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Da taxa das blusinhas ao fim da escala 6x1: o pacto de Lula, Motta e Alcolumbre | Central Meio

¶1Ah. เฮ Ah. เฮ Olá, boa tarde. Sejam muito bem-vindos e sejam muito bem-vindas ao Central Meio. Hoje é quinta-feira, dia 27 de agosto de 2026.

¶2Eu sou Yasmin Restão e comigo estão Cristian Lint e Leonardo Pimentel. Tudo bem, pessoal? Que bancada ilustríssima hoje, >> gente. Eu tô contente. O meu melhor humor porque hoje não é segunda, né, que é o dia que eu venho.

¶3Então, quinta-feira a gente já tá mais animado. Relaxado, né, meio jogger assim. >> É você sabe que aqui tá aqui tá quase levando no rio um frio careca. Já tá, deve tá fazendo uns 20 graus. >> Aqui tá ruim demais.

¶4Eu também. >> É, eu também não sou fã de frio não. >> Não, mas >> não, eu sou, eu não, eu gosto de frio também. Mas o que acho engraçado é o seguinte, se o carioca vê o o chovendo, ele deduz que está frio, não é isso? Ele já sai de casaco porque ele deduz que tá frio.

¶5Pode tá fazendo, pode tá fazendo 24º. >> Não, para mim não, não tem como. Mas não estamos sozinhos. Eu quero saber como é que tá o tempo também. Diretamente de São Paulo.

¶6Flávia Tavares. Chega mais. >> Ah, Flavinha. >> Oi, meus queridos. Aqui tá um sol e uma temperatura aprasível próxima dos 27º, que para mim já, na verdade, já é muito calor, mas eh podia ser pior.

¶7O famoso podia ser pior. Então tá tá gostosinho, tá tá OK. E tá sol, tá bem sol. >> Delícia. Eu eu acho que o tempo vai melhorar por aqui.

¶8Eu tô torcendo para um final de semana, mas eu vi dizer que vai ser o calor do cacique. >> É, exatamente. Então não é não é exatamente melhorar. Melhorar é um conceito. Depende do >> Então, exato.

¶9>> Depende do conceito. >> Aliás, Leo, você sabe >> o quê? >> Você sabe que eu ouço, eu ouço, eu eu sou viciada em previsão do tempo, né? >> Mesmo é a primeira é o primeiro app que eu abro todos os dias de manhã e é: "Eu ouço previsão do tempo no rádio, eu sou muito viciada em previsão do tempo." Aí eu fico muito brava com essa noção que se construiu, que é isso aí. Eh, ai vai esfriar?

¶10Vai o tempo? Vai piorar, vai esfriar muito, >> gente. Vai piorar para quem? Depende do do ponto de vista, não é? Exatamente.

¶11Não, ó, mas depois melhora, depois esquenta. Viva disso não. >> Para quem pode passar o dia inteiro no ar condicionado. >> Eu sou do time que gosta do calor. Eu sou da frio, pelo amor de pouco democrático.

¶12Vamos falar a verdade, o calor é bom para quem pode ficar o dia inteiro no ar condicionado. O frio é bom para quem tem casa para se cobrir, tem o problema é ser pobre. Basicamente é isso. >> Resumiu >> isso. Porque eh não ter que trabalhar num dia lindo de calor ajuda bem a lidar com calor, inclusive poder ir pra praia, >> né?

¶13>> Às vezes tá muito quente até para ir pra praia. Só >> calor em Panema não é calor de Bangu. >> Exatamente. Depende de onde você está localizado, numa selva de pedra ou >> na natureza. O Léo é um sábio e eu acho que assim, ele encerrou essa discussão inicial do meio de hoje.

¶14Apazigu >> resolveu, tá resolvido. Até porque esse não é o tema, né, gente? >> Pronto. Embora o a temperatura e o tema também seja o objeto da da calor, >> mas é o tempo em Brasília. >> Ai, gente.

¶15Pois é. Falando nisso, pessoal, o presidente Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Mota, e do Senado, Daviel Columbri, eles fizeram um pacto para acelerar as votações antes das eleições. Você viu? Ao final desse encontro, na hora da foto, o Lula soltou até um juntos para sempre juntos e shell now. A ideia é cancelar a famosa taxa das blusinhas, sabe?

¶16Isso antes do dia 8 de setembro. Se isso não for resolvido a tempo, volta automaticamente a cobrança de 20% sobre as compras internacionais de até 50. Já pensou o estrago eleitoral pro Lula? Pois é, além disso, a gente, perdão, o presidente quer liberar o andamento das PECs da segurança e do fim da escala 6 por1 no Congresso também. Há quem diga que há um certo desespero na parceria do Lula com os presidentes do Senado e da Câmara.

¶17Até agora as pesquisas não estão mostrando uma vantagem do Lula em relação ao Flávio. Aliás, por falar em vantagem, o que que será que o Alcol Columbão levar dessa? Hoje a gente também vai falar de Renan Santos na Sabatina da Globo, do apoio do Flávio ao Eduardo Cunha e mais um popurri de assuntos para deixar você por dentro de toda a política. No final a gente tem também Leonardo Pimentel falando sobre os principais lançamentos das telonas. Então, puxa a sua cadeira, se acomoda, deixa o like, manda sua pergunta no chat porque eu tô de olho.

¶18Aproveita também já se inscreve no canal, né? Porque o Central Meio tá no ar. Eu já vou começar endereçando aqui uma pergunta pro Cristian. Me conta, meu amigo, como é que você vê esse acordo do Lula com os presidentes da Câmara e do Senado? Até pouco tempo, né, os próprios apoiadores do Lula espalhavam pelas redes sociais o mote congresso, inimigo do povo.

¶19E aí >> não, agora o congresso é amigo do peito do povo brasileiro. >> Juntos e cham >> agora é o amigo do peito do povo brasileiro, como dizia o Brizola. Que que acontece? Isso é uma reunião de interesses recíprocos, >> né? O Lula provavelmente achava que não ia precisar, né?

¶20Depois, sobretudo que ele tomou aquele pau lá na escolha do da da do Jorge Messias no Senado, né, que ele ficou brigado com a Columbre e aí virou uma queda de braço. Mas eu acho que o Lula estava achando que despejando os bilhões de costume na economia, aonia ia subir e ele ia poder obter uma vantagem nesse campo que é o campo estritamente econômico, né, que o incumbente geralmente tem, que o Bolsonaro, por exemplo, teve eh, 4 anos atrás, por efeito dessa injeção. Só que essa injeção não adiantou muito, não. Isso é uma variável que não, que aparentemente não tá se realizando aí. Que aí isso por um lado, então ele precisa dos dois e os dois precisam dele.

¶21Por quê? Porque o Columb tá no Amapá porque e quer ser reeleito. Você tem o presidente da Câmara, né, que é um político do Nordeste, Lula é muito popular no Nordeste. É que acontece, uma mão lava a outra. Então você precisa de dos dos apoios recíprocos.

¶22E tem outra coisa, o centrão ficou neutro, porque o o centrão o centrão prefere ficar com Lula do que com Flávio Bolsonaro. Então eu eles se dispuseram, me parece, a dar essa força, dar essa força pro velho aí, entendeu? De tentar passar ou pelo menos fingir que vai, né, enquanto o Lula vai apoiá-los nos seus respectivos rincões, né, ou nos seus respectivos interesses, né, porque o Alcolubre não tá não tá não tá competindo, mas quer quer dizer, não tá competindo para senador, tá tá competindo para ser reeleito, né? Eu acho que houve aí essa essa conjunção de interesses, entendeu? E se de fato passar, aumenta a possibilidade do Lula conseguir ganhar.

¶23Aí e tenha isso também, né, que a gente tem falado aqui, porque é uma corrida de fotochar, porque é é meio cabeça com cabeça. É claro que o Lula tá sempre um pouco na um pouco na frente, mas você precisa aumentar a vantagem. O Lula precisa aumentar a vantagem dele, porque ele pode, a gente sabe também que a quantidade de gente que não vai votar costuma ser maior no campo dele do que no campo da oposição, no campo no campo da direita, entendeu? E aí e tem a coisa do timing. Quanto mais perto isso acontecer da eleição, melhor pro Lula.

¶24>> Uhum. >> É, a gente teve um espectador ontem falando justamente isso. Será que o o escândalo que acontecer mais próximo da da eleição vai definir quem vai ganhar o pleito? Flávia, passo para você. Eh, sim.

¶25A resposta é sim. Pronto, devolvo para vocês. Não, brincadeira. Eh, não, eu eu o foi bom que o próprio Cristian trouxe, né, a eleição, a eleição que tá realmente em jogo do lado dos presidentes da Câmara e do Senado, né, que é claro, Hugo Mota tem também essa eleição de outubro que quer, ele quer eleger o pai e tal, mas eh ambos estão muito de olho em fevereiro de 202 e eh sabem que o o Lula não, se eleito presidente, o Lula não tem condições de entregar muita gente para eles nesse apoio, porque o Congresso dificilmente vai ser alinhado ao Lula se ele se eleger reeleger presidente, como já não foi desta vez. A tendência, inclusive, é piorar, é diminuir esse alinhamento.

¶26Eh, a a diminuir, não sei, porque tem gente falando em mais de 90% de reeleição esse ano, né? Tem gente apostando num índice de manutenção dos nomes eh do Congresso muito alto. Mas enfim, melhorar pro Lula, diga. >> Não, por causa das emendas, né? >> O quê?

¶27>> Por causa do efeito das emendas, né? >> Que compram a reição. >> Exato. Exatamente. >> Exatamente.

¶28Então, eh eh o cenário é de estabilidade ou de mais eh eh de um Congresso ainda mais à direita, né? Eh, então o Lula, o que que o Lula tem a entregar para eles para pensando em fevereiro, não só agora nesta eleição de eh de outubro, porque no caso do Amapá, o Davi Columbri tem eh uma expectativa de fazer um governador, mas ele tá bem atrás das pesquisas, então eu não sei. E e o norte não é exatamente onde o Lula nada mais de braçada, né? Embora ele tenha alguma alguma vantagem em alguns dos estados. O pro Hugo Mota, sim, pro Hugo Mota é muito importante o apoio.

¶29Tanto que o Hugo Mota logo declarou apoio ao Lula e chamou de estamos muito alinhados e tal. Então é inclusive um ritmo diferente, mas no caso do Senado, paraa presidência do Senado, pro Alcolumbre, eh como o Artur Lira pode chegar paraa briga e como o voto dos bolsonaristas do Senado já está pro eh provavelmente comprometido ou com o próprio Lira ou com a Teresa Cristina, que já manifestou que quer ser presidente do Senado também. E aí, enfim, se o Lira chega lá, eu acho que ela perde a vez, porque ele vai tratorar, eu imagino. Ah, bom, ficou um trocadilho desagradável, né, para ela que é do agro. Eu falei de tratorar foi sem querer, mas enfim, funciona.

¶30Eh, mas eh o então o Alcol Columbre ele não pode contar com os votos do bolsonarismo, né, no Senado. E o jogo lá, embora tenha tenda a ser mais à direita mesmo, é um pouco mais equilibrado do que na Câmara. Então, o Lula tem condições de oferecer ali algum tipo de de incentivo de apoio que eh ajude o Alcol Columbia a se manter presidente do Senado. Então, realmente aí o é uma troca que beneficia todo mundo, é um wiin, por isso que é juntos para sempre. Agora, o sempre tem exatamente a data de validade de fevereiro de 2027.

¶31É bom. a gente lembrar isso que eles sempre >> Vinícius de Morais será eterno enquanto dure. >> Exatamente. Então aí passou fevereiro, é cada um por si tudo de novo, porque o Congresso vai seguir eh super inflado com as com as emendas até que se disfaça esse nó, se é que ele vai se desfazer de alguma maneira. Tem tem uma parte para desfazer isso que é política.

