¶1Afinal, o Supremo Tribunal Federal vai lavar a roupa suja. Pois é, evidentemente que esse é o nosso assunto da semana, no assunto de hoje. A bomba que caiu sobre o Supremo Tribunal Federal com estilhaços na Procuradoria Geral da República, Polícia Federal e por que não Palácio do Planalto e Congresso. Afinal de contas é a república envolvida arrastada nas traficâncias do Daniel Vorcaro. Eu sou Dora Crâmer e esses são meus amigos Marcelo Madureira, Márcio F, Pedro Paulo Magalhães, que com você que vai ficando por aí, porque o programa vai começar, a gente conversa sobre esse embr que vai dar, o Supremo, vai ocultar ou vai expor as suas mazelas?
¶2[música] Bom, antes de começar, como sempre, o like, a inscrição, [música] compartilhamento, os comentários, aquilo que eu gosto de chamar de amoral, que você a moral de amoral não, a >> três pontinhos moral que vocês dão pra gente. Vou logo colocar uma questão aqui na mesa. Que que vocês acham é que vai acontecer? Respondendo a pergunta do Marcelo, o STF vai lavar a roupa suja ou vai tentar ocultar mais uma vez, colocar mais um esqueleto no armário do tamanho daquele que foi o do Dias Tofle com os taiayás dele. Dessa vez não sei se tem espaço para mais um um esqueleto nesse armário, acho.
¶3Eu já vou logo dando aqui a minha opinião. Acho eu que tem espaço, que essa carruagem tá caminhando no sentido de tentar aplacar esse terreno. Vai conseguir, talvez. Agora, se optar, se a escolha do Supremo for essa, vai piorar, tá certo? E uma hora essa coisa vai explodir.
¶4Que horas isso vai explodir? Não sei, mas eu tenho a impressão que não vai ser agora, Marcelo. Bom, até roubar um roubar no bom sentido, claro, do termo a gente tem que ser muito cuidadoso aqui com os verbos, né, no Brasil, né, porque roubar [risadas] tivemos uma longa conversa ontem, Dora e eu e eu eh mostrando para ela toda assim a minha total eh perplexidade diante dos fatos, né, e e adora com essa teoria de que eh ainda A corda pode ser um pouco mais esticada, >> não que ela deve, tá? Não, não quero deixar bem claro que eu não defendo, mas eu vejo neles, sabe? e se vê claramente a intenção de se esticar mais a corda até na na no pronunciamento eh que que atribuído ao Paulo Gonê, porque eu sei que ele não assinou o mandou fazer, mas não assinou, né, o o pronunciamento eh da da >> a decisão de decar >> da decisão de declarar nulo toda aquela história.
¶5Quer dizer, a ideia, né, o o a tese, né, o o protocolo dos nossos magistrados é varrer as coisas para baixo do tapete. E isso é que vem acontecendo já há alguns anos. E, evidentemente, chega uma mesmo fala: "Você pode esticar um pouco mais?" Pode, mas chega uma hora que a corda arrebenta. O que o que eu tenho um medo enorme de fazer? Não, medo não é uma palavra que tem faça parte do meu meu meu vocabulário, mas não seria honesto da minha parte eu dizer vai acontecer isso ou vai acontecer aquilo, né?
¶6Seria, não sou mandinar, nem quero ser. Eh, eu acho que o cada vez mais o Brasil se aproxima de uma encruzilhada, né? de uma encruzilhada em que de repente você não tem nem eh o os atores necessários para desembaralhar. Esse é um nó que chama esse nó górdeo, né, né? É um nó que você não consegue desfazer, né?
¶7O que eu posso garantir é que até agora, né, os brasileiros, né, a sociedade brasileira, né, o movimento civilizatório mundial tá perdendo com essas atitudes, estão perdendo. O que a gente se confronta é ver, né, que os incumbso poder judiciário, que é fundamental numa democracia, como os incumbentes, grande parte dos incumbites do nosso congresso, né, eu vou dar os nomes, né, Davi Columb e o o agora é o Gumota, eu sempre lembro do Artur Lira, que é a mesma coisa, né? eh eh no final o próprio presidente da República, não importa quem seja, né? Ninguém ninguém lembra eh de nesse contexto eh de dignificar e e e mostrar o o o cara como a democracia é importante, a democracia é fundamental paraa civilização e os poderes da República estão sendo ocupados pessoas que não têm nenhum compromisso com a civilização, com a sociedade e nem com o patrimônio cívic. e que se postam como defensores da democracia, tá certo?
