¶1Eleições 2026, candidatos atolados da lama. >> Olha, tem dois tipos de atoleiro nessa conversa nossa, né? É claro que tem o atoleiro das suspeitas de tráfico de influência que paira sobre o filho e o ex chefe de gabinete do presidente da República e a eterna falta de explicação do dinheiro de Daniel Vorcaro nas contas do filme ou sabe-se lá para quem do Flávio Bolsonaro. E o outro tipo de atoleiro, ele envolve os outros candidatos que não se mexem, né? estão atolados ali parados nas pesquisas, não vão aceleram, [risadas] vão paraa frente nem para trás, né?
¶2Então esse é o nosso tema da semana comigo, Dora Crâmer e meus amigos Marcelo Madureira, Pedro Paulo Magalhães, Márcio Fortes e você que vai ficando por aí agora que o programa vai começar. Bom, então, como sempre, antes [música] de começar, vou pedir aquele like, a curtida. Que mais, Marcelo? Inscrição, compartilhamento, críticas e elogios. Vamos mergulhar logo nessa lama, nesse nesse quer começar você.
¶3>> Ah, é, você foi muit foi muito apropriada, né? Tem dois tipos de lama. a lama da corrupção, a lama dos malfeitos, dos negócios nebulosos em que vocês temos, em que temos aí tanto o o o Lula, família do Lula, o Lulinha, né, envolvido. Aliás, a história começa lá com careca do INSS, vamos nos lembrar disso. Não tem nada esclarecido, né?
¶4[roncando] E e a lama que nós temos da da do lado dos bolsonaristas, né? Até [roncando] agora não foram explicados uns centenas de milhões investidos no grande sucesso candidato ao car no como é o nome do cavalo? Eh, >> Dark Horse. >> No Dark Horse que ele diz que ia explicar a origem e as aplicações. A em uma semana já passou três meses.
¶5>> Não, pera aí, Marcelo, não exagere. F enquanto você torce, deixa eu explicar. Foi no dia 19 de maio que ele falou que dali a um mês ia explicar tudo, as contas iam ser abertas. Estamos no dia 20 de agosto, portanto 3 meses, né, >> depois e nada, nenhuma palavra, nenhuma cobrança, nada. Então é uma campanha que ela fica, porque esse começo da campanha oficial, ela fica nesse ambiente que a gente pode, sei lá, para dar uma etiqueta, o assunto é corrupção, né?
¶6Porque tráfico de fluência, né? Envolvendo fraude no INSS, mas um dinheiro que sai para financiar um filme aqui, que vai pros Estados Unidos, que volta, que não tá explicado, >> não é só linha, é o Marcola. Quer dizer, o chefe de gabinete da República >> envolvido em coisas extremamente esquisitas. >> Cada dia aparece, tem um tijolinho a mais desse caso do Marcola que começou como um empréstimo paraa lobista, amiga do Fábio Luiz, que é o filho do presidente. Era o empréstimo, coitado, porque ele estava em grandes dificuldades financeiras com como o presidente Lula falou numa reunião, quem nunca, né?
¶7Só que agora já se vê que primeiro ela pagava contas dele, depois parte desse dinheiro foi para comprar joias de diamantes para ele dar de presente. Agora também aparecem conversas em que ela se apresenta na no ambiente de negócios governamentais com a seguinte frase: "Eu sou Fábio." Ou seja, eu estou credenciada pelo presidente da República para tratar de negócio. grave >> não tanto que ele foi o Marcola foi imediatamente defenestrado. Não, não, não foi papum, >> mas é grave, mas a gente tem que lembrar também qual é o pano de fundo, né, que a gente tá, porque como a gente falou atolado, né, eu acho que tem outras coisas que são o seguinte, os dois principais candidatos estão praticamente empatados, né, eh, e empatados e dominando a votação, porque os outros todos têm dois, três dígitos, quatro dígitos, quatro, quatro pontos, né? Agora também, exatamente, também são os os líderes de rejeição.