¶32tem uma parte que é jurídico criminal, né? Então tem tem muitas frentes aí para para desfazer esse nó. Mas até lá o Congresso e e outra e a disfuncionalidade dessa própria coalizão, né, que eh a gente não a gente tá eu entrevistei o o pai do conceito, né, da presidência da coalizão no fim de semana passado e assim quando o pai de um conceito diz que o conceito está sob risco, você ouve, né? Então, realmente a coisa eh tá muito disfuncional e não é esse aperto de mãos que vai resolver isso, não. Eh, o o acordo, eu acho que eh consuma uma boa vontade temporária, reduz tensões.

¶33O Lula sempre teve, né, essa essa capacidade de não de ser um cara que parte pro confronto direto, né? Então ele não é um cara que vai sair em guerra com ninguém. Eh, mas virou a eleição de fevereiro. É cada um por si, cada um pensando nos seus interesses e e fazendo o jogo de libera minhas emendas que eu libero a votação X. Eh, e se precisar pautar a anistia, a gente pensa se falta ou não, a depender das emendas que ser liberado.

¶34>> Até porque o Superdo vem aí, né? O Superdino não vem aí porque passada a eleição vai voltar o negócio de tentar recuperar. né? O o poder de agenda do presidente da República. E aí vai ser que vai ser uma guerra.

¶35>> Então realmente é é casamento de verão, vai durar três meses. >> Carnaval. >> É isso. >> Isso. >> Se o Lula ganha, né?

¶36Agora, se o Lula perde, eu acho que é importante a gente falar desse cenário também, porque a neutralidade do do primeiro porque tá muito próximo mesmo e assim eh a gente não vai poder até até o fim dessa eleição eh desconsiderar muito fortemente essa eh essa possibilidade, né? O Lula realmente tá muito apertado, não tem nada resolvido mesmo. Qualquer soluço muda a coisa. Eh, e aí o Alcolumbre e o Mota, eles eh são afiliados o o o Mota é afiliado do Lira. Então, assim, não é muito difícil eh dar o passinho atrás e falar, sabe?

¶37Não é, veja, estamos aqui trabalhando pela democracia e Flávio Bolsonaro foi eleito pelo povo e vamos que vamos. Isso >> a fatura vai ser alta, como sempre acontece no Congresso, né? O Congresso não, eh o Congresso mesmo os parlamentares com mais visão assim de país e tudo, eh o jogo político lá, quando a Dilma falou do Tomalada Ká, não era só o Tomaladak raso da das trocas mundanas. É um tomalad de inclusive de como se faz política no Congresso. Tá muito bem.

¶38eh, você vai me oferecer o que em troca com relação aos, né, os interesses desse grupo aqui que eu tô representando, que é o dos parlamentares. Então, não é necessariamente que o Alcolumbre e o Mota eh estariam rompidos com o governo Flávio Bolsonaro. qualquer um desses presidentes, gente, chega muito frágil ao Planalto, então porque vai ser eleito por pouco, então vai precisar dos apoios e vai ter que ceder bastante eh ao Congresso para conseguir fazer qualquer coisa. O que vai, eu acho, fazer a grande diferença é que o, se o Lula é reeleito, é o último mandato dele. Então, o tipo de eh legado que ele pode querer deixar, o tipo de compromisso que ele vai estar disposto a fazer para ceder nas coisas que ele quer ou não, é diferente do Flávio, né?

¶39Eh, então, eh, muitas coisas são diferentes, mas estô falando nesta relação em particular, né? Eh, então eu acho que eh e o Lula tem mais autoridade para lidar com políticos que imagina que que ele pode engolir, né, eh, na habilidade dele. Cris, já falei bastante Cristian e Léo. Venham. >> Uhum.

¶40Venham pro papo. >> Não. Ah, eu tava pensando exatamente no questão o a gente fala que o Congresso vai ser difícil pro Lula numa próxima eleição, mas um congresso predominantemente de direita não é necessariamente um congresso predominantemente bolsonarista. A gente não pode esquecer o começo do governo Bolsonaro, que ele no final das contas essa questão das emendas dispara, ele entrega isso pro pro Congresso, embora elas viessem já adiante diante de uma possibilidade de impeachment, sabe? No momento em que ele não como Fernando Color, ele foi eleito sem uma base parlamentar.

¶41Hoje o PL tem uma uma base parlamentar grande, mas essa própria postura do centrão mostra seguinte, eles são de direito, eles são conservadores, mas eles não são, eles não não estão necessariamente comprados com a agenda bolsonarista. Eles vão cobrar caro para aderir essa agenda. Essa agenda também eles podem até gostar dela, mas vão cobrar caro e vão como vão cobrar do Lula também. Então não vai ser. E e a impressão que eu tenho é que o Flávio tá cercado de gente menos experiente, embora como um leitor nosso tenha chamado atenção aqui pro no chat, o as grandes raposas do do PT estão no seu inverno também, como o próprio Lula, né?

¶42né? Aquela geração de políticos extremamente experientes, mas também tá no seu inverno, mas ele ainda é cercado de gente mais capaz do que o entorno do Flávio. >> Embora na na no Lula 3 a articulação política tenha sido muito mal conduzida, a meu ver, pelo Alexandre Padilha ali naquele nos primeiros dois anos. Foi tempo demais. Já falei isso aqui algumas vezes, eu não me conformo do tempo que >> que se manteve ali.

¶43E depois com a Glaise, surpreendentemente para muitos, eh, ela conseguiu ir um pouco melhor. Ela conseguia ter uma interlocução menos difícil, ainda bastante difícil, mas um pouco menos difícil do que o Padilha tinha, né? que o Padilha, enfim, o Lira rompeu com ele, pediu a cabeça. Aí o Lula obviamente não quis entregar essa cabeça imediatamente, mas depois ainda foi prolongando aquele aquele aquele aquela vacância, era uma vacância, né? O o exercício do ministério do Padilha.

¶44>> Agora, Cristian, sabe o que eu tava pensando também? Eh, eu eu a gente ainda não teve oportunidade, pelo menos eu não tive oportunidade de debater com você aqui na bancada. uma coisa que andou nos consumindo por alguns dias e que aos poucos eh vai mudando de pelo menos até aqui, né, de proporção eh no noticiário e me parecem também na na no calor mesmo das campanhas, né? O a Yasmin falou assim: "Ah, do qual vai ser o escândalo que vai definir na última semana e tudo mais." E a gente passou aqui o mês de maio e junho tratando de Dark Horse, o mês de agosto tratando de Lulinha, julho de Copa do Mundo. Ainda bem, pode ter um respiro, né?

¶45Mas foi isso. E aí, eh, as campanhas estão realmente engajadas em economia. Então você, olha, o Lula nesse esforço de, como você mesmo descreveu, tentar fazer avançar essa pauta do 6 por1, que é a meu vera realmente a que tem mais potencial de lhe render eh votos e simpatia pelo simbolismo que ela carrega, não necessariamente pelo efeito, né, em em mais gente. Eh, e o Flávio Bolsonaro, 90% do material que eu vejo ele divulgar, que nas redes e tudo, é batendo na economia, é batendo na compra, no poder de compra das pessoas e não sei quê. Eh, te surpreende que a gente esteja com dois escândalos pairando e as campanhas estejam eh focadas nisso ou não?

¶46Ou você acha que é o curso natural das coisas mesmo? Não, isso não me surpreende não, porque se as duas partes, se a corrupção é um problema midiático para as duas partes, as duas partes não vou falar de corrupção, né? Vou deixar os outros ali >> nas redes sociais, os militantes jogando o o os escândalos eh reciprocamente, né, culpabilizando os adversários pelos escândalos do dia, né? E aí eles vão tentar focar numa coisa que eles acham que vai ser mais decisiva, que talvez seja a economia, né? a gente sabe que que é o país tá polarizado, quase que de maneira petrificada de alguma de alguma maneira, pelo menos no que diz respeito no segundo turno, né?

¶47Então, eh essa variável da economia era para ser a variável que ias, >> digamos assim, conquistar a meiuca ali dos 4 5% que vai decidir a eleição pro lado do Lula. Mas isso não tá acontecendo. Por isso tá sendo esse investimento todo com a reaproximação aí com o casamento de como é que é o amor de carnaval. >> Amor de carnaval. >> Amor de carnaval e do Lula com Alcol Columb e com o Mota, né?

¶48E mas eu acho que o jogo também, eu acho que também tem o seguinte, eu acho que tem uma a fração dos ditos independentes, entendeu? Ela também ela é representada em boa medida eh por aqueles que queriam ter um candidato de centro e que não tem. Eu acho, eu acho um pouco também que os órgãos que mobilizam essa, a questão dos, dos, >> dos escândalos de alguma maneira, procura um pouco barganhar um pouco também com, com essa temática que uma hora vai para cá, outra hora vai para cá. Eu acho que tentando tentando obter dos próprios candidatos alguma algum tipo de concessão mínima, entendeu? Já que eles próprios não têm não têm eh candidato, entendeu?

¶49Então eu acho que tem um pouco, eu achei engraçadíssimo que eu vi essa ontem foi muito interessante que a gente viu, ai meu Deus, esqueci o nome dele, tô vendo a cara dele, né? O jornalista, não sou jornalista, então eu sou um deb mental, eh, falando que tava tudo prontinho para começar, recomeçar o vazamento da do escândalo do Dark Horse, que vai prejudicar, né, Vorcário e e Flávio e que e que e que tá haveria um timing, né, né? Quer dizer, os vazamentos são usados um pouco como no tempo da Lava-Jato. Não tô falando que é igual a Lava-Jato, mas você tem um mecanismo ali de você conseguir. E aí a gente entra no outra numa outra seara, quer dizer, a gente tá falando da seara, eh, de de grupos que querem ver se recuperam minimamente um poder de barganha através da administração dos escândalos.

¶50E aí o negócio recai sobre quem? O negócio recai briga, né, do eh diretor da Polícia Federal com Mendonça e o problema do Mendonça com o Alexandre de Moraes, né? Porque fica parecendo que tem um ministro que quer favorecer eh um dos lados porque sabe que se Flávio ganhar o Supremo vai vai virar a Suprema Corte dos Estados Unidos, né? Então você também tem uma briga interna dentro do Supremo, que não é só briga interna, não. Acho que também decide da sorte da República, já que o Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição e o guardião do regime, que tá em crise aí, enfim, tá em transição, mas essa transição pode ir para mais de um lugar diferente, né?

¶51E aí a gente consegue entender essa, aí a gente chega no outro ponto que a gente levantou aqui também, que é muito interessante, que é o Lula tentando botar pano quente na relação do diretor da Polícia Federal com >> o Mendonça, para ver assim, ó Mendonça, para, olha só, eu não posso começar a falar mal do Supremo, então eh, para de vazar coisa aí contra mim, entendeu? Para de e isso só para quem não viu, pro público, caso não tenha visto, a Ana Flor do Globo News e do G1 deu no blog que o Lula pediu pro Andrei Rodriguees se encontrar com o André Mendonça. Isso é algo que o numa outra reunião que tinha sido mediada pelo Jorge Messias entre o André Mendon e o Wellington Lima, né, o sobrenome dele, que é o ministro da justiça, que é o chefe da Polícia Federal, né, embora, enfim, haja alguma autonomia, mas fica debaixo do Ministério da Justiça a Polícia Federal. Houve uma reunião entre esses três, Jorge Messias, André Mendonça e Wellington Lima. E dali saiu a promessa de que eh não, o próximo passo de apaziguar um pouco essa relação Mendonça à Polícia Federal é um encontro com o Andrei Rodrigues, que é o diretor geral da Polícia Federal.

¶52E esse encontro não aconteceu até até ontem. Vamos ver, de repente ainda rola hoje, mas parece que é semana que vem. Eh, e aí o Lula, então, segundo Ana Flor, interveio e falou: "Ah, ah, chega, gente, vamos parar com isso. Andrei, vai lá falar com André Mendonça e tenta eh apaziguar". Eu acho, Cristian, que tem uma tem uma dimensão dupla, né?

¶53Bem ao modo Lula de fazer esse tipo de intervenção, né? Eh, de um lado é uma chamadinha no próprio Andrei, né? De tipo demorou, né? vai lá, porque a coisa tá saindo do controle, não dá paraa Polícia Federal ficar conflagrada com o com o STF desse jeito, não vai funcionar. E pega mal pro Lula, né?

