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CINCO PRODUTOS BRASILEIROS QUE HUMILHAM SEUS CONCORRENTES GRINGOS

¶1Hoje o Brasil gosta de dizer que o agro é tudo. Infelizmente é verdade, porque o nosso país foi vítima de um processo de desindustrialização. Isso aconteceu porque lá pelas tantas o Brasil mudou de estratégia. Até o final da ditadura militar havia muita restrição para importar produtos industrializados e isso afetava em cheio a tecnologia. Nos anos 80 não tinha Nintendo no Brasil, mas tinha o Phantom System, um videogame pirata feito pela Gradiente.

¶2>> Esse cara aqui, tá certo? Na hora que saiu e que o pessoal, principalmente da Nintendo of America, na hora que ele percebeu esse jogo aqui, eles vieram aqui conversar com a gente. Isso aqui é uma cópia que vocês fizeram. Falei, não, nós fizemos uma cópia. Quando espeta o cartucho, eu consigo interpretar isso, mas eu não uso seu chipset, eu não copiei o seu produto.

¶3O que aconteceu foi que a Nintendo falou: "Olha, então se vocês derem uma parada com Phantom, se continuarem o Phantom, a gente volta a conversar para vocês representarem a Nintendo no Brasil. Em lugar nenhum do mundo se fabricava a Nintendo. O Brasil foi o primeiro lugar a fabricado fora do Japão. >> O caso do Phantom System é muito emblemático porque o produto brasileiro corrigia vários problemas de design da versão original feita pela própria Nintendo. A cópia e a pirataria são partes inerentes do processo de desenvolvimento tecnológico de qualquer país.

¶4E a China é um bom exemplo. Até outro dia, a tecnologia chinesa era insultada com todo tipo de desconfiança, xingamento e injúria racial. A indústria chinesa era um subestimado xingling e agora é um desejado Bid. E o Brasil ficou em algum lugar pelo meio do caminho, mas houve um tempo em que a nossa indústria representava cerca de 20% de toda a riqueza produzida nesse país. E esse período deixou marcas e produtos que são competitivos até hoje, mas que tendem a ser subestimados simplesmente porque são brasileiros.

¶5O primeiro produto da nossa lista é um tênis, que não apenas é uma excelente relação custob benefício, como também é um símbolo. Em algum canto da imensidão da internet, existe o perfil dessa mergulhadora. Numa das fotos, ela parece potente, gloriosa, sob a água. Acima dela, a luz penetra a superfície do oceano. Enquanto ela se move confiante, uma tartaruga marinha vem no sentido contrário.

¶6Biólogos que viram essa foto ficaram espantados com o tanto de pescoço que a tartaruga colocava para fora do casco na esperança de contemplar o esplendor dessa mergulhadora. É, foi o que disseram as minhas fontes, mas confie, essa foto existe. E como toda foto de todo perfil, de toda a rede social, ela vem acompanhada de um texto, a famosa bio, onde se lê: Amo tênis rainha VL2500. Já escalei o quinto pico mais alto do Brasil com um tênis Rainha VL2500. foi o que escreveu essa fabulosa mergulhadora, que aqui vai precisar de um nome, né?

¶7Vamos chamá-la de Lara Croft, Subnáutica de Yemanjá. E ela não menciona esse tênis, o Rainha VL 2500, por acaso. Se alguém pergunta porque é que ela faz uma referência a esse calçado, ela explica. É um filtro para quem pega a referência. Esse é o tênis oficial da galera da capoeira, do frevo, do cavalo marinho e de outras manifestações da cultura popular.

¶8Ou seja, segundo a nossa Lara Croft, subnáutica de Emanjá, o Rainha VL 2500 é um símbolo que identifica um certo público. Mas o que esse tênis é como um produto? Bom, é uma excelente escolha para quem quer um calçado nostálgico, estiloso, sem dúvida. [música] Mas além disso, é um produto muito bem acabado, feito com bons materiais e uma excelente manufatura. Apesar de ter uma sola muito fininha, tem uma palmilha macia e um formato muito confortável, até por um pezão de pizza que nem o meu.

