia.

¶331Eh, vamos ver o que ele vai for continuar dizendo. Vamos lá. posto a toda a investigação que eu fiz sobre a gênese e desenvolvimento da metafísica, inclusive isso incluiu o estudo não apenas a história de várias sociedades, como das teorias ali produzidas, me leva a isso como conclusão e não como pressuposto que rege a minha análise. Essa é uma diferença fundamental. Então, veja, eu não nego a existência dos universais.

¶332Eu vou insistir, eu não nego a existência de universais. Eu nego a existência dos universais como fundamento a priori, quer seja ontológica, quer seja epistemologicamente. E essas afirmações que eu faço, elas são conclusões de um percurso investigativo e não ponto de partida e não premissas ontológicas e metafísicas fundamentais. Mas não só toda preposição geral, as que faço, por exemplo, possui uma forma lógica. >> Quem disse?

¶333E quem disse? Ele citou por filho, né? citou por filho. E quem disse que as investigações sobre os universais começam com grandes pressuposições acerca dos universais, na verdade são investigações que não pressupõe nem que eles estão antes, nem depois, nem nas coisas. é de fato uma investigação eh da da das mais simples possíveis no sentido de de não partirem de grandes pressupostos e que chegam a conclusões, assim como a o Gustavo tá fazendo, né?

¶334O universal está nas coisas, não está, só está na mente ou está na mente e nas coisas, de que modo está na mente, de que modo está, de que forma está na nas coisas. São perguntas assim, são conclusões que os metafísicos atingem, né? Eh, na verdade isso isso é é tratado eh na eh na lógica, né? São conclusões que os lógicos atingem e que não são pressupostos assim como coisas a priori, não, de jeito nenhum. Exato.

¶335Ele ele fala muito sobre essa questão, ah, que Marx parte da do real, parte do mundo sensível, não sei o quê e tal, eh como uma investigação e tal. E assim, o mundo sensível não foi estudado só por Max, assim, a questão é que o Gustavo pensa que esse acesso é totalmente imediato, né, nessas formas antigas e pelo próprio Max e tal. Não é, e tem muitas conexões. As pessoas que vão investigar e vão fazer esse método, que vão chegar a essas conclusões metafísicas e tal, também estão estudando a realidade, né? Sei lá.

¶336Mas enfim, vamos ver. universal, o que é óbvio. Agora, diante disso não se segue que ela afirme a existência de um universal ontológico, seja qual for o seu estatuto da realidade ou do conhecimento. Então, veja, confundir a universalidade lógica, sobretudo negativa do discurso com a universidade ontológica do referente, é precisamente uma das condições fundamentais da tradição metafísica que procura explicar. Então, por exemplo, eu posso, depois de analisar a realidade humana existente até hoje, falar assim: "Eh, o homem considerado genericamente, ele sempre precisou trabalhar para sobreviver em qualquer sociedade." Isso é uma afirmação.

¶337Agora, se eu transformo isso em fundamento da explicação do ser social, aí eu tô fazendo metafísica. No caso, eu só retirei um aspecto comum da existência humana. Primeiro aspecto é isso. Então, eu posso sim fazer sentenças universais. Agora, outra coisa é se isso é legitimamente feito diante do objeto investigado ou se eu tô arrancando esse aspecto comum e convertendo em pressuposto, em premissa, quer seja epistemológica, quer seja ontológica do que eu do do que eu tô analisando.

¶338Percebe a diferença? Então, quando algo se apresenta enquanto tal diante de nós, não preciso prová-lo, né? O que tem que ser provado é quando a afirmação da existência de algo de algo não evidente, não diretamente manifesto e oculto. Vamos burilar isso aqui um pouquinho mais. Vamos lá.

¶339A refutação teórica, o ponto três aqui da metafísica carrega então uma armadilha, que é essa armadilha que tá que o que o que o nosso colega aqui, o Bartosch apresenta. Eh, qual que é essa armadilha? apenas pode ser feita, ou seja, a refutação teórica geral da metafísica apenas pode ser feita metafisicamente, obviamente. Então, se alguém quer refutar universalmente a metafísica, ele só pode fazer metafísicamente. Olha, disso decorre que a metafísica não pode ser refutada?

¶340Não, ela pode ser refutada, mas não com por meio de uma teoria geral, só analisando historicamente o seu desenvolvimento, os motivos específicos que levaram à sua elaboração, porque o que a metafísica aspira não é específico, é universal, né? A minha refutação, nesse caso, escapa dessa armadilha, não se propõe a refutar nenhuma delas em particular, nenhuma metafísica em particular, mas mostrar que esse saber pretensamente universal apenas faz sentido diante de certas questões e dilemas pós por formas de situações históricas, eh, situações históricas específicas. Ora, se essa metafísica não servia para nada em todo aquele mundo mesopotâmico, se todos esse saber supostamente universal não servia para nada em quase todos esses tipos de sociedade antes da Grécia, o problema não é que os gregos estão procurando entender o universal que tá que presente no mundo deles. O problema é que ele tá transformando esse universal no fundamento do particular. O problema é que ele tá transformando esse esses aspectos hemogêneos qualitativamente o fundamento do que é qualitativamente diferenciado na base da sua inteligidade, da sua compreensão, do seu desenvolvimento, naquilo que os ordena, os organiza, os dirige.

¶341Essa vale bem para Aristóteles, né? Já que ali a fundamentação metafísica última é motor, é causa, não é? Fica para outro carnaval. Eh, para desenvolver mais esse tema, vem aqui o último argumento. >> Não, mas aí antes de ele avançar para isso, eh, novamente, ele só troca as palavras para novamente, né, uma coisa do do ilusionista aqui, né, tentando trocar o seis por meia dúzia, né?

¶342Se você está dizendo: "Não, eu não quero refutar a metafísica. Eu só quero dizer que a metafísica ela é válida dentro de um contexto socialmente condicionado. Quando ela se pretende a falar de categorias mais gerais, transcendentes, universais, deu o nome que você quiser, já que você confunde todos eles, né? você está, de certa maneira refutando a metafísica porque você não, está, se você disser que ela se aplica só à aquela circunstância particular, ela não está cumprindo aquilo que ela pretende ser, que ela diz que quer fazer, que é justamente determinar o uma caracteriologia, uma ah participar, você também coloca no mesmo balaio aí a lógica, né? Coisas que vão realmente poderem ser eh poder ser ilustradas e explicadas por meio dela, né?

¶343fora da sua forma de sociedade, né? Você coloca tudo junto e você vai tentar refutar ao mesmo tempo quando diz que tá socialmente condicionado. Então você dizer: "Não, não tô querendo refutar, só tô dizendo que funciona só dentro daquela concepção." É outra maneira de dizer que refutou, né? Ou que tentou refutar. Então assim, eh, eu é um é um é um artifício assim, eh, é um recurso que ele usa, né, para tentar dissuadir as pessoas de não de agora ele tá tendo uma posição mais moderada, mas é sim uma crítica metafísica, né, no final das contas.

¶344É. Você tá aí, Carlos? >> Tô, tô sim. Concordo totalmente. Eh, eu acho que ele ele realmente ele não percebe, fica não ficou muito claro se ele aceita ele algum tipo de universal.

¶345Ele falou que universal negativo, né? Não sei, ficou meio esquisito isso, mas enfim. >> É aquelas formulações que ele disse aqui também, eu não sei. E eu ia até comentar sobre isso quando ele diz assim, como é que é que ele fala aqui? Ah, toda a proposição geral, como que eu faço?

¶346possui forma lógica universal. Do, não se segue que ela afirme a existência de um universal ontológico, seja qual for o seu estatuto da realidade ou do conhecimento. Mas nós estamos fazendo uma distinção entre o universal lógico, o universal metafísico e o universal fundamental. Quem não faz essa distinção e confunde ao várias vezes aqui no vídeo é você, né? É ele que confunde isso.

¶347Então, >> até porque até porque se algo é ontológico, não pode ser só do conhecimento, né? Né, Gustavo? >> Exato. Exato. Exato.

¶348Então, confundir a universalidade lógica, sobretudo negativa, não sei exatamente o que que ele o que que ele tem em mente, que ele usa os termos de maneira meio vaga, né? Do discurso com a universidade ontológica do referente é precisamente uma das confusões fundamentais da tradição metafísica que procura explicar. Ou seja, ele tá dizendo que isso é um erro nosso da metafísica que nós estudamos, confundir a universalidade lógica com a universidade ontológica do referente. Não, quem faz essa confusão é você, porque você não sabe que existe distinção entre os tipos de universais que eu tô mencionando desde o começo do vídeo, que ele não tá fazendo em momento algum. Então, é, é, apesar de o Gustavo ter, de certa maneira eh enfrentado o Olavo, inclusive sobre essa frase aqui, né, que o Olá usava de maneira meio esquisita também, né, é acuse-os do que você faz, né, como é que era essa frase aí?

¶349E, eh, acuse-os do que você faz e xingue os do que você é, uma coisa assim, né? Enfim, vamos lá desenvolver mais esse tema. Vem aqui o último argumento, tá? que é o argumento performativo, como ele chama. Então, segundo o Bertoch, afirmar, só existem particulares, que eu já mostrei, foi uma coisa arrancada do contexto, né?

¶350Ou seja, universal existe mais como um produto dessa relação entre os particulares. E eu não cheguei a isso por uma uma tese metafísica fundamental, né? Estudando o capitalismo onde isso acontece, vendo o desenvolvimento universal na Grécia antiga. Então ele chega, é uma proposição universal. Logo, a própria negação dos universais assume a forma de um universal.

¶351Esse é o argumento de autorreferência ou performativo. A tese utilizada utilizaria precisamente o tipo de universalidade cuja existência pretende negar. Bert, honestamente, isso aqui, cara, é um típico paradoxo omegá. é aquele tipo de circularidade que literalmente abstrai do referente do que o discurso fala e leva em conta só o discurso. Paradoxo megálico, gente, é aqueles paradoxos do tipo assim, a frase "Eu sou um mentiroso".

¶352A frase "Eu sou um mentiroso" é contraditória porque ou você está dizendo a verdade, mas se você está dizendo a verdade, né? que você é um mentiroso, portanto você não é um mentiroso porque você tá dizendo a verdade. [risadas] Ou se você está mentindo que você é um mentiroso, então você diz a verdade. Isso é evidentemente um paradoxo puramente discursivo. A frase "Eu sou um mentiroso" é plenamente compreensível à luz do referente, à luz do contexto.

¶353Ou então um para os megálicos brincavam, adoravam brincar com Aristóteles. Tem um que eu adoro, né? Para mim esses paradoxos são piada. Então, por exemplo, tinha eles atacavam a teoria do ato e potência de Aristóteles e falavam assim: "Pô, Aristóteles, a potência ela existe potencialmente ou ela existe em ato?" Se a potência existe potencialmente, então ela não existe em ato, então ela não existe. E se a potência existe em ato, então ela não é potência, ela é ato.

¶354Gente, isso é brincadeira de criança, né? Não é brincadeira de criança. Até porque, por exemplo, se eu desistir, até porque para para Aristóteles, a potência é uma forma de ser que está entre o ser atual e o não ser. Então, se alguém pergunta se a potência existe e existe, a resposta é sim. E é claro que se ela existe, ela existe potencialmente, o que equivale a dizer que ela existe, mas não como ser atual, mas sim como ser potencial, ou seja, é o meio termo entre o não ser e o ser atual, que é o ser em potência.

¶355Essa é descoberta de essa é a descoberta de Aristóteles e não não tem nada a ver com paradoxo megárico ou, por exemplo, com fórmulas do paradoxo do mentiroso. É que de fato é um paradoxo não só do discurso, né? Eh, eh, é um paradoxo de fato mesmo, né? É, é uma autocontradição mesmo, né? Porque se a gente pegar, por exemplo, o paradoxo do mentiroso, existem várias formas de várias formas de refutá-lo, né?

¶356[roncando] Eh, você po você pode, por exemplo, adotar a posição que foi adotada na época dos escolásticos de que uma de que uma proposição não consegue ser simultaneamente sujeito e predicado da mesma predicação. Essa é uma estratégia clássica para você refutar o paradoxo do mentiroso, tá? [roncando] Eh, tem outras. Eh, se você pegar, por exemplo, as as súmulas de Domingo de Soto, ele lista lá mais de 10 mais de 10 soluções só ao paradoxo do mentiroso, tá? Os escolásticos dedicavam tratados inteiros só para só para entender isso.

¶357E a as fórmulas do paradoxo todo mentiroso e essa brincadeirinha que ele citou com ato e a potência não tem nada a ver uma coisa com a outra. não são o mesmo tipo de paradoxo, até porque ato e potência eh tem a ver com aspectos do real, aspectos concretos do real, né? As coisas são de fato ato ou potência. E aí cabe entender exatamente o papel intermediário da potência em relação ao ser em ato e ao não ser. Outra coisa são esses paradoxos do discurso, como o paradoxo do mentiroso e outros, tá?

¶358Então, eh, essa brincadeirinha que ele citou aí não tem nada a ver com, eh, esses outros, essas outras esses outros paradoxos que ele acaba encorrendo. >> Eu para do paradoxo do mentiroso, eu tento, eu abraço uma explicação de que a frase "Eu estou mentindo, ela em si mesma não tem valor verdade". Porque mentir é sempre mentir sobre alguma coisa. Então, se você tá mentindo, você teria que ter um complemento, como a gente fala naqueles termos categoremáticos, sim, categoremáticos, né? Então, ele teria que dizer: "Estou mentindo sobre o quê?" Não pode ser sobre essa proposição em si mesmo, porque ela é sempre a respeito de algum fato, né?

