¶1Oh. เฮ Ah. เฮ Ah. เฮ เ Yeah. Olá, boa tarde.
¶2Sejam muito bem-vindos. Sejam muito bem-vindas ao Central Meio. Hoje é sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026. Eu sou Pedro Dor e aqui ao meu lado estão Yasmin Restu e o meu querido amigo Cristian Lych. E a República tá derretendo, gente.
¶3>> Tá que nem aquele relógio do Salvador dali. >> Eh, eu eu tenho uma longa conversa que eu quero ter com Cristian hoje. >> Ih, vai sobrar para mim? Não, >> não vai sobrar para você não. Eu quero, eu quero trocar.
¶4Eu quero trocar impressões porque >> ai >> você exatamente a pessoa com quem eu quero conversar sobre isso. >> Essa sexta-feira vai ser vai ser boa. CR que eu já te vi o livro ali em cima teu ali o da da falando da presidência Trump regime change, >> entendeu? É é a coisa que tá na minha cabeça também, >> pessoal. Pois bem, vamos só contextualizar aqui para todo mundo.
¶5Brasília tá vivendo uma crise com inúmeros fios desencapados. O Supremo Tribunal Federal tá em guerra. O Alexandre de Moraes acusa o André Mendonça de crimes e de abuso de autoridade. O presidente do Supremo, Edson Faquim, deu então um prazo para que a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e os dois ministros se expliquem, né? >> O presidente Lula cobrou investigações doa a quem doer e a oposição tá usando a crise do STF como combustível para aquecer a militância no 7 de setembro.
¶6Isso, evidentemente é oposição bolsonarista. E olha só, falta um mês paraas eleições, tá? >> Pois é, a gente tá vendo que com todos esses fios desencapados, qualquer esbarrão solta faísca ou dá choque. Agora resta saber se vai terminar em incêndio ou se dá tempo de desligar a chave geral. Como é que fica o voto do brasileiro depois de tudo isso?
¶7Quais candidatos vocês acham que podem sair queimados? Ainda bem que hoje a gente tem aqui duas feras de alta voltagem política e jurídica, né, Cristian L? >> E tem também o Guilherme Vernec dicas culturais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Então, puxa sua cadeira, deixa o seu like, se inscreve no canal e manda sua pergunta, o seu comentário no chat, porque eu tô de olho. E o central meio tá no ar.
¶8Eu vou começar aqui abrindo com uma pergunta pro Cristian, querendo saber se ele acha que Alexandre de Moraes cruzou uma fronteira que não poderia ter cruzado ou ainda dá para salvar alguma coisa? >> O Alexandre de Moraes não tem fronteira, né? Ele não tem fronteira. >> Três nacional >> não. Eu acho que ele é um sujeito que tem uma uma psicologia napoleônica.
¶9Ele tem um negócio que não tem limite para nada, entendeu? É, é engraçado porque o Gilmar Mendes também é assim, mas seus estilos são completamente diferentes. >> É que o Gilmar faz política. O o Alexandre ele vai pra briga. >> É, ele vai pra briga, mas é uma coisa também de ele se mete, ele tem uma uma uma coisa de poder que é uma coisa generalizada, entendeu?
¶10Eu tava ouvindo um colega ontem tava num congresso de história do direito em Fortaleza, eu fui fazer a abertura de conferência de abertura. Eu tava falando com com um colega, eh, ele ele virou titular da Universidade de São Paulo, né? >> Uhum. >> Que ele virou titular e começou a se meter lá dentro também, começou a se meter na da política interna da faculdade de direito, por exemplo, né? Não sei se é verdade, mas enfim, ouvi isso assim.
¶11>> É que você projeta, na verdade, a relação de poder em todos os campos onde você está metido, entendeu? E ao mesmo tempo que você tem essa, isso tem uma uma uma sei lá, acho que é n, né? vontade de potência, uma coisa da vontade, uma coisa de superhomem. E superhomem aqui não é necessariamente elogioso, não. É uma coisa nitiana de vontade de poder.
¶12E você projeta aquele negócio com com e e não é só a vontade de poder é escondida ou disfarçada, é uma coisa que é aberta. Por isso que eu falei isso é coisa napoleônica. E o sujeito também acha que a respeito dos limites que não tem que não tem limite, né? E que ele não erra. Então tem tem algum nome psicanalítico para esse tipo de de personalidade, entendeu?
¶13Que eu não sei que que eu não sei qual é. Aí os psicanalistas que assistem a gente, por favor, me ajudem, entendeu? >> É, eu fiquei lembrando agora do Daniel Vurcaro, que ficou aquela frase emblemática no Supremo, eh, dele quando tava dando, prestando depoimento, falando que ele tinha traços de psicopatia. >> Ah, isso era o, era o Gilmar. Jar >> era do Jilmar, entendeu?
¶14Mas o Jilmar é outra coisa. O Jilmar tem um estilo centrão, entendeu? Ele fala muito também, ele vai, ele vai pro embate, mas ele não vai com essa brutalidade com que o o o Alexandre de Morais costuma ir. Eh, aparentemente ele não tem medo de nada. E mas quem não tem medo de nada também tem um problema, tem uma tem por isso que eu tô falando, tem um nome esse negócio, essa essa síndrome, sei lá qual o nome que isso tem em em psicanálise.
¶15Quer dizer, >> é, você acaba se você acaba cometendo suicídio, né? Não suicídio literal, mas suicídio político. >> É, então se você porque você não vê o abismo, porque cada vez que você vê o abismo, você acha que pode saltar o abismo e aí você vai num jogo de de de ir dobrando, dobrando, dobrando, dobrando, entendeu? E aí no fim das contas você você cria um monte de gente que tem medo de você, mas você cria um monte de de gente que também fica admirando, por isso que fica essa situação dele, entendeu? gente que tem medo de de agir, mas isso vai ter que isso tem que ter Esperamos que o Faquim toma providência.
¶16>> É, o problema é que o Faquinho é um presente fraco, né? >> Ah, não. Fraquinho. >> É, tô não tô surpreendendo ninguém com essa informação, né? >> Sim, sim, sim.
¶17Mas assim, se ele tiver uma chance agora, porque ele é um homem probo, todo mundo sabe disso. >> Eu eu tenho essa impressão. >> Ele se tem se tem algum momento em que ele pode entrar em campo e fazer alguma coisa, manter institucionalidade, manter eh eh a imparcialidade, se tem se ele tem se tem alguém que pode entrar, claro, tem a Carmen Lúcia também, entendeu? Mas o problema é que a gente tá numa situação em que eh a gente tá dentro de um sistema em que eh o poder, né? Vamos falar assim, quando o constituinte criou esse Supremo Tribunal hiperperoso, ele nunca imaginou que esse que esse Supremo fosse se politizado, o que é uma ingenuidade, porque todo poder político forte se politiza, né?
¶18E ele começou a se politizar, tal, ele tem competência demais, ele tem atribuições demais. Então, todo mundo começou a ir por dentro, começou a ser eh eh desejado por eh pelo poder, começou a ser eh lisongeado pelo poder e virou que virou. Então, assim, hoje em dia, né? E depois que isso aconteceu, ele se partidarizou, né? Ele não tava partidizado.
¶19Havia, havia uma espécie de um consenso, né? Eh, contra eh havia um consenso liberal, depois houve um consenso contra o Bolsonaro, o Bolsonaro colocou eh dois juízes para dentro. E o que eu tô vendo é exatamente eh a divisão social e as visões de mundo e de democracia que dividem o país entraram dentro do do Supremo Tribunal Federal, entendeu? e a a forma de ver o que é justiça, a maneira de fazer o que é justiça, entendeu? Eh, a ideia do que que é corrupção, do que que é o bem contra o mal, ela ela ela entrou também lá dentro.
¶20ele orienta o o o Mendonça. O problema é que quando você tem essa confusão de politização com partidarização e a polarização entrando lá dentro com essas diferenças de de eh de visão sobre o que que deve ser democracia, o que que deve deve ser a república, acontecem e você tem uma sucessão de notícias que de alguma maneira eh mobiliza o justo sentimento da opinião pública por eh por justiça ou contra a corrupção, o cenário fique legível. Uhum. >> Ele fica praticamente elegível, entendeu? Eh, e você cria uma uma uma situação em que todo mundo fica sob suspeito e é do interesse de certas determinadas pessoas que o sistema fique de novo todo em suspeita.
¶21E você não consegue saber quem tá, quem tá, o Goneto tá dentro, o Goneto tá fora. A, porque o Vorcaro disse isso? Porque o Vorcaro pro Vorcaro a situação é melhor possível. Eu tava comentando com vocês aqui, porque ele quer exatamente que o sistema imploda para ele poder sair desse negócio, entendeu? Então, eh eh a única maneira que a gente tem de conseguir eh sair desse negócio é exatamente tendo uma autoridade da da parte de alguém que seja visto como e ilibado, como é o Faquim, que é o professor.
¶22Faquim é um professor, né, da faculdade lá de de da federal. Eu conheci ele quando ele era só professor >> federal do Paraná. Isso que ele consiga, que ele que ele consiga botar a bola no chão, entendeu? Porque eu confesso que não tem nenhum tema que me amedronte mais do que esse, porque o o Supremo Tribunal Federal é o árbitro do regime. >> Uhum.
¶23>> Entendeu? Quando você coloca o Supremo Tribunal Federal, a credibilidade do Supremo Tribunal Federal por todos esses três níveis de eh e não é à toa também que o André Mendonça tá fazendo o que tá fazendo, porque é uma espécie de tá fazendo por dentro um negócio de um trabalho de também de ajudar, desacreditar, entendeu? você acaba colapsando aquilo que dava credibilidade. Você tá dizendo que o juiz é ladrão, você tá dizendo que o juiz não é isso e você cria essa desconfiança generalizada em cima de hoje em dia são o quê? Metade da corte, mais de metade da corte, entendeu?
¶24Eu eu tenho uma certa dificuldade de >> Ah, eu fico com eu fico eh eh particularmente mal, porque se você contamina o árbitro, a gente sempre acaba no lugar depois que é pior ainda, entendeu? Vamos lá. Eu eu tenho dificuldade de ler o Mendonça. >> Ah, não tenho muita dificuldade não. >> Eu eu eu não eu tenho porque eu acho que tem duas coisas que podem estar acontecendo simultaneamente ou só uma das duas.
¶25Eh, ele pode estar em campanha pro Flávio, mas eu não sei se é dado que ele tá fazendo campanha pro pro Flávio. Ele pode ser um moralista do tipo uma coisa ali de pureza. Eh, eh, temos que fazer o certo, tal, uma coisa puritana mesmo. Ele pode ser ambos. >> Eu acho que uma coisa não é compatível com a outra e uma coisa sai da outra.
¶26>> Eh, não necessariamente. Eu acho que o puritanismo tem a ver com religião, tem a ver com eh eh >> as pessoas estão esquecendo do histórico dele, né? >> Não, tudo bem, Christian. Veja, eh, pode ser um problema. um problema.
¶27Eh, por outro lado, quem tá desacreditando seu problema Tribunal Federal é Alexandre. >> É, mas eu acho que ele é um problema que está sendo utilizado por outra pessoa que também está virando um problema. >> Eu eu eu entendo raciocínio. >> Eu acho, eu eu tô eu tô olhando essa briga com uma briga política. Eu não tô uma briga igualmente igualmente.
¶28É uma briga política por poder e ela extravaza os as paredes do Supremo Tribunal. >> Igualmente. Igualmente. Agora o Alexandre é um problema. ele aceitou eh eh mais de uma centena de milhões de reais Daniel Vorcá através do escritório da mulher dele.
¶29>> E agora nós temos provas de que houve cuiprocô, eh ou a gente tem indícios fortes e suficientes nas trocas de conversas do Vorcaro com ele. A gente só sabe o que o Vorcaro mandou eh pro celular dele. Ele obviamente tava instruindo o Vorcaro sobre como agir em relação ao inquérito da Polícia Federal, que é esse inquérito, né, que tava aberto. Eh, a quando quando o Alexandre pôs o o Mendonça no inquérito das fake news, eu olhei para aquele negócio e, ih, [ __ ] explodiu. Isso é declaração de guerra nuclear, entendeu?
¶30Porque o inquérito das fake news que nasceu para evitar um golpe militar que tava em curso, tinha que ter sido encerrado no primeiro semestre de 2023, no primeiro semestre de governo Lula, eh porque evidentemente é um inquérito eh que tá no limite da legalidade, é legal, mas tá no limite da legalidade e tem a gente tem em sendo legal, tem um argumento para se virar e falar: "Isso é um problema". Mas aí começou a virar aquela coisa em que o Alexandre começou a jogar quem ele quisesse jogar. E isso começa a virar abuso de poder muito rápido. Tem um ministro do Supremo Tribunal Federal que pode abrir um inquérito contra quem quiser no momento que ele quiser. >> E aí quando ele começa a usar contra outros ministros do Supremo, isso é guerra nuclear.
¶31Porque aí eh eh você pode achar que talvez nesse momento Gilmar Mendes, Flávio Dino, eh quaisquer outros ministros que estejam eh digamos assim no time do Alexandre, falem: "Tudo bem, mas na cabeça de todos eles, tá? Pô, esse cara aqui tem uma tem uma lâmina em cima do meu pescoço. Esse cara bota quem ele quiser a hora que ele quiser. E quando o seu personagem é o de um feio desencapado, ou seja, de alguém que não tem qualquer pudor e qualquer resistência em usar o seu poder no limite máximo dele. E o Alexandre é um cara cuja personalidade é é uma personalidade não republicana, né?
¶32Porque é aquele cara que >> é aquele cara que tá disposto a usar o seu poder ao máximo no momento que lhe interessar e eh que lhe interessar politicamente, entendeu? pro exercício do poder. Quando esse cara começa a usar eh esse tipo de poder contra um par dele na no Supremo Tribunal Federal, e isso vira uma guerra que não ela não se resolve mais sem a derrota de um e a vitória de outro. No momento, a coisa que já aconteceu hoje é o Faquem tirou eh eh porque não dá para você usar esse inquérito contra ministro do Supremo Tribunal Federal, não dá. Eh, aconteceram duas coisas importantes ontem fora do Supremo Tribunal Federal.
¶33A primeira é o presidente Lula lavou as mãos. É muito importante que as pessoas tenham consciência do que que aconteceu ontem, porque anteontem foi um tal de Sidô Palmeiras ir para lá e para cá do atravessando a praça dos três poderes, vai pro Supremo, volta pro Planalto, vai pro Gente, é um passeio de 5 minutos, tá? Do Supremo Tribunal Federal pro Planalto. É, é, é 5 minutos de um pro outro. Você vai e volta, vai e volta.
