a tese
Álvaro Borba sustenta que os EUA pressionam o Brasil a se render economicamente e a esnobar projetos chineses, numa disputa geopolítica movida sobretudo pelos interesses das big techs.
aprofundar
não
porque é geopolítica em tom denuncista e com viés forte, interessante para conjuntura mas sem o rigor analítico que renda estudo.
O que foi dito
- Abre com o tom satírico do canal (o “Vampetaço” como “soft power” brasileiro) para tratar do gelo diplomático dos EUA ao Brasil, com tarifaço, doutrina Monroe e ameaças a Lula.
- Comenta carta revelada por Jamil Chade, assinada por negociador dos EUA, que Chade classifica como capitulação econômica: exige que o Brasil zere tarifas para bens industriais e etanol americanos e limite a participação chinesa em minérios e terras raras.
- Destaca a exigência de que empresas americanas sejam consultadas antes de o Brasil legislar sobre plataformas e serviços digitais, tratando política pública brasileira como se fosse americana.
- Liga o caso ao Chile, onde os EUA sabotaram (via restrição de vistos anunciada por Marco Rubio) um cabo submarino chinês que ligaria Ásia e América Latina, e o Chile desistiu por “riscos geopolíticos” após eleger um governo de direita alinhado.
- Argumenta que o tarifaço prejudica também a economia dos EUA e serve a um setor, o de tecnologia, cujos donos estiveram com Trump em setembro de 2025, antes da nova doutrina Monroe de novembro.
- Denuncia que membros do consulado dos EUA em São Paulo estariam abordando jornalistas no congresso da Abraji, oferecendo facilidades de visto, o que enquadra como “guerra híbrida” para influenciar o debate público brasileiro.
- Encerra com paralelo à derrocada da URSS (imprensa dos EUA pressionando por privatização e a irritação de Yeltsin com a CBS), material de série documental para apoiadores, e faz merchandising da Insider costurado com uma citação de Aristóteles sobre o equilíbrio como virtude.