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Confusão no sistema do TSE trava candidatura de Flávio Bolsonaro | Central Meio

¶1เฮ [música] [música] เฮ [música] >> [música] [música] >> Olá, boa tarde. Sejam muito bem-vindos. Sejam muito bem-vindas ao Central Meio. Hoje é sexta-feira, 14 de agosto de 2026. Eu sou Pedro Dória e aqui comigo estão Yasm Restum e Alexandre Porches.

¶2Tudo bem com vossas excelências? >> Boa tarde, Pedro Dória. Boa tarde Alexandre, nosso insider da direita. >> Eu gosto dessas sextas-feiras assim. >> Boa tarde.

¶3Não é bom. Eu tava, eu sempre brinco, eu digo igual aquela aquele seriado, o Sebas o o ruptura, né? que você sai do escritório, quando você volta aqui é sempre sexta-feira, quando eu [limpando a garganta] chego aqui é sempre sexta-feira, eu saio do elevador sexta-feira, >> molezinha, eu tô achando a sua rotina muito moleza. >> É, >> é negócio, paga mais cadê se por um. Mas o assunto de hoje não é esse, [risadas] >> pessoal, olha só, hoje >> e nossa solidariedade aos botafoguenses, tá?

¶4>> Ah, meu Deus, meu pai é botafoguense sofrido, >> mãe, >> né? Tá triste. >> É, eu sou flamenguista, mas eu não sei nada do Flamengo. Eu sou um flamenguista poser. Isso aqui é uma bancada flamenguista.

¶5>> Perfeito. Você tá entre inimigos. >> Se é para ser pouser o lugar certo. >> Não, eu sou flamenguista também. >> Você é flamenguista [risadas] também?

¶6Não tava minha mãe. >> Ah, sua mãe sua >> não, eu sou Botafogo. Eu sou Flamengo. Não, eu sou Flamengo Talibã. Sou Flamengo.

¶7Flamengo mesmo. >> Perfeito. Tudo, tudo com você é muito intenso, né, Alexandre? >> Ouvi dizer. >> Pois é.

¶8[risadas] Pessoal, hoje a gente, além de futebol, a gente também vai falar de política, né? Eh, e também a gente vai falar de Gente, alguém pode voltar, por favor? O o é, eu tô um pouco perdido aqui no no texto, desculpa. Vamos lá. Vamos lá.

¶9Hoje a gente vai falar de política e também de cultura. A gente vai ter também aqui o Guilherme Vernec, que vai trazer as melhores dicas pro final de semana no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas, ó, o assunto do dia é o seguinte, a gente tem que fazer um uma um TBT, porque é o seguinte, ontem foi um dia que trouxe muitas surpresas. Você viu a campanha de Flávio Bolsonaro foi formalizar a candidatura dele à presidência e aí descobriu no registro de filiação constando como ele sendo do partido missão e por isso o P não conseguia formalizar a candidatura dele. Ao saber desse problema, o Missão divulgou uma nota dizendo que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta do Flávio.

¶10final, o candidato do partido omissão à presidência é o Renan Santos. E a candidatura dele também já foi registrada na semana passada, né? O Flávio disse que fraudaram a afiliação dele, tipo assim, sujeito indeterminado. Quem foi, a gente não sabe. Daí foi todo mundo pro Tribunal Superior Eleitoral e o Tribunal diz que não teve hacker no sistema deles, não.

¶11Mas mesmo assim o TSE travou o sistema de filiação para justamente verificar se não teve falhas mesmo ou não tem falhas mesmo. [suspirando] Olha, foi tipo assim, chá revelação, só que mesmo depois de revelado o sexo, ninguém entendeu direito quem que era o pai da criança. Na dúvida, o Cásio Nunes Marques, presidente do TSE, tomou as providências para descobrir quem é que fez esse filho, ou melhor, quem é que fez essa bagunça eleitoral. Hoje na pauta, além de explicar como que esse sistema de registro de candidaturas ele funciona, a gente tem também as declarações do Gilberto Cassab sobre o apoio do Centrão ao Lula e muito mais. Então, puxa aí a sua cadeira, se acomoda, deixa o like, se inscreve no canal que o Central Meio tá no ar.

¶12[música] Vamos lá então, gente. Eu vou dirigir essa pergunta aqui. Não sei se é o Pedro ou Alexandre, mas vamos lá, porque o TSE ele suspendeu, né, como eu disse, o sistema de filiação depois dessas tentativas de alteração e também tentaram alterar o partido do Lula. Pois é. Veja só, você, você acha que foi molecagem atrapalhada, falha no sistema.

¶13Conta para mim, Pedro, como é que você avalia esses episódios que não são poucos de ontem. Eu >> eu preciso antes falar de um assunto muito mais sério, muito mais sério, porque uma acusação grave que me fizeram aqui no no chat. Animus animorum se vira e escreve. Pedro Dória é fluminense desde criancinha. [risadas] Não, né?

¶14Não, né? Olha pra minha cara. Embora é é é daquelas coisas, né? A manipulação da verdade. Você vê que é uma coisa sórdida que você faz.

¶15Olha, olha rente. Eu acho que você nunca recebeu um rate tão pesado na sua vida. >> Não, sei lá, podiam ter dito que eu era Vasco, né? Eh, mas é que as pessoas às vezes não entendem como é que se confunde essa imagem que você tem da torcida com a pessoa, né? Por exemplo, eu acho o brisolismo muito botafoguense.

¶16Eu acho que tem uma, né, quase todo tem um tem um jeito de ser brisolista que é muito parecido com o jeito de ser botafoguense, né? Eh, eh, e tem uma brincadeira. Uma vez eu fui entrevistar o o João Amoedo, foi o fundador do Partido Novo, e a gente tava ali chegando, batendo papo, e eu brinquei com ele e falei: "Engraçado, João, e eh eu conversando com você, não sei porque você me lembra o Fluminense. Você você parece o Fluminense falando, andando e ele: "Pior que eu sou Fluminense mesmo." >> Mas é claro que ele é Fluminense. [risadas] >> Então, às vezes você >> Você acha que eu pareço o Fluminense?

¶17>> Não, o João parece. Você >> não, o João sim, eu não. [risadas] Agora pior de tudo, Ânimus Animona é o seguinte. A minha primeira peça de roupa foi uma camisa do Fluminense. Eu venho de uma família tricolor.

¶18Mas aconteceu comigo uma coisa que aconteceu com a Alexandre também, que é uma coisa geracional, que é aconteceu o Zico, compadre. É isso. A >> a a a quando a gente era pequeno no turma, numa sala de colégio típica, você tinha mais ou menos 1/4, 1 qu4to, um quarto, talvez um pouco menos botafoguense, mas vascaínos e tricolores e rubro negros é hoje você vai, eu pego a as turmas de colégio dos meus filhos, eh, mais de metade é Flamengo e o resto se divide entre o resto. Quer dizer, rolou uma virada. Mas eu devo dizer em minha defesa, que tendo vindo de uma família de tricolores e só minha irmã e um primo são tricolor, porque todo o resto da família na minha geração é Flamengo.

¶19Eh, eu não tive fala, não me perguntaram o que que eu queria vestir no bçário do hospital, entendeu? me foi imposta aquela camisa. Eh, fizeram um registro e nunca mais aconteceu. Ao menos não desde o momento em que eu pude fazer as minhas próprias escolhas. >> Eu tive isso com o Botafogo.

¶20A família do meu pai, todo mundo flamenguista, a família da minha mãe, todo mundo botafoguense. Então o meu tio, irmão da minha mãe, de sacanagem, quando eu nasci, recém-nascido, botou uma roupa do Botafogo, tirou uma foto. Mas aí meu pai viu, meu pai não gostou da brincadeira, nem um pouco. >> Fo uma certeza. Ele impôs uma certa >> e ele mudou ali rapidinho e nunca mais.

¶21Então foi só >> você você degenerou. >> Oi? >> Você degenerou? >> Não, Flamengo total desde o primeiro dia, entendeu? Foi só essa brincadeira desse meu tio, irmão da minha mãe, que fez essa trollagenzinha, tipo inscrever o Flávio no Missão, sabe?

¶22Essas trollagens. >> Entendi. Eu entendi, eu gostei que a gente tá fazendo, tá falando de partido, né, e dessa coisa apaixonada que é a política e o futebol e a política eles, eles têm esse encontro aí com relação às paixões nacionais. Exatamente. Muito bom, Pedro.

¶23>> Não, não, não. Continuar falando de coisas importantes. Calma. [risadas] E amo fugir da pauta. Olha só, eu tento controlar esse programa, mas é muito difícil.

¶24Rafael Pitnat, Flamengo virou o time de rico. Francisco Carlos tem que ser muito influenciado pela Globo para ser Flamengo. Eu vou começar e eu vou começar com Francisco. Ô, ô, ô, ô, Francisco. Eh, você deve ser uma criança mesmo, porque você nunca deve ter visto o Zico jogando.

¶25você você não tem é você não tem ideia do que que era aquilo e você não tem a ideia de o que que é ter um herói que é fundamentalmente um sujeito elegante, nobre, íntegro, honesto e joga aquela bola. Meu irmão, eu sinto muito pelos brasileiros que o Zico não tenha sido campeão do mundo em 1982, porque o Brasil deixou de poder compartilhar com nós rubronegros esse ídolo, >> porque um ano antes ele tinha sido campeão do mundo pelo Flamengo, o que para nós tá mais do que o suficiente, inclusive, até porque é mais importante, né? Seleção brasileira ou Flamengo. E Rafael Petinat, eh, como você é paulistano, eu acho que você é paulistano, né? Eu não vou levar isso contra você, mas essa ideia de que o Flamengo é um time de rico, eu preciso ir para com você passear qualquer dia em qualquer trem da central do Brasil.

¶26É só a gente contar as camisas de qualquer time. Vamos contar as camisas. Aí você sai de lá e me diz se o Flamengo é time de rico. Isto posto tô tô tô errado, Marco. >> Não, Marco tá com veemência confortando [risadas] ali, >> irmão.

¶27Cara, o Datafolha deu o Flamengo como a grande torcida do Brasil agora tem esses dias. Imagina o outro reclamando que o que o que o que o Hight roubou do Galo em 1980. Tipo, >> mas jura, meu irmão? E isso é um terraplanismo. Nossa Senhora.

¶28Não, não, não. Primeiro o cara falou: "Olha, primeira falta desleal nesse nível que tá tendo no jogo de novo, eu vou começar a dar vermelho." Ele cumpriu a palavra, tipo, ele falou para todo mundo, >> ele falou [roncando] para todo mundo, >> falou o Reinaldo que era o capitão e quem deu a primeira falta foi o Reinaldo. Tanto que o Hight quando conta essa história, ele fala: "Eu eu pensei: "Reinaldo, você não, né? Foi foi para ele que recebeu o aviso, né? que falou: "Não, a próxima falta violenta vai para fora." Aí ele vai na primeira bola frau.

¶29>> Independentemente disso, pelo amor de Deus, >> jura? A o maor mistério para mim a respeito do Atlético Mineiro é o seguinte: eh, what the fuck? Tipo, vocês ainda estão jogando, ainda estão discutindo um jogo de 1980? >> Tipo, jura, jura? É isso mesmo.

¶30>> É, não acontece nada. Nada do que tem acontecido no Atlético desde então. >> É, >> é, é, é realmente no Atlético não muito mesmo. É verdade. >> Olha só, o Brasil entender que o o melhor esporte é o vôlei de quadra e o vôlei de praia, eu vou entrar nessa conversa, tá?

¶31[risadas] Que eu sou defensora aqui. Eu acompanho Superliga, eu acompanho Liga das Nações, entendeu? Mas a batata quente desse programa para eu retomar aqui, eu quero retomar as rédias desse programa novamente. O César Boechá Seveira Pedro não viu o Garrincha jogando. Não vi, >> infelizmente também não.

¶32>> Eu vi o que tem em vídeo, né? Mas não, não vi. Eh, >> talvez se eu fosse botafoguense se eu tivesse 10 anos mais. Aconteceu. É geracional, cara.

¶33Eh, vamos falar de missão e de outra outra missão que não seja, né? Amar futebol. >> Vamos lá. [risadas] Vamos lá. Eh, é óbvio que uma foi uma trollagem >> boa e velha trollagem digital, trollagem de internet.

¶34Vamos aprontar uma que porque veja, eh, a as chances de a candidatura do Flávio não ser registrada sempre foram zero, entendeu? Não, ninguém no TSE vai olhar para aquele documento e tipo sim, o Brasil é um país burocrático, mas não é fiel a burocracia nesse nível que você vai olhar para ih o Flávio não pode mais porque agora ele está afiliado ao missão. Portanto, ele só >> ainda mais Cásio Nunes Barques. >> Não, não. Pois é, ainda mais Cásio Nunes.

¶35Não, mas nenhum ministro Alexandre de Moraes não não faria isso. É, é. Então, é claro que é uma trollagem, não é nada que ameace >> pelo contrário, já ia ter 10 pessoas com busca e apreensão hoje para descobrir quem fez. [risadas] Acho que a questão é saber de onde veio. >> É, não.

¶36Pois é. Eh, uma das coisas que as pessoas se encantaram aí é dizer que não foi em Minas porque localizaram o IP de onde foi feito o registro. Eh, e o IP não é o endereço IP, aquele endereço numérico, qualquer máquina, meu celular aqui que tá conectado a internet, como o celular de vocês, eh, ou o computador de vocês, tudo mais, cada aparelho tem um IP. Você para conectar sem a internet, você precisa se conectar por um número IP, que é um endereço único. A operadora sabe onde esse equipamento tá ligado?