¶8Se >> não são travestis, travestis são são como é Débora Hiltons. Nosso congresso tá cheio de tranche. >> Éas, [risadas] >> Érica Hilton que foi acho que a a síntese é que é tudo uma grande traficância de influência, né? Essa que é a verdade. Quer dizer, o que a gente tá falando não é de democracia.
¶9Eu acho uma distorção essa história de ficar discutindo democracia. gera uma nobreza de argumento, mas que é furado completamente, porque tá aí o defensor da democracia, o Morais, tá mais enredado do que tudo da traficância. É isso que ele tá enredado. Quando você olha para um caso lá que se existe suspeita de Luri, traficância que tá colocado. Quando você olha para Dark Hoss, traficância que tá colocado.
¶10Ou alguém acredita no discurso do Flávio de que eu é coisa privada, não tem dinheiro público, não tem dinheiro público, mas você é candidato a quê? Você é o quê? >> Mesmo que se não fosse candidato, já é senador. >> Não, você é o quê? Você é candidato para quê?
¶11O que que o cara tava plantando no futuro? Tava plantando no futuro, te agradando. Que história é essa, né? Não precisa de dar nada para ele. Mas tá claro, né?
¶12E dois, todo mundo sabe que o dinheiro do Vorcaro é dinheiro roubado, não é outra coisa. Ele tomou dos investidores esse dinheiro, né? Fazendo lá a a trafic a a a o a pirâmide dele, né? como do estado também, >> não. O o ele financiou a pirâmide dele com dinheiro de encaltos, com dinheiro do estado, com dinheiro aonde tivesse dinheiro.
¶13Aonde tivesse dinheiro, ele tava lá para beliscar. Essa que é a verdade. Então é traficante. Eu já falei isso antes, vorcou. Não é política, não é corrupção para fazer política para obter poder, não é para rede de proteção.
¶14Então é outro é outra história que a gente tá tá lidando. E dois, com uma eleição acontecendo e com tudo isso embaralhado, né, nessa história. Agora ficou um pouquinho mais grave com esse com esse com essa bomba atômica que explodiu ontem, que agora trazem. Ih, tem suspeita de que o cara da Polícia Federal, que o Paulo Gonê, aparecem conversas em que essas pessoas t algum envolvimento. Agora o Vorcaro dizendo que não delatou, é um disse, me disse ontem quando eu vi a questão de que o Vorcaro deu, deu, fez um depoimento na semana passada, de repente aparece um negócio desse, falou: "Rapaz, o S tá muito mais embolado do que parece".
¶15E para coroar o processo, aparece um um uma só uma um candidato eh fora fora das previsões, que é o Augusto Cur, que de repente resolve aparecer com 10 pontos, né, mudando o tônus da da da muda o tônus da da eleição. Então, toda essa confusão toda, quem dizer que que sabe onde é que vai dar, tá mentindo, porque é variável demais de de de traficância, de de responsabilidade, de crimes. É muita coisa junta ao mesmo tempo, atingindo vários candidatos. É uma coisa muito complexa. Infelizmente do mal, né?
¶16Infelizmente coisa ruim, não é coisa boa. Não ajuda a esclarecer ninguém. Agora, se o o Supremo resolver chutar is debaixo do tapete, eu acho que o que tá movendo a a a uma uma aceitação de um candidato feito ao Augusto Cun dessa forma como tá acontecendo é a total a situação que todo mundo fica perplexo. Vou votar em quem? Que que como é que vai dar essa história que olha como é fá todo mundo perdido nesse horizonte.
¶17pensa que é verdade. >> Aí, aí a pessoa se dirige para uma saída que pelo menos ela pode não querer dizer nada, mas ela pelo menos quer dizer, ela sinaliza que tá fora desse ambiente que tá causando o horror das pessoas, né? >> É, a maioria da população começa a traduzir em intenção de voto aquela coisa de quem é o sistema é condenável, né? Não é a democracia. Nós conversamos aqui em outros programas sobre a nova forma de corrupção, que é a a nova forma de corrupção, que é o tráfego de influência, é uma coisa adjornata, né?