¶359De alguma coisa externa, né? Estou mentindo a respeito de algo e não sobre um estado indeterminado da própria fala assim, né? Então, é sempre um uma sobre algo determinado que você quer explicar. Estou mentindo sobre ou menti sobre quando falei que a minha mãe estava doente, né? É como se o verbo mentir ele não ele não pudesse ser intransitivo.

¶360Aí ele sempre vai precisar ser um verbo transitivo eh a respeito de alguma coisa, né? Enfim, é só para pôr curiosidade aí pro pessoal também, né? Uma solução interessante. Deixa eu tocar aqui. Vamos lá.

¶361Megárica pega o discurso como algo autônomo e abstrai do conteúdo real a que ele se refere. Olha, eu tenho muitas críticas em Aristóteles, inclusive a sua teoria do ato e potência, mas não por isso, né? É óbvio que para Aristóteles a potência existe em ato, mas ela existe em ato potencialmente, né? Isso é óbvio. Eh, então aqui é um típico paradoxo eh megálico, né?

¶362Essa vamos lá. Não, na verdade, na na verdade, o primeiro sujeito que eu sugerir que existe uma potência que há uma potência que existe em ato que, ou seja, que concebe alguma atualidade à potência para que ela faça tem algum sentido entitativo e não seja o mero não ser, é suares, é Francisco Soares, tá? Eh, é esse negócio, essa obviedade escapou, na verdade, toda a toda a tradição pelipotética. Isso só vai começar a ser investigado a partir da das das descobertas de escoto, a partir dos raciocínios que escuto elabora. E quem vai colocar realmente, olha, existe um ato que na verdade fundamenta essa potência, né?

¶363Eh, e aí existem várias sortes de ato e assim como várias sortes de potência. Eh, Francisco Soares. Então, não sei, não sei se ele é se ele se adiantou ou se ele é o próprio Suáz. Eu não, eu não entendi. [risadas] Esse Carlos é tá bom, vamos lá.

¶364>> Um ponto, eu acho isso, um ponto apenas. Essa é uma secularidade lógica que me parece típica da escola meggárica grega, né? A secularidade é puramente discursiva, desaparece considero e o referente do discurso. Vejamos. A existência dos particulares não carece de provas.

¶365Eles se apresentam com toda evidência nossa, tanto a nossa sensibilidade quanto a nossa cognição, né? Eh, se alguém quiser tergiversar isso esse livro realmente existe, pode terar. Eu eu não participo dessas tagarelistes pseudofilosóficas, não, tá? O que tem que ser provado é a existência dos universais que se impõe de algum modo aos particulares, quer seja como algo existente em si, quer seja como algo essencial nas coisas, quer seja antes delas ou como um conjunto de irregularidades dados por natureza que eu apreendo posteriormente por análisis. Então, para não ter ambiguidade aqui, eh, Bert, tô pegando então a querer dos universais dos medievais, sabe?

¶366conjunto de possibilidades que eles colocavam. Eh, o que tem que ser provado é a existência desse âmbito duplicado. O problema é que os esse âmbito duplicado passa a existir na sociedade grega antiga, como eu digo. Agora, a tese metafísica é de que ele rege, ordena e organiza de algum modo o mundo dos fenômenos particulares. Negar isso não é uma premissa metafísica.

¶367É isso que não é óbvio, é isso que não é evidente, é isso que tem que ser demonstrado, tá? Então, eh, então Bert pressupõe que a inexistência de universais autônomos deva ser demonstrado, esse é outro ponto, por uma teoria geral da inexistência dos universais. Essa exigência já pressupõe aquilo que está em discussão. Ora, eu não tenho que provar a inexistência de do que quer que seja, não é? E menos ainda de determinações que não são óbvias, que são indiretas, etc.

¶368Quem quer provar uma teoria que é mediada, que é indireta e etc. é que deve fazê-lo. E e existem, tá? Por exemplo, a análise que Mar faz do capital é cheio de coisas lá que são obscuras, que não são óbvias, que não são evidentes, mas você procura reconstruí-la a partir dos fenômenos. E a conclusão é que se chega ali é que não é nenhum outro âmbito da existência, tá?

¶369É a lógica interna dos fenômenos. Eh, então o meu procedimento é outro. Não parto de nenhuma teoria geral que que negue os universais. Parto da reconstrução imanente dos fenômenos investigados, mostrando quando for o caso, como os universais surgem de relações particulares determinadas e por adquire aparência de autonomia. Percebe?

¶370Então, a minha investigação sobre a Grécia, que evidente procura apresentar de forma didática naquele vídeo, dando apenas as indicações, ali não tá demonstração e etc., ali tá indicações, ela procura, ela procura reconstituir nos limites do possível, porque na Grécia nós estamos falando de uma sociedade lá de 2500 anos atrás que sobrou vestígios dela. É mais fácil nesse sentido falar do capitalismo, onde a multiplicidade de elementos estão dados, né, a nossa percepção, a nossa cognição. Mas eu não parto de nenhuma teoria geral que negue os universais, eu parto da rico. Então aquilo, as coisas que eu afirmo é a conclusão dessa análise, não é o ponto de partida. >> Veja, ó.

¶371Perfeito. Se essa [limpando a garganta] >> que o que os que os particulares já são dados, OK, é evidente. Agora que só os particulares existam ou sejam dados e que os universais não sejam dados de nenhuma forma, isso sim exige demonstração. Ou seja, não adianta ele falar que ah, os particulares já são dados evidentes, tá? Mas você não tá dizendo que só os particulares já são dados evidentes.

¶372Você tá a partir disso, você usa eh isso como um instrumento de negação dos universais, seja eles autônomos, sabe-se lá o que o que isso significa ou não. É, enfim, ou seja, você precisa provar, sim, exige exige sim uma demonstração muito clara do porque esses universais, é, embora eles não sejam dados e imediatamente, podem ser dados de outra forma, de forma mediata, com uma outra outra natureza que não a natureza do do individual e etc. Então isso exige sim dem exige sim algum tipo de demonstração do contrário e ele está peticionando só isso. >> É como boa parte do vídeo dele, né? Tem muita coisa que ele só tá assumindo, não tá provando e diz que não.

¶373Eh, isso daí se demonstra pela pelo sucesso da análise e tal. Mas a análise ela vai produzir certos resultados a partir de de onde você parte, né, metodologicamente falando. E aí ele tá ele ele e para mim ele tem um vai ter um grande viés de confirmação aí, porque ele acha que a essa maneira de analisar materialista é a maneira, né? É a maneira das maneiras, né? Vamos lá.

¶374A reconstrução for bem sucedida, [limpando a garganta] a hipótese de universal existente em si, fundamento ontológico ou metafísico, não importa, torna-se metodologicamente supérfl. Ora, se eu consigo explicar esses fenômenos pela sua dinâmica interna, sem ter que recorrer a nada que os transcende ontológico ou epistemologicamente, para que que eu vou usar esse algo que o transcende epistemológica e logicamente? Então, assim, eu nunca refuto teoricamente uma metafísica e ou uma epistemologia geral. A construção dela já impede de fazer, mas eu posso mostrar que ela é, olha, eu nunca refuto uma uma metafísica teoreticamente, eh, teoricamente. Olha, essa é a afirmação que poderia encerrar o vídeo dele, porque ele tá dizendo basicamente o seguinte: "Olha, a minha refutação não vale de nada, [risadas] porque se ele não busca refutar teoricamente uma metafísica, para que serve então essa refutação?" E olha, eh, eu nunca vi uma conclusão tão assim decepcionante, porque ele vai dizer o seguinte: "Olha, se a hipótese for bem sucedida, a hipótese de um universal resistente em si, fundamento ontológico metafísico, lembrando que eh ele confundiu lá até mesmo os universais depois das coisas que sequer são ontológicos, tá?

¶375Eh, mas tudo bem, vamos deixar isso, esse esse erro de lado, esse elefante na sala de lado. E aí ele fala que ele fala que ele consegue provar não que a metafísica é uma ciência, por exemplo, impossível, é uma ciência que é uma é uma contradição nos termos, é uma contradição em si, etc. Não, ele só prova que é supérfula. Ora, é supérfula em que âmbito? Porque se a metafísica ela tiver um uso teórico válido, ela como ciência especulativa e como diz Aristóteles, o especulativo é aquilo que se orienta à verdade pela verdade.

¶376A metafísica poderia poderia não ter serventia alguma prática, mas ela continua ela continuaria sendo válida como ciência especulativa. e para a ciência e como ciência especulativa, ela teria certa ela teria certa relevância. Então, pronto. Então, eh, essa conclusão dele é extremamente decepcionante, porque no final das no final das contas, eh, o que ele consegue provar é que no máximo, no máximo esse âmbito que ele fala que é duplicado e autônomo é supérfluo. Ele não diz que é impossível.

¶377Ele não ele não diz que não pode ser dado pelos fenômenos. é impossível que seja dado. Ele só diz que é supérfluo. Ora, é supérfo, mas considerando o âmbito eh transcendente eh e o âmbito teórico em que os universais e todo o aparato metafísico eh se utiliza, ele é dado, não seria suérflo, embora não tenha utilidade prática. Pode ser, eu concedo.

¶378A metafísica ela não tem nenhuma utilidade prática, OK? Mas ela tem utilidade especulativa. Ponto. E nesse sentido ela é relevante. Ponto.

¶379Então é meio decepcionante porque no final das contas, olha a conclusão que eles toda toda essa verborragia, ele foi lá no Dero Isaías, passou por Aquinatom, passou por passou por Panini, fez toda a verborragia. explicou porque que misturou reduzir com explicar, com fundamentar, errou sobre sutilezas ali da metafísica aristotélica, da metafísica platônica, a questão da meta da da da metafísica analógica e da metafísica eh mística. Ele fez tudo isso para no final dizer que ele [roncando] só consegue demonstrar que os universais são no máximo superérfos. Então eu estaria triste, [risadas] inútil. Desculpa, desculpa.

¶380Muito bom, muito bom, Carlos. É porque ele diz, ó, se essa reconstrução for bem-sucedida, a hipótese de universal existente em si, fundamento ontológico metafísico, torna-se metodologicamente supérflua. Não se trata, portanto, de negábos tratamentos universais, mas de eliminar a necessidade explicativa de sua autonomia. Vamos lá, ver, talvez ele explique um pouco mais. Vamos ver.

¶381>> É supérfa, que eu posso reconstruir os fenômenos sem recurso nenhum a elas e, portanto, a validade delas já fica bem comprometida, não concorda? Não se trata, portanto, de negar abstratamente os universais, mas de eliminar a existência, a necessidade explicativa de sua autonomia. E eu faço isso reconstituindo o processo. Isso não é um pressuposto da minha análise, porque o pressuposto da análise como marxista enquanto concepção tem, não tem sistema geral de nada, mas é o pressuposto de que partimos não são passíveis de abstração, a não ser na nossa imaginação. Sim, nós partimos da realidade com pressuposto.

¶382A realidade inclusive é a nossa constituída por indivíduos dotados de subjetividade, inclusive esses que criam teorias metafísicas e que fazem parte dessa realidade, tá? O erro dessa asserção é não ver que não existe teoria geral que prove os universais eh que os universais em si não existem. A prova é mostrar a origem particular do universal e sua razão de ser em função dessa particularidade. Então, qualquer universalização eh de qualquer qualquer transmutação desse universal para um domínio para além daquele em que ele atua, em que ele é efetivo e onde ele tem a sua ralização de ser, ela fica no mínimo muito comprometida, não é? Então, claro, qualquer temos qualquer refutação teórica, puramente teórica de uma teoria metafísica, teria que estar para além da metafísica.

¶383Seria a meta metafísica. E não é isso que eu me proponho a fazer. Não é meramente fazer análise genética e é tão pouco fazer meta metafísica, não é? mas procurar a razão de ser particular daqueles conceitos universais que, portanto, né, tornam pouco verossímil, invalida a universalização desses universais para além daquele domínio em que ele se reproduz, que ele é efetivo e que ele cumpre algum papel, seja ele qual for. Pois bem, acho que já deu.

¶384>> Ou seja, no final das contas, ele pretende que seja uma refutação mesmo, né? Falou que não era, que era só dizer que fica ali restrito, mas é uma refutação, né? Ele falou se é inútil, né? é o metodologicamente superérflo, né? Não tem necessidade dele.

¶385Então, é ou não é uma refutação, uma pretensa refutação? É, né? Enfim. >> É, mas ele diz assim, ah, e ele ele tenta ele tenta transformar a refutação dele, mas ele não coloca em termos de de uma refutação mesmo, de fato, né? né?

¶386Ou seja, ele pega a ele pega de fato faz uma refutação direta a possibilidade de universais e tal ou qual na existência, né? Até porque esse último tipo, por exemplo, uma prova de que o que a origem do universal é particular, aí aí nós vemos como ele utiliza o termo particular e particularidade de uma forma completamente freestyle, né? Porque às vezes particular é é o mesmo que é é sinônimo de individual, tá? Às vezes particularidade toma caso aqui eh como sinônimo de eh concretude, sinônimo de relação social, sinônimo de condição social. Então a gente não sabe o que que é particular no no final das contas.

¶387É é o quê? é o individual, é o concreto, é a relação, é a relação com o a relação é social, enfim, o que que é a particularidade, porque essa tese que diz que a origem do particular do a origem do particular do universal em sua razão de ser em função dessa particularidade, isso nada refuta das principais teorias metafísicas. Porque um aristotélico ele poderia dizer: "Olha, de fato, o universal ele surge em função do particular, até porque ele é abstraído de espécies que exprimem essa particularidade", certo? Certo? Então é isso.

¶388Então o universal ele existe em prol eh do no caso do da espécie sensível que por sua vez dá origem à espécie inteligível, né? Que é a redução do ser como do ser como universal ali, né? A espécie inteligível, diferente da espécie sensível. Eh, então é isso. E aí ele fala que o a sua refutação, na verdade, busca demonstrar que é metodologicamente supérfo.