¶34Foi lá, conversou com o Gilmar Mendes, voltou, conversou com o Lula, voltou. Eh, eh, eh, e, e, e, e tudo quanto é coluna de notinha, eh, de jornal tava lá. Eh, eh, Sidôia Palmeiras, que é o o o cara responsável pela comunicação do do presidente Lula, eh houve recomendação de que não é hora de o presidente Lula largar a mão do Supremo Tribunal Federal, não é hora disso, não é hora. Aí ontem o Lula fez, enquanto tá toda a militância petista nas redes eh eh protegendo o o Alexandre, o presidente Lula lavou as mãos, ó, ninguém tá acima das leis, tudo mais. E e eu acho que o Lula tá certo em fazer isso, tá?
¶35É, é, é uma jogada, só é uma jogada de altíssimo risco, porque afinal de contas tem o Lulinha, eh, tem o fato de que o Alexandre, a imagem do Alexandre é percebida pela sociedade como ligada à imagem do presidente Lula. Mas o Lula, esse rojão de ter ganho grana do Daniel Vorcaro, não tá na mão do Lula, tá na mão de alguns petistas. Do Lula não tá, ele não tem que segurar esse romão. Agora, por outro lado, a gente viu o Davi Columbre do presidente do Senado, >> mergulhando do lado do Alexandre do Gilmar. Eh, eh, tipo, o, o, os times tão se formando, tá todo mundo, eu tô muito curioso para saber o que que vai acontecer no 7 de setembro na Vida Paulista.
¶36Eh, porque tem muita gente dando de barato que essa crise afetando Alexandre de Moraes afeta igualmente eh eh beneficia Flávio Bolsonaro. E e eu não acho que isso seja dado. Eu não acho que isso seja certo. Pode acontecer, mas não me parece dado que seja verdade. Por quê?
¶37Porque o Flávio e o Eduardo levaram uma bolada. O Flávio e Eduardo levaram pelo menos R milhões deais Daniel Forcaro. Isso é o dinheiro que entrou na conta, tá? Esse é o dinheiro que nós sabemos que entrou na conta dos irmãos Bolsonaro. R milhões de reais.
¶38A única pessoa que ganhou mais, embora lhe tenha sido prometido menos, a única pessoa que ganhou mais dinheiro do que o Flávio Bolsonaro foi Alexandre de Moraes ou Viviane de Moraes. Viviane Bárcio de Moraes. Essa é a única pessoa que ganhou mais dinheiro, Daniel Vorcar. A segunda pessoa que mais ganhou dinheiro foi Flávio Bolsonaro. E a gente tá falando de R$ 70 milhões deais.
¶39R milhões de reais. O o Flávio é um bandido da Eh, então eu acho meio surreal o o eh as pessoas acham que que a sociedade vai ignorar o ah, não, eu eu sou contra o Alexandre porque ele ganhou dinheiro do Vorcaro, entende? Eh, o o Vorcaro tava comprando o quê? Ocaro tava comprando a presidência Flávio Bolsonaro se ela viesse acontecer. >> Se vier acontecer >> sim quando ele é porque quando ele estava comprando, né?
¶40Que agora ele não sei se ele tem como condições de cobrar nenhum tipo de valor e não vai cobrar. Eh, cara, eu acho que qualquer coisa pode acontecer. A a o motivo pela pelo qual nossa tamb hoje é imprevisível é o seguinte. São tantos atores políticos jogando no limite máximo do seu poder nesse momento, com fúria uns contra os outros, que esse é o tipo do conflito político que começa, quando começa, você não sabe como termina e quem é beneficiado. Não dá para saber.
¶41Qualquer previsão eh eh se acerta, acerta por sorte. Porque um jogo de roleta. >> Pedro, deixa eu aproveitar só para te fazer uma pergunta. >> Eh, você acha que após essa articulação que teve do Mota, presidente da Câmara, e do Davi Columb, presidente do Senado, eh, com o o Lula, no taldo juntos para sempre e tal, você não acha que esse posicionamento de ontem do Alcol Columbres seria de alguma maneira para proteger o presidente Lula de ter que se colocar a favor do Alexandre de alguma maneira? Eh, o presidente Lula já se declarou, já declarou que tem que investigar e as e as informações têm que ver.
¶42Eh, eh, ele já escolheu um lado nessa briga, que é estar dentro da briga e e lavar as mãos. Eh, e eu acho que ele tá fazendo certo politicamente, é o que o Lula tem que fazer. Eu não, eu acho que seria um erro o Lula abraçar Alexandre de Moraes nesse momento. Eh, agora, sabe, certas coisas não vão embora. tava, tem uma turma que tá como procurador geral da República, eh eh quer tornar as provas todas eh inválidas, não podem ser usadas no julgamento.
¶43A questão da jurídica, gente, a questão não tem nada de jurídica. A questão é política. Eh, eh, o, o, o Brasil inteiro sabe que Alexandre de Moraes recebeu dinheiro do Daniel Vorcaro. Isso não vai embora. A informação não vai embora.
¶44Você pode não ter elementos jurídicos para condenar. >> Sim, mas você tem que reabrir um outro inquérito. >> Não, mas juridicamente talvez a coisa seja insolúvel, entendeu? Eh, eh, a questão é que o problema não é jurídico, o problema é político. Como é que se sustenta um ministro que o Brasil inteiro sabe que que e eh que tava venda?
¶45Aliás, não é só o Alexandre, né? É José Antônio Diófoly também. >> Parece que tem outro também. >> É, o o Mendonça mostrou o recibo que ele pagou pelo terno, né? Não tava depensando nele não.
¶46É bem tem o tem o CO Marqu também através do Sim, mas todas essas pessoas são eh lisongeadas, todas as pessoas são agraciadas e recebem essas pessoas. O Mend recebeu, ele tinha um instituto também que ele criou do lado de fora também. Tem assim, se você quando a gente começar a olhar por indício, não sobra ninguém, só sobra Carmen Lúcia e o Faquim, entendeu? Isso não sobra político nenhum. O problema é exatamente esse, é a fumaça e e a e o ruído em torno da da dessa dessa coisa toda.
¶47E eu acho que tem existe um interesse em envolcar, então é de envolver todo mundo, dizer que todo que ele é vítima de um sistema, ele é vítima do regime nulista, ele é um prisioneiro político e aí é o é o diretor da Polícia Federal que tá comandado com não sei quem aí é o procuradoria do Estado que não sei quem. Aí o que acontece? Aí você tem a eleição e dependendo do resultado da eleição, depois nada disso interessa mais porque já teve a eleição e dependendo do resultado da eleição, você vai ter a pizza pronta e depois, ó, e só interessa a gente, eu acho que tem um problema, Pedro na na inteligibilidade do que tá acontecendo. É assim, isso está acontecendo do jeito que está acontecendo por causa da eleição. Isso não estaria acontecendo do jeito que está acontecendo, se não estaria havendo se não houvesse uma ele se isso fosse um ano atrás, isso fosse daqui a se meses, entendeu?
¶48E quando quando me refiro ao Mendonça, que a gente tava falando disso sobre o perfil dele, se é uma coisa ou outra ou as duas coisas, assim, ele tem um perfil quando a gente olha eh de trás para frente parecido com o perfil do Deltan Delanhol, do ponto de vista religioso, do ponto de vista da formação jurídica anticorrupção que havia naquele naquele começo, na especialização dele, tá? ele de alguma maneira tava eh se envolveu naquele na sua identidade religiosa, tem uma concepção afirmativa de missão moral das instituições públicas. Até agora não tem problema nenhum, mas estranhamente tudo isso acabou no bolsonarismo. Tudo isso acabou na da Lava-Jato. Tem o mesmo problema, tem o escândalo, tem os escândalos de corrupção que ninguém nega, como havia no tempo da Lava-Jato.
¶49Meus meus escândalos de corrupção, ninguém nega que havia escândalo de corrupção. E no fim das contas aconteceu o quê? No fim das contas, a gente não sabe direito o que aconteceu e um monte de coisa foi anulada porque porque as investigações foram em algum momento foram eh desvirtuadas para atingir determinados fins políticos. E você tem também um método ali de que você acredita que você está lutando contra um sistema e você não pode lutar contra o sistema com as armas eh disponíveis pelo pró disponibilizadas pelos próprios sistemas, entendeu? E aí você tem que fazer uma puxar para cá, puxar para lá, tem que ter o seu delegado.
¶50Você chama o cara para fazer eh colher depoimento sem presença de polícia. Aí você começa a fazer parte de uma heterodoxia porque você acredita que você está dentro de uma de um sistema que é contra você e ele é um infiltrado. E se vende como como um sujeito bom, honesto, austero, que está simplesmente querendo lavar eh livrar o Brasil da corrupção, entendeu? E a gente não precisa achar que ele é um cara que que é em público é uma coisa e em privado é outra. Vou fazer isso e em público eu sou santo.
¶51É só olhar a trajetória, entendeu? Eh, eh, se eu bem me lembro, eh, o ministro Mendonça sucedeu a Sérgio Moro como ministro da justiça de Bolsonaro >> quando Sérgio Mour deixou o governo naquele que foi o ato, talvez o único daquele tempo, o mais corajoso e decente que ele cometeu, que foi de se recusar a permitir a ficar no governo quando o presidente Bolsonaro disse que ia intervir na Polícia Federal para favorecer os filhos. Quem sucedeu naquele momento, porque ele tava na AGU, porque ele vem da AGU, do M, foi o ministro André Mendonça. Foi o ministro André Mendonça que eh fez o famoso eh famosa lista anti de antifascistas que foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal. Foi ele que que perseguiu, ameaçando com instrumentos policiais e a lei de segurança nacional, o chargista Renato Aroeira, os o jornalista Ricardo Noblar, o Eris Vartman, o Bolos, o Ciro Gomes, o advogado Marcelo Feller, o professor Thiago Rodrigues, o Rui Castro.
¶52Esse é o ministro André Mendonça, tá? Foi que que eu fiz o dever de casa aqui, entendeu? Então é assim, eh, é aí que acaba o negócio de depuração da corrupção das instituições. Ela vai para isso, ela acaba no bolsonarismo, entendeu? Então o que acontece, Alexandre de Moraes com toda sua desgraceira de corrupção, eu acho inclusive que a força que ele tem, isso também é uma coisa não é não é incompatível com a outra.
¶53força napoleônica que ele tem para enfrentar o que ele enfrentou da ameaça golpista. É a mesma força que faz com que ele se sinta acima do bem e do mal e faça estas já ia falar palavrão, enfim, é que faça tudo isso que ele fez, né, de aceitar dinheiro e achar que não tá acontecendo nada, que não tem conflito interesse do que que ele faz, entendeu? Ele é o quê? Ele é encarnação pro bolsonarismo do sustentáculo do sistema. >> Uhum.
¶54>> É impossível você não você não acreditar. Você não é você não, tá? Você é todo mundo. Entendeu? que o eh que o ministro Mendonça não está ali senão para eh reescrever a história.
¶55Porque quando você destrói eh eh Morais ou desmoraliza Morais como corrupto, você mostra o seguinte: é por isso que ele ficou contra o Bolsonaro, porque ele é moralmente corrupto. A a corrupção para essa gente de orientação mais religiosa, a corrupção não é simplesmente roubar. A corrupção é não ser eh homem de Deus. É aí que nasce a corrupção, entendeu? E você tá explicando tudo.
¶56É por causa disso que ele ficou contra Bolsonaro. É por isso que ele condenou Bolsonaro. Quando você vê a votação dele a respeito dos do 8 de janeiro, >> ele não julgou Bolsonaro porque ele tava em outra câmara, né? Ele tava em outra turma, entendeu? Mas o tipo de julgamento dele, quando ele diz que não houve golpe de estado e sim eh ameaça o estado democrático, né, de tentativa de viol o se você juntar as peças, o que ele tá dizendo ali no fundo é que não houve tentativa de golpe de estado.
¶57Ele não acredita que houve tentativa de golpe de estado. Ele acredita que tudo se resumiu. É, quer dizer, aquela teoria da Polícia Federal que vai encadeando uma coisa na outra, ele acha que aquilo também foi um produto do sistema. Ele acha que aquilo ali foi uma invenção. Não sei se você pegar, se você pegar, se você pegar o julgamento do 8 de janeiro para ele, o que aconteceu ali simplesmente foi uma multidão de pessoas que que foram lá e e depredaram a as instituições, os edifícios públicos.
¶58>> É, mas o 8 de janeiro foi isso, Cristian. >> Sim, mas ele não comprou a quando ele não compra a ideia de que >> tentativa de golpe acontece antes em novembro e dezembro. Mas o que estô querendo dizer é que naquele julgamento, quando você a Polícia Federal faz aquele encadeamento dizendo que aquilo é uma consequência do fato de que os chefes militares não aceitaram dar o golpe de estado, o que que aconteceu, né? Houve uma mobilização e com a participação do Bolsonaro para provocar que, né, para provocar o 8 de janeiro para achando que ali você ter um convencimento por parte dos chefes militares de que era necessário decretar o estado de defesa ou qualquer coisa do gênero, né, e depor o presidente eleito, né? A narrativa da explicação foi essa e foi isso que prevaleceu.
¶59Quando você pega o voto do do do ministro André Mendonça e ele descarta o golpe de a questão do golpe de estado, eu não creio que seja que ele descartou a tentativa de golpe de estado simplesmente porque ele acha que os tipos penais se sobrepõem. Para mim tudo indica, né? Tudo indica, o pratérito todo indica, né? que ele participa da ideia de que não houve tentativa de golpe de estado por parte do Bolsonaro. >> Ele teria, ele teria, mas isso eu acho que não, eu acho que ele é coerente.
¶60Eu eu acho que ele é cínico. Eu acho que ele é coerente e ele teria votado, se tivesse na outra na outra turma, teria votado como fux, entendeu? Ele ia dizer que não que não houve. E você vê n levantamentos de outros tipos de julgamento no qual do qual ele participa e na dimensão algo seletiva, como ele conduz o inquérito, que, né, que certas certos personagens que prejudicam eh a a linha na que no fundo eh ele acha que pertence, eh aquilo fica meio em segundo plano, ele favorece eh a a a seguir investigações a respeito de outros personagens. Eu tô dizendo isso simplesmente para dizer que ele não é um bom menino, eh, de bom coração, que frequenta a igreja e que está sendo atacado pelo sistema porque ele descobriu a corrupção, entendeu?