¶18E não é não é pegar o dinheiro e levar para casa, é comprar a atitude de de autoridades, comprar aproximação, comprar proteção, como você falou. Agora, a campanha eleitoral tem tudo a ver com isso, né, Dora? Porque se não estivéssemos em campanha eleitoral, possivelmente aconteceria os mesmos fatos em relação a Vorcaro e tal, mas o tratamento da opinião pública não teria esse componente em quem que eu vou votar, que é um componente, >> tá, >> que inibe >> a presidência da República de se manifestar sobre o assunto. >> Ah, sim, claro. >> Não é >> claro.
¶19Ah, sim. Porque é como o como ele está, o presidente da República, por exemplo, tá em disputa, >> ele hesita em tomar uma atitude que possa pr começa essas avaliações assim, esse assunto foi útil para tirar o Lulinha do foco? Eu não sei. Quer dizer, são coisas muito inéditas na vida democrática brasileira, não. O conceito clássico de democracia é simplesmente que tem eleição de dois em dois anos.
¶20É muito pouco, né? A democracia é a essência da nação como um todo. >> Na ditadura tinha eleição também >> tinha. Pois é, mas existia isso. >> Mas a ditadura dizia que estávamos numa democracia.
¶21>> A democracia >> porque tinha eleição. >> A democracia é um exercício cotidiano. >> Pois é, >> né? Que se dá, né? Na na uma palavra também desgastada, que se dá na cidadania, se dá na na na você equilibrar os direitos, né?
¶22Você é o que eu digo, é a civilização, a democracia. foi uma construção da civilização, da sociedade, no sentido de você eh não só coabitar, você eh buscar o progresso daquela comunidade, né? Uma melhoria da vida daquela comunidade melhorias, etc, etc. Agora, o Pedro Paulo colocou com propriedade aqui que você não sabe se vai botar debaixo do tapete, né, essa coisa toda. >> Classicamente colocaria, viu, Dora?
¶23Ah, >> basicamente o Supremo, roupa suja >> que você mencionou é para ser lavada em casa. >> Uhum. >> Não é? E em casa é no próprio Supremo. Quer dizer, você não vai chamar a polícia para investigar o Supremo.
¶24Então, tem que ser em casa. Esse em casa no Supremo hoje tem esse forte componente do momento político. Vai mudar tudo. Quer dizer, os candidatos ao Senado pelo Brasil inteiro estão reforçando sua proposta de fazer impeachment de ministro do Supremo >> em especial do do Moraes. em especial do do Mor, mas tem do Dias Stofol, tem não sei que e tal e vão incorporando o nada mais bem tirado hoje da nossa imprensa escrita do que a fotografia na primeira página do Globo de hoje, não é?
¶25Os ministros supremo as gargalhadas rindo assim como eu gosto de rir do Marcelo Alencar de vez em quando, né? [risadas] >> Marcelo Alencar >> do Marcelo Madureira. Marcelo Alencar não fazia ninguém rir. Mas [risadas] é que eu me senti homenageado. [limpando a garganta] >> É.
¶26É. Não, mas é que você viu a fotografia é sintomática do do descaso de mar e principalmente >> Alexandre Moraes que é quem parece está gargalhando >> é >> na fotografia >> quem sabe que não é de nervoso >> eles dois de [risadas] frente para o o Faquim depois de terem participado da primeira sessão do Supremo depois da bomba que não foi >> e que a simulação de normalidade Foi total, total. Sentaram-se ali Gonê, o os citados e tudo certo. E o o ministro Zanim um pouquinho antes, na manhã daquela sessão, foi às 14, na manhã daquele dia, faz um pronunciamento com palavras, um entra e sai de palavras, reconhecendo a gravidade, que não precisava ele reconhecer, porque a gravidade está nos fatos. E sem dizer nada, sem dizer nada, volto.
¶27As medidas cabíveis, o que são? Serão tomadas no tempo determinado. Qual tempo é esse? Então, terminou, terminamos aonde estávamos, sem saber o que vai acontecer. >> Pois é.