¶9E tudo isso pode sair por menos de R$ 80. é um excelente custo benefício para um calçado desse tipo. Agora, daí a dizer que ele sobe o pico das agulhas negras, um percurso que normalmente é feito com botas que costumam custar 50 vezes mais. Será? Confesso que as rochas, que não à toa são chamadas de agulhas bastante inclinadas e lisas, foram um grande desafio pro meu rainha.

¶10Mas o que ele talvez não tenha conseguido dar de aderência me garantiu imobilidade, pois certamente sem ele eu teria corrido o risco de uma torção diante do nível de dificuldade do percurso. E o melhor é só colocar na máquina de lavar e sai novo em folha. O Rainha 2500 tem história. Ele surgiu junto com uma variedade de outros calçados da mesma marca. Nos anos 80 e 90, a rainha era essa marca que implementava no Brasil o que havia de mais moderno em termos de amortecimento.

¶11Eram calçados ótimos pra época, né? Só que ficaram datados porque a proposta era usar os materiais mais recentes. E o VL2500 [música] envelheceu muito melhor, porque a proposta dele é outra. Um tênis feito para ser bom, bonito e barato. Missão que ele continua cumprindo com o louvor.

¶12Até por isso nunca saiu de linha. Mas será que é durável? A cor do tecido desbota aos poucos, mas na mesma proporção em que todas essas belas memórias que o rainha proporciona ficam gravadas para sempre. Essa é a avaliação da nossa Lara Croft Subnáutica de Emanjá, que só não conta que a rainha, uma marca que tá aí desde os anos 30, recentemente foi adquirida por Carlos Wizard. Você deve lembrar desse cara.

¶13é o empresário bolsonarista que foi até a CPI da COVID para tentar vender livro de autoajuda. [música] >> Eu gostaria de sugerir a todos que tenham interesse conhecer um pouco mais da obra humanitária que eu realizei em Ranima. >> Uma questão de ordem, senhor presidente. Não, eu queria só, >> senhor presidente. >> Só falta fazer propag.

¶14Questão de ordem, senhor presidente. Livro aqui não. >> Minha recomendação, não pensa em Carlos Wizard, pense em Lara Croft, Subnáutica de Emanjá e adquira o seu Rainha VL 2500 com o link aqui do canal. Aí a gente ganha uma comissãozinha inha ainha. O segundo produto na nossa lista é uma faca que no Brasil já foi considerada coisa de pobre, mas que agora o mundo inteiro anda usando.

¶15Existe em algum lugar do Brasil esse cuteleiro que é uma lenda por dois motivos. O primeiro, ele é tecnicamente perfeito no ofício dele. E o segundo, esse é um homem generoso que costuma presentear outros homens com facas cuidadosamente personalizadas por ele. Só que os presentes desse cuteleiro lendário são, na verdade, um teste. Se ele te oferece uma faca e você pede que ele faça uma réplica toda disfuncional da espada do Cloud Strife do Final Fantasy 7, ele vai te dizer alguma coisa mais ou menos assim: "Álvaro, você sabe que pro pessoal da minha área esse esboço que você fez pra sua faca seria [música] uma piada, né?

¶16Como eu admiro um homem sincero e sério com o seu ofício. O cuteleiro lendário ao qual me refiro é o Tom. E eu quis saber o que é que o Tom acha da Tramontina. Porque eu, como consumidor, aprecio a Tramontina em especial por esse kit aqui, que custam R$ 100, às vezes até um pouco menos. Você pode dar sorte aí com o meu link.

¶17A faca que vem nesse kit é descrita como uma faca de churrasco, só que ela é um item multitarefa que serve pra mesa e até para abrir colagem. Tem um cabo sólido, uma manufatura muito boa e esse kit, que por esse valor aí, cerca de R$ 100, inclui 12 peças, agora é um hit na Europa, porque a Tramontina tá exportando cada vez mais. Eu sou um fã dessa faca. Só que eu também sou o cara que queria uma faca parecida com a espada do personagem do joguinho, né? E [roncando] é por isso que eu quis saber o que é que o Tom, que é um cuteleiro sério, pensa sobre essa faca aí da Tramontina.

¶18>> O as minhas duas primeiras ideias sobre a Tramontina são preconceitos, né? H, eu acho que para uma empresa durar tanto tempo e crescer tanto e expandir tanto, deve ter explorado muito trabalhador ao longo da sua da sua existência. E o o segundo preconceito é como o coteliro artesanal, o o preconceito natural que a gente tem contra coisas industrializadas, né? Inclusive entre os meus colegas tem um um ditado que é para cortar água, vento ou neblina, corte com tramontina. Mas fora a brincadeira, tenho muita respeito e admiração.