¶37Ah, se você chegar numa numa operadora na Vivo, na Claro, eh eh na Oi, onde for, e você perguntar que aparelho estava ligado a tal endereço IP, a tal hora de tal dia, esse registro existe, todo mundo sabe. Quer dizer, como aparentemente não foi usada uma VPN, que é um é um túnel virtual que você mergulha e aparece no outro canto do mundo, ou seja, uma maneira de você disfarçar a origem do seu IP, como não foi usada uma VPN, eh, tudo indica que a polícia vai chegar em que máquina eh fez essa conexão, tava ligado na conta de quem? Porque evidentemente toda máquina tá ligada em alguma conta, né? Eh, meu celular tá ligado ao meu CPF. Eh, a internet do meio tá ligado ao CNPJ do meio.

¶38Para você ter acesso a um número IP, você tem que dar um CPF ou um CNPJ. Então, a gente saberá que máquina é essa, o que não quer dizer necessariamente que a gente saberá quem fez a coisa, como é que funciona esse sistema no TSE. E, e, e isso que é a questão importante aqui, eh, quando o TSE atribui aos partidos políticos a responsabilidade por dizer quem está afiliado a eles. Então, do ponto de vista legal, o TSE simplesmente aceita. Se o PT chegar lá e falar: "Olha, o Alexandre Borges está afiliado ao PT", o TSE imediatamente escreve: "A partir desta data, Alexandre Borges está afiliado ao PT".

¶39Por quê? porque confia na palavra do PT de que isso seja verdade. Eh, eh, é a atribuição do partido político se responsabilizar pela credibilidade dessa informação. Então, em última análise, a responsabilidade é do partido Missão. Agora, a maior parte dos partidos tem sistemas automatizados.

¶40Quer dizer, não tem um sujeito, não tem uma secretária, uma assistente executiva cuja função seja ligada. Alô, senor Flávio, por favor. Eu tô aqui recebendo uma ficha do missão. O o senhor se inscreveu mesmo? O senhor poderia me dar uma mandar um papel do cartório?

¶41Não tem isso. >> Até já foi assim, né? >> Há muito tempo. >> Muito obrigado. Muito obrigado.

¶42Eu tô pensando na professora do Charlie Brown, sabe? Pedro, pelo amor de Deus, vamos dar um curso de dublagem no meio. [risadas] Você é um talento. >> Eh, então não tem essa figura. Esses sistemas são automatizados.

¶43Se você preenche uma ficha virtual, você bota seu CPF, você bota seu endereço, você manda, o partido deve ter um sistema de identificação. E aí disso que o Missão tá falando. O que o Missão tá falando é: "Olha, foi inscrito com com e-mail do Flávio no Senado, que é um e-mail público, tá? Se você fizer um Google, você descobre esse e-mail. não é uma coisa difícil de achar.

¶44Eh, pegaram um e-mail, aí recebeu o Flávio um e-mail que tem aqueles botões de confirmação. Vocês que se inscreveram na newsletter do mail, quando você bota ali seu e-mail para receber a newsletter da gente, você recebe uma mensagem, nossa, olha, parece que seu e-mail foi inscrito. Aperta nesse botão para confirmar, que é uma é uma ação cruzada. Não basta você nos mandar o seu e-mail, você precisa também depois receber uma mensagem e ter um botão para confirmar. O Missão diz que ele mandou uma e-mail desses pro Flávio e que alguém imediatamente após isso é eh omissão, [tosse] imediatamente após receber o tal e-mail, ele foi clicado confirmando como se tivesse alguém já esperando aquele e-mail.

¶45Talvez o próprio senador Flávio Bolsonaro vai saber, né? Eh, é bacana tá no partido com uma onça com o símbolo. Eu acho que tem a ver. Eh, >> você vê até com óculos da cor do missão, né? >> Eu vim com óculos da cor do missão.

¶46Todo dia tô aqui fazendo propaganda para [risadas] missão. >> Eh, eu tô inclusive pensando em botar umas manchinhas pretas assim na minha no meu óculos, né? >> Animal print. Exatamente. Exatamente.

¶47Óculos de onsinha. >> [risadas] >> Eh, então o aí as pessoas vão dizer: "Ah, então tinha que ser necessariamente alguém com acesso ao e-mail do Flávio Bolsonaro". Eh, não. O que que é aquele botão que a gente aperta no e-mail? Aquele botão, na verdade, quando você clica, aquilo ativa um comando que é essencialmente o acesso a um determinado servidor.

¶48Aquilo é um comando que tem um código ali que dá para um servidor, que é o servidor, nesse caso do partido Missão, uma informação. Está confirmado. A turma técnica do Missão tem esse endereço, por exemplo, eles sabem reconstruir, eles têm o sistema que possa reconstruir esse código. Então, esse código pode perfeitamente ter sido distribuído por alguém da missão. Eu não tô dizendo que isso aconteceu, não.

¶49Eh, por que que eu tô dando essa informação? Porque na verdade, assim como pode ter sido alguém com acesso ao computador do senador Flávio Bolsonaro ou com acesso ao e-mail do senador Flávio Bolsonaro, pode ter sido alguém do partido Missão que decidiu trollar. É um partido de trols de internet, né? E o trollagem é a coisa que se tornou a marca nativa do MBL. Aí vocês estão dizendo: "Ah, descobri.

¶50Posso falar uma coisa? Uma IA automatizada pode ter apertado esse botão. Não foi o Flávio, não foi o assessor do Flávio, não foi alguém com acesso à conta do Flávio, não foi ninguém do Missão. Se o senador tem ou o PL tem o o ou o o Senado tem uma inteligência artificial, um agente que passa em revista todos os e-mails que chegam, o que para um senador da República é bastante razoável que a equipe dele use um algum tipo de agente para filtrar. E aí uma das coisas que o pessoal do missão fala: "Ah, sabemos que o e-mail foi aberto." Se um agente de A viu o e-mail, ele pode ser identificado como aberto.

¶51E ele viu o e-mail e talvez ele tenha seguido porque a gente já fazem essas coisas que a gente a gente não necessariamente prever. Ele pode ter seguido o link para entender o que que o link era. Aí clicou. Clicou. Então, o o que eu tô dizendo é qualquer um pode ter filiado o Flávio no sistema do missão sem que o pessoal do missão soubesse.

¶52Ou pode ter sido alguém do missão. Aí o troço foi para lá. Eh, e o troço pode ter sido disparado pelo pessoal do missão, pode ter sido disparado por uma Iá do Flávio, pode ter sido um assessor do Flávio que abriu e clicou, sei lá. De repente, o Flávio Bolsonaro tá com cansado da vida, tava repensando e decidiu se filiar missão. Também é perfeitamente razoável.

¶53Aí disse que se arrependeu perante todo o Brasil porque tava com vergonha. Não é possível. Tudo é possível. Eh, eu tenho certeza que você tem uma análise brilhante a fazer sobre isso. >> Eu tô muito curiosa.

¶54>> A minha análise dizer que eu acho, eu falei isso desde manhã, que eu acho que isso é um não assunto. Foi uma trollagem, uma brincadeira, uma molecagem. Eh, e aí eu tenho que ser o chato, mais velho. F, eu acho tem tanta coisa mais importante pra gente perder tempo. Mas assim, tudo bem, isso mostra uma certa fragilidade dos sistemas, né?

¶55a coisa não é tão eh a a maneira, eu ia te perguntar, porque assim, embora o COIS Marques tenha conseguido reestabelecer ali a afiliação correta do Flávio Bolsonaro ao PL a tempo de oficializar a candidatura dele à presidência, existe uma questão aí que é um desgaste político. Então acho que essa é a principal pergunta, assim, acho que a gente pode ficar, obviamente, a gente vai querer te ouvir para saber o que que você tem aí de informação interna do que tem nessa especulação, mas eu acho que a questão é onde é que tá o maior desgaste político, assim na sua opinião, porque existe uma questão de desgaste clara pro Flávio, mas também existe uma questão de desgaste que que é chato nesse momento, que é com relação ao próprio sistema de candidatura, a própria filia, né, que que tem esse nome. É, o TSE chegou inclusive a admitir que vai rever o sistema, né? Isso é uma notícia de hoje que a gente viu por aí. Então, eh eh se isso, se esse episódio ajudar a gente ter um sistema um pouco mais seguro, um pouco mais sofisticado, ótimo.

¶56Provavelmente precisa, né? Agora, em relação a gente especular quem vai ter mais prejuízo político em relação a isso, eu acho que tá muito vinculado a quando a gente descobrir quem é o culpado, porque se for alguém ligado ao ou a omissão ou ao PL ou ao Flávio, realmente vai pegar muito mal, né, você fazer uma brincadeira dessa usando o o sistema de filiação partidária, de registro de campanha. Eh, são assuntos muito sérios, não se deve brincar com isso. Por mais que haja cultura da brincadeira, da trollagem, enfim, tudo tem limite. Então, eu tô dando o benefício da dúvida aos dois lados.

¶57Os dois lados negam qualquer participação. O pessoal do Missão, inclusive, tá sendo muito firme, dizendo que vai entrar com representação e tal. Então, até o momento eu eu escutei, eu inclusive eu tava com muita expectativa do programa de hoje para aprender muito com o Pedro, que eu sei que ele conhece desse assunto mais do que a boa parte da humanidade em relação como essas coisas funcionam. Então, eh eh deu para entender que se isso vai paraa Polícia Federal, vai para técnicos que vão, eles vão chegar na máquina que foi feito isso. Se você chega da mesma maneira que se alguém é atropelado na rua e você tem a placa, você chega no carro, você chega em quem é o dono do carro, não necessariamente quem estava dirigindo o carro naquele dia.

¶58Aí você precisa de uma foto, testemunhas, outras coisas. Mas pelo menos se você tem a placa, você chega no carro, você chega no dono do carro, né? Então, nesse sentido, você com o IP e com a investigação, com os técnicos da Polícia Federal que estão totalmente habilitados, a eles chegam na máquina que foi usada, em que momento, em que dia, eh, eh, para fazer esse registro. E isso pode ser um indicativo muito interessante da de quem é o culpado. Então aí eu vejo uma possibilidade de desgaste, mas no ciclo de notícias que a gente tá, eu não vejo esse assunto sobrevivendo mais dois, três dias.

¶59Não vejo. >> Eh, alguns comentários que eu quero ler aqui. Vittor Ambrosini. Sim, Pedro. E Papai Noel existe.

¶60Que análise tendenciosa. Vão se complicar com eles de novo. [risadas] Eh, [risadas] agora vocês entendem porque que eu não leio o comentário. Vocês entendem? >> É, às vezes é melhor a gente evitar, às vezes é melhor evitar esse tipo de desgaste.

¶61É, é, é que eu ainda não entendi para que lado que a minha análise foi tendenciosa. [risadas] Sabe, eu faço eu faço uma coluna diária no wall e aí, para não acabar com o meu dia, eu fiz eu fiz um agente de I que todo dia de manhã ele vai pega a última coluna, lê e os comentários e me faz um reporte, né? Só que eu boto, eu boto uns filtros que eu boto o seguinte, não me passa xingamento, não me passa não sei quê, não me passa isso. Todo dia vem assim, eh, comentários da coluna. [risadas] Não, então todo dia comentários da coluna, vamos dizer 250, comentários que passaram pelo filtro, zero.

¶62[risadas] >> Ou seja, o problema é o o seu prompt. Olha, mas o próprio próprio o próprio Víor Ambrosini mandou um dos melhores comentários de hoje. >> Foi a Mariá que clicou. [risadas] >> Mas assim, em termos especulativos aqui, eu queria muito saber Ai, Pedro quer ler mais um comentário. Vai, >> mais um último comentário.

¶63Eh, >> esse da Marial foi bom. >> Foi ótimo. Foi ótimo. Foi ótimo. Devolva-me.

¶64O senhor Pedro Dória já se retratou. Eu vou te dizer qual o problema. Eu achei muito divertido o seu comentário pelo seguinte, [risadas] eh, no momento eu tô sofrendo, eh, ataques de três grupos diferentes. Eh, a turma de esquerda PRJAN tá me atacando porque eu ousei dizer que a a NPD cruzou demais a linha a ao censurar as lives do Discord. Eh, tão me atacando para [ __ ] porque eu tô dizendo que a o discórdio até o momento está cumprindo a lei da nação e e a gente devia tratar quem cumpre a lei como quem cumpre a lei.

¶65Eh, eh, então tô sendo super atacado. No momento, o maior cancelamento que eu tô sofrendo nem é um cancelamento assim gigante, não. Imagina, tem uns que eu já recebi que eu não encontro, mas eh tipo de longe é esse. Então, talvez você queira que eu me retrate a respeito do Discord, não sei. A turma bolsonarista eh tá me atacando nesse momento, porque embora eu ache um absurdo a violação e a quebra de do sigilo de fonte, que é um direito garantido constitucionalmente pelo ministro Alexandre de Moraes, eu ouso dizer que decisão de juiz tem que ser cumprida, mesmo quando você não gosta dela, que você pode recorrer e e que o STF quando dá a última decisão, você pode não gostar e você ainda tem que cumprir.

¶66E e aí a turma bolsonarista tá zangadíssima comigo porque e tem que enfrentar o Supremo, porque vivemos na ditadura do Supremo tudo mais. E claro, tem a turma do Missão que tá zangada comigo há três semanas, porque eu afirmei e reafirmo, porque eu tenho as lives, eu tenho os comentários, eu tenho as instruções e e e as capturas de tela e tudo mais, eh, que o pessoal do Missão se organiza para catar pesquisa eleitoral eh eh online para responder, para fazer o Renan aparecer mais em cima. Então, quando você se vira para mim e fala: "O senhor Pedro Dóas já se retratou? Você quer que eu me retrate a respeito de quê? Entra na fila, por favor." Eh, às vezes tá faltando, tá tudo bem no seu casamento, porque assim, é o último lugar que falta assim, >> cara.

¶67Cara, eu >> honestamente só falta ali tá de mal com você. >> Yasmin, eu vou te falar uma coisa. Eu eu sou casado com uma gata que [roncando] ainda por cima é um anjo e não briga comigo. Eu tô de bem com a vida, cara. >> Realmente, >> eu tô de bem com a vida.