¶61A Lava-Jato também não era assim. A Lava-Jato também não era assim. As pessoas acreditavam naquilo ali. Sentiam uma missão, né? No se no caso do Moro especificamente, lembra do tenentismo togado que nos fez ficar amigos e nos conhecermos, >> entendeu?
¶62Da do texto que eu escrevi na época. Então eu acho que eles acreditam nisso. Isso isso não acaba. O problema, repito, é que você não pode lutar com o sistema, com os instrumentos do sistema. Você tem que implodir o sistema, entendeu?
¶63>> Vamos, vamos, vamos. Deixa, deixa eu pegar, deixa eu pegar para esse seu fio aí. E, e, e a sua explicação. E aí, você não precisa, eh, passar o pano pro Moraes. Como você não precisa passar o pano pro pros escândalos do PT, da roubalheira do PT?
¶64Vamos, vamos, deixa eu puxar o seu fio aqui. Eh, vamos, vamos ter uma conversa que vamos ter aqui em público uma conversa que a gente já teve 300 vezes. >> Hum. >> Tá bom. A primeira república começa em 1889 e termina em 1930.
¶65Isso >> tem 41 anos. >> É >> que deusa tem? Eu acho que foi um regime melhor do que os que o maldizem acham. >> Eh, durou 41 anos. A ditadura Vargas começa em 30, vai até 45, são 15 anos.
¶66A segunda república, eu sei que você não gosta da classificação do Sérgio Abranch, mas é que eu uso. A segunda república vai de 45 a ao golpe militar de 1964. >> É que para mim é a terceira. >> Não, eu sei, eu sei, eu sei. >> Eh, são 19 anos.
¶67A ditadura militar vai de 64 a 85. São 21 anos. >> Você esqueceu do império? >> Não, não, tudo bem. Eu tô vou não, porque também porque também se aplica isso, eu sei você quer chegar coisa dos ciclos de duração dos registos.
¶68>> É isso. É isso. A gente tá a gente tá na nossa nova república aqui, ela começa em 1985, estamos em 2026, são 41 anos. É, >> é a mesma idade em que acabou a Primeira República. É exatamente a mesma idade que acabou a primeira república.
¶69Eh, a gente tem ciclos claros em média de 30 anos, o menor deles é de 15, o mais long mais longo de 41 anos. Todos os regimes acabaram da mesma forma. as três ditaduras, né? A ditadura curtinha do Diodório Floriano, mas eh eh a ditadura do do Getúlio e a ditadura militar, assim como a República de 45 e a Primeira República, todos os regimes terminaram da mesma forma. Tem uma hora que a disputa interna de poder entra numa espiral de conflitos que eles não conseguem mais resolver, que o poder não consegue.
¶70É quase como se as pessoas que têm poder dentro do regime eh cometessem suicídio coletivo. Então, a disputa interna de poder entra num estado num num estado em que ela não é mais resolvível internamente com os sistemas que o regime tem. E a única maneira o o o regime entra em colapso. >> Agora tem uma agora tem uma característica aqui, tá? Todos esses regimes terminaram e começaram com golpes militares, com exceção da Nova República.
¶71A única vez que a gente encerrou um regime e começou um regime novo sem um golpe militar foi 1985. foi esse homem que como faz falta no nosso país que foi Tancredo de Almeida Neves. Esse cara devia ter uma devia ter uma estátua em cada cidade do Brasil para Tancredo Neves. Eh, e eu falo super sério, eu tenho cada vez mais respeito por esse cara, pelo pelo pelo tamanho que ele teve. Eh, ninguém esteve do lado da democracia de forma tão contuma e tão convicta quanto Tancredo.
¶72Todas as todos os momentos em que ele foi testado, Tancredo tava no lugar certo. É um troço muito impressionante isso. É de um nível de caráter que e enfim. Eh, o ponto é, eu acho que a gente entrou numa espiral que não tem mais solução dentro do regime. >> A gente entrou em 2013, né?
¶73>> É, a gente é é que eu acho que houve momentos em que a coisa poderia ser resolvida, só que a gente chegou no clímax nesse momento e não é mais resolvível, porque no momento que você contamina o Supremo, você sequer tem mais o juiz. Você lembra que a gente brincava que a gente não sabia se o governo Bolsonaro era o governo Hermes da Fonseca ou se era já o final do regime? o o coitado. Você teve uma Não, lembra que a gente falava que então era era o Hermes da Fonseca que depois do Hermes da Fonseca vinha o Fecer La Brasurar o regime, mas depois ele ent ele entrava em crise de novo. >> Agora aí é que Lula era a gente se Lula restaurar você virar VCAS La Bras que virou Vas Bras.
¶74A a questão, eu acho que tem uma questão que é o seguinte. Eu eu defendi mais de uma vez na na eleição do Lula, em 22 que o Lula precisava ter consciência de que ele tava fazendo um governo de transição. Ele nunca percebeu isso. Ele achou que era um governo normal. >> É a rotina.
¶75É sempre assim. >> É. Eh, e ele precisava ter feito um governo transição. Eu não sei quem vai ser eleito e é em 2026 daqui um mês, daqui dois meses possivelmente com uma com o segundo turno. A gente precisa de um governo de transição.
¶76O problema que a gente tem é o seguinte: a Nova República tem a bênção de ser o primeiro regime brasileiro que não nasceu com golpe militar. a gente precisa trabalhar para que seja o primeiro regime brasileiro. Eh, eh, se a nova república é a terceira república ou a quinta república, como o Cristian prefere, a próxima república que nasce em 2030, eh, que eu espero que nasça em 2030, porque se não nascer em 2030 é é crise continuada, é, é, é tipo onde que é o final do posto, né? >> Não, é bom que é repete a efeméri, né? Evolução de 30.
¶77>> É, eh, por favor, não. >> A gente, a gente precisa encontrar uma maneira. A gente já teve uma tentativa de golpe militar e essa coisa não foi à toa. >> Isso é o pulsar do Brasil. Isso é o pulsar do Brasil.
¶78Como é que a gente faz para que esse regime nasça morra e morra dentro da democracia para renascer como os franceses conseguem? >> Pois é. Os franceses já conseguiram fazer mudança de república sem eh eh sem passar por ditadura. Nós somos capazes de fazer isso. Eu tenho uma sugestão e a minha sugestão é a seguinte.
¶79O próximo presidente, que é o presidente de transição, no primeiro dia de governo, convoca um conselho de notáveis, eh grandes homens públicos brasileiros que têm um compromisso que eles vão assinar. Eles não vão concorrer a nenhum cargo eletivo e eles não vão aceitar indicações para Supremo Tribunal Federal, TCU, qualquer coisa dessas. Não. Eles vão ser pagos para fazer o seguinte, a gente vai juntar juristas, economistas, sociólogos, cientista, político. >> Não é só comissão Afonso Arinos.
¶80>> É uma convenção Afonso Arinos. E o que que o que que eles vão fazer? Eles vão, eu acho que a coisa tem que ser ritualizada, tem que ser conversada, tem que ser aberta, tem que ter audiência pública. Eh, é dentro da democracia. Eles vão preparar um grande documento que é a mãe de todas as reformas constitucionais.
¶81Tem uma condição, não pode tocar em uma cláusula pa, por quê? Porque isto aqui é uma democracia e a gente seguirá com a mesma Constituição. Então é a Constituição de 1988. Mas a gente tem um monte de coisa que a gente precisa falar. A gente precisa falar sobre dívida pública, a gente precisa falar sobre distribuição de orçamento, a gente precisa falar sobre limites de poder do Supremo Tribunal Federal.
¶82Tem muita coisa que precisa fazer. Então, o que esse grupo de o que esse conselho, o que essa comissão Afonso Arinos do vai fazer é preparar um grande projeto de reforma constitucional. a essa reforma antes do final do mandato desse presidente da República, vai ser numa grande festa levada ao Congresso Nacional e deputados e senadores vão votar nela como se vota numa PEC, numa proposta de emenda constituição. É tudo estritamente legal, é tudo estritamente e ao mesmo tempo tem todo o ritual. >> Ah, Pedro, você é o liberal mesmo.
¶83>> Por que que você tá falando isso? Isso é a revolução gloriosa, a brasileirada, entendeu? É revolução sem sangue. Revolução. >> Não tem outro jeito de fazer sem ser dentro da democracia.
¶84Isso assim só falta, só falta encontrar o presidente. Só falta encontrar o presidente. >> Mas então o que que você poderia sugerir, Cristian? >> Não, não é que eu simplesmente eu eu sempre acho vai acontecer o pior. Eu tô achando vocêadinho.
¶85>> Vai acontecer o pior, entendeu? Sempre acho que vai acontecer o pior. Porque assim, vamos recapitular, >> né? O no império você ia fazer as reformas dentro da Isso. Isso aqui eu acho que você devia ver negóci do império.
¶86O império tava democratizando, tava liberalizando todo. O o último gabinete era o gabinete liberal que ia fazer as reformas todas dentro da lei. Veio lá o veio lá veram os militares positivistas lá juntaram com os republicanos golpe de estado de ditadura. Não, mas é uma ditadura transitória. Depois vai não sei que tal.
¶87A veés de ver a ditadura do march flor é sempre vem o diabo da ditadura, né? Mas eu acho que foi o caso em que menos menos era preciso ter tido golpe de estado, foi ali, entendeu? Mas em 30, assim, eu eu tenho um pouco de dificuldade de olhar 30 e 85, porque para mim aquilo é uma grande confusão de um processo de democratização, de urbanização, de industrialização que foi caótico no mundo inteiro até onde você menos imagina. Sei lá, na França, se você pegar entre a Revolução Francesa e e um século depois, gente, você tem primeira república, primeiro império, você tem primeira monarquia constitucional, depois volta tudo de novo, monarquia constitucional, república, eh, eh, segundo império, aí você tem uma terceira república e é ali que a coisa começa a estabilizar, digamos que, digamos, quando você estabiliza a democracia, tá? Mas quando eu, então assim, eu gosto de olhar, mas eu acho que a República Velha é muito boa para olhar, porque ele sentiu um regime estável, ela começou a ser denunciada como podre a partir de um determinado momento.
¶88Ela teve uma crise com o governo Hermes, que era um militar, não é? Que foi uma desgraça pelada, graças a Deus tinha o Rui Barbosa lá para fazer fazer o contraponto. Depois veio um sujeito que restaurava tudo, restaurou a política dos governadores e inventou o café com leite para você conseguir ter uma alternância no poder. Aqui foi ves lá Braz. Mas logo depois você teve ali de Fira Pitácio Pessoa e aí voltou o problema.
¶89O qual é o problema? O problema é que tem gente que está fora da política que denuncia a política como podre, entendeu? E acha que não tem, que representa setores que não tm lugar dentro daquele regime. A essa altura, regime e constituição são a mesma coisa, né? >> Claro.
¶90>> Entendeu? É bom porque eu tô querendo dizer que agora eventualmente pode não ser, como disse o Pedro assim, mas certamente na década passada eh a ultradireita achava que não tinha lugar nesse regime. Achava que não tinha lugar nesse regime, né? Depois descobriu que não tá a metade do metade de mar de governadores pertence à direita, o senat tem senador de direita. Isso tá mais ou menos pacificado, né?
¶91Essa coisa da pressão que tinha ali 2018 para entrar, né? Eh, mas agora o que a gente vê que o que eu vejo com muita tristeza é de novo esse negócio. Se você ganha um tempo para regenerar e o sistema não regenera. É, >> mas o problema é que o o o sistema perdeu a capacidade de se regenerar. Algumas pessoas estão tratando a minha proposta como eh eh a minha ideia como maluca.
¶92Maluca, não é? >> Qual qual é qual qual é a ideia aqui, gente? Primeiro ela ela parte de uma premissa. Ah, esqueci de falar uma coisa, mas termina de falar. >> É, é, ela parte de uma premissa.
¶93O sistema não vai conseguir resolver o a sua crise por dentro. E, e, e essa premissa é baseada em história. Nunca conseguiu. Nunca conseguiu. Eh, eh, não existe espaço no Supremo Tribunal Federal para André Mendonça e Alexandre de Morais juntos.
¶94e e a quantidade e o problema é eh eh os três poderes se reorganizaram de uma forma tal numa constituição presidencialista em que o poder executivo se tornou um anão e não tem poder. Eh eh e o o Supremo e o Parlamento Legislativo ficaram hipertrofiários. Não tem solução. >> Não tem solução. E a coisa corrompeu.
¶95>> A coisa corrompeu no sentido não só de de enriquecimento ilícito eh eh e de propinas e tudo mais, mas corrompeu no sentido de que ela perdeu a capacidade de operar, de funcionar, >> ela ela não dá mais direção. >> Então é isso, é isso. Então a gente precisa resolver esse negócio. Esse troço só se faz com uma grande reforma constitucional. O problema é que não interessa os atores responsáveis pela reforma constitucional fazer a reforma, porque isso representa tirar o poder um do outro.
¶96Porque existe também uma coisa que não é escrita, que é parece que estamos vendo uma oposição de Congresso eh eh e Supremo, mas na verdade um não quer tirar o poder do outro, né? Porque um sabe que se age contra o outro, o outro age contra o E esse embate e a gente tá vendo esse processo e eh é se dando dentro. >> Você leu o livro do Joaquim? >> Ainda não, mas eu sei o que que o Joaquim pensa. >> É, mas o argumento é esse.
¶97>> Eh, então o que que o que que a gente tem que fazer? Por que que essa comissão funcionaria? Primeiro eh vai ser a notícia do Brasil durante 2 anos enquanto esse relatório é feito. Eh eh todo mundo vai falar. É importante que tenha essas audiências públicas, que a sociedade seja instada a falar, OAB, sindicatos, FESP, eh, todo mundo tem que poder falar, se manifestar, dizer, vamos ter um grande debate brasileiro a respeito do que que é que a gente espera eh eh da década de 2030.
¶98Aí algumas das coisas que as pessoas estão dizendo, um congresso de Nicolas e Zé Trovão vai aprovar um troço desses. Se o troço é bem conduzido, essa proposta de reforma é percebida como a refundação do Brasil. O Congresso não tem escolha. É, é, é você constrói a coisa para ser popular. O Congresso não tem escolha que não aprovar.
¶99Mas por que que é importante fazer deste jeito? Porque é legal. >> Sim, sim, sim, sim, sim. >> Porque é dentro da Constituição. Porque a Constituição não prevê sua dissolução.