¶19>> E a admiração tem razão de ser. A Tramontina é uma empresa familiar que cresceu através das gerações e que tem a virtude de ter sido comandada por uma mulher naqueles tempos em que mulher ainda não poderia nem votar. Depois, cara, para para seguir na história da Tramontina, tem uma parte grande do da história dela, que ela foi quando esse senhor que era o o fundador morreu, a empresa foi comandada por uma mulher dos anos 30 paraa frente, eu acho, até 1950, quando começa a passar para outros herdeiros, né? Então, acho isso uma coisa de destaque muito legal, cara, porque uma mulher gerindo uma empresa num Serra Gaúcha, sabe, numa época e um local tão machistas, né? Mais machistas do que já ainda é hoje.

¶20Acho isso importante assim. >> E sobre a faca em questão, o que é que o tom tem a dizer? Termina que o cabo tão durável, tem ali uma tecnologia que superou a de concorrentes gringos. >> O cabo de madeira dela é foi uma coisa revolucionária, né? Há muito tempo a Tramontina usa esse negócio que eles chamam de Polywoods, que é acho que é um nome comercial para madeira estabilizada.

¶21Então, essas madeiras eram sofrem um processo de é adicionado resina nela e ela passa a ser praticamente um plástico com acabamento de madeira. Então é uma coisa que não vai absorver água, não vai apodrecer e não vai deixar [música] a oxidação atingir a parte de dentro da lâmina, né, que é a espiga que fica dentro do cabo. Essa e isso aí e os facões foi o que jogou a Tramontina pro mundo inteiro. >> É a faquinha que eu admiro tanto, tá indo pro mundo inteiro e junto com ela a pronúncia correta da palavra churrasco nos comerciais gringos da Tramontina. >> [música] >> O terceiro produto brasileiro da nossa lista que dá um pau em concorrentes gringos é uma plataforma de streaming, uma plataforma com uma interface melhor que as outras estrangeiras, com um acervo cuidadosamente pensado e com um preço mais do que competitivo.

¶22É a fímica, você sabe. E claro, é a pub, né? O que será que tá na tela de vocês quando não é esse humilde canalzinho aqui, hein? Álvaro, assisti um curto anafica chamado fósforos de segurança. Tô que nem o lobo da Laert eu não entendi.

¶23Explica, por favor. O lobo da Laert seguramente é a reação adequada para esse curta francês. É, tenha essa compreensão consigo primeiro. Fósforos de segurança é um curta de uma diretora chamada Polim Belé. E no papel principal tem a Agath Bonitzer fazendo um lookquinho ali, ó, que é o próprio Felka no modo gender swap.

¶24Muito boa atuação, hein? Esse filme é sobre esses dois jovens meio entediados que se vê diante de um mistério. As portas de entrada lá de um conjunto habitacional começam a desaparecer e sem nenhum motivo, aparentemente. E é uma premissa meio absurda que não pode ser encarada de maneira meio literal, né? Essas portas que somem precisam ser uma alegoria para alguma coisa, sobretudo num filme que se passa quase que completamente nos chamados espaços liminares.

¶25Já ouviu falar deles? Os não lugares, os corredores que conectam os espaços de fato, os lugares que a gente habita. E aí, às vezes, ficou me parecendo que o filme todo, a experiência toda tava destinada a simular essa coisa de não lugar, de espaço liminar. Será que é por aí? Espero ter ajudado, né?

¶26Eu me senti como os personagens. Minha nota que ninguém pediu 8.5 de 10 batatinhas e nessa escala passou de cinco. Já é um filme assim que emociona, fica na memória, faz pensar. E no fundo esse deve ser o critério, né? Destaque paraa atuação da nossa jovem Agath, a quem eu tô me referindo aqui muito respeitosamente como Felka Gender Swap.

¶27Em 20 minutos ela vai dessa moça hesitante até em aceitar o salgadinho para uma folgada lá que meio que exige o cigarro. Um tipo especialmente perigoso de fumante, né? De qualquer forma, belíssima atuação. Para mais filmes e mais batatinhas, fique com a FMIC, a plataforma de streaming brasileira com uma curadoria que nenhuma outra tem. Planos anuais em R$ 99,90.