¶389Mas em que âmbito é supérfulo? Porque para ser uma refutação, a primeiro que existe uma uma maluquícia aqui do do Gustavo que precisa ser dita, que é reduzir todo âmbito da metafísica. Há uma discussão sobre teoria dos universais. Ah, o universal existe ou não existe? Ele é, ele está nas coisas ou não está?

¶390Isso aí é bobo. A metafísica postula muito mais do que isso, seja na sua versão platônica, seja na sua versão peripatética, aristotélica. Postula muito mais do que isso, vai muito além, tem muitas tem muito mais teses do que isso, tá? Então, reduzir toda a metafísica a uma discussão de se existe ou não universal é um é de uma é de uma, sei lá, de uma falta de erudição no básico, né? Uma erudição no básico que é gritante.

¶391E depois mesmo com essa mesmo ele dizendo essas coisas, né, ele só consegue demonstrar, olha que a metafísica ela é superérfl. sem considerar que a tese dele sobre os particulares precisa ser demonstrada porque ela não é evidente. É sim, de fato, os individuais, os seres concretos são evidentes, mas que somente os seres concretos são nos dados, são nos dados, né, de alguma forma eh [roncando] no nos são dados de alguma forma para além dos universais ou qualquer tese do tipo. Exige sim demonstração. horas, é claro que exige exige, né?

¶392Eh, então, eh, eu achei que a conclusão é decepcionante e que, de fato, eu concordo que ele qualquer pretensão além além do do que ele manifestou aí, que é no caso demonstrar que o universal é sófulo, né, incorre na na contradição do do Bertoch, né, que falou para ele que ele encorre numa contradição ao dizer que todos os particulares ou tudo que existe é particular já é por si só uma proposição universal. Então, qualquer tentativa de sair eh desse desse quadrado, né, que é na verdade uma uma cilada, é leva a essas conclusões decepcionantes que é que são, né, na verdade, ah, o universal ele só existe em prol da particularidade. Ah, o universal ele é supérfluo. Ah, o universal ele ele existe, mas numa forma lógica. que aí ele fala de universal ontológico e aí ele não explica o que é esse universal ontológico, até porque o universal ontológico pode ser várias coisas, né?

¶393Então, eh, a gente fica com essa expectativa, termo sendo usado de forma de formas equivocadas e a gente não acaba entendendo de fato o que ele visa demonstrar no no todo, né? Então eu acho que eu acho que é isso. Finalizo aqui os meus comentários, a tese dificíima do Gustavo por aqui. >> Eu eu acredito que ele tenta reduzir tudo ou focar na questão dos universais, né, da controvérsia dos universais, eh por uma constatação meio irrelevante de que todas as coisas têm conceitos e conceitos são universais de certa maneira. por exemplo, lá, se a gente ele, porque às vezes ele coloca assim universais causas, né, ato e potência, porque ele acha que todas essas coisas são tidas como um elemento eh que pode ser instanciado de diversas em diversos em em múltiplos casos, né?

¶394Então, acho que ele tenta fazer uma correlação das duas coisas aí, mas que é também um erro, né, como você falou, é meio ingênuo assim de pensar que a metafísica se reduz a isso, né? a própria ideia de fundamentação eh metafísica, né, da realidade. Por exemplo, em Aristóteles, com quatro causas, sendo uma material, uma que é formal, uma que é causa eficiente e outra que é qual que tá faltando? Material, formal, eficiente e final, né? Elas são vão muito além da controvérsia dos universais.

¶395Eh, é real assim o que se você for pensar então no na Idade Média, o que se fez em metafísica é muito mais sofisticado do que ele tá fazendo aqui, né? Uma é uma e sequer e aqui sequer pode-se dizer que é uma simplificação assim didática, né? Porque os termos estão arranjados de uma maneira muito imperita. Possivelmente esse livro dele aí, se ele segue mais ou menos a tese que foi desenvolvida aqui, tá cheio e repleto dessas imprecisões, seja a duplicação platônica, seja a questão do nominalismo que tá totalmente errada aqui no vídeo dele, né? Então é realmente decepcionante porque eu esperava um pouco mais também do Gustavo, né?

¶396Eu acho que aqui acabou sendo aquele problema da pessoa que é um especialista, né? é um ultraespecialista em uma área e quer tentar eh alçar voos em outras coisas, né, que não entende. Então, realmente, isso daqui fica fica feio, né, fica esquisito, porque ele é uma pessoa respeitável dentro da área dele, né, mas acabou tendo umas pretensões um pouco eh um pouco um pouco além do que ele deveria ter, né? Se ficasse só em Marx seria muito bom. Agora, como crítica metafísica é difícil, muito difícil.

¶397No mercado existem melhores. Tem a crítica do Heidegger, como eu citei, tem a crítica do Cornálio Fábo, do Gilson, tem a crítica, existem vários especialistas, né, vários filósofos de verdade, como por exemplo o Zubiri também tem uma crítica inspirado no próprio Heidegger. Então, só que o Heideger, quando ele vai fazer sua crítica à metafísica, ele, é claro, ele ele cria simplificações, né, na da história da filosofia ocidental, particularmente, mas você não vê o Heider ele é claro, pelo menos ele é muito claro, né, na forma como ele utiliza os conceitos, a questão do do obscurecimento do ser, a forma como o Zubiri interpreta isso vai colocar isso no nosso na sua própria eh crítica, a metafísica também é é uma forma muito clara. A forma como os tomistas também vão encarar isso, o Fabro, Jon e outros também é clara. E pelo menos as simplificações que você vê em manuais, em coisas ginasiais, como por exemplo essa tese duplicacionista de Platão, né?

¶398Essa tese é onde você há onde há uma cisão entre o universal e o particular, que é a tese mais boba que surgiu, na verdade, por uma orientação polêmica de Aristóteles e que foi massivamente espalhada pela Idade Média. Eh, eh, assim, são erros teóricos que a gente espera encontrar em alguém gimnasial, alguém que tá começando e que vai que vai que vai comprar de fato a versão da metafísica platônica mais simples, né? Existe ali o mundo das ideias. Esse mundo das esse mundo das ideias é uma duplicata, né? Porque existe ali o mundo dos seres individuais, concretos, eh, existentes e, enfim, da mesma forma, da mesma maneira, ele faz com a controvérsia dos universais, com Aristóteles, eh, em vários momentos e no fim a distinção principal dele, que ele que ele utilizou por último, que é que a distinção entre metafísica analógica e metafísica mística, se provou inútil, né?

¶399Para quê? Para quê? [roncando] Qual é a função dessa distinção? No fim, no fim, ela se mostrou completamente inútil. Nada do que ele expôs aí pressupõe uma metafísica analógica que se contrasta com uma metafísica mística.

¶400Na verdade, ficou ficou muito eh obscuro que ele entende por essas coisas aí, né? [roncando] >> Uhum. Exato. Deixa eu ver aqui. Ele ele termina aqui, né?

¶401Ver se ele vai responder alguma interessante aqui. Ele vai começar a ler perguntas do chat, né? Ah, aqui ele tá falando de coisas do capital, não interessa a gente sempre definido da mesma forma. Mes tá, mas esse fala stóalmente aplicá-los a todas as coisas, em toda a época, em todos os lugares, tá? O que é o homem?

¶402Em Aristótes é o homem, uma das definições é o zoon logicon ou zoon politic, né? um animal de discurso, de fala, de palavra, um cidadão da pól, uma tradução possível, até ser social, alguns traduzem assim, tá? Mas esse homem ele é assim na Grécia antiga, ele é o mesmo homem, hã, na Mesopotâmia, cacita, no mundo capitalista de hoje, ele ele é ele é sempre definido da mesma forma, ou seja, o particular é sempre definido pelo universal, tá entendendo? Então não é que ele nega a pluralidade, ele deixa o espaço aberto paraa pluralidade, né? Mas a pluralidade, quanto mais a gente desce por particular, ela não é objeto de ciência e os conceitos não são históricos, abstraem das formas históricas.

¶403No fundo, ele tá universalizando a particularidade grega. Tanto que a definição dele de homem, uma das mais famosas, Zoom, politicomon, uma que eu acho a definição mais a tradução mais precisa é um cidadão da pollice. Então, para ele, o que define o homem na sua natureza, mais essencial é que o homem é um cidadão da póli, tá? Porque politic tem uma conotação tanto do político, mas também do social. é a pólis grega, menos autonomizada do que o universo da política no nosso mundo hoje.

¶404Essa é a definição do que é homem, né, em Aristóteles, eh, se você quiser tratar, chamar, traduzir isso como algumas boas traduções o grego fazem por ser social ou animal social, animal político, que o façam, mas esse político aí é o politicom, ele se refere a polis, à instituições da pólis, do âmbito público separado. É um ótimo exemplo. Ou seja, essa universalização existe na Grécia? Existe. Isso é uma invenção de Aristóteles, não é uma invenção de Aristóteles.

¶405Agora, as teorias metafísicas, elas surgem e transformar esses universais que surgem certas sociedades particulares como determinação geral do homem, como a determinação geral do ser social, como a determinação geral do cosmos, como a estrutura, armadura lógica da realidade, aquilo que rege, organiza, dirige a realidade humana. Percebe? Vamos lá, próximo. >> Sim. O homem é um animal de discurso em todas as sociedades.

¶406Sim, é um animal social, sim. de fato, sempre todas as formas de sociedade. >> E veja, eh, essa afirmação sequer seria da competência da metafísica. >> Você estudaria ela >> na política, por exemplo. >> Na polít na Exato, na política.

¶407E aí qualquer afirmação que contenha universais ou sobre universais passa a ser, na verdade, de competência da metafísica. tamanha é a redução que faz o Gustavo. Tudo que envolve universais, quer dizer a lógica, quer dizer então a política, a a filosofia da natureza, que também envolve universais, tudo isso agora faz parte da metafísica, né? Porque afinal de contas tem universal, né? >> Se ele quisesse, se ele quisesse falar de algo mais metafísico, eu teria que pegar as definições de homem como animal racional, né?

¶408animal racional. Mas aí eu quero saber, o homem não é animal racional lá na na Mesopotâmia, ele não seria animal racional? Sim, claro, existem discussões sobre realmente qual que é a melhor maneira de definir o homem. Não tô assumindo isso como uma verdade absoluta, né? Mas para ficar no âmbito da discussão que o Gustavo tá trazendo, né?

¶409Será que o homem seria animal racional só na polis? Como diz o Sacan, complicado isso aí, né, cara? Pera aí, vamos ver aqui que o pessoal tá falando agora. Eu vou ler aqui um pouquinho do nosso chat. Olha aí, Carlos, que pergunta legal.

¶410Ah, Amor Ibal tem uma crítica metafísica? Se sim, uma crítica boa metafísica. Rapaz, estamos falando aqui talvez do maior, como é que é que o o Victor Eles me chamava? Filólogo. O maior filólogo aí de todos.

¶411Você quer comentar, Carlos? Até porque você tinha acabado de mencionar o Zubiri e o Ruibal foi importante também pra crítica do Zubiri, né? >> Eh, sim. Na verdade, ele tem uma crítica metafísica, especialmente tal como ela é expressa na escolástica tradicional, né? Veja, no na perspectiva do amor ruibal, a escoltica ela herda combinações que são tanto aristotélicas como platônicas e neoplatônicas, né?

¶412Eh, [roncando] mas o grande problema é que, na verdade, eh, a partir dessa dessa mistura de influências de Platão, Aristóteles e também de seus comentadores, a escolástica ela não consegue dar boas respostas para várias vários binômios que seriam essenciais, como, por exemplo, eh, o que seria o que seria o ideal, o que seria seria, por exemplo, o essencial, o que seria o universal, o que seria o singular. Então, a partir do momento que a que a escolar ela levanta essas questões e na perspectiva dele não dá boas respostas, é preciso de alguma forma retornar aos paradigmas da própria escolástica e de alguma forma readequar esses conceitos eh de uma de uma forma mais eh exata, né, de uma forma ideal, especulativamente falando. É uma boa crítica. É, é uma boa crítica, porque na verdade, eh, inclusive na a metafísica peripatética, ela padece de uma grande falha que, segundo ele, é que ela não capta perfeitamente o que ele chamam de ser relacional, né? existe a realidade concreta, mas quando Aristóteles expressa a relação como parte das categorias, como um acidente, né, ele não consegue eh capturar eh totalmente o sentido ontológico, ônico, dessa categoria.

¶413E ele vai fundar uma filosofia chamada eh relacionalismo, relacionalismo universal. Existe existem vários nomes, né? Eh, e então é um pensador muito erudito. Ele é ele é um pens ele é um pensador que tem grande erudição nos escoltos. Ele conhece desde o Mastre até os comentadores tomistas, como carne Caetano, Ferrara, Capréulos, eh conhece muito bem a escolástica eh nominalista, seja do século XI, seja eh Barroca com Arriaga, Hurtado, Oviedo.

¶414Então, é um autor que extremamente erudito e ele combina a erudição com uma grande [roncando] ahudição também nos clássicos, né, em Aristóteles, em Platão. Então, ele é um intérprete desses autores. Ele consegue fazer ali um rearranjo interessante que o Zubíder vai vai copiar em parte, tá? vai copiar em parte algumas alguns conceitos eh do que aparecem no livro dele, no livro dele chamado Os os problemas fundamentais da filosofia e do dogma. Eh, o Zubídeio vai incorporar algumas alguns conceitos do Ruibau, mas ele é um ele é um filósofo, infelizmente, eh, que está ao relento, né?

¶415Não, poucas pessoas o conhecem. Eh, muito porque ele foi perseguido à sua época pelo por um cardeal tomista bem rígido. Eh, e teve várias restrições de ensino, então ele foi muito perseguido em vida. Eh, talvez até por isso ele não seja tão considerado depois. E as coisas que o Zubiri pega dele, ele ele não diz de onde ele tá pegando.