¶8Então, como é que essas placas tectâneas vão se mexer? Como é que isso vai, como é que isso vai mudar? Como é que você muda esse quadro? única única chance que tá se vislumbrando não é não seria discutir no programa de governo que vai ter um um programa de governo, algum ponto do programa de governo que vai chamar tanta atenção que vai poder mudar mais do que dois, três pontos no no nos ponteiros, né, das intenções. Agora, um escândalo, dependendo da dimensão dele, pode derrubar uma candidatura, pode criar um problemaço.
¶9Então, eh, pode realmente modificar, ser um alguma coisa que modifique esse quadro. Então, como a gente quer o o todo mundo quer alguma coisa, o que se diz é que existe uma massa enorme, né, né, pelas pesquisas da questão querem isso que tá aí, esses dois esse essas duas possibilidades. Então, é natural que esse sentimento em relação a esses fatos fique, quando é que vai explodir esse troço? Quando é que vai realmente detonar alguém aqui, um um ou outro? Mas quando os dois têm mal feitos na trajetória, isso daí pode empate.
¶10>> Então não pode dar uma conta de soma zero, sabe? Essas essas torcidas calcificadas, né? Dizer bom, então o outro lado também aí fica tudo elas por elas não se resolve, >> não se, digamos assim, se dá devida importância a esse tipo de coisa. Mas é isso que o Brasil dos últimos anos resulta exatamente nisso, num país onde a conta soma é zero. >> Essa que é é um país que é que de uma uma economia que não cresce, né?
¶11Você não acontece nada de importante, estruturalmente importante, com tantos problemas que o país que o país tem e nenhum candidato discute isso, traz uma proposta, né? tem um diagnóstico, nada disso. >> Mas isso acontece nesse Brasil que a gente tá vendo. Você tava nos contando antes de começar, Marcelo, teve aí teve no Sul, no Paraná, né, do Paraná e viu um Brasil que não é esse Brasil que também há em outros lugares, há no Sul, >> é Santa Catarina na em Mato Grosso, Centro-Oeste tem um pouco. É, mas a diferença que é o seguinte, não existe a concentração de renda, por exemplo, que existe no nas novas fronteiras agrícolas, né, Mato Grosso >> é outra cabeça.
¶12uma é uma enorme classe média, uma imensa classe média de pessoas que já são famílias que estão a a centenárias lá de migrantes, eh extremamente produtivas, extremamente integradas, né, a a à tecnologia, ao progresso, mas ao mesmo tempo elas têm um senso de comunidade, um senso cívico de um patrimônio cívico, por exemplo, que não se observa em outros lugares do Brasil. E por que que um Brasil desse não prevalece? Por que que esses >> são vários Bras são vários Brasis, cada um com sua história, com sua origem, não é? Com suas práticas políticas também decenais, né? Que vem assim, quer dizer, o o Paraná, Santa Catarina, um pouco um pouco até o interior de São Paulo também, né?
¶13>> Sim, mas é com aí é mais uma >> porque aí já aí já cresceu muito, já tem dinheiro, então já tem exibicionismo, quem é melhor é que ficou mais rico, >> não tem >> tal, essas coisas todas. Entendeu? Onde é que você vende eh relógio Rolex? >> Aonde? >> Brasília.
¶14>> É o melhor mercado do Brasil. Eu sei. Tem um sobrinho que trabalha nisso. Por quê? Porque o cara quer mostrar que é mais que o outro, que senão não tem sentido.
¶15Lá ninguém quer mostrar que é mais que o outro, não. Lá no interior do Paraná eles querem dizer que todo mundo tá indo igual e bem e querendo uma coisa acima das outras. >> Exato. >> O sucesso dos filhos. >> Exato.
¶16A educação. A educação é muito importante. >> O sucesso dos filhos. O exemplo desse >> não querem o sucesso de si mesmo, >> não. O exemplo desse país que ele não é só porque a gente gosta, é porque quando você olha tem prosperidade desse país, >> não é a valorização do trabalho.