¶100A a a Constituição não prevê a instalação de uma assembleia constituinte. >> Posso posso te dar uma dar uma? >> Então, você tem que fazer a coisa dentro da legalidade porque você não pode correr o risco de fazer algo fora da democracia, porque aí é flirtar com a ideia de que não, a gente vai fazer uma ditadurazinha. Posso, posso, posso dar, dar uma uma colher que vai facilitar muito tua vida? Diga.
¶101>> E a minha também. >> Eu tinha esquecido disso durante muito tempo. Eu fiquei revend assim, a gente sabe que a Constituição brasileira teve por modelo a constução portuguesa. >> Uhum. >> Né?
¶102Mais ainda quando você lê o o projeto da Comissão Afonso Arintos, né? Mas qual foi assim, qual foi o problema central, né? Um dos problemas centrais do constitucionalismo é sempre como é que você consegue reformar a Constituição. >> Uhum. >> Né?
¶103Por exemplo, eh, a Constituição do império dizia que você tinha que ter o ato adicional, você tinha que ter uma autorização, era uma coisa complicadíssima. A da República Velha também não tinha emenda, você tinha revisão. A revisão é uma espécie de min constituinte, foi feito uma vez só, 26. O que acontece? A Constituição de Portugal, não sei se ainda tá assim, mas ela prevê a sua revisão desse anal.
¶104>> Isso aí ainda tá >> o que você tá propondo, na verdade, é a revisão constitucional. É, mas o problema é que isso não tá previsto na Constituição, né? >> Mas é que tal? você podia fazer uma emenda para prevar. >> É, isso pode incluir nesse projeto, né?
¶105Não, não. Se você faz, se você tem um um governo que faz uma uma espécie de uma coalizão em torno da mudança da Constituição e você passa a ideia da revisão, você faz uma revisão. É que eu acho que não devia ser o Congresso a fazer e essa proposta porque o o Congresso tá envolvido na disputa de poder. Eu acho que tinha que ser de fora. >> Não, mas aí você tem que ter um movimento da sociedade civil que envolva ex-presidente, que você pode fazer a comissão, mas a primeira coisa que você tem que ter que ter que fazer é é poder ter a revisão da Constituição.
¶106questão você vai ter, você vai, você vai fazer sabe o quê? 500 packs. Se você faz uma revisão, como foi de 93, a revisão abre assim, olha, agora você pode mudar a constituição por maioria simples, exceto as cláusulas petrias, etc, etc. e os princípios constitucionais, etc, etc. Aí você consegue fazer isso, uma revisão.
¶107Quer dizer, existe o mecanismo, entende? E ele e ele torna mais mais fácil. Então a gente tem que só fazer isso. E eu não acredito que o Supremo Tribunal Federal vai jogar a criação de uma de um de um de um de um mecanismo de revisão decenal ou vinternal, sei lá como é que chama isso, da Constituição, alguma coisa inconstitucional, porque isso não é cláusula pétria, né? Acho que isso não é razoável, quanto mais de crise como esse.
¶108Eu acho que essa a ideia realmente é ótima e você pode revestir essa essa revisão da maneira como você tá tá tá tá propondo, como uma espécie de união nacional, entendeu? Eu só lembrei do mecanismo constitucional. Ele existe diabo que a gente não adotou, senão a gente podia fazer fazer isso. Eu acho até que isso ajuda a explicar a estabilidade de alguma maneira eh do próprio Portugal, porque senão senão a mudança de regime, eu até acho que enfim até hoje golpe, revolução e tal, mas vai ser como tá acontecendo no continente inteiro. Como é que tá acontecendo no continente inteiro?
¶109Você elege um candidato de ultradireita. esse candidato de ultra direito decretado de sítio, você aceita a intervenção estrangeira, que no caso Trump, Trump é, enfim, mais ou menos assim, né? Mas é Marc Rúbio, né? quer que quer avaçalar a região inteira de um lado, você entra nesse negócio do outro e você entra no negócio, você decreta estado de segurança liga o MEI já perto da eleição e repetiu ontem o negócio de segurança nacional, repetiu esse o tema da segurança nacional é um tema invocado invariavelmente para você implantar alguma espécie de semidadura em todos esses países. Não foi a presidente do Peru também tomou posse de estado de sítio, entendeu?
¶110que é para você conseguir garrotear os críticos e instaurar o regime de força. O nosso regime periga eh começar assim, entendeu? Mas para esse regime funcionar também, você tem que ter um Supremo favorável, é, >> pelo menos no médio prazo. >> E aí, se um certo candidato ganhar a eleição, você vai ter três ou quatro sujeitos ali que vão, né? Eh, que que é isso que eu fica imaginando, você fica projetando, né?
¶111No caso do Mendonça, é isso. Se você consegue ganhar a eleição, o se ele Flávio Bolsonaro, é ele que vai botar o dedo, vai indicar A, B, C, DF, pronto, você vai ter uma corte estilo do Trump, entendeu? Isso é uma mudança de regime, né? Então assim, eu não acho que que que Flávio Bolsonaro toparia a sua revolução gloriosa, entendeu? Mas os outros bem que poderiam.
¶112>> É, eu eu, como eu disse, o Flávio não tem conseguido botar ninguém na rua. Eu talvez ele consiga, tá? precisa botar alguém na rua paração, >> cara. Não, não acho que ele precise. Não acho que ele precise.
¶113Não acho que ele precise. >> É, mas ele ele tá desperado por dar uma demonstração de poder. Eh, e para isso ele precisa conseguir botar umas 60, 80.000 pessoas na Paulista na 7 de setembro. Ele botou quantos aqui? Outro dia?
¶1141000, 2000. >> Ele é Não, foi uma coisa ridícula. Foi uma coisa ridícula. É. É.
¶115Foi uma coisa ridícula. Alguém me falou, alguém me falou uma coisa. Tava conversando com uma jornalista ontem. Ah, agora também tem as minhas fontes. Ah, viu?
¶116Conversa que dá ficar aqui durante anos. >> A fonte, a fonte do outro é jornalista. >> Não, não, não é o outro cara que fez uma pesquisa e tal Peré, mas enfim. Eh, você tem um negócio que assim de que o eleitor não tá muito animado, >> não. Não tá, >> entendeu?
¶117Então assim, ele vai votar, ó, o outro cara pode ganhar eleição, mas não necessariamente vai ganhar o cara que põe mais gente na rua. É isso que eu tô querendo dizer. >> É, >> entendeu? O cara pode votar em A e B e não ir pra rua, entendeu? Então, eu não sei se se isso ainda é uma demonstração de força.
¶118>> Eu ainda acho eu repetindo a frase de um amigo meu, eh, eu vou votar no Augusto Curi porque não existe, >> porque não existe autoajuda extremista. >> Ah, Ivon Curi. >> Não é o Ivon Curi não. É aquele da peruca. Eu sei que é o Ivoc e >> cantava sem era engraçado.
¶119O o eu acho, eu acho, não só tô dizendo que a gente pode se surpreender com esse Augusto Curi. Ca problema, como se dizia, só um comentário aqui da Mari Luica, ela diz assim: "Renovação da República é pauta de Augusto Curi, que propõe reestruturá-la nos moldes semipresidencialistas franceses." Ah, sim. Eu sempre presidencialismo. >> É, o problema é que isso não é atribuição do presidente da República, não é o presidente da República que decide, é o Congresso Nacional. A gente tem que fazer, a gente é problema que você precisa de uma coisa, de uma união nacional.
¶120>> Eu sei >> como é que a gente vai, como é que a gente, >> por isso que eu tô falando dessa comissão. Você precisa criar um ritual. União Nacional vem de um ritual, entendeu? Eh, >> mas é assim, mas a união vem quando acaba uma guerra, quando acaba a ditadura, exatamente como você falou. E antes disso tem que ter uma guerra.
¶121E antes teve uma ditadura. Tem um pessoal nos nos comentários aqui propondo a ideia do voto distrital misto com lista. Que que vocês acham? >> Não, eu eu eh eh tudo indica que o voto distrital misto com lista fechada dos partidos vai eh eh vai ser aprovado no Congresso Nacional. O problema é que não resolve.
¶122>> Realmente você precisa ter uma alguém que prometa reforma política. Eh, eh, tem que ter um processo que é você precisa redesenhar o Supremo, você precisa redesenhar o executivo, você precisa redesenhar o legislativo, você precisa redesenhar o orçamento, a distribuição do orçamento. Você precisa literalmente redesenhar o o o poder que cada um tem. Não é só mexer na maneira como o parlamento é eleito. É, é, a coisa é mais profunda do que isso.
¶123Eu acho que as pessoas não estão compreendendo que o Brasil não é mais governável. A gente continua fazendo essa brincadeira aqui de todo mundo prestando atenção na eleição presidencial e deixando as outras eleições meio de lado. Nenhum presidente de partido tá preocupado com a eleição presidencial, com a exceção do Valdemar Costa Neto e do Edinho Silva. Só os presidentes do PLPT estão preocupados com a eleição presidencial. Tá todo mundo.
¶124Eberto Cassab é candidato a vice-presidente tá mais preocupado em fazer conta de deputado federal de qualquer outra coisa. Isso é uma distorção do sistema. O nosso sistema é presidencialista e, no entanto, quando os presidentes de partido começam, é, é, é isso, é isso que eu tô tentando explicar para as pessoas, eu acho que as pessoas não estão entendendo. Se a gente tem um regime presidencialista em nome e presidente de partido não acha relevante eleger o presidente da República, isto é uma mensagem, isso é uma informação. O que eles estão dizendo são são pessoas cuja profissão é ter poder e é acumular poder e é convencer o eleitor a dar poder para eles na forma de voto.
¶125>> É, >> se eles estão dizendo coletivamente que não vão gastar um centavo com eleição para presidente da República e estão botando todas as condições que tem para eleger deputado federal, é porque o poder tá onde? O poder tá na Câmara dos Deputados? >> Não, e pior é que é um poder patrimonial. >> É absolutamente patrimonial. Poder de governar coisa nenhuma.
¶126É um poder simplesmente de meter a mão na grana e ficar distribuindo. >> É uma coisa meio oligárquica assim >> patrimonial que tô querendo dizer assim: "Ah, vou pegar o meu dinheiro para eu me reeleger dando dinheiro para cá, para cá, para cá, para cá, para cá, para cá. você distribui aquelas emendas todas e você compra a sua reeleição. É claro que a gente tem que ver de fato qual vai ser o efeito das emendas parlamentares agora nesta eleição, que é um que é uma coisa de doido. Você você aí você vai ver o nível de renovação do da Câmara, a gente vai ver.
¶127>> Uhum. >> Se porque se for assim 90%, 80%, sei lá quanto, entendeu? A gente vai ver o efeito disso. Mas assim, o Pedro tem razão. Talvez um sistema semipresidencial fosse mais palatável para esse pessoal, entendeu?
¶128E você criava uma espécie de outro poder, de outro poder de um presidente árbitro, entendeu? Que podia governar quando tivesse maioria, mas nesse sistema você não consegue fazer o Congresso governar. >> O Congresso não gover, o Congresso está melhor dos mundos. Ele tem dinheiro e não tem culpa nenhuma, >> não. Ele gasta dinheiro, ele é o responsável pelo gasto de dinheiro e a cobrança vai pro presidente da República.
¶129>> Pois é. O tem o bônus e não tem o ônus. >> Pois é. Aí vai ficar o quê? Vai ser o Flávio Dino que vai restituir o o presidencialismo.
¶130>> Não vai. Ele tá tentando, ele tá tentando, o Fábio Dino tá tentando reinstituir o presidencialismo faz dois anos. >> É isso. >> Não, não, não, não conseguiu avançar um palmo. >> A gente tem o Congresso o o Dino não conseguiu até agora restabelecer sequer a transparência, entende?
¶131Porque é é essa situação, o a disputa de poder real no Brasil não passa pelo Palácio do Planalto. Ela tá entre o prédio do Congresso e o prédio do Supremo Tribunal Federal. Agora, o problema é o seguinte. A governança do Estado brasileiro segue com poder executivo. Quem cuida de escola segue sendo o poder executivo.
¶132Quem cuida de hospital, quem cuida de estrada, segue sendo poder executivo, estadual, municipal ou ou ou a união. E, no entanto, o poder de definir política pública não tá mais na mão do poder executivo. A verba para poder tomar decisão a respeito de política pública não tá mais na mão do executivo, entendeu? Tem um bando de gente aqui se degladiando. Tem até um monte de bolsonarista hoje na na janela de chat.
¶133Gente, vocês acham que Flávio Bolsonaro vai fazer o que na presidência da República? Ele não vai fazer nada. Ele não vai conseguir dar uma dit construir uma ditadura. Ele não vai fazer nada. Ele não tem poder.
¶134Presidente da República não tem mais poder. O Congresso não vai entregar o poder de volta. O Supremo não vai entregar o poder de volta. E tem tem um tem uma questão aqui, bicho, que é o seguinte. As pessoas não estão entendendo o problema.
¶135Elas não estão entendendo onde que deu nó. Não sei, não, não sei porque se você tem um governo Bolsonaro que volta a flertar com os quartéis, eu tenho certeza que tem bastantes generais indignados com o que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal. Eles só estão calados. >> Aí é um outro problema. Aí é uma outra questão >> que aí vem o militarismo versus o judiciarismo de novo.
¶136>> Aí aí é uma aí é uma outra questão. Não, tudo bem. Golpe é golpe. >> Ah, que vão que vão dizer pereré e você consegue passar, entendeu? dentro da democracia, presidente não governa.
¶137Numa ditadura, >> ditador faz o que quer, >> né? Eh, mas é a ditadura, não é democracia. E eu sei, eu sei que tem um monte aqui de gente aqui no chat doida para um ditador. >> Sim, porque aí é a mudança do regime, né? >> É claro, tudo bem.
¶138>> E aí você inverte tudo. >> Eh, >> parece aquela aquela frase do Milor, eh, que explicou que que era ditadura e que que é democracia. Você conhece? >> Diga. >> Eu vou te explicar o seguinte.
¶139Eh, eh, eh, eh, democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim, entendeu? >> Entendi. Aula de política, ciência política, entendeu? Porque as pessoas acham que é assim, quando você volta pra República Velha, o que quebrou o sistema? Eh, havia um monte de gente que achava que aquilo tava podre.
¶140Tô discutindo se tava ou se não tava, mas enfim, achava que que tava, né? Que eram extremistas. Eh, achava que não tinha um lugar no sistema. Cristiano tinha entrado numa mecânica de auto de cada vez mais repressiva. Governo Aston Luiz foi isso, né?