¶416Ele não ele não faz referências concretas ao ao Morro Bau. Então, se descobriu a relação entre o Zubiri, que é um autor muito mais relevante, e o Amor Riba quando o Zubiro morreu, que foram investigar a biblioteca do do Zubiri, encontraram todos os tomos eh dessa obra que eu comentei antes na sua biblioteca. Então, ele era um ele era um um leitor assído do amoral. Exato. Muito bom.

¶417É isso, gente. Tô vendo aqui algumas coisas. Vê aqui, ó. O pessoal falou assim: "Acho que ele quer dizer que a autonomia do universal é sua ocorrência no além de sua relação com um particular. Ou para mim é que para mim me parece uma fonte disfarçada de botar nas entrelinhas que uma ocorrência do universal autônomo do particular cairia em teoria de dois mundos.

¶418É, então complicado isso aí, né? Universal também aparece para nós. Ué, não é difícil reconhecer padrões universalizantes. Que isso, Cleediano? Deixa eu ver o que que você tá falando depois.

¶419A loucura que é tanta que é capaz do fugir até recomendar o próprio curso de lógica do Victor Hellos para o Machado e seus seguidores. Eita! Deixa eu continuar vendo aqui vocês falaram. Gustavo, empirista ingênuo demais. Cruz credo.

¶420A frase só faria sentido se fosse dito: "Eu sempre minto". Aí, neste caso, seria simplesmente mentira. Muito bem, entendi. Acho que o hindu estranhou a minha questão por não conhecer muitas demais correntes. Opa, >> Aspirans mandou R$ 10.

¶421Boa noite, Fugita, mestre Carlos. Falando em metafísica, universais, etc., o Beato Ramon tem alguma figura que sistematiza unicamente a sua logica. Ou seja, há uma figura logicauliana. Aí, Carlos. Pergunta do Lúlio para você.

¶422>> Uma figura lógica luliana. Todas as figuras Lulianas são lógicas, porque o o Lúlio funde a lógica a própria ontologia. Então, figura A é uma figura lógica e ontológica e tem as suas regras. Figura T as suas regras. Todas as figuras Luliana são lógicas em certo sentido.

¶423Basta ver as propriedades que o Lúlio enumera em relação à sua arte. E ele deixa muito muito é muito claro que eh uma das características da sua arte é que não existe a divisão entre lógica e ontologia. Então não existe uma figura lógica que não seja também ontológica. Todas as figuras são lógicas e ontológicas ao mesmo tempo. Bem, eu vou deixar agora aqui para caso, então, já que o Gustavo terminou de falar, eh pro pessoal que quiser fazer live pixel, mandar eh, alguma pergunta aí, eu vou deixar a gente comentando aqui, vai mais uns 30 minutinhos sobre isso.

¶424Aí vamos lá para ver se se chega mais, porque gente, a gente tá numa campanha de arrecadação aí, se vocês puderem colaborar, mesmo que seja com pouco, tá? Estamos precisando. Eh, e aí o o Asper até falou, perguntei isso aí, se vocês puderem mandar aí pro tá tá fixado, tá o o lugar do Pix GG aí para vocês clicarem, tá? Fiquem à vontade para colaborar com o quanto puderem. Ele falou assim: "Perguntei isso porque tava pensando em fazer uma figura lógica nove.

¶425Ah, por isso perguntei, mesmo que essa figura seja simultaneamente ontológica, que ele tinha dito aqui. Você quer comentar, Carlos?" Bom, eu acho que é assim impossível você fazer uma figura da nova lógica, eu acho. N tá se referindo a essa obra. Eh, mas eu acredito que a nova lógica do Lúlio não expressa o seu pensamento final. Eu acredito que eu eu me mantenho integral no no que o Lulismo sempre sempre ensinou, né, que as três primeiras figuras são aquelas que ele expressa já, por exemplo, no compêndio e no compêndio para como é que é?

¶426para da para o para o descobrimento da verdade. Acho que é assim que se traduz. Eu agora eu não me recordo. Eu a eu penso que a a arte tal como desenvolvida, ela se reduzça ainda as mesmas regras básicas, né? E que o arroz com feijão é a figura A, a figura principal é a figura T.

¶427E tem e para além dessas tem outras figuras, como a figura S, a figura X, a figura Z. e assim por diante, que são figuras já secundárias, mas que também são interessantes, né, que são também são importantes e que também são reflexos da realidade, né? São a eh buscam refletir aspectos da realidade e buscam demonstrá-los mediante a a arte combinatória que o Lúlio possui. Certo? >> Muito bom.

¶428O João Escotna perguntou com quem irá debater fugita. Então, a princípio, eh, se eu conseguir, né, a gente levantar os recursos paraa passagem, eu vou debater. >> Aspirans mandou R$ 7. Tá valendo as Magnus Cend Doers e ele era muito sistemático e fez diagramas e esquemas em praticamente todas as áreas da arte. Ele é ouro.

¶429>> Muito bom. Exatamente. Tá falando do Ker, né? Ah, então sobre o que eu tava dizendo, eu eh pretendo ir para São Paulo, possivelmente em novembro e há um possível debate que pode acontecer com um dos irmãos Plautal. A gente tá vendo se vai ser possível, mas eu vou conversar com o Cauê também para participar lá do podcast dele, que ele sempre pede para quando for a São Paulo avisá-lo, que aí ele vai gravar.

¶430E aí a gente pretende fazer um um debate lá, eu teria que ver com quem poderia ser, né? com algum ateu. Ele tava, ele tava pensando da última vez em alguém, de repente ele chama algum conhecido dele lá. Ah, o canal Spectrum também tava querendo fazer mais pro final do ano alguma coisa comigo. Eu tô esperando que eles confirmem, mas eu preciso já levantar o dinheiro para poder confirmar que eu vou poder est e aí também tinha a possibilidade de eu fazer uma participação lá no César Calvalcante, que não sei se ainda vai ser um debate ou se vai ser, na verdade, comentários ali sobre o Olavo ou sobre alguma coisa assim que eu faria no canal deles lá, né?

¶431Eh, então a princípio tá em aberto que vai ser, mas já tem muitas possibilidades. Eu primeiro preciso confirmar que eu vou, mas olha só, a gente arrecadou até então só R$ 202. Eu tô, as passagens daqui para São Paulo, como eu moro em Manaus, elas são muito mais caras assim, né? O Carlos sabe que mora no norte também pra gente ir pro sul, sudeste, eh, é muito caro porque tem que eh são viagens assim de 3, 4 horas se você for direto e senão você tem que passar em muitos lugares, né, com muita escala, então acaba encarecendo um pouco, né? Então, se vocês quiserem fazer alguma pergunta agora, algum comentário de de incentivo nos próximos minutos, fica dedicado aí, né, depois de a gente já ter feito essa análise do Gustavo Machado, eh, para para acompanharem aí ou para apoiarem aí os debates e entrevistas que eu vou ter final do ano.

¶432Então, enfim. Ah, você quer comentar alguma coisa sobre o Kisher Callo que ele que ele tinha dito aí na no comentário do dele do Aspirance? Sim, o Ker é ele, eles ele inventa uma nova uma nova forma de expressar a arte do Lúlio, que é o que ele chama de epilogismo, né? Lógica epilógica, que é uma forma que é uma forma eh eh retangular, né, de você expressar, você expressa, na verdade, através daquelas linhas, etc. Aí você vai, você pode montar argumentos com aquilo ali, você consegue montar raciocínios, tem como você montar, tem como você fazer uma máquina de definições, como eu já fiz em alguma aula do meu curso sobre o Lúlio, eu fiz um, eu mostrei a máquina de definições do Kisher e como ela consegue definir qualquer coisa, né, que se encaixa, claro, nos parâmetros que ele coloca.

¶433E ele ele de fato é ouro porque ele era um gênio, né, um grande polímata. ali um matemático, um físico, geólogo e em metafísica Luliano. Então ele é um grande orgulho. >> Exato. Muito bom pra escola Luliana aí, um bom representante.

¶434[suspirando] Bem, vamos ver, tem mais algum comentário, alguma coisa que a gente não respondeu ainda? Tinha mandado um super chat. Deixa eu ver se era alguma pergunta. Ah, não era mais de apoio aqui. Boa noite, pessoal.

¶435Vou nessa. Bela análise de vocês e metafísica é F. É muito bom estudá-la. Legal. Aí, ó.

¶436Pola como é que é? Polafa. Desculpa que tá longe aqui para eu ler, gente, mas acho que pola corfa. Acho que é esse o nome. Pola Rafa, sei lá, talvez seja isso.

¶437Obrigado aí pelo seu super chat. Cincão aí pra conta. Agradeço de coração. Ah, temos mais algum comentário? Deixa eu ver aqui.

¶438Ou alguma pergunta aí? A gente tá priorizando, gente, contribuições, por gentileza. Eh, enfim, enquanto isso, eu vou, enquanto ninguém manda nada, eu vou falar aqui o que que a gente tem de planos pro canal, tá? Tem muitos canais que estão fazendo vídeos. Eu não sei se vocês gostam da ideia, mas comentem aqui no no chat se você o que que vocês acham disso.

¶439Eh, mas eu tô pensando em a gente fazer um vídeo sobre o iceberg do teísmo, né? Então, tem muita gente fazendo: "Ah, o iceberg do ateísmo, o iceberg não sei do quê, da história, o iceberg, sei lá, do Concílio Vaticano". Tô pensando na gente fazer assim alguma coisa sobre eh o iceberg do teísmo, talvez assim, começar com as coisinhas lá em cima e tal e vai cada nível vai aprofundando assim, né? Sei lá, eu comecei a pensar em, por exemplo, eh, opa, chegou um novo um novo super chat, já vou já ler. Sei lá, começar com, ah, Deus é amor, eh, sei lá, eh, [risadas] Deus existe, não sei o quê, aí vai aprofundando, aí vai começando a ficar mais cois coisas mais densas assim, né?

¶440Teísmo clássico, então um Deus não personalístico e não sei o quê. Aí você vai aprofundando, vai aprofundando, chega lá nas profundezas e tal. Aí, sei lá, eu nem sei que o que que você acha que seria nas profundezas, cara. Sei lá, é a duplicação da da do universo na mente divina, assim, uma coisa meio eh João de São Tomás, eu não sei, a duplicação física, não sei que que você acha. Teria que pensar, né, dos níveis assim?

¶441>> É, sim. Terei que ver alguma tese obscura, né? por exemplo, a tese de que eh a exemplaridade, na verdade, mais do mais do que isso, que as essências possíveis em Deus representam um S de Minutum, que é uma tese defendida por alguns escotistas, é bem obscura. Sim, a gente poderia, a gente poderia colocar no lá embaixo também aquelas coisas assim como eh, sei lá, tese sobre futuros contingentes ou se a teses mais obscuras ainda assim no sentido banesiano, né, que eles levam as últimas consequências, a ideia, enfim, de da predestinação, né, que são coisas até que eu acho meio esquisitas e reprovo, né? Poderia pensar, sei lá, no em teses como você falou, es cotistas também, né?

¶442Aqui, ó, o pessoal tava falando, eh, distinção funcional entre ato de ser e essência. Aí o João Escotería, tem que colocar o apofatismo aí, seria muito legal. É, falaram assim: "Meu voto é sim. Aí, gostei, fugita. Aí, artista aprendiz novato que só leu o começo da área compendiosa." Ah, ele colocou aqui o super chat dele, né?

¶443Eh, as figuras V e S devem ser consideradas no aprendizado da arte. Elas funcionam efetivamente, el elas facilitam efetivamente a formação do artista aprendiz ou podem ser dispensadas sem prejuízo. Lembrando a se você continuar podendo mandar pelo Pix GG é melhor porque aqui o o super chat ele é comido por uns 70 uns 30% pelo YouTube. Tá bom? Mas aí Carlos, você quer responder aí sobre o lulismo?

¶444>> Sim. Eh, eu elas não podem ser não podem ser dispensadas eh a depender, é claro, das dos elementos conceituais e ontológicos, elementos conceituais eontológicos que elas que elas evocam, né? Nenhuma figura nesse aspecto é dispensável. Nem a figura S. figura S vai evocar, por exemplo, eh, analogias da memória, eh coisas parecidas, né, e outras figuras, inclusive a figura, a a figura mais difícil de você de você manejar, que é a figura universal, que é a figura das figuras, né, nenhuma delas pode é dispensável para o Luliano.

¶445Seria bom que todos conhecessem pelo menos as figuras, pelo menos a as as 10 figuras, 12 figuras, conhecer todas as figuras, como dizia o Ramon Pascoal, Ramão Pascoal colocava como parâmetro, como parâmetro ele mesmo, né? Ele dizia que quem não conhecia todas as figuras era um, ele chamava de ablador, ou seja, um falador. Dizia que era falador, não era luliano, tá? Mas o Ramon Pascoal, ele é o ponto fora da curva, né? Mas para quem gosta de fazer metafísica, de um jeito que o Gustavo reprovaria, >> figura A e a figura T, conhecer elementos da figura S ou e de outras figuras, com certeza é é útil ao ao aprendiz, né?

¶446>> Exato. Muito bom. Eh, opa, Aspirans mandou R$ 5. Quando falei dispensável, usei a palavra errada. Quis dizer no início, podem ser deixadas para depois.

¶447K k k. >> E aí, C? >> Ah, sim. Eh, no começo é é válido você eh memoriar, ficar afiado, né? com as três primeiras figuras que, tal como o Cordias expõe, o Cordias expõe três figuras as suas regras.