¶17Olha só o que o meu trabalho resultou. Trabalho anual. O o o o o dono da terra, por mais eh rico que ele seja, ele acorda de manhã e pega na enchada com muito orgulho. Vai, pega o trator, pega a gradeira, ele vai pro campo e os filhos também vão, depois vão escolar também. >> Marcelo, olha só, esses valores, esse tipo de discussão, esse tipo de coisa poderia estar no centro de uma campanha.
¶18Isso. No entanto, nós estamos falando de atoleiros. O cara sabe da onde veio. Todo mundo sabe de onde veio cada centavo do que o vizinho ganha, do que ele ganha, da onde veio, da tem exemplos disso aí espalhados pelo Brasil todo, da maior competência também no nas fronteiras agrícolas, os dois Mato Grosso, Rondônia e tal e coisa, tem um pouco mais de concentração, mas tem uma enorme coleção de produtores rurais menores e extremamente eficientes que fazem as coisas direito. Então, e aí tem novas fronteiras agrícolas também.
¶19Então o Brasil é muito tem uma >> Márcio, você falou uma frase, o país, a parte do país que faz as coisas direito. Isso é não que eu acho perfeita, não tô criticando, só quero ressaltar essa frase para contrapor ao a ao assunto que a gente propôs. Temos dois candidatos à frente da pesquisa e o assunto para deixar de lado só o atoleiro do pessoal que não se mexe, pegar esse atoleiro, digamos assim, mais tradicional, o que a gente tem é assunto de malfeitoria e dão de benfeitorias. >> Pois é, então vamos lá. Quer dizer, há uma campanha eleitoral em curso, como nós já falamos aqui da vez da última vez, seis campanhas eleitorais em curso.
¶20Todo mundo só liga em primeiro lugar paraa campanha eleitoral para presidente da República. >> Aham. >> Na campanha eleitoral para presidente da República, todo mundo só tá pensando em quem é pior que o outro. Eu quero votar no menos pior. Não, esse aí eu não topo.
¶21Aquele ali eu não quero e tal. e não tem projeto, tem intuições de ideias, mas os outros candidatos têm, alguns tm projeto, tem plano de governo, projeto e tal e coisa, que inclui outros assuntos, inclui as questões internacionais do Brasil que não são fáceis hoje. inclu questão ambiental em que o Brasil tem enorme responsabilidade internacional, inclui a questão da nossa inserção na comunidade produtiva com novas tecnologias, questão da inteligência artificial que vai dominar a produção de qualquer bem, inclusive os agrícolas daqui algum tempo. >> Então, tudo isso aí tem que constar, os candidatos tem que apresentar isso, não estão conseguindo que isso se veja por aí por causa do peso negativo do Mar de Lama. O mar é é abrangente, né?
¶22Você tem aquela extensão grande de lama, né? Você não consegue ultrapassar, mas eu acredito que ainda vai ultrapassar mesmo, porque você tem outras questões envolvidas. tem a questão, por exemplo, do poder judiciário hoje que entrou na política, por incrível que pareça, passou a ser um elemento importante na discussão política na questão da liberdade entre os poderes, quer dizer, dos pesos e contrapesos tradicionais. Já falei aqui também, os candidatos a deputado pelo Brasil aa inteiro são muito pouco contributivos paraa campanha de presidente e até de governador. Eles querem saber da própria reeleição no momento da própria eleição.
¶23E nesse sentido vale tudo, vale as emendas fixas, vale os negócios da as emendas de comissão, emendas impositivas e tal e coisa que em grande parte são apenas alimentadores de dinheiro para campanhas eleitorais. Então é uma coisa muito chata que tá lamentável que tá acontecendo no Brasil é você só ficar olhando para isso e e gera rejeição, né, Pedro Paulo que você falou >> agora, como se não faltasse mais nada, ainda entra o Pablo Vitara em cena. >> Pablo Vitório, desculpa Pablo Vitar é demais. >> Você é fã do Você é fã do A Pablo Vitar. Ah, Pablo Vitó, >> não entra o Pablo Marçal em cena com o seguinte truque, que, aliás, Garotinho Eduardo Cunha estão usando também, tumultuando o ambiente e como a a ele registrou a candidatura, ele tá pendurado, mas a justiça eleitoral tem até 14 de setembro para decidir isso.