¶54Inclusive, porque toda a base do discurso de defesa dele, que aliás ele deve repisar hoje no Jornal Nacional, porque é ele que é o sabatinado de hoje, >> é o de que ele não interfere, é o de que a so, né, sob o seu, a sua gestão, a Polícia Federal pode investigar, procurar e esse discurso tá fragilizado justamente diante desse conflito com o André Mendonça, em que o André Mendonça, a desconfiança é mútua. O André Mendonça acusa a Polícia Federal de sonar informação sobre o Lulinha, de demorar para investigar o Lulinha e etc. E enfim, o Marcola e tudo que envolve o caso Luxinger e tudo mais. E a Polícia Federal, por sua vez, acusa o André Mendonça de não só interferir nas suas nos seus trâmites internos, como de também imprimir outro ritmo à investigação do Dark Horse para favorecer o Flávio Bolsonaro. Então, tá todo mundo desconfiado de todo mundo, cada um com as suas razões eh explicitadas publicamente e o Lula tá falando, ó, vai lá, Andrei, vai lá se resolver isso, né?

¶55Seja para ter um esse trunfo de >> não. E e vai e vai acenando pro ministro André Mendonça, que ele é o amiador de institucionalidade, né? Que ele é o cara dos panos quentes. Ele não é o não é que nem o chefe do o ex-chefe do do próprio André Mendonça, as pessoas esquecem que o André Mendonça foi o ministro da justiça de Bolsonaro. E é até engraçado que isso aqui fala foi a GU.

¶56Foi a GU. >> Ele não foi os dois não. >> Ele não substituiu o Moro. >> Eu não lembro se ele foi, >> mas de qualquer maneira foi também. Lembrava dele como Aguil.

¶57>> Não, eu eu lembro dele fazendo lista de antifascista, mandando mandando vigiar a gente, essas coisas assim. Ele como AGU processou um monte de inimigos políticos do governo. >> É, então, mas seja como for, é assim, o >> chequei aqui. Ele foi advogado geral da União, >> né, em janeiro, de janeiro de 2019 a abril de 2020 e depois, novamente, de 2021, de março de 2021 a agosto de 2021. e ministro da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março de 2021.

¶58Portanto, é muito é muito compreensivo que vocês estejam nessa confusão, porque o foi e voltou. Ele >> substituiu o Mouro. >> Exatamente. Porque o o Bolsonaro precisava de alguém >> caninamente fiel a ele. >> É, as pessoas esquecem isso, entendeu?

¶59assim, ele é ele é duplamente qualificado pelo bolsonarismo. Porque assim, quando você quer agradar o presidente da República, quando o presidente da República quer botar alguém dele, em geral ele bota um AGU, por exemplo, sei lá, o Fernando Henrique botou o Gilmar Mendes, a a você cedar não. E e o Temer colocou o Alexandre Moraes, que era ministro da justiça, quer dizer, >> que foi ministro da justiça. >> Você botar ministro da justiça e AGU, é, é porque o Pedro não tá aqui, então vou vou ficar falando de história. Quando, quando, quando a AGU e a e a Procuradoria da República >> ah, tá.

¶60É que eu fico achando que ninguém quer saber desse negócio chato, entendeu? >> Nos presentei com as suas explanações. >> Uma coisa que é uma coisa curiosa, né? Isso é muito velho. Quando os ministros da República, quando os presidentes da República Velha queriam botar um cara desses, eles botavam o chefe de polícia do Distrito Federal, que era aqui no Rio, entendeu?

¶61Eles nomeavam Arelio, Leal, eu nomeava os caras. Depois eles passaram a nomear os PGRs, porque os PGRs na época eles faziam também papel de advogado da União. >> Uhum. >> Não é o Ministério Público e a GU era a mesma coisa. >> Você tinha uma ideia de que quem eh o MP defende o interesse público e o interesse público que defende ao governo.

¶62Não tinha essa separação que a Constituição fez entre interesse público e interesse do governo, não é? Então, eh, ministro, então, e o do PGR, né? Tá ali na possibilidade também. Aras tava lá puxando o saco do Bolsonaro, né? Mas de um modo geral, o PGR tem agido de maneira mais independente assim, né?

¶63No histórico. Canino mesmo é ministro da justiça e advogado geral da União. Então o o o André Mendonça, ele se qualifica e ele não é um cara, me parece, tipo Cáio, ou tipo eh Aras, que é um, eu acho que é um tipo mais oportunista, entendeu? Que vai mudando para lá ou para cá. Assim, não tem, é meio, é meio que é meio centrão.

¶64Tofol. >> É, eu acho que o o Mendonça tem convicção, >> ele tem convicção e ele vai, então, ele tá ali dentro do Supremo em minoria, ele tem uma missão. Eh, se se Flávio Bolsonaro ganha, ele vai virar o Chief Justice ali do é ele vai ter grande poder na escolha dos ministros. Ele vai ter não só do Supremo, mas na na influenciar as escolhas dos ministros por parte do também do STJ, entendeu? Então, e aí é a liquidação dessa dessa corte que condenou Jair Bolsonaro e aí ele vai facilitar facilitar a vida do do do Flávio, né?

¶65>> Diga, querida. >> Mas, Cristian, mas mas quem cumpre esse papel hoje pro Lula é o Alexandre de Morais e o Flávio Dino. É uma dobradinha, certo? Então, >> isso não estaria sendo inaugurado, né? Não, não, não, não, não, não, não, não.

¶66Eu acho que tem uma inauguração, tem uma inauguração >> no seguinte, é uma inauguração à direita, porque assim, você tem você tem uma uma >> um Supremo, digamos assim, que é liberal democrata, que é o Supremo que vem lá de trás e vai para Lava-Jato. É o Supremo que vai desde Celso Melotan, né, que é presidente que era o decano e é mais ou menos liberal democrata e embarcou na Lava-Jato, depois deu aquela confusão toda. Foi esse Supremo também que eh com o delegado de polícia nomeado pelo Temer, que era Alexandre de Moraes, segurou esse negócio todo, né? Então você tem alguém lá dentro assim, mas você não tem alguém que tá identificado com a reação, né? >> Você tem gente que pode se aliar a reação porque sei lá Toófo né?

¶67A gente viu ali no governo Bolsonaro, mas é um isso isso. Mas mas esses caras não comandam, eles não lideram, eles não tomam iniciativa, uma liderança. >> O Mendonça quer tomar porque ele é um cara de convicção. Acho que ele tem um histórico de convicção, entendeu? E aí você ia ter essa situação do dentro do Supremo.

¶68É claro que isso não ia acontecer de saída, porque eh isso depende de você ir preenchendo o Supremo com outras vagas, mas era muito possível que o Mendonça fosse fosse indicando Mendoncinhas para ir para ir preenchendo as vagas do Supremo Tribunal Federal. Então, depois de algum tempo, não sei se dois anos ou três anos, a composição do Supremo tá completamente diferente. Inclusive, Flávia, antes de passar para você, >> deixa sentir. Desculpa, >> eu tava só, eu ia só complementar para trazer uma pergunta da audiência que eu acho que tem tudo a ver com esse assunto, não uma pergunta, na verdade é uma afirmação do @tiagos sobre esse casamento, belo casamento primaveril em pleno outono, que diz o seguinte: ao Columb e Mota podem estar interessados nas indicações ao STF que o Lula pode vir a ter, pensando até nessa estratégia e pensando numa possível futura estratégia do André Mendonça, aí eu devolvo para você trazer análise. >> Mas aí é difícil.

¶69Isso é interessante, mas >> não tem uma tá longe. Uma quicando. >> Oi. >> Tem uma kicando. Tem uma vaga aberta.

¶70>> É a do Messias. Exatamente. >> É Bolsonaro. >> Isso que é que é o que eu ia falar que o Messias ele cumpre um papel duplo e dúbio >> eh nesse sentido, porque ele é muito e ambíguo >> porque ele é próximo do André Mendonça e do Lula, né? Então ele ele e e foi vetado justamente pelo Dino, um dos, né, um dos vetos vieram do veio do Dino, porque o Dino não gosta do Messias.

¶71Eh, o próprio Alexandre de Moraes também não não queria porque não queria ver o André Mendonça fortalecido. Então, justa diante dessa eh deste racha, né, desses dois grupos, dessas duas facções, né, que foram sendo construídas dentro do Supremo, o Messias é o nome que que transitaria entre as duas e que foi vetado pelo principalmente pelo lado do Lula. Isso, né, pelo lado do Morais, do Dino, eh, que em tese é o alinhado ali ao ao >> Lula, eh, eu acho, eu acho que é possível que ele tenha entrado na conta de negociação com a Columbre, sim, viu? >> Uhum. E tem uma coisa, existe um risco, como você disse, ele é ligado ao Mendonça e ao Lula.

¶72num governo, num eventual Lula 4, ele é um ministro do Lula, >> mas no que a a a o Dino e o Morais estão não estão exatamente errados dentro dessa estratégia, porque num governo Bolsonaro é possível que em muitas coisas o o o Messias se alinhe também ao Mendonça. Do ponto de vista de conservadorismo, por exemplo, o Zanim é muito mais próximo do Mendonça que do Dino, por exemplo. >> O Dino é conservador também em muitas coisas, porque o Dino também é muito religioso, embora ele seja de uma esquerda progressista, né? Ele foi do PSB, acho que foi do PCD B também antes disso e tal. PB.

¶73Uhum. Mas é, mas é um, mas não é a coisa do progressista nos costumes. É um, é uma visão de esquerda, de mundo, mas ele é bastante católico. Não acho que necessariamente ele fosse ser um um conservador, né, assim, em votações desse tipo, mas também não me parece que o Supremo está disposto sequer a fazer esse tipo de votação no curto prazo. >> Entende.

¶74E e ser católico também não é sinônimo de ser conservador. >> Dá para ser católico de muitas maneiras. Exatamente. Ah, não, >> mas o Dino tem algumas posições, né, nestas pautas de costumes, eles ele tem algumas posições mais conservadoras, outras não. Então, eh, o que eu já li sobre, já vi ele falando eh por exemplo sobre casamento gay, né, homoafetivo, né, que eh e coisas assim, menos mais progressista, mas na questão do aborto, por exemplo, eh eh ele é, até onde eu já li ele falando, é favorável com os casos que já com aqueles casos que já estão na lei.

¶75Eh, e que há um movimento, inclusive de retroceder nisso. E nisso eu acho que ele não embarcaria, mas também não embarcaria num avanço da pauta. É isso que eu quero dizer. Então, mas o próprio Lula não é essa figura progressista de costumes. O Lula >> e e é eh a gente tá falando de esquerda velha, de esquerda velha no sentido tradicional, >> tradicional, >> sabe?

¶76falar de economia, de >> ex, >> tá, tá mais preocupada >> agora >> de onde as pessoas terem o que comer do que em qual banheiro elas vão usar, né? Exatamente. Exatamente. E aí eu o que eu tô achando interessante é que a gente tá falando, né, de uma eleição em que tudo indica, né, e o o André Mendonça é o dono da pauta no que diz respeito ao Supremo e as e portanto as aos dois escândalos que estão eh conflagrados já, né, que já estão no ar na no noticiário. É, eu entendo que essa essa aproximação, essa tentativa, né, de apaziguar ali com o com o Andreé para conter um pouco os vazamento, sim, porque realmente teve uma uma proliferação aí, uma intensificação de vazamento só do processo do Lulinha, né, dos processos do Lulinha e não dos demais.