¶141No final o Aston Luiz tava escolhendo quem quem ia ser senador Alagoas, senador, não sei da onde. Quer dizer, um pouco contrário do que que tá acontecendo agora, >> né? Que eh porque você teve uma hipertrofia do do presidencialismo, era o contrário. E aí que acontece? Ele deu uma de ele deu uma de Alexandre Moraes disse assim: "Danis, esse negócio de café com leite agora.
¶142Meu sucessor vai ser outro paulista". Aí ele criou uma cisão dentro do dentro do do dentro do pobo establishment oligárquico que que se juntou para apoiar o candido, para fazer para criar uma oposição. Essa oposição que era o Vargas, que era o candidato da aliança liberal, podem rir, entendeu? Foi apoiado pelos tenentes. E aí quando eles quando eles foram derrotados, teve um stopinho lá que foi assassinato do do candidato a vice derrotado e você teve a revolução >> pessoa.
¶143>> E aí tem aí tem aí tem a ditadura de novo, né? Mas o problema é sempre a ideia de que tem um pessoal dentro que acha que extremista que quer que acha que não tem como viver dentro daquela constituição, entendeu? Mas o que é engraçado é que esse esse negócio dos do extremismo, >> ele não é aquilo que a maioria, pelas mesmas razões que você tá falando, não é a maioria da direita brasileira. Maia da direita brasileira tá apoiando, nem tá apoiando, nem quer Flávio Bolsonaro, querendo assistir, deixa eu ler uns comentários aqui da audiência para você. caso mesmo assim, o nosso congresso é muito forte, ele sempre foi forte na verdade, >> entendeu?
¶144Talvez fosse o caso simplesmente dizer: "Então, então ah, então vocês vão ter responsabilidade aí >> no sistema semipresidencial", entendeu? >> Para organizar esse negócio. Desculpa. >> Imagina. Eh, vou começar aqui com o seu xá, Pedro.
¶145O Pedro Alcânara, ele diz assim: >> "Issoador >> que as pessoas jura?" Eu já sei que ele vai dizer qual é a solução. Pedro de Alcântara, >> ele diz assim: "As pessoas, ao invés de estarem preocupadas com a deterioração de uma instituição, estão comemorando vingancinha, porque um estragou a eleição do político de estimação." É demais isso. O Rafael Simonelli diz assim: "O Vorcaro jogou muito certo. Ele amarrou todo mundo nele, se ele afundar, 2/3 de Brasília vai junto e não tem disputa bsolo lista que resolva". O Marcos Alberto diz que quando toda a discussão se pauta nos nomes do executivo e do judiciário, mas termina dizendo em nota de rodapé que quem resolve é o legislativo, é sinal de que estamos longe de resolver esse problema.
¶146>> Então um fulanismo, né? Então fulanismo generalizado. Todo dia é um nome diferente que falou aquilo, que falou aquilo, que se meteu, que não sei o que, não sei quê. É, é assim, uma das coisas da interpretação política, na ciência política, né? E da também da análise do jornalismo político é o seguinte, assim, é tentar organizar os fatos, porque você tem um monte de fatos que são todos desencadeados, como se fossem elos de uma corrente que não existe, que foi desfeita.
¶147E a coisa mais difícil você conseguir afastar, tirar a nuvem, a poeira, é porque vira uma poluição de tanta de tanta informação. Muita informação é inútil, que é uma coisa meio meio sensacionalista. Tem muita informação que é inútil, sei lá, descobrem que eh o filho do, sei lá, o filho do cicrano prometeu não sei que e tal, tá? Mas isso aí já não não acrescenta nada na interpretação do que que tá acontecendo, entendeu? É tentar tirar essas coisas da frente e tentar fazer uma interpretação.
¶148Esse é o momento que tá difícil fazer a interpretação pelo excesso de pelo excesso de de indignação e pela pela pelo excesso de notícia, né? Eh, é bem difícil, entendeu? É bem difícil, mas a gente tem que fazer um esforço de imaginação. E o e o e a e quantas pessoas estão eu tô quando eu tô aqui e com o Pedro a gente fica falando de história, não é não é por babaquice, é porque o a a imaginação histórica faz parte da imaginação política. A gente só consegue imaginar e organizar e interpretar os fatos, né, tendo imaginação política, né?
¶149Imaginação política é você tentar pegar os fatos, tentar dar um sentido diacrônico do que que tá acontecendo, começou aqui e foi para lá, entendeu? Mas você só consegue, faz parte da imaginação política a imaginação histórica. Sem imaginação histórica você não tem precedente, você não sabe como é que como é que aconteceu antes, você não sabe das repetições. A gente só consegue imaginar paraa frente se tiver imaginação histórica. Quando o Pedro tá propondo essa essa revolução gloriosa aí da constituinte, eh, que não é constituinte, que no fundo é uma é uma é uma revisão constitucional, o que que ele tá fazendo?
¶150Ele tá fazendo um exercício de imaginação histórica. O que ele tá fazendo é todas as vezes que a gente teve uma mudança de regime, teve uma ruptura, teve a 100 menos em 1985. 1985 teve uma uma comissão, não só, né? sempre que tem uma quebra, tem uma comissão que organiza a da constituição. Ele tá botando imaginação histórica dele para funcionar como parte da imaginação política.
¶151Mas a gente não tem como sair dessa situação se você não não tiver imaginação histórica. E eu acho que a falta de imaginação histórica prejudica a imaginação política e faz com que os atores políticos que estão enfronhados, que estão afundados nessa lama, lama não, no sentido eh de corrupção, tão que não conseguem ver nada porque o mundo ficou ilegível pel, né? eh é que e faz com que eles não consigam ter eh eh eh essa projeção. É engraçado como é que estava falando do Tancrano Neves, porque eh o período entre 30 e 85 foi o período que mais aconteceram coisas na vida na vida política brasileira, né? E ali você tinha como tirar a como era a mesma geração que passava da República Velha pr pra pr pra segunda república, pro Estado Novo, pra terceira república e tinha golpe contra golpe, não sei que não sei que como você tinha depois da ditadura militar, como era a mesma geração que atravessava esse negócio todo?
¶152Você tinha a imaginação histórica, você você tinha os precedentes porque eram as mesmas pessoas que estavam vivenciando aquilo, entendeu? Hoje, paradoxalmente, pela longevidade da Nova República, essa imaginação se perdeu. As pessoas não tm mais a memória daquilo. O mundo começou em 1988, entendeu? E a coisa mais longe que você começa, a data mais longinha com a que você consegue é 64.
¶153E aí fica igual Bolsonaro e Lula, entendeu? Se você não consegue colocar a imaginação eh política movida pela história como um motor capaz de eh eh analisar o que que tá acontecendo e prever o que o eh o que se pode fazer para sair do atoleiro sem repetir, digamos assim, você conseguir ver qual é a solução, sem repetir, digamos, o lado ruim, se a gente consegue comer a carne sem ter que rer o osso, entendeu? a gente consegue sair disso, mas para isso é preciso ter essa imaginação, é preciso ter algum desprendimento e é preciso sobretudo levantar a cabeça dos microinteresses, entendeu? Tem que haver uma sensação generalizada por parte dos atores interessados de que a república corre perigo e a gente tá vendo no entorno inteiro o que o que que o que que pode acontecer. E nesse sentido, pelo amor de Deus, isso devia vir não só do candidato a presidente, isso devia vir do próprio legislativo.
¶154Qual e que tipo de governo eh que tipo de país é esse que eles vão governar se as coisas continuarem desse jeito? Entend que tipo de país que a gente vai ter. A gente não tem como ficar eh eh protelando e essa esse desgaste contínuo do regime indefinidamente, entendeu? Eu acho que tem uma tem uma tem um segundo aspecto quando você fala de é evidente que eu concordo com você a respeito de imaginação histórica, mas tem um segundo aspecto aí também que é o seguinte, eh, o o por que eu vou atrás, eh, você sempre reclama que eu começo em 89 e e >> 188, >> 1889, tal, eh, porque eu sou um republicano essencialmente, eh, e e um fã do regime republicano mesmo. Ah, mas se você conhecessimo imperial, pai, tem parlamento, tem primeiro ministro, tem tudo que você tem monarquias constitucionais.
¶155Tinha, tinha partido, tinha até o Partido liberal, rapaz. >> Eu sei >> de verdade agora esse que >> eu sei, aliás, foi o único partido liberal de verdade que a gente teve no sentido se chamar liberal super progressista. >> Teve, teve PSDB, entendeu? >> Não, sim. Não, sim.
¶156Mas o Partido Liberal chamado liberal e sendo liberal, o único que a gente teve de fato liberal foi o >> eh, mas eu acho que tem uma, tem um segundo aspecto que é o seguinte: política é uma cultura. Eh, e a gente aprende essa cultura. A gente acha que não, a gente acha que a gente é original. A gente acha que nós temos ideias e que nossas ideias eh são fruto de algum processo autônomo que nós lemos um livro e e a gente cresce no ambiente em que as pessoas estão falando coisas, entendeu? Eh, ah, comunista sempre faz tal coisa.
¶157Eh, eh, ah, precisa fazer sempre isso. Eh, são ideias que a gente vai vindo das pessoas mais velhas ao nosso redor e elas vão criando marcas e e essas ideias elas não nascem artificialmente. Por que que você pega Renan Santos, você pega por que que a visão de Renan Santos se parece tanto com a deplênos salgado? Eh, eh, e parece muito, tá, visão de país, muito parecido. Eh, por que isso?
¶158Porque tá na água, porque tá na conversa, porque tá essas ideias estão vivas, elas nunca morreram. >> Não, assim, o repertório de ideias isso. É isso. Então, existe uma ideia liberal no Brasil, existe uma ideia fascista no Brasil, existe uma ideia trabalhista no Brasil, existe uma ideia e eh existem esses conjuntos de ideias, existe esse esse conservadorismo, Ronaldo Caiado, terra, família e eh no Brasil. Essas ideias são fortes, são presentes e fazem parte da nossa cultura e elas têm origem e e tá na história.
¶159Essas mesmas ideias em determinados conflitos. O que que aconteceu quando o político com uma Você eu olho para Alexandre de Morais, cara, ele é um Washington Luiz. É verdade. >> Ele é um Washington Luiz, entendeu? É a mesma personalidade.
¶160É um tipo de político que São Paulo produz, >> entendeu? Eh, >> arrogância, né? Prepotência. É, é, é, é. Mas é um tipo, o Wason Luiz começa como secretário do interior, né?
¶161Eh, eh, que é exatamente como o Alexandre Moraes começa, como secretário do interior, que a gente hoje chama de secretário de justiça, mas que o cargo é essencialmente o mesmo. Na época era previdência, presidente de província, mas o o quando o governador, né, era um presidente de província, o o ponto essencialmente é isso aqui tem um contínuo. E aí o outro contínuo que eu vejo é o seguinte, a primeira república foi que é o que durou 41 anos, nova república 41 anos, a primeira república tem uma característica e ela foi, ela teve extremo sucesso, ela gerou uma classe média urbana e ela gerou uma classe operária que o Brasil não tinha, >> ela só não conseguiu abrir para esse pessoal. E o problema do regime e parte do processo de decadência do regime é que a aquelas pessoas não tinham espaço no regime. Elas não tinham espaço no regime.
¶162Eh eh elas não elegiam seus representantes, elas não tinham voz e ministério. Decisões eram tomadas em nome delas sem que elas tivessem muito eh eh elas não podiam eh eh eh elas eram mandadas, elas não mandavam. Tudo bem, uma democracia oligárquica, como as democracias no mundo eram, tá? A gente trata muito nossa primeira república como república oligárquica, esquecendo que os Estados Unidos era uma república oligárquica, a França era uma república oligárquica, a Inglaterra, a Inglaterra um pouco menos que a Inglaterra se democratizou na virada do século XIX pro X. Mas eh >> mas a França dos Estados Unidos também tava, a gente tava começando esse troço em vez de abrir desfechar.
¶163>> Não. Sim. É isso, é isso. Eh, eh, mas tipo, eram oligárquicas as democracias, né? Eh, a oligarquia faz parte do processo de democratização.
¶164>> Autocracia, oligarquia, democracia. E aí eu insisto, gente, 30% da sociedade brasileira é uma classe média pobre de periferia urbana do Sudeste, 30%. Isso é uma nova classe média que não tem espaço nesse regime. Tem um ou outro político como Nicolas Ferreira, como Michele Bolsonaro, que consegue falar a língua deles, mas não são muitos os políticos que conseguem falar a língua deles e e eles não têm espaço no nosso regime, tá? A a esquerda olha para esse pessoal com um imenso desprezo e preconceito.
¶165Eh, ou você tem os intelectuais que olham e falam: "Pobre direita, como é que pode?" Ou então tem o pessoal que torce o nariz, fala: "Hum, evangélico cominho". Mas você acha que esses políticos de direita que estão aí não representam de alguma maneira esse pessoal? >> Cara, eu não acho, eu não acho. Eu eu acho o seguinte, eu acho que eles conseguem os votos. Eu acho que eles conseguem os votos, mas eles não e eh eles não têm um projeto de país para essas pessoas.
¶166>> Uhum. >> Eles não têm um projeto de país. É que nem e eh o outro grupo que nasceu são os 12% de brasileiros que pertencem ao agro. Ali tem novos bilionários, novos milionários, uma nova classe média e é eh eh grande. É em volta do é 12% da sociedade brasileira.
¶167Esse mundo do agro tem uma cultura própria, tem uma moda própria, é cosmopolita. Só que o cosmopolitismo deles não é circuita Elizabeth Arden, não é Nova York, Paris, Londres, é é é Texas, Dubai, Tequim, mas eles vivem circulando nesse mundo. Eles se vestem com a moda do Texas, eles vivem vendendo e fazendo negócio em Dubai, Pequim. É, é, é um troço. >> Mas o horizonte civilizacional Texas.
¶168>> Ah, eu acho que é, eu acho que é, eu tenho a impressão que é. >> Então, um cosmopolitismo meio jeca, né? Não, tudo bem, tudo bem. É, >> falar cosmopolitismo, cante, não sei que a gente fica brincando. >> Não, tudo bem.
¶169É que a gente é me tira besta também com esse nosso papo Nova York, Paris, Londres, entendeu? >> E não tô lembrando daquele daquela minisérie Dallas. >> Dallas é velho, >> o Jr. >> É, mas é engraçado como é que aquilo antecipa, né? Aquela chama estética cafona de poder e tal.