¶24Até lá ele pode usar dinheiro de partida, ele pode usar horário de televisão. Ele tá entrando na cena, querendo participar do debate de domingo agora, hoje é dia 20. O primeiro debate vai ser na Bandeirantes, dia 23. E Lula e Flávio Bolsonaro não pretendem participar. Mas o Pablo Vitar é o Pablo Marçal, ele quer participar e e tumultou o ambiente.
¶25Quer dizer, eu acho, por que que eu sinto isso? é mais um elemento nesse ambiente deteriorado. >> É, é, começou com o padre Kelmo, por exemplo. >> Não, começou antes. Você você sempre tem esses personagens, estamos lidando com essa >> Mas você falou, isso resulta numa numa conta de som.
¶26>> Pô, então tem saída, Marcelo. Estamos no buraco. >> No buraco nós estamos já um já um já é um grande >> Não, buraco. Estamos no Lamaçal. >> É, no >> Lamaçal.
¶27admitir a situação real que você está já é um grande passo para você sair dela, né? Eu acho que talvez não exista uma percepção até mesmo da imprensa, da do do e e da opinião pública, dos intelectuais, das pessoas que têm algo a dizer eh sobre isso. Pelo contrário, elas até embarcam na polarização. Embarcam na polarização. E eu acho que o papel justamente da inteligência brasileira é é é esse tipo de de reflexão a se fazer sobre eh não seria que esse momento agora a gente tá dando mais uma volta nessa nessa nesse círculo eh eh nesse círculo que não é virtuoso, né, no sentido de da soma zero.
¶28É, não existe nada propositivo. >> Mas você que foi o interno do Paraná, você sabe que lá primeiro ninguém atura Lula nem PT. >> Não. >> Zero. >> Mas também ninguém gosta muito da da questão Bolsonaro.
¶29>> Ninguém não. Não acho que não é por aí. >> É, não pode. Então existe um espaço, >> existe um espaço para tomar conhecimento que existe alternativas para isso. >> Essas alternativas vão aparecer.
¶30Mas as que então naquele outro atoleiro que a gente se referiu, elas são boas, elas correspondem o atoleiro ou os candidatos? >> Não, os candidatos correspondem a ao que essas respostas precisam ser dadas. >> Eu acho que existe, a gente tá acho que a gente fica sonhando na realidade, né? A minha visão é essa, porque o o sistema político brasileiro tá podre, podre no sentido de que ele não não ele tem acho o que tá hoje tá podre ou tá anacrônico, sei lá, tá tá tá meio perdido porque o foco do executivo que tinha aquele poder todo e que era um era um foco de em dois mandatos, em dois duas legislaturas, isso inverteu-se, mudou completamente, né? Você teve lá no início com a Dilma quando começou a conceder poder para poder se sobreviver.
¶31Depois teve outra, o Bolsonaro fez a mesma coisa, né? Entregou o governo e o Lula acabou concordando também com com essas coisas nesse último mandato dele. Então essa inversão aconteceu. Então hoje quantos partidos resolveram não ter candidato à presidência da República? Ora isso tem alguma coisa errada aí.
¶32Não é bom negócio financeiramente não é bom negócio. Politicamente é um risco desnecessário. Então o que que é a política hoje? O que que é isso? Virou o quê?
¶33Virou um negócio. Virou um negócio que uma parcela substancial dos políticos sobrevive e vê disso, vê vê isso como meio de vida, meio de enriquecimento, meio de de fazer negócio, meio mas não para determinar os destinos do país, não para pensar que solução vai ter para isso ou para aquilo. Tanto que hoje eu tava lendo um jornal falando, acho que proposta, o que tem de proposta dos candidatos são iguais. Todos falam mais ou menos a mesma coisa, até porque estão orientados por pesquisa. Então ele não é o que ele pensa, é o que eu tenho que falar para que as pessoas me ouçam.
¶34Então eu eu tenho que falar o que as pessoas querem ouvir. É assim que tá sendo conduzido. Não existe a a a o questionamento de como é que vai se acontecer. Então como como é que eu mudo esse país? Então como é que a gente pode esperar que mude alguma coisa?
