a tese
Apesar do título prometer novidade do Cursor, o vídeo apresenta o "Grockbot" (grafia da legenda; app agêntico ligado ao Grok/xAI), que embrulha agentes poderosos numa interface de chat simples estilo WhatsApp/Telegram, escondendo código e tool calls para atingir um público amplo e não técnico.
aprofundar
talvez
o padrão de agentes que conversam entre si com contexto persistente e ambiente próprio é substância real de arquitetura multiagente que interessa ao Bruno, mas o app específico ("Grockbot") tem forte teor de demo/hype e nome de grafia duvidosa, então vale só se o formato de orquestração for o foco.
O que foi dito
- O app se chama Grockbot e imita um mensageiro nativo (threads à esquerda, chat à direita), sem mostrar código, estrutura de diretórios nem “texto pensante”, em ruptura deliberada com Cursor, Codex e Claude Code.
- Cada thread é um agente individual e persistente (agente de limpeza do computador, chief of staff, e-mail, calendário), não um mesmo agente separado por tópico como no Cursor, o que o apresentador diz ter estranhado a princípio.
- Ao criar um novo bot, ele já sugere focos (pesquisa/escrita, e-mail, código, operações do dia a dia) e conduz o usuário leigo por perguntas; a demo usa compras na Amazon buscando câmeras de US$ 500 a 1.000.
- O recurso central: cada bot sobe seu próprio ambiente/sistema operacional Linux completo (o apresentador identifica o gerenciador Thunar), navegável ao vivo, e os agentes compartilham autenticação (login único vale para todos).
- Agentes conversam entre si e essas conversas persistem indefinidamente como contexto; na demo o chief of staff aciona o agente de e-mail para contar mensagens arquiváveis com segurança (resultado: só 3 de 21 threads passam no critério estrito).
- É híbrido nuvem+local: o Grockbot controla o computador local (respondeu “9 pastas na área de trabalho”) tão facilmente quanto o ambiente em nuvem, que ali parece o padrão nativo, diferente do Codex, que é local-first.
- Não há seletor de modelo (o usuário não sabe se roda Grok, “GPT 5.6” ou “Fable”), e nenhum tool call é exibido, decisão intencional para mirar trabalhadores do conhecimento em geral.
- O apresentador critica ter um app separado do Cursor: a fronteira entre “usar Grockbot ou Cursor” ficará borrada, e compara com a OpenAI, que fundiu Codex e ChatGPT num superapp.
- O poder vem de plugins (estilo servidores MCP: Gmail, Google Drive, Calendar, Slack, Notion, Box), rotinas agendadas em linguagem natural (ex.: limpeza semanal do disco toda segunda 8h) e “tasks” ensinadas por demonstração, que viram skills reutilizáveis (ex.: registrar preço de câmera da Amazon numa planilha); também instalou uma “humanizer skill” para reduzir cara de texto de IA.
- O segmento sobre o patrocinador “Here.now” (publicação de documentos/imagens na web com URL, grátis por 24h) é publicidade paga, não recurso do Grockbot.