¶77E até a gente debateu isso aqui, eh, Cristian, não me lembro que dia que foi, acho que foi terça, que eu pelo menos acho que eh vaza, eh, investigação que tá andando vaza, tanto faz de qual tipo se não tá vazando é porque não tá andando. >> Então, alguma coisa tá esquisita mesmo e tá e tem essa pressão, né, para que ele para que ele eh equilibre um pouco aí o andamento de tudo, né? Sim, eu não sei se vocês que vocês são mais informados do que melhor informados do que eu, que tem gente no gabinete do do Mendonça, gente dentro da polícia que tem gente que acha que é ligado ao ter Bolsonaro que não sei que aí tem uma um acordo que aí fica o pessoal que é ligado a Bolsonaro dentro da Polícia Federal fica vazando pro gabinete do do Mendonção. Fica fica fica um negócio assim de >> não >> de filme, entendeu? O que o que acontece é que o o Mendonça, o Mendonça, como outros ministros do Supremo Tribunal Federal, também tem os delegados da Polícia Federal, de quem ele é mais próximo, inclusive os delegados que ele escolhe para eh atuar nos casos que ele tá relatando.

¶78Isso é é algo que virou, >> provavelmente são do tempo em que ele era ministro da justiça. >> É, possivelmente sim. Da mesma forma que o Alexandre chamou para isso. Isso, isso, >> isso, >> isso. Mas como, mas como ele tem convicções, isso que eu tô achando interessante, como ele é um homem que tem convicções, ele usa também essas convicções como os outros têm usado, só que no sentido oposto, né, no sentido de favorecer alguém que não, >> cuja orientação política é contrária ao histórico da Nova República, todo exceto naquele período ali entre 2019 e 2022, né?

¶79Isso que eu acho interessante >> agora. E você acha interessante, Cristian Lint, o Brasil desenvolver a sua bomba atômica? >> Olha, sobre a bomba atômica, eu tenho eu tenho uma espécie de anedota que é a seguinte, quando você podia fazer, você não quis. Agora que você quer, não tem mais, tem ninguém mais vai deixar, entendeu? Então no fundo e que eu acho que o que o Renan que não é nada Santos, é, entendeu?

¶80Eu tenho a impressão de que o que que ele fica falando, né? É, eu não achei ele muito santo ontem não. >> Flávia, antes da gente começar esse papo sobre o Renan, deixa eu aproveitar e já trazer, porque como a gente falou dele na abertura, o pessoal já foi mandando perguntas, já foi trazendo seus pareceres. E aí o o Caio Fer falou o seguinte, ele perguntou se a gente pode considerar que a entrevista do Renan foi a melhor de um candidato de direita desde a ascensão da nova direita. E o Rafael Baildo completa dizendo assim: "De todos os candidatos até agora, ele achou que o Renan, mesmo com todos os problemas das suas propostas, foi o que se saiu melhor nessa entrevista".

¶81>> Eu concordo. Eu discordo de várias coisas que o Renan propõe e fala em termos de comunicação política. Ele foi bem melhor do que o Caiado e do que o Zema, mas muito melhor. Eh, >> milhas melhor. >> Eh, houve também uma mudança sutil, mas perceptível de postura do César Trali e da Renata Vasconcelos.

¶82Desconfio que eh alguém pode ter eh comentado lá internamente que eles interromperam demais o Caiado na véspera. Eh, não tô falando que eles fizeram mal ou bem e interromper demais o Caiado, tá? Eu eu particularmente acho que fizeram bem e acho que esse tipo de entrevista é para isso. Eu manifestei aqui ontem na bancada essa minha opinião, que esse esse tipo de entrevista é para pressionar o candidato, não é para ele expor, né? assim, eh, livremente tudo que ele pensa sobre o mundo.

¶83Isso é tem outros lugares para ele fazer isso. Não é a bancada do Jornal Nacional, a meu ver. Mas ontem realmente eu senti que a Renata e o César Tralha, a Renata Vasconcelos e o César Tralhe estavam interrompendo menos. Isso pode ser tanto uma orientação interna quanto pode ser justamente pelo fato de que o Renan foi mais articulado, ele respondeu melhor as perguntas. Então também exigiu menos interrupções, né?

¶84Se enrolou menos. eh ele tinha muito mais clareza do que ele queria dizer, do que ele queria transmitir ali. E ele tem uma versatilidade que é eh útil na política que conseguir realmente mudar de figurino, dependendo do público, que o que ele eh apresentou no na bancada do Jornal Nacional é alguém com posições controversas, mas de razo razoável para se debater. é diferente do que ele faz nas redes sociais, por exemplo, do que ele já fez em outros debates, em outros tipos de confrontos, do que ele fez no próprio debate da Band três, quatro dias atrás. Quatro dias atrás ele parecia um maníaco com fraldas geriátricas na mão e e com grau de histeria nas respostas, muito diferente do que ele se apresentou ontem.

¶85E ele tem essa habilidade de mudar de figurino. E isso lhe é muito útil. Eu não sei o quanto o público vai eh topar as duas personas, porque também o público também não gosta tanto de duas personas tão diferentes, né? O Jair Bolsonaro, se a gente lembrar, ele vivia muito mais na persona agressiva do que na outra, né? Ele tinha pouquíssimos momentos de de calma, de de compostura.

¶86>> Dr. Jackel dele trabalhava uma vez por semana. Exatamente. Ele então tanto no cercadinho quanto nas nas lives, quanto eh em entrevistas coletivas, ele tava sempre em modo de confronto, de, né, de mais agressividade e tal. Eh, era raro o momento dele mais sereno, vai, por assim dizer.

¶87O Renan, não, o Renan tá fazendo, tá tentando, me parece, apresentar uma coisa meio a meio que eu não sei o quanto o público vai topar, mas ele de fato ele foi muito melhor na entrevista ontem do que os outros dois que o antecederam. Hoje é o dia do Lula. Eh, eu concordo com a opinião do Pedro Dória, que ele expressou aqui ontem, de que o Lula provavelmente vai flanar nessa entrevista, vai sair muito bem. Ele ele tá tem muita experiência com jornalistas de todos. os tipos de todas as naturezas, né?

¶88E e aí o Flávio amanhã é que para mim também vai ser uma grande incógnita, né, que a gente vai acompanhar. Mas tem uma coisa sobre os conteúdos do que o Renan falou, que eu acho que aí eu brinquei, né, chamando pela questão da bomba atômica e eu entendo que tem a, como eu falei, eu acho que o a argumentação dele é muito razoável. Eu não concordo com ela, mas ele é, ele apresentou uma razoabilidade, uma razão por trás do que ele tá defendendo, que é a de imaginar o Brasil numa como uma super potência daqui a 30 anos. Então ele, para quem não acompanhou a entrevista, foi neste contexto que ele inseriu a resposta dele, >> que a defesa dele de que o Brasil devia ter uma bomba atômica, porque se quiser ser uma superpotência daqui 30 anos, precisa ter condições de falar de igual para igual com outras. superpotências que têm eh armas nucleares.

¶89Eu particularmente concordo com o Cristian e quero ouvir mais do Cristian sobre isso e o Léo, enfim, eh a Constituição não permite. Então assim, isso passaria inclusive por uma mudança constitucional, mais uma. Então o que tudo que o Renan propõe pro país, quase tudo passa por mudanças constitucionais. E a meu ver, se você tem um plano de governo em que grande parte do que você tá propondo precisa mudar a Constituição, você tá em desacordo com essa Constituição. E aí isso me preocupa intensamente, né?

¶90Eh, mas enfim, queria ouvir vocês >> só uma observação. Se bomba atômica fosse sinal do desenvolvimento, Paquistão e Coreia do Norte iam ser paraísos, né? Os dois os dois países têm bombas atômicas. Eh, eu diria que a questão do desempenho dele tem que ser analisada, né, eh, como fez a Flav, dois níveis diferentes. Um é o nível da performance e outro é o nível do conteúdo do programa, né?

¶91Do ponto, eu acho que o o pessoal que tá acompanhando a gente, quando ele faz a pergunta se foi bem ou se foi mal, eles estão avaliando a performance. Ou para não usar a palavra estrangeira, porque o nacionalismo tá em moda, de novo, o desempenho, né? Então assim, do ponto de vista do desempenho, quem vai negar que Renan Santos é muito habilidoso, ele ele mobiliza muito bem a retórica. Não é à toa que esse pessoal dele próximo dele tem como ícone Carlos Lacerda, né? Que que era o Carlos Lacerda?

¶92Carlos Lacerda era uma liderança liberal democrática num tempo de guerra fria e que com a deriva com a deriva de esquerda caiu fortemente pra direita e ele era um tribuno. E essas pessoas que compõem MBL ou Missão, né, eles eles são uns menin os meninos, desculpa, menino é comparado com sei lá, com o PT, né, com Caiado assim, mas assim, é uma geração mais nova, menina é todo mundo que é mais novo que eu. Tá, pronto, tá resolvido. O critério é esse, tá, né? Tá bom, menina.

¶93Então assim, todo mundo é melhor do que eu. São os caras assim de 25 a 30, 40 anos de idade, né? Que tem todos um perfil parecido. Quando a gente olha, eles são de classe média média ou classe média alta, eles são formados em, né, se formaram em colégios privados, participaram do uma emergência de movimento estudantil pela direita nesses lugares privados ou no Macken ou na PUC ou seja lá o que for, tá? Puk, quando eu falo PKU épuk do Rio de Janeiro, tá?

¶94Então você, eles têm um perfil muito parecido, são são homens, tá? Eh, logo tem uma educação maior do ponto de vista da instrução, do ponto de vista da instrução e são mais preocupados com doutrina. Eles são preocupados com mais doutrina e com programa. Eles eles têm uma coisa de renovação, de reenxertar eh eh conteúdo, digamos assim, conteúdo intelectual, porque isso é uma marca da elite, né? Então eles reivindicam um certo retorno de uma certa elite de direita da sociedade civil, tá?

¶95Porque porque até agora a gente tinha elite da sociedade civil, a gente sempre tem, mas a elite é é uma elite progressista, né? Eles são uma elite de direita, mas eu digo, eu diria que o lugar de recrutamento não é muito diferente desse pessoal, né? E é um público que tava sumido há muito tempo. Daí eu não me lembro, eu eu sei lá, eu tinha, sei lá, 16 anos de idade, em 1990, esse público não participava. Aliás, esse público era de esquerda, era o público que tava no impeachment do color, que a nossa minha geração é a geração do impeachment do color, não é?

¶96Dela é da Dilma. >> Da. É. >> Ent. Então o que acontece?

¶97E aí você tem essa coisa tribunícia, essa coisa do programa. Alguém já me falou que eu até tava querendo ler, eu tava num congresso de ciência política, né, lá em no Pará. Alguém me disse que o que o famoso livro amarelo do do Missão que tem um livro, mas parece que são é uma coleção de uma enciclopédia, né? Isso lembrou até o Plino Salgado que tinha enciclopédia integralista, né? Que tudo é é tem que ser uma coisa doutrinária, né?

¶98Então esse aspecto me parece um aspecto interessante. Então você tem você tem uma boa desenvoltura de no falar. E vamos falar outra coisa. Você também tem comunhão de classe com as pessoas com que você tá conversando ali nesses programas, entendeu? Você não tá conversando com a dona Maria, você não tá conversando ali com o seu o seu João da Silva, né, de onde saiu, aliás, o senhor Luís Inácio Lula da Silva, né?

¶99>> Tá? Então, nesse ponto de vista, é uma coisa que encanta, eu acho, que setores de direita da classe média que estavam eh órfãos desse desse dessa retórica mais, digamos assim, tá? Do ponto de vista do conteúdo, eh, eu acho que tem um ponto que também é muito importante. Eh, eu vou falar só de um aspecto do conteúdo, não vou, depois a gente entra nas minúcias da bomba atômica, né? Ele é o único candidato que tá vendendo futuro.

¶100Você olha para ele, você vê que ele não tem nada a ver com a nova república. Quando você olha para Lula, Lula é a encarnação da Nova República e, né, e que a resgatou do naufrágio em 2022, do da da ameaça que teve ali em 2018, 2020. O outro representa o o naufrágio, entendeu? Então, um representa 88, o outro tá representando 64. Então, os dois se apresentam um pouco como eh verso e reverso da mesma coisa.