¶448O essencial pro Luliano, no começo é você estar afiado, apto a demonstrar as regras, apto a demonstrar as definições, tal como elas são postas de forma eh triadológica, né? Então, o Luliano, ele tem que ele tem que saber fazer isso e saber manejar esses conceitos que ao mesmo tempo expressam eh relações ontológicas, né, aspectos ontológicos do do ser, ah, e até a acima do ser, né? Então, o Luliano, no começo, ele precisa ser muito competente na exposição dessas figuras, pelo menos dessa dessa trinca, né? E depois sim você pode aprender outras figuras. Eh, existe, eu acho muito interessante o Luliano saber também sobre saber um pouquinho pelo menos sobre a figura teológica, porque a partir da figura teológica você consegue eh consegue resolver alguns paradoxos aparentes, né?

¶449Por exemp, é, por exemplo, ah, nas controvérsias de auxílias, você tem um grande um [roncando] grande uma um grande desafio dos escolásticos para entender como a liberdade se relaciona com a predestinação. Através da arte do Lúlio, você consegue resolver esse paradoxo, esse aparente para esse aparente paradoxo. Então, é, é uma figura muito interessante. >> Muito bom. Lembrando, gente, que a gente tá privilegiando agora no final aqui o pessoal que tá fazendo Pix, tá bom?

¶450que a gente ficou muito sem Pix hoje. Então, só continuando a ideia que eu tava falando antes, a gente quer, eu vou possivelmente falar com Carlos, com a Gabi, com outros amigos nossos, para ver se a gente consegue montar um iceberg assim, né, do teísmo. E aí eu posso até pegar algumas coisas assim sobre a Bíblia e tal, sobre eh a hipótese documentária, eh sobre a questão da escravidão na Bíblia, que a gente tem comentado bastante, que ainda vai render mais vídeo aqui pro canal, porque pagaram para eu fazer mais um. Ah, então sei lá, vocês podem dar ideias, contribuir, tá bom? Quem quem me conhece aí pelo WhatsApp pode mandar mensagem eh sugerindo ou então aqui nas lives comentar nos comentários, ah, o que que o que que vocês querem que apareça assim, né, no iceberg do do teísmo assim, né?

¶451Podemos fazer um bem legal. Ah, sei lá. Tava pensando em fazer também um iceberg do protestantismo. Acho que seria bem interessante porque tem algumas noções mais ingênuas assim de sola escritura e descendo por umas coisas mais profundas assim, sei lá, visões high church que acreditam em uma certa infalibilidade da igreja. Então em alguns casos, então poderia ser interessante assim para discutir, né, proximidades do protestantismo com a Igreja Católica, mariologia protestante, né?

¶452Então vai descendo assim, né? Ah, eu e minha Bíblia contra o mundo aqui em cima, né? Aí vai aprofundando no protestantismo até chegar no mais mais lá embaixo assim, né, no mais profundo e tal. Eh, visões protestantes mais místicas assim, de repente seria interessante fazer também. Ou então fazer depois com Carlos, né?

¶453Seria interessante também, né, Carlos? Não sei se que você acha, o iceberg do catolicismo também, né? Então aqui em cima e tal, eh, da igreja, estamos na igreja de Cristo e não sei o quê e tal, e vai e vai se aprofundando até chegar em um nível mais, sei lá, não sei o que que poderia ser, né, do [risadas] não sei, nos níveis mais profundos assim do cat, sei lá, visões místicas assim, né, eh, contemplação mística, não sei. >> É, é uma boa ideia. É, então aí eu vou tô pensando aqui o que que poderia ser, né?

¶454Mas eh, sei lá, o o a própria discussão que a gente tava tendo, né, sobre análise da fé, sobre a objeto material, objeto formal, assim, eh porque tem aquele católico lá em cima, né? Ah, a igreja determinou os livros da Bíblia, né? Aí quando você vê, né, os os católicos mais sofisticados falam que, na verdade, tem um certo eh a igreja ela discerne, né, por uma por um ato eh ou por uma um auxílio, né, do Espírito Santo e de certa maneira determinando que aquilo já estava formalmente revelado, né, que não foi uma escolha arbitrária, não sei que só porque a igreja escolheu e tal. Então vai vai começar a mergulhar assim, né? aí na na infalibilidade papá os os termos, assim, as condições, acho que seria interessante talvez posicionar alguma coisa do do iceberg, as próprias questões mariológicas também seriam interessantes serem colocadas.

¶455Enfim, pera aí, vou espirrar. Eita, [tosse] perdão. Ai, ai, ai. [roncando] Eh, falaram assim, ponta lá no iceberg, né? Dísimo, é bíblico ou não?

¶456Pois é, poderia ser assim. superfície de Macedo e pó de ouro. [risadas] Seria muito bom, muito, muito bom fazer esses icebergs assim e comentar com vocês eh tópico a tópico, né? Se bem que eu não sei se acho que teria que fazer parte um, parte dois, parte três para ir aprofundando, né? Pá pá pá pá pá e e depois ir chegando nos níveis mais eh mais lá embaixo mesmo.

¶457[roncando] Mas enfim, gente, últimos 10 minutos. Não sei se alguém vai querer ainda fazer algum Opa. Chegou um outro super chat aqui, graças a Deus. Ah, olha só que ele falou assim: "Professor Carlos e professor Fugita, vocês estão curtindo aquele modelo 3D do Lúlio que tô fazendo?" K kinho da AS Breves, pelo menos. Ô, eu tava, eu não sei se o Carlos tá vendo, mas ele tá mandando lá no no grupo, Carlos, um os bonequinhos que ele tá fazendo do Lúlio.

¶458Eu cheguei até ver assim, né, de eh acho que você também mandou um vídeo, né, de como seria o jogo assim, né, para para ir eh se deslocando assim, né, e tal, como que seria, né, o movimento do Lúlio. super apoio, né? Porque o Lúlio já não teve uma tradição toda perseguida na história e não tem praticamente nada assim, tem poucos filmes, poucas coisas documentando também o aspecto dele mais eh histórico, né? Então, seria legal, seria legal se a gente pudesse eh fazer coisas assim, né? Filmes, vídeos.

¶459O Carlos até fazia uns recortes assim de exerto de um filme que tem dele, né? Então, ter um jogo seria incrível, né? Eu vi, eu vi sim o modelo 3D que você tá fazendo. Eu achei achei sensacional mesmo. Tô acompanhando sim.

¶460E se sair algum jogo de lá, eu vou ser um dos primeiros a querer jogar, divulgar, enfim. >> Exato. Seu canal Estranha História, fez um iceberg da Bíblia. Você poderia ver para ter uma referência fugit. Ainda eu conheço, eu vi, a gente viu um trechinho, acho que em algum momento, não sei se foi aqui, não, não lembro, mas seria bom a gente se inspirar nesses que estão viralizando mesmo, né?

¶461Águas profundas aqui, ó. Exbruxo, tio Chico. [risadas] Ai, ai, ai. O o Asperan falando assim, exato. Tô querendo baixar o Beato Ramon, perdão, deixar o Beato Ramon o mais acessível possível.

¶462Exato. Lúlio tem que ser mais popularizado, né? ter uma visão muito mais misericordiosa, uma filosofia profunda, apesar de que cutucar, hein, Carlos, tem gente falando que o Lula aí, não sei se você viu, né, algum péssimo filósofo e tal, tem >> eh eu eu vi eu vi entre os piores entre os piores filósofos estava o Lúlio. Aí você vai ver eh essa pessoa escrevendo sobre o Lúlio. Aí ela coloca lá sobre os conceitos, os pré-requisitos.

¶463Formalismo. Formalismo. Você não pode ser luliano sem saber escoto, hein? E aí ele bota um monte de coisas assim, nada a ver. eh não sabe se botar a figura a eh é possível que ele não conheça as as regras de inferência, não conhece as definições das dignidades.

¶464Ou seja, eh aqui no Brasil a gente tem excelentes adversários do Lúlio, os mais mal preparados possíveis. Continuem assim. Continuem assim. >> Deixa eu colocar aqui na tela agora, ó. Eh, melhorei.

¶465Ele falou assim: "Operan de novo mandou mais cincão aí no super chat. Obrigado, você tá ajudando bastante." Eh, melhorei um pouco a pintura do modelo. Acabei de mandar no grupo Fo e Far Ctiaro, né? Que é o grupo nosso lá do Lúlio, né? Aí o Ninguém falou assim: "Quem?" "Ah, eu vou deixar no A." Ninguém.

¶466Suspense, suspense. Eh, falaram ação restauracionista. Não conheci que existia esse pessoal hoje. Aí, aí o consciência de si falou assim: "Quem falou isso? Suspe, suspe ação restauracionista, eh, e enfim, eh, mande esse recado para eles.

¶467Um debate, pega o ação, pega o o dono do canal e o e o cara e o rapaz que fez a refutação, os dois juntos. Vamos debater sobre o tema da do assentimento com fé divina. Vamos entrar nos meandros dessa tese. >> Exato. Também tô disposto a debater.

¶468O Carlos tá chamando para si. Se ele quiser debate lá, mas se quiserem comigo também tô tô aí. Eh, aí falaram assim: Águas ainda mais profundas, né? João de Deus e Padre Lancelote [risadas] aí. Foi um lefebrista.

¶469Não, gente, não foi nenhum lefebrista que falou isso daí. Mas vocês, se vocês refletirem bastante sobre os inimigos do Lule, aí vocês talvez cheguem a pessoa que falou aí, ó, ninguém olhou assim. A curiosidade matando os inscritos do fugita, é aquele laça. Quem sabe se vocês mandarem uma contribuição generosa, eu posso abrir o bico e falar aí de repente assim, ó, a partir de R$ 50 eu tô falando. Quem quem quem disse isso daí?

¶470Vamos ver se alguém se voluntaria no no live no Pix GG. Aí o ninguém falou: "Boa, seria massa." Pois é. Então, eh, tá falando do deb para quem vou dar uma dica só. Prim da pessoa não vai entregar, hein, Carlos. Cuidado com essa dica.

¶471>> O primeiro, a primeira letra do nome do indivíduo é B. >> [risadas] >> Agora, >> ô Carlos, essa dica aí foi muito Aí acabou, né? Acabou. [risadas] Aí, ó, falaram assim, ó: "50 pila eu não posso." Puxa vida. Cadê?

¶472Será que o Thigo tá aqui ainda escutando que o Thiago gosta da treta? De repente o Thiago esquenta aí, manda aí, pessoal, abre o bico urubu. Aí fala assim: "Já doei muito". Que é isso? Tem que tem que ter umas consultorias com Thago.

¶473[risadas] Urubala [roncando] quando molha o bico dele. Exato. Consciência de abre o bico só para pagar, só para pegar a cédula de 100. Exato. Se agora tem a de 200, o meu biquinho tá assim, ó.

¶474[risadas] Ai, ai, ai. Será que em 4 minutos agora que estamos pro fim da live, né, que para ficar 4 horas de live vai aparecer alguém? Ô, vocês querem continuar, querem fazer algum outro react? Eu amanhã não vou fazer nada, assim, tô de day off, amanhã, domingo, total, não tenho escola bíblica dominical que nem vocês cultuadores no domingo. Olha ele, olha a tentativa aqui, ó.

¶475Bernardo Kister. Hum, sei lá. Será, Carlos, que foi o Bernardo Kister? >> Um pouco mais magro. Um pouco mais magro.

¶476>> Ô, Carlos, parou. Carlos, as dicas. Que isso, Carlos? Parou. Parou.

¶477Você não pode, não pode falar mais nada de dica, senão você não volta mais no canal. [risadas] Tem que, tem que fazer com o pessoal para eles te pagarem. Ô Carlos, que é isso? [risadas] >> Eu falei nada, só disse que ele era um pouquinho mais magra. Carlos [risadas] calado.

¶478Carlos calado. [roncando] Ô Davi, você tá mandando uma pergunta aqui, mas a gente tá respondendo agora mais pro os os o pessoal que tá contribuindo. Se você puder mandar sua pergunta por uma contribuição, agradeço aí o Aspirance. K. [risadas] Carlos não pode dar mais dica nenhuma.

¶479Aí ninguém, né? Essas igrejas filhas de Babilônia perguntaram assim: "É careca?" Não podemos dizer, Carlos, não fale se é careca ou não. Você tá proibido. Você não pode falar mais nada. Nem se é careca, nem se tem cabelo, nada.

¶480Nada da fisionomia, nada, nada, nada, nada, nada. Ai, ai, ai. Quem responde pelo curso do Lúlio, Carlos ou Fugita, no sentido de contato para você entrar, geralmente o pessoal acessa a mim porque o eu tenho o lá no Instagram, né? Eu recebo as mensagens e direciono depois pro Carlos, tá? [roncando] Para no sentido se quiser entrar no grupo e tal, né?

¶481Tem acesso às gravações, as apostilas que já existem, né? As aulas que já estão disponíveis, que a gente gravou, tá tudo lá, tá tudo lá. Se você quiser comprar, me chama no direct. Lembrando que nós voltaremos com o curso do Lúlio, que está paralisado no momento, mas voltaremos com tudo porque eu comprei um microfone. Olha, escutem só, ó.

¶482Microfone. >> Excelente. >> Comprei comprei uma câmera, eh, que vai chegar aí, né? E então a gente vai ter eh áudio melhor, vai ter vídeo, vai ter novas exposições, coisas novas, vai ter um novo curso. Então esperem que vai vir vai vir mais coisas do do Lúlio aí nos próximos dias.

¶483>> Excelente. Perguntaram assim: "Ele tem dois olhos?" Tem, tem dois. [música] >> Quem mandou R$ 50 molhando o bico? >> [risadas][suspirando] >> Ah, eu não acredito que mandaram R$ 50, [risadas] Carlos. >> Bom, car, >> agora agora eu vou ter >> agora é você.

¶484Agora é com você aí. Problema seu já. [risadas] >> Puxa, a pessoa mandou faltando 20 segundos para acabar o negócio aqui das 4 horas [risadas] aqui, ó. O Aspiros K. Foi tu, Aspas, que mandou aí, ó.