¶68>> Ela é real ou ela é Ia? >> Será que são aquelas substâncias todas que eu andei consumindo? >> Então, se você se você tá com sorte no amor, fique longe das beds. >> Fique longe das beds, né? Pois é.

¶69[risadas] Meio, a gente fica bem longe das beds, por favor. Até por questão editorial. Além, além de tudo, eu sou Flamengo. >> É. >> Aí, cara, não tem, não tem, >> cara.

¶70Eles insistem em tirar o programa do eixo, cara. É só que é é só que veja bem, entende? Eh, [roncando] é. Aí o Leandro Ribeiro, é muito divertido ler nesse chat os devotos de ambas as seitas partidárias, se eu não me engano, que Pedro Dória faz análise tendenciosa. Leandro, muito obrigado.

¶71Eu concordo com você. >> E sem dizer tendenciosa para qual lado. >> Exatamente. É muito bom. A gente passa metade do tempo sendo chamado por comunistas de fascistas e a outra metade por fascistas de comunistas.

¶72Então você tem que dizer de que lado você tá vindo. Você é o comunista que me chama de fascista ou você é o fascista que me chama de comunista. Precisa saber. >> Se apresente [limpando a garganta] toda [risadas] opinião assim, acho que a pessoa tem que se chegar se apresentando, né? Acho que é educado.

¶73>> Mas aí o Rafael Petin desagradável me lembra que eu sou liberal e somos só 7% da sociedade. Muito obrigado. Eu já sabia disso. Não precisava ter me lembrado. Eu tava de bom humor.

¶74Pô. Ô Pedro, ontem você falou que você era comunista. Decida-se. >> Ah, veja bem, Alexandre. >> Anarquista, graças a Deus.

¶75>> Anarquista, graças a Deus. [risadas] >> Já, já perdi todo, cara. Eu tô vendo, entendeu? Esse programa [limpando a garganta] aqui trazendo, né, um comentário do passado que uma vez eu ouvi, eu falei: "Gente, gente, genial, eu fui até procurar o que era esse programa tá igual um fenemê desgovernado descendo ladeira." Eu lembro nenê, eu era moleque, eu lembro nas estradas eu lembro. >> Mas ó, deixa eu perguntar aqui, Alexandre, >> aliás, porque não parece, mas eu sou mais velho que o Pedro, tá?

¶76Muito mais velho que [risadas] muito mais velho. >> Bebidos em formol, eu não poderia dizer qualquer coisa diferente disso. Alexandra, eu queria muito te perguntar, eu sei. Ai, até descobri quem foi, investigação formal da Polícia Federal. Tudo isso tá dentro das regras do jogo e estamos ansiosos para saber.

¶77Mas assim, você que tá aí infiltrado nos grupos da direita, no WhatsApp, enfim, conta um pouquinho mais. Traz esse sabor, esse sabor aí dos bastidores do que o pessoal tem falado. [risadas] >> A coisa tá muito conflagrada. Sim. >> E aí, eh, eh, até entre os grupos que eu acompanho e até amigos, você já começa a ver um pessoal entrando, >> tem amigos que são, >> não, eu digo assim, que estão entrando nessas fileiras já dos eleitores do Missão ou do Bols do Flávio ou até Caiado, né?

¶78Enfim, já começa um movimento no nos grupos e também tem a turma radical de Caiado, que esses não passei por eles. Eh, mas >> acredito. >> Você viu que eu sou >> todo mundo tem direito aos seus radicais, eu acho. >> Tem extremo centro. A gente também descobriu isso.

¶79>> É radical de centro. Tem pessoas falando aqui, não vou negar. Exatamente. Perfeito. >> E e eu ainda criei um um eu chamava de também tem uma turma de centro que eu chamava de centro histérico, que era a turma que ficava o dia inteiro, ai porque é extrema isso, porque é extrema aquilo, porque não sei quê, porque aí a democracia, como as democracias acabam.

¶80Mas eu eu ainda batizei que ainda tem um grupo que chama de centro histérico, que é o que substitui o materialismo histórico pelo materialismo histérico. Mas enfim, eh, mas voltando aqui pro >> anedotasandre [risadas] Borges, mas eh eh voltando aqui pro pro nossa vaca fria, então assim, como isso está chegando muito perto das eleições, a a as análises já começam a virar tribais mesmo de qualquer assunto, entendeu? Então, todos as pessoas que eu vejo ou que eu acompanho, que, por exemplo, vão votar no Renan e estão animados com a candidatura do Renan, obviamente estão dizendo: "Claro que não tem nada a ver com com omissão, claro que isso e e vice-versa os bolsonaristas, claro que isso é coisa do missão, entendeu?" Então assim, o o os qualquer assunto daqui até a eleição que você jogar eh eh a tendência de ter um approach tribal é muito grande. >> É o problema, Alexandre, é que quanto mais perto fica da eleição, fica mais difícil de, ao haver um desgaste de você ter tempo de consertar. É, o ponto o ponto é que o o que a gente vê na candidatura do Flávio, a grande fragilidade da candidatura do Flávio é que as pessoas votam nele uma parte, e isso o Pedro vai falar melhor do que eu, com dados de pesquisa e tal, mas você tem uma parte que é o bolsonarista raiz, aquele cara que reza para pneu, aquele cara que bebe detergente IP e tal, enfim, esse você tem que é são não são todos os eleitores do Flávio, é um é uma parte e você tem uma outra parte que é o antipetista, o sujeito que quer votar em quem pode derrotar o Lula, em quem eh ele enxerga como o candidato mais viável para eh enfrentar e vencer do Lula.

¶81O a campanha do Caiado, a gente vai acabar entrando nesse assunto depois, mas ela já começou a ir muito nessa coisa de dizer [limpando a garganta] o Caiado tem mais chance de bater o Lula do que o Flávio, né? você já você tem inclusive pessoas, omissão às vezes fala isso também de que o o o Flávio é o adversário dos sonhos do Lula. Eles até durante um tempo falavam isso do próprio Jair Bolsonaro, né? Eh eh mas agora com o Flávio muito mais, até com muito mais motivo, né? O Flávio não tem o carisma do pai, tem muito mais esqueleto no armário, enfim.

¶82Então, eh eh num momento, qualquer desgaste desse que você tire mais um, dois, três pontinhos pode ser o suficiente para entrar numa espiral onde essa parte do eleitorado do Flávio que não é apaixonada por ele, que não bebe detergente, que só tá com ele porque acha maior parte >> é que acha que ele pode derrotar o o que tá querendo apostar no cavalo vencedor, vamos dizer assim, né? >> Eh, eh, no Dark Horse que vai vencer, né? eh no momento em que ele acreditar que ou, por exemplo, o Renan ou porque o Zema, né, vamos combinar, né, teve teve o o o debate agora da o domingo dos candidatos ao Rio, nem o o o André Marinho, que é o candidato do Novo, do próprio partido, ele ele falou: "Você vai votar no Zema?" "É, no primeiro turno vou, mas no segundo a direita está junta e tal, não sei quê". Quer dizer, mesmo mesmo o próprio partido Novo tem muita dificuldade de o os candidatos do Novo t muita dificuldade de dizer que vão votar no Zema ou que vamos lá, o Zema tem chance e tal. Não, não vamos perder tempo com o Zema.

¶83Eh, eh, vamos falar do do Caiado e do Renan, que hoje são os dois que estão indo ao eleitor de direita, ao eleitor de petista e ou até alguma parte do centro e tal, e dizendo: "Olha, nós é que nós temos mais chances de vencer o Lula do que o Flávio". >> [roncando] >> E cada ponto que o Flávio perde, em algum momento ele pode bater nesse e no pontinho ali da desconfiança do eleitor. Fala, talvez tem algum outro candidato no campo da direita com mais chance, com menos rejeição, com mais viabilidade, com mais possibilidade de crescimento. Porque quando você olha Caiado e Renan, eles não têm o mesmo nível de conhecimento do Flávio. E em termos de rejeição, eles têm níveis próximos em termos relativos, mas não em termos absolutos.

¶84Então você tem uma discussão se quando o Caiado e o Renan se tornarem mais conhecidos, se eles vão ser mais viáveis ou se a rejeição vai crescer na mesma proporção. É uma discussão, né? a gente não sabe ainda. O Caiado, inclusive ele eh eh com a neutralidade dos partidos do Centrão, ele vai ter mais de 2 minutos de de programa eleitoral diário, o que é um belíssimo tempo. Eh eh para quem já trabalhou com publicidade, a gente conta histórias renovas em 30 segundos.

¶85Você imagina em 2 minutos e tanto, todo dia. Então o Caiado vai ter tempo de se apresentar, de apresentar >> 2 minutos 50, não é isso? >> Alguma coisa assim. É 2 minutos e 2 minutos. >> É, mas é um bom, é mais de 2 minutos todo dia.

¶86Então, em televisão você ter 2 minutos todo dia é um belíssimo tempo. Não, não é os 4 minutos do o o Flávio tem uns 4 minutos e tanto, o Lula tem uns 5 minutos, OK, mas dois e pouco já dá para contar muita história. Eh, [roncando] eh, >> contar a história vai ser importante ele saber se diferenciar do Flávio, né? >> Isso. E o E o Missão não tem, né?

¶87ção não tem horário de de de eh não vai ter esse horário gratuito. Então, o Caiado aposta muito nisso. Eh eh cada dia você vê o Caiado batendo mais forte no Flávio, se diferenciando. Tem um o acho que ele demorou muito a fazer isso, né? Eh eh ele podia ter feito esse movimento há mais tempo, mas antes tarde do que nunca.

¶88Agora que muita gente começa a prestar atenção em eleição, então é nesse momento que eles estão tentando pegar algum calcanhar de Aquiles para voltar na Odissé. Tá tentando pegar alguma fragilidade do Flávio e basicamente porque eles não, ele o que eles têm de dizer para esse eleitor é: "Eu tenho mais chances de vencer o Lula". é o suficiente para virar o voto de talvez metade eh do eleitorado que hoje diz que vota no Flávio. >> Pois é, eu tenho dúvidas disso. Deixa eu deixa eu dizer como é que é.

¶89Eu talvez já tenha explicado isso aqui, mas deixa eu eh como é que eu vejo esse desenho? Eh, inclusive tem a ver com quando as pessoas se viram para mim: "Ah, você ainda se sente preocupação? Porque eu eu senti preocupação a a respeito da da democracia brasileira no governo Bolsonaro, principalmente no fim. e e não por conta de de solução interna do sistema democrático, não, mas pro copo militar mesmo, tá? Eh, e aí quando me perguntam hoje se eu tenho esse tipo de preocupação, eu não tenho.

¶90E eu não tenho pelo seguinte, eh, para mim é muito claro que a base bolsonarista está se dissolvendo, o que não quer dizer que ela se dissolva por completo nesta eleição. Agora, quando a gente estava ali em 2022, o Bolsonaro tinha a essa altura, uma base sólida de uns 30% eh do eleitorado. A base sólida do Flávio é de 25. E aí existe um baita debate dentro e turma de pesquisa a respeito de que solidez é essa e e onde que tá a o o o debate? O debate está da seguinte maneira.

¶91Como é que você descobre qual é o eleitorado eh eh realmente fiel a um determinado candidato? Não é nunca na pergunta da que é aquela da corrida de cavalinhos, que é pergunta estimulada de primeiro turno, né? Naquela o Flávio tá com perto de 30%, às vezes um pouco mais, às vezes podemos sempre um pouco mais que 30%. Eh, e e tá tudo certo. Agora, quando você faz a pergunta eh aquela pergunta de bate pronto, você é não, pois é, espontânea.

¶92Eh, que em quem que você vai votar para presidente e você não oferece nenhum nome, aí dá perto de 20%. Tá? Meio que todas as pesquisas, não as pesquisas online, tá? As pesquisas online têm dado consistentemente resultados muito diferentes de todas as outras. Agora, não importa se é telefônica, se é ponto de fluxo, se é domiciliar, as três tem os três tipos de pesquisa t sido muito parecidos.

¶93Então você tem esses 20% aí eh do Flávio na espontânea, que é aquela pessoa de bate pronto. E e por que que essa pessoa responde Flávio Bolsonaro? Não sei, mas ela responde Flávio Bolsonaro tá ali por volta dos 20 pontos. Eh, quando você começa a fazer cruzamento, como é que você votou em 2018? como é que você votou em 2022, tudo mais.

¶94Eh, o o que é realmente sólido ali, digamos assim, flavista, eh, que você percebe que não tem nenhuma outra hipótese, porque votou no Bolsonaro em 18, votou no Bolsonaro eh eh em 22 e e na espontânea tá dizendo Bolsonaro, quando você completa esse Royal Trade Flush aí você pega ali e dá uns 15%, entre 12 e 15% do dos votos. Então, entre esses 12, 15% e esses 30% eh que ele que é o que ele tem nas pesquisas, o que que tá acontecendo aí? A gente fez uma pergunta eh eh que a quest e eu achei a pergunta tão bem formulada que, putz, eu quero acompanhar isso e eu quero dar um mergulho. Então fiz a mesma pergunta e algumas perguntas embaixo para conseguir ter mais granularidade. E a pergunta é a seguinte: você se vira pra pessoa e pergunta: "Qual você considera o resultado ideal dessa eleição?

¶95Qual ou o resultado que você espera para essa eleição?" E aí a pessoa tem quatro alternativas. Ela se vira e fala uma vitória do presidente Lula. Ela se vira e fala uma vitória de alguém da família Bolsonaro. Ela se vira e fala uma vitória de alguém moderado, com experiência. Ela se vira e fala a vitória de alguém que venha de fora da política e vai resetar a a bagunça toda, porque isso aí tá uma zona a gente precisa refazer.