¶101Um quer manter a República como ela está e ela tá cambalhando, ela tá em crise, ela tá com esgotamento, tá? Ela tá assim. Eh, o Lula, na verdade, ele não regenera a o regime, não tem como. Ele é o regime, ele se tornou o regime de alguma maneira, representação do regime, tanto pro lado bom de quem é democrata ou pro lado ruim de quem acha que o regime é corrupto, que o regime não representa ninguém, que o regime é comunista, tá? E o outro é a negação disso, mas é uma negação assim como se fosse uma sombra, ele não tem conteúdo próprio, ele é o oposto.

¶102>> O Caiado é um é um candidato eh das antigas também. Ele é um veterano lá da eleição de 89. Então, quando a gente e e a gente vê também a questão das idades, né, assim, o Flávio ele só é novo na aparência, na verdade ele é o Jair, ele é um boneco do Jair, ele é um fantocha do Jair. Então, ele tem lá seus 70 anos, o Lula tem os 80, o Caiato tem 75, fica na média, né? O Zema, com todo respeito, não existe, tá?

¶103Então, eh, quando aparece um um um Renan, né, que que se mexe com a energia de um garoto, ele é o único cara que tá vendendo futuro. Ele tá gente, ele tá falando daqui a 30 anos. O Lula fala em manter a democracia, resistência, resiliência, entendeu? O discurso é um discurso conservador. O discurso do Lula é um discurso de conservação do regime, não é?

¶104E o outro é também um acaba sendo um discurso passadista, porque pode não ser mais 64, mas é 2018, 2019, né? O caiado é voltar pros anos 50 de alguma maneira lá pro PSD do Jcelino, sei lá, do Então só o o Renan vem de futuro. Então quando ele fala tem um frescor, tem uma coisa nova, tem uma coisa assim, você tá ouvindo coisas que são diferentes, entendeu? Isso é uma vantagem, eu acho que ele oferece também. E se ele souber mexer os pauzinhos, eu acho que de repente até o agro compra o pessoal lá do lá do interior.

¶105Então ele tem muito mais substância do que Flávio Bolsonaro. Isso não tem dúvida nenhuma, não é? pelas razões que eu já mencionei. Agora a questão é o conteúdo, né, da bomba atômica, buquele, né, tem essas, né? Agora, o problema é o seguinte, eu como democrata fico assustado com isso, mas quando eu fico olhando para duas coisas que estão olhando 30 anos, porque daqui a 30 anos ele ele vai ter 75 anos.

¶106Existe muita gente, os garotos da da de de 30 anos de idade, 25, sei lá, 35, né? Eu ouvi isso outro dia de uma de uma de uma pessoa importante na prefeitura do Rio de Janeiro, que tem essa idade, que é um dos eh, digamos assim, um cara um dos garotos do Eduardo Pais, digamos assim, do dentro do PSD, que fala com maior tranquilidade que ele vai ser presidente da República, tá? Não digo agora, mas mas assim, talvez, talvez não seja 2030, mas pode ser 2034, tá? Essa geração desse nicho social, eles vem a república de uma maneira muito diferente da nossa da que a gente vê. tem um tem um corte geracional.

¶107Eles acham, eles têm posições mais conservadoras, você não precisa ser de extrema direita, mas eles acham que tem um certo mundo que já deu, entendeu? E que e as coisas estão caminhando para isso aí. Não tô falando que, repito, que vai paraa bomba atômica, que vai para não sei quê, mas é o mundo que está mais à direita e eventualmente essa constituição é meio incompatível e você vai mudando, vai mudando com ela aos poucos, né? Eles também não são golpistas, tá? Então eu acho que o Renan passa essa sensação, é assim, ele ele é temporão, mas ele promete um futuro que os outros candidatos não prometem.

¶108Mas eu, como já passei dos 50 e eu tenho medo desses garotos. >> Cristian, tem uma pergunta no chat para você. O Gustavo, ele diz assim que ele percebe que o Renan, ele acena pros desenvolvimentistas ao falar de bomba e soberania, mas ao mesmo tempo não perde os neoliberais porque também fala em corte de gasto. Mas aí alguém tá sendo enganado aí na opinião do Gustavo, >> eu não sei se tá sendo enganado, eles estão fazendo uma síntese nova. Aí eu vou falar de coisas acadêmicas, tá?

¶109Eu tô aqui, eu tô escrevendo um livro sobre ideologias políticas brasileiras. Eu sei que eu já dei o curso e eu tenho um artigo sobre isso, mas eu tô escrevendo o livro, a pesquisa que tá saindo lá lá informar tá com 450 pastas. Mas uma das coisas que eu defendo é o seguinte. Ah, tá. Rufo, já vendi um.

¶110Dois, dois, dois, dois. >> Oba. Dois. Já tô rico, né? >> Eu vou esperar virar filme.

¶111>> Ah, tomara que vire. >> É, é o corte geracional, né? >> Se bem que já virou, já virou. >> Faz um podcast, Cristian. Não é, é, eu tenho que conversar com vocês para para fazer conteúdo, né?

¶112Mas assim, o meu ponto é as ideologias elas elas elas mudam, elas não são fixas no tempo, elas se adaptam a esses ciclos que que eu fico falando aqui, né? A gente tem um processo geral de que eu chamo de mundialização, que é a integração progressiva do mundo todo por sucessivas revoluções tecnológicas, né, que impactam no desenvolvimento do capitalismo de um lado e que vão democratizando do outro. Então, a gente tá saindo de um mundo que fechado, agrário, eh, rural, entendeu? Isolado, né? Sei lá, do século X e aristocrático, feudal, hierárquico, a gente vai indo para um mundo que é o contrário, que ele vai ficando cada vez mais democrático e mais integrado do ponto de vista do capitalismo, tá?

¶113Só que isso não é uma linha, isso não é igual superhôem para cima pro alto eavante, não é um negócio retilíino uniforme. Isso avança por eh eh avanços e reações, porque você tem muita mudança nos períodos de globalização. Aquilo dá um desarranjo, aquilo causa insegurança, aquilo causa umas crises, aquele otimismo desaparece tudo, aí aparece a insegurança. Você tem um um um um um retorno, tá? Não vou ficar falando dos períos da guerra dos 30 anos, mas enfim, você tem um movimento que que funciona assim.

¶114Ele não, ele não interrompe, mas ele, ele vai >> o efeito sanfona, meio sanfona, só que a sanfona vai ficando cada vez mais larga. >> Exato, né? >> Tá. Então é ou vai em espiral ou vai uma coisa assim. Então a gente consegue imaginar para onde é que a coisa tá indo vendo as reações históricas anteriores.

¶115A gente consegue ver a década de 20, de 30, 40. A gente consegue ver do século XX, a gente consegue ver a década de 10, 20, 30, 40, do século XIX, tá? a gente tem, então a gente consegue fazer uma, mas é claro que não é repetição, é tem uma mudança na base tecnológica que é que é a coisa nova, tá? Enfim, por que que eu tô querendo chegar? as ideologias mudam conforme a gente tá num ciclo de globalização ou de desglobalização.

¶116O liberalismo muda. Por exemplo, vou dar um exemplo. Primeira vez que eu vou falar isso em público. Uma das hipóteses que eu que eu que eu tinha era de que a principal eh eh ideologia da da da da política brasileira sempre foi o que eu chamo de conservadorismo estatista. O conservadorismo estatista era um que dizia que que era um conservadorismo anfíbio que dizia o seguinte: é ordem progresso, todo mundo sabe o que que é.

¶117É assim, não num país atrasado, periférico, que a nacionalidade tá perigando e e que desse tamanho a gente tem vocação para ser império, mas nós somos a sociedade mais atrasada do mundo. Então a gente tem que ter uma espécie de de absolutismo ilustrado. Então é assim, lá na frente a gente vira democracia, no meio do caminho a gente tem que cuidar de segurança nacional, desenvolvimento. A gente tem que tem que ter um tem o estado tem que empurrar. Não tem sociedade.

¶118O estado tem que empurrar. A gente fica associando isso ao regime militar, ao gásel. Mas gente, Pedro II foi assim no começo, Marquês do Pombal era isso, Getúlio Vargas era Estado Novo era isso. Depois teve a versão de esquerda disso que é o socialismo nacionalista que é o Getúlio do Jango, Brizola. Entenderam?

¶119Então, então, no período de globalização, eh, eu acho que até o socialismo nacionalista ficou meio cosmopolita das identidades de gênero e tal, pera deu uma enfraquecida, deu uma liberalizada e o conservadorismo estatista sumiu porque ele sempre disse que e ele só ia ser autoritário enquanto houvesse eh necessidade de modernizar, entendeu? E aí o que aconteceu? A ditadura modernizou, o autoritarismo perdeu o apelo que tinha e aquilo sumiu. O último cara que eu conheço que tinha um discurso daqueles, né, vocês vão todos lembrar, menos você que é a menina que nasceu >> nasceu de mim e >> e que foi o Eneias, que era o Eneias e e e aquele era um período de denúncia, inclusive do anacronismo das posições nacionalistas. O mundo tava abrindo já, né?

¶120O o muro tava caindo, já tinha Gorbachov, já tinha Glasnost, entendeu? E de repente fica o negócio começa a voltar. E o discurso, por exemplo, de um Aldo Rebelo é um discurso que é bem conservador estatista. Discurso de militar em geral tradicionalmente é um discurso conservador estatista. Só que acontece o seguinte, o conservadorismo estatista era sempre apostava numa tecnocracia para empurrar, porque o povo nunca tava preparado.

¶121É o discurso do do regime militar, né? O povo não tá preparado para votar, mas daqui a pouco vai est, tem que ter partidos, esses políticos não prestam e tal, etc. >> Mas todas essas essas essas ideologias tem uma hora que elas se democratizam, porque se a marcha que eu tava falando do mundo é o capitalismo e a democracia, elas tem que se adaptando, tá? Então você, por exemplo, você não tem o Caiado, não pode dizer mais que a a grande família rural, senhor de engenho, é o símbolo do país. Por o país democratizou, ele podia dizer isso na 150.

¶122Hoje ele não pode dizer mais. Então eu não sei se vai aparecer, caraca, a volta que eu dei, se não vai aparecer um discurso conservador, estatista de novo, só que adaptado aos tempos modernos, com a base com uma com base popular, com um sujeito sendo eleito. E aí eu vou fechar assim, o Lacerda não era conservador estatista, ele era ele era liberal. Só que o liberalismo daquele tempo era um liberalismo quea que não era econômico. Por isso que eu tô falando que essa essa confusão entre libertarianismo assim, eh o liberal democrata não necessariamente é liberal econômico.

¶123Ele é liberal econômico em tempo de globalização. Quando a gente olha Lacerda, Afonso Arinos, a a toda a banca, toda aquela bancada da >> banda de música da UDN, >> da banda de música da UDN, gente, todo mundo era contra o liberalismo econômico. Todos eram contra. Todos apostavam em planejamento e todos tinham um fundo culturalista também que o Brasil era o mestiço, coisa que perdeu com a globalização, tá? Eu tô dando só um exemplo assim de que o liberalismo também tende a mudar e e eu não sei se o conservadorismo estatista também e eu não sei se vai sair um blend daí, entendeu?

¶124>> Sim, porque essa coisa é meio liberal, meio autoritária e ao mesmo tempo é meio desenvolvimentista. Eu não sei se daí não pode sair alguma coisa. Eu achava que muita coisa não ia sair mais. Eu achava que o militarismo era uma coisa que tava enterrada. Eu cheguei a escrever isso.

¶125E quando a gente acha que que a que a ideologia sumiu, ela volta. Então, repara, se volta o problema da segurança nacional, se volta o problema da sobrevivência da nacionalidade, do do mundo que tá que tá em perigo, se a gente tem que eh desenvolver novas tecnologias, porque a gente tá perdendo essa revolução industrial, ah, quer dizer, revolução pós-industrial, entendeu? Por que que não vai voltar de novo esse negócio no num mundo que que tem um uma pegada autoritária? entendeu? Em níveis diferentes, né?

