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Da taxa das blusinhas ao fim da escala 6x1: o pacto de Lula, Motta e Alcolumbre | Central Meio

a tese

O acordo de Lula com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para destravar votações antes da eleição é uma conjunção temporária de interesses, com validade até a disputa pelas mesas do Congresso em fevereiro de 2027, e não uma recomposição da governabilidade. Na disputa presidencial, o que move as campanhas é a economia, e o fenômeno novo é Renan Santos, único candidato que vende futuro num campo de gerontocratas.

aprofundar

talvez

serve como leitura conjuntural competente da eleição brasileira e da disputa pelo STF, mas nada nela toca teologia, exegese ou o trabalho de púlpito do Bruno.

O que foi dito

  • A bancada (Yasmin Restão (grafia incerta), Christian Lynch (grafia incerta), Leonardo Pimentel e Flávia Tavares) abre com o pacto de Lula, Motta e Alcolumbre para cancelar a taxa das blusinhas antes de 8 de setembro, sob pena de voltar automaticamente a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, além de liberar as PECs da segurança e do fim da escala 6x1.
  • Lynch lê o acordo como interesses recíprocos: Lula apostou que a injeção de bilhões na economia lhe daria a vantagem habitual do incumbente, isso não se realizou, e agora ele precisa do Congresso, enquanto Alcolumbre busca eleger governador no Amapá e Motta depende da popularidade de Lula no Nordeste; o centrão ficou neutro porque prefere Lula a Flávio Bolsonaro.
  • Flávia Tavares argumenta que a moeda real da troca é fevereiro de 2027, quando Arthur Lira e Tereza Cristina podem disputar a presidência do Senado e Alcolumbre não terá os votos bolsonaristas, e projeta um Congresso ainda mais à direita, inflado pelas emendas que compram reeleição.
  • A bancada frisa que o pacto é casamento de verão: se Lula perder, Motta e Alcolumbre dão o passinho atrás e trabalham com Flávio Bolsonaro, e qualquer presidente eleito chega frágil ao Planalto por ganhar por pouco.
  • O bloco seguinte trata do conflito entre a Polícia Federal e o ministro André Mendonça: segundo Ana Flor, Lula pediu que o diretor-geral Andrei Rodrigues procurasse Mendonça, depois de uma reunião mediada por Jorge Messias com o ministro da Justiça, para conter os vazamentos concentrados no caso Lulinha enquanto o Dark Horse, que atinge Flávio, andaria mais devagar.
  • Lynch sustenta que Mendonça é homem de convicção, foi AGU e ministro da Justiça de Bolsonaro (a bancada checa as datas no ar), e que num governo Flávio ele poderia liderar uma virada à direita no Supremo, indicando sucessores e mudando a composição da corte em poucos anos; a vaga aberta deixada por Messias entra na conta da negociação com Alcolumbre.
  • Sobre a sabatina de Renan Santos no Jornal Nacional, Tavares diz que ele foi muito melhor que Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que César Tralli e Renata Vasconcellos interromperam menos, e que ele troca de figurino conforme o público, bem diferente do debate da Band dias antes; critica que quase todo o programa dele exige emenda constitucional, sinal de desacordo com a Constituição vigente.
  • Sobre a defesa da bomba atômica, Lynch responde que Paquistão e Coreia do Norte teriam de ser paraísos se bomba fosse sinal de desenvolvimento, e separa desempenho retórico de conteúdo programático.
  • Lynch desenvolve a tese central: Renan é o único vendendo futuro (fala em 30 anos), Lula vende presente ancorado no passado e encarna a Nova República, Flávio representa 1964 como sombra sem conteúdo próprio, Caiado volta aos anos 50; o comentarista conecta isso a um livro que escreve sobre ideologias brasileiras, com a categoria de “conservadorismo estatista” (de Pombal e Vargas ao regime militar) possivelmente voltando em versão democratizada e popular.
  • Tavares contrapõe que Renan tem limitação demográfica e geográfica séria (base de classe média urbana e paulistana, como o lacerdismo, pouca penetração popular e rejeição entre mulheres, sem figuras femininas próprias como o bolsonarismo tem), e a bancada conclui que 2026 é a última eleição da Nova República, com corte geracional em 2030; o programa fecha com Leonardo Pimentel resenhando as estreias de cinema (Coiote vs. ACME com John Cena, Ponto sem Retorno de Ridley Scott e a comédia de Jorge Furtado sobre um motel herdado).

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