¶485Professor Carlos chegou a dar uma bizoada naquela tradução bilíngua e da as compias que fiz com IAF com cento e poucas páginas. >> Vou vou vou olhar vou olhar ainda. Pode deixar. >> Falaram assim: "Vai dormir fugid." Não, enquanto tiverem mandando R$ 50 aqui, pô, eu vou ter que falar agora, né? Vou ter que falar.

¶486Bem, eu vou dizer, então, eu falei a partir de 50, né? Então vou falar o primeiro nome da pessoa é o Bruno. O Bruno. O Bruno. O Bruno.

¶487[risadas] Aí ó que rufem os tambores aí ó. O Bruno. O Bruno, nosso amigo Bruno que falou. Pronto, falei >> mais mais cinquentinho a gente abre a crítica ao vivo. [risadas] >> Carlos tá entrando no espírito da coisa.

¶488Gostei. [risadas] Mais cinquentinha a gente abre a crítica ao vivo. [risadas] Muito bom. >> [suspirando] >> Ai ai ai ai ai. Aqui ó, olha o hipotálamo, a hipófise, o gaba, a melonina.

¶489Melatonina. Aí perguntaram aqui Sane. K k k k. Será que foi o Bruno Sankey? Por mais 50 a gente descobre aquele, né?

¶490Kakak. Nem gosto de treta. A eita. Olha só. Vou mandar [risadas] rapaz.

¶491E ninguém tá o Davi. Bora, galera. [risadas] >> Já prepara o link aí. Já preparo o link. >> Ô Carlos, mas que eu saiba aquilo ali.

¶492Eh, mas aquilo foi tem vídeo, não era só um texto? Tem tem vídeo já sobre? >> Não, não é é texto. É texto mesmo, mas é um texto breve, assim, poucas coisas. >> Então vou vou abrir aqui.

¶493Pera aí. Vamos ver, né? Primeiro, bora ver primeiro se a pessoa não tá blefando, né? Bora ver se a pessoa não tá blefando. De repente aparece aí.

¶494Ô, você você lembra onde é que tá esse texto, Carlos? >> Vou pesquisar aqui. Pera aí. >> Tô pesquisando aqui também. Eu encontrei só aqui o da classificação do ranking que ele tinha mandado.

¶495>> Ninguém mandou R$ 50. Mostre. >> Ah, Carlos, pega e procura aí, Carlos. Agora >> eu vou eu vou vou eu vou te mandar no WhatsApp. Pera aí.

¶496>> Manda aí. [limpando a garganta] [suspirando] Ai, ai. Pronto. Era só o que me faltava. Vamos lá.

¶497Eh, sim. Então, só para dizer, né, de fato, quem [risadas] pessoa aqui s k ou ninguém bora e k. Então, de fato, foi o nosso querido Bruno San e ele fez um ranking dos filósofos. Aí eu vou ler para vocês aqui o ranking. Pera aí rapidinho.

¶498Eh, aí eu vou já pegar o texto que o Carlos me mandou, né? Eh, rapidinho. Olha o Eu tem as categorias dos filósofos muito bons aí, né? Platão, Aristóteles, Liscante, Tomás Jaqu no Rio Midan escoto. Aí os bons e o Derck Parfit, Heidegger, Hussel, Witgenstein, Dec, enfim, tem muita gente aqui.

¶499Aí os médios Berkley, Freud, Lacan, Fô, Meloponti, tal. Aí tem os ruins, Raimundo Lúlio, Jung, William Lan Craig, Zigmund Balman e os péssimos CS L, Cornélio Vantil, Gordon Clark, Judit Butler, Paulo Preciado e Anil Feb, o Ludvig Vizes e Annie Rand. Aí o Carlos me mandou aqui um um link da que ele escreveu que era assim: "Resposta ao argumento da encarnação de Raimundo Lúlio." E aí ele escreve no começo assim: "O objetivo desse texto eh consiste em apresentar uma crítica ao argumento do filósofo medieval Raimundo Lúlio a favor de Jesus Nazaré como verbo encarnado. Para tanto, eh este texto encontra-se dividido em três partes. um pressupost da filosofia luliana.

¶500Acho que a gente pode se se deter aqui, né? A acho que aqui já vai dar comentário suficiente. >> Pode ser. Só só esse ponto. Tá bom.

¶501Já >> é argumento Luliano a favor da encarnação do Logos e três problemas do argumento. Aí eh, ele falou assim: "Os pressupostes da filosofia luliana." Vamos lá. Ramon Lúo, também conhecido como Raimundo Lu, ou Dr. Illuminatos, foi uma das figuras mais singulares da filosofia medieval. Por volta de 1262, Raimundo Lúlio passou por uma experiência mística que culminou, segundo a tradição, em uma iluminação divina que lhe revelou a Ars Magna, a arte geral, um sistema universal de conhecimento destinado a unificar todas as ciências e que não deve ser confundido com o projeto do maior livro do mundo.

¶502O melhor, ele escreveu o maior livro do mundo, né? Cujo propósito >> Pois é, o nome é melhor, né? Melhor. >> É, cujo propósito era converter em fiéis. É importante considerar os seguintes pressupostos filosóficos fundamentais do pensamento de Raimundo Lúlio.

¶503Número um, lógica ontológica. O pensamento luliano é centrado na Ars Magna, concebida não apenas como uma lógica formal, mas como uma estrutura metafísica que reflete a própria ordem divina. Demonstrações lógicas são tomadas como demonstrações ontológicas e transitar entre a ordem do ser e do pensar é legítimo, pois há uma unidade formal entre ambos. É o primeiro pressuposto que ele elenca. >> Vamos lá.

¶504Olha só, eh, com base nos pressupostos, você já consegue jogar essa crítica no lixo, tá? Porque ele não consegue definir bem nada, nada. Por exemplo, lógica ontológica, né? Qual o ponto o ponto mais culminante e mais fácil de você entender a à primeira vista do do Luli, o fato dele juntar a lógica e antologia numa mesma ciência. Não é que a realidade, não é que a estrutura metafísica reflete a ordem divina, é que a ordem criada, que é na sua [limpando a garganta] na sua base eh uma estrutura metafísica reflete a ordem do próprio Deus.

¶505Só isso. Então, eh, por quê? Porque as dignidades, na verdade, são atributos, né? E o que você o que você tem ali não são conceitos, são, na verdade eh aspectos da realidade que refletem a ordem divina, né? E aí ele continua: "Demonstrações lógicas tomadas eh são tomadas como demonstrações ontológicas e transitar entre o ser e do pensar legítimo, pois há uma unidade formal de ambos".

¶506Eu já vou já vou te já vou falar da onde ele tirou esse esse negócio de unidade formal, tá? Aí ele continua: "No núcleo desse sistema estão as dignidades divinas, atributos como bondade, grandeza, blá blá blá, ou seja, aqueles atributos que vocês encontram nas figuras do Lúrio, especialmente figura a, né? Sabedoria, poder, vontade, verdade, glória, nove >> que são os nove, né? >> Uhum. que constituem eh os princípios fundamentais de toda a criação.

¶507Para Lúlio, toda criatura é uma é uma imitação de Deus, tá? Isso aqui é é uma exemplaridade que o Lúlio, assim como a maioria dos filósofos mediovais, concorda, né, que as criaturas mimetizam perfeições divinas. Até que nada demais. Mas veja que nada disso, eh, até aqui o que é relevante para demonstração, no caso, da encarnação do verbo, eh, vai parar só aqui na na terceira no terceiro pressuposto que ele coloca, que é o seguinte: arte combinatória. desenvolveu um método simbólico geométrico para combinar as dignidades divinas usando o alfabeto simbólico, figuras como círculos e triângulos para gerar todas as relações possíveis entre os princípios divinos.

¶508Parou aqui, parou aqui. Agora vai entrar a loucura e os palpites. Ele vai começar a palpitar sobre o que que é a filosofia luliana. voluntarismo, ou seja, a demonstração da encarnação do verbo pressupõe uma doutrina específica do lúrio, que diz respeito à sua forma de entender a relação entre intelecto e vontade. Isso é falso.

¶509A demonstração da encarnação não pressupõe que a quem quem faça a demonstração abrace o o voluntarismo, certo? Ou seja, intelectualistas a princípio, podem usar a demonstração luliana. Não existe nenhuma contradição. Aí ele vai colocar aqui voluntarismo. Seguindo a tradição agostiniana e e franciscana, Lúlio enfatiza a primazia da vontade do amor sobre o intelecto.

¶510A beatitude final não consiste apenas na contemplação intelectual. muito bonito, mas é uma definição inútil em relação ao propósito dele, que é responder o argumento do eh do Lúrio em relação à encarnação. Aí ele mete outra coisa aqui, olha só, formalismo, ou seja, tem que aprender sobre escota, hein? Lúo aceita a ideia de que existem porções mínimas de inteligibilidade, microinteligibilidades ou microessências, metafisicamente incompleta, inseparáveis que compõem a essência, as essências de Deus, inclusive as essências inclusive de Deus. O grande ponto é que o formalismo dentro da filosofia de escoto é parte de uma tradição simbiótica, ou seja, é a tradição de alguns franciscanos, padre Francisco Marçal, Pedro Dagui, que que passaram a ler de forma comparativa escoto a partir de um viés escotista, eh, quer dizer, o Lúlio a partir do de um viés escotista.

¶511Daí surge a simbiose escotoluliana, né, que você passa a ler, por exemplo, as porções mínimas que estão em Deus, como se fossem formalidades ou passa a ler as porções mínimas que existem no criado como formalidades. Isso é uma é um pedaço de tradição que nem é que nem é a tradição principal ou seja a tradição seguida pelos intérpretes principais do Lúlio, como eh Raimundo Pascoal, Ivo Salzingir, Kirer, Caramuel, ninguém segue isso aí, tá? Isso é uma tendência mais de alguns comentadores franciscanos. E mais uma vez ele cita essa definição, o o Bruno San, só que ela é inútil, porque saber ou não saber o formalismo não inflói nem contói em relação ao ao argumento da encarnação, que é o propósito do texto, refutar o argumento em prol da encarnação. Ou seja, é mais uma definição jogada assim ao Léo, né?

¶512Porque utilidade não tem. Aí ele começa a explicar aqui doutrina da formalidade lógico-ontológica. Há uma formalidade, olha a explicação, há uma formalidade lógicoontológica que surge no ponto de intersecção entre duas operações do intelecto. A primeira intenção no qual o intelecto aprende diretamente as formas universais presentes nas coisas e a segunda intenção na qual o intelecto reflete essas apreensões, produzindo conceitos sobre eh coisas lógicas. Essa formalidade constitui o objeto da da áreas magna.

¶513Bem, isso aqui, gente, eh essa sopa de letrinhas que ele colocou aqui é o resultado de uma aula que eu dei muito antiga, onde eu estava expondo a perspectiva particular de um filósofo luliano, franciscano e escutista chamado Pedro Dagui, que é um filósofo catalão. franciscano e por isso muito influenciado por Escoto e que fez uma fusão entre Escoto e Lúlio. E aí surge essas explicações mirabolantes. Daí surge essa explicação da doutrina lógic da formalidade. Veja, é uma formalidade lógicoontológica.

¶514Antes ele havia citado unidade formal, lembra? Na definição de unidade de lógica ontológica, ele cita unidade formal. Pois bem, tá explicado porque ele cita isso. Por quê? Porque ele pegou essa minha aula sobre a perspectiva particular desse filósofo luliano, explicando a origem psicogênica da arte magna.

¶515E ele pegou isso aqui como se fosse um pressuposto da prova luliana da reencarnação, ou seja, >> é como se é como >> da da encarnação. Exato. Perdão. Ou seja, é como é como se o seguinte, olha, para que o argumento da da encarnação rode, o Luliano precisa saber sobre voluntarismo, sobre formalismo, sobre formalismo lógicoontológico de um filósofo chamado Pedro Dagui, não é qualquer Luliano, é um filósofo chamado Pedro Dagui, só que ele segue um setor do lulismo que que é um setor minoritário, que é o setor simbiótico, que é um que é um setor que não é plenamente luliano, na verdade junta escoto e lúlio numa unidade só, certo? Então, eu havia dado uma aula sobre esse autor e aí ele pegou, ele saiu pincelando ali os pontos que eu coloquei e meteu e meteu como pressuposto da demonstração do lúlio da encarnação do verbo.

¶516[roncando] Ou seja, se eu não conheço o que que é uma formalidade lógicoontológica, a demonstração não serve de nada, né? E aí ele bota outra outra coisa que é importante, né, que é a teoria dos correlativos, dos conectivos, né, dos conectivos. E aí ele coloca assim: "O louro propõe que toda composição metafísica deve ser pensada como uma tríade. Ele coloca polo ativo, que produz, passivo, que recebe e conectivo que une." Substituindo os binômios aristotálicos tradicionais, ato potência, matéria e forma, intelecto, agente, intelecto possível. Eu nunca, eu, gente, quem tá, quem tá aí, tem alguns alunos aí do meu curso, eu nunca falei, eu falei sim que de fato eh era uma superação, veja, uma superação dos binômios de ato e potência, mas eu nunca farei falei que era um era uma superação dos dos binômios de matéria e forma, intelecto, agente, intelecto possível.

¶517Tudo isso continua existindo no lúo. Isso existe no lulho, certo? Isso existe. Eh, e é uma explicação ainda pobre do que é a teoria dos conectivos, né? Porque não é que a composição metafísica deve ser entendida como uma tríade, é que tudo, incluindo as composições metafísicas, devem ser entendidas como uma ou seja, é uma coisa triadológica e até triadomaníaca.

¶518Por quê? porque se estende a tudo. Tudo é tudo é três. [limpando a garganta] Tudo é três para o Lulo, né? Ou seja, é uma explicação e é uma explicação errada, né?