¶126Tá, mas assim, eu não sei, por isso que eu acho que também ele tá falando coisas que fazem sentido para quem tem 30 anos de idade e é de direita e pertence a esse estrato social, entendeu? Ele acaba tendencialmente podendo pegar franjas que outros candidatos não pegam. Um pedaço na direita, um pedaço na esquerda, um pedaço do do pessoal mais pobre, pessoal mais rico, entendeu? Ele não tá semeando para agora, ele tá semeando para 2030, entendeu? Falei para Conferência do Cristian Lin.

¶127Não, >> eu eu não foi ótimo. Eh, e >> e eu concordo. E assim, só para pro público saber, o meu o meu microfone tá ficando fechado enquanto vocês falam, porque tem uma obra acontecendo aqui do lado que tá ultrapassando toda o isolamento acústico do nosso estúdio. Porque de porque São Paulo, né, gente, ficou eh São Paulo pode parar. ao desenvolvimentismo.

¶128Aí >> exatamente pode parar locomotiva. >> É bem que eu tava escutando bem no fundo, eu não sabia de onde estava vindo. Entendi, Flávia. >> Não, vocês não tm. E assim, é porque a nossa acústica e o nosso Marcito querido e todos os meninos da edição são muito maravilhosos, porque vocês não tm noça.

¶129Eu tô com medo do prédio cair aqui de estão fazendo uma obra que é uma coisa gigantesca e tá tá uma loucura. Mas é importante explicar porque não, nunca jamais será uma tentativa de censurar Flávia Tavares. Então você também avisa quando você quiser falar. Macito tá de olho, Marco também. >> Mas o que eu ia dizer, Cristian, é que eu primeiro aula, né, adoro.

¶130É, por mim, eu eu tô pronta para ouvir mais duas horas. Mas você, eu acho que você resumiu muito bem e eu acho que as pessoas eh intuem isso que vocêou tão com tanta sofisticação intelectual, meu querido, as pessoas intuem outras formas. E não é à toa que ontem todo mundo comparou o Renan ao próprio Eneas. Não é só por causa da bomba atômica, da pauta da bomba atômica. Eu acho de um, eu lembro do Eneas, eh, embora eu seja uma menina, eu lembro do Eneas como uma caricatura.

¶131>> Isso também. >> E eu não acho que o Renan Santos seja uma caricatura. O Renan Santos, ele é, ele pegou eh a caricatura e revestiu com camadas de eh de política mesmo, de eh de condições de de planos de e tudo mais. Eh, mas a essência parte de desse espírito, eh, quase um espírito, como é que fala no espiritismo? É um espírito zombeteiro, espíritos.

¶132>> Um espírito espirituoso, >> porco. Aí cada um vai dar o nome que quiser pro espírito de porco, espírito de zomb. Mas o que que, qual que é a questão assim que eu tô, que eu acho que tem tudo a ver com o que você falou, professor Cristian? Mas me corrija se eu tiver falando bobagem, pode me dar nota baixa. >> Você não fala bobagem.

¶133O que que o que que me parece que o que o Renan tem de apelo, eh, e que, e que é um resgate desse espírito zombeteiro do Eneas, mas com com outras camadas por cima e que, enfim, o fazem ser levado a sério por um pedaço da sociedade? Eh, tem um que de antissistema, tem um que de eh tudo isso que tá aí é uma palhaçada e eu vou botar para quebrar e falando as coisas que têm que ser ditas e que as outras pessoas não têm coragem, né? E e isso nisso ele até se aproxima do do próprio Bolsonaro, né? E de todos os antissistema, na verdade, né? O discurso antisistema é muito essa base, né, de eh tá as pessoas o que o que não querem que você saiba e eu vou te contar e o que que a gente tem que ter coragem de fazer e tudo mais.

¶134Eh, mas o Renan Santos teve a capacidade junto com os outros membros do MBL de construir um movimento político, né? Então, o Eneas ele era aqueles 30 segundos, aquela figura eh estriônica, eh uma imagem caricata e um, né, aquele grito e a e uma plataforma basicamente que era a bomba atômica. Ele não tinha muito assim, depois quando você olha, né, como ele virou ocult, você a gente muita gente foi estudar o Eneas depois, mas na época para quem não se lembra ou para quem não era vivo, o Eneas era aqueles 10 segundos. As pessoas não conheciam a fundo o que o Eneias pensava. O o que o o Prona, ninguém sabia o que que era o Prona, que era o partido dele.

¶135Então ele era aquela pro público geral, >> era partido da renovação da ordem nacional, reedificação da ordem nacional. Da ordem cuda, ordem. Ordem. Ó aí, ó. Uhum.

¶136>> Ou só parênteses assim, é engraçado que o discurso dele, quando ele solta aquele discurso, aquilo tava em declínio. O mesmo discurso hoje tem uma onda de ascensão, é, é a maré contrária, entendeu? É >> isso. Gerações diferentes. >> Isso.

¶137Exato. E, e, e tem uma coisa e ele e esse negócio que eu falei dele ter virado cult, isso não é eh não é uma coisa é é um é um nicho, obviamente, né? Não é, não se fala de outra coisa na Praça da Sé, né? Imagina, mas é só se fala de outra coisa na Praça da Sé. Mas tem um nicho que transformou essas ideias numa coisa eh dentro do próprio bolsonarismo tem quem olhe, quem admire Eneias, que passaram a estudar o Eneias.

¶138Gente, isso é um é um é um fenômeno nichadíssimo, mas é um fenômeno que existe e que eu acho que isso tudo que você descreveu, Cristian, eh de como eh eh desses círculos, né, que em que a gente anda de maneiras diferentes, como você mesmo descreveu tão bem, né, em espiral, em em contextos diferentes. Sim, eu enxergo um potencial neste sentido, no que o Renan faz, um potencial de votos, de ressonância, mas eu também acho que é ainda é muito limitado e eu e eu acho que tende a ser muito limitado eh em termos populares mesmo. E eu tô te dizendo isso, inclusive sendo paulistana, ele é daqui, ele o o MBL tem a o o base forte em São Paulo, né? Então, eh, consegue atravessar algumas outras metrópoles, sim, porque tem características em comum nas metrópoles e, obviamente, e eles têm o que o Marcos Nobre chama do partido digital, pelo menos eh o o mais próximo de partido digital que a gente tem é o bolsonarismo e o Missão MBL, na verdade, Missão é a casca, né? Missão é a casca burocrática do que é o MBL, né?

¶139Eh, então eles eles têm esse potencial, mas mesmo aqui em São Paulo, em termos de base popular, eu não tô falando do núcleo de internet, tô falando de base popular. Eh, tem muita pesquisa, muita quali e quante mostrando que as pessoas não fazem a menor ideia de quem ele é. E isso poderia ser eh assim só, né? Poxa, mas também ele acabou de se lançar, omissão acabou de ser lançado e tal, mas ele já está eh na na o MBL já existe há 10 anos. Então assim, ele ele está no na praça pública do debate público político já tem algum tempo.

¶140Então assim, eu acho que ele vai ser vai sair bem mais conhecido desta eleição, porque ele está indo aos debates. Ele foi ao Jornal Nacional. Eu acho que ontem ele deu um passo importante para ser mais conhecido, mas hoje 2026, como faz o Creomar, né, pontuando bem a data, né, porque o Brasil passa umas rasteiras na gente de vez em quando. Não é fácil fazer análise a quente, mas hoje, agosto de 2026, eu vejo ele com uma limitação eh demográfica e geográfica eh política muito importante. Sim, eu não consigo imaginar ele eh tendo um uma penetração importante em públicos mais populares de outras regiões do Brasil eh e tudo mais.

¶141Se ele conquista o agro de alguma maneira, isso pode mudar, principalmente pensando em Centro-Oeste, que é onde o agro é forte e e tem uma tem alguma afinidade com esse discurso antissistema, mas ao mesmo tempo estatista, né, que é uma coisa muito doida. né? O o agro é um é um setor que depende muito do estado, né? E e e assume isso, né? semu sem qualquer desconforto ideológico, eh, claramente.

¶142Eh, mas eu acho que em outras em públicos de outras naturezas populares, assim, eu não enxergo ele com tanto potencial eh assim e particularmente entre as mulheres, assim, eu acho que ele ele não é uma figura palatável para o público feminino e não há nada demograficamente que indique que o público, que o eleitorado feminino vá diminuir, ele só tem aumentado. Então, eh, isso também eu acho que é uma limitação eleitoral muito relevante para ele, sabe, que tal que outros movimentos de direita talvez não tenham tão forte. O bolsonarismo tem, mas o bolsonarismo foi capaz de produzir figuras femininas que se não eh zeram esse jogo, não tão longe de zerar, já trabalham para para diminuir um pouco, né? Então, a própria Michele, evidentemente, mas tem outras, né? Tem Júlia Zanata, Biaquisses, eh, Damares, outras mulheres.

¶143A Celina Leão no DF, por exemplo, é uma figura, é uma mulher bolsonarista, ela mais michelista do que jairzista, mas é do do mesmo ambiente, né? Então, eu acho que o o Renan Santos, ele vai ter algumas limitações eleitorais com públicos que são os distintos desses que você descreveu também assim e não sei o quanto ele vai ter eh eh capacidade de superar isso, sabe? Não me parece que isso lhe venha naturalmente. Talvez ele treine. >> Mas isso que você chamou atenção, Flávia, muito corretamente, aliás, era também uma barreira do lacerdismo.

¶144Lacerda falava com a classe média urbana. >> Exatamente. >> Exclusivamente com uma classe média urbana. >> Mas também, mas também que tá. E era um período de democratização, não tinha não tava a democracia não tava sentada, não.

¶145Votava 15% da população. >> Exatamente. Exatamente. Ele tanto que ele se elege o governador da Guanabara, não é? Você quer você parece >> não, mas a guapara era Distrito Federal?

¶146>> Era não era o Distrito Federal, mas era um lugar que tinha governador da Guarabara era um lugar onde tinha uma presença de uma classe média urbana muito mais forte. >> Uma eleição hoje em que você tem uma uma zona oeste com contingente eleitoral enorme, uma eleição da Guanabara hoje, talvez um cara com perfil dele não conseguisse, né? É, mas eu não sei. Eles têm uma vantagem que os outros candidatos não têm tempo. Eles têm muito tempo na frente.

¶147>> Sim, sim, sim, sim. Eles tem muito tempo para se adaptar, para fazer coalizão, para modular o discurso, porque o discurso que eles têm hoje não é exatamente igual ao discurso de 10 anos atrás, aquele livro ridículo lá, como que não sei quem que escreveu, eu tive que ver na época lá, como meia dúzia de moleques engraçadinhos e derrubaram a Dilma. Tem um livro com esse com esse com esse título que eles escreveram lá de fal assim se autoglorificando. Mãe de moleque, o Kataguiri, esse cara, o outro lá da que foi fazer turismo sexual na Ucrânia, entendeu? Eh, eu esqueci o nome desse cara, mamãe, mamãe caí, mamãe chupeta, sei lá o nome dele.

¶148>> Enfim. Eh, então eu acho isso assim, tem uma coisa, tem um corte também geracional e tem eles têm tempo, entendeu? O o que tudo que a gente tem que tá imaginando é o seguinte: como estará o mundo em 2030? Como é o mundo sem Lula? Como é que é o mundo sem Bolsonaro?

¶149O mundo sem o Bolsonaro, se o Bolsonaro for derrotado, é o mundo que não tem lugar pra família dele mais. Vai ser Tarcísio, vai ser quem tá tá na base. A esquerda, não sei como é que vai ficar. A esquerda vai ficar muito fragilizada no no se as coisas continuarem como tão 2030 vai ser Não tem o não tem o livro do E do Arthur Clark que vai assim escolha catástrofe. Não tem um.

¶150Esse vai ser escolha direita, entendeu? Qual, qual esquerda que, perdão, escolha direita? Escolha direita tem que ser quer ter uma palheta aqui de direita, >> vai ter direita Caiado, que não vai ser o Caiado, vai ser outro, vai ter direita MBL, vai ter direita. >> Mas é o que nós temos hoje. A diferença é que nós temos um candidato de esquerda forte.