¶96Eh, e 36% diz Lula, 25% diz alguém da família Bolsonaro. Os outros se dividem numa proporção três para um. Três querem alguém moderado, experiente, um quer alguém que vem de fora. Eh, primeiro isso aí já tem da turma não polarizada, já tem um sinal aí. E, e olha, essa turma não polarizada é 36% da população, tá?

¶97Não é pouca gente, não é? É é mais de 1/3 da população. É equivalente ao Lula, é mais do que o Flávio. Eh, mas não tem, não quer dizer que necessariamente, e a maior parte dessas pessoas são de direita, a maior parte dessas 36% de pessoas que querem uma alternativa são de direita, não são de esquerda. Então isso para começar já explica porque que o Lula vai de 36 a 40 42.

¶98O o piso dele é alto, o teto é baixo, >> certo? >> Eh, ele vai ali 42, fica 43, mas ele não faz muito mais do que isso. Enquanto que boa parte dessa turma, dessa turma que não quer nem um nem outro, no segundo turno se vira e fala: "Não, não, se for o Flávio contra Lula, eu vou votar no Lula." Desculpa, eu vou votar no Flávio. Maior parte se vira e fala: "Eu vou votar no Flávio". É por isso que o Flávio parece muito atrás do Lula, mas botou um segundo turno.

¶99Esse troço cola, tá? Eh, eh, é possível que o Flávio termine um pouco embaixo. É, mas eu não vou me surpreender se a eleição for uma coisa parecida com 2022 e o Lula ganhar de novo por 1,5%. Entendeu? Eu não sei se as pessoas lembram de 22, mas o Lula ganhou no segundo turno tipo 1%.

¶100>> É, >> foi quase nada. Enquanto que o >> é, enquanto que o Bolsonaro ganhou 10 milhões de votos, 20 milhões de votos. Foi troço assim, e eh ele ganhou os 6%. >> Não, não, não, não. 22.

¶101>> Ah, 22. 22. >> Em 22. É, é. O Lula ganhou, mas ganhou por 1,5%.

¶102E ele no, do primeiro pro segundo turno >> não ganhou quase nada de voto. Isso. Isso. >> Boa parte do voto foi que tava de fora foi pro Bolsonaro. >> Bota.

¶103Isso. Verdade. >> Então, o que que a gente tem? >> Queentismo de chegada. que é o antipetismo de chegada, como chama o Maurício Moura, eh, e e que tá aí, tá posto, tal.

¶104Então, qual é a dúvida aqui? vamos dizer, pegar esses 25% que dizem que o melhor resultado eh é a família Bolsonaro ganhar. E aí compara com os 13%, 15% que dizem na espontânea que votam no Flávio, que votaram no Flávio no Bolsonaro em 22 em 18. Então, o que que acontece nesses, digamos, 10 pontos percentuais da sociedade entre os 15 e os 25? O que que é isso?

¶105Pessoas diferentes, tá? Todo mundo, esse é o grande debate de pesquisa de fato nessa eleição. >> O que que são esses 10 pontos percentuais na do Flávio Bolsonaro? Eh, e aí cada pesquiseiro tem a sua explicação. Eu eu vou dizer o que que é a a minha impressão.

¶106Eu acho que o Flávio tem uma base real, sólida, que não passa de 15 pontos percentuais. >> Sim. >> Tá. Agora, 25% da sociedade diz que o melhor resultado é a vitória de alguém da família Bolsonaro. Número, por exemplo, o Brasil tem algo como 30% de de evangélicos pelas pesquisas, mas neopentecostais vai a 12, eu acho, 13.

¶107Então é e e uma parte enorme do ne dos neopentecostais se dizem eleitores do Bolsonaro e do Flávio. Então esse, por exemplo, eu acho que é um um um 10% aí da 8 10% da população, por exemplo, que não vai mudar, não vai no primeiro turno, pelo menos. O o que que eu acho que esses esses 10 pontos percentuais de eleitores que dizem e é que vão votar no no Flávio e que acham que o melhor resultado é é uma vitória de alguém da família Bolsonaro são eh porque ao mesmo tempo quando você olha o comportamento deles não respondem Flávio na espontânea ou não votaram em 22 ou não votaram em 18. Quer dizer, não é o eleitor tão ligado assim, mas ainda assim diz: "Não, a melhor coisa que pode acontecer pro Brasil é alguém da família Bolsonaro eh se eleger". Aí a gente tem que tentar entender essa inconsistência e e uma quantitativa, uma pesquisa quantitativa meio que não te dá essa resposta.

¶108Então você tem que fazer interpretações. Tem uma divisão real entre a turma de pesquisa sobre o que que é. Se você pega, pergunta para alguém eh eh como Alexandre eh como o Felipe Nunes, da Quest, o o Felipe acredita que existe uma calcificação do voto e que esse voto, esses 25% são a base sólida do bolsonarismo e que troça é inquebrável. Eh, pode ser que na frente aconteça de quebrar. Nessa eleição, tá dado e ser calcificado.

¶109Agora, se você pergunta para outros, eh, Antônio Lavareda, por exemplo, e, e, e, e eu concordo, eh, com essa leitura, essa turma entre 15 e 25, o que essa turma, na verdade, é, é não politizada. São pessoas que não estão no Zap conversando sobre política. São pessoas que não estão vendo o jornal na televisão, que quando você abre o TikTok ou o Instagram delas, eh, tem mulher de biquíni, tem cachorrinho ou gatinho fazendo coisa bonitinha, >> eh, eh, tem gol da rodada, tem, não tem política ali, quase não tem política ali. Agora o cara é antipetista, então responder a melhor coisa que pode acontecer é alguém da da família Bolsonaro vencer para essa pessoa é na verdade a melhor coisa que pode acontecer é o Lula perder. E na cabeça dela, por uma questão de memória recente, porque nas últimas, nos dois últimos ciclos eleitorais, o o opositor do Lula era alguém com o sobrenome Bolsonaro.

¶110Sistema. Então, a resposta de bate pronto é a não, porque para ele, se essa leitura tiver certa, existe uma fragilidade na candidatura do Bolsonaro. Aí a gente entra no que o Cassab tá falando. >> É, eu acredito isso. >> Eu acredito nisso.

¶111>> Eh, e aí eu acho que é essa leitura que o Cassab tá fazendo. Eh, quando eu vejo os comentários do Cassabi, o Fábio vai desmontar. Eu não tenho essa convicção dele não. Mas evidentemente eu não sou candidato a vice-presidente de um candidato à presidência que precisa contar com o desmonte do Flávio, né? Quer dizer, você não espera que o Cassáb vai falar uma coisa diferente.

¶112Isto posto, eu acho que a leitura que o que o Cassab tá fazendo é justamente que é muito frágil. E aí é a teoria da avalanche. Joga joga floco de neve, joga floco de neve, joga floco de neve. Aquela neve fofa vai acumulando, vai acumulando, vai acumulando, vai acumulando. Aí tem uma hora que é aqueles 10 g a mais e o troço vem todo montanha baixo.

¶113Aí tem a hipótese de a candidatura Flávio desmoronar mesmo. Desmoronar, tipo, perdeu cinco pontos, perdeu 10 pontos. em três semanas. E aí se ele perde 5, 10 pontos em duas, três semanas, eh, que é uma coisa que pode acontecer, é uma coisa razoável, uma coisa que acontece em eleições, cara. Se uma coisa dessas acontece, eh, é claro que esse eleitor antipetista vai olhar pro lado.

¶114Eu duvido que ele se encontre Zema. Eu acho que o Zema é carta fora do baralho. >> Sim. Aí a questão é >> o partido dele não leva ele a sério. >> É isso.

¶115É isso. Então as opções para esse eleitor vão ser Renan Santos de um lado, Ronaldo Caiado do outro. Um representa a virada, representa o reset no sistema, que é o Renan. O outro representa aquele sujeito experiente, né, Elder Statesman, que é aquela coisa, eu sei que tem um monte de gente de esquerda olhando para mim. Qual o que você fala do Caio assim, cara?

¶116É o que é. Mas é um cara de 76 anos, é um cara [risadas] 8 anos governador, tem uma história, tem uma história. É, é isso. E olha, >> muito bem avaliada em Goiás, muito bem avaliado em Goiás. O o a a o Goiás subiu para [ __ ] no IDEB, se tornou um estado muito mais seguro.

¶117Eu sei que tem polícia violenta, eu sei disso, eu sei de todas as críticas que existem. Eh, isto não é percebido pelo brasileiro de direita como eh e olha essa coisa de educação, um troço muito interessante, porque com exceção do Piauí eh e do Ceará, a esquerda tem explicações e adapo Brasil a respeito de educação, porque todas as histórias recentes de sucesso em educação no Brasil são da direita. Isso tudo posto, eu acho, pela leitura que a gente tá fazendo na meio ideia, que essa não é uma eleição de outsider, essa é uma eleição de eu quero tranquilidade, eu quero experiência. Portanto, eu acho que perante o desmoronamento do Flávio dá Caiado, não dá, Renan, mas essa é evidentemente a leitura que eu tô fazendo de pesquisa, >> seria o que em tese poderia ter ser um lucro pros dois, né? Porque você tem um cara de 76 anos que tá ali no eh eh no aos 48 do segundo tempo da carreira, né?

¶118Então ele poderia eh ter essa essa esse proeminência enquanto o Missão, que é claro que o Missão tá no jogo para ganhar, todo mundo tá no jogo para ganhar, mas também não seria o fim do mundo. O partido que nasceu outro dia, que tá na sua primeira eleição, que tá sendo disputada com quadros jovens, né? que que se ele plantar uma boa semente para 2030 também não é o fim do mundo. >> É o o Diego Querobino, deixa eu só responder isso aí, já te passo, Yasmin, o Diego Robino não é velho, só Lula é velho. Goiás é bem avaliado, desde Brasil Império, né?

¶119Mesma família. Eh, Diego, vamos lá. Primeiro, é claro que o Caiado é velho, é claro que o Lula é velho. Eh, o Lula, toda a informação que eu tenho é que o Lula tá extremamente bem disposto. Lula não é Joe Biden, ele tá sharp.

¶120eh, conduz reunião ministerial de horas, os ministros estão batendo cabeça e o Lula ainda tá fazendo pergunta para eles. Então, eh, e e agora, evidentemente que >> com Donald Trump tá só para registrar. >> Não, não, tudo bem. [risadas] E é eh eh o o o ponto só que eu tô fazendo também. >> É, é o o ponto só que eu tô fazendo é eu tô dizendo eh do Caiado, não é assim, tipo, ah, o Lula é velho, mas o Caiado não, não é isso.

¶121O Caiado é 5 anos mais moço que o Lula. Eh, naquela idade não sei se tem tanta diferença, não. Eh, eh, agora o estado de Goiás não é governado pela família Caiado desde o Brasil império. Eh, o estado de Goiás não era governado pela família Caiado, tem uns 50, 60 anos. É uma família oligárquica de Goiás, sim.

¶122Eh, família com poder. >> É, não é uma família com poder. Ele foi senador. Ele foi, ele ele tem eh muita importância. o o o tio dele é o cara que fez a lei de Brasília justamente porque era um deputado federal influente em Goiás.

¶123Brasília foi ser montada em Goiás. Totó Caiado, eh, avô dele foi um governador importante na Primeira República, bem aqueles coronéis de primeira república, tal. É claro que é uma família que faz parte de uma oligarquia eh goiana. >> Uma história tipicamente brasileira, inclusive. >> Uma história tipicamente brasileira.

¶124É, a a a é isso, a gente tem essas famílias que são eh tipo a família do Miguel Arraz, entendeu? A família Ferreira Gomes, eh a família Lira e eh também em Pernambuco, aliás, a família Freire em Pernambuco, eh os Cavalcante eh você tem as oligarquias jovens, né? Porque são jovens. Eh, os Magalhães na Bahia, os Sarnei no Maranhão, agora Mapá é seu Brasil, cara. Eh, Pedro, eu tô achando interessante você fazer essa essa correlação, Flávio, né, numa dimensão nacional e a relação dele com os candidatos aí a governadora e as famílias também, quase que vou me permitir aqui chamar de oligarquias aí que estão aí nos estados há muitos anos.

¶125E eu queria aproveitar, já que você falou de feito avalanche, para trazer mais um floquinho de neve para essa situação do Flávio, que às vezes eu fico me perguntando se ele não tá talvez colecionando problemas. Não sei, não sei. Será que ele tá tentando eh completar o álbum da Copa do Mundo dele? Não sei, de alguma maneira. Mas, ó, eu vou ler aqui para não me perder.

¶126É o seguinte, a Polícia Federal deflagrou uma operação agora eh que tem como alvo o Cláudio Castro. Enfim, esse não deixa de ser mais um revés aí pro Flávio Bolsonaro. Essa operação pessoal deflagrada nesta sexta-feira, ela envolve o ex-governador Cláudio Castro e aliados dele por supostas participações em fraudes na refinaria Refit, que teria contado com o apoio do Castro no governo do Rio de Janeiro para sonegações de imposto. Complicado, hein, gente? Mais um floquinho de neve.

¶127Posso dar mais algumas informações aqui, mas de fato a gente sabe, né, que o o Rio de Janeiro é um reduto eleitoral muito importante pro Flávio Bolsonaro. >> O o Cláudio acho que é a terceira já ação, né? Já pode pedir música no Fantástico, né? >> Mas eh, >> que música você acha que ele pediria? >> Há um hino católico qualquer, né?

¶128Eh, eu como eu como católico vou protestar, mas e você acha que não? O cara é cantor católico, pô. É, mas aí é o lado político dele, né, que está >> eh eh eh em tá no alvo. >> Eu tô achando que eu que sou a semente do mal, que eu trago assuntos aleatórios e jogo nesse programa e vocês embarcam. >> Não, mas é interessante porque no debate da Band domingo ninguém o o o grande ausente foi o Cláudio.