¶28Então aí tem eleição e em parte esse crescimento nas pesquisas do candidato Augusto Curi foi reforçado, está sendo reforçado por esses aspectos todos. Com certeza. >> Você acha então que o fato de ter estourado pode até favorecer o crescimento do gol? >> Ele é fora do sistema. É o candidato fora do sistema.
¶29Vamos botar nesse cara que ele não tem nada a ver com isso, não. >> Por definição, >> os outros dois que estão na frente, todos os dois estão envolvidos. Todos os dois estão sobre sobre a o campo magnético dessa história toda, né? Esse campo aí de influência dessa história. Táão tão estão envolvidos.
¶30As radiações chegam neles, né? Essa aí no Augusto C não chega. Ele não tem histórico nenhum nessa história. Não tem laço nenhum nenhuma vinculação. E por que não usa o caiado?
¶31Por que tem? Então não, porque eles são parte do sistema. >> Porque eles não conseguiram, são parte do sistema. >> Eles estão impregnados da, entre aspas, política. Eles estão impregnados pela política.
¶32E aí a gente, quem tá, quem vive no Brasil, né, que anda pela Ju e, e procura se informar, você percebe na população um um sentimento, um um um sentimento de querer primeiro romper com esse esse círculo vicioso da polarização. E e segundo um, isso deu naquele livro do Felipe, eh, o brasileiro não >> é total descrédito nas instituições. >> Parcelo, isso é grave. >> A nossa história de outsiders não fala bem, não é boa. >> Não é boa.
¶33Pois é. Então, claro que não. E tem que pensar bem sobre esse assunto, mas não é impossível que aconteça, >> não é? Hoje é dia 4 de setembro, por alguma coincidência, exatamente no dia 4 de outubro é o primeiro turno das eleições. >> E o aniversário de Marcios Fortes, tá gente?
¶34>> Será, né? Por [risadas] >> Mas enfim, daí são quatro semaninhas, programa de rádio e televisão. Vocês já viram os anúncios em rádio e televisão? >> Ah, eu vi uns poucos. >> É, são poucos porque eles são esporádicos e tal.
¶35Não são poucos. que a gente é que assiste pouca televisão, mas tem gente que fica com TV ligada 100% do tempo em casa. >> Mas engraçado, né? A gente falava que tempo de televisão, quem é que tá despontando? O cara tem 35 segundos, >> cara que tem 35 segundos.
¶36>> São uns videoclipes. >> Mas não é os 35 segundos. >> Pois é, é isso que eu tô querendo dizer. É dizer, você você faz um aparato >> normalizado, legal, de entregar tempos de televisão e rádio aos candidatos na exata proporção do número de deputados federais que tem aquela coisa toda. Aí quem tá ganhando é o Eneas, se lembra?
¶37>> Meu nome é Eneas. Só que conseguia dizer isso, tinha 20 segundos. >> É, esse aparato é demolido pela realidade. Para quê? Aí fica aquela discussão.
¶38Não, mas o Flávio tem um minuto a menos que o Lula, ó. Isso vai, não quer dizer nada. O o Alkmin tinha >> um monte todo mundo. 4%. >> Aí aparece aí aparecem os interesses paralelos dos candidatos de seus partidos, né?
¶39Quer dizer, o principal objetivo >> Sim, >> é aumentar o número de deputados federais por partido. Isso significa dinheiro. >> Isso. >> Quer dizer, um deputado federal hoje não é mais um fator político. Você conquista um deputado não porque ele tem influência política, mas porque ele traz dinheiro na verba partidária, na o business.
¶40>> É em grande parte, mas nessa hora agora político é é uma empresa. >> Por que que eu eu não vou dizer que não, né? O governador de Minas, Zemo, é um candidato do Partido Novo. A expectativa é que o Partido Novo aumente muito o número de deputados e por isso ele é candidato a presidente, porque quando é candidato a presidente aparece o número do partido em tudo que é lugar, em todos os candidatos, aquela coisa toda ajuda muito. Então isso tudo contamina a campanha eleitoral e tira dos candidatos a independência de falar politicamente, de corresponder à expectativa dos seus eleitores.
