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EUA QUER OBRIGAR BRASIL A ESNOBAR PROJETOS CHINESES

¶1A Casa Branca anda dando um gelo no Brasil e não é de hoje. Teve a taxação, teve a propaganda dizendo que o domínio deles no nosso continente não será questionado. E teve o deputado aliado do Donald Trump, ameaçando dar a Lula o tratamento que já foi dispensado ao Maduro. E o Brasil é esse país indefensável, segundo o próprio ministro da defesa. Não tem como defender.

¶2E aí, o que é que resta, né? >> Vamos falar de diplomacia. Só que nós somos brasileiros e diplomacia pra gente é Vampetaço. >> O Vampetaço que veio aí mais uma vez, né, foi uma resposta, na verdade, uma enchurrada de fotos nesse post que tava defendendo o histórico de ingerência dos Estados Unidos contra a América Latina e principalmente contra o Brasil. E aí você vê posts como esse que o Donald Trump tá segurando a imagem do Vampeta, né, do nude, na verdade do Vampeta, tem muitas versões, tem o Brasil soberano, tem o bricks.

¶3Aí você escolhe a sua preferida, mas é o nosso soft power brasileiro. >> Eu não sei se nesse caso chamar de soft power não poderia ser interpretado como uma ofensa ao Vampeta. Fica a ressalva respeitosa. Respeitosa, porque o Vampeta encara tudo isso como a gente. É gente como a gente pro cidadão brasileiro ver o seu país reagir às ameaças de uma potência nuclear com o meme, é um misto assim de galhofa e preocupação.

¶4Sabe como é divertido, mas também é preocupante. E pro Vampeta é a mesma coisa, né? É divertido, só que deixa ele preocupado com o visto dele. Sei lá, às vezes o cara precisa ir pra Disney. Não, mandaram no Pentágono e mandaram na Casa Branca.

¶5Eita! >> Agora eu digo, eu vou cancelar meu visto agora. Fodeu. >> Não, você tá [ __ ] agora, velho. Tá [ __ ] >> Aí tem assim, quem fizer merda, >> vamp >> vampetaço.

¶6>> Ó, na na na PM tinha um esquema desse daí a gente fazia pro cara, quando o cara pisava na bola lá na PM, a gente todo mundo tirava foto do do pau e mandava pro cara. para zoar o cara. >> É que hoje a análise é política, mas se fosse psicológica, teríamos muito que dizer sobre a frase do moço ali. >> Muito obrigado, Donald Duck. O pato Donald.

¶7O pato Donald. Ora, venha de lá um abraço. Um mesmo daqueles, um quebracostelas, um bem carioca. O Brasil sempre foi um amigo excelente pros Estados Unidos em todos os aspectos. E a balança comercial não é exceção.

¶8Os números não deixam a menor margem pra dúvida. 8 bilhões de dólares em superavit em 2025 para eles, né? Então o brasileiro médio, quando confrontado com a lógica desses bilhões, fica se perguntando o que mais os Estados Unidos podem querer da gente? Agora surgiram documentos que ajudam a entender melhor. Trata-se de uma carta assinada por um dos negociadores dos Estados Unidos.

¶9Essa carta tinha uma lista de exigências que jamais deveria ter se tornado pública, até porque é meio embaraçosa. Quem revelou essa carta foi o Jamil Chad, que classificou o documento como uma rendição, uma capitulação econômica e comercial do nosso país, segundo ele. >> E aí, o que pedem os americanos ao governo brasileiro? Primeiro lugar, retirar todas as tarifas, eliminar as tarifas para os bens industriais norte-americanos, ou seja, uma espécie de livre comércio para os bens americanos entrarem no Brasil sem pagar taxa nenhuma. Nenhuma.

¶10Zero, eliminar tarifas. Um outro ponto fundamental, limitar a participação da China justamente na questão de minérios e min e terras raras. um ponto fundamental pros americanos, ou seja, limitando a autonomia do Brasil de negociar com quem você quiser, né? Então isso é importante a gente colocar também é uma limitação à autonomia do Brasil. Um outro ponto, eliminar também as tarifas para o etanol, que é algo que a gente inclusive já suspeitava que eles queriam.