¶519E aí o sujeito continua metendo pressupostos, ou seja, ilorfismo universal, ou seja, a doutrina que vários franciscanos à época tinha como próprio escoto, de que todo ser criado é composto de matéria. Ele define assim, ó, o ilemorfismo universal, doutrina segundo o qual toda realidade criada, exceto Deus, composta de matéria e forma, interpretando até mesmo os anjos com eh como possuindo matéria sutil. Aí o sujeito põe isso como pressuposto, só que tem um problema. Por que raios, isso é relevante para um argumento da encarnação do verbo? Não entendo, né?

¶520vai botando pressuposto. Aí ele coloca prova por equiparação. Além das tradicionais provas, Proper Quid, eh, pela causa e pelo efeito, quid, né, que aí não é quid, ô ô, ô, Bruno, é cuia, não é quid, tá? É cuia. Arruma ali, tem que arrumar.

¶521O Lúlio defende uma forma de demonstração demonstração por equiparação, né? Perquiparância, que consiste em mostrar que algo deve ser o caso porque é idêntico equivalente a outra realidade já conhecida. é a pior forma, é a pior forma de você exemplificar e de definir a prova por equiparação. É, é que é a que o o Bruno San coloca aqui nesse artigo. Aí ele coloca assim: "Podemos provar que podemos provar que Deus não pode pecar porque sua sua essência é inseparável de sua bondade e vontade, de modo que querer pecar seria contradizer a si mesmo, né?

¶522Ou seja, é isso não é prova, gente. Isso aqui não é prova por equiparação, tá? Embora sim seja o caso de você demonstrar outra coisa pela sua equivalência, né? Eh, o jeito que ele que ele coloca os termos não funciona eh como uma prova por equiparação, né? E aí termina aqui com o último pressuposto.

¶523Racionalismo moderado consiste na tese de que dogmas de fé podem ser demonstrados racionalmente, como por exemplo, a trindade, a encarnação de Cristo, mas a razão não esgota esses mistérios havendo espaço para a fé. Racionalismo moderado. Da onde ele tirou que o lulismo defende o racionalismo moderado? Ou seja, em resumo, para quem quer ass quem quer ver esse texto assim, esse texto aqui do do Bruno Sunkey, coloca coloquem assim no Google resposta ao argumento da encarnação de Raimundo Lúlio. E aí ele vai colocar esses pressupostos aqui.

¶524Dentre esses pressupostos, voluntarismo, formalismo, formalidade lógicoontológica, ilorfismo universal, racionalismo moderado, ou seja, o sujeito tem que saber tudo isso para rodar a demonstração da encarnação do verbo, né? Ou seja, eu nunca ensinei isso para ninguém. Não tem aula nenhuma onde eu mostre que esse argumento dependa desses pressupostos. Ou seja, ele tirou isso da cartola, tirou isso da cabeça, sim. Ah, deixa eu pensar aqui nos pressupostos desse argumento.

¶525Ah, na aula do Carlos ele falou sobre formalidade. Então, vou vou botar lá formalidade. Ah, na aula do Carlos, ele falou sobre formalidade, que é lógica, lógica e ontológica. Eu vou botar lá no texto, lógica e ontológica. formalismo lógico e ontológico.

¶526Ou seja, é um monte de abobrinha de quem não conhece nada da do Lúlio querendo palpitar sobre um argumento que não entende. Se ele não entende os pressupostos do argumento, como é que ele vai entender ou o argumento, né? Então essa é a pessoa que diz que o Lúlio é um péssimo filósofo, tá? Esse é o grande refutador do lulismo em terras brasilienses, né? Continuem assim os refutadores do Lúlio, mal preparados, do jeito que a gente gosta.

¶527Ai ai, Carlos, eu tento, eu tento ser um pouco mais moderado, mas o Carlos ele vai chutando o pau da barraca assim. [risadas] Mas enfim, o tinha mais coisa aí, né? Quem sabe ou ninguém, você tá querendo contribuir mais? Quem sabe a gente lê ou mais dois parágrafos aqui quando ele fala sobre assim, esses pressupuspostos filosóficos são importantes porque ajudam a entender o framework, o framework a partir do qual Lúlio parte para provar que Jesus é Deus e blá blá blá blá blá. Não sei, né?

¶528De repente aí se o se o ninguém quiser a gente continua. Mas tá ficando tarde, né? Já são Eita, mas olha só, são 2as da manhã lá no fuso horário de Brasília, né? Para mim é uma aqui da manhã ainda. E ainda tem 40 pessoas com a gente.

¶529Ó, vocês são tão gostando da treta, hein? Tão gostando da treta. Pesquisem objeção modal. Ele faz uma objeção modal. >> Aí [risadas] eu ninguém >> aí eu liguei.

¶530Ó, por quanto? Ah, por mais. Você tem 100 aí para para fazer para fazer? diga aí a sua a sua disponibilidade pra gente continuar na treta aqui. Ah, a gente termina, a gente termina aqui com a gente termina a todos os pressupostos que ele vai falar aqui, né, que ele que ele vai comentar sobre da estrutura metafísica do logos e não sei o quê.

¶531A gente vê mais isso daí e pronto. Quem sabe, né? [roncando] Quem sabe? pod nos ajudar um pouco. Estamos aí prontos para, né, Carlos?

¶53270. Aceito, aceito. >> Fechado. >> Se prepara aí, Carlos. [risadas] >> Vamos dar risada.

¶533>> Vamos lá. Será? Eu acho que eu acho que o ninguém falando pode ser. Pode, pode, pode sim. Se o ninguém, se o ninguém agora, será que eu duvidei, hein?

¶534Ninguém duvidei agora, hein? Duvidei. Será que vamos chegar aí então aos nossos 377 hoje? Ah, ó, ninguém aqui, ó. Beleza.

¶535Eita, hein? Eita, hein? Ó o Mateus aqui, ó. Eu gosto da treta. >> [risadas] [suspirando] >> Ai, ai, ai, ai, ai.

¶536Pois muito bem. Vai ter treta, então. Se gostas de treta, treta terás. Muit bueno. Mas acho que a treta hoje com o Gustavo Machado foi boa também, hein?

¶537A gente deu para aprofundar algumas outras coisinhas assim, né? [roncando] Vocês que estão aqui com 40 seguidores ainda em plena 2as da manhã, é porque vocês gostam da guerra. Vocês não estão aqui pela paz, entendeu? Se a gente tivesse aqui só sendo pacífico, good vibes e tal, não tinha tinha nem 19 aqui. Mas como [roncando] é por causa da treta, aí um aí um vai focando para outro, olha, eles começaram a responder não sei quem.

¶538Um monte de gente aqui curioso aqui, mas eu gosto disso também. O Car, o Carlos também é da treta, companheiro de guerra aí de longos anos já. [risadas] Vamos ver. Ou ninguém. Tô duvidando, hein?

¶539Acho que não, acho que ninguém desistiu. Ó, o Davi falou assim: "O Carlos está incendiando o circo". Pois é. Pois é. E aqui, ó, não chamem os bombeiros.

¶540Eita, eita, eita, eita. Temos ainda um público fiel. Ou gente, se vocês puderem, tem mais gente que pode contribuir aí. Eu sei que tem gente tá cheio do dinheiro aí, só escutando, só na moita, como a gente fala na Marinha, o pessoal tá na moita aí. Vamos lá desembolsar um pouco aí, deixar de ser suvina aí.

¶541Ninguém, ô, vou moldar. Calma aí, calma aí. Opa, opa, opa, hein? Duvidei, duvidei. Enquanto isso, vou pegar mais um copo de água aqui com água.

¶542Só um gente, que eu tô com sede. 4 horas hablando nos outros. Falar aqui tem 88 centavos. Serve. Ó, o urubu se agrada de tudo.

¶543O problema é que eu acho que você não consegue mandar que o valor mínimo não não comporta isso. Pelo menos cinco. E aí, pessoal? Deixa eu ler aqui os comentários de vocês. Deixa eu ver.

¶544Ah, 88 centavos. É isso aí mesmo. Temos que eh mostrar, né, os os palpites. Formalidade lógica ontológica. É isso aí.

¶545Eu explico numa aula antiga, bem antiga, onde eu tava explicando a posição de um Luliano particular. Não, não. A posição do Lúlio não estava explicando os pressupostos para entender o argumento da encarnação, que eu nunca expulso, por sinal na nas aulas. Ou seja, ele tirou da dali da cachola ali dele, né? O a fonte foi a fonte BNT, menos o Lúlio.

¶546Bebam água, hein, pessoal. importante paraa saúde. Ninguém falou aqui, app do banco tá demorando para abrir assim. Nem consegui trabalhar ainda. Eu trabalho de noite.

¶547Nem conseguiu trabalhar ainda. Por quê? Por causa da live. Vendo aqui a live. Perguntaram aqui, Carlos, quais cursos oferece?

¶548São quatro, né, Carlos? Tem o desconto que é todo gravado, o da analogia que é [limpando a garganta] o do cardeal Caetano, né? Tá também todo gravado já. Aí tem o da Opa, >> ninguém mandou R$ 70. Fogo no parquinho.

¶549>> Muito bem. Ninguém, meu caro. Foi, foi mesmo. Vamos lá, então. Aí tem um curso sobre escolástica e o do Lúlio.

¶550Agora deixa eu continuar lendo aqui, ó. Carlos, eu vou continuar lendo, ó. Esses 10 pressupostos que terminou aqui com racionalismo moderado, né? Esses pressupostos filosóficos são importantes porque ajudam a entender o framework a partir do qual Lúlio parte para provar que Jesus é Deus. Como o Lúlio entende que lógica e ontologia são unidas, ele pode passar da estrutura metafísica de Deus para deduzir que a encarnação do logos é possível e necessária.

¶551Se o intelecto humano consegue apreender a forma universal da bondade e veracidade, então pode demonstrar que Deus, sendo infinitamente bom e comunicativo, se expressaria no mundo de forma inteligível, ou seja, encarnando logos. Isso permite que ele possa transitar de todo o seu arcaboço lógico, arte combinatória, provas ontológicas para a ordem do ser, porque ele vê um intercruzamento formal entre esses dois campos e, por isso acredita ser possível uma prova ontológica de um evento que se dá na ordem do mundo. Finalmente, o racionalismo moderado ampara toda a estrutura, pois consiste em sustentar a possibilidade a em, tá até escrito errado aqui, né? Em sustentar a possibilidade demonstrar racionalmente, acho que é de demonstrar racionalmente que a trindade e a encarnação são coerentes com a natureza divina, sem esgotar o mistério que requer fé. No entanto, este racionalismo é qualificado.

¶552Lúlio muitas vezes pressupõe a fé como um hábito que eleva o intelecto, permitindo-lhe alcançar verdades que sem a fé seriam inacessíveis. A sua apologética baseava-se em provar que negar a trindade ou a encarnação implicaria em atribuir imperfeição a Deus. Se Deus não se encarnou, ele não é bom. Deus é bom, logo ele se encarnou. Eu acho que eu já viria um problema nessa frase final aqui, né?

¶553Porque de certa maneira eh a gente tem uma certa questão de suposição aqui, né? Supondo que Deus queira criar uma ordem de de coisas em que haja mais perfeições, né, Carlos, mais tipos de perfeições do mundo, faltaria a bondade do mundo não ter um ser ilorficamente unido a ela, né? O ser divino. >> Exato. Falta a parte é que se posicione, né?

¶554Porque o Lúlio não é um necessitarianista. Ele não coloca a encarnação como condição absoluta em todos os mundos possíveis. É na suposição que Deus eh quer o mundo perfeito e ordenado com a perfeição universal, ou seja, a perfeição que supõe graus. faltaria a este mundo eh a perfeita disposição entre as perfeições ser Deus na no caso a segunda pessoa da santíssima trindade não se encarnasse hipostaticamente na realidade, né? Então, eh, mais ou menos esse o argumento.

¶555>> É, eu acabei falando ilófic, mas o qu dizer exatamente hipostático, acabei confundindo. Sorry, mas exato, exato, exato, exato. Eh, e vejam que assim aqui tá explicitado, né, que ele falou que é importante desses 10 eh pressupostos, né, porque ele fala a partir dos quais, né, o Lúlio parte para provar que Jesus é Deus. Mas aí eu concordo com o Carlos, né? Tem muita coisa aí.

¶556O que que nesse raciocínio, do que nesse nesse raciocínio e há a necessidade do voluntarismo aí, né? Ou do que mais aqui que a gente viu, que ele falou, eh, prova por equiparação aqui, né? O que que tem de equiparação aqui, Carlos? Exato. Eh, eh, formalismo, no caso, eu sempre deixei claro que o formalismo era uma posição simbiótica de escotistas com com Lulianos.

¶557nunca nunca disse que essa era a posição do próprio Lúlio. A ah, aliás, hoje em dia eu rejeito qualquer tipo de simbiose com escoto, porque qualquer tipo de simbiose com escoto vai terminar sempre numa eh redução dos termos lulianos a a um fator que na verdade eles querem, eles buscam na verdade superar, que o Lúlio busca busca superar. Então, na verdade, é pouco desejável ou de nenhuma forma desejável essa simbiose escotolana, mas eh ela aconteceu historicamente. E numa aula específica, onde eu estava, é, mostrando a psicogênese, é, da arte, mediante os termos do Pedro da Guiei, eu usei alguns termos que ele cita aqui. Ou seja, eu estava explicando como o Lúlio ele eh eh como qual é a origem psicológica, ou seja, por quais operações psicológicas você chega a arte.