¶41E fica essa bagunça. Eu não sei o que que vai acontecer, quem vai pro segundo turno, havia a certeza, a expectativa positiva de que uma terceira via aparecesse. Agora não é mais uma expectativa positiva, é uma expectativa real com o dito Augusto Curi. >> Você acha que >> eu acho porque isso é assim, a a isso não é aritmética, né? Quer dizer, quem começa a chegar perto do primeiro turno em ascensão percentual nas pesquisas e com a as qualidades que o fazem candidato, ele ganha porque todo mundo que não tá satisfeito com algum dos outros dois que estão na frente migra para ele.
¶42Isso aconteceu uma opção de vezes nas eleições. A mais significativa e importante foi a eleição de presidente de 1989, que o Lula, que depois foi ao segundo turno, perdeu pro Cola, mas primeiro foi ao segundo turno, ele tirou o lugar do Brisola assim, faltando uma semana. >> É, mas é diferente, né? Porque naquela em 89 você teve tanto o Color, o negócio do Marajá que vinho falando muito antes, né? Ele veio, sei lá, durante uns seis meses, ele ele se tornou candidato durante uns seis meses desde a China, né?
¶43teve aquele um jantar na China e que decidiram que ele ia ser candidato e tal. >> E e o próprio Lula tinha um histórico, tinha história, o Lula tinha um histórico no no no sindicato metalúrgico, quer dizer, do movimento operário e tal, não sei quê. Então, >> não é a mesma coisa. Augusto Curi tem história de outra coisa, tem história de escrever livro. Naquela altura o Lula já tinha concorrido a uma eleição para governador perdido, mas já tinha concorrido, já tinha sido deputado constituinte.
¶44É verdade. Mas o que eu quis dizer não é que ele fosse parecido com Augusto Curi. Quer dizer, é a constatação de que você faltando uma semana para as eleições com tudo perdido, dá pode dar um pouco e acontecer qualquer coisa. >> A mesma coisa. que o Bolsonaro também era era uma uma um como diz o filme, né, um azarão e tal aquela história, mas ele já vinha, né, além de ser deputado durante anos, ele já ele já vinha plantando isso.
¶45Você lembra a história dos memes do que ele usava o linhos que botava nas redes sociais e tal. Quer dizer, que durou, sei lá, seis meses, um ano, mas >> participação em em programas populares de esse esse Augusto Cui tá aparecendo assim, a sensação que eu tenho é o seguinte, que desespero que tá essa população, que desespero, porque o cara foi no debate, o cara foi razoável na na na entrevista na Globo e >> agora ele já tinha ele já tinha uma popularidade nas redes sociais, né? Não. Sim, já tinha, ele tá conseguindo migrar essa popularidade paraa campanha dele do presidente, para intenção de voto. O que dizem que é o Marçal que tá ajudando aí tem conversa.
¶46Cara, a gente tem que trazer as coisas assim, o o enorme custo, o que a gente tá vivendo no Brasil, que é um processo, na verdade, eu talvez um dia a gente possa conversar com calma sobre isso, mas é o que eu fico pensando assim, eh, o que que deu errado no processo de redemocratização, né, e, e para a gente chegar ao estado em que chegamos, né, a gente teve um, de repente uma anistia que que que foi mal resolvida. e até hoje eh eh até teve tentativa de golpe, enfim, eh anistia engasgada, a gente teve um processo de constituinte engasgado, né? A gente, o Brasil é um um país de solavancos, né? Construímos uma uma democracia ou solacos que hoje ela se vê inclusive ameaçada. ameaçada, não, eu já diria, tomada até pelo bandidismo explícito.
¶47Tem um rapaz que trabalha comigo ontem, ele tava relatando, né, as dificuldades. E eu eh eh eu de encontrar com a mãe dele que mora numa outra favela, que ele é dominado por uma outra facção. Então ele e a mãe não podem se encontrar um visitar o outro. Eles têm que se encontrar num terceiro lugar, né? Eh, para que eles possam visitar a mãe e ele falou: "Minha mãe é coisa que sempre queria".
¶48né? Ela fazia questão de comemorar o Natal com os filhos. Há 3 anos ela não consegue reunir os filhos porque os filhos moram em diferentes favelas, dominadas por diferentes facções que estão em guerra. Cara, isso é o cotidiano do da da do brasileiro e isso tem a ver com democracia. E aí, se você tem, né, as pessoas que a nível federal, estadual, municipal, que que que que tem que zelar para que a exija a democracia, não é só eleição, não, democracia cotidiana, né, para que exista o direito de ir vir, o direito da convivência, o direito da lei, estão todos, todos sem exceção, envolvidos, né, em em em em em jogadas ilegais.
