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radar · Teologia Brasil

A Última Semana de Daniel | Luiz Sayão

¶1Socorro, pessoal. Socorro. Templo de Jerusalém foi destruído. Olha, olha a situação que ficou. Houve o ataque romano aqui, uma destruição completa, foi tudo pegando fogo, as coisas sendo destruídas e não ficou muita coisa aqui.

¶2Mas vamos tomar um fôlego aqui, dizer: "Uau, Saião, o que que isso tem a ver com as profecias do profeta Daniel? lá não fala das 70 semanas de Daniel. Não tem a ver com o templo. Será que foi a destruição? Isso é coisa do passado, do presente, do futuro.

¶3Como é que a gente entende isso? Bom, aqui no canal do Saon, apesar da dificuldade da destruição, a gente sempre vai procurar uma boa explicação. Pois é, pessoal. Mas vamos lá. Quando o pessoal fala desse negócio de profecia, de interpretação de profecia, muitas vezes você, como é que a gente pode dizer aqui?

¶4Ouve só um lado da moeda, né? Uma explicação assim da pessoa que pensa daquele jeito e pronto, né? No entanto, essa coisa não é assim tão simples e aqui no canal do Saião, onde a gente quer ensinar com maior atenção, a gente vai descobrir as variadas interpretações e posições. Então, vamos lá. O que que acontece?

¶5O livro de Daniel no capítulo 9, ele tem um texto assim muito emblemático e que chama atenção e desafios estudiosos. O que acontece, você vai se lembrar, né? Daniel foi levado como prisioneiro na Babilônia. lá ele ficou debaixo do domínio ali do grande império neobabilônico e depois do império a persa. E nesse período a gente tem um grande dilema na história bíblica que é o povo que conhecia o Deus único perder a terra, perder Jerusalém e perder o templo.

¶6E começa-se então a aparecer a ideia do que que vai ser a atuação divina de redenção no futuro. E nós vamos ver muita coisa assim, Ezequiel, em Daniel e depois em outros textos também. E aí, o que que o capítulo 9 diz pra gente no momento de grande luta ali espiritual de Daniel, quando ele inclusive, né, visitado por pelo anjo Gabriel, diz o texto seguinte: 70 semanas, versículo 24, né, palavra semanas, chavuot em hebraico, né, ah, que na verdade literalmente é 70s, né, [roncando] estão decretadas para o seu povo e a sua santa cidade, a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, espiar a culpa, as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e a profecia e ungir o santíssimo. Então você vê no momento desse que você não tem nada, né, no lugar, se fala a respeito dessa expectativa de redenção plena. Aí ele diz: "Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até o ungido, palavra ungido, Masiar, Messias, [limpando a garganta] o príncipe, até que o príncipe venha, haverá 7 semanas e 62 semanas.

¶7Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis. Depois das 62 semanas, o ungido será morto, ou literalmente será cortado e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação. Guerras continu continuarão até o fim e desolações foram decretadas.

¶8Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado. Uau! Que que é isso, pessoal?

¶9Então, vamos lá. Uma parte dessa história não é tão difícil de entender. O texto fala pra gente, né, dessa decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém. parece ser uma referência ao que nós vemos em Esdros capítulo 7 verso 11, quando existe uma carta, né, desse ambiente do período persas que libera essa reconstrução. E por isso, né, a gente corretamente vai entender que essas chamadas semanas são períodos de anos, né?

¶10Então você tem 7 + 62, que são 69. E aí, por que que ele divide esses 69 em 762? A explicação, né, mais adequada é que as primeiras sete semanas é o período de reconstrução de Jerusalém e de Judá, especialmente de Jerusalém, nesse período persa, cerca de mais ou menos 50 anos, 49 anos. E aí quando a gente faz a conta 483 anos e coloca isso no calendário hebraico, nós vamos chegar à época de Jesus. Então, existe uma ideia geral que as 69 semanas são uma referência ao período que vai desde essa época da reconstrução de Jerusalém, do período persa, até a época de Jesus, inclusive quando se manifesta o ungido, o Masia, que inclusive aquele que será morto, será aqui cortado.

¶11E então, tirando alguns intérpretes mais críticos que tentam ler nesse texto algo que aconteceu no período dos Macabeus, né? Ou seja, nós temos aí no segundo século antes de Cristo, em torno do ano 167 a 165, você tem uma revolta dos Macabeus por causa da profanação do santuário e da intolerância e perseguição da época dos Celeucidas, a dinastia grega que ocupava ali a região. E na época de Antío Epifâno, houve essa perseguição, essa intolerância, essa profanação do templo de Jerusalém. Ah, mas é difícil você encaixar todas essas coisas nesse período. Por isso essa essa essa interpretação é muito pouco razoável.

¶12E aí o que acontece? Então, muitos estudiosos pensam o seguinte, que aquilo que nós temos aqui é uma referência daquilo que acontece na época de Jesus. E tem uma variação dessa interpretação que a gente chama de preterista. Como é que é a interpretação? Eles vão dizer o seguinte: "Olha, 69 sean se cumprem até até o quê?

¶13Até a vinda do Messias. Até o momento quando o Messias veio fazer a sua obra para acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer a justiça eterna, cumprir a visão e a profecia. e um giro santíssimo. A interpretação é essa. Aí ele diz, né, ah, que essas isso tudo vai acontecer e eh fala, né, que vão ser tempos difíceis, mas depois no verso 26 e essa reconstrução em tempos difíceis em relação às sete primeiras semanas.