¶558É só isso. Quais operações psicológicas você chega a arte? E aí eu invoquei a doutrina das formalidades, a questão da formalidade lógica e ontológica, que são termos eh expressos pelo Gui, mas isso não tem nada a ver em nada se relaciona com a demonstração da encarnação do verbo. Não tem nada a ver. Ou seja, eu poderia ignorar completamente ali eh o que ele define como voluntarismo, formalismo, doutrina da formalidade lógicoontológica, eh ilermofismo universal, prova por equiparação, racionalismo moderado, tudo isso pode ser ignorado, jogado no lixo e você vai entender muito bem, >> porque olha só, olha só como tem um passo aqui que ele ele nesse trecho Aqui ele faz exatamente isso, né?

¶559Uma vez que, né, o como o Lúlio entende que a lógica e ontologia são unidas, ele pode passar da estrutura metafísica de Deus para deduzir que a encarnação do logos é possível e necessária. Se o intelecto humano consegue apreender a forma universal da bondade e veracidade, então pode demonstrar que Deus, sendo infinitamente bom e comunicativo, se expressaria no mundo de forma inteligível, ou seja, encarnando logos, né? Ou seja, ele tenta conectar duas coisas, como você falou aí, né? Aquela sua aula em que você falou do ponto de intersecção, como se esse fosse, fosse uma premissa quase do argumento, né? >> Exato.

¶560E olha, eh, ô San, eu sempre deixei claro, por exemplo, desde as minhas aulas mais antigas, que as dignidades não são universais, tá? Então fica aí de fica aí de lição. Dignidade, bondade, veracidade não são universais, são acima de universais. Seria o comparativo com transcendentais. Algo mais próximo seria transcendentais, não universais, tá?

¶561As as formas lulianas são, como diz o Ivo Susinger, primitividades. Primitividades. Ou seja, na concepção luliana é até isso, alguma coisa ser primitiva é até mais fundamental do que ser transcendental. Primitivo é algo mais profundo do que transcendental. Ou seja, bondade e veracidade não são universais e não são eh apeladas nesse sentido que que você tá usando aqui.

¶562Por exemplo, ele coloca assim, ó, como o Lúlio entende que a lógica e a ontologias estão unidas, ele pode ele ele pode ele pode passar a estrutura metafísica de Deus. A estrutura metafísica de Deus, termo que eu nunca usei para Deus, para deduzir a encarnação do Logos. É que que a encarnação do Logos é possível e necessária, né? Não qualifica ele nem qualifica o tipo de necessidade que eu sempre qualifiquei, que é a que é a necessidade condicional, não absoluta, né? Eh, se o intelecto humano consegue aprender de forma universal a bondade e a veracidade, engraçado.

¶563Então, pode demonstrar que Deus, sendo infinitamente e bom e comunicativo, se expressaria no mundo de forma inteligível. Veja que a questão da perfeição universal não tem nada a ver com o mundo ser inteligível ou não, querido. O mundo seria inteligível com ou sem encarnação? A questão é que ele seria perfeito no seu todo? Sim ou não?

¶564Essa é a pergunta. Não se ele seria inteligível, porque inteligível ele é. Com ou sem encarnação, ele é inteligível. Se Deus se Deus criasse apenas anjos, esse mundo seria inteligível. Todos são anjos.

¶565Se se Deus criasse apenas seres eh seres materiais eh no sentido mais próprio, né, é plenamente inteligível. Então, mais uma vez aqui usando termos no sentido de vozes da cabeça, né, Carlos? >> Calma aí, Carlos, calma aí. Mas eu entendo a sua frustração, eu entendo. Pode continuar.

¶566Não, não. que a questão que é que se isso fosse uma tentativa de crítica ao Lúlio de forma comedida, de uma forma tecnicamente razoável e aí ele realmente entendesse o argumento e quais são de quais são de fato os pressupostos, porque de fato tem pressupostos, tem pressupostos, mas o o problema é que dos 10 pressupostos aqui que ele coloca, sei lá, três são eh realmente importantes ao argumento, o resto joga no lixo. Então, de fato, se se fosse um argumento um pouquinho melhor, mais bem ou mais bem pavimentado, com um pouquinho mais de humildade epistêmica, já que ele é um ignorante no que se trata de arte luliana, o que está claro aqui pelo argumento dele, a tentativa de argumento, né, melhor dizendo, tá tudo bem, as pessoas podem errar, mas ele erra nesse nível, é nível O gordão da Monfor. Quem quem já viu o vídeo da Monfor falando sobre o Raimundo Lúlio? Esse esse texto do Sunky é nível o gordão da Mon for.

¶567Quem quem quiser pesquisa depois no YouTube que tem vídeos. Coloca assim: "Raimundo Lúlio Mon for". Vai ter um vídeo de um gordão explicando o Lúlio. E aí lá ele bota uns slides lá, fala que o Lúlio era um uma espécie de esotérico que ele fazia coisas erradas. Quem quem sabe se alguém mandar mais 100zão aí a gente não abre esse vídeo agora para ver, hein?

¶568Quem sabe, hein? Fica, fica o, né, assim, fica dica, é, >> fica a dica, né? Joguei aí no. >> OK. [risadas] >> Mas sim, prossiga.

¶569>> Não é, é isso o argumento. Esse é o >> essa é a resposta ao argumento do Luli, tá? Do escrito pelo San. >> Até até porque como eu tinha falado, né, o eu mencionei isso em alguma live, acho que inclusive contigo, eh existem argumentos parecidos, né? eh, por exemplo, do grossetes a essa eh questão da encarnação do verbo e ele não compartilha muitos do pressupostos do Lúlio que estão aqui colocados como necessários para demonstração.

¶570E aí, né? Exato. Exato. Existem tantos argumentos para paraa encarnação do verbo. Tem o argumento de escoto, que de certa forma é um argumento em prol da encarnação do verbo, eh, porque não condiciona a encarnação do verbo eh em relação ao pecado.

¶571Então, é uma forma muito presente na nessas filosofias eh franciscanas, agostinianas. Só que eu não vou dizer o seguinte, ó. para você adotar o argumento de escuto, sabe? O voluntarismo, então, né? Você tem que adotar o voluntarismo, você tem que adotar o formalismo.

¶572Não vou dizer isso, óbvio. >> É porque o argumento do desconto só é só parte do amor, né? Só do amor divino. Então, >> exato. >> Do que que precisa, né?

¶573Dessas coisas. Não precisa. >> É, mas enfim. Mas então, Carlos, quer dizer que além do do gordão foguetes, agora temos gordão. Gordão o quê?

¶574Gordão lhanos. >> Cadê o É? É, é o gordão. É o gordão pseudo luliano, né? Porque na verdade ele tenta fazer uma crítica ao Lúlio, eh, claramente ele tentando até associá-lo de forma engraçada ao Olá de Carvalho.

¶575Não, esse negócio aqui, ó, do Lúlio, ó, igualzinho Olavo de Carvalho, ó. Idêntico, idêntico. Pega, pega a figura lá, igualzinho Olávio. Pega um Luli, pega o Ramon Pascoal, o Raimundo Pascoal e bota do lado do lav de Carvalho. Idênticos.

¶576Idênticos. E aí o gordão da da Monfor, ele tenta fazer esses paralelos, né, para tentar justificar a que o Antônio Donato, que o Olá de Carvalho pensa igual o Lúlio, né? Então fica engraçado o vídeo, o vídeo dele. >> Entendi, entendi. Bem, mas eh enquanto acho que vai dar 5 horas de live aí, não sei se daria.

¶577Olha aí, ó. O o ninguém k ninguém. Raia enquanto você pode. Estamos dando oportunidade aí pra gente ver o gordão pseudos lulianos. Já tem o, já tem o gordão foguetes.

¶578Agora a gente teria gordão para ser do Lulianos. Aí você tá tá rindo igual o Thiago antes de mandar os, os pixes aí de ou como um amigo meu falando, os pixels de 100zão aí. Eu não sei se o Thiago tá acordado também. Eu sei que, ó, vocês que estão hoje na live não são muito o pessoal que geralmente comenta: "Pedro já foi dormir, traidor, buscador da verdade já foi dormir, outro traidor." Quem mais? Adriane nem apareceu hoje aí do dito isso, urubu do Pix nem apareceu hoje.

¶579Quem mais que é traidor que não tá aqui? Nenhum dos lelutes apareceram hoje. Traidores. Quem mais aqui que não apareceu? Deixa eu ver.

¶580Eh, o Quaresma não apareceu, traidor. Então assim, esse pessoal tá todo mundo aí traidores. Vocês hoje são os nossos campeões. Obrigado pela sua audiência. Estão deixando a os urubus aqui do Pix.

¶581Agora o Carlos, o Carlos hoje, hoje o Carlos quando pediu 50 para falar foi batizado como aprendiz urubu. Ainda não tá como urubu completo, urubu rei, mas em breve mais algumas lives comigo ele aprende aqui, ó. O jeito. [risadas] Ou ninguém falou assim para mim já deu, não tenho mais. Que isso?

¶582Não me vê com pobreza, ninguémus. Ó, sou privil, sou privilegiado. É, Mateus. Exato, exato. Mas, [risadas] mas enfim, já que não teve, quem sabe numa live, não sei se o Carlos tá tá disposto a voltar amanhã ou essa semana, a gente vai ver um dia aí para para quem sabe outros contribuir, né?

¶583Vamos sim, vamos sim. >> Tá bom, então. Ô, eh, então, deixa, deixa eu ir finalizando essa live de hoje. Foi muito legal estar com vocês. A gente falou sobre o Gustavo, falamos sobre aí, ó, o canalis.

¶584Sou. Deixa eu falar uma coisa para você também. Você é médico, meu caro. Você falou que, ah, assim que eu me formar em medicina, não sei o qu, vou começar a ser também aqui patrão do canal, vou começar a consultoria. Cadê, meu filho?

¶585Estamos esperando aí, doutor. Cadê, doutor? Estamos aqui esperando, hein? Estamos esperando. [risadas] [suspirando] Mas enfim, gente, eu gostei bastante da presença do Carlos.

¶586A gente falou sobre o Gustavo Machado, sobre as imperícias e peripécias dele na na metafísica. Foi bem legal. Para quem disse: "Ah, vocês vão ter que fazer um react do vídeo e tal". Fizemos aqui, ó, fizemos e muito bem feito. Tá aí a resposta nossa, eh, de um uma tradição mais clássica, né?

¶587E estamos aí para isso, né? Olha só, olha. Desculpa, fugita, eu nem recebi ainda. Vai me dizer que tu já te formou há uns quatro meses e não recebeu nenhum salário ainda? Geralmente atrasa um, dois meses.

¶588Não teve nenhum salário ainda. Tô de olho, hein? O urubu tá aqui. Aí o o Mateus Carlos, gente finíssima. Se tu se tu veres vires o Carlos ao vivo assim, tu vai ver que ele não é F.

¶589Não, o Carlos é deste tamanho aqui, macetão. Tô com um casório logo aí. Ô, mas a oferta da viúva tá aqui, ó. Primeiro médico pobre. Que isso, jovem?

¶590Não fale uma coisa dessa. Se você falar, atrai o universo. Escuta, [risadas] reclama com o prefeito para ele pagar logo. Aí, ó. Na verdade, eu tô trabalhando há dois meses.

¶591Então, jovem, então já tá na hora de receber a a prece esse esse prefeito aí. Mas de toda forma, então, já que acabou-se, né, a nossa fonte hoje de prazer, que era o ninguém, eh, ela fala aqui, ó, cheio de unção. Exato. Já que acabou a nossa fonte do prazer, que foi o ninguém, eu agradeço a todo mundo que pôde comparecer. Nós estamos aqui lhongeados com a presença de todos, ó, mais de 30 pessoas, 32 pessoas em plena 2:26 da manhã no horário de Brasília.

¶592Eh, vocês são realmente guerreiros. Obrigado pela presença de todo mundo. Eu vou pedir pro Carlos agora fazer a sua despedida aí e aí finalizando, eu vou fechar aqui a live, já que não temos mais doaçõezinhas. Vai lá, Carlos, e convida aí pro teu curso, fala sobre os teus cursos que você tem aí. >> Vale, valeu, pessoal.

¶593Eh, enfim, muito bom aqui participar com vocês desse dessa desse react. ao Gustavo Machado. Eh, sobre os meus cursos, atualmente eu tenho dois cursos, né? Um curso de escolástica, de formação escolástica, que tá bem adiantado, tem vários, vários, várias aulas, várias apostilas e eu tenho um curso onde eu ensino ou tento ensinar sobre o Ramon Lu, né, o lulismo, eh, de uma forma melhor e mais competente do que você vê. Eh, especialmente aqui no Brasil, né?

¶594Eh, aqui no Brasil nós temos de fato uma divulgação muito mais histórica do que apologética, né? Feita, por exemplo, pelo professor Ricardo da Costa, que faz isso muito bem, por sinal. Mas eh eu sinto que nós precisamos eh de uma defesa apologética mesmo do Lúrio, vestindo de fato a camisa da sua filosofia e a defendendo contra objetores, contra oponentes intelectuais, né? E oponentes intelectuais mesmo, né? Não, oponentes intelectuais assim que metem vários conceitos, vão metendo pressupostos e falam que eh são requisitos para para se entender o lulismo.

¶595Mas enfim, eh é isso, pessoal. Eu pretendo continuar esse curso Luliano, dando seu dando seu devido encerramento. É um curso que tá bem eh na frente já tem várias apostila, várias apostilas. e aulas. E eu vou abrir um novo curso onde eu vou ensinar sobre aí uma coisa, uma novidade, eu vou ensinar sobre teologia natural desde a perspectiva e das bases lulianas, tá?

¶596Então vai ser o próximo curso. >> Exente. Excelente. Excelente. OK.

¶597Então agradeço novamente por todos. Se quiserem entrar nos nossos cursos, entrem em contato ou vá no na minha no link da bi do meu Instagram, mande mensagem para mim que a gente vai conversando por lá. Até mais, gente. Boa noite a todos, um forte abraço. Até mais.

¶598Ciao. Ciao.