¶49né? Todas estão lá no Código Penal. >> É, mas são coisas diferentes. Sim, mas é o Código Penal de Cabo Rado. Código penal tá querendo resolver todos os problemas do Brasil ao mesmo tempo.
¶50>> Mas mas aí que nós estamos aí que eu quero. Aí eu vou concluir. Nós estamos como a Dora falou pode esticar um pouquinho mais a corda. Mas o que que eu eu vou configura que chamada tempestade perfeita, que os meteorologistas chamam tempestade perfeita. se reúne todas as condições necessárias para ver uma ecatomb.
¶51Ecatomb, pelo menos eu que sou reformista, é a pior coisa que tem, porque é incontrolável. >> Não, eu sei, mas a segurança pública é o assunto número um da do país até hoje e tal, mas não é vestido desses episódios do Supremo. É claro, não é? Você não acha Paulo? >> Eu acho que são coisas diferentes.
¶52Diferente. >> Eu sei, mas parabéns, porque não é assim. Quer dizer, quando os candidatos dizem que querem fazer o sistema Buquele, que é do Io Salvador aqui no no Brasil, eles estão pensando naquela porrada, polícia, [limpando a garganta] presídio, >> Marcelo tá falando de deterioração do texo. Eu >> já entendi, mas o Só para não confundir, se o Supremo não tivesse nenhum escândalo, não tivesse nada, se o presidente do Senado e o presidente da Câmara fossem absolutamente confiáveis em tudo, não seria por esses fatos. que teria a diminuição do do do fenômeno da mãe que não consegue ver os filhos.
¶53Só isso que eu quis dizer. >> É, são são não são processos >> interdependentes totalmente, não. Eles parecem parecem sintomas do mesmo problema, mas não são. >> Olha, eu eu eu arriscaria dizer que hoje existem membros do poder judiciário em várias instâncias que eh que vivem a soldo de milícias. Mas isso é outro problema, Marcelo.
¶54Isso é outro problema. Problema que tá acontecendo. Não, não pode isso que a gente tá vivendo. Supremo nada mais é do que o sintoma de uma dessa desse dessa crise, desse dessa coisa disfuncional. É um sintoma, >> é, é uma interpretação.
¶55Eu não concordo com ela não, mas não faz mal. Eu eu tô vendo esse negócio da violência pública no dia a dia e tal e coisa, como uma série de consequências, o PCC e o sei lá que comando, tal, estão elegendo parlamentares, estão corrompendo a situação dos presídios brasileiros é um negócio de doido, porque os presos ameaçam os guardas penitenciários. Gente, o Augusto Che dá conta de enfrentar essas cois no imaginário dos eleitores, ele não precisa falar sobre esse assunto. Ele é absolutamente limpo. Ele é psiquiatra, ele é autor de livros de autoajuda, ele não se mete nisso.
¶56Então você pode achar que ele vai se meter porque ele tem essa >> ascendência intelectual e pessoal. >> Dora, >> ele tem o rótulo de ser novo. >> É. E é fora o novo que já virou um partido antigo, mas é o o novo é a novidade. >> Aham.
¶57>> A novidade que veio dar na praia. É isso. É a coisa de de de de aparecer alguém. E tem alguém que pode ser quem há de negar que uma pessoa é é isso que tá o que se chama terceira via. você precisava e você precisa, eh, identificar numa criatura, numa pessoa, né, num ser humano qualquer e a a figura de de um caminho diferente do que tá aí.
¶58>> Não precisa ser democracia. O Dom Sebastião em Portugal já era a mesma coisa. >> Napoleão na França foi a mesma coisa. Dizer >> o Hitler na Alemanha foi a mesma coisa. É possível que essa pessoa tenha uma vocação que possa ajudar a organizar a sociedade brasileira com aquilo que ela tem de melhor e não é pouco.
¶59E não é pouco. >> Espetáculo. O Brasil é um espetáculo. >> O Brasil é espetáculo. Não, o Brasil é um espetáculo onde onde o que é de o que é de bom fica do lado de fora.