¶151>> Isso >> nós já, mas nós já temos esse cenário que você olha o o quem tem potencial de ganhar votos do primeiro pro segundo turno é o Flávio, não é o Lula. O Lula tá correndo sozinho. >> É isso. >> É isso. Então assim, era pra gente já tá na mão da direita >> se não existisse o Lula, >> em condições normais de temperatura e pressão, se não fosse o Lula, porque nenhum outro país tem o Lula, senão já tava, ele vai adiando assim, digamos assim, a a essas mudanças.

¶152Mas pegando isso que o Léo falou de que é o que já temos hoje, eu tinha mais uma mais um assunto e mais eu acho que tem tudo conversa demais com isso que a gente tá falando, que é o seguinte. Ao mesmo tempo que esse cardápio de escolha à sua direita já tá posto, eh, o bolsonarismo claramente ainda eh enfim eh segurou, né? Tá tudo, tá tudo. As intenções de voto tão todas. Tá sobrando muito pouco pro resto.

¶153Mas isso é a direita. Eu sempre acho que abafando a o resto dessa paleta da direita, né, Flávio? É isso que eu queria também te perguntar. O que como é que você vê >> isso? Não, eu, o que e na verdade o que eu o que eu tô o que tá me chamando atenção e eu já ouvi de alguns analistas políticos e de pesquiseiros e tudo, é que a gente tá vivendo em desde, sei lá, desde junho, vai chutando baixo, desde que o Flávio parou de cair por causa do Dark Horse, desde que ele estabilizou, a gente tá vivendo uma enorme campanha de segundo turno.

¶154>> Uhum. >> Essa é a impressão que dá, né? Eh, claro que fica o tempo inteiro pairando isso no ar de não, mas se vier tal escândalo novo, se vier tal vídeo, se vier tal prova, se vier tal coisa, fulaninho vai derreter e aí acabou e não sei quê. Mas eh realmente hoje eh a impressão que dá é que a gente tá num segundo turno longuíssimo, eh em que as pessoas que faltam decidir vão decidir na última semana e a gente tá aqui assistindo eh esse jogo já de meio eu não quero falar cartas marcadas porque não acho que veja, né? Eu acredito em urna eletrônica, eu acredito em democra, eu acho que as coisas ainda podem mudar eventualmente, mas a impressão que dá é que assim, a gente tá só esperando a data do segundo turno.

¶155>> Eu não sei se vocês também têm essa impressão, >> mas é isso mesmo. E a gente já sabe que um vai ter pelo menos 40%, outro vai ter 40%, você tá disputando 4%. O ponto só que eu tava falando é quando eu falo para mim essa votação do bolsonarismo, a a persistência do bolsonarismo é o carryover da da capacidade que o Bolsonaro teve de representar um anti-Lula, genericamente falando, e que ele tá passando pro filho. Mas esses votos de 45%, sei lá quanto, não são, não são votos do Bolsonaro, são votos da direita. Tanto que no segundo turno todo mundo tem 45% dos votos.

¶156O Caiá tem, o Zema tem, o Renan tem, todo mundo tem 45% dos votos. Eu tô querendo dizer que esses votos não são necessariamente da família Bolsonaro. Então, e e esse e essa eleição assim como esses 45% de votos também não são do PT, eles são do Lula, não são da esquerda. Por isso que eu tô querendo dizer que esse esse ano, eu não sou o primeiro que tá falando isso, é assim, é é a última eleição da Nova República do B, do B é é de 2013 para cá, entendeu? Mas de um modo geral é a última, porque depois você vai ter um corte geracional bárbaro, essas figuras vão desaparecer.

¶157Eu eu não sei, imaginemos que daqui a 4 anos Jair Bolsonaro esteja moribundo, já esteja morto ou coisa do gênero. Flávio, eh, o a figura de Flávio Bolsonaro, imaginemos que ele queira se candidatar de novo, tendo sido derrotado esse ano, eh se o centrão já não apoia ele, né? E aí eu recomendo todo mundo que tá nos assistindo ver o excelente documentário lá do da escolha, tá? Eu vi ontem inteirinho, tá? Eh, o Flávio não tem substância nenhuma.

¶158O Flávio tá ali para impedir os outros candidatos da direita de sentarem em cima dos votos, né, do antilulismo. É para isso que ele tá lá. Se a situação já tá assim, porque o documentário mostra muito bem, é Michele de um lado, é Tarciso Du fugindo, é o Nicolas Ferreira fugindo, todo mundo tá fugindo deles, apesar de 45% dos votos ou 40% dos votos, tá? Não me parece que a figura de Flávio Bolsonaro resistiria se estiver, se não estiver na cadeia, também tem essa, né? Para 2030.

¶159Então eu acho que é o 2030 é é o mundo em que não haverá mais Bolsonaro, não haverá mais Lula e haverá vai ser outra coisa. Eu acho que também intelectualmente, ideologicamente vai tá as coisas vão estar muito mais mudadas ainda. >> Cristian >> é o novo mundo, não necessário admirável mundo novo, mas admirável no sentido de terrível. >> Aham. Surpreendente, mundo novo.

¶160>> Isso é a tradução correta. Assim, surpresente. >> Eu ia aproveitar para trazer o a colocação aqui do Danilo Porto, que tá na nossa audiência. Ele diz assim que no mínimo o surgimento do Renan mostra uma necessidade dos políticos se atualizarem para saber responder e posicionar claramente, como ele demonstrou ontem. Porque político no Brasil, segundo Danilo, só sabe sabonetar.

¶161>> Pois é. O o o o acho que o o que foi atraente, repito, no Renan, é que ele vendeu o futuro. Ele vendeu futuro. Você pode não gostar do futuro, mas ele vendeu o futuro. E qual é o problema que eu, né, que a gente sempre fala aqui?

¶162É o problema, a sensação geral é de insegurança. As pessoas não estão vendo o futuro e os candidatos gerontocratas de alguma maneira por pessoas interpostas ou não, estão vendendo presente ou tô vendendo passado. O Lula está vendendo presente. E a a é uma coisa conservadora. É o presente em função da carreira dele que veio do passado.

¶163Ó, eu comecei lá no ABC, comecei em 79, eu eu tenho uma história, eu tenho uma trajetória que me credencia a continuar a fazer o bem. Então, digamos assim, isso é uma perspectiva conservadora que ele tá vendendo. Ele tá vendendo um presente ancorado no passado, né? O Caiado tá vendendo passado, né? O Bolsonaro está vendendo passado.

¶164O passado mais remoto que o Lula, entendeu? Então assim, um cenário feito isso, não quero que tá vendendo futuro, que você consegue responder a uma certa demanda de futuro ou de segurança ou para onde as coisas vão, né? É o Renan, entendeu? Não tô dizendo que ele vai ganhar lição, não tô dizendo nada disso. Eu tô falando.

¶165Só que isso é que acho que chamou a atenção das pessoas da entrevista ontem no no Jornal Nacional. Ele está vendendo o futuro. Ele tá falando daqui a 30 anos. Quem é que fala? Quem desses caras tá falando daqui a 30 anos?

¶166Eles estão todos vão acabar daqui a 4 anos. Vão acabar no meio do caminho. Entendeu? >> O Lula falou que quer viver até os 120, não é? >> É o Xalá, mas enfim, não vai ser 120 anos de presidência da República, né?

¶167>> Sim. >> Entendeu? Então eu acho que esse esse é o diferencial dele. Agora esse é o problema que a nossa Flávia levantou com muita propriedade. É o nicho dele é assim, né?

¶168E se ele não não mudar o nicho, vai ser igual Lacerda assim ou eh ele só tem voto até a Praça da Bandeira, como se dizia naquele tempo. Depois da Praça da Bandeira também até da Tijuca, depois não tem mais ele vi Isabel já não conseguia ninguém, mas Tijuca ele ele era querido, bem querido. >> É isso. >> Sabe, isso engraçado que você descrevendo isso me lembrou eh eh muito o corte geracional que já houve em 89. >> Uhum.

¶169Se a gente olhar 89, tudo bem, tinha o Caiado, Roberto Freire, mas as figuras que estavam naquela bancada de debate eram Ulíes Guimarães, Aureliano Chaves, Leonel Brizola. eram nomes ligados a ao período. >> Todo mundo foi varrido na eleição seguinte, 70% >> no segundo turno eram dois caras na faixa dos 40 anos de idade, Lula e Color. >> Tem uma outra coisa interessante que eu tava vendo outro dia que foi a mudança de discurso de 89 para 90 para 94. >> 94, >> entendeu?

¶170Isso é uma coisa impressionante também. Eu tava lendo um livro sobre o plebiscito com várias pessoas escrevendo, né? O PSDB era parlamentarista. Eh, você tinha uma porção de pessoas que diziam um negócio assim, o turning point ali entre 89 e 93, 94 foi brutal. Você teve um corte enorme ali também de geracional, me parece, entendeu?

¶171É exatamente quando você tem a maré, ó, eu voltando pra minha teoria, a maré da globalização, agora que a gente tá na outra maré também tô porque eu tô vendo inclusive em cargos de poder, de poder efetivo, para mim a geração foi passada, não tem, foi driblada, entendeu? O poder passou direto para para uma certa geração ali de 60, 70, vai direto pros de 30, 35, entendeu? Tem uma coisa que passou ali não foi que foi direto, entendeu? Que eu acho que tem a ver com isso também, que é que é o o a a a ruptura temporal, entendeu? Ou epocal, para usar a palavra, é mais complicada ainda.

¶172Eu acho que a gente tá vivendo isso, só que é as avversas, né? >> Uhum. Só que é, só, só que é, digamos assim, a gente viu na subida, agora a gente tá vendo no Voltando, >> eh, eu acho que neste tom otimista para os millennials, eh, porque, né, só aqui que a gente ainda tem espaço, viu, Cristian? Não, mentira, tem muito espaço ainda para nós. Oxe, eh, a gente podia ouvir o Léo contar o drama épico que chega aos cinemas hoje, >> que tem tudo a ver com essa conversa geracional, inclusive, com essa, na verdade, não com a geracional, mas com as angústias, né, Léo?

¶173Com as angústas, angústias que são individuais, mas também coletivas, né, >> coletivas são totalmente coletivas. Você tem, a gente vive no mundo capitalista, tá? Eh, especialmente nos Estados Unidos, em que você tem um um um predomínio das grandes corporações. Cristian, aqui sabe, na década de 50 tinha uma piada dizer que os Estados Unidos eram governados por uma junta militar, que era o general Eenhowers, General Elétricos, General Motors, é >> isso mesmo, >> tá? Eh, e a principal esté dessa semana é eh um filme que trata da luta do indivíduo contra uma grande corporação, um cara que tem uma vida de fracassos, tá?

¶174Tudo tudo que ele tenta fracassa. E ele num dado momento, por um por meio de um advogado, ele descobre que a culpa pode não ser dele. A culpa pode ser de uma grande empresa na qual ele confiava. E e esse é um um um um drama que de certa forma afeta todo mundo e vai ser contado no coyote versus, tá? O próprio coyote, o coyote que corre atrás do papa léguas, né?

¶175O é uma semianimação dirigida pelo David Green, né? É, eh, no estilo das animações do do Loney Tunes, é, mistura os personagens animados com atores de carne e osso. E é isso. O coyote no dado momento diga: "Pera aí, não sou eu, o problema não sou eu, o problema é a acne. Tudo que a acne me vende tá quebrado." Eu eu quando era criança eu olhava e dizia: "Porra, só tem esse, não pode comprar em outro lugar." >> Monopólio da ACMEM, >> monopólio da ACME que mandava ele pro hospital todos os dias.

¶176Então ele vai ver um anúncio de TV. >> O coyote claramente um comunista, né? Comunista um comunista. O cara tava tentando correr atrás do alimento dele, literalmente correr atrás. Aliás, é importante dizer isso porque o filme se baseia, a história toda do do coyote do papalegu se baseia numa mentira.

¶177Um coyote alcança 69 km/h. Um road runner no papaléguas não passa de 42. >> Ah, bom. Sabe tudo isso, nossa infância foi destruída. >> Na verdade, ele foi atrapalhado pelos produtos da produtos da ACM.