¶129Você imagina que o Cláudio ficou 6 anos no governo. Ele foi eleito na chapa do Wilson Witzel em 2018. O Wilson Witzel foi empichado numa situação muito interessante, né? Porque ele teve, se não me engano, 69 ou 70 votos a zero pelo impeachman, né? O a base do governo Witzel votou pelo impeachment dele todos os lados.

¶130Isso é uma coisa que eu nunca tinha visto em impeachman, porque impeachman normalmente você tem os seus correligionários que te apoiam, né? E você tem ali, mas no caso do Vitel foi realmente uma coisa inédita, né? Ele teve zero votos pela manutenção do do do mandato dele no cargo, né? 69 ou 70, se não me engano, que foram os votos para o o ele que ele perdesse o mandato. Então, nesse nesse momento, o Cláudio Castro eh eh vira o governador do Rio de Janeiro.

¶131Ele era o vice. Para quem acompanhou, eu acompanhei isso de perto, eh foi uma coisa muito interessante. Ninguém queria ser vice do Vitel, era uma candidatura que ninguém levava a sério. E o e o Cláudio Castro, ele acabou aceitando serviço porque ele era um vereador com mandato, então ele não precisava perder o mandato. Então no PSC, que era o partido, nem existe mais esse partido, mas era o partido do Vel, foi o partido da família Bolsonaro, eh eh que foi o partido que o que o o Partido Evangélico Social Cristão, que foi o partido que o que elegeu o Wilson Wizel, eu tava lá eh na época prestando serviço de marketing político, era ainda a minha área.

¶132[roncando] É. E então eu acompanhei isso muito engraçado, porque eles tinham uma dificuldade de arrumar um vice pro Vitel, porque ninguém queria ser vice dele. >> Olha só, a história se repete. >> E o Cláudio falou: "Não, eu vou porque eu sou vereador, eu tenho mandato e já que, entendeu, já que isso aqui não vai a lugar nenhum mesmo, já que isso aqui vai ficar com 1 2% de voto, eu topo e você vê como é que é a vida". Ele vira governador do anos depois e aí ele é eleito eh eh e no primeiro turno, né?

¶133Eh, eh, e ganha mais 4 anos. Então ele acaba ficando sei quase 6 anos. Ele renuncia agora em em abril, né, se não me engano, mas ele ficou bastante tempo, ficou mais de 5 anos ali no Palácio Guanabara como governador do Rio de Janeiro. Uma coisa totalmente improvável que não foi pensada nem por ele. [roncando] Eh, mas ele foi, acho, grande ausente no debate, foi esse primeiro debate que aconteceu em em no domingo na Band, onde os adversários do do Douglas Ruas, do PL, Douglas Ruas, presidente da Alerge, candidato eh eh do PL ao governo do estado do Rio esse ano.

¶134É, e foi muito engraçado porque o Douglas Ruas ele não defendeu muito o Flávio, muito pouco, o garotinho que ficava dando às vezes umas cutucadas para ele falar alguma coisa. Aí no final, nas considerações finais, ele fez um agradecimento ao Jair Bolsonaro e e e ao Flávio numa frase, >> mas achei muito ampassando, realment, >> não, uma frase. E aí no dia seguinte, inclusive eh eh no Globo tinha uma análise do do debate e aí tem um sujeito, não vou dar o nome, claro, mas é um é um cara lá que é um super petista e aí o a análise dele foi Douglas Ruas tenta defender o Flávio, não sei quê. Eu me lembro de ter lido e falei: "Cara, eu assisti outro debate, esse cara viu um debate que eu não vi. O debate que eu vi, o Douglas evitou falar do dos Bolsonaros o debate inteiro e na consideração final, quando já tá todo mundo dormindo, quando já não tem mais quase ninguém assistindo, ele foi em uma frasezinha rápida, fez um agradecimento ao Jair Bolsonaro, ao Flávio e tocou o barco.

¶135E ao Cláudio Castro zero. Ele é o candidato da situação. Ele é o candidato do partido que governa o Rio de Janeiro desde a queda do Wilson Witzer, né? Desde 2020, né? O o Cláudio Renunci em abriu.

¶136A gente tem um mandato tampão aí do desembargador do Ricardo CTO, mas eh de governos eleitos é o PL. Aliás, outra curiosidade também, já que nós temos as curiosidades do Cláudio Castro, eu gosto o o Cláudio, para quem não sabe, o Cláudio quando ele migra para o PL, o PL ainda não era o partido da família Bolsonaro. E muito do que se falava na época, tá, eu não vou dar nenhum bastidor, mas muito do que se falava na época é que ele se mandou pro PL para se afastar da família Bolsonaro. Ele queria uma carreira independente do bolsonarismo, só que ele ganhou a família Bolsonaro no colo porque uma e a família Bolsonaro um tempo depois de Malic Cuia se mudou pro PL e aí ele teve que eh eh seguir com eles. Mas ele tinha ido pro PL quando o PL não era bolsonarista, era o partido do Valdemar, era o típico partido do centrão, eh eh tipo PSD, né, tipo republicanos, né, não tinha não era o partido do da família Bolsonaro.

¶137Mas enfim, o o Cláudio ele ele realmente aí o o Douglas Ruas, que é o candidato, ele ele não ele não esboçou defesa. Muito pelo contrário, quando o Garotinho, que era o mais ativo ali, o Garotinho é um sujeito muito experiente de rádio, para quem [limpando a garganta] não acompanha a política do Rio de Janeiro, o Anthony Garotinho, que já foi governador do estado há muitos anos, né, de 98 a 2002, se não me engano, >> final ali da década de 90. na virada ali e depois ele fez a sucessora, que era a sua esposa, a atual ainda, né, Rosinha Garotinho. Eh, eh, ele, eh ele começou em rádio, ele é um radialista, ele começou em rádio com 15 anos de idade, ele tem 66, então ele tem mais de 50 anos de rádio. Ele é muito bom nisso, assim de, eh, não, eu tô fazendo zero elogio a ele como político, tá?

¶138Tô falando dele como radialista e como comunicador. Ele é tipo da escola aqui no Rio tem a Sidinha Campos, tem alguns caras que vem do rádio e cruzam essa fronteira do rádio com a política, né? Tem um apelo popular e tal e vai. E o garotinho é dessa turma. Então o garotinho ele no mesmo palco onde tava o Williams, eu chamo William Siria, que eu chamo de William Alexa, porque eu acho que ele é tão ruim falando que ele não chega nem a sirir.

¶139Ele é ele é no máximo Alexa. Eh, você tem o o coitado, o cara dá uma, dá um dó, não sabe nem falar, ele não ele não acerta uma concordância. Teve uma teve uma pergunta que ele foi falar de educação, a cada frase errava uma concordância. Eu fiquei com vergonha por ele, mas enfim. Eh, eh, eh, ele, eh, tinha-se William Siri, eh, eh, o Douglas Ruas e o André Marinho, né, no ali.

¶140Então, o Garotinho de longe era o político mais experiente, mais rodado, eh, como comunicador e como político ali naquele palco. Então, ele tava sobrando em termos de de quem tá à vontade ali naquele ambiente. E ele é mesmo, ele deu duas ou três cutucadas no Douglas Ruas falando do Cláudio, mas o Cláudio e e o Douglas não defendeu o Cláudio em momento algum, pelo contrário, não, eu sou um funcionário público de carreira, eu tenho a minha história. Ele, o pai dele, prefeito de São Gonçalo, né? Então ele tem, ele ele vem de uma dinastia do da região metropolitana eh do Rio e tal.

¶141E ele até tem como se defender que ele não é exatamente um pupilo criado pelo Cláudio Castro. Mas gente, ele é do PL, é do mesmo partido, ele é bolsonarista, ele é do mesmo grupo político, né? Mas eh o que acontece hoje nessa ação hoje da Polícia Federal é apenas mais um capítulo do que a gente já comentou aqui em outros programas de como o Cláudio parece se aproximar eh eh de eh algum tipo de condenação, algum do destino que já eh eh chegou a vários outros ex-governadores do Rio de Janeiro. é uma história, infelizmente, do nosso estado, eh, que é um é um fardo aí na nossa história que a gente carrega. E o Cláudio aparentemente, né, eh eh tá numa situação muito complicada.

¶142É a terceira ação, eh, que eu me lembro da Polícia Federal eh de busca e apreensão envolvendo endereços do Cláudio e tendo o Cláudio como como alvo. E uma coisa que é fato, o PL ou seu partido, mesmo ele tendo governado o Rio de Janeiro desde da queda do Witzel, eh, no debate, vocês podem olhar, quem não viu o debate, tá no YouTube, o próprio candidato do PL Douglas Ruas, presidente da LERG, não fez não não ele não fingiu, ele ele sequer ele sequer fingiu que ia eh defender o o Cláudio Castro. Então, é um é um político que foi eh eh num debate da sua própria sucessão, o seu nome foi praticamente ignorado e é alguém que aparentemente não vai deixar nenhum legado político pro estado. >> Deixa eu trazer eh dois comentários aqui. Primeiro do Arnaldo Nélio.

¶143O Pedro precisa entender que o cara despolitizado no Brasil não vota em quem não conhece. O Caiado não é conhecido por ninguém fora de Goiás >> ainda. >> É, [limpando a garganta] você tem razão. O o Renan, o o Caiado e o Zema tem um índice de desconhecimento gigante. Eh, isso é verdade.

¶144Eh, o o o que não o que não é exatamente assim, Arnaldo, embora desculpa, Arnando, eh eu eu entendo que pelo senso comum a impressão que dê é essa, que o Brasil não vota em quem não conhece. Fernando Color, Dilma Russef, eh, cara, e >> fora as externalidades de campanha, >> Romeu Zema e Wilson Witz, o que o Alexandre tava falando aqui, eu sou jornalista político carioca, eu só fui prestar atenção no Zema, eu sabia, desculpa, no Witzel, eu sabia que o Witzel existia, tá? Eu só fui prestar atenção no vit aqui que meu amigo Alexandre tava ajudando a eleger. Eh, >> sou o culpado em parte. Uma pedacinho >> na nas últimas duas semanas da campanha do primeiro turno, cara, a veio do nada.

¶145Do nada a gente entende como é que foi o processo. Flávio Bolsonaro apoiou aquilo, fez diferença, tal. Ele era o juiz do, a gente ouvia nas ruas, porque ninguém sabia falar o nome Wilson Witzel, ninguém sabia nem sequer falar o nome dele. Eh, eh, mas era o juiz do Bolsonaro. >> É, >> porque ele era um ele ele ele durante 17 anos foi juiz, né?

¶146ele ele ele eh eh pediu a exoneração do cargo para concorrer ao governo do estado e [roncando] então ele tinha essa coisa de ser um ex-juiz, né, que é uma coisa que no Brasil pega bem, dependendo do você vê o Moro talvez seja eleito aí governador do do Paraná e tal, essa coisa. Tanto que o que o que o o Witzel ele não podia usar, a gente tinha uma ordem do TRE, ele não podia ser juiz Wilson ou juiz Wel, entendeu? Isso era uma coisa proibida, porque para aos olhos da justiça, no momento que ele pede exoneração, ele é um ex-juiz. Então, é diferente dos militares. Os militares é capitão, não sei quê, major não sei quê.

¶147Eles podem, o a a justiça deixa que o militar use a patente. Juiz eles não deixam. Juiz tem que ser ex-juiz. Mas mesmo sendo ex-juiz, isso pega bem numa campanha. O eleitor gosta.

¶148Isso. A gente viu isso. Então, >> não. Pois é. O o o ponto que eu tô fazendo aqui eh é o seguinte.

¶149Primeiro acontece de pessoas que não são conhecidas eh se elegerem. Sim. Eh, é claro que para cada caso tem uma explicação. Eh, no caso do color, embora ele fosse imensamente desconhecido, eh, o Brasil não fazia campanha eleitoral para presidente da República desde 1960. E e a campanha do color fez com televisão, com marketing de televisão, um tipo de coisa.

¶150Eles foram lá nos Estados Unidos, trouxeram um monte de técnicas que os americanos europeus já usavam a torto e direito e que a gente não tava habituado aqui no Brasil. Foi uma campanha profundamente bem feita. foi profundamente bem feita, de altíssimo impacto. Aquilo é tudo é literalmente a publicidade ganhou a a aquela eleição. Eh, a Dilma, evidentemente tinha o Lula, eh, dizendo uma >> curiosidade, desculpa, mas aí você tocou nesse assunto.

¶151A eleição de de 89, eu tinha 19 anos, eu tava começando na publicidade, eu comecei um ano antes, eh, [roncando] e a agência que eu trabalhava, um dos sócios da agência aqui do Rio trabalhava era um dos marqueteiros do color e um dos caras que criou o aquele e o o que o L era o verde amarelo e tal. Então, eu vi, eu tava começando, era tinha 19 anos, mas eu eu vi esses caras, eu vi os debates, as discussões. Foi foi muito impressionante a força que a publicidade, uma publicidade bem feita e competente teve. Os outros partidos simplesmente não se tocaram. O PT teve uma boa publicidade com feita com muito pouco dinheiro, mas muito original, sem tanto impacto quanto a publicidade, não.

¶152Isso tinha tinha e eh tinha uma coisa que eles brincavam TV Povo, você lembra? Brincando com TV Globo, tal. >> A grande a grande campanha do Lula foi 2002, Duda Mendonça e João Santo. Aquilo é brilhante. Aquela é, na minha visão, a maior campanha, a a mais brilhante campanha política na história do Brasil.

¶153Lula em 2002 >> é um primor. Cada comercial era uma obra de arte. Assim, era uma coisa. E eu acho que eu acho que tem uma coisa que boa parte das pessoas talvez não tenham percebido. Eh, existe uma crítica pesada no mundo hoje aos institutos de pesquisa.