¶11e uma lista muito grande. >> O documento não cita China nominalmente, mas diz que o Brasil precisa se afastar de entidades estrangeiras de preocupação. Na prática, eles estão falando da China e de toda a infraestrutura que os chineses estão erguendo pelo mundo. O documento revelado pelo Jamil aplica as diretrizes desse outro documento que foi revelado em novembro e que ganhou as manchetes por ressuscitar a doutrina Monro. Esse outro documento de novembro era mais claro.

¶12Os Estados Unidos não querem ver a China construindo nem porto, nem ferrovia, nem infraestrutura de comunicações pela América Latina e isso impacta projetos enormes. No Brasil, o capital chinês tá se propondo a construir uma ferrovia cortando o país inteiro, de leste a oeste, rasgar o Brasil com trilhos, foi o que disseram. E os Estados Unidos, os Estados Unidos vão fazer de tudo para impedir esse projeto de sair do papel, esse e tantos outros. No Chile, a proposta chinesa era de trazer um cabo submarino. Seria o primeiro cabo conectando a Ásia à América Latina e seria um grande ganho para todo o nosso continente.

¶13Os Estados Unidos sabotaram esse projeto abertamente em todas as frentes. >> O Chile é o mais recente país da América Latina a ser envolvido numa disputa de poder entre Estados Unidos e China. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rúbio, afirmou que o governo Trump vai impor restrições de vistos a três funcionários do governo chileno ligados a um projeto de cabo submarino proposto por empresas chinesas. A medida surpreendente e surpreendentemente ocorre apenas duas semanas antes da posse do novo governo de direita do Chile, a posse que acontece na capital Santiago. Curioso, né?

¶14O cabo ligando à China, América Latina seria especialmente ruim pras Big Techs, as empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que adorariam ter o domínio completo de toda a infraestrutura de comunicação da América Latina. E, aliás, já estão muito, muito perto disso. Os donos das Big Texs estiveram com o Donald Trump em setembro de 2025 para falar sobre América Latina. elogiaram muito o que já tava acontecendo na Venezuela àquelas alturas. Dois meses depois, em novembro de 2025, veio a nova doutrina Monroe e com ela a sabotagem ao cabo no Chile e também o tarifaço contra o Brasil.

¶15O tarifaço tem tudo a ver com os interesses das bigtecs. Assim, não deveria, mas tem. Mas entre essas tantas eh demandas ao Brasil, que é uma espécie de capitulação econômica e comercial, tem uma que também é muito, eu diria, fora da da curva, vamos dizer assim, de negociações. Roberto, o governo norte-americano dizia o seguinte: "Cada vez que o governo brasileiro for falar de plataformas digitais ou serviços digitais, nós exigimos que primeiro, primeiro as empresas americanas sejam consultadas". Ou seja, calma aí.

¶16É uma política pública brasileira ou uma política pública norte-americana e para atender os interesses americanos. Então, quando a gente ouve de Marco Rúbio que o Brasil não estava negociando em boa fé, quando nós ouvimos, por exemplo, de tantos negociadores americanos de que o Brasil não fez gestos suficientes, ou pior, quando nós ouvimos da própria elite econômica brasileira que olha, o Brasil deveria ceder, o Brasil deveria atender os pedidos americanos, eu me pergunto, é isso mesmo ceder nisso? O tarifaço é ruim pros interesses da economia brasileira, mas o tarifaço também é ruim pros interesses imediatos da economia dos Estados Unidos. Quem olhar para essa situação não vai conseguir tirar outra conclusão. Casa Branca tá prejudicando o conjunto da economia dos Estados Unidos para beneficiar um setor, o de tecnologia.

¶17Por quê? É uma dúvida grandiosa e uma dúvida válida. qualquer brasileiro tem que ter, porque a relação já é desequilibrada. E equilíbrio é importante. O equilíbrio é a essência de todo o bem.