¶170Donal é um pouco essa coisa também, aquelas fivelas imensas de cinto, mas cara, isso é um pedaço do Brasil, que é um Brasil. E aí você fala: "Ah, mas esse pessoal tem poder, esse pessoal tem que tem quem faça lobby econômico para eles." Mas eles eles eles nunca tão no centro da República, eles nunca de fato eles têm o ministério deles, que é o ministério da agricultura, eles têm eh eh o a turma que mantém o fluxo de dinheiro público para eles, né? O o Mas se você olha, eles são olhados pelo resto do Brasil também com desprezo. Grande parte do problema desses dois grupos é que o Brasil olha com desprezo pros dois e eles sabem disso. >> Mas é o pobre de direito.
¶171O >> o o o pobre de direito ou evangélico >> sem sem eh significado pejorativo. É isso que tá falando da periferia. A >> a periferia não é pobre de direita. A periferia é uma nova classe média, como toda a classe média, ela é conservadora, porque ela tem medo de cair, >> ela tem medo de, é, >> toda a classe média nova sociologicamente é conservadora. Toda, toda é conservadora e tem vontade de ascensão social.
¶172e eu desconfio e eu desconfio. Eh, eh, eu sei que isso aí é uma praia que é muito mais sua, mas eu desconfio que o Weber tá certo e que cabeça de protestante é diferente de cabeça de católico e tem toda uma ética de trabalho eh eh e de lógica de organização do mundo que é distinta. E, e, e esses 30% do Brasil são um tipo de brasileiro que é um brasileiro novo. Porque tudo que a gente entende de brasileiro, tudo que a gente entende pela natureza do que é ser brasileiro é é baseado em catolicismo. >> É, mas que a gente entendia de protestantismo assim, bom, não vou entrar aqui em discussão eh escolástica, porque Webber, na verdade, não tava dizendo classe estabelecido relação de causalidade, mas afinidade.
¶173Mas assim, eh, o norte da Alemanha para protestante também já caiu em Hitler, entendeu? Assim, não tem uma coisa, não tem uma uma associação direta entre protestantismo e liberalismo. >> Não, mas eu não tô eu não tô eu não tô entrando muito nessa via não. Eu só tô eu só tô dizendo que é uma compreensão. Eu acho que é capitalista, sim.
¶174>> E eh acho que é uma turma que tende a ser e mais meritocrática no seu credo e na sua compreensão de como que é uma sociedade ideal. Eu não tô dizendo que estejam certos ou errados, mas eu acho que é uma eh eh faz parte do modelo de mundo. Eu acho que é uma turma que eh entende sua relação com o trabalho de uma forma diferente de eh eh eu acho que o tipo de esquerda que a gente tem uma profunda dificuldade de lidar com esse tipo de cabeça. Pode ser, mas a gente tem que ver também que essa coisa de ser protestante, você pode ser protestante de muitas maneiras diferentes e ao mesmo tempo aquilo pode dar, por exemplo, a Europa onde nasceu o berço do protestantismo, ela tá, ela criou o estado de bem-estar social com capitalismo, mas criou o estado de bem-estar social. Eu não sei em que que mas essa essa nossa não seria quando tira capitalista, ela ela é é que ela é contra o estado.
¶175Você tá entendendo o que querendo dizer? É, eu acho que é um pouco vago falar em protestantismo, que tem que tentar entender esse aí, esse é assim como >> esse esse que tá aí, agora >> cara, eu eu acho que essa turma é extremamente compatível com um grande estado de bem-estar social. Eu acho que eles desejam estado de bem-estar social. >> Mas mas o quê? Na ordem política mais conservadora?
¶176>> Numa ordem política mais conservadora, uma democracia cristã, uma coisa assim. Eh, mas Cristian, eu eu já tô começando a interpretar em cima de vapor, tá? >> Não, não, mas eu tô pensando aqui, eu tô >> imaginação, imaginação política. >> É, eh, deixa deixa eu ler alguma coisa, eh, algumas notas aqui. Alguma coisa.
¶177Rafael Simonelli, Pedro, não foi justamente essa promessa da Frente Ampla do Lula, a que foi descartada seis meses após? Por que que o povo acreditaria que dessa vez vai paraa frente? Eu acho que não é uma ação de governo. Eu acho que o eh é é é uma comissão à parte, entendeu? Que não pertence ao executivo, não pertence ao legislativo, não pertence ao judiciário.
¶178>> O Rula estaria em condições de fazer isso porque também é o final, né? Se ele passasse, se ele fosse >> as propostas desse seu conselho de notáveis só irão adiante se forem aprovadas em plebiscito. O nível do nosso congresso é péssimo. Isso quem escreve é o Jansler Rocha. Ah, o presidente da República pode instalar essa comissão, >> revisão constitucional dis >> uma canetada.
¶179eh, instala a comissão, convoca as pessoas e e aí é um trabalho dessa comissão em criar sua própria credibilidade. >> É, mas tem que ter uma tem que ter uma amarração com os outros poderes, porque senão eles vão ficar, >> eu concordo, >> vão ficar sozinhos lá num canto, ninguém vai dar a mesma pelota para eles. >> Cara, se os outros poderes compreenderem que é é o jeito de resolver a crise, talvez eles topem. Mas evidentemente que >> eu acho que podia fazer o seguinte, >> isso aqui é política. Assim, o presidente da República propõe uma coisa dessas, manda uma PEC criando a revisão constitucional, sei lá, a cada 10 anos, 15 anos, 20 anos, sei lá quanto tempo.
¶180Eh, essa essa essa PEC que institui a revisão constitucional, ela prevê a a revisão para há 2 anos e aí você cria o Diabo da Comissão. Aí você pode botar inclusive a a a dentro da PEC, a previsão da a previsão da comissão e aí o Congresso vai funcionar, o Congresso Revisor >> vai funcionar. Tá bom. Aí eu não sei se teria que fazer uma outra. Não, acho que não.
¶181Poderia ser o congresso ordinário mesmo, for eleito, que for eleito agora. E aí ele vai trabalhar em cima do antiprojeto, entendeu? Isso é uma coisa perfeitamente viável. >> É, pode ser, pode nascer do executivo ou do legislativo. Eh, Vanderson Cursino, Pedro, do jeito que tu descreves esse grupo, só um perfil poderia representá-los.
¶182um Trump brasileiro. Eu não acho isso. Eu não acho isso. Eu eu acho que na ausência de representação real, populistas pegam esse voto. Eh, mas você consegue criar um PT, uma UDN, um PSDB dessa gente e entendeu?
¶183Mas precisa, antes de tudo, ser composto por pessoas como eles. Cândido Moura Pedro, Tabatamaral representa periferia. Você tem toda a razão. Representa sim. Eh, a Tábata, na verdade, ela consegue fazer a conexão zona oeste e zona leste em São Paulo, né?
¶184A Tábata tem voto na Z e a Tábata tem voto em Genópolis. Isso é um fenômeno interessante e não é populista, evidentemente. Eh, eu, >> Pedro, deixa eu aproveitar para te interromper só para dizer uma coisa importante. Quando você e Cristian, o que aconteceu agora? Não, calma aí, coisa tranquila.
¶185Porque quando você começou a descrever esses grupos que formam o nosso eleitorado, eu acho que a gente tem que também entrar um pouquinho nessa discussão logo depois do meu recado, eh, sobre como que todo esse embaralho que envolve o Supremo Tribunal Federal e muito mais, eh, acaba impactando na decisão do voto, que tá aí bem próximo, né? Estamos aí há um mês das eleições oficialmente, mas eu queria dizer que se as pessoas quiserem saber um pouco mais sobre todos esses grupos que o Pedro tá descrevendo que formam o nosso Brasil, o Pedro tem um um trabalho muito bacana e um exímio trabalho que chama Ponto de Partida, a série Nós Brasileiros, que você pode encontrar no meio premium. E como é que faz para entrar no meio premium, Yasmin? É muito simples. Aponta a câmera do seu celular pro QRcode que tá na tela, para você poder conhecer melhor, entender esses subgrupos, como eles trabalham, no que eles acreditam.
¶186Então, quem sabe isso ajude você a definir melhor o seu voto. Deixa eu puxar então a conversa aqui rapidinho para como todo esse embróglio que a gente tá descrevendo pode ajudar a pode contribuir de alguma maneira para influenciar o voto nesse momento ou ainda tá tudo muito imprevisível, como a gente colocou no nosso título hoje? >> Orientar orientar o voto das pessoas maneira que esse essa conjuntura de agora de alguma maneira como ela pode estar impactando o voto? Você acha que ainda não tá claro? >> Sei.
¶187Eh, as últimas pesquisas mostram que tem o Flávio Bolsonaro tá subindo, né, devagar e sempre, porque ninguém vai subir muito e cair muito, né, exceto o Augusto, o Ivão Curi, o Jorge Curi, Radial, Augusto Curi. >> O Augusto Curi, sei toda sacanagem, entendeu? Eh, mas eu acho difícil ter muita mudança nisso, né? Mas eh eu acho o seguinte, todo o escândalo sistêmico tem o executivo a ver ou não com aquilo tende a cair no colo do executivo do governo do dia, entendeu? Porque a gente fica assim, a gente fica aqui fazendo uma leitura que você que não gosta da gente pode não achar, mas é muito sofisticada.
¶188Eu vejo as conversa aí num lugar só aqui no meio, entendeu? Mas o fato é que também a gente tem que às vezes imaginar como é que isso chega nas pessoas, como é que as pessoas leem essas coisas, sobretudo as pessoas que não estão vivendo a vida delas. E aí a gente faz muito bem viver a vida delas. Lema, Cristian, de que do qual você tava falando de como essa essa vársia comunicacional e informacional deixa a gente mais confuso do que bem informado. >> É, eu >> esses vazamentos, essa coisa assim como Pedro tava sugerindo de abrir tudo, enfim, isso não acaba, esses vazamentos pingados não acaba piorando essa percepção do leitor do que que de para onde ele deveria ir?
¶189>> Claro, é por isso que devia levantar logo esse negócio todo, entendeu? para para acabar com os vazamentos, porque os vazamentos também são provocados por para ter efeito político. Você vaza uma coisa aqui, mas não vaza outra informação. Você fica você fica administrando os vazamento, né? A gente já conhece essa história, meu Deus do céu.
¶190Não é de hoje, tá? Agora você por isso que era o caso de levantar eh o sigilo de todos esses processos para acabar logo com isso. Agora, do ponto de vista eh o que se diz, eu acho que tem uma tem uma certa divisão aí. Tem gente que diz que o eh que eu li que acham que o eleitor médico tá de saco cheio desse negócio de corrupção, que isso não faz diferença nenhuma. >> Hum.
¶191>> Entendeu? Porque é todo mundo é corrupto mesmo. Eu quero saber de de como é que é? Eh, preço, preço, preço é sei lá, emprego, é como é que eu vou sair, endividamento, essas coisas assim, >> né? E tem outros que acham que não.
¶192Acho que acho que você tem um um eleitorado independente que é muito mobilizável por essa por esse noticiário. E aí que acontece? Como você tem uma uma escassez informacional que é normal, imagina se todo mundo ficasse ficasse aqui discutindo política, mundo é dar o tio da cabeça, entendeu? Justamente essas pessoas elas tendem a atribuir o que que a confusão toda ao governo. Não interessa se tem a ver, se não tem a ver, entendeu?
¶193está eh eh a a associação causal é feita eh por por sobreposição cronológica. É assim, está acontecendo enquanto fulano preside. As pessoas também costumam dar muita importância, né, para para para como se as coisas que acontecessem tudo tivesse a ver com quem tá tivesse no governo, que também não é verdade. Quem tá no governo influi pouca coisa na na verdade, né? Então você tem essas duas leituras, entendeu?
¶194Então o que a gente olha é pelo menos essas últimos umas três pesquisas, tem que esperar sair a nossa. Eh, o que a gente tem visto é é a quarta, né, quarta-feira, a redução da distância no segundo turno do Lula pro pro Flávio Bolsonaro, entendeu? Se pudesse se puder tirar alguma coisa daí, é, nós estamos, esses caras estão disputando 5% eleitorado, cinco, seis, né, por aí. C se pior ainda, entendeu? Então, eh, toda, toda mudança é é relevante, entendeu?
¶195E aí o pessoal que tá que não tá nem aí, digamos assim, mas não, esse pessoal que não tá nem aí, talvez se porque todo mundo é corrupto, não é esse pessoal que vai resolver a situação, entendeu? Que vai dar o o o gancho definitivo no resultado da eleição. Mas ainda assim, primeiro a eleição ainda que é um mês, mas essa eleição não é a eleição, eleição é o segundo turno, né? que tá discutindo aqui, presidência da República. >> Jeferson C5 manda a seguinte: "Na próxima encarnação eu gostaria de nascer um liberal rusiano.
¶196Vocês enxergam o mundo de possibilidades que não existe." Olha, o único liberal roseiano aqui sou eu. Acho que o Cristian não é não. Ou é? >> Não, eu tenho. >> Rolls tá valendo, >> cara.
¶197É muito abstrato esse liberalismo filosófico cantiano. Para mim é muito abstrato. >> Eu tenho, aliás, você tem uma coisa engraçada. Como é que você consegue se liberar o Rosano não gostar de história ao mesmo tempo? Entendeu?
¶198Porque porque não existe história, não existe história em cantas para serem compreendidas. Não, não, não, não. Eu tô querendo dizer assim que porque quando você pega o Rose, que é um cantiano, não existe história. É, é tudo muito abstrato, é tudo muito, é muito, é muito filosófico. Você você discute política, na verdade, a partir de uma teoria geral da justiça que não tem história, >> tá vendo?
¶199P, >> entendeu? Eh, e aí a os caras que gostam de história em geral preferem e teóricos, né, que tem que trabalhem com história, sei lá. Eu gosto de represento. Você quer pegar um liberal para mim que eu gosto? Remondaron.
¶200Remão da Rochei chei cheio de história. Tem história. O meu mestre francês lá, o Pier Rosan Valon que foi meu professor lá no colégio de França, entendeu? Você tem o Marcel Gochet que eu acho genial também, entendeu? Esse cara é fogo da roupa.
¶201Ele tá discutindo essas coisas todas aqui, >> entendeu? E tem gente que não gosta dele, dizendo que ele é que virou conservador, mas ele discute essas coisas todas, excesso do judiciário e tal, etc. Entendeu? Mas que achei engraçado do Pedro é isso. Como é que você consegue juntar Stuartil e eh Ross com com gosto pela história?
¶202Tem tem imaginação histórica com Não. E é engraçado que o Fcoyama também, né? O Fuyama não tem história, tem o fim da história. Brincadeira. >> É, mas mas o Fukuema é exatamente isso.