¶154Eh, e por a a crítica aos institutos de pesquisa. Por um lado, tem uma coisa que é é em parte culpa nossa na imprensa também de tratar a pesquisa de opinião como algo que esteja como uma bola de cristal que tá prevendo o que que vai acontecer. E e e pesquisa de opinião. Ah, não é exatamente isso. Eh, pesquisa de opinião, eh, me perdoem, eh, eu sei que é um clichê que muitos de vocês já devem ter ouvido, mas é um retrato daquele momento, daquele instante.

¶155Eh, e ainda assim com um nível real de incerteza, que a gente tenta calcular, mas com apenas parcial e eh sucesso. >> Você me permite fazer umia rápida? Imagina o seguinte, imagina que você foi ao médico e aí você leva seus exames de sangue, aí o seu médico diz: "Olha, você tá com colesterol alto, se você continuar comendo assim, você vai ter um infarte, por exemplo." Aí o sujeito muda a dieta dele, se meses depois ele volta no médico, eh eh bem de saúde, vira pro médico e fala o seguinte: "Olha, o exame errou, eu tô vivo". Fale assim: "Não, aquilo foi um indicativo, entendeu? Mas as coisas mudam e você mudou a sua dieta, você alterou a sua realidade.

¶156O exame estava correto e o exame apontou uma tendência que diz: "Se você continuar desse jeito, se você continuar comendo desse jeito, você terá um um infart. Agora, a pesquisa é a mesma coisa. Quando a pesquisa indica, olha, você não tá indo bem, por exemplo, nesse segmento, você não tá indo bem. Eu eu eu escrevi um artigo esses dias explicando como que o Trump virou a eleição de 2016. e e eh e em ele ia perder aquela eleição e ele virou 3s meses antes, quando ele contratou aquele Connoy, que era maior especialista em em consumo e hábitos de consumo do perfil feminino americano.

¶157Ela tinha um livro publicado sobre isso que era o que as mulheres querem. É um livro clássico para você entender os hábitos de consumo das mulheres. Ele deu a chefia de campanha para ela. Ela virou eleição em três meses, entendeu? É, eh, basicamente e eh trabalhando os nichos, as mulheres casadas, as com diploma, sem, etc., etc.

¶158Tá tudo contado no artigo, se alguém tiver a curiosidade, mas eu tô trazendo esse exemplo por a pesquisa de eh junho, julho de 2016 que falou que o Trump ia perder tava errada. Não, se as coisas continuassem daquele jeito, ele ia perder. Só que ele tomou atitude, ele mudou, ele mudou a coordenação da campanha, ele mudou a comunicação em tempo de virar a realidade. Então é só desculpa e eh o TDAH aqui tá sempre interrompendo, mas não tem problema, não tem problema. [risadas] E o que o ponto que eu tava fazendo é internet mudou o jogo e e eu acho que mudou o jogo de uma maneira diferente do que as pessoas eh consideram.

¶159Eh, tipo, muita gente ainda tem a impressão nítida que desinformação na internet tem um peso grande e em decisão eleitoral e e tudo quanto é estudo de antropologia, sociologia e ciência política meio que desbancou essa tese, uma tese na qual eu acreditei, tá? Eh, desinformação na internet não tem um peso tão grande em decisão eleitoral. Agora, se tem uma coisa que realmente aconteceu com a internet, é viradas de jogo em cima da hora ficaram eh mais fáceis de acontecer. Sempre houve em eleição, só que era um fenômeno raro, um um uma eleição que vira muito no último momento, na última semana, na última semana e meia. Eh, isso sempre foi um fenômeno conhecido, mas raro.

¶160Ele continua sendo menos provável do que a eleição seguir um caminho tradicional, mas viradas de jogo a brutas, não esperadas, passaram a acontecer com mais frequência e devem acontecer com mais frequência em grande parte, porque rede social e WhatsApp, né, sistemas de mensageria, WhatsApp, Telegram, Signal, tal, eh, tem uma coisa ali de tem alguma coisa que tá incomodando a sociedade tem um incômodo e e e de repente um grupo pequeno de pessoas na sociedade eh começa a enxergar num candidato que parecia fora do jogo as eh as características, a a a parece que aquele candidato se encaixa melhor do que os outros postos na os ele tem os atributos os que a sociedade tá procurando naquele momento e de repente um grupo pequeno e denso eh pega isso e esse troço começa a crescer e se espalhar pela sociedade. Eh, principalmente numa eleição com as características da eleição atual, que é a de dois candidatos cansados. Entende? O o que que eu quero dizer com dois candidatos cansados no no Flávio e no Lula? É só que [limpando a garganta] a terceira eleição que a gente tá entrando, que parece figurinha repetida, sabe?

¶161Eu sei que em 18 o Lula não tava lá, mas tava. Eu sei que o Jair não tá aqui, mas tá, entende? Porque o Flávio, o Flávio é o Jair, porque o Hadad era o Lula. Então é aquela, é aquela coisa ali de tá travado, parece que é isso mesmo, muito provavelmente vai ser isso aí. Um desses dois vai ser o presidente do Brasil.

¶162É, é o mais provável. Mas, cara, tem um desenho nessa eleição que [roncando] simplesmente não é absurdo a ideia de que um desses caras derretam. No caso, o Flávio, eh, porque no caso Flávio não tem outro candidato de esquerda. Eu sei. Tem a moça lá, Sâmia, eh, eu esqueci o nome dela.

¶163>> Bom, >> é, não, não, eu não lembro. S, é coisa do Glauber é do Glauber Braga. Não, não, não. Tem, tem aquela moça, a aquela senhora que é candidata de esquerda no partido Nanico. Eh, >> Samara Martins.

¶164>> Samara Martins, muito obrigado. >> Eh, mas não é, né? É o Lula. O o Lula é o único candidato de esquerda e crítico anacrônico. Que bobagem, Hadad Lula, obviamente.

¶165E ficou demonstrado. É, mas eh ele tava ali como representante do Lula, assim como o Flávio tá aqui como representante do Jair. Ninguém tá votando no Flávio pelos atributos do Flávio. As pessoas estão votando no pai do Flávio. E e quem votou no Haddad, votou no Haddad porque o Hadad era o candidato do Lula.

¶166>> Pedra, deixa trazer, por favor, uma pergunta do chat também para vocês, né? Eh, o Fukuyama, ele perguntou o seguinte, que ele entende o o antipetismo de chegada, >> não meio Fucunhama, meio Mia Shimar, >> ele mesmo. >> É, e >> que aquela coisa assim que esse é é é >> qual é a dele, que que ele perguntou? >> Não, não, não, não. Eu eu me viro para ele.

¶167É, eu sou um focamista, como você sabe. >> Eu tipo, cara, meio meio meio fucyama, meio mecha, mas não dá, [risadas] entendeu? Não dá. paradoxos dele. Ele a gente tem coisas em pé.

¶168[risadas] >> Ó, deixa eu só lembrar, a gente tá, eu acho esse assunto da externalidade importante. Vai que >> desculpa, desculpa. Qual foi a pergunta? >> Não, imagina. Você quer completar, depois eu faço pergunta.

¶169Pergunta. Eu eu não ouvi. Eu o meu TDH me levou pro outro lado. >> Vamos lá. Ele perguntou o seguinte, o meio fama, [risadas] meio meia shimer, meu Deus.

¶170Ele falou que ele entende o antipetismo de chegada, mas tá perguntando se vocês não acham possível um antibolsonarismo de chegada pro Lula tentar primeiro turno frente ao risco de união dos votos da direita no segundo turno. Ele disse que faria isso. >> Não, o o antibolsonarismo já é o Lula, entendeu? Eh, eh, eh, ele ele já tá já tá dado, né? Quer dizer, você você imaginar que tem um eleitor que eh eh votaria em qualquer um menos o Bolsonaro, que tem uma repulsa física ao Bolsonaro, esse cara já tá ou 99.9% desses caras já estão eh declarando voto ou já tão >> Pedro, você viu o comentário do Michael, o Michel, não sei, ele é meio Flamengo, meio Fluminense.

¶171>> Não rola. Então assim, eh eh o ponto que a gente tá falando aqui das externalidades, essas coisas acontecem. Eu vou falar da minha experiência, pessoal. A primeira campanha grande que eu eh participei como marqueteiro, eu não era eu não era responsável pela campanha inteira, eu era responsável pela parte online. Em 2012 foi a eleição para prefeito de São Paulo.

¶172O meu candidato era que eu meu candidato candidato que eu para quem eu prestava serviço era o Celso Russomano. O Celso Russomano até mais ou menos as pesquisas de 15 de setembro ele ia ganhar no primeiro turno. O clima dentro da campanha era escolha de de secretariado. as reuniões já eram. Olha, então você fica com o secretariado, tal, você fica Ninguém a [risadas] a a a vantagem dele para ser um que despencou, né?

¶173>> Então, a vantagem dele para ganhar no primeiro turno era uma coisa tão folgada que três semanas antes do primeiro turno, a única discussão que tinha basicamente já era loteamento de cargo. Você vai para cá, você vai para lá. A campanha mesmo já era dada como eh eh como terminada. Só que, só que a tem um debate e o senhor Celso Susomano, sem olhar o plano de governo, sem falar com ninguém na campanha, sem combinar nada com ninguém, ele resolve dar a entender numa que ele ia acabar com bilhete único, porque na cabeça dele na Europa, qualquer um que já pegou transporte público na Europa sabe disso, você pode ter valores distintos para trechos distintos, né? Então, eh, eh, eu sei lá, por exemplo, eu já peguei metrô na Alemanha, aí você diz: "Ó, eu vou daqui para cá, você paga um preço, vou daqui para lá, você pega".

¶174Faz sentido, mas essa é a mesma confusão que aconteceu quando o o governo decidiu dizer que ia passar a observar as transações do Pix dizer que na vez e isso acabou sendo politizado. E >> é você cria uma confusão. Eu eu eu me lembro a época do Wi-Fi. Hoje no Brasil, por exemplo, você contrata um provedor do Wi-Fi pra sua casa, aquilo te dá uma banda larga em tese sem limite. O limite tá na velocidade, mas não no limite de uso de transferência de dados.

¶175Aí eu me lembro que uma época alguém quis fazer essa essa distinção. Ah, não. E se eu botar um limite aqui do teu pacote de dados? Isso de uma confusão. As pessoas não tão não adianta.

¶176O o brasileiro não vai entender que você tem um Wi-Fi na sua casa, ele tem limite e aí chega um dia que você tá usando, ele cai, você fala: "Não, você bateu no seu limite". Então, >> mas aí o que aconteceu? Ele falou do bilhete único, >> ele ele despencou de um jeito. Ele teve esse debate à noite no eh eh dois dias depois, que é mais ou menos o tempo que demora pra coisa andar, a minha empregada lá em São Paulo, eu morava em São Paulo, ela chega para trabalhar e ela sabia que eu tava trabalhando na campanha e ela virou e falou assim: "Ó, seu Alexandre, eh ninguém mais lá na minha rua vai votar no Celso Russomano". Todo mundo ia votar, mas foi um pessoal lá no bairro, e aí o grass root do PT, que é muito bom, né?

¶177Foi um pessoal lá no bairro explicar pra gente que o Celso vai acabar com bilhete único. Então agora vai todo mundo votar no Haddad. >> É, você acaba capitalizando em cima de algo mal explicado. >> Não, ele fez, ele a culpa é dele. Não, não, não tem para terceirizar para ninguém.

¶178A culpa é dele, dele ter falado essa absoluta asneira no debate. Em três semanas, ele de vitorioso, folgado no primeiro turno, ele não vai para o segundo turno, ele fica atrás. O segundo turno acaba sendo Hadad Serra e o Haddad acaba sendo eleito prefeito de São Paulo em 2012. Então eu vi isso acontecer na eleição seguinte para prefeito de São Paulo, na eleição de 2016, o João Dó é um empresário só conhecido na televisão, eh eh sem nenhuma história na política e também uma coisa de pouco, >> programa pequeno na televisão, >> é um programa pequeno. Ele em poucas semanas, ele também eu acho muito impacto por causa de um debate onde ele vai e eh ele consegue a candidatura brigando internamente no PS do PSDP, tem um rastro, é uma briga, enfim, tudo parecia que não ia dar em nada aquilo, né?

¶179Um cara meio almofadinha, eh eh sem história na política, sem apelo popular nenhum, ninguém também apostava nada. Apoloadinho aqui no meio do tiozão, né? Sueta do tiozão, tal. Ninguém botava menor fé no no Ô, meu Deus, João Dória. Eh, eh, ele vai para um debate com a os candidatos.

¶180Uma era a Luía Orondina e a Luía Orondina acha que vai dar uma causada, dar uma lacrada e vira e fala assim: "Olha, eh, eu tô vendo aqui que o candidato João Dória eh pagou não sei quanto de PTU, então ele mora numa casa de não sei quantos milhões e tal. E aí a bola volta pro João Dório. João Dóri dá uma das melhores respostas que eu já vi alguém d debate no Brasil que ele fala assim: "É isso mesmo, comprei com o meu trabalho, a minha casa vale tanto, eu paguei tanto de PTU, eu não tenho eh eh vergonha do meu sucesso, eu trabalhei para isso". E aí ele dá uma jantada na Irundina. Eh eh e eu acho que ali é muito espírito do paulistano, né?

¶181A São Paulo tem muito essa cor do trabalho, do enriquecer, do empreender e tal. E aquilo o o para você ter uma ideia, o Celsomano, ah caramba, o João Dória, ele de desconhecido, em poucas semanas ele é eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno e as maiores votações dele foram nas regiões mais pobres e eh em no Capão Redondo, que é um símbolo de um lugar perigoso, com mil problemas, seria, vamos dizer, meio que o nosso complexo do alemão aqui eh eh no Capão Redondo, acho que ele ganhou com 70% dos votos. de uma goleada e um cara que semanas antes era completamente desconhecido, né? E ganhou no primeiro, aliás, foi até hoje, se não me engano, a primeira e única vez que alguém foi eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno foi o João Dóri em 2016. Então, essas coisas acontecem, né?