¶18O que significa que nesse mundo nada é inerentemente mau, é apenas desequilibrado. Essa ideia tá na base da filosofia aristotélica, uma escola de pensamento que defende que toda virtude é, na verdade, um delicado equilíbrio entre dois polos. A coragem é um bom exemplo. Coragem de mais é imprudência. Coragem de menos é covardia.

¶19Então, coragem por si só não é virtude. Virtude mesmo, o bem de verdade tá no equilíbrio com que a coragem se expressa. Aristóteles usaria a calça Future Form da Insider. Ela é suficientemente despojada pro treino e tem um aspecto formal que faz com que ela seja aceita até mesmo no restaurante com o dress code mais severo do mundo. E esse bolso com zíper discreto, quase secreto.

¶20Só que é sucesso e segurança em todo o ônibus, metrô e lotação desse Brasil. Use o link que tá fixado na caixa de comentários, acesse o site da nossa Insider e use o meu cupom Álvaro Borba. E aí você vai ter uma surpresa com as condições de pagamento. Pô, vai ser uma surpresa maior que a citação de Aristóteles no comercial da calça. Vai vendo.

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¶22O Chile insistiu tanto quanto pôde no cabo submarino. Enfrentou muitas pressões dos Estados Unidos sem desistir nem arregar. Foi assim até março de 2026. Agora o projeto parece sepultado de vez, mas é preciso admitir a transparência, ainda que meio irônica, do governo chileno, porque o Chile admite que só não vai levar o projeto adiante em função dos riscos geopolíticos. Riscos geopolíticos é um eufemismo para Estados Unidos, né?

¶23E o Chile só desistiu do cabo submarino porque esse outro país aí, esse país chamado Riscos Geopolíticos, conseguiu eleger no Chile um aliado dos seus interesses. E aqui no Brasil, o tal do riscos geopolíticos parece que quer fazer a mesma coisa, quer interferir na eleição de maneira ainda mais dramática, aliciando inclusive comunicadores. Eh, o pessoal do consulado dos Estados Unidos em São Paulo, o mesmo que tá cercando os influenciadores para conversar sobre liberdade de expressão, aspas, estou fazendo dedinho para quem tá só ouvindo. E ambiente digital no Brasil estão abordando jornalistas no meio do Congresso. E qual era o objetivo?

¶24Oferecendo facilidades. Veja, tá muito difícil viajar paraos Estados Unidos, não tá? Tá muito complicado. Pois é. Ah, visto, visto, esquece.

¶25Visto esquece. Mas vem aí falar com a gente. Aí tem a facilidade do visto. Repetindo, membros do consulado dos Estados Estados Unidos e São Paulo navegando num evento de jornalistas. Primeiro que eu não sei o que estão fazendo lá, abordando colegas.

¶26Vários colegas foram abordados. Vários, porque três vieram me alertar sobre isso e dois falaram que tem essa história. Esse é o Leandro Demori e o congresso em questão é o congresso da BRAJ, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. A associação soltou essa nota que não nega que o consulado tem oferecido facilidades de visto, por exemplo. Só diz que a associação não ficou sabendo de nada, só ouviu falar de, abre aspas aí, situações regulares de networking.

¶27Fecha aspas. >> E aí esses jornalistas ouviram essa história de que podem ter os vistos facilitados. Ou seja, o consulado na prática se movimenta para um se cercar de influenciadores para influir no debate público sem dar publicidade a isso, porque isso não foi publicado pelo consulado. Isso não é público. Isso é dentro do que a gente conhece como a tal da guerra híbrida, né?

¶28é parte disso. Dois, se cercar de jornalistas para tentar fazer com que essa guerra híbrida, essa essa luta de informação, essa guerra de informação contra informação chegue nas redações. >> Se tem agentes do estado norte-americano misturados no Congresso dos jornalistas brasileiros, como é que não vai ter propaganda misturada no jornalismo que a gente consome? E é isso que nos leva aquela máxima tão batida, ao menos pro público desse canal. Ponto final em mais um testão e nas considerações finais, lá vou eu de volta pra derrocada da União Soviética.

