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HARDCORE ATHEIST Joe Schmid goes Native! [ Majesty of Reason Catholic Conversion Review ]

a tese

Reação cética de duas horas (Digital Gnosis, com participação de "J") que reproduz o vídeo de conversão de Schmid comentando por cima, para sustentar que a conversão não tem nada de racional: explica-se por formação, amizades e incentivos de carreira, e a epistemologia dos milagres empregada por Schmid é ingênua.

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talvez

Registra o flanco cético mais sofisticado (crítica metafilosófica ao método das intuições e à epistemologia do milagre), mas está afogado em deboche, digressão behaviorista e psicanálise gratuita; aproveitável só como contraponto ao caso Schmid, não como fonte por si.

O que foi dito

  • Abre zombando (finge que Schmid só acrescentou um “tier” no Patreon) e alega que Schmid reescreve o próprio passado ao se pintar como “ateu linha-dura”: para o apresentador, Schmid sempre foi agnóstico morno, formado em escola católica com aula de metafísica tomista, e nunca assumiu publicamente identidade atéia.
  • Diz que Joe fala de modo “maníaco”, quase se autoconvencendo, e credita isso à máquina em que ele se plugou (Matt Fradd no Daily Wire, Capturing Christianity com vídeos de exorcismo e profecia sobre Trump), que julga imatura e voltada à guerra cultural.
  • Concorda com a crítica de “James” (outro cético) de que as razões de Schmid são ruins, mas se distingue por ir ao nível metafilosófico: rejeita o método das intuições da metafísica analítica, que trata como mero conforto social em asserir sentenças, sem a operacionalização que a ciência exige.
  • Ataca o vocabulário de Schmid: “camada fundamental da realidade”, “simplicidade”, “não-arbitrário”, “coincidências afortunadas” seriam metáforas vazias; uma coincidência é traço da nossa ignorância, não do objeto, e o argumento do ajuste fino esconde milhões de suposições sobre o que Deus valoriza.
  • Declara-se behaviorista quanto à mente e nega “estados mentais” e “consciência” no sentido usado, de modo que os argumentos de harmonia psicofísica lhe parecem pseudoproblemas montados pela linguagem.
  • Sobre os milagres (o motor declarado da conversão): sustenta que Schmid não tem competência em psicologia da crença, alucinação, tradição oral e história para avaliar apparições, curas ou tecido miocárdico em hóstias; falta condição controlada, duplo-cego, pré-registro, e vídeo/foto não são boa evidência de milagre.
  • Levanta o ponto (de James) de que a transubstanciação prevê que os acidentes permaneçam iguais, então uma hóstia virando tecido cardíaco contradiria a própria doutrina que supostamente vindica, e questiona por que o fenômeno só ocorreria dentro do catolicismo e não na Ortodoxia.
  • Psicanalisa Schmid de modo invasivo, especulando que ele poderia ser gay e estar tentando viver em celibato católico, descrevendo os próprios afetos como “distorções morais”, e conclui que a mudança é plenamente explicável por causas não-racionais, com desfecho incerto para a saúde mental dele.

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