¶182Eh, vou dar dois exemplos agora que tô acontecendo nessa eleição. Governador eh de Pernambuco em dezembro, João Campos dava mais de 50% sobrando. Todo mundo achava que era favas contadas. Hoje ele tá atrás das pesquisas Raquel Lira e eh então e Rio de Janeiro ainda tá muito folgado pro Eduardo Pais, mas o Eduardo Pais em dezembro tava com mais de 50%, agora tá com 30 e pouco. Ele caiu quase 20 pontos de dezembro para cá.

¶183ainda tá muito bem para ele, ainda eh é uma uma eleição onde ele é o franco favorito, mas se você olhar a o o desenho da pesquisa, você vê a a linha do Eduardo Pais fazendo assim e você vê, por exemplo, o o Douglas e o garotinho subindo, entendeu? Isso vai dar em alguma coisa? provavelmente não, mas eh não descartem, não confundam eh eh uma tendência ou a foto do momento com o resultado final da eleição. Então nós batemos nesse ponto, nós vamos sempre bater. E é por isso é que e eu e eu eu vejo uns caras na nas redes sociais cheio de certezas, porque vai dar isso, vocês não sabem de nada, mas vai dar aquilo.

¶184E aí o algoritmo faça maldade comigo, porque eu não sei porque esses picaretas ficam aparecendo no no meu e e e na minha tele, mas eu eu olho e fal isso aqui é vendedor de curso e vendedor de palestra. E e a Faria Lima infelizmente gasta muito dinheiro com palestra de picareta, com muita gente que que vende certeza em tempo de incerteza. Mas assim, não caiam nessa, por favor. E se você tá assistindo aqui a gente conversar, talvez você seja na média muito menos suscetível do que o do que a média de cair nesse tipo de golpe. Agora fica eh eh saiba que não tem problema de você abraçar a incerteza e você não ter certeza do que que vai acontecer.

¶185A gente tá aqui analisando com as informações que a gente tem, com as pesquisas, com as tendências, mas sempre estamos botando um asterisco, fazendo um red e sabendo que eh tudo que a gente tá falando vale até segunda, vale até terça, vale até o próximo escândalo >> ou até a próxima pesquisa meia ideia. >> Ou até a próxima pesquisa meio ideia. Eh, Diego Querobino, brasileiro não quer trabalhar, mas trabalha mais de 45 horas semanais. Por que será, né? Eh, que que isso tem a ver com a fal?

¶186Diego, eh, na verdade, eu acho que a impressão a a impressão generalizada que os números têm dito é exatamente o contrário. Eu sei que tem essa, eh, isso é uma coisa curiosa. Eu sei que tem esse eh esse estereótipo de uma direita antiga meio tacanha, tal, que dizer: "Ah, brasileiro não gosta de trabalhar, tal". E e ao mesmo tempo a a esquerda acha uma coisa que não é igual, mas é similar. Eh, e e que e na qual a esquerda já teve razão, mas deixou de ter.

¶187O que que eu quero dizer com isso? E e pegando aqui, carona, no que o Alexandre tava falando, eh, um pedaço imenso da esquerda acha que o brasileiro eh o que o o trabalhador brasileiro, o o brasileiro de classe média baixa, né? O que ele quer, na verdade, é menos trabalho e e mais benefícios, seguro de saúde, aposentadoria, FGTS, 13º, blá blá blá, tal, eh, tipo pacote CLT, né? E uma quantidade muito grande de políticos de esquerda e com essa cabeça, tipo, vamos diminuir a quantidade de trabalho, eh, e vamos dar mais benefícios. é isso que o o trabalhador quer, portanto, é isso que o eleitor quer.

¶188E é uma fórmula que funcionou durante um bom pedaço do século XX, eh desde a revolução de 30, que é lentamente começou a ser e eh produzido como política pública e até muito pouco tempo atrás. É é um pacote que a esquerda ofereceu pro brasileiro e que foi muito atraente durante uns bons 80 anos. Não funciona mais. Eh, essa essa resposta que o Alexandre tava citando do João Dória para pra Erundina, pra deputada Luía Herundina, na verdade é isso. O que que o que que o que que se processa na casa da na cabeça da Irundina?

¶189Ah, se o cara é rico, eh, então é porque ele é mau, ele é o explorador. E se você tem uma cabeça marxista, talvez seja, >> é, mas é de luta de classe class. >> Claro, claro, claro. Pois é, é a cabeça marxista. O problema é o seguinte,50.

¶190É, o problema é o problema é o seguinte, a essa classe média baixa, essa classe C periférica, eu tenho sempre batido eh se tem uma do do do princípio que se elas puser e dizer, olha, ele mora numa mansão, as pessoas vão automaticamente ficar com raiva e e achar que o caminho jacobino é ir lá e e é isso. E, e, e coisa que de tudo é, sabe, mergulhado em paper de sociologia, em paper de antropologia, em paper de ciência política, em pesquisa eleitoral, em pesquisa de comportamento, em pesquisa de eh eh consumidor, de tanto mergulhar nessa numeralha toda. A coisa que mais me convenço é uma. O futuro do Brasil tá na classe C da periferia urbana, principalmente do Sudeste. Isso é o motor do Brasil.

¶191Essa turma tá a fim de trabalhar para [ __ ] Agora, essa turma só quer uma coisa. Ela só quer ter a certeza de que, isso é a minha convicção, pessoal, essa essa turma só quer ter a certeza, eh, cara, de que o trabalho dela vai valer a pena. no sentido de que se eu trabalhar muito, eu não tenho problema de trabalhar s dias por semana, 10 horas por dia. Esse brasileiro tá aim disso. O problema é o seguinte, ele quer que esse trabalho renda crescimento.

¶192>> Ele quer acumular o capital. >> Ele quer acumular capital. Ele, esse cara quer ser burguês. Não, não, não, não vende a a esquerda que tenta vender burguesia como inimigo não vai funcionar neste Brasil. que é um Brasil que se tornou weberiano, tá?

¶193É [roncando] calvinista. Eh, eh, e, e essa ética protestante, me perdoem meu católico romano aqui do lado, >> até porque eu já escrevi um artigo enorme falando que eu mor respeito que eu tenho ao Max Berber, que é um gênio, mas isso é uma bobagem, é uma idiotice que ele escreveu. Eh, eh, e que eu entendo, o meu coração tá com Webbia, porque tem um um conflito dele com dos pais, porque o pai dele era liberal, a mãe era calvinista, o pai batia na mãe e ele ele ele confundiu tudo. Ele tinha muita crise com o pai. Eu já expliquei essa história num artigo enorme, tá no meu substeck.

¶194Um dia, se vocês quiserem dar uma olhada. Eh, eh, rapidinho, o Calvino, o o Lutero, eles eram contra trabalho e eh eh contra a burguesia, contra a Usura, o os primeiros eh eh eh regimes eh eh eh políticos que eram calvinistas eh ou de cabeças de calvinistas eram os mais anti eh capitalistas que você puder. Eu demonstro tudo lá no meu artigo um dia. Você puderem vocês leis. Esse Brasil calvenista >> quer trabalhar, [risadas] quer crescer.

¶195Ele talvez não esteja na Genebra do século X, >> mas quer trabalhar, >> quer crescer. >> Não, ele é ele é liberal, ele é ele quer trabalhar. >> É, é é essa é a cabeça. É capitalista. >> Isso.

¶196>> Agora tem uma coisa, essa essa é aquela coisa de da qual a gente de vez em quando fala, né? o problema da produtividade do brasileiro, que boa parte das pessoas de esquerda ouvem esse negócio e acham que é é economista liberal dizendo que o brasileiro é improdutivo porque não trabalha. Não, não, não, não. É uma conta que você faz que é por hora trabalhada, quanto de riqueza um trabalhador produz. E o brasileiro produz muito menos riqueza por hora trabalhada do que um trabalhador na Europa, um trabalhador eh nos Estados Unidos, um trabalhador no Canadá, em Israel, no Japão, na Austrália, entre certos lugares.

¶197E sabe qual o problema? Você pega esse mesmo trabalhador, porque esse tipo de estudo já foi feito, tá? Você pega esse mesmo trabalhador com a mesma capacidade de trabalho, com o mesmo nível de educação, tira ele daqui e bota na Holanda, ele começa a produzir instantaneamente mais riqueza com mesma quantidade de trabalho. Ou seja, não tá no, o problema não tá no trabalhador, o problema tá no país. Tem temos um problema na estrutura do país que impede esse sujeito de produzir riqueza.

¶198A minha convicção é essa classe média baixa da periferia urbana, que é o futuro do Brasil, que é o motor do Brasil, é 30% na nossa sociedade, é 33% que é classe C na periferia. essa turma, se você ajeitar algumas coisas essenciais no Brasil para destravar a produtividade eh eh desse cara, esse país deslancha. Agora, esse cara ele não vota direita ou esquerda, ele é conservador nos valores, não é nos valores dele que ele deposita o voto. Tanto que é justamente o lugar em que você encontra gente votando no Lula e gente votando no Bolsonaro. Você vai pro Centro-Oeste, não tem isso.

¶199Se vai pro Nordeste, não tem isso. Em quase tudo quanto é lugar do Brasil, ou você é PT ou você é Bolsonaro. A periferia urbana tem balanço de voto, tem virada de voto. E o que que faz essa pessoa que é conservadora nos costumes é eh decidir ir para Lula, decidir ir para Bolsonaro e e é porque é o único voto pragmático e e é uma conta que é o que que vai ser melhor paraa minha vida. E é essa conta que essas pessoas estão, quem são as pessoas que vão decidir essa eleição.

¶200É essa conta que essas pessoas estão fazendo aqui. O ponto só que eu tô fazendo é eh quando o bolsonarismo ataca serviço público, eh eh escola pública, eh hospital público, essa turma se afasta dele. Quando a esquerda ataca trabalho, essa turma se afasta dela. Eh, são o o Bolsonaro cru não entende essa turma e a esquerda crua com cabeça marxista, quem pensa com cabeça marxista de luta de classes não entende essa turma. Essa essa turma tá jogando outro jogo.

¶201Manda ver. >> Não, só e eh eu sei que isso daria um programa inteiro, vou falar o mais rápido possível, mas é eu chamo isso de uma parte da esquar, sempre tem que fazer isso, não é todo mundo, tá? Enfim, é o que eu chamo de visão zoológica da pobreza. é o sujeito que ele olha pro pobre, ele acha que o pobre é bicho. E o se você tem um pet em casa, você tem um bicho em casa, o que que você acha que ele precisa?

¶202Ele precisa de comida, de casa, de uma festinha. Você eh eh pão é [roncando] >> e por exemplo, muita gente da direita não entende como é que a a esquerda da elite ela não julga comportamentos sexuais do da da população, né? Fala assim: "Ah, tem mais que fazer e tal". E eu falei, gente, isso é visão zoológica. Você também não julga seu cachorro, você não julga seu gato, entendeu?

¶203Você não julga se o seu cachorro pula a cerca e vai lá na cadela do do vizinho, entendeu? Eh, eh, o, o que parte da esquerda não entende, na minha visão, e eu defendo isso, eh, que eu chamo de visão zoológica, eles nunca entenderam o que o Alfred Maslow lá nos anos 40, há 80 anos, escreveu, que você tem uma pirâmide de necessidades e a mais baixa é a fisiológica. Mas no momento em que a pirâmide e a parte fisiológica, a base da pirâmide, ela é satisfeita, o sujeito não fica abanando o rabo para você pro resto da vida, ele vai pro próximo degrau, ele vai buscar outras necessidades que ainda não foram eh eh satisfeitas no momento em que a necessidade fisiológica foi. Então, eh o ninguém aqui tá dizendo que não é para vocês eh eh prover eh casa, alimentação. É claro que tem que fazer isso.

¶204O que você não entende é o segundo capítulo dessa novela. No momento em que essa pessoa se sente que ela tem o básico que ela tem em casa, que o ela tem como prover um teto pra sua família, ela tem como se alimentar e tem esse sujeito, ele não vai se comportar como seu cachorro e passar o resto da vida balançando o rabo e e se você jogar o frisbe, ele vai correndo, morder e trazer de volta. Não, ele vai passar a ter outras preocupações. Aí ele vai querer empreender, ele vai querer acumular riqueza, ele vai querer ter carro, ele vai querer que o filho vai estudar num colégio melhor, ele vai pro próximo degrau. E isso que eu acho que muita gente não entende.

¶205E aí quando essas pessoas vão votar em candidatos que prometem isso para eles, aí você tem um monte de gente que fica fazendo teoria e aí você chama o especialista em ah, o sociólogo daqui ou dali, que esse cara foi manipulado por rede social, que ele isso não. Ele tá fazendo o que qualquer ser humano faz, que você faria, que qualquer um faz. No momento em que você saiu ali do salário mínimo, você tá um pouquinho melhor, ou que você começou a dirigir um carro e e com Uber e aí você começou a fazer cinco salários mínimos, você começou a ter um pouquinho mais de perspectiva, você vai querer outras coisas. E é essa barreira que eu acho que uma parte da da esquerda tem muita dificuldade de entender. >> Não, com toda certeza.

¶206O Gu já chegou. >> Chegou. Então, >> eu ia falar justamente disso. >> Ora, pois, >> pois é, a gente tem temos que partir para as dicas culturais aí do que fazer no Rio e em São Paulo. >> Seestou, >> seestou, >> seou.

¶207>> Alexandre, muito obrigada pela sua participação. Sempre um prazer receber você aqui no Central Meia. >> Quase falei no pé do ouvido, gente. Para quem não sabe, eu também apresento o podcast Diário de Notícias do Meio no pé do ouvido. Por isso que eventualmente rola essa troca.

¶208>> Mas como eu tô daqui também, fala do pé do ouvido também. Com vocês [risadas] sim, com vocês sim. Vocês têm esse privilégio. Alexandre, muito obrigada. Até sexta que vem.

