Matthew Berman apresenta doze automações que roda no Grokbot (com menções a Muse e Dot como alternativas), todas na mesma forma: o assistente lê e-mail, calendário e contas pessoais, executa a tarefa chata e devolve um rascunho para aprovação. O título promete ilegalidade e entrega organização doméstica e administrativa, sem nada tecnicamente novo além do padrão de prompt.
talvez
não pelo conteúdo (é demo promocional com título de clickbait, nada que o Bruno já não faça com o Claude Code), mas pelo padrão de prompt com regras de contenção explícitas (rascunhar antes de agir, classificar deleção por risco, silêncio quando não há novidade), que é exatamente a forma da escada de confiança do projeto Agentes e vale copiar como molde.
O que foi dito
- O primeiro caso é o “money saver”: o bot varre três contas de Gmail procurando assinaturas, identificou mais de mil dólares mensais em custos fixos e redige o e-mail de renegociação (ele mostra o pedido de desconto no plano Beehiiv Max, de US$ 459 por mês, usado na newsletter dele), bastando clicar em enviar, porque fornecedor avisado de cancelamento geralmente oferece desconto.
- Ainda nesse bot, ele pediu que o assistente consultasse o site de bens não reclamados da Califórnia e preenchesse os formulários, recuperando algumas centenas de dólares que estavam parados, e observa que muitos estados americanos têm site equivalente.
- O segundo caso controla um Tesla Model Y pela Fleet API oficial: o bot baixou a documentação, recebeu a chave de API e passou a responder a “deixe o carro pronto”, ligando climatização e aquecimento de assentos, abrindo o portão da garagem e enviando como destino de navegação o próximo compromisso do calendário.
- O bot de limpeza de disco roda toda segunda-feira, lista arquivos obsoletos, caches e duplicados classificados por nível de risco, mostra o caminho completo e a razão de cada marcação, e nunca apaga nada sem autorização (na execução mostrada apontou cerca de 50 GB liberáveis, entre clipes de câmera, saídas de codec e gravações do OBS).
- O “family bot” é o que ele considera o maior economizador de tempo: lê todo e-mail de escola, professores e treinadores, resume só o que importa (datas, prazos, formulários, pagamentos, o que levar), manda o digest para um grupo de Telegram da família, arquiva o e-mail, lança os eventos no calendário compartilhado convidando a esposa e, na véspera, avisa o necessário; no exemplo dado, lembrou do jogo de futebol do filho, da camisa vermelha por ser time da casa e do turno de levar o lanche, oferecendo pedir pelo DoorDash.
- Os demais casos seguem a mesma lógica: briefing diário separado para trabalho e família, bot de leads que monitora DMs de Instagram, LinkedIn e X e filtra patrocínio real de spam, bot de resumo de reunião que puxa a transcrição do Fathom pela API e extrai decisões e tarefas, gerenciador de tarefas apontado para o Todoist, triagem de e-mail em três níveis de risco, assistente de calendário que detecta conflitos e marca consultas, e dois bots de execução para Uber e DoorDash.
- O caso mais concreto em dinheiro é o da conta de luz: o bot entrou na conta da PG&E, analisou doze meses de consumo, comparou todos os planos elegíveis, achou um que economiza mil dólares por ano e, depois da decisão dele, efetuou a troca.
- O padrão de prompt é a parte reaproveitável e se repete em todos: começa com “descubra o que você precisa das minhas contas conectadas e só me pergunte o que realmente não puder inferir”, declara o trabalho, e fecha com regras de contenção (nunca enviar, apagar, comprar, aceitar ou negociar em meu nome sem autorização, rascunhar primeiro, mostrar o que mudou, e ficar calado quando não houver nada).
- Ele enfatiza que os bots conversam entre si, de modo que o briefing diário pode notar um intervalo entre reuniões e oferecer o pedido de comida que ele costuma fazer nas segundas, e que manter tudo referenciado contra a lista de tarefas torna a lista dinâmica.
- O vídeo tem dois blocos publicitários, o colchão Eight Sleep Pod 6 (que ele diz ter conhecido por Bryan Johnson e Andrew Huberman) e o lançamento do Frontier Pass, comunidade paga própria dele, e todos os prompts e templates ficam num documento hospedado no Box, também patrocinador.