¶28Se você usar o meu cupom PixVro, tá valendo um descontaço de R$ 100. Às vezes a gente precisa de um bálsamo de arte para atenuar as feridas da realidade. E nesse processo de cura também nasce alguma compreensão. Então, coragem. E agora de volta lá para fora.

¶29O quarto produto também figura entre os patrocinadores desse canal. Você certamente conhece a Insider pelas propagandas aqui no YouTube. Aqui mesmo nesse canal você até me vê modelar algumas peças. E a Insider tem uma presença grande, forte aqui nessa plataforma. Para mim é sorte, né?

¶30Mas o fato é que isso faz muita gente achar que é só marca, que é só moda. E não é. No site tem muitos depoimentos que vão nessa linha aí, gente que achava que era só propaganda, mas que acabou cedendo e aí se surpreendeu. A Insider não é só comercial no YouTube, ela tem contexto e tem história. Porque quando a Insider surgiu, duas coisas estavam acontecendo.

¶31No mundo, estavam surgindo novas tecnologias e mudanças que ninguém via há décadas no vestuário básico. novos tecidos, novas técnicas de manufatura. E no Brasil a indústria têxtil tava cedendo e importando cada vez mais, não tava conseguindo competir. Aí chega Insider e se propõe a retomar essa evolução por aqui. É uma história que, acredite se quiser, começa com aporte de R$ 90.000 num programa de televisão.

¶32>> Que que vocês vão [música] fazer com esses R 90.000? Qual a ideia? a gente busca investir em fatores críticos pra nossa marca. Eh, por ser uma marca de e-commerce, é essencial que a gente tenha um marketing digital e muito bem estabelecido. >> Hoje a minha peça preferida da Insider é a Core T-shirt, que é uma evolução da Tech T-shirt, que é [música] o produto que lançou a Insider.

¶33A Cort Shirt é uma camiseta mais encorpada, tem um caimento muito mais formal, mais sério. E claro, ela é mais cara que as concorrentes, se é que existem concorrentes diretas, né? Só que ela é a própria definição de qualidade. É uma camiseta muito bem feita, muito durável e é melhor uma dessas no armário que 10 das descartáveis, né? É sério, é um produto muito bom.

¶34Lembra daquele telefone da Nokia que era tido como indestrutível e de fato era? Então é a mesma coisa, só que entre as camisetas. E lá no site da Insider, o meu santo nome, Álvaro Borba, jamais será usado em vão, porque garante desconto. Desconto bom. O quinto produto da nossa lista é o copo certo com o nome errado.

¶35[música] >> Patrício, por que diabos um copo que é brasileiríssimo chama Copa Americana? >> Isso vem da época do fim da Segunda Guerra Mundial. Houve uma visita de empresários brasileiros aos Estados Unidos e o copo era o copo da máquina americana e virou o copo americano. O copo americano foi desenhado em 1947 por Nadir Dias de Figueiredo. Ele era simples e funcional.

¶36As ranhuras nas laterais deixavam o copo fácil de empilhar. O comprimento e o diâmetro tornavam esse copo um caso raro do item de cozinha. que era gostoso de lavar. [música] A mão entrava dentro com folga, era fácil de manter, era resistente, era fácil de armazenar, era durável, era e é. Tá aí até hoje.

¶37Eu sou fã e não sou o único. >> Tá para nascer copo tão versátil, gente, como esse daqui. Tá vendo esse design aqui? Já ganhou tudo que é prêmio e até foi exposto no Museu de Arte Moderna em Nova York como referência em design. O copo americano é um clássico e como todo clássico, ele gerou variações de si mesmo.

¶38>> Além do modelo tradicional que passa a ser feito em nove cores diferentes, o copo americano vai virar xícara de café, de chá e tigelas. Porantes vocês estavam muito mais no atacado com esse copo, agora vocês estão chegando mais próximo do varejo e do consumidor final. Nosso objetivo é também levar para este consumidor final que manifestou o seu desejo, a sua vontade de ter esse artigo dentro de casa e a gente tá construindo uma forma de levar isso para ele. >> Existe copo americano que não é fabricado pela Nadir em Suzano. Esses copos podem até ser mais baratos, só que não tem a mesma qualidade.