¶14Depois de 62 semanas, aí sim, como se diz, o ungido será morto e não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. E aí, como é que se entende a interpretação comum? Que exatamente na época de Jesus, depois que acontece isso com ele, é que a cidade e o lugar santo é destruído, que é o templo de Jerusalém, que isso teria, eu tô acabando destruindo mais o templo ainda. Veja só que coisa, né?

¶15já não chega os romanos e o saão também quer destruir o templo >> e aí serão destruídos pelo povo do governante que virá, que seria uma referência ao poderoso império romano. O texto diz, né, que o fim virá como inundação e verá guerras e desolações. E então surge uma frase estranha, assim inesperada: "Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana". Ou seja, são 70 semanas, falaram de 69, falta a última. E aí no meio da semana ele dará fim ao sacrifício, à oferta e numa ala do tempo será colocado o sacrilégio terrível.

¶16Então, as variações são o seguinte. Quem entende que isso tá falando do passado, entende que a última semana envolve aí o ministério de Jesus, que são cerca de 3 anos e meio. Ele é morto e faz o sacrifício. Por isso que diz que ele dará fim, né, ao ao sacrifício, como diz o texto aqui, né? E ele tá fazendo uma aliança como referência à nova aliança.

¶17E quando termina então o sacrifício, a última parte da semana vai se concretizar no início do contexto da igreja primitiva com o seu desenvolvimento. Essa é uma interpretação. A outra interpretação mais comum é que não se fala a respeito apenas do ministério de Jesus e o que acontece imediatamente, mas até o ano 70, a época da destruição do templo. E se é entendido assim, a gente vai ver que a interpretação é que numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível até que chegue sobre ele o fim que ele está decretado. Sacrilégio terrível.

¶18Abominação da desolação é exatamente a presença dos pagãos no lugar mais santo, no próprio santíssimo que eles destróem, ou seja, a destruição, a invasão romana nesse lugar. Essa é a maneira muito comum encontrada na história. No entanto, alguns estudiosos têm uma outra maneira de ler esse texto, dizendo que isso é uma realidade que aponta pro futuro. Como assim, saiam? Eles vão dizer o seguinte, ó.

¶19Quando Daniel fala, ele fala que aquilo que tá sendo decretado é para o seu povo, ou seja, uma referência ao povo judeu. Para o seu povo, a sua cidade faz referência ao santuário, ao templo de Jerusalém. Então eles dizem o seguinte, que as 69 semanas se cumprem até a época, claro, de Jesus, mas a última semana ela fica suspensa. Eh, ou seja, as 70 semanas não são uma continuidade. Ela é uma semana reservada para o tempo final da vinda de Cristo.

¶20E a surpresa quando o texto diz que no meio da semana aqui aparece, ou melhor, com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana, aí os futuristas dizem que isso não é a aliança que Cristo Jesus fez, mas a aliança do anticristo. Ele vai fazer no templo futuro que haverá de ser reconstruído em Jerusalém. Daí você entende muito da escatologia popular que fala desse assunto. E aí no meio da semana ele vai então acabar enganando todo mundo, vai romper essa aliança e vai se colocar como uma abominação da desolação, como um sacrilégio terrível, que aliás é uma referência também ao que Jesus diz em Mateus 24:15, quando eles diz, quando vocês observirem, né, aí o a abominação da desolação, quando vocês viram esse sacrilégio terrível, ele anuncia que isso tem a ver com esse ento escatológico que tá chegando. E aí, por que essa expectativa futurista tem o seu argumento?

¶21Primeiro, porque diz respeito ao que acontece especificamente com o povo de Israel e com Jerusalém. Segundo, eh, porque o texto diz que vai acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, espiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e ungir o santíssimo. Ou seja, parece que a ideia é uma coisa mais ampla, mais concreta e que envolve a obra total da redenção que Cristo Jesus vai trazer. Então os estudiosos estão divididos, muitos são preteristas, uma minoria é crítico, achando que a coisa tem a ver com a época dos Macabeus e a maioria da realidade brasileira acaba tendo uma propensão para uma ideia futurista. Agora veja só, não é nada difícil que assim como você tem Babilônia e você tem a destruição do templo e essa essa atitude, né, de profanação lá no século VI e depois você tem outra profanação do templo, desta vez com os Celeucidas na época de antigo Epifânio.

¶22Novamente a gente tem isso com os romanos acontecendo no ano 70. Você tem uma espécie de padrão que nada impede que você tenha uma repetição apoteótica dessa realidade. E a interpretação futurista entende que num período de tribulação, né, mais intensa, similar aos tempos antigos, vai haver uma outra manifestação, presença profanadora. no templo, na manifestação não exatamente do Nabuco Donozor ou do imperador Celeucida, do Antío Epifânio ou do imperador Romano aí que nós temos na época do Novo Testamento, mas digamos o imperador do mal final, que é o anticristo. Talvez a realidade do passado se encaixe com uma projeção de uma realidade do futuro também.

¶23Mas entendendo isso, [limpando a garganta] então, o que que você acha das 70 semanas de Daniel? Deu para entender razoavelmente, ver onde é que tá a discussão. Qual é a sua opinião? Você acha que é coisa mais do passado? Você acha que tudo se cumpre aí até mais ou menos o ano 34?

¶24Ou a coisa deve se estender até o ano 70? ou será que realmente é a semana futura, né, lá na época daquilo que vai acontecer com o anticristo ou será que é uma combinação das duas coisas? Esse é o canal do saião, onde a gente estuda o texto bíblico com atenção. Então, escreva aí nos comentários, coloque a sua opinião a respeito dessa interessante, profunda discussão. E não se esqueça, inscreva-se no canal, aperte o sininho, chame também os amigos para participar desses momentos de instrução com seu amigo [música] Saião.

¶25เฮ [música]