¶60Então é é >> a gente teve experiências interessantes. O Itamar que ninguém apostava nada. Acabou que o saldo, o saldo hoje do Itamar como enquanto presidente que sucedeu o color é positivo, >> altamente positivo. >> Altamente positivo. E na época era quase ridicularizado.
¶61Era ridicularizado. Era completamente ridicularizado. Mas uma soma de fatores que acabaram acontecendo e que ele permitiu que acontecessem desde coisas de um auxiliar em que teve problema, que ele falou: "Sai, sai". Quer dizer, um comportamento completamente um comportamento republicano, tem, mas principalmente o que teve ali que eu acho que faz toda a diferença, é a concertação nacional, que a exceção do PT >> que expulsou a Erundina quando Erundina foi ser ministra da administração, >> não. Mendes foi antes, foi uma questão de previdência, foi como deputada ali não, ali foi eh foi essa questão e mas houve uma concertação nacional, então houve um apaziguamento do Congresso, o Congresso todo, os partidos todos dando apoio e aí você consegue governar.
¶62O Itamar Franco teve a sua grande marca aos 45, quando escolheu Fernando Henrique como quarto ministro da fazenda. Isso não é importante, não tô tirando mérito, mas não é uma coisa que surgiu de uma pessoa, houve uma situação no país que é inteiramente diferente, senão oposta a que nós estamos vivendo, que é um ambiente de acirramento, um ambiente onde não tem a política. Lá a política, né, solucionou. Você pega um cara, um senador, >> é, >> né? Põe para ministro da fazenda, o cara era chancelé, põe para ministro da fazenda, o cara não entende chongas de economia, dizia para isso, reúne uma equipe espetacular.
¶63O presidente tenta fazer bobagem, mas não consegue porque é dom esse ministro da fazenda e o Congresso não cria problemas e as grandes figuras estão ali sustentando e a coisa vai. E a coisa foi tão rápido que chegamos ao fim do programa >> já. Mas mas só uma coisinha que passar na cabeça aqui agora, mas a gente tem um problema sério hoje. O seguinte, essas personalidades todas que estão envolvidas >> no poder hoje >> pega congresso ao Columbre, né? E master tem lá as historinhas.
¶64>> Hugo Mota tem historinha. Eh, o próprio do lado do executivo, o presidente Lula, tem lá a historinha do filho que não tá explicada. Aí você vai pro vai pro pro Supremo, tem várias histórias, várias histórias, né? Tem uma constituição. Ah, você pega agora tem também o cara da polícia, o PGR também tá no tá no no baralhão e o cara da Polícia Federal também tá no baralhão, rapaz.
¶65Vai vai como é que vai sair, da onde vai sair alguma coisa? A consertação não é para isso. A consertação é para outra coisa. >> É para botar tudo, né? >> Só quis mostrar como tá diferente, eu concordo com você, porque ao contrário, é quase uma concertação ao inverso.
¶66>> Ao inverso, é, >> né? É a concertação da Que palavra eu vou usar aqui para ser educadinha. >> Hum. >> Marcel, não, não vou pedir ajuda, Marcelo, que é um perigo. >> Mas é da bagunça.
¶67>> É, desculpa, eu dou até avançado, mas é que essa essa conclusão é fundamental. Eu quero fazer uma nota final também, apenas para registro. A facilidade que a Constituição deu de criação de partidos políticos. Você vê o que que tá acontecendo. O Augusto Cura de um partido chamado Avante.
¶68>> Uhum. >> O outro, Renan, >> é missão. >> É missão. Você nunca ouviu falar esses nomes antes da atual campanha eleitoral, >> que missão foi inventada há um ano atrás. >> É, já tem.
¶69É >> uma coisa interessante, como é que você abre o processo, certo? Pelo pela via errada. >> Pois é. Bom, mas olha só, então a resposta, a gente acabou o programa, claro, sem resposta. Será que o STF vai lavar a roupa suja?
¶70É uma resposta que a gente vai ter, talvez, nos próximos dias e aí a gente comenta no próximo programa. Esse vai ficando por aqui. Tchau. >> Vai faltar sabão, hein? [risadas] Sabão em pqu.