¶35Einstein já falou, falou, fal, falou, formulou isso há muito tempo. Você não muda nada aí a acha que vai mudar alguma coisa. Você não muda a maneira de fazer nada e acha que vai mudar alguma coisa ali na frente, não vai, >> vai ter resultado diferente, né? É, não vai ter resultado diferente. Acho que tá se agravando esse processo.
¶36Esse processo tá num processo de agravamento, na realidade é isso. E tem ao lado disso, na realidade, o que a gente já falou várias vezes aqui, uma situação super crítica, né, da economia que tá colocado e que tomara que isso venha a ecludir como sendo a principal coisa a ser resolvida, porque isso tá no cerne do problema do desenvolvimento brasileiro, >> essa questão de gastar mais há 50 anos e não ninguém dá bola para isso, né? já consertou-se uma pção de coisas e agora essa essa final tem que ser consertada e aí pode ser que o país parte para aí eu acho que esse desenvolvimento econômico que pode surgir disso é que pode transformar essas instituições políticas porque isso vai mexer nos interesses, né, diversos que hoje estão amortecidos e tentando só conseguir o seu, né? >> Eu eu acho que a imprensa caiu na armadilha das redes sociais. a a que as redes sociais se movem pelas tretas, pelos assuntos tretosos que não são necessariamente irrelevantes, importantes, transformadores, né?
¶37Eh, se a fulana casou com fulano, se separou e se traiu e se deixou trair, é é uma grande só só coisas tretosas. Ora, eh, o o nas [risadas] execuções está sendo a mesma coisa. O que interessa são as tretas que ocorrem nas campanhas e não nas campanhas propriamente ditas, né, na essência política que elas têm que ter de discussão, de de debate político, de engrandecimento do caudo político da da sociedade. Então, a imprensa a imprensa foi capturada também pela pela internet, porque eh que é clickbite, entendeu? Então, se por acaso um candidato tem um amante ou se o outro aí ele vai aparecer, entendeu?
¶38É escândalo, é e é coisas sensacionalistas. Então, cara, a imprensa aí tem uma responsabilidade muito grande. >> Ué, mas se os candidatos também não motivam, né? Você como é que você não >> Mas os candidatos também sabem que eles só vão aparecer eh através de de tretas, mas não das não das deles, da do outro. É, eu eu como sou eh, enfim, participante em parte disso, eu acho o seguinte, dá jeito mesmo.
¶39A economia não é em 15 dias, mas em 4 anos e se puder ter mais, você transforma o déficit de 5% do PIB em superáveis de 1,5, fazendo a cada ano. Porque cortar a despesa você não corta, mas impedir que ela aumente você pode. Para isso tem que ter autoridade política. >> Por que que não corta despesa? >> Porque porque não deixam.
¶40A política não permite. Não. Primeiro você não pode cortar despesa carimbada, salários e previdência social. Segundo, você não pode cortar eh verbas carimbadas na Constituição, em educação, em saúde, sobretudo. Não pode, mas você pode impedir que elas cresçam.
¶41Você pode desarticular o desatrelar o salário mínimo de desaposentadoria de gente que ganha mais salário mínimo. >> Transformar o salário mínimo em salário mínimo e não o índice de qualquer coisa. >> Mas nada disso é tretoso. >> Não, não é tretoso, mas tá nos programas de governo sérios que estão se fazendo por aí. para para os palteiros do dos canais de de informação, de imprensa e tal, isso não é pauta.
¶42>> Isso não é pauta. Não explicar que ali do outro lado da curva aqui é muito cada vez mais próximo. Você tem um problema grave nas contas públicas. Ninguém quer falar. Ninguém quer falar, entendeu?
¶43>> Tá falando, né, Marcelo? Não, o Arminil Fraga deu uma entrevista importantíssima nas plajas amarelas e tal, repercute só entre as pessoas que já estão sabendo aquilo, né? sabem que vai que vai dar problema e tal, mas você não ganha a viralização disso, não ganha preocupação da sociedade sobre isso. >> E também, mas tem uma preocupação por parte, por exemplo, do governo que eu acho falso e artificial, que agora essa ideia de que o Dário Dúria vai se encontrar com Armínio Fraga e o Pedro Malã para pedir sugestões paraa condução da política econômica. É mentira.