¶203Eu acho que a síntese é o Fukuema na minha cabeça. É o Fukuyema que faz esse Mil Rolls. Ele se encaixa via Fukuema. É, com história, porque o Fcohema é pura leitura de história o tempo todo. Eh, toda teoria dele de estado, tudo nasce de outro comentário.
¶204Rafael Bacildo, Flávio subindo, agradeçam ao Mendonça, cara, eu tenho ouvido isso muito de muita gente de esquerda. Vamos partir do princípio. Eu não tô eu não tô descartando eh a a intenção do ministro André Mendonça de querer favorecer do Flávio Bolsonaro, não, tá? Eu não acho que seja dado que o objetivo seja esse, mas é óbvio eh eh que a gente tem que levar em consideração a possibilidade de que a intenção seja beneficiar Flávio Bolsonaro. É óbvio.
¶205Eu só acho que é um jogo muito arriscado, porque a quantidade de dinheiro que o Flávio levou também do do mesmo Daniel Vorcaro é o tipo é o tipo da bomba que explode na cara do Flávio com muita facilidade ou pode eleger o Flávio. É, não me parece que seja um um tipo de jogo que você faça, como muita gente tá querendo fazer parecer, é, é calculado do tipo, se eu se eu jogar na cara do Brasil os acordos que Alexandre de Moraes tinha com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro estará eleito porque eu isso não é dado. Quando você solta a bomba atômica, você não sabe é é como que esse jogo termina, >> entendeu? Quando você faz esse tipo de declaração de guerra, você não sabe como esse jogo termina. Eu queria fazer uma última observação.
¶206Eh, tem gente de mais que no fim das contas parece que o que tá dizendo é o seguinte: eh, ninguém tinha, vamos partir do princípio de que tudo que parece estar acontecendo é o que aconteceu. Ou seja, a a mulher do Alexandre de Moraes assinou um contrato absolutamente vago, que nesse tipo de valor não existe no mercado do direito brasileiro. O mercado um contrato absolutamente vago, sem objetivos precisos, que valia R$ 130 milhões deais pagos ao longo de 2 anos, ganhou eh cota de R$ 50 milhões de reais num jatinho, ganhou para cada filho cartão de crédito com R$ 300.000 R$ 1000 para eles gastarem à vontade, eh, por bondade de Daniel Vorcaro e que todas as conversas que o Vorcaro teve com Alexandre de Morais, eh, em que o Alexandre parece estar dizendo para ele como tá a investigação da Polícia Federal a respeito do Banco Master, seja coincidência. Vamos partir do princípio de que não é coincidência, que é um cuiprocô. Esse preço pago à família de Alexandre de Moraes tinha por objetivo fazer com que um ministro do Supremo Tribunal Federal protegesse o banqueiro dono do máer.
¶207Vamos só com exercício de imaginação e imaginar que uma coisa dessas possa ter acontecido. Aí o certo é esconder, o certo é fingir que não aconteceu. Tipo, deixa roubar porque senão o Bolsonaro volta. É, é, é, é, é isso. E é, é isso, é essa a ideia.
¶208E veja, eu acho que a pior coisa que pode acontecer eh no Brasil em 2026 é eleição de Flávio Bolsonaro. Eh, eu não tô botando o Renan Santos nisso, porque eu acho que é impossível acontecer. Eu não vejo o caminho pro Renan. Não é uma eleição pro Renan, mas pro Fábio pode ser. Eh, considerando que a pior coisa que pode acontecer na eleição presidencial, eleição de do Flávio Bolsonaro, aí a gente faz o quê?
¶209A gente finge que não tem o maior escândalo de corrupção da história do Supremo acontecendo na frente da cara de todo mundo. Eh, qual é, qual é a proposta? Qual é a ideia aqui? Entende o que que faz? >> Olha, falta os sigilos.
¶210Tipo, a culpa é do Mendonça. Ah, não. Eu acho que a solução é essa. Eu acho que a única coisa que tem que fazer agora é que é o seguinte, vamos parar com de palhaçada, né? Bota tudo na mesa.
¶211Tudo que a PF sabe sobre o Lulinha, tudo que a PF sabe sobre o careca do LSS, tudo que a PF tem e eh sobre o Flávio Bolsonaro, bota tudo na mesa. Aí também tem esse outro lado, né? Porque só Alexandre de Moraes bota tudo na mesa. >> É, mas tem também tem os problemas, sabe quais são esses caras que são ministros da justiça. Você devia proibir ministro da justiça de virar ministro supremo antes de 10 anos.
¶212Devia ter uma coisa assim, porque todos esses caras controlam a Polícia Federal, tem os seus delegados, depois eles vão pro Supremo Tribunal Federal e levam seus próprios delegados, entendeu? E quando eles levam seus próprios delegados, eles trabalham só com seus próprios delegados e você fica criando uma rinha dentro da Polícia Federal e você fica criando apurações seletivas, fica esse negócio de vazando para cá, vazando para lá e no fim das contas fica parecendo que é tudo pode ser suscetível de nulidade ou de anulação, entendeu? Você tem que fazer outro relatório e todo mundo fica ivado de de de parcialidade, entendeu? E aí no fim você não consegue saber o que foi que aconteceu. Isso que é desgraça, entendeu?
¶213Porque você para saber o que aconteceu, você tem que ter uma ação que tem que ter um processo. O inquérito não é isso ainda. O inquérito é um levantamento assim assado para para depois o Ministério Público oferecer a denúncia. É, >> o problema é que a eleição é daqui um mês um dos principais envolvidos no escândalo do Banco Master é o principal candidato da direita brasileira. Cara, chega uma hora, não dá para esperar o inquérito virar processo.
¶214Torna público. Já não toou, já não tornou a parte do Alexandre Mores. Público. Eu quero saber o que que tem sobre o Flávio. >> Mas tem que parar com esse negócio dos vazamentos seletivos, entendeu?
¶215Tem que abrir tudo. >> Mas é isso, abre tudo >> e dar parada e deixar passar a eleição, entendeu? Eu espero que o Faquinho faça alguma coisa parecida. Eu não parei, não perguntei pr os amigos o que que o que que tá no regimento do do Supremo que você pode fazer. Oi, Guilherme, tudo bom?
¶216>> Procure saber, Cristian. Vem aqui, volte aqui ao central meio para contar pra gente. >> Cristian, agora a gente vai falar de cultura basta. >> E aí eu fui embora. Você pode cultura.
¶217A gente vai discutar porque a cultura ela é bujante necessária nesse momento do país. A gente precisa também conseguir relaxar a cabeça. >> Acho, gente. Vou ficar sentadinho ali assistindo. >> Pessoal, enquanto o Gui se acomoda, o Cristian também vai se desmicrofonando.
¶218Deixa eu aproveitar para dar um recado para vocês. Pessoal, a edição de sábado de amanhã, hoje é sexta-feira, né? Então, amanhã tem edição de sábado e como a Flávia costuma dizer por aqui, né, a notícia se impõe e hoje o volume de desdobramentos, né, sobre os quais a gente tá falando aqui do caso master, especialmente no Supremo Tribunal Federal, fez com que a nossa editoria de política tomasse conta dessa news super especial. Portanto, amanhã a edição de sábado vai ser inteira dedicada a essa mais grave crise da história do STF. Na reportagem, a Flávia Tavares ouviu alguns dos maiores especialistas em Supremo do Brasil para avaliar as causas e os efeitos dessa crise e dessa guerra que se desenhou entre o André Mendonça e o Alexandre de Moraes.
¶219E como segunda-feira é feriado, o 7 de setembro, né, o final de semana vai ser prolongado também e é uma boa oportunidade para você aproveitar e ler tudo com calma, aproveitar o que o meio premium oferece. Tem também o meio político com Créomar de Souza, analisando a policrise que acomete o país as vésperas das eleições, o nosso streaming com produções originais, incluindo o lançamento eleições 2026, a escolha e a plataforma interativa da pesquisa meio ideia, onde você pode consultar os dados anteriores e se preparar pra próxima edição que já chega na semana que vem em primeira mão, para quem é assinante do meio prêmium, para você acompanhar cada movimento do jogo político. e ficar bem informado nessas eleições. É muito simples, assina o meio. É só clicar no link aqui na descrição ou apontar o celular para esse QR code aqui na tela, tá certo?
¶220Vamos agora falar de cultura. Guilherme Vernec agora presencialmente aqui do meu lado. >> E aí, tudo bem? Não tá se falando por uma tela hoje? É, eu voltei pro Rio.
¶221Eu eu me dei melhor, né? Ó, muito melhor vir para o Rio de Janeiro. Sinto muito a todos os paulistas, paulistanos. Adoro São Paulo também, que nem o Pedro que também adora essa cidade, essa selva de pedra. Mas o Rio de Janeiro >> tem tem suas belezas, suas vantagens.
¶222>> Exatamente. Até culturais. >> Bom, então vamos começar pelo Rio. Vamos começar pelo >> Eu aqui, ó. Olha só, você tá aqui hoje São Paulo em termos de cultura.
¶223>> Não dá para comparar. Dá comparar. Conta para mim o que que tem de bom, que eu vou ficar aqui bizonhando aqui pelo >> Ah, cara, assim, o mundo todo tô falando de Rock and rill, né? Rock and roll é a grande coisa desse desse fim de semana. Eu pago para não ir, mas então eu vou trazer coisas que são alternativas ao Rock Hill.
¶224VIP? >> Não, eu não vou em VIP de jeito nenhum. >> Você vai no VIP, é outra história. É outro Rocking R. É outro.
¶225>> Não, o problema do Rock Real não é como o perrengue. O problema do Rocken R que toca. Ai, você é bravo. Que maldade. >> Ah, é uma é a curadoria mais sem imaginação.
¶226>> Rock ri hoje. >> É, não é que eu acho o Rocken Rill, sinceramente, eu acho a curadoria mais sem imaginação de todos os festivais brasileiros, assim, eu acho a coisa mais óbvia da da face da terra. >> É mais comercial, né? >> É, além de comercial, é isso. É um perrengue, é chato.
¶227E e isso não são bandas boas assim, >> mas tem algum destaque assim? A minha cama não gosto do festival p eu realmente não gosto do Rocken R não. Lógico que tem destaque, lógico que tem tem gente boa no Rocken Rill, mas eu acho que não, >> mas é uma coisa mainstream mesmo, é feito para ser sem imaginação. >> Exatamente. >> É, é exatamente isso.
¶228E aí, e aí é é muito mais do mesmo, entendeu? >> E tem o E tem o grande concerto da minha, da minha vida no Brasil, eu assisti no Rocken Rio, tá? Qual? o Bruce Bruce Brink >> eh tocando, que eu acho que foi um um um presente que ele tocou do início ao fim na na ordem eh o melhor disco que ele já fez eh eh em todos os tempos da carreira dele, que é o B Run. É, eu acho também.
¶229>> Eu sei, você fez uma edição memorável do seu antigo podcast só com covers de cada uma das faixas do Born to Run, >> que é um disco tão excepcional que você tem cover de cada uma das faixas, né? Exatamente. >> E >> então, às vezes o Rocken R oferece uma coisa dessas que é uma coisa mágica. Claro, todo festival tem isso, mas é que eu acho que >> se você põe na na balança o perrengue versus o que tá entregando, >> entendi. >> Não é para mim, entendeu?
¶230Eu não sou essa, eu não sou o público do Rocken Roll, >> não. Não é, >> eu não sou. E e o Rocken R tá todo falado, meu. O Rio de Janeiro tá vestido de Rocken roll agora. Então eu eu vou falar para quem não quer ir no Rocken R.
¶231>> Muito bom. Muito bom. Então, para quem não quer ir no Rocken ril e não quer gastar o dinheiro de de ir no Rocken ril, por módicos R$ 50, você pode ver o grupo Corpo no teatro municipal, por exemplo. >> Que bacana. Não tava sabendo.
¶232Será que já esgotou os ingressos? Ai, meu Deus. >> Ainda tinha. Quando eu vi ontem ainda tinha. E é e é esse último espetáculo que que já teve aqui no Rio agí passou em São Paulo agora, que é o espetáculo de Kiracemi Leucona.
¶233leu é uma das coreografias mais importantes do corpo, é uma coreografia de 2004, dessas que são fundantes desse grupo, que é talvez um dos melhores grupos de dança eh moderna do Brasil. E Piracema é o último trabalho deles do do ano passado. Então tem essa coisa de são 50 anos de grupo corpo, olhar pra frente, olhar para trás, eh, é muito legal e e baratinho, né? Baratinho. >> E no teatro municipal que não é qualquer teatro municipal, >> né?
¶234qualquer ambiente de espetáculo já é presente poder entrar no teatro municipal. >> Exatamente. Exatamente. Eu vi outro outro dia eu vi a Débora Cer lá, por exemplo, que foi demais demais. O teatro é incrível.
¶235>> Um teatro é incrível. >> Aí tem, eu não sei vocês, eu sou muito fã de Clarissor, tem uma adaptação da Clarisspector pro cinema feito pela turma do Oficina, >> que é >> pro cinema do Oficina >> do Oficina. a turma pós da Celso, né? Quem dirige e é o Joana Medeiros. E é uma é uma leitura desse desse conto ouve a galinha, que é um conto que tá lá no no Legião Estrangeira, que é um conto meio quase metafísico assim.
¶236E eles trazem todas essas inquietações assim da da dessa mulher que olha para esse ovo metafísico, quer fazer um omelete com vídeo, com som, essa coisa bem oficina, né, que transforma, pega uma uma obra e e transforma ela em mil facetas, né? Tá lá no Teatro Municóal Zembsk, que é eh lá perto do Léo, na na Tijuca. Exatamente. >> Eu também baratinho, R$ 35. Eh, vale muito a pena.
¶237E aí é uma que na verdade eu tô indicando porque é o programa que eu quero fazer ness nesses dias que eu não abriu nessa semana. Eh, uma super mostra com concuradoria da da Cissanê no CCBB que chama Amazônicas Poéticas Femininas, basicamente com artistas femininas da da Amazônia dos anos 70 para cá. Eu conheço o trabalho de algumas delas, né, tipo Rafa Bquir. Eu conheço algumas da da dos trabalhos das mulheres hunen que eu gosto muito, assim, inclusive tinha uma exposição do Run Queen no mar e até agora a pouco que era sensacional. Eh, mas eu tô muito curioso para ver isso.