¶29Tô sempre falando disso, né? Vou te contar um causo que tem tudo a ver com essa história que a gente acabou de acompanhar, é que a União Soviética tava em declínio, o estado caindo aos pedaços. Aí a imprensa dos Estados Unidos visitava a Rússia e ficava lá mostrando serviços públicos que não funcionavam e dizendo que era preciso privatizar tudo. Muito rápido, de preferência muito barato também. E o Boris Yeltsin, verdade seja dita, ele colaborou muito com esse processo de desmonte, mas mesmo ele acabou se irritando lá com a CBS, a emissora dos Estados Unidos.

¶30Мы были в первой клинике детской в Санкт-Петербурге, но там, к сожалению, не было ни медицинских препаратов. И из-за нехватки антибиотиков принали два ребёнка. Это антибиотики. Вы богатая страна. Дайте.

¶31У нас это временно. У меня в Екатеринбурге мать широкий инфаркт. Десятиместный в палате лежит в реанимации. Калее нет для сердца. Я её с Москвы привёз, там не было.

¶32Это мать президента. >> E essa é só uma das cenas de uma série documental sobre a derrocada da União Soviética que eu e os apoiadores desse canal estamos acompanhando juntinhos. faço o meu convite para que você se junte a nós. Até porque além de acompanhar esses conteúdos exclusivos, você também fala: "Opa, é o PS, também chamado de finalzinho. >> O Trump devia estar mais preocupado lá com os Estados Unidos mesmo, né?

¶33Com a situação da população deles e com tudo e aceitar que os impérios um dia acabam mesmo, né? E que a proposta é outra agora. A proposta é outra. >> Os Estados Unidos cada vez mais procura um processo rápido de reindustrialização para poder combater a indústria chinesa. E para isso eles precisam de matéria-pra.

¶34Se a gente virar exportador de material industrializado e não de commodity, vai atrapalhar eles. >> Eu acho que as infraestruturas, tudo que a China vai tentar fazer, ah, Estados Unidos vai querer barrar. E a gente, como cada linha, né, a gente, eu digo o congresso, né, não a população brasileira, mas o Congresso vai tentar dar o Brasil de mão beijada pros Estados Unidos, né? Então, ai, eu fico eu fico triste, eu fico bravo com as situações, mas a gente tem que tentar entender e a gente tem que tentar buscar caminhos, né? a gente precisa ter eh essa eleição é muito importante, a gente precisa ter pessoas aptas a lidar diplomaticamente com esperteza, com ess com esse surto narcisista aí dos Estados Unidos, porque senão, se a gente esperar, se a gente for com calma, o resto do mundo vai acabar pondo um limite, entendeu?

¶35A gente não tá sozinho. >> A internet é como um sistema de raízes de uma grande árvore. Nós aqui no fim do mundo recebemos nossa internet por uma dessas raízes, um cabo de fibra ótica. Acontece que nós não meramente recebemos dados. Todas as nossas interações com a internet são literalmente uma via de mão dupla.

¶36Nós procuramos por uma informação, o sinal sai do nosso aparelho, vai pros servidores ou bancos de dados dos Estados Unidos, depois volta. Tudo isso na velocidade da luz. Só que esse meio de campo com os nossos dados dá um poder enorme aos Estados Unidos sobre as nossas informações. Um caso óbvio e memorável foi a espionagem do governo Dilma, que causou uma crise diplomática muito pequena em comparação ao que deveria ter sido. >> Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis, da invasão e captura de informações sigilosas.

¶37relativas às atividades empresariais e sobretudo de desrespeito à soberania nacional do meu país, >> né? E e a gente precisa da nossa autonomia, a gente precisa de pensar na gente, sabe? Não pode ficar de relacionamento tóxico, não. Eu, hein? >> Muito obrigado por ficar comigo até o final, o finalzinho e esse que é o finalzinho inhoinho.

¶38E vamos defender o Pix dos Estados Unidos, hein? como fazendo um para mim. Perdoem, gente. Eu tô desafiado a arrumar jeitos criativos de passar o chapéu, né? É isso, um beijo e como sempre, valeu.