¶44É o Armí Frag tanta ficam querendo o aval a o selo de qualidade de Armínio e Pedro Malã que nunca fizeram, aliás, renegaram a herança maldita a qual o Lula se referiu é desse pessoal. Então agora é só para dar fazer uma pose de ajuste e depois da eleição faz o que se ganhar o Lula faz o que quiser. O ministro Dario Durigan é candidato a permanecer no posto caso o Lula seja eleito. Eu sou vítima e vítima e algóis eu sou ffado. Eu fui lá fazer o L do Lula contra o Bolsonaro, né?
¶45E para isso, entre espanto e ódio de amigos e e correligionárias e tudo mais, as pessoas não entendendo que eu tava defendendo a democracia que tava em risco e que a política é assim mesmo. É, agora, eh, eu fui ingênuo achar que o Lula, uma vez eleito, faria realmente um governo de frente, né? E foi, eu sou um bobo, sou idiota. Não entendo nada de política. Porque é é igual o português, né, que viu a casca de banana e atravessa a rua.
¶46Ah, lá vou eu outra vez escorregar na casca de banana. Escorreguei na casca de banana porque o Lula se elegeu, derrotou Jair Bolsonaro, né? Eh, defendeu a democracia, tá? Defendeu, mas não fez um governo de frente como ser feito, unificando, unindo todos os brasileiros. uma frente que defendeu a democracia, porque ele não defendeu sozinho.
¶47>> Exatamente. Exatamente, >> né? Tinha mais gente ní que bom, eu me dei mal mais uma vez. Não sei. Acho que o Brasil que se deu mal.
¶48Você se deu bem, foi coerente consigo mesmo, seu pensamento. Fez formou não improvisou, >> não improvisou essa não essa decisão. Então >> são coisas diferentes. >> Eu sei, mas isso a verdade é que há um custo n e a a política mesmo para nós que não não praticamos a política como profissão, né? Tem um curso para nós fazer esse programa tem um curso para nós, né?
¶49e de você ser taxado disso ou daquilo, né? Criticado por isso ou por aquilo, por você tentar dizer: "Não é não é bem assim, pessoal, né? Eh, e vamos pensar aqui melhor sobre esse assunto. E >> é o sistema, né, Marcelo? Quer dizer, não posso fazer uma digressão muito séria que isso aqui não vai ajudar, mas as novas formas lá nos Estados Unidos tem muito de você atribuir, quer dizer, você não vota num só.
¶50Já viu isso? >> Hum. quer botar em Presidente República? Sim, você tem direito a votar em três nomes. 1 2 3.
¶51>> Pronto. O primeiro que você gosta mais, o segundo que você gostaria caso se o terceiro como como alternativa. Depois na soma de tudo você chegar à conclusão quem é que tem mais voto, ou de segundo ou de terceiro para ser o primeiro. >> Não é não é fácil de entender, mas é muito mais fácil compreender o seu dilema, porque você vai esse ano ser a mesma coisa. Você vai chegar um segundo turno que tem um contra o outro.
¶52Esse condudo foi inventado por Sebastião Neres. Você lembra dele? Não, >> eu lembro dele, mas não lembrava que tinha sido >> não. Ele se empenhou para isso durante a a redação da Constituição por causa que tá na Constituição. Antes não tava, né?
¶53A eleição para governadores em 82 não tinha dois turnos. Então, por causa para evitar que o Brizola fosse eleito. O Sebastião Nero tinha uma birra com Brizola. do PDT, >> não tinha uma birra com Brisola. Então ele ele inventou isso para impedir que o Brisola fosse eleito, porque segundo ele em qualquer hipótese o Brisola iria atual o segundo turno, mas perderia, porque o número de votos que ele tinha não era tão grande.