¶209>> Até sexta que vem. >> Então, combinado. >> Até logo. Perdão. Obrigado.

¶210É ótimo. Valeu. >> Saudações rubronegras a todos. O meu, o meu coração vai para os botafoguenses, eh, vai passar nesse, nesse momento de dor. >> Nesse momento de dor.

¶211>> A gente tá sentindo a sua dor. [risadas] >> Não aguento, não aguento. Tem muito homem nessa bancada, gente. Eu eu eu vou aqui ter que defender a energia feminina, com todo respeito. [risadas] Vou ter que defender.

¶212E olha só, antes de eu falar o recado que eu tenho para falar para vocês, eu preciso dizer mais uma vez aqui, só para provar o meu ponto de que o vôlei deveria ser o esporte nacional. Tá bom? O Marco tá ali me olhando com uma cara de, não sei se é se é isso mesmo, porque ele é muito flamenguista também, temô rodeada de flamenguistas de verdade, não poses como eu. Mas vamos lá, pessoal. A gente falou um pouquinho aqui de Estados Unidos, falamos muito brevemente sobre o Trump.

¶213E, bom, vocês estão sabendo, né, que enquanto o Brasil tava prestando atenção na chantagem comercial do Trump, a China lançou em junho um plano para reduzir a sua dependência de importações de alimentos. O detalhe é que a China compra cerca de 30% da nossa produção agropecuária, viu? E aí, por isso fica aqui o convite para você ir atrás da nossa edição de sábado exclusiva para assinantes premium. O Caio Melo, meu colega, mostra porque esse movimento pode ser uma ameaça mais séria e mais duradora pra nossa economia aqui do Brasil, do que no caso as tarifas norte-americanas. Essa edição também de sábado, ela traz um papo sobre livros.

¶214A querida Miriam Clark, nossa produtora sempre muito atenta. Ela ouviu leitores, também um crítico literário e uma professora de literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um booktuber para discutir uma pergunta que eu acho que todo mundo já se fez, né? Insistir num livro que não tá fluindo muito bem, a gente deve seguir em frente ou fecha esse livro, bota na estante, dá para alguma pessoa? Sem culpa. Tem também uma outra matéria do Guilherme Vernec que tá aqui com a gente e que ele entrevistou a Love Fox do Cansei de Serx e que abre nesse sábado uma exposição de artes visuais no Cultura Artística.

¶215Deep information no mundo de deep fakes. Tá vendo? Assina o meio premium. Tá aqui o Qcode desse lado. Tô tô ainda me posicionando.

¶216Assine aqui, aponta seu celular, sua câmera pro QR code aqui e assine o meio premium para receber essa news especial completa na sua caixa de entrada e de quebra, claro, ficar sabendo em primeira mão que na semana que vem tem uma novidade que a gente tá preparando para você, viu? O link também tá na descrição da live mais uma vez que a Recode tá na tela. Não perde tempo, assine só R$ 15 por mês. Vamos lá, Guilherme Vernec, direto de São Paulo. Querido, demoramos muito para te chamar.

¶217>> Tudo bom, Yasmin? Tudo bom, Pedro? >> Fala, Guer. >> Como estão as coisas aí no Rio? >> Sobrevivendo, >> tudo certo, né?

¶218Dentro do possível. A gente, a gente já saiu desse tema eleitoral que o Rio de Janeiro, infelizmente, às vezes nos dá mais desgosto do que alegria, apesar de ser uma cidade sim, de fato, maravilhosa, né, nessa richa aí com São Paulo. Mas, Gui, diga lá [risadas] o que que tem de bom para fazer no final de semana. São Paulo não tá muito melhor não, mas em coisas legais para fazer no Rio, a gente tem inclusive coisa de graça para fazer agora no fim de semana. Eh, a Orquestra Ouro Preto Vale, a Orquestra Ouro Preto é uma das maiores orquestras do Brasil, né?

¶219Eu acho que ela tá ali junto com a OSP como e com e com a Sinfônica do Rio, uma das três grandes orquestras que a gente tem nesse país. Eh, e ela vai fazer um programa bem divertido para quem gosta de de ir para além da música clássica, né? lá na no posto dois em Copacabana vão ser duas dois concertos na sexta, dois concertos no sábado. Na sexta ela começa com concerto com lendas do rock, ou seja, tocando clássicos e etc. É meio com um cand light grande.

¶220E depois ela eh ela chama o Samuel Rosa para cantar com ela. Então vai ter coisa do Scan, coisa do do disco novo do Samuel. Eh, vai ser divertido. Já no sábado, os dois concertos que acontecem ali tão sempre eh 7:30 e 8:30 da noite. No sábado começa com Gonzagão, ou seja, ela vai totalmente pro Nordeste.

¶221Então ela faz o primeiro concerto com as músicas do Luiz Gonzaga e depois ela chama o seu Valença para cantar, para fazer um pouco da das canções dele. Então vai ser bem divertido, de graça. Bom programa. Agora, quem quer uma coisa mais atual, vai rolar o o Afropunk Experience. O Afropunk é um festival baiano muito legal.

¶222Eu não sei o que que tem na água da Bahia, mas nos últimos anos eh a produção baiana é muito legal, assim, eh grandes artistas saíram de lá, inclusive a Raquel Reis que vai estar nesse nesse >> adoro >> negócio, mas vai ter Psirico, vai ter Afrolai, Carlos do Complexo, que eu já vi tocando algumas vezes e para quem gosta de pista é tipo sensacional. Eh, vai ser sábado no terreirão do samba. Então é é bem bacana. E aí é uma coisa um pouco mais assim high brow, digamos, é uma amostra muito legal que já teve aqui em São Paulo, que agora tá na Caixa Cultural, fica até 15 de novembro. Ela chama Alice Tintani e Tomiotque, Montanha e Vale.

¶223Eh, pega essas duas artistas que são de gerações diferentes, né? A a Alícia da minha geração, a a Tomi podia ser minha avó. Eh, mas as duas trabalham cores e formas de uma maneira muito singular e tem um diálogo ali, né? E eles brincam com essa questão da montanha do vale, né? Ou seja, eles pegam as a as referências das formações geográficas para falar justamente das diferenças e das aproximações entre a obra dessas duas artistas, eh, principalmente no uso do espaço da composição, que é o que marca essas duas obras, esses dois caminhos assim e e as duas são muito geniais assim.

¶224Então, vale muito a pena ver. Eu eu não vi no essa montagem do Rio, mas eu vi aqui no Tomiotque. Eh, >> o o desorganizador informacional tá falando aqui que ele sabe dançar as músicas antigas do picirco da época de escola. [risadas] >> Muito bom. Muito bom.

¶225Ah, piscirico é genial, né? Eu acho que não, mas essa geração que tem baco, a tocha, Ron Jorge, Bayana System, >> é uma geração, eu acho, muito, muito, muito boa. Realmente a Bahia tá tá numa fase muito legal de e e não é à toa, né? A gente a gente fica achando essas coisas. Eh, tem um lado que teve uma estruturação de de política pública para para que isso acontecesse, entendeu?

¶226de apoio a carnaval, de apoio à produção, de apoio a a manifestações culturais que foi bem sucedida na Bahia nos últimos anos e é isso que dá. As coisas não brotam do nada, né? Eu acho que tem a ver uma coisa com a outra. Só a gente quase nunca vê e fala, mas é real. Mas aí, voltando para as coisas boas, aqui de São Paulo, tá rolando a a minha cena.

¶227A minha cena é é um festival muito legal porque ela se espalha pela cidade, então ela ocupa vários teatros, ela já tem na proposta dela é ser uma amostra internacional de artes cênicas em espaços eh não convencionais e alternativos, né? E aí, num espaço convencional tem a uma peça que é clássica, que é a traição do Harold Pinter na montagem do núcleo de teatro de imersão no sábado e no domingo. E aí tem a uma outra peça que chama Corpo Grafite da CIA Base, a companhia base ela é uma companhia de de dança nas alturas. Então os caras escalam prédios ou monumentos com rapel, com corda e eles fazem um bailado. E vai rolar isso eh às 2 da tarde no prédio da prefeitura que fica ali no Angabaú.

¶228Então vai ser uma coisa que é só chegar aí ver assim. É muito legal na quando a gente voltou com a Bravo, a gente fez um uma coisa muito legal com eles, por exemplo, a gente levou eles para para uns prédios e e fez umas intervenções, tal para Bravo assim. é, é uma turma muito, muito bacana. Mas fora isso, esses são só dois do das 50 coisas que tem eh para fazer nesses 19 espaços em São Paulo. Então, eh vai rolar até o fim da semana, vale muito a pena ir.

¶229Aí no sábado tem uma abertura de exposição muito legal que eu inclusive daqui a pouco acho que vai ser até tema da nossa edição do sábado, a Janaína Torres Galeria, que é uma galeria pequena aqui de São Paulo, não é uma galeria das mais badaladas, mas ela é uma galeria muito legal, com um olhar muito legal. Ela faz 10 anos e lança uma exposição coletiva que chama Tempo Ainda, que traz obras do Antônio Lochedé, da Débora Paiva, da Manuela Navas, eh, do Antônio Báquia, um desses que eu amo de paixão, Regina Silveira, mestra da arte digital aqui de São Paulo, Efraim Almeida, ou seja, é passo por vários artistas contemporâneos, muitos deles que passaram pela galeria, nem todos são representados pela galeria, mas é uma amostra simbólica especial desse espaço que é pequeno. ali na Vitorina Carmilo, mas é um espaço muito charmoso e muito legal aqui de São Paulo. Eu gosto muito dela. E aí tem que ter um pouco de música, né?

¶230Porque o meu meu gosto é esse. >> E aí vai rolar no Sescat Bis sábado e domingo um projeto muito muito diferente, muito legal, que é uma releitura do cabeça dinossauro dos titãs com músicos de agora. Quem quem bolou isso foi a Ju Perdigão, Juliana Perdigão, que é, além de ter um trabalho autoral, é uma baita instrumentista e cantora. Ela juntou quatro cantores, ela, a Sofia Chablau, o Jonathan Dol e o Danislau, que é daquela banda Porcas Borboletas. Eh, e um timaço de de instrumentistas para reler o cabeça dinossauro que faz 40 anos, que um dis que faz 40 anos agora.

¶231Então, vai ser naquele teatro maravilhoso lá do Ses 14 Bis, teatrão. Vai ser bem bem bacana assim. Esse é das coisas que eu não vou perder no fim de semana. >> Adorei. >> Eu acho que é por aí.

¶232Adorei, Gu. Qual que você tá pensando em? Só assim para eu saber que você tá em São Paulo. Com certeza. Vou vou dar uma passada na na Janaína.

¶233Eh, eu já vi a exposição da Love Fox, mas devo dar uma passada lá no Cultura Artística também para ver a entrevista com ela. Foi super legal. Eu vou vou dar uma rodada no sábado. [risadas] >> Bacana. Muito bom, Gui.

¶234Amei. E para quem quer saber as outras, muitas outras dicas culturais do que fazer no Rio de Janeiro e em São Paulo, nessa parceria aí do meio com a newsletter ladrilho hidráulico, você pode acessar tudo no site do meio. Muito fácil, muito simples. Aproveita antes de acessar o site e já aponta a câmera do seu celular para o Qcode aqui na tela e vire assinante premium. Você não precisa, obviamente, ser assinante premium para acessar essa todas essa essa lista de de novidades culturais, mas tem muito mais lá, né, gente?

¶235E você consegue ler, obviamente, também todas as entrevistas de Guilherme Vernec paraa nossa newsletter especial, edição de sábado. Ele não deixa assim, não é não é qualquer pessoa não, ele entrevista só uma galera, só uma nata. a nata da música, nata da cultura, da arte, não só de Rio São Paulo, né? Obviamente, Gui, querido, muito obrigada pela sua participação, tá bom? Cadê o Gu na tela, gente, para eu dar tchau para ele.

¶236Obrigada, aqui tchau. >> Obrigada. [risadas] >> Valeu, >> tchau, gente. Bom, >> querido. Muito obrigada, viu?

¶237Até sexta que vem. >> Até. >> Tchau. Tchau, pessoal. Central meio de hoje tá se encerrando, tá bom?

¶238por favor, estejam aqui novamente na segunda-feira conosco. Pedro Dória, vou te liberar, então. [suspirando] >> Tem mais coisa para fazer? >> Tem. >> Pode >> não, só saio daqui 8 horas da noite hoje.

¶239>> Ih, nossa senhora. Ainda bem que eu eu vou embora. >> Tem tem alguns views para Instagram para gravar e na sequência >> e na sequência Pedro e Cora. >> Ah, é verdade. Ai, Cora, querida, amei.

¶240Então, tá bom, gente. Muito obrigada. Bom final de semana para você. Aproveite, descanse, beba água, jogue vôlei. Vou puxar a sardinha pro meu lado.

¶241Um beijo. Central meio termina aqui. Tchau. Tchau. >> O meio começou com a newsletter que chega na sua caixa de entrada com as principais notícias do dia.

¶242Sabe qual é, né? Aquela que você lê em 8 minutos. Depois, [música] depois a gente evoluiu pros vídeos aqui no canal do YouTube. São as análises e programas que mais tarde foram adaptados para áudio, com os podcasts que você pode ouvir lavando louça na academia, [música] na fila do mercado, cozinhando. E a barra ficou mais alta porque chegamos às produções audiovisuais [música] com qualidade de cinema e um swimming próprio.

¶243São séries e documentários originais e um catálogo exclusivo [música] para eles, os nossos assinantes premium. É assim que o jornalismo do meio vem crescendo para caber no seu dia, do jeito [música] que fizer sentido para cada um dos nossos leitores se informar. Conheça o nosso acervo prum e faça parte de uma comunidade que não apenas consome notícia, mas [música] analisa o que tá lendo, ouvindo e assistindo. no meio [música]