¶238Tô muito curioso porque ah, porque a gente tem um certo preconceito com com a arte do norte, né? a gente acha que é tudo artesanato, tudo muito próximo à cultura indígena e hoje em dia tem um pensamento muito interessante. Eu fiz dois programas, né, duas séries nos últimos anos pro CESC, eh, em que a gente investigava a arte indígena, eh, negra e trans. Eram, a gente fez 40 e 52 episódios sobre isso, assim, sempre focando num artista e e visitando e conversando com eles. E cara, é uma surpresa o que tem de coisa interessante assim.
¶239Então tô tô bem curioso. Eu não vi ainda, não fui, mas é o meu programa, eu super recomendo. Acho que sai dessa homogeneidade que você tava descrevendo, né? É um preconceito, não, óbvio que >> não, mas é essa cultura que a gente usa, né, sei lá, pegar a cultura marjoara em Belém é super importante, é super respeitada, só que existe mais, né, do que isso. Existe mais.
¶240E e a arte ela traz inquietações e principalmente as artistas que eu conheço que estão em atividade hoje lá trazem eh inquietações que são vão muito além disso, usam obviamente esses elementos, né? Você pega na cultura hunquin, por exemplo, o uso ritualístico da Iwaska é sempre transportado para as obras de arte. Você vai vai tá lá. Eh, mas não é o que se costuma chamar de arte naíf, né? de arte ingênua ou dessa arte muito próxima do artesanato.
¶241É uma arte com camadas de pensamento, com camadas de simbologia, que que é que é o que me interessa na arte, né, assim, para mim. >> Muito bom. Muito bom. >> Aí, São Paulo, São Paulo tem o >> Já acabou o Rio. São sempre três de cada, né?
¶242São sempre três de cada. São Paulo podia ficar falando. >> Não, não, mas o Rio também tem coisa legal, né? Mas é que a gente faz um recorte para não ficar cansando o leitor que já ficou aqui. >> Para quem não sabe tem todo o conteúdo completo de tudo que tem de bom para fazer no Rio de Janeiro e em São Paulo, na newsletter do meio em parceria com a ladrilho hidráulico aqui do querido Guilherme Vern que >> tem a própria, tem a própria ladrilho hidráulico que as pessoas podem aceitar.
¶243>> Exatamente. Mas a ladrilha é só São Paulo, né? A ladrilha é só São Paulo. É. E mal cabe, né?
¶244Eu já fico, as pessoas brincam que dá fom abrir, que abre e você fala, você olha aquela lista de coisas para fazer, você sabe que você não vai fazer metade. >> A pedra portuguesa vai surgir quando? >> Cara, você sabe que esse esse é um desejo que eu tenho há há um tempo e e vivendo um pouco mais a cidade, eu cada vez mais eu tenho vontade de fazer a pedra portuguesa, porque é é o contraponto da ladril hidráulica, né? Para quem não sabe, o Lid Drag nasceu por conta do calçamento de São Paulo. O Pedro que é um carioca paulistano e eu como sou um paulistano carioca.
¶245É. E aqui tem, né, a pedra portuguesa nas calçadas pessoas de Copa Sai, tu bate o a o pontinha do dedão nela e de matar. >> O meu problema é sair da praia e escorregar. Tem acho >> deaiana. >> Mas diga, diga que conta pra gente.
¶246>> Então, São Paulo tá vai rolar. O festival não existe no sábado, vai ser, não existe. É um festival que acontece já há alguns anos. Essa acho que a sexta edição feita pela turma da GOPTAN. É um festival de música eletrônica muito bacana.
¶247Eu acho que é o festival hoje mais legal de música eletrônica que tem eh em São Paulo. Eh, por quê? Porque ele basicamente ele tá pensando em lives. Ele não é uma rave, ele não é uma festa de DJ. Ele traz vários artistas de vários lugares do mundo, dessa vez da América Latina, eh, para fazer live.
¶248Live é aquela hora que o cara tá tocando mesmo com sintetizador, com bateria eletrônica, com várias máquinas, entendeu? Então, executando as músicas deles autorais, é mais próximo de um show do que de uma pista tradicional de DJ. Eh, dessa vez vai ser na central, que é é como o nome diz, central 1926. É um lugar em São Paulo que foi fundado em 1926, fica no coração da Praça da Bandeira ali do lado do É um lugar horrível para você chegar a pé, inclusive porque você tem a Praça da Bandeira de um lado 23 de maio, 9 de julho, tal, em cima ali a a Assembleia Legislativa, né? Mas mas é é eh eh esse festival vai ser muito legal.
¶249Vai ter, vai ter uns cariocas aqui que vão tocar lá, uns caras que não tocam há anos assim, então é uma volta deles, os Tuelves que eram eram os caras aqui de de eletri de no sei lá, fim dos anos 2000, começo dos anos 2010 ali, eles tocaram muito e são muito legais, mas tem putz, sei lá, ciel, que é uma chinesa canadense que eu que eu adoro, o Jacksonopolos, que é um outro canadense também que eu gosto muito, o do mexic Zombies em Miami, que já teve no em outros festivais aqui também, é muito legal e um monte de brasileiro, assim, vai ser vai ser bem massa. Eu estaria com certeza lá se tivesse em São Paulo, mas eu não tô reclamando porque tá bom vir para cá. >> Jamais, jamais. E aí a gente tem eh uma coisa muito bonita na sala de São Paulo. Eh, vai ter agora só no sábado, que é chama um concerto chamado Na Exposição de Cores e Sons Msorg, que é um grande compositor russo.
¶250Essa peça do que eles vão mostrar é é uma orquestação que quem fez foi o Morris Ravel. Eh, França, Paris e e e Moscou sempre teve uma conexão, né, principalmente ali antes da revolução e e na música principalmente. Essa essa era uma coisa que que um alimentava o outro, né? E ali, além da tocando, vai ter a China NCPA Orchestra e um regente chinês que é o o Zanzang. E para coroar uma baita violinista americana que é a Turray fazendo solos.
¶251Vai ser vai ser uma coisa muito fina assim. E ainda tem Prof uma peça chinesa. Então é um programa que é outro que eu também faria de olhos fechados. E o prédio novo do MASP, vocês já foram no prédio novo do MASP? >> Ainda não.
¶252>> É que o MASP >> tava em reforma >> quando eu fui em reforma. É, então ele abriu, né, e ficou um tempão desde da abertura, quase um ano, eu acho, com as mesmas exposições e elas estão trocando agora nesse final de semana. Eh, vai entrar mostra histórias latino-americanas, que é o tema do do ano, né, do MASP. Então, a grande mostra plural, o que a gente foi tendo no MAS foram individuais, né? Por exemplo, tem o Damian Ortega, que tá agora lá no máisão embaixo, que é um cara que eu adoro, um mexicano que eu adoro, inclusive.
¶253Só que agora vai ter essa coisa mais pensada em América Latina. São cinco andares. Em cada investigação diferente. E aí a própria ideia de América Latina é o que eles exploram nessa nessas mostras, a a as questões indígenas, a as nossas fricções entre eh da colonização mesmo, né, o próprio olhar europeu pra América Latina. Então, muito legal e e é um baita programa aí ao MASP sempre, aliás, explorar paulista inteiro, para quem gosta de arte, dar um rolê na paulista, fazendo o rolê de arte é a coisa mais gostosa que tem.
¶254>> A paulista é um dos meus mundos favoritos dentro do Brasil. >> É, eu lembro quando você morava no Paulistânia, por exemplo, que é um lugar que eu moraria fácil, inclusive. >> É o melhor apartamento em que eu vivi na minha vida. Pedro saudoso. Saudoso >> não mesmo.
¶255Mesmo é o o cara é é um projeto que é um disbunde. O projeto arquitetônico daquele prédio, Jardim do Burle Max. E você tá no num dos lugares mais cariocas de São Paulo, que é a Avenida Paulista. Se faz >> porque você não e eu eu vou dizer porque >> não não é eh porque é isso é é um lugar de São Paulo que tem vida de rua. Você vai à livraria a pé, você vai ao cinema a pé, você vai ao supermercado a pé e as pessoas estão vivendo a rua.
¶256>> É, é e eh fim de semana quando fecha no domingo a aquilo fica vivo, que é uma é uma coisa tipo, é muito carioca por causa disso, né? Porque nós gostamos de rua e paulistano gosta de ficar na casa dos amigos. Eh, não é, é uma característica da cidade. Eh, a gente vai pra rua, o o paulistano vai pra casa dos amigos ou recebe gente em casa. Agora, então, nesse sentido, é muito carioca, porque é rua, mas é profundamente paulistano, >> não?
¶257E é uma loucura, né? Porque é um dos lugares que tá mais em ataque hoje em dia pelo Ricardo Nunes, né? >> É. >> É. Não, só ele diminuiu o tempo de de abertura da Paulista, porque eu acho que não é um fechamento da Paulista, eu acho que é uma abertura para as pessoas per >> quando você abre no fim de semana >> em em duas horas >> de cada lado, em cada ponta.
¶258E agora ele fez uma ação para tirar todas as bandas de rua, as bandas que tocavam, os músicos, que são músicos credenciados, que estavam já nos registros da prefeitura, >> que dá vida, >> que é o que dá vida para aquele para aquele negócio, entendeu? Mas é que é uma prefeitura profundamente anticultural, né? Assim, profundamente. Tudo que ele tá botando a mão tá tá dando errado agora. Agora tiraram o municipal, trocaram o municipal, o municipal tá fazendo uma pataquada atrás em cima da outra.
¶259Eh, é a maior tristeza que eu tenho é ver como a cidade tá sendo tratada por essa turba, porque é uma turba, sabe? Realmente é, infelizmente a gente tá aqui, vocês estão muito melhor. >> É, a gente tem, a gente tem uma prefeitura que gosta do Rio. >> Sim. É isso.
¶260Que não é contra, que não é contra gente, que não é contra cultura, coisa viva. É, é uma prefeitura que curte praia, que curte samba, >> eh, eh, que, que curte a cidade e tal. É uma é uma e aparentemente esse grupo vai pro governo do estado e a gente como a gente tá precisando disso? >> Será que vai ser o primeiro governador que não vai ser preso? >> Ai Gu, nem pensa disso.
¶261Nem tava pensando nisso. >> Justiça seja feita. Justiça seja feita. Foi muito curto porque assumiu pro serviço e matei a Benedita da Silva. É, >> e a Bené não foi presa >> ainda.
¶262Ainda >> não. Não é ainda. Com sangue no olho, hein? >> Não, não, mas são é quase caricato, né? Mas com exceção da Mené, todos os governadores do Rio foram presos.
¶263>> Século. >> Todos que passaram esse século foram presos. O Cláudio Castro ainda não foi, mas será? >> Sem dúvida. Sem dúvida.
¶264Exato. >> Não, e esse preposto aí? Não, talvez não. Mas assim, >> não. Ricardo conto, o o desembargador >> é o Lula tá querendo botar ele no no Supremo, né?
¶265>> É. >> Eh, cara, o cara parece sério, tá? Então, esse esse talvez não seja preso, mas também não vai dar, não deu tempo. >> Não, não acho que >> Ai, meu Deus. Ah, tem que sacanear um pouquinho também, né, >> cara?
¶266A gente tá, a gente é governado no Rio por bandidos desde a virada do século. Desde a virada do século. É, é bandidos. Do garotinho para cá é só bandido. >> É só bandido.
¶267E, e, e o grupo de bandidos mais recente é o pior de todos, né? Que só por coincidência é o grupo político do Flávio Bolsonaro. >> Mesma mesma raiz, né? >> Hã, >> mesma raiz. >> É mesmo grupo.
¶268É o mesmo grupo dentro da Assembleia Legislativa do Rio. É o mesmo grupo. >> Sim. >> Entendeu? Tanto que é o Flávio, é tudo PL, é do mesmo partido.
¶269Eh, o Flávio foi senador por esse grupo. O Fábio tava dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Flávio indicou metade do governo do Rio de Janeiro, secretários, delegados. Eh, eh, ele que tava montando a chapa, metade da chapa que ele montou de Senado, por exemplo, tá presa. >> Uhum.
¶270>> Eh, eh, então quando eu falo são parecidos, não não não é a turma, >> ou talvez gangue seja o termo melhor, né? >> Ta. Totalmente, >> Pedro. Gui, vamos que vamos. >> Vamos que vamos.
¶271Vamos, vamos aproveitar, né, o feriado agora. Por favor, né? Por favor, vamos aproveitar. Tomara que não chova. Eu que sou a pessoa que gosta de dias ensolarados.
¶272Eu tempo bom para mim é dia de sol. >> Eu também acho. Adoro. Agora carioca tem uma coisa assim que não consegue uma chuvinha, né? >> A gente derrete, derrete, de açúcar.
¶273>> Não tem como. Tem >> porque eu gosto. Tá, tá saindo agora, né? A a minha namorada ficou um tempo em São Paulo, tal, e a gente saindo e daí deu aquela garoa que é uma coisa que a gente já não tem mais em São Paulo como tinha. >> Não tem com frequência, >> não tem.
¶274Acabou. >> E eu tava tipo celebrando que tinha uma garoinha. Falei: "Olha que delícia, o ar fica mais gostoso". Se fic e ela >> molha, Guilherme, >> não te falaram que molha? Olha um pouquinho, garoto.
¶275Molha um pouquinho. >> Ai gente, pessoal, olha só. Central meio de hoje fica por aqui. Tem reage com este Pedro Dóri aqui ao lado. Então fique, fique mais um pouquinho que já nessa mesma live, nesse mesmo link, vai começar o reagir.
¶276Pedro Dória reagindo à propaganda eleitoral. Muito obrigada pela sua companhia e até terça-feira, segunda, não estamos por aqui, é feriado, aproveite seu feriado. E ó, um beijo, fui. >> Você tá cansado, né, dessa disputa que parece ficar só entre dois lados, mas e se eu te contasse que o Brasil que chega às urnas é muito mais complexo do que isso? Bom, o meio existe para quem quer fugir da polarização, do extremismo e formar a própria opinião.
¶277Aqui a gente apura, ouve diferentes perspectivas, faz as perguntas que precisam ser feitas e coloca os fatos em contexto, sem transformar discordância em guerra. É esse olhar que atravessa tudo que fazemos, das notícias do dia, as entrevistas, das análises profundas às pesquisas e as nossas produções originais no streaming. Porque nosso trabalho não é simplificar o Brasil para caber em lados, é dar você mais elementos para enxergá-lo por inteiro e formar o seu próprio juízo de valor. Com a assinatura premium, você acessa a edição de sábado, meio político, a pesquisa, meio ideia e o streaming completo. Se esse é o tipo de jornalismo que você procura, assina o meio premium.
¶278Ah.