¶54Então se você mudar o sistema, o que não vai acontecer agora, em algum momento, acaba com o teu dilema, mas não acaba com o meu não. Eu vou votar no primeiro turno em algum outro candidato que não é nem o Flávio Bolsonaro, nem o nosso amigo Lula. Não voto. Segundo turno depois decido. >> Eu escrevi o que eu optei que nem você em em 22 e escrevi uma explicação.
¶55>> Mandei para todo mundo que eu conheço tal coisa, o que eu levei de porrada te contar. >> Não foi fácil não. >> E e e no no caso do segundo turno, eu vou paraa Zurique me plantar no meu cofre e contar minha fortuna. Faz um tempo que eu não faço isso. >> O problema, pior que o problema não se encerra no segundo turno, apenas começa, né, a partir de 5 de fevereiro de 5 de janeiro de 202, quando toma posse o novo presidente.
¶56>> Mudou a data. Você viu? A Dora tá atualizada. É, dia cinco. >> É cinco.
¶57>> É, não é mais dia primeiro >> não. E aí, eh, e aí teremos o pelo se a carruagem andar nesse ritmo, teremos um dos dois grandes rejeitados. E aí, e não sei se isso o mais como é um otimista e sempre partidário da transição, pode até achar que eh isso significa um fim de um ciclo. Podemos ter esperança de uma coisa? >> Sim, com certeza.
¶58Quer dizer, essa eleição é a última nesse nesse nessa tradição, nesse modelo que começou em 82. >> Mas tem espaço para piorar ou não? Não é para renovar, mudar tudo. Em em 2030 você não vai ter mais nenhum desses caras aí concorrente. >> Vamos ver o que que vai acontecer.
¶59>> Não vai ter os filhos deles. >> Não, não sei. >> Não vai ser o Lula, G. >> Pode tá certo. Não vai ser o L.
¶60E o próprio PT é um partido decadência, tá certo? Como já foram outros no passado. Então, se quiser nomear, por exemplo, o Tarcísio de Freitas, que vai ser eleito governador esse ano, >> hum, >> é pré-candidato a presidente da República em 2030. Aposto que não é eleito, que vão surgir outras forças políticas que que hoje eu não sei quais são e que vão concorrer, bater de frente com ele. Pode ganhar nelas.
¶61>> Pode. Se o Flávio Bolsonaro é eleito, é candidato à reeleição. >> Sem dúvida. >> Pronto. E o Tarcis vai concorrer com ele?
¶62>> Não sei. >> Ah, que isso? >> Olha só, >> ficar incumbente na presidência da >> Nós estamos tão desalentado já com a eleição que vai ocorrer agora em 20. Já tô pensando, 30. >> Eu estou mesmo.
¶63>> Será que 30 pode ser melhor? Não somos só nós assim, tipo, vamos pular esse, vamos pular essa vez, pode pular essa vez. Tô vendo muita gente assim. O cenário cenário é muito desanimador. O cenário é muito desanimador.
¶64É muito desanimado. >> Eu acho que o o você usou a expressão um pouco negócio desalenta, não complexidade. >> É, é tristeza. É, as pessoas tá o o pessoal de instituto de pesquisa, esse pessoal que Lavaredas e tal, eles pontuam muito isso. O Felipe Nunes.
¶65Bom, >> eh, vocês sabiam que isso acabou? >> Não, não acabou aqui. >> Ah, acabou. Se se acabou, se aqui já até ultrapassou. Vamos tratar de >> melhor.
¶66As est melhor. As pessoas vão ficar descepcionadas, elas querem mais. >> Ou então ficar livres de nós, pô. Finalmente terminou. Por isso mesmo é que elas ficam.
¶67>> Você é sempre otimista, sei lá, né? >> Voltar na próxima terça-feira, porque esse aqui acabou. Quinta, terça-feira. Eu hoje tô de Pablo Vitar, confundindo quinta com terça. Realmente tô gripada.
¶68Então deve ser por isso. Tá afetando. Olha só. Então >> mais um mais um motivo pra gente ir ficando por aqui. Até a próxima quinta.
¶69>> Tchau. Tchau. Ah, é. Yeah.