¶39No caso dos coloridos, podem até soltar tinta dentro do líquido que você tá bebendo. Sei porque já aconteceu comigo. Então, a escolha mais racional e econômica é o copo original transparente do seu Nadir. E o melhor é comprar de quantidade, né? Que aí você economiza na escala.

¶40Num jogo de 24 copos, cada um sai por menos de R$ 8, usando meu link. Claro. Já a petição para mudar o nome de copo americano para copo brasileiro pode ser assinada de graça. É, [música] entre um gole e outro, alguém solta uma petição dessas por aí, de quando em quando. [música] Considerações finais, porque o que eu tenho por você é isso aí.

¶41consideração. E você pode ter estranhado, né, um vídeo em que eu encarno o Careca do Bombril ou algo do tipo. Porque é que esse canal tá vendendo tanta coisa? Será que virou o Shop Time? Se essa for a sua crítica, eu compreendo, mas por favor, me ouça.

¶42Esse foi um vídeo experimental, é que o YouTube lançou essa função de links de afiliados. E aí a plataforma tá propondo que os criadores usem esse negócio. Eu me comprometi com um gerente que o Google delegou para orientar esse canal a testar essa ferramenta e também a publicar mais vídeos curtos. Vocês devem ter notado isso, né? Então esse é um experimento pra gente saber se essa função aí de venda, de link de afiliado, [música] se isso aí vai realmente substituir o AdSense aí no mês que vem.

¶43A gente abre os números dessas vendas e compartilha com a comunidade. Quanto que rendeu essa experiência, né? Quanto é que deu em vendas aí de copo americano, [risadas] de faca? E todos os recursos vão ser doados paraa pastoral do povo de rua. O comprovante vai ser postado na aba comunidade aqui desse canal.

¶44Então, cogite apoiar esse projeto e, claro, né, trate os seus impulsos de compra. com muito cuidado, com muita autocrítica, [música] porque assim, ó, comprar pelo prazer de comprar não é diferente de comer pelo prazer de comer, de [música] beber pelo prazer de beber, de apostar pelo prazer de apostar, de fumar pelo prazer de fumar. Então, vai com calma com esse negócio. Até por isso eu escolhi essa seleção aí de produtos realmente úteis, [música] funcionais, né? Tudo dito, bora ouvir.

¶45É que eu nunca trabalhei como vendedor, né? Aí me sobra um pouco de culpa assim, né? Eu eu não sou dado exercícios de persuasão. Falei demais. Bora pro PS.

¶46>> É muito triste o que aconteceu com a nossa indústria. E o Brasil realmente tinha um potencial industrial muito bom. Ah, e lá pelos anos 90 tudo isso foi embora, né? Depois da reserva de mercado, ninguém pode dizer que a reserva de mercado em si era algo bom, o país estava ficando atrasado, mas nós tínhamos uma indústria que a gente deveria ter preservado, mesmo abrindo a possibilidade de eh negociar produtos com outros países. >> Esse tema é importantíssimo, né?

¶47As pessoas agora não tão parece que estão tendo cada vez mais noção da desindustrialização, de como é importante, né? E muito além do dos lucros que a indústria gera, dos empregos, né, até alguns com salários mais altos e tal, ela tem diversos efeitos eh sistêmicos que se desencadeiam para ciclos virtuosos dentro da sociedade, não só em termos de economia, mas até da de uma elevação mesmo da da cultura de de produção, de trabalho, até da da mentalidade das pessoas, né? Muito obrigado por ficar comigo até o final, o finalzinho e o finalzinho inhoho. Esses derradeiros segundos em que envio o meu afeto e os meus abraços para Tom, o cuteleiro, para Lara Croft, Subnáutica de Emanjá, e também para o misterioso publicitário que gostaria que eu gritasse em alto e bom som. Me permita postar, rapaz.

¶48Ele não me convenceu a fazer isso, mas me convenceu de que eu tinha algum talento para vender alguma coisa. E aí eu tô tentando usar esse talento aqui de maneira construtiva e é o conselho que eu dou aí para esse publicitário também, né? Um beijo e como sempre, valeu. >> [música]