¶178Era como Dick Vigarista que ultrapassava todo mundo para fazer uma armadilha em vez de seguir ganhar a corrida. >> Mas tudo bem. E um dia ele tem essa história, ele vai travar uma guerra contra a uma guerra, uma batalha judicial. É um filme de tribunal também. Eh, e um dos caras que para mim é uma revelação do cinema, que é o o John Sena, eh, que era um lutador e tem um timing de comédia absolutamente maravilhoso.

¶179Ele é o advogado da ACME e vai envolver todos os personagens de Luny Tunes. Então, é, ah, poxa, isso é para criança. Não, não é, sabe? Não é como a gente continua assistindo esses desenhos e achando sensacionais a violência deles. >> Isso é muito maravilhoso.

¶180>> É muito maravilhoso. >> Você sabe que o meu apelido, eu vou contar uma, vou fazer uma inconfidência aqui para quem não sabe do nosso público. Eu tenho um apelido, meu apelido é Bugs por causa do Bugs Bunny, do Perna Longa, que eu era absolutamente, eu sou muito eu acho o Perna Longa é um personagem assim fenomenal, porque ele, ele tem muito pouco caráter >> no personagem seu tempo, ele se vestia de mulher, ele dava beijo na boca do doino letra, >> fumava, >> fumava, era transgressor, >> totalmente transgressor. E eu acho que e assim e esse universo todo, Lunes, eu acho que muito maravilhoso, assim, até hoje eu eu assisto, eu gosto até hoje, mas esse meu apelido vem da adolescência, que eu realmente sabe aquela coisa de adolescente, de você ter caderno, camiseta, camisola, caneta, caneca? Nossa, falei tudo k ficou legal, mas tudo do tudo de um personagem, eu fazia isso com perna longa e aí o meu apelido virou bugs.

¶181E eu tenho uma uma parte da minha vida de amigos inteirinha que só me conhece por bugs, me chama de bugs. Eh, ninguém me chama de Flávia. E o coiote sempre foi um dos meus personagens favoritos do universo Ludentes. Eu detesto o Patolino. Eu fico muito feliz toda vez que o Patolino está em sofrimento, porque eu acho ele chatíssimo.

¶182>> Ele é chato. >> Mas o coyote eu adoro. >> Não. E e rendeu um um uma história transcendental que o, eu esqueci agora quem foi o autor, um quadrinista daqueles quadristas de arte, escreveu para de si uma história maravilhosa do coyote descendo ao mundo para tentar encontrar Deus, né? É sensacional encontrar seu criador, né?

¶183Mas aqui é tipo meio show de trumo, não vai encontrar o criador, uma coisa assim. >> Não, não, não. É uma coisa mesmo dele descer dos céus para procurar por que ele sofre tanto, porque aquilo acontece. Ele e é uma coisa sangrenta. Ele é atropelado, fica todo destruído e regenera para sofrer mais.

¶184Ele é, >> mas ele nunca morre, né? >> Ele nunca morre. Ele vive no hospital, mas ele deve estar no cemitério já no primeiro desenho, porque ele cai, ele despenca de despenhadeiro, ele é atropelado por Jamanta. Exatamente. Explode.

¶185Explodiu com banana de dinamite 100 vezes, entendeu? >> As vezes isso, aliás, é uma piada aquelainha em cima da cabeça, mas nunca acontece nada. >> Desafiava a lei da gravidade. Saía correndo, ficava parado. Quando ele percebia que não tinha chão embaixo, que ele caía.

¶186>> Isso aí, aí olhava, olhava pra tela e falava assim, ó. Fazia, sabe? Se ele continuasse correndo, chegava do outro lado. Ninguém avisou a ele, né? Mas não é só isso que tem hoje, não.

¶187Tem também um um mais um filme pós-apocalíptico, mas dessa vez com a grife do Ridley Scott, né, que é o Sem Retorno, tá? Ponto sem Retorno, que é estrelado pelo, como é que eu sou o, eu nunca sei pronunciar o nome do do Jacob Hell ou Hordy, que é o o a criatura de Frankenstein e o Hipcliff na última adaptação, em que é um mundo 2035, 10 anos depois de uma pandemia de gripe dizimar humanidade, ou seja, nós estamos lascados quando saímos na rua. Eh, e ele, ele o cachorro lembrando da da esposa e tem o o versão rabugenta dele, que é o Josh Brodlin que faz. dizer, a tarefa deles basicamente é matar os outros sobreviventes que são meio que gangs, um cois é uma coisa meio que mistura eu sua lenda com Mad Max, um negócio desse, até que ele fica de saco cheio, pega um SNA, um monomotor, capa numa transmissão de rádio e vai parar numa fazenda que tem a versão agro do do amigo dele, que é interpretado pelo Guy Pierce, né? e tem a filha que é Maget do da substância e óbvio, vai rolar um clima, etc.

¶188Então tem uma e também tem essa coisa de se protegerem de invasores e ele no caso é um estranho invasor, como é que vai ser isso? Eu eu por acaso, meu Deus do céu, ela vai denunciar minha idade de novo. Eu estava lendo o jornal hoje, estava lendo, estava lendo o jornal hoje. Eu resolvi ir pro segundo caderno. Eu descobri que ainda existe lá o bonequinho, >> bonequinho >> no Globo.

¶189O bonequinho tava dormindo, eu tava indo embora. Acho que ele tá indo embora. Não tava bonequinho tava dormindo. Ele segui o conselho do Cassabe. >> Segui o conselho do Cassab ou então não sei.

¶190>> Você querendo dizer que o filme é tão emocionante quanto uma entrevista do Caibo? >> Pode ser. Pode ser dos rumos do Brasil. Será rumos da Scot também erra, mas eu lembra sempre que existe uma outra versão do bonequinho, tá? >> Tem várias, tem levantando, batendo pé, sentado.

¶191Você tem essa classificação do bonequinho pros filmes convencionais e você tem a classificação do bonequinho para filmes adultos. >> Meu Deus, que é o bonequinho. >> Você tá me lembrando, cara. Que >> é o bonequinho deitado. O bonequinho deitado olhando.

¶192Pô, que filme? O o bonequinho em pé batendo palma, pô. Não vai ter nada, não vai acontecer nada. É o bonequinho sentado batendo palma. Pô, só isso?

¶193É o bonequinho olhando, hum, outra coisa. É o bonequinho deitado olhando assim, O bonequinho não aguentando e tendo que sair porque sabe o filme é ótimo. >> Cara, olha só, eu lembro, existiu isso e você vai lembrar também, existia uma época, você não vai acreditar, em que tinha críticas de filme pornográfico. >> Tinha, >> cara, eles faziam que entrava no negócio. Então era assim, aparecia o bonequinho, o bonequinho invariavelmente estava saindo do cinema.

¶194Mais um lixo, mais um subproduto repugnante da boca do lixo, não sei que era assim. Por que que esses caras vão fazer crítica de filme pornográfico, cara? Que isso? >> Não, a indústria do filme pornográfico brasileiro de >> Não, sempre, >> eu já fiz pro meio, eu >> eu já fiz pro meio, para uma edição de sábado, nosso stream. É uma crítica, uma crítica de >> uma uma Assinem.

¶195Eu já fiz crítica de dois livros pornográficos, eh, mas eram livros pornográficos que era o um que o personagem principal era o Xandão, era o Alexandre de Moraes e o outro era uma como é que chama dessas? É, não é mestre sadasoquista, é como é que chama? >> Domin Dominatrix. >> Dominatrix. Uma dominatrix ensinando uma lição para um cara muito reacionário.

¶196Eu peguei eram porque eu acho que foi até em 2000, foi 2022 isso ou 2024, não me lembro, mas foi numa época eleitoral que começou a sair vários vários livros eh eróticos de temática política. Aí falei: "Não, vou ter que ler e vou ter que vou ter que ler e fazer a resenha". E eu fiz pro meio. Do Alexandre de Morais. É o o Frota.

¶197Alexandre Frota. >> Não, era um livro. Era um livro. >> Ah, tá. >> Era livro.

¶198Era livro. Aí depende da sua imaginação. >> Aí você viu como a sua imaginação é fé. Olha o seu careca favorito. >> A noite não era a noite dos carecas.

¶199Era isso. >> Mas tem um pouco de de coisa quente também de estreia no cinema. Carecas. >> Tem um filme nacional, não tem? Tem uma coisa meio assim, meio quente.

¶200Mas é uma comédia. >> É uma é uma comédia do Jorge Furtado. Muito prazer, em que um cara herda um motel. >> Pois é, ele herda do tio um motel, um motel pérola, sendo que quando ele liga o letreiro, o letreiro tá velho, o pé e não acendem. Então vocês imaginam o que que acontece.

¶201Eh, o motel tá caindo, a Flávia entendeu. Tá caindo aos pedaços. >> Foi lá que foi gravado, vai ser gravado o próximo filme, né, com com o o Alexandre Frota, como Alexandre de Morais. >> Exatamente. Exatamente.

¶202E eles, ele e a funcionária que morava no motel tentam reconstruir o motel, fazer ele voltar a ser sucesso. Ele é assaltado, decide botar uma câmera de segurança, mas compra muitas. assistente perguntou: "O que que você vai fazer com essas câmeras?" Ele brincar, vou botar nos quartos. Era grande ideia. E eles botam as câmeras nos quartos para gravar >> e vão ganhar dinheiro >> e vender os filmes.

¶203Isso é descoberto e eles vão ter que ter que estratégias eles vão arranjar para não ir nem cana, né? >> Também vão acabar no tribunal, assim como a ACM e o COAT. >> Exatamente. Exatamente. >> Tá quase na hora, né?

¶204>> Tá quase na hora. That's all folks. Que pergunt >> o quê? >> Onde tá o meu o a minha resenha do do livro do Alexandre de Moraes? Eu não tô achando aqui rapidinho para mandar no chat, mas eu vocês procurem lá.

¶205assinante premium acha >> na edição de sábado. É uma, é uma reportagem de uma edição de sábado. Eh, o livro, quem quiser direto no livro chama Ministério do Prazer. O livro é muito >> e é público, né? >> É muito é tá na ministério Público, Ministério Público do Prazer ou Ministério do Prazer Público, vocês que sabem.

¶206Público também. Não sei. >> O público tem isso, gente. Tá aqui. Os trocadilhos estão todos liberados.

¶207>> Trocado. Car. >> Eu lembro que os eu resenhei duas obras. Uma obra que era uma domin dominatrix >> eh sadomazô >> eh doutrinando um reaça. E a outra que era essa do Alexandre de Morais, eh, passando a régua.

¶208Desculpa, >> meu Deus do céu. >> E essa >> não era basicamente, era basicamente um livro jurídico que era primeira vara, segunda vara, terceira vara, né? >> Ah, é. Aí você tem uma hora que o garoto pergunta assim: "A sua vara de famílias?" Não, a minha vara é criminal. >> Haja a emenda parlamentar para todos.

¶209Ó, pessoal, encerramos aqui. Encerramos, >> gente, com com esse nesse tomótico, nessa vibe erótica, nem é sexta-feira, né? Nem nem era para est liberado essa pouca vergonha. Bom, >> mas enfim, nesse tom erótico, o central meio fica por aqui. Até amanhã.

¶210Ninguém aqui vai dizer em quem você deve votar. Na verdade, aqui centro, esquerda e direita, todos têm espaço. Mas nas próximas semanas muita gente vai tentar dizer em quem você deve votar. Então, como não se perder em meio a tanta notícia, promessas vazias e fragmentação de conteúdos? Ele 2026.

¶211A escolha pode ser o seu material de apoio para escolher quem vai assumir a presidência do país. O documentário parte dos cinco principais candidatos, quem são o que fizeram até aqui. Mas eleição não se explica só por candidato. O filme também olha pro país que o próximo presidente vai encontrar. Já tá no streaming do meio com outras produções originais que trazem base para votar sabendo exatamente os motivos.

¶212Assina no meio premium. Assiste agora. Oh.