O apologista católico do PopeDefenders responde a Ryan (NeedGod.net) e a Patrick, que reagiram mal à conversão de Joe Schmid ao catolicismo, e sustenta que a hostilidade deles nasce de um critério estreito de quem é cristão e de má compreensão do que Roma de fato ensina sobre graça, mérito e justificação. Ele defende que católico é cristão pelo batismo válido e pela confissão de Jesus Cristo, e que a acusação de "salvação por obras" é caluniosa.
não
é polêmica intra-apologética de baixo nível teológico (réplica a dois youtubers do calvinismo de rua, com analogias caseiras e uso raso de Tiago e Hebreus), útil só como termômetro de que a conversão de Schmid virou munição de guerra confessional, não como discussão séria de justificação ou mérito.
O que foi dito
- O vídeo abre com o clipe de Joe Schmid anunciando a conversão (“Deus existe, Cristo é Senhor, e ele estabeleceu a Igreja Católica”) e observa que católicos e boa parte dos protestantes comemoraram, mas Ryan e Patrick receberam a notícia negativamente.
- Contrasta as reações: Red Pen Logic (Tim) citou a alegria no céu por um pecador que se arrepende e Inspiring Philosophy afirmou que católicos, ortodoxos, protestantes e evangélicos são todos cristãos, enquanto Ryan não reconhece como salvos católicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos e metodistas por discordarem da versão dele de sola fide.
- Ryan objeta que Schmid, em quase 30 minutos de testemunho, não diz uma vez que Jesus morreu na cruz pelos seus pecados; o apologista responde que o próprio Ryan tem vídeos sem menção a Jesus e que quem entra na Igreja Católica precisa aceitar morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.
- Patrick alega que Roma capta figuras de destaque para fabricar a impressão de que “todo mundo está virando católico”; o narrador replica que há de fato um aumento recente de conversões e batismos, e lembra que Patrick já se irritara meses antes com as reportagens sobre novos convertidos.
- Patrick diz que gente como Tim conhece muitos assuntos menos catolicismo romano, apontando Ryan, ele mesmo e Mike Gendron como os verdadeiros especialistas, e conta que no seminário se estudava mormonismo, adventismo, islamismo e história da igreja, mas não os erros de Roma; o narrador nega autoridade a ambos e define cristão pelo batismo e pela confissão do Deus trino.
- Contra a acusação de “outro Jesus” e “outra Maria”, argumenta que o Jesus dos católicos é a pessoa histórica do Novo Testamento (compilado, diz ele, pela Igreja Católica) e usa a analogia jurídica de alguém preso sob acusação falsa: continua sendo a mesma pessoa referida, ainda que descrita com erro.
- Refuta a frase de Ryan de que Schmid saiu “da frigideira para o fogo” (ou seja, ficou pior do que era como agnóstico) citando Hebreus 11:6, sobre ser impossível agradar a Deus sem crer que ele existe.
- Questiona a credencial de Patrick como ex-católico e como estudioso bíblico, menciona alegações de plágio em seus cursos pagos, e rejeita a leitura de que Roma some justificação e santificação, apelando a Tiago sobre Abraão justificado ao oferecer Isaque e a Gênesis 22:15-18.
- Sobre a graça inicial que precisa ser cooperada para merecer a vida eterna, compara com a criatura que nasce e precisa continuar recebendo alimento para chegar à idade adulta, nota que o próprio Ryan admite perda de salvação por apostasia, e acusa os dois de omitirem a cláusula “movidos pelo Espírito Santo” nos textos sobre mérito.
- Fecha respondendo à zombaria de Patrick sobre o purgatório: a alma é imaterial, logo o purgatório é processo de purificação e não lugar físico, e muitos protestantes creem em purgação instantânea após a morte com prestação de contas, o que torna o conceito menos estranho do que alegam; lamenta ainda que os dois chamem Maria de demônio.